Sexualide, Gravidez e Abortamento na Adolescência.
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Sexualide, Gravidez e Abortamento na Adolescência. Sexualide, Gravidez e Abortamento na Adolescência. Document Transcript

  • FACULDADE DE TECNOLOGIA E CIÊNCIAS DE JEQUIÉ ENFERMAGEM Cintia Alves Cristiane Teixeira Ivana Ferraz Lorena Freitas Luciane Barbosa Martha Brito SEXUALIDADE, GRAVIDEZ E ABORTAMENTO Uma Conversa Franca com Adolescentes Jequié – BA Março/2012
  • ENFERMAGEM Cintia Alves Cristiane Teixeira Ivana Ferraz Lorena Freitas Luciane Barbosa Martha BritoSEXUALIDADE, GRAVIDEZ E ABORTAMENTO Uma Conversa Franca com Adolescentes Projeto apresentado pelo curso de Enfermagem da Faculdade de Tecnologia e Ciências de Jequié, para a Disciplina Trabalho Interdisciplinar Dirigido III (TID). Professor: Anderson Jequié – BA Março/2012 Página 2
  • SUMÁRIOINTRODUÇÃO ................................................................................................... 4OBJETIJOS........................................................................................................ 5 Geral ............................................................................................................ 5 Especifico .................................................................................................... 5JUSTIFICATIVA ................................................................................................. 6REFERÊNCIAL TEÓRICO ................................................................................. 7 Sexualidade .............................................................................................. 7 Sexualidade na Adolescência ................................................................... 7 Gravidez na Adolescência ........................................................................ 9 Planejamento Familiar na Adolescência na Percepção de Enfermeiras daEstratégia da Família ........................................................................................ 12 Aborto na Adolescência ......................................................................... 14METODOLOGIA ............................................................................................... 18 Tipo de Estudo .......................................................................................... 18 Área de Estudo ........................................................................................ 18 Público Alvo ............................................................................................. 18CONCLUSÃO ................................................................................................... 19CRONOGRAMA DE ATIVIDADES .................................................................. 20QUESTIONÁRIO .............................................................................................. 21MENSAGEM DE REFLEXÃO .......................................................................... 22REFERÊNCIAS ................................................................................................ 23 Página 3
  • INTRODUÇÃO Falar sobre sexualidade, gravidez e abortamento na escola, apesar dosavanços experimentados nos últimos anos, não é ainda tão comum e simples.Muitas e diferentes resistências são apresentadas. Por extensão, também torna-secomplexa a abordagem da gravidez na adolescência. Não é tarefa fácil, e sabemosdisso. Aliás, em relação à gravidez, o trato da questão pressupõe ações integradas,nunca isoladas, exigindo, portanto, articulação conjunta dos diferentes canaissociais. Na verdade, falar da sexualidade implica repensar preconceitos, quebrarvelhos paradigmas e, sobretudo, superar hipocrisias presentes há muito tempo.Atualmente, a gravidez na adolescência vem chamando a atenção de diversosprofissionais, instituições e organizações, visto que, é cada vez mais crescente onumero de adolescentes grávidas. Existem algumas condições que propiciam agravidez na adolescência, levando milhares de jovens a uma experiência fora dehora, dada a inexperiência e consequente dificuldade em cuidar do filho que chega,ou propiciando a diversas consequências