Responsabilidade Social e Éticanas OrganizaçõesSUSTENTABILIDADEFonte figura: Projeto Sigma
2Ética• Renato JanineRibeiro– relação entre moral(costume, modo) eética (caráter, modode ser)– Max Weber: ética daconvicaç...
3Critérios de avaliação ética para a tomada dedecisão (Danilo Marcondes – PUC Rio)1. Ação refletida (pensar, ponderar, faz...
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14Formas de atuar (2)2) Medianteinvestimento social• doações filantrópicas• compartilhandocapacidade gerencial etécnica• p...
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21Mas, por que as empresas investem na áreasocial ou preocupam-se comresponsabilidade social?Quais as reais motivações des...
22Há muitas razões para o mercado envolver-se comquestões sociais...As razões dificilmentesão as mesmas de umaempresa para...
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24Indicadores Ethos deResponsabilidade Social Empresarial• Surgimento e evolução• Ênfases: auto-avaliação e aprendizagem• ...
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JustificarIndicadores Ethos de RSE
65Indicadores Ethos de RSE
66Indicadores Ethos de RSE
67Etapas do processo de trabalho com Indicadores Ethos1) Escolherfacilitadoresinternos2) Capacitar osfacilitadores3) Criar...
68Objetivos das empresas ao adotar modelosreconhecidos de relatórios / balanços sociaisPrincipal:Agregar valor à marca(est...
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70Etapas da construção do balanço socialPlanejar o trabalhoe escolher a estrutura(modelo)Designar participantes(internos e...
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74Como tersolidariedade comgerações futuras seas necessidadesatuais não sãosatisfeitas?• Solidariedade:– inter-gerações– i...
75Desenvolvimento alternativo ousolidário•cidadania, inclusão de setores marginalizados esubordinação do econômico a outro...
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78OrganizaçãoSociedadeIndivíduoInterdependência entre asdimensões de ação
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82Consumo Consciente: Dilemas e CaminhosConsumidores podem premiar1. Novas concepções denegócios, atentas aosdesafios econ...
83Fonte: http://www.myfootprint.org/en/visitor_information/Calculando a pegadaecológicaNo teste criado pela Redefining Pro...
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87Para reflexão...• É possível combinar a visão de longo prazoda perspectiva sustentável com a visão decurto prazo da lógi...
88Gestão questõessociais(Social issuesmanagement)Abordagem gerencialou estratégica-Natureza utilitária-Problemas sociais c...
89“Empresas ganhadoras e líderes do Século21 são as que incorporam asoportunidades que emergem doconhecimento e da análise...
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91Quatro pilares das empresas desucesso2. Identificação de oportunidades de negócios nesses desafios, fazendoaquilo que fa...
92Quatro pilares das empresas desucesso3. Alinhamento dessas oportunidades denegócios com as estratégias centrais(core str...
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96Novos negócios...• Novas fontes de energia• Eficiência no uso de recursos energéticos• Reciclagem e logística reversa• E...
97Finanças Sustentáveis1. Ampliação do acesso a serviços bancários e acrédito2. Microcrédito3. Crédito responsável4. Análi...
98Influência de diferentes atores nasustentabilidade• Empresas• Governos• Clientes empresariais• Consumidores• ONGs• Mídia...
99“Criando valor” - possíveis correlações entrefatores de sustentabilidade e sucesso comercial• Fatores desustentabilidade...
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102Fundos de ações com foco emsustentabilidade nos bancos• ABN AMRO Ethical• ABN AMRO FI AÇÕES ETHICAL II• BB TOP AÇÕES ÍN...
103Tipos de Investimento SocialPrivado• Investimento social corporativo• Investimento social comunitário• Investimento soc...
104GIFE – GRUPO DE INSTITUTOS,FUNDAÇÕES E EMPRESASTIPOLOGIA DO INVESTIMENTO SOCIAL PRIVADO
105IPEA – Instituto de PesquisaEconômica Aplicada –www.ipea.gov.br/asocialRegião Montante Investido* Montante / PIB2000 20...
106Questões para debate (Texto: Maria CeliaPaoli – Bibliografia recomendada)• Filantropia empresarial: não questiona model...
107Questões para debate (Paoli)• Investimento social das empresas pode preservaras hierarquias tradicionais que produzem o...
108• “Temos muitos problemas, mas possuímostodos os recursos para resolvê-los.”• É preciso “vontade política de fazer esta...
109Lester Thurrow: distinção entrelíderes e exploradores
110A minha alma tá armada e apontada para a cara dosossegoPois paz sem voz, paz sem vozNão é paz, é medoÀs vezes falo com ...
111Governança e CidadaniaCorporativa• Conjunto de princípios e sistemas de gestão destinados àcriação ou preservação de va...
112Governança e sustentabilidadeEmpresas comcapacidade/habilidadepara conciliar interessesdiversosMelhor capacidade degest...
113Governança Corporativa eSustentabilidade• Convicção de que a sustentabilidadeempresarial está ancorada na práticaconsis...
114Governança Corporativa• É o sistema pelo qualas sociedades sãodirigidas e monitoradas,envolvendo osrelacionamentos entr...
115Melhores práticas de governançacorporativa no Brasila. Reforma na Lei das S.A. (2001) – objetivo: fortalecer omercado d...
