2ª A U L A VIDA  E  OBRA  DE  IRMÃ  DULCE  Memorial Irmã Dulce
O INÍCIO DA VIDA RELIGIOSA
A VIAGEM PARA SÃO CRISTÓVÃO   <ul><li>- No dia 8 de fevereiro de 1933 Maria Rita embarca para São Cristóvão - SE para dar ...
<ul><li>Chegou ao seu destino no final da tarde do mesmo dia (8 de fevereiro de 1933) e seguiu caminhando para o Convento ...
<ul><li>Foi recebida pela superiora Irmã Joana e pela mestra das postulantes, Irmã Prudência, que a acompanhou até o seu q...
UMA CURIOSIDADE <ul><li>No dia 04 de abril de 2009 foi inaugurada uma pequena sala de memória,  intitulada  “Relembrando I...
O DIA A DIA NO CONVENTO <ul><li>- Com 18 anos inicia o postulantado que é o tempo de exercício e provações que antecede o ...
O DIA A DIA NO CONVENTO <ul><li>- Era vista pelas companheiras como uma pessoa serena e feliz, por sua explicita alegria e...
O DIA A DIA NO CONVENTO <ul><li>- Um ano depois, em  15 de agosto de 1934 , aconteceu a cerimônia de profissão religiosa, ...
O RETORNO A SALVADOR E OS PRIMEIROS TRABALHOS
RETORNO  A  SALVADOR E OS PRIMEIROS TRABALHOS   <ul><li>- Irmã Dulce retorna a Salvador no início do mês setembro de 1934....
RETORNO  A  SALVADOR E OS PRIMEIROS TRABALHOS <ul><li>- Por sua dedicação aos trabalhos que era designada, fez com que o h...
RETORNO  A  SALVADOR E OS PRIMEIROS TRABALHOS <ul><li>Depois de seis meses servindo no Hospital Espanhol foi designada pel...
O INÍCIO DOS TRABALHOS COM OS MAIS POBRES
O INÍCIO DOS TRABALHOS COM OS MAIS POBRES <ul><li>“ Acredito que ela tenha apenas um pensamento: sair do Colégio para anda...
O INÍCIO DOS TRABALHOS COM OS MAIS POBRES <ul><li>Começou com as crianças, filhos de operários e desempregados, das redond...
O INÍCIO DOS TRABALHOS COM OS MAIS POBRES <ul><li>- Nesta época três operários de uma das fábricas de Itapagipe construíra...
O INÍCIO DOS TRABALHOS COM OS MAIS POBRES <ul><li>- Pediu e conseguiu autorização dos donos das fábricas instaladas da Cid...
O INÍCIO DOS TRABALHOS COM OS MAIS POBRES <ul><li>Juntamente com Dr. Bernardino Nogueira, abre um posto de saúde em uma ve...
A  DEDICAÇÃO  À  CLASSE  OPERÁRIA
A  DEDICAÇÃO  À  CLASSE  OPERÁRIA <ul><li>Era uma época onde os trabalhadores das indústrias não tinham representação sind...
A  DEDICAÇÃO  À  CLASSE  OPERÁRIA <ul><li>Poucos meses depois, em 1937, a União Operária São Francisco foi transformada em...
A  DEDICAÇÃO  À  CLASSE  OPERÁRIA <ul><li>Construiu a sede própria do Círculo Operário da Bahia, no Largo de Roma. Foi ela...
A  DEDICAÇÃO  À  CLASSE  OPERÁRIA <ul><li>- Com os freis franciscanos ajuda a fundar os cines Plataforma, São Caetano e o ...
“  Só com amor, fé e dedicação é possível transformar a realidade em que vivemos ”. Irmã Dulce
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2ª aula - Vida e obra de Irmã Dulce

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Para contribuir com a disseminação da história de vida de Irmã Dulce, A Assessoria de Memória e Cultura da OSID (AMC) preparou um curso que pode ser livremente utilizado por paróquias, escolas, instituições ou pessoas que tenham interesse em conhecer um pouco mais da vida da Mãe dos Pobres. Caso haja interesse, a AMC está disponível para cursos presenciais mediante agendamento pelo e-mail beatificacao@irmadulce.org.br ou pelo telefone (71) 3310 1115.

