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Izabel maria de matos tcc sobre educação inclusiva
 

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Educação Inclusiva

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    Izabel maria de matos tcc sobre educação inclusiva Izabel maria de matos tcc sobre educação inclusiva Document Transcript

    • ESTADO DA PARAÍBA SECRETARIA DE EDUCAÇÃO E CULTURAESCOLA ESTADUAL DE CURSO NORMAL EM NÍVEL MÉDIO SÃO JOSÉ Educação Inclusiva: uma perspectiva de mudança no âmbito escolar. Izabel Maria de Matos São José de Piranhas – PB Dezembro de 2000
    • Izabel Maria de MatosEducação Inclusiva: uma perspectiva de mudança no âmbito escolar. TCC – Trabalho de Conclusão de Curso – apresentado ao Curso de Formação de professores para o ensino Fundamental das séries iniciais da Escola Estadual de Curso Normal em Nível Médio São José, em cumprimento às exigências para a obtenção do título de professor, orientado pela professora Especialista Maria de Fátima Figueirêdo de Meneses . São José de Piranhas – PB Dezembro de 2000
    • Dedicatória A Deus pela sua infinita misericórdia e aos pais e demais familiares, por ter tido paciência conosco em todas as horas que precisamos, dispondo do seu tempo, estimulando e acreditando na concretização deste, dedicamos.
    • AgradecimentosA Deus Por nos dar o dom de sermos capazes para desenvolvermos esta pesquisa;Aos familiares Por fazerem parte consciente ou sem perceber, de toda esta história. Encorajando nosmomentos desânimo e alegrando nas vitórias e conquistas. Por isso, a todos vocês que fazemparte das nossas vidas, muito obrigada, vocês também fazem parte desta conquista.Aos mestres Nossa gratidão aos mestres que, pelo resultado de um esforço comum repartiramconosco os seus conhecimentos transformando nossos ideais em realizações.
    • Nas grandes batalhas da vida, o primeiropasso para a vitória é o desejo de vencer. Mahatma Gandhi
    • ResumoEsse trabalho assume a perspectiva de que a educação inclusiva é um processo em construção,não existindo um conceito inacabado do que viria a ser a sociedade inclusiva. De fato, o queexiste são pessoas comprometidas com a inclusão e que estão trabalhando para que elaaconteça. Nesse sentido, o presente estudo dirigiu seu olhar para os entraves que sãoenfrentados para a efetivação de uma sociedade inclusiva, sobretudo no que diz respeito aoâmbito escolar, como o preconceito, a falta de informação da sociedade e a falta de formaçãodos profissionais da área da educação. Apesar dos avanços na discussão, consideramos queainda não existe um consenso, tampouco uma ideia acabada do que viria a ser uma sociedadeinclusiva; diante dessa constatação, neste trabalho defendemos que a educação inclusiva éuma prática que ainda está sendo construída, e que o “longo caminho” a ser percorrido parachegarmos à inclusão ainda não foi encontrado. De antemão, a complexidade do tema nosdeixa entrever que o caminho é difícil, dada as complexidades que o envolvem comopreconceitos, desconhecimento e polêmicas sobre as deficiências. A inclusão escolar causamedo, incertezas e inseguranças, sobretudo em recém-licenciados que não possuemexperiência e nenhuma formação a respeito da escola inclusiva.Diferentemente do princípio do que se diz “regular” em que há uma seleção de indivíduosportadores de necessidade especial na classe comum, onde o professor, na realidade, nãorecebe uma formação na área de educação especial,o processo de inclusão se refere basicamente a um processo educacional que visa estender aomáximo a capacidade ao aluno portador de deficiência na escola e na classe regular.Palavras-chave: Educação, construção, inclusão, profissionais e respeito.
