Fatores (Des)Motivadores na Adoção de Metodologias Ágeis no Desenvolvimento de Sistemas de Informação

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  • On February 11-13, 2001, at The Lodge at Snowbird ski resort in the Wasatch mountains of Utah
  • Scott. W. Ambler, trabalha na IBM e é do Canada.
  • Association for Computing Machinery
  • Fatores (Des)Motivadores na Adoção de Metodologias Ágeis no Desenvolvimento de Sistemas de Informação

    1. 1. Fatores (Des)Motivadores na Adoção de Metodologias Ágeis no Desenvolvimento de Sistemas de Informação Fernando Kenji Kamei 1 Felipe Prata Lima 2 Jairo Barros Júnior 3 Marcílio F. Souza Júnior 4 1 Faculdade de Alagoas 2 CPMAT/UFAL 3 Maurício de Nassau 4 IF-AL {fkenjikamei, felipepratalima, jairobjunior}@gmail.com, marcilio@cefet-al.br
    2. 2. Roteiro <ul><li>Introdução </li></ul><ul><li>Motivação </li></ul><ul><li>Objetivo </li></ul><ul><li>Metodologias para Desenvolvimento de Sistemas </li></ul><ul><li>Metodologias Ágeis </li></ul><ul><li>Método da Pesquisa </li></ul><ul><li>Resultados </li></ul><ul><li>Considerações Finais </li></ul>
    3. 3. Introdução <ul><li>Sistemas de Informação: </li></ul><ul><ul><li>Beneficiam as organizações (REZENDE, 2003) </li></ul></ul><ul><ul><li>Desenvolvidos e implantados em diversos tipos de organizações e setores (REZENDE, 2002; HEEKS, 2006; O´BRIEN, 2006; STAIR e REYNOLDS, 2006) </li></ul></ul>
    4. 4. Introdução <ul><li>Desenvolvimento de Sistemas de Informação: </li></ul><ul><ul><li>Engenharia de Software: metodologia para o desenvolvimento de soluções em software (REZENDE, 2002) </li></ul></ul><ul><li>Metodologias Ágeis </li></ul><ul><ul><li>Sucesso anedótico </li></ul></ul><ul><ul><li>Alvo de produções, tais como aquelas que buscam analisar e determinar os fatores críticos de sucesso com abordagem quantitativa (CAO, 2006; CHOW E CAO, 2008) </li></ul></ul>
    5. 5. Motivação <ul><li>Onde surgiu nossa Motivação? </li></ul>
    6. 6. Motivação <ul><li>Ascensão dos Métodos Ágeis no Mercado </li></ul>
    7. 7. Objetivo <ul><li>Qual o nosso Objetivo? </li></ul>
    8. 8. Objetivo <ul><li>Elucidar fatores que motivam e/ou desmotivam as organizações e suas equipes que adotaram metodologias ágeis de desenvolvimento de sistemas em seus projetos </li></ul>
    9. 9. Metodologias para Desenvolvimento de Sistemas de Informação <ul><li>O quê são as </li></ul><ul><li>Metodologias para SI ? </li></ul>
    10. 10. Metodologias para Desenvolvimento de Sistemas de Informação “ Metodologia de desenvolvimento de sistemas de informação significa o “ como fazer ”, ou seja, o roteiro para criação de um sistema que estabelece os processos e as técnicas a serem utilizadas na construção do mesmo. Desta forma, são todas as fases do processo , seus conjuntos de atividades e resultados, para a construção de um software .” (SOMMERVILLE, 2003)
    11. 11. Metodologias para Desenvolvimento de Sistemas de Informação <ul><li>Para que servem as Metodologias ? </li></ul>
    12. 12. Metodologias para Desenvolvimento de Sistemas de Informação <ul><ul><li>Controle </li></ul></ul><ul><ul><li>e </li></ul></ul><ul><ul><li>planejamento </li></ul></ul><ul><ul><li>(REZENDE, 2002) </li></ul></ul>
    13. 13. Metodologias para Desenvolvimento de Sistemas de Informação E ainda Rezende (2002) afirma: “ São fundamentais , independente das técnicas , ferramentas ou notações ”
    14. 14. Metodologias para Desenvolvimento de Sistemas de Informação Como são classificadas ?
