História Roma Antiga Jackeline Póvoas

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  • + 29nikito 29nikito 1 week ago
    Parabéns, adorei, vou usar com certeza. obrigado!
  • + marli47 marli47 1 month ago
    Aula muito boa. Parabéns.
    Por favor, envie-me: marli.baldi@bol.com.br
    Agradeço muito
  • + guest8f6928 guest8f6928 5 months ago
    Mais uma vêz estou maravilhada com seu trab. sobre Roma Antiga.Pena que não conseguir copià-lo,Por favor manda pro meu e-mail.Obrigada!!!!!!!!!!!

    lenecarneiro@hotmail.com
  • + jackpovoas Jackeline Póvoas 5 months ago
    PARA FAZER O DOWNLOAD (SALVAR EM SEU COMPUTADOR), BASTA CLICAR EM 'GET FILE', BEM ACIMA DA APRESENTAÇÃO, AQUI MESMO NO SLIDE SHARE.
    ESSA E AS DEMAIS APRESENTAÇÕES DE MINHA AUTORIA PODEM SER UTILIZADAS EM AULAS, DESDE QUE PRESERVADOS OS CRÉDITOS. SE FOR UTILIZAR EM SEU BLOG OU SITE, FAVOR COPIAR O CÓDIGO GERADO NO SLIDE SHARE (EMBED), NÃO MODIFICANDO E PRESERVANDO A ÉTICA.
  • + guest8f6928 guest8f6928 5 months ago
    Fantástica! Belas composição de imagens,esquematização clara e bastante didática, Parabéns!!
  • + guestd6be6d guestd6be6d 5 months ago
    vc está de PARABÉNS arrasou
  • + guestbdee16ff guestbdee16ff 6 months ago
    Oiiiiiiiiiii gostei muito do seu trabalho.
    Me envie por gentileza por e-mail.

    josihistoria@gmail.com

    Grata desde já

    Abraço
  • + guest74b090 guest74b090 7 months ago
    Muito boa essa aula. Gostaria que vc enviasse para mim.gloriamairadasilva@hotmail.com
    Sucesso e assim vamos fazendo história,
    Parabens mesmo!!!!
  • + nilmargalvao nilmargalvao 8 months ago
    por favor me mande esse slide. Agradeço desde já
  • + tetafg tetafg 9 months ago
    adorei sua apresentação ficou esplendida

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História Roma Antiga Jackeline Póvoas - Presentation Transcript

  1. ROMA CRONOLOGIA: SÉC. XII a.C. A SÉCULO III d.C
  2. Elegias Romanas Falai-me, ó pedras! oh falai, vós altos palácios! Ruas, dizei uma palavra! Gênio, não te moves? Sim, tudo tem alma nos teus santos muros, Roma eterna; só para mim tudo se cala ainda. Quem me diz segredos, em que fresta avisto Um dia o ser belo que queimando me alivie? Não pressinto ainda os caminhos, pelos quais sempre, Pra ir dela e pra ela, sacrifique o tempo precioso? Ainda contemplo igrejas, palácios, ruínas, colunas, Homem composto, decoroso, que aproveita a viagem. Mas em breve passa: então haverá um só templo, O templo do Amor, que se abra e receba o iniciado! És um mundo em verdade, ó Roma; mas sem o Amor O mundo não era mundo, e Roma não era Roma. Goethe
  3. EUROPA LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA ROMA GRÉCIA
  4. Conta a lenda que quando Tróia caiu (século XII a.C.), o príncipe troiano Enéias conseguiu salvar-se. Após uma longa peregrinação, chegou ao Lácio. Enéias ter-se-ia fixado junto ao rio Tibre, onde se casou com uma filha do rei Latino (dando-se o nome de Latinos ao seu povo). O filho de Enéias fundou a cidade de Alba Longa. O tempo passou e os descendentes de Enéias reinavam em Alba. O MITO "Fuga de Enéias de Tróia" (1598) Federico Fiori Barocci Roma, Galleria Borghese
