Resource Description Framework (RDF)

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Resource Description Framework (RDF)

  1. 1. Fórum de discussões da Biblioteca de Estudos e Aplicação de Metadados Resource Description Framework (RDF) Jaider Andrade Ferreira Bolsista FAPESP
  2. 2. Sumário Introdução  Representação da informação  Ciência da Informação e Web Semântica  RDF (o que é?)  Intercâmbio de metadados  Vocabulários Declarações Modelos conceituais Ontologia RDF (histórico) Gráficos Identificadores RDF (sintaxe) Considerações
  3. 3. Representação da informação “A representação da informação é necessária em qualquer ambiente para proporcionar uma recuperação mais eficiente” (SANTOS; ALVES, 2009). Os desenvolvedores da Web tem procurado desenvolver mecanismos e estruturas que possibilitam a atribuição de metadados aos recursos para uma melhor recuperação das informações.
  4. 4. Representação da informação Dessa forma, há uma tendência rumo a uma maior estruturação das informações disponibilizadas na Web. Estruturação essa que diz respeito à representação ou descrição de recursos (informacionais ou não). Da necessidade de estruturar e descrever semanticamente o conteúdo das páginas ou mesmo de representar e descrever semanticamente uma entidade não presente no ambiente digital, por exemplo, uma pessoa, surge o projeto da Web Semântica.
  5. 5. Ciência da Informação e Web Semântica Segundo Santos e Alves (2009), as tecnologias da Web Semântica convergem para a área de Ciência da Informação, estabelecendo uma estreita relação na questão da representação do conhecimento, principalmente no que se refere ao uso de metadados considerados essenciais no estabelecimento dos requisitos para uma boa representação dos recursos informacionais na rede.
  6. 6. A base da Web Semântica O alicerce da Web Semântica está num modelo de descrição dos recursos, o Resource Description Framework (RDF). Uma vez que a Catalogação descritiva lida com a descrição de recursos, ela está intimamente relacionada ao RDF. (CATARINO; SOUZA, 2012, p. 78)
  7. 7. A base da Web Semântica “a base da Web Semântica é a representação descritiva dos recursos a partir de um modelo em que os registros de metadados são representados por um conjunto de declarações [...]” (CATARINO; SOUZA, 2012, p. 86)
  8. 8. Novo padrão para o intercâmbio O entendimento do RDF é crucial para o ramo da Catalogação, pois ele será utilizado no padrão de intercâmbio de dados bibliográficos que substituirá o padrão MARC 21. (LIBRARY OF CONGRESS, 2011)
  9. 9. Intercâmbio de metadados Segundo Miller (1998), o RDF, desenvolvido pelo World Wide Web Consortium (W3C), é uma infraestrutura que permite a codificação, o intercâmbio e o reuso de metadados estruturados. Esta infraestrutura permite a interoperabilidade de metadados através da concepção de mecanismos que suportam convenções comuns de semântica, de sintaxe e de estrutura.
  10. 10. Intercâmbio de metadados O RDF não estipula a semântica para cada comunidade de descrição de recursos, mas sim oferece a capacidade para essas comunidades definirem os elementos de metadados conforme suas necessidades. (MILLER, 1998)
  11. 11. Intercâmbio de metadados O RDF pode utilizar-se da eXtensible Markup Language (XML) como sintaxe comum para o intercâmbio e o processamento de metadados. Utilizando-se da XML, o RDF impõe uma estrutura que proporciona a expressão não ambígua da semântica e, desse modo, possibilita a codificação, o intercâmbio e o processamento consistente de metadados padronizados (MILLER, 1998).
  12. 12. Intercâmbio de metadados Além disso, Miller (1998) destaca que o modelo RDF suporta o uso de convenções que facilitam a interoperabilidade modular entre conjuntos separados de elementos de metadados. Essas convenções incluem mecanismos para a representação semântica que se baseiam em um simples, porém poderoso, modelo de dados.
  13. 13. Vocabulários Adicionalmente, o RDF Schema, uma extensão do RDF, proporciona um meio para a publicação tanto de vocabulários legíveis por humanos quanto de vocabulários legíveis por máquinas. Vocabulário, nesse contexto, é definido como um conjunto de propriedades ou termos descritivos, isto é, elementos de metadados, definidos por uma comunidade de descrição de recursos.
  14. 14. Vocabulários Exemplo:  Dublin Core  Em http://dublincore.org/documents/dces  “The Dublin Core Metadata Element Set is a vocabulary of fifteen properties for use in resource description…”  Em http://dublincore.org/about-us  “The DCMI provides core metadata vocabularies...”