    15. 15. Metodologias para Desenvolvimento de Sistemas de Informação Metodologias Tradicionais e Metodologias Ágeis
    16. 16. Metodologias para Desenvolvimento de Sistemas de Informação <ul><li>Metodologias Tradicionais </li></ul><ul><li>Exemplos: </li></ul><ul><ul><li>Modelo Clássico ou Modelo Seqüencial </li></ul></ul><ul><ul><li>Prototipação </li></ul></ul><ul><ul><li>Espiral </li></ul></ul><ul><li>São os mais utilizados </li></ul><ul><li>Características: </li></ul><ul><ul><li>Levantamento completo de requisitos </li></ul></ul><ul><ul><li>Pesada documentação </li></ul></ul><ul><li>Ex.: </li></ul><ul><ul><li>RUP (Rational Unified Process) </li></ul></ul>
    17. 17. Metodologias para Desenvolvimento de Sistemas de Informação <ul><li>Metodologias Tradicionais </li></ul><ul><ul><li>Orientadas ao Planejamento </li></ul></ul><ul><ul><li>Documentação: antes, durante e depois ... </li></ul></ul><ul><ul><li>Exemplos: </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Modelo Clássico ou Sequencial </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Prototipação </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Modelo Espiral </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Rational Unified Process – RUP (PRESSMAN, 1995; REZENDE, 2002) </li></ul></ul></ul>
    18. 18. A problemática... <ul><ul><li>31% são cancelados </li></ul></ul><ul><ul><li>53% custam o dobro do estimado </li></ul></ul><ul><ul><li>16% são completados no prazo </li></ul></ul>
    19. 19. E ainda... <ul><ul><li>Mudanças geram alto custo </li></ul></ul><ul><ul><li>Regras de negócio são mutáveis </li></ul></ul><ul><ul><li>Falta de envolvimento da equipe </li></ul></ul>
    20. 20. Por quê isso acontence? <ul><ul><li>Falta de envolvimento dos usuários </li></ul></ul><ul><ul><li>Requisitos e especificações incompletas </li></ul></ul><ul><ul><li>Falta de compreensão do negócio pelo usuário </li></ul></ul><ul><ul><li>Falta de pessoas e recursos </li></ul></ul>
    21. 21. Porém ainda podemos... <ul><ul><li>Aprender com nossos erros ... </li></ul></ul><ul><ul><li>Parar de apontar culpados , </li></ul></ul><ul><ul><li>e encontrar soluções ... </li></ul></ul>
    22. 22. Para refletir... <ul><li>“ Jogar a culpa dos problemas nas pessoas envolvidas é mais do que contra produtivo , é deixar </li></ul><ul><li>uma situação ruim pior ainda.” </li></ul><ul><li>(POPPENDIECK) </li></ul>
    23. 23. Metodologias Ágeis <ul><li>Como </li></ul><ul><li>Surgiu? </li></ul>
    24. 24. Aliança Ágil <ul><li>Reunião entre 17 grandes pensadores em fevereiro de 2001 </li></ul><ul><li>Proposta comum em alternativa às Metodologias Pesadas voltadas para documentação </li></ul>
    25. 25. Manifesto Ágil <ul><li>“ Estamos evidenciando maneiras melhores de desenvolver software fazendo-o nós mesmos e ajudando outros a fazê-lo. Através desse trabalho, passamos a valorizar: </li></ul><ul><li>Indivíduos e interação MAIS QUE processos e ferramentas ; </li></ul><ul><li>Software em funcionamento MAIS QUE documentação abrangente; </li></ul><ul><li>Colaboração com o cliente MAIS QUE negociação de contratos; </li></ul><ul><li>Responder a mudanças MAIS QUE seguir um plano. </li></ul><ul><li>Ou seja, mesmo tendo valor os itens à direita, nós valorizamos mais os itens à esquerda.” </li></ul><ul><li>(AGILE ALLIANCE, 2001) </li></ul>
    26. 26. Princípios e Valores... <ul><li>Satisfação do Cliente </li></ul><ul><li>Mudanças são Bem-Vindas </li></ul><ul><li>Entrega Freqüente </li></ul><ul><li>Trabalho em Equipe </li></ul><ul><li>Motivação da Equipe </li></ul><ul><li>Responder às Mudanças </li></ul><ul><li>Adaptação constante </li></ul><ul><li>Cliente Presente </li></ul>
    27. 27. Ágeis em números... <ul><ul><li>69% </li></ul></ul><ul><ul><li>das organizações tem adotado um ou mais técnicas ágeis </li></ul></ul><ul><li>(AMBLER, 2009) </li></ul>