    • SumárioINTRODUÇÃO ................................................................................................91- UMA ABORDAGEM “LEGAL” SOBRE A EDUCAÇÃOESPECIAL.........................................................................................................101.1 - Oportunidades iguais aos educandos especiais........................................111.2 - Redefinindo a Educação Inclusiva............................................................132- A CONSTRUÇÃO DA INCLUSÃO NO ESPAÇOESCOLAR...........................................................................................................142.1- A importância das interações no espaço educativo...................................162.2- A inclusão da educação especial e o papel doprofessor................................................................................................................173- O DESAFIO DO ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADONUMA PERSPECTIVA DE ACESSIBILIDADE...........................................193.1- Diferenças entre Salas de Recursos e Salas de AEE..............224- PROPOSTA DE INTERVENÇÃO ..............................................................245- CONSIDERAÇÕES FINAIS ........................................................................26
    • INTRODUÇÃO Cientes da ideia de que educação inclusiva requer, basicamente, uma convivênciapassiva de todos os sujeitos que dela participam, na realidade que vivenciam, e que sejareafirmada nos projetos educativos que a sustenta em contextos onde ela é requerida,buscamos, pela pesquisa bibliográfica e em campo, observar algumas questões. Essa escolhadeve-se ao entendimento de que, oferece meios para assimilar, entender, não somenteproblemas já conhecidos, como também explorar novas áreas, onde os problemas ainda não sedissiparam o suficiente. O que é, de fato, educação inclusiva? Como vêm sendo discutidos e elaboradosprojetos educativos inclusivos por meio da participação democrática dos envolvidos naescola? Como se efetivam a teoria e prática pedagógica em um sistema redutor de exclusão?Foram as questões norteadoras levantadas no estudo para orientar melhor o próprio trabalho.Para responder a essas questões esse estudo elencou como objetivo geral, compreender de quemodo a questão da educação inclusiva, é tratada, discutida e fundamentada nos projetos deescola. Os objetivos específicos foram explicitados da seguinte forma: analisar a partir dasideias estudadas e analisadas, como a educação inclusiva pode ser entendida; trabalhar osproblemas e entraves de uma educação inclusiva na realidade escolar.
    • 1- UMA ABORDAGEM “LEGAL” SOBRE A EDUCAÇÃO ESPECIAL.É preciso abordar as características e os serviços de educação especial no Brasil. No entanto,nos determos mais para a escola da rede educacional de São José de Piranhas, especialmentena Escola Luís Alberto de Paiva.Os direitos individuais e coletivos garantidos pela Constituição Federal Brasileira impõem asautoridades e a sociedade como um todo, a obrigatoriedade de atingir a efetividade. Requer,portanto ações voltadas para atender alunos com necessidades educacionais especiais naEscola Luís Alberto de Paiva.As políticas da escola para a inclusão são concretizadas na forma de orientação do trabalhodocente na perspectiva da diminuição gradativa da exclusão, o que beneficia não apenasalunos especiais, mas a escola como um todo.No caso da escola em estudo as aberturas vão se dando mediante a necessidade de atenderuma demanda de discentes que sentem a necessidade de um atendimento educacionalespecializado, a fim de proporcionar-lhes um enriquecido conhecimento.O ensino em vista disto, deve se adaptar as necessidades especiais dos alunos ao invés deapenas buscar a adaptação dos alunos à paradigmas que concebem antecipadamente a respeitodo ritmo e da natureza dos processos de aprendizagem. Todo esse processo de inclusão dealunos portadores de necessidades especiais é um processo amplo, cabe então à escola nãoprivilegiar apenas um grupo, ela tem e deve ter a ideia de que precisam buscar meios maisacessíveis para os alunos enfrentarem seus obstáculos, suas limitações.
