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Aula Renascimento

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  • 1.  
  • 2. IV UNIDADE - HISTÓRIA
    • CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
    • RENASCIMENTO E HUMANISMO
    • AS MONARQUIAS NACIONAIS EUROPÉIAS
    • OS ESTADOS MODERNOS E O ABSOLUTISMO
    • REFORMA E CONTRA-REFORMA
    • PERIODIZAÇÃO
    • IDADE MODERNA
    • FIM DO IMPÉRIO BIZANTINO
    • SURGIMENTO DO CAPITALISMO MERCANTIL
    • AFIRMAÇÃO DO PODER ECONÔMICO DA BURGUESIA
    • UNIFICAÇÃO DO PODER POLÍTICO DOS REIS – CRIAÇÃO DO ESTADO MODERNO
    • REFORMA PROTESTANTE
    • RENASCIMENTO COMERCIAL, CULTURAL E CIENTÍFICO
  • 3. UMA REVOLUÇÃO CHAMADA RENASCIMENTO
    • SÉCULO XIV: RENOVAÇÃO CULTURAL DE FORTE INFLUÊNCIA GRECO-ROMANA, QUE REJEITAVA A CULTURA MEDIEVAL, PRESA AOS PADRÕES DA IGREJA CATÓLICA
    • O RENASCIMENTO FOI A TRANSIÇÃO DA SOCIEDADE FEUDAL PARA A SOCIEDADE MODERNA
    • RAÍZES DO RENASCIMENTO:
    • CRESCIMENTO DAS CIDADES
    • DESENVOLVIMENTO DE ATIVIDADES INTELECTUAIS E ARTÍSTICAS NAS CIDADES MAIS RICAS
    • RESSURGIMENTO DO COMÉRCIO: A BURGUESIA PASSA A ACUMULAR RIQUEZAS
    • INOVAÇÕES TÉCNICAS: BÚSSOLA MAGNÉTICA, PÓLVORA, RELÓGIO MECÂNICO, IMPRENSA, ETC.
    • CRÍTICA À VISÃO RESTRITA DA IGREJA
    • ABSOLUTISMO
    • CARACTERÍSTICAS DO RENASCIMENTO
    • INDIVIDUALISMO: CAPACIDADE DO SER HUMANO DE FAZER ESCOLHAS LIVREMENTE
    • RACIONALISMO: A RAZÃO COMO PRINCIPAL INSTRUMENTO PARA COMPREENDER O UNIVERSO E A NATUREZA – O QUE IMPULSIONOU O CONHECIMENTO NAS ÁREAS DA: ASTRONOMIA, MATEMÁTICA, FÍSICA, MEDICINA, LITERATURA, GEOMETRIA, PINTURA, ARQUITETURA, ENGENHARIA, FILOSOFIA, FÍSICA ETC.
    • HUMANISMO:O SER HUMANO É O CENTRO DAS PREOCUPAÇÕES E INDAGAÇÕES, POIS É OBRA SUPREMA DE DEUS (ANTROPOCENTRISMO)
    • CLASSICISMO: VALORIZAÇÃO DA CULTURA GRECO-ROMANA “ABAFADA” PELA IDADE DAS TREVAS
    • JUSTIFICAVAM O GOVERNO CENTRALIZADO ATRAVÉS DE IDÉIAS COMO O DIREITO DIVINO DOS REIS
    • HEDONISMO: VALORIZAÇÃO DO CORPO E DOS PRAZERES TERRENOS E ESPIRITUAIS
    • NATURALISMO: ESTIMULOU O DOMÍNIO DO HOMEM SOBRE A NATUREZA
  • 4. O Renascimento
    • Renascença Italiana foi como ficou conhecida a fase de abertura do Renascimento, um período de grandes mudanças e conquistas culturais que ocorreram na Europa, entre o século XV e o século XVI.
    • Este período marca a transição entre a Idade Média e a Idade Moderna.
    • Surgem novos conceitos ligados ao Humanismo, Naturalismo e Classicismo.
  • 5. Quais as razões para ser na Itália?