  15. 15. Vocabulários Outros exemplos:  FOAF: http://xmlns.com/foaf/spec (pessoas)  SIOC: http://www.w3.org/Submission/sioc-related (pessoas)  VoID: http://www.w3.org/TR/void/#scope (data sets)  Schema.org: http://schema.org/Book (geral)  vCARD: http://www.w3.org/TR/vcard-rdf (contatos)  Geo: http://www.w3.org/2003/01/geo/#vocabulary (localizações)  Bio: http://vocab.org/bio/0.1 (biografia)
  16. 16. Mas, e o RDF? Vamos chegar lá, só mais algumas considerações antes de prosseguir
  17. 17. Como o ser humano compreende o mundo? Uma das formas mais comuns é por meio de declarações:  Fulano é o papai  Fulana é a mamãe  A bola é verde  A panela está quente  Etc.
  18. 18. Como o ser humano compreende o mundo? Assim, classificamos as coisas...  Joãozinho é um ser humano  Ser humano é um mamífero  Mamífero é um animal  Etc. (relações hierárquicas, é um(a))
  19. 19. Como o ser humano compreende o mundo? ... e atribuímos propriedades a elas:  Joãozinho tem 22 anos  Joãozinho mora em Marília  Joãozinho estuda na Unesp  Etc. (relações não hierárquicas)
  20. 20. Como o ser humano compreende o mundo? Dessa forma, podemos fazer afirmações como:  Humanos são mortais  Gregos são humanos E tirarmos conclusões a partir dessas afirmações (inferências, deduções):  Gregos são mortais
  21. 21. Lógica Aristóteles sugeriu que o pensamento lógico, assim como a matemática, tem sua própria existência, independente de opiniões e atitudes de pessoas individuais. Todo A é B Todo B é C Todo A é C
  22. 22. “Pensamentos lógico/matemático” Dessa forma, os silogismos são independentes de domínio, ou seja, eles servem de base para inferir qualquer conhecimento, bastando apenas substituir os indivíduos por conceitos de um domínio qualquer, por exemplo: Todos os humanos são mortais Todos os gregos são humanos Todos os gregos são mortais
  23. 23. Inferências Sabemos que os computadores lidam muito bem com a lógica e com a matemática Que tal se... da mesma forma com que os seres humanos compreendem o mundo, pudéssemos fazer com que as máquinas “compreendessem” o mundo com o “pensamento lógico/matemático”? Inteligência Artificial influenciou o desenvolvimento da Web Semântica
  24. 24. Declarações De um ponto de vista linguístico, podemos considerar que as declarações são constituídas de três partes: Sujeito Predicado Objeto
  25. 25. Declarações De um ponto de vista ontológico... Indivíduo Atributo Valor
  26. 26. Declarações De um ponto de vista informacional... Recurso Propriedade Valor
  27. 27. Declarações De um ponto de vista geral... Entidade (entendida como algo a ser descrito) Característica (atributo relacionado à entidade descrita) Valor (valor atribuído à entidade por meio de uma característica)
  28. 28. E o que eu tenho a ver com isso? Ora, não é exatamente isso que o processo de catalogação faz? Representar um recurso, com suas várias características, de modo a possibilitar a sua identificação e acesso em meio a representações de outros recursos? Em outras palavras, o que são metadados senão propriedades e seus valores com vistas a descrição de um determinado recurso?
  29. 29. Modelos conceituais A descrição, quando elevada a um nível maior, mais geral e mais abstrato, gera os chamados modelos conceituais.
  30. 30. Modelos conceituais A construção de modelos conceituais tem como objetivo descrever o mundo em termos abstratos com o intuito de permitir um entendimento mais fácil de uma realidade complexa. Um modelo conceitual é uma descrição de certos aspectos da realidade, utilizado para entender, estruturar ou predizer partes do mundo real. Normalmente os modelos conceituais são criados de forma científica, ou seja, por uma modelagem científica. (HITZLER; KRÖTZSCH; RUDOLPH, 2009)
  31. 31. Modelos conceituais A modelagem científica tem suas raízes na Filosofia antiga. O filósofo Platão propôs respostas a algumas das questões mais fundamentais que surgem durante a modelagem conceitual:  O que é a realidade?  Que coisas podemos dizer que existem?  Qual é a natureza verdadeira das coisas? Isso marca a primeira grande contribuição para o campo agora conhecido como Ontologia.
