Corda Bamba - Lygia Bojunga

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Corda Bamba - Lygia Bojunga

  1. 1. Corda Bamba Lygia Bojunga Jamille Rabelo Luana Loes Maria de Jesus Thalita Ribeiro
  2. 2. <ul><li>“ Viver na corda bamba – é como o imaginário popular define a existência de quem tem que enfrentar desafios diários para sobreviver. Assim caminha Maria em busca de seu próprio equilíbrio, abrindo as portas do passado e recompondo-se dos dramas que marcaram sua infância circense.” </li></ul>
  3. 3. <ul><li>Enredo: </li></ul><ul><li>O enredo de Corda Bamba segue uma linearidade, no tempo presente, até o momento em que Maria passa a imaginar a sua caminhada na corda para o passado. Nesse instante, é o fluxo de pensamento da personagem quem determina esse enredo, não existindo mais necessariamente começo, meio e fim. </li></ul>
  4. 4. <ul><li>Linguagem: </li></ul><ul><li>É uma linguagem sutil, precisa, sem excessos. As palavras não trazem peso, trazem leveza. Ora a narrativa está nos diálogos, ora nos pensamentos de Maria, ora nas personagens que vão nos ajudando a conhecer a estória. Ao mesmo tempo que a narrativa é rápida, o texto flui sem tropeços, porque é um texto de narrativa delicada e de ordem cronológica. </li></ul>
  5. 5. <ul><li>A boa construção das personagens pela autora, com suas problemáticas encadeadas no corpo da narrativa traduz a sua visibilidade de pensamento. Percebemos a clareza nos pensamentos de Maria, a transparência do imaginário da autora, ganhando forma, com uma linguagem precisa. Um texto exato, sutil e ritmado é capaz de nos mostrar a transparência do pensamento do artista. </li></ul><ul><li>Corda bamba é uma narrativa que explora os meandros da consciência da criança, e sob o seu foco são vistos os acontecimentos de sua vida no passado, e no presente. A narrativa capta os pensamentos das personagens, o imaginário da criança de forma exata, precisa, sem excessos, com imagens visuais nítidas. </li></ul>
  6. 6. <ul><li>Corda: é a ponte entre o real e o imaginário. </li></ul><ul><li>O poder do imaginário de Maria que recorrendo e resgatando um símbolo de seu agrado, estima e valor “o arco, a corda” vai equilibrando-se na “corda bamba” da vida, viajando para dentro de si mesma através do imaginário e da personalidade tímida que nem por isso se torna frágil, mas densa, profunda e forte. </li></ul>
  7. 7. <ul><li>Janela: é a representação da realidade, a consciência de Maria. </li></ul><ul><li>A visão da janela, pela personagem, o silêncio e os pensamentos na solidão caminham juntos com as dores, dentro do mundo particular de Maria. Quietude e reflexão podendo ser percebidas delicadamente através da linguagem leve e precisa e da cena de Maria na janela no segundo capítulo da narrativa intitulado Janelas. </li></ul>
  8. 8. <ul><li>Portas: são a abertura para o inconsciente. </li></ul><ul><li>Maria encontra muitas portas esperando para serem abertas. Cada porta tem uma cor diferente assim, como cada uma ao ser aberta esconde um momento do seu passado e uma sensação diferente. </li></ul><ul><li>Ela vai abrindo uma a uma as portas do seu passado, ficando por último a porta vermelha, na qual ela vê seus pais pela última vez caindo da corda bamba durante uma apresentação. </li></ul><ul><li>A partir daí, Maria aprende a lidar com seus sentimentos e sente-se pronta para abrir novas portas em sua vida, sonhar e buscar compreender seus sonhos. </li></ul>
  9. 9. <ul><li>Maria: </li></ul><ul><li>Protagonista </li></ul><ul><li>Com a morte dos pais foi morar com a avó materna. </li></ul><ul><li>Se tornou uma criança infeliz com a perda dos pais </li></ul><ul><li>Se fecha dentro de si </li></ul><ul><li>D.Maria Cecília Mendonça de Melo: </li></ul><ul><li>Antagonista </li></ul><ul><li>Casada por quatro vezes </li></ul><ul><li>Autoridade e poder sobre a Maria </li></ul>
  10. 10. <ul><li>Márcia e Marcelo: </li></ul><ul><li>pais de Maria; </li></ul><ul><li>equilibristas de circo na corda bamba. </li></ul><ul><li>Barbuda e Foguinho </li></ul><ul><li>artistas de circo </li></ul><ul><li>Pedro </li></ul><ul><li>marido de Dona Maria Cecília </li></ul><ul><li>avô de Quico </li></ul><ul><li>Quico </li></ul><ul><li>A velha contadora de histórias </li></ul><ul><li>D. Eunice </li></ul><ul><li>professora de Maria </li></ul>
  11. 11. <ul><li>Diferenças entre classes sociais: </li></ul><ul><li>“ - Quando eu nasci, a minha mãe e o meu pai não tinham dinheiro pra comprar um berço. </li></ul><ul><li>- Quando eu nasci, a minha mãe comprou sete: cada dia da semana em dormia num. </li></ul><ul><li>- Pra quê? </li></ul><ul><li>- Pra já ir me acostumando a ter uma porção de tudo. </li></ul><ul><li>- Hmm. </li></ul><ul><li>- Que é? você ficou de cara triste. </li></ul><ul><li>- É que desde que eu nasci me acostumaram a ter uma porção de nada.” </li></ul><ul><li>(NUNES, 2009, p.p. 71-72) </li></ul>