    • A Itália reunia, no século XV, condições que favoreciam o desenvolvimento cultural:
    • Era constituída por Estados autónomos. Entre eles estabeleceu-se uma verdadeira rivalidade: todos pretendiam ter os mais belos palácios e igrejas, os artistas e os pensadores mais célebres.
    • - Abundam na Itália os vestígios da arte greco-romana que viria a inspirar numerosos artistas. Por sua vez, as bibliotecas dos mosteiros guardavam cópias de muitas obras da Antiguidade, que os intelectuais estudavam.
    • - Muitas cidades italianas tinham se tornado centros de comércio. Graças a essa prosperidade, os grandes senhores nobres e eclesiásticos e os ricos burgueses apoiavam os escritores e os artistas .
    Estados italianos no Renascimento
  • 6. Centro do Renascimento
    • A referência inicial é centrada na zona da Toscana, nas cidades de Florença e Siena. Espalhou-se depois para o sul, tendo um impacto muito significativo sobre Roma, que foi praticamente reconstruída. Espalhou-se depois para o resto da Europa.
    Vista de Florença, dita de la Catena, Museu de Florença, 1470-1490
  • 7.
    • Florença, o berço do Renascimento
    • Florença era umas das mais prósperas cidades italianas.
    • Os negociantes e financeiros, apreciadores das belas artes, criaram à sua volta um ambiente favorável aos artistas.
    • Entre as famílias mais ricas de Florença contavam-se os Médicis, que acabaram por controlar o governo da cidade e tornar-se mecenas generosos.
    • Sob o seu governo, Florença transformou-se na capital das artes: ali trabalharam inúmeros arquitetos, escultores e pintores famosos.
  • 8. Os mais importantes
    • Surgiram os nomes mais destacados do Renascimento e que influenciaram toda a obra ocidental posterior: Leonardo da Vinci (1452-1519) e Miguel Ângelo (1475-1564).
    • Pintor, escultor, arquiteto, engenheiro e cientista, Leonardo da Vinci foi importante, principalmente, na pintura onde introduziu o conceito de perspectiva atmosférica.
    • Michelangelo, pintor, escultor, arquiteto e poeta, transformou-se em um dos maiores criadores que o mundo já conheceu.
  • 9. CRISE DO FEUDALISMO : FORMAÇÃO DO ESTADO MODERNO
    • IDADE MÉDIA: PODER DESCENTRALIZADO / SENHOR FEUDAL
    • CRISE NA EUROPA OCIDENTAL NO FIM DA IDADE MÉDIA: GUERRAS, FOME, PESTE, ENRIQUECIMENTO DA BURGUESIA
    • ALIANÇA BURGUESIA MERCANTIL E FINANCEIRA (COMERCIANTES E BANQUEIROS) COM OS REIS
    • “ Os reis queriam mais poder pra si, a burguesia reivindicava segurança e liberdade para seus negócios , os senhores feudais se negavam a renunciar seus privilégios , a Igreja lutava para manter a posição que havia conquistado desde a Idade Média. Para fortalecer seu poder, o rei jogava com esses interesses , favorecendo ora um, ora outro entre diversos grupos sociais. Com o apoio financeiro da burguesia, o rei pôde formar uma burocracia personalizada a favor do Estado, justificou e legitimou o seu poder absoluto utilizando o Direito Romano e o apoio intelectual de juristas de formação universitária, formou exércitos permanentes, dispensando a nobreza dos laços de vassalagem e suserania, e, aos poucos, impôs sua autoridade sobre territórios cada vez mais vastos, fixando fronteiras. Dentro desses novos limites, prevaleceram idiomas oficiais e a cobrança de tributos assim como o controle da justiça também ficaram nas mãos do monarca.”
