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  • 1. BIOGRAFIAS 1. PIAGET 2. ALICIA FERNàNDEZ 3. SARA PAÍN 4. JORGE VISCA 5. ENRIQUE PICHON RIVIÉRE 6. CARL GUSTAVE JUNG 7. DONALD WOODS WINNICOTT 8. EDGAR MORIN 9. CONSTANCE KAMII 10. SIGMUND FREUD 11. EMILIA FERREIRO
  • 2. 1 .
  • 3. idade. Após formar-se, Piaget foi para Zurich, onde trabalhou como psicólogo experimental. Lá ele freqüentou aulas lecionadas por Jung e trabalhou como psiquiatra em uma clínica. Essas experiências influenciaram-no em seu trabalho. Ele passou a combinar a psicologia experimental - que é um estudo formal e sistemático - com métodos informais de psicologia: entrevistas, conversas e análises de pacientes. Em 1919, Piaget mudou-se para a França, onde foi convidado a trabalhar no laboratório de Alfred Binet, um famoso psicólogo infantil que desenvolveu testes de inteligência padronizados para crianças. Piaget notou que crianças francesas da mesma faixa etária cometiam erros semelhantes nesses testes e concluiu que o pensamento lógico se desenvolve gradualmente. O ano de 1919 foi um marco em sua vida. Piaget iniciou seus estudos experimentais sobre a mente humana e começou a pesquisar também sobre o desenvolvimento das habilidades cognitivas. Seu conhecimento de Biologia levou-o a enxergar o desenvolvimento cognitivo de uma criança como sendo uma evolução gradativa. Em 1921, Piaget voltou à Suíça e tornou-se diretor de estudos no Instituto J. J. Rousseau da Universidade de Genebra. Lá ele iniciou o maior trabalho de sua vida, ao observar crianças brincando e registrar meticulosamente as palavras, ações e processos de raciocínio delas. Em 1923, Piaget casou-se com Valentine Châtenay, com quem teve três filhas: Jacqueline (1925), Lucienne (1927) e Laurent (1931). As teorias de Piaget foram, em grande parte, baseadas em estudos e observações de seus filhos que ele realizou ao lado de sua esposa.
  • 4. Fase 1: Sensório-motor No estágio sensório-motor, que dura do nascimento ao 18º mês de vida, a criança busca adquirir controle motor e aprender sobre os objetos físicos que a rodeiam. Esse estágio se chama sensório-motor, pois o bebê adquire o conhecimento por meio de suas próprias ações que são controladas por informações sensoriais imediatas. Fase 2: Pré-operatório No estágio pré-operatório, que dura do 18º mês aos 8 anos de vida, a criança busca adquirir a habilidade verbal. Nesse estágio, ela já consegue nomear objetos e raciocinar intuitivamente, mas ainda não consegue coordenar operações fundamentais. Fase 3: Operatório concreto No estágio operatório concreto, que dura dos 8 aos 12 anos de vida, a criança começa a lidar com conceitos abstratos como os números e relacionamentos. Esse estágio é caracterizado por uma lógica interna consistente e pela habilidade de solucionar problemas concretos. Fase 4: Operatório formal No estágio operatório formal – desenvolvido entre os 12 e 15 anos de idade – a criança começa a raciocinar lógica e sistematicamente. Esse estágio é definido pela habilidade de engajar-se no raciocínio abstrato. As deduções lógicas podem ser feitas sem o apoio de objetos concretos. No estágio das operações formais, desenvolvido a partir dos 12 anos de idade, a criança inicia sua transição para o modo adulto de pensar, sendo capaz de pensar sobre idéias abstratas.
  • 5. Conclusão: Em seus estudos sobre crianças, Jean Piaget descobriu que elas não raciocinam como os adultos. Esta descoberta levou Piaget a recomendar aos adultos que adotassem uma abordagem educacional diferente ao lidar com crianças. Ele modificou a teoria pedagógica tradicional que, até então, afirmava que a mente de uma criança é vazia, esperando ser preenchida por conhecimento. Na visão de Piaget, as crianças são as próprias construtoras ativas do conhecimento, constantemente criando e testando suas teorias sobre o mundo. Ele forneceu uma percepção sobre as crianças que serve como base de muitas linhas educacionais atuais. De fato, suas contribuições para as áreas da Psicologia e Pedagogia são imensuráveis. Fonte: http://www.10emtudo.com.br/artigos_1.asp? CodigoArtigo=68&Pagina=1&tipo=artigo De volta para o topo 2 . ALICIA FERNàNDEZ Nasceu em Buenos Aires em 1944, filha de pai espanhol e mãe italiana. Estudou psicopedagogia na Universidade de El Salvador. Estudou psicologia na Universidade de Buenos Aires, onde teve contato com a psicanálise através de Pichon Rivière e Bleger, professores que lecionavam naquela faculdade, pouco antes de 1966. Participou dos movimentos que na década de 60 traziam um requestionamento do lugar da mulher.