  5. Um deles, Numitor, três séculos mais tarde, foi deposto e aprisionado por Amúlio, seu irmão. Amúlio matou um sobrinho e, para que não houvesse descendência, colocou sua sobrinha, Rhea Silvia, num colégio de Vestais, transformando-a em Vestal (sacerdotisa virgem, consagrada à deusa Vesta). Um dia, segundo a versão mais corrente da lenda, a jovem vestal teria ido buscar água para um sacrifício em um bosque sagrado, junto ao rio Tibre, quando foi seduzida (para outros, apenas assediada) por Marte/Ares, deus romano da guerra, que a engravidou, tendo nascido desta união proibida dois gêmeos: Rômulo e Remo. "Marte e Rhea Silvia" (1616-1617) Pierre Paul Rubens Viena, Liechtenstein Museum
  6. Vesta é representada na mitologia grega pela deusa Héstia, deusa da lareira ou do fogo queimando em uma lareira redonda e é a menos conhecida dos Deuses olímpicos. Sua representação é a viva chama no centro do lar, do templo e da cidade. O símbolo de Héstia era um círculo. Suas primeiras lareiras eram redondas, assim como seus templos. Nem o lar nem o templo ficavam santificados até que Héstia entrasse. Héstia era tanto uma presença espiritual como um fogo sagrado que proporcionava a iluminação, calor e aquecimento para o alimento. Imagens referentes ao templo de adoração da deusa Vesta, a escultura, o convento, o símbolo e sacerdotizas (vestais) guardando o fogo sagrado.
  7. Ruínas do colégio de vestais, anexo ao templo, em Roma.
  8. Quando nasceram, foram abandonados em uma cesta e jogados no rio Tibre, a mando de seu tio Amúlio, temeroso que essas crianças viessem futuramente a destroná-lo. A correnteza do Tibre, em vez de as levar para o mar, milagrosamente, depositou-as em lugar seco, perto do Monte Palatino. Rômulo e Remo foram salvos por uma loba enviada por Marte quando chegaram ao local de fundação da cidade. A loba as criou e amamentou juntamente com as suas crias, na sua gruta, no Lupercal, o que garantiu sua sobrevivência. Depois, um casal de pastores, Fáustulo e Larência, encontrou-os e os criou. Imagens: Mapa da Península Itálica, destacando o Rio Tibre; Escultura da loba amamentando Rômulo e Remo.
  9. O pastor deu os nomes de Rômulo e Remo às crianças e confiou-os a sua esposa. Crescidos os meninos, durante um festival, Remo foi aprisionado pelo rei Numitor, que o acusou, a ele, Rômulo e seus companheiros de furtarem gado em suas terras. Rômulo, não sendo apanhado, retornou à casa, quando ficou sabendo por Fáustulo das circunstâncias do seu nascimento e toda sua história. Apresentou-se, então, ao rei Numitor, já como seu neto, narrando-lhe os fatos. Sensibilizado, o rei festejou o evento, organizando posteriormente, com a ajuda de seu neto, uma invasão ao palácio de Amúlio. Rômulo libertou o irmão e, a seguir, matou Amúlio, colocando, em seu lugar, Numitor, seu avô, novo rei de Alba (a sede deste reino era no monte Aventino). Numitor, agradecido, deu-lhes ordem para fundar uma cidade às margens do Tibre, que foi Roma (ano de 753 a.C.). Charge retratando o momento em que Faustulo encontra ao gêmeos com a loba.