  • 10. O ESTADO MODERNO NA FRANÇA, INGLATERRA, ESPANHA E PORTUGAL ESTADOS MODERNOS FRANÇA INGLATERRA ESPANHA PORTUGAL PRINCIPAIS ACONTECIMENTOS GUERRA DOS CEM ANOS: FRANÇA X INGLATERRA (FRANÇA: AFASTAR FLANDRES DO CONTROLE INGLÊS / INGLATERRA: REIVINDICAVA A SUCESSÃO DO TRONO FRANCÊS) CONSEQUÊNCIA DA GUERRA, A FRANÇA PASSOU A TER UM EXÉRCITO PERMANENTE E UM IMPOSTO DESTINADO A GARANTIR A MANUTENÇÃO DA FORÇA ARMADA IDIOMA FRANCÊS NORMANDOS: FEUDALISMO CENTRALIZADO RELAÇÕES CONFLITUOSAS ENTRE REI, NOBREZA E IGREJA 1258: PARLAMENTO PARA TAMBÉM LIMITAR O PODER DA NOBREZA E DO CLERO O REI PROMOVEU O INGRESSO DA BURGUESIA NO PARLAMENTO: CÂMARAS: DOS COMUNS / DOS LORDES GUERRA DAS DUAS ROSAS: YORK X LANCASTER – TUDOR HENRIQUE VII IGREJA ANGLICANA RECONQUISTA: EXPULSÃO DOS ÁRABES MUÇULMANOS DA PENÍNSULA IBÉRICA: REINOS CRISTÃOS DE LEÃO, ARAGÃO E CASTELA CASAMENTO DE FERNANDO DE ARAGÃO E ISABEL DE CASTELA REINO CATÓLICO, A COROA IMPÔS A CONVERSÃO OU O ABANDONO DO REINO AOS JUDEUS FORTALECIMENTO DA ESPANHA: EXPEDIÇÃO DE COLOMBO À AMÉRICA CONDATO PORTUCALENSE LIGADO POR LAÇOS DE VASSALAGEM AO REINO DE LEÃO E CASTELA HENRIQUE DE BORGONHA AUTOPROCLAMOU-SE REI DE PORTUGAL, TORNANDO-O REINO INDEPENDENTE CORTES GERAIS: FAMÍLIA REAL, CLERO E NOBREZA REVOLUÇÃO DE AVIS: D. JOÃO I APOIADO PELA BURGUESIA E POLO POVO EXPANSÃO MARÍTIMA
  • 11.
      • Na Baixa Idade Média (séculos XI a XV), a ampliação do comércio levou a recém-formada burguesia a se sentir tolhida em suas ambições.
      • A economia urbana não mais atendia à demanda a se fazia necessário a formação de um mercado nacional liberto dos entraves feudais.
      • Tal necessidade levou a burguesia a apoiar a realeza em suas pretensões centralizadoras contra a poderosa nobreza feudal possuidora de privilégios seculares.
      • A grande crise feudal dos séculos XIV e XV e a crescente riqueza móvel enfraqueciam progressivamente a nobreza feudal, apoiada na riqueza fundiária.
    A ORIGEM DO ABSOLUTISMO
  • 12.
      • Tudo isso acelerou o processo de concentração de poderes em mãos dos Reis que, além do apoio político e material da burguesia, ansiosa de privilégios, contou com a justificação teórica da obra dos legistas burgueses, baseados no revigorado Direito Romano, possibilitando a constituição legal do edifício político-administrativo do Estado Nacional Moderno.
      • Nesse longo e desigual processo, a primeira fase foi de centralização político-administrativa.
      • Em uma segunda etapa, ou mesmo paralelamente, encontramos a tendência ao absolutismo: O rei recebia seus poderes pela “graça divina”.
      • A Monarquia Absoluta de direito divino é o traço marcante da Era Pré-Capitalista, usualmente chamada de Idade Moderna. "
  • 13. Como vimos, no sistema feudal predominavam as relações servis de produção. No capitalismo, definem-se as relações assalariadas de produção; há a nítida separação entre aqueles que detêm os meios de produção e os que apenas possuem de seu a força de trabalho. Além desse elemento essencial, o capitalismo também se caracteriza pela produção destinada ao mercado, pelas trocas monetárias, pela organização racional e sistemática do trabalho e pelo espírito de lucro.
