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Confira os Anais do FARMABR 2012

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  • 1. FARMABR 2012Qualidade, Evidência Científica e Racionalidade na Cadeia de Medicamentos:Foco na Segurança do Usuário de Produtos e ServiçosDesde sua criação, em 1948, a Organização Mundial da Saúde considera omedicamento um insumo essencial à resolutividade das ações de saúde. Seusavanços tecnológicos, nos últimos 50 anos, mudaram marcadamente a prática médica,aumentaram a esperança de vida dos indivíduos e melhoraram, sobremaneira, suaqualidade. Todos sabemos que não é ele o único motor nos resultados em saúde, masé, seguramente, o de maior visibilidade.Inserida no seio de todos e quaisquer sistemas sanitários, a cadeia de medicamentosé complexa e multifacetada. Nela encontramos um número expressivo de atores, entreprofissionais, empresas, órgãos e instituições, que, pela importância e pelo riscoenvolvidos em suas atividades, se constituíram em estruturas referência emexcelência em seus setores de origem.A intrincada inter-relação entre esses atores faz com que uma abordagem que seestenda da investigação ao processo de uso dos medicamentos seja benéfica e, nestesentido, ao reunir três congressos em um único evento denominado FARMABR 2012,o Instituto Racine pretende atender com mais qualidade a dinâmica desta cadeia,contemplando as vertentes: científica, técnica, tecnológica, administrativa, regulatória,logística, comercial e sociocultural.Assim, à tradicional Semana Racine - Congresso de Farmácia, em sua 22ª edição,somam-se o PCare 2012 - 2º Congresso Brasileiro de Farmacêuticos Clínicos e oCONBRAF - Congresso Brasileiro de Assistência Farmacêutica, que nasce sob osauspícios do Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos daSecretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, aquem agradecemos a confiança desta tarefa de consolidar um congresso científicoanual sobre o tema.Sendo a tríade qualidade, evidência científica e racionalidade de importância capitalpara a cadeia de medicamentos, as Comissões Científicas desenharam asprogramações dos congressos sob um tema central único - Qualidade, EvidênciaCientífica e Racionalidade na Cadeia de Medicamentos: Foco na Segurança doUsuário de Produtos e Serviços.A qualidade é condição primeira para que os medicamentos possam serdisponibilizados à população e tanto o setor produtivo quanto o regulatório semobilizam continuamente no sentido de sua garantia.A evidência científica, também conhecida como evidência clínica externa, é aquelaproveniente da pesquisa clínica sistemática e relevante, realizada sob condiçõescontroladas e publicada na literatura médica, com o intuito de demonstrar a eficácia ea segurança dos medicamentos disponibilizados no mercado para o tratamento dasenfermidades. Cuidados em saúde não devem ser baseados apenas na opinião ou naexperiência clínica individual e, neste sentido, a evidência científica externa, utilizadacomo guia e adaptada às circunstâncias de cada paciente individualmente, promoveescolhas mais seguras e mais próximas da obtenção de melhores resultados.Contudo, medicamentos de qualidade e selecionados com base na melhor evidênciacientífica - para que se alcance a efetividade e a segurança dos medicamentos emcondições reais de uso disponível - podem ou não produzir, na prática, os melhoresresultados em saúde em um paciente individual e, neste sentido, a valorização daprática clínica individual, também chamada de evidência clínica interna, e da própria
  • 2. experiência do paciente com o uso de medicamentos é fundamental.É exatamente com este sentido que a racionalidade no uso de medicamentos serátratada na 22ª Semana Racine, no PCare 2012 e no CONBRAF. Com a lógica deconsiderar os aspectos científicos, clínicos, humanísticos e fármaco-econômicos,como condicionantes dos resultados da farmacoterapia.Como a prática profissional focada na segurança do paciente está diretamenterelacionada à prestação de serviços qualificados, que possam contribuir tanto paramedir os resultados obtidos com o uso racional de medicamentos de qualidade quantopara detectar, prevenir, minimizar, manejar e solucionar os problemas que possamsurgir ao longo dos tratamentos instituídos, a Comissão Científica dos congressos quecompõem o FARMABR 2012, à qual expressamos nossos sinceros agradecimentos,procurou focar o conjunto da programação na segurança dos usuários de produtos ede serviços, deixando claro que ambos devem caminhar juntos quando o objetivo finalé a obtenção dos melhores resultados possíveis em saúde com o uso demedicamentos.Se, por um lado, a programação científica é um sinalizador de caminhos, espera-setambém que os trabalhos científicos a serem apresentados, dentro dos temaspropostos nos congressos, reflitam a lógica anteriormente descrita e apontemexperiências exitosas que possam ser multiplicadas em todo o País. Estamos certosde que os trabalhos inscritos no FARMABR 2012, que serão avaliados por umalaboriosa comissão, sob a responsabilidade do Major-farmacêutico Dr. Luiz Carlos daSilva, conseguirão evidenciar os esforços dos profissionais farmacêuticos eminserirem-se, com qualidade, nesta complexa cadeia dos medicamentos. Registramos,antecipadamente, os nossos elogios e agradecimentos aos autores e à ComissãoAvaliadora dos Trabalhos.Pensar, elaborar e realizar a 22ª Semana Racine - Congresso de Farmácia, o PCare2012 - 2º Congresso Brasileiro de Farmacêuticos Clínicos e o CONBRAF - CongressoBrasileiro de Assistência Farmacêutica, com a envergadura com que eles se colocampara a comunidade farmacêutica, somente é possível mediante um gigantesco esilencioso trabalho coletivo que envolve centenas de pessoas, entre colaboradores,palestrantes e entidades apoiadoras, de todo o Brasil.Iniciamos este texto argüindo sobre a importância dos medicamentos para ahumanidade e assim queremos finalizá-lo, registrando o compromisso do InstitutoRacine, que, desde 1991, tem demandado esforços para manter este espaço deencontro nacional, com finalidade de marcar presença política, melhorar a qualidade eincentivar a reflexão dos farmacêuticos acerca de seu papel na cadeia sanitária, emum genuíno exercício de respeito à profissão.Que o FARMABR 2012 cumpra seu papel, que inspire a todos e a todas ao progresso,impregnando-nos com um inconformismo positivo, na busca por soluções e saídasconcretas para vencer a distância que ainda separa a realidade que temos daquelaque devemos vislumbrar com otimismo e firmeza.Sejam todos bem-vindos ao FARMABR 2012!Nilce Barbosa é farmacêutica e presidente do Instituto RacineMaria Denise Funchal Witzel é farmacêutica e gerente acadêmica do InstitutoRacine
  • 3. Trabalhos Científicos - PôsteresA Comissão Avaliadora de Trabalhos Científicos saúda os participantes dosCongressos do FARMABR 2012. Nesta edição, com a integração da 22ª SemanaRacine - Congresso de Farmácia, do PCare 2012 - Congresso Brasileiro deFarmacêuticos Clínicos e do CONBRAF - Congresso Brasileiro de AssistênciaFarmacêutica, recebemos 202 resumos para avaliação, que, após um longo processode avaliação, realizado pelos 33 membros da Comissão Avaliadora, resultaram noaceite de 189 trabalhos para apresentação na forma de pôster.Estão expostos, no local indicado para a exposição de pôsteres, 42 trabalhos da 22ªSemana Racine, 102 trabalhos do PCare e 45 trabalhos do CONBRAF. Todos ospôsteres aceitos devem ficar pelo menos por um dia expostos.Os trabalhos foram divididos nas categorias de trabalhos acadêmicos de graduação,trabalhos acadêmicos de pós-graduação e trabalhos de profissionais em cada um doscongressos que compõem o FARMABR 2012.Foi introduzida mais uma inovação nos eventos promovidos pelo Instituto Racine: aapresentação oral de trabalhos selecionados pela Comissão Avaliadora. Assim, todosos dias há a apresentação oral de 9 trabalhos no horário de almoço, das 13h30 às14h30. As apresentações orais ocorrem nos auditórios Santana 3 (PCare), Vila Maria(CONBRAF) e Casa Verde (22ª Semana Racine).Dessa forma, concitamos os participantes a visitarem os painéis com os pôsteres e aassistirem as apresentações orais, que traduzem as atividades farmacêuticas queestão sendo desenvolvidas em todo o Brasil pelos farmacêuticos.Por fim, no dia 7 de julho (sábado), às 16h00, ocorre a cerimônia de entrega dosprêmios aos autores dos trabalhos vencedores nas três categorias dos 3 Congressosque compõem o FARMABR 2012 e do prêmio principal Maria Aparecida PourchetCampos e da Academia Nacional de Farmacêuticos.Desejo a todos um excelente Congresso.MSc. Luiz Carlos da Silva é farmacêutico e Coordenador da Comissão Avaliadorade Trabalhos Científicos do FARMABR 2012
  • 4. Instituto Racine - Diretoria Executiva Arnivaldo Dias Marco Quintão Nilce Barbosa Sergio Slan FARMABR 2012 - Comissão Organizadora André Policastro Carla Pedriali Leandro Rodrigues Mara Carvalho Marisa Negreiros Natasha Raggio Nilton Santos Ricardo Negreiros FARMABR 2012 - Comissões Científicas - Presidente MSc. Denise Funchal Witzel 22ª Semana Racine - Congresso de Farmácia Presidente de Honra Prof. Dr. Gilberto Luiz Pozetti Comissão Científica MSc. Anderson de Oliveira Ferreira MSc. Cláudio de Jesus Ribeiro MSc. Francielly Grassi Es. Ana Paula Callejo de Souza Dr. Anibal de Freitas Santos Junior Dr. Daniel Rossi de Campos MSc. Paulo Roberto Boff Es. Antonio Geraldo Ribeiro dos Santos Júnior Es. Bruna Malagoli Martino Es. Clayton Mangini Es. Gerson Appel Es. José Vanilton de Almeida Es. Kleber Fernandes Es. Nilce Cardoso Barbosa Es. Paula Renata Aparecida Nigro Rivera Carazzatto Es. Sérgio Slan Zarwar MSc. Gustavo Alves dos Santos Es. Marli Menezes Es. Rochéli Moreira Seixas Escher Es. Tatiana Rocha SantanaPCare 2012 - 2º Congresso Brasileiro de Farmacêuticos Clínicos Presidentes de Honra Profª. Dra. Lúcia de Araújo Costa Beisl Noblat MSc. Tarcísio José Palhano Profª. Dra. Ivonete Batista de Araújo Comissão Científica MSc. Patrícia Sayuri Takahashi Dr. Divaldo de Lyra Júnior Dra. Djenane Ramalho de Oliveira Dra. Silvia Storpirtis Es. Daniela Vieira Baldini Batista
  • 5. Es. Graziela Luppi Es. Maria Fernanda Salomão Es. Maristela Ferreira Catão Carvalho Es. Fátima Regina Assunção MSc. Mônica Cristina Santos Ricci CONBRAF - Congresso Brasileiro de Assistência Farmacêutica Presidente de Honra MSc. José Miguel do Nascimento Júnior Comissão Científica MSc. Dirce Cruz Marques MSc. Marco Aurélio Pereira Dr. José Ruben de Alcântara Bonfim Dra. Lia Lusitana Cardoso de Castro Dra. Sônia Lucena Cipriano MSc. Karen Sarmento Costa MSc. Dirceu Brás Aparecido Barbano MSc. Sandra Aparecida JeremiasFARMABR 2012 - Comissão Avaliadora de Trabalhos Científicos - Presidente MSc. Luiz Carlos da Silva Comissão Avaliadora de Trabalhos Científicos Prof. Dr. Acácio Alves De Souza Lima Filho MSc. Airton Jose Petris Profa. Dra. Ana Alice dos Santos Dias Prof. Dr. Anibal de Freitas Santos Jr. Profa. Dra. Carolina Baraldi Restini MSc. Caroline Junckes da Silva MSc. Cláudio de Jesus Ribeiro Es. Clayton Mangini Prof. Dr. Daniel Rossi De Campos Prof. Dr. Diogo Pilger MSc. Dirce Cruz Marques MSc. Elaine Lazzaroni Moraes Prof. Dr. Gilberto Luiz Pozetti Profª. Dra. Gladys Marques Santana MSc. Gustavo Alves Andrade dos Santos MSc. Janaína Fernanda Packer Profª. Dra. Julieta Mieko Ueta Profª. Dra. Karina Santos Gomes Es. Kleber Fernandes Profª. Dra. Luciane Cruz Lopes Prof. Dr. Luiz Carlos Marques Luiz MSc. Luiz Carlos da Silva MSc. Maely Peçanha Favero Retto MSc. Maria Eugênia C. Cury MSc. Mariana Martins Gonzaga do Nascimento MSc. Raniéri Carvalho Camuzi MSc. Said Gonçalves C. Fonseca MSc. Sandra Aparecia Jeremias Profª. Dra. Sibila Roberta Marques Grallert Profª. Dra. Silvana Nair Leite Contesine MSc. Tania Maria Lemos Mouço MSc. Thaisa Amorim Nogueira MSc. Verônica de Franco Rennó
  • 6. Programação Científica22ª Semana Racine - Congresso de Farmácia05/Julho/2012 (Quinta-feira)Congresso Gestão de Produtos para a Saúde: Foco na Resolução nº 549/CFFCurso 01 de 08/20119h às 13h30 Área Temática: Gestão em Farmácia Hospitalar Local: Expo Center Norte Planejamento Tributário em Farmácias e Drogarias: Adequação àsCurso 02 Exigências Legais9h às 13h30 Área Temática: Gestão em Varejo Farmacêutico Local: Expo Center Norte Radiofarmácia: Produção, Controle e Garantia de QualidadeCurso 03 Área Temática: Farmacologia/Farmacoterapia/Toxicologia/Pesquisa9h às 18h Clínica Local: Expo Center Norte Abordagem Nutracêutica do Envelhecimento: O Que Você PrecisaCurso 04 Saber9h às 13h30 Área Temática: Farmácia MagistralSérie: O que Você Local: Expo Center NortePrecisa Saber Planejamento de Ações de Gestão com Base em Resultados dosConferência 01 Indicadores de Atividades da Farmácia Hospitalar15h às 17h Área Temática: Gestão em Farmácia Hospitalar Local: Expo Center Norte Impacto das Fusões e Aquisições no Varejo FarmacêuticoMesa-Redonda 01 Área Temática: Gestão em Varejo Farmacêutico15h às 17h Local: Expo Center Norte Manejo Seguro da Dor em Diversos Níveis de Atendimento à Saúde: Hospital, Ambulatório e DomicílioPainel 01 Área Temática: Farmacologia/Farmacoterapia/Toxicologia/Pesquisa15h às 17h Clínica Local: Expo Center Norte Explorando Nichos de Mercado: Pediatria, Geriatria, Odontologia ePainel 02 Veterinária15h às 18h30 Área Temática: Farmácia Magistral Local: Expo Center Norte Atuação de Operadores Logísticos Farmacêuticos na CadeiaPalestra 01 Hospitalar17h30 às 18h30 Área Temática: Gestão em Farmácia Hospitalar Local: Expo Center Norte Evolução dos Serviços Farmacêuticos como Diferencial noPalestra 02 Negócio17h30 às 18h30 Área Temática: Gestão em Varejo Farmacêutico Local: Expo Center Norte Farmacoterapia da Hiperplasia Prostática Benigna: Em Que Situações É Possível Ter Expectativa de EfetividadePalestra 03 Área Temática: Farmacologia/Farmacoterapia/Toxicologia/Pesquisa17h30 às 18h30 Clínica Local: Expo Center NorteCursos Extra Fundamentos e Processos de Logística FarmacêuticaCurso A Área Temática: Logística Farmacêutica/Atacado9h às 18h Local: Expo Center Norte Manipulação de Produtos Farmacêuticos e Dermocosméticos paraCurso B o Tratamento de Melasma e Alopécia9h às 18h Área Temática: Farmácia Magistral Local: Expo Center NorteCurso C Solução de Problemas Farmacotécnicos Comuns em Formulações
  • 7. 9h às 17h Sólidas, Líquidas e Semi-Sólidas (Teórico/Prático) Área Temática: Farmácia Magistral Local: Instituto Racine Metodologias Analíticas para o Controle de Qualidade Físico- Químico de Matérias-Primas na Farmácia de Acordo com a RDC nºCurso D 67/2007 (Parte 1 - Teoria)9h às 17h Área Temática: Farmácia Magistral Local: Instituto Racine06/Julho/2012 (Sexta-feira)Congresso Modais de Transporte Aplicados à Saúde HumanaCurso 05 Área Temática: Logística Farmacêutica/Atacado9h às 13h30 Local: Expo Center Norte Gestão de Pessoas em Farmácia Hospitalar: Recrutamento, Seleção, Treinamento, Integração, Avaliação de Desempenho eCurso 06 Plano de Carreira9h às 13h30 Área Temática: Gestão em Farmácia Hospitalar Local: Expo Center Norte Promoção no Ponto de Venda (PDV) para Produtos de Compra porCurso 07 Impulso: Legislação, Merchandising e Exibitécnica9h às 13h30 Área Temática: Gestão em Varejo Farmacêutico Local: Expo Center Norte Manejo de Intoxicações por Medicamentos: Apresentação e Discussão de CasosCurso 08 Área Temática: Farmacologia/Farmacoterapia/Toxicologia/Pesquisa9h às 13h30 Clínica Local: Expo Center Norte Dermatologia: Casos Clínicos e Soluções MagistraisCurso 09 Área Temática: Farmácia Magistral9h às 13h30 Local: Expo Center Norte Você, Diretor FarmacêuticoConferência 02 Área Temática: Gestão em Varejo Farmacêutico15h às 17h Local: Expo Center Norte Medicamentos Antiobesidade: Visão Científica dos AspectosConferência 03 Farmacoterapêuticos e Regulatórios15h às 17h Área Temática: Farmácia Magistral Local: Expo Center Norte Contracepção de Emergência Sob a Ótica da Regulamentação e Uso: Experiências no Brasil e no ExteriorMesa-Redonda 02 Área Temática: Farmacologia/Farmacoterapia/Toxicologia/Pesquisa15h às 17h Clínica Local: Expo Center Norte Desafios da Atuação do Profissional Farmacêutico em LogísticaPainel 03 Área Temática: Logística Farmacêutica/Atacado15h às 17h Local: Expo Center Norte Impacto do Processo de Acreditação na Gestão da FarmáciaPainel 04 Hospitalar: O Antes e O Depois15h às 17h Área Temática: Gestão em Farmácia Hospitalar Local: Expo Center Norte Logística como Estratégia de Negócio para a Otimização daPalestra 04 Tomada de Decisões Empresariais17h30 às 18h30 Área Temática: Logística Farmacêutica/Atacado Local: Expo Center Norte Aplicabilidade da Farmacoeconomia na Tomada de DecisõesPalestra 05 sobre Padronização de Medicamentos e Produtos para a Saúde17h30 às 18h30 Área Temática: Gestão em Farmácia Hospitalar Local: Expo Center Norte PBM - Gerenciamento de Benefícios de Medicamentos -Palestra 06 Modelos Existentes, Processo de Implantação e17h30 às 18h30 Competências Profissionais Necessárias à sua Condução com Rentabilidade para a Farmácia
  • 8. Área Temática: Gestão em Varejo Farmacêutico Local: Expo Center Norte Farmacoterapia da Síndrome Metabólica na Infância e na AdolescênciaPalestra 07 Área Temática: Farmacologia/Farmacoterapia/Toxicologia/Pesquisa17h30 às 18h30 Clínica Local: Expo Center Norte Polímeros Formadores de Géis: Características Químicas ePalestra 08 Aplicações em Farmácia Magistral17h30 às 18h30 Área Temática: Farmácia Magistral Local: Expo Center NorteCursos Extra Metodologias Analíticas para o Controle de Qualidade Físico- Químico de Matérias-Primas na Farmácia de Acordo com a RDC nºCurso D 67/2007 (Parte 2 - Prática)9h às 17h Área Temática: Farmácia Magistral Local: Instituto Racine Prevenção de Erros e Acidentes com Medicamentos: Foco nosCurso E Processos Críticos da Manipulação de Produtos9h às 18h Área Temática: Farmácia Magistral Local: Expo Center Norte Prática Magistral em Formulações Sólidas (Pós e Cápsulas) eCurso F Semi-Sólidas (Cremes, Pomadas e Géis) (Parte 1 - Teoria)9h às 17h Área Temática: Farmácia Magistral Local: Instituto Racine07/Julho/2012 (Sábado)Congresso Qualificação Térmica de Embalagens: Ferramenta para a ValidaçãoCurso 10 do Transporte de Produtos na Cadeia de Frio9h às 13h30 Área Temática: Logística Farmacêutica/Atacado Local: Expo Center Norte Utilização Estratégica de Web Sites, E-Commerce e Mídias SociaisCurso 11 como Incremento de Vendas9h às 13h30 Área Temática: Gestão em Varejo Farmacêutico Local: Expo Center Norte Opções Terapêuticas para Microorganismos Multirresistentes: Abordagens AtuaisCurso 12 Área Temática: Farmacologia/Farmacoterapia/Toxicologia/Pesquisa9h às 13h30 Clínica Local: Expo Center NorteCurso 13 Terapia de Reposição Hormonal Bioidêntica: O Que Você Precisa9h às 13h30 SaberSérie: O Que Você Área Temática: Farmácia MagistralPrecisa Saber Local: Expo Center NorteCurso 14 Novos Insumos à Base de Silicone Aplicados em Formulações9h às 13h30 Magistrais: O Que Você Precisa SaberSérie: O Que Você Área Temática: Farmácia MagistralPrecisa Saber Local: Expo Center Norte Aplicação da Curva ABC e XYZ para a Resolução de Problemas deWorkshop 01 Gestão de Materiais: Relato de Casos09h00 às 13h30 Área Temática: Gestão em Farmácia Hospitalar Local: Expo Center Norte Logística Aplicada à Saúde Animal e Distribuição de VacinasPalestra 09 Área Temática: Logística Farmacêutica/Atacado15h às 16h Local: Expo Center Norte Farmacêutico Hospitalar como Gestor: Requisitos para o ExercícioPalestra 10 Efetivo e Eficiente desta Função15h às 16h Área Temática: Gestão em Farmácia Hospitalar Local: Expo Center NortePalestra 11 Panorama da Gestão do Varejo Farmacêutico Independente no
  • 9. 15h às 16h Brasil: Realidade e Perspectivas - Um Estudo de Caso com 500 Farmácias Brasileiras Área Temática: Gestão em Varejo Farmacêutico Local: Expo Center Norte Glaucoma Secundário a Medicamentos: Prevenção, Detecção e ManejoPalestra 12 Área Temática: Farmacologia/Farmacoterapia/Toxicologia/Pesquisa15h às 16h Clínica Local: Expo Center Norte Incompatibilidade de Excipientes em Formulações FarmacêuticasPalestra 13 Sólidas15h às 16h Área Temática: Farmácia Magistral Local: Expo Center Norte Tensoativos Utilizados em Formulações de Shampoos ePalestra 14 Condicionadores: O Que Há de Novo15h às 16h Área Temática: Farmácia Magistral Local: Expo Center Norte Valor Agregado ao Produto Magistral. Do Que Estamos Falando?Palestra 15 Área Temática: Farmácia Magistral16h30 às 17h30 Local: Expo Center NorteCurso Extra Prática Magistral em Formulações Sólidas (Pós e Cápsulas) eCurso F Semi-Sólidas (Cremes, Pomadas e Géis) (Parte 2 - Prática)9h às 17h Área Temática: Farmácia Magistral Local: Instituto Racine
  • 10. PCare 2012 - 2º Congresso Brasileiro de Farmacêuticos Clínicos05/Julho/2012 (Quinta-feira)Curso 01 Uso de Medicamentos em Pacientes com Insuficiência Hepática:9h às 13h30 Cuidados e PrecauçõesCurso 02 Interferência do Uso de Medicamentos na Evolução de Feridas: Impacto9h às 18h da Intervenção do Farmacêutico ClínicoPainel 01 Resultados em Saúde com a Prática da Atenção Farmacêutica: Clínicos,15h às 17h Humanísticos e EconômicosPalestra 01 Barreiras de Segurança na Utilização de Medicamentos Potencialmente17h30 às 18h30 Perigosos06/Julho/2012 (Sexta-feira)Curso 03 Gestão da Qualidade de Serviços Farmacêuticos Clínicos Prestados a9h às 13h30 PacientesWorkshop 01 Como Elaborar Documentação Clínica Farmacêutica: Registro em9h às 13h30 Prontuário e Carta de Encaminhamento FarmacêuticoComo FazerConferência 01 Tomada de Decisões Farmacoterapêuticas: Considerando a15h às 17h Racionalidade do PacienteMesa-Redonda 01 Conceitos de Assistência, Atenção e Cuidado na Área Farmacêutica e na15h às 17h Área da SaúdePalestra 02 Intervenções Farmacêuticas em Insulinoterapia a Partir de Realização de17h30 às 18h30 Seguimento FarmacoterapêuticoPalestra 03 Prescrição Eletrônica como Oportunidade para a Redução de Erros de17h30 às 18h30 Medicação07/Julho/2012 (Sábado)Curso 04 Prevenção de Risco de Lesão Renal: Novos Critérios de Abordagem9h às 13h30Workshop 02 Monitorização de Risco com o Uso de Novos Anticoagulantes Orais e9h às 13h30 Antiagregantes Plaquetários: Como FazerComo FazerPalestra 04 Base de Dados Seguras para Apoiar as Decisões da Prática Clínica15h às 16h FarmacêuticaPalestra 05 Atuação do Farmacêutico em Transplante de Medula Óssea15h às 16h
  • 11. CONBRAF - Congresso Brasileiro de Assistência Farmacêutica05/Julho/2012 (Quinta-feira)Curso 01 Avaliação de Tecnologias em Saúde9h às 18hPainel 01 Experiências de Implantação do Sistema Nacional de Gestão da9h às 13h30 Assistência Farmacêutica no SUS (HÓRUS)Conferência 01 Assistência Farmacêutica no Contexto das Redes de Atenção à Saúde:15h às 17h Proposta de Integração entre Acesso, Informação e Prestação de ServiçosPalestra 01 Indicadores da Qualidade da Assistência Farmacêutica na Atenção17h30 às 18h30 Básica06/Julho/2012 (Sexta-feira)Curso 02 Bases Conceituais e Técnicas para a Seleção, Prescrição e Aquisição de9h às 13h30 Fitoterápicos no SUSWorkshop 01 Ferramentas de Apoio à Prescrição de Medicamentos: o Uso Racional da9h às 13h30 Evidência CientíficaOficina 01 Construindo uma Proposta de Implantação do Sistema Hórus em15h às 18h30 Serviços Municipais de SaúdeMesa-Redonda 01 Ciência, Tecnologia e Inovação no SUS: uma Agenda Estratégica15h às 17hPalestra 02 A Lei 12401/2011 e a Criação da Comissão Nacional de Incorporação de17h30 às 18h30 Tecnologia no SUS (CONITEC)07/Julho/2012 (Sábado)Painel 02 Experiências de Êxito no Âmbito do Ciclo da Assistência Farmacêutica:9h às 13h30 Escolha, Aquisição, Logística e Estruturação de Serviços de FarmáciaPainel 03 Estratégias de Capacitação de Recursos Humanos para a Assistência9h às 13h30 Farmacêutica no SUSConferência 02 Novos Marcos Regulatórios da Assistência Farmacêutica no SUS15h às 17hPalestra 03 Importância da Difusão de Centros de Informação de Medicamentos no15h às 16h SUSPalestra 04 Insulinas Análogas: Existe Justificativa para seu Uso Corrente?16h30 às 17h30
  • 12. RESUMO DOS TRABALHOS APRESENTADOS 22ª Semana Racine - Congresso de FarmáciaSR 01 - ASPECTOS FARMACOLÓGICOS DO IDOSO E O USO DE MEDICAMENTOSINADEQUADOSMASCARENHAS, GEYSA DONÁRIA DE MIRANDA1; SILVA, KELLE OLIVEIRA2 FARIA,LUCIANA AMARAL DE2 SILVA, PATRÍCIA AZEVEDO DA11Discente do Curso de Farmácia da Faculdade Independente do Nordeste2Farmacêutica, Docente do Curso de Farmácia da Faculdade Independente do NordesteCom o envelhecimento, algumas mudanças nas funções fisiológicas devem ser consideradas,pois podem interferir nos mecanismos homeostáticos do idoso e em sua resposta orgânica,diminuindo a capacidade de reserva, defesa e adaptação, tornando-o mais vulnerável aestímulos traumáticos, infecciosos ou psicológicos. Por isso, as doenças se desencadeiammais facilmente, além de interferir na atividade dos medicamentos. Neste contexto, os objetivosdeste trabalho foram caracterizar as alterações fisiológicas provocadas pelo envelhecimentohumano, avaliar as alterações farmacocinéticas e farmacodinâmicas sofridas pelos idosos, edescrever os fármacos inadequados para esse grupo populacional. Entre os meses de janeiroe fevereiro de 2012, foram analisados 43 artigos selecionados nas bases de dados Scielo eLilacs e indexados por descritores previamente determinados. A partir das análises, ficouevidenciado que o envelhecimento humano provoca o declínio funcional em vários órgãos esistemas, como alterações cardiovasculares, metabólicas, respiratórias, na pele, no sistemadigestivo, ósseo neurológico, genitourinário e muscular. Os idosos possuem maiorprobabilidade de apresentar reações adversas a medicamentos devido às alteraçõesfarmacocinéticas e dinâmicas. As alterações farmacocinéticas ocorrem na capacidade deabsorção intestinal, depuração renal dos fármacos, redução do fluxo plasmático hepático,alteração do volume de distribuição dos fármacos, e na concentração de albumina sérica eaumento da gordura corporal. E as alterações farmacodinâmicas relacionam-se ao número dereceptores e à capacidade de ligação a eles, bem como a diminuição dos mecanismoshomeostáticos que modifica a sensibilidade aos fármacos. Dentre os medicamentosconsiderados impróprios para o consumo por idosos, destacam-se os benzodiazepínicos delonga ação empregados como agentes sedativos, tal como Diazepam, que podem causarsedação durante o dia e aumento do risco de quedas e fraturas ósseas. A Amitriptilina, umantidepressivo tricíclico, além de gerar hipotensão ortostática, possui efeitos anticolinérgicosmais intensos e pouco tolerados por pacientes idosos. O hipoglicemiante Clorpropamidaapresenta meia-vida longa podendo causar hipoglicemia prolongada. Anti-hipertensivos como aMetildopa podem causar bradicardia e exacerbar depressão em pacientes idosos. A Hioscina,um antiespasmódico, é pouco tolerada por idosos, levando a efeitos adversos anticolinérgicos,além de sua efetividade nas doses toleradas ser questionável. Conclui-se que as alteraçõesfisiológicas ocorridas em pessoas idosas implicam também em alterações farmacocinéticas efarmacodinâmicas que devem ser consideradas pelos profissionais de saúde, para que possaser evitado o uso de fármacos inadequados e que a farmacoterapia possa trazer benefícios àsaúde e à qualidade de vida do idoso.E-MAIL PARA CONTATO: patyads@hotmail.comSR 02 - ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA AOS PORTADORES DE HEPATITE C DOHOSPITAL DE CLÍNICAS GASPAR VIANNAALVARES, ALCIR1; PORFÍRIO, ROSEANE2; TRAVASSOS, AMÉLIA2; SMITH, DANIELA2;HABER, CLAÚDIA2; DOS SANTOS, MARINA2.1-Estudante do Curso de Farmácia-Bolsista da Fundação Hospital de Clínicas Gaspar Vianna2-Farmacêutica - Servidora Pública da Fundação Hospital de Clínicas Gaspar ViannaIntrodução: Atualmente estima-se que 170 milhões (3%) dos indivíduos no mundo estãoinfectados pelo vírus da hepatite C, sendo três milhões de pessoas só no Brasil. A hepatite C é
  • 13. uma inflamação no fígado causada pelo vírus da hepatite C (VHC) transmitida através decontato com sangue contaminado. Essa inflamação dependendo da intensidade e do tempopode levar à cirrose e evoluir para câncer de fígado Objetivo: Apresentar o perfil dos pacientesportadores de Hepatite C assistidos pelo programa do componente especializado daAssistência Farmacêutica na Fundação Pública Estadual Hospital de Clínicas Gaspar ViannaMétodos: O presente estudo utilizou para análise, 109 APAC’s (Atendimento paraProcedimento de Alta Complexidade) de pacientes cadastrados no programa no período de2007 a 2011 usando algumas variáveis como: gênero (Masculino e Feminino), faixa etária (<45e >45 anos), situação do tratamento (em curso, interrompido ou finalizado), genótipo do VHC(1a, 1b, 2 e 3) e terapia medicamentosa (interferon alfa e interferon peguilado, ambosassociados à ribavirina) Resultados e Conclusão: Neste trabalho constatamos que existem(48%) do gênero masculino e (52%) do gênero feminino, (79%) da população infectada, temmais de 45 anos, observamos um percentual de 68% de finalizações no tratamento, umaprevalência do genótipo 1 (72%) seguido do genótipo 3 (18%) e grande incidência na utilizaçãoda terapia medicamentosa de interferon peguilado 180 mg associado a ribavirina 1g (70%).Com a realização desta pesquisa verificamos o perfil dos pacientes portadores do vírus daHepatite C assistidos pelo Programa do Ministério da Saúde em tratamento na fundação.Apoio Financeiro: Fundação Pública Estadual Hospital de Clínicas Gaspar Vianna-FHCGVE-MAIL PARA CONTATO:marinanidia@gmail.comSR 04 - AVALIAÇÃO DA ADESÃO AO TRATAMENTO MEDICAMENTOSO E NÃOMEDICAMENTOSO DE PACIENTES HIPERTENSOS ATENDIDOS NO PSF GUARITÁ,ITAPERUNA-RJ.Bonadiman, RAPHAEL LAIBER*; Bonadiman, SaMUEL LAIBER*; SILVA, DENISEAPARECIDA*** Farmacêutico graduado pela Universidade Iguaçu, Campus V - Itaperuna, RJ.** Professora do Curso de Farmácia, UNIG-Campus V, Itaperuna/RJ,Foi realizada uma pesquisa durante os meses de agosto e setembro de 2010, com 108pacientes hipertensos atendidos no PSF (Programa Saúde da Família) Guaritá, localizado nobairro Vinhosa, no município de Itaperuna, estado do Rio de Janeiro. O objetivo do estudo foiverificar o grau de adesão ao tratamento medicamentoso e não medicamentoso nos quadrosde hipertensão arterial bem como avaliar os níveis pressóricos dos pacientes. Comometodologia foi utilizada uma pesquisa de natureza exploratória, descritiva e de caráterquantitativo. Os resultados indicaram que 63,9% dos pacientes não seguem dieta alimentarespecífica para hipertensão arterial e 75% dos pacientes não praticam exercícios físicos. Emrelação ao tratamento medicamentoso, o anti-hipertensivo mais utilizado foi a hidroclorotiazida,presente no tratamento de 63,9% dos pacientes avaliados, seguido do captopril (61,1% dospacientes), propranolol (27,8%), dentre outros prescritos para menos de 25% dos pacientes. Aavaliação da adesão ao tratamento medicamentoso indicou que 69,4% dos pacientesapresentam adesão plena, 17,6% relataram omissão de doses e apenas 13% relataram nãoadesão ao tratamento. Um total de 87,9% dos pacientes apresentou níveis pressóricos acimados limites de normalidade. De acordo com os resultados pode-se concluir que os pacientespossuem alta adesão ao tratamento farmacológico e baixa adesão ao tratamento nãofarmacológico, o que pode ser responsável pela dificuldade de controle dos níveis da pressãoarterial.E-MAIL PARA CONTATO: samucabonadi@hotmail.comSR 05 - AVALIAÇÃO DA ADESÃO DOS PACIENTES ENVOLVIDOS NO “ENSAIO CLÍNICOFASE III PARA LEISHMANIOSE TEGUMENTAR AMERICANA. EQUIVALÊNCIA ENTRE OESQUEMA PADRÃO E ALTERNATIVOS COM ANTIMONIATO DE MEGLUMINA”REIS, MONIQUE E NOVATO, MADELONInstituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas - Fundação Oswaldo Cruz - Laboratório deVigilância em LeishmaniosesO objetivo do presente estudo é avaliar a adesão dos pacientes com leishmaniose tegumentaramericana a diferentes tratamentos propostos no “Ensaio Clínico fase III para leishmaniosetegumentar americana. Equivalência entre o esquema padrão e alternativos com antimoniatode meglumina”, a saber: forma cutânea (LC): 20 mg de antimonial pentavalente (Sb5+)/kg/dia
  • 14. por 20 dias ou 5 mg Sb5+/kg/dia por 30 dias, contínuos ou de forma intermitente, intramuscular.Forma Mucosa (LM): 20 mg Sb5+/kg/dia por 30 dias ou 5 mg Sb5+/kg/dia contínuos até a cura,intramuscular. Este monitoramento é importante para demonstrar as diferenças de adesãoentre os vários esquemas de tratamento, assim como para identificar critérios sócio-econômico-culturais que possam influenciar na adesão do paciente ao tratamento proposto. Sãofornecidas ampolas em número superior ao necessário para o esquema proposto, solicitando-se que o paciente retorne as ampolas não utilizadas, que serão contadas e anotadas. Opaciente também responde a um questionário padronizado para coletar dados sócio-econômico-culturais e do tratamento dos pacientes. Espera-se que esquemas terapêuticos comdoses contínuas tenham maior índice de abandono quando comparadas com dosesintermitentes, assim como os esquemas com altas doses em comparação com os de baixasdoses, e que sejam encontradas diferenças do nível de adesão relacionada às característicassócio-econômico-culturais. Preliminarmente, observamos que os pacientes com LC e LM sãopredominantemente homens, brancos, solteiros, LC com idade média de 41 anos, LM commédia de 55 anos, escolaridade baixa, coabitando com cerca de 3 membros da família, comrenda pessoal e familiar entre 1 e 5 salários mínimos, não fumantes, não fazem uso de drogasilícitas, com profissões variadas, vivendo principalmente na cidade do Rio de Janeiro e GrandeRio, onde foram infectados devido à moradia em áreas endêmicas para leishmaniose. Estespacientes procuram principalmente profissionais de saúde de nível superior para aplicação damedicação, e não são descuidados com relação ao horário das tomadas diárias domedicamento. O estudo está previsto para terminar em 2014.Agencia Financiadora: FAPERJE-MAIL PARA CONTATO: MONIQUERFONSECA@GMAIL.COMSR 07 - ORIENTAÇÃO FARMACÊUTICA QUANTO A OCORRÊNCIA DE POLIFARMÁCIAENTRE IDOSOSGUTEMBERG PASSOS DE SOUSA¹, JOSELIA MENDES LEAL MELO¹, ABRAHÃO DA SILVAGAMA FILHO¹, KARLA NAIR DE FREITAS MARQUES ALENCAR¹, MAURICELIA DOSSANTOS SILVA FREITAS¹, VIVIANNE RODRIGUES AMORIM².Centro de educação tecnológica de Teresina, departamento de farmácia, ¹graduando(a),²orientadora.Introdução: A orientação farmacêutica no atendimento aos idosos, que em sua maioriautilizam vários fármacos (caracterizando a polifarmácia), deve-se não só por sua fragilidade,como também em decorrência das doenças crônicas que os acometem. As variáveiscomumente associadas à elevada utilização de medicamentos nesta faixa etária são: sexo(principalmente o feminino), aumento da idade, viver sem companheiro, internação em clínicasgeriátricas, hospitalização, consulta a diferentes prescritores, automedicação, doenças crônico-degenerativas, uso de medicamentos para tratamento de reações adversas, erros deadministração, baixa percepção de saúde e baixa qualidade de vida, surgimento de novosmedicamentos, o fácil acesso a medicações e a baixa frequência de uso de recursos nãofarmacológicos. No que diz respeito ao gênero, enquanto as mulheres utilizam maisanalgésicos, antireumáticos e psicotrópicos, nos homens há maior uso de agentestrombolíticos, cardioterápicos e antiasmáticos. Outras investigações relataram diferenças degênero no uso de medicamentos prescritos e não prescritos com maior prevalência de usoentre mulheres em ambas as situações. O incremento das prescrições nessa faixa etária podelevar a duas situações quase idiossincráticas: a polifarmácia e a iatrogenia. No exercício diárioda farmácia, apesar da existência de rotinas institucionalizadas em relação às medicações,pode-se e deve-se interferir na forma como a assistência é realizada para que além de preveniras interações medicamentosas adversas possa-se assegurar uma prática contextualizada naciência e no cuidado ao usuário. Assim, o presente trabalho ao expor os motivos que levam apolifarmácia em idosos, chama a atenção para a necessidade de uma correta atençãofarmacêutica onde o farmacêutico toma para si a responsabilidade de gerenciar afarmacoterapia de seus usuários, ofertando a eles serviços farmacêuticos e colaborando nabusca da melhoria da qualidade de vida destes. Métodos: fundamentou-se na leitura seletiva,de periódicos e artigos científicos, entre 2005 a 2012, oriundos da base de dados CochraneLibrary, MEDLINE, SciELO, LILACS, PubMed e Google Acadêmico, sendo a busca realizadacom as seguintes palavras: “Polifarmácia”, “Idosos” e “Orientação Farmacêutica”. Resultados eDiscussão: de acordo com os dados apresentados, por haver maior incidência de agravos àsaúde em idosos, há também um aumento na prevalência de interações medicamentosasdesta faixa etária quando comparada a outras (13 a 82%). No entanto, uma correta orientaçãofarmacêutica pode reduzir em consideravelmente o risco de interações medicamentosas egarantir assim um efetivo tratamento farmacoterapêutico. Conclusão: A análise dos dados
  • 15. apresentados permite verificar que alterações fisiológicas e presença de patologias crônicasnos idosos, são fatores colaboradores para a ocorrência da polifarmácia, nesse contexto aorientação farmacêutica se torna uma ferramenta eficaz na minimização dos riscos e melhoriana qualidade de vida dos usuários.E-MAIL PARA CONTATO: kilikina1984@hotmail.comSR 08 - PREVALÊNCIA DO USO DE CONTRACEPTIVOS DE EMERGÊNCIA DE UMAFARMÁCIA COMUNITÁRIA DE GOIÂNIA-GO.FILHO, JOSÉ TEÓFILO MOREIRA; CARMARGO, EMELY THAIS PREIRA BUENO DE; SILVA,BRUNO CÉSAR MENDONÇA; ALVES, LORENA RIBEIRO; SOUSA, SANDRA ALVES DESOUSA; GOMES, MARCELO DO NASCIMENTO.Curso de Farmácia; Faculdade Montes Belos - FMBO conhecimento sobre métodos contraceptivos podem contribuir para que os indivíduosescolham o método mais adequado ao seu comportamento sexual e às suas condições desaúde, bem como a aplicação correta do método escolhido. Assim, esse conhecimento deveestar relacionado à prevenção da gravidez indesejada, da mortalidade materna e de outrosagravos à saúde (BRASIL, 2005). Este trabalho tem como objetivo avaliar a prevalência, o perfile o conhecimento dos aquisitores quanto ao uso de Contraceptivos de Emergência (CE). Oreferido projeto trata-se de um estudo epidemiológico, quantitativo e transversal. Em que foiquisto coletar dados em um roteiro específico cujo incita várias questões, subsequentesrelativas ao tema proposto e tudo conforme a Resolução 196/96 do CNS. Foram entrevistadas56 pessoas verificando que, 62,50% são do sexo feminino e 37,50% são do sexo masculino,predomínio de faixa etária entre 21 a 30 anos, no qual mais de 50% dos entrevistados sedenominaram solteiros e com nível superior incompleto. Entre os entrevistados que adquiriramo CE, cerca de, 68% afirmaram obter informações de pessoas leigas sem conhecimentotécnico científico. Entretanto mesmo com a obtenção de informação de pessoas leigas, 51%dos entrevistados afirmaram usar de forma correta indicada na bula que é até 12 horas após arelação sexual, enquanto que, 25% fizeram o uso inadequado, o que poderia acarretar em umagravidez indesejada, 31,42% das mulheres disseram ultilizar o CE mesmo estando fazendo usodos anticoncepcionais colocando em risco a sua saúde. Verificou-se também que, cerca de,90% dos entrevistados disseram saber o que é CE, mas foi preciso mencionar que se tratavada “pílula do dia seguinte”. Verificando a este assunto que é notório uma lacuna existente entreo conhecimento e a prática exata da contracepção de emergência. Ademais podemos concluirque se faz necessário o desenvolvimento de ações que buscam informar a população quantoaos efeitos causados pelos contraceptivos de emergência.E-MAIL PARA CONTATO: tiofinho@hotmail.comSR 09 - SEGUIMENTO FARMACOTERAPÊUTICO EM PACIENTES COM DIABETESMELLITUS TIPO 2 EM TRATAMENTO COM METFORMINADRIES SAMUEL; SOARES BARBARA; ANDRADE FABIANA; PERASSOLO MAGDA.Instituto de Ciências da Saúde - Universidade Feevale, Novo Hamburgo, RS, BrasilO seguimento farmacoterapêutico (SF) vem demonstrando grande importância no aumento dasobrevida e da qualidade de vida de pacientes diabéticos, principalmente pelo surgimento dascomplicações relacionadas à doença e a um tratamento ineficaz. As dosagens laboratoriaisdestes pacientes podem apresentar mudanças significativas durante o período deacompanhamento. Assim sendo, este trabalho teve por objetivo avaliar a influência doseguimento farmacoterapêutico sob os parâmetros laboratoriais de pacientes com diabetesmellitus do tipo 2 (DM2). Realizou-se um estudo, aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa daUniversidade Feevale, sob protocolo nº 2.02.01.07.608, com pacientes portadores de DM2 emmonoterapia com metformina para o tratamento do diabete, que participaram de um SF por umperíodo de quatro meses, com encontros mensais. O controle glicêmico e o perfil lipídico foramavaliados através das dosagens de glicose de jejum, colesterol e triglicerídeos pelo métodoenzimático colorimétrico, a glico-hemoglobina, por cromatografia líquida de alta eficiência(CLAE). Parâmetros de estresse oxidativo foram avaliados através da atividade da enzimasuperóxido dismutase (SOD) pelo método de inibição da auto-oxidação da adrenalina e osníveis de malondialdeído (MDA) por cromatografia líquida de alta eficiência com detecção porarranjo de diodos (CLAE-DAD). A determinação de metformina plasmática foi obtida por CLAE-
  • 16. DAD. Compararam-se os valores das dosagens laboratoriais no início do SF e ao final domesmo. Avaliou-se 24 pacientes com idade de 59 ± 9 anos e IMC de 29,8 ± 5,1 kg/m2. Ospacientes possuíam DM há 36 (1 - 240) meses e utilizavam metformina há 36 (1 - 180) mesesem uma dose diária de 1700 (500 - 2550) mg. Os níveis de SOD (6,90 vs. 8,13 U SOD/gproteína, P=0,674) não apresentaram alteração estatística após o SF, contudo, houve umapequena alteração nos níveis de glicemia (133 vs. 120 mg/dL, P=0,316), HbA1c (7,12 vs.6,40%, P=0,224), colesterol (194 vs. 189 mg/dL, P=0,869), triglicerídeos (162 vs. 144 mg/Dl,P=0,820) , LDL (113 vs. 117 mg/dL, P=0,361), diminuição significativa dos valores de MDA(3,37 vs. 2,40 µM, P=<0,001) e aumento da metformina plasmática (330 vs. 594 ng/mL,P=0,069). Desta maneira, a associação destes fatores pode ter colaborado para um resultadopositivo, sugerindo uma redução do estresse oxidativo nos pacientes após o acompanhamento.Relacionado a isto, pode estar o fato de que, após o SF, observou-se também um aumento nosníveis plasmáticos de metformina, sugerindo uma melhora no tratamento do DM. AuxílioFinanceiro: Universidade Feevale; CNPqE-MAIL PARA CONTATO: samuel.selbach@gmail.comSR 10 - USO DE MEDICAMENTOS EM TRANSTORNO DA COMPULSÃO ALIMENTARPERIÓDICA NO CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIALOUTA, TATIANE MAYUMI FERREIRA1, OSHIRO, MARIA DE LOURDES2, RONDON,MARCOS JOSÉ CARDOSO31 Universidade Católica Dom Bosco 2 Universidade Católica Dom Bosco e Secretaria de Estadode Saúde/MS 3CAPS/Secretaria Municipal de Saúde Campo GrandeO transtorno da compulsão alimentar periódica (TCAP) é uma nova categoria de transtornoalimentar, caracterizado por episódios de compulsão alimentar recorrentes, ausência doscomportamentos compensatórios inadequados para evitar o ganho de peso. O uso demedicamentos para indivíduo obeso que apresenta comorbidade psiquiátrica com a associaçãode dietoterapia, psicoterapia torna-se essencial, nesse caso a utilização de antidepressivoscomo a fluoxetina, amitriptilina e a sertralina. Estima-se que a prevalência da obesidade empacientes psiquiátricos tratados farmacologicamente é 2 a 5 vezes maior do que na populaçãoem geral. O objetivo do trabalho foi verificar consumo de medicamentos em mulheres comTCAP do Centro de Atenção Psicossocial II (CAPS) em Campo Grande MS, medianteentrevista e análise de prontuário. O trabalho foi aprovado no CEP/UCDB 030/2010. Asmulheres pertencentes ao grupo com TCAP somavam 17, com faixa etária predominante acimade 45 anos, 70,5%. Foram inseridas no CAPS por traumas como separação, perda deparentes, outros problemas familiares, entre outros, porém associados a algum transtornomental. Em 100% delas foi verificado o excesso de peso corpóreo, sendo uma com cirurgiabariátrica. Todas estavam em tratamento no grupo TCAP no mínimo 3 meses. As mulheresapresentavam comorbidades, tais como: Depressão (100%), Hipertensão arterial (58,8%),Diabetes mellitus (11,8%), Hipotireoidismo (11,8%); faziam utilização de medicamentos paraTCAP: Fluoxetina (70,6%), Amitriptilina (41,2%), Sertralina (11,8%), Paroxetina (5,9%). Amaioria apresentava consumo de associações medicamentosas para comorbidades do SistemaNervoso, Sistema Cardiovascular, Sistema Endócrino, Sistema Músculo-esquelético e SistemaDigestório. A fluoxetina continua sendo a primeira opção disponível para pacientes tratados noCAPS em tratamento do TCAP. Os efeitos adversos mais relatados/observados eram azia,queimação estomacal e agitação. O uso de antidepressivos como a fluoxetina e sertralinademonstrou eficácia nesse grupo com TCAP porém necessita de mais estudos para resultadosterapêuticos conclusivos.E-MAIL PARA CONTATO: tatimayu@hotmail.comSR 11 - UTILIZAÇÃO DE SUPLEMENTO ALIMENTAR POR PRATICANTES DE EXERCÍCIOFÍSICO EM ACADEMIAS DE SANTARÉM-PALopes Monteiro Nayara1Sousa de Alvarenga Beatriz Suellen1Aguiar Carvalho Vanessa1MaestriPiloni Régis21 Acadêmicas do curso de Farmácia Generalista, VII semestre, do Instituto Esperança deEnsino Superior2 Orientador do projeto de pesquisa e docente do curso de Farmácia.