  • 6. Após seus estudos começa a trabalhar como Orientadora Educacional (desde 1962 a 1974), trabalhando com a população carente. Atualmente é Supervisora das atividades psicopedagógicas em numerosos hospitais públicos e privados da cidade de Buenos Aires. Assessora de atividades psicopedagógicas em diferentes instituições educativas e de saúde no Brasil (São Paulo, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Fortaleza e Goiana) e na Argentina ( Buenos Aires, Córdoba, San Juan e Rio Negro). Coordenadora de "Grupos de Tratamento Psicopedagógico Didático para Psicopedagogos" em Buenos Aires, São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre) ( Experiência grupal com base psicanalítica de revisão da modalidade de aprendizagem e ensino do psicopedagogo e do professor). Diretora da "Escuela Psicopedagógica de Buenos Aires" a nível de pós-graduação ( Escola de Formação em Psicopedagogia Clínica para psicólogos, médicos, pedagogos, fonoaudiólogos e psicopedagogos). Diretora da Pesquisa e/ou Investigação "Fatores possibilitadores de aprendizagem na população com Necessidades Básicas Insatisfeitas" (aprovada pelo Ministério de Saúde e Accion Social de Argentina ). Autora dos livros "A Inteligência Aprisionada"e "A mulher Escondida na Professora". Alicia Fernández, entende a psicopedagogia como uma disciplina com um objeto próprio: a autoria do pensamento e como um acionar dirigido a sujeitos, por ela conceitualizados como "aprendente" e "ensinante". Possuidora de uma larga experiência de trabalho com famílias, grupos e instituições de saúde e educação, construiu um modelo próprio de diagnóstico psicopedagógico chamado DIFAJ (Diagnóstico Interdisciplinar Familiar de Aprendizagem em uma só jornada), utilizando-o em diversos hospitais públicos e privados de vários países latino-americanos. Inicia suas pesquisas, através do trabalho de Sara Pain, dando continuidade a partir de investigações próprias, enfatizando o trabalho com grupos de crianças e adolescentes com problemas de aprendizagem.
  • 7. psicanalítica as questões da inteligência e simultaneamente, abrir as reflexões sobre a inteligência das questões do inconsciente) Na Argentina a psicopedagogia é uma carreira de graduação, com duração aproximada de 5 anos. As primeiras faculdades de psicopedagogia começaram a criar-se na mesma década que se criaram as primeira carreiras de psicologia, autônomas de Filosofia e Letras. Fonte: http://www.cepai.com.br/v2/sobre_personalidades.html#Anna De volta para o topo 3 . SARA PAÍN Sara Paín é uma psicóloga argentina (nascida em 1931, Buenos Aires). Doutora em Filosofia pela Universidade de Buenos Aires e em Psicologia pelo Instituto de Epistemologia Genética de Genebra. Foi professora de psicologia na Universidade Nacional de Buenos Aires e Mar del Plata por quinze anos. Por motivos políticos teve de se exilar na França, onde reside desde 1977. Foi professora da Universidade Paris XIII e da Faculdade de Psicologia em Tolouse. Também trabalhou para a Unesco em missões de assessoria relacionadas a problemas de inteligência e aprendizagem. Atualmente, participa da formação e pesquisa em várias universidades e centros de educação na França, no Brasil e na Argentina. No Brasil, foi consultora científica do projeto Geempa (Grupo de Estudos Educacionais e Motivacionais de Porto Alegre) e do Cevec (Centro de Estudos Educacionais Vera Cruz e da Escola Experimental), em São Paulo. T ambém desenvolveu várias atividades e ministrou o curso "A função da ignorância na construção do conhecimento". Obras • Diagnóstico e tratamento dos problemas de aprendizagem (tradução no Brasil de 1985) • A Função da ignorância (tradução no Brasil de 1999) • Psicometria genética (tradução no Brasil de 1992) • Teoria e técnica da arte-terapia (Co-autoria com Gladys Jarreau) • A gênesis do inconsciente • Psicopedagogia operativa
  • 8. Bibliografia • Encontros com Sara Paín, (2a. ed. 2005) Diagnóstico e Tratamento dos Problemas de Aprendizagem A Função da Ignorância Psicometria Genética Psicometria Genética Fontes: http://pt.wikipedia.org/wiki/Sara_Pa%C3%ADn http://www.planetanews.com/autor/SARA%20PAIN De volta para o topo
  • 9. 4 . JORGE VISCA Jorge Pedro Luiz Visca nasceu em Baradero, província de Buenos Aires, em 14 de maio de 1935. Cursou o bacharelado no Colegio Nacional de San Pedro, Província de Buenos Aires e o magistério na Escuela Normal de Profesores Mariano Acosta da Capital Federal. Graduou-se em Ciências da Educação em 1966, na Facultad de Filosofia Y Letras da Universidad Nacional de Buenos Aires. Foi psicólogo social, formado na Escuela Privada de Enrique Pichon Rivière, em 1971. Fundou os Centros de Estudos Psicopedagógicos de Buenos Aires, de Misiones, do Rio de Janeiro, de Curitiba, de São Paulo e de Salvador. Realizou numerosas publicações em seu país e no estrangeiro e participou de congressos internacionais representando a Argentina. Foi membro de jurados para eleição de docentes nas Universidades de Buenos Aires, Lomas de Zamora e Comahue. Foi membro do corpo editor de: Aprendizaje Hoy (Argentina) e Publicações especializadas de Brasil: revista Brasileira de Pesquisa em Psicologia, Revista Psicologia – USP e Revista Grupal da Federação Latinoamericana de Psicoterapia Analítica de Grupo. Trabalhou como consultor e assessor na formação de profissionais em diversos Centros de Estudos Psicopedagógicos, em universidades no Brasil e na Argentina. Publicou seu primeiro livro - Clínica psicopedagógica - em 1985, traduzido para o português em 1987. Criador da Epistemologia Convergente linha que propõe um trabalho clínico utilizando-se da integração de três linhas da Psicologia: Escola de Genebra (Psicogenética de Piaget), Escola Psicanalítica (Freud) e Psicologia Social (Enrique Pichon Rivière). Faleceu em 2000. VISCA, Jorge. El diagnostico operatório em la pratica psicopedagogica. Buenos Aires. Ag. Serv. G. 1995. __________. Psicopedagogia: novas contribuições. Organização e tradução Andréa Morais, Maria Isabel Guimarães. Rio de Janeiro: Nova fronteira, 1991. Fonte: http://www.psicopedagogiabrasil.com.br/biografia_jorge_visca.htm
