CURSO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL - HABILITAÇÃO EM JORNALISMO.                        Ísis Souza dos S. Nogueira.               ...
CURSO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL - HABILITAÇÃO EM JORNALISMO.                   Ísis Souza dos S. Nogueira.                    ...
Tópico Principal:(...) Com o surgimento da fotografia digital, no final dos anos 1980, todo o glamourconquistado pela foto...
Como o próprio autor do livro, concordo que há diferenças, mas a básica entre a câmeradigital e a analógica é que na prime...
Capítulo V – Iluminação.Tópicos principais:Flsh TTL ou flash dedicado. Neste modo de função, o sensor eletrônico é automat...
Comentário:O Autor retrata as mudanças na forma de fixar a imagem.Deixa claro que a fotografia nãoé analógica nem digital:...
Capítulo IX – Direito Autoral e Direito de ImagemTópicos Importantes:........................................................
Além de frisar a importância e contribuição da fotografia para o jornalismo, o autor foca naquestão dos Direitos. Fala sob...
(...) Já o direito à vida privada só se justifica como conseqüência do reconhecimento dosvalores individuais, como direito...
Tópicos Importantes:“ Fotografias são como rascunhos da história: são produzidas enquanto a própria históriaestá sendo con...
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Fichamento fotografia ( oficial)

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Fichamento fotografia ( oficial)

  1. 1. CURSO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL - HABILITAÇÃO EM JORNALISMO. Ísis Souza dos S. Nogueira. FICHAMENTO DE CITAÇÃO DO LIVRO: FOTOJORNALISMO: UMA VIAGEM ENTRE O ANALÓGICO E O DIGITAL. Fichamento do livro: Fotojornalismo: Uma viagem entre o analógico e o digital de Ari Vicente e Eivam Morais de Oliveira, apresentado à disciplina Introdução à fotografia da Faculdade UNIBAHIA- Unidade Baiana de Ensino.Como requisito parcial de avaliação da disciplina, sob orientação do ProfessorAlex Rosier. LAURO DE FREITAS 2010.2 1
  2. 2. CURSO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL - HABILITAÇÃO EM JORNALISMO. Ísis Souza dos S. Nogueira. FICHAMENTO DO LIVRO: FOTOJORNALISMO: UMA VIAGEM ENTRE O ANALÓGICO E O DIGITAL. Atividade apresentada à disciplina Introdução à Fotografia da Faculdade UNIBAHIA- Unidade Baiana de Ensino. LAURO DE FREITAS 2010.2 Introdução - Da fotografia analógica à digital 2
  3. 3. Tópico Principal:(...) Com o surgimento da fotografia digital, no final dos anos 1980, todo o glamourconquistado pela fotografia analógica tende a entrar em declínio. A evolução dosequipamentos digitais aponta para o aniquilamento gradual da fotografia analógica nospróximos anos (...). Página 7.Comentário:O próprio Pedro Martinelli ( citado por Ari e Erivam como um dos Fotojornalista maisrespeitados ) em uma entrevista dada ao livro Imagens da Fotografia Brasileira, PedroMartinelli afirma acha ótima a fotografia digital para mostrar mais um ponto de vista, masuma alternativa para quem faz jornal ou revista e não concorda com a afirmação de que afotografia digital vai derrubar a tradicional, já que existem histórias que podem ser contadasem fotografia digital e outras pela analógica. Capítulo I – Os Pioneiros Da FotografiaTópico Principal:(...) Os equipamentos fotográficos têm como princípio básico o fenômeno conhecido comocâmera obscura, a primeira descoberta importante para a gravação de imagens. Essasimagens eram formadas pela luz refletida que entrava pela abertura de luz. Página 13.Comentário: Este capítulo enfatiza muito a descrição da câmera Obscura e seus fenômenos, bemcomo sua utilização. A formação de imagens por esta câmera se baseia em uma daspropriedades físicas da luz, que é a de se propagar em linha reta, fenômeno este presentenas câmeras fotográficas atuais, porém a questão da imagem ficar invertida já corrigidocom o Pentaprisma que permite a visualização da cena conforme ela é captada pelaobjetiva. Capítulo II – Equipamento FotográficoTópico Principal:(...) Todos os equipamentos fotográficos, analógicos ou digitais, são semelhantes em seufuncionamento.Os recursos existentes na câmera analógica, como controle de velocidade doobturador, o diafragma, a profundidade de campo, a troca de objetivas, o ajuste desensibilidade etc.,são disponibilizados,também,nos equipamentos digitais ( ...). Página 37.Comentário: 3