  • 17. Os suplementos alimentares são caracterizados como gêneros alimentícios que são usadospara complementar o regime alimentar normal e que constituem fontes concentradas dedeterminados nutrientes. Eles têm sido usados de forma excessiva por praticantes demusculação como alternativa para melhorar o rendimento físico e ganhar massa muscular. Oobjetivo geral desta pesquisa foi avaliar o consumo de suplementos alimentares por praticantesde exercício físico e os específicos foram: identificar a classe de suplementos mais consumida;pesquisar os principais motivos que levaram ao consumo de suplementos alimentares;investigar se houve alguma orientação por profissionais da saúde para o uso de suplementos.O estudo realizado foi uma pesquisa de campo descritiva com abordagem quantitativa, nasacademias centrais do município de Santarém - PA. A amostra de estudo foram praticantes deexercício sem restrição de idade, os quais responderam um questionário com 12 questõesobjetivas, elaborado especificamente para este estudo. Antes da aplicação dos questionários adireção das academias recebeu um documento permitindo a realização da pesquisa noestabelecimento. No momento da aplicação do questionário foi entregue um folder para cadaparticipante com imagens de vários tipos de suplementos, para que os mesmos identificassemo(s) suplemento(s) utilizado(s) de forma correta. Todos os participantes da pesquisa assinaramo Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, conforme as normas para realização depesquisa em seres humanos, Resolução 196/96. Foram entrevistadas 186 pessoas, sendoque 60% declara fazer o uso de suplementação e 70% dessas pessoas que fazem o uso desuplementos são do sexo masculino. De acordo com os resultados a classe de suplementoalimentar mais utilizada são os repositores energéticos, sendo 41%. Quanto à razão do uso desuplemento alimentar, 55% alegaram consumir suplemento com o objetivo de aumentar amassa muscular e somente 13% tem acompanhamento de um profissional da saúde. A partirdesta pesquisa pode-se constatar que a maioria das pessoas que frequentam regularmenteacademias fazem o uso de suplementos e apenas uma pequena porcentagem tem umacompanhamento profissional. A categoria é Trabalho Acadêmico (graduação) e a modalidadeEducação Farmacêutica.E-MAIL PARA CONTATO: nessa_c_aguiar@hotmail.comSR 12 - VARIAÇÃO DE PREÇOS DE MEDICAMENTOS EM DIFERENTES REGIÕESSOCIAIS DE SANTOS SPSANTOS, ANA VICTÓRIA ANDRADE DOS; LORANDI, PAULO ANGELOUniversidade Católica de Santos, curso de FarmáciaNo Brasil, o preço dos medicamentos é tabelado pelo teto, mas é sabido que a indústriacontrola vários aspectos do mercado, estabelecendo os preços acima do custo de produção. Arelação entre o preço final do medicamento versus capacidade de compra dos estratos dasociedade é determinante, então alguns subterfúgios são criados para ampliar a margem denegociação realizada nas Unidades farmacêuticas (UF). Esse trabalho investigou a variação depreços para dez medicamentos da Rename - 2010, em cinco regiões sócio-econômicasdiferentes de Santos SP, estratificados segundo referencial teórico de Sposati. Estudou-se trêsanti-hipertensivos (carvedilol, espironolactona e metoprolol), dois antimicrobianos(claritromicina e clindamicina), um do programa anti-tabagismo (bupropiona), dois paratranstornos psiquiátricos (clomipramina e risperidona), um anti-inflamatório esteroidal(dexametasona) e um hormônio (levotiroxina sódica). Excluíram-se medicamentos da lista doprograma “Aqui tem Farmácia Popular”. Excluíram-se as redes de drogarias. Existem 539apresentações registradas (135 medicamentos de referência, 225 genéricos e 179 similares),mas apenas 513 foram analisados, distribuídos entre os dez estabelecimentos. Considerando-se os valores definidos na tabela da Anvisa (atualizada em 17/04), nas quatro UF dos bairrosmais inclusivos encontrou-se a maior variação de preço tanto para baixo (354) quanto paracima (132), além de 29 medicamentos sem alteração de preço. A majoração de preço é umaprática irregular e foi encontrada em todas as UF. Excluindo-se a claritromicina, os demaisprincípios ativos foram majorados em pelo menos um tipo de medicamento e em todas as UF.Mesmo nos estratos menos inclusivos, encontrou-se medicamentos majorados, em relação àtabela oficial, na ordem de 7%. Em apenas uma UF não houve sobrepreço em relação à tabela.O princípio ativo que teve a maior sobrevalorização (129%) foi a risperidona, para omedicamento de referência, o qual também apresentou o maior deságio em um similar (-86,4%). E foi o segundo em maior número de sobrepreço. Independentemente dos valores,ressalta-se a necessidade de maior fiscalização. É fato que o medicamento é tratado comobem de consumo e tem variações de preço conforme a condição do mercado.E-MAIL PARA CONTATO: anavictoriaandrade@hotmail.com
  • 18. SR 13 - DISPONIBILIDADE COMERCIAL DE MEDICAMENTOS EM DIFERENTES REGIÕESSOCIAIS DE SANTOS SPSANTOS, ANA VICTÓRIA ANDRADE DOS; LORANDI, PAULO ANGELOUniversidade Católica de Santos, curso de FarmáciaMedicamentos adequados, disponíveis no sistema público e privado, fazem parte do acessointegral à saúde. O acesso no sistema privado está condicionado à disponibilidade comercial ea capacidade de compra do usuário. No Brasil, o preço dos medicamentos é tabelado pelo tetoe o valor final determinado por leis de mercado. O Estado propõe os genéricos, com ênfase nosmedicamentos essenciais, como política de controle do mercado. Há de se investigar aqualidade do acesso aos medicamentos. No sistema privado de Santos SP, em cinco regiõessócio-econômicas diferentes, analisou-se a disponibilidade comercial de dez medicamentos daRename - 2010: três anti-hipertensivos (carvedilol, espironolactona e metoprolol), doisantimicrobianos (claritromicina e clindamicina), um do programa anti-tabagismo (bupropiona),dois para transtornos psiquiátricos (clomipramina e risperidona), um anti-inflamatório esteroidal(dexametasona) e um hormônio (levotiroxina sódica). Excluiu-se medicamentos da lista doprograma “Aqui tem Farmácia Popular”. Considerou-se todas as especialidades farmacêuticasdisponíveis para cada princípio ativo: o de referência em todas as formulações, os genéricoscorrespondentes e os similares. Um mesmo princípio ativo apresentou mais de uma formulaçãocomo referência. Cada laboratório do mesmo genérico foi contabilizado individualmente. Aestratificação dos bairros foi feita pelo referencial teórico de Sposati, distribuídos em ordemdecrescente de inclusão. Os estabelecimentos foram escolhidos pela lista telefônica.Excluíram-se as redes de drogarias. Para os dez princípios ativos, existem 539 apresentaçõesregistradas (135 medicamentos de referência, 225 genéricos e 179 similares). Doisestabelecimentos, dos bairros dos estratos mais inclusivos, apresentaram 37% de todas asespecialidades possíveis e os demais abaixo de 19%. Só em dois estabelecimentos foramencontrados todos os princípios ativos. O carvedilol referência não estava disponível emnenhum estabelecimento e a levotiroxina estava presente em todos. Os demais medicamentosde referência foram encontrados na seguinte ordem (número de estabelecimentos):dexametasona (7), espironolactona (5), clomipramina (4), metoprolol (3), claritromicina (2),clindamicina (2), bupropiona (2) e risperidona (1). Os bairros de melhor condição sócio-econômica abrigam estabelecimentos farmacêuticos que oferecem mais oportunidades deescolha ao usuário. Auxílio financeiro: Pibic, CNPqE-MAIL PARA CONTATO: anavictoriaandrade@hotmail.comSR 14 - PERFIL DA UTILIZAÇÃO DE ANTIBIÓTICOS NO BAIRRO DO CARANAZAL,SANTARÉM-PA, NO PERÍODO DE JANEIRO A JULHO DE 2011ISABELE DE AZEVEDO PORTELA; ELIENE DOS SANTOS FARIAS LIRA; MARIA MARYAGUIAR CUNHA; MÔNICA TATIANE LIMA PINHEIRO; JUAREZ DE SOUZA; ANA CAMILASENAIntrodução: Antibióticos são medicamentos usados no combate ao crescimento bacteriano,sendo prescritos nos casos de infecções. A indicação terapêutica dos antibióticos ainda é umaquestão confusa para grande maioria da população, que não reconhece a diferença e acabautilizando em processos inflamatórios. Referencial teórico: A utilização desses medicamentosvem ocorrendo de forma exagerada e muitas vezes inadequada, ou pelo desconhecimento daindicação, ou pelo uso incorreto, ou até mesmo pela prescrição inadequada. Esta prática podelevar à resistência bacteriana, dificultando o tratamento das infecções. Objetivo: Diante dasituação, realizou-se um estudo sobre essa classe terapêutica, no Bairro do Caranazallocalizado no município de Santarém-Pará, que teve como objetivo traçar o perfil do uso dosantibióticos na população do bairro. Metodologia: Para a realização desta pesquisa foramaplicados questionários a 149 moradores do bairro, na faixa etária acima de 15 anos.Resultados: Do total de participantes da pesquisa 78,5% afirmaram saber o que é umantibiótico, mas apenas 73,5% acertaram o seu conceito, ainda do total de participantes, 72,5%usaram antibióticos prescritos pelo médico, sendo a maior parte pertencente ao grupo dos βlactâmicos (57,3%), seguido pelas quinolonas (19,4%) e macrolídeos (18,2%). A grandemaioria (77,8%) afirmou completar o tratamento até o fim, o restante utilizou o medicamentopor dois dias ou pararam de usar quando melhoraram. O uso de medicamentos sem prescriçãomédica ainda é freqüente já que do total de participantes da pesquisa 12,1% aindaconseguiram adquirir antibiótico sem o receituário médico, e 21,5% realizou automedicação
  • 19. com antibióticos em algum membro da sua família, tendo a maioria relatado conhecer os riscosdesta prática. Quanto às reações adversas 11,4% dos participantes citaram ter sofrido dor noestômago, mal estar e alergia ao ingerir antibióticos, a maioria ocorrendo em indivíduos jovens(15 a 25 anos) (41,2%). A maior parte dos participantes mostrou-se a favor do controle davenda dos antibacterianos. Dos 65,1% que concordou 63,9% acreditam que este controle podeevitar a automedicação, os que não concordaram com a legislação (34,9%) afirmaram que onúmero de médicos é insuficiente para a demanda de pacientes. Conclusão: Podemosconsiderar então que o uso de antibióticos é muito freqüente na população, nesse sentido, é defundamental importância a presença do profissional farmacêutico em todos os locais dedispensação desses medicamentos, para que possam orientar a população quanto ànecessidade do uso racional dos mesmos.E-MAIL PARA CONTATO: portela_bel@hotmail.comSR 15 - FATORES QUE INFLUENCIAM O TRATAMENTO ANTI-HIPERTENSIVO EM UMAESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIAOLIVEIRA, JUVANIR ANTÔNIO DE1; SOUZA, SIMONE FERNANDES DE1; SOUZA,EMANUELLE FERREIRA DE2; PEREIRA, ANA LÍGIA DE SOUZA2; FERRARI, FERNANDACRISTINA2; FONTES, RENATA APARECIDA2.1Acadêmicos - Faculdade Vértice Univértix - 2 Docentes - Faculdade Vértice - UnivértixINTRODUÇÃO: A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) está entre patologias crônicas nãotransmissíveis mais importantes. Esta é considerada como principal fator de risco para odesenvolvimento de doença do aparelho cardiovascular e insuficiência renal. A adesão àterapêutica anti-hipertensiva merece atenção, pois poderia evitar muitas dessas complicações.O objetivo deste estudo foi identificar os fatores que podem interferir no tratamento anti-hipertensivo em um grupo de hipertensos de uma Estratégia Saúde da Família (ESF) de ummunicípio de Minas Gerais. MÉTODO: Trata-se de uma pesquisa descritiva com abordagemquantitativa. Os dados foram coletados através de um questionário por meio de entrevistas compacientes que fazem parte do grupo de hipertensos de uma Estratégia de Saúde da Família(ESF). RESULTADOS: Dentre os 31 pacientes hipertensos, 67,7 % eram do gênero feminino e68 % possuem o ensino fundamental incompleto. 80,6 % não faziam atividade física; 22,6 %consomem alimentos ricos em sal e gordura, 12,9 % fumantes. 19,4 % referiram excesso epeso ou obesidade, 12,9 % utilizam bebidas alcoólicas com frequência. Quanto à medicação,58% utilizam de 2 a 3 medicamentos por dia. Sobre a dificuldade de tomar os medicamentos deacordo com a posologia indicada pelo médico, 87,1% disseram não ter dificuldade e 12,9 %disseram que esquecem. Além disso, 93,5% dos hipertensos declararam que depois quecomeçaram a participar do grupo de hipertensos a grande maioria das dúvidas em relação àutilização de medicamentos e ao tratamento da doença tem sido esclarecidas contribuindo paramelhor utilização dos medicamentos. CONCLUSÃO: Apenas a distribuição gratuita damedicação não é suficiente para garantir a adesão ao tratamento, principalmente devido aosfatores relatados pela população referida neste trabalho. Existe a necessidade de politicaspúblicas educativas para a conscientização do paciente da necessidade de modificar o estilode vida, além de entender e conhecer o tratamento medicamentoso.E-MAIL PARA CONTATO: nandacrisferrari@yahoo.com.brSR 16 - TRATAMENTO MEDICAMENTOSO E EXERCÍCIO FÍSICO PARA O CONTROLE DODIABETES MELLITUSMIRANDA, RITA DE CÁSSIA DOS SANTOS1; NASCIMENTO, KELLY APARECIDA DO2;PEREIRA, ANA LÍGIA DE SOUZA2; SILVEIRA, GLEICIELLY SANTOS2; FERRARI,FERNANDA CRISTINA2; FONTES, RENATA APARECIDA2.1Acadêmica - Faculdade Vértice Univértix - 2Docentes - Faculdade Vértice - UnivértixINTRODUÇÃO: O Diabetes Mellitus (DM) é um distúrbio do metabolismo de carboidratos queapresenta, entre outras manifestações, a hiperglicemia contínua ou intermitente. O DM tipo 1tem como causa primária a destruição autoimune das células beta pancreáticas, responsáveispela produção de insulina, ao passo que a causa do DM tipo 2 é a resistência das células àinsulina. Na linha de frente do tratamento do DM estão os hipoglicemiantes orais, mas a dietaadequada e a prática de exercícios físicos tem sido recomendados para que o diabéticomantenha glicemia normal. O objetivo deste trabalho foi verificar fatores relacionados ao
  • 20. tratamento dos diabéticos da Estratégia Saúde da Família (ESF) de uma cidade de MinasGerais. METÓDO: Foi realizada uma pesquisa descritiva de abordagem quantitativa com 32participantes cadastrados em um grupo de pacientes diabéticos no programa de ESF de AbreCampo, no interior de Minas Gerais. Os participantes responderam a um questionáriopreviamente padronizado. RESULTADOS: 31,3% dos diabéticos são do tipo 1 e 62,5% do tipo2 e a maior parte dos investigados referiram ser acometidos pela doença a mais de três anos(59,3%). Para o tratamento da DM 53% da população referida declarou fazer uso dehipoglicemiantes orais e/ou uso de insulina. Apenas 21,8% dos investigados disseram realizaruma alimentação saudável para ajudar no controle da doença e 50% destes apresentamfatores de risco para o desenvolvimento e progressão da doença (obesidade, hereditariedade esedentarismo). A partir do cálculo do Índice de Massa Corpórea (IMC) foi detectado que maisde 70% apresentam sobrepeso e obesidade. E foi detectado que mais de 90% da populaçãoinvestigada estão pouco ativos ou sedentários, o que contribui para maior complicação dotratamento. CONCLUSÃO: São necessárias intervenções para estimular a prática de hábitossaudáveis por indivíduos diabéticos a fim de aumentar a sobrevida e o sucesso do tratamentofarmacoterapêutico.E-MAIL PARA CONTATO: nandacrisferrari@yahoo.com.brSR 17 - FARMACÊUTICO GERENTE E/OU ASSISTÊNCIA AO PACIENTE. REAÇÃOADVERSA?PRADO1,2, FERNANDO ANDRE REZENDE; CERQUEIRA2, WENDELL TORRES.1 Gestão de Resíduos / Departamento de Patologia Clínica, Instituto Fernandes Figueira,Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, RJ.2 Sindicato dos Farmacêuticos do Estado do Rio de Janeiro, Rua da Lapa, 120 salas 603/605 -Centro, Rio de Janeiro, RJ.Descrição do caso: O presente trabalho visa colaborar com os profissionais farmacêuticos nadecisão de assumir a gerência comercial do estabelecimento, sem que haja solução decontinuidade nas suas atividades de responsabilidade técnica e assistência farmacêutica. Visaestabelecer os atores nas relações empregado/empregador, considerando a farmácia umestabelecimento de atenção primária, como também um estabelecimento comercial. Visaainda, gerar o debate da comunidade farmacêutica a respeito desse novo perfil profissional.Avaliação: O estudo foi baseado nos relatos de caso dos profissionais farmacêuticos, assimcomo na experiência profissional de alguns membros do sindicato, no período entre 2009 e2011. Intervenção: Os resultados obtidos evidenciam que o farmacêutico tem condição plenade orientar os funcionários, e os clientes/pacientes através de um atendimento diferenciado,mais humano. O planejamento das atividades diárias é o ponto de partida para esse sucesso.A criação de procedimentos operacionais, agenda institucional, correio eletrônico dentre outrosrecursos eletrônicos, aceleram esse processo. Além disso, a necessidade do cumprimento dedispositivos legais, tais como mapas de controle, SNGPC, PGRSS, corroboram a visão danecessidade do farmacêutico gerente como elo fundamental entre a empresa, a equipe de loja,e os clientes/pacientes. Verificou-se assim, que não há incompatibilidade nasatividades/atribuições em relação a gerência e a assistência farmacêutica, há apenas o agregarde mais um aspecto desconhecido de alguns profissionais das redes dos grandes centros, masque é uma tarefa rotineira para os proprietários de estabelecimentos de pequeno porte, emespecial, daqueles das cidades do interior.Conclusões: O desafio da mudança de paradigma profissional começa pela atitude dofarmacêutico. A existência de grade curricular atualizada com as necessidades do mercado detrabalho, pode ampliar a visão do farmacêutico. A universidade deve ampliar o escopo dessasatividades, sem que se perca o horizonte acadêmico. O estreitar de laços entre a universidadee as entidades de classes favorece esse processo. Existe hoje uma grande demanda pelodesenvolvimento da habilidade de gestor, tornando o farmacêutico um profissional mais apto. Omercado necessita que o farmacêutico agregue a gestão comercial ao perfil do profissionalinteressado na promoção saúde.E-MAIL PARA CONTATO: farprado@fiocruz.brSR 18 - INTERVENÇÕES EDUCATIVAS REALIZADAS PELA AFEP A JOVENS DE UMAESTRATÉGIA DA SAÚDE DA FAMÍLIAAGUIAR DE ALMEIDA, LARISSA1; OLIVEIRA MAGALHÃES, NATHÁLIA1; HARUMI GOLIN,RAISSA1; SAYURI SATO, NATÁLIA1; Farache FILHO, Adalberto1; MASTROIANNI, PATRICIA1
  • 21. 1 Universidade Estadual Paulista - Câmpus de Araraquara - Faculdade de CiênciasFarmacêuticasIntrodução: A AFEP - Atenção Farmacêutica Estudantil Permanente - é uma entidadevinculada à Faculdade de Ciências Farmacêuticas - Unesp Araraquara em parceria com a ESF- Estratégia Saúde da Família - das Hortências. A AFEP tem como metas acompanhamentofarmacoterapêutico de pacientes polimedicados, organiza feiras sobre saúde no bairro eintervenções educativas aos jovens adolescentes, por meio do Cine AFEP. O Cine AFEP é umevento realizado na UNESP duas vezes ao ano pelos alunos de graduação o qual consisteem apresentar e fomentar temas de saúde coletiva relacionados aos problemas de jovens de12 a 16 anos. Objetivos: Promover discussão sobre a problemática de gravidez naadolescência cujo tema foi considerado uma necessidade pela equipe da ESF. Métodos: Foiproposta a discussão do tema Gravidez na adolescência a 25 jovens por meio de apresentaçãode um filme - Juno que relata a problemática da gravidez na adolescência e seguida de umaaula sobre métodos contraceptivos e posterior discussão em grupo sobre o tema e seucontexto familiar e social. A fim de avaliar o impacto da intervenção proposta foi elaborado umquestionário a ser respondido antes e depois do filme. O primeiro questionário abordavaperguntas sobre métodos contraceptivos e apoio familiar, e o segundo questionário sobre suapercepção de gravidez na adolescência e suas consequências e como este fato interferiria emsua vida. Resultados: 21 jovens responderam os questionários. No primeiro questionário 10sabiam o que era anticoncepcional, 2 pílula do dia seguinte, 21 camisinha e 15 aborto. Dozehavia aprendido estas informações na escola, 4 com os pais, 3 na mídia e 2 com os amigos. E17 tinham o apoio dos pais. Já no segundo questionário, todos os jovens acharam que gravidezna adolescência seria um problema e caso ocorresse com algum deles nenhum iria tentar oaborto e iriam pedir ajuda principalmente aos pais, mas para que isso não ocorresse 17respondeu camisinha, 9 anticoncepcional oral, 5 pílula do dia seguinte. Conclusão: Após asintevenções percebeu-se que a opinião dos jovens mudou: “Agora que vimos o filme sabemoso quanto é difícil ter um filho na nossa idade, ter tanta responsabilidade e uma vida nas mãos”.A maioria foi a favor do uso da camisinha e anticoncepcional oral, porém o uso da pílula do diaseguinte não foi bem aceito. Dados demonstram que intervenções educativas por meio defilmes e discussões permitem reflexões e agrega conhecimentos relacionados à saúdepodendo ser uma ferramenta efetiva para promoção a saúde. Apoio: Proex.E-MAIL PARA CONTATO: lari.almeida01@gmail.comSR 19 - TECNOVIGILÂNCIA COMO FERRAMENTA PARA A REDUÇÃO DE CUSTOSHOSPITALARESAutores: SOUZA, VANESSA KASUBECK; SOUZA, DAMARIS DE LIMA; TERUEL, BRUNASANTOS; CONCEIÇÃO, VANESSA DE ANDRADEInstituição: Hospital BandeirantesA Tecnovigilância é um conjunto de ações com objetivo de promover medidas de segurança àsaúde da população através do acompanhamento de notificação relacionadas a queixastécnicas e eventos adversos de produtos em fase de pós comercialização.1 A prática deTecnovigilância garante a compreensão quantitativa e qualitativa de produtos para saúde e demedicamentos que apresentaram algum tipo de problema, envolvendo a segurança e a eficáciadestes.1 O processamento de dados, segundo rotinas técnicas pré-estabelecidas que envolvamindicadores, permite a rastreabilidade de perdas financeiras evitadas e, consequentemente, aredução de custos ao hospital.2 Além da importância da Tecnovigilância em aspectos queenvolvam medidas de proteção e segurança à saúde, essa prática influencia nos aspectoseconômicos. Um bom planejamento, monitoramento e investigação das notificaçõesproporcionam medidas necessárias para evitar perdas financeiras.1 Objetivo: Demonstrar aimportância do processo de Tecnovigilância para proporcionar resultados econômicos efetivos.Método: Trata-se de um estudo retrospectivo de análise das notificações espontâneasencaminhadas ao serviço de Tecnovigilância, entre janeiro de 2011 a março de 2012, em umhospital filantrópico da região central de São Paulo. Após análise dessas notificações, osprodutos que apresentaram queixa técnica ou desvios de qualidade foram contabilizados eprecificados, para comparação e compreensão dos valores reembolsados. Resultados: Noperíodo do estudo foram notificadas 82 ocorrências, que somaram o valor de R$ 22.526,49 emprodutos segregados por queixa técnica ou desvio de qualidade. Através do contato com osfornecedores, o serviço de Tecnovigilância obteve o reembolso de 97% desses itens, o querepresenta R$ 21.766,13, a perda financeira foi de R$ 760,36, devido algumas ocorrências
  • 22. notificadas serem consideradas pontuais, por suspensão de determinado fabricante ou atémesmo por falta de retorno do fornecedor. Conclusão: Os resultados demonstram que além daimportância da atuação do farmacêutico juntamente ao corpo clínico, esse profissional tambémpode auxiliar em processos econômicos relacionados à Tecnovigilância, garantindo asegurança do paciente, através da qualidade de produtos para a saúde, monitoramento deocorrências para redução de perda financeira, visando eficiência na economia dos custos, econtribuindo para uma gestão econômica sustentável.E-MAIL PARA CONTATO: kasu@ig.com.brSR 20 - FARMÁCIAS MAGISTRAIS NO DISTRITO FEDERAL: EVOLUÇÃO DO SETOR NOPERÍODO DE 2000 A 2010OLIVEIRA FILHO, JOSÉ BATISTA DE2; LUSTOSA, FERNANDA LAÍSA FERREIRA3;GODINHO, MARÍLIA GABRIELA3; TAVEIRA, RODRIGO ABRÃO VELOSO2; NAVES, JANETHOLIVEIRA SILVA1Instituição: 1. Professora UnB; 2. Aluno pós-graduação UnB; 3. Aluna graduação UnB.Introdução: As farmácias magistrais possuem um papel complementar às indústrias e sãomuito importantes quando manipulam produtos que não apresentam formulação industrializadaem concentrações ou formas adequadas a pacientes cujo estado clínico particular exige umamedicação que foge à padronização. O DF apresenta o maior PIB per capita do Brasil econcentra 93,16% deste no segmento de serviços. O presente trabalho tem por objetivo avaliaro setor farmacêutico de varejo no DF, nos aspectos de distribuição geográfica e densidade defarmácias, aberturas e fechamentos no período de 2000 a 2010 e o tipo de proprietário.Métodos: Realizou-se um Estudo Transversal Descritivo, do tipo Levantamento de Dados. Asinformações sobre o setor farmacêutico de varejo foram obtidas do Banco de Dados do sistemainformatizado do CRF-DF. Para determinação da densidade de farmácias por habitantes foramutilizados Dados Populacionais do Censo de 2000 e 2010, realizado pelo IBGE. Resultados: Ototal de farmácias passou de 34 estabelecimentos em 2000 para 72 em 2010. Apenas 12 das30 Regiões Administrativas (RA) do DF têm farmácias. As RAs com maior nº de farmácias noDF são Brasília e Taguatinga com 44 e 11 farmácias, apresentando taxas de crescimento nesteperíodo de 76 e 83%, respectivamente. A maior taxa de crescimento do nº de farmáciasocorreu na RA do Gama que passou de 1 a 4 farmácias em 2010. Os picos de abertura defarmácias ocorreram nos anos de 2004, 2007, 2008 e 2010, sendo maior em 2008. A RABrasília possui o maior nº de farmácias em atividade e o maior nº dessas lojas abertas duranteo período, 20 farmácias. As taxas totais de abertura de farmácias para o DF foram maiores queas de fechamento para o mesmo período. Porém nos anos de 2002, 2003, 2006 e 2009, o nºde fechamento foi superior ao de abertura e em 2007 e 2008 o nº de farmácias fechadas eabertas foi igual. Em Brasília no ano 2000 tínhamos 1 farmácia para cada 7.936 habitantes e,no ano de 2010, esta razão passou a 1/4.769; Ceilândia 1/344.039 em 2000 e 1/134.243 em2010; Gama 1/130.580, 2000 e 1/33.930, 2010; Guará 1/115.385, 2000 e 1/142.833, 2010 e emTaguatinga 1/40.595 em 2000 e 1/32.823 em 2010. Entre as farmácias, 43% são depropriedade exclusiva de farmacêuticos; 40% são sociedades entre farmacêuticos e leigos; e17% são de propriedade de leigos. Conclusão: Na presente pesquisa verificou-se que naúltima década houve crescimento de 112% no nº de farmácias magistrais no DF que são, emsua maioria, de propriedade de farmacêuticos. Houve mais aberturas do que fechamentos deestabelecimentos no período avaliado. O nº de farmácias é maior nas RAs de maior poderaquisitivo e nas de menor poder aquisitivo não há farmácias, podendo ser locais para expansãodo setor. Auxílio financeiro: CNPQ / PNIC.E-MAIL PARA CONTATO: jbfarma@gmail.comSR 21 - ESTUDO DA ESTABILIDADE PRELIMINAR DO SABONETE LÍQUIDO BASEPRODUZIDO NA FARMÁCIA-ENSINO DA UNIARARAS.GUIZZO, PEDRO LUIS; SPATTI, MARINA CECÍLIA; BREDDA, THAIS CRISTINA CUBBA;MALAFATTI, LUSIANE; MARTINI, PAULA CRESSONI; NAVARRO, FERNANDA FLORES.Fundação Hermínio Ometto- UNIARARAS.Sabonetes líquidos são responsáveis pela limpeza e higienização das mãos e/ou parte docorpo de local de aplicação e sua aceitação pelo público tem aumentado atualmente. Aestabilidade consiste em ser o período a partir da data de fabricação e empacotamento da
  • 23. formulação até que a sua atividade química e biológica não seja menor que um nível pré-determinado de potência rotulada e suas propriedades físicas não tenham mudadoapreciavelmente e de forma deletéria. Este trabalho teve como objetivo o estudo daestabilidade preliminar do sabonete líquido base produzido na farmácia-ensino daUNIARARAS. Foram analisadas características físicas (cor e odor) e características físico-químicas (densidade, viscosidade e pH) mediante quatro temperaturas diferente: ambiente (25± 2ºC); geladeira (8 ± 2ºC); estufa (34 ± 2ºC) e luz através de técnicas farmacopéicas e nãofarmacopéicas. Não foram observadas modificações quanto a cor e odor; o valor de pHdiminuiu em todas as amostras, está alteração entretanto, manteve-se dentro dasespecificações para sabonetes líquidos (pH 5,5-6,5); houve aumento da viscosidade daamostra na geladeira e diminuição da viscosidade nos outros ambientes; quanto a densidadenão houve alteração significativa em todas as amostras. O estudo de estabilidade procuroudemonstrar a importância do correto armazenamento de bases farmacêuticas em diversascondições, porém ainda são necessários testes químicos, microbiológicos, toxicológicos esegurança de uso.E-MAIL PARA CONTATO: pedrolguizzo@msn.comSR 22 - ELABORAÇÃO DE GRANULADO EFERVESCENTE DE ESPINHEIRA SANTAUSANDO DESENHO FATORIALCUNHA-FILHO, MARCÍLIO1; GUSTMANN, PRICILA CASTILHO2; GARCIA, FELIPESANCHES2; LIMA, ELIANA MARTINS3; SÁ-BARRETO, LÍVIA CRISTINA LIRA21Faculdade de Ciências da Saúde, Universidade de Brasília (UnB), DF, Brasil; 2Instituto deCiências da Saúde, Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), MT, Brasil; 3Laboratório deNanotecnologia Farmacêutica e Sistemas de Liberação de Fármacos, Universidade Federal deGoiás (UFG), GO, Brasil.A Espinheira Santa (Maytenus ilicifolia) é uma planta de extenso uso popular em fitoterápicoscomercializados no Brasil. Sua alta dose terapêutica obrigam os pacientes a fazer a ingestãodiária de um elevado número de cápsulas contendo extrato seco. O objetivo deste estudo foidesenvolver uma alternativa farmacotécnica viável para veiculação de extratos secos deEspinheira Santa, através do desenvolvimento de granulados efervescentes. Neste estudoutilizou-se um desenho experimental do tipo fatorial completo 23. Foram elaboradas 8formulações em escala de bancada (50g), contendo 50% de extrato seco de Espinheira Santa.Foram estudados três fatores experimentais: composição da mistura efervescente, % demistura efervescente no granulado e tamanho do granulado elaborado. Os granulados obtidosforam caracterizados quanto a sua granulometria (microscopia eletrônica de varredura etamisação ultrassônica); reologia (ângulo de repouso e compressibilidade) e tempo deefervescência. O extrato seco de Espinheira Santa apresentou resultados de fluxoextremamente deficientes, com valores de ângulo de repouso e compressibilidade de 54,4° (±3,9) e 37,3% (± 2,0) respectivamente, confirmando a elevada coesividade deste material. Já osgranulados efervescentes elaborados a partir dos extratos secos apresentaram bons resultadosquanto a sua reologia, com ângulos de repouso inferiores a 40° e compressibilidades menoresque 8%. Os tempos de efervescência também se situaram dentro dos limites farmacopêicos.Diferenças significativas foram observadas entre os granulados elaborados. A granulometriarevelou ser o fator mais importante sobre o tempo de efervescência dos granulados. Asformulações elaboradas com tamis de 2mm apresentaram tempos de efervescência próximos a120s, enquanto que os granulados extrusados no tamis de 1mm tiveram sua desintegração em80s. Em contrapartida os granulados com maior tamanho médio de partícula apresentaramfluxo superior devido a sua menor coesão e aderência, e ao seu formato mais regular,conforme dados de tamisação e microscopia eletrônica. As fotomicrografias revelam ainda umaspecto mais compacto dos granulados de 2mm, em oposição à elevada porosidade vista nosgranulados de 1mm, o que justifica a melhor umectação e rápida desintegração destes. Opercentual de mistura efervescente e a sua composição exercem apenas uma influênciasecundária nos fatores físicos e mecânicos avaliados. Pode-se concluir que a manipulação degranulados efervescentes de Espinheira Santa demonstrou ser uma alternativa promissoradevido à sua facilidade de elaboração e ao baixo custo de manipulação.E-MAIL PARA CONTATO: marciliofarm@hotmail.comSR 23 - CONTROLE DE QUALIDADE DO BOLDO-DO-CHILE (Peumus boldus molina)COMERCIALIZADO EM COLATINA - ES
  • 24. ZAMPROGNO, TATIANA TONINI*; GIMENEZ, ANA CLÁUDIA MARCELINOCentro Universitário do Espírito Santo - UNESCA utilização de plantas para finalidades medicamentosas é milenar, bem como suacomercialização. Países desenvolvidos, como Alemanha e França, reconhecem oficialmente autilização de plantas para fins terapêuticos e possuem farmacopéias especializadas noassunto. No Brasil, um dos grandes problemas no mercado de fitoterápicos está relacionado aocontrole de qualidade. Fraudes e adulterações são muito comuns e ocorrem por diversosfatores, tais como a falta de conhecimento dos produtores e distribuidores e a fiscalizaçãodeficiente. Dentre as plantas medicinais mais utilizadas encontra-se o Boldo-do-Chile (Peumusboldus Molina) tendo ampla aplicação na medicina popular e científica, indicado para inúmerassituações, dentre elas problemas na vesícula biliar e fígado. Desse modo, este trabalho temcomo propósito avaliar a qualidade microbiana e a autenticidade do Boldo-do-Chile (Peumusboldus Molina) comercializado na forma de folha seca, no município de Colatina-ES. Paratanto, foram realizadas, em duplicata, análises organolépticas, macroscópicas, microscópicas ecromatográficas em três amostras comerciais de Peumus boldus Molina, adquiridas no mês dejunho de 2011, sob a forma de folha seca. A investigação também abrangeu a verificação dacontaminação microbiana das amostras, por meio da contagem quantitativa de bactériasaeróbias totais e fungos totais, além da análise qualitativa das bactérias patogênicasStaphylococcus aureus, Salmonella sp e Escherichia coli. Em relação à identificação osresultados obtidos evidenciaram que 100% das amostras apresentaram as características doPeumus boldus Molina descritas na Farmacopéia Brasileira (2010) e literaturas da área,exibindo o alcalóide boldina na análise cromatográfica. Nas análises microbianas, emboratodas as amostras tenham apresentando crescimento de fungos e 75% delas tenhamapresentado crescimento de bactérias aeróbias, a contagem se situou dentro do especificadopela Organização mundial de Saúde (1998) e em nenhuma delas houve crescimento dasbactérias patogênicas investigadas. Os resultados refletiram uma boa qualidade do Peumusboldus Molina nas amostras analisadas, uma vez que todas se enquadraram nos padrõespreconizados pelas literaturas especializadas na área. Apesar de sua intensa utilização,existem poucos estudos envolvendo Peumus boldus Molina, o que ressalta a necessidade darealização dos mesmos visando estabelecer parâmetros de qualidade e maior padronizaçãodesta planta medicinal.E-MAIL PARA CONTATO: tatytonini@hotmail.comSR 24 - AVALIAÇÃO DA ESTABILIDADE DE EMULSÕES CONTENDO KEFIR DE LEITESCHMIDT, TUANNY PRISCILA1; BARZOTTO, IONETE LÚCIA MILANI1; OLIVEIRA, SIMONEMARIA MENEGATTI11Curso de Farmácia - Universidade Estadual do Oeste do ParanáINTRODUÇÃO: O grão de Kefir é um conjunto de leveduras e bactérias que fermentam o leiteem temperatura ambiente, dando origem a um produto líquido e viscoso conhecido como Kefir.Trata-se de um alimento probiótico, seguro para o consumo humano, possuindo atividadeimunomoduladora, antibacteriana e antioxidante. Contudo, apesar de existirem estudosdemonstrando que o mesmo possui atividade clareadora para cloasmas e melasmas, ainda épouco empregado na área cosmética. O objetivo deste trabalho foi encontrar uma emulsãofísico-quimicamente estável para o princípio ativo Kefir obtido do leite e estabelecer seu prazode validade. MÉTODOS: O Kefir foi adicionado a dois tipos de emulsão: uma aniônica (cremeLanette N®) e uma não-iônica (creme Polawax®). Após o preparo, cada emulsão foi divididaem duas partes iguais, sendo que em uma delas foi feita a incorporação do kefir de leite a frionuma proporção de 10%. Assim, obtiveram-se quatro emulsões: não iônica com e sem o ativo;aniônica com e sem o ativo. Com base no Guia de Estabilidade de Produtos Cosméticos daAgência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), os seguintes procedimentos, em triplicata,foram realizados para avaliar a emulsão: análise do pH, densidade, aspecto macroscópico(diariamente durante 90 dias) e análise de separação/sedimentação realizada em centrífuga a3000 RPM (Rotações Por Minuto). Para a verificação da estabilidade, foram realizados osseguintes testes físicos de estabilidade acelerada, por três meses: exposição à radiaçãoluminosa usando como fonte a luz solar; teste em estufa à temperatura de 45 ± 2º C; teste emgeladeira à temperatura de -5 ± 2º C. Ciclos de congelamento e descongelamento: ciclos de 24horas à 45 ± 2º C, e 24 horas à -5 ± 2º C, durante os primeiros 12 dias. RESULTADOS: médiado pH: 4,18 no Lanette N® com ativo (LCA)/7,11 no Lanette N® sem ativo (LSA)/4,14 noPolawax® com ativo (PCA)/5,92 no Polawax® sem ativo (PSA). Densidade: 0,785 (LCA)/0,906
  • 25. (LSA)/0,762 (PCA)/0,823 (PSA). Após centrifugação: todos homogêneos. Aspectomacroscópico e ciclo de 12 dias: todos normais. Estabilidade de 90 dias à -5 ± 2º C: todosinalterados. À 45 ± 2º C: LCA e PCA: amarelados, espumosos, opacos e heterogêneos após 40dias. Exposição à luz em temperatura ambiente: LCA e PCA: amarelados, espumosos, opacose heterogêneos após 70 dias. LSA e PSA: inalterados. CONCLUSÃO: o princípio ativo teveboa incorporação, mas reduziu o pH e densidade das emulsões que só permaneceram estáveispor três meses à -5 ± 2º C e em temperatura ambiente, por 70 dias. Portanto, seu prazo devalidade deve ser de 60 dias nestas condições. Temperaturas acima de 45ºC devem serevitadas.E-MAIL PARA CONTATO: tuannyps@gmail.comSR 25 - AVALIAÇÃO DO FATOR DE PROTEÇÃO SOLAR DE PROTETORES SOLARESMANIPULADOS NO MUNICÍPIO DE CASCAVEL-PRFERREIRA, FABIANA SARI; OLIVEIRA, SIMONE MENEGATTI DE OLIVEIRA, BARZOTTO,IONETE LÚCIA MILANI.Universidade Estadual do Oeste do ParanáINTRODUÇÃO: O Brasil esta na maior parte localizado entre o Trópico de Capricórnio e oEquador e nesta área a intensidade dos raios solares são maiores. Os danos causados pelaradiação UV à saúde podem ser minimizados com o uso freqüente de protetores solares. Paradeterminar o fator de proteção solar (FPS) dos filtros solares, muitos métodos foramdesenvolvidos, sendo eles métodos in vivo e in vitro. Para ser feita a avaliação do fator deproteção solar por um método in vitro, pode ser feito a espectrofotometria na região UV. Deacordo com a Resolução RDC nº 237/2002, a determinação do Fator de Proteção Solar deveser realizada utilizando estritamente uma das seguintes normas: Metodologia FDA (Food andDrug Administration) (a variação dos valores de FPS não pode ser maior que 5%) ouMetolodogia COLIPA (a média do FPS obtido permitem uma variação de +20% e -20% emrelação ao FPS declarado. MÉTODOS: Foram adquiridas amostras de todas as farmáciasmagistrais do município de Cascavel que disponibilizaram formulações de protetores solaresFPS 15 em emulsão cremosa sem a adição de filtros físicos. Foi também analisado um protetorsolar FPS 15 emulsão industrializado para fins de comparação e controle. A determinação dofator de proteção solar foi feito por espectrofotometria no ultravioleta através do métododesenvolvido por Mansur (1986). Os dados resultantes da análise espectrofotométrica foramaplicados na seguinte fórmula para determinação do fator de proteção solar (FPS):FC.Σ(320/290).EE( ).I( ).Abs( ). Onde: EE (λ) = Efeito eritematogênico da radiação solar emcada λ; I (λ) = Intensidade da radiação solar em cada λ; Abs (λ) = Absorbância em cada λ; FC= Fator de correção (= 10) (MANSUR, et al., 1986). RESULTADOS: Relação de FPS médioobtido na análise: Farmácia A: 9,31 / Farmácia B: 7,54 / Farmácia C:3,16 / Farmácia D: 6,57 /Farmácia E: 24,63 / Farmácia F: 12,58 / Farmácia G: 5,12 / Farmácia H: 17,16 / Industrializado:16,43.CONCLUSÃO: De acordo com a análise dos resultados encontrados, cinco (62,50%)dos protetores analisados apresentaram FPS menor que a variação permitida pelas normas daCOLIPA, dois (25,00%) apresentaram FPS dentro das normas e um dos protetores (12,50%)apresentou FPS acima das mesmas normas. Portanto, segundo a norma da COLIPA, duasformulações analisadas foram aprovadas. Se considerarmos as normas do FDA, a qualconsidera variação de 5%, nenhuma das formulações foram aprovadas, incluindo aindustrializada. Auxílio financeiro: Fundação Araucária.E-MAIL PARA CONTATO: ionetebarzotto@msn.comSR 26 - DESENVOLVIMENTO DE MÉTODO INDICATIVO DE ESTABILIDADE PARAAVALIAR SUSPENSÕES ORAIS DE AMOXICILINAMARKMAN BLANCA ELENA ORTEGA, KOSCHTSCHAK MARIA REGINA WALTER, WUELIZABETH MEIHUE, MORAES PAULO SERGIO DAVID DE.Núcleo de Ensaios Físicos e Químicos em Medicamentos. Centro de Medicamentos,Cosméticos e Saneantes. Instituto Adolfo LutzAmoxicilina é um antibiótico betalactâmico, com excelente biodisponibilidade. Dentro daclasse, é de primeira escolha na indicação para infecções das vias aéreas superiores devido afacilidade em ser absorvida quando administrado oralmente e por apresentar estabilidadesignificativa em pH ácido. As propriedades das suspensões possibilitam a veiculação deste
  • 26. fármaco que é instável em solvente aquoso, e de sabor desagradável. O Núcleo de EnsaiosFísicos e Químicos em Medicamentos do Instituto Adolfo Lutz (IAL) tem recebido queixas deusuários particulares e de Unidades Básicas de Saúde do SUS com relatos de ineficáciaterapêutica e aspecto alterado de suspensões de amoxicilina. O objetivo deste trabalho foidesenvolver e validar um método indicativo de estabilidade por CLAE-UV em sistema isocráticovisando avaliar a estabilidade de suspensões orais extemporâneas de amoxicilina, detectarseus compostos de degradação e aplicá-lo com eficiência na verificação da estabilidade dassuspensões mediante avaliação diária durante o período de uso (07 dias), conforme indicadopelo fabricante. Os materiais utilizados foram: excipiente para suspensão, padrão primário(USP) de amoxicilina, 06 amostras de pó para suspensões de amoxicilina (genéricos) dediferentes fabricantes e o medicamento referência. Desenvolveu-se um sistema cromatográficoisocrático com fase móvel de tampão KH2PO4 50 mM e metanol (95:5); 30 °C, fluxo 1,5mL/min; 230 nm; coluna C-18 RP Select B de 250x4mm, 5μm. Durante período dos sete diasdeterminou-se o pH das suspensões em potenciômetro. O tempo de eluição da amoxicilina foide 4,9 minutos. Sob condições de stress (40ºC por 4 horas), padrão e amostra de suspensãode amoxicilina analisados individualmente apresentaram produtos de degradação com unidadede área significativa nos tempos de retenção de 1,58 2,84 e 3,17 . O excipiente analisado sobas mesmas condições não apresentou nenhum pico. O método validado apresentou umarecuperação entre 100,63 % a 99,96%, linearidade com r^2 = 0,9990 e precisão menor que2%. A avaliação da estabilidade das suspensões apresentou os seguintes resultados: variaçãode pH entre o primeiro e o sétimo dia foi em média da ordem de 0,2 para todas as amostras;em relação ao teor de amoxicilina a amostra referência apresentou uma queda de 1,15%enquanto as amostras genéricas demonstraram uma taxa de degradação mínima de 2,5%máxima de 14,85% durante o período. Estes resultados evidenciaram que três amostrasgenéricas no sétimo dia não atenderam a especificação de teor amoxicilina de 90% enquantooutras três corresponderam a especificação, assim como o medicamento referência. Dentre astrês amostras genéricas que não atenderam a especificação somente uma apresentava teorde 77,6% no primeiro dia e constatou-se uma degradação de 9,5% no sétimo dia.Considerando que um dos focos principais do uso racional de medicamentos é a segurançade uso, a taxa encontrada de produtos de degradação da amoxicilina nas formulaçõesestudadas causa preocupação em relação a possível toxicidade e/ou ineficácia terapêuticapodendo causar riscos sanitários aos usuários. O método desenvolvido e validado mostrou-seeficaz para avaliar a estabilidade das suspensões orais de amoxicilina, evidenciado medianteuma diminuição do pico principal e aumento dos picos de compostos resultantes dadegradação da amoxicilina.E-MAIL PARA CONTATO: bortegamarkman@gmail.comSR 27 - AVALIAÇAO DA ESTABILIDADE DE CREMES CONTENDO VITAMINA C EVITAMINA C NANOENCAPSULADANUNES, ROBERTA DA SILVA; BARBOSA, CARLANA; NUNES, MARISA FERNANDAUniversidade da Região da CampanhaO estudo da estabilidade de um produto farmacêutico mostra o seu comportamento, emdeterminado intervalo de tempo, frente às condições ambientais a que possa ser submetido,desde sua fabricação até o término de sua validade. A vitamina C (ácido ascórbico) é umavitamina instável em variações de temperatura e facilmente oxidada, logo surge à constantepreocupação em relação à incorporação deste ativo em cosméticos. O objetivo deste estudo foicomparar a estabilidade de formulações de cremes não-iônicos contendo vitamina C nasconcentrações de 5% e 15% e vitamina C nanossomada (Activespheres Vit C PMg®) nasconcentrações de 2% e 5%, conforme especificações do fornecedor. O estudo foi realizadodurante um período total de 45 dias (tempo zero, 15 dias, 30 dias e 45 dias) onde as amostrasde creme foram analisadas em diferentes condições de temperatura (45°C, temperaturaambiente e -5°C) observando aspectos como a aparência, cor, odor e ph apresentados pelasformulações. Observou-se que as amostras contendo a vitamina C nanossomada nas duasconcentrações apresentaram maior estabilidade quando comparadas com as amostrascontendo a vitamina C não nanossomada, que por sua vez tiveram sua aparência, cor e odorintensamente modificados e ph levemente modificado. As amostras contendo o ativo protegidopela ação da nanotecnologia apresentaram-se estáveis frente aos parâmetros analisados,mostrando-se ideais para a utilização em formulações cosméticas, sugerindo assim uma boaeficácia de penetração na pele, além de serem produzidas com tecnologia que não utilizasolventes orgânicos ou qualquer composto químico, o que garante maior segurança para o
  • 27. consumidor. A nanotecnologia mostra-se como uma ciência que traz inúmeras possibilidadesdentro da tecnologia farmacêutica e desenvolvimento de novos fármacos.E-MAIL PARA CONTATO: robertaulbra@gmail.comSR 28 - AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DE EXTRATOS SECOS DE ACEROLACOMERCIALIZADOS POR DISTRIBUIDORES NACIONAIS DE INSUMOSFARMACÊUTICOSNUNES, ROBERTA DA SILVA; NUNES, MARISA FERNANDAUniversidade da Região da CampanhaDe acordo com as Boas Práticas em Farmácia, os produtos farmacêuticos devem possuirqualidade compatível com especificações determinadas por códigos oficiais, visando assegurarseu uso. A qualidade das matérias-primas empregadas em formulações de medicamentos ecosméticos é fator primordial para se alcançar eficiência e segurança. O objetivo deste trabalhofoi avaliar a qualidade de três amostras de extrato seco de acerola fornecida por diferentesdistribuidores nacionais através do doseamento de vitamina C por HPLC e avaliação daatividade antioxidante pelo método DPPH. Antes da realização dos testes foram observados osdados dos fornecedores, lote, origem e laudo de controle de qualidade. Quando realizados ostestes pode-se observar que a concentração de vitamina C das amostras de dois fornecedoresapresentou resultados inferiores aos apresentados no laudo, apresentando em uma delasmenos da metade da quantidade indicada. Logo, apenas uma das amostras estava dentro doespecificado em relação à concentração de vitamina C quando analisada por HPLC. Alémdestas variações as amostras apresentaram picos que não se sobrepõe, demonstrandopossível presença de distintos compostos em cada amostra. Em relação à atividadeantioxidante, todas as amostras apresentaram atividade, porém com intensidades diferentes enão se podendo relacionar com a concentração de vitamina C apresentada nas amostras, poisa amostra que apresentou maior concentração de vitamina C não apresentou maior atividadeantioxidante. Os resultados apresentam uma notável diferença entre os resultadosencontrados, estando à vitamina C presente em todas as amostras e as mesmas apresentandoatividade antioxidante, porém em quantidades e intensidades diferentes. Observando osresultados encontrados, surge então uma imensa preocupação com a padronização dosfornecedores e até mesmo a variação da qualidade existente entre os próprios fornecedoresutilizados por farmácias de manipulação e indústrias farmacêuticas, ficando assim a dúvida emrelação à qualidade dos atuais fornecedores de extrato seco de acerola encontrados no país.E-MAIL PARA CONTATO: robertaulbra@gmail.comSR 29 - DOSEAMENTO DE MALEATO DE ENALAPRIL EM CÁPSULAS MANIPULADAS EMFARMÁCIAS DO MUNICÍPIO DE CASCAVEL - PRROCHA, IARA FERNANDA; OLIVEIRA, SIMONE MARIA MENEGATTI DE; BARZOTTO,IONETE LÚCIA MILANI.UNIVERSIDADE ESTADUAL DO OESTE DO PARANÁ - UNIOESTEINTRODUÇÃO: O maleato de enalapril é um pró-fármaco e potente inibidor da ECA (enzimaconversora de angiotensina), utilizado no tratamento da hipertensão arterial sistêmica e podeser encontrado em forma de cápsulas manipuladas. O controle de qualidade é ferramentaindispensável para obter um produto manipulado com qualidade farmacopêica. O objetivodesta pesquisa foi avaliar a qualidade de cápsulas manipuladas contendo maleato de enalapril20 mg quanto ao peso médio, coeficiente de variação e uniformidade de conteúdo. MÉTODOS:As cápsulas de Maleato de Enalapril 20 mg manipuladas foram adquiridas em sete farmáciasmagistrais do município de Cascavel - PR. Foram verificados o peso médio e o coeficiente devariação das cápsulas por pesagem em balança analítica. A metodologia adotada é apreconizada pela Farmacopéia Brasileira, consistindo na pesagem individual de 10 cápsulas,. Aavaliação da uniformidade de conteúdo das cápsulas foi realizada doseando-se o conteúdo dedez cápsulas individualmente, utilizando espectrometria de absorção no ultravioleta (UV),metodologia desenvolvida e validada por Kulamp (2003). RESULTADOS: Os limites devariação de peso médio permitidos são de ±10%, e em uma das amostras (14,3%) o peso deuma amostra ficou abaixo do limite adequado. Quanto ao desvio padrão relativo (DPV), umaamostra (14,3%) apresentou 5,1%, tendo ultrapassado o limite permitido de 4 %. O valorpermitido para a concentração do princípio ativo nas cápsulas varia de 90,0 a 110,0 %. Em três
  • 28. amostras (42,9%), a média das concentrações das cápsulas ficou acima de 110,0%; em umaamostra (14,3%) a média ficou abaixo de 90,0 %; nas demais (42,9%) as médias ficaramdentro do intervalo adequado. O desvio padrão das concentrações do fármaco foi maior que5% em todas (100%) as amostras analisadas. CONCLUSÃO: O método espectrofotométricoproposto é simples e específico, podendo ser usado facilmente nas rotinas de um laboratóriode controle de qualidade. O trabalho demostra a importância da realização do controle dequalidade de cápsulas, o qual assegura a credibilidade do medicamento manipulado, o que éde extrema importância para a saúde pública.E-MAIL PARA CONTATO: simone_meneoli@yahoo.com.brSR 30 - ARMAZENAGEM E TRANSPORTE TERCEIRIZADOS AO SETOR FARMACÊUTICO:NECESSIDADE DE UMA LEGISLAÇÃO ESPECÍFICASilva, Glória Cristina de Albuquerque Cabral daAs características dos medicamentos devem manter-se íntegras, através de toda a cadeiaprodutiva e de distribuição, mediante a fidelidade às premissas estabelecidas para cada umadas fases que integram o sistema, incluindo o transporte e a armazenagem de produtos finais ematérias-primas. A logística de distribuição e de armazenagem são atividades dentro da cadeiade suprimentos que sempre podem ser melhoradas para contribuir com o desempenho daempresa e com o alto nível de atendimento prestado ao cliente final através de uma gestãoeficiente. A decisão de terceirizar parte do estoque permite que a indústria farmacêutica otimizeo uso do espaço de sua planta para a produção, além de ser uma forma de manter um estoqueestratégico de segurança. Essa prática, cada vez mais adotada, atina para as vias da incertezaquando o produto sai das mãos do fabricante. O presente estudo teve por objetivo identificar,no setor farmacêutico, os principais pontos críticos na terceirização do transporte earmazenagem de suas matérias-primas e produtos acabados, no que diz respeito à falta deuma normativa específica. Realizou-se, para esta pesquisa, coleta de material bibliográfico,procedendo-se à leitura do material coletado, no sentido de selecionar aqueles que tratam dosfatores voltados aos objetivos já mencionados. Realizou-se, também, uma análise das váriasabordagens dos autores que tratam do assunto, explorando os aspectos conceituais,estabelecendo pontos-de-vista e argumentos pessoais. Os dados coletados revelaram que aindústria farmacêutica tem como maior barreira na terceirização de serviços de transporte earmazenagem a falta de uma legislação específica e os desafios para essa atualização, umavez que o setor reporta-se atualmente à RDC 17/2010 - Boas Práticas de Fabricação, queaborda uma visão normativa geral, sem discutir os impactos específicos desses aspectos.Enfatiza-se que, no âmbito do transporte, deve-se levar em consideração o monitoramento davariação de temperatura durante todo o transporte, as condições sanitárias nodesmembramento da carga em outros terminais, as variações de temperatura doarmazenamento temporário nos pátios aéreos e a falta de contêineres dedicados ao transportede medicamentos. Já no armazenamento, detalhes técnicos voltados à terceirização naarmazenagem de produtos ativos e radioativos, bem como o seu transporte deveriam serespecificados na normativa proposta. Nesse sentido, necessário se faz uma resoluçãoespecífica voltada às Boas Práticas de Transporte e Armazenagem de medicamentos para quea terceirização de serviços voltados ao setor farmacêutico seja confiável.E-MAIL PARA CONTATO: gloria_cabral01@hotmail.comSR 31 - OPERADORES LOGÍSTICOS ESPECIALIZADOS EM PRODUTOSFARMACÊUTICOS TERMOSENSÍVEIS.CASTRO, PRISCILA MONTEIRINHO DE.UNIVERSIDA DE SANTO AMAROINTRODUÇÃO: Observou-se que nos últimos tempos, as empresas estão cada vez maisentendendo a importância da manutenção das condições ideais de temperatura e umidade, emtodos os processos logísticos, para que um princípio ativo não sofra alterações,comprometendo futuramente á efetividade do fármaco, e para isso estão se especializandoatravés de profissionais qualificados, tecnologia, estruturas e equipamentos adequados. É defundamental importância, á conservação das propriedades do produto ao longo da cadeia dedistribuição, desde a fabricação até o consumidor final, visto que o estado da matéria-prima ouproduto acabado, o manuseio e o método utilizado para armazenar e transportar irá influenciarna qualidade do produto final. Este trabalho tem por objetivo conhecer os processos de um
  • 29. operador logístico, como também entender as dificuldades que são encontradas no decorrer dacadeia logística, com relação á faixa de conservação, já que cada produto possuí umaparticularidade específica de temperatura estabelecida pelo fabricante, que deve ser mantida.Dessa forma o profissional terá orientações técnicas sobre como organizar e gerenciar comsegurança os produtos farmacêuticos. MÉTODO: O estudo teve como base a pesquisa emliteratura científica e experiências obtidas em campo. RESULTADO: Espera-se que o temaabordado, que é de suma importância, sirva como base de conhecimentos aos profissionaisatuantes e os não atuantes, e também á aqueles que simplesmente demonstrem interesse, pornecessidade ou por curiosidade, mas que de alguma maneira contribua para agregarconhecimento. CONCLUSÃO: Podemos concluir que todo esforço relacionado á interação dacadeia de abastecimento, seja ele o armazenador, distribuidor, transportador, operadorlogístico, sempre serão os elos necessários e fundamentais na conexão entre as empresas quefabricam e os estabelecimentos que vendem para o consumidor final. A qualidade dos produtosde interesse á saúde pode ser afetada pela falta de vários controles, nas inúmeras atividadesrealizadas durante as operações, sendo a de maior relevância: a temperatura e o tempo deestocagem. Pode-se observar que estamos na diretriz correta, pois existem normatizações eleis estabelecendo controles e orientações para corrigir e aprimorar os processos da cadeia dofrio, porém estamos longe da perfeição, pois o Brasil por ser um país com grande extensãocontinental e variações de temperatura, se torna um desafio constante para os profissionais.E-MAIL PARA CONTATO: priscila_c2@hotmail.comSR 32 - VALIDAÇÃO DE SISTEMAS COMPUTADORIZADOS EM AMBIENTEFARMACÊUTICO REGULADODRAGVA FILHO, ROBERTO; TRAVERSO, MARIA ROSSANA ALMEIDA; NOGUEIRA,LETÍCIA DE SOUZA; HAJJAR, CELINA SHIZUKA OITA; LIMA, GUILHERMEVASCONCELLOS DE SOUZA; LOURENÇO, ANDRÉIA CRISTINA SANTOSOphthalmos, São Paulo, BrasilO objetivo da validação de sistemas computadorizados (VSC) foi estabelecer práticas quegarantam com alto grau de certeza a exatidão das operações dos sistemas e a integridade dosseus registros de dados, não comprometendo a qualidade do produto e a segurança dopaciente. Para atender as exigências regulatórias da Resolução da Diretoria Colegiada número17/2010 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e aplicar a VSC em seussistemas computadorizados com impacto nas Boas Práticas de Fabricação (BPF), aOphthalmos cumpriu as orientações do GAMP5 (Good Automated Manufacturing Pratice - 5),um guia elaborado pelo International Association for Pharmaceutical Engineering, referênciamundial em VSC. O sistema escolhido foi o gerenciador de documentos denominado SEDocumentos, sistema integrante da plataforma SE Excellence Suite, desenvolvido pelaempresa Softexpert S/A. Considerou-se este sistema, devidamente inventariado e identificadocomo de impacto BPF através de análise de risco inicial (gerenciamento de risco fase 1 -GAMP5) e classificado como categoria 4 no GAMP5 e categoria 3 no manual de VSC daAnvisa. A VSC evidenciou de forma segura que o sistema atende aos requisitos ao qual foiadquirido, atende ao processo que suporta tanto do ponto de vista de negócio quanto àsexigências regulatórias. Ademais, o modelo proposto pelo GAMP5, mostrou-se eficiente,prático e objetivo, apresentando de forma clara e pragmática as fases da VSC, padronizandotermos, definindo papéis e responsabilidades e, principalmente, padronizando o processo degerenciamento de riscos. Finalizando, outro aspecto observado foi a mudança culturalpromovida pela VSC na Ophthalmos, onde este processo deve ser entendido como a adoçãode uma cultura e não simplesmente como exigência regulatória, promovendo o conhecimentoatravés da capacitação, controle e qualificação da infraestrutura de tecnologia da informação,cultura de gerenciamento de mudanças, maturidade na gestão de projetos e relacionamentoscom fornecedores. Apoio financeiro: Ophthalmos.E-MAIL PARA CONTATO: andreia.ophthalmos@gmail.comSR 33 - ESTUDO DO CORANTE NATURAL DO AÇAI COM POTENCIAL APLICAÇÃO EMOFTALMOLOGIALOURENÇO, ANDRÉIA CRISTINA SANTOS1; PERIS, CRISTIANE SIQUEIRA2; TRAVERSO,MARIA ROSSANA ALMEIDA1; GAZZO, ALESSANDRA1; GUSMÃO, ROBERTO DA SILVA1;MAIA, MAURÍCIO2
  • 30. 1 Ophthalmos, São Paulo, Brasil; 2Departamento de Oftalmologia, Escola Paulista de Medicina,Instituto da Visão, Universidade Federal de São Paulo, São Paulo, BrasilO açaí (Euterpe oleracea) é um fruto brasileiro que possui alta quantidade de antocianinas emsua polpa. Desta forma, este fruto gera um grande interesse de estudo. O objetivo destetrabalho foi avaliar o uso do corante natural extraído do fruto açaí como corante da membranalimitante interna (MLI) em olhos cadavéricos humanos. Preparou-se uma solução do corante,concentração de 5 mg mL-1 do fruto açaí. Esta solução foi injetada na cavidade vítrea de 12olhos cadavéricos humanos após 24 horas de morte. Aguardou-se um minuto para a remoçãodo corante por aspiração mecânica. Assim, removeu-se a MLI utilizando fórceps intra-ocular, eposteriormente, foi examinada por miscrocopia óptica e de transmissão. A MLI em contato como corante produziu uma coloração rosácea, facilitando assim a sua identificação e extração. Amicroscopia óptica, utilizando hematoxilina-eosina e azul de toluidina, mostrou o contorno daMLI e a microscopia de transmissão apresentou a visão transversal da MLI. Desta forma, estastécnicas indicam que a remoção da MLI com o auxílio do corante do açaí foi eficiente em todosos casos. Entretanto, as alterações histológicas de todas as camadas da retina estãoassociadas com o processo fisiológico degenerativo após a morte. As imagens demostraramque nenhum dano estrutural significativo na morfológia ocorreu com a coloração e extração daMLI. O método para a extração da MLI utilizando antocianinas presente no corante natural açaímostrou-se eficiente em olhos cadavéricos humanos. Portanto, este resultado indica que esteprocedimento pode ser utilizado como ferramenta em cirurgias vitreoretinianas. No entanto, acor e a toxicidade ocular do corante em oftalmologia ainda serão avaliadas. Apoio financeiro:Ophthalmos.E-MAIL PARA CONTATO: andreia.ophthalmos@gmail.comSR 34 - INTEGRAÇÃO FARMACÊUTICO E ENFERMEIRO NO CUIDADO A PACIENTESCOM TERAPIA MEDICAMENTOSA VIA SONDASouza, Vanessa Kasubeck e Carvalho, Cristiana NunesHospital BandeirantesQuando o paciente encontra-se com o trato gastrintestinal comprometido e desnutrido, muitasvezes emprega-se a nutrição enteral 1,2. Como é papel do Farmacêutico garantir o uso racionale seguro de medicamentos, quando o paciente faz uso de Sonda para Nutrição Enteral (SNE) ésua responsabilidade orientar a equipe multiprofissional quanto à sua administração correta.Sempre ao avaliar a prescrição de um paciente com SNE devem-se verificar as possíveisfalhas farmacológicas para então, direcionar condutas 3. Preferivelmente deve-se analisar apossibilidade de utilização de vias alternativas (retal, transdérmica ou parenteral) e caso nãoseja possível, instruir a melhor maneira para alteração da forma farmacêutica a ser utilizada . Afarmacoterapêutica via SNE pode acarretar em problemáticas como obstrução da sonda,ineficácia terapêutica, ou até mesmo a interação entre fármaco-nutriente, portanto a equipemultidisciplinar é essencial para monitorar esses potenciais erros 2. Objetivo: Demonstrar aimportância do Farmacêutico Clínico e a troca de informações com a Enfermagem para garantira prevenção de erros e a eficácia terapêutica em pacientes com medicamentos via sonda.Método: Trabalho prospectivo, observacional e descritivo. Foram avaliados 100% dos pacientescom SNE hospitalizados nas Unidades de Internação de um hospital filantrópico da regiãocentral de São Paulo, no período de dezembro/2011 a fevereiro/2012. As prescrições foramanalisadas e condutas farmacêuticas direcionadas, baseadas na possibilidade de alteração devia, alteração do item, ou ainda instrução à equipe de enfermagem em como realizar o preparodo medicamento para manter sua eficácia terapêutica. Resultados: No período descrito foramrealizadas 343 evoluções, das quais foram necessárias 62 instruções relacionadas aomedicamento. Das indicações, 29% são para administração de pantoprazol, 13% paralevotiroxina, 11% para óleo mineral, 10% para fenitoína, 8% para hidralazina e micofenolato desódio, 6% para lactulose, 5% para levodopa + benserazida, 3% para carbonato de cálcio, 2%para fluoxetina, ranitidina, tiamina + piridoxina + cianocobalamina e 1% para ciprofloxacino.Conclusão: Quando o paciente possui um quadro clínico debilitado, muitas vezes o uso de SNEé necessário. Para que medicamentos sejam administrados por essa via são precisos cuidadosespeciais e para evitar erros é necessário contar com toda a equipe multidisciplinar, sendo queo enfermeiro desempenha um papel importante. Devido seu contato constante com o paciente,esse será os olhos do Farmacêutico durante a administração da terapia medicamentosa,supervisionando tanto o modo de preparo, quanto os possíveis problemas que a administraçãoinadequada pode desenvolver.