    • Dos fins da Idade Média até hoje, a sociedade capitalista passo, por quatro fases bem distintas:
      • Pré-Capitalismo
      • Capitalismo Comercial
      • Capitalismo Industrial
      • Capitalismo Monopolista-Financeiro
    Feudalismo X Capitalismo
  • 14. QUARTO DE LUÍS XIV, DA FRANÇA
  • 15. Luís XIV
  • 16. FAMÍLIA DO REI CARLOS IV, DAESPANHA
  • 17. DORMITÓRIO REAL NO PALÁCIO DE VERSALHES BARROCO
  • 18. Retrato de um artista anônimo do rei D. Sebastião em 1565, quando tinha 11 anos. A sua cruzada contra os muçulmanos de Marrocos levou a uma crise no trono português que acaba por levar à União Ibérica.                                           
  • 19. Joana D'arc é uma destas grandes figuras históricas cujo retrato é sempre fiel à sua imagel real. Ela foi responsável por grandes vitórias dos franceses na Guerra dos Cem anos (1337 - 1453). Esta Joana de aspecto solene, retratada por um artista anônimo franco-flamenco, aparece num livro de poemas manuscrito por Carlos de Orleães.
  • 20.  
  • 21.  
  • 22.  
  • 23.  
  • 24.  
  • 25.  
  • 26. Leonardo da Vinci Dominou com sabedoria um jogo expressivo de luz e sombra, gerador de uma atmosfera que parte da realidade mas estimula a imaginação do observador. Foi possuidor de um espírito versátil que o tornou capaz de pesquisar e realizar trabalhos em diversos campos do conhecimento humano.
  • 27. Botticelli - os temas de seus quadros foram escolhidos segundo a possibilidade que lhe proporcionavam de expressar seu ideal de beleza. Para ele, a beleza estava associada ao ideal cristão. Por isso, as figuras humanas de seus quadros são belas porque manifestam a graça divina, e, ao mesmo tempo, melancólicas porque supõem que perderam esse dom de Deus.
  • 28.  
  • 29.  
  • 30.  
  • 31. Michelangelo 1475-1565 Entre 1508 e 1512 trabalhou na pintura do teto da Capela Sistina, no Vaticano. Para essa capela, concebeu e realizou grande número de cenas do Antigo Testamento. Dentre tantas que expressam a genialidade do artista, uma particularmente representativa é a criação do homem.  PIETÁ 1498
  • 32. DAVI 1501
  • 33. ESTUDO DE CABEÇA FEMININA
  • 34. CRIAÇÃO DE EVA
  • 35. Teto da Capela Sistina, Michelangelo
  • 36.  
  • 37. Rafael Sanzio 1483-1520 Suas obras comunicam ao observador um sentimento de ordem e segurança, pois os elementos que compõem seus quadros são dispostos em espaços amplo, claros e de acordo com uma simetria equilibrada. Foi considerado grande pintor de “Madonas”. Ressureição 1499-1503
  • 38.  
  • 39.  
  • 40.  
  • 41.  
  • 42.  
  • 43.  
  • 44.  
  • 45.  
  • 46.  
  • 47. A dúvida de São Tomé, 1599 - Caravaggio
  • 48. A êxtase de Santa Teresa 1646 - Bernini
  • 49.  
  • 50. MAPA DA EUROPA
  • 51.
    • Reforma Religiosa
    • O que foi a Reforma Religiosa?
    • No século XVI a Europa foi abalada por uma série de movimentos religiosos que contestavam abertamente os dogmas da igreja católica e a autoridade do papa.
    • Estes movimentos, conhecidos genericamente como Reforma, foram sem dúvida de cunho religioso.
    • No entanto, estavam ocorrendo ao mesmo tempo que as mudanças na economia européia, juntamente com a ascensão da burguesia.
    • Por isso, algumas correntes do movimento reformista se adequavam às necessidades religiosas da burguesia, ao valorizar o homem “empreendedor” e ao justificar a busca do “lucro”, sempre condenado pela igreja católica.
  • 52.
    • Os fatores que desencadearam a Reforma:
    • Uma das causas importantes da Reforma foi o humanismo evangelista, crítico da Igreja da época.