  32. 32. Ontologia Sentido filosófico:  é o estudo da existência e dos seres como tais, as classes fundamentais e os relacionamentos entre as coisas existentes (GRUBER, 1993; HITZLER; KRÖTZSCH; RUDOLPH, 2009; SCHIESSL; BRÄSCHER, 2011; SOUZA; ALVARENGA, 2004; RAMALHO, 2006; RAMALHO, 2010). Na Ciência da Computação e, por conseguinte, nas tecnologias da Web Semântica:  é uma descrição do conhecimento sobre um domínio de interesse na forma de uma especificação processável por máquinas com um significado formalmente definido (GRUBER, 1993; HITZLER; KRÖTZSCH; RUDOLPH, 2009).
  33. 33. Ontologia Classe Classe ClasseIndivíduos Indivíduos Indivíduos Indivíduos Atributo Valor Atributo Valor Atributo Valor Atributo Valor
  34. 34. Ontologia Agente Pessoa Organização José Machado de Fernando ArnaldoSaramago Assis Sabino Jabor Ponto de Saramago, acesso aut. José Nacionalidade Português Ano de 1922 nascimento Arquitetura de Ano de morte 2010 metadados
  35. 35. Tecnologias da Web SemânticaArquitetura de metadados Adaptado de BRATT (2007, p. 24) e OBITKO (2007)
  36. 36. Histórico do RDF A história dos metadados no W3C começou em 1995 com o desenvolvimento do padrão PICS (Platform for Internet Content Selection) que visava a fornecer a possibilidade de classificar e de descrever o conteúdo de páginas Web. No entanto, com o decorrer do desenvolvimento do PICS, percebeu-se a necessidade de uma descrição mais abrangente dos sites e, através de uma série de reuniões com a comunidade de bibliotecas digitais, limitações nas especificações do PICS foram identificadas e requisitos funcionais foram delineados para resolver o problema mais geral da associação de informações descritivas aos recursos presentes na Web. (MILLER, 1998)
  37. 37. Histórico do RDF Com a percepção de que a questão da descrição de recursos era muito mais ampla do que a proposta feita inicialmente no contexto do PICS, o W3C criou um grupo de trabalho intitulado Resource Description Framework (RDF) para discutir especificamente uma estrutura de descrição de recursos que fosse suficientemente abrangente para cobrir as necessidades das várias comunidades de descrição interessadas. Nesse contexto, o processo de criação e de desenvolvimento do RDF na década de 1990 foi influenciado por várias linguagens, vocabulários de descrição já existentes e áreas do conhecimento. Uma das comunidades de descrição que influenciou a criação do RDF foi a da iniciativa Dublin Core e uma “linguagem” que influenciou a sua criação foi a XML (MILLER, 1998).
  38. 38. Histórico do RDF Segundo Dziekaniak e Kirinus (2004, p. 27), “as principais influências vieram das comunidades de padronização da web (HTML, XML e SGML), da Biblioteconomia (metadados de catalogação), da representação do conhecimento (ontologias), da programação orientada a objetos, da linguagem de modelagem, entre outras”. Em 1999 uma especificação oficial sobre o RDF foi publicada pelo W3C, embora a ênfase naquela época estava apenas na representação de metadados sobre recursos presentes na Web e não a descrição de recursos em geral, como é o caso da especificação publicada em 2004.
  39. 39. Descrição de qualquer recurso Devido à possibilidade de descrição de recursos que não estão necessariamente disponíveis pela Web – um livro impresso, por exemplo – o RDF também pôde ser utilizado para a troca de (meta)dados em diversas áreas de aplicação específicas, como é o caso da área de Biblioteconomia e, mais especificamente, da Catalogação.
  40. 40. Mas, e o RDF? Ok, ok, vamos ao RDF
  41. 41. Modelos conceituais / Gráficos Normalmente, modelos conceituais são apresentados em forma de gráficos, o mesmo acontece com o modelo de dados RDF. Um documento RDF está estruturado como um gráfico (também chamado de grafo) direcionado, isto é, um conjunto de nós que são ligados por arestas direcionadas (setas).
  42. 42. Modelos conceituais / Gráficos Propriedade Recurso Valor Metadado Y Livro X Valor Z Tem como autor Cibercultura Pierre Lévy Entidades do mundo real
  43. 43. Identificadores Mas, entidades precisam ser identificadas:  Pessoas se identificam umas com as outras por meio de um nome, um apelido, um pseudônimo, etc.  Pessoas se identificam para autoridades por meio de um código: número do RG, número do CPF, etc.  Máquinas podem identificar produtos por meio de um código de barras.  Livros podem ser identificados por meio de ISBNs.  Etc.