    • 1.3– Oportunidades iguais aos educandos especiais.Todos os portadores de deficiência têm que ter os mesmos benefícios oferecidos aos demaiseducandos, permitindo que todos os alunos de uma comunidade independente de suasnecessidades educacionais especiais, tenham o mesmo direito de acesso à escolarização, como grupo de sua faixa etária e que a escola contribua, exerça seu papel na dificuldade dessealuno, acolhendo-o e valorizando as diferenças que cada um tem e que necessita de um bomatendimento, tanto da parte da escola e do professor, que deve ser capacitado para atendermelhor as necessidades priorizadas para cada tipo de deficiência que cada um desses alunosnecessita, desses meios educacionais.O movimento mundial contra preconceitos, práticas discriminatórias aceleram-se criandoalternativas para superá-las. A educação inclusiva ganhou grande avanço na convenção daorganização dos estados americanos nos quais se criou um texto denominado Convenção daGuatemala, promulgada no Brasil, afirma que: As pessoas com deficiência têm os mesmos direitos humanos que as demais pessoas, definido como discriminação com base na deficiência, toda diferenciação à exclusão que possa impedir ou anular o exercício dos direitos humanos e suas liberdades fundamentais .Com a promulgação desse decreto houve um avanço na educação, possibilitando umareinterpretação da educação especial. Portanto, documentos como Leis, Decretos , Estatutos,Portaria, Planos de Desenvolvimento da Educação, foram criados para garantir os direitos dosalunos especiais. Cabe aos educadores, profissionais da educação e a comunidade porem emprática esses direitos, impedindo e abolindo qualquer forma de discriminação, seja pororigem, raça, sexo, cor, idade, etc.Ao proporcionar o acesso, a participação e a aprendizagem dos alunos com deficiência,transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotações, garantindo aacessibilidade para interação conjuntiva na classe comum, ressaltam-se a significância de“promover o bem de todos”, descrito na Constituição Federal de 1988.A LDB deixa bem claro que o aluno especial tem o direito garantido de freqüentar salas deAEE, mas não deve desconsiderar a permanência em uma sala de aula regular, pois é nestemeio que ele vai desenvolver a habilidade de interação com alunos sem deficiência. Dessamaneira, a educação especial vai assim atuar de forma articulada com toda a escola demaneira ampla. Baseado nos pressupostos legais da Constituição Federal de 1988, o artigo,
    • 205, prevê que a educação é como direito de todos garantindo o pleno desenvolvimento da pessoa, oexercício da cidadania e a qualificação para o trabalho.Promover o acesso de acordo com a Política Nacional de Educação na Perspectiva deEducação Inclusiva deve ser política inclusiva do governo e consequentemente das escolas,pois a legislação brasileira é clara e objetiva quando relata que se deve garantir a continuidadeda escolarização dos alunos especiais nos níveis mais elevados de ensino e ainda atransversalidade da educação especial desde a educação infantil até a educação superior, maspara que isso aconteça deve investir no acesso e permanência dos mesmos, desde a educaçãoinfantil e séries iniciais.
    • 1.4– Redefinindo a Educação Inclusiva.Se tem discutido bastante sobre questões que envolvem a Educação Inclusiva. A própria Leide Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei nº 9394-96, prescreve em seu texto a defesado “pluralismo de ideias e respeito às concepções pedagógicas” (Título II, Art.3º, III), e nosParâmetros Curriculares da Educação Nacional, os PCNS, é que fica mais evidenciado otermo pluralismo cultural como tema transversal, assegurando que a partir da diversidade, oudos excluídos socialmente, deve-se ter a mesma igualdade de oportunidades educacionais, ouseja, a já proclamada, historicamente, educação para todos.Para alguns educadores, fatores como evasão, reprovação, relacionados ao fracasso escolar,mas que impõe ao aluno situação constrangedora de repetência, são considerados apenascomo acontecimentos naturais. Vale ressaltar que tais fatores são relacionados ao processo deexclusão. Quando se trabalha na perspectiva da inclusão esses problemas são amenizados epassa a considerar suas especificidades. Ainda pode-se considerar como aspectos excludentesalguns métodos avaliativos ultrapassados, a forma como os conteúdos são ministrados, assimcomo planejamentos baseados em currículos descritos em manuais de livros didáticos,desconsiderando a realidade da sala de aula.Então para tais alunos que passam por essas situações é necessário que haja uma intervençãoque vá desde o Projeto Pedagógico das escolas até as práticas em sala de aula, quecontemplem muita compreensão, ações interativas entre os professores, a escola e os próprioscolegas de classe, possibilitando aos alunos portadores de necessidades especiais aparticipação nas atividades escolares previstas na Proposta Política Pedagógica da escola, masque leve em consideração as suas limitações e ao mesmo tempo valorizando seudesenvolvimento na aprendizagem e o seu potencial prévio, igualando-os aos demais quantoaos direitos, deveres e valores.
