Inf historia 9

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  • 1. Boletim Informativo Ano 3 Número 9 Agosto de 2009 A educação básica no Brasil editorial O curso de História da Funedi/UEMG foi implantado em 2001, e educação, contudo, carece pensar o que é possível para nós, professores desde então regularmente tem levado ao mercado de trabalho pro- e futuros professores, fazer para tentar reduzir os impactos destas defici- fissionais licenciados em História, e com habilidade para traba- ências. Uma importante medida por parte dos graduandos consiste em lhar em outras disciplinas como Sociologia, Filosofia e Geogra- inteirar-se acerca da realidade escolar brasileira, e realmente vivenciar o fia. Um grande número dos antigos alunos de História da Funedi período de estágio, para ser um agente de transformação. trabalha atualmente na rede de ensino fundamental e ensino mé- Deixamos como palavra de questionamento nesse número do nosso dio. Diante disto, é importante pensar sobre a situação da educa- boletim a questão da educação de qualidade. Frente à chamada crise das ção básica em nosso país. licenciaturas é necessário que docentes e discentes discutam essa ques- Durante os relatos de estágio, além da tão mencionada questão disci- tão em salas de aulas, corredores e na vida cotidiana. Deixamos, portan- plinar, é cada vez mais pertinente o problema de alunos que chegam ao to, a pergunta: qual a melhor educação para um país melhor? ensino fundamental e médio com deficiências graves de aprendizado. Dentre elas a incapacidade de ler e interpretar um texto simples como este. Gustavo Oliveira Fonseca, discente 8º Período de História Este problema sem dúvida reflete carências do Estado para com a João Ricardo Ferreira Pires, coordenador do Curso de História Rodoviária artigo A rodoviária é um espaço onde podemos observar os diferentes zer de ver nos embarques e desembarques as reações e atitudes dos usu- comportamentos das pessoas. Gente que chega trazendo a alegria ários. Para os marinheiros de primeira viagem a emoção é redobrada do reencontro, gente que parte, deixando rolar lágrimas de tristeza com o anúncio de partida através do alto falante, geralmente por um numa clara demonstração da necessidade do contato com o seme- locutor frustrado de voz empolada, que vê nesse trabalho sua realização lhante. A rodoviária passa a ser um local onde os sentimentos se profissional. manifestam. Na tristeza da partida a esperança do retorno breve, restan- Momentos eternizados na lembrança de entes queridos que partem do somente recordações dos bons momentos. Na chegada, a alegria do reen- na incerteza do retorno, ou uma despedida para uma viagem breve que contro e o prazer sem medida de se ter a pessoa querida novamente junto. parece durar cem anos. Na chegada tudo é diferente. A alegria de algu- Pessoas de todos os níveis sociais se cruzam neste espaço, e pelo mas pessoas chama a atenção pela euforia do reencontro, pela emoção menos por alguns instantes as diferenças são deixadas de lado. Não há de um beijo, um abraço, um riso alto. pobre nem rico, todos ficam a mercê de um objetivo comum. A rodoviá- Há um certo romantismo em determinados momentos que lembram ria é também um local onde amizades se formam. Uma simples conversa cenas hollywoodianas famosas de despedidas. Um espaço compartilha- com quem até então não conhecíamos, torna-se às vezes o início de um bom do por um sem-número de pessoas, cada qual com suas alegrias, seus relacionamento. Pessoas humildes transitam pelas plataformas e não raro problemas, suas angústias e seus desejos. Um lugar onde se observam as encontramos idosos de municípios menores que vem em busca de atendi- diferenças culturais, regionais e suas particularidades, mas independen- mento médico e ficam a espera que alguém chegue perto para então contar temente disto, todos fazem a sua viagem, de ida ou de volta. suas histórias, seus dilemas, como se isto fosse um remédio para suas dores. Um espaço onde algumas pessoas simplesmente freqüentam pelo pra- Sérgio Vendramini , discente do 8º Período de História Modelo Historiográfico brasileiro nos meados do século XIX artigo Percebemos claramente que a historiografia brasileira teve inicio no religião e não civilizado, portanto também encaixava dentro do projeto século XIX, com autores de origem estrangeira como