• Share
  • Email
  • Embed
  • Like
  • Save
  • Private Content
Mito e filo1_a
 

Mito e filo1_a

on

  • 2,514 views

 

Statistics

Views

Total Views
2,514
Views on SlideShare
1,678
Embed Views
836

Actions

Likes
1
Downloads
64
Comments
0

4 Embeds 836

http://filosofianoisraelita.blogspot.com.br 809
http://www.filosofianoisraelita.blogspot.com.br 23
http://filosofianoisraelita.blogspot.com 3
http://filosofianoisraelita.blogspot.co.uk 1

Accessibility

Categories

Upload Details

Uploaded via as Microsoft PowerPoint

Usage Rights

© All Rights Reserved

Report content

Flagged as inappropriate Flag as inappropriate
Flag as inappropriate

Select your reason for flagging this presentation as inappropriate.

Cancel
  • Full Name Full Name Comment goes here.
    Are you sure you want to
    Your message goes here
    Processing…
Post Comment
Edit your comment

    Mito e filo1_a Mito e filo1_a Presentation Transcript

    • A ORIGEM DA FILOSOFIA
    • Um mito é um relato em forma de narrativa com caráterexplicativo e/ou simbólico, profundamente relacionadocom uma dada cultura e/ou religião.O termo é, por vezes, utilizado de forma pejorativa parase referir às crenças comuns (consideradas semfundamento objetivo ou científico, e vistas apenas comohistórias de um universo puramente maravilhoso) dediversas comunidades.No entanto, até acontecimentos históricos se podemtransformar em mitos, se adquirem uma determinadacarga simbólica para uma dada cultura. Na maioria dasvezes, o termo refere-se especificamente aos relatos dascivilizações antigas que, organizados, constituem umamitologia - por exemplo, a mitologia grega e amitologia romana. (Wikipédia)
    • Funções do mitoAlém de acomodar e tranqüilizar o homem em face deum mundo assustador, dando-lhe a confiança de que,através de suas ações mágicas, o que acontece nomundo natural depende, em parte, dos atos humanos,o mito também fixa modelos exemplares de todas asfunções e atividades humanas.O mito, portanto, é uma "primeira fala sobre o mundo",uma primeira atribuição de sentido ao mundo, sobre aqual a afetividade e a imaginação exercem grandepapel, e cuja função principal não é explicar arealidade, mas acomodar o homem ao mundo.
    • Thor – mitologianórdica Hinduismo
    • Funções do mitoEmbora o mito também seja uma forma decompreensão da realidade, sua função primordial éacomodar e tranqüilizar o ser humano num mundoassustador, além de garantir a coerência dasprimeiras comunidades humanas
    • Então é preciso tomar cuidado quando falamos dosmitos e de épocas “primitivas”.São “primitivos” porque nós adotamos a perspectivacontemporânea. Dessa maneira só vemos o que o mitoou as sociedades arcaicas não são: “sem escrita”,“sem comércio”, “sem história”, etc.Precisamos abandonar a tendência a ver esses gruposcomo inferiores. São diferentes.
    • Nessa perspectiva, o mito não é apenas uma lenda,mas é verdade. Uma verdade intuída, cujo critério é acrença, a fé, a tradição transmitida de geração parageração.
    • O SURGIMENTO DA FILOSOFIA
    • •A Filosofia, entendida como aspiração aoconhecimento racional, lógico e sistemático darealidade natural e humana, da origem e causasdo mundo e de suas transformações, da origeme causas das ações humanas e do própriopensamento, é um fato tipicamente grego.•Evidentemente, isso não quer dizer, de modoalgum, que outros povos, tão antigos quanto osgregos, como os chineses, os hindus, osjaponeses, os árabes, os persas, os hebreus, osafricanos ou os índios da América não possuamsabedoria, pois possuíam e possuem. Tambémnão quer dizer que todos esses povos nãotivessem desenvolvido o pensamento e formasde conhecimento da Natureza e dos sereshumanos, pois desenvolveram e desenvolvem.
    • •Quando se diz que a Filosofia é um fato grego,o que se quer dizer é que ela possui certascaracterísticas, apresenta certas formas depensar e de exprimir os pensamentos,estabelece certas concepções sobre o quesejam a realidade, o pensamento, a ação, astécnicas, que são diferentes dascaracterísticas desenvolvidas por outros povose outras culturas.
