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Revista Rossi Revista Rossi Presentation Transcript

  • Decoração Meu cantinho predileto Entre e fique à vontade nos recantos da casa de quatro profissionais da arte de morar bem Por Iara Zavar Fotos Cia de Foto E les são especialistas na arte de desenvolver am- bientes harmoniosos. São chamados por diferen- tes tipos de clientes para decorar casas, escritórios, restaurantes e para deixar nesses lugares um pou- co de seu estilo. A Revista Rossi conversou com três arquitetos e um decorador para descobrir como a pro- fissão os influencia na hora de embelezar seus pró- prios lares – e, principalmente, para conhecer o can- to predileto da casa de cada um deles. Fernanda Marques, Débora Aguiar, Marcio Curi e Beto Galvez, profissionais que têm escritórios em São Paulo, abriram gentilmente as portas de seus ni- nhos para mostrar os ambientes em que mais gos- tam de estar, seja para ler, ouvir música, estudar, ficar com a família ou simplesmente relaxar. Em seus cantinhos favoritos, os quatro mostra- ram que nem sempre “em casa de ferreiro o espeto é de pau”. Aliás, ficam bem longe disso. Nas pági- Da esquerda para a direita (a partir da página anterior), detalhes da casa nas a seguir, fique à vontade e conheça esses ver- de Débora Aguiar, Fernanda Marques, dadeiros recantos de bem-estar. Beto Galvez e Marcio Curi 22 23
  • Decoração Arte em casa Em sua casa de 750 metros quadrados, a arquiteta Fernanda Marques gosta não só de poucos e grandes móveis, como também de valorizar os espaços vazios – marcas sempre presentes em seu trabalho. No canto predileto de sua casa, a sala de estar, não poderia ser diferente. “Eu gosto da idéia do vazio, de poucos e fortes elementos. Me agrada Em sua sala o fato de não precisar me desviar das coisas”, diz. de estar, Fernanda Marques gosta Nos dois sofás de 3,20 metros, que ficam no centro do ambiente, a de poucos e família grande se espalha. Fernanda é mãe dos trigêmeos Victória, grandes móveis. Isabella e Rafael, de 13 anos, e mora com o segundo marido, Gilberto, e No detalhe ao lado, peça em cerâmica dois dos três filhos dele, Bianca, 19, e Alice, 15. A mãezona adora ler trazida de Milão nessa ampla sala com lareira, televisão de plasma com carcaça vintage – que utiliza apenas para exibir vídeos de arte –, mesa de centro baixa de- corada com flores, livros e objetos de arte, como o porquinho imantado amarelo, de um ceramista holandês, comprado recentemente em Milão. Por falar em obras de arte, elas cercam todo o espaço. Em um dos cantos, vê-se uma escultura de bronze do artista Edgard de Souza. Logo na entrada da sala, está uma instalação que contrapõe madeira e mármore, de Elisa Bracher, e, envolto em moldura de acrílico, um de- licado colar feito com bisturis, criado pela artista Nazareth Pacheco. “Quando quero trocar a decoração, normalmente compro uma nova obra”, conta a arquiteta. Nos finais de semana, Fernanda gosta de ir com a família para outro ambiente dessa mesma sala, onde fica um telão de 80 polegadas e, claro, um sofá grande. “Eu adoro filmes!”, fala, rodeada pelos filhos. “O espaço também serve como escritório. Adoro os cantos multifuncionais.” 22
