FARMACOTECNICA - Isotonicidade – Preparacoes Oftalmicas, Nasais E Otologicas

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SLIDE DE FARMACOTÉCNICA, SAIBA COMO PREPARAR COLÍRIOS, ERRINOS, POMADAS OFTALMICAS.

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  • ALIVIE SUAS DORES
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    Adriano Bernardes
    Contate-me: adribernardes@gmail.com
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  • 1. ISOTONICIDADE – PREPARAÇÕES OFTALMICAS, NASAIS E OTOLÓGICAS Helineide Cristina Campos
  • 2. ISOTONICIDADE
    • Se administro uma solução no interior ou atrás de uma membrana que permeável apenas as moléculas do solvente (memb. semipermeável) ocorre o fenômeno de osmose , ou seja, as moléculas do solvente atravessam a membrana.
    • Se a membrana semipermeável estiver separando 2 soluções de concentrações diferentes, o solvente permeará, atravessará, a membrana na direção da solução menos concentrada.
  • 3.
    • MAIS CONCENTRADO ► MENOS CONCENTRADO
    • O fluxo ocorrerá até que a concentração em ambos os lados se equilibrem. Isto é chamado “Pressão Osmótica”
  • 4.
    • A pressão osmótica de uma solução relaciona-se com o número de partículas do soluto em solução. (para não eletrólitos como sacarose)
    • Se o soluto for um eletrólito (NaCl) o número de partículas que contribui para pressão osmótica dependerá da concentração das moléculas presentes e do grau de ionização
    • Quanto mais ionizada for à substância química, maior será o número de partículas em solução
  • 5.
    • Os fluidos corporais, sangue e líquido lacrimal, muco nasal, têm pressão osmótica correspondente a uma solução de NaCl a 0,9% . Dizemos que solução de NaCl 0,9% é isosmótica ( têm pressão osmótica igual a dos fluidos fisiológicos)
    • Usa-se também a denominação isotônica
  • 6.
    • Hipotônica – Solução com pressão osmótica inferior a dos fluidos corporais ou a da solução de NaCl 0,9%. Uma solução hipotônica induz a
    • hemólise dos eritrócitos.
    • Hipertônica - Solução com pressão osmótica maior que a dos fluidos corporais ou a da solução de NaCl 0,9%. Solução hipertônica tende a direcionar o fluxo da água dos tecidos orgânicos para a solução tentando diluir e estabelecer equilíbrio de concentração. Uma injeção hipertônica pode ocasionar crenação (plasmólise)
  • 7. PROCESSOS FÍSICOS PARA A ISOTONISAÇÃO
    • Propriedades coligativas – Conjunto de fenômenos físicos que dependem do número de partículas, moléculas ou íons dissolvidas num determinado volume de solvente
    • Pressão osmótica (x)
    • Abaixamento do ponto de congelamento ou abaixamento crioscópico (∆Tc)
    • Aumento do ponto de ebulição (∆Te)
    • Princípio : Qualquer solução que apresente as mesmas propriedades coligativas que os líquidos orgânicos (soro, líquido lacrimal, muco nasal) será isotônica com os mesmos.
  • 8. ISOTONISAÇÃO PELA LEI DE RAOULT
  • 9. 1) Para moléculas (não eletrólitos – glicose, dextrose)
    • x = 0,0279 . M%
    • x = Massa do soluto necessária para preparar 100 mL de uma solução isotônica com os líquidos orgânicos
    • M = Peso molecular do soluto
  • 10. 2) Para íons (eletrólitos – NaCl)
    • x = 0,0279 . M%
    • i
    • x = Massa do soluto necessária para preparar 100 mL de uma solução isotônica com os líquidos orgânicos
    • M = Peso molecular do soluto
    • i= Grau de dissociação do soluto
  • 11.
