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  • 1. BIOLOGIA . Aula 03 CÂNCER 1.1 INTRODUÇÃO CÂNCER O câncer é uma das doenças mais comuns e graves vistas na medicina clínica. Algumas formas de câncer atacam mais de 1/3 da população e são responsáveis por 20% das mortes e 10% dos custos médicos dos países desenvolvidos. No Brasil as doenças infecciosas na primeira infância ainda são responsáveis por uma parcela significativa da mortalidade, mas à medida em que a esperança de vida aumenta, o câncer passa a ser uma preocupação cada vez maior. e fato, uma grande parcela de casos é observada na idade adulta e, em particular, após os 50 anos.
  • 2.
    • O termo câncer foi empregado pela primeira vez na Grécia Antiga. Observando-se que algumas feridas pareciam penetrar profundamente na pele, comparou-se este comportamento ao de um caranguejo (karkinos em grego, câncer em latim) agarrado à superfície. Atualmente temos hoje mais de 200 doenças agrupadas, todas resultando no crescimento autônomo e desordenado de uma pequena parte do organismo.
  • 3. “ Câncer é o nome dado a um conjunto de mais de 100 doenças que têm em comum o crescimento desordenado (maligno) de células que invadem os tecidos e órgãos, podendo espalhar-se (metástase) para outras regiões do corpo”(INCA – Instituto Nacional de Câncer) O Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima que haverá quase um milhão de novos casos de câncer em 2008 e 2009 - 466 mil a cada ano. A expectativa é a de que haja um aumento na incidência de todos os tipos de tumores, com exceção dos localizados no estômago e no colo do útero. O problema é que, enquanto nos países desenvolvidos a incidência aumenta e a mortalidade diminui, no Brasil a ocorrência e a letalidade estão aumentando. 1.2- O que é o Câncer?
  • 4.
    • Dividindo-se rapidamente, estas células tendem a ser muito agressivas e incontroláveis, determinando a formação de tumores (acúmulo de células cancerosas) ou neoplasias malignas . Por outro lado, um tumor benigno significa simplesmente uma massa localizada de células que se multiplicam vagarosamente e se assemelham ao seu tecido original, raramente constituindo um risco de vida.
  • 5.
    • A neoplasia é um crescimento de um tecido neoformado, capaz de invadir os tecidos adjacentes e reproduzir-se à distância (metastização). O crescimento é devido ao desequilíbrio entre a proliferação e a morte celular (apoptose), originando células cancerígenas.
    Neo – novo Plasia – proliferação, tecido (pwp.netcabo.pt/sistema.imune/tumor.gif)
  • 6.
    • As mutações vão se acumulando no genoma da célula, determinando novas alterações em seu comportamento. As células malignas podem, por exemplo, adquirir a capacidade de disseminação, crescendo em áreas do corpo distantes de seu órgão de origem. Esses focos de crescimento a distância chamam-se metástases.
    (www.usp.com.br Acesso em março 2008)
  • 7.
    • Os incríveis avanços da Biologia Molecular permitiram compreender o câncer a partir das alterações no material genético de suas células. Mutações em determinados genes alteram os comandos de divisão, diferenciação e morte celular, permitindo sua multiplicação desenfreada. Com seus mecanismos de controle da divisão inoperantes passam a se multiplicar independentemente das necessidades do organismo.
    (www.inca.gov.br Acesso em março 2008)
  • 8. (www.usp.com.br)
  • 9. (www2.correioweb.com.br/fotos/cancer.gif) Por meio de sucessivas divisões, a célula, agora chamada de maligna, acaba formando um agrupamento de células praticamente idênticas que recebe o nome de tumor. Diante dessa perda de controle intrínseca da multiplicação celular, só resta ao organismo tentar identificar e destruir essas células anormais por intermédio do seu Sistema Imunológico. Se esse sistema mostrar-se ineficaz, a doença passará a ter condições de evoluir.
  • 10.
    • Três formas principais são observadas:
    • sarcomas (tecido mesenquimal: osso, músculo ou tecido conjuntivo)
    • carcinomas (tecido epitelial: revestimento, do intestino, brônquios e dutos mamários)
    • malignidades hematopoiéticas e linfóides (leucemias e linfomas, que se disseminam pela medula óssea, pelo sistema linfático e pelo sangue periférico)
    Sarcoma – www.inca.gov.br Acúmulo de leucócitos jovens anormais - leucemia
  • 11. 1.3- Base genética do câncer
    • Diferentes tipos de genes estão implicados no início do câncer, incluindo genes que codificam:
    • Proteínas das vias de sinalização para a proliferação celular
    • Componentes do citoesqueleto envolvidos na manutenção da inibição (da proliferação) por contato
    • Reguladores do ciclo mitótico
    • Componentes da apoptose (morte celular programada)
    • Proteínas de reparo (detecção e reparo de mutações)
  • 12.