  4. 4. Como o próprio autor do livro, concordo que há diferenças, mas a básica entre a câmeradigital e a analógica é que na primeira as fotos são armazenas em um cartão de memória ena segunda no filme. Capítulo III – Diafragma.Tópicos principais:(...) O diafragma, portanto, permite dosar a quantidade de luz que entra na câmera etambém controlar a profundidade de campo (...). Página 56.A profundidade de campo corresponde a tudo que estiver posicionado à frente e atrás doassunto a ser fotografado (...). Página 56.Todas as máquinas fotográficas possuem uma regulagem de sensibilidade, que permite aofotógrafo ajustar a quantidade de luz ideal para determinada fotografia. Essa regulagem échamada de ISO (...). Página 57.(...) Essa nova nomenclatura estabelece o seguinte princípio: quanto maior o número emISO,maior a sensibilidade do filme.Exemplo: filme de ISO 400 é quatro vezes maissensível em relação ao ISO 100,permitindo fotografar em condições de luz menosfavoráveis. Vale alertar que, quanto maior o número do ISO utilizado para fazer umaimagem, menor a qualidade técnica da fotografia. Nas máquinas analógicas,quando feitaessa regulagem, deve-se manter o número escolhido até o término do filme. Nas digitais,pode ser feita entre foto e outra. Página 57. Capítulo IV – Objetivas.Tópicos Principais:“Na fotografia, em vários momentos nos deparamos com as expressões lente e objetiva, quetem suas distinções. O termo mais apropriado para nos referir ao acessório ópitico paracaptação da imagem é objetiva. O termo lente é de uso popular (...)” Página 59....................................................................................................................................................“Os Filtros servem para ajustar a cor da luz na fotografia e reproduzir os tons no filme quecorrespondam ao que os olhos percebem, porque os filmes não capturam as cores da mesmaforma que o olho humano(...) ” Página 67Comentário:O autor diferencia o conceito de lente e objetiva. Classifica os tipos de lentes e explica queas objetivas são conjuntos de lentes que formam um acessório utilizado para fotografar.Outro ponto importante é quando ele fala sobre filtros deixando claro que o tipo de filtroutilizado depende de cada fotógrafo.E explica a regra geral dos filtros ( vermelho,laranja eamarelo) tema que foi tratado inclusive em sala de aula e estas regras são utilizadas nafotografia P&B. 4
  5. 5. Capítulo V – Iluminação.Tópicos principais:Flsh TTL ou flash dedicado. Neste modo de função, o sensor eletrônico é automaticamentedesligado. O fotômetro efetua a leitura da cena a ser fotografada e comanda o flash paraemitir a intensidade de luz necessária para iluminar adequadamente a cena (...). Página 74.O Flash eletrônico fornece uma temperatura de cor de 6.500ºK (...). O Fotógrafodispões,nesses flashes,de uma margem de segurança entre uma distância mínima, e poderáefetuar o disparo sem que a fotografia fique clara ou escura demais. Página 74. O próprio flash fará automaticamente a compensação de luz, de acordo com a necessidadeda fotografia,devendo-se tomar cuidado para posicioná-lo corretamente,evitando encobriro sensor posicionado em sua frente. Página 75.No flash eletrônico, ainda é possível fazer regulagem para luz de preenchimento, tambémconhecida como fill in (...). Página 75.A luz que dá origem a uma imagem na câmera obscura é a mesma que abacá por destruí-la,caso não seja corretamente exposta (...) Página 75.Na fotografia de estúdio, a iluminação é fator fundamental para criação do clima (...).Portanto, fotografias produzidas por amadores e profissionais dependem exclusivamente deuma boa iluminação,acompanhada de muita criatividade. Página 75. Capítulo VI – Laboratório AnalógicoTópico Principal:“É possível criar imagens belíssimas nos cursos de Artes Visuais,trabalhando apenas nolaboratório de fotografia.Esse Processo é conhecido,por fotógrafos e professores dadisciplina,como fotograma.” Página 83. Capítulo VII – Fotografia Digital.Tópico Principal:“A Fotografia pode ser definida, pelo menos em seu aspecto técnico, como método defixação obtidas a partir do fenômeno óptico da câmera obscura. (...)”. Página 85.“Se é verdade que as câmeras fotográficas evoluíram muito, também é que pouco mudouno que diz respeito à maneira como produzem uma imagem. As modernas câmeras digitais,trabalham com princípios exatamente iguais aos usados no século XIX,ainda são câmerasobscuras,dotadas de um sistema de fixação de imagens.” Página 102 - 103. 5