116Governança e Responsabilidade social:pactos, normas e ferramentas de gestão• Gerais ou Universais– Declaração dos Direi...
117Leitura e debate a respeito denormas, pactos e certificaçõesrelacionados à responsabilidadesocial empresarial
118Fonte: www.pnud.org.brAS METAS DO MILÊNIO
119• Princípios de Direitos Humanos1. Respeitar e proteger os direitos humanos;2. Impedir violações de direitos humanos;• ...
120Global Reporting Initiative – GRI(www.globlalreporting.org)• Ong internacional deorigem ambiental –CERES – Boston• Moti...
121• Amplo processo de discussãopública das diretrizes, comparticipação de distintos setores• Em construção: sistema eletr...
122Limites e dilemas do movimento daRSEInterno: o central é ganhar dinheiro; responsabilidadesocial é secundárioCrença d...
123Tendências no discurso do movimentoda RSE• Responsabilidade social empresarial rima com desenvolvimento sustentável• Pr...
124“A questão principal não é a tecnologia,mas a política. O grande desafio doséculo XXI é da mudança do sistema devalores...
125Embora reconheçamos limites e desafios daresponsabilidade social empresarial...• É importante reconhecer que:– a capaci...
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127“... a realidade não se reduz ao queexiste. A realidade é um campo depossibilidades em que têm cabimentoalternativas qu...
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  1. 1. Responsabilidade Social e Éticanas OrganizaçõesSUSTENTABILIDADEFonte figura: Projeto Sigma
  2. 2. 2Ética• Renato JanineRibeiro– relação entre moral(costume, modo) eética (caráter, modode ser)– Max Weber: ética daconvicação (ou éticade princípios) e éticada responsabilidade– Ética, política ecidadania• Termos em voga:– Ética da vida– Ética do cuidado(Leonardo Boff)– Ética eresponsabilidadesocial
  3. 3. 3Critérios de avaliação ética para a tomada dedecisão (Danilo Marcondes – PUC Rio)1. Ação refletida (pensar, ponderar, fazer escolhaconsciente)2. Transparência (nada para esconder)3. Reciprocidade (“Não faça ao outro...”)4. Solidariedade (importar-se com o outro e com o bemcomum x levar vantagem em tudo)5. Coerência (sentir, pensar, agir x “Faça o que eu digo,mas...” – Ética da casa x Ética da Rua)
  4. 4. 4Ética e Responsabilidade SocialMoral e Valores(Abordagem normativa)Direitos e DeveresCidadania(Abordagem contratual)Problemas sociais comovariáveis a seremconsideradas na gestãoRSE como vantagemcompetitiva(Abordagem gerencial ouestratégica)
  5. 5. 5Diferentes visões...Visão liberalResponsabilidade dasempresas:empregos, lucros,impostos. O socialnão é de suacompetênciaespecíficaVisão críticaEmpresascomo vilãsVisão políticaEmpresas são muito poderosaspara ficar fora do debate público
  6. 6. 6Abordagens – Ética e RSE (Kreitlon, 2004)Ética empresarial(Business Ethics)Abordagem ética ounormativa-Ramo da ética aplicada-Tratamento filosófico, normativo,moral, baseado em valoresMercado e Sociedade(Business & Society)Ab. social ou contratual-Perspectiva sociopolítica-Abordagem contratual e inter-relacionada entre empresas esociedadeGestão questões sociais(Social issuesmanagement)Ab. gerencial ouestratégica-Natureza utilitária-Problemas sociais como variáveis aserem consideradas na gestãoestratégica-RSE como vantagem competitiva e
  7. 7. 71900 a1960-Desilusão com liberalismo-Profissionalização da gestão-Influência socialismo e movimentos antitrust- Debate sobre condições de trabalho, ética dos executivos efilantropia1960 a1980-Mobilização cívica e revolucionária-Avanços científicos e movimentos ambientalistas-Crise do capitalismo-Surgimento da Business ethics (filosofia e gestão)-Distinção entre filantropia e responsabilidade: base para correnteBusiness & Society1980aos diasatuais-Avanço de políticas neoliberais-Globalização e Financeirização da economia-Flexibilização da produção-Debates sobre desenvolvimento sustentável-Consolidação Business & society e surgimento Social issuesmanagementFonte: Kreitlon, 2004
  8. 8. 8Como a gestão social e agestão ambiental seencontram?