    • Valores tabelados para i
    • Não eletrólitos e substâncias de baixa dissociação --1,0
    • Substâncias que se dissociam em 2 íons----------------1,8
    • Substâncias que se dissociam em 3 íons----------------2,6
    • Substâncias que se dissociam em 4 íons----------------3,4
    • Substâncias que se dissociam em 5 íons----------------4,2
  • 12. 3) Isotonisação pelo abaixamento do ponto de congelamento /abaixamento crioscópico (∆Tc 1%)
    • O ∆Tc 1% corresponde ao abaixamento crioscópico das soluções a 1% p/v em relação ao solvente puro
    • 1g do soluto corresponde ao ∆Tc 1%
    • Xg do soluto irá corresponder ao ∆Tc 1% dos líquidos orgânicos e é = -0,52º
  • 13.
    • x = - 0,52__
    • ∆ Tc 1%
    • x = Concentração em que um dado soluto será isotônico com os líquidos orgânicos
    • - 0,52 = Abaixamento crioscópico dos líquidos orgânicos
    • ∆ Tc 1% = Abaixamento crioscópico do soluto em solução 1% (tabelado)
  • 14. 4) Isotonisação pelo equilavente em NaCl
    • O Eq.NaCl consiste na comparação entre a quantidade de NaCl que provoca o mesmo abaixamento crioscópico das soluções 1% p/v , em relação ao solvente puro
    • 1g do soluto corresponde ao Eq1% NaCl
    • xg do soluto corresponde à 0,9%
  • 15.
    • x = _ 0,9___
    • EqNaCl
    • x = Concentração em que um dado soluto será isotônico com os líquidos orgânicos
    • 0,9% = Concentração isotônia de NaCl em relação aos líquidos orgânicos
    • EqNaCl = Equivalente em NaCl das soluções a 1% (tabelado)
  • 16.
    • EXEMPLOS:
  • 17.
    • Calcular a concentração isotônica da dextrose. PM = 198,2 (Lei de Raoult – molécula)
    • x = 0,0279 . PM
    • x = 0,0279 . 198,2
    • x = 5,5 %
  • 18. 2) Calcular a concentração isotônica do NaCl. PM = 58,45 i = 1,8 (Lei de Raoult – íons )
    • x = 0,0279 . M%
    • i
    • x = 0,0279 . 58,45
    • 1,8
    • x = 0,9 %
  • 19. 3) Calcular a concentração isotônica da dextrose. ∆Tc 1% = 0,10º (Abaixamento Crioscópico)
    • x = - 0,52__
    • ∆ Tc 1%
    • x = - 0,52
    • - 0,10
    • x = 5 %
  • 20. 4) Calcular a concentração isotônica do NaCl. ∆Tc 1% = 0,576º (Abaixamento Crioscópico)
    • x = - 0,52__
    • ∆ Tc 1%
    • x = - 0,52
    • - 0,576
    • x = 0,9%
  • 21. 5) Calcular a concentração isotônica da dextrose. EqNaCl 1% = 0,18g (Equivalente em NaCl)
    • x = _ 0,9___
    • EqNaCl
    • x = 0,9
    • 0,18
    • x = 5 %
  • 22. 6) Calcular a quantidade de NaCl para isotonisar o seguinte colírio:
    • Colírio de Dexametasona
    • Fosfato de sódio e dexametasona.......0,02 g
    • Fosfato dissódico.................................0,03 g
    • Edetato dissódico................................0,001g
    • Agente isotonisante ........................... qs
    • Água destilada ......................qsp........10 mL
  • 23. Dados:
    • Fosfato de sódio e dexametasona........ (∆Tc 1% = 0,095 )
    • Fosfato dissódico................................. (∆Tc 1% = 0,126 )
    • Edetato dissódico................................ (∆Tc 1% = 0,132 )
  • 24. Passos:
    • 1) Transformar a fórmula para centesimal, utilizando sempre a unidade grama
    • ( 10 mL ► 100 mL só multiplicar por 10 )
    • 2) Multiplicar a quantidade dos fármacos pelos respectivos ∆Tc 1% (tabelado)
    • 3) Somar os valores de ∆Tc 1% encontrados, o total corresponde ao ∆Tc 1% da solução
  • 25. Obs:
    • ∆ Tc Líquidos orgânicos = - 0,52
    • ∆ Tc = 0,52 ( solução isotônica)
    • ∆ Tc ≤ 0,52 (solução hipotônica)
    • ∆ Tc ≥ 0,52 (solução hipertônica)
  • 26. Cálculos:
    • Fosfato de sódio e dexametasona........0,02 g . 10 . 0,095 = 0,019
    • Fosfato dissódico.................................0,03 g . 10 . 0,126 = 0,0375
    • Edetato dissódico................................0,001g . 10 . 0,132 = 0,00132
    • 0,019 + 0,0375 + 0,00132 = 0,05782
  • 27.