  • 31. E-MAIL PARA CONTATO: kasu@ig.com.brSR 35 - FARMACÊUTICO CLÍNICO: EDUCADOR DAS EQUIPES DE SAÚDESouza, Vanessa Kasubeck e Carvalho, Cristiana NunesHospital BandeirantesO conceito de disciplinaridade muito utilizado devido à rápida proliferação de informações é acada dia mais visto em sua nova vertente: a interdisciplinaridade. Desenvolvido por Jean Piagetna década de 20, hoje é aplicável rotineiramente devido à complexidade dos acontecimentos eda necessidade de uma análise mais completa de qualquer fato. Na área da saúde torna-seindispensável, visto que o cuidado a vidas é algo que envolve riscos e depende doconhecimento de diversos profissionais para formar a melhor terapêutica possível 1. OFarmacêutico além de atuar junto ao corpo clínico deve direcionar condutas baseadas nareconciliação medicamentosa, análise da prescrição e do acompanhamento de protocolosclínicos. Também pode atuar garantindo a qualidade do medicamento utilizado pelo pacienteatravés de validações medicamentosas e da análise de fornecedores, atuar emFarmacoeconomia, analisar Reações Adversas Medicamentosas (RAMs) e exercer afarmacovigilância 2. Devido aos conhecimentos adquiridos durante a graduação, esseprofissional será o expert em medicamentos e está preparado a auxiliar as demais equipes cominformações de qualidade e que garantam a preparação, prescrição e administração dafarmacoterapêutica corretamente 3. Objetivo: Demonstrar a importância da atuação doFarmacêutico Clínico como prestador de informações farmacológicas. Método: Trabalhoretrospectivo, observacional e descritivo. Foram mensuradas as informações prestadas pelaequipe de Farmácia Clínica através do Serviço de Informação do Medicamento, em um hospitalfilantrópico de São Paulo, durante o período de março de 2011 a março 2012. Resultados.Durante o período citado foram prestadas 1945 informações, das quais 70% foram àEnfermagem, 19,1% ao Corpo Clínico, 6,8% aos colaboradores da dispensação demedicamentos, 2,8% aos pacientes (tanto internados, quanto pós-alta), 0,7% aoscolaboradores do Serviço de Nutrição e Gastronomia e 0,1% aos colaboradores de setoresadministrativos (Auditoria, Cadastro de Informações Técnicas, Central de Autorizações,Compras e Faturamento). Também foi possível verificar as maiores dúvidas que acometem aosnossos clientes, sendo mais frequentes quando relacionadas à Padronização e de menorfrequência quando relacionadas às RAMs. Conclusão: Em um ambiente onde a segurança dopaciente é o foco de diversas equipes, as informações disseminadas possuem um alto valor.Quando o assunto é medicamento, o Farmacêutico é o profissional mais indicado. Devido aoconhecimento adquirido em sua formação esse está preparado para informar as demaisequipes em diversos aspectos como preparação e administração de injetáveis, efeitoscolaterais, estratégia terapêutica, padronização, entre outros. Promover segurança ao pacienteé possível devido à integração farmacêutico - equipe multidisciplinar, onde as informaçõesprestadas são absorvidas e utilizadas da melhor maneira possível.E-MAIL PARA CONTATO: kasu@ig.com.brSR 37- ANÁLISE DO CONSUMO E CUSTOS COM MEDICAMENTOS EM UNIDADES DE UMHOSPITAL CARDIOLÓGICOVIEIRA, KATIA DOS SANTOS¹; UCHOA, YELENA DINIZ COSTA¹; MACEDO, ANA LIVIASANTIAGO¹.1- Hospital ProntocárdioA gestão de custos leva à adoção de medidas racionalizadoras e o equilíbrio entre a qualidadedos serviços prestados e seus custos torna-se um evidente desafio. O processo degerenciamento de custos mensais com medicamentos torna a gestão de recursos uma dasgrandes preocupações do farmacêutico atuante na área hospitalar. O objetivo do estudo foiutilizar a classificação ABC para analisar o consumo/custos com medicamentos em UTI,Unidade Semi Intensiva e Clínica. Este é um estudo descritivo, exploratório, retrospectivo,quantitativo feito por meio de estatística descritiva simples. A coleta de dados foi referente aoano de 2011 nas unidades UTI, Semi Intensiva e Clínica de um hospital privado cardiológicoem Fortaleza-Ceará, utilizando-se a classificação ABC. O custo médio leito/mês das UnidadesUTI, Semi-intensiva e Clínica foram respectivamente R$ 2.031,58, R$ 864,69 e R$502,62. Ostrês medicamentos da classe A de maior custo representaram 22,38%, 37,03% e 29,77% doorçamento das Unidades UTI, Semi intensiva e Clínica respectivamente. O item de maior custo
  • 32. consumido na UTI foi a Nitroglicerina 50mg/10ml, enquanto na Semi intensiva e Cliníca foi aEnoxaparina Sódica 40mg. Na Semi intensiva dos três medicamentos mais consumidos, doiscorrespondem à Classe B (Propatilnitrato 10mg e Clopidogrel 75mg) e um da Classe C (AcidoAcetilsalicílico 100mg), representando um total de 7,73% do orçamento. Na UTI e Clínica oscustos dos itens mais consumidos resultaram em 6,21% e 2,02% respectivamente. Dos trêsmedicamentos mais consumidos na UTI, um pertence a classe A (Soro Fisiológico 0,9% 500ml)e dois a classe C (Água destilada 10ml e Cloreto de Sódio 10ml) e na Clínica um pertence aclasse B (Propatilnitrato 10mg) e dois correspondem à Classe C (Acido Acetilsalicílico 100mg,Água destilada 10ml). A classificação ABC permitiu conhecer o consumo e os custos commedicamentos favorecendo a gestão desses recursos nas unidades avaliadas.E-MAIL PARA CONTATO: yelena_dcu@hotmail.comSR 38 - AVALIAÇÃO DA UTILIZAÇÃO DE MEDICAMENTOS ARMAZENADOS EMDOMICÍLIOS EM UMA COMUNIDADE ATENDIDA PELO PROGRAMA DE SAÚDE DAFAMÍLIA EM ARACAJU/SEOLIVEIRA, RAYSA KARLA RODRIGUES DE 1; SANTANA, DANILO DE SOUZA 1;SOUZAFERRO, ÍTALO TAIRONE DE 1; BELIZÁRIO-SOUSA, ANA PAULA 2; LAURINDO-SILVA, ANAMARIA 21 Acadêmicos do curso de Farmácia da Universidade Tiradentes - UNIT; 2 Docentes do cursode Farmácia da Universidade Tiradentes - UNITINTRODUÇÃO: A concretização dos benefícios terapêuticos possibilitados peloaperfeiçoamento da clínica médica pelo desenvolvimento técnico-científico aplicado àdescoberta e desenvolvimento de novos fármacos, transformou o medicamento em umareferência para o restabelecimento das condições de saúde da população. A sua amplainserção trouxe benefícios para a evolução das condições de saúde da população, porém, estarealidade tem propiciado, de maneira concomitante, sua utilização inadequada, constituindo umsério problema de saúde coletiva. O trabalho teve como objetivo conhecer a forma dearmazenamento, descarte e o uso de medicamentos de uma comunidade residente na área decobertura do Programa de Saúde da Família. METODOLOGIA: A pesquisa caracteriza-secomo um estudo descritivo com abordagem quantiqualitativa e enfoque transversal. Fizeramparte do estudo famílias residentes em uma zona de cobertura PSF/Aracaju/SE, tendo sidoestabelecida por sorteio a microárea a ser visitada. Um universo de oitenta residências para oestudo foi determinado, sendo selecionados por amostra probabilística sistemática. Foramincluídos os domicílios onde houve concordância, por parte dos moradores, para participação,mediante assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Um questionário erapreenchido durante a visita domiciliar e as condições de armazenamento dos medicamentoseram observadas e registradas. RESULTADOS E DISCUSSÃO: A maioria das famílias(32,5%) possuiu renda de dois a três salários mínimos e apenas 53,75% dos indivíduosconcluiu o ensino médio. Entre as famílias estudadas foram detectadas 98 doenças crônicas,predominando, entre estas, hipertensão arterial sistêmica (29,59%) e diabetes mellitus(17,34%). Os analgésicos/antitérmicos (15,71%) e antimicrobianos (10,57%) foram asprincipais classes terapêuticas encontradas e a cozinha foi o principal local para a guarda demedicamentos em 57,3% dos domicílios. Outros dados relevantes foram: medicamentosvencidos (6,2%), sobras de medicamentos para reutilização (43,05%), descarte em lixodoméstico (23,61%) e uso concomitante de plantas medicinais e fitoterápicos (52,5%).CONCLUSÃO: Os resultados obtidos mostraram que o armazenamento de medicamentos emdomicílio é uma prática presente na comunidade pesquisada, indicando o desconhecimento dapopulação em relação aos riscos que estes podem causar quando da utilização indevida e/ouautomedicações, interações medicamentosas e descarte inapropriado.E-MAIL PARA CONTATO: anamarialaurindo90@gmail.comSR 39 - ESTUDO DE ESTABILIDADE DE CREMES O/A E GÉIS COM EXTRATOHIDROALCOOLICO DE AUSTROPLENCKIA POPULNEAMENEZES, LARISSA DIAS; GOMES, GÚBIO OLIVEIRA; NETO, JOSÉ ANTÔNIO PAIXÃO DASILVA; ESPINDOLA, LAILA SALMEN; MESQUITA, MARIANA LAUNDRY DE; SILVA, MÔNICAVALERO DA.Departamento de Ciências Farmacêuticas - Faculdade de Saúde. Universidade de Brasília(UnB)
  • 33. Austroplenckia populnea é uma planta brasileira, do cerrado, que pertence à famíliaCelastraceae, conhecida como “marmelinho do campo, mangueira brava, mangabarana, vime eMaria mole”. É utilizada na medicina popular para tratar disenterias e transtornos inflamatórios,tais como reumatismo. O extrato hidroalcóolico foi obtido por maceração em álcool etílico 96%seguido por rota-evaporação. Foi desenvolvido uma formulação semi-sólida para uso tópicoempregando-se duas concentrações do extrato hidroalcóolico bruto de Austroplenckiapopulnea a 4% e 8%. A preparação dos cremes O/A foi realizada pela técnica de inversão defase, enquanto que para os géis hidrofílicos foi utilizado carbopol® 940, empregando a técnicade preparação a frio. Os cremes e os géis foram submetidos à avaliação da estabilidade físico-química durante 180 dias, avaliando pH, aspectos organolépticos das preparaçõesarmazenadas a temperaturas de 4±2ºC, 40±2°C e temperatura ambiente, centrifugação para oscremes O/A e teste gelo-desgelo para os géis hidrofílicos. O estudo de estabilidade aplicadomostrou que os cremes mantiveram-se estáveis durante o período de avaliação, enquanto osgéis apresentaram sinérese. Baseado nos resultados avaliados concluiu-se que os cremes O/Aseriam a forma farmacêutica semi-sólida de escolha para continuidade dos estudos com oextrato de Austroplenckia populnea. Auxílio financeiro da Finatec (Fundação deEmpreendimentos Científicos e Tecnológicos)E-MAIL PARA CONTATO: mvalero2@hotmail.comSR 40 - IMPUREZAS QUÍMICAS EM MEDICAMENTOS MANIPULADOS PODEM SER UMRISCO PARA A SAÚDEGOMES*, TATIANA CRISTINA BOMFIM; LEAL, ALEXANDRE SOARES; SEPE, FERNANDAPEIXOTO; MENEZES, MARIA ÂNGELA DE BARROS CORREIA; SILVA, MARIA APARECIDA.Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear/Comissão Nacional de Energia Nuclear,CDTN/CNENINTRODUÇÃO: O crescente número de casos de intoxicação por medicamentos manipulados,falsificados ou contaminados, tem chamado atenção da Agência Nacional de VigilânciaSanitária (ANVISA). A questão fica ainda pior com a proliferação de farmácias de manipulaçãono país e a falta de um sistema eficiente de controle da qualidade. Um dos problemasprovocados por estes medicamentos é que a dose de cada composto ativo não pode sertotalmente assegurada; e ainda a presença de impurezas não incluídas na fórmula original quepodem estar presentes no produto final. Tendo este cenário em mente, uma avaliação dealguns elementos químicos em vários medicamentos manipulados vem sendo realizada a fimde se determinar as impurezas químicas e avaliar os potenciais riscos a saúde do paciente. Aexposição em longo prazo mesmo a baixas concentrações de metais, por exemplo, podecausar lesões aos seres humanos, principalmente quando estes elementos não são essenciaisao organismo. MÉTODOS: Utilizou-se a análise por ativação neutrônica para quantificar eavaliar a presença de alguns elementos químicos aplicando o método de padronização k0 noCentro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN). RESULTADOS: Os resultadospreliminares para o medicamento manipulado Omeprazol mostraram a presença de elementoscomo Al, Br, Sb, U, Ta, Sr e Ti, que pode representar risco para a saúde do paciente que outiliza continuamente, mesmo em baixas concentrações. CONCLUSÃO: A ingestão em longoprazo de elementos não essenciais pode levar à contaminação endógena no organismo. Alegislação atual não requer teste para avaliar a presença de impurezas químicas emmedicamentos manipulados e há dificuldades na obtenção de registros com os limites daconcentração dos elementos permitidos específicos para medicamentos em geral. Este estudoreforça a necessidade de uma ação imediata por parte das autoridades para garantir aqualidade e segurança recomendada para o consumo dos medicamentos manipulados. Auxíliofinanceiro: CNEN, CDTN, CNPq, FAPEMIG, CAPES.E-MAIL PARA CONTATO: tcbgomes@gmail.comSR 41 - INFLUÊNCIA DA PROIBIÇÃO DE ANOREXÍGENOS PELA RESOLUÇÃO NÚMERO52 NO CONSUMO DE SIBUTRAMINALAILA, HANAN; NUNES, ROBERTA DA SILVA; SOARES, MARIANA; NUNES, MARISAFERNANDA; ZAGO, ANA CAROLINA;Universidade da Região da Campanha - URCAMP
  • 34. O consumo elevado e abusivo de anorexígenos levou a necessidade de efetivação de medidasreguladoras, dentre elas a de maior destaque foi a RDC nº 52 que restringe a venda de drogasanoréticas, como a anfepramona, femproporex e mazindol e possibilita um maior controle sobrea venda da sibutramina. Deste modo, o objetivo deste estudo foi verificar a influência destaresolução no consumo de sibutramina antes e após a vigência desta lei. Para isto, foramanalisados, em uma farmácia de manipulação no município de Pelotas-RS, todos osreceituários de controle especial de medicamentos anoréticos entre os meses de janeiro a abrilde 2010 (342) bem como entre os meses de janeiro a abril de 2012 (34). Do total dereceituários dispensados no ano de 2010, a sibutramina representou de 4% das prescrições.Quando analisados os receituários de anorexígenos no ano de 2012, 23,5% continham asibutramina como medicamento emagrecedor. Conclui-se assim que, após a proibição do usodos anorexígenos anfepramona, femproporex e mazindol no Brasil, o consumo de sibutraminaobteve um significativo aumento, quando comparado o período anterior e posterior a proibiçãodesta classe medicamentosa, mesmo com a adoção de medidas restritivas para a venda dasibutramina. Observou-se ainda a inclusão de outros fármacos para este fim medicamentosoem substituição aos derivados de anfetaminas cuja venda foi proibida pela RDC nº 52.E-MAIL PARA CONTATO: hananlaila_87@hotmail.comSR 42 - PERFIL DE QUEIXAS TÉCNICAS EM UM HOSPITAL GERAL DE FORTALEZACARMO, LUANA DAVID¹; SALMITO, GEYSA ANDRADE¹; UCHOA, YELENA DINIZ COSTA¹;BASTOS, MAYARA MENDONÇA¹; GOMES, ROSEMEIRE SOUZA¹; COSTA, JUNIANATORRES¹;1 - Hospital Geral Dr. Waldemar AlcântaraTecnovigilângia é o conjunto de ações necessárias para alcançar objetivos como estudos,análise, investigações do somatório de informações reunidas a respeito do desempenho de umproduto durante a fase pós-comercialização. Este estudo tem por objetivo definir o perfil dequeixas técnicas em um hospital geral de Fortaleza, Ceará. Trata-se de um estudo descritivo,retrospectivo onde a coleta de dados foi realizada através das informações contidas nas fichasde registro de queixas técnicas utilizada no hospital durante os meses de janeiro, fevereiro emarço de 2012. No período relatado foi observada uma média de 1,57% de queixas técnicasno hospital referentes a medicamentos e material médico hospitalar (MMH). Observou-se que oMMH apresentou maior parte das queixas técnicas realizadas com 62,41%, sendo que os MMHmais notificados foram tubo endotraqueal, agulha para aspiração, sonda para aspiração, tubode traqueostomia e equipo macrogotas, 3,9% cada um. As queixas técnicas relacionadas amedicamentos (37,6%) que mais prevaleceram foram devido a mau uso de bolsa demedicamento de uso intravenoso.Os profissionais que mais notificaram foram às enfermeiras(70,56%). Em relação ao preenchimento da ficha técnica pelo notificador foi observada que62% tiveram seu preenchimento completo. O estudo possibilitou a verificação do perfil dequeixas técnicas do hospital, permitindo que os profissionais de saúde observem quais osmateriais médicos hospitalares requerem maior atenção na compra e na correta utilização.E-MAIL PARA CONTATO: yelena_dcu@hotmail.comSR 43 - PERFIL DE PRESCRIÇÕES DE METOTREXATO EM UMA FARMÁCIA MAGISTRALEM CARUARU-PETIMÓTEO, TAYSA RENATA RIBEIRO1; SIQUEIRA, LIDIANY DA PAIXÃO1; CAMPELO, JOSÉDURVAL COSTA2; SANTOS, ROSIEL1.1. Faculdade Asces, Caruaru-PE, Brasil. 2. A Fórmula, Caruaru-PE, Brasil.INTRODUÇÃO: A artrite reumatóide é uma doença auto-imune de etiologia desconhecida,caracterizada por poliartrite periférica, simétrica, que leva à deformidade e à destruição dasarticulações por erosão do osso e cartilagem. O diagnóstico precoce e o início imediato dotratamento são fundamentais para o controle da atividade da doença e para prevenirincapacidade funcional e lesão articular irreversível. O Metotrexato (MTX) é um potente agentecitotóxico, desenvolvido inicialmente para o tratamento de câncer, mas que atualmente tambémé usado em doenças não-neoplásicas, principalmente no tratamento da artrite reumatóide.Admite-se que ele atua na via da síntese “de novo” das purinas intracelularmente inibindo aadenosina deaminase e, dessa forma, inibe a inflamação nesses pacientes por elevar aestimulação do receptor de adenosina A2a pelo aumento intracelular desta substância. O
  • 35. trabalho teve como objetivo observar o perfil das prescrições e dispensação do MTX, em umafarmácia de manipulação para o tratamento da artrite reumatóide. METODOLOGIA: Estudodescritivo, transversal, realizado em uma farmácia de manipulação no município de Caruaru-PE. Realizado através do levantamento de prescrições de Metotrexato no período de maio anovembro de 2011. Foram analisadas 62 prescrições com analise da especialidade do médicoprescritor, dose média prescritas, dentre as fórmulas aviadas pela farmácia. RESULTADOS EDISCUSSÕES: A manipulação e dispensação de Metotrexato compreendidas durante operíodo de estudo, dentre as especialidades dos médicos prescritores, observou-se que omaior quantitativo era de reumatologistas, ortopedistas, clínicos gerais, pediatrasreumatologistas e cirurgião médico.A apresentação do metotrexato industrializado em solução injetável: frasco-ampola é de 50 e500 mg. Comprimidos de 2,5 mg. Verificou-se que na maior parte das fórmulas analisadas 84%das formulações apresentavam posologia de 2,5 mg e 16% 5 mg. CONCLUSÃO: Ometotrexato é um dos medicamentos utilizados pela maioria dos reumatologistas para otratamento da artrite reumatóide. As fórmulas dessas substâncias manipuladas proporcionam apersonalização da fórmula, fazendo com que o paciente realize o tratamento com a doseprescrita.E-MAIL PARA CONTATO: taysaatimoteo@hotmail.comSR 44 - USO DE ANOREXÍGENOS E A AUTO PERCEPÇÃO DAS CONDIÇÕES FÍSICASPOR USUÁRIOS DE ACADEMIAS EM CARUARU-PETIMÓTEO, TAYSA RENATA RIBEIRO1,*; SILVA, CARLOS HENRIQUE TABOSA PEREIRA1.1. Faculdade asces, Caruaru (PE), Brasil.INTRODUÇÃO: A imagem do corpo bonito resulta em uma preocupação que perpassa todosos segmentos da sociedade, tais como a publicidade e a mídia em geral. Há aqueles que sepreocupam com um organismo saudável, protegido de doenças e outros males. E outros queconsideram a aparência o principal ponto a ser trabalhado. Entre os parâmetros relacionados abeleza corporal está a quantidade de gordura, que tende a ser reduzido o máximo possível,pelos modelos impostos pela atual indústria da beleza. A redução do peso corpóreo pode seratravés: de atividades físicas, diminuição na ingestão calórica, mudanças de hábitos e, umadas mais procuradas, o uso de medicamentos inibidores do apetite. Inibidores de apetiteseduzem por prometer velocidade muito acima da média na redução das medidas do corpo,porém atuam no sistema nervoso central causando efeitos adversos e graves no sistemafisiológico. O presente trabalho teve por objetivo avaliar o consumo de medicamentosanorexígenos por pessoas que praticam atividade física e avaliar sua auto avaliação quanto àpercepção de seus corpos. METODOLOGIA: Foi realizada uma coleta de dados sob forma dequestionário com preenchimento realizado pela pesquisadora, com analise sobre pesoadequado, dieta e consumo de medicamentos anorexígenos praticado por pessoas que estãoem busca de boa forma, freqüentadoras de academias, sendo eles 115 mulheres e 103homens, em Caruaru-PE. RESULTADOS E DISCUSSÕES: Do grupo de pessoas avaliadas43,5% se consideram no peso adequado e 56,5% não, sendo 35,4% mulheres e 21,1%homens. Dos que se consideraram no peso adequado 17,85% já fizeram dieta e 4,1% jáfizeram ou fazem uso de medicamento. Dos que não se consideraram no peso adequado37,2% já fizeram dieta para perder peso, sendo 27,1% mulheres e 10,1% homens e 23,3% jáfizeram ou fazem uso de medicamentos anorexígenos dentre eles Sibutramina e Femproporex.Segundo trabalhos realizados pôde-se observar que em uma drogaria o consumo deSibutramina representava 72% e 25% de Femproporex da venda de anorexígenos, enquantoque em uma farmácia de manipulação a Sibutramina representava 12% e o Femproporex 72%.16,5% dos que se consideram no peso adequado e 17,8% dos que não se consideram no pesoadequado acham que os medicamentos anorexígenos são seguros. Embora HALPERN (2000)tenha percebido que tantas pessoas tiveram efeitos colaterais pelo uso sem orientaçãoadequado de medicamentos que auxiliavam o processo de emagrecimento. CONCLUSÕES:Existe um consumo significativo de inibidores de apetite por usuários de academias físicas,pois há uma forte conexão entre o uso desta classe de medicamentos com a busca porpadrões estéticos estabelecidos apesar da divulgação e recomendação da ANVISA acerca dosriscos para a saúde destes usuários.E-MAIL PARA CONTATO: taysaatimoteo@hotmail.comSR 45 - ASSUNTOS REGULATÓRIOS APLICADOS À LOGÍSTICA FARMACÊUTICA
  • 36. TANIGAKI, CÉLIAUNIVERSIDADE DE SANTO AMARO - UNISAINTRODUÇÃO: A logística farmacêutica diferencia-se por lidar com medicamentos e seusinsumos, produtos que muitas vezes demandam específico controle nos seus processos dearmazenamento, distribuição e transporte. A Lei Federal n° 6360, de 23 de Setembro de 1976,foi regulamentada pelo Decreto n° 79.094, de 05 de Janeiro de 1977 que trata no Artigo 2° queas empresas deste ramo dependerão de autorização específica do Ministério da Saúde e delicenciamento dos estabelecimentos pelo órgão competente da Secretaria de Saúde dosEstados, do Distrito Federal e dos Territórios. Para a concessão do Licenciamento é necessárioque a empresa esteja atendendo às especificações técnicas do Ministério da Saúde em relaçãoao planejamento e organização do armazenamento de medicamentos que são a estruturafísica, a estrutura organizacional e funcional e os recursos humanos. Após esta concessão,publicada em Diário Oficial, o profissional farmacêutico poderá peticionar a Autorização deFuncionamento da empresa na ANVISA. A empresa atuante na cadeia logística demedicamentos deverá ter os Procedimentos Operacionais Padrão (POP´s) e o Manual de BoasPráticas em Distribuição e Transporte. Este trabalho tem como objetivo o conhecimento dosassuntos regulatórios dentro da cadeia logística de medicamentos no território nacional.MÉTODOS: Todas as documentações referentes aos órgãos de Vigilância Sanitária e aoConselho de Farmácia e a qualificação da empresa, deste ramo, junto à ANVISA éresponsabilidade do farmacêutico e com isso, a interpretação da Legislação aplicada à logísticafarmacêutica vinda das consultas às Leis, Decretos, Portarias, Resoluções e MedidasProvisórias, as especificações dos órgãos competentes permitiram o desenvolvimento desteestudo. RESULTADOS: Definiu aos profissionais, atuantes ou não na cadeia logística, aimportância do gerenciamento dos assuntos regulatórios da empresa e que dentre todas asobrigatoriedades, a primordial é o cumprimento da legislação vigente que trata. CONCLUSÃO:Conclui-se que todos os documentos e procedimentos deverão estar dentro das normasregulatórias da empresa, do fabricante e da legislação vigente para manter a garantia nosprocessos logísticos e a segurança, a eficácia e a qualidade dos medicamentos desde oprocesso industrial até a sua dispensação.E-MAIL PARA CONTATO: celiatanigaki@gmail.com
  • 37. PCare 2012 - 2º Congresso Brasileiro de Farmacêuticos ClínicosPC 01 - A IMPORTÂNCIA DA ATENÇÃO FARMACÊUTICA NO USO DE ÁCIDOASCORBICO (VITAMINA C)ABRAHÃO, FELÍCIA MACIEL LIMA; GAETA, MARIANA GARCIA; GALINDO, STEFANIESILVA NEVES; SANTOS, VALTER GARCIA; DUTRA, LUANA; ALONSO, THABATAROBERTOUniversidade Santa Cecília - UNISANTAAs vitaminas formam um grupo de substâncias químicas não relacionadas que são essenciaisem pequenas quantidades para a regulação do metabolismo, crescimento e função normal docorpo humano. Nem todas as vitaminas podem ser sintetizadas no organismo, de modo quealgumas precisam ser obtidas de uma fonte externa, através de uma dieta apropriada e bem-balanceada ou através de suplementos dietéticos. O objetivo do trabalho foi demonstrar aimportância da Atenção Farmacêutica quanto ao uso indiscriminado de ácido ascórbico. Tratou-se de um estudo prospectivo realizado através da aplicação no mês de junho de 2011 de 80questionários a estudantes da área da saúde (odontologia, fisioterapia e farmácia) daUniversidade Santa Cecília e a indivíduos com idade superior a 18 anos que adquiriramvitamina C sem prescrição medica em drogarias localizadas na Ponta da Praia e no bairroBoqueirão em Santos/SP. O trabalho obteve aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa daUNISANTA sob o número 15/2011. Como resultado obteve-se que 55% eram do gênerofeminino e 45% masculino; 50% compreendiam a faixa etária entre 18 e 35 anos, seguidos por37% acima de 50 anos e 13% entre 36 e 50 anos; 24% utilizavam o medicamento comosuplemento, 19% no combate a gripe e 13% visando melhoras na imunidade; dentre os quefaziam uso associado a algum outro medicamento de uso contínuo encontramos que 27%fazem uso de medicamentos anti-hipertensivos, 20% uso de anticoncepcionais e 18% deantidiabéticos; 48% fazem uso de doses diárias de 500mg, 47% de 1g e 5% de 2g/dia; 51%fazem uso contínuo da droga, seguido por 24% pelo período de 30 dias. Os dados encontradosdemonstram a importância do acompanhamento de pacientes diabéticos, uma vez queresultados falso positivos podem ser detectados, e os pacientes portadores de hipertensãorenal devem ser acompanhados com maior peridiocidade uma vez que cristais de oxalatopodem se depositar no tecido renal. Os dados obtidos confirmam a necessidade de que seestabeleça uma política de medicamentos em que o farmacêutico deve ser o elementoessencial na promoção da saúde e do uso racional dos medicamentos.E-MAIL PARA CONTATO: luanadutrap@yahoo.com.brPC02 - ADESÃO AO TRATAMENTO ANTI-RETROVIRAL EM PACIENTES VIVENDO COMHIV-AIDSDE UMA REGIÃO NO SUL DE MINAS GERAISRESENDE, RENATA CUNHA DE1; BARROSO, THAISA OLIVEIRA2; PODESTÁ, MÁRCIAHELENA MIRANDA CARDOSO3.1. Farmacêutica - Residente do Sistema Único de Saúde - Ministério da Saúde e Unifal-MG.2. Acadêmica de Farmácia da Unifal-MG;3. Docente do curso de farmácia da Unifal-MG.Introdução: A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) é considerada um grandeproblema de saúde pública devido ao seu caráter pandêmico, gravidade e complexidade.Embora não haja ainda a cura para a infecção pelo HIV, o diagnóstico precoce, a prevençãoprimária e a terapia correta (adesão) perfazem ações positivas na sobrevida do paciente. Osmétodos utilizados para aferição da adesão incluem medidas como: o auto-relato, osquestionários, contagem de comprimidos, registros sobre a retirada de medicamentos dafarmácia e os marcadores biológicos de linfócitos T-CD4 e carga viral. Objetivos: Determinar aadesão ao tratamento farmacoterapêutico dos portadores de AIDS, atendidos pelo SUS nomunicípio de Alfenas-MG, através do Teste de Morisky (Morisky, Green e Levine; 1986),Questionário CEAT-VIH (Remor; 2006), análise dos registros da farmácia, além de realizar acaracterização sociodemográfico e determinar os principais medicamentos utilizados.Metodologia: Trata-se de uma pesquisa quantitativa, exploratória, analítica e descritiva. Apesquisa foi realizada na Unidade de Dispensação de Medicamentos Anti-retrovirais (UDM) e
  • 38. no Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) do município de Alfenas, onde foramentrevistados 129 pacientes usuários de medicamentos anti-retrovirais. Para a análise dosresultados foi feito o teste qui-quadrado, a 5% de significância. Este estudo foi aprovado peloComitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de Alfenas - MG (protocolo nº128/2011).Resultados: Houve predomínio de pacientes do sexo masculino (57,4%), 39% apresentaramidade entre 39 a 48 anos, a maioria solteiro (37,2%), 23% não completaram o primeiro grau e42% apresentaram renda familiar de até um salário mínimo. Os principais medicamentosutilizados foram: Biovir® (lamivudina+ zidovudina) (64,3%), Efavirenz® (45,7%) e Lamivudina(34,9%). A maioria dos pacientes adquiriu a doença através de sexo sem proteção (77%), têmo diagnostico a mais de 5 anos (33,3%), não bebe e não fuma (58% e 63% respectivamente).Em relação aos testes de adesão, respectivamente Morisky e CEAT-VIH: são altamenteaderentes 45% e 37%, medianamente aderente 8% e 30%, baixa adesão 47% e 33%; já sobrea retirada dos medicamentos na farmácia, somente 34% pacientes se mostram aderentes.Conclusão: É importante que se identifique, no início do tratamento, os pacientes comtendência a não-adesão. Torna-se necessário que os profissionais e serviços de saúdeassumam a corresponsabilidade nesse processo e que novos estudos sejam desenvolvidospara implementação de estratégias para minimizar o problema da não-adesão ao tratamentoanti-retroviral.E-MAIL PARA CONTATO: renatinhacunha@yahoo.com.brPC 03 - ANÁLISE DA FREQUÊNCIA DE EFEITOS ADVERSOS E GRAUS DE TOXICIDADEEM PACIENTES ONCOLÓGICOSSouza, Cinthia Madeira1; Visacri, Marília Berlofa1; Papis, Isabella Velloso1; Ferrari, GrazieleBaldan1; Lima, Carmen Silvia Passos2; Moriel, Patrícia1.1Departamento de Patologia Clínica, Faculdade de Ciências Médicas - Unicamp;2Departamento de Clínica Médica, Faculdade de Ciências Médicas - Unicamp;Introdução: Os efeitos adversos (EA) tóxicos podem surgir quando um paciente é submetidoao tratamento antineoplásico, afetando a qualidade de vida. Estudos científicos quedemonstram a incidência destes efeitos na literatura ainda são escassos, dificultando o realentendimento da gravidade e frequência com que ocorrem na prática clínica. Objetivo:Embasado no problema relatado, teve-se como objetivo avaliar a frequência de EArelacionados ao tratamento antineoplásico e os graus de toxicidade. Métodos: Trata-se de umestudo quantitativo, descritivo e exploratório na área de farmacovigilância, realizado noAmbulatório de Quimioterapia do Hospital de Clínicas da Unicamp, com duração de seismeses, em que pacientes oncológicos foram questionados sobre os EA ocorridos durante eapós as sessões de quimioterapia. Os EA investigados foram: alopecia, azia, constipação,diarréia, distúrbio do paladar, dor, fadiga, febre, insônia, mucosite, náusea, soluço, sonolência,tontura, tremor e vômito e foram avaliados também quanto ao grau de toxicidade segundo osCritérios Comuns de Toxicidade/CCT. Resultados: Foram entrevistados 102 pacientes, dosquais 61 eram homens (59,8%). Pacientes oncológicos sentem em média 3,8 ± 2,4 efeitos. Oscinco efeitos mais incidentes foram náusea (59,8%), alopecia/fadiga (46,1% cada), diarréia(39,2%), distúrbio do paladar (31,4%) e vômito (30,4%). Náusea, o efeito mais freqüente,apresenta-se em 60,7% dos casos como grau I (leve). Fadiga parece ser o EA mais severo,pois apresenta 19,2% de pacientes com toxicidade grau IV (confinamento a cama ouincapacitante). Ainda, observou-se que 57,7% dos sintomas tiveram grau I de toxicidade,26,5% grau II, 11,1% grau III e 4,7% grau IV. Alguns pacientes apresentaram efeitos com grauIII e IV que deveriam ser notificados no sistema de farmacovigilância, porém estes não sãoreportados, contribuindo para a subnotificação em oncologia. Conclusão: Portanto, oacompanhamento do farmacêutico na quimioterapia é essencial para caracterização dos EApodendo auxiliar na prevenção, detecção, notificação e resolução destes eventos. ApoioFinanceiro: CNPq; FAPESPE-MAIL PARA CONTATO: cinthiacms@gmail.comPC 04 - ANÁLISE DA SATISFAÇÃO SOBRE O ACOMPANHAMENTOFARMACOTERAPÊUTICO: A PERCEPÇÃO DOS PACIENTES HIV+REIS, HENRY PABLO LOPES CAMPOS1SILVA, VIRNA TALIGIAN GOMES DA1;; ALENCAR,ANA VALÉRIA SILVA2; LIMA, LÍVIA FALCÃO1; CARLOS, JULIANA DE OLIVEIRA1;FONTELES, MARTA MARIA DE FRANÇA1
  • 39. Centro de Estudos em Atenção Farmacêutica (CEATENF/Universidade Federal do Ceará -UFC)1; Centro de Especialidades Médicas José de Alencar (CEMJA)2No Brasil, o tema da satisfação com usuários vem crescendo em importância especialmente apartir da segunda metade da década de 90, que coincide com o surgimento da AtençãoFarmacêutica. O paciente com HIV+ requer um atendimento especializado, dada complexidadede sua terapia e a inserção do cuidado farmacêutico neste cenário é algo inadiável, bem comoavaliar o grau de satisfação dos seus usuários em prol de sua ampliação. Neste sentido, opresente estudo teve por objetivo analisar a satisfação dos pacientes HIV+ em uma unidadesecundária de saúde em Fortaleza quanto ao Programa de Atenção Farmacêutica. Trata-se deum estudo longitudinal de AFT realizado de acordo com Método Dáder (2003) em 45 pacientesHIV+ em uma unidade secundária de saúde de Fortaleza de novembro/2008 a junho/2010. Ospacientes eram, na sua maioria, do sexo masculino, idade média de 38 anos, solteiros, comnível de escolaridade entre fundamental incompleto e médio completo, renda individual entre 1e 2 salários mínimos. Para aferição da satisfação sobre o Serviço de Atenção Farmacêutica(AFT) foi utilizado o questionário validado para avaliação de serviços farmacêuticos (Lyra Jr,2005). O mesmo era aplicado no último mês do AFT (9° mês) pela assistente social da Unidadepara evitar vieses de aferição e intimidação pelo paciente. Dados migrados para Excel e SPSS.Projeto aprovado pelo Comitê de Ética da UFC com Protocolo nº 191/08 (Of. Nº624/08). Acercada satisfação com o Acompanhamento Farmacoterapêutico, a maioria dos pacientes (95,6%=43) afirmou sempre estar satisfeito com o atendimento recebido do farmacêutico. Quandoperguntados sobre o significado do farmacêutico para o paciente e sua saúde, houve relatoscomo: “Peça fundamental para a boa saúde"; "Me sinto muito segura com a farmacêutica";"Orientação sobre o remédio, diz para nunca deixar de tomar o remédio"; "Extrema importâncianeste período de adaptação, cria laços"; "É um orientador sobre os medicamentos e sempretira as dúvidas". De uma forma geral, a satisfação geral com o AFT teve nível máximo positivopor quase todos os pacientes estudados, o que demonstra que o modelo de assistênciafarmacêutica realizado contribui de forma eficiente para a melhoria da qualidade de vida dospacientes com HIV/AIDS, bem como reafirma o papel educativo do farmacêutico na atenção àsaúde. Apoio: CNPqE-MAIL PARA CONTATO: ceatenf@yahoo.com.brPC 05 - ANÁLISE DA UTILIZAÇÃO DE NUTRIÇÃO PARENTERAL EM HOSPITAL DEREFERÊNCIA EM ONCOLOGIA NO PIAUÍROBERTA CANUTO DO RÊGO MONTEIRO¹, ILUSKA MARTINS PINHEIRO2, VIRNAPATRÍCIA SÁ3, RAQUEL MOTA DE SOUSA MACEDO4, VIRGÍNIA MARTA SOUSA BATISTA5 , ALESSANDRO CARVALHO MONTEIRO6Farmacêuticos do Hospital São Marcos -Teresina/PI(1,2,3,4,5,6)INTRODUÇÃO: A nutrição parenteral em pacientes com câncer é motivo de grande debate naliteratura, devido ao seu uso freqüente, principalmente pelas toxicidades dos medicamentosque desencadeiam efeitos agressivos sobre o trato gastrintestinal. Assim, a necessidade denutrir o paciente com câncer que, freqüentemente, apresenta algum grau de desnutrição,associada às dificuldades da alimentação pela via enteral, devido a distúrbios gastrintestinaisgraves, leva ao seu maior uso. A prática de terapia nutricional em pacientes com câncer visamelhorar a resposta ao tratamento, as chances de cura e a sobrevida sem, no entanto,aumentar os riscos. OBJETIVOS: O Objetivo deste trabalho visa abordar algumasconsiderações fundamentais direcionadas ao uso de nutrição parenteral em hospital dereferência em oncologia no Piauí, visando relacionar a dispensação destas formulações com opotencial de utilização entre 2009 e 2011. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão deliteratura realizada por meio das bases de dados Lilacs (Literatura Latino Americana e doCaribe em Ciências da Saúde), além de pesquisa bibliográfica de 10 artigos científicos na basede dados SCIELO, confrontando com os dados estatísticos de utilização destas formulações naAssociação Piauiense de Combate ao Câncer/Hospital São Marcos(APCC/HSM) no período dejulho de 2009 à dezembro de 2011. RESULTADOS: A terapia nutricional parenteral (TNP)consiste na administração de todas ou parte das exigências nutricionais diárias através da viaintravenosa. A administração de todas as necessidades nutricionais, incluindo calorias,aminoácidos, lípides, vitaminas e minerais é denominada Nutrição Parenteral Total (NPT). Aadministração de apenas parte das necessidades nutricionais é denominada NutriçãoParenteral Parcial (NPP). Em estudo realizado pela Sociedade Brasileira de Nutrição Parenterale Enteral (SBNPE), observou-se que aproximadamente 30% dos pacientes hospitalizadostornavam-se desnutridos nas primeiras 48 horas de internação. Em três a sete dias esse
  • 40. porcentual aumentava em 15%, chegando a 60% depois de quinze dias de internação . Deacordo com os dados coletados na APCC/HSM, observou-se uma crescente utilização destasformulações, visto que, associada a estas preparações, o paciente apresenta melhorasconsideráveis no quadro clínico, e que, por vezes, são necessárias na conduta clínica. Onúmero reduzido de profissionais especializados em terapia nutricional na Instituição, melhordizendo, no estado do Piauí, acarreta ainda limitada prescrição destas preparações. Autilização da terapia nutricional passou de 75 unidades em 2009 para 90 unidades em 2010,evoluindo em 209 unidades de dispensação no ano de 2011. É importante afirmar que osuporte nutricional é imprescindível nas neoplasias, principalmente em casos cirúrgicos e naconstatação de perda de peso e desnutrição. CONCLUSÃO: A terapia nutricional tem um papelfundamental para estes pacientes, visando: prevenir a desnutrição calórico-protéica e avaliar edeterminar as necessidades nutricionais de forma mais adequada possível. Portanto,reconhece-se, atualmente, o impacto causado pela formação de equipes ou comissõesmultidisciplinares de suporte nutricional parenteral, formadas por médicos, enfermeiros efarmacêuticos, sobre a racionalização da terapêutica nutricional, como a escolha de nutrientesespecíficos e a padronização das formulações nutritivas.E-MAIL PARA CONTATO: roberta.canuto@saomarcos.org.brPC 07 - ANTICORPOS MONOCLONAIS: O USO DO TRASTUZUMABE NO CANCÊR DEMAMAOLIVEIRA, ANDRÉ LUIZ (1); SILVA, NICE MARIA OLIVEIRA (1); CARVALHO, ROBERTAPARO (1); CRUZ, ALINE (2); MAZZOLA, PRISCILA GAVA (2); ARCIERI, RUBENS MOREIRA(3).(1) Serviço de Farmácia do Hospital da Mulher Prof. Dr. José A. Pinotti, UNICAMP; (2)Departamento de Patologia Clínica, Faculdade de Ciências Médicas, UNICAMP; (3) Instituto deCiências da Saúde, Universidade Paulista, UNIP.O câncer de mama é a neoplasia maligna mais comum entre as mulheres em todo o mundo.Embora tenham sido feitos grandes progressos no tratamento de vários tipos de câncer, muitosdestes tratamentos apenas permitem uma sobrevida de 40% dos pacientes. Cinco anos após odiagnóstico da doença, destaca-se a necessidade de novas opções terapêuticas para otratamento desta patologia. Nos últimos vinte anos tem-se visto uma grande evolução nacompreensão dos mecanismos moleculares e da fisiopatologia do câncer, tendo sido descritasmúltiplas estratégias para o desenvolvimento de novas drogas, com o objetivo de alcançar umamaior atividade antitumoral e menor toxicidade em relação às drogas atualmente utilizadas. Em1975, Kohler e Milstein, desenvolveram a técnica de hibridomas, a qual permitiu a produção deanticorpos monoclonais contra um determinado antígeno em grandes quantidades e por estadescoberta lhes foi concedido o prêmio Nobel de Medicina em 1984. Hoje, os anticorposmonoclonais são produzidos por meio de técnicas de engenharia genética. O objetivo desteestudo foi descrever por meio de revisão bibliográfica as principais características do empregodo trastuzumabe no tratamento adjuvante no câncer de mama, observando seus benefícios esua toxicidade em comparação a outros quimioterápicos e a utilização de métodos de imuno-histoquímica para identificar a superexpressão de HER-2 (Human Epidermal Growth FactorReceptor 2) na membrana citoplasmática. Foi realizada a revisão bibliográfica em livros,revistas, artigos científicos e sites acadêmicos nacionais e internacionais, dos últimos 10 anos,por meio da base de dados Thomson Micromedex™, consultada por intermédio da bibliotecada Universidade Estadual de Campinas. Os resultados levantados mostram que grandesavanços vêm sendo feitos no sentido de aumentar a chance de cura para pacientes comcâncer de mama em estágios precoces. Até recentemente, a quimioterapia e o tratamentohormonal eram os únicos tratamentos sistêmicos capazes de aumentar tais chances. O maiorconhecimento sobre biologia molecular vem permitindo melhor compreensão dos mecanismosenvolvidos no surgimento e na progressão dos tumores, bem como a descoberta de alvosterapêuticos mais específicos para tratá-los. Os resultados significativamente positivos do usode trastuzumabe no câncer de mama metastático levaram à sua avaliação também no câncerde mama inicial, ou seja, sem metástases para órgãos distantes. Cinco estudos multicêntricose randomizados, os quais geram o melhor nível de evidência científica disponível paraavaliação de novos tratamentos, mostraram redução de 39 a 52% no risco de recorrência docâncer de mama e redução de 33% no risco de morte pela doença. Levando-se em conta todosos estudos avaliados, mais de 12 mil pacientes foram acompanhadas, inclusive pacientesbrasileiras. O trastuzumabe mostrou-se não estar associado aos eventos adversos quenormalmente ocorrem com a quimioterapia convencional, tais como: alopecia,mielossupressão, náuseas e vômitos. Porém, são relatados outros efeitos, tais como a
  • 41. hipersensibilidade e, ocasionalmente, a cardiotoxicidade (principalmente insuficiência cardíacacongestiva), mais importante reação adversa ao trastuzumabe. Esta tem sido relatada em 1,4%das mulheres que receberam a droga como único agente para o tratamento de doençametastática. Desta maneira, o trastuzumabe mostra-se como um dos principais resultados doavanço do conhecimento nas áreas da biologia molecular e da engenharia genética,representando um dos maiores avanços recentes na terapia oncológica. Apoio financeiro:AFPU/UNICAMP.E-MAIL PARA CONTATO: andreluizoliveirao@hotmail.comPC 08 - ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA NA FARMÁCIA ESPECIAL DA 3ª REGIONAL DESAÚDEHALILA, GERUSA CLAZER1; PASSOS NETO, JOSÉ DOS2; MACHINSKI, MIKI ISHIZAKA2;DAHER, JOSÉLIA BORBA1,21Docentes do curso de Farmácia da Universidade Estadual de Ponta Grossa; 2. Farmacêuticosda Farmácia Especial da 3ª Regional de Saúde de Ponta Grossa.Descrição do caso: A dispensação de medicamentos na Farmácia Especial da 3ª Regional deSaúde de Ponta Grossa requer orientação específica para atender aos Protocolos Clínicos eDiretrizes Terapêuticas do Ministério da Saúde. A orientação farmacêutica constante se faznecessária, uma vez que tais pacientes possuem patologias crônicas e utilizam medicamentosde alto custo, os quais necessitam de armazenamento especial, bem como algumas técnicasde administração para os medicamentos injetáveis. Avaliação: Os acadêmicos do curso deFarmácia da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) não conhecem a realidade dadispensação dos medicamentos na Farmácia Especial. Por outro lado, alguns pacientes quefazem uso de medicamentos especiais têm dificuldade na adesão da terapia. Intervenção: Oprojeto de extensão “Assistência Farmacêutica na Farmácia Especial da 3ª Regional de Saúdede Ponta Grossa” tem base na promoção da orientação da farmacoterapia dos pacientescadastrados, promovendo a dispensação adequada dos medicamentos para o tratamento dedoenças crônicas. Este projeto é uma parceria desenvolvida entre o curso de Farmácia daUEPG e a Farmácia Especial da 3ª Regional de Saúde, cujo objetivo é promover adispensação dos medicamentos, beneficiando os usuários com a assistência farmacêuticaespecializada e gratuita para o tratamento. Além disso, o projeto visa contribuir para aformação profissional dos acadêmicos através das orientações técnicas aos pacientes, bemcomo a integração junto aos profissionais especialistas das diversas áreas da prescriçãomedicamentosa. Para tal, os nove acadêmicos envolvidos foram distribuídos em grupos, quedesenvolveram um atendimento farmacêutico especializado, na dispensação dosmedicamentos e na educação em saúde. Foram atendidos cerca de 150 pacientes ao mês, noperíodo de março de 2011 a fevereiro de 2012. As orientações aos pacientes eram realizadasde forma mais clara e objetiva possíveis, seguindo um protocolo de dispensação desenvolvidopelos integrantes deste projeto, a fim de garantir a adesão à terapêutica e o cumprimento dasprescrições médicas, utilizando-se de comunicação oral e escrita. Conclusões: Os resultadosdo projeto de extensão demonstram que as orientações direcionadas ao paciente auxiliam ocumprimento das prescrições médicas atendidas, uma vez que os pacientes, ao retornarempegar seus medicamentos, relataram melhor aderência ao tratamento e melhora dos sintomas.Os acadêmicos realizaram seminários, oportunidade em que puderam dar auxílio aos demaisprofissionais da farmácia com as informações sobre assuntos escolhidos. A interação dosacadêmicos com os demais profissionais da Farmácia pode incentivar os acadêmicos aparticipar de equipes multidisciplinares e entender um pouco mais das políticas de saúdepública, bem como conhecer parte de sua profissão. Para os acadêmicos, o desenvolvimentode protocolo de atendimento e suas aplicações práticas, o convívio com os pacientes sãoinsubstituíveis por quaisquer outras técnicas didático-pedagógicas que pudessem ser utilizadaspara tal fim.E-MAIL PARA CONTATO: gerusach@hotmail.comPC 09 - AVALIAÇÃO DO CONHECIMENTO FARMACÊUTICO NA ADMINISTRAÇÃO DEMEDICAMENTOS INJETÁVEIS EM DROGARIASSANTOS, MARCOS GONÇALVES BORGES; SOUSA, ANDRÉ RODRIGO SILVA; SANTOS,VALTER GARCIA; DUTRA, LUANA; ALONSO, THABATA ROBERTOUniversidade Santa Cecília - UNISANTA
  • 42. Os fármacos costumam ser administrados por diversas vias. Essas vias podem serclassificadas como intra ou extravasculares. A intravascular refere-se à administração dofármaco diretamente no sangue, tanto na forma intravenosa quanto na intra-arterial. As formasde administração extravasculares incluem as vias intradérmica, intramuscular, oral, pulmonar,subcutânea, retal e sublingual. O presente estudo teve por objetivo avaliar o conhecimentofarmacêutico na administração de medicamentos injetáveis em drogarias localizadas na cidadede Santos/ SP. Tratou-se de estudo descritivo, realizado no mês de Maio de 2011, através daaplicação de 40 questionários a farmacêuticos que trabalham em drogarias nas regiões docentro comercial, na cidade de Santos/SP e a farmacêuticos que atuam em drogarias de bairrode Campo Grande, Marapé e Zona Noroeste na cidade de Santos/SP. O trabalho obteveaprovação do Comitê de Ética em Pesquisa da UNISANTA sob o número 06/2011. Comoresultado obteve-se que 17,5% faziam aplicação de injetáveis; 100% das aplicações eramrealizadas por via IM; 85,5% utilizavam medicamentos de referência no momento da aplicação;na ausência do farmacêutico 76,5% das aplicações eram realizadas pelo balconista; 72,4% dasaplicações foram realizadas em indivíduos com idade superior a 21 anos; 47% informaramcorretamente o volume máximo permitido para a aplicação de drogas injetáveis; 42,2%conheciam o local anatômico adequado para aplicação; fatores como higiene, solicitação dereceita, preenchimento do livro/formulário de injetáveis, conferência da receita e validade domedicamento, foram apontados como fatores que devem ser observados desde a escolha domedicamento até a sua aplicação. Através dos dados obtidos com a pesquisa é possívelconcluir que, existe uma procura para o serviço de aplicação de medicamentos injetáveisoferecidos em drogarias, onde se faz necessário que, o farmacêutico possua as habilidades econhecimentos das técnicas de aplicação, descarte e higiene para que não cause danosgraves e irreversíveis à saúde do cliente. A administração de medicamentos injetáveis, feitocom a técnica correta muitas vezes ajuda a salvar vidas, combater doenças, trazendobenefícios para a população.E-MAIL PARA CONTATO: luanadutrap@yahoo.com.brPC 10 - AVALIAÇÃO DA INFORMAÇÃO SOBRE O USO CORRETO DE ANTIBIÓTICOS NAFARMÁCIA MUNICIPAL DE MONGAGUÁKOUKDJIAN, ALESSANDRA FLÁVIA SOUTELO ALVES; ABREU, BRUNA REGINASOUTELO; CAMARGO, LUCIANA COSTA FERNADES; SANTOS, VALTER GARCIA; DUTRA,LUANA; ALONSO, THABATA ROBERTOUniversidade Santa Cecília - UNISANTAAs primeiras descrições sobre o uso de antimicrobianos datam de 3000 anos, quando osmédicos chineses usavam bolores para tratar tumores inflamatórios e feridas infectadas, massó em 1942, quando a penicilina G passou a ser utilizada na prática médica, iniciou-se a novaera na história da terapêutica clínica. O objetivo do trabalho foi verificar o nível de informaçãode pacientes, no que diz respeito à utilização segura de antibióticos. Tratou-se de estudoprospectivo realizado através de levantamento dos dados durante os meses de maio e junhode 2011, por meio de questionário aplicado a 107 indivíduos com idade superior a 18 anos queretiraram antibióticos através de prescrição médica na Farmácia e Almoxarifado Municipal deMongaguá/SP. O trabalho obteve aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa da UNISANTAsob o número 08/2011. Como resultado obteve-se que 57% informaram corretamente qual erao principal órgão ou sistema em que o medicamento atua; 89% relataram ter recebidoorientação; 21% responderam que fazem uso de outro medicamento; 88% desconhecem seusefeitos colaterais; 21% responderam que já abandonaram o tratamento; 77% não possuemconhecimento sobre os efeitos na interrupção do tratamento e 58% não tem conhecimentosobre o porquê da venda desses medicamentos ser feita somente com receituário. Para ainversão da realidade apresentada acima se faz necessária uma atenção médico-farmacêuticamais clara e adequada à realidade do paciente; também deve-se ter consciência de que épreciso que, no momento da consulta e/ou da dispensação, que se esclareça dúvidas sobredose, freqüência de administração, duração do tratamento, efeitos adversos eincompatibilidades medicamentosas. Por isso o papel do farmacêutico é fundamental. Ele devepraticar a dispensação orientada e prestar serviços de atenção farmacêutica, seja peloacompanhamento farmacoterapêutico, ou por ações educativas, participando de campanhas desaúde, ou na detenção de erros de prescrição e realizar intervenções farmacêuticas quandonecessário.E-MAIL PARA CONTATO: tharalonso@hotmail.com
  • 43. PC 11 - AVALIAÇÃO DE INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS POTENCIAIS EM PACIENTESONCOLÓGICAS SOB CUIDADOS PALIATIVOSSILVA, NICE MARIA OLIVEIRA (1); BERNARDES, ADÉLIA CORINA ALVES (1); SILVA, ANAELISA RIBEIRO (1); CARVALHO, ROBERTA PARO (1); CRUZ, ALINE (2); MAZZOLA,PRISCILA GAVA (2).(1) Serviço de Farmácia do Hospital da Mulher Prof. Dr. José A. Pinotti, UNICAMP; (2)Departamento de Patologia Clínica, Faculdade de Ciências Médicas, UNICAMPOs cuidados paliativos devem basear-se em uma abordagem que promova a qualidade de vidade pacientes e seus familiares, prevenindo e aliviando o sofrimento, por meio do tratamento dador e de outros problemas físicos, psicossociais e espirituais. Para tal, toda a equipe de saúdenecessita estar envolvida com o cuidado destes pacientes, especialmente na área deoncologia. Inserido nesta equipe, o farmacêutico clínico atua de forma a solucionar problemasrelacionados à terapia medicamentosa. O objetivo deste trabalho foi avaliar InteraçõesMedicamentosas Potenciais (IMPs) nas prescrições de pacientes sob cuidados paliativos naUnidade de Internação de Oncologia Clínica - (UI Onco) do Hospital da Mulher ProfessorDoutor José A. Pinotti - CAISM-UNICAMP. O profissional farmacêutico, como parte da equipede cuidados paliativos, participou semanalmente das visitas à pacientes internadas na UI Oncoe das discussões multidisciplinares dos casos clínicos, fazendo a avaliação das prescriçõesmédicas, por meio da base de dados Thomson Micromedex™ para identificação e classificaçãodas IMPs em graus de severidade. Em um período de 4 meses, foram avaliadas as prescriçõesde 124 pacientes sob cuidados paliativos, com média de idade de 56,5 ± 17,4 anos. O númeromédio de medicamentos foi de 8,2 ± 2,9 por paciente e a média de IMP foi de 2,1 por paciente,sendo que 71,0% (n=88) delas apresentou ao menos uma IMP em sua prescrição. Em relaçãoà severidade, as interações medicamentosas distribuíram-se de forma que as contraindicadasrepresentaram 2,3% (n=6) do total, as importantes representaram 27,9% (n=72), as moderadas56,2% (n=145) e as secundárias 13,6% (n=35). Os resultados obtidos permitiram traçar o perfilde IMPs presentes nas prescrições de um grupo de pacientes oncológicas sob cuidadospaliativos. As IMPs mais presentes foram as de moderada severidade e exigiram medidas demonitoramento e conhecimento por parte da equipe sobre seus possíveis riscos. Ressalta-seque as IMPs aqui identificadas são previsíveis e durante o estudo não foi observada a sua realocorrência. O farmacêutico mostrou-se de grande relevância na equipe de cuidados paliativos,por contribuir na discussão das medidas de segurança e efetividade da farmacoterapia. Apoiofinanceiro: AFPU/UNICAMP.E-MAIL PARA CONTATO: farmacia@caism.unicamp.brPC 12 - AVALIAÇÃO DO CONSUMO DE CREME DE PAPAÍNA E POMADA COLAGENASEPARA TRATAMENTO DE ÚLCERA POR PRESSÃO EM HOSPITAL GERAL DA GRANDEPORTO ALEGREWINTER, JULIANA DA SILVA; ALVES, LAURA BOCKMANN; ALICE CAROLINE ZINN VELHOIntrodução:Uma ferida é representada pela interrupção da continuidade de um tecidocorpóreo, causada por qualquer tipo de trauma físico, químico, mecânico ou desencadeada poruma afecção clínica. As feridas podem ser classificadas, de acordo com o tempo de reparaçãotissular, em agudas e crônicas. Neste estudo, as feridas crônicas, tais como úlceras porpressão, foram o foco para a padronização do creme de papaína 2% (PP 2%) e papaína 10%(PP 10%) associadas à uréia 5%. A escolha das diferentes concentrações de papaína baseouse em relatos da literatura, os quais mostram que papaína a 2% tem o objetivo de promover agranulação e epitelização do tecido, enquanto papaína a 10% auxilia o desbridamento detecido desvitalizado. Anteriormente à introdução dos cremes de papaína, a única opção detratamento para úlceras por pressão na instituição era pomada de colagenase associada àcloranfenicol (CC). O objetivo do estudo foi proporcionar tratamento eficaz e seguro, paraúlceras por pressão, associado à redução de custos hospitalares. Metodologia: Este é umestudo retrospectivo que avaliou o consumo de creme de PP 2% e creme PP10% após apadronização destes medicamentos no GRAÇAS a partir de agosto de 2011. Logo, foirealizado o monitoramento do consumo dos três tipos de tratamento para úlcera por pressão,disponibilizados pela Farmácia Hospitalar: pomada de CC, creme de PP 2%e creme de PP10%. Resultados: Após introdução do creme de papaína nas apresentações de 2% e 10% foiobservada uma redução de 66,29% no consumo da pomada de CC, a qual tem um custo11,76% mais elevado que as novas opções de tratamento. O número de pacientes que
  • 44. realizaram tratamento para úlcera por pressão na instituição, durante o período de internaçãopor outros motivos, nos meses de agosto de 2011 até abril de 2012 foram: 46, 34, 40, 32, 45,62, 69, 70 e 29, respectivamente. O consumo de creme de PP 2%, creme de PP 10% epomada CC foi de 15,22%, 30,43% e 54,35% (agosto/2011), 20,59%, 58,82%, 20,59%(setembro/2011), 45%, 30% e 25% (outubro/2011), 31,25%, 25% e 43,75% (novembro/2011),31,11%, 40% e 28,89 (dezembro/2011), 43,55%, 32,26% e 24,19 (janeiro/2012), 39,13%,33,33% e 27,54 (fevereiro/2012), 31,43%, 34,29% e 34,29% (março/2012) e 20,60%, 34,48% e44,83% (abril/2012), respectivamente. Conclusão: A introdução dos cremes de papaína, alémde considerar os benefícios cientificamente comprovados, otimiza os custos para o tratamentode úlcera por pressão na instituição.E-MAIL PARA CONTATO: julianawinter@gracas.org.brPC 13 - AVALIAÇÃO DO USO DE VASOCONSTRITORES NASAIS À BASE DENAFAZOLINA E OXIMETAZOLINACOELHO, DANIELLA SALGADO SILVA; SANTOS, VALTER GARCIA; DUTRA, LUANA;ALONSO, THABATA ROBERTOUniversidade Santa Cecília - UNISANTADescongestionantes nasais são fármacos que promovem a vasoconstrição da mucosa nasal,com redução do edema e da congestão, sendo indicado nos períodos críticos com resultadomeramente sintomático. Se utilizados inadequadamente podem gerar problemas a longo prazo,como dependência ou mascarar outras enfermidades. O objetivo desse estudo foi avaliar o usode descongestionantes nasais a base de nafazolina e/ou oximetazolina. Tratou-se de estudodescritivo realizado entre julho e agosto de 2011, através da aplicação de 200 questionários aindivíduos com idade superior a 18 anos que adquiriram descongestionantes nasais semprescrição médica em drogarias dos bairros da Ponta da Praia e Boqueirão no município deSantos e no bairro Vila Melo no município de São Vicente, ambas no Estado de São Paulo. Otrabalho obteve aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa da UNISANTA sob o número16/2011. Como resultado obteve-se que, 58% dos entrevistados eram do gênero masculino;83% fazem uso de nafazolina e 17% oximetazolina; 89,5% informaram que não é a primeiravez que fazem a compra do medicamento; 81% fazem uso do medicamento por influência deterceiros; 55% informaram que fazem uso concomitante de outros medicamentos; 61% nãoreceberam orientação farmacêutica; 80% possuem o hábito de comprar medicamentos semreceita médica. Através da pesquisa realizada conclui-se que, por tratar-se de um medicamentoisento de prescrição (MIP), sendo de fácil acesso e com possibilidade de indicação de públicoleigo, pode contribuir para o aumento da probabilidade de interações medicamentosas eoutras complicações. A devida orientação técnica ao usuário do serviço de saúde promove umamaior interação médico/paciente/farmacêutico, baseado nos dados de que paciente assumama responsabilidade de ajudar na monitorizarão dos efeitos do tratamento, visando melhoresresultados com o plano terapêutico.E-MAIL PARA CONTATO: luanadutrap@yahoo.com.brPC 14 - AVALIAÇÃO DOS INDICADORES DE PRESCRIÇÃO DE MEDICAMENTOSANTIMICROBIANOS EM UMA REDE DE DROGARIAS DA CIDADE DE MANAUSNASCIMENTO, PRISCILA DE SOUZA; MAGALHÃES, IGOR RAFAEL DOS SANTOSFACULDADE DE CIÊNCIAS FARMACÊUTICAS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DOAMAZONASA prescrição constitui um instrumento que direciona o paciente para o uso adequado e racionaldos medicamentos. O presente trabalho teve por finalidade a análise de prescrições contendoantimicrobianos em uma rede de drogarias da cidade de Manaus. O estudo foi aprovado peloComitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Amazonas (CAAE nº0377.0.115.000-11). No total, 729 prescrições foram coletadas no período de Maio a Outubrode 2011 e analisadas com relação aos indicadores de prescrição propostos pela OrganizaçãoMundial da Saúde (OMS). O número médio de medicamentos por prescrição foi de 1 (63% dosreceituários). A porcentagem de medicamentos prescritos pelo nome genérico foi de 45,8%. Dototal, 84,7% dos medicamentos constavam na Relação Nacional de Medicamentos Essenciais(RENAME). A porcentagem de medicamentos injetáveis foi de 1,2%. A especialidade doprescritores esteve ausente em 54,6% dos receituários analisados. As classes de
  • 45. antimicrobianos mais frequentes foram quinolonas, penicilinas e aminoglicosídeos (nestaordem). Foi verificada a ausência da duração do tratamento em 19,5% das prescrições, 2,0%estavam ilegíveis, 3,3% não apresentavam posologia, 0,8% não continham assinatura e/oucarimbo do prescritor e a forma farmacêutica e/ou a concentração dos medicamentos estavamausentes 3,8%. Os resultados obtidos no estudo são preocupantes e reforçam a necessidadede estratégias direcionadas para a educação e/ou esclarecimento dos profissionais prescritorespara que haja o cumprimento das normas vigentes quanto à prescrição de medicamentos e,consequentemente, o alcance do sucesso terapêutico.E-MAIL PARA CONTATO: imagalhaes@ufam.edu.brPC 15 - AVALIAÇÃO FARMACOECONÔMICA PARA O TRATAMENTO DA LEISHMANIOSEVISCERAL - RESULTADO PARCIALSANTOS, JOÃO LUIZ ALVES1; SANTOS, ANDRÉ LUIZ LIMA MENEZES2; SILVA, ELAINEDUARTE3; LINO, MICHELLE TELES BARBOSA4; NOGUEIRA, JOSÉ BARRETO CRUZ5;ALMEIDA, ROQUE PACHECO6.1Farmacêutico Residente Multiprofissional em Saúde do Adulto e do Idoso com Ênfase emInfectologia; 2 Mestrando de Biotecnologia de Produtos Naturais; 3 Graduanda em Farmácia daUFS; 4 Graduanda em Medicina da UFS; 5 Prof. Mestre de Farmácia Hospitalar e Chefe doSetor de Farmácia; 6 Prof. Doutor do Departamento de Medicina da UFS.Universidade Federal de Sergipe - UFS; Iniciativa Medicamentosa para DoençasNegligenciadas - DNDiIntrodução: A Leishmaniose Visceral (LV) é uma doença infecciosa relevante para a saúdepública, tanto pela sua magnitude quanto pela elevada morbidade e letalidade. As medicaçõesutilizadas para o tratamento são eficientes, todavia apresentam efeitos colaterais e comresistência do parasita. Por outro lado, a combinação de medicamentos para o tratamento vemsendo empregada com sucesso, pois permite que cada uma das drogas do esquematerapêutico seja utilizada em dose ou duração menor, o que reduz o tempo e a toxicidade dotratamento, com melhora da adesão e redução do risco potencial de desenvolvimento deresistência. O farmacêutico clínico, neste contexto, pode atuar praticando atençãofarmacêutica, farmacovigilância e avaliação dos custos para a farmacoterapia. O objetivo desteestudo é avaliar a custo-efetividade do tratamento da LV como monoterapia ou em umaproposta de esquema de combinação. Metodologia: Trata-se de um estudo multicêntrico, defase IV, randomizado, tendo como população-alvo 25 pacientes, adultos e crianças com LV,que foram randomizados em 4 grupos: 1º- antimoniato de meglumina por 20 dias, 2º-desoxicolato de anfotericina B por 14 dias, 3º- anfotericina B lipossomal por 7 dias e o 4º-anfotericina lipossomal por 1 dia+ meglumina por 10 dias. Foi realizado o acompanhamentofarmacoterapêutico dos pacientes durante 180 dias, tanto a nível hospitalar quantoambulatorial, sendo utilizado o algoritmo de Naranjo para a definição das reações adversas aomedicamento (RAM) e sua intensidade foi avaliada segundo os critérios da ACTG (AIDSClinical Trial Group). Para avaliação dos custos da farmacoterapia, materiais, tratamento emonitoramento das RAM´s foi utilizado o valor da último processo licitatório do hospital e paraos exames diagnósticos foi consultado o SIGTAP um programa que define o custo destes parao SUS. Resultados: Levando-se em consideração os valores de diária específica da doença, otempo de hospitalização, o risco potencial e o tratamento das RAM’s, o grupo 4 foi o queobteve resultados mais promissores (R$ 378,40) comparado com o grupo 1 (R$415,31), grupo2 (R$ 508,15), e o grupo 3 (R$ 383,45). Considerando-se a segurança do paciente, o grupo 2obteve piores resultados (2 RAM/paciente, grau 3 e 4) e os grupos 1 e 4, os melhores, comuma média de 1 RAM/paciente (grau 1 ou 2). Conclusões: O esquema terapêutico dospacientes do grupo 4 mostrou-se o mais seguro e custo-efetivo até o presente momento. Acoleta destes dados é de suma importância para a realização de uma razão custo-efetividadeincremental (RCEI) e análise de decisão a respeito de um novo tratamento para a LV no Brasil.Apoio Financeiro: FINEP)E-MAIL PARA CONTATO: j_l_alves@hotmail.comPC 16 - COST EFFECTIVENESS OF PHARMACEUTICAL FOLLOW UP IN HIV POSITIVEPATIENTSCARNEVALE, RENATA CAVALCANTI; COSTA, CAROLINE GODOI RESENDE; HOLSBACK,VALÉRIA; MAZZOLA, PRISCILA GAVA; MORIEL, PATRÍCIA
  • 46. Faculty of Medical Sciences - University of Campinas (Unicamp), Clinical pathology department,Campinas, Brazil;Introduction: Patients under pharmacy care are prone to experience improvements in theirhealth status as well as cause less costs to the health system. The objectives of this study areto investigate if one year of pharmaceutical follow-up in a group of HIV-positive patients candecrease the incidence of drug related problems (DRPs), improve clinical and immuneresponse outcomes and decrease the costs generated by these patients to health system ,when compared to a control group. Methods: A prospective controlled study, with a systematicsample by quota controls paired according to random characteristics amongst cases with 64HIV-positive outpatients. Patients were divided in Control Group and Intervention Group(receiving pharmacy care). Clinical outcomes were analyzed based on CD4+ lymphocyte(CD4+) and viral load counts, immune response based on lymphocyte CD4+count anddevelopment of new infections during the study and costs based on attendings, laboratoryexams, procedures and hospitalizations performed by each patient, all obtained from themedical charts. Drug related problems were identified during pharmaceutical follow-up.Results: Forty six (71.8%) patients were included in this study and were allocated in ControlGroup (n=23) and Intervention Group (n=23); 28.1% patients discontinued. After one year, drugrelated problems count presented a statistically and clinic significant reduction in InterventionGroup: 6.1 to 3.1 DRP/patient (p<0.001). CD4+ had a statistically (p<0.01) and clinic significantaugmentation in Intervention Group: 233.6±69.8 (α=0.05) to 318.4±73.0 (α=0.05); whereas itwas not observed differences in Control Group. It was observed a clinic significant difference inviral load counts: initially 56% of both groups had undetectable viral load counts, one yearlatter, 74% of Intervention Group reached viral load <50 and Control Group remained the same.The Intervention Group had an improvement in immune response when compared with ControlGroup: CD4+ higher than 200 cells/mm3 (68.2 vs 63.7 %) and absence of new infections (77.0vs 50.0 %), respectively. Mean total patient costs (range) were U$ 429.81 (22.45-1312.12) toControl Group and US$418.13 to Intervention Group (125.86-1589.33). The intervention wasdominant (less costly and more effective). Conclusions: The study suggests pharmacy caremay be effective, with a reduced overall cost to the health system. Support: FAPESP; CAPESE-MAIL PARA CONTATO: morielpa@fcm.unicamp.br.PC 18 - ESTOQUE DOMICILIAR DE MEDICAMENTOS: UMA ABORDAGEM ENTREUSUÁRIOS DO PROGRAMA SAÚDE DA FAMÍLIASANTOS1*, PALOMA OLIVEIRA; MORAIS1, TAYANE COSTA; ALENCAR1, TATIANE DEOLIVEIRA SILVA; ALENCAR1, BRUNO RODRIGUES; ALMEIDA2, MAYRA BATISTA DE.1Curso de Ciências Farmacêuticas da Universidade Estadual de Feira de Santana.2Enfermeira, Preceptora PET-Saúde da Família, Universidade Estadual de Feira de SantanaArmazenar medicamentos nos domicílios é prática rotineira, podendo representar um potencialrisco para o surgimento de agravos à saúde individual e coletiva, pois nenhum medicamento éinócuo ao organismo. Os estoques domiciliares podem ser constituídos tanto pormedicamentos em uso, como por aqueles decorrentes de sobras de tratamentos anteriores, oupor medicamentos comumente utilizados para a automedicação, o que pode gerar, dentreoutros prejuízos, gastos supérfluos, atraso no diagnóstico e na terapêutica adequada,possibilidades de reações de hipersensibilidade e intoxicações (SÁ; BARROS; SÁ, 2007).Quando acondicionados em ambientes e recipientes inadequados, os medicamentos sofreminfluência na sua eficácia, comprometendo a sua estabilidade, ou seja, a qualidade do produto(RIBEIRO, 2005), provocando consequências graves à saúde do usuário. Neste contexto, esseestudo teve o objetivo de traçar o perfil do estoque domiciliar de medicamentos entre usuáriosde uma Unidade de Saúde da Família em um município baiano. A pesquisa seguiu um modelotransversal e foi realizada em 84 domicílios, escolhidos em um sorteio aleatório, no período dejaneiro a março de 2010. Utilizou-se como instrumento de coleta de dados um formulário e aanálise dos dados deu-se por tratamento estatístico. O presente trabalho foi submetido eaprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa sob protocolo nº 159/2009. Quanto aosresultados, verificou-se que das residências visitadas, 98,8% possuíam medicamentos emestoque, sendo que 100% destes medicamentos estavam em local de fácil alcance de crianças.Do total de medicamentos encontrados 29,75% estavam vencidos. 65,88% dos entrevistadosafirmaram que os medicamentos em estoque foram prescritos por médicos e 31,79% foramadquiridos por meio da compra em farmácias comunitárias. 75,29% afirmaram não receberorientações dos profissionais de saúde sobre acondicionamento correto dos medicamentos.Este estudo permitiu evidenciar o desconhecimento dos usuários quanto ao uso e descarte
  • 47. correto de medicamentos, o que implica em riscos à saúde dos mesmos e denota tambémausência de ações relacionadas a medicamentos por parte da equipe de saúde da família. Fatoeste que pode ser justificado pela ausência do farmacêutico na equipe de saúde. Assim, estesresultados apontam para a necessidade de adoção de medidas estratégicas para promoção douso racional de medicamentos, que envolva gestores, profissionais de saúde, e usuários(RAMOS, SILVA, ALENCAR, 2010), dentre as quais podemos destacar: educação continuadada equipe de saúde sobre descarte correto de medicamentos e sobre prescrição racional, jáque a prescrição inadequada de medicamentos provoca o estoque domiciliar e/ou o descarteindevido; orientação aos usuários sobre o estoque domiciliar e automedicação responsável;criação de postos de coleta de medicamentos e demais resíduos químicos nas unidades desaúde; inserção do farmacêutico nas equipes de saúde para que o mesmo oriente diretamenteos usuários no momento da dispensação e em domicílio, bem como promovendo atividadeseducativas que visem minimizar o estoque domiciliar de medicamentos.E-MAIL PARA CONTATO: papy.paloma@hotmail.comPC 19 - DRUG RELATED PROBLEMS: A PROSPECTIVE AND OBSERVATIONAL STUDYIN A PEDIATRIC EMERGENCY UNITCARVALHO, INDIRA VALADÊ a(1), SOUSA, VANESSA MARCILIO DE b(1), AMBRÓSIO,ROSIANE DE FÁTIMA LOPES c(1), REIS, MARCELO d(2), QUEIROZ, RAQUEL ALVARENGADE d(2), MORIEL, PATRÍCIA e(1)(1) Department of Clinical Pathology, School of Medical Sciences, State University of Campinas-SP(2) Department of Pediatric, School of Medical Sciences, State University of Campinas-SPaMaster Degree Student, bDegree Student, cPharmaceutical, dTeachers of medicine course,eLeaderPediatric Patients are one of the most vulnerable patient populations. There are manyunlicensed medicines or even the so-called off-label usage that are prescribed to them whichcan increase the risk of drug-related problems (DRPs) such as therapeutic inefficacy andadverse drug reaction (ADR). The objectives of this paper is determine the incidence of DRPsfor those admitted to the hospital pediatric emergency unit, and provide information about druguse, with the purpose of improving the rational use of medicines. The present study is aprospective observational one. It took place from July/2011 to March/2012, in the PediatricsPharmacoepidemiology/Pharmacovigilance area.Pharmacists interviewed the people who wereresponsible for children up to 15 years old, without race restrictions, from both sexes, to obtaininformation about the drugs that were used. This study was approved by the UNICAMP EthicsCommittee in Research under the number 918/2011. The results were evaluated and the DRPswere related to the hospital admission in the “Hospital de Clínicas” of the “UniversidadeEstadual de Campinas” (UNICAMP). The obtained DRPs were classified as ineffective therapy,adverse drug reaction, inappropriate use, compliance, drug interaction, intoxication andtechnical defect. The ADRs were classified based in severity and causality. It was interviewed1280 patients and the rate of hospital admission due to PRMs was 13.7% (175 patients).Among the identified PRMs, 38.3% (67) were due to ineffective therapy, 25.1% (44) toinappropriate use, 17.2% (30) of ADRs, 14.3% (25) for non-compliance, 2.3% (4) intoxication,1.7% (3) a technical defect and 1.1% (2) for drug interactions. The respiratory system andinfectious disease were the most commonly affected organs, and antipyretic/analgesic were themost common drugs associated with ADRs. The data may be used for designing theepidemiology profile in pediatric patients, showing that there is a high incidence of DRPs thatcause hospitalization, adding unnecessary cost to the health system. More study is necessary inboth of Pharmacoepidemiology and Pharmacovigilance in Pediatrics area to design the DRPsinvolved for an improvement of safe use medicines in pediatric patients. Support: CNPqE-MAIL PARA CONTATO: di.valade@gmail.comPC 20 - FARMACOTERAPIA DE USO CONTÍNUO: AVALIAÇÃO DO GRAU DE ADESÃO EMPACIENTES PEDIÁTRICOSCARVALHO, INDIRA VALADÊ a (1), SOUSA, VANESSA MARCILIO DE b(1), AMBRÓSIO,ROSIANE DE FÁTIMA LOPES c(1), REIS, MARCELO d(2), QUEIROZ, RAQUEL ALVARENGAd (2), MORIEL, PATRÍCIA e
  • 48. (1) Depto. Patologia Clínica, Faculdade de Ciências Médicas, Universidade Estadual deCampinas, UNICAMP-SP(2) Depto. Pediatria, Faculdade de Ciências Médicas, Universidade Estadual de Campinas,UNICAMP-SPa Aluna de pós-graduação do curso de Farmácia da UNICAMP, bAluna de graduação do cursode Farmácia,c Farmacêutica, dDocentes do curso de Medicina, eOrientador;A adesão ao tratamento é fundamental para o sucesso da terapia instituída pelo médico eequipe multidisciplinar. Segundo a OMS, adesão ao tratamento “é a medida com que ocomportamento de uma pessoa corresponde às recomendações de um profissional de saúde”.Os pacientes pediátricos são mais vulneráveis a falhas de adesão, pois estão submetidos aoscuidados de terceiros. Estudos comprovam que a baixa adesão é uma das principais causas deineficácia terapêutica, afetando diretamente a qualidade de vida do paciente, o resultadoterapêutico e até causar um problema de saúde pública. O estudo teve por objetivo determinara incidência, grau de adesão e causas da não adesão à farmacoterapia de pacientes admitidosna Unidade de Emergência Referenciada (UER) Pediátrica do Hospital de Clínicas - UNICAMP.Trata-se de um estudo prospectivo, descritivo e exploratório conduzido na UER Pediátrica, desetembro/2011 a março/2012, período em que se contou com a presença diária dofarmacêutico clínico. Os critérios de inclusão do estudo foram pacientes de ambos os sexoscom até 15 anos, admitidos na UER, que faziam uso de pelo menos um medicamento emregime contínuo, independente de etnia e doenças pré-existentes. Excluíram-se os pacientescujos responsáveis não aceitaram participar do estudo. Após a consulta médica, o farmacêuticorealizava uma entrevista com os responsáveis dos pacientes para obter informações adicionaissobre a utilização destes medicamentos, preenchendo-se o questionário de Morisky-Green. Osresultados foram computados semanalmente em uma planilha do Excel® e análisesestatísticas foram realizadas. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa daInstituição de Ensino sob o parecer 918/2011. Entrevistaram-se neste estudo, responsáveis por162 pacientes e constatou-se o uso de 117 fármacos diferentes. Os resultados obtidosmostraram que os motivos mais frequentes para a não adesão à terapia medicamentosa são oestado clínico do paciente, ou seja, a melhora (86,7%) ou a piora (86,4%) durante a terapia;descuido com o horário de administração (80,9%); esquecer-se de tomar (76,6%) e repor omedicamento (8,0%). Constatou-se ainda que em 35,0% dos casos em que a terapia foiinterrompida, o paciente estava ciente da importância e benefício do medicamento. Este estudodetermina o perfil de adesão à farmacoterapia de uso contínuo, demonstrando que há umaincidência significativa de falhas na administração dos medicamentos (28,0% média adesão e8,7% baixa adesão). Ressalta-se assim, a necessidade de atuação do farmacêutico clínicopara orientar o uso adequado dos medicamentos, reduzir as falhas de adesão na terapiaproposta, evitando prejuízos para o sistema de saúde pública. Auxílio financeiro: CNPqE-MAIL PARA CONTATO: di.valade@gmail.comPC 21 - GERENCIAMENTO FARMACOTERAPÊUTICO NA AUDITORIA FARMACÊUTICA:UMA PERSPECTIVA ECONÔMICA E CLÍNICAREIS, HENRY PABLO LOPES CAMPOS E1; MAGALHÃES, DANIELLE DE PAULA1; VIEIRA,JOEL BEZERRA1; FREIRE, CAMILA PEIXOTO DE LIMA1; FONSECA, DIEGO BARROS DA1;LUZ, PRISCILLA BARBOSA DA1.1-Área de Assistência e Auditoria Farmacêutica (ASSFAR), Unimed, Fortaleza.O farmacêutico auditor exerce entre outras atividades, ações de gerenciamento dafarmacoterapia e atenção farmacêutica em prol do uso racional do medicamento e redução decustos. O objetivo do estudo foi descrever a implantação, estruturação e desenvolvimento daprática de gerenciamento farmacoterapêutico através da Auditoria Farmacêutica em umaoperadora de planos de saúde de Fortaleza (OPS) na perspectiva econômica e clínica. Trata-se de estudo descritivo em que a unidade de análise foi uma OPS localizada em Fortaleza -Ceará. Foram coletados e analisados dados qualitativos e quantitativos que corresponderamao período de 2007 a 2010. Para o acompanhamento farmacoterapêutico e intervenções foiutilizado o método Medication Therapy Management - MTM (ASHP, 2006). Trabalho aprovadono Conselho Gestor da OPS e nos Hospitais, bem como pelo Comitê de Ética da Universidadede Fortaleza (Protocolo N°252/2009). Para a implantação da ASSFAR foi utilizada comoprimeira estratégia sua formalização na estrutura organizacional da OPS em janeiro de 2007.Com o reconhecimento do trabalho desenvolvido pela área, a equipe anteriormente com 1
  • 49. farmacêutico e 2 estagiários (2007), chegou em 2010 com 1 coordenador, 2 farmacêuticosclínicos, 2 assistentes de farmácia e 5 estagiários. A auditoria farmacêutica resultou naimplantação de pareceres técnicos para inclusão de medicamentos (método OMS, 2005) emtabela definida pela OPS e de solicitação para medicamentos de alto custo (quimioterápicos,biológicos, outros) e de reserva terapêutica (antimicrobianos - ATM). A intervenção dofarmacêutico em seis meses de experiência (ATM) mostrou uma economia de R$ 279.153,80(Jan-jun/2010) e melhoria nos indicadores clínicos (tempo de tratamento e solicitação decultura). No âmbito da monitorização dos oncológicos foram detectadas 205 não conformidadesnas quimioterapias requisitadas à operadora com as devidas intervenções clínicas realizadas eemitidos os feedbacks aos solicitantes. A gestão clínica de quimioterápicos resultou em umaeconomia total de R$ 2.502.278,31 para a OPS em 2010. O gerenciamento farmacoterapêuticoatravés da auditoria farmacêutica mostrou-se uma ferramenta estratégica de gestão e favoreceo uso racional de medicamentos e minimização de custos, devendo ser ampliada em diferentescenários de prática.E-MAIL PARA CONTATO: danielle.magalhaes@unimedfortaleza.com.brPC 22 - IDENTIFICAÇÃO DE PROBLEMAS RELACIONADOS A MEDICAMENTOS EM UMAFARMÁCIA PRIVADA DO INTERIOR DA BAHIAMENEZES, SABRINA PEREIRA1; SANTOS, LUANA ANDRADE DOS1; PRADO, NÍLIA MARIADE BRITO LIMA2 PRADO, FREDERICO MESSIAS DO31 Discentes do curso de farmácia da Universidade Federal da Bahia, Instituto Multidisciplinarem Saúde, Campus Anísio Teixeira,2 Docente do curso de farmácia da Universidade Federal daBahia, Instituto Multidisciplinar em Saúde, Campus Anísio Teixeira,3 Farmácia comunitáriaprivada Farmacenter (conveniada a UFBA/IMS/CAT)Introdução: Os Problemas Relacionados a Medicamentos (PRMs) compreendidos como “umaexperiência indesejada, envolvendo a terapia medicamentosa do paciente que interfere real oupotencialmente com os resultados esperados” podem ser identificados através do SeguimentoFarmacoterapêutico (SFT) no contexto da Atenção Farmacêutica. No Brasil ainda é escassa arealização de estudos para detecção e resolução de PRMs em farmácias comunitáriasprivadas, com necessidade de estímulo desta prática no país. Este trabalho objetivou identificare caracterizar PRMs em pacientes inseridos em um programa de SFT de uma farmáciacomunitária privada de Vitória da Conquista, no Sudoeste da Bahia. Método: Foi realizado umestudo observacional descritivo, entre setembro de 2011 a março de 2012. O SFT foi realizadoutilizando-se formulários de documentação baseados no proposto pelo Método Dáder eestruturado nas seguintes etapas: Oferta do serviço, no estabelecimento, por telefone ouutilizando os dados do sistema informatizado de gestão de estoque da farmácia, que contém operfil dos usuários; Recrutamento mediante Triagem Farmacêutica com aferição da pressãoarterial e glicemia capilar; Entrevista Farmacêutica estratificada em quatro entrevistas; AnáliseSituacional; Definição do Plano Farmacoterapêutico e Monitorização com avaliaçõessucessivas. A identificação dos PRMs aconteceu durante as entrevistas e análise situacional.Para classificação considerou-se as três necessidades básicas de uma farmacoterapia:indicação, efetividade e segurança, assim os PRMs foram delineados em sete diferentescategorias.Os dados foram armazenados no Microsoft Excel® e analisados no pacoteestatístico R. Resultados: Foram acompanhados 54 pacientes, 30 (56,6%) do sexo feminino, amédia de idade foi 51 anos (sexo feminino) e 49 anos (sexo masculino). Encontrou-se afrequência das seguintes patologias: Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) 48 (88,88%),Diabetes Mellitus (DM) 06 (11,22%) e Dislipidemias 07 (13,2%). Dentre os pacientes 47(87,04%) estavam em tratamento farmacológico no início do SFT e 39 (73,6%) apresentarampelo menos um PRM, com média de 04 PRM/paciente. O principal PRM identificado foi desegurança, com frequências absoluta e relativa de 17 e 33,33 % respectivamente, seguido dosPRM de indicação 11 (31,49%), eficácia 11 (20,37%) e adesão 08 (14,81%). Para resoluçãoforam realizadas intervenções junto aos prescritores com solicitação de substituição demedicamentos 14 (25,92%), 06(11,11%) inclusão de novo medicamento e 01 (1,85%) retiradade medicamento, com base em evidência científica. Com os pacientes foram realizadas açõeseducativas e introduzidas medidas não-farmacológicas para facilitar a adesão a farmacoterapia18 (33,33%) e alteração horários tomada de medicamentos 10 (18,52%). Ao final do SFThouveram 24 (44,5%) avaliações de resolução dos PRMs, melhora em 16 (29,60%), 03(5,55%)mantiveram estável, com continuação tratamento, 02 (3,7%) não houve melhora, comnecessidade novo medicamento e 06 (11,11%) foram sem resultado, por abandono do SFT.Conclusão: Os resultados sugerem que o farmacêutico, com sua formação específica emfarmacoterapia, pode colaborar para a melhoria de resultados terapêuticos, através da
  • 50. identificação e resolução de PRMs oferecendo a comunidade uma alternativa de cuidado, paracontrole de doenças crônicas como a HAS e DM. Ofício n° 073/2011: Número de aprovação doTrabalho ao Comitê de Ética em Pesquisa da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia -SESAB. Auxílio financeiro: Farmácia FarmacenterE-MAIL PARA CONTATO: niliaprado@hotmail.comPC 24 - AUTOMEDICAÇÃO EM PEDIATRIA: ESTUDO PROSPECTIVO EM UNIDADE DEEMERGENCIACARVALHO, INDIRA VALADÊ a(1), SOUSA, VANESSA MARCILIO DE b(1), AMBRÓSIO,ROSIANE DE FÁTIMA LOPES c(1), REIS, MARCELO d(2), QUEIROZ, RAQUEL ALVARENGAd(2), MORIEL, PATRÍCIA e(1)(1) Depto. Patologia Clínica, Faculdade de Ciências Médicas (FCM), UNICAMP,SP.(2) Depto. Pediatria, Faculdade de Ciências Médicas, UNICAMP, SP.a Aluna de pós-graduação do curso de Farmácia da UNICAMP, bAluna de graduação do cursode Farmácia,c Farmacêutica, dDocentes do curso de Medicina, eOrientador;A automedicação abrange as formas pelas quais os indivíduos decidem qual medicamento seráusado sem avaliação médica. O uso de medicamentos pode ser considerado um indicadorindireto de qualidade das políticas de saúde, sendo que crianças e adolescentes representamum grupo susceptível. De acordo com a OMS, a automedicação consciente ajuda a prevenir etratar sintomas e distúrbios que não necessitam de consulta médica, reduzindo o custo sobre osistema de saúde. É dever do farmacêutico, auxiliar o paciente no processo de automedicaçãoe na seleção dos medicamentos isentos de prescrição (MIPs). Objetivou-se determinar aincidência dos problemas associados à automedicação em pacientes admitidos na Unidade deEmergência Referenciada (UER) Pediátrica do HC-UNICAMP; quantificar os principaismedicamentos envolvidos e identificar erros de uso. Trata-se de um estudo descritivo eprospectivo conduzido na UER, de julho/2011 a março/2012. Os critérios de inclusão forampacientes ≤15 anos, independente de sexo, etnia ou doença pré-existente, que fizeram o usode medicamentos sem prescrição, cujos responsáveis aceitaram participar da pesquisa.Excluíram-se os pacientes cujos responsáveis não aceitaram participar do estudo. Apósconsulta médica, o farmacêutico realizava entrevista com o responsável pelo paciente obtendoinformações adicionais sobre o uso dos medicamentos. Os dados foram coletados em umaficha criada pela equipe de farmácia clínica. Os resultados foram computados em Excel® eanálises estatísticas realizadas. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa daInstituição de ensino sob o parecer 918/2011. Avaliaram-se 1280 questionários, sendo que17% atendiam aos critérios de inclusão do estudo. Detectaram-se 48 fármacos usados naautomedicação, sendo que 83,3% tratavam-se de MIPs e 12,7% não MIPs. As principaisclasses terapêuticas envolvidas foram 76,9% analgésicos, 4,6% antimicrobianos (uso sistêmicoe oftálmico), 4,6% antiespasmódicos, 3,6% anti-histamínicos (uso sistêmico) e 2%antiinflamatórios. Os principais medicamentos apontados foram dipirona (40,4%), paracetamol(25,1%), ibuprofeno (5,5%), isentos de prescrição. Em 28,7% dos casos, a automedicaçãoseguia a bula (automedicação consciente) e em 71,3% constatou-se problemas associados aouso, como sobre-dose (17%), sub-dose (25,5%), posologia (28,4%), indicação (11,5%) econtra-indicação (17,6%). Nos resultados apontados observa-se um elevado índice deproblemas associados à automedicação, sendo a maioria medicamentos de venda livre. Taisevidências reforçam a necessidade de informar a população sobre o uso racional dosmedicamentos, além de que os profissionais de saúde envolvidos com estas questõesproponham medidas que garantam a oferta de produtos necessários, eficazes e seguros àpopulação. Apoio financeiro: CNPqE-MAIL PARA CONTATO: mailto:di.valade@gmail.comPC 25 - INTERVENÇÃO FARMACÊUTICA NA DISPENSAÇÃO DE ANTIMICROBIANOEMFARMÁCIA COMUNITÁRIA: RELATO DE CASO.ALMEIDA, ANA KELLEN MOTA DA COSTA1; VIANA NETO, ALOISIO MARTINS2.Farmacêutica Comunitária - Farmácias Pague Menos1, Farmacêutico Comunitário - FarmáciasPague Menos2,.
