A importância do lúdico na aprendizagem de matemática

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A importância do lúdico na aprendizagem de matemática

  1. 1. A Importância do Lúdico na Aprendizagem de Matemática Escrito por João Valdecir da Silva e Valdomiro Pereira LopesRESUMOEste trabalho propõe-se a analisar a importância do lúdico na aprendizagem de Matemática nas séries iniciais da EducaçãoBásica, momento em que o educando começa a ter contato com a matemática institucional, que vem sendo tratada como sefosse um elemento à parte do cotidiano. Essa não é uma verdade cristalizada. É possível contestá-la e para tal, é que serealizou esta pesquisa bibliográfica, visando o embasamento em diferentes autores, visando referenciar conceitos do lúdicoaplicados à matemática enquanto parte integrante do currículo escolar da Educação Básica. Procurou-se um relevanteentendimento e esclarecimento sobre o lúdico no processo de ensino-aprendizagem, especialmente no tocante aoentrelaçamento desse elemento ao cotidiano da sala de aula, posto que no cotidiano da vivência do educando, ele já seencontra inserido. A matemática não pode e não deve ser considerado um elemento que reprova, uma vez que a presença dosnúmeros é uma constante em todas as atividades que se realizam fora da escola, ainda que longe das fórmulasinstitucionalizadas. Afinal, e como sempre, essa pesquisa enriquece nossos conhecimentos ao ponto de percebermos arealidade que nos cerca (a qual apresenta carência em relação ao uso do lúdico) e daí, elaborar contribuições para a mesma,evidenciando que ao educador é necessário se desfazer das amarras às quais se encontra preso e, configurando assim um novocaráter para a Escola: “Escola Estabelecimento de Aprendizagem”.Palavras-Chave: 1 - Atividades lúdicas; 2 - Matemática; 3 – Aprendizagem.INTRODUÇÃO O presente trabalho foi impulsionado pela curiosidade e necessidade de ampliar o conhecimento sobre o lúdico, seuuso e/ou desuso no processo de ensino-aprendizagem, especialmente no ensino de matemática. Assim, o referido trabalho buscou verificar a importância do lúdico e aplicação no ensino da matemática em sala deaula, especialmente nas séries iniciais do Ensino Fundamental e analisar o interesse dos alunos pela utilização em brincadeiras,jogos e outras atividades lúdicas na escola, entre os professores que a utilizam e, os que não a utilizam. A mesma teve ainda, apoio em uma relevante consulta de literatura, envolvendo os fascículos de matemática, artigosencontrados em sites, revistas, apostilas e livros. Afinal, as informações contidas nessa pesquisa evidenciam que o lúdico,apesar de esquecido na prática docente, é tão importante em sala de aula nas séries iniciais especialmente no ensino damatemática, quanto o é o conteúdo teórico, por isso é necessário que os educadores repensem constantemente suas práticaspedagógicas e, a partir daí, trilhar caminhos que levem os alunos a uma aprendizagem prazerosa e desafiadora, especialmenteno ensino da matemática, que é tão temida pelos aprendizes. A solução para essa problemática pode ser efetuada a partir do momento que os educandos passarem a serentendidos como “peças fundamentais do jogo aprender e ensinar” numa escola, considerada antes de tudo, “estabelecimentode aprendizagem”.REVISÃO LITERÁRIA De acordo com os diversos aportes teóricos que aborda Kamü (1990), em sua pesquisa, verifica-se que naAntiguidade, o brincar era uma característica tanto de crianças quanto de adultos. Uma vez que os jogos e diversões entre osmesmos constituíam um momento favorável para que a sociedade estreitasse seus laços coletivos, tornando-se mais unida. Observa-se que os jogos e brincadeiras de uma forma geral ocupavam importante posição nessa sociedade. Pois,como enfatiza Kamü, citado em Almeida (1987), os povos egípcios, romanos e maias utilizavam-se dos jogos para ensinar aosjovens, valores, conhecimentos, normas e padrões de vida com a experiência dos adultos. Por outro lado, enquanto para a maioria das pessoas da Antiguidade, os jogos e brincadeiras eram admitidos eestimulados livremente sem discriminações, para uma minoria poderosa (juntamente com a Igreja Católica), eram atividadesprofanas, imorais, delituosas, etc., cuja prática não era admitida de forma alguma. E é justamente essa postura do cristianismoem ascensão que breca o crescimento da prática de jogos, através de um método educacional rígido e disciplinador etotalmente contra a ludicidade. Porém, de acordo com François Rabelais (1483-1553), analisa que o formalismo da educação escolástica eraexcessivamente livresco, sugerindo inclusive que o ensino deveria partir de jogos. A partir daí, nota-se com propõe Kamü, quediante do surgimento da Companhia de Jesus, fundada por Ignácio de Loyola (1534), os jogos acabam ganhando novaconfiguração: importância e prestígio diante do ensino.