    • •Através da Filosofia, os gregos instituíram para oOcidente europeu as bases e os princípiosfundamentais do que chamamos razão,racionalidade, ciência, ética, política, técnica,arte.
    • Aliás, basta observarmos quepalavras como lógica, técnica,ética, política, monarquia,anarquia, democracia, física,diálogo, biologia, cronologia,gênese, genealogia, cirurgia,ortopedia, pedagogia, farmácia,entre muitas outras, sãopalavras gregas, parapercebermos a influênciadecisiva e predominante daFilosofia grega sobre aformação do pensamento e dasinstituições das sociedadeseuropéias ocidentais.
    • O LEGADO DA FILOSOFIA GREGA PARA OOCIDENTE•Por causa da colonização européia dasAméricas, nós também fazemos parte - aindaque de modo colonizado - do Ocidente europeue assim também somos herdeiros do legado quea Filosofia grega deixou para o pensamentoocidental europeu.•Desse legado, podemos destacar comoprincipais contribuições as seguintes:
    • 1) A idéia de que a Natureza opera obedecendo aleis e princípios necessários e universais, isto é,os mesmos em toda a parte e em todos ostempos. Assim, por exemplo, graças aos gregos,no século XVII da nossa era, o filósofo inglêsIsaac Newton estabeleceu a lei da gravitaçãouniversal de todos os corpos da Natureza.A lei da gravitação afirma que todo corpo,quando sofre a ação de um outro, produz umareação igual e contrária, que pode ser calculadausando como elementos do cálculo a massa docorpo afetado, a velocidade e o tempo com que aação e a reação se deram.Essa lei é necessária, isto é, nenhum corpo doUniverso escapa dela e pode funcionar de outramaneira que não desta; e esta lei é universal,
    • Um outro exemplo: as leisgeométricas do triânguloou do círculo, conformedemonstraram os filósofosgregos, são universais enecessárias, isto é, seja emTóquio em 1993, emCopenhague em 1970, emLisboa em 1810, em SãoPaulo em 1792, emMoçambique em 1661, ouem Nova York em 1975, asleis do triângulo ou docírculo sãonecessariamente asmesmas.
    • A idéia de que as leis necessárias e universaisda Natureza podem ser plenamente conhecidaspelo nosso pensamento, isto é, não sãoconhecimentos misteriosos e secretos, queprecisariam ser revelados por divindades, massão conhecimentos que o pensamento humano,por sua própria força e capacidade, podealcançar.
    • 2) A idéia de que nosso pensamento tambémopera obedecendo a leis, regras e normasuniversais e necessárias, segundo as quaispodemos distinguir o verdadeiro do falso. Emoutras palavras, a idéia de que o nossopensamento é lógico ou segue leis lógicas defuncionamento.
    • Nosso pensamento diferencia uma afirmação deuma negação porque, na afirmação, atribuímosalguma coisa a outra coisa (quando afirmamosque "Sócrates é um ser humano", atribuímoshumanidade a Sócrates) e, na negação,retiramos alguma coisa de outra (quandodizemos "este caderno não é verde", estamosretirando do caderno a cor verde).Nosso pensamento distingue quando umaafirmação é verdadeira ou falsa. Se alguémapresentar o seguinte raciocínio: "Todos oshomens são mortais. Sócrates é homem. Logo,Sócrates é mortal", diremos que a afirmação"Sócrates é mortal" é verdadeira, porque foiconcluída de outras afirmações que já sabemosserem verdadeiras.
    • 3) A idéia de que as práticas humanas, isto é, aação moral, a política, as técnicas e as artesdependem da vontade livre, da deliberação e dadiscussão, da nossa escolha passional (ouemocional) ou racional, de nossas preferências,segundo certos valores e padrões, que foramestabelecidos pelos próprios seres humanos enão por imposições misteriosas eincompreensíveis, que lhes teriam sido feitaspor forças secretas, invisíveis, sejam elasdivinas ou naturais, e impossíveis de seremconhecidas.
    • 4) A idéia de que os acontecimentos naturais ehumanos são necessários, porque obedecem aleis naturais ou da natureza humana, mastambém podem ser contingentes ou acidentais,quando dependem das escolhas e deliberaçõesdos homens, em condições determinadas.Dessa forma, uma pedra cai porque seu peso,por uma lei natural, exige que ela caia natural enecessariamente; um ser humano anda porqueas leis anatômicas e fisiológicas que regem oseu corpo fazem com que ele tenha os meiosnecessários para a locomoção.
