17.ago ruby 17.00_palestra resultados e impactos p&d_ipea

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17.ago ruby 17.00_palestra resultados e impactos p&d_ipea

  1. 1. Ipea<br />Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA)<br />Diretoria de Estudos e Políticas Setoriais, de Inovação, Regulação e Infraestrutura (DISET)Convênio IPEA/ANEEL:<br />Avaliação de resultados do programa de Pesquisa e Desenvolvimento regulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica<br />Impactos do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento regulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica<br />VI Congresso de Inovação Tecnológica em Energia Elétrica (CITENEL)II Seminário de Eficiência Energética no Setor Elétrico (SEENEL)<br />Fortaleza, agosto de 2011<br />
  2. 2. Introdução<br />A partir da década de 1990, as políticas de ciência, tecnologia e inovação (CT&I) no Brasil passaram a incorporar mecanismos de fomento explicitamente dirigidos ao setor produtivo. <br />No setor elétrico, esses movimentos refletiram-se na promulgação, há cerca de dez anos, da Lei nº 9.991/00 .<br />A Lei nº 9.991/00 contribuiu para a formação de uma rede de pesquisa que envolve:<br />As próprias empresas de geração, transmissão e distribuição de energia (“agentes”);<br />As empresas que mantêm relações com as empresas do setor elétrico como fornecedores e prestadores de serviços (“empresas”); <br />As universidades e os centros de pesquisa (“instituições”) e<br />Os recursos humanos que participam dessas atividades.<br />2<br />
  3. 3. Introdução<br />Convênio ANEEL / IPEA para avaliar o programa e subsidiar a proposição de ajustes nas políticas de inovação para o setor.<br />O objetivo do trabalho: avaliar os resultados e impactos científicos, tecnológicos e econômicos do programa de P&D regulado pela ANEEL no período que se estende de 2000 a 2007.<br />Esse objetivo geral foi desdobrado em quatro objetivos específicos tratados em quatro estudos distintos:<br />Análise da rede de pesquisa formada pelo programa;<br />Análise das tendências de inovação no setor elétrico;<br />Análise dos impactos econômicos e tecnológicos do programa sobre as empresas e recursos humanos participantes; e<br />Análise do impactos qualitativos dos projetos sobre as agentes, empresas e instituições de pesquisa envolvidas.<br />3<br />
  4. 4. Documento 1:Rede de pesquisa formada pelo programa de P&D regulado pela ANEEL: abrangência e características<br />4<br />
  5. 5. Objetivo<br />Avaliar a abrangência e analisar as características da rede de pesquisa formada pelo programa de P&D regulado pela ANEEL. <br />Análise da extensão e abrangência da rede e de sua relevância no sistema setorial de inovação do setor elétrico;<br />Sistematização das características dos agentes, empresas e instituições envolvidos nos projetos; e<br />Sistematização das características dos recursos humanos envolvidos nos projetos. <br />5<br />
  6. 6. Setor elétrico no Brasil<br />Foco na energia hidroelétrica em virtude do potencial hídrico e das dimensões continentais do país.<br />No mundo, o petróleo, o gás e o carvão respondem por cerca de ⅔ da oferta de energia elétrica; fontes hidráulicas respondem por pouco mais de 15%.<br />No Brasil, cerca de ¾ da oferta é hidroelétrica.<br />6<br />
  7. 7. Extensão e abrangência da rede<br />Cerca de 2,4 mil projetos.<br />Valor total: R$ 1,4 bilhão entre 2000 e 2007.<br />Valores médios anuais correspondem a cerca de 2,8% dos investimentos federais em P&D (1% nos EUA - não inclui os investimentos privados em P&D).<br />Entre 2001 e 2008, o CT-Energ aplicou cerca de R$ 235 milhões.<br />Muitos projetos têm uma visão muito abrangente de P&D:<br />Projetos de P&D stricto sensu;<br />Projetos mais abrangentes (inovação); e<br />Projetos que não são sequer inovadores.<br />7<br />
