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Elaborardoisesquemas:
1) métodoindutivo;
2) métodohipotético-dedutivo.
Problema central: Como procedemoscientistas...
Segunda Resposta ao Problema: Os cientistas usam o método hipotético-dedutivo
Comecemos por expor as linhas gerais do méto...
teorias admitidas, podem desencadear a descoberta de novas e melhores teorias, contribuindo assim para o avanço da ciência...
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Tarefa - Os Métodos da Ciência

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  1. 1. TAREFA: Elaborardoisesquemas: 1) métodoindutivo; 2) métodohipotético-dedutivo. Problema central: Como procedemoscientistasparaconhecer a realidade? Primeirarespostaaoproblema: Oscientistasusam o métodoindutivo. (páginas 227-230) 1. O métodoindutivo: o problema da indução. 1.1 A tese de Hume sobreaindução. Segundarespostaaoproblema: Oscientistasusam o métodohipotético-dedutivo. (páginas 231-236) 1. Osmomentos do métodohipotético-dedutivo. a) Aocorrência de factosproblemáticos. b) A formulação da hipótese. c) A dedução de consequências a partir da hipótese. d) Teste da hipótese: confrontação das consequênciasdeduzidascomosfactos. Texto do Manual (Prof. Luís Rodrigues) Primeira Resposta ao Problema: Os cientistas usam o método indutivo «Quando liga o computador de manhã confia que ele não vai explodir. Porquê? Porque habitualmente o liga de manhã e até agora nenhuma explosão aconteceu. Mas inferir de "Até agora o meu computador não explodiu quando o liguei de manhã" que "O meu computador não explodirá quando o ligar da próxima vez" é efetuar uma inferência indutiva, não dedutiva. A premissa da sua inferência não implica a conclusão. É logicamente possível que o seu computador expluda da próxima vez que o ligar, embora até agora tal não tenha acontecido. E apesar de tudo, ao longo da nossa vida confiamos nas nossas inferências indutivas, quase sem nisso pensarmos. Em muitos casos, é aconselhável confiar na indução, caso contrário poderemos pensar que se não conseguimos voar até agora tal pode acontecer da próxima vez e saltar de um 7.º andar do edifício em que moramos. Mas argumentar que a indução é digna de confiança porque até agora tem funcionado bem é argumentar de forma indutiva. E os cientistas usam também o raciocínio indutivo? A resposta é sim. Consideremos uma doença genética conhecia pelo nome de síndroma de Down (S. D.) Os geneticistas dizem-nos que os pacientes de S. D. têm um cromossoma a mais: 47 em vez de 46. Como o sabem? Porque examinaram um vasto número de pacientes com síndroma de Down e verificaram que tinham um cromossoma a mais. Então, raciocinando indutivamente, concluíram que os pacientes com S. D. são todos os pacientes com um cromossoma a mais. O facto de os doentes com S. D. examinados terem um cromossoma a mais não prova, rigorosamente falando, que isso acontece com todos os pacientes de S. D. É possível, embora altamente improvável, que a amostra estudada não seja representativa. Este exemplo não é caso único. De facto, os cientistas usam o raciocínio indutivo sempre que a partir de um número limitado de casos e de dados formulam conclusões gerais que pretendem valer para todos os casos e dados (é o que fazem constantemente). Consideremos o princípio de que um corpo exerce uma atracão gravitacional sobre outro. Como é óbvio, Newton não examinou todo e qualquer corpo existente no universo para chegar a este princípio – não poderia. Viu que tal princípio era verdadeiro para o Sol e os planetas e para alguns objetos movendo-se perto da superfície da Terra. A partir desses dados inferiu que o princípio da gravitação universal era verdadeiro para todos os objetos. Mais uma vez trata-se de uma inferência indutiva: o facto de o princípio valer para alguns objetos não garante que valha para todos. Muitos filósofos e cientistas pensam ser óbvio que a ciência se baseia em raciocínios indutivos, pelo menos em grande parte. Mas…»SAMIR OKASHA, PhilosophyofScience – A VeryShortIntroduction, Oxford, Oxford UniversityPress, pp. 20- 23 (adaptado).