  • Decoração O arquiteto Beto Galvez no lugar em que adora ouvir música e estar rodeado por presentes. Abaixo, vaso e cabeça de Buda que ganhou de amigos Em seu “cantinho de luz”, Recanto de luz Débora Aguiar dispõe cachepôs de vime, castiçais Fibra, vime, madeira de reflorestamento, cou- de prata e obras de arte como a tela de Volpi (abaixo) ro ecológico. A mistura desses materiais, as- sociados a tons geralmente claros, é marca for- te dos ambientes aconchegantes criados pe- la arquiteta Débora Aguiar. Em seu apartamen- to de 130 metros quadrados, ela segue a mes- ma linha. “Os ambientes não devem ser só bo- nitos. Eu acredito muito que a casa precisa ser feita para as pessoas usarem de verdade”, diz. A cachorrinha de Débora, Hope, circula livremente por todos os cantos do apartamen- to e adora se aboletar nos braços da dona quando ela se estica na Poltrona Maggiolina, da grife italiana Zanotta – peça adorada por Débora e que está disposta entre dois am- bientes da sala. É nela que a arquiteta mais gosta de ficar quando consegue um tempi- nho livre para curtir sua casa. De um lado da poltrona há um cantinho para assistir à tele- visão, com sofá e um pufe grande; do outro, a sala de estar permeada por tons de bege acolhe quem mora e quem visita. “Eu gosto muito do jogo de luz e acho que as cores cla- ras facilitam isso”, explica Débora. Regalos em cena Nesse espaço, duas mesinhas de mármo- O decorador paulista Beto Galvez conta que sempre teve jeito para decoração. Ali, uma parede negra destaca os objetos, entre eles cin- re baixas feitas sob medida são preenchidas por harmonizar ambientes. Trabalhou em lojas especializadas em deco- co quadros (inclusive uma gravura de Di Cavalcanti). O móvel de cachepôs de vime, donzelas de vidro e casti- ração, como a Armando Cerello, e logo começou a desenvolver pro- arestas cromadas em que estão os CDs, o som e a televisão foi de- çais de prata. Por todos os cantos, as plantas jetos ao lado da amiga Nórea De Vitto. “No início, a gente fazia re- senhado por ele – como vários outros da casa. marcam presença, seja em pequenos vasos de uniões onde dava, até dentro do carro”, conta ele. Seis meses depois Galvez também adora dispor os presentes que ganha dos amigos orquídeas ou na avantajada pata de elefante de terem montado um escritório, no final dos anos 1980, a dupla foi nesse ambiente. “Esse tapete eu ganhei de um amigo; essa cabeça acomodada em um recipiente de vidro. chamada para criar um ambiente para o badalado evento Casa Cor. de Buda, de outro. Esse vaso é da minha amiga artista plástica Patrícia Em uma das paredes, um quadro de Alfre- E não pararam mais. Magano”, conta ele. Um pufe dourado vindo do Marrocos recente- do Volpi colore de leve o ambiente com suas “Gosto de ambientes que não tenham cara de loja”, fala Galvez. mente, também de presente, veio para integrar o espaço. “Como gos- bandeirinhas em tons de azul e vermelho. “Eu Na casa dele, não é diferente, tampouco no espaço contíguo ao living to muito de receber, adoro quando as pessoas sentam e começam a estava escolhendo um quadro para um clien- em que adora ouvir música, relaxar e ler revistas e livros de moda e reparar em todos os detalhes”, finaliza. te e me apaixonei por este”, fala a arquiteta. 22 23
  • Decoração Arquitetura da organização O arquiteto Marcio Curi é um fã ardoroso de viagens, desses que colecionam mapas, guias turísticos, reportagens sobre o tema. Na última reforma que fez em seu apartamento de 240 metros quadrados, ele montou um escritório que logo virou seu canto predileto da casa. Explica-se: além de instalar ali ou- tra de suas paixões, a televisão (ele tem seis espalhadas pela casa), destinou prateleiras inteiras para guardar suas pesqui- sas turísticas, que estão sempre superorganizadas. O escritório de Curi tem dois computadores – um dele e outro da mulher, Lenita. Entre as duas mesas dispostas lado a lado, o que há? Claro, uma TV. “Eu gosto de ficar com um olho cá e outro lá”, diverte-se o arquiteto. Logo na entrada do cômodo, outra paixão: uma