  10. Favorecido pelos augúrios, Rômulo, para demarcar o território da cidade, logo traçou, em torno de Palatino, um grande sulco circular, demarcando o Pomerium (recinto sagrado da nova cidade), com uma charrua (arado) guiada por dois bois brancos; a terra remexida simbolizava uma muralha e o sulco simbolizava o fosso. Esse sulco circular não era completamente fechado, apresentando interrupções onde seriam os portões da cidade. Enciumado por não ter sido escolhido pelos presságios, Remo escarneceu do irmão, afirmando que o local era mal protegido. Para mostrar ao irmão que aquelas muralhas não valiam de nada, transpô-la de um salto, ridicularizando a obra do irmão. Rômulo, furioso, matou Remo com golpes de espada, o sacrifício sangrento necessário para fundação de Roma, deixando claro que quem infringisse as leis romanas, sofreria as consequências. Rômulo enterrou Remo sob o Aventino e, posteriormente, arrependeu-se do assassinato, chorando a morte do irmão, mas o destino estava traçado. A rivalidade que sempre existiu entre os bairros da Roma antiga, Aventino e Palatino, é explicada pela divergência havida entre os dois irmãos, Rômulo e Remo. Para saberem o local onde seria mais propícia a sua edificação, interrogaram os presságios. Remo instalou-se no monte Aventino, e Rômulo no Palatino, onde cada um dos gêmeos consultou os deuses para saber onde se fundaria a nova cidade. A Remo foi-lhe enviado como presságio seis abutres a voarem sobre o Aventino, enquanto a Rômulo, favorecido pela Fortuna, lhe surgiram doze aves. Estas charges ilustram o presságio de Remo com os abutres e o momento em que ele pula a muralha simbólica e é assassinado por Rômulo.
  11. Rômulo, para povoar a cidade, dado que os recursos locais eram insuficientes, permitiu que se alojassem, nos arredores de Roma, exilados, devedores insolentes, homicidas e escravos fugidos. Para além disso, para assegurar a continuidade da população da cidade, foi preciso arranjar mulheres. Deu-se, então, o rapto das Sabinas, causando uma guerra contra os sabinos, que acabou, no entanto, com um tratado de união entre os dois povos. A segunda geração romana era, desse modo, uma mistura entre habitantes das colinas romanas, latinos e sabinos, fusão que estará na origem da formação étnica do povo de Roma (os Quirites). Diz a lenda que, quando morreu, Rômulo foi levado para os céus por seu pai, o deus Marte, tendo sido, mais tarde, adorado sob a forma do deus Quirino. Charge e pintura representando o Rapto das Sabinas.
  12. Através de uma análise crítica dessas tradições mitológicas e do estudo de antigos documentos e achados arqueológicos é possível construir um cenário mais próximo do real para a origem e o desenvolvimento inicial da cidade de Roma. Roma está localizada na região do Lácio, na península itálica, a 25 quilômetros da foz do rio Tibre, em sua margem esquerda. A data convencional aceita atualmente pelos historiadores para a origem da cidade antiga é 753 a.C.; data determinada pelo romano Varrão, que se baseou para seus cálculos nas tradicionais lendas de fundação. O mapa ao lado mostra a localização da cidade antiga de Roma. É possível identificar a 'alça' que facilita a travessia do rio, a região do vale (área escurecida) e as colinas circundantes (área mais clara). O monte Palatino (Palatine Hill ; área em vermelho) é o local das primeiras povoações, datadas do século VIII a. C .
  13. Essa história é apenas uma lenda, mas existem informações verdadeiras. A primeira é que os fundadores de Roma criavam gado (representados pelos bois brancos), conheciam metalurgia (representados pelo arado de ferro) e praticavam a agricultura (representados pelo arado). Essas informações foram comprovadas pela arqueologia. A segunda informação é que Roma foi primeiramente uma Monarquia, e que o primeiro rei chamava-se Rômulo. Os povos da planície do Lácio eram constantemente ameaçados pelo etruscos, então, decidiram fundar uma cidade fortificada, com uma grande muralha e alguns poucos portões. Quem entrasse pulando era considerado inimigo e era assassinado. Muralha de Roma.
  14. O Monte Palatino, a colina onde nasceu a cidade de Roma - detalhe em maquete da antiga Roma.
  15. O Capitólio, a fortaleza natural de Roma - detalhe em maquete da antiga Roma. 
  16. (753 a.C a 509 a.C) MONARQUIA De acordo com os historiadores, a fundação de Roma resulta da mistura de povos que foram habitar a região da península itálica: latinos, gregos, etruscos, italiotas, sabinos. Desenvolveram na região uma economia baseada na agricultura e nas atividades pastoris. A sociedade, nesta época, era formada por patrícios (nobres proprietários de terras), plebeus (comerciantes, artesãos e pequenos proprietários), clientes e escravos (observe a pirâmide social). De acordo com as fontes tradicionais, sete reis governaram Roma ao longo de dois séculos e meio, período durante o qual o território dominado pelos romanos passou por uma paulatina expansão. Os quatro primeiros monarcas foram Rômulo, Numa Pompílio, Tulo Hostílio e Anco Márcio, Os três últimos soberanos foram os etruscos Tarquínio o Velho, Sérvio Túlio e Tarquínio o Soberbo, cujos governos se estenderam pela maior parte do século VI.