  6. 6. Comentário:O Autor retrata as mudanças na forma de fixar a imagem.Deixa claro que a fotografia nãoé analógica nem digital: é um fenômeno óptico e sendo assim o conceito correto seria:“imagem digital fotográfica”.Outro item importante é a afirmação de que as câmeras ainda possuem o mesmo princípioda câmera escura e que a mudança de fato ocorreu na forma de fixar as imagens com asubstituição do filme pelo CCD ( dispositivo sensível a luz).Pois enquanto o filme éformado por camadas sensíveis às cores,estando umas sobre as outras.No CCD,oselementos que captam a cor estão colocados lado a lado. Capítulo VIII – Tratamento de Imagem ou Manipulação Digital.Tópicos Principais:“ A lista de truques,encenações e manipulações na história do fotojornalismo é tão grande etão antiga que já em 1938 a National Press Photografers, dos Estados Unidos,lançou ummanifesto exigindo compromisso ético de credibilidade de seus associados.” Página 111....................................................................................................................................................“ Nada justifica alterar os elementos que compõe uma imagem jornalística”disse EderChiodetto,então editor da Folha de São Paulo.A mesma posição é adotada por WilsonPedrosa,então editor de O Estado de S.Paulo: “ Nem mesmo retoques para melhorar aqualidade das fotos...são permitidos”.Já para Ana Lúcia Araújo,do Jornal do Brasil: É umabsurdo retirar ou inserir elementos em uma foto jornalística. (...) Página 117Comentário:Analisa sobre a questão ética em relação a manipulação das imagens.Cita opiniões deespecialistas da área jornalística e afirma que existe uma contradição onde ajeitar pode,masarmar e criar não é permitido.Examina também a fotografia como transmissão de uma ideologia. Conclui que a fotografianão mente,mas os mentirosos fotografam. Ressalta também que a função social da imprensaé dignificar o ser humano, enquanto a fotografia é um registro, um testemunho, mas quetambém não afirma nada. 6
  7. 7. Capítulo IX – Direito Autoral e Direito de ImagemTópicos Importantes:..................................................................................................................................................“ Também chamado de direito de autor, é área do direito positivo,direito em vigor quecuida da proteção das obras do intelecto humano,da relação entre o autor e suacriação,partindo do princípio de que toda criação intelectual é propriedade de quemcria,fruto de sua atividade mental;(..) Página 121“É inegável a contribuição que a fotografia tem prestado ao jornalismo, dando-lhe maisveracidade e facilitando a compreensão dos fatos. Nunca a fotografia ocupou tanto espaçono noticiário impresso e nos meios de comunicação. A fotografia de imprensa, como obrade arte,tem vida além das páginas dos jornais,bastando ver sua enorme utilização em outrasáreas,como na publicidade,na pesquisa,nas artes, etc. A fotografia sobrevive ànotícia,ultrapassa até mesmo seu autor,tornando-se patrimônio cultural.”(...). Página 122.(...) “A evolução das leis de proteção autoral traduz-se, hoje, na Convenção de Berna( Suíça), que regulamenta praticamente todas as leis de autor adotadas pelos paísesmembros, entre eles o Brasil”. Página 122.“Jornais e revistas, invariavelmente, contratam repórteres fotográficos para publicar asfotos que eles produzem. Esse tipo de transação não configura uma prestação de serviço,porque é da essência desse tipo de contrato a autorização do autor para que a foto sejapublicada. A produção das fotos, sua entrega, o pagamento efetuado, nada disso valerá semque o autor autorize a publicação. Ao ceder à autorização, o autor nada mais estará fazendode que transferindo uma propriedade sua, os direitos autorais, para aquele que encomendouo “serviço” ( ...). Página 123..................................................................................................................................................“ Alei de Direitos Autorais é bem clara quando diz que somente o fotógrafo-autor podemodificar suas fotos;se são necessários “cortes”, somente ele pode fazê-los ou autorizá-los.” (...) Página 128.................................................................................................................................................“ Uma vez criada a obra,sua comunicação ao público faz surgirem direitos de outros, denatureza totalmente diversa:os direitos patrimoniais.O autor tem sobre a obra quecriou,direitos de exploração econômica ou de simples utilização,podendo dar a ela o destinoque preferir.É inegável que obras de arte têm valor econômico; portanto,a lei deveresguardar o autor de usurpação em seu prejuízo.Diferentemente dos direitos morais,ospatrimoniais são prescritíveis,têm tempo certo de vigência e podem ser cedidos aterceiros;portanto,são plenamente negociáveis.” (...) Página 129.Comentário: 7