  • 10. De volta para o topo 5 . ENRIQUE PICHON RIVIÉRE Enrique Pichon Riviére nasceu em Genebra (Suiça) em 25 de junho de 1907, morreu em Buenos Aires em 16 de junho de 1977. Aos seus três anos de idade mudou-se para a Argentina com sua família. A razão da imigração de Enrique juntamente com seus cinco irmãos, com o pai Alfonso e a mãe Josefina é desconhecida. De qualquer forma, o pai fixara-se na província de Corrientes onde iniciou seus trabalhos como cultivador de algodão. Vale lembrar que, dado o contexto de Pichón em sua infância, aprendeu primeiro a falar em francês, depois em guarani e por último em espanhol. Na cidade de Goya, em Corrientes, teve seu primeiro contato com a obra de Freud, na escola secundária. Em Goya é um dos fundadores do Partido Socialista de Goya. Estuda medicina em Rosario onde tem seu primeiro emprego como instrutor de hábitos seguros em um prostíbulo. O contexto de Enrique era cercado por sua família de costumes europeus e pelos seus vizinhos, na maior parte nativos guaranis e negros africanos. Esta diversidade cultural é refletida na vida acadêmica de Enrique, que sempre buscava a articulação de diferentes pontos de vista de um mesmo fenômeno. Como estudante de medicina articula a então concepção moderna à época : a psicossomática. Na Psiquiatria inclui todos os desafios da Psiquatria Dinâmica e da Psicanálise e como Psicanalista incentiva seus colegas a trabalharem com a loucura, a psicose. Inicia seus trabalhos como psiquiatra no Asilo de Torres, para oligofrênicos. Depois trabalha no Hospício das Mercedes (hoje Neuropsiquiátrico José Tomás Borda), onde permacene por quinze anos. Neste hospício seu primeiro trabalho foi o treinamento dos enfermeiros para o trato com os pacientes. Lá desenvolveu o Grupo Operativo, onde discutia com os enfermeiros casos psiquiátricos do hospício. Pichón afirma a grande valia de conceitualizar aos enfermeiros toda a prática que eles assimilaram ao longo daqueles anos no hospício.
  • 11. Pichón participa ativamente como intelectual de vanguarda dos movimentos culturais da época. Enrique não restringia seu fazer a uma determinada área, enquanto médico dedicava-se à crítica artística e a análise do surrealismo e do dadaísmo. Seu pionerismo ao inserir a Psiquiatria Dinâmica na medicina é acompanhado de sua iniciativa em fundar, juntamente com outros psicanalistas, a APA (Associação Psicanalítica Argentina). Isto possibilitou na Argentina o estudo da psicossomática, da psicanálise de grupo, da Análise Institucional e ainda do Trabalho Comunitário. Progressivamente Pichón vai deixando a concepção da Psicanálise Ortodoxa e concentra-se nos grupos da sociedade, onde desenvolve um novo enfoque epistemológico que o levará à Psicologia Social, a qual concebe como sendo a democratização da Psicanálise, em sua obra "Del psicoanálisis a la psicología social". Fontes: http://www.psicopedagogiabrasil.com.br/biografia_pichon_riviere. htm http://www.geocities.com/pichon_br/bio.htm De volta para o topo 6 . CARL GUSTAVE JUNG O fundador da escola analítica de Psicologia Carl Jung foi um dos maiores psiquiatras do mundo. Fundador da escola analítica de Psicologia, ele introduziu termos como extroversão, introversão e o inconsciente coletivo. Jung ampliou as visões psicanalíticas de Freud, interpretando distúrbios mentais e emocionais como uma tentativa do individuo de buscar a perfeição pessoal e espiritual. Vida Carl Jung nasceu no dia 26 de julho de 1875, no vilarejo de Kesswil, na Suíça. Ele era o filho mais velho e o único a sobreviver. Filho de um pastor, Jung também tinha mais oito tios que eram pastores. O contato de Jung com a religião influenciou profundamente seu trabalho. Quando Jung era criança, sua mãe desenvolveu um distúrbio nervoso,
  • 12. provavelmente por conseqüência das dificuldades que enfrentava em seu casamento, e foi hospitalizada por alguns meses. Jung foi uma criança muito solitária. Sua família mudou-se diversas vezes durante sua infância, e sua irmã somente veio a nascer quando ele já estava com nove anos. Assim, ele acabou desenvolvendo uma tendência a sonhar e fantasiar. Suas fantasias de infância se tornaram sua grande influência em seu trabalho. Jung passou sua adolescência convivendo em meio aos conflitos internos religiosos, e encontrou consolo em seus estudos sobre a filosofia. Após terminar a escola, Jung entrou para a Universidade de Basil. Em 1902, formou-se em medicina, com um amplo conhecimento em biologia, zoologia, paleontologia e arqueologia. Em 1903, Jung casou-se com Emma Rauschenbach, que o ajudou em seu trabalho até vir a falecer, em 1955. Jung acompanhava de perto as publicações de Freud. Em 1905, Jung tornou-se professor de psiquiatria da Universidade de Zurich, na mesma época em que ocupava o cargo de médico superior em uma clínica psiquiátrica. Jung conduziu uma pesquisa que visava o estudo das reações da psique de pacientes mentais, dando início ao seu trabalho sobre associação de palavras. Nesta experiência, Jung apresentava uma lista de palavras, uma por vez, e o paciente tinha que responder com a primeira palavra que lhe viesse em sua mente. Caso o paciente hesitasse indevidamente antes de responder ou expressar uma emoção, isso indicava que a palavra revelava o que Jung chamava de “complexo” na pessoa – um termo que a partir de então se tornou universal. Os estudos de Jung sobre complexos lhe trouxeram reconhecimento mundial. Publicou trabalhos a respeito do assunto e um livro chamado “A Psicologia da Demência Precoce”, no qual apoiava algumas das teorias de Freud. Quando Freud entrou em contato com o trabalho de Jung, em 1907, Freud o convidou para visitá- lo em Viena. O encontro deu início a uma amizade profissional e pessoal que durou cerca de seis anos. Freud via em Jung seu sucessor, a pessoa que pudesse dar continuidade às suas idéias, tendo inclusive o chamado de filho, em uma carta. Em 1912, por insistência de Freud, Jung tornou-se presidente da Sociedade Psicanalítica Internacional. Apesar da amizade, Jung não adotou várias das teorias de Freud, especialmente a de que os problemas sexuais são a base para todas as neuroses, ou a visão de Freud do complexo de Édipo. Jung tinha sua própria linha de pensamento, e em 1914, devido às divergências de opiniões, a amizade entre os dois foi quebrada. Jung desistiu da presidência da Sociedade Internacional de Psicanálise e co- fundou um movimento chamado Psicologia Analítica. Durante seus 50 anos remanescentes Jung desenvolveu suas teorias, baseando- se na mitologia, história, viagens e suas próprias fantasias e sonhos de infância. Jung, em suas longas viagens ao Quênia, Tunísia, ao Deserto do Saara, Novo México e Índia, entre outros lugares, estudou diferentes culturas e seus povos. Nestas viagens, Jung formulou sua teoria do inconsciente coletivo, desenvolvendo uma distinção entre este e o inconsciente pessoal. Em 1921, Jung publicou seu trabalho principal, Tipos Psicológicos, que trata o relacionamento entre o consciente e o inconsciente e propõe os tipos de personalidade: introvertido e extrovertido - termos que se tornaram parte de nosso vocabulário. Jung escreveu muito, especialmente sobre métodos analíticos e o relacionamento entre a psicoterapia e a crença religiosa. Seus conceitos e métodos são difundidos por todo o mundo.
