Entendendo o exame de papanicolaou2

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  • O Sistema Bethesda introduzido em 1988 é um sistema puramente citológico de classificaçao. Não considerou o diagnóstico histológico. Enfatizou as similaridades da apresentação citológica entre condiloma e CIN I chamando-os em conjunto de SIL.
  • Entendendo o exame de papanicolaou2

    1. 1. Entendendo o Exame de Papanicolaou Luiz M. Collaço UFPR-FEPAR
    2. 2. EXAME CITOPATOLÓGICO
    3. 3. Finalidades do Exame Citopatológico <ul><li>1- Pesquisa de células neoplásicas ou pré-neoplásicas; </li></ul><ul><li>2- Avaliação de Microflora; </li></ul><ul><li>3- Auxílio na avaliação hormonal </li></ul>
    4. 4. Objetivo “ O esfregaço cérvico-vaginal tem como finalidade rastrear as lesões pré-neoplásicas antes que progridam para carcinoma invasor” The Journal of Family Practice,vol42,n4,391-399,1996
    5. 5. HISTÓRICO <ul><li>1908/1910- Schauestein, Rubin – relatos de lesões pré-neoplásicas na histopatologia </li></ul><ul><li>1928- Papanicolaou e Babes – “pap test” </li></ul><ul><li>1945- Surgem os programas de triagem </li></ul><ul><li>1955 – Redução da mortalidade </li></ul><ul><li>Falso-Negativos </li></ul>
    6. 6. BABES
    7. 7. Exame Citopatológico <ul><li>Método de screening </li></ul><ul><li>Falso-negativos (10%) </li></ul><ul><li>Falso-positivos (>4% </li></ul>
    8. 8. Guide to Clinical Preventive Services, Second Edition Neoplastic Diseases Screening for Cervical Cancer U.S. Preventive Services Task Force by Steven H. Woolf, MD, MPH.
    9. 9. Exame Citopatológico Problemas <ul><li>Coleta </li></ul><ul><li>Maior causa de falso-negativos </li></ul>Citologia convencional
    10. 10. CITOLOGIA EM MEIO LÍQUIDO
    11. 11. “ As mudanças nas nomenclaturas em citologia cérvico-vaginal criam no clínico um sentimento de confusão ou imprecisão ” Gompel e Koss
    12. 12. Papanicolaou – 1943 (classes) <ul><li>CLASSE I </li></ul><ul><li>CLASSE II </li></ul><ul><li>CLASSE III </li></ul><ul><li>CLASSE IV </li></ul><ul><li>CLASSE V </li></ul>
    13. 13. Richart-1967 (NIC) <ul><li>HPV </li></ul><ul><li>NIC I </li></ul><ul><li>NIC II </li></ul><ul><li>NIC III </li></ul><ul><li>Carcinoma invasor </li></ul>
    14. 14. BETHESDA <ul><li>1988 </li></ul><ul><li>1991 </li></ul><ul><li>2001 </li></ul>
    15. 15. NOMENCLATURA BRASILEIRA Qualidade da amostra Satisfatória Insatisfatória Descritivo Dentro do limites da normalidade Alt. Celulares Benignas Microflora Células Atípicas Sign. Indeterminado Escamosas Glandulares Origem Indefinida Atipias Células Escamosas Lesão Intra-Epitelial Baixo Grau (HPV/ NIC I ) Allto Grau(NIC II/ NIC III ) Alto Grau não podendo excluir invasão Carcinoma Escamoso Atipias Celulas Glandulares Adenoca in situ Adenoca invasor: Endocervical Endometrial Outros Avaliação Pré-Analítica
    16. 16. Qualidade da Amostragem Baixo grau Alto Grau Atipias Indeterminadas Sistema Bethesda
    17. 19. Adequabilidade da Amostra endocervicais MODIFICAÇÃO DO CRITÉRIO NUMÉRICO metaplásicas
    18. 21. Adequabilidade da Amostra má- fixação hemorrágico
    19. 22. Adequabilidade da Amostra purulento citólise
    20. 23. Adequabilidade da Amostra esfregaço espesso contaminante
    21. 24. Dentro dos Limites da Normalidade
    22. 25. Alterações celulares benignas <ul><li>Inflamação </li></ul><ul><li>Reparação </li></ul><ul><li>Metaplasia escamosa imatura </li></ul><ul><li>Atrofia com inflamação </li></ul><ul><li>Radiação </li></ul><ul><li>Outras (especificar) </li></ul>