  44. 44. Identificadores Alguns identificadores representam unicamente um recurso (por ex. CPF) outros não (por ex. nome da pessoa). Identificadores que representam o recurso unicamente entre outros recursos são mais adequados para uso porque reduzem problemas como ambiguidade, falta de consistência, etc. E no ambiente Web? Quem são os identificadores únicos para os recursos?
  45. 45. Uniform Resource Identifier (URI) URI é uma cadeia de caracteres utilizada para identificar um nome ou um recurso. Uniform Resource Locator (URL) é um URI: http://unesp.br Uniform Resource Name (URN) é um URI: urn:isbn:9788587258762  Problema com ISBNs: de maneira global, não há como recuperar informações na Web sobre um recurso identificado por um ISBN (nem o recurso em si), portanto, a utilização de URIs do tipo http é mais recomendada.
  46. 46. Uniform Resource Identifier (URI) Problema, o URI http://unesp.br Identifica a universidade ou o site da universidade? http://uri.unesp.br http://unesp.br/uri http://unesp.br/resource#uri
  47. 47. Uniform Resource Identifier (URI) É o URI que torna o recurso único e não confundível com outros recursos. O modelo RDF pode descrever qualquer objeto que tenha uma clara identidade no contexto de uma dada aplicação: livros, pessoas, locais, editoras, eventos, relacionamentos entre essas coisas, conceitos abstratos, etc. Tais recursos podem, obviamente, não ser recuperados online e, portanto, seus URIs são usados exclusivamente para fins de identificação única.
  48. 48. Uniform Resource Identifier (URI) Portanto, não se considera http://biblioteca.org/livro-X#uri Como um endereço, mas sim como um identificador apenas. Tais URIs são feitos para as máquinas se referenciarem a algum recurso, não para humanos buscarem informações (embora, a boa prática recomenda que URIs tragam informações legíveis por humanos também).
  49. 49. Recurso -> Propriedade -> Recurso Recurso... http://biblioteca-x.org/uri#livro-X Propriedade... http://padraodemetadados-y.org/uri#possuiAutor http://biblioteca-x.org/uri#autor-Z Valor...
  50. 50. Recurso -> Propriedade -> Literal Recurso http://biblioteca-x.org/uri#livro-X Propriedade Valores podem ser outros recursos http://padraodemetadados-y.org/uri#NdePaginas (entidades) ou valores literais. Ex.:1) Relacionamentos entre 264 pessoas2) Relacionamento entre Valor (literal) uma pessoa e sua idade
  51. 51. Gráfico http://biblioteca-x.org/uri#livro-X http://padraodemetadados-y.org/uri#possuiAutorhttp://padraodemetadados- http://biblioteca-x.org/uri#autor-Z y.org/uri#titulo http://padraodemetadados- y.org/uri#nomeDoAutor http://padraodemetadados- Cibercultura Lévy, Pierre y.org/uri#anoDeNasc http://padraodemetadados- y.org/uri#NdePaginas 1956 264
  52. 52. Sintaxe para RDF O modelo RDF é descrito em forma de gráficos por meio de diagramas. Esse modo de apresentar os dados em RDF facilita o aprendizado do modelo e a leitura humana, além de servir como um modo preciso para a modelagem conceitual de um domínio. Mas é evidente que os computadores não são adequados para o processamento e o intercâmbio de gráficos uns com os outros. Existem formas de representação de um conjunto de dados modelados em RDF não mais por meio de gráficos, mas sim por cadeias de caracteres que podem ser processadas por máquinas. Para que isso ocorra, um gráfico RDF precisa ser dividido em partes menores que podem ser armazenadas uma por uma. Essa transformação de estruturas de dados complexas para cadeias de caracteres lineares é chamada de serialização (HITZLER; KRÖTZSCH; RUDOLPH, 2009).
  53. 53. Sintaxe para RDF É fácil perceber que cada gráfico RDF pode ser completamente descrito por meio de seus nós e arestas e, então, convertidos em sujeitos, predicados e objetos. Cada conjunto sujeito-predicado-objeto é considerado uma tripla RDF, ou seja, uma declaração (RAMALHO, 2006).