    • A Igreja havia se afastado muito de suas origens e de seus ensinamentos, como pobreza, simplicidade, sofrimento. No século XVI, o catolicismo era uma religião de pompa, luxo e ociosidade.
    • Surgiram críticas em livros como o Elogio da Loucura (1509), de Erasmo de Rotterdam, que se transformaram na base para que Martinho Lutero efetivasse o rompimento com a igreja católica.
    • Durante o papado de Leão X (1483 - 1520) surgiu o movimento reformista, que levaria à divisão do Cristianismo na Europa.
    • Moralmente, a Igreja estava em decadência: preocupava-se mais com as questões políticas e econômicas do que com as questões religiosas. Para aumentar ainda mais suas riquezas, a Igreja recorria a qualquer subterfúgio, como, por exemplo, a venda de cargos eclesiásticos, venda de relíquias e, principalmente, a venda das famosas indulgências, que foram a causa imediata da crítica de Lutero. O papado garantia que cada cristão pecador poderia comprar o perdão da Igreja.
    • A formação das monarquias nacionais trouxe consigo um sentimento de nacionalidade às pessoas que habitavam uma mesma região, sentimento este desconhecido na Europa feudal, Esse fato motivou o declínio da autoridade papal, pois o rei e a nação passaram a ser mais importantes.
  • 53. MARTIN LUTERO
  • 54.
    • Outro fator muito importante, ligado ao anterior, foi a ascensão da burguesia, que, além do papel decisivo que representou na formação das monarquias nacionais e no pensamento humanista, foi fundamental na Reforma religiosa.
    • Ora, na ideologia católica, a única forma de riqueza era a terra; o dinheiro, o comércio e as atividades bancárias eram práticas pecaminosas; trabalhar pela obtenção do lucro, que é a essência do capital, era pecado.
    • A burguesia precisava, portanto, de uma nova religião, que justificasse seu amor pelo dinheiro e incentivasse as atividades ligadas ao comércio.
    • A doutrina protestante, criada pela Reforma, satisfazia plenamente os anseios desta nova classe, pois pregava o acúmulo de capital como forma de obtenção do paraíso celestial. Assim, grande parte da burguesia, ligada às atividades lucrativas, aderiu ao movimento reformista.
  • 55.
    • Por que a Reforma começou na Alemanha?
    • No século XVI, a Alemanha não era um Estado politicamente centralizado. A nobreza era tão independente que cunhava moedas, fazia a justiça e recolhia impostos em suas propriedades. Para complementar sua riqueza, saqueava nas rotas comerciais, expropriando os mercadores e camponeses.
    • A burguesia alemã, comparada à dos países da Europa, era débil: os comerciantes e banqueiros mais poderosos estabeleciam-se no sul, às margens do Reno e do Danúbio, por onde passavam as principais rotas comerciais; as atividades econômicas da região eram a exportação de vidro, de metais e a “indústria” do papel; mas o setor mais forte da burguesia era o usurário.
  • 56.
    • Quem se opunha à igreja na Alemanha?
    • A igreja católica alemã era muito rica. Seus maiores domínios se localizavam às margens do Reno, chamadas de “caminho do clero”, e eram estes territórios alemães que mais impostos rendiam à Igreja.
    • A Igreja era sempre associada a tudo que estivesse ligado ao feudalismo. Por isso, a burguesia via a Igreja como inimiga.
    • Os anseios da burguesia eram de uma Igreja que gastasse menos, que absorvesse menos impostos e, principalmente, que não condenasse a prática de ganhar dinheiro.
    • Os senhores feudais alemães estavam interessados nas imensas propriedades da Igreja e do clero alemão.
    • Os pobres identificavam a Igreja com o sistema que os oprimia: o feudalismo. Isto porque ela representava mais um senhor feudal, a quem deviam muitos impostos.
    • Às vésperas da Reforma, a luta de classes e política acabou assumindo uma forma religiosa. "
  • 57. O papa Leão X, no centro, em pintura de Rafael Sanzio, de 1518. Durante o seu papado (1483 - 1520) surgiu o movimento reformista, que levaria à divisão do Cristianismo na Europa (Galeria delli Uffizi, Florença)
  • 58.