causadas por um aborto. O aborto além de ser um crime, em nosso país, é uma das principais causasde morte de gestantes. Por ser uma prática criminosa não há serviçosespecializados o que obriga as mulheres que optam por essa estratégia, a sesubmeterem a serviços precários, verdadeiros matadouros de seres humanos,colocando em risco a própria vida. Portanto, a adolescência é o momento de formação escolar e de preparaçãopara o mundo do trabalho. A ocorrência de uma gravidez nessa fase, portanto,significa o atraso ou até mesmo a interrupção desses processos. O que podecomprometer o início da carreira ou o desenvolvimento profissional. Página 4
  • OBJETIVOSGeral- Proporcionar informações para o público alvo sobre sexualidade, gravidez eabortamento na adolescência.Específicos- Contribuir para a diminuição do grau de vulnerabilidade de adolescentes emrelação à gravidez não planejada, e conscientizá-los da importância daresponsabilidade sexual;- Sensibilizá-los da necessidade de discutir a sexualidade como elementoconstitutivo da pessoa humana;- Desenvolver nos adolescentes reflexões critica sobre tomadas de decisõesresponsáveis a respeito de sua vida sexual;- Debater sobre as possíveis conseqüências de uma gravidez ou aborto naadolescência, dando ênfase à responsabilidade materna e paterna. Página 5
  • JUSTIFICATIVA Este estudo abordará de uma forma peculiar problemas vivenciados emnossa sociedade. Falar sobre gravidez na adolescência é falar sobre modificaçõesno padrão de comportamento dos adolescentes, no exercício de sua sexualidade. Há ainda as garotas que acreditam que uma gravidez pode tirá-la da suacondição de pobreza e falta de privacidade – ter um canto que seja seu, junto com opai do bebê e este filho que na sua fantasia só terá amor para lhe dar. Daí porquenos parece um equívoco pensar que a gravidez nesta fase de vida énecessariamente indesejada. Infelizmente o que se tem visto é um final longe doscontos de fada. Em geral, ambos não têm como se manter e, portanto continuamnas casas dos pais, abandonam a escola, e acabam dando a seu filho privações eculpa; dois elementos que dificultam a relação amorosa entre pais e filhos. O projeto de pesquisa justifica-se pela tendência atual de informá-los sobresexualidade, gravidez e abortamento na adolescência. Página 6
  • REFERÊNCIAL TEÓRICOSexualidade O estatuto da criança e do adolescente, lei n° 8.069/90 Brasil 1990,circunscreve a adolescência como o período de vida que vai dos 12 anos aos 18anos de idade. A Organização Mundial De Saúde (OMS) delimita a adolescência como asegunda década de vida (10 aos 19 anos) e a juventude como o período que vai dos15 aos 24 anos. O Ministério da Saúde toma por base a definição do OMS, definindoo publico beneficiário como o contingente da população entre 10 e 24 anos.Sexualidade na Adolescência Todas as formas de vida têm a capacidade de se reproduzir, dando origem aindivíduos da sua própria espécie e é na adolescência em que é descoberta estacapacidade de reprodução, é nesta fase que a sexualidade se aflora. A adolescente vai passar por diversas etapas: o desenvolvimento biológico, adistinção física do sexo incluindo o desenvolvimento dos caracteres primários esecundários, passando ainda por alterações hormonais a maturação sexual. Assimcomo é citado no Dicionário Aurélio: “adolescência é o período da vida humana quesucede a infância, começa com a puberdade e se caracteriza por uma serie demudanças corporais e psicológicas”. Na adolescência, ocorrem muitas alterações, com variadas descobertas edúvidas frequentes que na maioria das vezes as adolescentes sentem vergonha deperguntar, ter um diálogo aberto, com os pais ou qualquer outra pessoa mais velha(adulta) e experiente que possam ensinar e alertar para a realização de ações com Página 7