  • 13. Jung morreu no dia 6 de junho de 1961, em Küsnacht. SUA OBRA Tipos de Personalidade Jung desenvolveu e introduziu os conceitos de extroversão e introversão para o estudo dos tipos de personalidades. Jung via a atividade de uma personalidade extrovertida direcionada ao mundo externo e a de pessoas introvertidas voltada para dentro do indivíduo. O extrovertido, segundo o tipo de personalidade de Jung, é uma pessoa ativa que fica mais satisfeita quando está cercada por pessoas. Quando esta característica é levada a um extremo, o comportamento é uma fuga irracional para a sociedade. Por outro lado, o introvertido é em geral um indivíduo contemplativo, que aprecia a solidão e a vida íntima das idéias e imaginação. Quando tal característica é levada a um extremo, o mundo de fantasia e intimidade do introvertido torna-se mais importante para o indivíduo do que a verdadeira realidade. Em relação à terapia, Jung acreditava que seu objetivo era o de reconciliar os diversos estados da personalidade dentro das pessoas (como a de introversão e extroversão, entre outras), de atingir a harmonia entre o inconsciente pessoal e o inconsciente coletivo e também a harmonia entre o inconsciente e o consciente. O objetivo da terapia é o alcance da individualidade por parte do paciente. O Inconsciente Coletivo Uma das teorias pela qual Jung é mais reconhecido é a teoria do inconsciente coletivo. Essa teoria foi adotada somente por algumas escolas psicológicas. Segundo Jung, o inconsciente coletivo não deve sua existência a experiências pessoais; ele não é adquirido individualmente. Jung faz a distinção: o inconsciente pessoal é representado pelos sentimentos e idéias reprimidas, desenvolvidas durante a vida de um indivíduo. O inconsciente coletivo não se desenvolve individualmente, ele é herdado. É um conjunto de sentimentos, pensamentos e lembranças compartilhadas por toda a humanidade. O inconsciente coletivo é um reservatório de imagens latentes, chamadas de arquétipos ou imagens primordiais, que cada pessoa herda de seus ancestrais. A pessoa não se lembra das imagens de forma consciente, porém, herda uma predisposição para reagir ao mundo da forma que seus ancestrais faziam. Sendo assim, a teoria estabelece que o ser humano nasce com muitas predisposições para pensar, entender e agir de certas formas. Por exemplo, o medo de cobras pode ser transmitido através do inconsciente coletivo, criando uma predisposição para que uma pessoa tema as cobras. No primeiro contato com uma cobra, a pessoa pode ficar aterrorizada, sem ter tido uma experiência pessoal que causasse tal medo, e sim derivando o pavor do inconsciente coletivo. Mas nem sempre as predisposições presentes no inconsciente coletivo se manifestam tão facilmente. Os arquétipos presentes no inconsciente coletivo são universais e idênticos em todos os indivíduos. Estes se manifestam simbolicamente em religiões, mitos, contos de fadas e fantasias. Entre os principais arquétipos estão os conceitos de nascimento, morte, sol, lua, fogo, poder e mãe. Após o nascimento, essas imagens preconcebidas são desenvolvidas e moldadas conforme as experiências do indivíduo. Por exemplo: toda criança nasce com o arquétipo da mãe, uma imagem pré-formada de uma mãe, e à medida que esta criança presencia, vê e interage com a mãe, desenvolve-se então uma imagem definitiva. Conclusão Jung acreditava que na vida cada individuo tem como tarefa uma realização pessoal, o que torna uma pessoa inteira e sólida. Essa tarefa é o alcance da harmonia entre o consciente e o inconsciente.
