Gêneros e tipos textuais

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Gêneros e tipos textuais

  1. 1. Gêneros e Tipos Textuais Blog: http://professorjairnascimento.blogspot.com E-mail: jairjlnascimento@hotmail.com Twitter: @jairjlnasciment http://www.slideshare.net/
  2. 2. Gêneros Textuais como práticas sócio–históricas <ul><li>Cultura Oral </li></ul><ul><li>Escrita Alfabética </li></ul><ul><li>Cultura Impressa </li></ul><ul><li>Industrialização </li></ul><ul><li>Cultura Eletrônica </li></ul>
  3. 3. MACROESTRUTURA DO TEXTO: SITUACIONALIDE   <ul><ul><li>Situacionalidade . O texto deve adequar-se ao momento de produção (real ou imaginário) no qual é redigido; afinal, a situação (o contexto) determina o discurso (religioso, político etc), o tipo textual (narração, argumentação etc), o gênero textual (carta, artigo etc) e a linguagem utilizada (nível formal ou informal, linguagem culta ou coloquial). </li></ul></ul>
  4. 4. MACROESTRUTURA DO TEXTO: ACEITABILIDADE   Aceitabilidade . O texto só é texto a partir do momento que alguém se dispuser a lê-lo; logo, no momento da produção textual deve-se ter em mente para qual leitor – real ou imaginário - o texto será direcionado. Isso faz com que tenhamos a noção de aceitabilidade, o que nos induz a estruturarmos o texto sob um foco, uma dada direção.  
  5. 5. MICROESTRUTURA TEXTUAL: Unidade. Todo texto que vise à comunicação tem que manter uma unidade semântico-informacional entre os elementos que o compõe. Progressão . Refere-se ao desenvolvimento textual, quer temático (a partir da apresentação de novos temas e subtemas relacionados ao tema central), quer remático (a partir de novas declarações, novos comentários), no alargar as fronteiras comunicativas do texto. O texto tem que ter um desenvolvimento, não podendo ficar estagnado nas suas informações e enunciados.
  6. 6. <ul><ul><li>Não contradição . Diz respeito à sustentação da lógica do texto, tanto interna quanto externamente. No âmbito interno, os elementos semânticos não podem confrontar-se, “desmentir-se” criando uma zona de atrito entre informações e conteúdos. No âmbito externo, o texto tem que estar adequado à situação sócio-comunicativa na qual (o contexto do produtor) e para quem foi formulado (o contexto do receptor). </li></ul></ul><ul><ul><li>Relação . Refere-se à necessidade de haver uma articulação semântica (um encadeamento de idéias) entre as relações expressas ou sugeridas no texto, sendo essas articulações determinadas pelo uso de articuladores e conectivos. Daí, na produção textual, a necessidade de usá-los conscientemente. </li></ul></ul><ul><li>  </li></ul>
  7. 7. Tipo Textual A expressão tipo textual é usada para designar uma espécie de seqüência teoricamente definida pela natureza lingüística de sua composição (aspectos lexicais, sintáticos, tempos verbais, relações lógicas). Douglas Biber (1988), Jean Paul Bronckart (1999)
  8. 8. Tipos Textuais <ul><li>Narração </li></ul><ul><li>Dissertação Argumentativa/ Expositiva </li></ul><ul><li>Descrição </li></ul><ul><li>Injunção </li></ul>
  9. 9. Gênero Textual A expressão gênero textual é usada como uma noção propositalmente vaga para referir os textos materializados que encontramos em nossa vida diária e que apresentam característica sócio-comunicativas definidas por conteúdos, propriedades funcionais, estilo e composição características. Douglas Biber (1988), Jean Paul Bronckart (1999)
  10. 10. Exemplos de Gêneros Textuais <ul><li>- Telefonema - Sermão </li></ul><ul><li>Carta ( Comercial, Pessoal, Eletrônica ) - Bilhete </li></ul><ul><li>Bula de Remédio - Cardápio </li></ul><ul><li>Outdoors - Bate-Papo </li></ul><ul><li>Edital de Concurso - Piada </li></ul><ul><li>Lista de Compras - Notícias </li></ul><ul><li> </li></ul>
  11. 11. Fonte: Parâmetros Curriculares Nacionais – 5ª a 8ª Séries Gêneros privilegiados para a prática de escuta e leitura de textos Linguagem Oral Linguagem Escrita Literários <ul><li>cordel, causos e similares </li></ul><ul><li>texto dramático </li></ul><ul><li>canção </li></ul>Literários <ul><li>conto </li></ul><ul><li>novela </li></ul><ul><li>romance </li></ul><ul><li>crônica </li></ul><ul><li>poema </li></ul><ul><li>texto dramático </li></ul>De Imprensa <ul><li>comentário radiofônico </li></ul><ul><li>entrevista </li></ul><ul><li>debate </li></ul><ul><li>depoimento </li></ul>De Imprensa <ul><li>notícia </li></ul><ul><li>editorial </li></ul><ul><li>artigo </li></ul><ul><li>reportagem </li></ul><ul><li>carta do leitor </li></ul><ul><li>entrevista </li></ul><ul><li>charge e tira </li></ul>
  12. 12. Hipertextos Gêneros Textuais emergentes Snyder (1998) Estrutura composta por blocos de textos conectados por links eletrônicos, os quais oferecem diferentes caminhos para os usuários. O Hipertexto é formado pela bricolagem de várias linguagens (som, imagem e escrita), sendo chamadas também por Hipermídia.