  17. A monarquia etrusca coincidiu com uma época de notável progresso econômico e cultural: os romanos, povo de mentalidade prática, adotaram o alfabeto grego e o modificaram até criar o alfabeto latino, que seria posteriormente utilizado por quase todos os idiomas do mundo. Tanto os etruscos do norte quanto os gregos do sul tiveram influência significativa na formação da cultura especificamente latina. Roma, que não passava de um aglomerado de aldeias, converteu-se numa verdadeira cidade, na qual os reis etruscos executaram grandes obras públicas: saneamento, construções de templos e de locais públicos de reunião. É provável que a expulsão dos etruscos tenha, na verdade, ocorrido vários decênios depois de 509 a.C., a data convencionalmente fixada para sua ocorrência. O último rei, Tarquínio o Soberbo, foi deposto pelos cidadãos de Roma, que instauraram então o regime republicano. A religião neste período era politeísta, adotando deuses semelhantes aos dos gregos, porém com nomes diferentes. Nas artes destacava-se a pintura de afrescos, murais decorativos e esculturas com influências gregas. MONARQUIA
  18. Durante o período republicano, o senado Romano ganhou grande poder político. Os senadores, de origem patrícia, cuidavam das finanças públicas, da administração e da política externa. As atividades executivas eram exercidas pelos cônsules e pelos tribunos da plebe.  A criação dos tribunos da plebe está ligada às lutas constantes dos plebeus por uma maior participação política e melhores condições de vida.   Por volta de 450 a.C., o direito consuetudinário romano foi codificado pelos decênviros (magistrados especialmente designados para essa missão) e promulgada a Lei das Doze Tábuas, embrião do vasto corpo jurídico que Roma legou ao mundo e que haveria de constituir a base dos sistemas jurídicos modernos. Em 367 a.C, foi aprovada a Lei Licínia, que garantia a participação dos plebeus no Consulado (dois cônsules eram eleitos: um patrício e um plebeu). Esta lei também acabou com a escravidão por dívidas (válida somente para cidadãos romanos). República é o termo utilizado por convenção para definir o Estado romano e suas províncias desde o fim do Reino de Roma em 509 a.C. ao estabelecimento do Império Romano em 27 a.C.. Durante o período republicano, Roma transformou-se de simples cidade-estado num grande império, voltando-se inicialmente para a conquista da Itália e mais tarde para todo o mundo da orla do Mar Mediterrâneo. REPÚBLICA (509 a.C. a 27 a.C) Senado Romano
  19. Durante o período republicano, Roma transformou-se de simples cidade-estado em um grande império, voltando-se inicialmente para a conquista da Itália e mais tarde para todo o mundo da orla do Mar Mediterrâneo. A expansão romana provocou profundas transformações na vida econômica, social e política de Roma. Depois que Roma se tornou centro de um grande território, os habitantes da cidade, que nos primeiros tempos da república constituíam um povo sóbrio, guerreiro e trabalhador, começaram a desfrutar as imensas riquezas acumuladas. Desapareceu o serviço militar como direito e dever do cidadão. As legiões começaram então a ser formadas com mercenários procedentes de toda a Itália e, mais tarde, de todas as regiões dominadas, o que provocou uma grande mistura de etnias e costumes. Os prisioneiros de guerra constituíram um imenso exército de escravos, cujo trabalho barato nas grandes propriedades e nas manufaturas arruinou os camponeses e os artesãos livres da península itálica. O sistema econômico, muito monetarizado, permitiu notável acúmulo de capital. Os grandes comerciantes e banqueiros romanos pertenciam em geral à classe dos cavaleiros (equites), intermediária entre as grandes famílias que dividiam as cadeiras do Senado e as classes baixas. O proletariado romano transformou-se numa classe ociosa que vivia miseravelmente das subvenções e distribuições de alimentos, freqüentava as termas e era entretida com jogos públicos e circo. O velho sistema político republicano seria cada vez menos capaz de funcionar numa sociedade enriquecida que perdera seus ideais. Teve início assim um longo período de instabilidade interna que só cessou quando a velha República romana se transformou em Império, através da ascensão dos Generais. REPÚBLICA