  • 51. Descrição do caso: Criança de 4 anos, sexo feminino, com 18kg, com o diagnóstico deFaringite, chega a Farmácia com os seus responsáveis apresentando uma receita deamoxicilina 874mg com a posologia de 12h em 12h. Ao analisar a prescrição entregue eargumentar sobre a idade e o peso do paciente, o Farmacêutico presente observou que adosagem não estava de acordo com a literatura. Os responsáveis pela criança afirmaram quetambém acharam estranha aquela prescrição, mas não argumentaram nada com o médico.Avaliação: A obtenção de sucesso em um tratamento medicamentoso está relacionado com acorreta prescrição e as informação que o paciente possui do medicamento prescrito. Emterapias envolvendo antimicrobianos, conhecimentos como dose, frequência de administraçãoe duração do tratamento é de fundamental importância. O Farmacêutico é o profissional queentra em contato por ultimo com os pacientes que recebem prescrição, podendo ser também oprimeiro quando falamos em orientação de medicamentos. Intervenção: O Farmacêuticoentrou em contato com o prescritor, por telefone, e explicou o caso. O mesmo atendeu aligação e disse que pensou em uma dosagem e escreveu outra, o médico pediu para que apaciente retornasse para pegar outra prescrição com a dosagem correta do medicamento. Apaciente retorna à Farmácia com os pais com a prescrição correta, amoxicilina 250mg/5mL,4ml a cada 8 horas. Conclusão: Observamos a importância da atenção do prescritor na horade realizar a prescrição, para que não ocorram equívocos. A importância do Farmacêutico éevidente durante a dispensação de medicamentos, seja esse de controle especial ou não. Esseé o profissional que pode orientar quanto ao uso correto e racional dos medicamentos.E-MAIL PARA CONTATO: aloisio_n@hotmail.comPC 26 - INTERVENÇÕES CLÍNICAS DO FARMACÊUTICO PARA RACIONALIZAÇÃO DEANTIMICROBIANOS: PROGRAMA STEWARDSHIPREIS, HENRY PABLO LOPES CAMPOS E1; FREIRE, CAMILA PEIXOTO DE LIMA1;MAGALHÃES, DANIELLE DE PAULA1; VIEIRA, JOEL BEZERRA1; FONSECA, DIEGOBARROS DA1; ALVES, SARAH DE CARVALHO1.1-Área de Assistência e Auditoria Farmacêutica (ASSFAR), Unimed, Fortaleza.Programas de manejo antimicrobianos (Stewardship) são importantes ferramentas para aracionalização do uso e tem como finalidade otimizar a prescrição, melhorar o cuidado aopaciente, potencializar os saberes do time multidisciplinar, bem como reduzir custos. A atuaçãodo Farmacêutico Clínico é fundamental nestes Programas que têm como estratégias: terapiasequencial oral (TSO - Switch Therapy), redução do tempo de tratamento, descalonamento,outras. O objetivo deste trabalho foi identificar as principais intervenções clínicas dofarmacêutico para racionalização de antimicrobianos através Programa Stewardship de GestãoClínica. Foi realizado um estudo retrospectivo, no qual 640 pacientes foram acompanhados emseis hospitais particulares credenciados a uma Operadora de Planos de Saúde em Fortaleza-Ce, em uso de antimicrobianos de reserva terapêutica. O estudo foi realizado emdezembro/2011 a março/2012. Os dados foram coletados através da auditoria farmacêuticapresencial nos hospitais conveniados, em seguida realizado discussões colegiadas com osinfectologistas, médico auditor e médico assistente para definição da melhor estratégia. Assugestões para racionalização da terapia antimicrobiana foram realizadas tendo como base osmétodos do programa Stewardship (IDSA, 2007). Os dados foram armazenados e processadosuma planilha informatizada (Excel for Windows®). Foram realizadas neste período 242intervenções farmacêuticas de otimização da terapia antimicrobiana, na qual 78,93% (n=191)foram aceitas pelo médico assistente. Em relação ao perfil qualitativo das estratégias, 84,71%foram relacionadas ao tempo de tratamento; 9,5% a TSO e 5,79% ao descalonamento. Entreas estratégias aceitas foi impactada uma economia de R$ 391.846,36 em relação ao tempo detratamento; R$ 9.483,97 relacionados ao descalonamento e R$ 669,60, no que diz respeito àterapia sequencial oral, com total de R$ 401.999,91. As intervenções farmacêuticas noPrograma Stewardship mostraram-se importantes ferramentas para a racionalizaçãoantimicrobianos, visto que otimiza a farmacoterapia e reduz gastos aos sistemas de saúde.E-MAIL PARA CONTATO: camila.freire@unimedfortaleza.com.brPC 27 - INTERVENÇÕES DE UM FARMACÊUTICO CLÍNICO JUNTO À EQUIPEMULTIPROFISSIONAL EM UM HOSPITAL DE SERGIPESANTOS, JOÃO LUIZ ALVES1; RAMIRO-OLIVEIRA,DÉBORA2; SILVA,WELLINGTONBARROS DA SILVA3.
  • 52. 1 Farmacêutico Residente da Residência Multiprofissional em Saúde do Adulto e do Idoso comÊnfase em Infectologia; 2 Graduanda em Farmácia da Universidade Federal de Sergipe; 3 Prof.Doutor Tutor da Residência Multiprofisisonal.Introdução: O farmacêutico clínico é responsável por cuidar do paciente através da otimizaçãoda terapia medicamentosa. Ele atua como fonte de informação aos pacientes e profissionais desaúde sobre o correto uso dos medicamentos. Apesar de inquestionáveis avanços em todas asáreas médicas, muitos erros continuam acontecendo e podem causar danos para os pacientes.Entre estes, estão os relacionados à medicação, desde a prescrição até a administração, quepode aumentar o risco de eventos adversos. Sendo assim, este trabalho é um estudoexploratório de seguimento de pacientes que visou mostrar a importância de um farmacêuticoclínico no âmbito multiprofissional em uma enfermaria de infectologia referência no estado.Metodologia: 32 pacientes de ambos os gêneros entre 19 e 69 anos foram acompanhadosdurante 42 dias. Para avaliação da farmacoterapia, foi utilizada a base de dados terciáriaMICROMEDEX®. Os critérios avaliados foram: indicação, duplicação da terapia, ausência demedicamentos necessários, dose adequada, horário e vias de administração e interação entremedicamentos, com macro e micronutrientes e exames laboratoriais. As intervençõesrealizadas pelo farmacêutico foram estratificadas e avaliadas quanto a sua aceitação pelaequipe de saúde e efetividade. Resultados: Das 243 prescrições distintas analisadas, foiencontrada em média 8 medicamentos/prescrição e 15 medicamentos/paciente. Quanto àsinterações medicamentosas, foram identificadas 14 interações potencialmente graves, sendoque as intervenções realizadas pelo farmacêutico tiveram aceitação de 87% pela equipe desaúde; 26 interações moderadas, com aceitação de 79% e 47 interações leves, com aceitaçãode 100%. Nos casos em que não foi possível ou necessária a substituição ou modificação dafarmacoterapia procedeu-se a monitoração dos parâmetros clínicos específicos, a fim de seevitar eventos adversos. No total foram detectados 202 problemas relacionados àfarmacoterapia, sendo realizadas 142 intervenções com aceitação de 91%. Conclusão: Osresultados obtidos sugerem que a intervenção do farmacêutico clínico é uma ferramenta efetivana detecção, resolução e prevenção de problemas relacionados aos medicamentos, sendoacolhida em 91% dos casos pela equipe de saúde. (Agradecimento: Ministério daEducação/SESU/CNRMS)E-MAIL PARA CONTATO: j_l_alves@hotmail.comPC 28 - INTERVENÇÕES REALIZADAS PELA EQUIPE DE FARMÁCIA CLÍNICA DE UMAFARMÁCIA PRIVADA DO INTERIOR DA BAHIASANTOS, LUANA ANDRADE DOS1; TAVARES, LUDMILA SANTANA1; PRADO, NÍLIA MARIADE BRITO LIMA2; PRADO, FREDERICO MESSIAS DO31 Discentes do curso de farmácia da Universidade Federal da Bahia, Instituto Multidisciplinar emSaúde, Campus Anísio Teixeira, 2 Docente do curso de farmácia da Universidade Federal daBahia, Instituto Multidisciplinar em Saúde, Campus Anísio Teixeira, 3Farmacêutico da Farmáciacomunitária privada Farmacenter (conveniada a UFBA/IMS/CAT)Introdução: A Intervenção Farmacêutica (IF) é definida como todas as ações da qual ofarmacêutico participa ativamente na tomada de decisão, na terapia dos pacientes e tambémna avaliação dos resultados ao realizar a atenção Farmacêutica. Diante disto, o farmacêuticorealiza intervenções visando aumentar a efetividade e diminuir os riscos da farmacoterapia. NoBrasil, a implantação de serviços de atenção farmacêutica em farmácias comunitárias é muitodifícil, principalmente, porque as pessoas ainda vinculam o estabelecimento como unidadecomercial. Este trabalho objetivou identificar as principais intervenções realizadas junto aosprescritores e pacientes através de Seguimento Farmacoterapêutico (SFT) em uma farmáciaprivada do interior da Bahia, descrever os resultados do SFT e caracterizar a adesão dopaciente ao tratamento. Método: Trata-se de um estudo transversal descritivo que incluiupacientes diabéticos, dislipidêmicos e hipertensos, usuários de uma farmácia comunitáriaprivada do município de Vitória da Conquista, Bahia, no período de setembro de 2011 a marçode 2012. Foram incluídos somente indivíduos adultos (idade entre 18 a 65 anos). Os dadosforam obtidos das entrevistas farmacoterapêuticas. Método adaptado ao proposto por Dáder.Os pacientes que atendiam aos critérios de inclusão foram triados através de um software, daprópria empresa e em caso de interesse, assinava um termo de consentimento. A seguirentrevistas farmacêuticas e mensuração de parâmetros clínicos e laboratoriais foram realizadaspara monitoramento. Com a identificação de algum Problema Relacionado ao uso deMedicamentos (PRMs) procediam-se as intervenções, levando em consideração os objetivosterapêuticos. Para caracterizar a adesão do paciente ao tratamento prescrito utilizou-se o teste
  • 53. de Morisky, classificando em Alto Grau de Adesão (AGA) ou Baixo Grau de Adesão (BGA). Aanálise estatística foi realizada através do programa R versão 2.11. Resultados: Foramacompanhados 54 pacientes, em que houve maior proporção de mulheres 30(56.6%), com araça branca mais prevalente. A maioria da população era hipertensa, 48 pacientes (88,8%). Emrelação à faixa etária, verificou-se maior frequência entre 50 a 60 anos (31,4%), média de idade51 anos. Dado que, 46 (86,8%) IF foram realizadas, as causas mais frequentes foram inclusãode medidas não farmacológicas 18(33,33%) e substituição por medicamento mais efetivo 14(25,62%). Quanto ao tipo de intervenção, orientações verbais foram mais frequente 26 (49,1%),seguida de carta ao prescritor 14 (26,4%). A avaliação dos resultados das IF, utilizando ocódigo de impacto e significação obteve-se pontuação (três) (apropriada), categorizada emExtremamente Significativa 16,2 (30%), gera um aumento importante na efetividade da terapia;Muito Significativa 5,4 (10%), aumenta a efetividade e melhora na qualidade de vida dopaciente e Significativa 3,24(6%), melhora a atenção ao paciente e gera aumento da qualidadeda assistência. Quanto à adesão a terapia medicamentosa 48 (88,8%) BGA, antes das IF, eapós IF 52(96,3%) AGA. Não houve desistência durante o SFT. Conclusão: Ao analisarmos oimpacto positivo das intervenções no processo de cuidado aos pacientes inseridos noprograma de SFT, evidencia-se a necessidade da presença ativa desse profissional, atuandotambém em funções clínicas, dentro das farmácias comunitárias privadas, que são no nossopaís os estabelecimentos de saúde de mais fácil acesso da população. Ofício n° 073/2011:Número de aprovação do Trabalho ao Comitê de Ética em Pesquisa da Secretaria de Saúde doEstado da Bahia - SESAB. Apoio financeiro: Farmácia comunitária FarmacenterE-MAIL PARA CONTATO: niliaprado@hotmail.comPC 29 - ATENÇÃO FARMACÊUTICA A PACIENTES COM CÂNCER DE MAMA EMTRATAMENTO HORMONALBERNARDES, ADÉLIA CORINA ALVES (1); CRUZ, ALINE (2); SANTOS, JACQUELINEMARQUES (2); CARVALHO, ROBERTA PARO (1); TEIXEIRA, LUIZ CARLOS (3); MAZZOLA,PRISCILA GAVA (2).(1) Serviço de Farmácia do Hospital da Mulher Prof. Dr. José A. Pinotti, UNICAMP (2)Departamento de Patologia Clínica, Faculdade de Ciências Médicas, UNICAMP; (3)Departamento de Tocoginecologia, Faculdade de Ciências Médicas, UNICAMPO tamoxifeno, antagonista de receptores de estrógeno (RE), é atualmente o hormonioterápicode escolha para o tratamento do câncer de mama precoce em pacientes com tumor RE+. Porse tratar de um medicamento administrado por via oral, a paciente tem papel primordial nocorreto cumprimento da terapia (adesão), assumindo grande parte da responsabilidade peloseu tratamento. Sendo assim, a Atenção Farmacêutica tem subsídios para influenciarpositivamente o tratamento destas pacientes, identificando, prevenindo e resolvendo problemasfarmacoterapêuticos (PFTs). O presente trabalho objetivou fazer a identificação dos principaisPFTs, bem como avaliar o grau de adesão ao tratamento de pacientes com câncer de mamaem tratamento com tamoxifeno. Foram realizadas consultas farmacêuticas (método deseguimento farmacoterapêutico de Minnesota) com 30 pacientes com câncer de mama emhormonioterapia com tamoxifeno e aplicados questionários de avaliação de adesão aotratamento de Morisky-Green. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa daUniversidade Estadual de Campinas (protocolo nº 1200/2011). A média de idade das pacientesatendidas foi de 54,1 ± 10,9 anos e mais da metade delas (66,7%) ainda encontram-se nosprimeiros 30 meses de tratamento. Em relação aos parâmetros clínicos, a Neoplasia malignado quadrante superior externo da mama foi a mais prevalente, acometendo 50,0% (n=15) daspacientes, sendo que a maioria (n=21;70,0%) teve diagnóstico de câncer em estádio inicial dedoença (I e II). Um total de 63,3% (n=19) das pacientes apresentou ao menos uma co-morbidade e 90,0% (n=27) relataram ter experimentado reações adversas ao tamoxifeno.Desta forma, o PFT de Segurança foi identificado quase que na totalidade das pacientesacompanhadas. Em relação à adesão ao tratamento hormonioterápico, 36,7% (n=11) daspacientes foram consideradas como tendo alta adesão e 63,3% (n=19), como média adesão.Não houve pacientes com baixa adesão. A Atenção Farmacêutica poderá contribuir de formaimportante para o tratamento hormonal de pacientes com câncer de mama, principalmente noque se refere à adesão ao tratamento. Apoio financeiro : AFPU/UNICAMP e bolsa demestrado CAPES.E-MAIL PARA CONTATO: farmacia@caism.unicamp.br
  • 54. PC 32 - O FARMACÊUTICO CLÍNICO PREVENINDO ERROS DE ADMINISTRAÇÃO DEANTIMICROBIANOS EM UNIDADE PEDIÁTRICAENGRACIA, GABRIELA VANINI; SCARMELOTE, NADJLA PIPINO; RIZZO, MARIANACARVALHO; DE PAULA, GABRIEL HENRIQUE PEREIRA; FABRETTI, SANDRA DECARVALHO; MONTEIRO, VANESSA VIEIRAHospital Alvorada, São Paulo - SPIntrodução A segurança do paciente pediátrico representa um grande desafio para as equipesde saúde devido à vulnerabilidade e fragilidade característica dessa faixa etária. Assim, esteestudo tem por finalidade demonstrar a estratégia utilizada pelo Hospital Alvorada para preveniros erros de medicação relacionados à diluição e tempo de infusão de antimicrobianos após aimplantação do Serviço de Farmácia Clínica na Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica.Métodos Estudo observacional descritivo realizado a partir da elaboração de uma tabela dediluição de antimicrobianos e da análise dos dados de pacientes internados na UTI Pediátrica.Utilizou-se como instrumento de coleta as fichas de triagem de prescrições pediátricaspreenchidas pelo farmacêutico clínico no período de 26/10/2011 à 22/12/2011. Posteriormentetabulou-se o número de antimicrobianos prescritos e o percentual de antimicrobianos semdiluente, sem tempo de infusão e/ou volume de diluente inadequado. Após o período de coleta,o Serviço de Farmácia Clínica elaborou um plano de ação no qual o farmacêutico clínicopassou a validar diariamente as prescrições médicas. Resultados Foram analisadas 241prescrições no período de coleta, evidenciando 301 antimicrobianos prescritos. Desses, 116não continham diluentes e/ou tempo de infusão, caracterizando 93 prescrições não conformes(38,5%). A partir desse cenário, o Serviço de Farmácia Clínica formulou e disponibilizou umatabela de diluição de antimicrobianos com tempo de infusão e concentração máxima de infusãode todos antimicrobianos padronizados no hospital. Concomitantemente, o farmacêutico clínicopassou a validar 100% das prescrições médicas, solicitando a adequação da prescrição casodetectasse alguma inconsistência relacionada aos critérios citados anteriormente. ConclusãoA diluição de medicamentos, principalmente de antimicrobianos é fator determinante paragarantir eficácia terapêutica e prevenir riscos de flebites e reações alérgicas. Assim, a presençado farmacêutico clínico nas equipes multidisciplinares contribuiu para a redução da ocorrênciade erros de medicamentos. Aprovação do trabalho: o trabalho foi submetido e provado pelaDiretoria Clínica do Hospital Alvorada.E-MAIL PARA CONTATO: sfabretti@amil.com.brPC 33 - O FARMACÊUTICO CLÍNICO PREVENINDO RISCOS ASSOCIADOS AO USO DEVARFARINA ORALSCARMELOTE, NADJLA PIPINO; FABRETTI, SANDRA DE CARVALHO; RIZZO, MARIANACARVALHO; ENGRACIA, GABRIELA VANINI; DE PAULA, GABRIEL HENRIQUE PEREIRA;MONTEIRO, VANESSA VIEIRAHospital Alvorada, São Paulo - SPIntrodução O uso de anticoagulantes orais exige um controle rigoroso em razão dascomplicações hemorrágicas e trombóticas. Os fatores que influenciam em possíveiscomplicações dependem do tempo que o medicamento é utilizado, do controle de INR e do usoconcomitante com outros medicamentos. Desta maneira, o trabalho tem como objetivoapresentar a atuação do farmacêutico clínico na prevenção dos riscos associados aotratamento com varfarina oral em pacientes internados no Hospital Alvorada. Métodos Oestudo possui característica prospectiva, não probabilística por contabilização das intervençõesrealizadas pelo farmacêutico clínico em prescrições de pacientes internados em uso devarfarina oral. Na coleta de dados utilizou-se como instrumento norteador a ficha deintervenção farmacêutica. Foram avaliadas 30 prescrições médicas no período de 15 de janeiroà 20 de abril de 2012. Resultados Das 30 prescrições analisadas, 22 apresentavam de 1 a 3interações medicamentosas com varfarina oral. Destas, 6 continham interações nãosignificativas e 15 apresentaram interações moderadas, onde o farmacêutico clínico monitorouos valores de INR diariamente, não sendo necessário substituir nenhum medicamentoprescrito. Em uma prescrição houve interação grave entre cetoprofeno e varfarina aumentandoo risco de sangramento. Após a intervenção farmacêutica, o cetoprofeno foi suspenso. Duranteo estudo houve dois eventos hemorrágicos dos quais a varfarina não teve relação direta. Emum caso o paciente sofreu um episódio de epistaxe devido uma ruptura de vasos da mucosanasal provocados por rinite alérgica pré-existente. No segundo caso, o paciente sofreu uma
  • 55. gengivorragia após a escovação bucal. Nos dois casos os pacientes foram reorientados sobreo autocuidado durante o tratamento com varfarina oral. Conclusão O farmacêutico clínico tempapel fundamental na manutenção dos valores ideais de INR em pacientes em uso de varfarinaoral, antevendo as principais interações medicamentosas e prevenindo eventos hemorrágicos etrombóticos nesta população. O trabalho foi submetido e provado pela Diretoria Clínica doHospital Alvorada.E-MAIL PARA CONTATO: sfabretti@amil.com.brPC 34 - O CONSUMO DE ANTIBIÓTICOS EM UMA FARMÁCIA COMUNITÁRIA DEFORTALEZA, CEARÁ.ALMEIDA, ANA KELLEN MOTA DA COSTA1; VIANA NETO, ALOISIO MARTINS2; RABELO,LUCIANA QUEIROZ3; SALES NETO, MANOEL RIBEIRO DE4.Farmacêutica Comunitária - Farmácias Pague Menos1, Farmacêutico Comunitário - FarmáciasPague Menos2, Farmacêutico Comunitário - Farmácias Pague Menos3, Estagiária de FarmáciaComunitária - Farmácias Pague Menos4.Introdução: O surgimento de bactérias resistentes aos antimicrobianos tem sido objeto depreocupação, sendo o uso abusivo e indiscriminado desses fármacos uma das causas maisfreqüentes para esse problema. As conseqüências que o uso irracional de antibióticos podeacarretar alertam para a necessidade de estudos que proporcionem um melhor conhecimentodas realidades locais. Objetivos: Descrever o consumo de antibióticos em uma FarmáciaComercial, incluindo, entre outros, a quantificação dos agentes mais dispensados e daautomedicação. Metodologia: Um estudo transversal e descritivo foi desenvolvido com auxíliode um formulário que foi aplicado às pessoas que foram à Farmácia para adquirir algumantibiótico durante a primeira semana de junho de 2009. Resultados e Discussão: Dos 70formulários obtidos, 12 foram excluídos por inconsistências nos dados, totalizando 58. Asmulheres representaram 58,6% dos entrevistados e os homens 41,4%, com idade média de30,4 anos. Os usuários adquiriram antibióticos para tratar principalmente infecções respiratórias(56,9%), assim como foi identificado em outros estudos, seguindo as infecções urinárias(12,1%), dérmicas (8,6%), dentárias (6,9%), otológicas (3,4%) ou outras (12,1%). O antibióticomais solicitado foi a amoxicilina (32,7%), o que está de acordo com outros estudos. Tambémforam dispensados azitromicina (19%), cefadroxila (6,8%), levofloxacino (5,2%), cefalexina(5,2%), ciprofloxacino (3,4%), norfloxacino (3,4%) e outros (23,7%). Entre os usuários, 72,4%afirmaram que o antibiótico foi prescrito por médico ou dentista, mas a prescrição só foiapresentada por 53,5% deles, ou seja, quase metade (46,5%) dos entrevistados adquiriuantibióticos sem prescrição. Dados como esse justificam as recentes discussões da AgênciaNacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) para incluir os antibióticos na Lista de Medicamentosde Controle Especial. Entre casos em que o medicamento não foi prescrito por médico oudentista, a escolha do fármaco foi feita pelo próprio usuário em 62,5%, o que se caracterizacomo automedicação. Também é preocupante o fato de 39,7% dos entrevistados admitiremque interrompam o tratamento assim que os sintomas da infecção melhoram e antes decompletar o tempo previsto para duração do tratamento, pois essa prática pode levar àresistência bacteriana. Além disso, os usuários que admitiram não tomar o antibiótico deacordo com o horário que foi indicado representaram 34,5%, sendo o esquecimento a causamais comum (85%) para esse descumprimento. Conclusão: A amoxicilina foi o antibiótico maisutilizado. A automedicação foi admitida por parcela considerável dos entrevistados e a receitanão foi apresentada em quase metade das dispensações. Assim, podemos perceber aimportância da educação da população quanto à antibioticoterapia, assim como a implantaçãodas formas de controle que evitem o consumo de antibióticos sem prescrição, para que o usoracional desses fármacos realmente aconteça.E-MAIL PARA CONTATO: aloisio_n@hotmail.comPC 35 - O PAPEL DO FARMACÊUTICO CLÍNICO NA EQUIPE DE TRANSPLANTE DEÓRGÃOS: RELATO DE EXPERIÊNCIA.VIANA, ALOISIO MARTINS1; MACHADO, JOSÉ MÁRCIO BATISTA2, PINHEIRO, HELENACARMEM GUERRA3.Farmacêutico do Serviço de Farmácia Clínica do Hospital Geral de Fortaleza 1, Farmacêuticodo Serviço de Farmácia Clínica do Hospital Geral de Fortaleza2, Chefe do Setor de Farmáciado Hospital Geral de Fortaleza3
  • 56. Introdução: O programa de transplantes no Brasil se destaca pelo crescimento no número detransplantes realizados nos últimos anos e pelo investimento publico na especialização dasequipes multidisciplinares. A maioria dos pacientes transplantados utiliza vários medicamentos,entre eles os imunossupressores, indicados para diminuir o grau de rejeição do enxerto. Aassistência farmacêutica clínica objetiva a otimização da terapia medicamentosa, arecuperação e a promoção da saúde do paciente. Esse serviço diferenciado se baseia emações como a farmácia clínica e o seguimento farmacoterapêutico, junto aos pacientes do setorde transplantes no Hospital Geral de Fortaleza - HGF. Esse trabalho tem o objetivo de relatar aexperiência da atuação do farmacêutico clínico na equipe multidisciplinar de transplante deórgãos de um hospital de ensino. Métodos: Trata-se em um relato de experiência da atuaçãodo farmacêutico junto a equipe multidisciplinar de transplante de órgãos no HGF, no período desetembro de 2011 a janeiro de 2012. O farmacêutico participou da equipe multidisciplinaratravés da realização de seguimento/acompanhamento farmacoterapêutico, detecção dereações adversas, análise de prescrições, verificação de interações medicamentosas, análisede exames laboratoriais, orientação de alta hospitalar, participação em sessões clínicas com aequipe multiprofissional, entre outras atividades. Resultados: Observou-se a inserção doprocesso de orientação farmacêutica no alta hospitalar de pacientes transplantados renais,trabalho esse em conjunto com os profissionais de enfermagem do referido hospital, onde épreenchida uma planilha de orientação farmacêutica junto com os pacientes eacompanhantes/familiares, repassando orientações medicamentosas necessárias na fase depós-transplante em cerca de 25-30 pacientes/mês. Outro resultado obtido pelo farmacêutico, foia participação nas sessões clínicas para análise e discussão dos casos dos pacientestransplantados hepáticos, com repasse de opiniões e sugestões sobre terapia medicamentosade escolha adequada, detecção de alguns problemas relacionadas a medicamentos (PRM),resultados negativos a medicamentos (RNM), estudo de casos clínicos, análises de prescriçõesquanto a interações medicamentosas e sugestão de exames complementares à clínica. Oacompanhamento dos pacientes pós-transplantados hepáticos realizou-se através doseguimento farmacoterapêutico, com formulário preenchido junto ao prontuário do paciente, equando necessária, sendo realizada alguma intervenção farmacêutica junto a equipemultidisciplinar. Essas ações foram gradativamente sendo aceitas pelas equipes profissionaisde saúde do serviço de transplante. Conclusão: Os resultados obtidos no presente estudosugere que a inserção do farmacêutico clinico na equipe multidisciplinar de transplantehepático e renal do hospital tem grande relevância, contribuindo para o contínuoaprimoramento da qualidade da assistência prestada e a segurança dos pacientes.E-MAIL PARA CONTATO: aloisio_n@hotmail.comPC 37 - O USO DE DOMPERIDONA, METOCLOPRAMIDA E SULPIRIDA NO AUXÍLIO DAPRODUÇÃO DE LEITESILVA, GABRIELA DOS SANTOS DA; FONSECA, PATRICIA DOS SANTOS; VALTERGARCIA; DUTRA, LUANA; ALONSO, THABATA ROBERTOUniversidade Santa Cecília - UNISANTAO aleitamento materno é o ato de fornecer o alimento ideal para o crescimento edesenvolvimento saudáveis de lactentes, tendo também uma influência biológica e emocional,nessa prática tem sido utilizadas substâncias prolactogogas que auxiliam na produção do leite.O objetivo do trabalho foi observar a ação das substâncias prolactogogas metoclopramida,domperidona e sulpirida e auxiliar o prescritor na escolha desses medicamentos. Tratou-se deestudo prospectivo realizado entre 1 de julho e 14 de agosto, através da aplicação dequestionário composto de 8 perguntas, aplicado as mulheres puérperes internadas namaternidade do Hospital Guilherme Álvaro, localizado na Cidade de Santos/SP e quereceberam indicação do uso de domperidona, metoclopramida e ou sulpirida como drogasgalactagogas. O trabalho obteve aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa do HospitalGuilherme Álvaro sob o número 163/11. Como resultado obteve-se que 34% das pacientesavaliadas possuíam idade inferior a 20 anos e em iguais proporções (34%) idade entre 21 e 30anos e 31 a 40 anos; 60% das pacientes faziam uso de metoclopramida 10mg três vezes aodia, seguida de domperidona 10mg três vezes ao dia; 20% apresentaram sintomasextrapiramidais como efeito indesejável com o uso dos galactagogos; em porcentagemidênticas (25%) as pacientes faziam uso do medicamento há 1 dia, 2 dias, 1 semana e acimade 1 semana; 80% não faziam uso de nenhum outro medicamento; dentre os medicamentosassociados observou-se captopril, dipirona e glibenclamida. Chaves, 2008 informa em seu
  • 57. trabalho que a metoclopramida na dose de 10 mg três vezes ao dia por 7 a 10 dias temdemonstrado um aumento na produção de leite. Gabay, 2002 informa que a grande maioriados dados clínicos publicados para avaliar o uso de terapia medicamentosa para a produçãode leite materno concentra-se na droga metoclopramida, que promove a lactação,antagonizando a liberação de dopamina na região central sistema nervoso. Esses dadosdemonstram o papel do profissional farmacêutico junto a equipe multidisciplinar e com a própriapaciente avaliando o uso incorreto do fármaco, sua ineficácia e interação com outras drogas,podendo dessa forma contribuir para uma melhor eficácia na terapêutica e escolha correta domedicamento pelo prescritor, uma vez que a cinética dessas drogas são diferentes e suadisponibilidade na rede pública também.E-MAIL PARA CONTATO: tharalonso@hotmail.comPC 38 - PERFIL DA FARMÁCIA DOMICILIAR EM BAIRROS DA CIDADE DE SANTOS/SP EDA CIDADE DE ITANHAEM/SPGARCIA, CECÍLIA GONÇALVES; SILVA, ISIS HELENA; CONCEIÇÃO, RAQUEL OLIVEIRA;SANTOS, VALTER GARCIA; DUTRA, LUANA; ALONSO, THABATA ROBERTOUniversidade Santa Cecília - UNISANTAA farmácia caseira é definida como o acúmulo doméstico de medicamentos, seja os em uso, osde uso esporádico e os que estão fora de uso, que quando depositados em ambientes erecipientes inadequados, propiciam diversas possibilidades de consumo irracional edesperdício, facilitando a automedicação e o aumento do risco de exposições tóxicas. Trata-sede um estudo descritivo, exploratório, transversal de abordagem quantitativa, realizado entremaio e junho de 2011, baseado na técnica de entrevista domiciliar a 75 moradores do bairroCampo Grande, município de Santos e 75 moradores do bairro Jardim Ivoty, município deItanhaém, ambos do Estado de São Paulo. Como critérios de inclusão foram adotados: idadesuperior a 18 anos e guarda de medicamentos no domicílio. O trabalho obteve aprovação doComitê de Ética em Pesquisa da UNISANTA sob o número 05/2011. Os resultadosdemonstraram que 52% possuíam ensino médio completo; 63% eram do gênero feminino;73,3% faziam uso de medicamentos sem prescrição médica; 49,2% dos medicamentospertenciam ao grupo dos analgésicos, antitérmicos e antiinflamatórios, seguidos pelossedativos da tosse, expectorantes (14%) e antigripais (12%); 69% utilizam o medicamento pororientação de um parente; 73% guardam os medicamentos que sobram para usá-losnovamente; 51% utiliza a cozinha como local de guarda dos medicamentos, 27% o quarto e22% o banheiro; 2% declararam que os medicamentos ficam expostos a luz solar; 70% utiliza olixo doméstico para descarte de medicamentos, 18% a bacia sanitária e 15% encaminham parauma instituição de saúde; 41% não foram orientados sobre dose e administração no ato dacompra comparados a 31% que receberam a orientação do farmacêutico. Concluímos que afarmácia domiciliar encontra-se presente e entre suas características destacam-se aquisição degrande número de fármacos sem prescrição, armazenamento em local inadequado e descarteincorreto. Cabe ao farmacêutico orientar a população sobre os perigos da automedicação,precauções no manuseio e formas de armazenamento afim de melhorar a eficácia e segurançanos tratamentos. Também é importante informar o usuário sobre a revisão periódica dosmedicamentos que constituem a farmácia caseira para eliminar medicamentos cujo prazo devalidade tenha expirado evitando assim possíveis intoxicações.E-MAIL PARA CONTATO: tharalonso@hotmail.comPC 39 - ANÁLISE DAS DEVOLUÇÕES DE MEDICAMENTOS MANIPULADOS POR DOSEUNITÁRIA À FARMÁCIA EM HOSPITAL NO PIAUÍVIRGÍNIA MARTA SOUSA BATISTA1, ROBERTA CANUTO DO RÊGO MONTEIRO2, VIRNAPATRÍCIA SÁ3, ILUSKA MARTINS PINHEIRO4, RAQUEL MOTA MACÊDO5, ANTÔNIO DEPÁDUA MENDES6Farmacêuticos dos Hospital São Marcos - Teresina/PI(1,2,3,4,5)Analista de Sistema do Hospital São Marcos-Teresina/PI(6)INTRODUÇÃO: No Sistema de Distribuição de Medicamentos por Dose Unitária, a solicitaçãode medicamentos é feita a partir da cópia da prescrição (ou por algum tipo de sistemainformatizado), por paciente e para 24 horas. A medicação é preparada em dose econcentração determinadas na prescrição médica, sendo administrada ao paciente diretamente
  • 58. de sua embalagem unitarizada, ou seja, dose prescrita como dose de tratamento a um pacienteem particular, cujo envase deve permitir administrar o medicamento diretamente ao paciente.Destaca-se no Sistema de Distribuição por Dose Unitária melhores condições para umasegura distribuição de medicamentos, onde se verifica a redução dos erros na administraçãodos medicamentos e também oferece maior qualidade e segurança ao paciente internado. Osistema de distribuição de medicamentos por dose unitária, além de evitar erros é uma fonte deeconomia para a instituição. OBJETIVOS: Analisar o perfil de devoluções de medicamentosdas unidades de internação do Hospital São Marcos, verificando quantos podem serreaproveitados e comparando a quantidade devolvida com o consumo de medicamentos nomesmo período. MÉTODOS: Foi realizado um estudo observacional, quantitativo, descritivonos meses de janeiro à março de 2012.Os dados foram obtidos através da quantificação dosmedicamentos devolvidos através de formulário próprio separado por principioativo.Posteriormente, foi feita uma análise das devoluções quanto à embalagem e validadepara verificar a possibilidade de reutilização. Através do programa de controle de estoqueforam obtidos os dados de consumo desses medicamentos no período em questão ecomparados com as devoluções. RESULTADOS: A busca pela atenção farmacêutica dentro deum hospital passa sem sombra de dúvida pela forma de distribuição de medicamentos que umhospital instala, por isso que é importante o sistema de distribuição de medicamentos em umaunidade hospitalar.Com o sistema de distribuição de dose unitária, ao retirar os estoques dasunidades de enfermagem e ao aproveitar os medicamentos não administrados aos pacientes,conseguiu diminuir as perdas de medicamentos para o hospital e oferecer melhores condiçõespara um adequado seguimento da terapia medicamentosa do paciente. Estudos demonstraramque em hospitais que adotaram o sistema de distribuição por dose unitária, houve umaimportante redução de gastos com medicamentos variando de 25% a 40%. Observou-se nesteestudo que do total de 2030 diárias manipuladas, 16% foram de Ranitidina injetável; 13,7%doses de Dipirona injetável; 3,2 % doses de oxacilina injetável; 3,5% doses de imipenem; 6,9%doses de metoclorpramida injetável; 4,9% doses de heparina subcutânea; 4,1% doses decefepima injetável; 4,7% doses de ondansetrona injetável; 7,6% doses de tramadol e 4% dosesde ceftazdima. Dos medicamentos devolvidos, 6% foram de Ranitidina injetável; 5% de dipironainjetável; 5% de metoclopramida injetável; 5% de ondansetrona e tramadol injetáveis e 4%cefepima e ceftazidima injetáveis. CONCLUSÃO: Conclui-se que a quantidade demedicamentos devolvidos à farmácia é pequeno comparado à quantidade de doses preparadaspor sistema de distribuição de dose unitária e a maioria dos medicamentos devolvidos ocorredevido recusa do paciente ou alta hospitalar. Graças à supervisão Farmacêutica, a maioria dosmedicamentos devolvidos à Farmácia pode ser reaproveitada dada a viável estabilidade destesprodutos, gerando economia para a instituição.E-MAIL PARA CONTATO: virgmarta@hotmail.comPC 40 - PERFIL DE UTILIZAÇÃO DE BENZODIAZEPÍNICOS EM UM HOSPITALPSIQUIÁTRICO DE TERESINA (PI)OLIVEIRA, ELAINE TEIXEIRA; SOUSA, VIVIANE RIBEIRO; SOUSA, DAYANA MARIAPESSOA; CARVALHO, ANDRÉ LUIS MENESESCurso de Farmácia - Departamento de Bioquímica e Farmacologia - Universidade Federal doPiauí.Introdução: Os ansiolíticos são os medicamentos psicotrópicos mais usados no manejo dedoenças mentais no âmbito hospitalar, dos quais os benzodiazepínicos (BDZs) são os maisprescritos. Apesar de serem drogas relativamente seguras, restrições à sua utilização tem sidoestabelecidas devido à incidência dos efeitos colaterais, como a diminuição da atividadepsicomotora, o prejuízo na memória, a desinibição paradoxal, a tolerância e dependência e apotencialização do efeito depressor pela interação com outras drogas depressoras. Diantedisso, o presente trabalho objetiva conhecer o perfil de utilização de BDZs em um HospitalPsiquiátrico em Teresina (PI). Métodos: No período de janeiro a abril de 2010 foram coletadosdados em 121 prontuários dos pacientes do Hospital Areolino de Abreu em Teresina (PI).Foram incluídos os prontuários que na sua prescrição mais recente houvesse pelo menos umBDZ. Coletaram-se os seguintes dados: quantidade de medicamentos por prescrição, qual oBDZ prescrito, posologia, suas interações com outros fármacos e gravidade da interação. Oprojeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Piauí(CAAE n° 0217.0.045.000-10). Os dados foram processados e analisados com o softwareSPSS® 12.0 e as interações medicamentosas analisadas através do Micromedex® HealthcareSeries 2.0. Resultados: Dos prontuários analisados, obteve-se 474 medicamentos prescritos.A média de medicamentos por paciente foi de 3,92±1,23, com mediana de 4, mínima de 2 e
  • 59. máxima de 9. Verificou-se que 71,9% dos prontuários possuía em sua prescrição mais recentede 1 a 4 medicamentos e 28,1% deles com mais que 4 medicamentos. Os BDZs disponíveispara uso no hospital são alprazolam, clonazepam e diazepam. O uso de BDZs concentrou-seno clonazepam (54,5%) e diazepam (38%). A frequência do uso de dois benzodiazepínicos foide 6,6%. Quanto à posologia, houve predominância de uso uma vez ao dia (54,5%), seguidode três vezes ao dia (24%) e duas vezes ao dia (21,5%). Vale ressaltar que o uso de dois BDZsconcentrou sua posologia em três vezes ao dia. Foram encontradas 27 potenciais interaçõesmedicamentosas entre o BDZ presente e outro fármaco; 24 eram interação entre clonazepam ecarbamazepina, considerada moderada e as outras 3 interações eram entre um BDZ e ofenobarbital, considerada grave. Conclusão: Detectou-se acentuado uso de BDZs e apresença de potenciais interações farmacológicas, fato que ressalta a necessidade de inserçãoda Farmácia Clínica e estratégias multiprofissionais a fim de prevenir o aparecimento datolerância e dependência resultante do uso prolongado de BDZs e diminuir os efeitos adversos.E-MAIL PARA CONTATO: dayana.pessoa89@gmail.comPC 41 - PERFIL DOS FARMACÊUTICOS DA SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE DEMANAUS QUANTO AO EXERCÍCIO DA ATENÇÃO FARMACÊUTICABRITO, MARCELO AUGUSTO MOTA1; SILVA, HERBENYA SILVA2; MAGALHÃES, IGORRAFAEL DOS SANTOS MAGALHÃES1FACULDADE DE CIÊNCIAS FARMACÊUTICAS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DOAMAZONAS1; SECRETARIA DE SAÚDE DO ESTADO DO AMAZONAS2Vários estudos têm sido realizados no Brasil durante a última década em nível de atençãofarmacêutica, do comprometimento do farmacêutico perante sua prática, do grau de interessepelo tema que os mesmos demonstram, o grau de dificuldades encontradas pelos profissionaispara praticá-la, o impacto gerado pela atuação do farmacêutico junto ao paciente, além do graude aceitação e confiabilidade do paciente em relação ao profissional. Deste modo, o presenteestudo verificou o perfil dos farmacêuticos atuantes em farmácias da Secretaria Municipal deSaúde da cidade de Manaus (SEMSA) quanto à prática da Atenção Farmacêutica, no intuito deapontar as peculiaridades e dificuldades que o profissional encontra na realização destaatividade essencial para o uso racional de medicamentos. O instrumento utilizado paraobtenção dos dados foi um questionário padronizado, com perguntas fechadas e deautopreenchimento, com 53 questões, desenvolvido com base em outros trabalhos da área. Osprofissionais farmacêuticos atuantes em unidades das quatro grandes zonas do municípioforam questionados a respeito das particularidades da unidade em que atuavam, da prática daatenção farmacêutica e das dificuldades impostas ao serviço de atenção ao paciente. O estudofoi autorizado pela SEMSA e aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UniversidadeFederal do Amazonas (CAAE nº 0432.0.115.000-11). Foram entrevistados 16 farmacêuticosatuantes em farmácias ambulatoriais, o que corresponde a 66% do total de farmacêuticosvinculados à SEMSA. A maioria das unidades contava com o serviço de três farmacêuticos(69%). Em 31% das farmácias visitadas, o farmacêutico trabalhava sozinho, sem o auxílio deum técnico administrativo ou técnico em farmácia. Metade (50%) dos farmacêuticos possuíaárea exclusiva de atendimento ao paciente. Do total, 69% dos farmacêuticos classificaram oconhecimento deles em atenção farmacêutica suficiente e apenas 6% afirmaram conhecerpouco o tema; 88% dos farmacêuticos disseram interessar-se muito e 69% afirmaram praticar aatenção farmacêutica. Adicionalmente, os fatores como a falta de tempo disponível, defuncionários, de local exclusivo para a prática e de interesse do público foram consideradosobstáculos relevantes para a prática da atenção farmacêutica. O estudo realizado demonstraque os farmacêuticos que atuam em unidades da SEMSA encontram diversas dificuldades noexercício da atenção farmacêutica, principalmente em relação a variáveis estruturais eorganizacionais, as quais comprometem a realização desta atividade essencial para o usoracional de medicamentos.E-MAIL PARA CONTATO: imagalhaes@ufam.edu.brPC 42 - PERFIL TEÓRICO E CLÍNICO DE INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS EM UNIDADEDE TERAPIA INTENSIVARODRIGUES, ALINE TEOTONIO1; BERNARDES, ADÉLIA CORINA ALVES2; MARIALVA,MÉCIA DE3; FALCÃO, ANTONIO LUIS EIRAS3; MORIEL, PATRICIA1; MAZZOLA, PRISCILAGAVA1
  • 60. 1 Departamento de Patologia Clínica - Faculdade de Ciências Médicas - UNICAMP; 2 Hospitalda Mulher Prof. Dr. José A. Pinotti - UNICAMP; 3 Hospital de Clínicas da Universidade Estadualde Campinas - UNICAMPÉ sabido atualmente que as chances de ocorrência de eventos adversos a medicamentospodem ser correlacionadas com a presença de Interações Medicamentosas PotenciaisTeóricas (IMPT) em prescrições médicas. Em unidades de terapia intensiva (UTI) o uso de umelevado número de medicamentos por prescrição é necessário e geralmente inevitável, assim opotencial de risco associado à farmacoterapia utilizada em UTI torna imprescindível umaanálise detalhada das possíveis interações medicamentosas presentes em prescrições dessaárea, visando assim assegurar o manejo adequado das IMPT e seus possíveis riscos. Estetrabalho tem por objetivo avaliar a existência de IMPT em prescrições de pacientes internadosem uma UTI de um hospital da rede pública de saúde, quantificá-las e classificá-las quanto aoseu grau de severidade, utilizando a base de dados Micromedex®, traçando com isso um perfildas IMPT mais recorrentes nesta unidade e sua relevância clínica. Trata-se aqui de um estudopiloto, prospectivo, realizado no período de janeiro a junho de 2011, no qual foram coletadas eavaliadas prescrições de 195 pacientes. Os critérios de inclusão de pacientes basearam-se naidade maior ou igual a 18 anos e no período de internação mínimo de 24 horas na UTI adultoem que o estudo estava sendo realizado. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética emPesquisa da Universidade Estadual de Campinas (n° 1128/2010). No período avaliado foramprescritos 172 diferentes tipos de medicamentos, estabelecendo-se a média de 12,9 ± 4,3(média ± desvio padrão) por prescrição. Entre as prescrições avaliadas 88,2% apresentaraminterações medicamentosas potenciais teóricas, obtendo-se uma média por prescrição de 4,7 ±4,9 IMPT. As 915 IMPT observadas nas prescrições foram classificadas em: contra-indicadas(20), maiores (257), moderadas (516) e menores (122), sinalizadas à equipe médica de acordocom a sua severidade e necessidade de manejo clínico. Este estudo colabora com odelineamento do perfil da farmacoterapia utilizada em terapia intensiva, demonstrando que háuma elevada incidência de interações medicamentosas potenciais teóricas em prescriçõesdessa área e ressaltando a necessidade de cuidadosa avaliação da terapia medicamentosapela equipe multidisciplinar, para otimização do tratamento e redução de risco ao pacientecrítico. Apoio financeiro: AFPU/UNICAMP e na forma de bolsa de mestrado CNPQ; FAPESP.E-MAIL PARA CONTATO: farmacia@caism.unicamp.brPC 43 - PROCESSO DE ELABORAÇÃO DE INTERVENÇÕES EDUCATIVASMULTIDISCIPLINARES PARA PACIENTES DO HIPERDIASOUSA, DAYANA MARIA PESSOA; CAMPOS, ADNNY FERNANDA LIMA; CARVALHO,ROSSICLÉIA DIAS; SILVA, DENISE LOUREIRO; CARVALHO, ANDRÉ LUIS MENESESCurso de Farmácia - Departamento de Bioquímica e Farmacologia - Universidade Federal doPiauí.Introdução: O complexo tratamento da Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) e do DiabetesMellitus (DM) requer um monitoramento regular que envolve um conjunto de atividades.Considerando que a educação é fundamental para o autogerenciamento dos cuidados em HASe DM, este trabalho objetiva descrever a experiência da elaboração de intervenções educativasmultidisciplinares do projeto “Avaliação do impacto das intervenções educativas na adesãoterapêutica de pacientes hipertensos e diabéticos cadastrados no programa HIPERDIA emTeresina (PI)”, com CAAE nº 0093.0.045.000-11, realizado em três Unidades Básicas de Saúdecom baixos índices de adesão terapêutica. Este trabalho, realizado por alunos de Farmácia,Nutrição e Educação Física encontra-se na fase de elaboração das intervenções educativaspara posterior aplicação das mesmas. Métodos: Inicialmente foi feita uma caracterização dospacientes através de dados sociodemográficos, clínicos e de adesão farmacoterapêuticacoletados através de questionário estruturado. Foi realizado levantamento bibliográfico eelaboraram-se intervenções educativas utilizando-se materiais impressos, dinâmicas em grupo,vídeos e teatro. Resultados: Através de grupos de discussão da equipe multidisciplinar, foramelaboradas seis ferramentas de intervenções educativas direcionadas a pacientes idosos, debaixa renda e escolaridade e com baixa adesão ao tratamento: folderes sobre uso correto demedicamentos, fisiopatologia, orientações nutricionais e físicas e controle de comorbidades(dislipidemia, osteoporose); vídeo sobre armazenamento e descarte de medicamentos; teatrode bonecos sobre automedicação; dinâmica de conhecimento sobre a doença parademonstração prática de medidas de controle e prevenção das complicações agudas ecrônicas; atividade em grupo com exposição e degustação de alimentos balanceados(explicando os benefícios destes no controle da doença) e oficina de atividades físicas que
  • 61. podem ser realizadas em casa. Considerando que estudos prévios tem mostrado o impacto deações educativas sobre a capacitação de indivíduos e grupos, espera-se que este materialpermita ao paciente o entendimento da sua doença e da importância da adesão ao tratamentoe das medidas de controle da HAS e do DM, o que será observado através dos níveis deadesão detectados após a aplicação das intervenções. Conclusão: O estudo contribuiu com aformação da equipe acadêmica envolvida proporcionando o trabalho multidisciplinar deFarmácia, Nutrição e Educação Física e melhor preparo para atuação no contexto daassistência integral aos pacientes hipertensos e diabéticos. Incentivo: Programa de ExtensãoUniversitária (ProExt) - MEC/SESU-PROEXT/2011E-MAIL PARA CONTATO: dayana.pessoa89@gmail.comPC 44 - “QUASE-ERROS” DE MEDICAÇÃO: CAUSAS E AÇÕES TOMADAS - RELATO DEEXPERIÊNCIA DO HOSPITAL ALVORADAFABRETTI, SANDRA DE CARVALHO; DE PAULA, GABRIEL HENRIQUE PEREIRA; RIZZO,MARIANA CARVALHO; ENGRACIA, GABRIELA VANINI; SCARMELOTE, NADJLA PIPINO;MONTEIRO, VANESSA VIEIRAHospital Alvorada, São Paulo - SPIntrodução O uso de medicamentos em uma instituição hospitalar é um sistema complexo,com vários processos interligados e de caráter multiprofissional naturalmente propensa ao erro.A ocorrência de um erro de medicação segue o modelo de “queijo suíço” no qual umasequência de barreiras possuem pontos de fragilidade. A ocorrência de um “furo”, ou de um“quase-erro”, pode permitir uma trajetória de oportunidades que levam ao efetivo erro demedicação.A monitorização dos “quase-erros” de medicação é uma ferramenta essencial para a prevençãode erros que possam atingir o paciente. Desta maneira, o presente trabalho trata-se de umrelato de experiência oriundo do acompanhamento e das medidas tomadas em relação aos“quase-erros” de medicação notificados no Hospital Alvorada. Métodos O estudo foi realizadopor contabilização das notificações de “quase-erros” realizadas no Hospital Alvorada noperíodo de 01 de agosto de 2011 à 30 de março de 2012. Ressalta-se que o “quase-erro” demedicamento é todo erro ocorrido que não atingiu o paciente. Após a classificação de cada tipode “quase-erro”, ações corretivas e preventivas foram adotadas em toda instituição a fim deaumentar as barreiras para o erro e mitigar os eventos que poderiam de fato atingir o paciente.ResultadosDas 286 notificações de “quase- erro” de medicamento, 57% envolveram prescriçõesincompletas (falta de diluente, falta de dose, falta de aprazamento, falta de via deadministração); 22% envolveram falhas no sistema de distribuição de medicamentos (erro dedispensação e erro de transcrição da prescrição médica); 15% envolveram prescriçõescontendo erros (dose errada, medicamento contra indicado, medicamento em duplicidade, viade administração errada); 6% ocorreram por falhas menos prevalentes. Durante omonitoramento dos “quase-erros”, a instituição adotou como medida corretiva e preventiva: aimplantação de prescrição eletrônica para diminuição das falhas relacionadas a prescriçõesincompletas; melhorias no sistema de dispensação de medicamentos, eliminando a etapa datranscrição da prescrição médica; iniciar o “serviço de atendimento a prescrição” a fim dediminuir os erros encontrados em prescrições a partir da triagem de 100% das prescriçõesmédicas pelo farmacêutico clínico antes da dispensação pela farmácia. Conclusão Aidentificação das causas mais prevalentes de falha no processo medicamentoso foi importantepara a execução de planos de ação que aumentassem as barreiras ao erro. A partir domonitoramento contínuo dos “quase-erros” de medicamentos e das ações tomadas, espera-seuma diminuição do número de ocorrências, principalmente aquelas relacionadas à prescriçãomédica, maior causa das notificações no hospital. O trabalho foi submetido e provado pelaDiretoria Clínica do Hospital Alvorada.E-MAIL PARA CONTATO: sfabretti@amil.com.brPC 45 - RECONCILIAÇÃO MEDICAMENTOSA: EXPERIÊNCIA EM UNIDADES CLÍNICASDO HOSPITAL SIRIO LIBANÊSCOELHO, THAYS OLIVEIRA NEVES1; BARBOSA, LÍVIA MARIA GONÇALVES1; BAUPTISTA1,GRAZIELA M.; CARVALHO, DEBORA. C. M. F. 11. Farmacêuticas Hospital Sírio Libanês
  • 62. INTRODUÇÃO: Segundo a Joint Commission International (JCI) reconciliação medicamentosaé um processo formal onde a prescrição médica inicial é comparada à lista de medicamentosque o paciente fazia uso antes da internação. Este elemento de mensuração é uma etapaimportante da segurança no uso de medicamentos e atualmente possui o farmacêutico clinicocomo elemento essencial. Este processo deve ser realizado no momento admissão do pacientena unidade hospitalar, bem como nas transferências de setores de internação e também naalta. Sendo uma das formas de se evitar erros de medicação como: omissão, duplicidadeterapêutica, erros de doses e interação medicamentosa. Este trabalho tem como objetivoavaliar a necessidade de reconciliação medicamentosa em pacientes internados e aimportância do farmacêutico clínico neste processo. MÉTODOS: Estudo prospectivo realizadodurante o período de 15 dias no mês de fevereiro de 2012 em duas unidades de internação doHospital Sírio Libanês. Foram realizadas entrevistas farmacêuticas com todos os pacientesadmitidos no período. Nas entrevistas foram coletados dados como: relato de alergias e uso demedicamentos habituais. Dos medicamentos constavam: nome, dose, via, posologia e horáriode administração. Após a entrevista, o farmacêutico comparava a ficha de entrevista com aprescrição médica atual do paciente. A necessidade de introduzir os medicamentos de usohabitual era avaliada levando em consideração as condições clínicas dos pacientes. Ofarmacêutico clínico entrava em contato com o médico pessoalmente ou por telefone, havendoainda uma ficha para avaliação do médico quanto à inclusão dos medicamentos a ser anexadaà prescrição, quando não era possível o contato com o médico no dia da entrevista.RESULTADOS: Foram admitidos 78 pacientes dos quais 9 (12%) não foi possível realizar aentrevista. Os demais 69 pacientes admitidos foram entrevistados e destes: 20 (29%) jáestavam totalmente reconciliados, 16 (23%) a reconciliação medicamentosa não se aplicavapela condição clínica do paciente e 33 (48%) necessitavam de reconciliação. Dos pacientesque necessitavam de reconciliação 16 foram acompanhados e sugeridos aos médicos para queavaliasse a inclusão na prescrição médica. Dos quais 9 (53%) foram aceitas e 8 não aceitas(47%).CONCLUSÃO: A reconcialiação medicamentosa é um dos processos de garantia desegurança do paciente no uso de medicamentos e a participação do farmacêutico clínicomostrou-se essencial para que haja continuidade do cuidado do paciente internado em umhospital. Torna-se um desafio ao profissional farmacêutico garantir sua participação integralnesse processo. A entrevista farmacêutica proporcionou a aproximação do farmacêutico com opaciente, fortalecendo a humanização do cuidado e a aumentando o reconhecimento diante daequipe multidisciplinar.E-MAIL PARA CONTATO: livia.mgbarbosa@hsl.org.brPC 46 - SEGURANÇA DE PACIENTES GESTANTES E PUÉRPERAS EM UNIDADE DETERAPIA INTENSIVACOSTA, LARISSA SAITO1; FERRACINI, AMANDA CANATO4; BERNARDES, ADELIA CORINAALVES2; NETO, ANTONIO FRANCISCO DE OLIVEIRA3; CARVALHO, ROBERTA PARO2;MAZZOLA, PRISCILA GAVA11 Departamento de Patologia Clínica, Faculdade de Ciências Médicas, Unicamp. 2 Serviço deFarmácia, Hospital da Mulher Prof. Dr. José A. Pinotti, Unicamp. 3 Unidade de TerapiaIntensiva, Hospital da Mulher Prof. Dr. José A. Pinotti, Unicamp. 4 Faculdade de Farmácia,Pontífice Universidade Católica de Campinas;Durante o ciclo grávido-puerperal, a mulher pode desenvolver complicações que requerem asua admissão em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Neste contexto, a atuação dofarmacêutico clínico nas reuniões multidisciplinares à beira leito pode contribuir para aprevenção e a detecção precoce de erros de prescrição. Os objetivos foram quantificar eclassificar as intervenções realizadas junto à equipe multidisciplinar da UTI, para demonstrar aimportância do farmacêutico na segurança de pacientes gestantes e puérperas. O trabalhoautorizado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da FCM - UNICAMP (projeto 1285/2011) foidesenvolvido na UTI do Hospital da Mulher Prof. Dr. José Aristodemo Pinotti - UNICAMPdurante fevereiro a abril/2012. Foram realizadas intervenções por meio da análise deprescrições de pacientes (maiores de 18 anos, gestantes e puérperas, internadas por mais de24h) e da discussão de casos clínicos durante as reuniões multidisciplinares. Estasintervenções foram classificadas utilizando um modelo adaptado da metodologia deClassificação de Intervenções Farmacêuticas da Sociedade Espanhola de Farmácia Hospitalar,e elas foram divididas em aceitas ou não pelo corpo clínico. Um total de 29 pacientes (n=11gestantes; n=17 puérperas; n=1 pós-aborto) foi acompanhado ao longo do estudo, das quaisforam avaliadas 153 prescrições. As médias de idade e de tempo de internação foram
  • 63. 28,07±7,49 anos e 5,28±3,27 dias, respectivamente. Foram realizadas 18 intervenções,obtendo-se 0,62±0,44 intervenções por paciente. O número de intervenções em pacientespuérperas (n=12 intervenções) foi maior do que em pacientes gestantes (n= 6 intervenções).Do total, 94,44% foram aceitas e 5,56% não foram aceitas, sendo que 38,89% foramclassificadas como dosagem, 22,22% risco na lactação, 16,67% interações medicamentosas,5,56% forma de administração, 5,56% ajuste de frequência, 5,56% via intravenosa para via orale 5,56% contraindicação na gravidez. Concluiu-se que as intervenções quantificadas durante oestudo contribuíram para a segurança das pacientes por meio da redução de riscosprovenientes da terapia medicamentosa, demonstrando a importância do farmacêutico inseridona equipe multidisciplinar. Este trabalho teve auxílio financeiro da CAPES.E-MAIL PARA CONTATO: licruz.88@gmail.comPC 47 - SUPERVISÃO FARMACÊUTICA DOS MEDICAMENTOS NOS POSTOS DEENFERMAGEM EM HOSPITAL DE TERESINA PIILUSKA MARTINS PINHEIRO¹, ROBERTA CANUTO DO RÊGO MONTEIRO2, VIRNAPATRÍCIA SÁ3, RAQUEL MOTA DE SOUSA MACEDO4, VIRGÍNIA MARTA SOUSA BATISTA5 , PAULO LEAL PEREIRA6Farmacêuticos do Hospital São Marcos -Teresina/PI(1,2,3,4,5,6) Introdução: Os medicamentos em um hospital, independente da sua complexidade, sãoessenciais no sucesso da terapia, representando uma parcela muito alta dos custoshospitalares. A Farmácia Hospitalar tem por finalidade garantir a segurança dos pacientes nautilização da medicação. Para tanto, promove o uso seguro e racional de medicamentos,pesquisando, produzindo e distribuindo produtos de qualidade com a supervisão do profissionalfarmacêutico em todas as etapas até o momento imediato à administração ao paciente. Noprocesso de atenção farmacêutica, o farmacêutico interage com a equipe de enfermagem, nãosó na dispensação, mas incorporando à rotina de trabalho todas as providências adequadascomo orientações de acondicionamento e conservação de medicamento. Objetivo: O objetivodeste trabalho é acompanhar a qualidade dos medicamentos dispensados pelo Sistema deDose Unitária em hospital de referência em oncologia em Teresina PI. Material e método: Osfarmacêuticos formularam check-list de supervisão farmacêutica aos postos de enfermagem eaplicaram-no durante doze meses. Os itens a ser analisados no check-list de inspeção dequalidade foram: capacidade suficiente para assegurar a estocagem ordenada e racional dosmateriais e medicamentos; controle de temperatura e umidade; higiene e conservação doambiente; ventilação local; presença de geladeira para estocagem refrigerada, quandonecessário; presença de medicamentos a serem devolvidos para a farmácia; organização dascaixas dos medicamentos por ordem de leito; supervisão de enfermeiro na conferência dosmedicamentos e no momento da administração. Os parâmetros analisados foram observadosduas vezes por semana, em horários aleatórios e atribuía-se resposta SIM ou NÃO aocumprimento dos mesmos. Resultados: Observou-se que os postos de enfermagem têmcapacidade suficiente para assegurar a estocagem ordenada e racional dos materiais emedicamentos, boa condição de assepsia e ventilação e supervisão de profissional enfermeirona conferência e na administração dos medicamentos. Porém, observou-se dificuldade emexecutar diariamente o registro da temperatura e umidade do ambiente em todos os postos,apesar de todos estarem munidos com termohigrômetro. Os profissionais lotados nos postos(enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem) justificam o fato devido a grandequantidade de atividades desenvolvidas. Conclusão: No ambiente hospitalar, é importante queo farmacêutico interaja com a equipe de enfermagem acompanhando as medicaçõesdispensadas para assegurar ao paciente a qualidade dos medicamentos até o momento de suaadministração.E-MAIL PARA CONTATO: iluskasmartins@uol.com.brPC 48 - USO DE MEDICAMENTOS ENTRE PORTADORES CRÔNICOS DE HEPATITESVIRAISCRUZ, Letícia Gonçalves1,2; SILVA, Luciana Diniz1,3; TEIXEIRA, Rosângela1,3; SANTOS,Tayane Oliveira 1,2; NASCIMENTO, Yone de Almeida1,2¹Ambulatório de Hepatites Virais (AHEV/IAG/HC/UFMG); 2Centro Universitário Newton Paiva(CUNP); 3Departamento de Clínica Médica (UFMG);
  • 64. Introdução: Os pacientes com hepatites crônicas virais cursam com comorbidades as quaismuitas vezes exigem o uso de medicamentos. O fígado desempenha papel fundamental naeliminação da maioria dos fármacos. Assim, as doenças hepáticas, principalmente aqueles quecursam com cirrose, podem provocar alterações significativas na farmacologia de váriosmedicamentos e, consequentemente, em sua resposta terapêutica. Mas essa é difícil deprever, uma vez que inúmeros fatores interligados podem alterar o efeito esperado, tornando otratamento farmacológico nesses pacientes um desafio. Ainda, existe uma lacuna acerca dasinformações que possam guiar um ajuste de doses adequado. Os objetivos desse trabalhoforam: 1) avaliar o perfil de utilização de medicamentos pelos pacientes com hepatites crônicasvirais, 2) a adequação das alternativas usadas, considerando o grau de disfunção hepática e ascaracterísticas farmacológicas do medicamento. Métodos: Foram realizados contatostelefônicos com os pacientes agendados para consulta médica no ambulatório e para aquelesque relataram o uso de medicamentos de uso crônico ou de uso eventual nos últimos 15 diasfoi solicitado que levassem as prescrições médicas e todos os medicamentos que estavamusando. Avaliou-se uma amostra aleatória simples de 76 pacientes. Utilizou-se um questionárioestruturado para avaliação da farmacoterapia. Para verificar a adequação dos medicamentosusados pelos pacientes com cirrose foi considerado o grau de disfunção hepática de acordocom o escore de Child-Pugh e as características farmacocinéticas do fármaco usado. Essetrabalho foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do CUNP, protocolo 212, de 06/10/11.Resultados: Foram avaliados 48 (63,2%) pacientes do sexo masculino; 38 (50,0%) comhepatite C. A idade média foi de 51 + 12 anos; 61 (80,3%) possuíam algum tipo decomorbidade, totalizando 200 distúrbios (média de 3,0 + 2,0); 62 pacientes (81,5%) relataramter usado ao menos um medicamento nos quinze dias anteriores a realização da pesquisa,totalizando 316 medicamentos (média 4,1 + 3,4). Do total de medicamentos, 37 (11,7%)exigiam cuidados especiais em relação à sua administração com alimentos, pois poderiam ter asua biodisponibilidade diminuída. Desses, 25 (67,5%) eram usados de forma incorreta pelospacientes, podendo comprometer a efetividade dos mesmos. Verificou-se que 43 (69,4%)pacientes utilizavam de forma incorreta os medicamentos em relação à posologia e/oualimentação. Dez pacientes usaram medicamentos por automedicação e 13 (17,1%) relataramusar 18 tipos de plantas diferentes com o intuito medicinal e por automedicação. Por fim, ospacientes com cirrose usaram 23 fármacos diferentes; desses dois eram contra indicados e 5exigiam ajuste de dose. Conclusão: Pacientes com hepatite crônica usam um númerosignificativo de medicamentos; ainda o grande número de inconsistências em relação ao usodos medicamentos relatadas pelos pacientes atendidos indica a contribuição do farmacêuticoem um contexto multidisciplinar. Apoio financeiro: FUNADESPE-MAIL PARA CONTATO: yone_almeida@hotmail.comPC 49 - USO DE SOLUÇÕES EXTEMPORÂNEAS EM PACIENTES DA UNIDADE DETERAPIA INTENSIVA NEONATALOLIVEIRA, ANDRÉ LUIZ (1); SILVA, NICE MARIA OLIVEIRA (1); SOUZA, MÁRCIO LOPES(1); CARVALHO, ROBERTA PARO (1); CRUZ, ALINE (2); MAZZOLA, PRISCILA GAVA (2).(1) Serviço de Farmácia do Hospital da Mulher Prof. Dr. José A. Pinotti, UNICAMP; (2)Departamento de Patologia Clínica, Faculdade de Ciências Médicas, UNICAMPA administração de medicamentos orais e via sonda em pacientes internados na Unidade deTerapia Intensiva Neonatal e Semi-Intensivo (SEMI E UTI NEO) deve ocorrer de forma racionale segura, uma vez que muitos problemas podem surgir se esta prática for executada demaneira inadequada. O objetivo do estudo foi avaliar as doses prescritas dos medicamentosorais padronizados no Semi e Uti Neo do Hospital da Mulher Prof. Dr. José Aristodemo Pinotti(CAISM - Unicamp), visando adequar as concentrações dos medicamentos preparadosatravés de soluções extemporâneas. Durante o período de janeiro de 2010 a agosto de 2011foram avaliadas todas as prescrições dos medicamentos orais padronizados e dispensados àUnidade de Terapia Intensiva Neonatal e Semi-Intensivo quanto à dose, concentração e via deadministração e posteriormente os resultados foram analisadas com o auxílio do softwareMicrosoft Excel. Foram analisados 19 medicamentos orais diferentes prescritos no período,sendo que cinco deles (26,3%) possuem um consumo regular, sendo eles captopril,furosemida, metadona, metildopa e sildenafil. De todas as soluções atualmente preparadas noserviço de farmácia do hospital estudado seis (31,6%) devem sofrer alterações nasconcentrações para adequação de acordo com a dose prescrita. O principal fator decomplicação foi a presença de prescrições para recém-nascidos de baixo peso e o cálculo dedose e volume a ser administrado. Com os dados obtidos, foram desenvolvidas tabelas paraconsulta rápida antes do processo de manipulação. A compilação e divulgação destes dados