  8. 8. Além de frisar a importância e contribuição da fotografia para o jornalismo, o autor foca naquestão dos Direitos. Fala sobre as mudanças na legislação em relação ao direito autoral,onde a fotografia só era protegida se fosse considerada uma arte.Essa condição artística foieliminada na atual legislação que garante assim a proteção autoral a toda e qualquer foto.Descreve que a melhor forma de provar a autoria de uma foto é fazendo o registro paraevitar uma série de transtornos. Define autoria como titular de todos os direitos relativos auma obra de arte e o autor de uma fotografia é aquele que determina todas as fases de suacriação.Em relação aos direitos morais e patrimoniais, conceitua o primeiro como concepçõesexclusivas do direito autoral, já que legalizam uma relação entre autor e obra que vai alémda simples noção de propriedade. Neste raciocínio, menciona o artigo 27 da lei9,610/98.”Os direitos morais do autor são inalienáveis e irrenunciáveis”.Afirma que se for constatada a existência de “cortes” sem consentimento do autor, ficarácaracterizada a violação de direito autoral,sujeitando o infrator a processo civil não só pelatransgressão,como também por perdas e danos.Já que a publicação de foto com “cortes”prejudica o autor à medida que desvaloriza seu trabalho com reflexos financeiros.E finalizadizendo que nenhum fotógrafo gosta de ver suas fotos com os referidos “cortes”.Com base no exposto acima, o autor pode pedir indenização por danos morais que se sentirprejudicado por violação de algum de seus direitos morais. A ênfase do direito ( queinteressa a fotografia) é tamanha neste capítulo que o autor cita os artigos 184 e 185 docódigo penal, além de mencionar na íntegra a lei 9.610/98 ( Dos Direitos Autorais) comoforma de mostrar a relevância destas legislações para a fotografia. Capítulo X – Direito de Imagem versus Direito de Imprensa.Tópicos Importantes:(...) Se, por um lado, todos têm direito à preservação de sua imagem, a imprensa tem o direito de informar, valendo-se de imagens das pessoas, sem sua expressa autorização, comodecorrência da liberdade de expressão e pensamento (...). Página 152.(...) Tanto a liberdade de expressão quanto o direito à privacidade, entretanto, são direitosconstitucionais,capitulados entre os direitos fundamentais do homem e , portanto,equivalentes, não podendo argumentar-se que este ou aquele direito “ valha mais ou menosque o outro”. Página 152.(...) Se a imagem de alguém for usada como informação jornalística,portanto em nome dointeresse público, prevalecerá o direito de informação, mesmo que essa divulgaçãoprovoque um dano à pessoa.No caso de divulgação de imagem de alguém, em que fiquecaracterizada a falta de interesse jornalístico,caberá à pessoa comprovar que tal divulgaçãoprovocou um dano,podendo exigir da justiça uma reparação. Página 153.(...) A liberdade de imprensa só tem razão de existir enquanto está a serviço do público,enquanto atividade de cunho social,facilitando o acesso a informação,que se justifica porser instrumento fundamental para o desenvolvimento humano em qualquer de seusaspectos(...) Página 153. 8
  9. 9. (...) Já o direito à vida privada só se justifica como conseqüência do reconhecimento dosvalores individuais, como direitos de personalidade.Portanto,estando presente o interessesocial,fica valendo o direito de imprensa,ausente este,prevalece o direito de imagem.Página 153.Comentário:Existe na doutrina do Direito as chamadas Hierarquias das Normas Constitucionais. Éverdade. As normas constitucionais, muitas vezes, parecem conflitantes, antagônicas até. Àprimeira vista, aparentam inconciliáveis o princípio da liberdade de expressão e o direito àintimidade ou privacidade. Duas soluções foram desenvolvidas pela doutrina (estrangeira,diga-se de passagem) e vêm sendo comumente utilizada pelos Tribunais