    • No exemplo 0,05782 é uma solução hipotônica, logo preciso adiciona agente isotonizante. Quanto???
    • 0,52 – 0,05782 = 0,46218º
    • 0,46218 é o que falta para isotonisar o colírio
  • 28.
    • Faço a correção adicionando NaCl como agente isotonisante
    • ∆ Tc 1% do NaCl = 0,576º
    • 1 g NaCl................... 0,576º
    • x g ...........................0,46218º
    • x = 0,8 g (100 mL)
  • 29.
    • x = 0,8 g (100 mL)
    • Estou preparando 10 mL de colírio , logo
    • 0,8g.......................100 mL
    • x.............................10 mL
    • x = 0,08 g / 10mL
    • Resposta: Preciso de 0,08g de NaCl para isotonisar 10 mL do colírio de dexametasona proposto
  • 30.  
  • 31. PREPARAÇÕES OFTALMICAS
    • Colírio – Forma farmacêutica destinada à aplicação no globo ocular, pálpebras, conjuntiva e córnea.
    • Fisiologia do olho
    • Os 3 elementos anatômicos importantes no olho humano: córnea, câmara anterior e conjuntiva
    • 1) Córnea – membrana transparente, inervada, mas não vascularizada. Muito sensitiva. Constituída de Epitélio, Endotélio e Estroma. O epitélio apresenta características aquosas enquanto o endotélio e estroma apresentam características liposas. Por esta razão o colírio deve ser oleoso/aquoso para ter uma melhor absorção.
  • 32.
    • 2) Câmara anterior – onde ocorre o depósito do colírio. Por um período de tempo curto (15 – 25 min)
    • 3) Conjuntiva - é bastante vascularizada, porém pouco inervada.
    • Abaixo da córnea temos o saco conjuntival onde se encontram as lágrimas (0,7 mL). Lágrimas têm função de limpeza e proteção do olho.
  • 33. Biodisponibilidade ocular
    • Existe fatores fisiológicos que podem afetar a biodisponibilidade de um fármaco ocular, entre eles, ligação a proteína, metabolismo do fármaco e drenagem lacrimal
    • Fármacos ligados a proteínas são incapazes de penetrar no epitélio corneano (devido ao tamanho das partículas fármaco – proteína). Por esta dificuldade de absorção o efeito terapêutico é diminuído
  • 34.
    • Lágrima contém enzimas capazes de promover degradação metabólica de alguns fármacos.
    • Córnea é composta de uma camada lipofílica e hidrofílica por isso é permeada com maior eficiência para fármacos com estas 2 características
    • Fármacos em suspensão, pomadas oftálmicas ou soluções com viscosidade aumentada, permanecem no fundo do saco lacrimal por mais tempo , ampliando a biodisponibilidade da substância
  • 35. Características de um colírio
    • Estéreis – 100% de pureza bacteriana (uso de conservantes, esterilização)
    • Isotônicos – Mesma tonicidade com a lágrima (0,9 % de NaCl) para que não irrite a mucosa ocular
    • Isohídrico – Mesmo pH que a lágrima (7,2 – 7,4). O pH pode ser diferente para manter a estabilidade, neste caso devo usar tampões (Borato e Fostato). Os tampões são usados para reduzir o desconforto do paciente, garantir a estabilidade do fármaco, controlar a atividade terapêutica do medicamento.