  • 65. auxilia a equipe do Serviço de Farmácia e Semi e Uti Neo a implementar uma terapiafarmacológica de forma racional, prevenindo problemas relacionados a administração demedicamentos por via oral e sonda. Apoio financeiro: AFPU/UNICAMP.E-MAIL PARA CONTATO: andreluizoliveirao@hotmail.comPC 51 - UTILIZAÇÃO DE MEDICAMENTOS E RISCO DE INTERAÇÕESMEDICAMENTOSAS EM IDOSOS INSTITUCIONALIZADOS DA CIDADE DE BARRETOS-SP.EGUCHI, FLAVIA COLTRI1.; DE SANTIS, ISABELI1.; CHUKR, MONIQUE FERNANDAVIDOTTI1; RODELLA, PATRICIA21- Acadêmicas do Curso de Farmácia - Unifeb; 2- Docente do Curso de Farmácia - UnifebINTRODUÇÃO: O envelhecimento da população é um fenômeno de amplitude mundial. Onúmero de indivíduos idosos vem aumentando e o consumo de medicamentos por estapopulação acompanha esta tendência. A frequência do uso de medicamentos nesta faixa etáriaé elevada, com valores entre 60% a 90%, dos quais um terço utiliza-se da polifarmácia (uso devários medicamentos concomitantes). O risco de interação entre fármacos aumentaexponencialmente com o aumento do número dos mesmos. Os medicamentos representam umdos itens mais importantes da atenção à saúde do idoso, porém os riscos pertinentes àutilização inadequada são maiores nessa faixa etária, pois esses usuários tornam-se maisvulneráveis às reações adversas aos medicamentos (RAM) e interações medicamentosas, porapresentarem alterações nas farmacocinética e farmacodinâmica. Com relação aosmedicamentos inapropriados para idosos, existem critérios que nos permitem identificá-los,sendo o de Beers-Fick o mais utilizado, categorizando os medicamentos como “Alto Risco” e“Baixo Risco”. Diante disso, este trabalho teve como objetivo estudar a utilização demedicamentos e risco de interações medicamentosas em idosos institucionalizados no Lar dosPobres, em Barretos-SP. MÉTODOS: Foi realizado um estudo transversal descritivo,analisando os prontuários referentes a abril de 2011. RESULTADOS: Foram analisados osprontuários de 49 idosos institucionalizados, sendo 29 mulheres e 20 homens, corroborando osdados na literatura que demonstram um perfil de feminilização do idoso. Os medicamentosmais utilizados pelos idosos do sexo masculino foram anti-hipertensivos, analgésicos,anticonvulsivos, antipsicóticos e antineoplásicos, e os medicamentos mais utilizados pelosidosos do sexo feminino foram analgésicos, anti-hipertensivos, anticonvulsivos,antidepressivos, ansiolíticos e antipsicóticos. Foram observadas possíveis interaçõesmedicamentosas em 87,75% das prescrições. Aproximadamente 75% dos idosos utilizavamalgum tipo de psicofármaco, sendo que em 57,14% das prescrições foi encontrado mais de umtipo de depressor do Sistema Nervoso Central. Existem mais desvantagens nessasassociações para o idoso do que vantagens, já que há soma de efeitos indesejáveis quando osfármacos associados tem o mesmo perfil toxicológico. Considerou-se polifarmácia o uso dequatro ou mais medicamentos. Esta foi averiguada em 73,5% das prescrições analisadas. Dos75 tipos de medicamentos utilizados, 22 estão inclusos no critério de Beers-Fick, sendo que75% dos pacientes do sexo masculino e 58,62% dos pacientes do sexo feminino utilizam algumdesses. CONCLUSÃO: Devido à alta frequência de medicamentos inapropriados para idosos,tornam-se necessárias estratégias para tentar diminuir seus usos e assegurar um melhortratamento para este paciente. Faz-se claro, portanto, que a presença de um profissionalfarmacêutico poderia minimizar os problemas inerentes às medicações.E-MAIL PARA CONTATO: pati.rodella@gmail.comPC 52 - UTILIZAÇÃO DO MAT PARA A INVESTIGAÇÃO DA ADESÃO AO TRATAMENTOMEDICAMENTOSO DE USUÁRIOS DO HIPERDIADA SILVA, BRUNO FELIPE ALVES; SOUSA, DAYANA MARIA PESSOA; CARVALHO,ANDRÉ LUIS MENESESCurso de Farmácia - Departamento de Bioquímica e Farmacologia - Universidade Federal doPiauí.Introdução: A adesão ao tratamento é definida como o grau de concordância entre asrecomendações do prestador de cuidados de saúde e o comportamento do pacienterelativamente ao regime terapêutico proposto. Dentro das morbidades de grande prevalênciana população brasileira, ocorre um destaque para o diabetes melitus (DM) e a hipertensão
  • 66. arterial (HA), que apesar de serem de baixa gravidade, caracterizam-se por sua cronicidade epela pouca existência de sintomas específicos. Além de serem fatores de risco para diversasmorbidades cardiovasculares, gerando enormes danos socioeconômicos para o país etornando o seu controle um desafio para o sistema público de saúde. Sendo assim, o objetivodesse trabalho foi avaliar o MAT como método de obtenção do nível de adesão à terapêuticade usuários do programa HIPERDIA. Métodos: O questionário foi aplicado entre Agosto de2011 e Janeiro de 2012 em uma Unidade Básica de Saúde, no município de Teresina.Participaram deste estudo 216 pacientes (174 hipertensos e 42 diabéticos) cadastrados noprograma HIPERDIA sob prévia assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.Utilizou-se o teste de Medida de Adesão ao Tratamento (MAT), desenvolvido, adaptado evalidado por Delgado e Lima (2001) em Lisboa, Portugal e que visa determinar a adesão aotratamento medicamentoso prescrito. O trabalho foi aprovado pelo Comitê de Ética emPesquisa da Universidade Federal do Piauí (CAAE n° 0093.0.045.000-11). Os dados foramprocessados e analisados com o software SPSS® 17.0. Resultados: O teste demonstrou-sebastante prático e os entrevistados não apresentaram dificuldades para respondê-lo. Os níveisde adesão obtidos foram elevados quando comparados aos observados em outro projetorealizado no ano de 2010, o qual utilizou o teste de Morisky-Green como ferramenta de medidada adesão. Conclusão: Concluiu-se que a forma como o entrevistador elabora as perguntaspode afetar ou induzir uma resposta do entrevistado assim podendo gerar uma medida deadesão incorreta. Incentivo: Programa de Extensão Universitária (ProExt) - .MEC 2011.E-MAIL PARA CONTATO: dayana.pessoa89@gmail.comPC 53 - ABORDAGEM FARMACÊUTICA A UMA PACIENTE COM DISTÚRBIO DE HUMOR1 1 2SOUSA NETA, MARIA DEUSA; SOUSA, LIVIA QUEIROZ; FREITAS; RIVELILSONMENDES1 Acadêmicas de Farmácia da Universidade Federal do Piauí; 2Docente do curso de Farmáciada Universidade Federal do Piauí.Prescrição inadequada, reações adversas, não adesão ao tratamento, superdosagem ou sub-dosagem, ausência de farmacoterapia necessária, inadequado seguimento de sinais esintomas e erros de medicação constituem as principais causas de morbidade previsíveisrelacionadas a medicamentos. A atenção farmacêutica é uma prática dentro do âmbito daassistência farmacêutica que consiste na interação direta do farmacêutico com o usuário,visando uma farmacoterapia racional e a obtenção de resultados definitivos e mensuráveis,voltados para a melhoria da qualidade de vida. O objetivo deste trabalho foi realizar oacompanhamento farmacoterapêutico, durante a prática da atenção farmacêutica a umausuária do Centro de Atenção Psicossocial II (CAPS II) da cidade de Teresina, Piauí, paraidentificar, registrar e resolver os problemas relacionados com medicamentos. Trata-se de umestudo exploratório descritivo em abordagem quantitativa, com emprego da técnica deobservação direta por meio da análise prospectiva do prontuário e entrevistas diretas com ausuária atendida na unidade CAPS II Leste, no município de Teresina, durante o período deJaneiro a Abril de 2012. O protocolo foi realizado de acordo com as exigências da Resolução196/96 e autorizado no CEP-UFPI com nº CAAE: 0093.0.045.000-93. A partir do prontuário dausuária e do acompanhamento farmacoterapêutico foi possível identifcar o seguinte perfil:usuária portadora de transtorno do humor, cor da pele auto referida como parda, 24 anos,solteira e com ensino superior completo. Os principais problemas relacionados aosmedicamentos encontrados foram o uso de álcool e drogas ilicitas, adesão parcial afarmacoterapia e reações adversas ao medicamento. A partir das informações obtidas,orientou-se que a usuária diminuisse a ingestão de álcool e o uso de outras dorgas, uma vezque essas substâncias poderiam interagir com a medicação, trazendo riscos a sua saúde, bemcomo foi alertada sobre as possíveis reações adversas ao medicamento e a importância do usoracional de medicamentos, por meio da elaboração de materiais informativos para a usuária epara a médica responsável. A intervençao foi eficiente uma vez que resultou na mudança dafarmacoterapia da usuária, contribuindo para uma melhor qualidade de vida desta usuária.Apoio: FAPEPIE-MAIL PARA CONTATO: deus.aneta@hotmail.comPC 54 - DIFICULDADES NA PRÁTICA DA ATENÇÃO FARMACÊUTICA A USUÁRIOS DOCENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL II
  • 67. 1 SOUSA, LÍVIA QUEIROZ; 1MACÊDO, TAMYRES DE ANDRADE; 1SILVA, ALEXANDREXAVIER DE LIRA; 1CIRÍACO, SHAYARA LOPES; 1GOMES, KÁSSIA KAROLINE LEALBARROS; 2FREITAS, RIVELILSON MENDES.1 Acadêmicos de Farmácia da Universidade Federal do Piauí; 2Docente do curso de Farmáciada Universidade Federal do PiauíO crescente aumento da frequência de diagnósticos de transtornos psiquiátricos acarreta emuma maior utilização de psicofármacos e consequentemente o aparecimento de diversosproblemas, como: polifarmácia, eventos adversos, interações medicamentosas e baixa adesãoao tratamento. O tratamento dos usuários portadores de transtorno psicossocial pode sercaracterizado pela utilização de psicotrópicos em grande quantidade e por um longo período,que somado ao agravamento relativo da desorganização mental, dificulta aspectosrelacionados ao cuidado com a medicação. O profissional farmacêutico pode desenvolverações que auxiliem aos usuários a obterem resultados positivos em sua farmacoterapia econtribuir significativamente para a Saúde Mental. A partir disso, a Atenção Farmacêutica estádiretamente associada à prevenção, identificação e resolução dos problemas relacionados aouso de medicamentos, contribuindo para garantia de uma farmacoterapia efetiva, segura econveniente para cada paciente. O presente trabalho se propôs identificar e relatar asprincipais dificuldades encontradas na prática da Atenção Farmacêutica em usuários do Centrode Atenção Psicossocial II (CAPS-LESTE II) na cidade de Teresina, Piauí. . O protocolo foirealizado de acordo com as exigências da Resolução 196/96 e autorizado no CEP-UFPI com nºCAAE: 0093.0.045.000-93. O estudo foi realizado no período de janeiro a abril de 2012 edesenvolvido por meio da análise dos prontuários e aplicação de questionários. Foramentrevistados seis usuários, sendo três do sexo feminino e três masculinos. Entre asdificuldades relacionadas à adesão deficiente dos usuários destacam-se: inexistência de umprofissional farmacêutico, falta de conhecimento sobre a Atenção farmacêutica, desinteresseem um acompanhamento farmacoterapêutico, desmotivação a comparecer ao CAPS e acontinuidade do tratamento psicológico. Com o estudo realizado, observou-se que cada usuárionão aceitou de forma voluntária participar do programa de Atenção Farmacêutica por fatoresdiversos (desinteresse, desconhecimento da prática, disponibilidade de tempo, entre outros),dificultando cada vez mais a implantação do acompanhamento farmacoterapêutico. Apoio:FAPEPIE-MAIL PARA CONTATO: liviaq90@hotmail.comPC 55 - ATENÇÃO FARMACÊUTICA A UMA USUÁRIA DO CENTRO PSICOSSOCIAL:PROBLEMAS RELACIONADOS COM MEDICAMENTOS1 CIRÍACO, SHAYARA LOPES; 1SOUSA, LÍVIA QUEIROZ; 1GOMES, KÁSSIA KAROLINELEAL BARROS; 1SOUSA NETA, MARIA DEUSA; 1SILVA, ALEXANDRE XAVIER DE LIRA;2 FREITAS, RIVELILSON MENDES1 Acadêmicas de Farmácia da Universidade Federal do Piauí; 2Docente do curso de Farmáciada Universidade Federal do Piauí.Interação medicamentosa é o resultado de uma interferência no efeito de um medicamento poroutro medicamento, alimentos, bebidas ou ainda por alguns agentes químicos ambientais. Aocorrência de interações medicamentosas e suas implicações clínicas despertam particularinteresse nas áreas de psicofarmacologia, pela frequente prática da polifarmácia nessespacientes, justificada pela dificuldade de diagnóstico das patologias que as envolvem. Dessaforma, é imprescindível o exercício da atenção farmacêutica no momento da dispensação demedicamentos, principalmente de fármacos que atuam no sistema nervoso central (SNC), ospsicotrópicos, uma análise criteriosa pode prevenir possíveis interações. A consequência deuma interação medicamentosa pode ser perigosa quando promove aumento da toxicidade deum fármaco. Este trabalho teve como objetivo identificar as principais interações entrefármacos prescritos a um usuário com transtorno psicossocial. . O protocolo foi realizado deacordo com as exigências da Resolução 196/96 e foi autorizado no CEP-UFPI com protocoloNº CAAE: 0093.0.045.000-93. Por meio da análise retrospectiva no prontuário de uma usuáriado Centro Psicossocial, no período de março a abril de 2012, bem com foi realizado umlevantamento das medicações e possíveis interações. As interações entre os fármacosprescritos foram classificadas de acordo com a gravidade através das ferramentasMicromedex® e Drugs.com. Foram identificados seis psicotrópicos prescritos: Fluoxetina,Citalopram, Bromazepam, Cloxazolam, Clomipramina e Trazodona. Foram observadas nessetrabalho interações graves que podem representar perigo à vida e/ou requerer intervenção
  • 68. médica para diminuir ou evitar efeitos adversos graves. Problemas cardíacos, efeitos centraise síndrome serotoninérgica, foram os possíveis riscos decorrentes das interações,encontrados. Percebe-se que o elevado número de medicamentos utilizados contribui paraexistência de interações. Um fator importante para reduzir as interações em uma prescrição é aabordagem multidisciplinar focada no paciente a fim de elaborar uma proposta concisa eracional da farmacoterapia, bem como o acompanhamento farmacoterapêutico, com isso aatenção farmacêutica pode prevenir e identificar interações medicamentosas comconsequências muitas vezes perigosas constituindo parte essencial de um conjunto de açõesdos profissionais de saúde. Foram identificadas interações potencialmente perigosas, quenecessitaram de uma avaliação e intervenção. Esse trabalho demostra a importância que seatue de forma preventiva e rapidamente sobre à análise das prescrições médicas a fim deevitar e/ou solucionar interações medicamentosas. Apoio: FAPEPIE-MAIL PARA CONTATO: shayaraciriaco@hotmail.comPC 56 - SEGUIMENTO FARMACOTERAPÊUTICO DE PACIENTE HIPERTENSO EDIABÉTICO EM FARMÁCIA PRIVADA: RELATO DE CASOCOSTA, DÉBORA BOMFIM1; MENEZES, SABRINA PEREIRA1; NOVAES, PAULINA1; NÍLIAMARIA DE BRITO LIMA2; PRADO, FREDERICO MESSIAS DO31 Discentes do curso de farmácia da Universidade Federal da Bahia, Instituto Multidisciplinarem Saúde, Campus Anísio Teixeira,2 Docente do curso de farmácia da Universidade Federal daBahia, Instituto Multidisciplinar em Saúde, Campus Anísio Teixeira,3 Farmácia comunitáriaprivada Farmacenter (conveniada a UFBA/IMS/CAT)Descrição do caso: R.M.C.A., 68 anos, sexo feminino, mulata, foi atendida no serviço dafarmácia para aferição da Pressão Arterial (PA) e convidada a participar do Programa deSeguimento Farmacoterapêutico (SFT). A paciente apresenta Hipertensão Arterial Sistêmica(HAS) e Diabetes Mellitus (DM) tipo 2. Seus dados antropométricos obtidos foram: Peso-68 kg;Altura-1,50 metros; IMC-30 Kg/m2 e Circunferência abdominal-105 cm. Nega tabagismo,etilismo e prática de atividades físicas. A paciente relata os seguintes problemas clínicos: Doresnas pernas e edema, micção durante a noite, problemas de memória, labirintite, gastrite esinusite. Tem histórico familiar de HAS, câncer, infarto, AVC. Seu tratamento medicamentosoatual prescrito consiste em: Atenolol 25 mg 24/24h + Glibenclamida 5 mg 12/12 h + Metformina850 mg 8/8h + AAS 100 mg 24/24 h. Durante o SFT a paciente relatou que não utilizava todosos medicamentos prescritos por medo de intoxicação.Avaliação do caso:A paciente está acimado peso ideal (obesidade grau 1) e a circunferência abdominal está acima do recomendado.Possui alguns fatores de risco cardiovascular como, idade > 65 anos, obesidade grau 1, DM,histórico familiar de doenças cardiovasculares, sendo sua classificação de fator de risco: AltoRisco Adicional, e devido aos seus valores da PA, Hipertensão Estágio 1. A DM tipo 2apresenta um perfil não controlado de acordo com as aferições de glicemia capilar de jejumfeita no serviço da farmácia. Foram identificados na terapia os seguintes problemasrelacionados a medicamentos (PRM): Adesão - paciente prefere não tomar o medicamento,eficácia - frequência inadequada e farmacoterapia inefetiva - outro medicamento é maisindicado. Durante o acompanhamento observou-se que a paciente não seguia o esquemaposológico proposto para o tratamento da DM, o que foi comprovado com a aplicação do testede Morisky. Intervenção: Foi orientada quanto à necessidade de adesão ao tratamentoprescrito através ficha de orientação farmacêutica e folders. Uma comunicação ao prescritoratravés de carta foi enviada indicando a necessidade das intervenções: substituição do atenololpor enalapril ou losartana, pois ele não demonstra em estudos, redução de acidente vascularencefálico, em pacientes com idade superior a 60 anos e o enalapril e a losartana em baixasdoses, demonstram eficácia no tratamento da HAS e redução da morbidade e a mortalidadepor doenças cardiovasculares e insuficiência renal crônica. Além disso, sugeriu-se a solicitaçãoda dosagem de hemoglobina glicosilada, glicemia de jejum e pós-prandial a fim de se avaliar aeficácia do tratamento da DM tipo 2 e sumário de urina, creatinina, ácido úrico plasmático,uréia, colesterol total, HDL, triglicérides, eletrocardiograma convencional paraacompanhamento da HAS.Conclusão: O SFT permitiu a resolução de alguns PRMs como amelhora na adesão ao tratamento da DM tipo 2 ( com redução do valor da glicemia capilar dejejum (de 214 mg/dl para 156 mg/dl). A intervenção realizada junto ao médico não teveresposta mas a paciente obteve melhora significativa na terapia, havendo ótima aceitabilidadedo SFT pela mesma, além da adesão à terapia farmacológica, passou a fazer atividades físicase reeducou a sua alimentação. Entretanto, a interação entre farmacêutico-paciente-prescritordeve ser um processo contínuo para possibilitar o desenvolvimento de atividades comuns: ocuidado integral, em qualquer âmbito da atenção a saúde. Ofício n° 073/2011: Número de
  • 69. aprovação do Trabalho ao Comitê de Ética em Pesquisa da Secretaria de Saúde do Estado daBahia - SESAB. Apoio financeiro: Farmácia FarmacenterE-MAIL PARA CONTATO: fredfar@hotmail.comPC 57 - CARATERIZAÇÃO E CINÉTICA DE LIBERAÇÃO IN VITRO DE FORMULAÇÃOMAGISTRAL DE PROGESTERONA BIOIDÊNTICA*CARVALHO, IVANA PEREIRA SANTOS1; CÉSAR, TALYTA DOLORES DO BONFIM1;CIRÍACO, SHAYARA LOPES1, SÁ, THAMYS LAYARA BANDEIRA1; TERCEIRO-NETO, JOSÉALVES1; CARVALHO, ANDRÉ LUIS MENEZES2.1 Acadêmico(a) de Farmácia da Universidade Federal do Piauí - UFPI; 2Docente do curso deFarmácia da Universidade Federal do Piauí - UFPIOs hormônios bioidênticos são fármacos derivados de plantas e modificados para seremestruturalmente idênticos aos endógenos humanos. A progesterona bioidêntica (P4) é umhormônio utilizado na pós-menopausa e está associado a benefícios no tratamento deosteoporose e problemas cardiovasculares. A incorporação de hormônios bioidênticos emformulações galênicas tornou-se popular e útil na adesão do paciente ao tratamento. Aadministração tópica é conhecida como rota alternativa à administração oral de ativosmedicamentosos e oferece vantagens, como a ausência de efeito de primeira passagem eredução da toxicidade dose-dependente. A pesquisa teve como objetivo, avaliar a viabilidadede preparações galênicas de progesterona bioidêntica usualmente preparadas em FarmáciaMagistral através da obtenção e caracterização de gel alcoólico de progesterona bem comoaplicação em cinética de liberação in vitro. A obtenção da formulação envolveu a elaboração degel alcoólico à base de carbopol, contendo progesterona bioidêntica a 6%. As preparaçõesgalênicas foram submetidas à centrifugação em temperatura ambiente à 3000rpm por 30minutos. Os testes realizados para caracterização físico-química incluíram ensaiosorganolépticos, viscosidade aparente / relativa, pH e espalhabilidade. As amostras derivadasde cinéticas de liberação in vitro foram obtidas de experimento com células de difusão de Franzcom membrana artificial de acetato de celulose (0,45μm), no intervalo de 6h, em sextuplicada.Para seleção da fase receptora realizou-se análises da solubilidade da progesterona nosseguintes meios: etanol 100%, soluções hidro alcoólicas de etanol a 50%, 30% e 20%. Asamostras foram analisadas quantitativamente através de leitura direta em espectrofotômetroUV/VIS no comprimento de onda de 240nm. Após centrifugação, as formulaçõespermaneceram inalteradas. Quanto às características organolépticas apresentaram aspectohomogêneo e odor alcoólico. Os parâmetros viscosidade e espalhabilidade não variaramsignificativamente na presença do hormônio bioidêntico. O pH das formulações permaneceu-sedentro dos limites para utilização tópica de 5,46 (ausência de P4) e 5,51 (presença de P4) . Asolução hidroalcoólica a 20% foi escolhida como fase receptora por apresentar 49,11+/- 0,39µg/ml de solubilidade e manter as “condições sink” necessárias para o meio receptor. Aquantidade total liberada de P4 após 6h de cinética de liberação in vitro foi de 28.44 +/- 2.59μg/ml. A quantidade do fármaco no meio receptor aumentou proporcionalmente com o tempodemonstrando que o gel alcoólico não aprisiona o fármaco. Desta forma, pôde-se concluir quea incorporação de progesterona bioidêntica no gel alcoólico não interfere significativamente nascondições iniciais da formulação magistral, assim como, pode-se verificar que o veículo possuipotencial para veiculação da progesterona. Futuros estudos poderão comprovar a efetividadeda forma farmacêutica para liberação transdérmica da progesterona bioidêntica. Apoio:FARMÁCIA ESCOLA - UFPIE-MAIL PARA CONTATO: anavipsc@hotmail.comPC58 - ADESÃO COMBINADA DE DISTINTOS MÉTODOS DE ADESÃO AO TRATAMENTOANTIRRETROVIRAL DE PACIENTES HIV/AIDSFERREIRA, PABLO RICARDO BARBOSA1; CARNEIRO, MONICA LETÍCIA MORAES1;*CARVALHO, IVANA PEREIRA SANTOS1; GUIMARÃES, SANDRA DA SILVA²; CARVALHO,ANDRÉ LUIS MENEZES31 Acadêmico(a) de Farmácia da Universidade Federal do Piauí - UFPI; 2Farmacêutica daFundação Municipal de Saúde - FMS / Teresina - PI; 3Docente do Curso de Farmácia daUniversidade Federal do Piauí - UFPI
  • 70. A infecção pelo HIV, pelas suas características de transmissão, vem atingindo proporçõespreocupantes no mundo, e é considerada uma pandemia pela Organização Mundial de Saúde(OMS). É necessária alta taxa de adesão ao tratamento antirretroviral (95% de seguimento dasdoses prescritas) para garantir supressão viral máxima e, dessa forma, evitar a falhaterapêutica. A adesão terapêutica pode ser entendida como a extensão com que um pacientetoma os medicamentos, seguindo a prescrição recomendada pelo seu médico. A utilização dediferentes métodos para investigação é importante para aumentar a sensibilidade eespecificidade da ferramenta de medição. O objetivo do presente trabalho foi comparar aviabilidade de utilização dos métodos de Morisky, Autorrelato da quantidade de doses perdidase retirada de medicamentos na farmácia na adesão ao tratamento antirretroviral de pacientesHIV/AIDS. Foi realizado estudo observacional, descritivo, quantitativo e transversal. Um total de85 pacientes (maiores de 18 anos) atendidos em hospital de referência na cidade de Teresina-PI participou do estudo. O trabalho foi autorizado pelo CEP-UFPI com protocolo SISNEP Nº0072.0.045.000-11. A adesão dos pacientes foi medida através de três métodos distintos:autorrelato da quantidade de doses perdidas (Autorrelato), registro da retirada na farmácia eteste de Morisky. Para os dois primeiros métodos citados foi adotado como ponto de corte aadesão de pelo menos 95% das doses prescritas, devido ao fato de os documentos oficiais doMinistério da Saúde sobre HIV/AIDS considerarem como sendo essa a quantidade necessáriapara supressão viral máxima e sustentada. Foi realizada análise bivariada entre os resultadosencontrados nos três métodos utilizados, sendo considerado como associação significativa ovalor de p<0,05 calculado pelo teste do Qui-Quadrado, o programa utilizado para as análisesestatísticas foi o S.P.S.S 9.0, sendo adotado nível de confiança de 95%. Os resultadosindicaram que as taxas de adesão obtidas pelo método de Morisky não apresentaram qualquerrelação com os outros dois métodos utilizados, os valores de p obtidos foram os seguintes:Autorrelato x Morisky p=0,271, Retirada na Farmácia x Morisky p=0,711, Autorrelato x Retiradana Farmácia p=0,032. Dessa forma, como os métodos do autorrelato da quantidade de dosesperdidas e o registro da retirada na farmácia classificam como aderentes os pacientes comadesão de pelo menos 95% das doses prescritas, sendo assim uma ferramenta confiável paramedição da adesão a esse grupo de pacientes específicos, e tendo o teste de Morisky nãoapresentado relação significativa com nenhum dos dois métodos (p>0,05), pode-se concluirque o método de Morisky possui limitação para medição da adesão ao tratamento antirretroviralde pacientes HIV/AIDS, pois tal método não leva em consideração a complexidade terapêuticadesta morbidade. Apoio: FARMÁCIA ESCOLA - UFPI; INSTITUTO DE DOENÇAS TROPICAISNATAN PORTELA - IDTNPE-MAIL PARA CONTATO: anavipsc@hotmail.comPC 59 - INVESTIGAÇÃO DE INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS EM PRONTUÁRIOS DEIDOSOS EM UM ABRIGO DE LONGA PERMANÊNCIA*CARVALHO, IVANA PEREIRA SANTOS1; CÉSAR, TALYTA DOLORES DO BONFIM1;MACÊDO, TAMYRES DE ANDRADE1; SILVA, GUBBIO MATOS1; BRAÚNA, CARINA DACOSTA1; FREITAS, RIVELILSON MENDES21Acadêmico(a) de Farmácia da Universidade Federal do Piauí - UFPI; 2Docente de Farmácia daUniversidade Federal do Piauí - UFPIOs idosos são, possivelmente, o grupo etário mais polimedicado na sociedade, devido aoaumento de prevalência de doenças crônico-degenerativas o qual requer tratamento commúltiplos fármacos. A polifarmácia é a administração concomitante dediversos medicamentos relacionada ao uso de pelo menos uma droga desnecessária numgrupo de prescrições supostamente necessárias por um mesmo indivíduo, que pode acarretarno risco de interações medicamentosas e possibilidade de aumento dos efeitos colaterais. Aatenção farmacêutica ao idoso requer comprometimento, uma vez que eles necessitam deorientação especial, verbal e/ou escrita, para aperfeiçoar o tratamento e reduzir riscos à saúde.O trabalho teve como objetivo analisar prontuários de idosos de um abrigo de longapermanecia da cidade de Teresina, Piauí considerando-se a relação dos medicamentos erespectivas posologias e a investigação da prevalência de potenciais interaçõesmedicamentosas. Foram analisados os prontuários de 35 idosos com faixa etária de 58 a 102anos, sendo 17 mulheres e 18 homens, todos fazendo uso de no mínimo três medicamentospor dia. Foi investigada a prevalência de interações medicamentosas entre medicamentos emedicamentos após elaboração de uma lista com todos os medicamentos utilizados pelosidosos. O trabalho foi autorizado CEP-UFPI com protocolo CAAE Nº 0345.0.045.000-10. Osdados levantados evidenciaram uma elevada utilização de medicamentos por mês, uma médiade 170 comprimidos para os homens e 142 comprimidos para mulheres. Dos fármacos listados
  • 71. os mais frequentes foram Captopril, Polivitamínicos e Diazepam para os homens e Fluoxetina,Digoxina e Ácido Acetil Salícilico para mulheres. Na investigação dos riscos de interaçõesmedicamentosas pôde-se observar que 14% dos idosos apresentam risco de interação entre osmedicamentos AAS e Captopril pela diminuição da ação anti-hipertensiva do Inibidor da ECA.Dos pacientes, 11% apresentam prevalência de interações entre Captopril e Metformina eGlibenclamida intensificando a ação hipoglicemiante. Com base nos resultados pode-seconcluir a importância da presença do farmacêutico em um abrigo de longa permanência paramelhorar a qualidade de vida dos idosos e reduzir o numero de interações e reações adversasao medicamento, bem como reduzir os custos com tratamentos farmacológicosdesnecessários. Apoio: FAPEPIE-MAIL PARA CONTATO: anavipsc@hotmail.comPC 60 - ATENÇÃO FARMACÊUTICA: MINIMIZAÇÃO DE TOXICIDADEGASTROINTESTINAL EM PACIENTES PÓS-TRANSPLANTE ALOGÊNICORODRIGUES, DIANE(1); SANTOS, CAROLINA FERREIRA(1); ALEGRE, VALESKARAMOS(1); MARUMO, KAMILA TAMIE(1); DULLEY, FREDERICO LUIZ(1)(1) Serviço de Transplante de Medula Óssea do Hospital das Clínicas da Faculdade deMedicina da USPINTRODUÇÃO O Transplante de Células Tronco Hematopoiéticas (TCTH) é um tratamentopara pacientes com doenças onco-hematológicas. Nesta terapia é realizada aplasia medular doreceptor e posteriormente infusão venosa de células do tecido hematopoiético, de doadorcompatível, com a finalidade de restabelecimento da hematopoiese. Durante este processo, ospacientes são submetidos a protocolos de tratamentos com diversos medicamentos. No TCTHcomplicações podem ocorrer devido à complexidade do regime de condicionamento, onde ospacientes são submetidos a altas doses de quimioterapias. Nesta fase há efeitos colaterais,como náuseas e/ou vômito, xerostomia, alteração de paladar, diarréia e mucosite, podendolevar à comorbidade e redução da qualidade de vida. O TCTH requer um acompanhamentoespecializado, fundamental na orientação aos pacientes. Os pacientes submetidos ao TCTHAlogênico formam uma população de alto risco para desenvolver Problemas Relacionados aMedicamentos (PRM), devido também à quantidade de fármacos administrados por via oral. Ofarmacêutico realiza Atenção Farmacêutica (ATF) individualizada, com o propósito deidentificar, previnir e resolver fatores que possam interferir no tratamento terapêutico dopaciente. O objetivo deste trabalho é avaliar a prescrição de medicamentos, aumentar aadesão do paciente aos regimes farmacoterapêuticos e intensificar a participação dofarmacêutico junto á equipe multidisciplinar. MÉTODOS O estudo foi desenvolvido noAmbulatório de Transplante de Medula Óssea de um Hospital Público de São Paulo, a partir devisitas diárias, sistematizadas e individualizadas beira leito utilizando “Formulário deAcompanhamento Farmacoterapêutico (ACF)”, onde consta a identificação do paciente,diagnóstico, dias pós-transplante e toda terapia medicamentosa. Após a visita beira leito, é feitaa adequação de horários dos medicamentos, prevenção ou minimização de reações adversase identificação de prováveis interações medicamentosas. RESULTADOS Foi possívelminimizar efeitos secundários a quimioterapia, bem como identificar os medicamentos compotencial de interação interferindo na eficácia do tratamento, através dos Formulários do ACF.CONCLUSÃOO Acompanhamento Farmacoterapêutico é um desafio para o farmacêutico clínico, a fim de setornar uma ferramenta importante na Atenção Farmacêutica. É possível disponibilizaralternativas terapêuticas, sinalizar os ajustes de dose e verificar dose cumulativa, contribuindopara a melhoria dos regimes terapêuticos, propiciando um acréscimo direto na qualidade esegurança do tratamento, melhorando a qualidade de vida dos pacientes.E-MAIL PARA CONTATO: centralqt@hcnet.usp.brPC 61 - ATENÇÃO FARMACÊUTICA EM PACIENTES COM CÂNCER DE CABEÇA EPESCOÇOPIMENTEL, RAFAELA1; VISACRI, MARÍLIA BERLOFA2; TEIXEIRA, NOELLE BREDA2;DEMOCH, MÉCIA MARIALVA3; LIMA, CARMEN SILVIA PASSOS4; MORIEL, PATRICIA21 Instituto de Biologia, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) 2Departamento dePatologia Clínica, Faculdade de Ciências Médicas (FCM)/UNICAMP 3Serviço de Farmácia,Hospital de Clínicas/UNICAMP 4Departamento de Clínica Médica, FCM/UNICAMP
  • 72. Introdução: Pacientes em tratamento antineoplásico necessitam de atenção especial no quediz respeito aos Problemas Relacionados ao Medicamento (PRMs), reações adversas einterações medicamentosas (IMs). Objetivo: O objetivo deste estudo foi caracterizar os PRMs edescrever as intervenções farmacêuticas (IFs) durante o acompanhamento de pacientesportadores de câncer de cabeça e pescoço, recebendo tratamento à base de cisplatina eradioterapia. Método: Acompanharam-se 10 pacientes que passaram por consultas no dia doCaso Novo, na liberação da quimioterapia, na avaliação do primeiro ciclo e liberação dosegundo ciclo de quimioterapia, no período de setembro de 2011 a fevereiro de 2012, emhospital universitário no interior de São Paulo. Os PRMs foram classificados em: indicação,efetividade, segurança e cumprimento. Para resolvê-los e preveni-los foram realizadas IFs(classificadas em prevenção, resolução de PRM e qualidade de vida), sendo aplicadosquestionários de qualidade de vida e testes de Morisky (avaliação de cumprimento). As IMsforam checadas na base de dados Micromedex®. O projeto foi aprovado pelo comitê de ética(n°: 859/2010). Resultados: Todos pacientes eram do sexo masculino, média de idade54,2±11,3 anos e 80,0% eram brancos. Foram encontradas 15 IMs, 80,0% potenciais e 20,0%reais, 80,0% envolvendo medicamento-medicamento e 20,0% envolvendo medicamento-alimento, com prevalência das de severidade moderada (73,3%). No dia do Caso Novo, 20PRMs foram identificados (Reais: 45,0% e Potenciais: 55,0%; 20,0% de indicação, 35,0% deefetividade, 30,0% de segurança e 15,0% de cumprimento) e 32 IFs foram realizadas, 53,1%para prevenção e 15,6% para resolução de PRMs. No primeiro retorno, foi visto uma reduçãode PRMs (Total de 12 PRMs; Reais: 41,7% e Potenciais: 58,3%), já que parte deles foramresolvidos por meio das IFs (75,0% delas foram seguidas pelos pacientes). Na terceira consultaobserva-se o maior número de PRMs (36 PRMs; Reais: 72,2% e Potenciais: 27,8%) compredomínio do PRM de segurança (61,1%) e 67,3% das IFs foram seguidas. Conclusão: Pormeio deste estudo, nota-se que o farmacêutico clínico em oncologia pode melhorarsignificativamente a qualidade do tratamento oncológico. Projeto financiado pelo PIBIC;FAPESP, CNPq.E-MAIL PARA CONTATO: rafaelapimentel.far@gmail.comPC 62 - ATUAÇÃO DO FARMACÊUTICO CLÍNICO NO PROTOCOLO DETROMBOEMBOLISMO VENOSO EM UMA UNIDADE ONCOLÓGICAMENDROT, BIANCA; AZEVEDO, MARIA FERNANDA SALOMÃO; MORENO, GRAZIELABAUPTISTA; KROKOSCZ, DANIELLA:, MATTAR ,JORGE; CARVALHO;DÉBORA CECÍLIAMANTOVANI FAUSTINO DESociedade Beneficente de Senhoras - Hospital Sírio Libanês, SPIntrodução: O câncer é um estado pré-trombótico, eventos vasculares podem ocorrer antesmesmo do diagnóstico estabelecido e podem ser agravados pelo início da terapêutica. Oseventos vasculares mais frequentes incluem tromboses venosas profundas (TVP) etromboembolias pulmonares (TEP), atualmente é a segunda causa de morte e está associadaa uma piora significativa da sobrevida em pacientes com câncer. A existência de um protocolode profilaxia de tromboembolismo venoso no Hospital Sírio-Libanês se torna uma ferramentaindispensável para evitar complicações no quadro clínico dos pacientes. Nesse contexto, ofarmacêutico clínico contribui de forma a avaliar e sugerir adequação às profilaxias prescritas,levando em consideração as contraindicações, como plaquetopenia e sangramento ativo, muitocomum nesse grupo de pacientes. Objetivo: Analisar a atuação do farmacêutico nomonitoramento do protocolo institucional. Método: Foram avaliados 389 pacientes no períodode setembro/2011 a fevereiro/2012 com base no protocolo institucional utilizando como critériosda avaliação farmacêutica: o risco de tromboembolismo e a profilaxia prescrita e a existênciade contraindicação. Identificando alguma inconsistência, o farmacêutico sugeria à equipemédica a profilaxia adequada, e essas intervenções eram registradas no prontuário. Asintervenções não aceitas foram discutidas semanalmente em reuniões com o grupo degerência do protocolo. Resultados: Dos 389 pacientes avaliados durante os 6 meses, 34 (9%)não estavam com a profilaxia adequada. Após a intervenção do Farmacêutico Clínico, do totaldos pacientes que não estavam adequados, 22 (65%) pacientes foram adequados aoprotocolo, sendo desses, 17 (77%) através de quimioprofilaxias e 5 (22%) de profilaxiasmecânicas, totalizando 97% de adesão ao Protocolo. Conclusão: A atuação do FarmacêuticoClínico junto aos demais profissionais mostrou efetiva para aperfeiçoar o processo e ampliar aadesão ao Protocolo Clínico de Tromboembolismo Venoso.E-MAIL PARA CONTATO: maria.azevedo@hsl.org.br
  • 73. PC 63 - A IMPORTANCIA DA RECONCILIAÇÃO MEDICAMENTOSA DE ADMISSÃO NAPREVENÇÃO DE ERROSSOUZA, VANESSA KASUBECK; NOWAK, LAÍS VIEIRA; CRUZ, RAQUEL FERNANDA;CONCEIÇÃO, VANESSA DE ANDRADEHospital BandeirantesINTRODUÇÃO: Os erros de medicações e reações adversas em ambiente hospitalar estãocada vez mais numerosos, contudo, na maioria das vezes são evitáveis. Por isso, é de sumaimportância a implantação de ferramentas para detecção e prevenção de erros nas instituiçõesa fim de garantir a segurança do paciente (NUNES, 2008). O método Dáder é uma ferramentautilizada para realizar o acompanhamento farmacoterapêutico de pacientes hospitalizados(MACHUCA, 2003). A omissão de medicamentos contínuos do paciente em prescriçãohospitalar no momento da admissão é um erro verificado frequentemente, (VIRA, 2006) e aReconciliação Medicamentosa de Admissão (RMA) constitui uma das atividades dofarmacêutico clínico, a fim de correlacionar os medicamentos que o paciente faz uso domiciliarcom a prescrição médica garantindo um tratamento efetivo e seguro durante internação e altahospitalar (COFFEY, 2009). O objetivo deste trabalho foi quantificar os erros encontradosatravés da RMA e quantos pacientes tiveram sua terapêutica corrigida, evitando ProblemasRelacionado ao Medicamento (PRM) de acordo com método Dáder. METODOLOGIA: Estudoretrospectivo observacional, realizado no período de Maio/2011 à Março/2012 onde foramavaliadas as intervenções farmacêuticas referentes às RMA realizadas aos pacientesinternados via Pronto Socorro. Todas as intervenções foram devidamente registradas emsistema informatizado e analisadas de acordo com o Problema Relacionado ao Medicamento(PRM) de Necessidade, conforme o consenso de Granada, classificado como PRM 1.RESULTADOS: Durante os 11 meses foram realizadas 638 intervenções farmacêuticasreferentes à RMA, dessas, 44% foram acatadas pelos médicos, 53% não foram aceitas e 3%não se obtiveram resposta devido alta hospitalar ou óbito. As intervenções acatadas foramclassificadas em três tipos: inclusão, suspensão ou alteração (modificação na prescrição dealgum item por nomenclatura, dose ou substituição de medicamento). As reconciliaçõesrealizadas para inclusão de medicamentos foram as mais aderidas pela equipe médica com72% de intervenções. De acordo com o método Dadér, foi possível avaliar que 203 pacientestiveram erros evitados do tipo PRM 1 (não utilizar medicamentos necessários) e 21 pacientesdo tipo PRM 2 (uso de medicamentos não necessários). CONCLUSÃO: Por este trabalho,conclui-se que através das intervenções farmacêuticas realizadas junto à equipe medica, foipossível evitar PRM. Portanto, o processo de RMA deve ser executado fielmente, evitandodiscrepâncias nas medicações de uso continuo, piora no quadro clinico do paciente eprolongamento de sua internação.E-MAIL PARA CONTATO: kasu@ig.com.brPC 64 - AVALIAÇÃO DO PERFIL CIRURGICO E DISPENSAÇÃO DE MATERIAIS DE ALTOCUSTO EM BLOCO CIRURGICO DE HOSPITAL GERAL DA GRANDE PORTO ALEGREALVES, LAURA BOCKMANN; WINTER, JULIANA DA SILVA; VELHO, ALICE ZINNServiço de Farmácia, Hospital Nossa Senhora das Graças, Canoas, Rio Grande do Sul, BrasilIntrodução: O Hospital Geral Nossa Senhora das Graças (GRAÇAS), da região da GrandePorto Alegre, disponibiliza 300 leitos, atendendo a convênios, SUS e particulares. O CentroCirúrgico oferece 8 salas, com diversas especialidades. Este estudo objetivou analisar onúmero de especialidades cirúrgicas realizadas e relacioná-las com a utilização de materiais deórtese e prótese (OPME), avaliando a eficiência dos protocolos que otimizam a dispensaçãoracional. Métodos: Analisaram-se protocolos de registro de saída de OPME e o registro daquantidade de cirurgias realizadas no período de janeiro a abril de 2012. O estudo estratificoupercentualmente os diferentes tipos de OPME dispensados, avaliando, concomitantemente, aquantidade de cirurgias realizadas mensalmente de acordo com as suas especialidades.Resultados: Foram realizadas 2740 cirurgias em um período de quatro meses. Sendo 836 emjaneiro, 449 em fevereiro, 856 em março e 599 em abril. Avaliaram-se 101 dispensações deOPME sendo em janeiro 30, fevereiro 38, março 24 e abril 9. Em janeiro, 64% dasdispensações foram telas de polipropileno (sistema duplo e simples),10% trocateres e 26%grampeadores cirúrgicos. Em fevereiro, a dispensação de telas de polipropileno foi 63%, 10%trocateres e 26% grampeadores cirúrgicos. Em março, verificou-se a dispensação de 66%
  • 74. telas de polipropileno, 22% trocateres e 10% grampeadores lineares cortantes. No mês deabril, a dispensação de tela de polipropileno representou 34%, 12% trocateres, 23%grampeadores lineares cortantes. Referente ao número de cirurgias, em janeiro, obtivemos35% em cirurgia geral, 24% em traumatologia, 17% em oftalmologia, 8% em ginecologia, osoutros 6% distribuídos em plástica, urologia, entre outras. Em fevereiro, 36% em traumatologia,11% vascular, 5% em cirurgia geral, 27% oftalmologia, 7% em plástica 3% ginecologia, 3%urologia, 6% proctologia, 2% buco-maxilo facial. Em março, 1% em cirurgia pediátrica, 4% emplástica, 25% em traumatologia, 4% em proctologia, 28% em cirurgia geral, 7% em ginecologia,4% em urologia, 8% em vascular, 15% em oftalmologia, 1% em buco, 3% divididos em buco,otorrino, entre outras. Em abril, 27% das cirurgias foram geral, 3% plástica, 4% urologia,27%traumatologia, 1% otorrino, 2% buco, 14% oftalmologia, 10% vascular, 4% proctologia, 7%ginecologia e 1% de outras especialidades. Conclusão: Observou-se o perfil de procedimentoscirúrgicos realizados no GRAÇAS, avaliando a dispensação de OPME através de protocoloseficientes, promovendo a dispensação controlada e racional de materiais de OPME.E-MAIL PARA CONTATO: lauraalves@gracas.org.brPC 65 - ESPECIALIZAÇÃO, RESIDÊNCIA E A PRÁTICA DE FARMÁCIA CLÍNICA NOBRASILFREITAS, CAROLINA GOMES1; STORPIRTIS, SÍLVIA2; STRASSER, MARC31 Graduanda da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (FCF-USP); 2Professora Associada do Departamento de Farmácia da FCF-USP; 3Doutorando daFCF-USPINTRODUÇÃO: A Farmácia Clínica surgiu na década de 1960 e o reconhecimento de seusbenefícios clínicos e econômicos levou à sua expansão nos Estados Unidos e paíseseuropeus, enquanto no Brasil seu desenvolvimento foi tardio. Considerando-se a importância eo potencial da Farmácia Clínica no Brasil, este trabalho corresponde à avaliação preliminar doensino e prática nessa área, buscando-se dados sobre cursos de especialização, residência ehospitais que dispõem ou estão implantando Serviços de Farmácia Clínica. MATERIAIS EMÉTODOS: Para avaliação dos cursos de especialização e residência foi realizadaAmostragem Aleatória Estratificada Sistemática a partir do cadastro do Ministério da Educaçãopara Instituições de Ensino Superior (IES), resultando em amostra de 81 estabelecimentos.Consultou-se o sítio eletrônico das instituições sobre oferecimento de Pós-graduação latosensu (Especialização em Farmácia Clínica) e Residência Multiprofissional com vagas parafarmacêuticos. Na investigação da prática de Farmácia Clínica utilizou-se o mesmo método deamostragem no Cadastro Nacional dos Estabelecimentos de Saúde (amostra de 99hospitais). Foi elaborado e enviado questionário com questões fechadas sobre característicasdo hospital e da Farmácia, atividades dos Farmacêuticos e seu nível educacional. Realizou-se inferência dos dados quantitativos por meio de Intervalo de Confiança de uma proporção einvestigação de associação estatística entre as variáveis categóricas por meio dos Testes Qui-Quadrado, Qui-Quadrado com Correção de Yates, Teste Exato de Fisher e Log-likelihood(α=0,05). RESULTADOS: A avaliação de prescrição é desenvolvida em 22-57% dos hospitais eo monitoramento da farmacoterapia em 6-34%. O número estimado de residências emestabelecimento hospitalar para farmacêuticos é de 5 a 48 (1-11% das IES) e o número decursos de especialização em Farmácia Clínica é de 18 a 78 (4-18%). Hospitais brasileiros quevisam implantar Farmácia Clínica (1.440 a 3.677) correspondem a 22 a 57%; 13 a 46% doshospitais possuem farmacêutico com especialização em Farmácia Clínica e 6 a 34% comresidência. Da amostra de 99 hospitais brasileiros, 10% não possuíam o farmacêutico presentediariamente em tempo integral. Há associação entre Serviços de Farmácia Clínica (11 a 42%dos hospitais) e maior número de auxiliares em serviços farmacêuticos (p = 0,03).CONCLUSÃO: Constatou-se que ainda são poucos hospitais que possuem Serviço deFarmácia Clínica no Brasil e realizam seguimento farmacoterapêutico, embora haja avaliaçãode prescrições. Há alta demanda de hospitais que pretendem implantar Farmácia Clínica ebaixo oferecimento de especialização e residência na área, o que demonstra o atual déficitpara capacitação de farmacêuticos em atividades clínicas. CAAE: 0041.0.018.000-11. Auxíliofinanceiro: FCF-USPE-MAIL PARA CONTATO: crlngomesfreitas@gmail.comPC 66 - ELABORAÇÃO DE DOCUMENTAÇÃO CLÍNICA FARMACÊUTICA PARAREGISTRO EM PRONTUÁRIO
  • 75. PINHEIRO, CAMILA TEIXEIRA; SILVA, VEDILAINE APARECIDA BUENO DA; WALCZAK,SUZANA ZABA; MARIN, MARCIA LÚCIA DE MÁRIO PINTO, VANUSA BARBOSA; SFORSIN ,ANDREA CÁSSIA PEREIRA.Divisão de Farmácia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade deSão PauloIntrodução: Toda avaliação de prescrição médica poderá originar propostas de modificação deconduta médica e/ou da equipe de enfermagem visando ofertar aos pacientes alternativasterapêuticas disponíveis e estabelecidas em protocolos institucionais e evidências científicas. OConselho Federal de Farmácia pela Resolução nº 555 de 30 de novembro de 2011,regulamenta o registro, a guarda e o manuseio de informações resultantes da prática daassistência farmacêutica nos serviços de saúde. O registro de orientações à equipe de saúde,resultantes do processo da assistência farmacêutica, a adoção de medidas e açõesrecomendadas possibilitam melhorias na qualidade da assistência à saúde,permitem redução eminimização da ocorrência de resultados negativos associados à medicação e a eventosadversos, contribuindo para a promoção do uso racional do medicamento, segurança ereabilitação do paciente. O objetivo do estudo foi elaborar frases para padronizar condutas deregistros em prontuários pelos farmacêuticos clínicos. Métodos: Foi realizado na UTI doTrauma do Instituto Central do Hospital das Clínicas da FMUSP, no período de janeiro a marçode 2012, um levantamento das intervenções farmacêuticas realizadas nas prescriçõesmédicas, pelo farmacêutico da farmácia clínica e registradas na Tabela de IntervençãoFarmacêutica (criada e validada pela Divisão de Farmácia do Hospital das Clínicas daFMUSP). As intervenções foram classificadas em indicação, posologia, via de administração,interações, efeitos adversos, medicamentos não padronizados e outros. A partir dessaclassificação foram elaboradas frases objetivas, de modo a padronizar a informação dofarmacêutico nos prontuários dos pacientes. Resultados: Foram elaboradas 18 frases paraos sete tipos de intervenções realizadas, distribuídas da seguinte forma: indicação- 4 frases;posologia -4 frases; interações -4 frases; via de administração- 2 frases; efeitos adversos -2frases; medicamentos não padronizados -1 frase e outros-1 frase. Conclusão: As frasespropostas possibilitaram padronizar o registro de intervenções farmacêuticas realizadas nosprontuários propiciando comunicação mais eficiente entre os profissionais da saúde e melhoratendimento ao paciente.E-MAIL PARA CONTATO: suzana.zwalczak@hc.fm.usp.brPC 67 - PACIENTE COM DISTÚRBIO HIDROELETROLÍTICO E MÁ ABSORÇÃOINTESTINAL: RELATO DE CASORESENDE, STEFANE CRISTINA PAIXÃO OLIVEIRA; MYAMOTO, MARIA DE FÁTIMA SIVA;MARIN, MÁRCIA LÚCIA DE MÁRIO; PINTO, VANUSA BARBOSA; MINARI, ARIANEBOCCOLI, WALCZAK, SUZANA ZABADivisão de Farmácia do Instituto Central do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina daUniversidade de São PauloDescrição do caso: Paciente 61 anos, acompanhado por duas diferentes especialidades,portador de distúrbios hidroeletrolíticos de repetição, má absorção intestinal, InsuficiênciaCardíaca Congestiva, Insuficiência Renal Crônica (IRC) não dialítica, hérnia estranguladaoperada com lesão de alça e necessidade de reoperação, ileostomia com alto débito, duasinternações por choque hipovolêmico, hipercalemia e agudização da IRC. Utiliza 12medicamentos e foi encaminhado para seguimento farmacoterapêutico por baixo grau deadesão ao tratamento medicamentoso. Na primeira consulta, apresentou baixo grau deentendimento, uso inadequado dos medicamentos, relatou frio nas extremidades (mãos e pés)e outros 17 sinais e sintomas. Avaliação: As prescrições foram avaliadas quanto à posologia,necessidade, efetividade, via de administração e segurança. Dos medicamentos prescritos porambas as especialidades, houve duplicidade de posologia para um mesmo medicamento.Foram observados nos exames laboratoriais alteração dos índices de magnésio, cálcio iônico etotal. As metas definidas foram racionalizar a prescrição, reduzir os sinais e sintomas relatadosem 30%, normalização dos níveis dos eletrólitos alterados, aumentar o grau de entendimento eadesão ao tratamento, em três meses. Intervenção: As intervenções junto com os prescritoresocorreram durante discussão do caso clínico e antes das consultas médicas. Com os paciente,as intervenções foram desenvolvidas em quatro consultas farmacêuticas e plano de educação,com utilização do guia “Saiba mais sobre seus medicamentos”, associada à tabela de
  • 76. orientação farmacêutica impressa, a identificação das cartelas dos medicamentos e adequaçãoda posologia aos hábitos de vida do paciente. Foram realizadas 30 intervenções farmacêuticas,sendo que destas, 28 foram aceitas e resultaram na normalização dos índices de magnésio,cálcio iônico e total. Houve diminuição em 78% no número de sinais e sintomas; racionalizaçãoda prescrição médica pela uniformização do perfil farmacoterapêutico do paciente; aumento dograu de adesão e entendimento à farmacoterapia, dentro do prazo estabelecido. Conclusões:A atuação do farmacêutico no seguimento de pacientes com distúrbios hidroeletrolíticos e máabsorção intestinal, de alta complexidade, aliado ao baixo grau de entendimento à terapia eadesão é de fundamental importância para a redução de riscos à saúde, normalização deparâmetros bioquímicos, propiciando melhora na qualidade de vida do paciente e umafarmacoterapia segura e eficaz.E-MAIL PARA CONTATO: suzana.zwalczak@hc.fm.usp.brPC 68 - ESTUDO DE BIOEQUIVALÊNCIA AMIODARONA, EM PACIENTES EM JEJUM EALIMENTAÇÃOOLIVEIRA, PABLO REZENDE DE 1,2; RINCON, LEONOR GARCIA1,2,3; PAULA CHELLINI 1,2,SIQUEIRA, ARMINDA LUCIA2; SOUZA, JEISLAN CARLOS DE 1,2; PIRES, MARCO TÚLIOBACCARINI 1,2,3.1 CEBIO - Centro de Biotecnologia (Belo-Horizonte, MG), 2 Hosp. Belo Horizonte - Hospital BeloHorizonte (Belo Horizonte - MG), 3 UFMG - Universidade Federal De Minas Gerais (BeloHorizonte - MG)Introdução: A Amiodarona é um antiarrítmico indicado para pacientes com distúrbios gravesde ritmo cardíaco. O medicamento referência no mercado é o Atlansil®. Visando o lançamentode um novo medicamento deve-se pesquisar a biodisponibilidade relativa entre esse e omedicamento de referência. Logo, o objetivo desse trabalho foi a avaliação destabioequivalência em voluntários saudáveis, em jejum e em estado alimentado. Métodos: Aavaliação da bioequivalência em relação ao estado alimentar ocorreu em dois estudosdiferentes, em datas diferentes, mas utilizando os mesmos métodos: abertos, randomizados(aleatorizados), cross-over, sendo 2 administrações dos medicamentos em 2 períodos, nosquais os voluntários receberam, em cada período, um comprimido da formulação teste oureferência. De forma a atender o que determina a ANVISA, como prevenção de desistências econsiderando a variabilidade do fármaco, foram recrutados 52 voluntários (26 de cada sexo)para cada estudo. Devido às perdas, o estudo em jejum terminou com 42 voluntários, e o emalimentação com 44 voluntários. O fármaco estudado apresenta grande meia vida tecidual (25+ 12 dias nos tecidos), o que levou a necessidade de um grande período de washout. Dessaforma, o segundo período deveria ocorrer em, no mínimo, 70 dias após o primeiro (adotamos ointervalo de 14 semanas - 98dias). A longa meia-vida plasmática (3-10 dias) também levou ànecessidade de um período de coleta de 144 horas. Essas dificuldades foram muito bemcontornadas pela equipe multidisciplinar da CEBIO que ofereceu amplo suporte aosvoluntários. Resultados: As principais medidas farmacocinéticas do medicamento referência edo medicamento teste foram: pico da concentração plasmática (Cmax); tempo até atingir oCmax (Tmax); constante de eliminação (Ke); meia vida (t1/2); área sob a curva até o tempo t(ASCt). As diferenças médias (± DP) entre o medicamento referência e o teste para o estudoem estado de jejum foram, respectivamente: 2,9793 ± 6,8118 (ng/mL); -0,5362 ± -0,0329(ng/mL); -0,0008 ± -0,0033 (ng*h/mL); -0,0201 ± -1,6870; -7,8983 ± -131,2382. A razão médiaentre ASCt e ASCinf e o desvio padrão foi de 93,42% ± 4,08% para o referência e 94,38% ±1,58% para o teste. Para o estudo em alimentação as diferenças médias (± DP) foram,respectivamente: 35,2398 ± 46,4887 (ng/mL); -0,1136 ± 0,0611 (ng/mL); -0,0042 ± -0,0064(ng*h/mL); 0,2489 ± -1,1235; 119,4288 ± 71,9044. A razão média entre ASCt e ASCinf e odesvio padrão foi de 89,07% ± 4,65% para o referência e 89,12% ± 4,54% para o teste.Conclusão: Não houve violação dos pressupostos dos métodos estatísticos, o planejamentoamostral e a condução foram realizados correta e eficientemente. Não houve diferença deefeitos adverso-colaterais devido à troca do medicamento teste para o referência. Embasadonos resultados acima, o medicamento teste foi considerado bioequivalente ao referência tantopara uso no estado alimentado, quanto em jejum.E-MAIL PARA CONTATO: pablorezende@msn.comPC 69 - QUESTIONÁRIO DE ADESÃO PARA PACIENTES PORTADORES DE HEPATITE BCRÔNICA
  • 77. ABREU, RODRIGO MARTINS; FERREIRA, ALINE SIQUEIRA; ABREU, GISELLE MARTINS;FERREIRA, CAMILA SILVA; CARRILHO, FLAIR JOSÉ; ONO, SUZANE KIOKO.Departamento de Gastroenterologia, Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo,São Paulo, Brasil.Introdução: As evidências mostram que com o tratamento da infecção crônica pelo vírus dahepatite B (VHB) conseguimos suprimir a carga viral. Entre os fatores ligados diretamente aosucesso terapêutico, encontra-se a adesão ao tratamento. Diversos instrumentos de avaliaçãoda adesão estão disponíveis, porém não existe nenhum validado para uso na hepatite Bcrônica. Esse estudo avaliou a confiabilidade e a validação do “Questionário para Avaliação daAdesão ao Tratamento Antiretroviral” em pacientes portadores de hepatite B crônica. Métodos:Trata-se de um estudo transversal, aprovado pela CAPPesq sob o número 0581/10. Foramavaliados 183 pacientes com diagnóstico de infecção crônica pelo VHB, em tratamento há pelomenos três meses com antivirais. Foi aplicado o “Questionário para a Avaliação da Adesão aoTratamento Antiviral” e o Teste de Morisky. A carga viral de VHB foi compilada diretamente doprontuário. A avaliação da confiabilidade do questionário foi testada por meio do valor de alfade Cronbach. A validação foi estabelecida através das validades de critério, conteúdo econstructo. Resultados: A confiabilidade do instrumento demonstrou uma consistência internaadequada no escore global do questionário (alfa de Cronbach = 0,734). O método empregadono desenvolvimento do instrumento assegurou validação de conteúdo excelente. As validadesde critério e do constructo do tipo convergente do instrumento proposto foram testadas pelascorrelações das medidas obtidas com os resultados do Teste de Morisky e do nível de cargaviral de VHB. Foi evidenciada correlação negativa boa (r = -,615; p < 0,001) do domínio “graude adesão ao tratamento antiviral” com o Teste de Morisky e correlação negativa moderada (r =-,417; p < 0,001) do domínio “fatores que podem interferir na adesão”com o nível de carga viral.Na capacidade discriminativa do constructo, os pacientes foram estratificados em função dodesfecho clínico (carga viral de VHB detectável ou indetectável), que demonstrou diferençaestatisticamente significativa (p < 0,001). Como vimos na capacidade discriminativa doconstructo, que escores maiores ou iguais a 80 detectam nível de adesão ao tratamento ótimo,necessário para a predição de uma carga viral de VHB indetectável, fixamos o ponto de corteda curva ROC o valor 80,50. Assim, encontramos um valor de sensibilidade de 81,43% eespecificidade de 67,26%. Conclusão: O questionário é o primeiro instrumento validado paramedir o grau de adesão ao tratamento antiviral e predizer o desfecho clínico (carga viral deVHB detectável ou indetectável), além de ser uma ferramenta diagnóstica útil na prática clínica,para uso na língua portuguesa.E-MAIL PARA CONTATO: rma@usp.brPC 70 - AÇÕES EDUCATIVAS POPULARES EM SAÚDE NAS FARMÁCIASCOMUNITÁRIASSILVA, MARQUES DEBORAH E ARRUDA, SOUZA LIZIENEDesde 2003, o Ministério da Saúde incorporou dentro de suas ações o campo da educaçãopopular em saúde. Esse espaço visa à participação de sujeitos sociais, ativos, criativos,transformadores e com o intuito de desenvolver práticas que fortaleçam a constituição dessessujeitos. Esse processo está vinculado ao movimento de reflexão crítica, ressignificação eredescoberta de outras práticas de educação, que aconteciam no âmbito dos serviços desaúde e dos movimentos populares. A partir destes movimentos, as ações de educação emsaúde têm como prática a participação ativa da comunidade, proporcionando informação,educação sanitária e aperfeiçoamento das atitudes indispensáveis para a sua vida. Essasações são estratégicas na orientação do serviço de saúde pelo norte de integralidade daatenção e do fomento da participação popular, contribuindo para a construção de um modelocomprometido com princípios do Sistema Único de Saúde e a melhoria da qualidade de vidacomo fundamento do direito à saúde. A educação popular é baseada na metodologia ativa queprovoca a participação do sujeito através da problematização do tema proposto com finalidadede fortalecer o protagonismo do sujeito e estimular a reflexão sobre o tema. Diante destecontexto, a inserção da prática de educação popular nas ações de educação em saúde éfundamental para construir um sujeito que tem capacidade de refletir sobre a sua própria saúdeatravés da proposta de metodologia ativa. Infelizmente as ações educativas realizadas nasfarmácias comunitárias não têm esse olhar e deparamos com ações educativas que promovemapenas aferições de pressão arterial e glicemia capilar sem nenhuma orientação e/ou palestraseducacionais para a população. Portanto, justifica-se a necessiddae de eleborar instrumentoscapazes de auxiliar no desenvolvimento das ações educativas em saúde nas farmácias
  • 78. comunitárias. Neste trabalho iremos apresentar as ferramentas desenvolvidas para atividadesem grupos, baseadas na educação popular do Ministério da Saúde; tais como: dinâmicas degrupo e recursos audivisuais. Este trabalho vem sinalizando uma melhor percepção doprocesso saúde e doenca pelo usuário envolvido no projeto e possibilitando uma maiorcompreensão da importância do autocuidado.E-MAIL PARA CONTATO: deborah1964@terra.com.brPC 71 - INTERVENÇÃO FARMACÊUTICA EM PACIENTES EM USO DE NUTRIÇÃOPARENTERAL: ANÁLISE RETROSPECTIVAARAUJO, HOLCILENE CARVALHO1; ABREU, LORENA PATROCÍNIO1; GOMES, DANILOREIS1, 2; VASCONCELOS, THAÍSE SOUZA1, 2.1.2. HOSPITAL SÃO RAFAEL - SALVADOR/BAHIA.3. FACULDADE DE FARMÁCIA - UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA.Introdução: A Farmácia Clínica é uma realidade cada vez mais presente nas instituiçõeshospitalares, e se fortalece, por somar resultados positivos frente à farmacoterapia econsequentemente à melhora da qualidade de vida dos pacientes. É incluída na FarmáciaClínica, a análise das prescrições e evoluções dos pacientes, e, se necessário, a IntervençãoFarmacêutica. De acordo com o Consenso Brasileiro de Atenção Farmacêutica (2002), aIntervenção Farmacêutica (IF) é uma ação planejada, documentada, e realizada junto à equipede saúde e ao paciente, com a finalidade de prevenir ou solucionar problemas (reais oupotenciais) relacionados a medicamentos. Tratando-se de Nutrição Parenteral, não é diferente,já que é um produto de responsabilidade da Farmácia, e está sujeito a apresentar nãoconformidades (potenciais geradoras de PRM), que podem ser prevenidos ou solucionadospelo Farmacêutico. O Objetivo do presente trabalho é analisar retrospectivamente asIntervenções Farmacêuticas realizadas em pacientes em Uso de Nutrição Parenteral, bemcomo a importância destas intervenções. Métodos: O trabalho foi desenvolvido por umaanálise retrospectiva que se define como um estudo onde o que esta sendo avaliado jáocorreu, ou seja, os pontos analisados são seguidos do “efeito” para a “causa”. Analisaram-seas Intervenções Farmacêuticas em pacientes em uso de Nutrição Parenteral tanto manipuladaquanto em bolsa pronta no Hospital São Rafael - Salvador/Bahia. Foram analisadas asintervenções feitas no período de nove meses (Agosto de 2011 a Março de 2012). Coletado osnúmeros de intervenções verificaram-se quantas foram acatadas pela equipe médica, e feitauma análise crítica dos devidos resultados. Resultados: No período analisado, as intervençõesrealizadas atingiram números de 33 (agosto), 77 (setembro), 95 (outubro), 141 (novembro), 75(dezembro), 85 (janeiro), 98 (fevereiro) e 159 (março), totalizando 763 IF em pacientes em usode Nutrição Parenteral no período de nove meses. As intervenções realizadas foram acerca deincompatibilidades físico-químicas na composição da solução, dose dos insumos conformeresultados de exames laboratoriais, orientação sobre administração, via adequada conformeosmolaridade e velocidade de infusão da Nutrição Parenteral. Todas as intervenções foramacatadas pela equipe médica de nutrologia e de enfermagem. Conclusão: É imprescindível aanálise da prescrição da Nutrição Parenteral pelo Farmacêutico, uma vez que é o profissionalresponsável, dentre outros, pela sua produção. O mesmo possui conhecimentos sobre aestabilidade química, interações e peculiaridades dos componentes do produto, contribuindopara a prevenção de um possível evento adverso. De acordo com a porcentagem de IFacatadas (100%), podemos inferir ao bom relacionamento dos farmacêuticos com a equipe desaúde e sua atuação constante na Equipe Multidisciplinar de Terapia Enteral e Parenteral(EMTN), corroborando a idéia de que a Farmácia Clínica vem conseguindo seu espaço combastante êxito. Além disso, as intervenções 100% acatadas refletem a importância de se ter umacompanhamento farmacêutico no uso de Nutrição Parenteral, com a finalidade de evitar oserros de medicação e alcançar a melhoria da qualidade de vida dos pacientes.E-MAIL PARA CONTATO: dangomes.reis@gmail.comPC 72 - PREVALÊNCIA DE MEDICAMENTOS INADEQUADOS PARA IDOSOS DE ACORDOCOM OS CRITÉRIOS DE BEERS-FICKFRANCO, CARLOS JOSÉ MATOS1 NOBRE, ARLÂNDIA CRISTINA LIMA2 MEDEIROS, MARIAANGELINA DA SILVA2 FRANCO, CRISTIANE FERREIRA PIRES31. Hospital Geral de Fortaleza (hgef) 2. Universidade de Fortaleza (unifor) 3. FaculdadeMetropolitana de Fortaleza (fametro)
  • 79. Introdução: No Brasil, nos últimos 50 anos, fatores médicos, como melhor controle dasepidemias e das doenças infecciosas, e fatores socioeconômicos, como urbanização esaneamento básico, têm contribuído para um significativo aumento da longevidade dapopulação. Um desafio a ser enfrentado com o aumento da população idosa é a terapêuticafarmacológica, que, para o paciente idoso, assim como para qualquer outro grupo etário, deveser eficaz, segura e racional. Há duas décadas, surgiram critérios visando detectar ospotenciais riscos de iatrogenia em idosos, sendo o de Beers-Fick o mais utilizado deles. Esteinstrumento é baseado em trabalhos publicados sobre medicamentos e farmacologia doenvelhecimento, para definir uma lista de fármacos potencialmente inadequados para adultoscom 65 ou mais anos de idade O objetivo deste trabalho é determinar a prevalência demedicamentos potencialmente inadequados para idosos em um hospital público de acordo comos critérios de Beers-Fick. Métodos: Trata-se de um estudo observacional, retrospectivo e decoorte transversal realizado após aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa da instituição(parecer nº 050/2011) e do coética/unifor (parecer nº 349/2011) e que envolvendo a análise dasprescrições de pacientes idosos (> 65 anos) e que permaneceram internados por 15 dias nosmeses de março, abril e maio de 2010, nas alas das enfermarias norte e sul e na UTI de umhospital geral. Para cada paciente incluído na pesquisa, foram analisadas as suas prescrições,nas quais todos os medicamentos empregados foram caracterizados como inadequados ounão, segundo os critérios estabelecidos por Beers-Fick. Resultados: A população do estudo éconstituída de 36 idosos (15 homens e 21 mulheres). Utilizaram medicamentos inadequados:28 (77,8%) pacientes, destes, 15 (53,6%) são homens e 13 (46,4%) são mulheres. O total demedicamentos utilizados em 540 prescrições durante o estudo foi de 680. Desse total, foramencontrados 51 medicamentos incluídos nos critérios de Beers-Fick, equivalendo a 1,8medicamentos por paciente (n=28) com idade média de 77,5 anos para os homens e 77,3 anospara as mulheres. Os medicamentos inadequados mais utilizados foram o óleo mineral(13,7%) e a dexclorfeniramina (11,8%). Os medicamentos mais utilizados, reunidos porgrupamento anatômico, segundo classificação anatomical therapeutic chemical (atc), foram doaparelho digestório (25,5%) e do sistema nervoso (25,5%) totalizando 51% das prescrições.Conclusão: Os dados analisados neste estudo demonstram não somente a existência demedicamentos inadequados para idosos dentro da padronização do hospital, mas também, aimportância da incorporação dos critérios de Beers-Fick nas práticas médicas de assistência aoidoso como um passo fundamental para a promoção do uso racional de medicamentos nestapopulação.E-MAIL PARA CONTATO: francopharm@ig.com.brPC 73 - PERFIL FARMACOTERAPÊUTICO DE PACIENTES PEDIÁTRICOS COM ARTRITEIDIOPÁTICA JUVENILFRANCO, CARLOS JOSÉ MATOS¹ AZEVEDO, MARIA DE FÁTIMA MENEZES¹ COELHO,FRANCISCO XAVIER SABOIA² FRANCO, CRISTIANE FERREIRA PIRES³1. Hospital Infantil Albert Sabin/SESA-CE 2. Hospital Universitário Walter Cantídio/UFC 3.Faculdade Metropolitana de Fortaleza (fametro)Introdução: A artrite idiopática juvenil (AIJ) é a denominação de um grupo de doenças distintasque ocorre em crianças abaixo dos 16 anos e se manifesta principalmente por artritepersistente, por não menos de seis semanas, descartadas outras doenças que levam aoacometimento articular. É a segunda doença reumática em incidência na infância, suplantadaapenas pela febre reumática. É uma doença de pré-escolares, com início raro antes dos seismeses. Existe uma ligeira predominância no sexo feminino, com uma relação de 1 a 3 meninaspara 1 menino. Sua etiologia não é totalmente compreendida, mas parece haver interaçãoentre fatores genéticos e ambientais. No primeiro mundo a AIJ é a doença reumática maiscomum na infância e uma das doenças crônicas mais frequentes nessa faixa etária. Apesar denenhum dos medicamentos disponíveis até o momento apresentar potencial curativo, oprognóstico tem melhorado de forma significativa nos últimos anos, em especial após aintrodução dos agentes anti-citocinas. O objetivo deste trabalho é determinar o perfilfarmacoterapêutico dos pacientes assistidos no ambulatório de reumatologia do Hospital InfantilAlbert Sabin, com diagnóstico de AIJ e que sejam cadastrados na farmácia ambulatorial destehospital. Método: Trata-se de um estudo descritivo e transversal, realizado durante o períodode maio a outubro de 2011, através da análise de prescrições médicas de pacientes pediátricosportadores de artrite idiopática juvenil, assistidos no ambulatório deste hospital. Foi elaboradoum formulário padronizado para o estudo onde reunimos os dados necessários ao estudo:Nome do paciente, Número do prontuário, data de nascimento, medicamentos envolvidos no