  • mais eficácia. No entanto o que acontece, é que muitas vezes nos deparamos commuitas adolescentes conversando e tirando suas dúvidas uma com a outra ou aindapior com um namorado que com certeza vai ensinar o que ele “pensa ser correto ouo que ele quer”. Até porque em nossa sociedade, as pessoas em geral sentem-seenvergonhadas, inibidas em fazer perguntas em relação à função sexual, poisaprendem desde cedo que não é correto conversar sobre esses assuntos. Segundo OSÓRIO (1992), a adolescência é uma etapa da vida na qual apersonalidade está em fase final de estruturação e a sexualidade se insere nesseprocesso, sobretudo como um elemento estruturador da identidade do adolescente. A sexualidade é uma dimensão fundamental de todas as etapas da vida dehomens e mulheres, envolvendo praticas e desejos relacionados à satisfação, aefetividade, ao prazer, aos sentimentos, ao exercício da liberdade e a saúde. A sexualidade humana é uma construção histórica, cultural e social, e setransforma conforme mudam as relações sexuais. As questões de gênero permeiamas questões relacionadas à saúde sexual e saúde reprodutiva. Os principaisproblemas registrados quanto à saúde sexual e saúde reprodutiva relacionam-seaos adolescentes e mulheres jovens. Isto se deve ao fato da responsabilizaçãocultural e social das mulheres pela reprodução e pelos cuidados de saúde da família,muitas vezes reproduzidas pelos serviços de saúde, o que explica serem asmulheres a maioria dos usuários do SUS, inclusive no segmento juvenil. Estasituação reflete as desigualdades de poder nas relações de gênero: o menor poderde mulheres termina por expô-las à gravidez não planejada e aos riscos deinfecções sexualmente transmissíveis, bem como a distintas formas de violência queafetam sua saúde. Encarar a sexualidade e reprodução de maneira positiva e como dimensão desaúde potencializa a autoestima e fortalece adolescentes e jovens enquanto sujeitossociais. Alguns importantes passos têm sido dados. No último censo demográfico,por exemplo, já se passa a considerar a faixa etária de 10 a 14 anos como idadereprodutiva, o que tem resultado em ganhos de informações importantes para aformulação de políticas públicas. É preciso salientar que os avanços legais, políticose conceituais no campo dos direitos sexuais e dos direitos reprodutivos são fruto daatuação intensa dos movimentos sociais, em especial dos movimentos de juventude Página 8
  • e do movimento feminista. A organização de adolescentes e jovens em espaços departicipação social, intensificada nos últimos anos, é um dos elementosimpulsionadores e de fortalecimento no avanço das políticas sociais para ajuventude. A sexualidade é um dos importantes aspectos da adolescência, muitoenfatizado não apenas pelos dados já apontados, mas também por que é nessa faseda vida do ser humano que a identidade sexual está se formando.Gravidez na Adolescência A adolescência corresponde ao período da vida entre os 12 e 18 anos, noqual ocorrem profundas mudanças, caracterizadas principalmente por crescimentorápido, surgimento das características sexuais secundárias, conscientização dasexualidade, estruturação da personalidade, adaptação ambiental e integraçãosocial. Considerando que a adolescência constitui uma fase da vida, em que o jovempassa por muitas mudanças, acreditamos que a ocorrência de uma gravidez precoceou indesejada nesta fase ainda há mais complexidade desse processo de transição.Nesse sentido Brasil (2006, p. 126) afirma que: O aumento da gravidez nessa fase da vida, que no contexto social vigente de percepção das idades e de suas funções deveriam ser dedicada á preparação para a idade adulta, principalmente relacionada aos estudos e a um melhor ingresso no mercado de trabalho, vem preocupando não só o setor publico, como outros setores que trabalham com adolescentes e, também, as famílias, porque as repercussões de uma gravidez em idade precoces, e se desprotegida, podem trazer risco para as adolescentes. O abandono do parceiro ou da família, a perda de unicidade com grupo de iguais, a descontinuidade e mesmo a interrupção de projetos de vida e risco materno-fetais são alguns desses agravos. Os problemas da gravidez na adolescência são, de modo geral, enfrentadoscom muita dificuldade. As adolescentes repletas de novas sensações sentem-setomadas por sentimentos muito fortes e às vezes até inexplicáveis para elas. Página 9
