+ Inovação pública: mapeamento inovação internacional

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+ Inovação pública: mapeamento inovação internacional

  1. 1. Mapeamento de estudos e experiências internacionais sobre inovação+ Inovação Pública | GBM | Fase Preparar | 23/06/2012 Instituto Tellus 1
  2. 2. Por que inovar no setor público? • A discussão sobre inovação começa a despontar em governos do mundo todo por uma série de fatores: • Problemas cada vez mais complexos, que: dependem do envolvimento de vários atores; em que não há relações claras de causa e efeito; há grande interdependência e imprevislibilidade; em que os métodos e respostas antigas não são mais suficientes • Maior exigência dos cidadãos por eficiência, qualidade, dinamismo e rapidez, serviços customizados, transparência e espaços de participação • Crise financeira global (mais demandas com menos recursos): mais gastos e menor arrecadação • Democratização não acompanhada de aumento de riqueza e qualidade de vida para grande parte da população • Limites da burocracia na sociedade da informação: qual o papel que se espera do Estado em uma sociedade que funciona em rede e em alta velocidade?Conclusão: considerando o cenário global atual, os Governos do mundo começam a perceber que a formade atuar, organizar-se, responder às demandas e oferecer os serviços, não é mais suficiente diante de umasociedade e desafios cada vez mais complexos. A inovação surge como caminho nesta busca por respostasadequadas e eficientes. + Inovação Pública | GBM | Fase Preparar | 23/06/2012 Instituto Tellus 2
  3. 3. Movimento por reformas e inovação no mundo (estudo de Kamarck): • Por diferentes razões, o movimento global por reformas no setor público, buscando criar uma cultura de inovação começou na década de 1980: • Nos EUA e na Inglaterra, pela visão ideológica e anti-burocrática de Regan e Thatcher • Em outros países, como Nova Zelândia, Austrália, Brasil, entre outros, por motivos variados • Surpreendente notar que países diferentes, com contextos distintos, em diferentes estágios de desenvolvimento, acabaram que por convergir por um movimento de reformas no Estado • 2 fases do movimento global por reformas: • Desregulação e privatização (com exceção dos EUA) • Eficiência, capacidade de resposta, foco no cidadão, redução da burocracia, mudanças organizacionais, reconstrução das capacidades necessárias para o setor público e ressignificação do papel do EstadoConclusão: Desde a década de 1980, países ao redor do mundo perceberam a necessidade de transformar osetor público. Grau de urgência e nível de mudanças que só aumenta com o tempo. Num primeiro momento,houve uma série de iniciativas relacionadas a desregulação e privatização de setores da economia. Já numsegundo momento que se estende aos dias de hoje, ocorre uma busca por eficiência, orientação ao cidadão,desenvolvimento de capacidade de resposta, entre outros.+ Inovação Pública | GBM | Fase Preparar | 23/06/2012 Instituto Tellus 3
  4. 4. Tendência global: Estudo em 1999 mostra que: • 40% dos 123 maiores países haviam empreendido pelo menos uma reforma ampla; 25% empreenderam pelo menos duas • outros 15% dos 123 empreenderam algum esforço de reforma • maioria dos grandes países da A.Latina havia empreendido mais de uma reforma, muitos deles envolvidos com a “modernização do Estado”, além de reformas na educação, previdência, etc.+ Inovação Pública | GBM | Fase Preparar | 23/06/2012 Instituto Tellus 4
  5. 5. Eixos das mudanças observadas (estudo de Kamarck): • Redução do gasto público: contabilidade de custos, flexibilidade na execução orçamentária, orçamento voltado para desempenho, incentivos à economia, redução do quadro de pessoal, etc. • Serviços públicos de qualidade: movimento de qualidade do setor privado adaptado ao setor público, consultas aos usuários, organização dos serviços de acordo com necessidades dos usuários, etc. • Administração pública profissional: revisão de salários, contratos por desempenho, reforma de regulações obsoletas de pessoal, recrutamento lateral para atração de talentos, etc. • Governo eletrônico: redução de gastos, transparência, consulta e serviços aos cidadãos • Melhor regulação: simplificação, supervisão de setores privatizados, reforma do Judiciário, etc. • Administração pública transparente e honesta: busca de equilíbrio de regulação e controleConclusão: da década de 1980 até os anos 2000, as principais mudanças se concentraramnos aspectos de gestão – redução de custos, eficiência/produtividade, reestruturação dasorganizações públicas, inserção de tecnologia e alteração nas regras/incentivos aosservidores públicos. A inovação está associada a processo, gestão, modernização etecnologia+ Inovação Pública | GBM | Fase Preparar | 23/06/2012 Instituto Tellus 5