  • 80. tratamento da artrite idiopática juvenil. No processo de cadastramento dos pacientes nafarmácia são exigidos o laudo de solicitação e a receita médica destes pacientes. Resultados:Dos 125 pacientes acompanhados durante o período do estudo, 61,5% era do sexo feminino e38,5% do sexo masculino. A idade variou de dois anos de idade até aos 17 anos. Foramanalisadas 125 prescrições com a seguinte frequência de medicamentos: 27,4% deantimetabólitos, principalmente o metotrexato; 24,1% de antianêmicos, principalmente o ácidofólico; 18,5% de imunossupressores, principalmente o etanercepte; 14,5% de anti-inflamatóriosnão esteroidais, principalmente o naproxeno; 7,2% de anti-reumáticos, principalmente aleflunomida e 8% outras classes terapêuticas. Conclusão: Todos os medicamentos dasprescrições analisadas seguiam os protocolos clínicos e as diretrizes terapêuticas do Ministérioda Saúde e pela Portaria nº3439/2010/MS que preconiza o tratamento para a artrite idiopáticajuvenil, portanto, observou-se uma farmacoterapia racional. A predominância do sexo femininodescrito na literatura se repetiu na amostra estudada.E-MAIL PARA CONTATO: francopharm@ig.com.brPC 74 - CASE - SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO DE MEDICAMENTOS DO IMPERIALHOSPITAL DE CARIDADE FLORIANÓPOLISFACCIN, ARLINE CYBELLE BARCELLOS; SILVEIRA, LÚCIA MARIA PEREIRA; HENZ,REJANEIMPERIAL HOSPITAL DE CARIDADEO sistema de distribuição de medicamentos é um dos fatores preponderantes para o sucessofarmacoterapêutico do paciente. O assunto foi tema do estudo de caso devido à percepção defalhas no fluxo de dispensação de medicamentos e materiais da farmácia do Imperial Hospitalde Caridade, Florianópolis, Santa Catarina. A observação da rotina pelos profissionaisfarmacêuticos e o resultado de um questionário de satisfação dirigido à enfermagem levaram àcriação de estratégias para melhorar o fluxo de distribuição de medicamentos. Atualmente, adistribuição de medicamentos é de forma mista, isto é, parte coletiva e parte individualizada. Asprescrições têm validade de 24 horas, iniciando às 16 horas e terminando as 15:59 do diaseguinte, os médicos prescrevem os medicamentos nas unidades de internação em horáriosnão padronizados, gerando alguns atrasos na terapia medicamentosa do paciente. Não há umpadrão na forma das prescrições médicas, sendo que há cerca de 65% das prescriçõesmanuais e 35% eletrônicas. Após a prescrição médica ser efetuada, a enfermagem realiza oaprazamento e solicita os materiais necessários. A farmácia recebe em média 200 prescriçõespor dia, resultando, uma média de 180.000 unidades de medicamentos e materiais separadose lançados na conta dos pacientes por mês. A proposta de melhoria implica nocomprometimento de cada profissional envolvido neste processo. Desta forma como propostastem-se: - A padronização dos horários de prescrição médica. - Investimento na conscientizaçãoe no treinamento do corpo clínico para uma adesão maior da prescrição eletrônica. - A equipeda enfermagem aprazar as prescrições logo após o retorno da farmácia com as medicações emateriais já dispensados. - Padronizar os materiais necessários para o preparo dosmedicamentos não sendo mais necessária a solicitação da enfermagem ficando aos cuidadosda farmácia. - Quanto ao serviço de farmácia, sugere-se que seja modificado o processo derecolhimento e entrega dos medicamentos, procurando agilizar o tempo que a prescrição ficafora do setor de internação. Este processo pode ser melhorado com a contração de doisestagiários específicos para este fim. O fluxo de distribuição de medicamentos possui váriasetapas e depende da responsabilidade dos profissionais envolvidos. As propostas dereestruturação do fluxo chegaram ao conhecimento das gerências envolvidas e, a partir disso,medidas foram tomadas. No que diz respeito à prescrição médica, padronizou-se o horário deprescrição, porém ainda há falta de adesão por parte do corpo clínico. A padronização dosmateriais necessários para o preparo dos medicamentos está em fase de elaboração. Quantoao aprazamento das prescrições, manteve-se o fluxo descrito. O setor da farmácia hospitalarfez algumas modificações na rotina de recolhimento e entrega dos medicamentos econtratação de estagiários, o que agilizou o fluxo de distribuição. Para um sistema dedistribuição mais otimizado e a busca da segurança na farmacoterapia, é necessário mudar aforma de comprometimento de cada profissional em relação ao sistema de medicação, pois aresponsabilidade deixa de ser exclusivamente do serviço de farmácia para passar a ser de umserviço multidisciplinar no hospital.E-MAIL PARA CONTATO: arline@ig.com.br
  • 81. PC 75 - PROBLEMAS E RESULTADOS NEGATIVOS EM RECÉM NASCIDO COMDISPLASIA BRONCO-PULMONAR : RELATO DE CASOKAMILA MARIA MARANHÃO SIDNEY;SUYANNE PONTES LEITÃO;NAIANAMELO;ISABELLA MATEY,SABRINA SÁ;CESAR GOMES PINHEIRO1-Universidade de Fortaleza-UNIFOR ; 2- Hospital e Maternidade Gastroclínica;Recém nascido de mãe com pré-eclampsia e proteinúria, apresentou quadro de displasiabronco-pulmonar devido a um déficit respiratório tardio. RN foi mantido na UTI neo-natal de umhospital privado de Fortaleza-CE com evolução para acidose respiratória e hiperóxia,apresentando,também, episódios de hipoglicemia assintomática . Aos exames apresentou PCRlevemente aumentado, neutropenia e plaquetopenia intensa, leucocitose e posteriormenteanemia,eosinofilia,hipermagnesemia. Diagnosticado sepse tardia e hipertensão pulmonar, comquedas de saturação freqüentes, feito ventilação mecânica prolongada. As medicaçõesutilizadas foram ampicilina 100mg( 12/12h) e amicacina 500mg (48/48h),inicialmente comométodo de profilaxia. Posteriormente,iniciou tratamento com Tazocin 2,25g (8/8h) bactericidade amplo espectro,atuante em septicemia e infecções do trato respiratório inferior; Pulmicort0,5 (12/12h) como corticosteróide substituído para sildenafila devido aos episódios dehipossaturação; dexametasona 4mg/ml (12/12h) como adreno-corticóide antiinflamatório eFentanil (2ml) como sedativo.Não foi realizado cultura, porém suspeitava-se de sepse fúngicasubstituindo Tazocin 2,25g por Meropenem 500mg (8/8h); bactericida de amplo espectro einfecções do trato respiratório superior; Vancomicina 500mg (8/8h); bactericida para bactériasgram positivas e bacteriostático para Enterococos; e Anfotericina B (24h),antifúngico de amploespectro. Para a displasia bronco pulmonar foram utilizado os diuréticos Furosemida, eEspironolactona, Sildenafila como potente atuante facilitador das trocas gasosas. Ashemoculturas e urino-culturas realizadas não apresentaram fungos nem bactérias, contrariandoquadro clínico, sendo suspenso Anfotericina B. Devido a presença de eosinofilia causada pelaVancomicina,evidenciando um resultado negativo a medicação, esta foi substituída pelaTeicoplanina 200mg em associação com Meropenem, já em uso. Além disso, foi observadoque a hipermagnesemia é um resultado negativo do uso de Meropenem,porem seu uso não foisuspenso. A neutropenia e plaquetopenia presente foram causados pelo uso de Tazocin,também caracterizando um resultado negativo a medicamentos, sendo necessário avaliaçãoperiódica através de exames. A displasia bronco pulmonar é uma doença resultante de lesõespulmonares ocasionadas por infecções ou acúmulo de líquidos,dificultando a respiração. Emrecém nascidos prematuros, é feito uso de ventilação mecânica,podendo causar umainflamação pulmonar danificando o desenvolvimento normal dos pulmões. A hipertensãopulmonar ocorre quando a pressão arterial encontra-se elevada nos pulmões,dificultando astrocas gasosas podendo ocorrer episódios de alcalose e acidose respiratória,bem comoexcesso de oxigenação(hiperóxia) causado por uso prolongado de ventilação mecânica. É deextrema necessidade e importância a atuação de uma Comissão de Controle de InfecçõesHospitalares mais rigorosa e presente, de uma equipe multidisciplinar na unidade de terapiaintensiva com a atuação do Farmacêutico Clínico identificando e solucionando osPRMs,potencias ou reais, e RNMs; e intervindo na terapia farmacológica para uma melhoria doquadro clínico do paciente.E-MAIL PARA CONTATO: kamilasidney@hotmail.comPC 76 - ANÁLISE DAS PRESCRIÇÕES DE ANTIMICROBIANOS EM UTI’s DE UMHOSPITAL UNIVERSITÁRIO1CLÉCIA MARIA CARVALHO DE OLIVEIRA, 1LUCIANE COSTA CALDAS, 2JULIANA SANTOSROCHA1 Farmacêuticas do Hospital Universitário Oswaldo Cruz, Recife-PE2 Aluna do curso de Mestrado em Ciências Farmacêuticas da Universidade Federal dePernambucoIntrodução Uma das principais preocupações mundiais quanto ao uso racional demedicamentos está relacionada à utilização de antimicrobianos. Seu uso inadequado é fatordeterminante para a disseminação da resistência bacteriana, principalmente em hospitais, ondesua utilização é mais prevalente. Dentre as diversas estratégias na área da utilização emonitorização do uso de medicamentos, destacam-se os estudos de controles deantimicrobianos. Os prescritores exercem um importante papel na promoção do uso racional demedicamentos, de modo que a análise de seus hábitos de prescrição proporciona oconhecimento de aspectos da qualidade da terapia. Consequentemente, permite identificar
  • 82. problemas, implantar medidas corretivas e educativas e avaliar o impacto da adoção dessasmedidas. A UTI concentra os pacientes clínicos ou cirúrgicos mais graves da populaçãohospitalar, de maneira que quase todos apresentam doenças ou condições de clínicaspredisponentes às infecções, desta forma, o uso de antimicrobianos nessa unidade hospitalar ébastante disseminado. Objetivo Este trabalho teve como objetivo descrever o perfil deconsumo de antimicrobianos nas Unidades de Terapia Intensiva do Hospital UniversitárioOswaldo Cruz, no período de julho a setembro de 2011. Material Foi realizado um estudodescritivo e retrospectivo onde foi avaliada a utilização de antimicrobianos de uso restrito nasUnidades de Terapia Intensiva do Hospital Universitário Oswaldo Cruz. Esses dados foramcoletados através do Sistema informatizado de dispensação de antimicrobianos para ospacientes internados e consulta de dados obtidos nos controles de antimicrobianosencaminhados à Farmácia de Dispensação Interna. Resultados Nos dados obtidos,identificamos que 69% dos pacientes em uso de antimicrobianos eram do sexo masculino, comidade entre 0-21 anos. Em relação ao perfil dos antimicrobianos, foi observado que 98% destesforam prescritos de forma empírica sem a análise do antibiograma e que as classes maisprescritas foram Penicilinas, Carbapenênicos e Antifúngicos, e dentre eles destacaram-se:Fluconazol, Meropenem, Piperacilina+tazobactam e Vancomicina. Registramos também que otempo de uso em 75% dos casos está entre 7 a 14 dias de tratamento. Conclusão Após aanálise dos dados obtidos, pudemos verificar que devido à gravidade dos pacientes atendidosnas UTI´s deste hospital, os médicos prescrevem antimicrobianos mais potentes sem esperar oresultado do antibiograma, aumentando com isso, a probabilidade de resistência bacteriana.Por outro lado, com o conhecimento do perfil de sensibilidade do agente bacteriano,estaríamos promovendo o uso racional de medicamentos e evitando o aumento da resistênciabacteriana no ambiente hospitalar.E-MAIL PARA CONTATO: cleciac@ig.com.brPC 77 - A CONTRIBUIÇÃO DA ATENÇÃO FARMACÊUTICA PARA A RACIONALIZAÇÃODA FARMACOTERAPIA: UM RELATO DE CASOQUIRINO, CRISTIANE GARGANO ETEROVICK; PEREIRA, ANA PAULA OLIVEIRA1;NASCIMENTO, YONE DE ALMEIDA.21: Bolsista da Clínica de Atenção Farmacêutica do Centro Universitário Newton Paiva (CUNP);2: Professora responsável pela Clínica de Atenção Farmacêutica do CUNPDescrição do caso: C.B.F., 85 anos, sexo feminino, foi encaminhada para o serviço deatenção farmacêutica em 2011; paciente compreende a farmacoterapia e usa os medicamentoscorretamente. Apresenta: 1) hipertensão arterial em uso de espironolactona 50mg 1/0/0 (PA de130 x 70mmHg; 2) dislipidemia (CT 144 LDL 68 HDL 45 TG 144 mg/dL) em uso depravastatina; 3) anemia ferropriva em uso de ferromaltose 100mg ferro elementar 0/0/1 (VCM77,7; HCM 25,2; Ferritina 8,5; RDW 16,0%; microcitose e anisocitose); 4) hipotiroidismo em usode levotiroxina 75mcg 1/0/0 (TSH=2,66 μUi/mL); 5) osteopenia (densitometira em 09/05/2007escore T= -2,0; em 12/04/2011 escore T - 2,3, ambos em fêmur total) em uso de fosfato decálcio tribásico 600mg+vitamina D 400UI 0/1/0; 6) história de trombose venosa profunda há 5anos; em uso de cilostazol 100mg 1/0/1, AAS 100mg 0/1/0, buflomedil 300mg 0/1/0; 7) hérniade hiato e DRGE em uso de lanzoprazol (IBP) 15mg 1/0/0 e sucralfato 1g 0/1/0 (sem queixasgástricas); 8) osteoatrite em uso de glucosamina+condroitina 1500+1200mg 1/0/0; 9) usacianocobalamina 5000mcg associada (vitamina B12 216 pg/mL). Os medicamentos para osdistúrbios 1, 2 e 3 foram prescritos pelo cardiologista, para os distúrbios 4 e 5 peloendocrinologista, para o 6 pelo angiologista, para o 7 pelo gastroenterologista, para osdistúrbios 8 e 9 pelo ortopedista. Avaliações: Para cada um dos medicamentos verificou-se anecessidade, efetividade, segurança e conveniência: 2) a pravastatina pode ter o seu efeitoaumentado pelo lanzoprazol, mas dentre as estatinas é uma opção com menor potencial deinteração e é efetiva; 3) PRM 4 (interação entre o ferro e o lanzoprazol); os íons de ferrorequerem meio ácido para serem absorvidos; 4) Risco PRM 4 (interação entre sucralfato elevotiroxina); o sucralfato diminui a absorção da levotiroxina; separar o horário deadministração parece não prevenir essa interação, recomenda-se evitar o uso ou aumentar adose da levotiroxina; 5) PRM 4 (interação do cálcio com o lanzoprazol); os sais fosfatorequerem meio ácido para sua absorção; o uso crônico de IBP se associa com o aumento dorisco de fraturas, mas a paciente não tolera a retirada do mesmo; 7) PRM 1 (ausência deindicação - sulcralfato); estudos em DRGE mostram resultados inconsistentes, não sendorecomendado; os sais de alumínio se associam com a osteoporose; sua administração deveser separada de outros fármacos em pelo menos duas horas; 9) Risco 4 (interação): o usocrônico de IBP podem diminuir a absorção da vitamina B12 proveniente dos alimentos; não se
  • 83. sabe se o mesmo ocorre com a cianocobalamina por via oral. Intervenções: a paciente foiencaminhada para um geriatra e foram realizadas sugeridas as seguintes alterações em suafarmacoterapia para resolver/prevenir os PRM descritos: usar o ferro por via injetável; usar ocitrato de cálcio, que é absorvido na presença de acloridria; suspender o sucralfato; fazer areposição de vitamina B12 por via intramuscular. Conclusões: o farmacêutico, ao seresponsabilizar pela farmacoterapia do paciente, contribui de forma significativa para aracionalização da farmacoterapia.E-MAIL PARA CONTATO: yone_almeida@hotmail.comPC 78 - ATENÇÃO FARMACÊUTICA NA ASSISTÊNCIA AO PACIENTE COM HEPATITEVIRAL CRÔNICA: RELATO DE CASOSAutores: NASCIMENTO, YONE DE ALMEIDA1,2; TEIXEIRA, ROSÂNGELA1,3; CRUZ, LETÍCIAGONÇALVES1,2; SANTOS, TAYANE OLIVEIRA1,2; SILVA, LUCIANA DINIZ1,3.¹Ambulatório de Hepatites Virais (AHEV/IAG/HC/UFMG); 2Centro Universitário Newton Paiva(CUNP); 3Departamento de Clínica Médica (UFMG);DESCRIÇÃO DOS CASOS Caso 1: Mulher, 41 anos, com história familiar de diabetes mellituse câncer gástrico. Apresenta HCB, glaucoma e depressão. Relatou dor em membros inferiorese sensação de fraqueza e tontura, aliviados pela ingestão de alimentos, sintomas que surgiramcom a introdução do tenofovir 300mg (0/0/1). Usa amitriptilina 25mg (0/0/2) e fluoxetina 20mg(2/0/0). Foi prescrito timolol 0,5% (1/0/1), que usa a dose da manhã e travoprosta 0,04%(0/0/1), que relata esquecer de usar. Usa omeprazol 20mg (1/0/0), à refeição. Caso 2: Mulher,62 anos, com história de câncer de intestino e múltiplas fraturas, apresenta HCB, artritereumatóide, osteoartrite, osteoporose, labirintite, depressão e constipação crônica. Usaentecavir 0,5 mg (1/0/0) às refeições. Não usa a prednisona 5mg (1/0/0). Prescrito cálcioelementar 600 mg + vitamina D3 400UI (0/2/0). Usava ainda fluoxetina 20mg (2/0/1) eomeprazol 20mg (1/0/0) à refeição. AVALIAÇÕES Caso 1: Suspeitou-se de dois PRM 5A(efeito indesejável não relacionado à dose): hiperglicemia e miosite com o uso de tenofovir. Foiidentificado PRM 2 (necessidade de profilaxia), pois tanto o tenofovir como o omeprazol seassociam com o desenvolvimento de osteoporose. Em relação aos antidepressivos,considerou-se a presença de um PRM 1 (uso de múltiplos medicamentos quando apenas umresolveria). Em relação aos colírios, identificou-se dois PRM 7 (paciente não compreendeu asinstruções e se esquece de utilizar). Ainda, identificou-se um PRM 4 (interação do omeprazolcom alimentos), uma vez que esse medicamento deve ser administrado uma hora antes dasrefeições. Caso 2: Identificados dois PRM 4 (interação do entecavir e do omeprazol comalimentos); o entecavir deve ser usado duas horas antes ou depois das refeições pois a AUCpode ser reduzida em 20%. Verificou-se ainda a presença de um PRM 7 (paciente prefere nãousar a prednisona). Novamente verificou-se a presença de PRM 4 (interação entre o cálcio e oomeprazol); o carbonato de cálcio é melhor absorvido em pH ácido. Verificou-se a presença deum PRM 2 (necessidade de medicamento adicional) para tratamento da osteoporose, uma vezque a paciente apresenta um quadro grave devido a presença de múltiplas fraturas. Afluoxetina estava em dose alta (PRM 6), uma vez que esse medicamento deve ser ajustado napresença de disfunção hepática; recomenda-se uma redução de 50% da dose.INTERVENÇÕES Caso 1: Foram solicitadas glicemia de jejum e creatinofosfoquinase paraconfirmação dos problemas de segurança. Foi encaminhada para a psiquiatria para avaliaçãodos antidepressivos. Em relação aos PRM identificados com o uso dos colírios e do omeprazol,a paciente foi orientada em relação ao uso correto dos mesmos. Caso 2: paciente orientadaem relação ao uso correto do entecavir e da necessidade da prednisona. Sugerido a prescriçãode sal de cálcio mais solúvel na presença de acloridria. CONCLUSÕES: Verificou-se apresença de PRM na maioria dos transtornos apresentados pelas pacientes. Vários problemasforam resolvidos por meio da orientação ao paciente, mas o trabalho em equipe propiciourapidez às intervenções que necessitam de alterações na farmacoterapia prescrita. Osexemplos alertam para a alta prevalência de PRM no tratamento das comorbidades associadasàs hepatites e reitera a importância do gerenciamento da terapia farmacológica e da atençãofarmacêutica na atividade clínica interdisciplinar e multiprofissional.E-MAIL PARA CONTATO: yone_almeida@hotmail.comPC 79 - UTILIZAÇÃO DAS FERRAMENTAS DA QUALIDADE PARA DEFINIÇÃO DASESTRATÉGIAS DE GESTÃO
  • 84. SILVA, R.C.G; CAMARGO, A.L.R.F.;GALANTE, M.C.; MONTANO, L.C.C.; SANTOS, V.G.;CUNHA, G.W.B.Instituto do Coração - HC- FMUSPIntrodução: Os serviços farmacêuticos hospitalares têm por objeto o conjunto de atividadesfarmacêuticas exercidas para assegurar a qualidade, eficácia e segurança à terapiamedicamentosa. Cada vez mais a implementação da melhoria dos serviços farmacêuticos euma melhor exposição do bom profissional, responde à carência do sistema e cumpre umaexigência global do setor. Deste modo, os líderes dos sistemas de saúde devem escolhermétodos para examinar como implementar seus recursos, a fim de garantir que os esforços doserviço de farmácia estejam alinhados com as necessidades mais urgentes dos pacientes edas instituições. O objetivo é utilizar as ferramentas da qualidade com propósito de coletar,processar e explorar informações necessárias para manter ou melhorar resultados, buscandoaprimorar a integralidade nas ações de saúde, incluindo o acesso com qualidade aosmedicamentos. Metodologia: Utilização de estratégias e ferramentas de gestão paraqualidade, tais como: análise SWOT [Stregths (pontos fortes), Weaknesses (pontos fracos),Opportunities (oportunidades), Threats (ameaças)]; brainstorming (tempestade de idéias);matriz GUT (Gravidade, Urgência e Tendência); e, 5W2H [What (o quê implementar), Why (porquê), How (como), Where (onde), Who (quem), When (quando), How much (quanto custará),How (como executar)]; para elaboração de plano de melhorias em um ConsultórioFarmacêutico do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina daUniversidade de São Paulo. Resultados: Realizamos um brainstorming e seu resultado passoupor uma análise quanto sua aplicabilidade para o plano de melhorias. A partir das idéiasselecionadas, utilizamos a análise SWOT, e, então foi elaborada uma planilha comclassificação do problema quanto “Externo/Interno” para identificar o setor responsável pela suacausa/implementação. Devido à necessidade consensual de priorização dos processos,realizou-se a análise crítica dos dados coletados, através da matriz de decisão GUT. Com autilização das ferramentas da qualidade, foi elaborado um plano de ação no formato 5W2H. Apartir dele, as propostas a serem colocadas em prática tiveram o embasamento edirecionamento necessário. Comunicamos e treinamos a equipe para a implementação domesmo e o controle das ações de melhoria será realizado pelo gerente, que deverá garantir aexecução e o alcance dos resultados. Conclusão: A necessidade de se adequar às exigênciasatuais, a otimização e a garantia de qualidade tornam-se condições básicas para aimplementação de melhoria nos serviços farmacêuticos prestados. A utilização das ferramentasda qualidade é fundamental para identificação das dificuldades e deficiências dos processos.São, portanto, essenciais facilitadoras e, ao mesmo tempo, organizadoras dos projetos a seremcumpridos.E-MAIL PARA CONTATO: camposgs.raquel@gmail.comPC 80 - INCOMPATIBILIDADES ENTRE MEDICAMENTOS INTRAVENOSOS EM UMAUNIDADE DE TERAPIA INTENSIVASOARES, DANIELLY BOTELHO1,2; LEITE, GABRIELA PEREIRA3; ROSA, MÁRIOBORGES2,4;NASCIMENTO, MARIANA MARTINS GONZAGA DO2,5; PEREIRA, MARIANALINHARES11 - Faculdade de Farmácia - Universidade Federal de São João Del-Rei, Campus Centro-Oeste(UFSJ-CCO), 2 - Instituto para Práticas Seguras no Uso de Medicamentos (ISMP Brasil) 3 -Hospital Israelita Albert Einstein, 4- Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (FHEMIG),5 - Centro de Pesquisa René Rachou/Fundação Oswaldo Cruz (CPqRR/FIOCRUZ)Erros de Medicação (EM) graves costumam estar associados à administração intravenosa (IV)de medicamentos. Este é um recurso indispensável em Unidades de Terapia Intensiva (UTI)que proporciona uma biodisponibilidade sanguínea imediata do fármaco e, assim, expõepacientes a um risco mais elevado de danos. Neste contexto, incompatibilidades entremedicamentos IV são identificadas como um EM que deve ter prioridade em medidas demelhorias da assistência prestada. No entanto, a carência de informações específicas sobresua prevalência em UTI justifica a realização de estudos como este, com o objetivo dedeterminar o perfil de uso de Medicamentos Potencialmente Perigosos (MPP) e outrosmedicamentos IV além da frequência de EM envolvendo incompatibilidades. Trata-se de umestudo descritivo, transversal, quantitativo, realizado na UTI de um hospital geral público deurgência-emergência em Belo Horizonte-MG. Foram incluídos no estudo todos pacientesadultos no seu segundo dia de admissão na UTI. Realizou-se uma coleta de 37 dias em
  • 85. formulário próprio validado de dados a respeito dos medicamentos administrados via IV nomomento da observação, detalhes sobre via e forma de administração, bem como dados sobreincompatibilidades entre os pares de medicamentos co-administrados (na mesma bolsa, viaconexão Y ou torneira de três vias) e instabilidades físico-químicas. Os medicamentosobsevados foram classificados como MPP ou não de acordo com a lista de “High-AlertMedications” do ISMP. A identificação das incompatibilidades e instabilidades foi realizada apartir de consulta às bulas das especialidades e ao software Micromedex. Foram observados100 pacientes aos quais estavam sendo administrada uma média de 3,6 medicamentos IV. Dototal de 355 medicamentos administrados, 83% foram classificados como MPP. 99% dospacientes fazia uso de pelo menos um MPP. Das bulas analisadas, 58% não possuíainformações sobre incompatibilidade medicamento-diluente, 44% sobre incompatibilidademedicamento-medicamento e 68% sobre instabilidade. Levando-se em conta a velocidade deinfusão, dois medicamentos apresentaram instabilidade potencial. Apenas umaincompatibilidade medicamento-diluente e quatro incompatibilidades medicamento-medicamento foram detectadas. Por meio da observação direta dos medicamentosadministrados, detectou-se uma reduzida frequência de instabilidades e incompatibilidades; umcenário menos preocupante quando comparado a estudos que avaliam incompatibilidadespotenciais via análise da prescrição. A ausência de dados nas bulas foi um fator limitante doestudo que levou à consulta de uma referência internacional (Micromedex) que, por sua vez,apresenta dados sobre marcas não comercializadas no Brasil que devem ser avaliados deforma crítica e ter seu impacto clínico devidamente acompanhado.E-MAIL PARA CONTATO: gabileitepharma@yahoo.com.brPC 81 - AVALIAÇÃO DAS DIFERENTES METODOLOGIAS UTILIZADAS NAFARMACOTÉCNICA HOMEOPÁTICA PARA IMPREGNAÇÃO DE GLÓBULOSHOMEOPÁTICOSSOARES, MARIANA; NUNES, ROBERTA DA SILVA; LAILA, HANAN; CRUZ, CARLANA;MENEZES, ANA PAULAUniversidade da Região da CampanhaA ciência Homeopatia preconizou um medicamento sob forma diluída e dinamizada capaz deestimular a força vital orgânica embasado no principio da similitude, ou seja, a mesmasubstância que é capaz de levar a doença também é capaz de curar. Dentre as fórmulasfarmacêuticas homeopáticas disponíveis, os glóbulos homeopáticos se destacam pela grandefacilidade na administração, principalmente a pacientes infantis. Existem critérios padronizadosde produção que asseguram a qualidade das formas farmacêuticas aviadas em todo o âmbitonacional que estão descritos na Farmacopéia Homeopática Brasileira (FHB) e no Manual deNormas Técnicas (MNT). O objetivo deste estudo foi avaliar a homogenidade do processo depreparo dos glóbulos homeopáticos após a impregnação de insumo ativos, através dosmétodos de impregnação descritos na literatura, correlacionando os caracteres organolépticos(cor e odor) com o tempo de homogeneização e tipo de secagem do produto final (ambiente ouestufa). Para impregnação dos glóbulos foi utilizada solução hidroalcóolica (96%) com azul demetileno a 10%. Os glóbulos foram impregnados pelos métodos de impregnação simples (IS)(FHB) e tríplice (IT) (FHM e MNT). Para cada método fez-se dois grupos de glóbulos (20g),sendo um destinado à secagem em ambiente (1h a 25ºC) e outro em estufa (10’ a 50ºC). Emambos, durante o processo de homogenização, utilizou-se os tempos de 20’’ e 1 minuto quenão estão padronizados pelas literaturas. Cinco voluntários observaram as característicasrelacionadas ao odor a álcool do produto acabado e a uniformidade da coloração azul. Do totalde participantes, tanto para os métodos de IS quanto IT, a secagem estufa resultou emausência em odor a álcool (100%), já na secagem ambiente, um dos sujeitos sentiu cheiro aálcool nos glóbulos homeopáticos. Em relação a uniformidade de cor, verificou-se que nométodo da impregnação simples 60% dos participantes acharam melhor a uniformidade de cor,glóbulos com o maior tempo de homogenização (1 minuto), sendo que para a impregnaçãotríplice, todos os sujeitos concordaram que o maior tempo de homogenização levou a melhoruniformidade de cor. Quando comparados os métodos de impregnação (IS e IT) para os doistempos de homogenização dos glóbulos, todos tiveram a percepção de que o método daimpregnação tríplice resultou em maior uniformidade de coloração. Os achados sugerem quepadronizar o tempo de homogenização nas literaturas descritas se faz necessário uma vez queo maior tempo levou a melhor uniformidade de cor nos glóbulos homeopáticos.E-MAIL PARA CONTATO: robertaulbra@gmail.com
  • 86. PC 82 - MANEJO TERAPÊUTICO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES COM ANEMIAFALCIFORME NO NORTE DO ESPIRÍTO SANTOSABINO , MAYARA FERREIRA ¹, NASCIMENTO, LUCIANA DE CÁSSIA NUNES 2¹ Aluna do Curso de Graduação em Farmácia, CEUNES/UFES; 2 Docente do Curso deGraduação em Enfermagem da Universidade Federal do Espírito Santo, UFES.A anemia falciforme é a doença de caráter hereditário monogênico mais prevalente no Brasil.As manifestações clínicas dessa doença podem ser atribuídas às alterações da reologiasangüínea, ou seja, alterações físicas no fluxo sangüíneo ao nível da microcirculação devido,principalmente, à rigidez das hemácias, resultante da mutação da molécula de hemoglobina.Assim, este trabalho teve por objetivo conhecer a rotina terapêutica de crianças e adolescentesportadores de anemia falciforme, internados em um hospital geral do norte do Espírito Santo,além de caracterizá-los. A população foi composta por nove prontuários de crianças eadolescentes internados no setor da pediatria com diagnóstico de anemia falciforme, noperíodo de Julho de 2011 a Fevereiro de 2012. As variáveis estudadas foram: sexo, faixaetária, raça, tempo de internação, complicações, resultados laboratoriais e terapiafarmacoterapêutica. Os resultados demonstraram que 03 dos pacientes estudados são do sexofeminino e 06 do sexo masculino. Quanto a faixa etária, houve uma maior freqüência de casosde internações na faixa etária de 0 a 4 anos, cujo tempo de internação foi de até a 04 dias.Quanto à raça das crianças e adolescentes internados, a maioria é de pardos, 02 prontuáriosnão tiveram esses dados preenchidos. Quanto às complicações, 06 dos pacientesapresentaram crise álgica intensa, 02 pacientes apresentaram crise álgica moderada e 01paciente não apresentou a dor como causa da internação ou dor presente durante o tempo emque esteve internado. Estes resultados vêm ao encontro dos dados encontrados na literatura,que referem a dor como uma complicação bastante frequente na população portadora deanemia falciforme. Neste sentido, a analgesia foi uma terapia muito presente nas prescriçõesdos internados. Entre os medicamentos prescritos estavam a dipirona ou paracetamol para os09 pacientes. Em 08 crianças foi administrado o ibuprofeno e em 05 crianças o naproxeno.Outro dado relevante é a utilização de terapia de reidratação para corrigir os déficits e cobrir asperdas em andamento. Além disso, a antibioticoterapia esteve presente na maioria dasprescrições. Verificou-se que 08 pacientes fizeram o uso de antibióticos de diferentes classes(beta-lactâmicos e cefalosporinico) e estes dados também coincidem com o que pode serencontrado na literatura. Sabe-se que qualquer infecção bacteriana no indivíduo com anemiafalciforme tem grande potencial de evoluir para septicemia, muitas vezes com êxito letal, se nãofor tratada precocemente. Os exames laboratoriais realizados nesses pacientes mostraramuma leucocitose presente em todos os casos, juntamente com uma redução das taxas dehemoglobinas, características da doença. Neste contexto, pode-se afirmar que os antibióticosforam prescritos para quase todos os pacientes estudados provavelmente devido àsusceptibilidade a infecção característica desta população e aos riscos associados. Faz-senecessário ressaltar que não foi constatada hemocultura positiva em nenhum dos casos nosquais esta investigação esteve prescrita. Conclui-se que os dados coletados neste estudoforam compatíveis com os achados na literatura no que diz respeito à causa de internação emanejo medicamentoso de modo geral. Número de registro no Comitê de Ética em Pesquisa:98/2010E-MAIL PARA CONTATO: mayarasabino.farmufes@hotmail.comPC 83 - ATUAÇÃO DO FARMACÊUTICO NO TRATAMENTO DE TRANSTORNOS MENTAISEM CENTROS DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL ADULTOZANELLA, CAROLINA GOMES; AGUIAR, PATRICIA MELO; STORPIRTIS, SILVIAFaculdade de Ciências Farmacêuticas, Universidade de São Paulo, São Paulo, SP, BrasilIntrodução: Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) podem oferecer diferentes tipos deatividades terapêuticas que vão além de consultas e do fornecimento de medicamentos, poisvisam também à integração dos pacientes com transtornos mentais na sociedade. A escassezde estudos no Brasil sobre a atuação do farmacêutico no tratamento de transtornos mentais, orecente estabelecimento dos CAPS e da prática da Atenção Farmacêutica, mostraram anecessidade de abordar como o farmacêutico atua e contribui nesse contexto. Desta forma, oobjetivo do presente estudo foi avaliar a infraestrutura disponível em CAPS do Município deSão Paulo; avaliar a atuação do profissional farmacêutico neste ambiente e também a
  • 87. contribuição de ambos os objetos de estudo no tratamento de pacientes com transtornosmentais. Métodos: Foram realizadas visitas a oito CAPS do Município de São Paulo paracoleta dos dados que teve como base uma lista de verificação dos itens mínimos deinfraestrutura física, material e de recursos humanos para o funcionamento da unidade, queforam listados conforme descrito no Guia Saúde Mental no SUS: Os Centros de AtençãoPsicossocial (2004), bem como um questionário aplicado ao farmacêutico responsável de cadaunidade a fim de avaliar sua prática profissional. Para o estudo foram selecionadas duasunidades CAPS Adulto de cada região do Município de São Paulo: Mandaqui e Brasilândia(Zona Norte), Vila Clementino e Itaim (Zona Sul), Vila Matilde e Sapopemba (Zona Leste) eLapa e Perdizes (Zona Oeste). A região central não dispõe de CAPS, razão pela qual não fezparte do estudo. Resultados: Verificou-se que a infraestrutura de todas as unidades está deacordo com as normas exigidas para o seu bom funcionamento, e, portanto, não causamprejuízo ao tratamento dos pacientes, contribuindo para a inserção dos mesmos na sociedade.Também foi verificado que todos os CAPS analisados dispõem de um farmacêutico na equipemultiprofissional que atende o paciente, exceto para um CAPS Adulto avaliado. Observou-seque não há padronização das atividades que abrangem a Atenção Farmacêutica,principalmente quanto à Intervenção Farmacêutica e ao Seguimento Farmacoterapêutico,ficando a critério do profissional farmacêutico realizá-las ou não. Conclusão: No guia defuncionamento do CAPS Adulto não está declarado que a Atenção Farmacêutica está noescopo das atividades a serem prestadas, o que pode justificar o fato desta prática não estarcompletamente sistematizada e documentada em todas as unidades visitadas e de que nãohaja clareza entre os farmacêuticos em relação às definições dos conceitos avaliados. Istoreforça a necessidade do aprimoramento do farmacêutico para que esteja adaptado à práticaclínica voltada aos pacientes com transtornos mentais.E-MAIL PARA CONTATO: patyaguiar14@hotmail.comPC 84 - ACOMPANHAMENTO FARMACOTERAPÊUTICO DE PACIENTES EM UMAUNIDADE DE PÓS-TRANSPLANTE: FARMÁCIA CLÍNICAMartins, B. C. C.; Souza, T. R.; Belarmino, L. R.; Néri, E. D. R.; Fernandes, P. F. C. B. C.;Garcia, J. H. P.Hospital Universitário Walter Cantídio - Fortaleza, CearáO tratamento farmacoterapêutico instituído no pós-transplante envolve terapias profiláticas,tratamento de infecções secundárias e controle de rejeição com fármacos imunossupressores.A partir da monitorização farmacoterapêutica, podem ser realizadas intervenções farmacêuticasna terapia dos pacientes e avaliação dos resultados. O trabalho obejtiva descrever e analisar oAcompanhamento Farmacoterapêutico (AFT) realizado pelo farmacêutico clínico em umaunidade de pós-transplante renal (Tx Renal) e hepático (Tx Hepático) em um HospitalUniversitário de Fortaleza-Ceará. O trabalho avaliou o AFT realizado no período dejaneiro/2012 a abril/2012, na enfermaria de Tx Renal e Tx Hepático, focando o uso deantimicrobianos e a terapia imunossupressora instituída. Os Resultados NegativosRelacionados aos Medicamentos (RNM) identificados foram classificados de acordo com oTerceiro Consenso de Granada (2007). Foram acompanhados 36 pacientes (Tx Hepático:n=17, 47,2%; Tx Renal: n=19, 52,8%), a média de dias de internação pós-transplante foram de14 dias e a principal causa de transplante hepático foi a hepatite B (n=6; 35,3%), enquanto queno transplante renal foi Insuficiência Renal Crônica de causa indeterminada (n=8; 42,1%). Osantimicrobianos mais prescritos foram: ganciclovir (n=16; 21,6%), meropenem (n=12; 16,2%),teicoplanina (n=11; 15%) e piperacilina+tazobactam (n=7; 9,4%). Já o perfil do uso deimunossupresores ficou da seguinte maneira: prednisona (n=34; 94,4%), tacrolimus (n=36,100%) e micofenolato de sódio (n=21; 58,3%). No período do estudo foram identificados 66RNM, onde destacaram-se problema de saúde não tratado (n=40; 60%), insegurançaquantitativa (n=9; 13%) e inefetividade quantitativa (n=6; 9%). Sendo as principais IntervençõesFarmacêuticas (IF) realizadas foram: alteração na concentração do medicamento (n=9; 13,6%);substituição por outro medicamento (n=8; 12,9%) e alteração na dose do medicamentoprescrito (n=7; 10,7%). Todas as IF foram realizadas junto a equipe médica. Conclui-se que ofarmacêutico clínico vem contribuindo ao intervir em situações em que o paciente está em riscode sofrer um problema de saúde associado ao uso de medicamentos pela farmacoterapiainstituída no pós-transplante, evitando o fracasso do tratamento e as complicações da terapiacombinada.E-MAIL PARA CONTATO: bbrunacristina@hotmail.com
  • 88. PC 85 - ATUAÇÃO DO FARMACÊUTICO RESIDENTE EM UMA MATERNIDADE-ESCOLA:FOCO NAS INTERVENÇÕES FARMACÊUTICASLoureiro, Catarine Vitor1; Araújo, Antônio Emmanuel Paiva De1; Martins, Bruna CristinaCardoso1; Mascarenhas, Mylenne Borges Jácome2; Dias, Hannah Iório2; Firmino, Paulo YuriMilen3;1- Residência Integrada Multiprofissional em Assistência Hospitalar à Saúde, HospitaisUniversitários - Universidade Federal do Ceará. 2 - Serviço de Farmácia, HospitaisUniversitários/Maternidade-Escola Assis Chateaubriand - Universidade Federal do Ceará; 3-Programa de Pós-graduação em Ciências Farmacêuticas, Departamento de Farmácia,Universidade Federal do Ceará.Introdução: A atuação clínica do farmacêutico tem se tornado uma prática cada vez maisimprescindível no âmbito hospitalar, tendo as intervenções farmacêuticas como instrumento deorientação para os demais membros da equipe multidisciplinar, além de permitir umafarmacoterapia segura e eficaz. Diante disso, o presente trabalho tem como objetivo descreveras intervenções farmacêuticas realizadas pelo residente de Farmácia em uma Maternidade-Escola de Fortaleza-CE. Métodos: Trata-se de um estudo descritivo, transversal eretrospectivo no qual foram analisadas as intervenções farmacêuticas realizadas pelofarmacêutico residente durante a rotina de atividades clínicas no período de junho de 2011 aabril de 2012. As intervenções realizadas foram registradas em um formulário elaborado peloServiço de Farmácia da Instituição. Os dados registrados foram inseridos e analisados noprograma Excel 2007. As Intervenções Farmacêuticas foram classificadas segundo Sabater(2005). Os Problemas Relacionados a Medicamentos (PRM) e os Resultados NegativosAssociados à Medicação (RNM) identificados foram classificados de acordo com o TerceiroConsenso de Granada (2007). Resultados: Durante o período analisado, foram identificados82 PRM dentre os quais se destacaram erro de prescrição (29,3 %), acesso ao medicamento(17,1%) e interação medicamento-alimento (12,2%). A análise dos PRM revelou que 64 (78%)representavam RNM com potencial risco de ocorrerem e 18 (22%) se classificaram como RNMreais. Os RNM mais prevalentes se apresentaram como inefetividade quantitativa (25,6%),problema de saúde não tratado (21,9%) e insegurança não quantitativa (18,3%). Foramrealizadas 60 Intervenções Farmacêuticas (IF), sendo a maioria (91,7%) realizada de formaverbal. Os principais profissionais contatados durante as IF foram o médico (73,3%) e oenfermeiro (20%). As principais intervenções realizadas foram mudança do esquema deadministração (26,6%), substituição de um fármaco (21,7%) e adição de um fármaco aotratamento (18,3%), sendo 66,6% das intervenções aceitas. Conclusão: Os resultadosapresentados demonstram a importância do farmacêutico residente em unidades hospitalares,uma vez que o mesmo realiza atividades clínicas que visam à eficácia do tratamento proposto,segurança do paciente e melhoria da qualidade de vida do mesmo durante a internaçãohospitalar.E-MAIL PARA CONTATO: bbrunacristina@hotmail.comPC 86 - CONCILIAÇÃO MEDICAMENTOSA NA ADMISSÃO HOSPITALAR DE PACIENTESPÓS-TRANSPLANTE RENAL E HEPÁTICOMartins, Bruna Cristina Cardoso; Souza, Thalita Rodrigues; Belarmino, Lívia Romão; Néri,Eugenie Desirèe Rabelo; Fernandes, Paula Frassinetti Castelo Branco Camurça; Garcia, JoséHuygens ParenteHospital Universitário Walter Cantídio (HUWC)A conciliação de medicamentos tem demonstrado ser uma importante estratégia para reduzirerros de prescrição, riscos potenciais ao paciente e custos no atendimento. Consiste noprocesso formal de adequação do plano farmacoterapêutico a partir da comparação entre alista exata e completa de medicamentos que o paciente estava utilizando previamente e aprescrição farmacoterapêutica na admissão hospitalar ou na alta. O objetivo do trabalho éapresentar os resultados obtidos com a conciliação medicamentosa na admissão de pacientespós-transplante renal e/ou hepático pelo farmacêutico em um Hospital Universitário emFortaleza, Ceará. Caracteriza-se como um estudo retrospectivo e descritivo das conciliaçõesmedicamentosas realizadas por residentes farmacêuticos durante a admissão na unidade detransplante renal e/ou hepático no Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC) Fortaleza-Ceará, durante o período de março/2010 a abril/2012. A lista de medicamentos utilizados pelos
  • 89. pacientes transplantados foi obtida através da prescrição médica e entrevista com ospacientes. Todas as conciliações foram registradas em formulário apropriado baseado noinstrumento utilizado no Hospital Universitário San Dureta localizado na Espanha eposteriormente analisadas no programa Epi Info v. 3.5.1. Nessa ficha são registrados osseguintes dados: o nome do medicamento; concentração; posologia; indicação do tratamento.Na admissão, esses dados são obtidos diretamente com o paciente quando questionadosquais medicamentos são utilizados em seu domicílio, sendo então, esses dados confrontadoscom a prescrição atual do paciente, analisando-se individualmente cada medicamento eobservando se estes eram discrepantes. No período do estudo, foram conciliados osmedicamentos de 80 pacientes (n=43 pós-transplante hepático e n=37 pós-transplante renal).Sendo conciliados 213 medicamentos que estavam discrepantes. Os medicamentos maisconciliados pertencem a classe dos normoglicemiantes orais e os antivirais utilizados paraprofilaxia da hepatite B nos transplantados. Todas as conciliações foram efetivadas, a partir decontato com a equipe médica. Conclui-se que através das intervenções realizadas, durante aconciliação medicamentosa, sobre as discrepâncias na farmacoterapia pelo farmacêuticopossibilita a interceptação e correção dos erros.E-MAIL PARA CONTATO: liviaromao@hotmail.comPC 87 - FARMACÊUTICO CLÍNICO: ÊXITO INTEGRALAbi-Haila Rodrigues, MitziEste trabalho teve o propósito de revisar a literatura e avaliar o êxito da intervençãofarmacêutica na terapia medicamentosa dos pacientes hospitalizados, assim como os pontosdeficientes na interdisciplinaridade durante a prescrição, dispensação e administração dosmedicamentos. Pois a qualidade da melhoria do paciente e o uso adequado de medicamentosestão diretamente relacionados à qualidade do serviço de saúde prestado no local hospitalar.Sabe-se que a cada ano mais fármacos são descobertos e prescritos, com isso a variedadeterapêutica aumenta. Precisam-se avaliar os medicamentos mais adequados para aspatologias de diversos pacientes. Sendo assim, nada melhor que um bom farmacêutico clínicoestudando o paciente concomitante ao médico. O presente estudo baseou-se em 80 artigospresentes na literatura científica, desde 1993. Notou-se a escassez de registros dasintervenções realizadas, pois os farmacêuticos têm atuado apenas no âmbito administrativo,entretanto precisa ser clínico e interdisciplinar. Nas atuações clínicas realizadas, obteve-se adiminuição do tempo de internação do paciente, economia com medicamentos, e tornaram-seraros os efeitos adversos das interações medicamentosas. Contudo, muitos farmacêuticosaconselham friamente o paciente e/ou o médico, ou seja, sem ações que aprimorem o usoadequado dos fármacos. Todavia, entende-se por Pharmaceutical Care Service (seguimentofarmacoterapêutico) como identificação e resolução das dúvidas medicamentosas ou enfermas,concomitante do planejamento de cuidados que melhorem a qualidade de vida do paciente.E-MAIL PARA CONTATO: mitziabihaila@hotmail.comPC 88 - ATENÇÃO FARMACÊUTICA PARA PACIENTES TRANSPLANTADOS:INTERVENÇÕES FARMACÊUTICAS REALIZADASMartins, B. C. C.; Souza, T. R.; Néri, E. D. R.; Luna, A. M. P. T.; Fernandes, P. F. C. B. C.;Garcia, J. H. P.Hospital Universitário Walter Cantídio - Fortaleza, CearáA abordagem multidisciplinar é essencial para garantir um atendimento adequado à realidadedo paciente transplantado. O farmacêutico pode realizar as atividades clínicas voltadas aospacientes pós-transplante que não estão hospitalizados através do serviço de AtençãoFarmacêutica no ambulatório. O objetivo desse trabalho é apresentar as InterverçõesFarmacêuticas (IF), realizadas em um serviço de Atenção Farmacêutica (ATENFAR) nosambulatórios de pós-transplante renal e hepático de um Hospital Universitário em Fortaleza-Ce.Trata-se de um estudo de intervenção, descritivo e retrospectivo, realizado durante oatendimento farmacêutico nos ambulatórios de pós-transplante do Hospital Universitário WalterCantídio da Universidade Federal do Ceará (HUWC/UFC), em Fortaleza-Ceará no período deabril de 2011 a outubro de 2011. As IF foram classificadas de acordo com Sabater et al. (2005)e a significância destas de acordo com Farré et al (2000) e os Resultados Negativosassociados a Medicamentos (RNM) de acordo com o Terceiro Consenso de Granada (2007).Foi utilizado o programa Epi Info v. 3.5.1 para realizar as análises dos dados e os testes de
  • 90. hipótese foram feitos no programa SigmaPlot v. 10.0. O teste estatístico utilizado para análiseda amostra foi o qui-quadrado (X²). O valor de significância considerado para as análisescomparativas foi de p<0,05. Foram acompanhados 97 pacientes, sendo realizadas 54intervenções nas quais 63,0% (n=34) no pós-transplante renal e 37% (n=20) no pós-transplantehepático, na realização destas intervenções somente 3,7% (n=2) não foram aceitas, a principalclasse contatada foi a médica (48,1%; n=26). Foram identificados os seguintes RNM: Problemade saúde não tratado (48%, n=26); Inefetividade quantitativa (18%, n=10); Insegurança nãoquantitativa (17%, n=9); Insegurança quantitativa (13%, n=7); Inefetividade não quantitativa(4%, n=2). Os medicamentos envolvidos com maior frequencia foram: tacrolimus (n= 6; 11,1%);nistatina (n=5; 9,2%); insulina, omeprazol, prednisona, sulfametoxazol+trimetoprima (n=4;7,4%). De acordo com a classificação realizada por Sabater et al. as principais IF realizadasforam na educação do paciente sobre o tratamento (n=26; 48%); intervenção na dose domedicamento (n=15; 27,8%); intervenção na estratégia farmacológica (n=13; 24,2%) (p<0,05).Já enquanto a significância, classificada segundo Farré et al. todas as intervenções foramapropriadas, sendo que 57,4% (n=31) das IF realizadas no período do estudo mostram sersignificantes, 18,5% (n=10) foram classificadas como muito significantes e 24,1%(n=13)categorizadas como extremamente significantes (p<0,05). Conclui-se que o farmacêutico,através do exercício da ATENFAR tem papel fundamental na obtenção de resultados clínicosfavoráveis, ao monitorar a farmacoterapia e intervir quando for necessário, além da integraçãodo farmacêutico a equipe multiprofissional.E-MAIL PARA CONTATO: bbrunacristina@hotmail.comPC 89 - SERVIÇO DE SEGUIMENTO FARMACOTERAPÊUTICO EM UNIDADECORONARIANA DE UM HOSPITAL DE BELO HORIZONTEBARROSO, VANUSE DE PAULA RAMOS1; NASCIMENTO, MARIANA MARTINS GONZAGADO21 - Hospital Madre Teresa2 - Centro de Pesquisa René Rachou/Fundação Oswaldo Cruz (CPqRR/FIOCRUZ)No Brasil, as doenças cardiovasculares têm sido a principal causa mortis. O controle dasdoenças cardiovasculares envolve, na maioria das vezes o uso de múltiplos medicamentos,conferindo elevada complexidade ao processo de prescrição e gerando a necessidade deavaliação deste processo bem como o delineamento de um serviço de seguimentofarmacêutico que vise otimizar e individualizar a farmacoterapia e reduzir as chances deocorrência de eventos adversos. Frente a todas estas questões, o presente estudo teve porobjetivo descrever um serviço de seguimento farmacoterapêutico de pacientes internados naunidade coronariana de um hospital geral filantrópico de Minas Gerais. O Estudo observacionaldescritivo do serviço de seguimento farmacoterapêutico dos pacientes internados na UnidadeCoronariana foi realizado em um hospital geral filantrópico de grande porte de Belo Horizonte -Minas Gerais. Foi analisado o perfil demográfico dos pacientes incluídos no serviço bem comoos problemas farmacoterapêuticos (FT), identificados e classificados segundo método “ThePharmacist’s Workup of Drug Therapy” (PWDT) e as intervenções farmacêuticas realizadas(classificadas como aceitas ou não aceitas) no período de setembro/2011 a março/2012. Noperíodo analisado, foram incluídos 779 pacientes no serviço (52,6% do sexo masculino) comidade média de 65 anos. Foram avaliadas 1868 prescrições e identificados 311 PF sendo 40%(126) relacionados a problemas de indicação (PRM 1 - 13%; PRM 2 - 27%), 28% (86) aefetividade (PRM 4 - 28%); 23% (71) a segurança (PRM 5 - 2%; PRM 6 - 21%) e 9% (28) aconveniência. Cada PRM identificado gerou uma intervenção junto à equipe médica das quais81% (252) foram acatadas, 17% (52) não foram acatadas e 2% (7) foram aceitas pela equipe,mas a prescrição não foi alterada por seleção de conduta alternativa. Apesar de não terem sidoanalisados os resultados clínicos da terapêutica, o número elevado de PF detectados eintevernções realizadas apontam a necessidade da implantação e expansão de um serviçocomo o aqui descrito, sobretudo quando se tem em vista a vulnerabilidade da populaçãoacompanhada em unidades coronarianas. Além disso, o estudo aponta a necessidade daatuação crescente do farmacêutico enquanto co-responsável pela farmacoterapia de seuspacientes em ambiente nosocomial.E-MAIL PARA CONTATO: vanusepaula@gmail.comPC 90 - QUALIDADE DE VIDA E ADESÃO EM PACIENTES COM ARTRITE REUMATOIDEDO HOSPITAL DE CLINICAS/UNICAMP
  • 91. DANTAS, LARISSA CORDEIRO1, BERTOLO, MANOEL BARROS2, MAZZOLA, PRISCILAGAVA1, MORIEL, PATRICIA11 Departamento de Patologia Clínica, Faculdade de Ciências Médicas, UNICAMP, Campinas,SP, Brasil2 Departamento de Clínica Médica, Faculdade de Ciências Médicas, UNICAMP, , Campinas,SP, BrasilIntrodução: A artrite reumatoide é uma doença autoimune sistêmica, que se caracteriza poruma sinovite crônica, que atinge principalmente as articulações periféricas das mãos e punhos,de modo simétrico e progressivo, podendo levar a deformidades significativas. O tratamentomédico normalmente é instituído precocemente para impedir a progressão da doença evitandoassim possíveis deformidades permanentes. O objetivo deste estudo foi avaliar o grau deadesão ao tratamento e o perfil dos pacientes com artrite reumatoide a fim de discernirdiferenças nos escores de qualidade de vida entre eles. Metodologia: Os pacientes com artritereumatoide (n=45) avaliados no Hospital de Clinicas da Universidade Estadual de Campinasforam comparados nos oito domínios de qualidade de vida pelo SF-36 (Medical OutcomesStudy 36-item Short-Form) e a adesão ao tratamento foi avaliada pelo teste de Morisky-Green.Tratou-se de um estudo transversal, no qual todas as informações obtidas foramestatisticamente avaliadas com p-valor <0,05. Resultados: No estudo havia 86,7% demulheres, idade média de 51,8 anos, caucasianos 62,2%, morando com marido/esposa oucompanheiro 73,3% e baixo grau de escolaridade 17,7%. A média de medicamentos prescritosfoi de 6,2 com um intervalo de confiança de 95% variando 5.4 ≤ μ ≤ 6.9 por paciente. Osescores no teste de qualidade de vida mostraram uma baixa pontuação tanto nos quesitosfísico (36,9) como mental (46,7). No teste Morisky-Green 35,6% dos pacientes apresentaramum alto grau de aderência ao tratamento farmacológico e 93,1% dos que tiveram baixa e médiaaderência apresentaram-na de forma não intencional. Conclusão: A maior parte dos pacientescom artrite reumatoide não apresenta um alto grau de adesão ao tratamento commedicamentos assim como se pode observar em pacientes com outras comorbidades crônicas.Os componentes de qualidade de vida apresentaram baixos escores nos quesitos físico emental.E-MAIL PARA CONTATO: morielpa@fcm.unicamp.brPC 91 - SEGURANÇA DO PACIENTE: FOCO DA ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICAGARANTIDA PELA INTERVENÇÃOSOUZA, VANESSA KASUBECK; CARVALHO, CRISTIANA NUNES; SENE, GABRIELASIMÕES DIAS; NOWAK, LAIS VIEIRA; ARAUJO, STELA MARIS ANTUNESInstituição: Hospital BandeirantesA Assistência Farmacêutica é uma atividade que tem como foco central a segurança dopaciente, sendo papel do Farmacêutico assegurar o uso racional dos medicamentos. Atuandoem Farmácia Clínica, esse deve realizar a anamnese do paciente junto à reconciliaçãomedicamentosa, análise das prescrições e dos protocolos inseridos, para então gerar um planode intervenções quais devem ser apresentadas à equipe multidisciplinar, equipe essa,responsável pelas decisões na terapia 1. Esse processo é possível graças aos princípios deinterdisciplinaridade de Jean Piaget, sendo cada dia mais necessário devido a oportunidade deintegração dos conhecimentos 2. A partir do acompanhamento farmacoterapêutico e integraçãodas equipes, as intervenções farmacêuticas serão ações tomadas para aumentar a efetividadeda terapia e diminuir seus riscos, realizadas por um profissional qual possua noção exata deseus conhecimentos e do impacto dessa sugestão 3. Objetivo: Demonstrar a importância daintervenção farmacêutica realizada junto à equipe multidisciplinar para garantir a segurança dopaciente. Método: Trabalho retrospectivo, observacional e descritivo. Foram avaliados emmédia 64,34% dos pacientes internados no Hospital Bandeirantes no período de outubro/2011a março/2012. Esses foram avaliados através da anamnese e de suas prescrições com foco naestratégia terapêutica. Também foram verificadas as intervenções necessárias para seremexpostas à equipe multidisciplinar. Resultados: Foram acatadas 471 intervençõesfarmacêuticas, sendo dessas 47% referentes à estratégia terapêutica (ajuste de dose,interações medicamentosas, intercambialidade farmacêutica e risco de obstrução de sonda),9,8% referente a protocolos (broncoaspiração, profilaxia antimicrobiana, risco de queda,tromboembolismo venoso e úlcera de estresse) e 43,3% referentes a reconciliaçõesmedicamentosas (de transferência, com pacientes internados via Pronto-Socorro e compacientes internados em Unidades de Terapia Intensiva). Através das intervençõesfarmacêuticas acatadas, são formuladas novas condutas em toda equipe envolvida. Conclusão:
  • 92. Garantir a segurança do paciente é papel da equipe multidisciplinar. O Farmacêutico Clínicocomo integrante dessa equipe, é responsável pela farmacoterapêutica e pelas intervençõesnecessárias para evitar erros e a exposição do paciente a riscos. Com seus conhecimentosespecíficos, o Farmacêutico garante o seu espaço, atingindo um maior índice de aceitação dasintervenções o que resulta em um tratamento eficaz.E-MAIL PARA CONTATO: kasu@ig.com.brPC 92 - O PAPEL DO FARMACÊUTICO JUNTO A EQUIPE MULTIDISCIPLINAR NOCUIDADO A PACIENTES EM TRATAMENTO CLÍNICOSOUZA, VANESSA KASUBECK; CARVALHO, CRISTIANA NUNES; SOUZA, DAMARIS DELIMA; ARAUJO, STELA MARIS ANTUNESInstituição: Hospital BandeirantesA equipe multidisciplinar está cada dia mais presente nos hospitais devido às acreditações eaos princípios de integração do conhecimento. Através da ação em conjunto, é possível realizara assistência integral ao paciente viabilizando uma terapêutica segura e uma recuperação maisrápida, mesmo que no cuidado em si haja divisão das responsabilidades 1. Como membrointegrante da equipe, além de responsável pela dispensação de medicamentos, oFarmacêutico será responsável por garantir a farmacoterapêutica através da entrevista com opaciente comparando as medicações de uso domiciliar com as da internação, da análise daprescrição, dos eventuais exames realizados e das observações dos demais membros daequipe 2. Caso sejam necessárias intervenções nesse processo, o Farmacêutico é oprofissional mais indicado, pois representa uma das possibilidades de corrigir possíveis errosna farmacoterapêutica 3. Através de um plano de condutas demonstrado à equipe assistenciale da reestruturação na terapia, é possível atingir sua eficácia. Objetivo: Demonstrar aimportância da atuação do Farmacêutico Clínico na equipe multidisciplinar, garantindo aeficácia no tratamento dos pacientes assistidos. Método: Trabalho prospectivo, observacional edescritivo. Foram avaliados 100% dos pacientes selecionados pela equipe e hospitalizadospara tratamento clínico, no período de fevereiro a abril de 2012 em um hospital filantrópico daregião central de São Paulo. Esses pacientes foram avaliados através da anamnese, análisedos documentos de prontuário e discussões de caso pela equipe multidisciplinar. Em caso denecessidade de intervenção as mesmas foram realizadas no momento de encontro da equipe.Resultados: Foram avaliados 65 pacientes, dos quais 53 fizeram uso de medicamentos de altorisco, 34 de substâncias psicotrópicas, 25 estavam sujeitos a interações medicamentosas e 45fizeram uso de anti-infecciosos durante a sua internação. A realização da reconciliaçãomedicamentosa junto à análise da prescrição focada nos itens supracitados foi realizada paraatingir uma terapia eficaz e evitar erros como sobredosagens, exposição ao risco de queda,emprego incorreto da farmacoterapêutica em geral, ou seja, Problemas Relacionados aosMedicamentos (PRMs). Conclusão: Como profissional responsável pelo medicamento, cabe aoFarmacêutico orientar as demais áreas assistenciais quanto ao seu uso racional e seguro. Coma integração dos conhecimentos e troca dos mesmos, realizados nos encontros promovidospela equipe multidisciplinar, contribui-se de forma positiva ao tratamento devido à minimizaçãoda exposição do paciente a riscos e de uma potencial ineficácia terapêutica.E-MAIL PARA CONTATO: kasu@ig.com.bRPC 93 - ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO DOS CASOS DE INTERNAÇÃO POR DOENÇAFALCIFORME NO ESTADO DO ESPÍRITO SANTOSABINO , MAYARA FERREIRA ¹, TERESA-GRADELLA, DÉBORA BARRETO2 2¹ Aluna de graduação do curso de Farmácia, CEUNES/UFES; Departamento da Ciências daSaúde, CEUNES/UFESA anemia falciforme é a doença de caráter hereditário monogênico mais prevalente no Brasil.As manifestações clínicas dessa doença podem ser atribuídas às alterações da reologiasangüínea, ou seja, alterações físicas no fluxo sangüíneo ao nível da microcirculação devido,principalmente, à rigidez das hemácias, resultante da mutação da molécula de hemoglobina.Assim, este trabalho teve por objetivo verificar o perfil epidemiológico dos casos de internaçãopor doença falciforme no Estado do Espírito Santo. A coleta de dados foi realizada a partir dosregistros de pacientes internados em hospitais públicos e privados do Estado do Espírito Santocom diagnósticos de doença falciforme, nos anos de 2001 a 2012. Os dados foram obtidos na
  • 93. base de dados anuais do SIH/SUS, na versão reduzida. Os casos foram selecionados pelamorbidade, de acordo com a 10ª revisão da Classificação Internacional de Doenças (CID 10).As informações levantadas no SIH sobre os casos de internações por doença falciforme foram:sexo, faixa etária, tempo de permanência, freqüência de internação e óbito. A partir dos dadosdo SIH/SUS, foram obtidas 1.637 internações, sendo 731 pacientes do sexo feminino e 906 dosexo masculino. Quanto a faixa etária, os resultados demonstraram que houve uma maiorfreqüência de casos de internações na faixa etária de 0 a 4 anos (29,7%), seguida da faixaetária de 5 a 9 anos (22%), sendo as menores proporções entre 30 e 39 anos (3,2%) e acimade 40 anos (3,4%). De acordo com a microrregião, 73,3 % dos casos foram encontrados emVitória, seguido por 9,8% em São Mateus. Em relação aos óbitos hospitalares, foramencontrados 16 óbitos no período estudado, sendo o maior número de óbitos na faixa etária de20 a 29 anos (37,5%), seguida da faixa etária de 0 a 4 anos (25%) e acima de 40 anos (25%).Os óbitos significaram uma proporção de 0,98% do total das internações. De acordo com otempo de permanência hospitalar, na faixa etária de 0 a 9 anos houve predomínio no tempo deinternação de até 4 dias e na faixa etária acima de 15 anos, a freqüência maior do tempo depermanência hospitalar foi acima de 4 dias. Apesar das limitações envolvendo pesquisa àbanco de dados, este trabalho pode contribuir oferecendo resultados epidemiológicos acercade pacientes com doença falciforme no estado do Espírito Santo.E-MAIL PARA CONTATO: mayarasabino.farmufes@hotmail.comPC 94 - QUALIDADE DE VIDA E ADESÃO AO TRATAMENTO DE USUÁRIOS DEPSICOFÁRMACOS NA ATENÇÃO PRIMÁRIASIQUEIRA, GRASIELA RACHEL DE CARVALHO1; VALVERDE, INGRID AMBRÓSIO PIRESMORAIS1; JORGE, LINCOLN NARDI1; SILVA, MOISES SANTANA1; PAULA, BRUNO FARIA1;SIMÕES, MARIO HENRIQUE1; SOUZA, WALNÉIA APARECIDA2; PODESTÁ, MÁRCIAHELENA MIRANDA CARDOSO2.1. Acadêmicos do curso de farmácia da UNIFAL-MG. 2. Docente da faculdade de ciênciasfarmacêuticas da UNIFAL-MGIntrodução: É crescente a tendência de utilização de serviços na atenção primária, porportadores de transtornos mentais. Ainda são escassos os estudos que avaliem o uso dosserviços com foco na adesão ao tratamento com psicofármacos. Este estudo tem como objetivoavaliar a qualidade de vida (QV) e adesão ao tratamento medicamentoso dos usuários depsicofármacos do SUS. Métodos: Trata-se de uma pesquisa quantitativa, exploratória, analíticae descritiva realizada com usuários de psicofármacos, desenvolvida na Central de Distribuiçãode Medicamentos (CDM) de Alfenas-MG onde foram entrevistados 208 usuários depsicofármacos atendidos no SUS, que responderam aos questionários de caracterizaçãosóciodemográfica, questionário de QV SF-36, assim como ao Teste de Morisky, Green &Levine (1986) de adesão ao tratamento. Para a análise dos resultados de QV foi utilizado oteste t para a diferença entre médias, e para a adesão, teste qui-quadrado a 5% designificância. Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Unifal - MG(protocolo nº 149/2010). Resultados: Houve predomínio de pacientes do sexo feminino(72,1%%), 20,2% apresentaram idade superior a 60 anos, 37,5% não completaram o primeirograu e 65,4% apresentaram renda familiar de um a dois salários mínimos. Os principaispsicofármacos utilizados foram Clonazepam (19,29%), Fluoxetina (14,47%) e Amitriptilina(14,15%). A pesquisa revelou que adesão ao tratamento medicamentoso é 39,4%. Não hádiferença estatística da adesão em relação à faixa etária, 40,4% e 35,7 para adultos e idososrespectivamente (p=0,3533), ou sexo, 40% e 38% para mulheres e homens respectivamente(p=0,4724). A não adesão ocorre por motivos intencionais (29,37%) e não intencionais (35,7%).Em relação à QV, o domínio do SF-36 que apresentou mais comprometida foi o aspectoemocional (43,9) e o melhor índice foi encontrado no domínio aspectos sociais (73,1).Comparando a QV entre os sexos, houve diferença significativa em três domínios do SF-36:capacidade funcional (66 ±30 e 77,7± 28,1), dor (58,7±32,1 e 60,4±32,4) e aspectosemocionais (39,7 ±44,2 e 54±46,7) para sexo feminino e masculino respectivamente, onde ospacientes do sexo masculino apresentaram valores maiores. Houve diferença significativa nosdomínios aspecto físico (42,3± 44,6 e 57,1± 44,8), estado geral de saúde (58,9± 27 e66,6±21,8), aspectos emocionais (39±44 e 64,1±45,5) entre adultos e idosos respectivamente,onde os idosos apresentaram maiores valores dos domínios. Conclusão: A adesão aospsicofármacos no SUS de Alfenas é baixa e os usuários de psicofármacos apresentaram umcomprometimento geral em sua qualidade de vida. A necessidade de um tratamento contínuoconstitui fator importante na adesão ao tratamento e determinação da QV dessa população.