  • Querem, mas não podem deixar se levar por essas sensações, e aí o sentimento e arazão entram em choque. As sensações fortemente excitantes acabam secomportando como um rio turbulento que inundam o átrio terreno da razão, o que namaioria das vezes faz com que as relações sexuais entre adolescentes sejamimpulsivas, aumentando os riscos de gravidez. Ao mesmo tempo em que pensamque a gravidez precoce não ira acontecer, a incidência das primeiras relaçõessexuais sem orientação educacional e cientifica vem ocorrendo cada vez mais cedo,aumentando o índice de gravidez na adolescência. A gravidez neste grupo populacional vem sendo considerada, em algunspaíses, problema de saúde pública, uma vez que pode acarretar complicaçõesobstétricas, com repercussões para a mãe e o recém-nascido, bem como problemaspsicossociais e econômicos.Quanto à evolução da gestação, existem referências amaior incidência de anemia materna, doença hipertensiva específica da gravidez,desproporção céfalo-pélvica, infecção urinária, prematuridade, placenta prévia, baixopeso ao nascer, sofrimento fetal agudo intra-parto, complicações no parto (lesões nocanal de parto e hemorragias) e puerpério (endometrite, infecções, deiscência deincisões, dificuldade para amamentar, entre outros). No entanto, alguns autores sustentam a ideia de que, a gravidez pode serbem tolerada pelas adolescentes, desde que elas recebam assistência pré-nataladequada, ou seja, precocemente e de forma regular, durante todo o períodogestacional, o que nem sempre acontece, devido a vários fatores, que vão desde adificuldade de reconhecimento e aceitação da gestação pela jovem até a dificuldadepara o agendamento da consulta inicial do pré-natal. Os fatores socioculturais têm relevante influência no processo de construçãodos valores, da identidade, do comportamento e dos hábitos determinado assim, omodelo masculino ou feminino. Nesse sentido, corroboramos com Valdenez (1998,p. 07) registrou que: Há certo consenso de que a adolescência é um período de transição combinando menor responsabilidade (diante do trabalho, da família, etc.) com, maior liberdade e certos direitos. No entanto, em nossa sociedade, essa transição não se apresenta igualmente nos homens e nas mulheres, por exemplo, no que tange à experimentação e ao erro: “coisas da idade” para o homem, enquanto para mulher condiciona-se e Página 10
  • se treina sua “aptidão” ao papel que deve assumir na sociedade de mãe e esposa [...] As tentativas de prevenção devem levar em consideração o conhecimentodos chamados fatores predisponentes ou situações precursoras da gravidez naadolescência, tais como: baixa autoestima, dificuldade escolar, abuso de álcool edrogas, comunicação familiar escassa, conflitos familiares, pai ausente e ourejeitador, violência física, psicológica e sexual, rejeição familiar pela atividadesexual e gravidez fora do casamento. Tem sido ainda referidos: separação dos pais,amigas grávidas na adolescência, problemas de saúde e mães que engravidaram naadolescência. Por outro lado, alguns estudos sugerem que, entre as adolescentesque não engravidam, os pais têm melhor nível de educação, maior religiosidade eambos trabalham fora de casa. É importante lembrar também, que deve ser incluída nas estratégias deprevenção, a averiguação de atitudes frente a adolescente que engravidou. Existemevidências do abandono escolar, por pressão da família, pelo fato da adolescentesentir vergonha devido à gravidez, e ainda, por achar que "agora não é necessárioestudar". Pode haver também rejeição da própria escola, por pressão dos colegasou seus familiares e até de alguns professores. Para tanto, concordamos com Duarte (1998, p.13) ao refletimos que essarealidade multicausal revela deficiência na formulação de politicas públicas, exigindomovimento por parte do governo e participação da sociedade na promoção da saúdee desenvolvimento da juventude, além disso, é necessário, cada vez mais, que osprogramas e os profissionais, que tem como objetivo uma população deadolescente, aprofundem seus conhecimentos e sua ação em cadeias de prevençãocontinua, passem a combater os fatores que colocam em risco as expectativas defuturo das adolescentes e fortaleçam os fatores que protegem a saúde e a vida. Dessa forma, a prevenção se faz com garantias sócias no atendimentointegral, multiprofissional e intersetorial, no acesso a uma educação quecompreenda os aspectos da adolescência normal, seus riscos e seus desafios, nacriação de espaços onde a adolescente possa falar de suas duvidas, de seusproblemas de seus sonhos. Também se faz através de garantias de acesso a culturae esportes, com uma forma de incentivar um potencial criador, de garantias de Página 11