    • Viscosidade – Uma viscosidade adequada permite que o colírio permaneça mais tempo em contato com o globo ocular (melhor atividade terapêutica. Viscosidade deve estar entre 15 – 25 cp. Os agentes viscosificantes normalmente utilizados CMC e álcool polivinílico
  • 36. Adjuvantes
    • Conservantes – Mantem a esterilidade. Os mais usados são Catiônicos (Sais de amônio quaternário e cloreto de benzalcônio)
    • Corretivo de pH – Acidificante como ácido bórico ou alcalinizantes como hidróxido de sódio. Muitas vezes é necessário utilizar os tamponantes como
    • Fosfato e Borato
    • Isotonizante – Mantem a isotonia da solução. Sulfato de Zinco, Sulfato de Sódio, Ácido Bórico, Cloreto de Sódio
  • 37. Preparação
    • PA + Adjuvantes + Veículos (esterilizar, isotonizar, ajustar pH) ► acondicionar
    • Deve ser asséptica ( semelhante a sala de injetáveis)
    • PA utilizado deve ser puro química e microbiologicamente
  • 38.
    • Deve seguir as regras de preparação da forma farmacêutica usada (colírio, pomada, solução, suspensão)
    • Esterilização ( pode ser feita antes ou depois do envase)
    • Acondicionamento adequado em vidro ou polietileno. Normalmente 5 – 10mL
  • 39. Suspensão oftálmica
    • Podem ser usadas para aumentar o tempo de contato do fármaco com a mucosa ocular, proporcionando uma ação prolongada.
    • Suspensões podem ser necessárias quando o PA for insolúvel no veículo desejado ou instável como solução.
  • 40.
    • Além da esterilidade (imprescindível) deve-se observar também as características e tamanho das partículas. Partículas suspensas não podem se aglomerar durante o armazenamento e devem suspender-se uniformemente quando agitadas.
    • O farmacêutico deve instruir o paciente a agitar bem as suspensões oftálmica
  • 41. Administração de colírio e/ou suspensão oftálmica
    • A pessoa que vai aplicar o produto deve lavar bem as mãos
    • Verificar o conta gotas
    • Se suspensão deve agitar bem por ± 10 segundos
    • Puxar a pálpebra para baixo (formando uma bolsa) e adicionar o número de gotas prescrito
  • 42.
    • Não encostar o conta gotas no olho
    • Pressionar com o dedo o ângulo interno do olho do 1 segundo para que a medicação permaneça no olho sem ser expulsa pelo ducto lacrimal, impedindo assim a absorção sistêmica
    • Atenção a posologia ( número de gotas, freqüência e tempo do tratamento) e também cuidado com armazenamento do produto
  • 43. Pomadas oftálmicas
    • Fabricadas com componentes esterilizados e sobre rígidas condições de assepsia ou esterilizadas depois de envasadas.
    • A base de uma pomada oftálmica deve ser não irritante para o olho e permitir difusão do fármaco. Utiliza-se como base Vaselina, Vaselina líquida e lanolina. O Ponto de fusão da pomada deve ser próximo da temperatura corporal
    • Depois de prontas são acondicionadas em tubos de metal de ± 3,5 g com bico comprido que facilite a aplicação, sem encostar no olho
    • Vantagem Maior tempo de contato com o olho
    • Desvantagem Borra a visão
  • 44. Administração de pomadas oftálmicas
    • Lavar bem as mãos
    • Administrar o mais próximo possível da pálpebra, sem tocá-la
    • O paciente deve piscar para eliminar o excesso. Remover este excesso com papel
    • O paciente deve ser avisado que a visão vai ficar borrada
    • Orientar também quanto a posologia e conservação
  • 45. Inserções oftálmicas
    • Ocusert, Lacrisert
    • Sistema de liberação de medicamento, inserido na mucosa ocular, com velocidade pré determinada.
    • Discos flexíveis ( lentes, confete, elípticas ), são estéreis. Usadas por 7 dias e depois trocadas. Muito comum no tratamento do Glaucoma
  • 46. Principais fármacos usados no olho
    • Anti inflamatórios – Conjutivites alérgicas. Hidrocortisona, Dexametasona, Prednisolona
    • Antibióticos – Gentamicina, Sulfacetamidas, Tetraciclinas, Ciprofloxacina, Eritromicina, Polimixina B, Trobamicina
    • Anti virais – Infecções virais como herpes simples. Trifluridina, Vidarabine
    • Bloqueadores B adrenérgicos – diminui a pressão intra ocular (glaucoma ) Cloridrato de Betaxolol e Maleato de Timolol
    • Anestésicos locais – Alívio da dor no pré e pós operatório, depois de trauma ou em exames dolorosos. Benoxinato, Roparacaína
  • 47.