    28. 28. Ágeis em números... <ul><ul><li>45,3% </li></ul></ul><ul><ul><li>dos projetos em andamento adotaram princípios de agilidade </li></ul></ul><ul><li>(AMBLER, 2009) </li></ul>
    29. 29. Ágeis em números... <ul><ul><li>Em 60% </li></ul></ul><ul><ul><li>as abordagens ágeis afetaram sua produtividade de forma significativa </li></ul></ul><ul><li>(AMBLER, 2009) </li></ul>
    30. 30. Método da pesquisa... <ul><li>Responder o seguinte questionamento: </li></ul><ul><li>Quais os fatores motivadores e desmotivadores na adoção das metodologias ágeis de desenvolvimento de sistemas de informação ? </li></ul>
    31. 31. Método da pesquisa... <ul><li>Pesquisa Exploratória sob a forma de Revisão Bibliográfica baseada na: </li></ul><ul><ul><ul><li>Literatura </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Casos de Sucesso e Insucesso </li></ul></ul></ul>
    32. 32. Método da pesquisa... <ul><li>Procedimento Metodológico: </li></ul><ul><ul><li>Pesquisa Qualitativa e Descritiva: </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>interpretação dos pesquisadores </li></ul></ul></ul><ul><ul><li>Pesquisa Bibliográfica de artigos, que: </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>descreveram suas experiências e lições aprendidas com os métodos ágeis </li></ul></ul></ul>
    33. 33. Método da pesquisa... <ul><li>Amostra: 72 artigos </li></ul><ul><ul><li>23 nacionais </li></ul></ul><ul><ul><li>49 internacionais: </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>indexados pelo ACM Digital Library 1 </li></ul></ul></ul><ul><ul><li>Publicados entre 2004 e 2009 </li></ul></ul><ul><ul><li>Período da pesquisa: </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Maio, junho e julho de 2009 </li></ul></ul></ul>1 Disponível em http://portal.acm.org/dl.cfm
    34. 34. Método da pesquisa... <ul><li>Palavras-chave consideradas: </li></ul><ul><ul><li>nacionais: </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>“ métodos ágeis”, “ágil”, “desenvolvimento ágil”, “gerenciamento ágil de projetos”, “aplicação ágil” </li></ul></ul></ul><ul><ul><li>internacionais: </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>“ agile”, “extreme programming”, “agile survey”, “agile study case”, “agile development” </li></ul></ul></ul>
    35. 35. Método da pesquisa... <ul><li>A interpretação dos fatores observou: </li></ul><ul><ul><li>Relações de fatores de sucesso de adoção de ágeis em todos os materiais pesquisados; </li></ul></ul><ul><ul><li>Posteriormente, uma Tabulação foi utilizada para os fatores encontrados. </li></ul></ul>
    36. 36. Análise dos Resultados <ul><li>Fatores </li></ul><ul><li>Motivadores </li></ul>
    37. 37. Análise dos Resultados ID Fatores Motivadores Nacionais Internacionais Total M01 Aumento na Qualidade do Produto 13 24 37 M02 Melhora a comunicação entre a equipe 10 23 33 M03 Desenvolvimento Iterativo e Incremental 12 17 29 M04 Propriedade Coletiva - Programação em pares - Aprendizado colaborativo 10 17 27 M05 Rápido retorno de Investimento (ROI) 12 13 25 M06 Redução de Defeitos 8 15 23 M07 Cliente presente 3 19 22 M08 Escopo aberto (aberto a mudanças) 10 10 20 M09 Redução da Complexidade do Projeto 6 13 19 M10 Facilidade de Manutenção 8 10 18 M11 Maior produtividade da equipe 6 10 16 M12 Satisfação do cliente 2 10 12 M13 Aumento na Motivação da Equipe 2 10 12 M14 Integração contínua 4 8 12 … … … … …
    38. 38. Análise dos Resultados ... ... … … … M15 Redução do tempo de desenvolvimento 3 5 8 M16 Facilidade no Desenvolvimento 0 7 7 M17 Aumento de Confiança da Equipe 1 6 7 M18 Redução de Custos 2 3 5 M19 Redução de Riscos 1 4 5 M20 Coragem da equipe para mudanças 2 3 5 M21 Pouca documentação 3 2 5 M22 Adaptabilidade 1 3 4 M23 Experiência 0 3 3 Total: 119 235 354
    39. 39. Análise dos Resultados <ul><li>Fatores </li></ul><ul><li>Desmotivadores </li></ul>