  • direitos iguais entre homens e as mulheres, de garantias de falar, ouvir e sercompreendido, de garantias de conviver com estilos de vidas saudáveis que levam aadolescente a ser um agente multiplicador de sua saúde, de seus companheiros eda comunidade em que vive. Diante do exposto, percebemos a necessidade de conhecer melhor sonhos eos ideais que orientam os projetos de vidas dos adolescentes de ambos os sexos,integrando a escola, a família, as associações comunitárias e os serviços de saúdena tentativa de se construir, em conjunto, estratégias de promoção e prevenção queestejam mais próximas das necessidades geradas no contexto sociocultural em queesse grupo populacional está inserido.Planejamento Familiar na Adolescência na Percepção deEnfermeiras da Estratégia Saúde da Família Existe na Unidade de Saúde o atendimento de planejamento familiar, porémnão existe atendimento específico para o adolescente, ele é atendido como todomundo. Às vezes, um grupo deste público alvo é formado, no entanto não seestabelece. Segundo o DSC I, evidente que, no serviço, não há um atendimento deplanejamentofamiliarespecífico, voltado para o público adolescente, no entanto, senota que, até de forma ampla, este atendimento acontece. De acordo com o Ministério da Saúde, não existe uma obrigatoriedade dacriação do planejamento familiar específico para o adolescente, porém o serviçodeve estar preparado para entender e atender a esta clientela, pois a adolescência éuma fase de grandes mudanças, que determinam especificidadesemocionais ecomportamentais, repercutindo na saúde sexual e reprodutiva dos adolescentes deambos os sexos. Ainda segundo o Ministério da Saúde, o serviço de saúde sexual ereprodutiva deve proporcionar aos adolescentes o direito a uma atenção eficaz,onde a qualidade desta atenção pressupõe minimamente uma boa comunicação, Página 12
  • com linguagem simples e sem julgamentos morais ou valorativos; confidencialidadedas informações; privacidade no atendimento; disponibilidade constante de insumos,levando-se em consideração a necessidade de dupla proteção; facilidade de acessoaos serviços; profissionaisqualificados; ênfase para a educação em saúde commetodologia que motive mudanças; atenção especial para as faixas etárias maisprecoces (dez a 14 anos), avaliação integral dos adolescentes e permitir aosadolescentes o direito de decidir acerca da presença ou não dos pais ou familiares. Com efeito, é sumamente relevante que os serviços de saúde estejampreparados para acolher os adolescentes, levando-se em consideração aindividualidade de cada um, para oferecer a estes jovens um atendimento de acordocom suas necessidades. Os programas de Planejamento Familiar é muito eficaz para a prevenção dagravidez precoce e do pré-natal tendo um adequado acompanhamento após aconcepção e durante toda a gestação. As adolescentes por ser jovens e inexperientes não estão preparadas paralidar com uma gravidez precoce, por este motivo que muitas protelam a procura peloserviço de saúde, até pelo menos, o momento em que não possa escondermais seuestado, em alguns casos, a procurapelo serviço é somente por ocasião donascimento do filho. Muitas vezes a decisão de procurar o serviço pode acrescentaroutras características ao problema, pois a consulta inicial gera grandes dúvidas,culpas, vergonhas, temoresem relação à sua capacidade reprodutiva e desconfiadade como será atendida pelo profissional. Assim podemos perceber a necessidade de preparar um ambiente acolhedorpara recebê-los e oferecer assistência ao pré-natal de forma diferenciada, pois amaior parte das adolescentes que ficamgrávidas de forma indesejável vivencia umagama de transtornos a começar dentro do seio familiar e também a sociedade, poisa própria estrutura social se convencionou que para gerar filho, é necessário queesteja casado. Por esta razão que é preciso que o profissional de saúde, estejaaptoa oferecerapoio sem julgamento nem preconceito, para quedesta forma estas jovenssintam-se acolhidas e realmente orientadas paraconduzir sua vida e lidar com anova situação da maternidade. Página 13