coleção com mais de 700 pe- quenas garrafas de bebida que comprou em viagens ou ga- nhou de amigos, todas muito arrumadinhas dentro de uma vitrine. Em um canto próximo à estante, uma poltrona em tons de cinza é o abrigo ideal para planejar passeios e ler. Atualmente, Curi está longe das pranchetas, mas coorde- na um escritório de arquitetura, com mais de 70 funcionários, em que desenvolve projetos para o mercado imobiliário. Seu apartamento, onde vive desde 1995, já passou por três gran- des reformas. “Estou muito feliz com a minha casa”, fala ele, explicando que a decoração ficou a cargo de sua prima e de sua mulher. Segundo Curi, hoje a tendência no mercado é va- lorizar dois ambientes principais em uma casa: a sala e a suí- te do casal. “Mas é para cá que eu venho logo que chego em casa”, diz ele, sorridente, em seu escritório. No escritório de Marcio Curi, mapas, TV e computador ajudam a planejar viagens. Acima, cantinho de leitura, e, à direita, parte de sua coleção de garrafinhas 22
  • Gastronomia 1 A verdadeira massa Cozinha Não é nas prateleiras dos supermercados que estão as melhores massas. Para o chef Paulo Barros, do restau- profissional Chefs revelam seus endereços rante italiano Due Cuochi Cucina, as cantinas é que guar- dam o sabor e a qualidade da vera pasta. “Comprar mas- sa pronta em supermercado não é legal. O melhor é pro- curar as rotisserias dos restaurantes”, afirma. Com uma farta produção de massas artesanais e rús- ticas, a Cantina Roma, a Paola di Verona e o Jardim di preferidos para compras Napoli, endereços tradicionais da gastronomia italiana em São Paulo, estão entre os lugares que o chef indi- Por Aline Alves ca. “O importante da massa é ser sempre fresca. Nesses lugares, tudo o que se compra foi feito há pouco tem- po”, diz. Na rotisseria da Cantina Roma, por exemplo, Fotos: 1 - Cris Berger; 2, 3 e 4 - Cia de Foto 2 há grande variedade de produtos, entre massas frescas e pré-cozidas, tradicionais ou mais sofisticadas. Na hora de preparar essas delícias da culinária italia- na, o chef recomenda que a massa seja cozida em água fervendo e com sal grosso. “Não se deve colocar óleo na água, ele não deixa a massa sugar o molho.” Quem pro- cura praticidade, mas quer fugir de produtos industriali- zados, pode encontrar o clássico molho de tomate na pa- daria São Domingos, de acordo com Barros. Inaugurada em 1913, a padaria também é autora de um dos melho- U res pães italianos da cidade. Perfeito para não deixar so- ma banca de frutas na feira livre do bairro, a pada- brar nada no prato. Para finalizar qualquer boa pasta ita- liana, o queijo ralado não pode faltar. “O melhor é um par- ria da esquina ou o empório do outro lado da cida- migiano comprado em triângulo e ralado na hora.” 1 de. Desde o cozinheiro de mão-cheia àqueles que só se aventuram a fritar um ovo, todo o mundo tem seus en- 2 dereços preferidos para abastecer a cozinha e dar um to- que pessoal às refeições. Os chefs também. À frente de restaurantes premiados, eles revelam seus lugares favo- 3 ritos para compras. São descobertas conquistadas a par- tir do conhecimento, da ousadia e do faro aguçado de quem é profissional. 4 Para o chef Paulo Barros, do Due Cuochi, massas frescas produzidas por rotisserias de Fotos: 1 e 2 - Cia de Foto Entre vinhos, pimentas, massas e restaurantes, frutas, os chefs de cozinha não como a Cantina poupam esforços para escolher Roma (foto), os melhores ingredientes são sempre disponíveis no mercado uma boa pedida 22 23
