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A teoria de Donald Super sobre o Desenvolvimento Vocacional
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A teoria de Donald Super sobre o Desenvolvimento Vocacional

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Psicologia, Módulo 7

Psicologia, Módulo 7

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  • 1. A teoria de Donald Super sobre o desenvolvimento vocacional<br />“Por que razão escolhemos diferentes tipos de trabalhos e de profissões? O que nos leva a preferir um tipo de profissão ou de curso a outros? Como resolvem os jovens os problemas que encontram quando transitam do mundo escolar e universitário para o mundo do trabalho? O que fazem para manterem e criar estabilidade numa dada ocupação profissional?<br />Todas as questões se podem resumir, segundo Donald Super a uma: «O que fazemos para construir uma carreira? <br />Costumamos pensar que a escolha de uma carreira ou de uma ocupação como se fosse um acontecimento estático e pontual, ou seja, que ocorre num dado momento e nada tem a ver com momentos anteriores. Em termos populares, dir – se – ia «deu – me para ir por ali» depois de ponderar alternativas. Super pensa que a escolha de uma ocupação profissional é um processo que se desenvolve ao longo do tempo, que tem uma certa continuidade. De uma forma vaga, posso pensar aos 12 anos em ser médico. Progressivamente, irei afinando as razões da minha escolha e escolher pediatria mas também posso, tendo em conta as minhas capacidades para ingressar no curso e o conhecimento mais aprofundado da minha personalidade, optar por uma outra carreira, como, por exemplo, engenharia informática, técnico de saúde, professor de biologia ou assistente social. E mesmo que entre numa carreira posso em virtude de dificuldades de adaptação, transitar para outra ocupação. Tal capacidade de mudança ocupacional percorre todo o ciclo vital pelo que nenhuma escolha traça um destino e nos limita ao que escolhemos.<br />NOTA NA MARGEM - A carreira é um dos factores que contribuem para o desenvolvimento e equilíbrio da vida do indivíduo, sendo um aspecto da vida moderna tão importante quanto a família e a realização afectiva.<br />4.1. Factores que influenciam e condicionam a escolha de uma ocupação.<br />Segundo Super, a importância de uma ocupação profissional é determinada por três componentes:<br />a)Compromisso – Refere – se à ligação emocional (gosto muito, quero seguir uma carreira que homenageie um ente querido falecido porque o pai, a mãe ou o irmão tinham d certa profissão) e à identificação com a ocupação.<br />b)Participação – Refere – se ao grau de energia e de persistência que se investe numa dada opção profissional, na sua realização.<br />c) Expectativas – O grau de satisfação que antecipamos com determinada opção que fazemos e o sentido que nela encontramos para a nossa vida.<br />d) Maturidade vocacional - a capacidade de enfrentar tarefas de desenvolvimento com as quais se é confrontado; um aluno que não se preocupa com o que quer fazer da sua vida, não revela interesse em experimentar fora do mundo do trabalho vários papéis profissionais, que é pouco pontual ou assíduo, que entrega trabalhos fora de prazo e que espera sempre compreensão para as suas falhas revela falta de maturidade vocacional porque não percebe que a escola é uma preparação para o mundo do trabalho.<br />NOTA NA MARGEM – Desenvolvimento vocacional – Apesar de habitualmente se fazerem testes vocacionais no final da escolaridade obrigatória, o desenvolvimento vocacional é um processo que começa na infância. A simulação ou experimentação de papéis, o entusiasmo por saídas para o exterior – visitas de estudo – pela exploração do meio ambiente, o gosto pela novidade, por novas aprendizagens traduzida na satisfação pela aquisição de novos conhecimentos, o gosto por assumir responsabilidades são factores importantes que preparam as crianças para desafios futuros, para a adaptação a novos contextos escolares e para um desenvolvimento do auto – conceito (conhecimento do que é e do que pode fazer). Tudo isto facilita a tomada de decisões vocacionais no futuro que sejam realistas e adequadas.<br />e)Auto – conceito – A imagem que uma pessoa forma, o conhecimento que uma pessoa tem de si, das suas capacidades e possibilidades. A simulação de papéis – brincar a certas actividades dos adultos – desenvolvem o auto – conceito e favorecem uma realística adaptação à realidade. A questão «O que vou ser quando crescer?» está ligada ao auto – conceito vocacional, ao que julgamos em certa idade da vida poder ser e poder fazer tendo em conta a identificação com adultos que trabalham, as experiência individuais e o que as oportunidades educativas e o desenvolvimento científico e tecnológico permitem. <br />4.2. Os estádios do desenvolvimento vocacional ou o curso da vida (O maxi-ciclo)<br />Ao longo de diversos estádios ou etapas as pessoas vivem e desempenham determinados papéis nos seguintes cenários: casa, escola, comunidade e local de trabalho. As etapas são as seguintes:<br />Crescimento<br />Este estádio dura aproximadamente do nascimento aos catorze anos e assinala o início do desenvolvimento do auto – conceito vocacional da criança, o seja, o confronto com a questão «O que vou ser quando