  9. 9. 9Gestão Ambiental – alguns eventos(Nascimento, 2007)1950 1953 - Acidente de Minamata (Japão) derramemento Mercúrio – 700mortos e 9000 doentes crônicos1957 – Tcheliabinski (URSS) – primeiro acidente nuclear1960 1962 – Livro: “A Primavera Silenciosa, de Rachel Carson – alertapara perigos de pesticidas e poluentes1970 1972 – Relatório “Os limites do crescimento” – por um grupo decientistas para a Clube de Roma1972 – Conferência de Estocolmo – 1ª da ONU para meio ambiente– 113 países, 250 ONGs. Criação de órgãos de controle ambientalem vários países, criação do PNUMA1976 – Acidente Seveso – Itália – incêndio indústria pesticidas,emissão de dioxinas1978 – Selo Ecológico (Alemanha) – primeiro selo ecológico – “AnjoAzul”
  10. 10. 10Gestão Ambiental(Nascimento, 2007)19841986198719881989Acidente de Bohpal (Índia) – gases tóxicos na atmosfera – UnionCarbide. 3.300 mortos e mais de 20.000 doentes crônicosAcidente Nuclear de Chernobil (Ucrânia) – 31 mortos, 134 pessoascom síndrome aguda de radiação e 237 suspeitas. Desde o acidente,35.000 casos de câncer na regiãoAcidente de Basiléa (Suiça) – 30.000 litros de pesticida no Rio Reno– 500 mil peixes mortosRelatório “Nosso Futuro Comum” (Relatório Bruntland”Protocolo de Montreal – proíbe CFCsConstituição Brasileira – Cap. VI: “todos têm direito ao meioambiente ecologicamente equilibrado...”Acidente Exxon Valdez (Alasca) 37 milhões de litros de óleo no marConvenção da Basiléia (Suiça) – regulamenta a movimentaçãotransfronteiriça de resíduos perigosos
  11. 11. 11Gestão Ambiental(Nascimento, 2007)19921997Rio 92 – 2ª Conferência ONU para o Meio Ambiente – 172 países,10.000 participantes. Resultados: Agenda 21; Declaração do Riosobre Meio Ambiente e Sustentabilidade; Princípios para aadministração sustentável de florestasCriação do CEBDS – Conselho Empresarial Brasileiro para oDesenvolvimento SustentávelProtocolo de Quioto – Convenção sobre Mudanças ClimáticasLançamento da Norma ISO 14.001200120022007Convenção de Estocolmo sobre Poluentes Orgânicos PersistentesRio + 10 – Convenção ONU – Joannesburgo (África do Sul)2º Painel Intergovernamental das Mudanças Climáticas ONU – 2.500cientistas, 130 países
  12. 12. 12Termos associados• Ética• Filantropia (Amor ao Homem)• Cidadania corporativa (direitos edeveres)• Responsabilidade social –stakeholders (partesinteressadas)• Sustentabilidade• Governança (Corporativa)• Investimento social privado• Marketing– Marketing social– Marketing relacionado a uma causaFonte fotos: HELP - PER UNA VITA SENZA TABACCO - CAMPAGNA ITALIANAANTI-TABAGISMO e Instituto Ronald McDonald
  13. 13. 13Formas de atuar (1)1) Atuando demaneira éticae socialmenteresponsávelem todas asetapas de suaatividadeprodutivaInstituto Ethos – Localizador de Ferramentas de Gestão em RSEFonte: www.ethos.org/sistemas/conceitos_praticas/localizadorSem deixar de serrentável ecompetitivo
  14. 14. 14Formas de atuar (2)2) Medianteinvestimento social• doações filantrópicas• compartilhandocapacidade gerencial etécnica• programas devoluntariadoempresarial• iniciativas de marketingsocial• apoiando iniciativas dedesenvolvimentocomunitárioFonte fotos: www.citibank.com ewww.petrobras.com.br
  15. 15. 15Formas de atuar (3)3) Mediantecontribuição aodebate sobrepolíticas públicas,nas áreas:• Fiscal• Educacional• Produtiva (qualidade)• Ambiental• ResponsabilidadeSocial• ...• ...
  16. 16. 16
  17. 17. 17
  18. 18. 18
  19. 19. 19
  20. 20. 20“Responsabilidade social é uma forma degerir uma empresa que busca maximizaros efeitos positivos sobre todas aspessoas que são e podem ser impactadaspela empresa.”Fonte: palestra Oded Grajew – Instituto Ethos - 2003“Antes de tomar qualquer decisão, questionar quemvai ser impactado por aquela decisão e se vaimelhorar a vida de quem será impactado. Se aconclusão é que vai prejudicar mais do que melhorar,a decisão deve ser revista.”
  21. 21. 21Mas, por que as empresas investem na áreasocial ou preocupam-se comresponsabilidade social?Quais as reais motivações dessas ações?