  2. 2. Nessa visão, é justamente essa postura dos jesuítas que recoloca os jogos nas práticas educacionais, como meiodisciplinador capaz de promover conhecimentos. Assim, percebe-se que a contribuição dos jesuítas é extremamente importanteao crescimento e aceitação dos jogos no ensino, marcando inclusive, o ponto de partida de vários educadores, teóricos epesquisadores sobre a importância do lúdico na educação. Analisa-se segundo Kamü, a grande importância de vários pensadores, cujas contribuições ao longo do tempofavorecem a construção do processo lúdico na educação. Para Kishimoto (1994), surge o jogo educativo, no século XVI, objetivando ancorar ações didáticas que visam àaquisição de conhecimento; considerando também que é a partir do movimento científico do século XVIII, com a variação dosjogos, há certo favorecimento que viabiliza a criação, adaptação e popularização dos jogos no ensino. Segundo Kamü, Áries (1978) expõe que no início do século XVII, há o impulso dos jogos de exercícios físicos, recomendados por médicos como atividades saudáveis para a mente e para o corpo; já no fim do século XVIII, esses mesmos jogos marcaram a preparação dos jovens para a guerra, estabelecendo-se como fortes aliados à instrução militar. Seguindo essa visão sobre a importância dos jogos, Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), afirma que os jogosoferecem à criança uma oportunidade de ensino livre e espontâneo, repleto de interesse, alegria e descontração, ao invés desofrimento. Em seqüência, observa-se que Froebel (1782-1852), idealizador dos jardins de infância, destina o jogo a ser parteintegrante da educação infantil, já que este é caracterizado pelas ações de liberdade e espontaneidade. Em Spencer (1820-1903), percebe-se conforme Kamü, que o jogo é caracterizado como elemento propiciador dodesenvolvimento da vida intelectual em todos os aspectos, devido ao fato de que gera uma excitação mental agradável para osque com ele se envolvem, incluindo-se aí principalmente as crianças. Já o filósofo John Dewey (1859-1952), critica fortemente a postura tradicional da escola, em que propõe o apego àobediência e a submissão, propondo que “o trabalho com os jogos impulsiona naturalmente as crianças, que vão à escola comalegria, além de manter a disciplina, facilitando o aprendizado” (KAMÜ, p. 5). No século XIX, como esclarece Smith (1982), a infância era observada como uma etapa de vida cuja preparação deviavoltar-se para o “trabalho adulto”, com isso, a valorização de jogos e brincadeiras era mínima. Pois, como sugere Dewey(1936), são razões como estas que classificam os jogos e o trabalho em dois ângulos opostos, e que na verdade ambas sãoatividades ativas que possuem fins conscientemente demandados. Com isso, Claparède (1912), assegura que diante da necessidade vital do ser humano, os atos de pesquisar etrabalhar se manifesta em todas as brincadeiras, já que não são apenas uma diversão e sim um trabalho, além do mais,descarta qualquer oposição radical entre ambos, como supõe a pedagogia tradicional. Ainda nesse sentido, a oposição entre jogo e trabalho é acentuada em diversas ações da escola tradicional, como porexemplo, no trabalho em sala de aula com fábulas do tipo de A Cigarra e a Formiga, de La Fontaine, ou então, quando osprofessores raramente deixam um espaço para os jogos, sendo estes realizados após a realização de tarefas escolares,consideradas coisas sérias. Situação esta que se estende até a mentalidade de muitos adultos, que acabam acreditando que aescola foi feita para trabalhar e não para jogar. No entanto, Kamü e De Vries (1991), esclarecem que cabe aos educadores buscar formas de ensinar, que valorizemos pontos em comum entre trabalho e jogo. Além disso, estas autoras ainda oferecem uma caracterização para os jogos,devendo estes ser trabalhados em grupo na sala de aula, uma vez que “os jogos em grupo são importantes... porqueproporciona e estimula as atividades mentais e sua capacidade de cooperação”. (CONSTANA, p. 19). Daí cabe ao professorselecionar e criar novos jogos para seus alunos. Também em defesa do jogo na educação, Piaget (1896-1980), critica a escola tradicional, considerando que a mesmaacomoda as crianças ao conhecimento tradicional, podando assim suas capacidades inventivas, críticas e criadoras. Além disso,segundo Kamü, Piaget elabora uma classificação de jogos de acordo com os estágios de desenvolvimento cognitivo da criança,isto é, cada faixa etária corresponde a tipos de jogos específicos. Observa-se que em Vigotsky (1896-1934), o brinquedo oferece amplas possibilidades de mudar a necessidade econsciência do indivíduo. Em Callois (1990), o jogo evoca no indivíduo, idéias de facilidade, risco ou habilidades combinando-se às ideias delimites, liberdades e invenção. Contudo, ainda apresenta uma divisão do jogo em quatro possibilidades: 1. Competição (Agôn); 2. Sorte (Alea); 3. Simulacro (Mimicry); 4. Vertigem (Ilinx).