  20. O general Pompeu Vercingétorix, chefe dos gauleses, se rende à Júlio César. A REPÚBLICA ROMANA E A ASCENSÃO DOS GENERAIS O general Caio Julio César Marco Antonio Otávio Augusto Roma durante a República
  21. Após dominar toda a península itálica, através das Guerras de Conquista, os romanos partiram para a expansão do seu território. Com um exército bem preparado e muitos recursos, venceram os cartagineses nas Guerras Púnicas (século III a.C). Esta vitória foi muito importante, pois garantiu a supremacia romana no Mar Mediterrâneo. Os romanos passaram a chamar o Mediterrâneo de Mare Nostrum. Após dominar Cartago, Roma ampliou suas conquistas, dominando a Grécia, o Egito, a Macedônia, a Gália, a Germânia, a Trácia, a Síria e a Palestina. Roma deixa de ser agrária e torna-se mercantil, urbana e luxuosa. O Exército vira uma instituição poderosa e o escravismo passa a ser o modo de produção dominante.  Nos séculos III a.C. e II a.C., as reformas defendidas pelos irmãos Tibério e Caio Graco em benefício da plebe e as lutas entre patrícios e plebeus enfraquecem o Senado. O I Triunvirato surge em 60 a.C., formado por Crasso, Pompeu e Júlio César. Em 46 a.C., Júlio César (100 a.C.-44 a.C.) põe fim à República e torna-se ditador. É assassinado dois anos depois. Emílio Lépido, Marco Antônio (82 a.C.?-30 a.C.) e Otávio (63 a.C.-14 d.C.) compõem o II Triunvirato em 43 a.C. Mas disputas internas levam à repartição dos domínios de Roma em 40 a.C.: Marco Antônio fica com o Oriente, Lépido com a África e Otávio com o Ocidente. Otávio empreende várias manobras políticas no Senado, que lhe acabam atribuindo plenos poderes. Em 27 a.C. recebe o título de Príncipe Augustus Imperator (filho divino), iniciando o Império.  IMPÉRIO ROMANO 27 a.C. a III d.C.
  22. MAPA DO IMPÉRIO ROMANO
    • O mar Mediterrâneo passaria então a ser o "Mare Nostrum". Quase todos os territórios
    • em torno do Mediterrâneo estavam sob domínio romano, assim como a atividade
    • comercial.
    • As conquistas foram responsáveis por importantes mudanças sócio-econômicas, como:
    • formou-se o modo de produção escravista e desenvolveu-se uma classe formada pelos homens novos enriquecidos pelo comércio e pelas guerras de conquistas.
    • Ressalta-se ainda a mudança nos costumes e valores: maior influência da cultura grega e o apego ao luxo.
    • As transformações estruturais por sua vez foram responsáveis por importantes mudanças políticas. As novas camadas sociais, principalmente mercadores e militares passaram a disputar diretamente o poder com os patrícios, que por sua vez buscavam conquistar o apoio de uma parcela da plebe através do clientelismo e promover a alienação da outra parcela através da política do "Pão e Circo" . As revoltas de escravos, assim como a de povos dominados eram constantes. No século I a.C., a crise do poder senatorial seria representada pelas Guerras Civis.
  23. MAR MEDITERRÂNEO VISTO DO ESPAÇO
  24. Quem foram os homens que levaram o Império Romano ao apogeu, com o passar dos séculos? Abaixo estão listados os governantes que controlaram grande parte do mundo antigo durante um largo período.
    • DINASTIA JULIO CLAUDIANA CAIO JULIO CESAR: se auto-proclamou ditador de Roma – Transição SENADO/IMPÉRIO
    • OCTAVIO CESAR AUGUSTO: Funda o Império. Nascimento de Jesus. TIBERIO: Morte de Jesus.
    • CALÍGULA CLAUDIO: Conquistou a Britania. NERO: Inicia perseguição aos cristãos.