  13. 13. TEXTO + IMAGEM + SOM = HIPERTEXTO MODO DE INICIAÇÃO DIGITAL Xavier (2002)
  14. 14. Tipo de Texto ou Gênero de Texto?
  15. 15. Carta Pessoal Seqüência tipológicas Gênero textual: carta pessoal Descritiva Rio, 11/08/1991 Injuntiva Amiga A.P. Oi! Descritiva Para ser mais preciso estou no meu quarto, escrevendo na escrivaninha, com um Micro System ligado na minha frente (bem alto, por sinal). Está ligado na Manchete FM – ou rádio dos funcks – eu adoro funck, principalmente com passos marcados. Aqui no Rio é o ritmo do momento... E você gosta? Gosto também de house e dance music, sou fascinada por discotecas! Expositiva
  16. 16. Conhecendo os Tipos Textuais
  17. 17. O texto que se propõe, acima de qualquer outro, a desenvolver a capacidade de reflexão crítica no relacionamento humano é o texto dissertativo. Dissertação é a defesa de uma tese – proposição que se apresenta com o objetivo de convencer quem lê, ou seja, o leitor. Para se alcançar tal objetivo, a organização da dissertação é fundamental. Existem, portanto, algumas instruções, as quais favorecem o ato da escrituração como: Dissertação - Conceito
  18. 18. O tema e o título. Tema: É o assunto, já delimitado, a ser abordado; a idéia que será por você defendida e que deverá aparecer logo no primeiro parágrafo. Título : É uma expressão, ou até uma só palavra, centrada no início do trabalho; ele é uma vaga referência ao assunto (tema).
  19. 19. <ul><li>Título: A criança e a televisão </li></ul><ul><li>Tema: Psicólogos do mundo todo têm se preocupado com a influência que determinados programas de televisão exercem sobre as crianças. </li></ul>Veja a diferença entre os dois:
  20. 20. Discurso Expositivo : Consiste na apresentação e discussão de uma idéia, de um assunto ou doutrina, de forma ordenada. O processo é apenas demonstrativo, sem o objetivo de engajamento ou convencimento do destinatário. Usa-se linguagem reflexiva, denotativa, embora não necessariamente argumentativa. Expor e Argumentar
  21. 21. <ul><li>Discurso Argumentativo : Caracteriza-se por implicar o debate, a discussão de uma idéia, assunto ou doutrina, com o objetivo de influenciar, persuadir, conquistar a adesão do destinário. Trata-se, pois, de uma exposição acompanhada de argumentos, provas e técnicas de convencimento, de mudanças de ponto de vista. </li></ul>
  22. 22. Introdução: Apresenta a idéia central, a abordagem que vai ser discutida, de modo que o leitor já saiba do que o texto irá tratar. Deve situar o leitor dentro do que vai ser discutido . Estrutura da Dissertação
  23. 23. <ul><li>Desenvolvimento: É a parte nuclear e, por isso, mais extensa do texto. É o desdobramento da idéia central, a exposição dos argumentos que vão provar a idéia contida na introdução. Nesta parte pode-se ter um ou mais parágrafos. </li></ul>
  24. 24. <ul><li>Conclusão: É a amarração do texto, a confirmação da tese inicial. Propõe soluções para o problema, procura saídas. O objetivo da dissertação é transformar um conceito, alterá-lo. Quando a transformação é concluída e se cumpre a intenção do autor, tem-se o fim do texto. </li></ul>
  25. 25. <ul><li>A explosão audiovisual promovida por novos meios de comunicação, como o cinema, o rádio e a televisão, e, mais recentemente, a revolução provocada pelos computadores e pela internet tendem a introduzir, a todo momento, palavras novas na língua e a “deletar” as antigas. A nossa opção de “bom português” não deve mais ser regida pela noção de “certo” e “errado”, mas pelos conceitos de “adequado” e “inadequado”. </li></ul>Exemplo