    • A REFORMA NA FRANÇA - O CALVINISMO
    • Enquanto a Reforma luterana se disseminava pela Alemanha, os franceses tentavam elaborar uma reforma mais pacífica, orientada pelos humanistas.
    • Mas os setores católicos conservadores, que dominavam a Universidade de Sorbone, impediram o trabalho dos humanistas, preparando terreno para uma reforma muito mais radical e intransigente, liderada por João Calvino.
    • Calvino era ex-aluno da Universidade de Paris, nascido em 1509 de uma família pequeno-burguesa e estudioso de leis. Em 1531 aderiu às idéias reformistas, bastante difundidas nos meios cultos da França.
    • Perseguido por causa de suas idéias, foi obrigado a fugir para a cidade de Basiléia, onde publicou, em 1536. a Instituição da Religião Cristã, definindo seu pensamento.
    • Calvino, como Lutero, partia da salvação pela fé, mas suas conclusões eram bem mais radicais; o homem seria uma criatura miserável, corrompida e cheia de pecados; somente a fé poderia salvá-lo, embora essa salvação dependesse da vontade divina — esta era a “idéia da Predestinação”.
  • 59. JOÃO CALVINO
  • 60.
    • Calvino foi para a Suíça, estabelecendo-se em Genebra, em 1536. A Suíça já conhecia o movimento reformista através de Ulrich Zwinglio e era um lugar propício para Calvino desenvolver suas idéias.
    • Mas o fator principal para a difusão do calvinismo na Suíça foi a concentração, nesta região, de um número razoável de comerciantes burgueses, desejosos de uma doutrina que justificasse suas atividades lucrativas.
    • Calvino transformou-se num verdadeiro ditador político, religioso e moral de Genebra. Formou um consistório (espécie de assembléia), composto por pastores e anciãos, que vigiava os costumes e administrava a cidade, inteiramente submetida à lei do evangelho. Eram proibidos o jogo a dinheiro, as danças, o teatro, o luxo.
    • Calvino ofereceu uma doutrina adequada à burguesia capitalista, pois dizia que o homem provava sua fé e demonstrava sua predestinação através do sucesso material, do enriquecimento.
    • Defendia o empréstimo de dinheiro a juros, considerava a pobreza como sinal do desfavor divino e valorizava o trabalho, o que ia ao encontro dos anseios da burguesia, que tinha no trabalho o elemento necessário para acumular o capital.
    •  
  • 61.
    • A DIFUSÃO DO CALVINISMO
    •  
    • O calvinismo se difundiu na França, nos Países Baixos e na Escócia. Na França e nos Países Baixos sofreu resistência, mas na Escócia foi adotado como religião oficial. Foi John Knox (1505-1572) o introdutor do calvinismo na Escócia, e suas teorias foram rapidamente aceitas pela nobreza, interessada nas propriedades da igreja católica. Knox conseguiu que a religião católica fosse proibida pelo Parlamento escocês. A igreja escocesa foi organizada segundo o modelo da Igreja de Genebra e recebeu o nome de igreja presbiteriana, devido ao papel desempenhado pelos mais velhos (presbysteroi, em grego).
    • Na França, os huguenotes (calvinistas) envolveram-se nas sangrentas guerras de religião que marcaram as lutas políticas do país. "
  • 62.
    • Anglicanismo
    • Na Inglaterra, a difusão da Reforma foi facilitada pela disputa pessoal entre o soberano, Henrique VIII, e o papa.
    • Henrique VIII era católico, mas rompeu com o papa quando este se recusou a dissolver seu casamento com Catarina de Aragão, que não lhe havia dado um filho homem. Ignorando a decisão papal, Henrique VIII casou-se, em 1533, com Ana Bolena, sendo excomungado pelo papa Clemente VII.
    • O soberano encontrava assim uma justificativa para impedir que o poder da Igreja ofuscasse a autoridade de um rei absolutista.