  22. 22. 22Há muitas razões para o mercado envolver-se comquestões sociais...As razões dificilmentesão as mesmas de umaempresa para outra, masos benefícios, para osnegócios e para asociedade, mostrarãoque se deve incentivar amaior participação domercado, sem suspeitasprévias sobre seusmotivadores.Para sensibilizar e formaruma massa de atuaçãosocial no setorempresarial é preferívelutilizar argumentos denegócios do que esperarpelo senso cívico oufilantrópico.Fonte: Logan e outros, 1997
  23. 23. 23
  24. 24. 24Indicadores Ethos deResponsabilidade Social Empresarial• Surgimento e evolução• Ênfases: auto-avaliação e aprendizagem• Temas:1. Valores, Transparência e Governança2. Público Interno3. Meio Ambiente4. Fornecedores5. Consumidores e clientes6. Comunidade7. Governo e Sociedade
  25. 25. 25
  26. 26. 26
  27. 27. 27
  28. 28. 28
  29. 29. 29
  30. 30. 30
  31. 31. 31
  32. 32. 32
  33. 33. 33
  34. 34. 34
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  36. 36. 36
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  62. 62. 62
  63. 63. 63
  64. 64. JustificarIndicadores Ethos de RSE
  65. 65. 65Indicadores Ethos de RSE
  66. 66. 66Indicadores Ethos de RSE
  67. 67. 67Etapas do processo de trabalho com Indicadores Ethos1) Escolherfacilitadoresinternos2) Capacitar osfacilitadores3) Criar grupos detrabalho portemas, definirlideranças eagenda4) Discutir portema epreencher osindicadores5) Consolidar ostemas6) Enviar dados aoEthos pelo sistema7) Baixar relatóriodo site do Ethos8) Apresentar e avaliar orelatório9) Planejarnovas ações10) Implementar asações11) Avaliar açõesimplementadas* ElaborarBalanço SocialCiclo PDCA
  68. 68. 68Objetivos das empresas ao adotar modelosreconhecidos de relatórios / balanços sociaisPrincipal:Agregar valor à marca(estratégia de mercado)Podem servir,também, para:– avaliação– avanços na gestão,– diálogo com partesinteressadas– relação cominvestidores– construção dareputação
  69. 69. 69Balanços sociais no Brasil• Modelo IBASE –Instituto Brasileiro deAnálises Sociais eEconômicas– Criado em 1997– Principal vantagem:simplicidade• Guia do Instituto Ethos– Lançado em 2001– Sugere princípios ecritérios para elaboraçãode balanços sociais:• Relevância• Veracidade• Comparabilidade• Regularidade• Verificabilidade• Clarezawww.premiobalancosocial.org.br
  70. 70. 70Etapas da construção do balanço socialPlanejar o trabalhoe escolher a estrutura(modelo)Designar participantes(internos e externos-stakeholders)Coletar dados einformaçõesConsolidar osdadosElaborar eanalisar o textoVerificar e auditaras informaçõesPublicar edivulgar o relatório
  71. 71. 71Erros comuns naconstrução de relatórios1. Confundir com divulgação de investimento social2. Mais aparência do que transparência- muitos relatórios: “parabéns para mim mesmo”3. Uso de materiais não sustentáveis para impressãoe divulgação4. Gasto excessivo5. Não consultar sequer o stakeholder interno(público interno, muitas vezes, nem sabe o que é)
  72. 72. 72Desenvolvimento sustentável...“...desenvolvimento quebusca atender asnecessidades da geraçãopresente semcomprometer acapacidade das futurasgerações de atender suaspróprias necessidades”(Fonte: Relatório Brundtland, 1987) SocialEconômicoAmbiental
  73. 73. 73
  74. 74. 74Como tersolidariedade comgerações futuras seas necessidadesatuais não sãosatisfeitas?• Solidariedade:– inter-gerações– intra-geração:minorias edesigualdades– inter-espacial:entre regiões epaíses
  75. 75. 75Desenvolvimento alternativo ousolidário•cidadania, inclusão de setores marginalizados esubordinação do econômico a outros objetivos e valores•muito variado: toma forma a partir de 1970•não rejeita o crescimento econômico, porém buscaalternativas ao capitalismo emancipatórias e viáveis•crítica à estrita racionalidade econômica e à idéia de que aeconomia é uma esfera independente da vida social, que exigesacrifício de bens e valores sociais, políticos, culturais e naturais•ênfases: local, sociedade civil, comunidades marginalizadascomo sujeitos e não como objetos de programas dedesenvolvimento, estratégias de baixo para cima•insere-se nessa proposta a idéia de Economia Solidária -alternativa solidária dentro do capitalismo
  76. 76. 76Alternativas ao desenvolvimento• Especialmente entre os ecologistas• Rejeição da própria idéia dedesenvolvimento econômico• Proposição de estratégias anti-desenvolvimentistas• Consumerismo verde e consumerismoético X anticonsumerismo
  77. 77. 77Quais podem ser os papéis dosindivíduos, enquanto cidadãos,consumidores ou membros de umaorganização produtiva, para apromoção da ética, da responsabilidadesocial e do desenvolvimentosustentável?
  78. 78. 78OrganizaçãoSociedadeIndivíduoInterdependência entre asdimensões de ação
  79. 79. 79Sustentabilidade, Comportamento eConsumo Consciente• “Consumir com consciência do impactodo ato do consumo sobre a própriapessoa, as relações sociais, a economiae a natureza, buscando mobilizar outraspessoas na mesma direção.”• Ato de consumo como ato político• Consumo como instrumento de bem estare não como fim em si mesmo• “Ser” ou “Ter” como elementos quedefinem a identidade• Entre os 20% da população mais rica, em40 anos, o consumo aumentou 14 vezesFonte: palestra Helio Mattar / Instituto Akatu - Salvador, outubro 2006.
