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Manchete do jornal

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  • 1. Manchete do jornal, edição desta Sexta-feira,18/02:<br />Esse é a página do caderno de uma das alunas, de 14 anos<br />O assunto na manhã desta sexta-feira movimentou a escola. A conduta de um professor da Escola Estadual João Octávio dos Santos, no Morro São Bento, que escolheu temas sobre tráfico de drogas, homicídio e até prostituição para ensinar os estudantes do 1º ano do Ensino Médio, provoca polêmica. O caso foi relatado em matéria do repórter Eduardo Velozo Fuccia, em A Tribuna. Na manhã desta sexta-feira, o assunto no morro girava em torno da atitude do professor. Inclusive, em uma banca em frente à escola uma só pessoa comprou todos os jornais.<br />Ainda nesta manhã, houve reunião de pais e mestres e o assunto não foi abordado. Os que questionavam foram levados para um canto, e a situação era explicada.<br />O caso<br />O episódio ocorreu na Escola Estadual João Octávio dos Santos, no Morro do São Bento, em Santos. Identificado apenas pelo prenome de Lívio, o professor será intimado pela Polícia Civil para, inicialmente, prestar esclarecimentos. A pretexto de analisar o nível de aprendizado dos alunos no primeiro dia de aula deste ano letivo, o professor de Matemática elaborou a polêmica avaliação, que resultou em seu afastamento.<br />Escritos na lousa como problemas, os casos exigiam conhecimentos aritméticos para serem resolvidos. Mas, implícita e explicitamente, sugeriam indiretamente que “o crime compensa”, relatou na quinta-feira, indignada, a mãe de uma aluna de 14 anos.<br />Na manhã desta sexta-feira, o portal de A Tribuna recebeu vários depoimentos, entre eles o de uma estudante do 3º ano, o que mostra que a prática do professor já ocorria havia algum tempo.<br />“Sou aluna do 3º ano noturno e tive aula com o professor Lívio. Ao passar a avaliação diagnóstica, em primeiro momento, toda a sala estranhou os temas. Alguns alunos questionaram a atividade que abordava como temas prostituição, tráfico de drogas e violência. É deplorável ter um professor que usa temas tão baixos para ensinar, e ainda por cima ensinar isso em uma escola de um bairro carente. Tenho como certeza que em uma escola a beira mar para a classe alta os temas seriam honestos”.<br />Uma mãe também se manifestou. “Minha filha é aluna desta escola e só tenho uma coisa a dizer: Vergonha! Saio para trabalhar, tento dar uma boa educação aos meus dois filhos e fiquei arrasada com isto. Então, minha filha deve aprender a fazer a contabilidade do tráfico? Bela formação”.<br />Internautas opinam<br />“Moro na favela, não bebo e não fumo, vivo a todo tempo com o medo mas, ao invés de sair da favela e pagar aluguel, larguei a faculdade, e estou investindo na educação dos meus filhos em escolas particulares”.<br />“Acho que este professor foi mal interpretado. Talvez ele quisesse utilizar algo que, infelizmente, faz parte da rotina daquela comunidade para depois debater sobre isso”.<br />“Normal pode não ser, porém é a realidade. Quem acha que a realidade é outra é que deveria rever seus conceitos”.<br />“O professor tem culpa ? É óbvio, pois a didática parte do docente. Ele foi preconceituoso, apesar de ser um professor desta escola há 5 anos. Acreditar que a realidade do jovem do morro é o tráfico apenas reforça o estigma do morador do morro como favelado e traficante”.<br />Os nomes dos internautas foram preservados.<br />Fonte: A Tribuna on line.<br />Essa entrada foi post<br />

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