    23. 26. Inflamatório Atrófico
    24. 27. Metaplasia escamosa Reparo
    25. 28. Microbiologia <ul><li>Lactobacillus sp </li></ul><ul><li>CocosBacilos Sugestivo de Gardnerella vaginalis </li></ul><ul><li>Candida sp </li></ul><ul><li>Trichomonas vaginalis </li></ul><ul><li>Sugestivo de Chlamydia sp </li></ul><ul><li>Actinomyces sp </li></ul><ul><li>Efeito citopático compatível com vírus do grupo Herpes </li></ul><ul><li>Outros </li></ul>
    26. 33. Células atípicas de significado indeterminado- <ul><li>Células Escamosas </li></ul><ul><li>Células Glandulares </li></ul><ul><li>Origem Indefinida </li></ul>
    27. 34. Células Escamosas Atípicas de Significado Indeterminado (ASC) refere à alterações citológicas sugestivas de Lesão Intra-Epitelial Escamosas, que são qualitativa ou quantitativamente insuficientes para uma interpretação definitiva. B ethesda,2001
    28. 35. Células atípicas de significado indeterminado- Escamosas <ul><li>Possivelmente não neoplásicas; </li></ul><ul><li>- Não se pode afastar lesão intra-epitelial de alto grau. </li></ul>
    29. 36. Atipias Indeterminadas <ul><li>ASC-US </li></ul><ul><li>ASC-H </li></ul>não pode excluir Lesão de Alto Grau de significado indeterminado 95% 5%
    30. 37. DEFINIÇÃO (AGUS) <ul><li>“ Células mostrando diferenciação endocervical ou endometrial com atipia nuclear que excede, obviamente, a alterações reativas ou reparatórias, mas que carecem de características inequívocas de adenocarcinoma invasivo “ </li></ul><ul><li>Bethesda </li></ul>
    31. 38. Células atípicas de significado indeterminado- Glandulares <ul><li>- Possivelmente não neoplásicas; </li></ul><ul><li>- Não se pode afastar lesão intra-epitelial de alto grau. </li></ul>
    32. 39. Células atípicas de significado indeterminado- de origem indefinida <ul><li>- Possivelmente não neoplásicas; </li></ul><ul><li>- Não se pode afastar lesão intra-epitelial de alto grau. </li></ul>
    33. 40. Lesão Intra-Epitelial Cervical Conceito <ul><li>Espectro de anormalidades não invasivas epiteliais cervicais tradicionalmente classificadas como condilomas planos,displasia/ carcinoma in situ e NIC. </li></ul><ul><li>( Sistema Bethesda) </li></ul>
    34. 42. Classificação das Lesões Escamosas Sistema Bethesda atipia citológica Kurman e Solomon 1992 LSIL HSIL
    35. 46. Atipias celulares: Em Células Glandulares <ul><li>-Adenocarcinoma “in situ” </li></ul><ul><li>-Adenocarcinoma invasor: </li></ul><ul><li>Cervical Endometrial Sem outras especificações </li></ul>
    36. 50. Outras Neoplasias Malignas Tuba uterina Ovário Metástases
    37. 51. Como Interpretar o Laudo Citopatológico <ul><li>Manter a propedêutica básica </li></ul>
    38. 53. Taxa de mortalidade por Câncer de Colo Uterino Brasil, 1980-1995 Fonte: SIM/DATASUS/MS 80 81 82 83 84 85 86 87 88 89 90 91 92 93 94 95 Ano 1 /100.000 habitantes 5 4 3 2 1 0
    39. 55. Coeficiente de mortalidade por Câncer Uterino, Paraná, 1997 a 2007 (por 100.000 mulheres) Dados de mortalidade de 2008 não estão fechados
    40. 56. “ Para o clínico o que primeiro interessa é saber se o exame de Papanicolaou é Negativo. Informações sobre a microflora e a presença de alterações reacionais podem auxiliar, no entanto são secundárias ” Diane Davey Diagnostic Cytopathology,vol.26,n3 -2002

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