  • 14. Jung explorou outras áreas da psicologia, tais como o desenvolvimento da personalidade, identificação de estágios da vida, as dinâmicas da personalidade, sonhos e símbolos, entre outras. Suas teorias tiveram um grande impacto sobre o campo da filosofia e são amplamente estudadas e praticadas até os dias de hoje. Fonte: http://www.10emtudo.com.br/artigos_1.asp? CodigoArtigo=53&Pagina=1&tipo=artigo De volta para o topo 7 . DONALD WOODS WINNICOTT Nasceu em 07 de Abril de 1896, Plymouth - Inglaterra, em um ambiente abastado. Depois de uma infância feliz, entrou para cambridge, e diz-se que foi uma fratura da clavícula que teria decidido a sua vocação médica. Depois de diplomado em 1923, exerceu a pediatria até a aposentadoria, no Paddington Green Children’s Hospital de Londres. Em 1930, iniciou uma análise pessoal e cinco anos depois foi admitido na sociedade Britânica de Psicanálise, da qual seria presidente por duas vezes. Melanie Klein, analista de sua mulher, lhe confiou o seu filho mais novo para psicoterapia. Devemos a Winnicott muitos trabalhos dedicados aos aspectos psicanalíticos do desenvolvimento da criança. Vamos citar Da pediatria à psicanálise (1957); A criança e sua família (1957); A criança e o mundo exterior (1957); Processos de maturação na criança (1965) e consultas terapêuticas em psiquiatria infantil (1971). Mas é principalmente conhecido por ter introduzido o conceito de objeto transacional em um artigo publicado em 1953, "Objetos transacionais e fenômenos transacionais". Nele, insistia na existência habitual, na criança de quatro a doze meses, de um objeto eletivo (lenço, guardanapo, ponta de lençol ou de travesseiro…)que a criança aperta contra si ou suga, especialmente quando adormece. Esse fenômeno, completamente normal, lhe permitiria passar do subjetivo para o objetivo, realizando a primeira transição entre a relação oral com a mãe e a verdadeira "relação de objeto". Menos conhecidos são os artigos polêmicos contra a sismoterapia, publicados por Winnicott no British medical Journal entre 1943 e 1947. Morreu em Londres a 25 de janeiro de 1971. Fonte: http://www.cepai.com.br/v2/sobre_personalidades.html#Donald De volta para o topo 8 . EDGAR MORIN
  • 15. Edgar Morin nasceu em Paris em 8 de julho de 1921, filho de Vidal Nahoum e Luna Beressi, judeus morando na França. É sociólogo, antropólogo, historiador e filósofo, considerado um dos maiores intelectuais contemporâneos. Diretor do Centro Nacional de Pesquisa Científica, fundador do Centro de Estudos Transdisciplinares da Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais de Paris. Sua trajetória de vida é marcada por um firme posicionamento no que se refere às questões cruciais de seu tempo, o que se reflete em grande parte da sua produção intelectual. É um pensador de expressão internacional, um humanista, preocupado com a elaboração de um método capaz de apreender a complexidade do real, tecendo severas críticas à fragmentação do conhecimento. Morin é um apaixonado pelas artes e ciências, extremamente polêmico. Ele nos propõe uma reforma do pensamento por meio do ensino transdisciplinar, capaz de formar cidadãos planetários, solidários e éticos, aptos a enfrentar os desafios dos tempos atuais. Defende a formação do intelectual polivalente. Sua obra múltipla é norteada pelo cuidado com um conhecimento não mutilado nem compartimentado, respeitando o singular ao mesmo tempo em que o insere em seu todo. Fonte: http://www.cepai.com.br/v2/sobre_personalidades.html#Edgar De volta para o topo 9 . CONSTANCE KAMII Natural de Genebra-Suiça. Filha de pais japoneses, viveu no Japão até os 18 anos, transferindo-se depois para os Estados Unidos, onde em 1955 bacharelou-se em Sociologia no Pomona College. Na Universidade de Michigan terminou o mestrado de Educação em 1957 e doutorou-se em Educação e Psicologia na mesma universidade em 1965. Aluna e colaboradora de Jean Piaget, fez diversos cursos de pós-doutoramento nas universidades de Genebra e de Michigan, ligados à Epistemologia Genética e a outras áreas educacionais relacionadas à teoria piagetiana e de outros pesquisadores. Autora de diversos trabalhos editados na Europa, Estados Unidos e Japão, a autora está atualmente desenvolvendo suas pesquisas na Escola de Educação do Alabama-USA. Constance Kamii trata das questões da natureza do número; objetivos para "ensinar"número; princípios de ensino; situações na escola que podem ser usadas pelos professores para "ensinar"número, a prática pedagógica de professores.
  • 16. Enfatiza a importância do conceito de quantidade e suas múltiplas aplicações na vida de nossas crianças, com todas as conseqüências pedagógicas. Parte da afirmação de Piaget "O jogo é um tipo de atividade particularmente poderosa para o exercício da vida social e da atividade construtiva da criança", assim pontua em seus trabalhos os jogos em grupo, como fator de importância para o desenvolvimento da capacidade cognitiva e interpessoal, sendo mais eficiente e prazeroso, ao invés de folhas de exercícios e atividades similares. "A crescente capacidade de jogar em grupo é uma conquista cognitiva e social de grande importância…que deve ser encorajada antes dos cinco anos e estimulada depois dessa idade". Fonte: http://www.cepai.com.br/v2/sobre_personalidades.html#Constance De volta para o topo 10 . SIGMUNG FREUD Médico neurologista e fundador da psicanálise, Freud apresentou ao mundo o inconsciente e explorou a mente humana. Sigmund Freud ficou conhecido como um dos maiores pensadores do século XX e o pai de muitas das teorias psicanalistas aplicadas atualmente. Freud explorou a psique, desenvolveu uma teoria de personalidade, estudou histeria, neuroses e sonhos, entre tantos trabalhos. SUA VIDA Sigmund Freud nasceu em 1856 na pequena cidade de Freiberg, na Morávia, então parte do Império Austro-Húngaro (atualmente é a República Checa). Seu pai, Jacob, era um modesto comerciante e sua mãe, Amália, era a terceira esposa de Jacob. Freud nasceu de uma família judaica e foi o primogênito de sete irmãos. Aos três anos de idade, a família Freud se mudou para Viena, devido ao aumento do anti-semitismo na Morávia. A cidade de Viena proporcionava aos judeus boas perspectivas econômicas, participação política e aceitação social. Desde pequeno Freud era brilhante nos estudos e primeiro da classe. Devido à sua performance acadêmica e uma preferência de sua mãe, Freud teve o privilégio de ter um quarto só para si, onde pode estudar em paz. Em 1873, aos 17 anos, Freud ingressou na faculdade de Medicina da Universidade de Viena. Nos anos de faculdade trabalhou em um laboratório de neurofisiologia, até sua formatura, em 1881. Em 1882, Freud conheceu e se apaixonou por Martha Bernays. Ficaram noivos secretamente até terem dinheiro suficiente para se casarem, o que veio a ocorrer quatro anos depois, em 1886, quando Freud já possuía um consultório particular. Tiveram seis filhos. A mais nova, Ana, confidente, secretária, enfermeira, discípula e porta-voz do pai, também se tornou uma eminente psicanalista.