  8. 8. Relação P&D/faturamento no setor elétrico<br />8<br />Mesmo nos países líderes, a relação P&D/faturamento no setor elétrico é reduzida (maturidade tecnológica do setor).<br />Predominam percentuais inferiores a 1,00%.<br />Somente nos casos em que as empresas se situam em segmentos mais intensivos tecnologicamente – como no caso daquelas que usam fontes nucleares – ou daquelas que atuam inclusive como centros de pesquisa, os investimentos em P&D alcançam níveis superiores a 1,00%.<br />No Brasil: setor maduro, seguidor e com reduzidos níveis de competição.<br />
  9. 9. Características dos agentes<br />O programa envolve praticamente todos aos agentes cuja participação é compulsória.<br />Cerca de ⅓ das empresas cujo código CNAE corresponde às atividades de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica participam do programa. <br />Metade dos agentes parece já ter assimilado uma cultura de P&D (uma vez que mantém relações com outros instrumentos de apoio à inovação).<br />Entre os 87 agentes que têm algum envolvimento com atividades de P&D (isto é, aqueles que participam de grupos de pesquisa cadastrados no CNPq), menos de 40 têm acessos aos instrumentos que envolvem recursos (fundos setoriais, lei do bem ou financiamentos reembolsáveis).<br />Além disso, o programa ainda não conseguiu criar uma cultura de fato de P&D na outra metade dos agentes, que sequer participa de grupos de pesquisa cadastrados no CNPq.<br />9<br />
  10. 10. Características das empresas e instituições <br />Excetuando-se os agentes, 623 entidades envolveram-se nos projetos.<br />Nesse conjunto, 288 são empresas e 335 são instituições (ICTs).<br />Reduzido número de empresas tipicamente relacionadas ao setor de energia elétrica (apenas 27), elevado número de consultoras e reduzido número de financiadoras (apenas 2) sugere a presença de empresas “ad hoc” (isto é, empresas sem tradição de atuação no setor).<br />Captura: excessiva concentração dos recursos em um número reduzido de instituições. As 10 ICTs que totalizam os maiores valores em projetos concentram 47,7% dos recursos (destaque para a primeira no ranking com 11,3% do total).<br />10<br />
  11. 11. Características dos recursos humanos<br />O total de postos de trabalho envolvido com o programa (inclusive pessoal de apoio) alcançou 23.418.<br />Considerando apenas a quantidade de pessoas identificadas (isto é, com CPF e que corresponde, na prática, ao conjunto de coordenadores, gerentes e pesquisadores) sem repetições, esse valor alcança 8.724.<br />Ao se excluírem os recursos humanos ligados aos agentes (isto é, aqueles que compulsoriamente se evolvem com o programa), o total alcança 6.164.<br />O programa mobilizou cerca de 2,5 mil doutores, a maioria dos quais na condição de pesquisador.<br />11<br />
  12. 12. Documento 2:Tendências tecnológicas do setor elétrico<br />12<br />
  13. 13. Dinâmica de inovação<br />Importante papel dos fornecedores de equipamentos e sistemas de energia na dinâmica da inovação no setor elétrico.<br />Normalmente, são esses fornecedores os principais responsáveis pelas inovações ao longo da cadeia de produção.<br />Perfil desses fornecedores:<br />Altamente internacionalizados;<br />Global players e com forte presença na economia brasileira.<br />Destacam-se as empresas: GE, Siemens, ABB e Westinghouse.<br />13<br />
  14. 14. Tendências tecnológicas do setor elétrico (OCDE)<br />14<br />
  15. 15. Tendências tecnológicas do setor elétrico (Brasil)<br />15<br />
  16. 16. Conceitos: P&D, inovação e atividades regulares<br />16<br />
  17. 17. Aderência dos projetos ANEEL às tendências internacionais e nacionais<br />Amostra de 79 projetos.<br />55 projetos (cerca de 70%) podem ser enquadrados como projetos de P&D de acordo com o Manual Frascati.<br />41 projetos (cerca de ¾ dos 55 projetos) com propostas de atividades de P&D em outras atividades que não as de fronteira.<br />14 projetos (um quarto dos 55 projetos) se adequam às tendências tecnológicas de fronteira apresentadas.<br />17<br />