  • 94. E-MAIL PARA CONTATO: grasielarachel@hotmail.comPC 95 - A PRÁTICA PROFISSIONAL FARMACÊUTICA EM FARMÁCIAS COM ÊNFASE NAFILOSOFIA DA ATENÇÃO FARMACÊUTICAMACHADO, DANUTA ANTUNES1,2; NEVES, LUCIANA LIMA VERDAN1,2; SANTOS, RAFAELCAIRÊ DE OLIVEIRA1,2; SANTANA, GLADYS MARQUES2,3; QUEVEDO, MICHELEPEIXOTO2,4; TAKAHASHI, PATRÍCIA SAYURI KATAYOSE2,4.1 Especializandos em Atenção Farmacêutica do Instituto Racine; 2 Grupo de Estudo e Pesquisaem Assistência Farmacêutica do Instituto Racine; 3 Grupo de Investigación en Farmacoterapiay Atención Farmacéutica (CTS 528) Universidad de Sevilla; 4 Assessoria Técnica de SaúdeMental Atenção Primária à Saúde (APS) Santa Marcelina; 4 Hospital Universitário daUniversidade de São Paulo;Introdução. Nos últimos anos, têm sido identificadas muitas iniciativas de implantação daAtenção Farmacêutica, inclusive no âmbito da farmácia comunitária, em várias regiões doBrasil. Apesar dos esforços empreendidos no sentido de vencer as barreiras e fomentar asmudanças necessárias na prática profissional no ambiente das farmácias, estas alteraçõesocorrem lentamente. Os usuários continuam desconhecendo os serviços assistenciais quepodem ser prestados pelo farmacêutico e os profissionais continuam, em seu conjunto,exercendo um papel inexpressivo dentro do sistema de saúde. Objetivo: Descrever o perfil dosfarmacêuticos que atuam em farmácias públicas e privadas, com relação a sua formação eatuação profissionais com ênfase em atividades relacionadas à filosofia da atençãofarmacêutica. Método: Estudo exploratório e descritivo submetido ao Comitê de Ética emPesquisa da Universidade do Norte do Paraná, realizado entre abril e agosto de 2011 durantecursos e eventos promovidos pelo Instituto Racine em São Paulo, Brasil, com farmacêuticosque exercem atividades em drogarias, farmácias com ou sem manipulação, serviço público desaúde ou farmácias-escola, que aceitaram participar do estudo mediante assinatura do termode consentimento livre e esclarecido. Como instrumento de coleta de dados, foi utilizado umquestionário auto administrado com perguntas abertas e fechadas sobre as variáveispesquisadas. Resultados: Dos farmacêuticos que responderam o questionário (n=83) 66%eram do sexo feminino, com idade média de 32,9 ± 9,12 anos (48,2% tinha idade entre 21 e 30anos), sendo a maioria procedente de São Paulo (39,8%) e os demais 60,2 % de outrosEstados, consideram-se satisfeitos a muito satisfeitos com seu trabalho (62,7%). Em geral,apresentavam formação em “farmácia” e “generalista” (63,8%) entre 4 a 6 anos (56,6%) tendoconcluído ou cursando aprimoramento técnico em 85,5% dos casos. Os entrevistados atuamem: drogaria de rede (12%), drogaria independente (25,3%), farmácia com manipulação(30,1%), farmácia de unidade de básica de saúde (UBS) (28,9%), sendo que a localizaçãodestes estabelecimentos se divide entre bairro e centro de maneira equivalente (50%), e 56,6%alegam possuir um local reservado para atendimento ao usuário. Com relação à prática deserviços, seguindo a lógica da atenção farmacêutica, 68,7% relatam não realizar e dos que osrealizam somente 33,7% dedicam a maior parte do tempo de seu trabalho ao atendimento aousuário. Conclusão: O conjunto das variáveis resultantes do presente estudo demonstra que amaioria dos profissionais é do sexo feminino, jovens e com pouco tempo de formação, atuamprofissionalmente em UBS ou manipulação, com carga horária superior a 40 horas semanais.Como responsáveis técnicos, tem espaço reservado para o atendimento ao usuário, porémsomente uma pequena parte destes realiza e registra este atendimento. Observa-se que aprática da Atenfar é dificultada pela inexistência de grade curricular sobre o tema, e asresponsabilidades administrativas dos profissionais farmacêuticos, como fator limitante de talprática.E-MAIL PARA CONTATO: rafaelcaire@hotmail.comPC 96 - A INTERVENÇÃO DO FARMACÊUTICO NA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA DEMOLÉSTIAS INFECCIOSASAutores: Minari, Ariane Boccoli1; MARIN, MÁRCIA LÚCIA DE MáRIO; Rocha, Priscilla Alves1;Pinto, Vanusa Barbosa1; sforsin, andrea cassia1; HO, YEH-LI21- Divisão de Farmácia do Instituto Central do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicinada Universidade de São Paulo; 2- Divisão de Moléstias Infecciosas e Parasitárias da Faculdadede Medicina da Universidade de São Paulo.
  • 95. Introdução: Medicamentos são ferramentas terapêuticas fundamentais na assistência à saúde.Porém, na presença de efeitos adversos ou interações farmacológicas podem levar aconsequências que contribuem para o aumento da mortalidade e morbidade. A intervençãofarmacêutica é o suporte dos dois principais pilares da farmácia clínica, que são a orientaçãoclínica e a investigação. Esta atuação viabiliza as atividades do farmacêutico para a máximaefetividade dos tratamentos, minimizando os riscos associados aos mesmos e contribuindopara o uso racional de medicamentos. O objetivo deste estudo foi avaliar a contribuição dofarmacêutico clínico na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), no manejo das intervenções junto àequipe da saúde. Métodos: Foram coletados, na Unidade de Terapia Intensiva da Divisão deMoléstias Infecciosas e Parasitárias do Instituto Central do Hospital das Clínicas da Faculdadede Medicina da Universidade de São Paulo, no período de janeiro a junho de 2011, asintervenções farmacêuticas, os dados referentes ao tempo de permanência dos pacientes naunidade, o número de prescrições avaliadas pelo farmacêutico e a evolução dos pacientesinternados. As intervenções foram classificadas conforme a Tabela de IntervençãoFarmacêutica, utilizada na instituição, em indicação; posologia; via de administração;interações, efeitos adversos, medicamentos padronizados e outros. As informações foramtabuladas em planilhas no formato Excel. Resultados: Foram acompanhados 77 pacientescom 13,58 dias em média de permanência na UTI. Destes, 20 (26%) evoluíram para óbito. Das1.046 prescrições do período, 662 (63%) foram avaliadas, sendo monitoradas 445 interaçõesmedicamentosas, das quais 227 medicamento-medicamento e 218 medicamento-alimento.Realizou-se 489 intervenções farmacêuticas (64% aceitas), das quais: 109 (22,3%)relacionadas à indicação; 126 (26%) à posologia; 151 (30%) à via de administração; 27 (6%) àinteração; 14 (3%) à efeitos adversos; 1 (0,2%) à medicamentos padronizados e 61 (12,5%)outras orientações à equipe da saúde. Conclusão: Ficou evidenciada, pela representatividadedas intervenções farmacêuticas aceitas pela equipe multidisciplinar, a importância dacontribuição do farmacêutico clínico na Unidade de Terapia Intensiva, no manejo dasintervenções, fundamentais para a qualidade da assistência aos pacientes.E-MAIL PARA CONTATO: aminari@hcnet.usp.brPC 97 - ALTA HOSPITALAR MULTIPROFISSIONAL PARA O PACIENTE COM DOENÇAHEMATOLÓGICASILVA, ANA VLÁDIA BRASILEIRO DE ARAÚJO1; VASCONCELOS, HELAINE CRISTINAALVES DE1; FREIRE, NATÁLIA COSTA BEZERRA 1; BARBOSA, ISADORA MARQUES1;NERI, EUGENIE DESIREÉ RABELO1Hospital Universitário Walter Cantidio - Fortaleza/CearáINTRODUÇÃO: Os pacientes com hemopatias sejam elas benignas ou malignas, necessitamde atenção especial após a internação, pois constantemente necessitam de tratamentos desuporte, profilático e específico. Percebe-se a cada dia que o modelo biomédico vem sendocada vez mais substituído por um modelo centrado nas necessidades do paciente, sejam elasde cunho biológico, psicológico ou espiritual. A alta hospitalar multiprofissional é um momentoem que se deseja reforçar as informações dadas ao paciente hematológico durante internação,para que o mesmo possa realizar em domicílio, de maneira mais efetiva, os cuidados de saúdenecessários após a alta. Detectou-se a necessidade de estruturar um serviço diferenciado,após a manifestação por pacientes internados, de diversas dúvidas após a alta hospitalarconvencional. Esse trabalho objetiva relatar a implantação do Plano de Alta Hospitalarrealizado por residentes multiprofissionais em oncohematologia. MÉTODO: Trata-se de umrelato de experiência em serviço, realizado na unidade de hematologia de um hospitaluniversitário em Fortaleza/Ceará, no ano de 2012. RESULTADOS: A implantação ocorreu nomês de abril, após divulgação e sensibilização do assunto aos profissionais da instituição,planejamento e estruturação dos instrumentos a serem utilizados no procedimento de altahospitalar. O serviço é ofertado aos 20 leitos de internação da enfermaria de hematologia dohospital, e realizado por residentes da equipe multiprofissional (2 enfermeiros, 2 farmacêuticose 2 psicólogos), em parceria com 3 médicos residentes e 1 nutricionista. Cada membro daequipe orienta ao paciente sobre aspectos pertinentes aos cuidados na pós-internação comconteúdos de ação educativa em saúde. O fluxo inicia-se com a decisão da alta hospitalar pelaequipe médica, onde o médico fornece ao paciente/familiar, instruções gerais de sua patologiae o como será o seguimento do tratamento ambulatorial. Após esse momento o paciente éreferenciado para o contato com o enfermeiro, a fim de aprender a registrar a ocorrência desinais/sintomas e receber folders, contendo informações sobre como lidar com os sinais dealerta, higiene pessoal, ambiental e orientações nutricionais (folder elaborado pelanutricionista). Em seguida é referenciado ao farmacêutico para realizar a conciliação de
  • 96. medicamentos, análise individual das doses, posologias e administração da farmacoterapiaprescrita para alta, enfatizando a importância da adesão e ensinando o paciente a registrar emum cartão as reações aos medicamentos que ocorram. Concluídas as etapas anteriores, ofarmacêutico detecta o conhecimento que o mesmo assimilou sobre os medicamentos e após oreferencia ao psicólogo para que seja providenciado suporte caso necessário. CONCLUSÃO:O plano de alta é uma atividade multidisciplinar que busca motivar os pacientes a conhecer ereter informações que garantam a continuidade da assistência ao paciente após suahospitalização e promovam o uso seguro e adequado dos medicamentos utilizados.E-MAIL PARA CONTATO: helaine_phhc@hotmail.comPC 98 - ANÁLISE QUANTITATIVA DE ERROS RELACIONADOS A MEDICAMENTOS EINTERVENÇÃO FARMACÊUTICA NA UTI GERAL DO HOSPITAL UNIMED DE MACEIÓ-ALAGOASFERREIRA, ALINE ALVES; JULIÃO JULIANA DE ARAUJO; AMORIM KARLA DANIELLE;MELO, MONICA ROCHAHOSPITAL UNIMED DE MACEIÓ-ALAGOASIntrodução: O erro de medicação é definido como qualquer incidente evitável relacionado aouso de medicamento, que pode causar dano ou levar ao uso inadequado dos mesmos.Basicamente existem três tipos de erros de medicação: erros de prescrição, erros dedispensação e erros de administração. Assim, todos da cadeia do uso do medicamento devemser monitorados com objetivo de identificar, mensurar e prevenir erros relacionados amedicamentos. O objetivo do trabalho foi analisar quantitativamente erros de prescrição edispensação e realizar intervenção farmacêutica com a finalidade de monitorizaçãofarmacoterapêutica em um processo contínuo, para identificar e prevenir erros relacionados amedicamentos na UTI Geral do Hospital Unimed Maceió. Metodologia: Foram analisadas 550prescrições médicas e as respectivas fitas de dispensação (dose individual) da UTI Geral, noperíodo de novembro de 2011 a abril de 2012. O levantamento dos dados foi realizado emmapa diário que abordava os diferentes tipos de erros de prescrição e dispensação. Asintervenções farmacêuticas foram inicializadas apenas em março de 2012. Resultados:Constatou-se que do total das prescrições analisadas, 285(51,82%) apresentaram erros deprescrição e foram detectados 39(7,09%) erros de dispensação. Dos erros detectados foramrealizadas 47 (14,5%) intervenções farmacêuticas, devido a estas apenas terem inicializaçãonum período posterior a origem da análise de erros. Conclusão: Diante de mais de 50% deerros relacionados a medicamentos, verificou-se a necessidade da atividade clínica regular doprofissional farmacêutico com a finalidade de interceptação desses erros a tempo de impedirque atinjam os pacientes, pois os mesmos podem gerar risco a segurança e diminuir aqualidade da assistência ao paciente.E-MAIL PARA CONTATO: aline.alves@unimedmaceio.com.brPC 100 - MODELO DE SEGUIMENTO FARMACOTERAPÊUTICO PARA PACIENTESHOSPITALIZADOSMINARI, ARIANE BOCCOLI; PINTO, VANUSA BARBOSA; WALCZAK, SUZANA ZABA;MARIN, MÁRCIA LÚCIA DE MÁRIO; SFORSIN, ANDREA CASSIA; ROCHA, PRISCILLAALVESDivisão de Farmácia do Instituto Central do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina daUniversidade de São Paulo.Introdução: Seguimento farmacoterapêutico é o processo assistencial que avalia e monitora afarmacoterapia centrada no paciente. Seu objetivo é melhorar e alcançar resultados favoráveisna saúde dos mesmos em função de suas necessidades particulares. Pretende-se obter omáximo benefício da medicação administrada, para promover uma terapia eficaz e segura paracada situação clínica. O objetivo deste estudo foi estruturar o modelo de seguimentofarmacoterapêutico com aplicação para pacientes internados. Métodos: O estudo foi realizadono Instituto Central do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de SãoPaulo e foram utilizados para estruturar o modelo: o seguimento farmacoterapêuticoambulatorial validado na instituição, a metodologia de avaliação de prescrição utilizada nafarmácia clínica, o cenário interno das unidades de internação e revisão bibliográfica. Por meiode reuniões semanais, com três farmacêuticos do projeto de farmácia clínica ao pacienteinternado, desenhou-se o modelo para aplicação ao paciente hospitalizado. Foi utilizado para a
  • 97. avaliação, o ciclo PDCA. Resultados: Em janeiro de 2011, o modelo foi aplicado e avaliado,resultando em vinte e três melhorias. Foram definidas duas etapas principais para o modelo:Seleção do paciente para seguimento, com critérios de inclusão pautados no uso de protocolosclínicos, ajustes de doses para pacientes pertencentes aos grupos/ fatores de risco e namonitorização da iatrogenia medicamentosa e o Seguimento farmacoterapêutico quecompreende as etapas de fase de estudo, monitorada em sete critérios de avaliação dafarmacoterapia do paciente; anamnese farmacêutica; análise das informações coletadas;estabelecimento de metas terapêuticas; plano de seguimento; monitorização e intervençãofarmacêutica. Conclusão: o seguimento farmacoterapêutico estruturado para pacientesinternados promove o entendimento e acompanhamento integral dos mesmos. Oestabelecimento de objetivos (metas terapêuticas) são fundamentais para a obtenção deresultados definidos na promoção do uso racional de medicamentos.E-MAIL PARA CONTATO: aminari@hcnet.usp.brPC 101 - PERFIL DE SENSIBILIDADE ANTIMICROBIANA DE Pseudomonas aeruginosaISOLADAS DOS PACIENTES DO SERVIÇO DE ASSISTÊNCIA DOMICILIAR DA UNIMEDMACEIÓ - UNICAREMELO, MONICA ROCHA.; CABRAL, MICHELLE MEDEIROS. ; FERREIRA, ALINE ALVESIntrodução: A bactéria Pseudomonas aeruginosa é um patógeno nosocomial frequente, comelevada letalidade, principalmente em pacientes imunocomprometidos. É responsável porinfecções em diversos sítios do corpo humano onde existem tendências ao acúmulo deumidades, como traqueostomia, feridas cutâneas e outros. Esta bactéria destaca-se dentre asGram-negativas pela facilidade de resistência aos antibióticos e atualmente pela diminuição desensibilidade aos carbapenêmicos. Objetivo: Avaliar o perfil de sensibilidade antimicrobiana daPseudomonas aeuroginosa em pacientes assistidos pelo Unicare no período de 2011. Método:Análise dos resultados de 221 antibiogramas dos pacientes internados no serviço, advindos doLaboratório do Hospital Unimed Maceió, no período de janeiro a dezembro de 2011, avaliandoos positivos para bactéria estudada e assim quantificando quanto a sensibilidade. Resultado:Constatou-se que dos exames analisados, coletados de diversos sítios infecciosos 41(19%)apresentaram infecções causadas por Pseudomonas aeuroginosa e destas apenas 30 %mostraram sensibilidade ao norfloxacino, seguida de 74% a imipenem, 77% a cefepima e 77%a meropenem, 83% tazobactam+piperacilina, 86% ciprofloxacino, 87% aztreonam, 88%ceftazidima e 100% a amicacina. Conclusão:Verificou-se que amicacina é um fármaco queapresenta excelente sensibilidade, visto dentre os exames analisados não ter sido verificadanenhuma resistência e que medicamentos de amplo espectro como meropenem já apresentamresistência significativa (36%) e o norfloxacino considerado medicamento de escolha paratratamento de infecção urinária para o patógeno em questão, já não apresenta mais estacaracterística(ANVISA). Portanto, observa-se a necessidade da racionalização do uso dosantimicrobianos, no intuito de promover maior segurança ao paciente e ao prescritor econseqüentemente redução nos custos com esta terapêutica, como também a monitorizaçãoepidemiológica e a criação de protocolos terapêuticos.E-MAIL PARA CONTATO: monica.melo@unimedmaceio.com.brPC 102 - REAÇÕES ADVERSAS A MEDICAMENTOS NOTIFICADAS EM UM HOSPITAL DEENSINO: 13 ANOS DE FARMACOVIGILÂNCIAALCÂNTARA NETO, JOSÉ MARTINS DE1; LIMA, JOÃO GABRIEL COSTA2; NERI, EUGENIEDESIREÉ RABELO1; ARRAIS, PAULO SERGIO DOURADO2; FONTELES, MARTA MARIA DEFRANÇA2;VASCONCELOS, HELAINE CRISTINA ALVES DE 11 - Hospital Universitário Walter Cantídio/Universidade Federal do Ceará2 - Faculdade de Farmácia, Odontologia e Enfermagem/ Universidade Federal do CearáINTRODUÇÃO: As Reações Adversas a Medicamentos (RAM) têm constituído um dosproblemas importantes na prática clínica, justificando os estudos farmacoepidemiológicos. NoBrasil, os estudos sobre Farmacovigilância são poucos e recentes, sendo necessário maisestudos nacionais para estimar as taxas de RAM, fármacos e as queixas mais freqüentementerelacionadas às reações. Os hospitais universitários, por possuírem, geralmente corpo técnicocapacitado para o desenvolvimento de pesquisas farmacoepidemiológicas podem contribuircom esses estudos. O trabalho objetivou analisar dados de 13 anos de notificação de RAMregistradas em um banco de dados pertencentes à gerência de riscos de um hospitaluniversitário do Ceará. MÉTODO: Estudo descritivo, retrospectivo, realizado a partir da
  • 98. exploração do banco de suspeitas de RAM BD-RAMWC, compreendendo as atividadesrealizadas no período de 1997 a 2009. Entre as variáveis analisadas estão: sexo, idade, RAM,medicamentos envolvidos, causalidade e gravidade. As reações adversas foram classificadasconforme metodologia proposta pela Organização Mundial da Saúde. RESULTADO: Noperíodo avaliado, um total de 1283 reações adversas a medicamentos foram notificadas (sendo61,7% realizadas por busca ativa) e envolveram 645 pacientes, predominando o sexo feminino,com média de 37,7 anos, variando entre 19 e 59 anos. Reações prováveis (42,04%) emoderadas (67,61%) preponderaram. O grupo farmacológico dos anti-infecciosos foi o maisimplicado nas RAM (56,66%) e as reações dermatológicas foram as mais notificadas (43,49%).Ao todo foram 23 órgãos-sistemas afetados, prevalecendo como manifestação o rash(18,71%), prurido, febre, náusea e vômito. Dentre os medicamentos envolvidos nas RAM,destacaram-se a oxacilina, vancomicina, anfotericina B, diatrizoato de meglumina e antimoniatode meglumina, considerados “fármacos problema”. CONCLUSÃO: A análise do banco dedados permitiu identificar o sexo feminino como o mais envolvido nas RAM, a pele como oórgão mais afetado e os anti-infecciosos como a classe farmacológica mais implicada. Aprevalência dos efeitos adversos encontrados aponta a necessidade de monitorizaçãointensiva dos fármacos considerados “problema” e justifica as ações intensivas defarmacovigilância.E-MAIL PARA CONTATO: neto_jman@yahoo.com.brPC 103 - VALIDAÇÃO PARA O PORTUGUÊS DO INSTRUMENTO PARA AVALIAR ACOMUNICAÇÃO DE FARMACÊUTICOS NA DISPENSAÇÃOMESQUITA, ALESSANDRA REZENDE1; ALMEIDA-SANTOS, EMANUELLE DE1,2; PORTO,JARDEL GRANJA1; LYRA JÚNIOR, DIVALDO PEREIRA11 Universidade Federal de Sergipe, Laboratório de Ensino e Pesquisa em Farmácia Social -LEPFS, Sergipe, Brasil.2 Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, Lisboa, Portugal.Introdução: Nas últimas décadas, a automedicação adquiriu grande importância no sistema deauto-cuidado e está associada ao empoderamento dos pacientes. Diante disso, o farmacêuticoé considerado um profissional de saúde estratégico na orientação aos pacientes sobre aautomedicação racional. Para tanto é necessário a estes profissionais, além dosconhecimentos sobre farmacoterapia, diversas habilidades de comunicação. Partindo destapremissa, vários estudos têm sido conduzidos para avaliar a comunicação do farmacêutico nadispensação de medicamentos. No entanto ainda não há, no Brasil, instrumentos específicospara tal propósito. Objetivo: Traduzir para o Português do Brasil e validar um instrumento deavaliação das habilidades de comunicação do farmacêutico na dispensação de medicamentos.Métodos: O instrumento em estudo consiste em uma adaptação do questionário proposto porBerguer et al. (2005). Primeiramente o instrumento foi traduzido, re-traduzido e as versõesgeradas foram comparadas por um Comitê de Juízes, de acordo com a equivalênciasemântica, idiomática, cultural e conceitual. A versão traduzida foi submetida à validação deconteúdo por uma equipe de expertos. Por fim, o instrumento foi avaliado por 162 estudantesdo curso de Graduação em Farmácia e foram realizados os testes psciométricos. Resultados:O instrumento validado possui duas questões, com doze itens avaliados por escala Likert. Asetapas de tradução, re-tradução e avaliação pelo comitê de juízes foram satisfatórias e apenastrês itens foram alterados. Na validação de conteúdo, três itens foram alterados paraadequação semântica. Na avaliação psicométrica, o instrumento apresentou consistênciainterna total (α de Cronbach = 0,83). O teste de esfericidade de Bartlett foi estatisticamentesignificativo (p <0,001) e o índice Kaiser-Meyer-Olkin (KMO) foi de 0,89 confirmando afactoriabilidade da matriz de correlações. A análise fatorial exploratória ratifica a existência dedois fatores, equivalente às questões do questionário original. Conclusão: Os resultadosobtidos demonstram que o instrumento apresenta validade de conteúdo e consistência internapara ser utilizado na avaliação das habilidades de comunicação dos farmacêuticos. ApoioFinanceiro: Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).E-MAIL PARA CONTATO: almeida_emanuelle@hotmail.comPC 104 - ATUAÇÃO DO PROFISSIONAL FARMACÊUTICO NA RECONCILIAÇÃOMEDICAMENTOSAWIT, TALITHA; ZAPPULLA MARTINS, JULIANA PATRICIA; BOLEAN CORDEIRO, ANDRÉIA;MASSELLI RODRIGUES, CRISTIANE; MATEUS, MARIA CRISTINA
  • 99. Hospital 9 de julhoIntrodução: Segundo o IHI (Institute for Healthcare Improvement), reconciliaçãomedicamentosa consiste na entrevista do paciente para a criação de uma lista com todas asmedicações que o mesmo faz uso no domicilio (incluindo nome do fármaco, dose, frequência evia de administração) e conforme conduta médica e comparação desta com a prescriçãomédica, garantir a farmacoterapia adequada. Muitas organizações já demonstraram queimplementar o processo de reconciliação medicamentosa é uma estratégia efetiva paraprevenir erros de medicação e reações adversas a medicamentos. Acredita-se que mais de40% dos erros com medicamentos são resultados de reconciliações medicamentosasinadequadas realizadas durante admissão, transferência e alta dos pacientes. O trabalho emquestão mostra a importância da inserção do farmacêutico na tríade composta pelo paciente,médico e enfermeiro para a aderência à rotina e garantia da segurança no processo dereconciliação medicamentosa. Métodos: À partir de Outubro de 2012, num hospital privado doestado de São Paulo, foi inserido o profissional farmacêutico na rotina de reconciliaçãomedicamentosa admissional (até 24h após a internação). Neste processo o farmacêutico, ficouresponsável em conferir o preenchimento do impresso de reconciliação medicamentosa,analisar os medicamentos de uso próprio através de entrevista com o paciente completando asinformações quando necessário, checar a conduta médica assinalada no impresso comparandocom a prescrição médica, para realizar as intervenções conforme irregularidades e/oudivergências observadas. Cada intervenção farmacêutica foi classificada como Erro, quandoesta atingiu o paciente ou Quase Falha, quando não atingiu o paciente. Esses dados foramcompilados e analisados para propor ações de melhorias nos processos. Resultados: Deoutubro á dezembro/2011, 2905 pacientes foram reconciliados na admissão (nas primeiras 24hde internação). A taxa mensal de análise da reconciliação medicamentosa pelo farmacêuticomostra um aumento de 64,6% (outubro) para 99,6% (dezembro). Esse crescimento é explicadopelo aumento do quadro de farmacêuticos, implementação da rotina conforme dificuldadesencontradas no processo, consolidação do papel do farmacêutico na equipe multiprofissionalpelo expertise na execução da rotina. Em relação às intervenções farmacêuticas, tivemos ummaior índice em outubro, início das atividades do farmacêutico na rotina com 35,3%, seguidode 27,1%, em novembro e, 21% em dezembro. Na classificação das intervenções em erro equase-falha, somente 37 (4,8%) impactaram no paciente, porém, sem dano e, 732 intervençõesforam preventivas (95,18%).Conclusão: Os dados mostram que o farmacêutico é essencial noprocesso de reconciliação medicamentosa, para a orientação a equipe multiprofissional,garantia da aderência à rotina, prevenção de erros potencias e melhoria contínua do processo.E-MAIL PARA CONTATO: talitha_wit@yahoo.com.brPC 105 - REAÇÕES ADVERSAS A PSICOFÁRMACOS DE UMA USUÁRIA COMDEPRESSÃO EM UM CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL1CIRÍACO, SHAYARA LOPES; 1MACÊDO, TAMYRES DE ANDRADE; 1SILVA, ALEXANDREXAVIER DE LIRA; 1GOMES, KÁSSIA KAROLINE LEAL BARROS; 1SOUSA NETA, MARIADEUSA; 2FREITAS, RIVELILSON MENDES.1Acadêmicos de Farmácia da Universidade Federal do Piauí; 2Docente do curso de Farmáciada Universidade Federal do PiauíA Organização Mundial da Saúde (OMS) define reação adversa a medicamento (RAM) comosendo “qualquer resposta prejudicial ou indesejável e não intencional que ocorre commedicamentos em doses normalmente utilizadas no homem para profilaxia, diagnóstico,tratamento de doença ou para modificação de funções fisiológicas”. Substâncias psicotrópicastambém conhecidas como psicofármacos, atuam no sistema nervoso central (SNC), e,portanto, podem ser usadas no tratamento de distúrbios psíquicos. Tendo largo emprego namedicina clínica, a farmacoterapia dos transtornos mentais é uma das áreas de mais rápidaevolução. O profissional farmacêutico tem por objetivo auxiliar a prescrição médica, tornando oconhecimento sobre o medicamento mais disponível à equipe de saúde e auxiliar na prestaçãoda farmacoterapia, com o objetivo de alcançar resultados terapêuticos definidos na saúde e naqualidade de vida do paciente. Dentre as classes de medicamentos, os psicofármacosapresentam elevado potencial de causar reações adversas. O presente trabalho teve comoobjetivo identificar em prontuários médicos de um Centro de Atenção Psicossocial, as reaçõesadversas ocorridas com a utilização dos psicotrópicos e fazer uma busca ativa de quaismedicamentos pode ocasioná-las. Trata-se de um estudo descritivo, exploratório, por métodode pesquisa documental, no qual foi analisado um prontuário de uma usuária do Centro de
  • 100. Atenção Psicossocial II (CAPS II) da cidade de Teresina, Piauí, no período Janeiro de 2007 aDezembro de 2010. O trabalho foi autorizado CEP-UFPI com protocolo CAAE: 0093.0.045.000-93. A partir do prontuário de uma usuária foi identificado o seguinte perfil: usuáriadiagnosticada com depressão há mais de duas décadas, 59 anos, casada e com ensinofundamental incompleto. Os medicamentos listados foram em ordem cronológica: fluoxetina,bromazepam, clomipramina, trazodona, citalopram, e cloxazolam. As reações adversas aosmedicamentos encontradas foram: episódios diarreicos, anorexia, náuseas, diminuição dalibido, irritação, agitação psicomotora, alteração de humor, cefaleia, mãos e pés hipotérmicos eepisódio de humor deprimido. De acordo com a literatura, todas as RAM’s notificadasapresentam correlação com algum dos medicamentos indicado no prontuário médico eprecisam ser analisados pelo Algoritmo de Naranjo para estabelecer a relação causal entre osmesmos.E-MAIL PARA CONTATO: shayaraciriaco@hotmail.comPC 106 - ATENÇÃO FARMACÊUTICA A IDOSOS COM DEPRESSÃO EM UM ABRIGO DELONGA PERMANÊNCIA EM TERESINA-PIAUÍ1MACÊDO, TAMYRES DE ANDRADE; 1SOUSA NETA, MARIA DEUSA; 1SOUSA, LÍVIAQUEIROZ; 1GOMES, KÁSSIA KAROLINE LEAL BARROS; 1SILVA, ALEXANDRE XAVIER DELIRA; 2FREITAS, RIVELILSON MENDES.1Acadêmicos de Farmácia da Universidade Federal do Piauí; 2Docente do curso de FarmáciadaUniversidade Federal do PiauíAtenção Farmacêutica é uma prática profissional que consiste na provisão responsável dafarmacoterapia com o objetivo de alcançar resultados definidos em resposta à terapêuticaprescrita, que melhorem a qualidade de vida do paciente, que busque prevenir ou resolver osproblemas farmacoterapêuticos de maneira sistematizada e documentada. A atençãofarmacêutica ao idoso requer mais comprometimento, pois eles necessitam de orientaçãoespecial, verbal e/ou escrita, para aperfeiçoar o tratamento e reduzir riscos à saúde. Ocrescimento da população idosa está relacionado à prevalência elevada de doenças crônico-degenerativas, dentre elas aquelas que comprometem o funcionamento do sistema nervosocentral, como as enfermidades neuropsiquiátricas, particularmente a depressão. O trabalhoteve como objetivo coletar, registrar, subsidiar dados para a realização do acompanhamentofarmacoterapeutico de idosos com depressão de um abrigo de longa permanecia da cidade deTeresina. O levantamento das informações sobre os idosos foi realizado pela á analise dosprontuários e por uma entrevista descritiva quantitativa. O trabalho foi autorizado CEP-UFPIcom protocolo CAAE Nº 0345.0.045.000-10. Através dos dados levantados constatou se quedez pacientes sofriam de depressão, sendo 60% do sexo masculino e 40% do sexo feminino,com faixa etária entre sessenta e quatro anos e noventa e três anos, sendo em sua maioriaanalfabetos e todos possuíam outra patologia concomitantemente com a depressão. O estudofoi realizado no período de janeiro de 2012 a abril de 2012. Pela analise dos prontuáriosverificou-se que todos os idosos fazem uso de uma politerapia medicamentosa, com uso demais de três medicações ao dia, sendo 22,5% das medicações ansiolíticos e 27%antidepressivos, dentre os outros medicamentos utilizados estão anti-hipertensivos, Alzheimer,antiparkisonianos, anti-inflamatório, polivitamínicos e outros. A partir do estudo realizado,percebeu-se a importância do farmacêutico e da implantação de um serviço de atençãofarmacêutica (ATENFAR) em um abrigo de longa permanecia, a fim de melhorar a eficácia dotratamento, melhorar a qualidade de vida dos idosos e reduzir o numero de interações ereações adversas ao medicamento e reduzir os custos com o tratamento farmacológico. Apoio:FAPEPIE-MAIL PARA CONTATO: tamyandrademacedo@hotmail.comPC 107 - ADESÃO À TERAPIA ANTIRRETROVIRAL POR PORTADORES HIV/AIDS: COM APALAVRA OS USUÁRIOS.CARNEIRO, NÁJARA FERNANDES1; *MACEDO, TAMYRES DE ANDRADE;CARVALHO,IVANA PEREIRA SANTOS1; NUNES, GEANDRA BATISTA LIMA2 ; GUIMARÃES, SANDRA DASILVA3; CARVALHO, ANDRÉ LUIS MENEZES4.