Rugendas, Frans- civilizador europeu. O modelo para essa sociedade civilizada deveria ser cisco Adolfo Varnhagen, Von Martius e outros. A temática buscada transplantado das nações européias diretamente para o Brasil. Pensava-se por esses autores é a formação da nação e da nacionalidade. O Brasil que era possível tornar o Brasil como os países europeus, entendendo-se nesse período busca um modelo. E o modelo apresentado é o modelo que o remédio para os males sociais brasileiros seria aplicar soluções eu- europeu arraigado em preconceitos e olhares estranhos. Vê-se claramente a ropéias para a nação que se estava formando. influência das teorias históricas que surgem neste momento, tais como o Os temas e propósitos da historiografia brasileira nasceram no século positivismo de autores alemães e outros que demonstram que a história é XIX. A centralização do poder na mão de um monarca em terras brasilei- feita pelos grandes homens, pelos grandes personagens. ras a partir de 1808 foi determinante para a criação do sentimento de per- No Brasil, na construção historiográfica, elegeu-se a narrativa de per- tencimento e reconhecimento da nacionalidade. Uma história nacional pres- sonagens cujos papéis eram diferentes dos elencados pelo modelo euro- supõe um passado comum, heróis, datas, personagens, conjunturas, políti- peu. O homem branco de origem européia era o personagem principal. A cas, econômicas, sociais, culturais, políticas, etc. que são criados ao longo matriz européia era a matriz civilizatória, que deveriam dar um controle a do tempo. barbárie. Os outros personagens, o índio e o negro são relegados a papéis O que nos interessa analisar é o modelo escolhido pelos principais menos importantes. Chega a se falar que eles tiveram papéis secundários autores (que nem sempre tiveram a preocupação de escrever história) que servindo como mão de obra, e necessitando de tutela. Nos textos historio- fazem parte dessa historiografia nascente. Rugendas, Von Martius, Var- gráficos se percebe claramente que o europeu era tido como elemento ca- nhagen e outros faziam a análise da realidade vivida no Brasil (que, aliás, talisador promotor do processo civilizador e modernizador da sociedade. nem existia ainda como nação) através de seus filtros culturais tipicamente Os temas colocados nos textos destes primeiros escritores da história europeus tendo nestes o modelo para se escrever uma história com o intui- nacional brasileira demonstravam preocupação com a miscigenação do to de agregar aqueles que consideravam personagens “ativas”, “progres- povo brasileiro, pois entendiam que o que atrapalhava o desenvolvimento sistas” e “civilizadoras”. Para eles quem construía a história eram os gran- da nação era esse excesso de miscigenação, por isso os adeptos das teorias des homens, através de seus grandes feitos, homens dotados de uma inte- eugenistas européias entendiam que era preciso “branquear” a população. ligência e cultura superior. O modelo para isso eram os europeus que ti- Entendiam que o negro era um elemento degenerativo da sociedade, tido nham construído suas nações através de lutas contra povos considerados como preguiçoso, sem possibilidade de tomar conta de seu próprio destino bárbaros, implantando a religião católica. necessitando da tutela branca de matriz européia. Quanto ao índio a visão não era muito diferente. Ele era visto como incapaz, selvagem, rude, sem Geraldo Henrique de Mesquita, discente do 8º período de História
  • 2. informes Chamadas de artigos e trabalhos Ode ao aspirante Historiador poema A Revista Brasileira de História & Ciências Sociais (ISSN Academia... Conhecimento... Estudo... 2175-3423) receberá até 30 de Setembro de 2009 trabalhos para O saber: o alimento da alma. compor seu segundo número a ser lançado em 07 de dezembro Os ignorantes estão alheios ao devaneio, de 2009. No site da revista encontram-se as Normas de Publi- Enquanto os “loucos” exclamam e batem palma. cação: www.rbhcs.com. Os trabalhos deverão ser enviados para: Aluno... Estudante... “bicho conspirador por natureza” revistabhcs@yahoo.com.br Quantas dúvidas! Quantos sonhos! Quantas pretensões e ambições! Será um dia eu e todos realizaremos nossos planos? A Revista Eletrônica Cadernos de História da UFOP lança a cha- Talvez sim... Talvez não... mada de trabalhos para a edição ano IV nº 2, com seção temática de Mas, que diferença isso faz ao mundo que conclamo? artigos República, Democracia e Cidadania. O prazo para envio de trabalhos se encerra no dia 31 de agosto de 2009. Informações no O que interessa é o desejo movedor site: www.ichs.ufop.br/cadernosdehistoria/chamada.php Encontrar um norte e usá-lo como provedor A vontade de acordar toda manhã e viver intensamente A revista Antíteses está aberta ao recebimento de contribuições Seja para lutar por uma causa ou por um amante para seu dossiê “Práticas culturais: Perspectivas da diversidade”, cor- Sentir a necessidade de mostrar à vida respondente ao v. 3, n. 5, jan.