  • Aborto na Adolescência Há um questionamento que muitas vezes nos pegamos fazendo de que osmeios para evitar a gravidez nunca foram tão divulgados como vem sendo nos diasatuais e mesmo assim não entendemos o que leva a adolescente a uma gravidezdesejada ou indesejada. Uma gravidez indesejada nas adolescentes do nosso país gera em grandeparte em abortos. Procedimento este que é feito em vários lugares e de diversasformas e que muitas vezes sem o menor cuidado em saúde. O aborto é umaconseqüência de uma adolescência mal acompanhada, ou de um ato de desesperoou irresponsabilidade devido ao fato de ser uma gravidez indesejada. E estagravidez não é só indesejada por parte suposta da mãe, mas como uma repudia detodos que rodeiam a tal adolescente. Alguns fatores predispõem um aborto, fatores estes como: plasmagerminativo defeituoso, estando os óvulos e espermatozóides anômalos; diminuiçãona produção de progesterona ocasionando uma maior sensibilidade uterina econtrações que provocará a expulsão do embrião; infecções agudas que causa amorte fetal. Existem alguns tipos de procedimentos abortivos, no entanto, as adolescentespara esconder a gravidez indesejada dos pais optam pela pior forma de abortar.Métodos abortivos tais como:  Ameaça de Aborto – ocorre sangramento ou secreção vaginal, cólicas leves, colo uterino fechado ou discretamente dilatado, desaparecendo ou evoluindo os sintomas para um aborto que é inevitável;  Ameaça Inevitável – neste procedimento o sangramento é mais intenso, o colo uterino está dilatado ocasionando contrações uterinas dolorosas e a expulsão do embrião;  Aborto Habitual – é o aborto espontâneo ocorrido em gravidezes sucessivas (3 ou mais) e de causas desconhecidas; Página 14
  •  Aborto Espontâneo – ocorre devido alguma anormalidade do feto tornando a gestação impossível; Aborto Incompleto – neste caso, geralmente o feto é expulso da placenta e as membranas ficam retidas; Aborto Retido – é quando o feto morre no útero e fica retido, ocorre maceração, nenhum sintoma de aborto; Aborto Terapêutico - é o aborto que ocorre com autorização da justiça devido a um ato de estupro, por exemplo; Aborto provocado – interrupção de uma gravidez, provocada pela paciente ou por outras pessoas. Mas em geral é realizado por médicos habilitados, ou ainda, este procedimento pode ser realizado em clinicas clandestinas. O aborto provocado pode ser executado pela dilatação e evacuação ou curetagem por aspiração ou utilizando aparatos de sucção e por alguns outros meios mais conhecidos. A gestação na adolescência é um problema mundial de saúde publica, poisatinge principalmente a classe social mais carente e de menor escolaridade, nãoqueremos dizer que outras adolescentes que vivem em melhor situação nãopraticam aborto, praticam sim, mais em menor número e em melhores condiçõesque muitas vezes são desconhecidas para as adolescentes de baixa classesocial ou até mesmo a falta de acesso financeiro de poder optar por melhorescondições. O ser humano pode interromper uma gestação de várias formas, eisalgumas: Esquartejamento – Esse tipo de aborto consiste em esquartejar o feto ainda dentro do ventre da mãe. Retirada do líquido amniótico – O abortista retira o liquido amniótico de dentro do útero e coloca uma substância contendo sal. Em algum tempo, a criança morrerá, será retirada de sua mãe e, finalmente, jogada no lixo. Sucção – Nesse tipo de aborto, o médico suga o bebê e tudo que o envolve, despedaçando-o. Uma outra maneira de deixá-lo nesse estado é dando á mãe um remédio, muitas vezes vendido em farmácias, que fará o útero expelir tudo o que estiver em seu interior. Página 15