    • 2- A CONSTRUÇÃO DA INCLUSÃO NO ESPAÇO ESCOLAR.A inclusão escolar constitui uma proposta que representa valores simbólicos importantes,condizentes com a igualdade de direitos e de oportunidades educacionais para todos, masencontra ainda sérias resistências, que se manifestam ao contrário da ideia de que todosdevem ter acesso garantido à escola. A dignidade, os direitos individuais e coletivosgarantidos pela Constituição Federal impõem às autoridades e a sociedade brasileira aobrigatoriedade de efetivar essa política, como um direito público subjetivo, para o qual osrecursos humanos e materiais devem ser direcionados, atingindo necessariamente, toda aeducação básica. Sobre Princípios, Políticas e Práticas na Área das Necessidades EducativasEspeciais, a DECLARAÇÃO DE SALAMANCA, 1994, acredita e proclama que: Escolas regulares que possuam tal orientação inclusiva constituem os meios mais eficazes de combater atitudes discriminatórias criando-se comunidades acolhedoras, construindo uma sociedade inclusiva e alcançando educação para todos; além disso, tais escolas provêem uma educação efetiva à maioria das crianças e aprimoram a eficiência e, em última instância, o custo da eficácia de todo o sistema educacional.Quando se fala em política de inclusão de alunos que apresentem necessidades educacionaisespeciais na rede regular de ensino surge o desafio de rever conceitos e linhas depensamentos, assim como desenvolver as habilidades de respeito as diferenças e atendimentoas necessidades, resume-se em atitudes que vão além da permanência física dos alunosespeciais na escola.O ato da inclusão requer ações práticas e possibilatadoras, que apoiadas numa políticaespecífica, desde o âmbito nacional. É um grande desafio a ser enfrentado para comprovar orespeito à diferença e compromisso com a promoção dos direitos humanos. Esse compromissodeve ser assumido pela escola, e é no Projeto Pedagógico que ela pode se posicionar arespeito do seu papel com uma educação que proporcione qualidade para todos.Ao assumir tais responsabilidades, a escola deverá se organizar e planejar de acordo com osobjetivos e metas apontados no PP, como realizar avaliação pedagógica daqueles queapresentem necessidades educacionais especiais e identificar barreiras que estejam impedindoou dificultando o processo educativo em suas múltiplas dimensões.A partir da avaliação, deverá trabalhar focado no desenvolvimento e na aprendizagem doaluno, bem como na melhoria da instituição escolar, mas para que isso aconteça efetivamente,é preciso que conte com a participação de todos os profissionais que acompanham. Aos
    • gestores educacionais cabe buscar articular a interação dessa equipe, seja por meio deparcerias e convênios entre a Secretaria de Educação ou até por ONGs ou não.A escola não pode apenas oferecer atendimento especializado ‘entre quatro paredes’ a essepúblico, mas mobilizar toda a equipe em prol de uma educação de qualidade que contemple eponha em prática o que se diz na Legislação brasileira vigente. É a partir da avaliaçãorealizada e das observações feitas que poderão formalizar um apoio pedagógico especializadopara atendimento às necessidades educacionais especiais dos alunos.Para aqueles alunos que apresentem dificuldades marcantes de aprendizagem ou dificuldadesdiferenciadas dos demais alunos, demandem ajuda e apoio intenso e contínuo e cujasnecessidades especiais não puderem ser atendidas em classes comuns, a equipe de avaliaçãopoderá encaminhar para atendimento específico em classes especiais.Em suma, a escola deve identificar a melhor forma de atender às necessidades educacionaisespeciais de seus alunos, no processo de aprendizagem, diagnosticando sua realidadeeducacional e implantando políticas de serviços e de funcionamento, principalmente dentro dacomunidade escolar, favorecendo assim o sucesso escolar de todos os alunos.Sendo assim, os alunos que apresentam necessidades especiais e que requer atenção especial,podem ser atendidos de acordo com as necessidades e de maneira articulada.