  54. 54. Sintaxe para RDF N Triples:<http://biblioteca.org/uri#livro-X> <http://padraodemetadados-y.org/uri#titulo> "Cibercultura" .<http://biblioteca.org/uri#livro-X> <http://padraodemetadados-y.org/uri#possuiAutor> <http://biblioteca.org/uri#autor-Z> .<http://biblioteca.org/uri#autor-Z> <http://padraodemetadados-y.org/uri#nomeDoAutor> "Lévy, Pierre" . Turtle:@prefix cod: <http://padraodemetadados-y.org/uri#> .<http://biblioteca.org/uri#livro-X> cod:possuiAutor <http://biblioteca.org/uri#autor-Z> ; cod:titulo "Cibercultura" .<http://biblioteca.org/uri#autor-Z> cod:nomeDoAutor "Lévy, Pierre" .
  55. 55. Sintaxe para RDF JSON:{ "@context": { "cod": "http://padraodemetadados-y.org/uri#", "http://padraodemetadados-y.org/uri#possuiAutor": { "@type": "@id" } }, "@id": "http://biblioteca.org/uri#livro-X", "cod:titulo": "Cibercultura", "cod:possuiAutor": { "@id": "http://biblioteca.org/uri#autor-Z", "cod:nomeDoAutor": "Lévy, Pierre" }}
  56. 56. Sintaxe para RDF XML: <?xml version="1.0" encoding="utf-8"?> <rdf:RDF xmlns:rdf="http://www.w3.org/1999/02/22-rdf-syntax-ns#" xmlns:cod="http://padraodemetadados-y.org/uri#"> <rdf:Description rdf:about="http://biblioteca.org/uri#livro-X"> <cod:titulo>Cibercultura</cod:titulo> <cod:possuiAutor> <rdf:Description rdf:about="http://biblioteca.org/uri#autor-Z"> <cod:nomeDoAutor>Lévy, Pierre</cod:nomeDoAutor> </rdf:Description> </cod:possuiAutor> </rdf:Description> </rdf:RDF>
  57. 57. RDF Validador: w3.org/RDF/Validator RDF Validador:  http://www.w3.org/RDF/Validator
  58. 58. Considerações Souza e Alvarenga (2004) constatam alguns benefícios providos pela utilização do RDF, como, por exemplo, a viabilização de um ambiente consistente para a publicação e utilização de metadados utilizando a infraestrutura da XML; o estabelecimento de uma sintaxe padronizada para a descrição de recursos com suas propriedades e respectivos valores e; a possibilidade de aplicações agirem de forma inteligente e automatizada sobre as informações publicadas. Zaidan (2011) considera que, tendo em vista que o RDF é independente de domínio e, como ele é composto pela tripla sujeito-predicado-objeto, consegue fazer uma representação primitiva com vistas a uma criação maior, tendo a finalidade de embutir semântica e fornecendo interoperabilidade e semântica para os metadados.
  59. 59. Considerações Furgeri (2006) destaca que o RDF resolve o problema da diversidade na representação da informação que ocorre em XML, criando ligações únicas entre recursos. O RDF elimina o problema da limitação do tamanho da estrutura enfrentada pela XML, criando ponteiros que unem documentos com estruturas menores. “RDF provê uma estrutura mais flexível que XML, aproximando-se da forma como os seres humanos relacionam informações, isto é, por associações”. Para Moura (2001 apud DZIEKANIAK; KIRINUS, 2004), na área de descoberta de recursos, o RDF possibilita o desenvolvimento de mecanismos de pesquisa mais eficientes. Na área de Catalogação, o RDF pode ser utilizado para a descrição de recursos de informação e na área de agentes inteligentes o RDF pode facilitar o intercâmbio de informações.
  60. 60. Considerações A partir dos apontamentos apresentados, pode-se considerar que a Ciência da Informação, especialmente em razão da Catalogação descritiva, está intimamente relacionada com um dos considerados alicerces da Web Semântica: o modelo para a descrição de recursos RDF. Por meio de uma breve revisão de literatura acerca do modelo RDF, sua origem e suas características, percebeu-se a sua importância para a descrição de quaisquer recursos sejam eles digitais ou não, bibliográficos ou não.
  61. 61. Considerações O modelo RDF oferece a possibilidade para as comunidades de descrição de recursos definirem a semântica de seus metadados de maneira formal, isto é, definindo o significado dos elementos de metadados, conforme as suas necessidades específicas de descrição, em um modelo processável por máquinas. Por fim, utilizando-se da XML como sintaxe comum para o intercâmbio e o processamento de metadados, o RDF colabora positivamente para a interoperabilidade entre os vários sistemas de informação e de descrição existentes, desse modo, contribuindo para a construção de mecanismos de busca e catálogos mais integrados que poderão oferecer mais serviços aos seus usuários.