    • DINASTIA FLAVIANA
    • VESPASIANO
    • TITO FLAVIO: Constrói o Coliseu Romano. TITO DOMICIANO: Diáspora judia.
    • DINASTIA ANTONINA NERVA
    • TRAJANO: Máxima expansão do Império. ADRIANO: Edito Perpétuo. MARCO AURELIO: Imperador filósofo.
    • COMODO
    • DINASTÍA SEVEROS / CONSTANTINA CARACALLA: Cidadanía a todo o Império. DIOCECIANO: Tetrarquía. CONSTANTINO: Edito de Milão (313). TEODOSIO: Divide o Império em Ocidente e Oriente.
    • ROMULO AUGUSTULO: Ultimo imperador.
  25. "Pão e Circo" Com o crescimento urbano vieram também os problemas sociais para Roma. A escravidão gerou muito desemprego na zona rural, pois muitos camponeses perderam seus empregos. Esta massa de desempregados migrou para as cidades romanas em busca de empregos e melhores condições de vida. Receoso de que pudesse acontecer alguma revolta de desempregados, o imperador criou a política do Pão e Circo. Esta consistia em oferecer aos romanos alimentação e diversão. Quase todos os dias ocorriam lutas de gladiadores nos estádios ( o mais famoso foi o Coliseu de Roma ), onde eram distribuídos alimentos. Desta forma, a população carente acabava esquecendo os problemas da vida, diminuindo as chances de revolta...
  26. Cultura Romana A cultura romana foi muito influenciada pela cultura grega. Os romanos "copiaram" muitos aspectos da arte, pintura e arquitetura grega. Os balneários romanos espalharam-se pelas grandes cidades. Eram locais onde os senadores e membros da aristocracia romana iam para discutirem política e ampliar seus relacionamentos pessoais. A língua romana era o latim, que depois de um tempo espalhou-se pelos quatro cantos do império, dando origem na Idade Média, ao português, francês, italiano e espanhol. A mitologia romana representava formas de explicação da realidade que os romanos não conseguiam explicar de forma científica. Trata também da origem de seu povo e da cidade que deu origem ao império. Entre os principais mitos romanos, podemos destacar: Rômulo e Remo e O rapto de Proserpina.
  27. Religião Romana Os romanos eram politeístas, ou seja, acreditavam em vários deuses. A grande parte dos deuses romanos foram retirados do panteão grego, porém os nomes originais foram mudados. Muitos deuses de regiões conquistadas também foram incorporados aos cultos romanos. Os deuses eram antropomórficos, ou seja, possuíam características ( qualidades e defeitos ) de seres humanos, além de serem representados em forma humana. Além dos deuses principais, os romanos cultuavam também os deuses lares e penates. Estes deuses eram cultuados dentro das casas e protegiam a família. Cupido, Minerva, Marte, Netuno
  28. JÚPITER JÚPITER E JUNO DEMÉTER VÊNUS E MARTE BACO Deus Grego Deus Romano Função ou Característica Zeus Júpiter Pai dos deuses e dos homens, principal deus do Olimpo. Cronos Saturno Deus do tempo, pai de Zeus. Pertencia à raça dos titãs. Hera Juno Rainha dos deuses, esposa de Zeus. Hefesto Vulcano Artista do Olimpo, fazia os raios que Zeus lançava sobre os mortais. Filho de Zeus e Hera. Poseidon Netuno Senhor do oceano, irmão de Zeus. Hades Plutão Senhor do reino dos mortos, irmão de Zeus. Ares Marte