  3. 3. Para Lima (1991), os jogos matemáticos podem ser caracterizados por situações-problema envolvendo jogos dedisputa, quebra-cabeças de montagem ou movimento, desafios, enigmas e paradoxos e, ainda defende a ideia de que “aprática de jogos no ensino é uma excelente oportunidade para propiciar a compreensão de conceitos e métodos matemáticosimportantes em todos os níveis” (KAMÜ, p. 20). Nota-se conforme Kamü (1990), em sua pesquisa sobre o lúdico na educação, que a mesma está ancorada nasconcepções de vários pensadores que apresentam em suas obras e pesquisas, uma educação enriquecida de novos aspectos,conotações e abordagens, atingindo uma visão mais política e libertadora, evidenciando que ao passo que a mesmautiliza atividades lúdicas, acaba estimulando as relações cognitivas, afetivas e sociais, propiciando também nos alunos, atitudescríticas e criadoras. Assim sendo, como sugere em Kamü (1990), D’Ambrósio (1994), diz que a verdadeira educação é aquela que propõeuma ação enriquecedora para todos que com ela se envolvem e, ainda, alerta os educadores que ao invés de despejarconteúdos fora da realidade nas cabeças dos alunos, deve-se aprender com eles, reconhecer seus saberes, e juntos buscarnovos conhecimentos. Nesse sentido, poder-se-á gerar momentos felizes e criativos em sala de aula, especialmente namatemática. Já Dienes (1986), estabelece que a aprendizagem de matemática liga-se a etapas e, sugere ainda, que “é necessárioque a criança conviva em um ambiente rico de materiais e oportunidades, de modo que possa construir elaborar seusconhecimentos”. (KAMÜ, p. 9), Sem falar também que o professor deve considerar no planejamento de aulas essas etapas dedesenvolvimento da criança, caso contrário, fechará as portas da matemática para muitos alunos. Seguindo ainda nessa análise dos pensadores realizada por Kamü (1990), destaca-se com Brenelli (1993), que é nainteração com os jogos como defende a teoria piagetiana, que o sujeito teve a oportunidade, de percebendo seus erros,construírem novos estágios e, a partir daí alcançar dois objetivos: aprender conteúdos relacionados aos conhecimentosaritméticos e construir instrumentos de pensamento necessários para o ato de aprender. Nesse momento, Moura (1994), ainda nos lembra que o surgimento do jogo está dentro de um grande cenário queprocura apresentar a educação, especialmente à educação matemática, em bases científicas. E já que as atividades lúdicas têma finalidade de desenvolver no aluno habilidades de resolução de problemas, acaba avaliando seus resultados durante o ato dejogar. Sem falar que este possibilita a aproximação do sujeito ao conteúdo científico através de linguagens, informações,significados culturais, compreensão de regras, imitações, etc., assegurando assim conhecimentos mais elaborados. Constata-se também em Macedo (5, ed.), segundo Kamü (1990), que o jogo apresenta grande importância para acriança, devido proporcionar à mesma o trabalho de assimilação e acomodação de dados. Contudo, através dos jogos de regras, por exemplo, os indivíduos podem adquirir valores comuns como respeito,admiração, confiança, reciprocidade, aprendizagem, etc., melhorando inclusive, a relação entre os mesmos. Ou, ainda,como sugere Machado et al (1990), “jogos propiciam condições agradáveis e favoráveis para o ensino da matemática, umavez, que com esse tipo de material, o indivíduo é motivado para trabalhar e pensar tendo por base o material concreto,descobrindo, reinventando e não só recebendo informações”. ( p. 10 e11). Além disso, essas atividades deixam as aulas de matemática bem mais divertida e prazerosa, quebrando aqueleaspecto rígido e livresco apresentado de modo fragmentado passo a passo. Quanto ao professor, este deve organizar bem essaatividade para que a