  80. 80. 80Consumo Consciente: Dilemas e CaminhosConsumo como fenômenohistóricoSéculos XVIII e XIX - Revolução Industrial: aumento da capacidadeprodutivaSéculos XIX e XX - de sociedade agrícola para sociedade urbanaSéculo XX - Publicidade + Novos produtos, serviços e tecnologiasNecessidades Desejos SatisfaçãoCultura de consumo
  81. 81. 81Consumo Consciente: Dilemas e CaminhosConsumo como fenômeno... Econômico produção, atendimento de necessidades, renda, riqueza, liberdade definição ampliada de economia / definição ampliada de consumo: consumo como instrumentode bem estar e não como fim em si mesmo (Mattar, 2006) desafio: entre os 20% da população mais rica, em 40 anos, o consumo aumentou 14 vezes(Mattar, 2006) Social padrões de consumo influenciados pelo habitus (Bourdieu, 1996) fenômeno individual e relacional Político ato de consumo como ato político (Mattar, 2006)“a política é tão importante quanto a economia para um desenvolvimento bem-sucedido” (PNUD,2002) Cultural valores, ética identidade - “Ser” ou “Ter” como elementos que definem a identidade (Mattar, 2006)
  82. 82. 82Consumo Consciente: Dilemas e CaminhosConsumidores podem premiar1. Novas concepções denegócios, atentas aosdesafios econômicos, sociaise ambientais da atualidade2. Atendimento a novasnecessidades e a demandasnão atendidas de certaspopulações3. Empresas mais avançadas emsuas práticas em termoséticos e de responsabilidadesocial e ambientalPapéis dos consumidoresConsumidores podem punir(boicotar, protestar)1. Empresas e produtos comelevado grau negativo deimpacto social e ambiental2. Empresas que nãodemonstram compromisso eavanços contínuos no campoda ética e da responsabilidadesocial e ambientalConsumidores podem refletir1. Refletir continuamente sobreseus padrões de consumo eredefini-los, com consciênciados impactos de suasdecisões2. Influenciar outras pessoaspara que também o façam
  83. 83. 83Fonte: http://www.myfootprint.org/en/visitor_information/Calculando a pegadaecológicaNo teste criado pela Redefining Progress, cada pessoa podecalcular o impacto de seu modo de vida sobre o planeta,considerando fatores como:Clima da região em que viveTipo de moradiaFontes de energia utilizadas na moradiaMateriais utilizados na construção e mobíliaTipo de veículo para transportePercursos percorridosHábitos cotidianos para poupar energia e água e dereciclagemTipo de alimentaçãoOrigem dos itens de alimentaçãoHábitos gerais de consumo, como freqüência desubstituição de bens
  84. 84. 84Calculei minha pegada: se todasas pessoas no planeta tiveremestilo de vida similar ao meu,precisaremos de:1,09 Planetas TerraFonte: http://www.myfootprint.org/en/quiz_results/Comparando minha pegada coma média brasileira:
  85. 85. 85Consumo Consciente: Dilemas e CaminhosMas há limites, retrocessos, oprocesso não é linear...A Pesquisa “Responsabilidade Socialdas Empresas: percepção doconsumidor brasileiro (2006-2007),realizada pelo Instituto Akatu, mostraque, em comparação com os anos 2000e 2007:“O brasileiro está menosengajado em ações do que háalguns anos: premia e punemenos as empresas do que faziano passado”Para conhecer os dados da pesquisa na íntegra, basta acessar o link:http://www.akatu.org.br/akatu_acao/publicacoes/responsabilidade-social-empresarial/rse-percepcao-do-consumidor-brasileiro-2006-e-2007
  86. 86. 86• Medo de que não priorizar os acionistas(shareholders) no planejamentoestratégico, em favor dos stakeholdersgerasse queda no valor das ações• O que aconteceu foi uma queda novalor das ações em função deproblema de qualidade nãocomunicado aos consumidoresExemplo de empresa americana:Fonte: Oded Grajew (The Global Compact Learning Forum 2003)
  87. 87. 87Para reflexão...• É possível combinar a visão de longo prazoda perspectiva sustentável com a visão decurto prazo da lógica do mercado?• Como alinhar sustentabilidade ecompetitividade?• É possível um “capitalismo sustentável, quepreserva recursos disponíveis e, ao mesmotempo, incentiva o consumismo?
  88. 88. 88Gestão questõessociais(Social issuesmanagement)Abordagem gerencialou estratégica-Natureza utilitária-Problemas sociais como variáveis aserem consideradas na gestãoestratégica-RSA como vantagem competitiva ecomo oportunidade de negócio
  89. 89. 89“Empresas ganhadoras e líderes do Século21 são as que incorporam asoportunidades que emergem doconhecimento e da análise dos desafios,tendências e expectativas da sociedade,integrando-os em suas estratégias efazendo o que sabem fazer de melhor –negócios, de maneira que seuengajamento seja sustentável”.Julio Moura – Grupo Nueva (BID/Ethos, 2006)
  90. 90. 90Quatro pilares das empresas desucesso1. Novos conhecimentos - esforços disciplinados deleitura das expectativas, tendências e desafiosdas sociedades e do planeta, incorporando taisconhecimentos a suas estratégias;Julio Moura – Grupo Nueva (BID/Ethos, 2006)