    40. 40. Análise dos Resultados ID Fatores Desmotivadores Nacionais Internacionais Total D01 Falta de experiência do time nas práticas ágeis 2 8 10 D02 Falta de Relatos comprovando sua Eficácia 2 7 9 D03 Falta de Referencial Bibliográfico 2 5 7 D04 Aumento no tempo de desenvolvimento 0 7 7 D05 Organizações mergulhadas em metodologias tradicionais 4 3 7 D06 Choque de personalidade entre membros do time 0 4 4 D07 Falta de Gerenciamento de Riscos para o Projeto 2 1 3 D08 Aumento dos custos 0 3 3 D09 Cliente não acostumado com Escopo Aberto 2 1 3 D10 Não apropriado a times grandes 1 2 3 D11 Pouca documentação 1 2 3 D12 Falta de precisão nas técnicas para o Planejamento 0 2 2 ... ... … … …
    41. 41. Análise dos Resultados … … … … … D13 Dificuldade para criação de Planejamento do Projeto 1 1 2 D16 Dificuldade na Seleção da Metodologia Ágil 0 2 2 D17 O cliente sempre presente pode causar insatisfação devido ao cansaço e esgotamento 1 1 2 D18 Falta de consenso da comunidade sobre as práticas ágeis 1 1 2 D19 Equipe geograficamente separada 1 1 2 D20 A estrutura da empresa 2 0 2 D21 Falta de Entendimento do Cliente quanto as Práticas Ágeis 1 0 1 D22 Conhecimento Tácito 0 1 1 D23 Não apropriados a projetos grandes 0 1 1 D24 Não apropriados a sistemas críticos 0 1 1 D25 A comunicação não reflete no domínio 0 1 1 Total: 23 59 82
    42. 42. Análise dos Resultados Figura 1. Fatores Motivadores / Desmotivadores
    43. 43. Considerações Finais... <ul><li>O que </li></ul><ul><li>podemos considerar? </li></ul>
    44. 44. Considerações Finais... <ul><li>Estudo Preliminar </li></ul><ul><li>Busca e análise mais detalhada </li></ul><ul><li>Aplicação de Questionários </li></ul><ul><li>Solicitação de Relatórios </li></ul><ul><li>Entrevistas </li></ul><ul><li>Novas questões </li></ul><ul><ul><li>Análise mais aprofundada de cada fator </li></ul></ul>
    45. 45. Bibliografia AGILE ALLIANCE. Manifesto for Agile Software Development. 2001. Disponível em http://agilemanifesto.org/. Acessado em agosto de 2009. AMBLER, S.W. Results from Scott Ambler’s Agile Adoption Survey February 2008. Disponível em http://www.agilemodeling.com/surveys. Acessado em junho de 2009. BANKI, A.L.; TANAKA, S. Metodologias Ágeis: Uma Visão Prática. Engenharia de Software Magazine, Rio de Janeiro, ano 1, ed. 4, p. 22-29, 2008. BECK, K. Extreme programming explained: embrace change. Boston: Addison-Wesley Professional, 1999. BROOKS, F.P. No Silver Bullet Essence and Accidents of Software Engineering. Computer, v.20, n.4, p.10-19, 1987. CAO, D. An Empirical Investigation of Critical Success Factors in Agile Software Development Projects. 2006. Doctoral Thesis – Capella University. CHOW, T. and CAO, D.B. A survey study of critical success factors in agile software projects. Journal of Systems and Software, v.81, issue 6, p.961-971, 2008. FONSECA, I.; CAMPOS,  A. Por quê SCRUM?. Engenharia de Software Magazine, Rio de Janeiro, ano 1, ed. 4, p.30-35, 2008.
    46. 46. Bibliografia HEEKS, R. Health information systems: failure, success and improvisation. International Journal of Medical Informatics, v.75, issue 2, p.125-137, 2006. O’BRIEN, J.A. Sistemas de Informação e as decisões gerenciais na era da internet, 2ª edição. São Paulo: Saraiva, 2006. PRESSMAN, R.S. Engenharia de software. Tradução José Carlos Barbosa dos Santos. São Paulo: Makron Books, 1995. REZENDE, D.A. Engenharia de softwares e sistemas de informação, 2ª edição. Rio de Janeiro: Brasport, 2002. ______, D.A. Planejamento de Sistemas de Informação e Informática. São Paulo: Atlas, 2003. SOMMERVILLE, I. Engenharia de Software, 8ª edição. São Paulo: Pearson Addison-Wesley, 2007. STAIR, R.M.; REYNOLDS, G.W. Princípios de Sistemas de Informação, 6º edição. São Paulo: Thomson, 2006. TELES, V.M. Extreme programming: aprenda como encantar seus usuários desenvolvendo software com agilidade e alta qualidade. São Paulo: Novatec Editora, 2006.
    47. 47. Obrigado! Dúvidas?

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