mesma promova as descobertas e não só as vitórias. Considerando Grande (1995), nota-se que o valor pedagógico do jogo acontece quando o professor o utiliza comouma ação didático-metodológica com objetivos claro sendo então, um observador, juiz e organizador das atividades lúdicaspropostas, sendo que nestas atividades ele deve gerar “situações-problema”. Essa autora evidencia também que os jogosassumem uma função no contexto social e podem ser divididos em: • Jogos de azar – aqueles que implicam sorte para que os participantes sejam os ganhadores; • Jogos quebra-cabeças – jogos de solução onde um único indivíduo pode realizá-los; • Jogos de estratégia – são aqueles que dependem da estratégia dos jogadores para chegar à vitória; • Jogos de fixação de conceitos – são aqueles utilizados geralmente após a exposição de conceitos; • Jogos computacionais – aqueles executados com o auxílio de computadores, quem vem se destacando no momento; • Jogos pedagógicos – são aqueles desenvolvidos com objetivos pedagógicos visando contribuir no processo de ensinar e aprender e vice-versa. Estes ainda podem englobar todos os outros tipos de jogos mencionados. Afinal, diante de todas as concepções, considerando diferentes pensadores, analisadas e expostas por Kamü (1990),vale salientar que o mesmo ainda assegura que no ensino da matemática os jogos podem motivar os alunos para uma novaaprendizagem e/ou fixar noções já conhecidas nos indivíduos.
  4. 4. Nesse sentido, “o elemento jogo se apresenta com formas específicas e características próprias a dar compreensãopara muitas das estruturas matemáticas existentes e de difícil assimilação”. (GRANDO, 1995, apud KAMÜ, p. 8), Portanto, diante desse navegar histórico, podem-se verificar as idéias de vários autores em torno do lúdico e daí,constatou-se que os jogos eram comuns desde a Antiguidade, a todas as idades e classes, o que não difere dos dias atuais,porém, enquanto para muitos, a ludicidade está presente nas atividades diárias das crianças, existindo mesmo sem seu usoeducacional e/ou podendo ainda ser um instrumento e forte aliado aos professores, nas diferentes disciplinas, em sala de aula,inclusive no ensino da matemática, para outros, principalmente para aqueles adeptos do ensino tradicional, é encarada comresistência, como algo sem importância, ou como simples passatempo, que atrasa o andamento dos conteúdos escolares, queconsideram realmente importantes. Sabe-se que a matemática está presente na vida do homem desde os tempos maisremotos. Não é à toa que Marilene Santos (2009: p. 1), nos lembra que “desde que o mundo é mundo e mesmo sem saber quecalculava o homem já calculava”. Observa-se que nesse percurso histórico, a matemática atravessou gerações, impregnada de caráter rígido, maçante,difícil. Sem dúvida, isso acontece justamente pela forma com que a mesma é apresentada e trabalhada em sala de aula,causando nos indivíduos certos impactos como o medo, a frustração, a impotência, a ansiedade, entre outros. Essa situação étriste e trás um grande atraso no processo de ensino aprendizagem, configurando inúmeras características negativas àdisciplina, por isso é comum ouvir de alunos e até professores, que matemática é “coisa de pessoas inteligentes”, já que amaioria apresenta grandes dificuldades sobre os conhecimentos de matemática. Essa postura formal, isto é, ensino tradicional, baseado na cópia e recópia, repetição e decoração de símbolosmatemáticos, já é abalada nos tempos atuais, por concepções de vários pensadores, dentre os quais, muitos são destacadosnessa pesquisa, evidenciando que a ludicidade é um ótimo recurso para o ensino da matemática, pois o brincar é algofundamental para o desenvolvimento infantil, sendo inato às crianças, independente de escola, pois faz parte