  • 17. Antes de se casarem, Freud trabalhou durante seis meses em Paris com o neurologista francês Jean-Martin Charcot. Com este, observou o uso da hipnose no tratamento da histeria e viu estimulado seu interesse para os distúrbios mentais. Nos anos seguintes tornou-se especialista em doenças nervosas e fundamentou a teoria psicanalítica da mente. Freud obteve um grupo de admiradores e seguidores que se reuniam com ele semanalmente. Entre eles se encontravam Alfred Adler e Carl Jung, famosos psicanalistas que acabaram se desligando de Freud para desenvolver suas próprias linhas. O desligamento de Jung foi muito doloroso para Freud. Eram bons amigos e Freud via em Jung a pessoa que iria continuar a transmitir seu trabalho. A primeira Guerra Mundial teve um grande impacto em Freud e no movimento psicanalítico. O fim da guerra trouxe grandes modificações político-geográficas e os tratados foram particularmente severos com os países vencidos. Viena sofria de fome, frio e desespero. Voltaram as epidemias mortais, como tuberculose e gripe. Em 1920, Freud perdeu sua segunda filha, Sophie, vitima de uma epidemia. Afetado pela guerra e pela morte de sua filha, Freud escreveu "Além do Princípio do Prazer", onde ele reconheceu o instinto da morte. Em 1923, Freud passou pela primeira de uma série de cirurgias para extrair um tumor no palato. A partir desse momento Freud passou a ter dificuldades para falar, sentia dores horríveis e desconforto. Em 1930 publicou "Civilização e seus Descontentamentos", lançando um olhar pessimista e desiludido sobre a civilização moderna à beira da catástrofe. Com a ascensão de Hitler, Freud, já velho e cansado, não desejava sair de Viena. Em 1938, quando os Nazistas entraram em Viena, Freud, sendo judeu, não teve escolha, a não ser emigrar. Freud foi com sua família para Londres, onde passou o final de sua vida. SUAS TEORIAS No esforço de compreender melhor seus pacientes, Freud iniciou um difícil processo de auto-análise. Freud trabalhou com introspecção e interpretação de seus próprios sonhos. Em 1896, Freud utilizou pela primeira vez o termo psicanálise. Freud acreditava que histeria era uma forma de manifestação da neurose, na qual emoções reprimidas levariam aos sintomas da histeria. Estes sintomas poderiam desaparecer se o paciente conseguisse expressar as emoções reprimidas que lhe impediam de lidar com uma vida normal. Com isso, Freud trabalhou no desenvolvimento de formas que atingissem essas emoções reprimidas. Freud desenvolveu a livre associação; uma técnica psicanalítica onde o paciente fala tudo que lhe vem à mente e ao falar surge sentimentos e memórias reprimidas. A livre associação é considerada uma das formas de se penetrar no inconsciente, podendo assim trabalhar pela terapia em cima dessas experiências e entender a causa da neurose. Freud acreditava que a outra forma de penetrar no inconsciente seria através dos sonhos. Em 1899, Freud publicou "A interpretação dos Sonhos". Freud acreditava que os sonhos eram uma manifestação de nossos desejos e trabalhando com eles se podia chegar às memórias e sentimentos profundamente reprimidos. Segundo Freud, outra manifestação de desejos reprimidos surge através de lapsos de língua e esquecimentos. Freud publicou essa teoria no livro "Psicopatologia da Vida Cotidiana". Nos procedimentos mentais ele não admitia a existência de meros acidentes: o pensamento aparentemente mais sem sentido,
  • 18. o lapso mais casual, o sonho mais fantástico possuem um significado que pode servir para desvendar os segredos da mente. Freud explorou o conceito de que existe um conflito dentro das pessoas. O conflito seria de um instinto animal, que não seria aceito pela sociedade, causando então uma resistência da pessoa ao instinto. A pessoa reprime o instinto para o inconsciente e procura substituí-lo por outros métodos de compensação. Em sua teoria, Freud identifica vários métodos de compensação. Em 1905 Freud publicou os "Três Ensaios sobre a Sexualidade". Freud afirmava a importância do impulso sexual, ou libido, vivido nos primeiros quatro ou cinco anos de vida. Em 1923, quase com setenta anos, em seu estudo clássico "O Ego e o Id", completou a revisão de suas teorias. Formulou um modelo estrutural da mente como constituída de três partes distintas, mas que interagem entre si. Essas partes são o id, o ego e o superego. O id é o inconsciente, o superego é o consciente e o ego é o mediador entre o id e o superego. Essa é considerada a teoria de Freud da personalidade humana. Fonte: http://www.10emtudo.com.br/artigos_1.asp?CodigoArtigo=42&tipo=artigo De volta para o topo 11 . EMILIA FERREIRO Emilia Ferreiro, psicóloga e pesquisadora argentina, radicada no México, fez seu doutorado na Universidade de Genebra, sob a orientação de Jean Piaget e, ao contrário de outros grandes pensadores influentes como Piaget, Vygotsky, Montessori, Freire, todos já falecidos, Ferreiro está viva e continua seu trabalho. Nasceu na Argentina em 1937, reside no México, onde trabalha no Departamento de Investigações Educativas (DIE) do Centro de Investigações e Estudos avançados do Instituto Politécnico Nacional do México. Fez seu doutorado sob a orientação de Piaget – na Universidade de Genebra, no final dos anos 60, dentro da linha de pesquisa inaugurada por Hermine Sinclair, que Piaget chamou de psicolingüística genética. Voltou em 1971, à Universidade de Buenos Aires, onde constituiu um grupo de pesquisa sobre alfabetização do qual faziam parte Ana Teberosky, Alicia Lenzi, Suzana Fernandez, Ana Maria Kaufman e Lílian Tolchinsk. Em 1977, após o golpe de estado na Argentina foi abrigada a se exilar, e leva na bagagem os dados das entrevistas que ela e sua equipe haviam realizado cuja análise está na origem da psicogênese da língua escrita. Passa a viver na Suíça em condição de exilada e a lecionar na universidade de Genebra, onde inicia uma pesquisa com a ajuda de Margarida Gómez