  • Gastronomia A Casa Santa Luzia é um dos endereços prediletos da chef Fotos: 1 e 2 - Cia de Foto Renata Braune para comprar queijos e vinhos: variedade e acondicionamento 1 na medida certa Queijos e vinhos: 2 dupla perfeita Produzir queijos e vinhos é uma arte. Em ambos, a escolha da matéria-prima e o delicado processo de produção – a luz, o ar, bactérias e o tempo – deter- minam o resultado final e a identidade única de cada pedaço de queijo ou gar- rafa de vinho. Harmonizados, seus sabores marcantes são ressaltados e se com- plementam. Há séculos, a combinação está presente no cotidiano dos france- ses, que entendem de queijos e vinhos – e os produzem – como ninguém. Por isso, nada melhor que uma chef com formação na escola francesa Le Cordon Bleu e à frente de um restaurante típico daquele país, o Le Chef Rouge, para indicar onde comprar essas jóias da gastronomia. Renata Braune reco- menda dois endereços para aqueles que começam a se interessar pelo mun- do dos vinhos: Casa Santa Luzia e Casa Fasano. “Para quem não entende na- da de vinhos, esses lugares têm um bom espaço. Na Casa Fasano, é possível provar alguns vinhos em taças”, conta. Duas grandes lojas estão entre as dicas da chef para os iniciados na eno- logia, que já identificaram suas preferências e buscam os vinhos de acordo com a procedência. “Há bons vinhos argentinos e chilenos na Grand Cru, pa- ra todos os bolsos e gostos. Já a Mistral é a melhor sortida em quantidade e qualidade de vinhos europeus”, afirma. Para a hora de comprar os queijos, Renata dá uma dica de ouro: “Na ver- dade, os queijos devem ser comprados em local onde fiquem refrigerados e não em temperatura ambiente: essa é a regra de qualidade do produto. Evite queijos que ficam ‘babando’ e suando de calor nas prateleiras sem refrigera- ção”, diz. Mais uma vez, a chef recomenda a Casa Santa Luzia, pela varieda- de e pelo acondicionamento correto dos queijos. Já a importadora Allfood, cu- jos produtos estão em diversas lojas de São Paulo, de acordo com Renata, traz para o Brasil queijos franceses, italianos e espanhóis de qualidade. 22
  • Gastronomia O Nordeste é aqui 1 O chef Eduardo Sehn encontra vegetais sempre São Paulo é a cidade dos italianos, portugueses, japoneses, árabes, Andar por algumas ruas do bairro do Brás é como fresquinhos na banca da Iria alemães... e dos nordestinos. Quase 20% da população da capital se transportar para Salvador, Recife ou João Pessoa: es- e adora os produtos orientais paulista (mais de 2 milhões de habitantes, de acordo com o IBGE) tão repletas de lojas especializadas nos mais variados de lojas como a Hikari nasceu na região Nordeste do país. Entre as contribuições à cida- ingredientes típicos do Nordeste. São as Casas do de, os nordestinos trouxeram suas tradições gastronômicas. “Os Norte, onde se encontram ervas, carnes, pimentas, ingredientes principais para uma boa refeição nordestina são car- feijões, farinhas e até legumes vindos de todos os es- ne-de-sol, carne-seca, farinha e feijão-de-corda”, diz Mara Salles, tados nordestinos. “Eu gosto muito da loja Chitão. O chef do restaurante brasileiro Tordesilhas. Impossível não encon- atendimento é muito bom, é uma loja familiar e acabei trar um paulistano que não tenha experimentado – e adorado – qual- me aproximando dos donos pela simpatia deles”, con- quer uma dessas iguarias. ta Mara. Lá, a chef encontra iguarias como tapioca, je- rimuns, diversos tipos de abóboras, azeites de dendê e feijões – o fradinho e o verde, pouco consumidos no Sudeste, são deliciosos. Acompanhamento imprescindível, a farinha deve ser escolhida com cuidado. “Quando se fala em farinha de mandioca, há dois tipos: as extraordinárias e as ordi- nárias”, diz. De acordo com Mara Salles, especialista