  91. 91. 91Quatro pilares das empresas desucesso2. Identificação de oportunidades de negócios nesses desafios, fazendoaquilo que fazem de melhor, como inovar para apresentar soluções eprodutos que incluam novos setores da sociedade na solução dosproblemas. Para isso:– diálogo com outros setores da sociedade,– parcerias para solução de problemas,– pressão saudável sobre os governos, para serem mais eficientes,ambiente de negócios propício para fazer investimentos;– comércio justo entre os países;– legislação simples e transparente para os investimentos que apóiam ocrescimento, em especial da pequena e média empresa;– investimentos em infra-estrutura necessária ao desenvolvimento;Julio Moura – Grupo Nueva (BID/Ethos, 2006)
  92. 92. 92Quatro pilares das empresas desucesso3. Alinhamento dessas oportunidades denegócios com as estratégias centrais(core strategies) da empresa;Julio Moura – Grupo Nueva (BID/Ethos, 2006)
  93. 93. 93Quatro pilares das empresas desucesso4. Inclusão de medições de resultados em longoprazo;4.1 incorporação da visão e dos valores daresponsabilidade social por todos osempregados, para mudança cultural que vaialém do líder ou do responsável pela partesocial e ambiental;4.2 ferramentas, sistemas e processos queintegrem essa visão dentro de seu planejamentoe de sua vida diária,4.3 sistemas de incentivos de executivos eempregados dentro dessa visão.Julio Moura – Grupo Nueva (BID/Ethos, 2006)
  94. 94. 94Negócios na base da pirâmideStuart L. Hart“Capitalism at the Crossroads: The UnlimitedBusiness Opportunities in Solving the World´sMost Difficult Problems” (2005)Brasil: “Capitalismo na Encruzilhada” (2006)C.K. PrahaladA Riqueza na Base da Pirâmide- Brasil (2005)Redução da pobreza e dadesigualdade via mercado
  95. 95. 95Negócios na base da pirâmide• Modelo de negócios que passa pela melhoria daqualidade de vida das pessoas mais carentes, exigindorespeito à diversidade cultural e conservação daintegridade ecológica do planeta, por meio de negócioslucrativos.• Comprometimento com as populações locais, buscandosoluções mais apropriadas a necessidades específicas,aproveitando recursos locais, com menor impacto sobreo ambiente• Soluções criativas, inovadoras• 4 bilhões de pessoas – renda inferir a US$ 1,5 mil porano
  96. 96. 96Novos negócios...• Novas fontes de energia• Eficiência no uso de recursos energéticos• Reciclagem e logística reversa• Ecodesign• Produtos “selo verde” – consumo verde,consumo ético, consumo consciente• Comércio Justo – Fair Trade• Mercado de Créditos de Carbono – Mecanismode Desenvolvimento Limpo• Sistemas alternativos de transporte• Dos produtos aos serviços• ...
  97. 97. 97Finanças Sustentáveis1. Ampliação do acesso a serviços bancários e acrédito2. Microcrédito3. Crédito responsável4. Análise de crédito – Princípios do Equador5. Financiamentos socioambientais6. Seguros ambientais7. Mercado de créditos de carbono8. Fundos de investimento socialmente responsáveis9. Transparência10.Combate à lavagem de dinheiro11.Segurança da informação
  98. 98. 98Influência de diferentes atores nasustentabilidade• Empresas• Governos• Clientes empresariais• Consumidores• ONGs• Mídia• Organismos internacionais• ...•Investidores ecredores–Investidores privados–Empreendedores–Capitalistas de risco
  99. 99. 99“Criando valor” - possíveis correlações entrefatores de sustentabilidade e sucesso comercial• Fatores desustentabilidade– Governança e gestão– Engajamento stakeholders– Melhora processo ambiental– Produtos e serviçosambientais– Crescimento da economialocal– Desenvolvimento dacomunidade– Gestão de recursoshumanos• Fatores de sucessocomercial– Crescimento receitas eacesso a mercados– Economia de custos eprodutividade– Acesso ao capital– Gestão de riscos elicença para operar– Capital humano– Valor de marca ereputação
  100. 100. Socially ResponsibleInvesting (SRI)100• Família criada em 1999• Considera Best in classem cada categoria/setor• Triple Bottom Line –econômico, social eambiental• Influencia investimentosde 6 bilhões de dólarespor ano• Empresas de 57setores, diversospaísesBrasileiras (Set 2008):Aracruz Celulose SABanco Itaú HoldingBanco Bradesco SAItausa Investimentos Itaú SACEMIGPetrobrasUsiminasVotorantim Celulose e Papel
  101. 101. 101 2005 – 28 empresas brasileiras(de 121 convidadas) 2006/2007: 34 empresas, 43ações, 14 setores 2007/2008: 32 empresas, 40ações (Carteira teórica) Conselho: Bovespa, ABRAPP,ANBID, APIMEC, IBGC, IFC,Ethos, MMA, + PNUMA. Metodologia: GVCes FGV-SPDimensões deanálise:1. Geral2. GovernançaCorporativa3. Econômica efinanceira4. Ambiental5. Social
  102. 102. 102Fundos de ações com foco emsustentabilidade nos bancos• ABN AMRO Ethical• ABN AMRO FI AÇÕES ETHICAL II• BB TOP AÇÕES ÍNDICE SUSTENTABILIDADEEMPRESARIAL FIA• BRADESCO FIA Índice de Sustentabilidade Empresarial• BRADESCO Prime FIA Índice de SustentabilidadeEmpresarial• HSBC FIA SUST EMP – Ações Sustentabilidade Empresarial• ITAU EXCELÊNCIA SOCIAL AÇÕES FI• SAFRA ISE – Fundo de Investimento em Ações(Fonte: ANBID – Associação Nacional dos Bancos de Investimento)