da vida de todosos seres humanos ao longo de sua existência, uma vez que, considerados em sala de aula, os jogos podem ser um ótimorecurso para a aprendizagem formal, devendo apenas estar relacionado ao conteúdo a ser apresentado e atender asnecessidades dos educando. Pois segundo Dolurdes Voos (et al 2009: p. 02), “a ludicidade constitui um caminho para o conhecimento e para odesenvolvimento do raciocínio, tanto na escola quanto na vida cultural e social fora da escola”, e, ainda acrescenta que o jogo érepleto de espírito inovador, que desafia os alunos à busca de um resultado positivo, o acerto, fazendo com que os mesmoscumpram regras, desenvolvam responsabilidade, decisão interdisciplinar e aprendizagem. Diante da construção desta pesquisa, buscou-se fazer considerações além do tema abordado, já que as situações queenvolvem a aprendizagem da matemática nas séries iniciais da Educação Básica, não existe isolamento e sim apresentam-secomo amostra de uma realidade que envolve todo o processo político-pedagógico no ensino matemático nos vários níveis deescolaridade. Por isso, é fundamental que os educadores repensem frequentemente sua prática pedagógica e a entenda como nosapresenta a pedagoga Sandra Alves, em seu artigo, que os jogos, brincadeiras e brinquedos, entre outros, são possibilidades deensino, assim devem ser vivenciados pelos professores, pois, são ingredientes indispensáveis no relacionamento entre pessoas,propiciando ainda, o desenvolvimento da afetividade, prazer, autoconhecimento, cooperação, autonomia, imaginação ecriatividade. Afinal, o uso de jogos e curiosidades no ensino da matemática tem o objetivo de fazer com que os alunos gostem deaprender essa disciplina, mudando a rotina da classe e despertando o interesse do aluno. Entretanto, percebe-se segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais de Matemática (PCNs: 2001), que o “jogo éuma atividade natural no desenvolvimento dos processos psicológicos básicos: supõe um fazer sem obrigação externa eimposta, embora demande exigência, norma e controle” (p. 40). Essa idéia é reforçada quando se analisa também, de acordo com o livro Escola Ciclada de Mato Grosso (2000), que épela ação sobre os objetos e situações que a criança e até mesmo adultos, constroem conhecimentos.CONSIDERAÇÕES FINAIS Aprender brincando não é apenas um passatempo quando se trata de ensinar operações matemáticas, por exemplo;ou ainda, verifica que os jogos pelo seu aspecto lúdico podem motivar e despertar o interesse do aluno, pois, a partir dos errose acertos e da necessidade de análise sobre a eficiência de cada estratégia, é estimulado o desenvolvimento do raciocínioreflexivo daqueles que jogam e, considerando-se a grande variedade de jogos e brincadeiras possíveis no ensino damatemática, é necessário que os educadores se voltem para tal fim, pois é grande a necessidade dos educadores trabalharempráticas diferentes, como as lúdicas em sala de aula, de forma mais séria e organizada. Os professores, especialmente os de matemática, apesar de se mostrarem conscientes da importância do lúdico emsua prática escolar, se contradizem na prática que realmente exercem, deixando de pensar o fato de que é realmente
  5. 5. importante que os jogos façam parte da cultura escolar, cabendo a eles analisá-los e avaliá-los, para assim poder introduzi-losem seu cotidiano docente. Afinal, o lúdico é uma atividade simples e eficaz, basta apenas que o professor se desfaça de suas “amarras”, para sero facilitador na construção de conhecimento de seus alunos, partindo para novas práticas e, especialmente na matemática,“quebrar” aquele caráter rígido e assustador que a mesma apresenta para os aprendizes. Com isso, estar-se-á desenvolvendo uma escola: estabelecimento de aprendizagem, onde