em culinária brasileira, as melhores farinhas de mandio- ca são produzidas no sul da Bahia e no Recôncavo 2 Baiano. “São mais gostosas e artesanais”, afirma. Sem a pimenta, uma refeição nordestina não está completa. É no Mercado Municipal de São Paulo que a 3 chef compra suas preferidas. “Na Banca do Santo en- contro as pimentas-de-cheiro do Pará”, conta. Além des- tas, Mara também gosta de usar em seus pratos as pi- mentas frescas de Goiás, do Amazonas e de Minas Sempre fresquinhos Gerais. Um passeio pelo mercado mais tradicional de As ervas e os ingredientes frescos são a alma da culiná- São Paulo pode revelar outras preciosidades da culiná- ria tailandesa. Para fazer com que os 30 pratos do cardá- ria brasileira. “O Brasil ainda tem muito o que apren- pio do restaurante Koh Pee Pee, de Porto Alegre, mante- 1 der sobre seus ingredientes”, diz. nham a vivacidade e o frescor típicos do país de origem, o chef e proprietário Eduardo Sehn vai até a cidade de 2 Montenegro, a 100 quilômetros da capital gaúcha. “Na chácara do Cirilo são produzidos diversos tipos de manjericão tailandês, pimentas, cidró, coentro, folhas de limão, hortelã, cebolinha verde, couve chinesa, bró- colis, tomates-cereja e minimilho. São temperos e ervas orgânicas cultivados sem agrotóxicos, mais saborosos e saudáveis”, conta Sehn. O acesso a esses ingredientes exclusivos contribuiu para que o Koh Pee Pee fosse re- conhecido pela qualidade e autenticidade de sua culiná- ria. Em maio de 2006, a casa recebeu o selo Thai Select, um certificado concedido pelo governo da Tailândia aos Para encontrar melhores restaurantes tailandeses do mundo. produtos típicos Para quem quiser manter a cozinha abastecida de do Nordeste, ingredientes vindos direto da horta, o chef recomenda a especialista a Banca da Iria. É de lá que, diariamente, saem os ve- Mara Salles não getais que vão para as receitas do restaurante. ”É uma dispensa uma boa quitanda sortida, com legumes e verduras sempre fres- Fotos: 1, 2 e 3 - Cris Berger Casa do Norte Fotos: 1 e 2 - Cia de Foto e o tradicional cos, produzidos em São Paulo e no Rio Grande do Sul”, Mercado diz Eduardo Sehn. Já aqueles ingredientes mais exóti- Municipal de cos, que não são produzidos no Brasil, podem ser en- São Paulo contrados nas lojas Hikari e Japan House: “Há ingredien- tes, especiarias e utensílios da Ásia”. 22 23
  • Gastronomia Indicações dos chefs Due Cuochi Cucina Le Chef Rouge Rua Manoel Guedes, 93 Rua Bela Cintra, 2.238 Itaim Bibi – São Paulo Consolação – São Paulo Tel. 11 3078-8092 Tel. 11 3081-7539 Paola di Verona Chitão (somente sob encomenda) Rua Joaquim Nabuco, 238 Tel. 11 3067-4455 Brooklin – São Paulo Tel. 11 6692-8925 Jardim di Napoli Rua Dr. Martinico Prado, 463 Banca do Santo Higienópolis – São Paulo Rua da Cantareira, 306 Tel. 11 3666-3022 Boxes 50 e 51 Centro – São Paulo Cantina Roma Tel. 11 3326-5428 1 Rua Maranhão, 512 Higienópolis – São Paulo Tordesilhas Tel. 11 3825-1077 Rua Bela Cintra, 465 São Domingos Consolação – São Paulo Rua São Domingos, 330 Tel. 11 3107-7444 Bela Vista – São Paulo Koh Pee Pee Tel. 11 3104-7600 Rua Schiller, 83 Casa Santa Luzia Rio Branco – Porto Alegre Alameda Lorena, 1.471 Tel. 51 3333-5150 Jardim Paulista – São Paulo Tel. 11 3897-5000 Hikari Produtos Orientais Avenida Sertório, 6.121, loja 24 Casa Fasano Jardim Lindóia – Porto Alegre Rua Amauri, 255 Tel. 51 3347-7125 Jardim Europa – São Paulo Tel. 11 3168-1255 Cirilo 2 Tel. 51 9982-2096 Mistral www.mistral.com.br Japan House 3 Rua General Vitorino, 172 Grand Cru Centro – Porto Alegre www.grandcru.com.br Tel. 51 3228-4768 Rua Bela Cintra, 1.799 Consolação – São Paulo Banca da Iria (presente também em Rua Barão de Tramandaí, 37 outros estados) Passo D’Areia – Porto Alegre Tel. 11 3062-6388 Tel. 51 3342- 4450 4 Fotos: 1, 2 e 4 - Cia de Foto; 3 - Cris Berger 22