  103. 103. 103Tipos de Investimento SocialPrivado• Investimento social corporativo• Investimento social comunitário• Investimento social familiar• Venture philanthropy• Social investment funds
  104. 104. 104GIFE – GRUPO DE INSTITUTOS,FUNDAÇÕES E EMPRESASTIPOLOGIA DO INVESTIMENTO SOCIAL PRIVADO
  105. 105. 105IPEA – Instituto de PesquisaEconômica Aplicada –www.ipea.gov.br/asocialRegião Montante Investido* Montante / PIB2000 2004 2000 2004Sudeste 5,7 bilhões 3,3 bilhões 0,66 0,34Nordeste 406,6 milhões 537 milhões 0,20 0,22Sul 500 milhões 562,7 milhões 0,19 0,19Centro-Oeste 184 milhões 240,8 milhões 0,16 0,18Norte 75 milhões 93,8 milhões 0,10 0,11Brasil 6,9 bilhões 4,7 bilhões 0,43 0,27Gasto Social em Ações para a Comunidade - INPCEm valores constantes de 2004. Deflacionado pelo INPC médio anual.Fonte: IPEA/Pesquisa Ação Social das Empresas, 2006
  106. 106. 106Questões para debate (Texto: Maria CeliaPaoli – Bibliografia recomendada)• Filantropia empresarial: não questiona modelopolítico que gerou exclusão• As privadas são mais eficientes? Noção degestão eficaz de recursos sociais, distribuídosaleatória e privadamente, em lugar dadeliberação participativa ampliada sobre os benspúblicos• Estado visto como incompetente• Despolitização da questão social• Ação social das empresas: não constitui espaçopúblico e controle público• De cidadãos designados como sujeitos de direitos
  107. 107. 107Questões para debate (Paoli)• Investimento social das empresas pode preservaras hierarquias tradicionais que produzem o“disempowerment” dos cidadãos• Cidadãos de 2a e 3a classe que dependem dasintenções, interesses e flutuações dos acertos eenganos próprios ao mundo mercantil e inerentes asua “liberdade”• Trazer mais a questão para o campo da política emenos da virtuosidade• Nada poderia ser dito contra, se estivéssemos emuma sociedade que garantisse direitosuniversalizados
  108. 108. 108• “Temos muitos problemas, mas possuímostodos os recursos para resolvê-los.”• É preciso “vontade política de fazer estaescolha”.• Pelo poder que concentram, empresas nãopodem ficar fora da discussão e das ações• Estratégia das duas cenourasOded Grajew (The Global Compact Learning Forum 2003)
  109. 109. 109Lester Thurrow: distinção entrelíderes e exploradores
  110. 110. 110A minha alma tá armada e apontada para a cara dosossegoPois paz sem voz, paz sem vozNão é paz, é medoÀs vezes falo com a vidaÀs vezes ela me dizQual a paz que eu não quero conservar pra tentarser felizMinha alma – a paz que eunão quero (O Rappa)
  111. 111. 111Governança e CidadaniaCorporativa• Conjunto de princípios e sistemas de gestão destinados àcriação ou preservação de valor para a sociedade– Governança corporativa (métodos de gestão da empresa: estrutura eestratégias)– Governança ambiental (meios de preservação do meio ambiente)– Governança pública• Considera custos sociais• Comportamento oportunista x princípios de governança• Para além das obrigações legais• Expectativa de aumento das chances de sustentabilidade alongo prazo
  112. 112. 112Governança e sustentabilidadeEmpresas comcapacidade/habilidadepara conciliar interessesdiversosMelhor capacidade degestãoSustentabilidade (daempresa e da sociedade)•Modelos de gestãoque valorizam acooperação, aparticipação e arepresentação deinteresses diversos•Padrões dedecisão flexíveis•Ambientes eprocessosdecisórios
  113. 113. 113Governança Corporativa eSustentabilidade• Convicção de que a sustentabilidadeempresarial está ancorada na práticaconsistente de três processos:• Engajamento das partes interessadas• Transparência• Prestação de contas (accountability)• Combina adesão voluntária e pressão dosstakeholders
  114. 114. 114Governança Corporativa• É o sistema pelo qualas sociedades sãodirigidas e monitoradas,envolvendo osrelacionamentos entre:– acionistas/cotistas– conselho deadministração– diretoria– auditoria independente– conselho fiscal.•As boas práticas degovernança têm afinalidade de:•aumentar o valorda sociedade• facilitar seuacesso ao capital e• contribuir para suaperenidadeFonte: www.ibgc.org.br
  115. 115. 115Melhores práticas de governançacorporativa no Brasila. Reforma na Lei das S.A. (2001) – objetivo: fortalecer omercado de capitais no Brasil - mais transparência ecredibilidadeb. Criação do Novo Mercado pela Bolsa de Valores de SãoPaulo – Bovespa;c. Linhas de crédito oferecidas pelo BNDES, incentivando acriação de novas sociedades anônimas e a adoção deboas práticas de governança corporativa;d. Novas regras de investimento por parte de fundos depensão;e. Projetos de reforma das demonstrações contábeis.Fonte: IBGC, 2007
  116. 116. 116Governança e Responsabilidade social:pactos, normas e ferramentas de gestão• Gerais ou Universais– Declaração dos DireitosHumanos– Declaração do Rio ouAgenda 21– Carta da Terra– Protocolo de Quioto– Metas do Milênio– ...• Específicos (por setorou país)– Normas Série ISO– AA 1000– SA 8000– OHSAS 18001– Princípios deGovernança Corporativa(OCDE)– Balanço Social– Global ReportingInitiative (GRI)– The Global Compact(Pacto Global)– ...