  18. 18. Aderência dos projetos ANEEL às tendências internacionais e nacionais<br />No conjunto dos 14 projetos considerados de fronteira:<br />50% do total de projetos dizem respeito a energias renováveis (grupo 3).<br />43% no grupo interface e complementares (grupo 4).<br />1 projeto enquadrado nos grupos 3 e 4 ao mesmo tempo.<br />Nenhum projeto dos grupo 1 e 2 foi localizado.<br />Paradoxal da abundância de matéria prima disponível no país para a atuação do grupo 1 e pela sinalização clara do Estado pela retomada do programa energético nuclear (grupo 2).<br />No conjunto “outros”:<br />Metodologia (pouco menos de 30%);<br />Estrutura/Materiais/Cálculo (pouco mais de 20%);<br />Aparelhos e acessórios; e<br />Análise de falhas.<br />18<br />
  19. 19. Documento 3:Impactos econômicos e tecnológicos do programa de P&D regulado pela ANEEL<br />19<br />
  20. 20. Objetivo e metodologia<br />Analisar os impactos econômicos, científicos e tecnológicos do programa de P&D regulado pela ANEEL nos indicadores de desempenho das empresas e dos recursos humanos envolvidos nos projetos que o compõem.<br />Métodos apoiados em escores de propensão que eliminam o viés de seleção tipicamente observado na avaliação de políticas públicas de inovação.<br />20<br />
  21. 21. Exemplo: resultados (recursos humanos)<br />Os resultados demonstram que, em relação à produtividade de artigos e capítulos de livros escritos, há apenas diferença estatisticamente significante no período anterior ao primeiro projeto dentro do programa.<br />Sinal negativo evidencia que os pesquisadores que fazem parte do grupo controle, na média, possuíam uma produtividade média maior.<br />Com o passar do tempo, os pesquisadores tratados equipararam-se aos pesquisadores do grupo controle, pois os resultados não evidenciam diferenças entre os dois grupos após o início do projeto<br />21<br />
  22. 22. Impactos: empresas<br />O programa não teve, de uma forma geral, impactos significativos no pessoal ocupado, no pessoal ocupado técnico-científico e nas taxas de crescimento dessas variáveis nas empresas que se envolveram nos projetos. <br />Nos vários modelos adotados, houve poucos casos em que se observou significância estatística do impacto do programa; além disso, em vários casos, os resultados forneceram estimativas conflitantes e pouco intuitivas.<br />22<br />
  23. 23. Impactos: recursos humanos<br />Com relação aos recursos humanos, os resultados demonstraram que o programa contribuiu para o emparelhamento da produção científica dos pesquisadores envolvidos com o restante dos pesquisadores, cuja produção no período anterior ao programa era superior.<br />Já no que diz respeito à produção tecnológica, foi possível concluir que há uma diferença estatisticamente significativa em favor dos recursos humanos envolvidos com o programa.<br />Essa diferença, contudo, tende a se reduzir entre os períodos anteriores e posteriores à adesão ao programa<br />23<br />
  24. 24. Documento 4:Impactos qualitativos dos projetos sobre as agentes, empresas e instituições de pesquisa envolvidas<br />24<br />
  25. 25. Objetivos<br />Investigar se os projetos inseridos no programa estão alinhados à estratégia global dos agentes ou se ainda possuem um viés científico.<br />Investigar se o programa foi capaz de criar uma cultura de inovação nos agentes, inclusive com o fomento da cooperação entre esses e outros institutos de pesquisa e empresas.<br />25<br />