  • Viagem Maranhão Dois olhares sobre o Maranhão São Luís e os Lençóis Maranhenses revelam imagens distintas de um estado cheio de histórias e belezas naturais Por João Correia Filho 2 S ão Luís do Maranhão nos inspira a prestar atenção nos detalhes. Uma das capitais históricas mais charmosas do país, a cidade é cheia de ruas e becos que mesclam várias culturas, deixadas ao longo de uma Para a felicidade de quem passeia por suas ruas cal- mas e estreitas, a época de conquistas e guerras aca- bou, mas deixou marcas bem impressas em seu casa- rio. Não é por acaso que São Luís foi declarada Pa- São Luís também é conhecida como Cidade dos Azulejos. história repleta de idas e vindas. Em 1550, foram os trimônio Histórico da Humanidade pela Unesco – além Acima, detalhe da Rua Formosa. portugueses que chegaram e ergueram a cidade de de um grande número de monumentos do século 17 e Na página Nazaré, mas resolveram abandonar o lugar devido ao 18, conta também com o maior número de construções anterior, a bela difícil acesso das embarcações e à resistência dos ín- do século 19 na América Latina, com mais de 5.500 edi- Igreja do Desterro dios tupinambás, que já habitavam a costa. Em 1612, ficações, entre casarões e outros monumentos. depois de se instalarem na região com a ajuda desses A capital maranhense é um deleite para os olhares mesmos índios, os franceses fundaram sobre Nazaré mais curiosos, refletido em sua riqueza histórica e nos a cidade de São Luís, ou melhor, Saint Louis. Em detalhes presentes em tudo: os azulejos portugueses co- 1615, os portugueses voltaram e expulsaram os fran- brem um grande número de casas, as eiras e beiras dos Fotos: 1 e 2- João Correia Filho ceses. Em 1641, foram os holandeses que tomaram a telhados demarcam a condição social, o traçado das ruas cidade. Foram expulsos três anos depois, quando os faz o viajante perder-se deliciosamente. Uma passada portugueses trouxeram o trabalho escravo e resolve- pela Fonte das Pedras, construída em 1643, revela car- ram investir no tabaco, no cacau e na cana. Os produ- rancas esculpidas em pedra, em um lugar arborizado que tos eram exportados para a metrópole e geraram a ri- foi ponto de parada de tropeiros. O caminho que leva à 1 queza que foi uma das características de São Luís. Fonte do Ribeirão revela a parte alta da cidade e pode 22 23
  • Viagem Maranhão levar também ao Teatro Arthur Azevedo, na antiga Rua do Sol. É o segundo mais antigo do país e foi construído em 1815, por comerciantes portugueses endinheirados. No seu interior, detalhe interessante: com capacidade para 750 espectadores, tem formato de ferradura, típico dos teatros de platéia italianos. Para quem quer conhecer um pouco dos hábitos das famílias Maranhenses nos séculos 19 e 20, a Morada Histórica de São Luís, na Rua Afonso Pena, é um passeio imprescindível. Durante a visita, é possível admirar o acervo de mais de 590 peças, entre móveis, ob- jetos de porcelana, cristais e pinturas. Outro atrativo do museu é a própria construção, que mescla elementos art- déco com traços da arquitetura portuguesa. Outros caminhos levam às igrejas, minuciosa expres- são da fé e da história da cidade. A Igreja da Sé, erguida em 1629 e reconstruída várias vezes, ganhou somente em Fotos: 1 - João Correia Filho ; 2 - Iara Zavar 1922 o estilo neoclássico que tem hoje. Imponente por dentro e por fora, merece uma visita atenciosa. Da praça que dá continuação a seu adro, vêem-se o Palácio dos Leões, hoje sede do Governo do Estado, e o Palácio de La Ravardière, sede do Município, que leva esse nome pomposo em homenagem ao francês Daniel de La Touche, fundador da cidade e conhecido como 1 Senhor de La Ravardière. 2 Acima, o belo museu Morada Histórica: acervo de mais de 590 peças. À esquerda, o Restaurante Antigamente, um dos charmosos estabelecimentos do centro da capital maranhense