    • 2.1- A importância das interações no espaço educativo.O acesso dos alunos com deficiência no ensino regular é condicionado conforme (BRASIL,1994, p.19) expressa: Ambiente dito regular de ensino/aprendizagem, no qual também são matriculados, em processo de integração instrucional, os portadores de necessidades especiais que possuem condições de acompanhar e desenvolver as atividades curriculares programadas do ensino comum, no mesmo ritmo que os alunos ditos normais.Essas interações entre alunos portadores de necessidades especiais e alunos ditos normais,além das relações humanas, pode até proporcionar novas formas de se relacionar com a línguapadrão principalmente nas funções comunicativas. Mas para que isso aconteça, depende dascaracterísticas da escola e, mais especialmente da equipe educadora. A proposta de umsistema educacional inclusivo passa, então, a ser percebido na sua dimensão histórico,enquanto processo de reflexão e prática, que possibilita efetivar mudanças conceituais,político e pedagógicas, coerentes com o propósito de tornar efetivo o direito de todos àeducação, promovendo condições de acompanhamento e desenvolvimento das atividades daescola.O desenvolvimento inclusivo da escola é compreendido como uma perspectiva ampla dereestruturação da educação, que pressupõe a articulação entre a educação especial e o ensinocomum, considerando a elaboração, a disponibilização e avaliação de estratégias pedagógicas,de serviços e recursos de acessibilidade para a promoção efetiva dos direitos de todos àeducação.
    • 2.2- A inclusão da educação especial e o papel do professor.A temática mais discutida no nosso país nas últimas décadas no que se refere à EducaçãoEspecial, com certeza trata-se da inclusão de alunos com necessidades especiais no sistemaregular de ensino. Embora que por muito tempo, tal assunto tenha ficado restrito ao debatenos âmbitos educacionais, hoje se torna proposta de intervenção direcionada pela legislaçãovigente e ainda faz parte das políticas públicas educacionais.Os cursos de Formação de Professores deveriam conter em seus currículos essa temática, paraaprendizagens que possam assegurar de forma significativa os alunos, suas famílias, seusprofessores, da própria escola, as atividades dentro e fora das escolas. Para tanto, o Projetodas universidades deveria também ser revestido com o compromisso político da inclusão.Seria dessa forma uma maneira de promover habilidades político-pedagógicas com osprofessores em prática bem resumida, de uma maneira que ao se inserir no mercado detrabalho, ou seja, nas salas de aulas, oferecerem uma educação mais conscientizadora aos seuseducandos, respaldada por uma política inclusiva que é ensinar a entender e se adaptar aosvalores inclusivos pela conscientização do professor nesse contexto.Para que aconteça um ensino de qualificado para crianças com necessidades especiais naperspectiva de uma educação inclusiva é preciso conscientizar e formar adequadamente e queainda vá além da inclusão de alunos que apresentam deficiência, pois esses não são os únicosexcluídos do processo educacional. Fora verificado que os profissionais em educação tem seexposto suas incapacidades em pleitear com esse público que, devido a um motivo ou outro eaté mesmo de aprendizagem, são ditos fracassados na escola.Sendo assim, deprecia-se cada vez mais de um consentimento de forma geral da proposta deinclusão e a conscientização da importância de oferecimento do acesso à Educação Especialàqueles que em sua maioria tem sido excluído do sistema de ensino. Ao adotarmos a educaçãoinclusiva estaremos desenvolvendo um trabalho preventivo a fim de talvez equiparar asoportunidades. Vale sempre destacar que a inclusão de alunos portadores de necessidadeseducacionais na rede regular de ensino não consiste apenas na sua permanência junto aosdemais alunos, mas trata-se de uma reestruturação do sistema educacional, o que vai causaruma mudança radical para oferecer um melhor atendimento especializado a esses alunos,respeitando suas diferenças e atendendo às suas necessidades.