  26. 26. <ul><li>Como fazer nossas dissertações? Como expor com clareza nosso ponto de vista? Como argumentar coerentemente e validamente? Como organizar a estrutura lógica de nosso texto, com introdução, desenvolvimento e conclusão? </li></ul>Como fazer uma dissertação argumentativa
  27. 27. <ul><li>Vamos supor que o tema proposta seja Nenhum homem é uma ilha. </li></ul><ul><li>Primeiro, precisamos entender o tema. Ilha, naturalmente, está em sentido figurado, significando solidão, isolamento. </li></ul>
  28. 28. <ul><li>1) interrogar o tema; </li></ul><ul><li>      2) responder, com a opinião. </li></ul><ul><li>      3) apresentar argumento básico </li></ul><ul><li>      4) apresentar argumentos auxiliares </li></ul><ul><li>      5) apresentar fato - exemplo </li></ul><ul><li>     6) concluir </li></ul>Alguns passos para a elaboração do rascunho de sua redação
  29. 29. <ul><li>Utilize sempre a 1ª do plural em vez da 1ª pessoa do singular.Ex.: Acreditamos, entendemos, analisamos...Ou analisa-se, acredita-se, entende-se... </li></ul><ul><li>Mantenha-se impessoal, pois sua produção terá mais credibilidade, além de elevar o nível da linguagem. </li></ul><ul><li>Utilize da linguagem formal </li></ul><ul><li>Utilize os recursos coesivos </li></ul>Em suas dissertações:
  30. 30. <ul><li>Após o título de uma redação não coloque ponto. </li></ul><ul><li>Ao terminar o texto, não coloque qualquer coisa escrita ou riscos de qualquer natureza. Detalhe: não precisa autografar no final também, e ainda assim será uma obra-prima. </li></ul><ul><li>Prefira usar palavras de língua portuguesa a estrangeirismos. </li></ul>Evitar em uma dissertação
  31. 31. <ul><li>Estrangeirismo é o processo que introduz palavras vindas de outros idiomas na língua portuguesa. De acordo com o idioma de origem, as palavras recebem nomes específicos, tais como anglicismo (do inglês), galicismo (do francês), etc. O estrangeirismo possui duas categorias: 1) Com aportuguesamento:  a grafia e a pronúncia da palavra são adaptadas para o português. Exemplo: abajur (do francês &quot;abat-jour&quot;) 2) Sem aportuguesamento:  conserva-se a forma original da palavra. Exemplo: mouse (do inglês &quot;mouse&quot;) </li></ul>Estrangeirismo
  32. 32. <ul><li>Jamais usar a primeira pessoa do singular, a menos que haja solicitação do tema (Ex.: O que você acha sobre o aborto - ainda assim, pode-se usar a 3ª pessoa) </li></ul><ul><li>Evite usar palavras como “coisa” e “algo”, por terem sentido vago. Prefira: elemento, fator, tópico, índice, item etc. </li></ul>
  33. 33. <ul><li>Não use chavões, provérbios, ditos populares ou frases feitas. </li></ul><ul><li>Não use questionamentos em seu texto, sobretudo em sua conclusão. </li></ul><ul><li>Repetir muitas vezes as mesmas palavras empobrece o texto. Lance mão de sinônimos e expressões que representem a idéia em questão. </li></ul><ul><li>Só cite exemplos de domínio público, sem narrar seu desenrolar. Faça somente uma breve menção. </li></ul>
  34. 34. <ul><li>A emoção não pode perpassar nem mesmo num adjetivo empregado no texto. </li></ul><ul><li>Atenção à imparcialidade. </li></ul><ul><li>Evite o uso de etc. e jamais abrevie palavras </li></ul><ul><li>Não analisar assuntos polêmicos sob apenas um dos lados da questão </li></ul><ul><li>Gírias </li></ul>
  35. 35. <ul><li>Não fuja ao tema proposto </li></ul><ul><li>Não grife os títulos </li></ul><ul><li>Não utilizar letras bordadas </li></ul><ul><li>Evitar ambigüidades (expressões com duplo sentindo) </li></ul><ul><li>Palavras difíceis (colocadas só para “enfeitar”) </li></ul>