  •  Sufocamento – Esse método de aborto é chamado de “parto parcial”. Nesse caso, puxa-se o bebê para fora, deixando apenas a cabeça dentro, já que ela é grande demais. Daí introduz-se um tubo em sua nuca, que sugará a massa cerebral, levando-a morte. Só então o bebê consegue ser totalmente retirado. O abortamento representa um grave problema de saúde pública, com maiorincidência em países em desenvolvimento, sendo uma das principais causas demortalidade materna no mundo, inclusive no Brasil. Sua discussão, notadamente passional em muitos países, envolve umaintricada teia de aspectos legais, morais, religiosos, sociais e culturais.Vulnerabilidades como desigualdade de gênero, normas culturais e religiosas,desigualdade de acesso à educação, e múltiplas dimensões da pobreza– com a faltade recursos econômicos e de alternativas, a dificuldade de acesso a informação edireitos humanos, a insalubridade, dentre outros – fazem com que o abortamentoinseguro atinja e sacrifique, de forma mais devastadora, mulheres de comunidadespobres e marginalizadas. O abortamento espontâneo ocorre em aproximadamente(10 a15%) das gestações e envolve sensações de perda, culpa pela impossibilidadede levar a gestação a termo, além de trazer complicações para o sistemareprodutivo, requerendo uma atenção técnica adequada, segura e humanizada.Outros 10% dos abortamentos atendidos em nossos hospitais são provocados pelasmais diferentes formas, já que, para um grande contingente de mulheres, oabortamento resulta de necessidades não satisfeitas de planejamento reprodutivo,envolvendo a falta de informação sobre anticoncepção, dificuldades de acesso aosmétodos, falhas no seu uso, uso irregular ou inadequado, e/ou ausência deacompanhamento pelos serviços de saúde. É preciso destacar que, para muitasmulheres, a gestação que motiva o abortamento resulta de violência sexual, seja pordesconhecido, seja cometida pelo parceiro ou outro membro em âmbito domésticoe/ou intrafamiliar. Página 16
  • METODOLOGIATipo de Estudo O presente projeto tem como objetivo proporcionar informações para opúblico alvo sobre sexualidade, gravidez e abortamento na adolescência. Enquantonatureza será uma pesquisa básica onde o objetivo é gerar conhecimentos novos eúteis para informa os adolescentes possíveis riscos de uma gravidez indesejável.Quanto à forma de abordagem será uma pesquisa qualitativa. A pesquisa qualitativaé indutiva, isto é, o pesquisador desenvolve conceitos, idéias e entendimentos apartir de padrões encontrados nos dados, ao invés de coletar dados para comprovarteorias, hipóteses e modelos preconcebidos [Reneker, 1993]. Enquanto os objetivosserão explicativos, para (Gil, 1991) visa identificar os fatores que determinam oucontribuem para a ocorrência dos fenômenos, aprofunda o conhecimento darealidade porque explica a razão, o “por que” das coisas.Área de Estudo O projeto será realizado no Colégio Polivalente Edvaldo Boaventura, situadona Av. Franz Gedeon – Jequiezinho, localizado em Jequié no interior da Bahia, namesorregião do centro – sul, distante de 365 km de Salvador, possuindo 3.227 km²de extensão e uma estimativa de 151.921 habitantes, sendo o principal centrocomercial, industrial, prestador de serviços agropecuário da microrregião queengloba 26 municípios (IBGE, 2010).Público Alvo O presente projeto terá como forma de discussão uma palestra ministradapela Professora Sheilla Nayara Vieira; tendo como público alvo: estudantes doensino médio (1º e 2º Ano); faixa etária de 14 à 20 anos de idade. Página 17
  • CONCLUSÃO A discussão sobre sexualidade e reprodução na juventude não pode ocorrerisolada do contexto sócio-cultural que modela as relações sociais nas quais osjovens estão inseridos. Sem considerar as relações intergeracionais que têm nafamília expressão particular e as relações com os pares, nas quais a iniciaçãoafetivo-sexual ocorre, as análises tendem a revelar aspectos parciais. Compreendera dinâmica que rege a construção social de adolescentes e jovens nacontemporaneidade é uma via fundamental para se discutir as trajetórias sexuais ereprodutivas juvenis em diferentes segmentos sociais. O lugar que a sexualidadeocupa no processo de autonomização juvenil, ainda hoje muito marcado pelahierarquia de gênero, torna-se a chave para uma leitura mais acurada do fenômenoda gravidez na adolescência. Decorre daí a complexidade da proposta de umapolítica de prevenção à gravidez na adolescência, tendo em vista que ela não podeestar apenas ancorada na transmissão de informações relativas à contracepção. Eladeve incorporar a lógica que orienta a experimentação sexual com o parceiro comovia principal para a construção gradativa da autonomia pessoal, mesmo emcontextos de dependência parental. Página 18