Deus da guerra, filho de Zeus e Hera. Apolo Febo Deus do sol, da arte de atirar com o arco, da música e da profecia. Filho de Zeus e Latona. Ártemis Diana Deusa da caça e da lua, irmã de Apolo. Afrodite Vênus Deus da beleza e do amor, nasceu das espumas do mar. Eros Cupido Deus do amor, filho de Vênus. Palas Atena Minerva Deusa da sabedoria, nasceu da cabeça de Zeus. Hermes Mercúrio Deus da destreza e da habilidade, cultuado pelos comerciantes. Filho e mensageiro de Zeus. Deméter Ceres Deusa da agricultura, filha de Cronos e Ops. Eros Cupido Deus do amor, filho de Vênus/Afrodite Psique Pisique Mortal por quem Eros se apaixonou, significa alma. Foi morar com Eros/Cupido no Olimpo, com a permissão de Zeus. Dioniso Baco Deus das festas, do vinho
  29. MINERVA APOLO DIANA MARTE CUPIDO
  30. EROS E PSIQUE UNIÃO DO AMOR E DA ALMA
  31. PALAS ATENA/MINERVA DEUSA DA SABEDORIA, DA JUSTIÇA, E DA GUERRA JUSTA, FILHA DE ZEUS AO LADO RUÍNAS DA CIDADE DE ATENAS
  32. DIONISO/BACO EM LATIM: LIBER JOVEM DEFENDENDO-SE DO CUPIDO
  33. DEUS NETUNO / POSEIDON
  34. MERCURIO O BANHO DE DIANA OFICINA DE VULCANO VÊNUS/AFRODITE
  35. JANO, PORTEIRO CELESTIAL COM DUAS CABEÇAS, O PASSADO E O FUTURO BUSTO DE ZEUS HÉRCULES/HERACLES, FILHO DE ZEUS COM A MORTAL ALCMENA
  36. QUÍRON, O CENTAURO AS TRÊS GRAÇAS: FERTILIDADE, ENCANTAMENTO E AMIZADE
  37. AQUILES ODISSEU/ULISSES E PENÉLOPE CAVALO DE TRÓIA
  38. CRISTIANISMO - NASCIMENTO E EXPANSÃO O Cristianismo surgiu durante o Alto Império, numa província romana, na Palestina, região árida e pobre, que no decorrer de 600 anos foi dominada por grandes povos (Gregos e Romanos). Habitada por Judeus, um povo muito religioso (monoteístas), acreditavam que Deus enviaria um Messias (salvador) para libertá-los da dominação e exploração romana. Por outro lado, havia um grupo de guerrilheiros (zelotas) que acreditavam que o Messias viria como um deles e lideraria um revolta que conseguiria por fim ao domínio de Roma. Nesse contexto nasceu Jesus, numa família humilde e com numerosos irmãos. O pai era carpinteiro, profissão que seguiu durante algum tempo. Recebeu instruções numa escola da sinagoga, o que era comum para os meninos judeus. Embora tenha nascido em Belém, passou toda a sua infância em Nazaré, essa etapa de sua vida que pouco se conhece. Aos 30 anos, passou a conviver com pessoas humildes, falava de maneira simples, sem nenhuma autoridade, sempre disposto a ouvir o outro, mostrando-se interessado e preocupado com o próximo. Diferente de outros mestres ia até os necessitados e não esperava que viessem até ele, participava de festas e brincadeiras de forma alegre e descontraída. Pregava o perdão e não o castigo. Nas suas andanças, passou a ser seguido por doze homens, os apóstolos, que anunciavam nas aldeias e vilas a chegada do Messias. Os seus ensinamentos também eram destinados à essa parcela da sociedade, pregava a existência do reino de Deus, um lugar onde apenas aqueles que desejassem poderiam entrar, para tanto era preciso desprender-se dos bens materiais, saber amar e perdoar o próximo, ser humilde, conversar com Deus, através de orações, pedindo apenas o necessário.