  36. 36. <ul><li>Procure sempre se manter informado sobre os mais diversos assuntos: política,economia, questões sociais do seu país e do mundo, assim você terá maiores condições de redigir sobre qualquer tema. </li></ul><ul><li>Converse com pessoas que conheçam determinados assuntos, pois pode aprender algo com elas. </li></ul><ul><li>Leia jornais e revistas </li></ul><ul><li>Assista a programação de telejornalismo </li></ul><ul><li>Ouça entrevistas pelas emissoras de rádios etc </li></ul>Dicas importantes
  37. 37. <ul><li>É o tipo de texto (real ou ficcional) no qual é contada uma história, é explanado um acontecimento, um fato ocorrido. É também chamado de narrativa. Na linguagem profissional seu uso é freqüente em relatórios, petições de direito,termos de audiências, atas e exposições em geral. </li></ul>NARRAÇÃO  
  38. 38. <ul><li> Narrador . É aquele que conta a história. </li></ul><ul><li> Personagem . São as “pessoas” que atuam na narrativa (são os objetos do ato de contar, são os “indivíduos” que têm sua história narrada).Pode ser protagonista </li></ul><ul><li>( principal) antagonista. </li></ul>Os principais elementos constituintes da narração
  39. 39. <ul><li> Ambiente . É o espaço físico e social onde é desenvolvida a ação dos personagens. Trata-se do plano de fundo, o cenário da história. </li></ul><ul><li> Tempo . É o elemento, fortemente ligado ao enredo, que determina a sequenciação dos fatos narrados. É a noção de presente, passado e futuro. Pode ser cronológico, quando avança no tempo do relógio, assim como psicológico, quando medido pela repercussão emocional, estética e psicológica dos personagens. </li></ul>
  40. 40. <ul><li>Foco narrativo . Refere-se às diferentes formas de narrar. Resume-se em duas: </li></ul><ul><li>narrador onisciente : Conta a história como observador que sabe tudo. Usa a terceira pessoa (conta a história do outro). </li></ul><ul><li>narrador empenhado (personagem) . Conta a história encarnando-se como personagem principal ou secundário. Usa a primeira pessoa. </li></ul>
  41. 41. <ul><li>Refere à maneira como o narrador reproduz as falas dos personagens. Pode ser: </li></ul><ul><li>Direto . Os personagens têm suas falas expostas por meio de diálogos (uso do travessão), sem a interferência do narrador. Exemplo: </li></ul><ul><li>Maria disse a João: </li></ul><ul><li>- Vamos andar de charrete e colher flores no campo? </li></ul>Discurso narrativo
  42. 42. <ul><li>Indireto. Não há a presença de diálogos, sendo o narrador que transmite o que os personagens “disseram” ou “pensaram”. </li></ul><ul><li>Exemplo: </li></ul><ul><li>Maria convidou João para andar de charrete e colher flores no campo . </li></ul>
  43. 43. <ul><li>Indireto livre: Consiste na fusão entre narrador e personagem, isto é, a fala da personagem insere-se no discurso do narrador, sem o uso dos verbos de elocução (afirmar, perguntar, responder, pedir etc). </li></ul><ul><li>  Exemplo: </li></ul><ul><li>Maria estava feliz: convidara João para andar de charrete e colher flores no campo. </li></ul>
  44. 44. <ul><li>Na Praia de Matagogi, no litoral de Alagoas, por onde minha mulher e eu andamos recentemente aproveitando um pouco das férias, vive um brasileirinho trabalhador e danado de esperto, o pequeno Cícero. Se muito, deve ter uns 13 anos, ou pouco mais. Nem muito bem amanhece o dia, ele já está lá, em frente às barracas do hotel, oferecendo produtos para os turistas. Carinha sorridente, tipo meio acaboclado, como a maioria dos nativos do lugar, em horários alternados, com a maior simpatia deste mundo, ele tenta vender tudo, dependendo da cara do freguês ou da freguesa. </li></ul>Exemplo