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2ª aula - Vida e obra de Irmã Dulce

  1. 1. 2ª A U L A VIDA E OBRA DE IRMÃ DULCE Memorial Irmã Dulce
  2. 2. O INÍCIO DA VIDA RELIGIOSA
  3. 3. A VIAGEM PARA SÃO CRISTÓVÃO <ul><li>- No dia 8 de fevereiro de 1933 Maria Rita embarca para São Cristóvão - SE para dar início à vida religiosa na Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus. </li></ul><ul><li>- A viagem foi de trem, que partiu da Estação da Calçada. O seu pai e irmãos que foram embarcá-la seguiram com ela até a pequena estação de Paltaforma, onde desceram. </li></ul><ul><li>- A linha ligava Salvador a Propriá, com 85 paradas e uma distância equivalente a 550km. São Cristóvão era a 63ª parada no km 400. </li></ul>Estação da Calçada Em 1861 Em 2002
  4. 4. <ul><li>Chegou ao seu destino no final da tarde do mesmo dia (8 de fevereiro de 1933) e seguiu caminhando para o Convento de Nossa Senhora do Carmo. </li></ul>A VIAGEM PARA SÃO CRISTÓVÃO São Cristóvão-SE Estação de São Cristóvão em 1958
  5. 5. <ul><li>Foi recebida pela superiora Irmã Joana e pela mestra das postulantes, Irmã Prudência, que a acompanhou até o seu quarto e se ofereceu para ajudá-la a desfazer as malas. </li></ul>A VIAGEM PARA SÃO CRISTÓVÃO Convento do Carmo Detalhe do claustro
  6. 6. UMA CURIOSIDADE <ul><li>No dia 04 de abril de 2009 foi inaugurada uma pequena sala de memória, intitulada “Relembrando Irmã Dulce” nas dependências do Convento do Carmo, em São Cristóvão, com o apoio dos frades carmelitas, para marcar a passagem da religiosa nesta cidade. </li></ul>
  7. 7. O DIA A DIA NO CONVENTO <ul><li>- Com 18 anos inicia o postulantado que é o tempo de exercício e provações que antecede o noviciado das comunidades religiosas. </li></ul><ul><li>- Logo no primeiro dia no Convento foi repreendida pela Irmã Prudência por ter encontrado em sua mala uma boneca (Celica). </li></ul><ul><li>- Com o consentimento da Irmã Prudência pôde brincar com a boneca Celica, todos os domingos, durante os seis meses de postulantado, juntamente com as companheiras. </li></ul><ul><li>- A vida no convento era dura e austera, com muitas tarefas: acordar cedo; longas horas de oração e meditação; trabalhos domésticos, etc. </li></ul>No detalhe, Maria Rita com o hábito de postulante.
  8. 8. O DIA A DIA NO CONVENTO <ul><li>- Era vista pelas companheiras como uma pessoa serena e feliz, por sua explicita alegria e dedicação em tudo que fazia. </li></ul><ul><li>- Durante a permanência em São Cristóvão escreveu várias cartas para a madre superiora da Congregação contando da sua alegria e também para a Irmã Dulcinha, aconselhando-a. </li></ul><ul><li> - Participou do coro do convento por ter uma boa voz, por ter estudado música e tocar harmônica. </li></ul><ul><li>- No dia 13 de agosto de 1933 acontece a vestição do hábito de freira, cerimônia que deu inicio a mais uma fase de formação: o noviciado. No altar o padre lhe diz: “De hoje em diante não serás mais Maria Rita. Serás Irmã Dulce”, uma homenagem a sua mãe já falecida. </li></ul>No detalhe Irmã Maria das Neves que foi contemporânea de Irmã Dulce no convento em São Cristóvão.