    • Diferentes tipos de mutação são causadores de câncer:
    • Mutações ativadoras de ganho de função de um alelo de um proto-oncogene
    • Mutação de perda de função de ambos os alelos de um gene supressor de tumor (ou uma única mutação supressiva, mas dominante)
    • Translocações cromossômicas que causam má expressão dos genes ou criam genes quiméricos, codificando proteínas com novas propriedades
  • 13. 1.4- Proto-oncogenes e oncogenes: o que são?
    •  
    • Oncogene é um gene mutante cuja expressão alterada leva a uma estimulação anormal da divisão celular e à proliferação. Assim, proto-oncogene é o mesmo gene normal, cuja função é a mesma observada no oncogene, porém regulada pela célula.
    • Muitos genes caem nesta categoria e as designações proto-oncogene e oncogene são coletivos para estes genes. Eles codificam para muitos tipos diferentes de proteínas e enzimas, desde transdutores transmembrana e receptores até enzimas citoplasmáticas, mitocondriais ou nucleares.
    (www.scq.ubc.ca/07/oncogene-formation.jpg)
  • 14.
    • A figura abaixo resume a ação dos vários genes no controle da proliferação celular, na morte celular e no câncer.
    (www.inca.gov.br) Esquema geral para mecanismos de oncogênese pela ativação de proto-oncogene, mutação ou perda de genes supressores tumorais, ativação de genes anti-apoptóticos ou perda de genes pró-apoptóticos. O efeito dos genes que acentuam um processo é indicado pelo sinal +, enquanto o efeito dos genes que suprimem um processo está indicado pelo sinal -. A divisão celular e a poliferação são estimuladas pelos produtos dos proto-oncogenes. Alguns genes supressores tumorais regulam diretamente a função dos proto-oncogenes (são os chamados gatekeepers , ou genes protetores). Outros atuam de forma mais indireta, mantendo a integridade do genoma (são os caretakers , ou genes de manutenção). A ativação de um gene anti-apoptótico tem o mesmo efeito que a inibição de um gene apoptótico, ou seja, o acúmulo de células que deveriam ter sido eliminadas. A ativação dos oncogenes ou dos genes anti-apoptóticos é dominante e requer apenas um alelo mutante, enquanto a ação dos genes supressores de tumor é recessiva.
  • 15. 2.0- Tipos de Câncer mais comuns
    • Câncer Anal   Câncer Colorretal   Câncer de Bexiga   Câncer de Boca   Câncer de Endométrio   Câncer de Esôfago   Câncer de Estômago   Câncer de Figado   Câncer de Laringe   Câncer de Mama   Câncer de Ovário   Câncer de Pâncreas   Câncer de Pele   Câncer de Pênis   Câncer de Próstata    
    Câncer de Pulmão   Câncer de Rim   Câncer de Testículo   Câncer de Tiróide   Câncer do Colo do Útero   Causas do Câncer   Leucemia Linfóide   Leucemia Mielóide   Melanoma   Metástase Óssea   Mieloma   Osteosarcoma   Rabdomiossarcoma   Retinoblastoma   Sarcoma de Ewing   Sarcoma de Kaposi   Tumor de Wilms   Tumores Cerebrais   Tumores do Sistema Nervoso
  • 16. (www.inca.gov.br) (simplificada da tabela original de Thompson e Thompson, quadro 16.1) Muitas formas do câncer têm incidência mais alta em parentes de pacientes do que na população em geral. Isto é particularmente observável nos cânceres de herança mendeliana, boa parte autossômica dominante.   É preciso ter em mente, contundo, que há frequentemente aumento do risco numa família sem um padrão mendeliano óbvio, o que sugere que muitos cânceres são características complexas, que resultam tanto de fatores genéticos como ambientais. 2.1- Câncer nas famílias
  • 17. 2.2 - Diagnóstico
    • O diagnóstico para o câncer é o mesmo independentemente da doença: trata-se sempre de uma investigação, orientado por sintomas relatados pelo paciente e sinais conhecidos no exame clínico.
