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A arte de garimpar os bons vinhos
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A arte de garimpar os bons vinhos

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Texto publicado em na revista L'Uomo Brasil. Entrevista com Lis Cereja, en

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  • 1. ENOGASTRONOMIA A ARTE DE GARIMPAR OS BONS VINHOS EspEcialista Ensina os truquEs para EscolhEr as mElhorEs opçõEs Por Jackson Guedes - fotos divulGação Lis Cereja tem apenas 24 anos, mas aprendeu rápido O seu grande desafio foi identificar em diferentes a arte de garimpar pequenos tesouros, os bons vinhos regiões do Brasil e do interior da Europa pequenas nacionais e estrangeiros, muitos deles desconhecidos do vinícolas que produzissem, de forma artesanal, uma público em geral. Resultado: tornou-se uma empresária bebida sofisticada e ao mesmo tempo livre de aditivos, de sucesso. Além de sommelier, é proprietária da Saint com ênfase na qualidade final para agradar aos mais VinSaint, um misto de enoteca, importadora, distribuido- exigentes enólogos. ra e um sofisticado bistrô. “As vinícolas pequenas fazem um trabalho artesa- Para fugir do convencional, a especialista em vinhos nal de butique, de manufatura. Com certeza, expressam apostou em um nicho pouco explorado pelos aprecia- muito melhor sua região do que grandes fábricas. Procu- dores e distribuidores: os pequenos produtores brasi- rei priorizar aquelas que fazem o trabalho mais natural leiros e europeus. possível, com menor carga de aditivo e menos modifica- “Fomos buscar alternativas ao grande mercado, por- ção do vinho por serem autênticas”. que hoje temos uma invasão de massivos vindos do Chi- Para Lis, muitos brasileiros não sabem apreciar um le, Argentina e Europa e recebemos muita coisa ruim por bom vinho nacional, já que, por costume ou preconceito, causa do preço. No padrão do novo mundo, os vinhos são voltam sua atenção para rótulos famosos de países euro- muito iguais, quase não há diferença entre um Merlot, peus. A esses desavisados, ela dá o toque: várias vinícolas Malbec ou Cabernet. Por isso buscamos vinhos que re- de diversas regiões, com maior concentração no Sul, têm flitam o local de origem ao seu meio ambiente (terroir)”. conseguido destaque no Brasil e no exterior. Um deles é De acordo com Lis, a importação resulta em um valor até a Villagio Grando, além de vinhos produzidos na Serra 15 vezes maior do que o original. Gaúcha, como Cavalleri, Don Giovanni e Churchill – “um americano que trabalha com fabricação de barrica e fez um vinho excepcional de apenas 600 garrafas”. Mas o maior destaque é uma vinícola da Campanha Gaúcha: Cordilheira de Santana. A HARMONIA PERFEITA Incentivada por uma tradição de família e mais tarde por uma rica experiência acadêmica, Lis decidiu investir em sua paixão por vinhos e se aventurar pelos caminhos da fina gastronomia, que, como sabem, é dominada pelos homens. Vencidos o preconceito inicial e as dificulda- des de se impor, ainda jovem, nesse mercado, hoje é Lis quem dá as cartas ... e o menu. Devido ao seu indiscutí- vel savoir faire, muitos apreciadores vão à sua enoteca para receber suas sugestões. “Os brasileiros ainda estão se formando na arte de beber vinhos. Não somos produtores por tradição, isso interfere muito no conhecimento das pessoas. Mas nos últimos 10 anos, surgiu uma certa moda de consumo de vinhos, muitos procuram cursos, aprimoramento, rótulos mais interessantes, é um público que cresce cada vez mais”, detecta.4
  • 2. A Enoteca Saint VinSaint é um conjugado de butique de vinhos, importadora e wine bar. A charmosa casa traz no nome uma referência a São Vicente de Zaragoza, patrono dos vinicultores. Lis Cereja montou um catálogo com não mais que 100 rótulos. O wine bar funciona as quintas, sextas e sábados a partir das 19 horas. O empório, diariamente (menos domingo), das“Pinot noir, um coringa 10h às 19hs. Nas noites de quinta e sexta, asnos encontros românticos” conversas são embaladas por um trio de jazz. A harmonização de vinhos, uma das especialidades Á frente da cozinha o chefda sommelier, é quase sempre uma dor de cabeça para Danilo Rolim preparaaqueles que preparam um encontro romântico ou um pratos inspirados na altajantar para os amigos. Já acostumada a esse tipo de gastronomia francesa,consultoria, Lis esclarece: “A harmonização é muito espanhola e italiana.pessoal, primeiro é preciso saber quais tipos de vi-nhos agradam quem vai tomar”. ENOTECA SAINT VINSAINT Dado o primeiro conselho, podemos Rua Prof. Atílio Innocenti, 811seguir para as regras básicas para o par Para a harmonização por semelhança, vale a dica: Vila Olímpia - São Pauloperfeito: o equilíbrio entre menu e vi- quanto mais leve o prato, mais suave o vinho e o opos- Tel. (11) 3846-0384nho, segundo Lis, pode ser obtido de to é verdadeiro. O maior erro cometido nessa hora, www.saintvinsaint.com.brduas formas: por semelhança ou opo- todavia, é a combinação por cor.sição. Um caso clássico de harmoniza- “Isso está totalmente errado. Claro que os vinhosção por oposição é a dupla composta de brancos são geralmente mais leves e carne branca tam-queijo forte (roquefort ou gorgonzola) bém, mas temos intermediários de vinho branco super-com vinho do Porto: “queijo salgado potentes e tintos superleves”, ensina. Um exemplo dissocom vinho doce para não saturar o é o Pinot Noir, quase um coringa dos vinhos, harmonizapaladar. Se tomarmos só o vinho, sa- com muita coisa: peixe, vitela, tortas e legumes.tura, enjoa e paramos de beber; com oqueijo é a mesma coisa. Quando mes- VINHO BOM É AQUELE QUE VOCÊ GOSTAclamos, atinge-se equilíbrio”. Uma garrafa de vinho vale a bagatela de R$ 50 mil? Para Lis, vale se você estiver comprando pelo nome, já que acima dos R$ 500, a diferença entre um vinho e outro é quase mínima. “A diferença é muito pequena, se você não for muito especialista e realmente souber o que está tomando, não vale a pena”. Uma alternativa para quem não quiser torrar di- nheiro com um rótulo importado é procurar por vi- nhos nacionais na faixa entre R$ 40 e R$ 70. “Exis- tem vinhos nessa faixa que são excelentes! Aqui na Saint VinSaint também vendemos importados muito bons sem serem massivos, em uma faixa de R$ 50. Mas uma dica é beber o que lhe agrada. Vinho bom é aquele que você gosta”. 5