Brasileiros. Aprimeira é a da concordância prática (Hesse); a segunda, a da dimensão de peso ouimportância (Dworkin).Para o presente momento, a concordância prática se encaixa mais sobre o tema abordado. Oprincípio da concordância prática ou da harmonização, como consectário lógico doprincípio da unidade constitucional, é comumente utilizado para resolver problemasreferentes à colisão de direitos fundamentais. De acordo com esse princípio, os direitosfundamentais e valores constitucionais deverão ser harmonizados, no caso sub examine, pormeio de juízo de ponderação que vise preservar e concretizar ao máximo os direitos e bensconstitucionais protegidos. um sujeito foi preso, por estar sendo acusado de inúmeroscrimes de grande repercussão social. Logicamente, a imprensa local pretendia divulgaramplamente a matéria, tendo, inclusive, uma emissora editado um documentário, o qualseria transmitido em horário nobre. Diante desses fatos, o sujeito que havia sido presoaforou uma ação pretendendo impedir os intentos da imprensa sob a alegação de que adivulgação da matéria feriria o seu direito à intimidade e à privacidade, sendo certo que,após a divulgação, seria impossível ao sujeito tornar a ter uma vida normal.Estaríamos, assim, diante de uma colisão de dois princípios constitucionais: a liberdade deexpressão e o direito à intimidade.O fato foi posto a julgamento, e a Justiça Alemã, utilizando o princípio da concordânciaprática, assim decidiu: a imprensa poderá, em nome da liberdade de expressão, exibir amatéria. No entanto, visando preservar o direito à intimidade do indivíduo, não poderá citarseu nome completo (mas somente as iniciais), nem mostrar seu rosto (deverá utilizarmecanismos eletrônicos para desfigurá-lo).Conciliou-se, dessa forma, os princípios daliberdade de expressão e da privacidade. É a concordância prática.Fonte: FARIAS, Edilson Pereira de. Colisão de Direitos. Sérgio Antônio Fabris Editor,Brasília, 1996. Capítulo XI – Direito de Imagem versus Direito de Imprensa 9
  10. 10. Tópicos Importantes:“ Fotografias são como rascunhos da história: são produzidas enquanto a própria históriaestá sendo construída(...).Página 157(...) “O Hábito de deletar fotos, seja porque não agradaram,seja porque não há mais espaçopara arquivá-las, pode contribuir para que parte de nossa memória vá sendo apagada.”(...)Página 157.............................................................................................................................................(...) No mundo digital, essa escolha entre apagar e preservar passou a ser umaopção,perigosa,é verdade,mas que ajuda a criar uma consciência de que a manutenção epreservação das fotografias é uma necessidade que vai além.Página 157...............................................................................................................................................“Muitas questões foram e continuam a serem levantadas a respeito desse tipo departicipação do leitor.Podemos iniciar pela questão trabalhista: Como isso afeta o mercadode trabalho dos repórteres fotográficos profissionais? Os jornais e revistas vão diminuir onúmero de fotógrafos? Como fica e exigência de que somente jornalistas diplomadosexerçam o jornalismo?A Constituição brasileira assegura que é livre a manifestação do pensamento,assim como asmanifestações de natureza artística, o que, obviamente, inclui a fotografia; portanto não sepoderia excluir a publicação de fotografias, mesmo que de amadores ou não-jornalistas.”Página 162.Comentário:Este último capítulo faz uma reflexão da fotografia como uma memória.Afirma que fotospodem ser cruciais no futuro para entender o que se passou.Em relação ao parágrafo destaque da página 162, atualmente a Câmara dos deputados estáelaborando uma Emenda Constitucional nº386/09, que busca tornar novamente obrigatórioo diploma de nível superior de jornalismo para os profissionais desta área de atuação.“Mas, é como o autor afirma: os efeitos da internet no futuro do jornalismo ainda sãoobscuros...” Caso a Emenda seja aprovada, como ficaria os blogs de cunho jornalístico?Censurados? Mas a Constituição não proíbe a cesura? IndicaçãoEste Fichamento é dirigido ao Professor Alex Rosier e oferece subsídios para o estudo dadisciplina Introdução à Fotografia, podendo ser adotado no Curso de Comunicação Social –Habilitação em Jornalismo. 10

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