  • 19. Palacio sobre as dificuldades de aprendizagem das crianças de Monterrey (México). Em 1979, muda-se para o México com o marido – o físico e epistemólogo Rolando García, com quem teve dois filhos. Publica o livro Los sistemas de escritura em el desarrollo del ninõ em co-autoria com Ana Teberosky quem ajudou na análise exaustiva dos dados obtidos em Buenos Aires numa ponte entre Genebra onde se encontrava Ferreirro e Barcelona onde se encontrava Teberosky, pois o duro exílio se estendeu por alguns anos, até mesmo para a maioria das pesquisadoras desse grupo que foram obrigadas a espalhar-se pelo mundo. Em 1982 publica com Margarida Gómez Palácio o livro Nuevas perspectivas sobre los proceesos de lectura y escritura, fruto de pesquisa com mais de mil crianças em que distingue oito níveis de conceitualização da escrita. Nos anos de 1985, 1986 e 1989 publica obras que reúnem idéias e experiências inovadoras na área de alfabetização realizadas na Argentina, no Brasil, no México e na Venezuela: la alfabetización em proceso; Psicogênese da língua escrita, Los hijos del analfabetismo (propuestas para la alfabetizacíon escolar em América Latina. Em 1992 recebe o título de doutor Honoris causa da Universidade de Buenos Aires,em 1999, pela Universidade Nacional de Córdoba (Argentina), em 2000 pela Universidade nacional de Rosário (Argentina) em 2003 é novamente homenageada com o título pela universidade de Comahue (Argentina) e Atenas (Grécia). No Brasil, em 1994, recebe da Assembléia Legislativa da Bahia a medalha "libertador da Humanidade" que anteriormente fora atribuída ao líder sul-africano Nelson Mandela e ao educador brasileiro Paulo Freire. Em 1995 foi novamente homenageada com o título de doutor Honoris causa atribuído pela Universidade estadual do Rio de Janeiro (Uerj). E em 2001 recebe do governo brasileiro a Ordem Nacional do Mérito educativo. Na Universidade de Buenos Aires, a partir de 1974, como docente, iniciou seus trabalhos experimentais, que deram origem aos pressupostos teóricos sobre a Psicogênese do Sistema de Escrita, campo não estudado por seu mestre, que veio a tornar-se um marco na transformação do conceito de aprendizagem da escrita, pela criança. Autora de várias obras, muitas traduzidas e publicadas em português, já esteve algumas vezes no país, participando de congressos e seminários. Falar de alfabetização, sem abordar pelo menos alguns aspectos da obra de Emilia Ferreiro, é praticamente impossível. Ela não criou um método de alfabetização, como ouvimos muitas escolas erroneamente apregoarem, e sim, procurou observar como se realiza a construção da linguagem escrita na criança. Os resultados de suas pesquisas permitem, isso sim, que conhecendo a maneira com que a criança concebe o processo de escrita, as teorias pedagógicas e metodológicas, nos apontem caminhos, a fim os erros
  • 20. mais freqüentes daqueles que alfabetizam possam ser evitados, desmistificando certos mitos vigentes em nossas escolas. Aqueles que são, ou foram alfabetizadores, com certeza, já se depararam com certos professores que logo ao primeiro mês de aula estão dizendo, a respeito de alguns alunos: não tem prontidão para aprender, tem problemas familiares, é muito fraca da cabeça, não fez uma boa pré-escola, não tem maturidade para aprender e tantos outros comentários assemelhados. Outras vezes, culpam-se os próprios educadores, os métodos ou o material didático. Com seus estudos, Ferreiro desloca a questão para outro campo: " Qual a natureza da relação entre o real e sua representação? " As respostas encontradas a esse questionamento levam, pode-se dizer, a uma revolução conceitual da alfabetização. A escrita da criança não resulta de simples cópia de um modelo externo, mas é um processo de construção pessoal. Emilia Ferreiro percebe que de fato, as crianças reinventam a escrita, no sentido de que inicialmente precisam compreender seu processo de construção e suas normas de produção. " Ler não é decifrar, escrever não é copiar". Muito antes de iniciar o processo formal de aprendizagem da leitura/escrita, as crianças constroem hipóteses sobre este objeto de conhecimento. Segundo Emília Ferreiro e Ana Teberowsky (pedagoga de Barcelona), pesquisadoras reconhecidas internacionalmente por seus trabalhos sobre alfabetização, a grande maioria das crianças, na faixa dos seis anos, faz corretamente a distinção entre texto e desenho, sabendo que o que se pode ler é aquilo que contém letras, embora algumas ainda persistam na hipótese de que tanto se pode ler as letras quanto os desenhos. É bastante significativo que estas crianças pertençam às classes sociais mais pobres que por isso acabam tendo um menor contato com material escrito. O processo de construção da escrita Na fase 1, início dessa construção, as tentativas das crianças dão-se no sentido da reprodução dos traços básicos da escrita com que elas se deparam no cotidiano. O que vale é a intenção, pois, embora o traçado seja semelhante, cada um "lê" em seus rabiscos aquilo que quis escrever. Desta maneira, cada um só pode interpretar a sua própria escrita, e não a dos outros. Nesta fase, a criança elabora a hipótese de que a escrita dos nomes é proporcional ao tamanho do objeto ou ser a que está se referindo. Na fase 2, a hipótese central é de que para ler coisas diferentes é preciso usar formas diferentes. A criança procura combinar de várias maneiras as poucas formas de letras que é capaz de reproduzir. Nesta fase, ao tentar escrever, a criança respeita duas exigências básicas: a quantidade de letras (nunca inferior a três) e a variedade entre elas, (não podem ser repetidas). Na fase 3, são feitas tentativas de dar um valor sonoro a cada uma das letras que compõem a palavra. Surge a chamada