    A confirmação dos casos de câncer, quase sempre exige a retirada de amostra de tecido do órgão sob suspeita, para análise ( biópsia e do exame de anátomo-patológico). A partir deste material retirado, um estudo microscópico é realizado, a fim de se reconhecer quais são as células originais do câncer, e a natureza do processo.
  • 18. 2.3- ESTADIAMENTO É o procedimento que permite avaliar o grau de comprometimento que a doença atingiu e estabelecer a melhor estratégia de tratamento. Está dividido em: Local - é onde a doença se encontra localizada. Regional - O câncer estende-se para fora do órgão de origem, mas mantém proximidade. Muitas vezes curável com medidas locais (cirurgia e irradiação. Regional Extenso - Estende-se para fora do órgão de origem, atravessando vários tecidos. Avançado - o câncer está disseminado pelo corpo através de metástases. Pode envolver medula óssea e múltiplos órgãos. Raramente é curável.
  • 19. 2.4- Tratamento
    • Cirurgia - mais antiga e mais definitiva, principalmente quando o tumor está em estágio Local ou Inicial e em circunstâncias anatômicas favoráveis para sua retirada.
    • Quimioterapia - Foi o primeiro tratamento sistêmico para o câncer. A quimioterapia pode ser usada como tratamento principal (nas leucemias, linfomas, câncer de testículo), mas normalmente é adjuvante (após a cirurgia), ou antes, da cirurgia (neo-adjuvante) ou ainda associado a radioterapia.
    • Radioterapia - É o mais utilizado para tumores localizados que não podem ser ressecados totalmente, ou para tumores que costumam retornar ao mesmo local após a cirurgia.
    • Anticorpos Monoclonais - são moléculas de anticorpos produzidas em laboratórios para induzir o organismo a reconhecer e atacar estruturas de proteínas específicas da superfície de células tumorais. Ao aumentar a especificidade, aumenta-se a eficácia e diminui-se a intolerância ao tratamento. Existe uma série de anticorpos monoclonais já disponíveis e aprovados para uso clínico. Os primeiros foram lançados há alguns anos e felizmente, a cada ano surgem mais.
  • 20. 3.0- PARA VENCER O TUMOR
    • 1- Parar de fumar, comer bem. 2- Os remédios da nova geração (terapias-alvo) tentam bloquear o crescimento das células malignas dentro dessas próprias células. Essas drogas atuam no interior das células malignas. Além de crescer mais, as células cancerosas se recusam a morrer, então drogas experimentais ativam mecanismos que levam as levam ao suicídio. 3- Vacinas produzidas com células do próprio paciente (imunoterapia) fortalecem o sistema imune, cujas células de defesas são induzidas a atacar o tumor. 4- Antiogênese - algumas drogas inibem a formação de vasos sanguíneos que alimentam o tumor. O objetivo é matar o tumor de fome. Outras drogas além de inibirem a formação novos vasos embaralham sinais bioquímicos dentro da célula que seriam vitais para sua sobrevivência. 5- Cirurgia - quanto mais precoce for detectado o tumor, mais simples será a cirurgia e com maior chance de cura. 6- Quimioterapia - ainda que matem juntamente as células sadias, os novos esquemas de quimioterapia são menos tóxicas. 7- Radioterapia - feixes de luz direcionados diretamente na direção do tumor.
  • 21. 4.0- Novas tecnologias
    • Nanotecnologia e câncer
    • A nanotecnologia é uma das áreas mais populares da pesquisa científica, especialmente no que diz respeito às aplicações médicas. Ela pode fazer diagnósticos de câncer mais baratos, rápidos e menos invasivos. Mas, uma vez que o diagnóstico é feito, ainda existe a possibilidade de cirurgia, tratamento com quimioterapia ou com radiação para destruir o câncer.
    Os nanotecnólogos pensam que têm uma resposta para o tratamento, e que ela chega na forma de terapias dirigidas com drogas . Se os cientistas pudessem carregar suas nanopartículas de ouro detectoras de câncer com os medicamentos anticâncer, eles poderiam atacar o câncer exatamente onde está. Tal tratamento significa menos efeitos colaterais e menos medicamentos usados. As nanopartículas também têm o potencial dos medicamentos dirigidos e de liberação gradativa. Uma dose forte de medicamentos poderia ser aplicada a uma área específica, mas programada para fazer a liberação durante um período planejado, de modo a garantir máxima efetividade e segurança do paciente.

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