  45. 45. <ul><li>Caracteriza lugares, pessoas,coisas, dar detalhes.Usada na redação dos termos legais, nos contratos, acordos etc.Geralmente a descrição parte do geral para as partes. </li></ul>Descrição
  46. 46. <ul><li>Descrição objetiva ( reprodução fiel do objeto)uso de linguagem simples e denotativa. D etalhes expressos de forma nítida: tamanho, forma, cor, peso, cheiro, consistências... </li></ul><ul><li>Descrição subjetiva ( apreensão da realidade interior. É a reprodução do objeto como ele é visto e sentido) Usa-se a linguagem conotativa, as comparações, metáforas etc. </li></ul>Principais características da descrição
  47. 47. <ul><li>É um casarão clássico das antigas fazendas negreiras. Assobradado, ergue-se em alicerces o muramento, de pedra até meia altura e, daí em diante, de pau-a-pique. Esteios de cabriúva entremostram-se, picados a enxó, de bandeiras em pandarescos. Pelos intertícios da pedra, amoitam-se samambaias e, nas faces de Noruega, avenquinhas. Num cunhal, cresce anosa figueira, enlaçando as pedras na terrível cordoalha tentacular. Á porta da entrada vai ter uma escadaria dupla, com alpendre em cima e parapeito esborcinado. </li></ul>Exemplo
  48. 48. <ul><li>Texto  injuntivo (instrucional) é o tipo de texto que leva o leitor a mais que uma simples informação. Instrui o leitor! Não é o texto que argumenta, que narra, que debate, mas que leva o leitor a determinada orientação transformadora. O texto  injuntivo-instrucional  pode ter o poder de  transformar o comportamento  do leitor. </li></ul><ul><li>Para facilitar mais sua compreensão, eis alguns exemplos bem simples de textos injuntivos: </li></ul><ul><li>Uma receita de bolo   que sua avó passa à sua mãe . </li></ul><ul><li>Uma bula de remédio. </li></ul><ul><li>Um manual de instrução  que você recebe quando adquire um eletroeletrônico. </li></ul><ul><li>Determinados capítulos de um livro de auto-ajuda </li></ul>Injunção
  49. 49. <ul><li>1ª parte: descrição dos materiais e circunstâncias que presidem ao ponto de partida da realização da ação. </li></ul><ul><li>2ª parte: enumeração de procedimentos </li></ul><ul><li>( podem ser indicados os limites temporais a ter em conta no desenvolvimento de algum procedimento). </li></ul>Principais características da injunção
  50. 50. <ul><li>3ª pessoa do conjuntivo (forma supletiva do Modo Imperativo): </li></ul><ul><li>&quot; Coloque a tampa e a seguir pressione .&quot; </li></ul><ul><li>Presente do Indicativo com sujeito indeterminado: </li></ul><ul><li>&quot; Coloca-se a tampa e a seguir pressiona-se .&quot; </li></ul><ul><li>Infinitivo: </li></ul><ul><li>&quot;Colocar a tampa e a seguir pressionar.&quot; </li></ul><ul><li>  </li></ul>Conjunção verbal
  51. 51. <ul><li>Massa: Bata na batedeira, as claras em neve bem firme. Junte as gemas, uma a uma, e acrescente o açúcar. Despeje o leite aos poucos, sem parar de bater. Incorpore, por fim, delicadamente a farinha peneirada com o Chocolate em Pó e o fermento. Despeje em uma fôrma redonda (28 cm de diâmetro) untada e enfarinhada e leve para assar em forno quente (200º C) por aproximadamente 40 minutos. Deixe esfriar e corte-o ao meio. </li></ul>Exemplo
  52. 52. <ul><li>FIM </li></ul>

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