  • 21. hipótese silábica, isto é, cada grafia traçada corresponde a uma sílaba pronunciada, podendo ser usadas letras ou outro tipo de grafia. Há, neste momento, um conflito entre a hipótese silábica e a quantidade mínima de letras exigida para que a escrita possa ser lida. A criança, neste nível, trabalhando com a hipótese silábica, precisa usar duas formas gráficas para escrever palavras com duas sílabas, o que vai de encontro às suas idéias iniciais de que são necessários, pelo menos três caracteres. Este conflito a faz caminhar para outra fase. Na fase 4 ocorre, então a transição da hipótese silábica para a alfabética. O conflito que se estabeleceu - entre uma exigência interna da própria criança ( o número mínimo de grafias ) e a realidade das formas que o meio lhe oferece, faz com que ela procure soluções.Ela, então, começa a perceber que escrever é representar progressivamente as partes sonoras das palavras, ainda que não o faça corretamente. Na fase 5, finalmente, é atingido o estágio da escrita alfabética, pela compreensão de que a cada um dos caracteres da escrita corresponde valores menores que a sílaba, e que uma palavra, se tiver duas sílabas, exigindo, portanto, dois movimentos para ser pronunciada, necessitará mais do que duas letras para ser escrita e a existência de uma regra produtiva que lhes permite, a partir desses elementos simples, formar a representação de inúmeras sílabas, mesmo aquelas sobre as quais não se tenham exercitado. A criança tem a sua frente uma estrada longa, até chegar à leitura e a escrita da maneira que nós, adultos, a concebemos, percebendo que a cada som corresponde uma determinada forma; que há grupos de letras separada por espaços em branco, grupos estes que correspondem a cada uma da palavras escritas. A Hipótese da Criança e as Cartilhas Segundo as pesquisas a que vimos nos referindo, para que alguma coisa sirva para ler é preciso que contenha um certo número de letras, variável entre dois e quatro. Letra sozinha não representa nada escrito. De nada servem, também, conjuntos com letras repetidas, pois elas entendem que só podem ser lidas palavras que contenham letras diferentes. Uma explicação para tal, seria que no em seu dia a dia, observam que o comum é encontrar palavras formadas por uma variedade de letras. Bem, chegamos agora às Cartilhas. Como ficam os alfabetizadores em relação a esse problema, se a grande maioria das Cartilhas apresentam às crianças logo de início, palavras como:
  • 22. bebe, baba, boi, aí, ai, eu, oi, vovô? Em que medida as Cartilhas contribuem para a aquisição do processo de escrita compreendido de acordo com os resultados das pesquisas efetuadas por Ferreiro e outros autores desta linha, principalmente para crianças oriundas das classes mais desfavorecidas, que acabam tendo um menor contado com a produção escrita em seu meio social? A meu ver as cartilhas mostraram-se e mostram que não são eficientes para a tarefa de ensinar a ler e a escrever a crianças pré-silábicas. Pesquisem, e verifiquem que toda cartilha parte do pressuposto de que a criança já compreende o nosso sistema de escrita. Ou seja, que ela já entende que aquilo que as letras representam é a pauta sonora dos nomes dos objetos , e não o próprio objeto a que se referem. E, os estudos atuais já demonstraram suficientemente que as dificuldades mais importantes do processo de alfabetização situam- se ao nível de compreensão da estrutura do sistema alfabético, enquanto a representação da linguagem. Elas acabam sendo usadas quando: As ações educativas, tiverem subjacentes, mesmo que de forma não muito clara, a concepção de que a escrita é um mero código de transcrição da fala.Desse modo, é bastante lógico, que o processo de alfabetização desenvolvido, também se restrinja à aquisição de uma técnica, a qual para seu desenvolvimento dará atenção principalmente: • aos aspectos gráficos da escrita • ao desenvolvimento de habilidades que visem garantir a correção da transcrição • à qualidade do grafismo: controle do traço, distribuição espacial, orientação dos caracteres • desenvolvimento de tarefas de "prontidão": preenchimento de tracinhos, preenchimento do traçado de letras, cópia do traçado de letra, exercícios de discriminação auditiva e visual. Neste caso, essa concepção nos leva a uma metodologia voltada para a aquisição da escrita, sem levar em consideração aquilo que a criança já sabe sobre esse objeto, sobre o domínio que tem da língua, utilizando-a com eficiência em situações de comunicação. Portanto a utilização direta das cartilhas nesse contexto estaria de acordo com as concepções que estão dando suporte às ações pedagógicas. As cartilhas nunca podem ou devem ser usadas ? Se essa utilização estiver sendo realizada com crianças que já tenham construído a base alfabética do sistema de escrita, não vemos nenhum problema maior para elas, pois, o que irão encontrar não estará em desacordo com suas hipóteses sobre a escrita. Vera Lúcia Camara Zacharias é mestre em Educação, Pedagoga, consultora educacional, assessora diversas instituições, profere palestras e cursos, criou e é diretora do CRE. Fonte: http://www.centrorefeducacional.com.br/contribu.html De volta para o topo
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