  6. 6. Urgência da inovação: • Em 2009, os professores William D. Eggers and Shalabh Kumar Singh lançaram o paper “The Public Innovators Playbook”, que trás uma perspectiva mais atual e urgente da inovação, após estudo amplo sobre o processo de inovação no setor público em vários países do mundo • O estudo tem o objetivo de ajudar os governos a migrar de um modelo baseado em parcas iniciativas ou projetos inovadores originados por crises ou por uma perfil de liderança de um gestor público, para que a inovação seja incorporada no DNA das organizações públicas • Os autores são muito enfáticos em dizer que considerando os desafios complexos que enfrentamos hoje no mundo, as respostas atuais e velhas práticas não são suficientes para resolvê-los e que a inovação é essencial para que se encontrem novas respostas • Eles concebem inovação, como: • “Ideias e ações que satisfaçam os cidadãos, melhorem o desempenho da máquina pública e reduzam custos” • “Estrutura organizacional que favoreça a criatividade daqueles que estão mais próximos do problema – funcionários, parceiros ou cidadãos”Conclusão: a inovação antes relacionada com melhorias na gestão e nos processos, passa a ser encaradacomo um processo, um meio, na verdade, a “única saída”, para que Governos agir de forma sistemática eencontrar soluções para os problemas complexos da sociedade. A inovação passa a ser relacionadafortemente com o foco no cidadão, com os serviços públicos e na criação de espaços e ferramentas quepermitam aos vários agentes envolvidos gerarem ideias, implementarem e disseminarem-nas.+ Inovação Pública | GBM | Fase Preparar | 23/06/2012 Instituto Tellus 6
  7. 7. Ciclo da inovação: • Depois de estudarem casos de inovação no mundo todo, eles observaram que a maior parte dos Governos gastam a maior parte de seu tempo e seus recursos na geração e seleção de ideias e, perdem de vista a implementação e a difusão. • Segundo o estudo, a inovação é bem sucedida quando passa naturalmente pelo ciclo de inovação:+ Inovação Pública | GBM | Fase Preparar | 23/06/2012 Instituto Tellus 7
  8. 8. Ciclo da inovação: • Os casos de inovação estudados revelam que se deve atentar para as fontes variadas de inovação dentro da organização, independentemente de qual seja ela:Conclusão: cada vez mais deve-se considerar que a criatividade, ideias e a clareza para sua execução estánaqueles que entregam os serviços ou que estão perto dos usuários. O grande desafio que se coloca é comousar do potencial de inovação dos funcionários, dos próprios cidadãos e dos parceiros – internos (outrosdepartamentos/secretarias) e externos (fornecedores, organizações sociais, empresas).+ Inovação Pública | GBM | Fase Preparar | 23/06/2012 Instituto Tellus 8
  9. 9. Estratégias para inovar: • O estudo por meio de casos do mundo todo busca mostrar ferramentas que podem ser usadas em cada uma das fases do ciclo de inovação – geração de ideias, seleção, implementação e difusão – a fim de garantir que soluções possam emergir nas organizações públicas • Eles sugerem um continumm de estratégias que podem ser usadas em momentos diferentes, de acordo com o contexto, a fim de garantir que o ciclo de inovação aconteçaConclusão: para que as organizações públicas deixem de inovar em contextos de crise ou porque possuemum gestor muito pró-ativo, é preciso, em primeiro lugar, entender como se dá o processo de inovação – daconcepção da ideia até sua disseminação – para que, em seguida, seja possível pensar em ferramentas eestratégias que garantam que esse ciclo aconteça e use o potencial das fontes de inovação, que são ospróprios servidores/gestores públicos, os cidadãos e os parceiros internos e externos, tudo depende de comose arquiteta este conjunto de ferramentas/espaços que permitem que a inovação flua, aconteça dentro dasorganizações com a participação desses diversos atores.+ Inovação Pública | GBM | Fase Preparar | 23/06/2012 Instituto Tellus 9
  10. 10. Estratégias para inovar: • A estratégia Cultivar está relacionada a um conjunto de ferramentas e ações que favoreçam o engajamento dos servidores públicos e o fluxo das ideias/aprendizados/ conhecimentos dentro das organizações e entre elas e o mundo • Replicar está relacionado aos meios para adquirir os conhecimentos de casos inovadores que estão dando certo e incorporá-los, adaptá-los de acordo com o contexto da organização, bem como na forma de dar visibilidade e difundir casos próprios que possam inspirar outros Governos • Fazer parcerias quebra com o paradigma do governo fechado em silos e propõe formas do Governo estender suas fronteiras e contar com outros agentes para a geração e execução das ideais • Criar redes dá um passo adiante e indica ferramentas que podem ajudar as organizações públicas a lidarem com os desafios de forma integrada, interdependente e articulada • Por fim, a estratégia do Open Source mostra como usar do conhecimento e potencial de grandes grupos de pessoas para desenvolver soluções customizadas e flexíveis, a partir da articulação de diversos saberesNa próxima etapa do projeto, serão estudadas mais a fundo cada uma dessas estratégias e suas respectivasferramentas. Aguarde!!!+ Inovação Pública | GBM | Fase Preparar | 23/06/2012 Instituto Tellus 10
  11. 11. Contato Marina Amaral marina.amaral@tellus.org.br www.tellus.org.br+ Inovação Pública | GBM | Fase Preparar | 23/06/2012 Instituto Tellus 11

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