  39. A CRUCIFICAÇÃO DE JESUS OCORREU NO IMPÉRIO ROMANO, BEM COMO A PERSEGUIÇÃO AOS CRISTÃOS
  40. Sua popularidade começou a preocupar os sacerdotes judeus, que não acreditavam que este era o Messias, estes o denunciaram para as autoridades romanas, dizendo que se julgava o novo rei dos Judeus e possivelmente era um revolucionário. Traído por um de seus apóstolos, Judas, que levou os soldados romanos até o local onde Jesus costumava rezar, foi preso, julgado pelo povo judeu, incitado pelos sacerdotes e crucificado na sexta-feira às 15 horas, sob as ordens do então governador romano Pôncio Pilatos. Após sua morte, os apóstolos saíram pelo Império Romano espalhando os ensinamentos deixados por Jesus, conhecidos como a "Boa Nova". Ganhou muitos adeptos entre os grupos mais humildes, aumentando significativamente o número de cristãos. Em Roma existiam inúmeras religiões de origens variadas, porém só o Cristianismo passou a ser perseguido. Em 67, Nero promoveu um verdadeiro massacre aos Cristãos, incendiou Roma e os culpou por isso. Nada disso os intimidou, pelo contrário reuniam-se nas catacumbas onde celebravam seus cultos. Histórias macabras eram contadas em relação aos rituais cristãos, diziam que matavam crianças e bebiam seu sangue, na realidade referiam-se à comunhão o momento em que o pão e o vinho representavam a carne e o sangue de Cristo. Incomodados com o crescimento do Cristianismo e com os mistérios que envolviam os cristãos que se negavam a participar das cerimônias religiosas realizadas pelos romanos bem como aceitar que o Imperador fosse um dos representantes dos deuses na terra, as perseguições tornaram-se cada vez mais constantes, muitos foram atirados nas arenas para serem devorados vivos pelas feras. Em 313, o Imperador Constantino, através do Edito de Milão, liberou os cultos cristãos e em 391 o Imperador Teodósio, proibiu todos as outras religiões, exceto o Cristianismo, adotando-as como a religião oficial.
  41. Crise e decadência do Império Romano Por volta do século III, o império romano passava por uma enorme crise econômica e política. A corrupção dentro do governo e os gastos com luxo retiraram recursos para o investimento no exército romano. Com o fim das conquistas territoriais, diminuiu o número de escravos, provocando uma queda na produção agrícola. Na mesma proporção, caia o pagamento de tributos originados das províncias. Em crise e com o exército enfraquecido, as fronteiras ficavam a cada dia mais desprotegidas. Muitos soldados, sem receber salário, deixavam suas obrigações militares. Os povos germânicos, tratados como bárbaros pelos romanos, estavam forçando a penetração pelas fronteiras do norte do império. No ano de 395, o imperador Teodósio resolve dividir o império em: Império Romano do Ocidente, com capital em Roma e Império Romano do Oriente (Império Bizantino), com capital em Constantinopla. Em 476, chega ao fim o Império Romano do Ocidente, após a invasão de diversos povos bárbaros, entre eles, visigodos, vândalos, burgúndios, suevos, saxões, ostrogodos, hunos etc. Era o fim da Antiguidade e início de uma nova época chamada de Idade Média.
  42. O Cristianismo cresceu em número, primeiro em Jerusalém, e foi se espalhando pelo mundo graças à pregação e ao cuidado dos apóstolos. Naquela época, Roma era a senhora do mundo. E os apóstolos sentiram a necessidade de promover o deslocamento do cristianismo para o centro do Império, a fim de facilitar a pregação do Evangelho. O cristianismo contrariava os interesses do Império. Por isso, a Igreja foi violentamente perseguida. Pelos primeiros 280 anos da história cristã, o Cristianismo foi banido pelo Império Romano, e os cristãos foram terrivelmente perseguidos. Isto mudou depois da “conversão” do Imperador Romano Constantino. Constantino era o imperador da parte Oriental do Império Romano e “legalizou” o Cristianismo pelo Edito de Milão, em 313 d.C. Mais tarde, em 325 d.C., Constantino conclamou o Concílio de Nicéia, em uma tentativa de unificar o Cristianismo. Constantino imaginou o Cristianismo como uma religião que poderia unir o Império Romano, que naquela altura começava a se fragmentar e a se dividir. Mas ele se recusou a abraçar de forma completa a fé cristã, e continuou com muitos de seus credos pagãos e práticas. Então, a igreja cristã que Constantino promoveu foi uma mistura de verdadeiro Cristianismo e paganismo romano. Constantino achou que, com o Império Romano sendo tão grande, vasto e diverso, nem todos concordariam em abandonar seus credos religiosos e abraçar o Cristianismo. Então, permitiu, e mesmo promoveu a “cristianização” de crenças pagãs. Crenças completamente pagãs e totalmente não-bíblicas ganharam nova identidade “cristã”.
  43. Imagens atuais de Roma
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