  62. 62. ReferênciasBRATT, Steve. Semantic Web, and Other Technologies to Watch. Cambridge: W3C, 2007. Disponível em:<http://www.w3.org/2007/Talks/0130-sb-W3CTechSemWeb>. Acesso em: 24 set. 2012.CATARINO, Maria Elisabete; SOUZA, Terezinha Batista de. A representação descritiva no contexto da web semântica.TransInformação, Campinas, v. 24, n. 2, p. 77-90, maio/ago. 2012. Disponível em: <http://revistas.puc-campinas.edu.br/transinfo/viewarticle.php?id=472>. Acesso em: 2 out. 1012.DUNSIRE, Gordon; HILLMANN, Diane; PHIPPS, Jon. Reconsidering Universal Bibliographic Control in Light of the SemanticWeb. Journal of Library Metadata, v. 12, n. 2-3, p. 164-176, 2012. Disponível em:<http://dx.doi.org/10.1080/19386389.2012.699831>. Acesso em: 1 out. 2012.DZIEKANIAK, Gisele Vasconcelos; KIRINUS, Josiane Boeira. Web Semântica. Encontros Bibli, Florianópolis, n. 18, 2º sem. 2004.Disponível em: <http://www.periodicos.ufsc.br/index.php/eb/article/view/1518-2924.2004v9n18p20>. Acesso em: 1 out.2012.FURGERI, Sérgio. O papel das linguagens de marcação para a Ciência da Informação. TransInformação, Campinas, v. 18, n. 3,p. 225-239, set./dez. 2006. Disponível em: <http://revistas.puc-campinas.edu.br/transinfo/viewarticle.php?id=184>. Acessoem: 1 out. 2012.HITZLER, Pascal; KRÖTZSCH, Markus; RUDOLPH, Sebastian. Foundations of Semantic Web technologies. Boca Raton: CRCPress, 2010.LIBRARY OF CONGRESS. A Bibliographic Framework for the Digital Age. Bibliographic Framework Transition Initiative: Newsand Announcements, Oct. 2011. Disponível em: <http://www.loc.gov/marc/transition/news/framework-103111.html>.Acesso em: 20 set. 2012.
  63. 63. ReferênciasMILLER, Eric. An Introduction to the Resource Description Framework. D-Lib Magazine, v. 4, n. 5, May, 1998. Disponívelem: <http://www.dlib.org/dlib/may98/miller/05miller.html>. Acesso em: 16 set. 2012.OBITKO, Marek. Semantic Web Architecture. Prague: Czech Technical University, 2007. Disponível em:<http://obitko.com/tutorials/ontologies-semantic-web/semantic-web-architecture.html>. Acesso em: 21 ago. 2012.RAMALHO, Rogério Aparecido Sá. Web Semântica: aspectos interdisciplinares da gestão de recursos informacionais noâmbito da Ciência da Informação. 2006. 120 f. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação). Faculdade deFilosofia e Ciências – Universidade Estadual Paulista, Marília, 2006. Disponível em:<http://www.marilia.unesp.br/Home/Pos-Graduacao/CienciadaInformacao/Dissertacoes/ramalho_ras_me_mar.pdf>.Acesso em: 10 abr. 2012.SANTOS, Plácida Leopoldina Ventura Amorim da Costa; ALVES, Rachel Cristina Vesú. Metadados e Web Semântica paraestruturação da Web 2.0 e Web 3.0. DataGramaZero, Rio de Janeiro, v. 10, n. 6, dez. 2009. Disponível em:<http://www.dgz.org.br/dez09/Art_04.htm>. Acesso em: 25 jun. 2011.SOUZA, Renato Rocha; ALVARENGA, Lídia. A Web Semântica e suas contribuições para a Ciência da Informação. Ciênciada Informação, Brasília, v. 33, n. 1, p. 132-141, jan./abr. 2004. Disponível em: <http://dx.doi.org/10.1590/S0100-19652004000100016>. Acesso em: 25 jun. 2012.ZAIDAN, Fernando. XML, RDF e OWL. IT Web, 2011. Disponível em: <http://itweb.com.br/blogs/xml-rdf-e-owl-para-saber-um-pouco-mais-sobre-a-web-semantica-1>. Acesso em: 10 set. 2012.
  64. 64. Fórum de discussões da Biblioteca de Estudos e Aplicação de Metadados – Marília, 2012 Obrigado!

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