    • Miótico – Terapia do glaucoma, Estrabismo convergente. Pilocarpina, Brometo de Demecário
    • Midriático e Cicloplégico – Dilata a pupila permitindo o exame de fundo de olho. Os mais fortes com ação prolongada são cicloplégico. Atropina, Escopolamina, Homatropina, Nafazolina, Fenilefrina, Cocaína
    • Protetores tópicos – Lágrima artificial ou líquido para lentes de contato. Metilcelulose, hidroxipropilmetilcelulose
    • Vaso constritores – Aliviar, refresca e remove vermelhidão ocular menos intenso. Nafazolina, Oximetazolina, Tetra hidrozolina
  • 48. PREPARAÇÕES NASAIS (ERRINOS)
    • Errinos : Forma farmacêutica destinada ao tratamento da mucosa nasal. Usualmente busca-se uma ação tópica. Por ser uma mucosa muito vascularizada eventualmente pode-se visar ação sistêmica.
  • 49. Histologia e Fisiologia
    • Cavidade nasal se divide, de fora para dentro em 4 partes:
    • 1) Abertura exterior das fossas nasais - coberta por pele, com grande quantidade de glândulas sebáceas e pêlos (para filtrar o ar)
    • 2) Área de transição – muito vascularizada, não tem queratina, não tem pelo e nem glândulas sebáceas. Mantém o ar aquecido.
  • 50.
    • 3) Mucosa nasal respiratória ou pituitária – altamente vascularizada. Responsável pelo sangramento do nariz (epistaxes).
    • Quando estes vasos intumescem levam ao congestionamento nasal. Nesta região tenho células ciliadas recobertas por muco. Os cílios se movimentam no sentido da laringe. Os errinos não devem alterar a viscosidade deste muco.
    • 4) Rino faringe – Onde o fármaco atua.
  • 51.
    • Muco nasal - Formado por células glandulares, contém água, sal e mucina. Sua função é proteger a mucosa nasal contra agressões externas. Deve ser preservado
    • Viscosidade – Média a moderada. Deve ser preservada para que os cílios possam lançar o medicamento na faringe. Deve-se lembrar que viscosidade natural do muco altera-se normalmente por temperatura, poeira, fungos e medicamentos.
  • 52.
    • pH – O muco nasal tem pH 5,5 – 6,5 para adulto e 5,0 – 6,7 para crianças. Para que este pH se mantenha, normalmente associa-se aos errinos solução tampão.
    • Ar frio, resfriado, sinusite, renite alérgica, promovem uma alcalinização do muco, fica fluido, coriza. Ar quente promove acidificação tornando o muco espesso e sensação de nariz seco.
    • Isotonia – O movimento ciliar é perfeito quando o errino está 0,9% NaCl. Solução hipotônica prejudica este movimento.
  • 53. Tipos de forma farmacêutica
    • Os errinos podem ser veiculados com solução aquosa, solução oleosa e pomadas.
    • Maioria das soluções nasais são preparações aquosas, isotônicas e tamponadas para manter a estabilidade.
    • As soluções oleosas mantém o PA por mais tempo em contato com a mucosa e ainda protege do ressecamento porém, alteram a viscosidade dificultando o movimento ciliar
  • 54.
    • Pomadas apresentam alta viscosidade, prejudicando o movimento ciliar. Se forem usadas preferir pomadas hidromiscíveis.
    • Certos descongestionantes nasais podem ser administrados na forma de inalantes. O PA volátil é colocado junto com inalante que se volatiliza lentamente a temperatura ambiente liberando o PA
    • ( Os constituintes da forma farmacêutica utilizada não devem alterar muco nasal e nem movimento ciliar)
  • 55. Requisitos para o veículo das preparações nasais
    • Devem respeitar o pH do muco nasal (3,5 – 5,5)
    • Viscosidade moderada
    • Isotonia
    • Compatível com PA
    • Estável
    • Esterilidade
  • 56. Fármacos usados na mucosa nasal
    • Os errinos podem ser usados visando uma ação tópica ou sistêmica
    • Ação sistêmica – Pela grande vascularização alguns fármacos utilizam esta via. Ex Oxitocina, Vit B12, Progesterona, Calcitocina, Insulina
    • Ação tópica – Mais usados são os descongestionantes (VC). Indicada no tratamento de renites por resfriados comuns, renites vasomotoras e alérgicas, febre do feno e sinusite.