  2. 2. Segunda Resposta ao Problema: Os cientistas usam o método hipotético-dedutivo Comecemos por expor as linhas gerais do método hipotético-dedutivo como se o cientista fosse um detective.Imaginemos a seguinte situação: Uma mulher foi assassinada no seu apartamento. Inicialmente, todos os objetos encontrados no apartamento são potenciais chaves para a solução do mistério: o copo de vinho vazio na cozinha, o cinzeiro caído na carpete coberta de cinzas e de pontas de cigarro, a chave do automóvel caída aos pés do sofá, uma madeixa de cabelos pisada junto a uma pequena mesa derrubada, etc., etc. Para se orientar e introduzir um pouco de racionalidade numa situação tão complexa, o detective formula uma hipótese: "A chave encontrada junto ao sofá é a do carro do assassino." Desta hipótese, um certo número de consequências podem ser deduzidas, isto é, podemos dela inferir outras hipóteses: a) Supondo que a chave só se adapta a Cadillacs de último modelo, sugere-se que o assassino guia um Cadillac de último modelo. b) Supondo que a chave perdida é a única que o potencial assassino possui, segue-se que o carro pode estar estacionado nas imediações. c) Pode deduzir-se também que o nome do assassino estará nos registos de venda do concessionário Cadillac da zona. Testar a hipótese, submetê-la a prova, significará examinar se as implicações ou consequências que dela deduzimos são verdadeiras. Suponhamos que o detective encontra um Cadillac de último modelo estacionado no parque perto do bloco de apartamentos e que a chave que encontrou é a do carro. Tal descoberta pode tornar de certo modo credível a hipótese, mas não constitui uma prova da sua verdade.Suponhamos, por outro lado, que o assassino se entrega à polícia e que o único carro que possui ou conduz é um Ford. Tal facto invalidaria a hipótese porque negaria uma das implicações deduzidas da hipótese de que a chave encontrada junto ao sofá é a do carro do assassino. Que implicação era essa? A de que o assassino conduziria um Cadillac.Para que se provasse que a hipótese era verdadeira, o carro ao qual a chave encontrada no apartamento se adapta teria de ser o do assassino e o seu proprietário teria de confessar o crime. Esta breve história revela de modo simples os quatro momentos fundamentais do método hipotético-dedutivo. São eles: 1. Ocorrência de um problema; 2. Formulação de uma hipótese; 3. Dedução de consequências ou implicações a partir da hipótese formulada; 4.Teste que põe a hipótese à prova. Os momentos do método hipotético-dedutivo A. A ocorrência de factos problemáticos. A investigação científica visa a resolução de problemas. Como, muitas vezes, o problema a resolver nasce de observações ocasionais ou é a observação que permite tomar consciência do problema, costuma dizer-se que a observação é o primeiro momento do método científico. Contudo, para acentuar o carácter ativo do momento inicial do método científico, julgamos adequado substituir um termo vago como "observação" por "ocorrência de factos problemáticos".A procura do saber começa com a emergência de um problema e não com a captação de factos puros e simples. O que interessa sobretudo ao cientista é a descoberta de "factos polémicos", isto é, de factos que vêm pôr em causa as teorias, científicas ou não, estabelecidas e as expectativas baseadas nessas teorias. Um facto é "polémico" quando revela as fragilidades de uma teoria, quando a contradiz, isto é, põe em causa a sua capacidade explicativa. O que torna esses factos interessantes? Dado que não se "encaixam" nas
  3. 3. teorias admitidas, podem desencadear a descoberta de novas e melhores teorias, contribuindo assim para o avanço da ciência. (...) Portanto, a observação científica não é feita ao acaso. Os factos não são objecto de uma observação ingénua. Pode dizer-se que, em certa medida, o cientista procura factos polémicos, factos em contradição com as teorias existentes, dado que estas nunca devem ser declaradas verdades absolutas e imutáveis.Há uma intenção que dirige o seu olhar, este tende para alguma coisa. B. A formulação da hipótese. Hipótese vem de hypó (debaixo de, sob) e de thésis (proposição). Hipótese é o que está sob a tese, o que está suposto. Seguindo a terminologia, uma hipótese será um enunciado que se propõe como base para explicar por que motivo ou como se produz um fenómeno ou um conjunto de fenómenos interligados. Enquanto solução antecipada que vai ser submetida a teste, a hipótese é o eixo em torno do qual gira a investigação científica.Como se chega à formulação da hipótese? Atualmente, pensa-se que o papel da experiência na formação das hipóteses é bem menor do que os filósofos empiristas julgavam. (...) Em suma, há diversos contextos e situações que estão na base do surgimento de hipóteses. Em qualquer dos casos, esta é elaborada pela inteligência e criatividade do cientista. C. Dedução de consequências a partir da hipótese. Começando por ser "a explicação-que-se-inventa", a hipótese transforma-se "na explicação-que-se-testa". Em termos gerais, o momento experimental é antecipado por um momento dedutivo. Isto quer dizer que, uma vez estabelecida provisoriamente a hipótese, o passo imediatamente seguinte consiste em deduzir dela determinadas consequências. Por exemplo, uma das consequências da hipótese da teoria da relatividade de Einstein era o desvio da luz num campo gravitacional. Essa consequência foi confirmada em 1905, por ocasião de um eclipse.Este momento do método tem a sua razão de ser no facto de, na maioria dos casos, a hipótese, dada a sua generalidade, não poder ser confrontada diretamente com a experiência. Deduzem-se então determinadas consequências da hipótese, ou seja, torna-se esta mais específica. Ao que se deduz da hipótese dá-se o nome de enunciados observacionais ou empíricos, que vão ser testados pela experiência. A aprovação da hipótese depende da passagem das implicações dela deduzidas no teste da experiência, no confronto com os factos. (...) D. Teste da hipótese: confrontação das consequências deduzidas com os factos. Deduzidas da hipótese determinadas consequências, trata-se de as testar. Quando, no teste experimental ou observacional, não se cumprem as consequências da hipótese, esta é, em certa medida, rejeitada. Eventualmente, o cientista formulará outra. Caso essas consequências se vejam confirmadas, a hipótese será aprovada, significando isto que o cientista irá basear o seu trabalho nela. A finalidade essencial será a formulação de leis (de enunciados que descrevem relações necessárias entre os fenómenos) e de teorias que as integram. (...) Manual de Filosofia, Luís Rodrigues, Filosofia, 11º Ano, Plátano Editora.

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