  • Da Igreja da Sé, tome fôlego, abra os olhos e siga por toda a Rua da Palma até o Convento das Mercês, fundado em 1654 e que abriga hoje a Fundação da Memória Republicana. Depois, não deixe de visitar a Igreja do Des- terro, considerada o templo mais antigo do es- tado, datado de 1614. Foi totalmente destruí- do com a invasão holandesa e reconstruído pe- la população anos mais tarde. No retorno da Igreja do Desterro, pergun- te pelo Solar dos Vasconcelos, uma espécie de centro cultural onde estão expostas maque- tes que ajudam a compreender a São Luís de ontem e hoje, bem como o processo de res- tauração que foi implantado na cidade na década de 1980. Um destaque do Solar é a sala dedicada ao Projeto Embarcações do Maranhão, que recupera a tradição naval no Estado. É também nessa sala que conhece- mos Osmar Melo, um senhor de 64 anos que se dedica a fazer miniaturas de embarcações tipicamente maranhenses. Riqueza de deta- lhes que impressiona. Inspiração para seguir pela Rua do Comércio e ir até o porto. Apesar de sua importância histórica menor, já que não foi exatamente ali que os portugueses chega- ram pela primeira vez (originalmente os navios eram aportados mais próximos de onde é ho- je o bairro do Desterro), a chegada e partida de navios apinhados de gente ainda é uma forte referência de como tudo começou. An- de pela Avenida Beira Mar, vá e volte quan- tas vezes quiser até o sol se pôr entre as ve- las das jangadas. Assim, pouco a pouco, seus olhos vão entrando no clima para o próximo 1 destino, os Lençóis Maranhenses. Ruas estreitas 2 e ladeiras permeiam o centro da capital maranhense. À direita, o artesão Osmar Melo, que faz miniaturas de embarcações Fotos: 1- Iara Zavar ; 2 - João Correia Filho 22
  • Viagem Maranhão toda a área do parque, que fica salpicado de espelhos sempre acompanhado de um guia. Mesmo em cami- de água em tons de azul e verde. Algumas lagoas, co- nhadas curtas, é fácil se perder, pois os ventos apagam mo a Bonita e a de Santo Amaro, são perenes e cos- as pegadas em minutos, e o formato das dunas con- tumam ser também as mais visitadas. Outras, como funde até o mais experiente dos aventureiros. a Lagoa Azul e a da Boa Esperança, aparecem somen- Alguns optam por permanecer em uma única la- te na época das chuvas. Elas trazem consigo mais um goa. Nas mais freqüentadas, como a Azul e a Bonita, mistério vendido pelos guias: embora formadas pela há geralmente uma pequena estrutura que garante chuva, são hábitat de várias espécies de peixes. A ca- sombras (de guarda-sóis) e até cervejinha gelada, re- da ano, elas secam e só reaparecem na próxima es- frigerantes, algo para petiscar. Na página tação chuvosa (de abril a julho) – junto com elas vêm Quando o sol começa a baixar, é hora de sentar e anterior, uma os peixes, como se nunca tivessem saído dali. A fau- esperar. Se pôr-do-sol já é um espetáculo por si só, es- das mais belas na do parque é composta também por aves migrató- pere até assisti-lo tendo o horizonte dos Lençóis riquezas do rias, vindas da América do Norte, como o maçarico, Maranhenses como cenário. Como que ensaiado, as Maranhão: a o trinta-réis-boreal e a marreca-de-asa-azul. pessoas vão