    • 3- O DESAFIO DO ATENDIMENTO EDUCACIONALESPECIALIZADO NUMA PERSPECTIVA DE ACESSIBILIDADEA inclusão é uma novidade, cuja definição tem sido muito desvirtuada e uma dinâmica bempolêmica que envolve vários segmentos da educação.Para que se compreenda melhor a educação inclusiva, precisamos ter objetividade quanto anecessidade em profundas transformações no âmbito escolar, inclusive este tema já foracomentado anteriormente, que é consequência das transformações que a globalização nosimpõe e gradativamente vai aumentando a exclusão. A partir de então entra o papel da escolade acolher as variadas culturas e ainda interligar a igualdade e a diferença, considerandoassim os seus direito a fim de superar as diversidades entre as mesmas.Neste argumento é que aparece a perspectiva de escola inclusiva, em que todos os alunoscom necessidades educacionais especiais devem ir às escolas e ser bem atendidos e bemassistidos.Portanto, a perspectiva é de organização de uma escola inclusiva que se direcione em umapolítica de uma escola para todos, não apenas em decretos leis ou qualquer outro regimentoem papel, ou até em discursos como vemos e ouvimos, mas que desfaça com a realidade deexclusão a favor de uma escola aberta aos diferentes modos de ser e aprender dos diferentessujeitos.Dessa maneira, o ensino em AEE é um serviço de apoio que não pode ser imposto pelosistema de ensino como condição para aceitação da matrícula do aluno com deficiência emescola comum, resume-se em um atendimento necessariamente diferente do ensino escolar, eé indicado para melhor suprir as necessidades e atender às especificidades dos alunos comdeficiência.Então, o que seria AEE? Um serviço da Educação Especial que identifica, elabora e organizarecursos pedagógicos e de acessibilidade que eliminem as barreiras para a plena participaçãodos alunos, considerando as suas necessidades específicas. O AEE complementa a formaçãodo aluno com vistas à autonomia e independência na escola e fora dela.É uma inovação que provoca rupturas no modelo conservador de Educação Especial, porquese constitui um serviço que complementa o ensino comum oferecendo suporte paraaprendizagem do aluno favorecendo sua permanência na escola comum. Destina-se a alunoscom deficiência física, deficiência intelectual, alunos com surdez, com deficiência visual,baixa visão, surdocegueira, transtornos globais do desenvolvimento e altashabilidades/superdotaçao.
    • A partir das necessidades do aluno, o professor do AEE elabora o Plano de AtendimentoEducacional Especializado junto à escola e este plano inclui ações a serem realizadas comaluno na sala multifuncional, na confecção e adaptação de material a ser utilizado na sala deaula do ensino comum e na articulação com o professor do ensino comum e com a família doaluno.É visto que a escola com uma proposta de inclusão escolar tem a sugestão de atender todas ascrianças, sem qualquer exceção. Neste sentido, não se pode e nem deve determinar distinçõesde maneira alguma, principalmente no que se refere às características próprias deaprendizagem de seus alunos.Para o ensino em AEE é preciso punho e sustentação para enfrentar as fragilidades aindaexistentes, inclusive garantindo a presença de professores capacitados e especializados, comformação inicial e continuada em educação especial, para atender aos alunos comNecessidades Educacionais Especializadas. Assim, é necessário enfrentar as barreiras econstruir práticas pedagógicas e de gestão escolar que garanta educação de qualidade atodos.A realização do trabalho pedagógico especializado na Sala de AEE deve compor uma sériede métodos peculiares, de maneira que venha a ampliar os processos motores, sócio-afetivo-emocionais e cognitivos do aluno. O professor deve elaborar o planejamento pedagógico decada aluno, ou seja, individual, com metodologia e estratégias diferenciadas para atender asnecessidades de cada aluno.