  • CRONOGRAMA DE ATIVIDADES Atividades/Mês Março AbrilRevisão de Literatura X XConstrução do Projeto X X Entrega do Projeto XExecução do Projeto X Página 19
  • QUESTIONÁRIOPrezados alunos:Solicitamos sua colaboração, em responder este questionário com seriedade.1. Idade: ( ) 14 anos ( ) 15 anos ( ) 16 anos ( ) 17 anos ou mais2.Sexo: ( ) masculino ( ) feminino3. Você reside com: ( ) pai ( ) mãe ( ) pais ( ) parentes4. Grau de instrução de seu pai: ( ) sem escolaridade ( ) 2º grau incompleto ( ) superior completo ( ) 1º grau incompleto ( ) 2º grau completo ( ) não sei informar ( ) 1º grau completo ( ) superior incompleto5. Grau de instrução de sua mãe: ( ) sem escolaridade ( ) 2º grau incompleto ( ) superior completo ( ) 1º grau incompleto ( ) 2º grau completo ( ) não sei informar ( ) 1º grau completo ( ) superior incompleto6. Você costuma conversar com seus pais sobre assuntos relacionados asexualidade como, por exemplo, namoro, carinho, amor, sexo, gravidez? ( ) sim ( ) não ( ) as vezes7. Em caso afirmativo, quem normalmente inicia a conversa? ( ) pai ( ) mãe ( ) você8. Em caso negativo, por que você acha que seus pais não conversam comvocê sobre assuntos relacionados à sexualidade? ( ) sou muito novo/nova ( ) È função da escola ( ) eles não têm tempo ( ) eles têm vergonha9. Em caso negativo, por que você não tenta conversar com seus pais sobresexualidade? ( ) sinto-me envergonhado/a ( ) tenho medo da reação deles ( ) meus paisnão me dão atenção ( ) sou muito novo/nova ( ) meus pais não têm tempo Página 20
  • MENSAGEM DE REFLEXÃO “Precisamos acolher o adolescente, acolher para facilitar o conhecer. Acolherpara não precisar recolher. Acolher para poder aqui e agora colher. Acolher para quenem o hoje nem o amanhã possam se perder. Acolher para possibilitar o escolher.Acolher para a vida não encolher. Acolher para ser possível... Simplesmente...ADOLESCER”. ABEN, Projeto Acolher 2000. Página 21
  • REFERÊNCIASGravidez na Adolescência. Disponível em:http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0100-72032006000800001&script=sci_arttext.Acesso em: 05/04/2012 às 17h11min.Planejamento Familiar na Adolescência na Percepção de Enfermeiras daEstratégia Saúde da Família. Disponível em:http://www.revistarene.ufc.br/vol11n3_pdf/a11v11n3.pdf. Acesso em: 05/04/2041 às19h57min.Gravidez na Adolescência e Sexualidade: Uma Conversa Franca ComEducadores. Disponível em:http://www.clam.org.br/gde/publicacoes/GRAVAD_MIOLO_DEF.pdf. Acesso em:09/04/2012 às 16h33min.SEXUALIDADE NA ADOLESCÊNCIA: UM ESTUDO BIBLIOGRÁFICO. Disponivelem: http://www.scielo.br/pdf/rlae/v8n2/12413.pdf. Acesso em: 09/04/2012Recriando Sonhos. Disponivel em: http://www.sentinelaguapore-rs.com.br/imagens/projeto_recriando_sonhos.pdf. Acesso em: 09/04/2012A GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA SOB A PERSPECTIVA DOS FAMILIARES:COMPARTILHANDO PROJETOS DE VIDA E CUIDADO. Disponivel em:http://www.scielo.br/pdf/rlae/v14n2/v14n2a08.pdf. Acesso em: 10/04/2012 ás14h15min.Ministério da Saúde. Gestação de Alto risco: manual técnico. 5ª ed. Brasília:Ministério da Saúde, 2010. Disponível em:http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/gestacao_alto_risco.pdf.BRASIL. Ministério da Saúde. A adolescente grávida e os serviços de saúde nomunicípio. 2ª ed. Brasil: Ministério da Saúde, 2000.BRASIL. Ministério da Saúde. Atenção Humanizada ao abortamento: Normatécnica. Brasília: Ministério da Saúde, 2005.FESCINA, R. et al. Saude sexual y reproductiva: guías para el continuo deatención de la mujer y el recién nacido focalizadas en APS. Montevideo:CLAP/SMR, 2007.IPAS BRASIL. Protegendo a saúde das mulheres. Promovendo os direitosreprodutivos das mulheres. Disponível em: <http://www.ipas.org.br>. Acesso em:28 set. 2010. Página 22