se reunindo, os casais, juntando-se, e o si- paisagem dos Para quem deseja conhecer o maior número de la- lêncio, dominando. Ouve-se o respirar profundo e até Lençóis goas, o ideal é alugar um jipe. Óculos escuros é exigên- suspiros. Quando o sol se avermelha e parte, alguns ba- Maranhenses. cia que não permite negligência, a menos que você quei- tem palmas, outros se beijam, a maioria fixa os olhos Abaixo, jipe para ra ver a paisagem com os olhos miúdos, apertados. De no infinito. Não importa. Diante de tamanha beleza, aventuras no qualquer forma, para explorar o lugar é preciso estar tudo passa a ser um mero detalhe. Parque Nacional 2 1 Olhar ao longe O caminho até nosso próximo destino começa geralmente com ser um oásis. Não é. O Parque Nacional dos Lençóis Maranhen- um carro 4x4 partindo de Barreirinhas, uma pequena e movimen- ses compreende 155 mil hectares de beleza moldada por um fe- tada cidade a 270 quilômetros de São Luís. É também a porta de nômeno único, formado há milhares de anos pela caprichosa e ir- entrada para uma das mais espetaculares paisagens do planeta, reverente natureza. Sua área equivale aproximadamente à ocupa- sem nenhum exagero. da pela cidade de São Paulo, embora a frenética capital paulista Enquanto atravessa grandes poças de lama em uma rudimen- seja a última coisa de que você vai se lembrar por aqui. Setenta tar estrada de terra que liga a cidade aos Lençóis Maranhenses, quilômetros de costa atlântica avançam terra adentro, formando os olhos vão se acostumando com o horizonte amplo, de plan- dunas, rios, lagoas e manguezais que dão a cada visitante uma tações de arroz e vegetação nativa. Ao desembarcar, automati- nova paisagem. Nos Lençóis Maranhenses, é o vento que manda camente o olhar é levado a se fixar ao longe, na grandiosa pai- na paisagem, como se de tempos em tempos sacudisse um gran- sagem composta por dunas brancas, onduladas, que descansam de lençol que seca no quintal – vem daí a analogia que dá nome no infinito. Não é necessário pressa para se chegar a lugar algum, ao lugar. Lagoas se formam em locais diferentes a cada ano e a Fotos: 1e 2 - Cia de Foto pois tudo é espetáculo a quilômetros de distância. É só olhar. “morraria”, como os nativos chamam as dunas, vai se movimen- Alguns passos adiante você vai se deparar com as primeiras tando lentamente. Algumas atingem até 40 metros de altura. lagoas, que mais parecem uma miragem desértica, típica de fil- As chuvas completam o cenário “surreal”, como definem alguns. mes em que o mocinho se decepciona ao chegar ao que julgou As águas pluviais formam lagoas que se espalham praticamente por 22 23
  • Viagem Maranhão Serviço Fonte das Pedras Rua 7 de Setembro, s/nº, Centro – São Luís Teatro Arthur Azevedo Rua do Sol, 180, Centro – São Luís Tel. 98 3218-9900 Igreja da Sé Avenida D. Pedro II, Centro – São Luís Tel. 98 3222-7380 Palácio dos Leões Avenida D. Pedro II, Centro – São Luís Tel. 98 2108-9000 Convento das Mercês Rua da Palma, s/nº, Centro – São Luís Tel. 98 3221-7239 Igreja do Desterro Largo do Desterro, s/nº, Desterro – São Luís Tel. 98 3211-0302 Memorial do Centro Histórico Solar dos Vasconcelos Rua da Estrela, s/nº, Centro – São Luís Tel. 98 3221-2760 Restaurante Antigamente Casarão restaurado no centro histórico, com música ao vivo toda noite. Rua da Estrela, 220, Centro – São Luís Tel. 98 3221-7072 Restaurante Escola do Senac Especializado em carnes, frangos e frutos do mar. Rua de Nazaré, 242, Centro – São Luís Tel. 98 3232-6236 Mais informações: www.turismo.ma.gov.br Foto: Cia de Foto À esquerda, o cenário emblemático dos Lençóis: miragem sem fronteiras 22 23