    • 3.1- Diferenças entre Salas de Recursos e Salas de AEEA diferença efetiva entre Sala de Recursos e Sala de Recursos Multifuncionais é observadapelo que se refere à clientela de alunos, estrutura da sala e formação do professor. A Sala deAEE atende alunos: Cegos, Surdos, com Deficiência Mental/Intelectual, enquanto a Sala deRecursos, não atende alunos cegos e surdos, pois estes são atendidos em outros programasespecíficos para suas necessidades especiais.A Sala de Recursos atende alunos com Deficiência Mental/Intelectual. Na Sala de Recursos éa escola onde ela está inserida, quem deve oferecer os materiais necessários como materiaispedagógicos muito simples e ainda muitos deles são confeccionados pelas própriasprofessoras dessas salas ou comprados pela própria escola. Já as Salas de AEE recebemmuitos materiais, inclusive computadores e mobiliário adaptado, do governo federal.A Sala de Recursos deve está apta para atender pedagogicamente a alunos com necessidadeseducativas especiais. Avaliando cada um, atendendo-os individualmente e dando apoio aosprofessores e pais que atuam diretamente com as dificuldades de cada um dos alunos. Opúblico-alvo da Sala de Recursos, dita por alguns educadores de “comum”, podem ser alunoscom: distúrbios de aprendizagem, dislexia (dificuldade na área da leitura, escrita esoletração), discalculia (impossibilidade de executar operações matemáticas), disortografia(caracteriza-se por troca de fonemas na escrita, junção ou separação indevidas das palavras,confusão de sílabas, omissões de letras e inversões e ainda não consegue perceber parágrafos,acentuação e pontuação), disgrafia( dificuldades na estética da escrita); transtorno de déficitde atenção e hiperatividade e deficiência intelectual.Diferentemente das Salas de Recursos, as Salas de AEE não tem o compromisso substitutivodo Ensino Regular, pelo contrário para frequentar a sala de AEE é indispensável que a famíliaapresente a matrícula do aluno das Classes do Ensino Regular. A Sala de AEE tem o carátercomplementar e suplementar de acessibilidade dos seus alunos ao conhecimento contribuindopara a eliminação de barreiras objetivas tanto do espaço físico como de materiais e métodosnecessário ao acesso ao conhecimento.