    • No entanto, se uma pedra, ao cair, atingir acabeça de um passante, esse acontecimento écontingente ou acidental. Por quê? Porque, seo passante não estivesse andando por alinaquela hora, a pedra não o atingiria. Assim, aqueda da pedra é necessária e o andar de umser humano é necessário, mas que uma pedracaia sobre minha cabeça quando ando éinteiramente contingente ou acidental.
    • Todavia, é muito diferente a situação das açõeshumanas. É verdade que é por uma necessidadenatural ou por uma lei da Natureza que ando.Mas é por deliberação voluntária que ando parair à escola em vez de andar para ir ao cinema,por exemplo. É verdade que é por uma leinecessária da Natureza que os corpos pesadoscaem, mas é por uma deliberação humana e poruma escolha voluntária que fabrico uma bomba,a coloco num avião e a faço despencar sobreHiroshima.
    • Um dos legados mais importantes da Filosofiagrega é, portanto, essa diferença entre onecessário e o contingente, pois ela nos permiteevitar o fatalismo - "tudo é necessário, temosque nos conformar e nos resignar" -, mastambém evitar a ilusão de que podemos tudoquanto quisermos, se alguma força extranaturalou sobrenatural nos ajudar, pois a Naturezasegue leis necessárias que podemos conhecer enem tudo é possível por mais que o queiramos.
    • 5) A idéia de que os seres humanos, porNatureza, aspiram ao conhecimento verdadeiro,à felicidade, à justiça, isto é, que os sereshumanos não vivem nem agem cegamente, mascriam valores pelo quais dão sentido às suasvidas e às suas ações.A Filosofia surge, portanto, quando algunsgregos, admirados e espantados com arealidade, insatisfeitos com as explicações quea tradição lhes dera, começaram a fazerperguntas e buscar respostas para elas,demonstrando que o mundo e os seres humanos,os acontecimentos e as coisas da Natureza, osacontecimentos e as ações humanas podem serconhecidos pela razão humana, e que a própriarazão é capaz de conhecer-se a si mesma.
    • A Filosofia surge quando se descobriu que averdade do mundo e dos humanos não era algosecreto e misterioso, que precisasse serrevelado por divindades a alguns escolhidos,mas que, ao contrário, podia ser conhecida portodos, através da razão, que é a mesma emtodos; quando se descobriu que talconhecimento depende do uso correto da razãoou do pensamento e que, além da verdade poderser conhecida por todos, podia, pelo mesmomotivo, ser ensinada ou transmitida a todos.
    • OS FILÓSOFOS DA NATUREZA (OS PHYSIKOI)
    • • A nossa história começa na cidadede Mileto uma cidade na Jônia - colôniagrega na costa ocidental do Mar Egeu(Ásia Menor).•Século VI a.C.•Essa cidade produziu três filósofosTales, Anaximandro e Anaxímenes.
    • •Além de data e local de nascimento, a filosofiapossui, ao nascer, um conteúdo preciso: é umacosmologia.•COSMOLOGIA = é uma explicação racional sobre aorigem e ordem do mundo (cosmos).•KOSMOS é a ordem que se opõe ao KHAOSprimordial.
    • • No mito temos COSMOGONIAS e TEOGONIAS• Pergunta da Cosmogonia: como do caos surgiu omundo ordenado (cosmos)?•Resposta dada pelo pensamento mitológico:narrando uma genealogia dos seres.•Por meio da personificação dos elementos (água, ar,terra e fogo) e das relações sexuais entre eles.•Na Teogonia é contada a geração dos deuses –temos uma antropomorfização / projetar o mundohumano sobre as coisas que não são humanas.•O mito usa METÁFORAS, PARÁBOLAS EANALOGIAS.
    • •A cosmologia retira os deuses e apresenta princípiosnaturais e forças impessoais (água, terra, fogo e ar).•A ordem e origem do mundo são naturais.•É preciso descobrir qual o princípio originário eracional que é origem e causa das coisas e de suaordenação.
    • A PALAVRA OU O CONCEITO MAIS IMPORTANTENO SURGIMENTO DA FILOSOFIA: LOGOS.LOGOS =linguagem, pensamento, razão e regra.TUDO AGORA PRECISA SER PROVADO,ARGUMENTADO OU DEMONSTRADO PARA ACONVENCER A RAZÃO.