    • O uso freqüente ou prolongado pode levar edema crônico da mucosa nasal, isto é, renite medicamentosa. Usar estas soluções por pequenos períodos ( 3 - 5 dias)
    • Grupos mais utilizados: Anti histamínico, Antibióticos, Antissépticos, Anestésicos locais
  • 57. Administração de errinos
    • Paciente deve assoar o nariz antes do uso do errino
    • Cabeça inclinada ou deitar
    • Colocar o número de gotas prescrito. Cuidado para não tocar o gotejador no nariz
    • Para forma de spray o paciente não deve deitar-se (aumenta a dose)
  • 58. Ensaios para errinos
    • Inocuidade (Específico) – Pega-se um pedaço de traquéia ciliada de cobaio, aplica-se o errino e observa ao microscópio. O errino será inócuo se o movimento ciliar se mantiver por 20 minutos.
    • pH
    • Viscosidade
    • Esterilidade
    • Tonicidade
    • Identificação e Dosagem
  • 59. PREPARAÇÕES AURICULARES (OTOFÁRMACOS)
    • Preparações auriculares – São formas farmacêuticas aplicadas no canal auditivo visando um efeito tópico.
  • 60. Anatomia
    • Ouvido externo – Composto pelo pavilhão e canal auditivo. Canal auditivo possui glândulas sebáceas e ceruminosas que juntas formam o cerume (para proteção). É no ouvido externo que aplico o medicamento.
    • Ouvido médio – Onde se encontra o tímpano (responsável pela audição) e trompas de Eustáquio
    • Ouvido interno – Labirinto (função de controle e equilíbrio)
  • 61. Fármacos usados
    • Antibacterianos – Infecções de maior ocorrência são por Pseudomonas. Cloranfenicol, Neomicina, Polimixina B, Nistatina.
    • Fatores que pré dispõem à infecção: traumatismo, alcalinidade e umidade.
    • Quando a infecção é aguda pode perfurar tímpano.
    • Antinflamatórios – Corticóides são bastante usados para inflamações no ouvido médio. Hidrocortisona, dexametasona.
    • Anestésicos – Benzocaína, Lidocaína, Dibucaína.
    • Analgésicos – Antipirina
  • 62.
    • Antissépticos – Ácido Bórico, Timol
    • Removedor de cerúmen – Soluções de tensoativos com atividade cerumenolítica. Ex Oleato condensado de Trietanolamina, Peróxido de Carbamida.
    • Cerúmen é uma combinação das secreções das glândulas sudoríporas e sebáceas do meato acústico externo. As secreções quando ressecam formam uma massa semi sólida e pegajosa contendo células epiteliais, poeiras, pelo e outros corpos estranhos. O acúmulo do cerúmen pode causar coceira, dor e audição deficiente.
  • 63. Formas farmacêuticas usadas
    • As preparações auriculares são dispensados na forma de solução, suspensão, pomada e otocone
  • 64. Preparação
    • As preparações auriculares devem ter pH entre 5 – 7,8. Preferir as preparações mais ácidas por as alcalinas predispõem a infecções.
    • Evitar preparações aquosas
    • Preparações mais viscosas permanecem mais tempo no local. Utiliza-se veículos voláteis para que o medicamento não escorra
    • Deveriam ser estéreis, porém admite-se bactérias saprófitas.
  • 65. Administração
    • Instruir o paciente a aquecer o frasco, na mão por alguns minutos antes da aplicação
    • Virar a cabeça para o lado ou deitar-se
    • Puxar o lóbulo da orelha para cima e aplicar o nº de gotas prescrito
    • Espere ± 5 min e faça procedimento no outro ouvido
    • Se for removedor de cerúmen as gotas devem ser instigadas e removidas
  • 66. Ensaios
    • Identificação e dosagem
    • pH
    • Viscosidade
    • Esterilidade