alunos e professores fazemparte de uma mesma “moeda” na aquisição de conhecimentos, se tornando dignos de uma escola que promove o indivíduo a‘ser sempre mais’.REFERENCIAIS BIBLIOGRÁFICOSARAÚJO, Paulo. Linha Viva. In: Revista Nova Escola, nº 195, setembro de 2006, p. 43.FALZETTA, Ricardo. Matemática Aritmética: todas as contas num punhado só. In: Revista Nova Escola, nº 195, setembro de2006, pp. 52-54.FERRARI, Márcio. Matemática é mais que fazer conta no papel. In: Revista Nova Escola, nº 173, junho/julho de 2004. pp. 40-42.FRÖBEL, Friedrich Wilhelm August. Princípios. Wikipédia (a Enciclopédia On-line). Disponível emhttp://pt.wikipédia.org/wiki/Friedrich-Fr%c3%B6bel. Acesso em 10/03/2009.KAMÜ, Constana. A Criança e o número: Implicações Educacionais da Teoria de Piaget para a atuação junto a escolares de 4 a6 anos, 11ª ed. Campinas, SP: Papirus, 1990.LIMA,Reginaldo Naves de Souza e, VILA, Maria do Carmo. Matemática. Contactos Matemáticos do Primeiro Grau. De risco acurva, desta a reta. De retas o plano. Cuiabá. EdUFMT, 2003. 110 p. il.MACEDO, L. A. A Importância dos Jogos para a Construção do Conhecimento na Escola. 1994 (mimeo).MARANGON, Cristiane. Um Jogo Chamado Quarto. In: Revista Nova Escola, nº 163, Junho/julho de 2003, pp. 40-41.MATO GROSSO. Secretaria de Estado de Educação. Escola Ciclada de Mato Grosso: Novos Tempos e Espaços para ensinar-aprender a sentir, ser e fazer. Cuiabá. SEDUC. 2000. 195 p.MORI, Iracema. Viver e Aprender Matemática. 2ª série – 8 ed. Reform. – São Paulo: Saraiva, 2004.MOURA, M. A Séria Busca no Jogo: do lúdico na matemática. In: KISHIMOTO, T.T.M. (Org.) Jogo, Brinquedo, Brincadeira eEducação. São Paulo: Cortez, 1977.13OLIVEIRA, Sandra Alves de. Lúdico como motivação nas aulas de matemática. Disponível emhttp://www.mundojovem.pucra.br/projetos/pedagógicos/projeto-lúdico....acesso em 10/03/2009.PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS: Matemática/ Ministério da Educação. Secretaria da Educação Fundamental.(O recurso aos jogos, p. 48 a 49). 3 ed. Brasília: 2001.PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS. Pró- Reitoria de Graduação. Sistema de Bibliotecas. PadrãoPUC Minas de normalização: normas da ABNT para apresentação de trabalhos científicos, teses, dissertações e monografias /Elaboração,Elenice Rêgo dos Santos Cunha. Belo Horizonte: PUC Minas, fev. 2007.RIBEIRO, Raquel. Brinquedo: Um Material e Tanto Para Aprender Geometria. In: Revista Nova Escola, nº 180, março de 2005,pp 34-35.----------------------. Cálculos Mentais: quanto mais diversos os caminhos, melhor. In: Revista Nova Escola, nº 181, abril de2005, pp. 30-31.SANTOS, Marilene Lima. Matemática Lúdica: o uso do Tangram. São Paulo, 7 p. Disponível em<http://www.centrorefeducacional.com.br/matludica.htm> acesso em 14/04/2009.----------------------. A lógica do quadrado mágico. 18 de janeiro, 2008. Seção Curiosidades, educação, lúdicos. Disponível em< http://mathematikando.opensadorselvagem.org/a-logica-do-quadrado-mágico/ Acesso em 13/03/2009.VOOS, Dolourdes. Et al. O Lúdico Intrínseco na Matemática: visualizando e compreendendo a matemática através dos jogos,brinquedos e brincadeiras. Acesso em 27/03/2009.Postado em: <http://www.impactosmt.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=70:a-importancia-do-ludico-na-aprendizagem-de-matematica&catid=38:artigos&Itemid=59>. Acessado em 03 de fevereiro de 2013.João Valdecir da Silva - Discente do Curso de Pós-Graduação Psicopedagogia Clínica e EducacionalValdomiro Pereira Lopes - Discente do Curso de Pós-Graduação Psicopedagogia Clínica e Educaciona.Profº José Olímpio dos Santos - Professor Doutorando e Coordenador do Curso de Pós-Graduação Lato Sensu:Psicopedagogia Clínica e Educacional.

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