    • OS PERÍODOS DA FILOSOFIA GREGA• Pré-socrático ou cosmológico – vai de Tales de Mileto a Sócrates de Atenas• Antropológico ou socrático- de Sócrates e os sofistas até Aristóteles• Helenístico-romano, vai do Império de Alexandre até o final do império Romano (epicuristas, estóicos, neoplatônicos e céticos).
    • AS ESCOLASPRÉ-SOCRÁTICAS(SÉC VI – séc IV a.C)
    • 4 GRANDES TENDÊNCIAS (ESCOLAS) DO PENSAMENTO PRÉ-SOCRÁTICO• ESCOLA JÔNICA (ÁSIA MENOR): Tales, Anaximandro e Anaxímenes (os três de Mileto) e Heráclito (de Éfeso).• ESCOLA PITAGÓRICA OU ITÁLICA (Magna Grécia) – o principal é Pitágoras.• ESCOLA ELEATA (Magna Grécia) – os principais são Parmênides e Zenão.• ESCOLA ATOMISTA (Trácia) os principais são Demócrito e Leucipo, ambos de Abdera.
    • ESCOLA JÔNICA (ÁSIA MENOR)•Esses filósofos revolucionaram opensamento.•Eles procuraram o princípio material únicoe imutável de todas as coisas.•Por princípio (archê) entendiam algo queexplica ou causa algo. Eles abandonam asexplicações mitológicas e buscam “ oprincípio material que constitui tudo o queexiste, de onde essas coisas surgem e paraonde terminarão indo.”
    • •Conhecer o primeiro princípiomaterial dava unidade à diversidadeda experiência; permitia entendercomo as coisas são e a ordem queestá por trás delas apesar dadesordem das aparências.
    • •Para os primeiros filósofos, o princípiomaterial de todas as coisas é osubstrato básico que sustenta todamudança (ele mesmo não muda, éeterno).•Aristóteles explica que os primeirosfilósofos concluiram que “ Nada égerado ou destruído, já que essesubstrato sempre se conserva.”
    • •Os Milesianos rejeitaram o senso comum eo testemunho dos sentidos, em favor de umavisão do mundo logicamente correta.•Nesse momento, nasceu a filosofia.• Reparem que a preocupação deles eraexplicar a mudança.•O que muda está em movimento. Hádiferentes tipos de movimento.
    • •O que está em constante mudança échamado de natureza.
    • •Natureza em grego diz-se physis. Quemestuda a physis é o physikoi.
    • • Então, os primeiros filósofos chamam-se físicos. A física e a filosofia nascemno mesmo instante.•E, se ocorre uma separação, elaacontece não pela derrota da filosofiaespeculativa (como muitos pensam),mas pela vitória da filosofia natural.
    • A frase de Tales“Tudo é água” é acertidão denascimento daciência ocidental.
    • •A grande questão não era saber comotudo surgiu do nada. A Grande Questãonão era a criação.•O que os instigava era a transformaçãoconstante da natureza.•Como a água pode se transformar empeixes vivos? Como um bebê pode sergerado do corpo de sua mãe? Como aterra sem vida pode se transformarnuma árvore?•Como essas transformações erampossíveis?
    • Como uma substância pode setransformar em algo completamentediferente?Os primeiros filósofos tinham umacrença em comum: eles acreditavamque determinada substância básicaestava por trás de todas astransformações.Essa substância básica era a causaoculta de todas as transformações danatureza.
    • •Para nós, o mais importante não é saberque respostas esses filósofos encontraram.O interessante é saber que perguntas elesfizeram e que tipo de respostas buscavam.•Importa saber como, e não o que pensavamexatamente.•Sabemos que eles colocavam questõesreferentes às transformações que podiamobservar na natureza, na tentativa dedescobrir algumas leis naturais que fossemeternas. Eles queriam entender osfenômenos naturais sem ter que recorreraos mitos .•Observar a natureza.
    • IÔNICOS• Tales água / estudoracional da(c 600) natureza•Anaximandro o Ilimitado / primeiromodelo(c 550) mecânico docosmos•Anaxímenes ar / esferascristalinas(c 520)
    • ELEATAS• Parmênides toda mudança éilusória(c 480) não há pluralidade(Um) não há destruição/geração não há movimento não há vazio•Zenon paradoxos domovimento
    • PITAGÓRICOS• Pitágoras misticismo numérico(c 520) matematização danatureza•Filolau modelo do cosmoscom(c 450) fogo central
    • ATOMISTAS• Leucipo tudo é feito deátomos(c 430) indivisíveis•Demócrito elaboração dahipótese(c 400) atomista
    • Teoria Atômica deLeucipo e Demócrito