crescer e for adulto?». Cada estádio tem tarefas vocacionais. Neste, em que se salienta o processo de identificação e de imitação do comportamento dos mais crescidos, as tarefas vocacionais são as seguintes: 1 – Começar a preocupar – se com o futuro; 2 – Desenvolver um controlo pessoal sobre a própria vida; 3 – Dar importância ao sucesso na escola e no trabalho e 4 – Adquirir hábitos de trabalho e competências ao mesmo tempo que um carácter responsável. <br />Exploração<br />Este estádio dura aproximadamente dos 15 aos 24 anos, ou seja, desde a adolescência ao início da idade adulta. Durante este estádio acentua – se a descoberta de si, a experimentação de papéis ocupacionais – experimentar e conhecer diversas ocupações e a curiosidade pelo mundo do trabalho. Várias formas de desenvolvimento do auto – conceito são a relação com os outros, actividades experiências e, embora atempo parcial, o desempenho de papéis em casa, na escola e no trabalho. A princípio, as escolhas ocupacionais são experimentais e ensaiadas mais na imaginação do que na realidade, nas conversas com os outros e através da experimentação de papéis. Na fase de transição as pressões da sociedade tornam-se mais importantes. Os jovens procuram implementar o auto-conceito vocacional. Segue-se um período destinado ao ensaio da implementação do auto-conceito na ocupação escolhida. Cristalização, especificação e implementação da escolha vocacional são as principais tarefas deste estádio.<br />a)Cristalização – quando as quatro tarefas do estádio do crescimento estão relativamente completadas dá – se a consciencialização de uma identidade vocacional - «É isto o que quero ser» e manifesta – se a preferência por certo tipo de ocupações adequadas a capacidades que o jovem julga possuir.<br />b) Especificação – Define – se uma escolha ocupacional e declara – se publicamente – aos pais e amigos ou aos professores – uma preferência. <br />c) Implementação ou realização da escolha – Trata – se de converter as ideias em factos. Isso exige o envolvimento em empregos e tarefas experimentais que constituem o treino necessário para uma certa ocupação.<br />Estabelecimento<br />Durante este estádio que vai dos 25 aos 44 anos procura – se um auto – conceito vocacional seguro. Podem existir mudanças de empregos. À medida que o auto-conceito fica mais firme, assiste-se a um esforço para avançar e para estabelecer um lugar seguro no mundo do trabalho. Este estádio requer que se cumpram as tarefas de estabilização, consolidação e avanço na posição ocupacional. <br />1 – Estabilização - Assegurar a sua posição no mundo laboral mediante a assimilação da mentalidade da organização nem que se trabalha e a realização satisfatória dos deveres laborais.<br />2 – Consolidação – Exibir atitudes e comportamentos positivos, bons hábitos de trabalho e boas práticas e estabelecer boas relações e bom convívio com os colegas de trabalho.<br />3. Avanço – Ascender a níveis mais elevados de responsabilidade.<br />Manutenção<br />No estádio da manutenção (idade 45-64) o indivíduo provavelmente estará bem estabelecido no plano do seu eu vocacional e a tarefa crucial poderá ser menos a de abrir um novo caminho do que a de preservar com sucesso um auto-conceito existente. Todavia, podem surgir novos desafios. A questão da meia- idade - “Quero continuar a fazer isto durante os próximos vinte e cinco anos?”- pode impor-se com insistência. Geralmente, o estádio de manutenção é um período de fruição e de auto-realização. Todavia, para aqueles que não conseguiram estabilizar numa ocupação adequada, o estádio de manutenção pode ser vivido como uma frustração. Este estádio inclui as tarefas de desenvolvimento de conservar, de cuidar e de inovar. <br />Descompromisso<br />O estádio de descompromisso (anteriormente denominado de declínio) (idade superior a 65 anos) envolve as tarefas de desenvolvimento da carreira de desaceleração, planeamento da aposentação, e vida como aposentado. Este estádio caracteriza-se por um abrandamento dos processos físicos e mentais e uma diminuição energia. A tarefa principal é, provavelmente, adaptar-se a um novo self através das mudanças no auto-conceito existente, preparando-se para a assunção de novos hábitos de vida. No período de desaceleração o indivíduo pode adoptar uma carga mais ligeira e, de um modo geral, mudar os padrões de trabalho correspondendo ao declínio das capacidades. Trabalhos de tipo parcial e os “hobbies” podem substituir a ocupação a tempo inteiro. Embora existam grandes variações na idade da aposentação e na paragem completa do trabalho, esta tarefa pode ser manuseada construtivamente por alguns enquanto outros vêem-na como um período de dificuldade e de desapontamento. O planeamento da reforma será cada vez mais uma tarefa central que poderá conduzir à separação da ocupação e ao começar de uma vida de aposentado com os desafios inerentes à organização de uma nova estrutura de vida e de um novo estilo de vida.  <br />Em suma, o espaço de vida e o curso de vida podem ser usados como coordenadas com base nos quais poderemos reconhecer o estatuto actual do indivíduo e a partir dos quais poderemos projectar a sua trajectória de carreira.”<br />Luís Rodrigues, Manual de Psicologia, Plátano Editora.<br />

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