-jun. de 2010. A chamada de se encerra Que a ama e quer levá-la adiante... no dia 31 de outubro do corrente. Site: www.uel.br/revistas/uel/ Ser intenso... Apaixonado... Apesar da constante dúvida pairante... index.php/antiteses. E-mail: antiteses@uel.br E essa dúvida é o eixo condutor de tudo no universo Pois, se há certeza não há busca... A revista Histori@as do nosso curso está aberta a contribuições E sem busca, só há vazio no que expresso... de temas livres até o dia 31 de setembro. O fluxo de recebimento será Assim, só me restaria a melancolia tabulada contínuo. E-mail para mandar os artigos: revistahistorias@gmail.com De uma vida rotulada Sem graça e nada conturbada Ave ao caos, o cume imperioso do engrandecimento Editais de mestrados abertos Enveredando a razão e o mais basilar sentimento – UFOP (Ouro Preto): http://www.ichs.ufop.br/pgh/ O amor... – UFU (Uberlândia): ppghis@inhis.ufu.br O amor pela vida... – CPDOC/FGV: em História, Política e Bens Culturais. As inscri- Oh! Esse sim... provoca dor.... ções vão até 19 de outubro de 2009. Estrutura curricular dos cursos, Incendeia o corpo e a mente... editais e fichas de inscrição:www.fgv.br/cpdoc/cursos/pos. Muitas vezes leva ao temor... Mas, no fim é unicamente... O instrumento mais incauto e controlador... Congressos e Seminários Do verdadeiro historiador! II Colóquio Internacional Antigos e Modernos - antigos, moder- Patrícia Costa nos, selvagens: diálogos franco-brasileiros de História e Antropolo- Discente do 8º período de História gia Organizado pelo Museu Paulista (MP) e pela Faculdade de Filo- sofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), ambos da USP. O coló- quio acontece de 8 a 11 de setembro. Mais informações: (11) 2065- 8075 ou pelo site www.mp.usp.br. IV Congresso Internacional de História: 9 a 11 de setembro na Universidade de Maringá. Informações: www.pph.uem.br/cih Arquivo Histórico de Pitangui Jornal Gazeta de Minas palavra dos alunos O Arquivo Histórico de Pitangui surgiu no ano de 2004, a Fundado no final do império, em 1887, o Jornal Gazeta de Minas partir da iniciativa da Prefeitura local e da Funedi/UEMG. O é o mais antigo jornal mineiro ainda em funcionamento. Suas pági- Projeto visa a Conservação e Organização do Arquivo Judicial nas constituem uma excelente fonte para pesquisa com matérias que da Câmara Municipal de Pitangui produzido durante os sécu- abrangem não só Oliveira, sua cidade de origem, mas relacionadas ao los XVIII e XIX. país e também ao exterior. Seu acervo encontra-se digitalizado con- A documentação referente ao século XVIII já se encontra tendo 35 mil imagens das páginas originais com acesso livre para organizada e disponível para consultas. O arquivo funciona na pesquisa no site: www.gazetademinas.com.br. A sede do Jornal fun- Rua Martinho Campos nº 178, no centro de Pitangui. O horá- ciona na Rua Francisco Cambraia Campos, 135, Edifício Monsenhor rio de funcionamento é das 9 às 16 horas de terça a quinta- Leão – Centro - Oliveira MG. Vale a pena conferir e refletir sobre o feira. fazer História por meio dos jornais. Moisés Nathan Silva, discente do 8º período de História Viviane Reis Soares, discente do 8º período de História expediente Boletim Informativo do Curso de História da FUNEDI/UEMG – Ano 3 – Número 9 – Agosto de 2009 – Editores deste número: João Ricardo Pereira Pires e Gustavo Oliveira Fonseca – Colaboração: Geraldo Henrique de Mesquista, Moisés Nathan Silva, Patrícia Ana Costa Silva, Sérgio Vendramini e Viviane Reis Soares – Diagramação: Daniela Couto – Revi- são: Elvis Gomes (Assessoria de Comunicação da FUNEDI/UEMG) – Contatos: historia@funedi.edu.br – (37) 3229-35 69 – Avenida Paraná, 3001, bairro Jardim Belvedere, CEP 35501-170, Divinópolis (MG)