  9. 9. O DIA A DIA NO CONVENTO <ul><li>- Um ano depois, em 15 de agosto de 1934 , aconteceu a cerimônia de profissão religiosa, com a emissão temporária dos votos de pobreza, castidade e obediência. Neste dia as noviças receberam em suas cabeças uma coroa de espinhos, com um valor simbólico: elas se imolavam como o Senhor, e suas vidas seriam marcadas por dificuldades e provas, como os espinhos. Recebeu de presente do pai a aliança que representava o casamento com Jesus. A mesma foi confeccionada com o anel de casamento que pertenceu a sua mãe. (Obs: a coroa e o anel originais se encontram expostos no Memorial). </li></ul><ul><li>- Nesta mesma cerimônia Irmã Dulce foi surpreendida ao saber que seria enviada em missão como religiosa para a sua cidade natal. Não era habitual que a congregação mandasse as jovens irmãs para a cidade de origem. </li></ul>
  10. 10. O RETORNO A SALVADOR E OS PRIMEIROS TRABALHOS
  11. 11. RETORNO A SALVADOR E OS PRIMEIROS TRABALHOS <ul><li>- Irmã Dulce retorna a Salvador no início do mês setembro de 1934. Desembarca na Estação da Calçada. Foi recebida pelo pai e irmãos. </li></ul><ul><li>- Poucos dias após a chegada começou a trabalhar no Hospital Espanhol, nas funções de sacristã, encarregada da limpeza e porteira no turno da noite. </li></ul>Hospital Espanhol
  12. 12. RETORNO A SALVADOR E OS PRIMEIROS TRABALHOS <ul><li>- Por sua dedicação aos trabalhos que era designada, fez com que o hospital a encaminhasse a um Curso de Prática de Farmácia, fato que a deixou muito contente, pois desde a adolescência já tinha a vontade de fazer o curso de Enfermagem. </li></ul><ul><li>- Devido à sua inclinação aos trabalhos na área de saúde a Direção Sanitária do Hospital lhe deu também a função de enfermeira e responsável pelo setor Radiológico. </li></ul>Certificado do Curso de Farmácia
  13. 13. RETORNO A SALVADOR E OS PRIMEIROS TRABALHOS <ul><li>Depois de seis meses servindo no Hospital Espanhol foi designada pela Superiora Provincial para trabalhar no Colégio Santa Bernadete como professora de Geografia e História, devido a sua formação. No mês de fevereiro de 1935 ela segue para a nova missão, onde passa a morar com outras Irmãs. </li></ul><ul><li>O Colégio Santa Bernadete, então dirigido pela congregação, funcionou inicialmente nas dependências da Igreja da Penha, depois foi transferido para um prédio no Largo da Madragoa, onde hoje funciona o Colégio Estadual Presidente Costa e Silva. </li></ul>Igreja da Penha Colégio Estadual Presidente Costa e Silva.
  14. 14. O INÍCIO DOS TRABALHOS COM OS MAIS POBRES
  15. 15. O INÍCIO DOS TRABALHOS COM OS MAIS POBRES <ul><li>“ Acredito que ela tenha apenas um pensamento: sair do Colégio para andar entre esses barracos e recolher as crianças, para fazer o bem e ajudar as pessoas, por caridade, mas na escola é um desastre. Recentemente ela me pediu autorização para iniciar um curso noturno para os operários na sede do Clube de Regatas Itapagipe”. (trecho de um diálogo entre as irmãs superioras de Irmã Dulce). </li></ul>Diante da falta de aptidão para lecionar, Irmã Dulce foi liberada pela superiora para se dedicar às pessoas mais pobres da região.