  12. 12. <ul><li>Dinheiro compra tudo??? </li></ul><ul><li>A Menina chegou pertinho da avó e cochichou: </li></ul><ul><li>- Mas, vó, gente se compra? </li></ul><ul><li>- Quem tem dinheiro feito eu compra tudo. </li></ul><ul><li>[...] </li></ul><ul><li>A Menina perguntou ainda mais baixo: </li></ul><ul><li>- Gente custa caro? </li></ul><ul><li>- Depende. Tem uns que custam bem caro (olhou de rabo de olho pros retratos). Essa aí custou baratinho. </li></ul><ul><li>(NUNES, 2009, p. 109) </li></ul>
  13. 13. <ul><li>Relações trabalhistas </li></ul><ul><li>“ - Não tá certo, não tá certo! Vocês não podem deixar eles botarem a corda tão alto. </li></ul><ul><li>- Eles vão pagar muito mais. </li></ul><ul><li>- Você tá deixando eles te explorarem, Marcelo! </li></ul><ul><li>[...] </li></ul><ul><li>- Se vocês começam a trabalhar na base do risco, tudo que é circo vai imitar. É sempre assim. E aí, quem não tem a segurança de vocês ou se arrisca de morrer ou fica sem trabalho.” </li></ul><ul><li>(NUNES, 2009, p.p. 129-130) </li></ul>
  14. 14. <ul><li>Hierarquia/autoridade/imposição </li></ul><ul><li>“ É que a mesa é pequena. E o cachorro é enorme. E se esparrama todo. E acaba sempre sobrando um pedaço dele debaixo da minha cadeira. Eu não posso mexer o pé que, pronto: já esbarro nele. E é só um esbarrãozinho de nada que ele já levanta num pulo e começa a latir com uma voz grossa toda vida. Eu morro de susto. </li></ul><ul><li>[...] </li></ul><ul><li>- Escuta Maria você me conhece não é? Eu acho que é sempre melhor a gente ser franca. Diz assim pra professora: “olha, professora, ou a senhora me dá lugar pra eu botar o pé descansada, ou eu não dou mais aula”. </li></ul><ul><li>[...] </li></ul><ul><li>- Você ouviu o que eu disse, filhinha? </li></ul><ul><li>- Ouvi. Mas não vai dar pé.” </li></ul><ul><li>(NUNES, 2009, p.p. 43-44) </li></ul>
  15. 15. <ul><li>Temos Maria com seus apenas dez anos de história de vida –respeitando-se a criança como um ser humano completo e não como um vir a ser, ou seja, que a criança tem conhecimento de mundo, no limite de sua idade. </li></ul><ul><li>Não é justo e nem verdadeiro com a criança que lhe deem apenas o “livrinho feliz”, pois a criança tem o direito de experimentar e saborear a leitura para poder fazer suas escolhas pessoais e livres de pré-conceitos estabelecidos e arraigados por toda e qualquer sociedade. </li></ul><ul><li>A literatura verdadeiramente inovadora é aquela que ultrapassa a função didático-moralizante, para revelar uma visão mais clara da realidade na qual o leitor já estava inserido, sem no entanto conhecê-la. </li></ul>
  16. 16. <ul><li>No que se refere à participação da criança em textos de abordagens sociais, sabe-se que durante muito tempo a literatura para crianças evitou abordar temas que enfocassem “o ‘lado podre’ da sociedade, seja em termos sociais (ausência de temas relacionados às diferenças ou conflitos de classe) ou existenciais, faltando a representação de determinados problemas familiares, como a falta de dinheiro do pais e a morte. </li></ul><ul><li>A criança é vista como um ser pensante, capaz de apreender significados importantes por meio da linguagem, dos símbolos e da própria forma como a narrativa foi construída. Além disso, ao final da narrativa, a criança sai da história modificada, pois toda a trajetória da personagem Maria leva ao leitor o mesmo amadurecimento alcançado por ela. </li></ul>
  17. 17. <ul><li>BOJUNGA, Lygia. Corda bamba . 23. ed. Rio de Janeiro: Casa Lygia Bojunga, 2009. </li></ul><ul><li>BOROWSKI, Maria N. Corda bamba: uma leitura dentro da outra. Disponível em: http://guaiba.ulbra.tche.br/pesquisa/2005/artigos/letras/76.pdf </li></ul><ul><li>FERNANDES, V. R. O. A literatura infanto-juvenil na corda bamba. Disponível em: http://www.litteratu.com/cordabambafio.pdf </li></ul><ul><li>MALHEIROS, Eglê. A criança na corda-bamba: a literatura de Lygia Bojunga Nunes. Disponível em: http://www.gelbc.com.br/pdf_revista/0501.PDF </li></ul><ul><li>SANDRONI, Laura. De Lobato a Bojunga: as reinações renovadas. Rio de Janeiro: Agir, 1987 </li></ul><ul><li>SANTOS, Daniela Y. U. Estética e imaginário em Corda bamba de Lygia Bojunga Nunes . Disponível em: http://www.fflch.usp.br/dlcv/revistas/crioula/edicao/01/Dossie/04.pdf </li></ul><ul><li>SILVA , Maria Marlene R. da . As relações sociais da criança na obra de Lygia Bojunga Nunes. Disponível em: http://www.gelbc.com.br/pdf_revista/0503.PDF </li></ul>

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