  26. 26. Paradoxo da P&D estratégica<br />Paradoxo do programa de P&D regulado pela ANEEL (ou “o paradoxo da P&D estratégica”):<br />Em geral, quanto mais alinhados com as estratégias empresariais, menos de P&D são os projetos.<br />Trata-se de um setor maduro, onde inovações incrementais devem ser mais comuns que as radicais<br />Setor é regulado:<br />baixa concorrência e custos são cobertos pelas receitas previstas<br />Setor é compartimentado: <br />Segmentação entre geração, transmissão e distribuiçãoreduz os incentivos para o desenvolvimento de tecnologias que afetem outras áreas (ex.: novas fontes de energia).<br />26<br />
  27. 27. Hipótese e resultados:estratégia da empresa<br />Estratégia da Empresa:<br />Hipótese: As atividades de P&D, por serem direcionadas pelas empresas, são alinhadas com suas estratégias e, por isso, não estão na primeira geração de P&D (laboratórios de P&D autônomos).<br />Conclusões: há Alinhamento Parcial.<br />Projetos em atividades mais intensivas.<br />Projetos incrementais .<br />Programa incentiva parcerias<br />Projetos excessivamente alinhados à estratégia, fora do âmbito de P&D (cerca de 30% da amostra até 2007).<br />Mas há alguns projetos dominados pelas ICTs<br />Excesso de recursos e despreparo dos agentes <br />Ou podem estar relacionados a estratégias de longo prazo das empresas.<br />27<br />2ª e 3ª geração<br />4ª e 5ª geração<br />1ª geração<br />
  28. 28. Hipótese e resultados:cultura de inovação<br />Cultura de Inovação:<br />Hipótese: O maior volume de gastos em P&D contribui para a criação de uma cultura de inovação nessas empresas e proporciona real desenvolvimento tecnológico.<br />Conclusões: cultura, mas não desenvolvimento tecnológico:<br />Maior Institucionalização das atividades de pesquisa;<br />Volume de recursos maior que capacidade de absorver, o que leva a projetos de maior risco, mas ainda com dificuldades de encontrar demanda; e<br />Possível Crowding Out (outras fontes de fomento a P&D eram utilizadas e não são mais)<br />28<br />
  29. 29. Conclusões<br />Agentes passaram a enxergar os benefícios da P&D, porém...<br />ainda se envolvem pouco na sua execução, delegando a ICTs e empresas, e<br />Inovações ainda incrementais ou voltadas a resolver problemas operacionais.<br />Excesso de recursos levando a projetos de maior risco, mas também à tentativa de uso fora do âmbito das atividades de P&D.<br />29<br />
  30. 30. Conclusões gerais e recomendações<br />30<br />
  31. 31. Recomendações<br />Incentivar um maior alinhamentos dos projetos às estratégias das empresas.<br />Nas circunstâncias em que os projetos não forem de P&D ou de inovação e que as empresas não tenham uma destinação eficiente a dar aos recursos, estes poderiam ser revertidos para a capitalização de projetos estratégicos desenvolvidos de forma cooperativa.<br />31<br />
  32. 32. Recomendações<br />A aparente captura de um volume expressivo de recursos por um número reduzido de instituições sugere que ações de divulgação do programa podem contribuir para aumentar a competição pelos recursos e melhorar a qualidade dos projetos.<br />Pode-se considerar a criação de uma bolsa de projetos estratégicos cooperativos para adesão das empresas que não têm projetos aprovados pela ANEEL. Com isso, reduz a assimetria de informação e os custos de transação para a execução de pesquisa “extra muros”.<br />O “paradoxo da P&D estratégica” sugere que se pode considerar a utilização de incentivos maiores para projetos mais intensivos em P&D e menores para projetos menos intensivos em P&D (que tenderiam a ser, pelo menos em parte, executados na ausência dos incentivos).<br />32<br />
  33. 33. Equipe técnica<br />Coordenação:<br />Fabiano Pompermayer<br />Fernanda De Negri<br />Luiz Ricardo Cavalcante<br />Pesquisadores<br />Andrea Felippe Cabello<br />Calebe de Oliveira Figueiredo<br />Fabiano Pompermayer<br />Fernanda De Negri<br />Gustavo Varela Alvarenga<br />Jean Marlo Pepino de Paula<br />Luísa Martins Fernandes<br />Luiz Guilherme de Oliveira<br />Luiz Ricardo Cavalcante<br />Patrick Franco Alves<br />33<br />

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