    • Além do mais, os bens da Igreja passaram para as mãos da nobreza, que apoiava o rei. Desta forma, as propriedades da nobreza aumentaram, facilitando a nova atividade econômica de produção de lã, que era procurada pelas manufaturas de tecidos.
    • A oficialização do rompimento entre Henrique VIII e o papado deu-se quando o Parlamento inglês aprovou o Ato de Supremacia, que, em 1534, colocou a Igreja sob a autoridade real: nascia a igreja anglicana.  
    •  
  • 63.
    • “ Rei é o chefe supremo da Igreja da Inglaterra (...) Nesta qualidade, o Rei tem todo o poder de reprimir, corrigir erros, heresias, abusos (...) que sejam ou possam ser formados legalmente por autoridade espiritual" (Ato de Supremacia, 1534)
    • Pelo Ato dos Seis Artigos, assinado em 1539, Henrique VIII mantinha todos os dogmas católicos, exceto o da autoridade papal. Esta dubiedade foi atacada tanto por protestantes como por católicos: os protestantes reprovavam a fidelidade aos dogmas católicos, e os católicos reprovavam o cisma.
    • Eduardo VI, filho e sucessor de Henrique VIII, impôs ao país a obrigatoriedade do culto calvinista. Maria Tudor, sua sucessora, tentou, sem sucesso, restaurar o catolicismo. Com a morte de Maria Tudor, subiu ao trono Elizabeth I (1558-1603), que instituiu oficialmente a religião anglicana, através de dois atos famosos: o Bill da Uniformidade, que criava a liturgia anglicana, e o Rui dos 39 Artigos, que fundamentava a fé anglicana. "
  • 64. ABERTURA DO PARLAMENTO PELA RAINHA ELIZABETH I
  • 65.
    • Contra-reforma ou Reforma Católica
    •    
    • A situação da igreja católica, em meados do século XVI, era bastante difícil: ela perdera metade da Alemanha, toda a Inglaterra e os países escandinavos; estava em recuo na França, nos Países Baixos, na Áustria, na Boêmia e na Hungria.
    •  
    • A Contra-Reforma, ou Reforma católica, foi uma barreira colocada pela Igreja contra a crescente onda do protestantismo. Para enfrentar as novas doutrinas, a igreja católica lançou mão de uma arma muito antiga: a Inquisição.
    • Percebendo que os livros e impressos tinham sido muito importantes para a difusão da ideologia protestante, o papado instituiu, em 1564, o Index Librorum Prohibitorum, uma lista de livros elaborada pelo Santo Ofício, cuja leitura era proibida aos fiéis católicos.
    • Estas duas medidas (a Inquisição e o Index) detiveram o avanço do protestantismo, principalmente na Itália, na Espanha e em Portugal.
  • 66.  
  • 67.
    • CONSEQUÊNCIAS
    • A partir da Contra-Reforma surgiram novas ordens religiosas, como a Companhia de Jesus, fundada por Ignácio de Loyola em 1534. Os jesuítas se organizaram em moldes quase militares e fortaleceram a posição da Igreja dentro dos países europeus que permaneciam católicos. Criaram escolas, onde eram educados os filhos das famílias nobres; foram confessores e educadores de várias famílias reais; fundaram colégios e missões para difundir a doutrina católica nas Américas e na Ásia.
  • 68. O Tribunal da Inquisição foi muito poderoso na Europa nos séculos XIII e XIV, No decorrer do século XV, porém, perdeu sua força. Entretanto, em 1542 este tribunal foi reativado para julgar e perseguir indivíduos acusados de praticar ou difundir as novas doutrinas protestantes. Morte na fogueira de Savonarola, 1498
  • 69. A Igreja perdia adeptos e assistia à contestação e rejeição de seus dogmas, mas demostrou no Concílio de Trento que ainda era muito poderosa e tinha capacidade de reação .
  • 70. PAPA LEÃO X A IGREJA CATÓLICA NÃO ACEITOU COM FACILIDADE A EXPANSÃO DAS NOVAS RELIGIÕES