  16. 16. O INÍCIO DOS TRABALHOS COM OS MAIS POBRES <ul><li>Começou com as crianças, filhos de operários e desempregados, das redondezas. Montou um curso primário para elas. À noite, no Clube de Regatas Itapagipe, alfabetizava os pais. </li></ul>
  17. 17. O INÍCIO DOS TRABALHOS COM OS MAIS POBRES <ul><li>- Nesta época três operários de uma das fábricas de Itapagipe construíram seus barracos sobre as palafitas no areal da baía dos Tainheiros. Foi um pequeno núcleo que em pouco tempo se transformou na favela dos Alagados . </li></ul>- Nos primeiros tempos Irmã Dulce identificava os casos mais graves e urgentes, infiltrando-se nas palafitas, e depois levava o padre, ou o pai, ou os Drs. Bernardino Nogueira e Edgar Meyer, juntamente com roupas, alimentos e remédios.
  18. 18. O INÍCIO DOS TRABALHOS COM OS MAIS POBRES <ul><li>- Pediu e conseguiu autorização dos donos das fábricas instaladas da Cidade Baixa para dar aulas de catequese aos trabalhadores no horário do almoço. </li></ul><ul><li>- No dia 6 de dezembro de 1935, Irmã Dulce inaugurou uma biblioteca para os operários nas dependências da Fabrica da Penha , equipada inicialmente com 50 livros, jornais e revistas. </li></ul><ul><li>- O seu grande apostolado, nesta época, visava a difusão da devoção do Sagrado Coração de Jesus , que ela carregava sempre consigo, para as fábricas e outros lugares das redondezas. </li></ul>Fábrica da Penha
  19. 19. O INÍCIO DOS TRABALHOS COM OS MAIS POBRES <ul><li>Juntamente com Dr. Bernardino Nogueira, abre um posto de saúde em uma velha casa abandonada de Itapagipe, na rua Lélis Piedade, usando latões de querosene como cadeiras e uma velha mesa. Arranjava os remédios pedindo nas farmácias e solicitando às pessoas que podiam comprar. </li></ul>
  20. 20. A DEDICAÇÃO À CLASSE OPERÁRIA
  21. 21. A DEDICAÇÃO À CLASSE OPERÁRIA <ul><li>Era uma época onde os trabalhadores das indústrias não tinham representação sindical, assistência médica, nenhum benefício etc. Sensibilizada com estas questões, Irmã Dulce com mais alguns trabalhadores das fábricas da região fundaram, em 1º de novembro de 1936, a União Operária São Francisco , 1ª organização operária católica da Bahia, fato bastante noticiado na imprensa local. </li></ul><ul><li>OBS: A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) foi criada através do decreto lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943 e sancionada pelo então presidente Getúlio Vargas. </li></ul>Matéria do Jornal O Imparcial 1º de novembro de 1936
  22. 22. A DEDICAÇÃO À CLASSE OPERÁRIA <ul><li>Poucos meses depois, em 1937, a União Operária São Francisco foi transformada em Círculo Operário da Bahia. Entidade que oferecia aos seus sócios atividades culturais e recreativas, proteção social, com assistências nas oficinas, nas escolas e famílias; defesa dos direitos legítimos de classe, assistência médica, dentária, farmacêutica, cursos profissionalizantes, empréstimos, etc. Em 1939 o COB já contava com mais de quatro mil sócios. </li></ul>Irmã Dulce alegrando os filhos dos operários Curso de corte e costura
  23. 23. A DEDICAÇÃO À CLASSE OPERÁRIA <ul><li>Construiu a sede própria do Círculo Operário da Bahia, no Largo de Roma. Foi ela quem convenceu o jovem engenheiro Norberto Odebrecht a fazer o projeto e assumir a construção do prédio. </li></ul>A sede pronta Irmã Dulce inspecionando o terreno onde o COB será erguido.
  24. 24. A DEDICAÇÃO À CLASSE OPERÁRIA <ul><li>- Com os freis franciscanos ajuda a fundar os cines Plataforma, São Caetano e o Cine Roma, cuja renda contribuía para a manutenção do COB. </li></ul><ul><li>- No dia 1º de maio de 1939 inaugura o Colégio Santo Antônio, no bairro da Massaranduba, para os operários, seus filhos e todos que precisavam. </li></ul>Cine São Caetano
  25. 25. “ Só com amor, fé e dedicação é possível transformar a realidade em que vivemos ”. Irmã Dulce
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