    • 4- PROPOSTA DE INTERVENÇÃOO fornecimento de estruturas básicas como reestruturação de programas educacionais eformação continuada aos professores, dentre outras ações e diretrizes deverão enfatizaramplos princípios e processos de ensino/aprendizagem. Para isso, será necessário decompor edesaprender certos preconceitos e mitos já construídos a respeito daqueles consideradosimpedidos ou incapazes de aprender.Mediante o exposto, a escola deverá propor alternativas e soluções, implantando diversasformas para lidar com as diferenças. Alunos, professores, técnicos, especialistas, pais, agentesdo poder público e comunidade, ou seja, todos os envolvidos no processo, devem adotar ocompromisso da desconstrução e implantação da política educativa da inclusão. Acontribuição de um profissional capacitado é essencial e obrigatória dentro dos padrões quedetermina o MEC/SEESP, 1994: Para atuar na educação especial, o professor deve ter como base da sua formação, inicial e continuada, conhecimentos gerais para o exercício da docência e conhecimentos específicos da área. Essa formação possibilita a sua atuação no atendimento educacional especializado, aprofunda o caráter interativo e interdisciplinar da atuação nas salas comuns do ensino regular, nas salas de recursos, nos centros de atendimento educacional especializado, nos núcleos de acessibilidade das instituições de educação superior, nas classes hospitalares e nos ambientes domiciliares, para a oferta dos serviços e recursos de educação especial.Precisa adotar programas de capacitação, supervisão e avaliação que sejam realizados deforma integrada e permanente. A formação implica um processo contínuo que precisa ir alémda presença de professores em cursos que visem mudar sua ação no processo ensino-aprendizagem. O professor precisa ser auxiliado no que diz respeito à reflexão sobre a suaprática, de sua ação, buscando aprimorar o ensino oferecido em sala de aula. Na inclusãoeducacional, torna-se necessário o envolvimento de todos os membros da equipe escolar noplanejamento de ações e programas voltados à temática. Docentes, diretores e funcionáriosapresentam papéis específicos, mas precisam agir coletivamente para que a inclusão escolarseja efetivada nas escolas. Por outro lado, torna-se essencial que esses agentes dêemcontinuidade ao desenvolvimento profissional e ao aprofundamento de estudos, visando à
    • melhoria do sistema educacional. No que se refere aos diretores, cabe a eles tomar asprovidências correspondentes e essenciais para efetivar a construção do projeto de inclusão,envolvendo-se na organização de reuniões pedagógicas, desenvolverem ações voltadas aostemas relativos à acessibilidade universal, às adaptações curriculares, bem como convocarprofissionais externos para dar suporte aos docentes e às atividades programadas. Além disso,o administrador necessita ter uma liderança ativa, incentivar o desenvolvimento profissionaldocente e favorecer a relação entre escola e comunidade e ainda na busca da disponibilizaçãodos meios e recursos para a integração dos alunos com necessidades especiais.
    • 5- CONSIDERAÇÕES FINAISConsiderando que a atenção dada à Educação Inclusiva ainda tem sido pouco vivenciada nasescolas atuais, buscamos apontar soluções para que essa proposta possa ser vivenciada, e paraque isso aconteça precisa-se que haja interesse, novas maneiras de conhecer e assimilartécnicas educacionais dentro da escola, para que reflita na sociedade de forma positiva, pois,devemos ser sujeitos de ocorrência e não apenas de constatações.As principais análises marcaram que a educação inclusiva ainda é vista pelos profissionaisenvolvidos sob diferentes aspectos. O posicionamento da maioria deles evidencia umaposição favorável à inclusão dos alunos com necessidades na educação comum, talvez pelofato de esse tema estar sendo até observado e discutido no momento, pareceu valorizado.Docentes e diretores parecem crer que a educação inclusiva é uma proposta viável, mas que,para ser efetivada, necessita de profundas transformações na política e no sistema de ensinovigente. Os resultados mostraram que os professores estão cientes de não estarem preparadospara a inclusão, não aprenderam as práticas educacionais essenciais à promoção da inclusão eprecisariam do apoio de especialistas.Os participantes reconheceram a importância de uma educação democrática, que atenda àtotalidade dos educandos; no entanto, apontaram que os órgãos administrativos competentesdevem tomar as providências necessárias, incluindo a participação ativa de educadores, dospais e da sociedade para proporcionar aos indivíduos com deficiências um ensino adequado àssuas necessidades específicas.
    • REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASBRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília: Imprensa Oficial,1988.BRASIL. Declaração de Salamanca e linha de ação sobre necessidades educativasespeciais. Brasília: UNESCO, 1994.BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial. Política Nacional deEducação Especial. Brasília: MEC/SEESP, 1994.BRASIL (1996). Ministério da Educação e do Desporto. Lei de diretrizes e bases daeducação nacional. Brasília, DF.