  117. 117. 117Leitura e debate a respeito denormas, pactos e certificaçõesrelacionados à responsabilidadesocial empresarial
  118. 118. 118Fonte: www.pnud.org.brAS METAS DO MILÊNIO
  119. 119. 119• Princípios de Direitos Humanos1. Respeitar e proteger os direitos humanos;2. Impedir violações de direitos humanos;• Princípios de Direitos do Trabalho3. Apoiar a liberdade de associação no trabalho;4. Abolir o trabalho forçado;5. Abolir o trabalho infantil;6. Eliminar a discriminação no ambiente de trabalho;• Princípios de Proteção Ambiental7. Apoiar uma abordagem preventiva aos desafios ambientais;8. Promover a responsabilidade ambiental;9. Encorajar tecnologias que não agridem o meio ambiente.• Princípio contra a Corrupção10. Combater a corrupção em todas as suas formas, inclusiveextorsão e propina.Fonte: www.pactoglobal.org.br
  120. 120. 120Global Reporting Initiative – GRI(www.globlalreporting.org)• Ong internacional deorigem ambiental –CERES – Boston• Motivação: canal dediálogo e exposiçãopública deinformações sobre asempresas• Objetivo principal:transparência• Foco:multistakeholders• Versões: 1999, 2002 e2006• Diretrizes GRI – diretrizes paraelaboração de relatórios queabordam aspectosrelacionados à sustentabilidadeeconômica, social e ambientaldas organizações• Divididas em:– Princípios– Indicadores de performance(econômico, ambiental, trabalho,direitos humanos etc.)– Protocolos técnicos (buscampadronizar formas de coleta dedados)
  121. 121. 121• Amplo processo de discussãopública das diretrizes, comparticipação de distintos setores• Em construção: sistema eletrônicopara envio de dados(comparabilidade)• Novo foco: valorização pelomercado financeiro para a tomadade decisões• Por ser de âmbito global, padrõessão avançados para alguns países,elementares para outros• Brasil– Grupo de discussãoGRI (Ethos, Aberje,FGV/Ces, IBGC,Apimec, Abrapp,ObservatórioSocial,...)– foco em setorescríticos (mineração,agribusiness, petróleoe gás, indústriaquímica)– Possibilidade deindicadoresespecíficos para opaís
  122. 122. 122Limites e dilemas do movimento daRSEInterno: o central é ganhar dinheiro; responsabilidadesocial é secundárioCrença de que o papel central na área social não é dasempresasNinguém quer ser o responsável pela definição denovos padrões (colocar a cabeça à frente do grupo)Natureza das empresas e do sistema na qual estãoinseridasPouco poder de pressão da sociedade sobre asempresasA maioria das empresas ainda prioriza a filantropia
  123. 123. 123Tendências no discurso do movimentoda RSE• Responsabilidade social empresarial rima com desenvolvimento sustentável• Problemas sociais e ambientais como oportunidades de negócios• Responsabilidade social empresarial como diferencial competitivo• Profissionalização da gestão• Articulação e consolidação de ferramentas de gestão• Incentivo a novas estratégias de pressão sobre as empresas• Permeabilidade das fronteiras entre público e privado - espaço públicocompartilhado• Noção de co-responsabilidade pelas questões públicas
  124. 124. 124“A questão principal não é a tecnologia,mas a política. O grande desafio doséculo XXI é da mudança do sistema devalores que está por trás da economiaglobal, de modo a torná-lo compatívelcom as exigências da dignidadehumana e da sustentabilidadeecológica.”Fonte: (Capra, 2002, pg. 268)
  125. 125. 125Embora reconheçamos limites e desafios daresponsabilidade social empresarial...• É importante reconhecer que:– a capacidade coletiva de ação é essencial para políticasjustas e redistributivas– pelo poder que concentram, empresas não podem estarfora do debate público e da renegociação do pacto social– é importante fortalecer a identidade, capacidade ouvocação de cada tipo de organização, ao mesmo tempoem que se fortalece a integração entre elas• É necessário construir mecanismos institucionais eorganizacionais de relação que promovam justiçasocial
  126. 126. 126Indicações para consultaInstituto Ethos de Empresas e Resp. Social www.ethos.org.brGrupo de Institutos, Fundações e Empresas www.gife.org.brCompêndio para a Sustentabilidade On-Line www.institutoatkwhh.org.br/compendioCentro Interdisciplinar de Desenvolvimento eGestão Social – CIAGS/UFBAwww.gestaosocial.org.brInstituto Brasileiro de Governança Corporativa www.ibgc.org.brPNUD - Brasil www.pnud.org.brConferências Interamericanas sobreResponsabilidade Socialwww.csramericas.orgISO 26000 www.iso.org/srÍndice de Sustentabilidade Empresarial daBOVESPA (ISE)www.isebovespa.fgvsp.brCentro de Estudos em Sustentabilidade daEAESP – FGV Ceswww.ces.fgvsp.brInstituto Akatu www.akatu.org.br
  127. 127. 127“... a realidade não se reduz ao queexiste. A realidade é um campo depossibilidades em que têm cabimentoalternativas que foram marginalizadasou que nem sequer foram tentadas”(Santos e Rodríguez, 2002:25)Ampliação do espectro do possívelPráticas suficientemente utópicas para desafiar o status quo esuficientemente viáveis para não serem descartadas
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