  • 101. 1 Acadêmico(a) de Farmácia da Universidade Federal do Piauí - UFPI; 2Aluna da Pós-Graduação da Rede de Biotecnologia - ( RENORBIO); 3Farmacêutica da Fundação Municipalde Saúde -FMS; 4Docente do curso de Farmácia da Universidade Federal do Piauí - UFPIA taxa de adesão para tratamento de doenças crônicas é, em geral, baixa, e isso se agravasignificativamente quando associado a uma doença com limitada perspectiva de sobrevida. Oque torna necessário no contexto HIV/AIDS buscar-se as causas da não adesão ao tratamentopara o desenvolvimento de alternativas terapêuticas que melhorem a adesão dos pacientes aterapia antirretroviral. A pesquisa teve como objetivo conhecer os saberes e práticas deportadores do HIV/Aids residentes em abrigo de longa permanência de Teresina- PI sobre aTerapia Antirretroviral (TARV) considerando os fatores que facilitam e que dificultam o uso damedicação. Trata-se de uma pesquisa de campo com abordagem qualitativa exploratóriadescritiva. Foram entrevistados pacientes de ambos os sexos, maiores de 18 anos, portadoresdo vírus HIV assistidos pela instituição mencionada. Os dados foram coletados a partir deentrevistas semiestruturadas na qual o entrevistado teve oportunidade de discorrer livrementesobre o tema, com auxilio de gravadores de voz. Foram realizadas quatro perguntasnorteadoras comuns a todos os pacientes quanto aos nomes dos medicamentos e horário dotratamento, assim como apresentação de efeitos colaterais e o que achavam do tratamento. Apesquisa foi aprovada pelo comitê de ética em pesquisa da UFPI, sob o nº de CAAE0071.0.045.000 -11. Dos medicamentos utilizados, os mais frequentes entre os entrevistadosforam: Lopinavir + Ritonavir, Efavirez e Lamivudina. Os dados levantados evidenciaramdificuldades quanto à compreensão dos pacientes sobre o tratamento antirretroviral. A maioriadeles não conseguiu lembrar os nomes corretos dos medicamentos com também o horáriopara utilização. Quando perguntados sobre possíveis efeitos adversos da terapia antirretrovirala maioria respondeu que não sentiam nada, mas quando perguntados sobre o inicio dotratamento todos revelavam efeitos que variaram de tonturas a dores de cabeça. Quandoperguntados sobre o que achavam do tratamento, o paciente aprovava a terapia e um dosentrevistados respondeu da seguinte maneira. “Menina, é como diz minha mãe: é que nemDeus botar a mão. Se não fosse esse remédio a gente não existia não.” Outro pacienterespondeu: “O tratamento, ele é bastante evoluído”. Desta forma, pôde-se concluir que apesarda grande aceitação dos pacientes a TARV existe muita falta de informação, problemasrelacionados ao uso do medicamento e RAM que poderiam ser minimizadas com a inserção deum serviço de cuidados farmacêuticos para consegui alta efetividade e segurança nestacomplexa terapia. Este trabalho motiva a utilização de novos cenários para atuação doFarmacêutico clínico.E-MAIL PARA CONTATO: tamyandrademacedo@hotmail.comPC 108 - ADESÃO AO TRATAMENTO FARMACOLÓGICO EM HIPERTENSOS DECOMUNIDADES RIBEIRINHAS DE BARCARENA-PA.MIRANDA, LUIZA. CRISTINA. FIMA.; SOUSA, PAULIANE. EMANUELA. SILVA. SOUSA,PATRICK LUIS CRUZ DE SOUSA; RODRIGUES, LUIZ MÁRIO PARÁ.Centro Universitário do Estado do Pará.A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é a mais comum das doenças cardiovasculares, além deser o principal fator de risco para outras doenças. Um controle eficaz da HAS através daadesão ao tratamento farmacológico evita ou impede a maioria das complicações causadaspela variação da pressão sanguínea e prolonga a vida dos pacientes.. Este estudo descritivotransversal teve como objetivo identificar, entre os pacientes hipertensos de comunidadesribeirinhas do município de Barcarena-PA proximo a Belém, os fatores relacionados aoabandono do tratamento ou ao não cumprimento das orientações terapêuticas. A coleta dedados foi realizada no periodo de abril e maio de 2012, a populaçao estudada foi composta pormoradores de 25 a 75 anos totalizando 35 hipertensos sendo 71,43% do sexo feminino e28,57% do sexo masculino, aplicando-se os Teste de Morisky-Green (TMG) e Teste de Batallapara avaliar o grau de adesao ao tratamento farmacologico. A analise dos dados foi realizadautilizando-se o programa estatistico Bioestat versão 4.0. A maioria dos entrevistados é do sexofeminino, sendo 40% de cor parda, 31,43% analfabetas e 37,14% trabalhavam como ”do lar”.Na analise do Teste de Batalla verificou-se que 20% dos hipertensos não tem conhecimentosobre a doença, apenas 45,71% acreditam ser uma doença para a vida toda, e 37,14% nãosabem informar quais os principais órgãos afetados pela pressão alta, sendo que a minoria34,29% acreditam atingir o coração e a cabeça e 40% do total de entrevistados faziam uso deCaptopril 25mg. No teste de TMG constatou-se que apenas 25,72% dos hipertensos aderem aotratamento farmacológico sendo a maioria 66,6% do sexo feminino. O restante da populacao
  • 102. 74,28% se encaixa no perfil das pessoas que não aderem ao tratamento destes 73,08% dosexo feminino. Nesse contexto fica evidente a necessidade de se trabalhar estratégias paramelhorar a adesão ao tratamento farmacológico em hipertensos como a Atenção Farmacêuticae o seguimento farmacoterapêutico. Essa pesquisa foi autorizada pelo comite de ética empesquisa do instituto de ciências da saude - da faculdade da universidade do estado do Pará(Parecer n. 103/09)E-MAIL PARA CONTATO: luiza.cristina@hotmail.comPC 109 - ANÁLISE DE PRESCRIÇÕES DE ANTIBIÓTICOS AVIADAS EM UMA FARMÁCIACOMUNITÁRIA DE FEIRA DE SANTANA - BACARNEIRO, PATRÍCIA REGINA DE SOUZA; FREITAS, INALVA VALADARES; COSTA,SONIA CARINE COVA; SANTOS, PALOMA OLIVEIRA; ALENCAR, TATIANE DE OLIVEIRASILVA; ALENCAR, BRUNO RODRIGUESCurso de Ciências Farmacêuticas da Universidade Estadual de Feira de Santana, Bahia, BrasilOs antibacterianos constituem um grupo de medicamentos amplamente prescritos na atençãoprimária, só no Brasil cerca de 40% dos medicamentos utilizados são antibióticos (TAVARES,2001). Porém, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS, 2003), mais de 50% dasprescrições de antimicrobianos mostram-se inapropriadas. O uso inadequado destes trazdiversas implicações, pois está associado ao aumento das taxas de resistência microbiana e acustos sociais e pessoais desnecessários que envolvem gastos diretos de tratamentos,internações, dias não trabalhados, faltas escolares, invalidez e morte. Tais implicaçõesjustificam esforços empreendidos no sentido de conhecer e racionalizar a utilização deantimicrobianos (ABRANTES et al., 2007). Os prescritores exercem um importante papel napromoção do uso racional de medicamentos, de modo que a análise de seus hábitos deprescrição proporciona o conhecimento de aspectos da qualidade da terapia.Consequentemente, o estudo de hábitos de prescrições médicas permite identificar problemas,implantar medidas corretivas e educativas e avaliar o impacto da adoção dessas medidas.Baseado em critérios pré estabelecidos na legislação do Brasil, esta pesquisa teve comoobjetivo identificar as falhas mais frequentes nas prescrições e apontar quais as classes(isoladas ou associadas) de antibióticos foram mais prescritas durantes os meses de junho ejulho de 2010. Trata-se de um estudo descritivo com delineamento transversal, que utilizoucomo fonte de dados secundários as prescrições que continham antibióticos que foramdispensados em uma farmácia comunitária privada localizada no município de Feira deSantana-BA. Nos resultados obtidos, verificou-se que a maioria dos medicamentos (67,50%)foram prescritos pelo nome comercial. Sendo que a classe de antimicrobiano com maiornúmero de prescrição foi as penicilinas (43,44%). Houve um percentual relativamente pequeno(15%) de prescrições com associação de antimicrobianos. Quanto ao preenchimento daprescrição constataram-se as ausências: do endereço dos pacientes em 100% das prescrições;das instruções complementares (90,8%) como interação com alimentos ou outrosmedicamentos e quanto ao modo de conservação dos fármacos; da via de administração(35,8%); da quantidade do medicamento (21,7%); e da duração do tratamento (16,7%). Éimportante ressaltar que desvios na qualidade da prescrição podem levar a ineficáciaterapêutica, portanto, não basta apenas o diagnóstico preciso e a seleção adequada doantimicrobiano. A prescrição deve ser rigorosamente elaborada e completa em todos os seusaspectos, principalmente com respeito às informações que devem ser seguidas pelo pacientepara o uso racional do medicamento, como posologia, dose e duração de tratamento. Com issoo ato da dispensação farmacêutica é fundamental para a terapêutica, pois é o momento emque o farmacêutico complementa as informações das prescrições, intervém nos casos ondeforam detectadas falhas e convida os clientes para o acompanhamento farmacoterapêutico edemais serviços farmacêuticos.E-MAIL PARA CONTATO: papy.paloma@hotmail.com
  • 103. CONBRAF - Congresso Brasileiro de Assistência FarmacêuticaAF 01 - A FITOTERAPIA NA ATENÇÃO BÁSICA: OLHARES DOS GESTORES EM SAÚDEDE TERESINA-PIFONTENELE, RAFAEL PORTELA; SOUSA, DAYANA MARIA PESSOACurso de Farmácia - Departamento de Bioquímica e Farmacologia - Universidade Federal doPiauí.Introdução: A utilização de plantas como recurso terapêutico confunde-se com o própriosurgimento da humanidade. Desde 1978, o uso da fitoterapia passou a ser oficialmentereconhecido pela Organização Mundial da Saúde. No Brasil, a legitimação e ainstitucionalização das chamadas Práticas Integrativas e Complementares (PICs), como afitoterapia, tem expressão histórica fazendo parte de demandas coletivas desde a criação doSistema Único de Saúde (SUS), até recentes políticas públicas e normatizações específicas.Dessa forma, o presente trabalho objetiva conhecer e analisar como os gestores em saúde deTeresina-PI enxergam uma possível inserção da fitoterapia na Assistência Farmacêutica domunicípio. Métodos: O projeto de pesquisa foi aprovado no Comitê de Ética em Pesquisa daUniversidade Federal do Piauí (nº 0139.0.45.000-09). A coleta de dados foi realizada noperíodo de setembro de 2009 a junho de 2010, através de entrevista e questionários quali-quantitativos semiestruturados. A população estudada constituiu-se de 8 gestores deCoordenadorias e Gerências da Fundação Municipal de Saúde de Teresina-PI (FMS). Apesquisa englobou questões relativas a dados pessoais e ao conhecimento sobre fitoterapia,bem como políticas públicas relacionadas, e a sua respectiva opinião sobre o potencial deimplantação da fitoterapia na FMS. Resultados: O perfil dos entrevistados é de aceitação dafitoterapia como recurso terapêutico, sendo que a maioria faz uso próprio desta (87,5%).Destaca-se a formação acadêmica variada deles (Serviço Social, Economia, Letras,Odontologia, Enfermagem, Nutrição e Medicina), com 2 especialistas em Saúde Pública. Osgestores demonstraram plena abertura para a discussão da introdução da fitoterapia na FMS,inclusive elencando justificativas e estratégias: redução de custos, alternativa àmedicamentalização excessiva, aproximação com a população e suas tradições, reforço deorientações sobre o uso racional de plantas medicinais, possibilidade de intersetorialidade eparcerias com instituições de ensino, além de ser uma iniciativa apoiada pelo Ministério daSaúde. Também foram reconhecidas as principais dificuldades: A) de ordem política, em sediscutir nas instâncias cabíveis a inserção de políticas públicas locais que envolvam afitoterapia; B) de ordem estrutural, em agrupar atores capacitados para construir conjuntamenteessa inserção e de como operacionalizá-la no SUS em Teresina. Conclusão: Apesar dagrande abertura e apoio dos gestores entrevistados à inserção da fitoterapia na FMS, etapasimprescindíveis ainda são necessárias, como uma maior capilarização das políticas públicasenvolvidas e capacitação dos profissionais de saúde, para que se inicie um processo deconstrução dialética sobre o tema, envolvendo todos os atores (gestores, profissionais eusuários).E-MAIL PARA CONTATO: rafaelpfontenele@gmail.comAF 02 - A HUMANIZAÇÃO DOS SERVIÇOS FARMACÊUTICOS PARA QUALIFICAR OACESSO AO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDECAVALCANTI, MAÍSA1; ALBUQUERQUE, GLÓRIA2; CONRADO, MAYSA21 Universidade Federal de Pernambuco, Programa de Pós-Graduação em InovaçãoTerapêutica.2 Grupo Ser EducacionalIntrodução: O farmacêutico é um profissional-chave nos serviços públicos de saúde visto queestá estrategicamente bem posicionado, tornando-se mais acessíveis para fornecerinformações aos usuários. Além disso, ele detém o conhecimento técnico para acompanhar ostratamentos e identificar os problemas relacionados à farmacoterapia em cooperação comoutros profissionais de saúde. No entanto, o maior problema enfrentado na qualificação dosserviços farmacêuticos no sistema público brasileiro está, predominantemente, relacionado adois aspectos de gestão: a disponibilidade de medicamentos e a falta de farmacêuticos. Opresente estudo teve como objetivo descrever as situações ou fatores que, na perspectiva dosfarmacêuticos dos serviços públicos de saúde, são barreiras potenciais para o acesso aosserviços farmacêuticos. Método: Realizou-se um estudo descritivo com abordagem
  • 104. quantitativa, utilizando-se a técnica de pesquisa documental. Como fonte de dados, utilizaram-se as postagens de um fórum sobre acesso aos serviços farmacêuticos do Curso deEspecialização em Gestão da Assistência Farmacêutica- modalidade EAD. Nesse fórum,existiam postagens de 87 farmacêuticos da Região Nordeste do Brasil (Alagoas, Ceará,Paraíba e Pernambuco) que trabalhavam na rede municipal ou estadual do SUS. As situaçõese fatores identificados nas postagens como barreiras foram agrupados em quatro categoriasrelacionadas às dimensões do acesso aos medicamentos essenciais e aos serviços(acessibilidade, capacidade aquisitiva, disponibilidade, aceitabilidade/adequação). Resultados:No total, foram analisadas 188 citações nas postagens do fórum analisado. A categoriaaceitabilidade/adequação foi a mais frequente (66%), seguida pela categoria da disponibilidade(29%). As situações e fatores mais destacados, com impacto negativo, nessa categoria maisfrequente foram: a burocracia, a desorganização dos serviços, estrutura física inadequada,entrosamento e treinamento da equipe, a falta de auxiliares qualificados, farmacêuticos emquantidade insuficiente para prestar um bom serviço. O problema da comunicação representou14% das citações nessa categoria que descreveram situações negativas relacionadas àsinformações prestadas de forma insuficiente, ao pouco conhecimento do usuário do serviço, aodesconhecimento e à resistência dos prescritores no tocante às normas do serviço e à baixaintegração da equipe de saúde. Conclusão: Vários os aspectos da dimensão daaceitabilidade/ adequação se apresentaram como barreira crítica para promover a qualificaçãoe o acesso ao cidadão aos serviços farmacêuticos. Enfatiza-se que a necessidade de melhoriado processo da comunicação é evidente. Nesse sentido, a proposta de humanização dosserviços farmacêuticos para qualificar o acesso, nessa região pesquisada, deve ser orientadade modo considerar tanto aspectos que dizem respeito aos cuidados com os pacientes(atenção integral, informações adequadas e suficientes), quanto os que dizem respeito aosprofissionais (condições de trabalho, relacionamento no ambiente profissional, estresseprofissional, treinamentos).E-MAIL PARA CONTATO: gloria_cabral01@hotmail.comAF 03 - ADULTERAÇÃO DE MATÉRIA-PRIMA ATIVA DE USO CONTROLADO EMFARMÁCIA DE MANIPULAÇÃOYANO HELENA MIYOCO, FARIAS FERNANDA FERNANDES, DEL BIANCO MARCELOBEIRIZ, AURICCHIO MARIANGELA TIRICO, TRUJILLO LUZ MARINAInstituto Adolfo Lutz.Introdução: Poucos setores da economia, nestes últimos anos, passaram por uma expansãotão grande e rápida como o da farmácia magistral. O aumento de número de estabelecimentos,de profissionais empregados e de fórmulas dispensadas demonstra o crescimento do setor,embora nem sempre as Boas Práticas de Manipulação tenham acompanhado esta evolução. OCentro de Medicamentos, Cosméticos e Saneantes do Instituto Adolfo Lutz de São Paulorecebeu, no segundo semestre de 2011, cinco amostras de matérias-primas de substânciascontroladas (uma contendo anfepramona, três de diazepam e uma de femproporex) coletadaspela Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo, como objeto de suspeita por substituiçãofraudulenta do conteúdo por amido de milho. Este trabalho tem como objetivo apresentar osresultados analíticos destas amostras. Métodos: Microscópio óptico (Zeiss mod. ® Primo Star);Espectrofotômetro: espectrofotômetro UV-Vis (Hewlett Packard® modelo 8453A, série US53400277); Sistema de cromatografia líquida de alta eficiência Agilent 1200 LC acoplado aespectrômetro de massas- model 3200 (Applied Biosystems, Concord, Ontario, Canada) eionização por electrospray ionization (LC-ESI-MS/MS). Amido de milho para comparaçãomicroscópica com as amostras, solução de lugol para identificação do amido. Padrões dereferências das substâncias correspondentes aos declarados nos rótulos das amostras paraidentificação por cromatografia em camada delgada, espectrofotometria na região doultravioleta e espectrometria de massas.Resultados: A análise microscópica revelou presençade amido em quatro das cinco amostras analisadas. Os resultados de não autenticidade dasamostras foram ainda analisadas por cromatografia em camada delgada CCD e confirmadaspor cromatografia líquida acoplada a espectrometria de massas (LC-ESI-MS/MS). Somenteuma das amostras revelou tratar-se de Anfepramona, conforme indicado no rótulo,apresentando teor de 97% em peso tal e qual, atendendo aos requisitos farmacopeicos quantoao teor para esta matéria-prima ativa. As outras quatro amostras analisadas, contendo amido,não corresponderam ao conteúdo declarado na rotulagem ou em bem menor quantidade.Deum modo geral, as formulações de medicamentos manipulados contendo anfepramona efemproporex estão entre os anorexígenos mais prescritos pelos médicos sendo que a maiorparte do consumo destes fármacos se dá por meio de fórmulas manipuladas e aviadas por
  • 105. farmácia magistrais, enquanto o diazepam é um dos fármacos do grupo dos benzodiazepínicosmais utilizados no tratamento da ansiedade. Conclusão: As amostras que continham amidocaracterizaram-se como material falsificado, segundo legislação. É importante, portanto, oestabelecimento da RDC n°67/2007 acerca das boas práticas de manipulação para o setor defarmácias magistrais para a garantia da qualidade na produção de medicamentos manipuladosevitando até que as farmácias possam ser enganadas quando da aquisição principalmente dosinsumos ativos. É imprescindível que os gestores e profissionais técnicos das empresastenham compromisso ético com a saúde, considerando que cada profissional colabore com asua parte para a promoção da Assistência Farmacêutica do País, vinculada ou não ao SistemaÚnico de Saúde (SUS).E-MAIL PARA CONTATO: heleyano@ig.com.brAF 05 - AS “FARMÁCIAS CASEIRAS” DOS USUÁRIOS ASSISTIDOS POR UMA EQUIPEDE PROFISSIONAIS DA ATENÇÃO BÁSICALOCH, ANA PAULA¹, MISSUGIRO, EDSON MACHADO SIRAI ², DAMO, NEVONI GORETTI ¹,SANTA HELENA, ERNANI TIARAJU DE ² .Universidade Regional de Blumenau (FURB) ¹ Departamento de farmácia ² Departamento demedicinaCom a consolidação das equipes de Estratégia Saúde da Família (ESF) nas últimas décadas,como uma política de Estado tivemos ampliação dos recursos financeiros vindos de diversasfontes, como o Pró-saúde e Pet-saúde. Desta forma, estudos relacionados com assistênciafarmacêutica, acesso, adesão, uso racional de medicamentos, entre outros se tornaramrelevantes, porque estão relacionados com os serviços, a clínica e também com gestão. Aquantidade de medicamentos prescritos, patologias associadas à senescência com déficitsvisuais, cognitivos e motores, facilidade de aquisição de medicamentos sem receita médica nasfarmácias comunitárias, automedicação por indicação de amigos, vizinhos e familiares,gratificações a balconistas de farmácias pela venda de medicamentos, distribuição gratuita,falta de controle na dispensação pelas farmácias ou “espaços” destinados a farmácias nosserviços públicos em que o farmacêutico encontra-se ausente, entre outros são fatores quefavorecem a formação do estoque domiciliar de medicamentos, denominado também como“farmácias caseiras”. Nesse sentido o interesse para esse estudo surgiu a partir da presençade acadêmicos e tutores, membros dos grupos pet-saúde, na Atenção básica, onde o objetivodo estudo foi conhecer aspectos relacionados ao armazenamento, conservação, validade,descarte, grupos terapêuticos e as formas de aquisição dos medicamentos que compõem as“Farmácias caseiras” de pacientes assistidos, por uma equipe da Estratégia Saúde da Família(ESF), na cidade de Blumenau/SC. A metodologia compreende um estudo epidemiológicodescritivo transversal cuja amostra foi composta de 100 domicílios visitados durante os mesesde fevereiro e março/2012 pela pesquisadora, e o projeto foi aprovado no comitê de ética daFURB sob nº 196/11. Para a coleta dos dados foi adaptado o questionário do estudo deBueno, Weber e Oliveira (2009), sendo excluídos da pesquisa os moradores ausentes nomomento da visita ou que se recusaram a participar. O principal local utilizado no domicílio parao armazenamento foi o armário superior da cozinha em 36% do total de questionados. No totalde 282 medicamentos (média de 2,82 medicamentos/domicilio), os grupos terapêuticosbaseados no código ATC (Anatomical Therapeutic Chemical) que prevaleceram foram o dosanti-inflamatórios não esteroides totalizando 36 tipos de princípios ativos (12,77%), anti-hipertensivos, verificou-se 21 tipos (7,45%) e antibióticos um total de 18 tipos (6,38%). Emrelação a conservação em 33% dos domicílios foi verificada a presença de luz direta sobre osmedicamentos e em 55% ausência de ventilação adequada. Entre os medicamentos quesobraram de tratamentos anteriores ou com o prazo de validade expirado, 30% dosentrevistados relatam descartar no lixo comum, apenas 16% devolve a unidade, enquanto 15%guardam para utilizar novamente. Quanto ao uso, 12% afirmam não observar o aspecto físicodo medicamento antes de utilizar e 74% adquirirem nas farmácias da cidade e junto à equipede ESF, 72% adquirem mediante apresentação da receita médica, 22% por indicação nafarmácia. O estudo aponta que são escassas as informações sobre conservação,armazenamento e descarte de medicamentos para a população desse estudo. Destaque paraa quantidade de antibióticos disponíveis, pois esses só podem ser adquiridos através deretenção de receita médica e em farmácias onde o farmacêutico esteja presente.E-MAIL PARA CONTATO: anapaulaloch@gmail.com
  • 106. AF 06 - ATUAÇÃO DO NÚCLEO DE ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA DE UM DISTRITOSANITÁRIO DO MUNICÍPIO DE JOÃO PESSOA ATRAVÉS DE OFICINA DE CAPACITAÇÃOPARA PROFISSIONAIS DE EQUIPES DE SAÚDE DA FAMÍLIASOUSA, CRIS SLAYNE MIRANDA; PEREIRA NETO, PEDRO CELESTINO; JATAÍ, NATHÁLIABRITOSecretaria Municipal de Saúde de João Pessoa - ParaíbaA Política Nacional de Medicamentos prioriza, dentre outros, o uso racional de medicamentos.Tendo como base esta prioridade e a realidade da Assistência Farmacêutica Básica no Brasil,onde ainda não é obrigatória a inserção do farmacêutico na equipe mínima da Estratégia deSaúde da Família (ESF), o Núcleo de Assistência Farmacêutica do Distrito Sanitário III doMunicípio de João Pessoa, vem trabalhando no sentido de capacitar os profissionaisresponsáveis por gerir os insumos nas Unidades de Saúde da Família (USF) deste município,através de Oficinas Pedagógicas de Capacitação. A ausência do profissional farmacêutico e a alta rotatividade dos demais profissionais nasUSF’s geram a fragmentação do ciclo da Assistência Farmacêutica e o uso irracional dosmedicamentos, acarretando em perda dos insumos por expiração do prazo de validade,entrega de medicamentos sem a devida orientação e fragilidade no que tange as boas práticasde armazenamento.Desta forma, utilizamos as Oficinas Pedagógicas como ações estratégicas para disseminar aesses profissionais informações sobre Boas Práticas, utilizando como material didático, folders,listas de medicamentos pactuados por serviço de referência e Manual de Boas Práticas emFarmácia. Esse material foi elaborado pelo Núcleo de Assistência Farmacêutica do DSIII etrabalhado de forma dialógica e dinâmica com os referidos profissionais.A partir desta oficina, foi possível vivenciar as dúvidas e angústias destes profissionais,compartilhar saberes com os mesmos e perceber a necessidade do profissional farmacêuticoatuando efetivamente no cotidiano da ESF.E-MAIL PARA CONTATO: pitterneto@hotmail.comAF 07 - AUTOMEDICAÇÃO POR IDOSOS E FATORES RELACIONADOSFARIAS, Andrezza Duarte; MAIA, Túlio Salgado; MARTINS, Rand Randall.Curso de Bacharelado em Farmácia, Centro de Educação e Saúde, Universidade Federal deCampina GrandeSegundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a automedicação pode ser entendida comoo ato de comprar e utilizar medicamentos sem prescrição médica a fim de tratar um sintoma oudoença auto-diagnosticada. Pode trazer inúmeros prejuízos como gastos desnecessários,atrasos no diagnóstico e terapêutica, reações adversas, alérgicas e intoxicações. Com oprocesso de envelhecimento, os idosos desenvolvem várias doenças crônicas, o que podecontribuir para a prática da automedicação. Assim, o objetivo do estudo foi identificar a práticada automedicação por idosos e os fatores relacionados. Para tanto, foi realizado um estudodescritivo e transversal, durante os meses de março e abril de 2012 junto aos 50 idososparticipantes de um grupo de terceira idade do município de Currais Novos, RN. Para a coletade dados, foram feitas entrevistas utilizando questionário semi-estruturado, o qual continhainformações sócio-demográficas e variáveis referentes à saúde dos idosos, utilização demedicamentos e fatores relacionados à automedicação. A análise dos dados foi feita pelosprogramas Microsoft Office Excel® e SPSS versão 17.0, os medicamentos foram classificadosconforme a Classificação Anatômico Químico e Terapêutico (ATC). A pesquisa foi aprovadapelo Comitê de Ética em Pesquisas com Seres Humanos do Hospital Universitário AlcidesCarneiro da Universidade Federal de Campina Grande registrado pelo processo nº 20121403-017. Os entrevistados tinham uma média de idade de 69,7 anos, sendo 92,0% do sexofeminino, 34,0% viúvos, com renda de até um salário mínimo (42,0%). Dos idosos, 94,0%declararam ter problemas de saúde, sendo os mais freqüentes: problemas cardiovasculares(70,0%) e no sistema músculo-esquelético (34,0%). Foi identificada uma média de 3,0medicamentos utilizados por idoso. Em relação à automedicação, 94,0% afirmaram usarmedicamentos sem prescrição médica, com uma freqüência de uma ou mais vezes no ano(66,0%) e no mês (23,5%). Os medicamentos mais utilizados para automedicar-se foram osque atuam no sistema músculo-esquelético (76,0%), respiratório (22,0%) e trato alimentar emetabólico (16,0%). As situações mais freqüentes para a automedicação foi dor (72,3%) e
  • 107. gripe (14,9%), por considerar o problema de saúde simples (44,7%) e falta de acesso aosserviços de saúde (27,7%). A experiência própria (40,4%) e a orientação de amigos e parentes(29,8%) foram as principais formas de indicação. O local onde os idosos adquirem osmedicamentos para a prática da automedicação foi na farmácia comercial (83,0%) e farmáciacaseira (6,4%). Assim, podemos considerar a automedicação uma prática bastante comumentre os idosos. Atentou-se para o fato do principal local de acesso aos medicamentos para aautomedicação ser a farmácia comercial, tendo em vista que é freqüente a ausência dofarmacêutico, fato que pode contribuir para o uso errôneo dos medicamentos adquiridos, emvirtude da falta de orientação. Evidenciou-se também a necessidade de orientar os idosossobre os riscos da automedicação.E-MAIL PARA CONTATO: andrezza_duarte@hotmail.comAF 08 - AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DE PRODUTOS SANEANTES E ANTISSÉPTICOSUTILIZADOS EM HOSPITAIS DA REDE PÚBLICASANTA BÁRBARA MARIA CRISTINA1*; MIYAMARU LÍGIA LURIKO1; ALMODOVAR ADRIANAAPARECIDA BUZZO1; YANO HELENA MIYOCO1; LIMA RENATA DE FRANÇA2; BUGNOADRIANA1.1 Instituto Adolfo Lutz2 COVISA - Coordenação de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal da Saúde, SãoPaulo, SP.A infecção hospitalar é definida como toda infecção adquirida após a admissão do paciente eque se manifesta durante a internação ou após alta podendo resultar em risco ao paciente.Com o intuito de detectar problemas relacionados a produtos de interesse à saúde, bem comoa sua eficácia na prevenção e controle das infecções nos hospitais públicos, foi estabelecido oPrograma Municipal de Monitoramento da Qualidade de Produtos Saneantes Domissanitários ede Antissepsia, entre o Instituto Adolfo Lutz e a Coordenação de Vigilância em Saúde doMunicípio de São Paulo. Foram realizados os ensaios de rotulagem de acordo com alegislação vigente, teor do ativo, pH e ensaios microbiológicos conforme métodos oficiais emamostras correspondentes a 22 saneantes, 25 antissépticos e 07 saneantes diluídas nohospital a fim de avaliar a adequação dos procedimentos de preparação para higienização,limpeza e desinfecção dos ambientes hospitalares. Das amostras analisadas, 07 desinfetantesestavam insatisfatórias quanto ao teor, ausência de atividade antimicrobiana e/ou porrotulagem. Com relação às amostras diluídas de desinfetantes, foi observado que 42,86% dosprodutos não apresentaram atividade antimicrobiana, o que demonstrou carências notreinamento de pessoal envolvido com o manuseio dos produtos e como este despreparo podecontribuir para a falta de eficácia na desinfecção de utensílios e ambientes hospitalares, alémde ter indicado a necessidade de constante treinamento por parte dos responsáveis pelosprocedimentos de limpeza e desinfecção nestes estabelecimentos de saúde. A presença decontaminação microbiana evidenciou problemas de atendimento às Boas Práticas deFabricação e Controle, o que deve ser alvo de intervenções futuras de autoridades sanitárias, afim de melhorar o perfil de qualidade e eficácia de produtos saneantes. O Programa se mostrouimportante instrumento de intervenção proativa da autoridade sanitária ao verificar a qualidadede produtos pós-comercialização e contribuir para implementação de rotinas adequadas delimpeza e desinfecção nos ambientes hospitalares. No que se refere à antissepsia, ainda quepara alguns casos de suspeitas de desvios de qualidade ligadas às reações nos pacientes nãose justificaram pelos resultados satisfatórios das análises, sugerindo que estas reaçõesestariam ligadas às susceptibilidades individuais que podem ocorrer mesmo que o produtoatenda às especificações de qualidade.E-MAIL PARA CONTATO: mbarbara@ial.sp.gov.br.AF 09 - AVALIAÇÃO DO USO DE ANTIDEPRESSIVOS DISPONIBILIZADOS NA REDEBÁSICA DE SAÚDE EM SÃO MIGUEL DO OESTEBERNARDI, CAMILA ANDREIA1; CUNICO, CÁSSIA1,2; SPENGLER, ANA QUELI HORSTTRAZEL1.1 2 Secretaria Municipal de Saúde de São Miguel do Oeste, Santa Catarina, Brasil; GerênciaRegional de Saúde, São Miguel do Oeste, Santa Catarina, Brasil.
  • 108. Introdução: De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a depressão afeta cerca de 121milhões de pessoas em todo o mundo. Estima-se que nas próximas décadas o número denovos deprimidos sofrerá um grande aumento, sendo que em 2020, a depressão representaráa segunda afecção que mais perpassará os anos de vida útil da população mundial. Destaforma, o consumo de medicamentos antidepressivos tem apresentado significativo aumentonas últimas décadas. Porém, existem poucos estudos brasileiros de base populacional a fim deinvestigar o consumo destes medicamentos. Assim, avaliou-se a utilização de 03antidepressivos disponíveis na rede básica pela população do município de São Miguel doOeste, SC, analisando-se o número de unidades dispensadas, alterações no consumo aolongo de um determinado período e o perfil da população usuária desta classe farmacológicaem relação à faixa etária e ao gênero. Métodos: Foi realizada análise retrospectiva dosBalanços de Medicamentos Psicoativos e Outros Sujeitos a Controle Especial (BMPO) daFarmácia Básica da Secretaria Municipal de Saúde de São Miguel do Oeste durante o períodode 2009 a 2011. Avaliou-se o consumo trimestral e anual, em unidades, de 03 medicamentosantidepressivos de maior demanda, sendo eles, Fluoxetina 20 mg, Amitriptilina 25 mg eSertralina 50 mg. Ainda, foi verificado, por meio de relatórios do sistema informatizado decontrole de estoque, o perfil dos usuários destes medicamentos em relação à faixa etária e aogênero. Resultados e Conclusão: No ano de 2009, Fluoxetina, Amitriptilina e Sertralina foramresponsáveis por 42,3% da demanda em comprimidos por medicamentos sujeitos a controleespecial dispensados à população pela Farmácia Básica, sendo 20,7%, 17,9% e 3,7% paracada um, respectivamente. Ressalta-se que este último resultado foi obtido em virtude dainserção deste item na lista básica ter ocorrido no final do ano anterior, o que também justifica oresultado a seguir. Nos anos de 2010 e 2011, observou-se um aumento expressivo nademanda dos 03 antidepressivos estudados em relação ao ano de 2009, principalmente para aSertralina (28,4% e 42,1% para Fluoxetina, 30,8% e 52,6% para Amitriptilina e 270,5% e 578%para Sertralina). Quando avaliado a faixa etária, a Fluoxetina mostrou perfil diferente dosusuários, com maior demanda na faixa etária acima de 65 anos no sexo masculino e entre 40-45 anos para as mulheres, enquanto a Amitriptilina e a Sertralina foram mais utilizadas na faixaetária acima de 65 anos em ambos os gêneros. Entre os gêneros, a população femininaapresentou maior consumo dos antidepressivos, correspondendo a 80,6%, 72% e 83,8% paraFluoxetina, Amitriptilina e Sertralina, respectivamente. Tais resultados evidenciam o aumentocrescente do consumo de antidepressivos e ressaltam a importância do farmacêutico noatendimento a este grupo de pacientes, uma vez que os principais usuários são idosos, queutilizam polifarmacoterapia e estão, portanto, sujeitos a maior risco de manifestação de eventosadversos aos medicamentos.E-MAIL PARA CONTATO: farmacia@saomiguel.sc.gov.brAF 10 - CONTRIBUIÇÕES DO PET-SAÚDE PARA A FORMAÇÃO PROFISSIONALLOCH, ANA PAULA¹, MISSUGIRO, EDSON MACHADO SIRAI ², DAMO, NEVONI GORETTI ¹,SANTA HELENA, ERNANI TIARAJU DE ² .Universidade Regional de Blumenau (FURB)¹ Departamento de farmácia² Departamento de medicinaO Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde - PET-Saúde de acordo com seusprincípios e necessidades, visa a educação para o trabalho, disponibilizando bolsas paratutores, preceptores (profissionais dos serviços) e estudantes de graduação da área da saúde,sendo uma das estratégias do Programa Nacional de Reorientação da Formação Profissionalem Saúde, o PRÓ-SAÚDE, que esta em implementação no país desde 2005. Na UniversidadeRegional de Blumenau (FURB) realizado em parceria com a Secretaria de saúde do município(SEMUS), dez cursos de graduação da área da saúde estiveram envolvidos com o Pet-saúdeatravés de grupos. O projeto desenvolvido no período de três anos (2009/2011) contou com aparticipação de 4 grupos que desenvolveram atividades de forma integrada nas unidades daEstratégia de Saúde da Família (ESF) do município, inicialmente aprovado no comitê de éticada FURB sob nº 043/09. Cada grupo formado por 1 (um) tutor acadêmico, 30 estudantes -sendo 12 estudantes monitores e 1 (um) preceptor. O grupo B: Uso racional de medicamentose adesão terapêutica desenvolveu atividades de ensino/pesquisa/extensão em seis unidadesde saúde. O objetivo desse estudo foi descrever as percepções dos acadêmicos acerca decontribuições que o pet-saúde proporcionou para sua formação. A Metodologia para essetrabalho foi às anotações feitas sobre as observações e falas dos acadêmicos/petianos pelatutoria durante o último encontro entre acadêmicos/petianos, preceptores e tutores em que osacadêmicos/petianos tiveram a oportunidade de avaliar sua participação nas atividades durante
  • 109. o período em que participaram. Nesse sentido cabe destacar aqui algumas das falas: i) “...melhorou minha relação com o paciente e com a equipe de saúde”; ii) “Proporcionou a reflexãosobre minha prática”; iii) “oportunidade de compreender a prática da ESF”; v) “...colocar oconhecimento a prova”. Cabe destacar que as reflexões aqui contidas são preliminares,portanto, apenas registram impressões. Diante do exposto conclui-se que o Pet-Saúde, namedida em que promove inserção de acadêmicos de diferentes áreas da saúde, desde osprimeiros períodos do curso, nas atividades desenvolvidas nas unidades da ESF, favorecem aformação profissional apto para atuar na perspectiva interdisciplinarmente, explorandopotencialmente os recursos que esse nível de complexidade de atenção em saúde podeoferecer. A passagem do acadêmico pelo pet-saúde pode contribuir também com mudanças noprocesso educacional na medida em que proporciona a reflexão sobre a forma de se “fazersaúde” nas equipes de ESF.E-MAIL PARA CONTATO: anapaulaloch@gmail.comAF 11- DESENVOLVIMENTO E VALIDAÇÃO DE METODOLOGIA ANALÍTICA, PARADETERMINAÇÃO DE BROMIDRATO DE FENOTEROL1 YANO HELENA MIYOCO, 1FARIAS FERNANDA FERNANDES, 1DEL BIANCO MARCELOBEIRIZ, 2GARCIA PEDRO LOPEZ1-Instituto Adolfo Lutz,2-Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo/SP.Introdução: O bromidrato de fenoterol BF é um agente simpatomimético com ação seletiva noreceptor beta 2 adrenérgico, utilizado como broncodilatador e também como tocolítico. NoBrasil, as formas farmacêuticas que contém o princípio ativo são principalmente encontradasem forma de solução, comprimidos e aerossol dosificados para inalação. Na literatura hápoucos trabalhos sobre validação de métodos e não temos metodologia oficial na FarmacopéiaBrasileira sobre o composto. O presente estudo consiste no desenvolvimento e validação demétodo analítico por HPLC, para determinação de BF em soluções inalatórias. Métodos: -Padrão utilizado: BF. Amostras: três soluções inalatórias (5mg/mL FN) de indústriasfarmacêuticas distintas. Equipamento: cromatógrafo líquido de alta eficiência Gilson®, colunaThermo® C18 (150 X 3,9 mm, 5 µm). Fase móvel constituída de acetonitrila - solução aquosade trietilamina a 0,1% (30:70) com pH ajustado para 5.0 com ácido fórmico, uso de sistemabinário, sendo o fluxo de 1.0 mL/min. Injetor automático com loop fixado para 10 µL, detectorUV a 276 nm. Foram analisados parâmetros como linearidade, contendo soluções diluídas dopadrão na faixa de 0,025 até 0,15 mg/mL. Precisão com solução a 0,06 mg/mL repetindo-secada amostra 10 vezes ao dia por 3 dias consecutivos, em duplicata. Recuperação avaliada em3 concentrações diferentes, em triplicata. Seletividade: preparou-se placebo de acordo comformulações declaradas por fabricantes. A robustez foi avaliada com mudança de composiçãoda fase móvel, fluxo e leitura em diferentes comprimentos de onda. A estabilidade: degradaçãoneutra, ácida, alcalina e oxidação com H2O2.. Resultados: O método analítico proposto foiadequado e robusto por HPLC para a determinação de BF. Boa quantificação foi atingida comdetecção UV a 276 nm, curva analítica com coeficiente de correlação >0,999, indicandolinearidade adequada. O limite de detecção e quantificação de BF foram 0,00388479 e0,01177209 mg/mL respectivamente. Tanto para repetibilidade como precisão intermediária (3dias consecutivos), o desvio padrão relativo obtido foi < 2.00%, o que revelou boareprodutibilidade do método. A recuperação do método resultou em uma média de 97,24 -101,40%, demonstrando não interferência dos excipientes, o que também revela sensibilidadedo método com a análise de comparação com placebo. A estabilidade foi estabelecidaforçando a degradação do fármaco, sendo a maior porcentagem, 45% por pH alcalino. Para arobustez foram feitas análises em triplicatas para cada variação e os valores obtidos mostraramque as mudanças com a fase móvel e decção UV foi praticamente invariável, abaixo de 102%.Mesmo com a alteração maior para o fluxo, o método não mostrou alterações significantes. Ométodo apresentado foi considerado robusto, rápido, preciso, sensível e linear na faixa de0,025 mg/mL até 0,15 mg/mL. Conclusão: O método proposto pode ser considerado simples,rápido, preciso, e sensível, para ser aplicado em análisew de controle de qualidade do BF emsolução inalatória de amostras comerciais.E-MAIL PARA CONTATO: heleyano@ial.sp.gov.brAF 12 - FARMACOVIGILÂNCIA DE FITOTERÁPICOS CONTENDO CYNARA SCOLYMUSCOMERCIALIZADOS EM FARMÁCIAS VIRTUAIS
  • 110. SILVA, CF1; SILVA, CFTS2; XIMENES, RM3; MARTINS, RD41 Nutricionista da Secretaria de Saúde de Olinda, Olind/PE;2 Universidade Federal de Pernambuco, Centro Acadêmico de Vitória, Núcleo de Enfermagem;2 Universidade Federal do Ceará, Pós-graduação em Farmacologia, Departamento deFisiologia e Farmacologia;4 Universidade Federal de Pernambuco, Centro Acadêmico de Vitória, Núcleo de Nutrição;Introdução: Cynara scolymus L., conhecida popularmente como alcachofra, é uma das plantasmedicinais com maior número de produtos farmacêuticos comercializados. Suas folhas sãofrequentemente utilizadas na medicina popular de muitos países, para tratar várias doençascomo hepatite, hiperlipidemia, obesidade e distúrbios dispépticos. A regulamentação dosmedicamentos fitoterápicos no Brasil é realizada pela ANVISA e muitos fitoterápicos sãocomercializados pela internet, através das farmácias virtuais, de forma descontrolada e semfiscalização, levando riscos à saúde do consumidor como intoxicações, surgimento de reaçõesadversas, ineficácia terapêutica e interações medicamentosas e/ou alimentares. O objetivodeste trabalho foi analisar a comercialização de fitoterápicos à base de Cynara scolymus L. emfarmácias virtuais brasileiras. Método: O estudo, do tipo descritivo observacional, ocorreu noprimeiro semestre de 2011, através do levantamento dos fitoterápicos cadastrados na ANVISAcontendo a planta medicinal estudada com posterior investigação sobre a comercializaçãodestes fitoterápicos em 44 farmácias virtuais na internet. Resultados: Foram encontrados 50medicamentos fitoterápicos à base de alcachofra registrados na ANVISA, comercializadosatravés de 360 especialidades farmacêuticas, sendo 18 fitoterápicos compostos (36%) e 32simples (64%). Os valores cobrados pelas farmácias virtuais no momento da comercializaçãovariaram conforme as preparações, formas farmacêuticas e marketing comercial,considerando-se promoções realizadas pelos sites destas farmácias. As indicaçõesterapêuticas prevalentes foram ações colagoga e colerética (94%), seguidas dehepatoprotetora e lipotrópica (6%). A presença de fitoterápicos com registros vencidos foiobservada em 64% das preparações, dentre os quais, alguns desde 2003. Também seobservou a comercialização de 02 fitoterápicos não registrados na ANVISA e comercializadosem 18,2% das farmácias virtuais pesquisadas, dentre as quais apenas 7,8% disponibilizavamas bulas para consultas. Conclusão: A comercialização de produtos à base de Cynarascolymus L. em farmácias virtuais necessita de atenção com relação àsformulações/indicações, validade dos registros e atenção farmacêutica adequada, comcomercialização criteriosa e notificação de eventos associados ao uso destes, contribuindopara o uso seguro e racional de fitoterápicos.E-MAIL PARA CONTATO: reneduarte@ig.com.brAF 13 - FORMULÁRIO DE SOLICITAÇÃO DE ANTIMICROBIANOS: FERRAMENTA PARA OCONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR?ALENCAR, BRUNO RODRIGUES; ALENCAR, TATIANE DE OLIVEIRA SILVA; SANTOS,PALOMA OLIVEIRA DOSCurso de Ciências Farmacêuticas da Universidade Estadual de Feira de Santana, Bahia, BrasilA resistência antimicrobiana causada pelo uso irracional de medicamentos tanto em nívelcomunitário ou hospitalar tem sido motivo de preocupação para profissionais de saúde em todoo mundo. O aparecimento de cepas multirresistentes a antibióticos, gerando inclusive óbitos depacientes por falta de alternativa farmacoterapêutica causou alerta nos organismos de saúde.Podemos mencionar como exemplos, a “superbactéria” Klebsiella pneumoniae carbapenemase(KPC), os enterococos resistentes à vancomicina, as enterobactérias produtoras de beta-lactamases, a Pseudomonas aeruginosa resistente ao imipenem e os casos de Staphylococcusaureus com resistência aumentada à vancomicina. No ambiente hospitalar nota-se que osprescritores, principalmente os internos e residentes, sentem-se inseguros perante casosagudos de alta complexidade e a fim de evitar desastres nas 24 horas seguintes prescrevemantibióticos de amplo espectro ou a combinação de vários de pequeno espectro e tambémrepetem as prescrições prolongando o uso além do necessário. Além da falta de informação, osmédicos são pressionados pelos fabricantes a prescrever o que é mais novo e mais caro(WANMACHER, 2002, 2004). Dessa forma, cabe às Comissões de Controle de InfecçãoHospitalar (CCIH) a vigilância e controle no uso de antimicrobianos, seja por meio da criaçãode protocolos para a solicitação de antimicrobianos de uso reservado ou até mesmo dotrabalho cooperativo entre os prescritores, os médicos da CCIH e os farmacêuticos hospitalares
  • 111. e bioquímicos. Neste sentido, o objetivo deste trabalho foi analisar como se configura oprocesso de solicitação de antimicrobianos de uso reservado em um hospital público da Bahia,Brasil. Trata-se de um estudo descritivo que tem como fonte de dados secundários osFormulários de Solicitação de Antimicrobianos de Uso Reservado, dos meses de janeiro a abrilde 2012. Para análise dos dados utilizou-se a estatística descritiva. A pesquisa foi autorizadapelo Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento do Hospital (Processo № 0265/2012). Foramanalisados 312 formulários, sendo que 56,1% foram solicitações para pacientes do sexomasculino. Todos os formulários possuíam assinatura do médico solicitante e apenas três nãopossuíam o carimbo. No total foram solicitados e dispensados pela farmácia 383 antibióticos deuso reservado, sendo os mais requeridos: ciprofloxacino (16,2%), imipenem (14,1%),ceftriaxona (13,8%), cefepime (12,8%), clindamicina (11,7%), vancomicina (9,4%) e piperacilina+ tazobactam (9,1%). Os diagnósticos mais frequentes foram de infecções do trato respiratório(27,6%), sepse (18,7%) e infecção do trato urinário (7,9%). Quanto às omissões nopreenchimento destaca-se: 51,6% dos formulários não constavam a solicitação de cultura e87,8% as justificativas para tal; 21,6% dos diagnósticos; 79,5% o uso de outros antibióticospelo paciente e 20,2% o tempo provável de duração do tratamento requerido. Diante disso,verifica-se que não há uma adesão dos prescritores quanto ao preenchimento de todos oscampos do formulário que poderia constituir-se em uma das ferramentas da CCIH para o usoracional de antimicrobianos. Assim, para que os pacientes sejam tratados de forma segura eque a seleção de bactérias resistentes no ambiente hospitalar não coloque em risco asociedade é preciso haver uma integração entre os profissionais e uma política institucional quetenha como diretriz o uso racional de medicamentos.E-MAIL PARA CONTATO: alencarbruno@yahoo.com.brAF 14 - GESTÃO FARMACEUTICA: UM INSTRUMENTO PARA MINIMIZAR BARREIRASAO SUCESSO DA TERAPIA ANTIRRETROVIRALANDRÉ, ANA PAULA ALVES; SOUSA FILHO, MARTINHO DE MENESES; NASCIMENTO,SÔNIA TEREZINHA ALBUQUERQUE; GOMES, GIULIANA RODRIGUES PEREIRA FERRARI;COSTA, KELEN FIDELES DA; NERI, VALÉRIA CRISTINA CARVALHO.Prefeitura Municipal de Conselheiro Lafaiete(PMCL), Secretaria Municipal de Saúde (SMS),Centro de Promoção da Saude (CPS)INTRODUÇÃO E OBJETIVOS: Qualidade e eficiência na gestão da Assistência Farmacêutica(AF) estão condicionadas ao processo de trabalho, recursos humanos e utilização adequadados medicamentos, englobando conhecimentos que conduzam à redução de perdas e custos,adequação de serviços e maximização de resultados (BRASIL, 2001). Após a criação do SUS,o Ministério da Saúde passou a garantir o fornecimento dos antirretrovirais (ARV’s) aosportadores de HIV que se enquadram nas recomendações terapêuticas e a gestãofarmacêutica ganhou importância, devido ao custo elevado dos ARV´s e à necessidade deincentivo à adesão ao tratamento para sucesso da terapia. A responsabilidade peladispensação dos ARV’s passa a ser das Unidades Dispensadoras de Medicamentos (UDM),que em Conselheiro Lafaiete está inserida no Centro de Promoção da Saúde (CPS), serviçoque disponibiliza acompanhamento multiprofissional às pessoas que vivem e convivem com ovírus HIV. Este trabalho objetiva descrever a implantação da AF na UDM/CPS com vistas aosucesso da terapia antirretroviral. METODOLOGIA: Trata-se de estudo descritivo comabordagem qualitativa. À partir de 2004 a UDM passou por reformulações administrativas eprincipalmente em 2009, após a contratação de outro farmacêutico, a gestão farmacêutica vemdesenvolvendo ações que permitiram: regularizar cadastro dos ARV’s e pacientes no Sistemade Controle Logístico de Medicamentos (SICLOM); reorganizar processos de gerenciamento deestoques e viabilizar ações voltadas à adesão ao tratamento, adequar a área física da UDM.RESULTADOS: Desde o início da implantação do gerenciamento farmacêutico da UDM até ainauguração do novo prédio do CPS em 2011, várias ações dos farmacêuticos comcontribuição da gestão administrativa resultaram em premiação para a UDM/CPS no IVEncontro Estadual de Farmacêuticos (2009) como a segunda melhor UDM do estado de MinasGerais. Destas destacamos: dispensação de ARV’s por farmacêuticos em tempo integral, comincentivo à adesão; implantação de prontuário farmacêutico individualizado e de ProcedimentosOperacionais Padrão para dispensação e programação ascendente, o que normatizou ações efacilitou a logística; registro de informações relativas à adesão no prontuário médico efarmacêutico; busca ativa de pacientes em abandono de tratamento e adequação daestocagem dos ARVs. A dispensação em tempo real com controle de validade e lotes,conferência diária pelo SICLOM, remanejamento para evitar perdas e participação no inventárionacional anual, melhorou o controle de estoque e garantiu a continuidade dos tratamentos. A
  • 112. UDM/CPS tem 181 pacientes cadastrados e com demanda crescente, a nova sede melhorou aorganização e estrutura física da UDM, com duas salas de atendimento, sendo um consultórioindividualizado. O almoxarifado, separado da área de atendimento, possibilitou controle eaumento de itens e volumes em estoque. CONCLUSÃO: As melhorias estruturais,administrativas e dos processos de trabalho da UDM possibilitaram atender critérios legais eidentificar interações medicamentosas, melhorando o manejo de toxicidade das drogas,barreiras importantes ao sucesso da terapia antirretroviral. Como evolução deste trabalho,objetivando o reforço à adesão ao tratamento com base em dados epidemiológicos, está sendodesenvolvido neste serviço um projeto de mestrado cuja perspectiva é identificar fatoresassociados a não adesão ao tratamento.E-MAIL PARA CONTATO: anapaulaalvesandre@gmail.comAF 15 - NECESSIDADE DA IMPLANTAÇÃO DA ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA EM UMMUNICÍPIO DO INTERIOR DO MATO GROSSOOLIVEIRA, ARIELLY FURTADO BENTO1; SCHWAB, ELIENE MARIA1; DOLCE, VANESSABERGO HIDALGO2; DOLCE, ANDERSON VALNEI3.INTRODUÇÃO: Em 1988 foi estabelecido pela Constituição Federal o Sistema Único de Saúde(SUS), que passou a integrar Assistência Farmacêutica (AF) como atividade relacionada amedicamentos, envolvendo uma equipe multidisciplinar; constituída pelas etapas de seleção,programação, aquisição, armazenamento, distribuição e dispensação de medicamentos.MÉTODOS: A pesquisa se caracteriza como observacional de corte transversal. Utilizou-se adocumentação indireta. Do tipo quantitativo-qualitativa, que levantou uma análise sobre adeficiência do farmacêutico nas atividades do SUS e os prejuízos causados por esta.Aplicaram-se questionários com perguntas abertas e fechadas aos funcionários públicosmediante o esclarecimento sobre os objetivos, garantindo sigilo da sua identificação. Os dadosforam coletados nos meses de janeiro a abril de 2012 e avaliados em porcentagens.RESULTADOS: De acordo com a análise dos questionários nenhum PSF possui farmacêuticona dispensação de medicamentos, sendo que 96,93% dos entrevistados relataram sobre anecessidade deste, assim a dispensação ocorre em 93,86% por técnicos de enfermagem. Éinexistente atenção farmacêutica, por isso vários relatos de problemas e intoxicações pormedicamentos poderiam ser evitadas com a presença deste profissional. As Infraestruturas dasfarmácias dos PSFs são inadequadas, atingindo resultados insatisfatórios, de acordo com aANVISA. Nenhuma das unidades possui controle de temperatura e umidade, ar condicionado eseguimento de POPs, com exceção do CAF. Nos PSFs o armazenamento dos medicamentosencontra-se com presença de poeiras e contaminantes, 14,30% em contato com a parede e71% com outros produtos. Na ausência deste profissional os medicamentos essenciais faltam àpopulação, pois não há seleção de acordo com o perfil epidemiológico local. O farmacêuticonão participa das licitações não cumprindo com o objetivo de suprir as unidades emquantidade, qualidade e menor custo/efetividade, visando manter a regularidade efuncionamento do sistema. CONCLUSÃO: Para satisfazer a necessidade da (AF) éimprescindível à presença do farmacêutico nos PSF e no CAF, para cumprir cada etapa dociclo. Este profissional pode assegurar melhores condições de acondicionamento, transporte eatenção farmacêutica. O ciclo sendo cumprido pelo farmacêutico gera aumento dos cofresmunicipais e segurança à saúde da população.E-MAIL PARA CONTATO: arielly_bento@hotmail.comAF 16 - O PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO SITUACIONAL COMO FERRAMENTA DAPRÁTICA FARMACÊUTICAFONTENELE, RAFAEL PORTELACurso de Especialização a Distância em Gestão da Assistência Farmacêutica - UniversidadeFederal de Santa CatarinaIntrodução: O Planejamento Estratégico Situacional (PES) é um método de planejamento emque ação, situação e ator formam um todo complexo, centrado em problemas e em operaçõesque deverão ser desencadeadas para o enfrentamento desses problemas. O processo de PESé concebido através de 4 momentos fundamentais e dinâmicos: momento explicativo,normativo, estratégico e tático-operacional. Assim, objetiva-se mostrar a aplicabilidade do PESna prática farmacêutica, a partir de uma experiência em Teresina-PI. Métodos: O objeto deestudo constitui-se na análise de um Plano Operativo (PO) desenvolvido como parte da
  • 113. aplicação do PES na prática do serviço de um farmacêutico do território de Teresina-PI. Foipriorizado um problema central para o PO a partir de uma oficina realizada em setembro de2011, onde participaram atores envolvidos no serviço de Supervisão de Farmácia daCoordenadoria Regional de Saúde Leste/Sudeste (CRS): um auxiliar de Farmácia e umadministrador de uma Unidade Básica de Saúde (UBS); um enfermeiro supervisor de Equipesde Saúde da Família; além do farmacêutico supervisor de farmácia da CRS. Resultados: Os 4momentos do PES foram realizados e geraram instrumentos e matrizes para sintetizar asinformações obtidas ou elaboradas: no momento explicativo procedeu-se a análise do território,identificação e priorização dos problemas, bem como a definição da imagem-objetivo eexplicação do problema priorizado, através de um diagrama de descritores, causas econsequências tipo espinha de peixe; no momento normativo houve a definição de objetivosespecíficos, operações e ações a serem desenvolvidas; no momento estratégico analisou-se aviabilidade e factibilidade do PO, com recursos necessários e responsáveis; e no momentotático-operacional, traçou-se o acompanhamento e avaliação do PO. Dessa forma, acomunicação e integração do setor de farmácia das UBS com demais setores do serviço e coma supervisão de farmácia foi o problema priorizado. A partir dele foram gerados 4 objetivosespecíficos: 1) definição de periodicidade de reuniões para articular o serviço e torná-loresolutivo; 2) estabelecimento de atribuições específicas por setor para que este atenda anecessidade dos usuários e seja integrado aos outros serviços; 3) capacitação os recursoshumanos envolvidos para que tenham conhecimento de suas atribuições e os fluxosinterrelacionados dentro do SUS; e 4) disponibilização de subsídios infraestruturais eoperacionais para o desenvolvimento das atribuições definidas. Estes, por sua vez,desencadearam operações, ações e atividades estratégicas bem definidas. Conclusão:Apesar de certa complexidade e dinamicidade do PES, este pode ser perfeitamente aplicadona prática diária do serviço farmacêutico, gerando produtos concretos da sua aplicabilidade.E-MAIL PARA CONTATO: rafaelpfontenele@gmail.comAF 18 - PERFIL DA AUTOMEDICAÇÃO ENTRE OS ACADÊMICOS DO ÚLTIMO ANO DOSCURSOS DE ENFERMAGEM NO MUNICÍPIO DE CAMPO GRANDE - MATO GROSSO DOSULCHAGAS, VIRGINIA OLIVEIRA1; TOFFOLI- KADRI, MÔNICA CRISTINA 2; CARDOSO FILHO,NORMANDIS31 Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO)2 Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)3 Universidade Anhaguera - UniderpIntrodução: A automedicação é uma prática comum de auto - atenção à saúde, consistindo noconsumo de um produto que o indivíduo acredita que lhe trará benefícios no alívio dossintomas em determinada situação, sem prescrição médica. Objetivo: Este estudo teve comoobjetivo avaliar o perfil da automedicação entre os acadêmicos do último ano dos cursos deEnfermagem no município de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, sendo desenvolvido emtrês universidades que oferecem o curso de Enfermagem: Universidade para oDesenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal - UNIDERP, Universidade Católica DomBosco - UCDB e Universidade Federal de Mato Grosso do Sul - UFMS. Métodos: Oinstrumento para coleta dos dados foi um questionário semi-estruturado com perguntas abertase fechadas sobre automedicação contendo questões relacionadas à aquisição, conhecimento euso de medicamentos. Resultados: Foram entrevistados 211 acadêmicos. A porcentagem deacadêmicos que afirmaram ter praticado a automedicação foi de 97%. Foi observado que 46%dos entrevistados se automedicaram por conta própria, seguido da indicação de um balconista(14%), e 10% receberam orientação de um farmacêutico. Os grupos terapêuticos maisutilizados na automedicação foram os analgésicos, antitérmicos e antiinflamatórios. Osprincipais motivos que geraram automedicação foram cefaleia (89%), febre (73%) eresfriado/gripe (72%). Dentre os acadêmicos entrevistados, 26% afirmaram já trabalhar na áreade Enfermagem. A porcentagem de acadêmicos que já adquiriram medicamento de tarjavermelha sem receita foi de 47%. Conclusão: Os dados encontrados demonstram que há umelevado consumo de medicamentos sem prescrição médica pelos acadêmicos do último anodos cursos de Enfermagem de Campo Grande, MS. Observou-se que a prática deautomedicação está relacionada com as informações dos usuários sobre medicamentos,associado com a autoconfiança dos acadêmicos, em relação ao conhecimento teórico/práticoadquirido na graduação, sugerindo então que estes podem ser fatores determinantes na práticada automedicação.
  • 114. E-MAIL PARA CONTATO: virginiafarm@gmail.comAF 19 - PRESCRIÇÕES PEDIÁTRICAS EM UM PRONTO-SOCORRO DE UMA CIDADE DOINTERIOR DE SÃO PAULOSoraya Ayres Pedroso; Luciane Cruz Lopes; Maria Inês de ToledoInstituição: Universidade de Sorocaba-UnisoIntrodução: A prescrição na faixa etária pediátrica muitas vezes baseia-se em extrapolações eadaptações do uso em adultos, informações obtidas de raros estudos populacionais econsensos de especialistas. A avaliação da segurança dos medicamentos para crianças nãopode ser extrapolada de dados obtidos em adultos, pois os medicamentos tendem a tertoxicidade distinta nesta população.Objetivo: Identificar o padrão de utilização demedicamentos em uma unidade regional de emergência pediátrica e relacionar com uso offlabel, suspeitas de reações adversas (RAM) e indicações clínicas sem evidências.Métodos:. Aamostra foi composta por 100 pacientes entre 0 e 12 anos, admitidos por um período mínimode 4 horas de permanência na Unidade Regional de Emergência (URE) de Pediatria doConjunto Hospitalar de Sorocaba. O cuidador responsável pelo paciente foi entrevistado com oauxílio de instrumento semi-estruturado para verificação de dados sociodemográficos,antecedentes familiares e fatores de risco para RAM. Os prontuários e as prescrições médicasforam examinados durante a coleta de dados. O algoritmo de Naranjo et al. (1981) foi utilizadopara estabelecer o nexo causal entre o fármaco e a suspeita de RAM. A análise estatística foirealizada através do programa Graph Pad In Stat, versão 3.0 para Windows. O trabalho foiaprovado pelo Comitê de Ètica em Pesquisa em Seres Humanos sob o nº 019/09. Resultados:A maioria dos pacientes tinha mais de dois diagnósticos (56%). Foram prescritos 744medicamentos aos pacientes, o que corresponde a 82 fármacos, distribuídos em 35 classesterapêuticas. A prevalência de uso global de medicamentos foi de 65,9% e 93% utilizaramquatro ou mais medicamentos após a admissão na URE. Houve prevalência dos medicamentoscom ação sobre o sangue e órgãos hematopoiéticos e daqueles que atuam sobre o sistemanervoso (85%); antiinfecciosos para uso sistêmico (58%) e finalmente os que atuam sobre osistema digestório (27%). Em relação ao uso racional dos medicamentos, verificou-se que ouso não foi apropriado na maioria dos casos; a dose e a frequência foram adequadas emmenos de 25% dos casos, para todos os medicamentos de uso mais prevalente. As suspeitasde RAM ocorreram em três pacientes, envolvendo o sistema dermatológico. Os prescritoresmodificaram o uso registrado na Anvisa quanto a indicação clínica, dose e frequência deutilização da maioria dos medicamento, caracterizando assim o uso off label, estatisticamentesignificativo entre os grupos (p<0,0001). Conclusão: Houve uso off label de medicamentosrelacionado principalmente a faixa etária, frequência e doses utilizadas, evidenciando a falta deconhecimento dos prescritores, a utilização de fontes de consulta não fidedignas ou mesmo ainexistência de estudos mais detalhados sobre a utilização de medicamentos em crianças. Osmedicamentos foram prescritos de maneira inapropriada na maioria dos casos. A padronizaçãode medicamentos no hospital, bem como protocolos clínicos deveriam ser elaborados comcritérios rígidos e definidos em condutas baseadas em evidências. Torna-se necessáriomelhorar o nível educacional dos futuros prescritores e enfatizar a necessidade de cursos dereciclagem para os profissionais que já se encontram em atividade.E-MAIL PARA CONTATO: sorayapedroso@edu.uniso.brAF 20 - PROMOÇÃO DO USO RACIONAL DE MEDICAMENTOS: ARTICULAÇÃO ENTREEXTENSÃO UNIVERSITÁRIA, ENSINO E SERVIÇOALENCAR, TATIANE DE OLIVEIRA SILVA; ALENCAR, BRUNO RODRIGUES; SANTOS,PALOMA OLIVEIRA DOS; OLIVEIRA, SILVANA MARIA DE; ARAÚJO, JANAY STHEFANNYCARNEIRO; SILVA, DAIANA SANTOS DAUniversidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), Pró-Reitoria de Extensão, Departamentode Saúde.A Organização Mundial de Saúde (1985) define que o Uso Racional de Medicamentos (URM)ocorre quando o paciente recebe o medicamento apropriado à sua necessidade clínica, nadose e posologia corretas, por um período de tempo adequado e com o menor custo para si epara a comunidade. Contudo, o valor simbólico de cura dos medicamentos é tão grande queeles tornaram-se uma ferramenta familiar, o que tem aumentado o risco na sua utilização(MELO, 2006). O URM é uma diretriz da Política Nacional de Medicamentos (BRASIL, 1998) e
  • 115. um dos eixos estratégicos da Política Nacional de Assistência Farmacêutica (BRASIL, 2004),que exige responsabilidade e integração dos profissionais de saúde em prol do melhorresultado terapêutico (AIZENSTEIN, 2010). A promoção do URM é responsabilidade dosgestores, trabalhadores, serviços de saúde e universidades, por meio da prestação de serviçosde qualidade, da formação adequada dos profissionais da saúde e da articulação com acomunidade. Nesta perspectiva, o objetivo deste trabalho é descrever a experiência da UEFSna realização do I Simpósio sobre o Uso Racional de Medicamentos organizado por trêsprogramas de extensão. No que se refere ao método, o I Simpósio foi organizado por docentese discentes integrantes dos programas de extensão Promoção do URM na Atenção Básica,Promoção do Uso Adequado de Plantas Medicinais e Programa de Educação pelo Trabalhopara a Saúde (PET-Saúde da Família), todos desenvolvidos em parceria com a Secretaria deSaúde do município. O evento ocorreu no campus da UEFS, nos dias 1 a 4 de junho de 2011 eteve como público, profissionais e estudantes da área de saúde. Foram realizadasconferências, palestras e mesas de discussão com trabalhadores e gestores AssistênciaFarmacêutica de diferentes municípios baianos e representantes da gestão estadual. Comoresultados, destacamos que o Simpósio teve 430 participantes entre profissionais e estudantes.Os temas discutidos foram: URM na Atenção Básica e no Ambiente Hospitalar, Instrumentospara Promoção do URM, Ações de Municípios e do Estado em prol do URM, AssistênciaFarmacêutica e Controle Social na Saúde. Tais temáticas favoreceram uma discussãoproveitosa e reflexiva entre os participantes denotando que o uso racional de medicamentos éresponsabilidade de todos os envolvidos na assistência à saúde. Além disso, estimulou aadoção de práticas adequadas pelos profissionais e contribuiu para a divulgação das açõesdesenvolvidas por municípios, estados e Ministério da Saúde em prol do URM. A realização doSimpósio foi, portanto, bastante oportuna por ter provocado discussões importantes para ocenário da saúde. Vale destacar o ineditismo desta temática promovida pela UEFS para asregiões do semi-árido baiano e metropolitanas de Feira de Santana e Salvador. Certamente porisso teve adesão significativa dos profissionais o que denota, por sua vez, o interesse pelotema. Diante disso, novas atividades de educação continuada, incluindo desde ações diretascom a comunidade usuária do SUS, até cursos de aperfeiçoamento para médicos, dentistas,enfermeiros, agentes comunitários de saúde e farmacêuticos estão sendo planejados eexecutados pelos referidos programas de extensão visando aprofundar tais discussões efomentar mudanças nas práticas de prescrição, dispensação, administração eacompanhamento profissional no uso de medicamentos.E-MAIL PARA CONTATO: tatifarmauefs@yahoo.com.brAF 22 - CRIAÇÃO DO NATS JUNTO AO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE PERNAMBUCOGUEDES, DIEGO1; CORIOLANO, JACIANA2; VELLOSO, FABIANA1, MACIEL, LAÍS1;GONÇALVES, ADMÁRIO1; AYRES, CÉSAR1.1 Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco. 2 Advogada - Núcleo de Assistência Técnicaem SaúdeIntrodução: A interpretação ampla, por parte dos magistrados, do disposto no Art. 196, daConstituição Federal de 1988 que assegura a saúde como um direito de todos e um dever doEstado, assim como a falha no abastecimento e desconhecimento das políticas públicas desaúde pela população e pelos prescritores, estão contribuindo para um elevado número dedemandas judiciais envolvendo a assistência à saúde no âmbito do Poder Judiciário do Brasil,e, por conseguinte, a significantes dispêndios de recursos públicos resultantes dessesprocessos judiciais. Como proposta para equacionar os problemas existentes entre aefetivação do Direito à Saúde e os excessivos gastos públicos, que compromete a própriaestrutura do SUS, e com base na Recomendação nº 31, de 30 de março de 2010, do ConselhoNacional de Justiça, os Tribunais estão, juntamente, com as Secretarias de Saúde dosEstados, criando os Núcleos de Assistência Técnica em Saúde - NATS. Estes, por sua vez,objetivam, basicamente, subsidiar os magistrados - com informações técnicas, especializadas eprecisas, de médicos, farmacêuticos, nutricionistas, entre outros - nas demandas relativas àsaúde, e, por conseguinte, contribuir para uma célere e efetiva prestação jurisdicional. Diantede tal inovação, pretendemos descrever a experiência do NATS Pernambuco. Métodos: É umestudo descritivo e qualitativo, cujo intuito é relatar a criação do NATS no Estado dePernambuco. Resultados: A criação do NATS, segundo o Convênio n.º 048/2011 - TJPE,celebrado entre o Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco e a Secretaria Estadual deSaúde, em 03 de novembro de 2011, que tem por objeto o apoio mútuo entre os contratantesnas ações que tenham por finalidade compelir o Estado de Pernambuco ao fornecimento demedicamentos, insumos para a saúde, exames diagnósticos, tratamentos médicos e insumos
  • 116. nutricional. O NATS inicialmente será composto por três farmacêuticos, um médico e umaadvogada, todos cedidos pelo Estado de Pernambuco. Conclusão: Espera-se que com acriação do NATS as decisões judiciais possam ser mais precisas e melhor embasadas, adiminuição de fornecimento de medicamentos já disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde- SUS nas políticas de assistência farmacêutica e a apresentação de alternativas terapêuticas,previstas pelo SUS, às prescrições pleiteadas em Juízo. O NATS possui um caráter consultivoe de uso opcional pelos magistrados, em momento algum será da alçada deste a defesa doEstado, e sim puramente a prestação de subsídios técnicos que possam lastrear a decisãojudicial.E-MAIL PARA CONTATO: diegomedeiros.gaj@gmail.comAF 23 - ANÁLISE DOS MEDICAMENTOS DEMANDADOS JUDICIALMENTE AO ESTADODE PERNAMBUCO EM 2011GUEDES, DIEGO1; AYRES, CÉSAR1; GONÇALVES, ADMÁRIO1, MACIEL, LAÍS1; VELLOSO,FABIANA1.1Secretaria Estadual de Saúde de PernambucoIntrodução: O crescente número de ações judiciais propostas por usuários do Sistema Únicode Saúde para garantir o fornecimento de medicamentos tem sido motivo de preocupação paraos gestores de saúde em todos os níveis federativos. A judicialização da saúde é um fenômenoque pode prejudicar a execução de políticas de saúde no âmbito do Sistema Único de Saúde(SUS), uma vez que o cumprimento de determinações judiciais para fornecimento demedicamentos, insumos e serviços de saúde acarreta gastos elevados e não programados. Oobjetivo deste estudo é realizar uma análise das demandas judiciais envolvendo medicamentosno ano de 2011. Metodologia: Foram avaliadas todas as demandas judiciais, em que o Estadode Pernambuco foi réu, tendo como objeto de solicitação os produtos farmacêuticos. O períodode avaliação está compreendido entre os meses de janeiro e dezembro de 2011. Osmedicamentos foram classificados de acordo com a metodologia da Curva ABC, onde para opresente estudo ficará evidenciado apenas os medicamentos constantes na curva A.Resultados: Durante o período analisado, foram impetradas 943 ações contra o Estado dePernambuco, cujas demandas solicitaram o equivalente a 1229 objetos de demanda (produtosfarmacêuticos). Verificou-se também que dentre os 1229 objetos solicitados, visualizamos 237medicamentos diferentes. Após aplicação da metodologia da Curva ABC, destacamos 29destes medicamentos, que representaram 70% de toda a demanda. Os medicamentos e suademanda foram: Insulina Glargina: (13,2%); Ranibizumabe: (11,5%); Trastuzumabe: (11,5%)Insulina Asparte: (3,7%); Insulina Glulisina: (3,6%) Palivizumabe: (2,4%); Temozolamida:(2,2%); Bortezomibe: (2,0%); Insulina Lispro: (2,0%); Rituximabe: (2,0%); Sorafenibe: (2,0%);Sunitinibe: (1,9%); Bosentana: (1,7%); Ácido Zoledrônico: (1,4%); Tocilizumabe: (1,2%);Bevacizumabe: (1,0%); Pregabalina: (0,8%); Insulina Detemir: (0,8%); Somatropina: (0,7%);Cetuximabe: (0,7%); Oxcarbazepina: (0,6%); AAS: (0,6%), Enoxaparina Sódica: (0,6%);Erlotinibe: (0,6%); Tansulosina: (0,5%); Micofenolato de Mofetila: (0,5%); Omeprazol: (0,5%);Sinvastatina: (0,5%) e Lenolidomida: (0,5%). Conclusão: Diante do exposto, fica evidente amiscelânea da demanda judicial no Estado de Pernambuco, porém há de salientar a solicitaçãodiscrepante de três medicamentos: A Insulina Glargina, análogo da Insulina NPH; oTrastuzumabe, medicamento utilizado para o tratamento do câncer de mama e oRanibizumabe, medicamento utilizado oftalmologicamente no tratamento de DegeneraçãoMacular Relacionado à Idade. Ressaltamos que apenas estes três medicamentos foramresponsáveis por 36% de todas as demandas judiciais no ano de 2011, no Estado dePernambuco.E-MAIL PARA CONTATO: diegomedeiros.gaj@gmail.comAF 24 - AVALIAÇÃO ECONÔMICA ESTIMADA DE USO DO TRASTUZUMABE POR AÇÕESJUDICIAIS EM PERNAMBUCO EM 2010-1GUEDES, DIEGO1; LINS, DÉBORA2,1.AYRES, CÉSAR1. GONÇALVES, ADMÁRIO1. MACIEL,LAÍS1. VELLOSO,FABIANA1.1 2 Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco. Discente - Universidade Federal dePernambuco.
  • 117. Introdução: A judicialização tornou-se um grande problema para gestores no SUS, visto queos recursos utilizados no cumprimento das ações geram uma individualização da demanda emdetrimento do planejamento. No Estado de Pernambuco, dentre as ações judiciais pleiteandomedicamentos, o Trastuzumabe ocupa o terceiro lugar em número de ações. O Trastuzumabe(Herceptin®) é um anticorpo monoclonal indicado para o tratamento do câncer de mama, cujaeficácia está relacionada à superexpressão do oncogene HER 2 envolvido com o fator decrescimento tecidual. Pacientes em tratamento quimioterápico buscam o Trastuzumabe comoterapia adjuvante para o controle da doença. Consta em bula que o tratamento é baseado emdose ataque (8mg/kg) e doses de manutenção (6mg/kg) durante 12 meses em ciclos de 21 diase a embalagem do medicamento contém um frasco multidose com 440mg de pó liofilizado deTrastuzumabe. A análise econômica realizada neste estudo consiste em estimar o quantitativoteórico dos resíduos do medicamento durante o tratamento, visto que a dose é variável paracada paciente sendo baseada em seu peso corporal. Metodologia: Para o estudo foramselecionadas todas as mulheres impetrantes de ação judicial no Estado de Pernambuco, noperíodo de outubro de 2010 a Abril de 2012, requerendo o Trastuzumabe. Os dados foramcoletados dos autos das ações judiciais onde verificamos a presença ou citação em petiçãoinicial e/ou decisão judicial do receituário médico indicando a posologia do tratamento. A partirda posologia definida coube analisarmos as sobras e as consequências econômicas com odesperdício. No caso das pacientes cujo peso, nem posologia foram informados,consideraremos o uso de 1 ampola por sessão, na havendo sobras. Resultados: Foramanalisadas 178 pacientes que solicitaram judicialmente o medicamento no período estudado.Consideramos necessários 4.125 frascos-ampola para o tratamento completo, o que nos dá umtotal teórico de 1.815.000mg dispensados e como sobra verificamos o total de 543.564mg(29,95%). Conclusão: Apesar dos vieses metodológicos, constatamos um desperdício emtorno de 30 % com os resíduos do medicamento. Uma forma de otimizar o uso deste é ocompartilhamento de doses entre as pacientes do Trastuzumabe, permitindo a redução dodesperdício e por conseguinte redução dos custos ao Governo.E-MAIL PARA CONTATO: diegomedeiros.gaj@gmail.comAF 25 - ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA NO CAPS II ADULTO CIDADE ADEMAR - SP.DIAS, MÁRCIA MARIA AFONSO LIMA DIAS; ANDRADE, MARIA FLÁVIA PRADO DE;NOVAES, ADAILTON; FREITAS, DIEGO.Organização Social Associação Congregação de Santa Catarina - OSACSCO Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) é um serviço comunitário que tem como papeloferecer assistência as pessoas que sofrem com transtornos mentais, em especial osconsiderados severos e persistentes. O CAPS II Adulto Cidade Ademar é um serviço daPrefeitura de São Paulo sob gestão da OS Associação Congregação de Santa Catarina, queatende em média 200 pacientes/mês. No acompanhamento a pacientes psiquiátricos percebe-se a importância da garantia de uma correta e eficaz farmacoterapia, uma vez que o uso demedicamentos nestes transtornos é muito alto e os efeitos maléficos da utilização inadequadodestes são observados freqüentemente. Neste trabalho apresenta-se as estratégiasdesenvolvidas a fim de contribuir para o aumento da adesão dos pacientes e de suas famíliasas terapias medicamentosas. São elas: elaboração de dose individualizada (tiras); atendimentofarmacêutico individualizado e abordagem em grupo. A medicação em tiras é uma estratégiaproposta para os pacientes com comprometimentos cognitivos e/ou risco de abuso. Nestescasos a farmácia separa os comprimidos a serem administrados para cada paciente em tirascom horários e dias definidos. Hoje, por volta de 25% (60) dos pacientes acompanhados noserviço recebem suas medicações desta forma e 3 estão em acompanhamento para mudançadeste sistema para o de dispensação orientada. A segunda e a terceira estratégias trabalham aidéia de oferecer conhecimento aos usuários e cuidadores para que estes se apropriem daimportância e dos cuidados que o tratamento medicamentoso requer. A abordagem individualvem no sentido de oferecer um espaço reservado para que sejam expostas situações docotidiano que às vezes não aparecem no coletivo e para propor alternativas especificas paracada paciente. As palestras ou grupos são abertos a todos os pacientes e tratam de questõesrelacionadas ao uso correto de medicamentos, conservação, interpretação de prescrições,entre outros. A implantação destas estratégias de assistência farmacêutica tem mostradoresultados qualitativos significativos não só com relação a pacientes e familiares maiscomprometidos e conscientes da importância de uma farmacoterapia segura e eficiente, mastambém contribuindo como uma importante ferramenta de acompanhamento aos pacientes porser mais um canal de conhecimento e comunicação entre serviço e usuário.
  • 118. E-MAIL PARA CONTATO: marcia.dias@osacsc.org.brAF 26 - LOGÍSTICA DE DISTRIBUIÇÃO DE MEDICAMENTOS PELA CENTRAL DEABASTECIMENTO FARMACÊUTICO DE COLATINA-ESBONATTO, HELAINE APARECIDA; LUCAS, VERIDIANOO município de Colatina-ES conta com 32 unidades de dispensação de Medicamentos(UDM’s), além da Farmácia Municipal. Foi identificada uma situação-problema em relação àlogística de distribuição de medicamentos para estas UDM’S, devido à inexistência de veículoexclusivo para a Central de Abastecimento Farmacêutico (CAF). Para atender a rotina mensalde distribuição de medicamentos a todas as UDM’s, a CAF utiliza um veículo tipo utilitáriodisponibilizado pelo setor do Almoxarifado da Saúde nos primeiros 10 dias de cada mês, o quenão é suficiente para a manutenção do índice de cobertura e para evitar a perda demedicamentos por vencimento. Com todo esse transtorno, o paciente fica desprovido deatendimento na sua localidade e acaba por buscar atendimento na farmácia municipal,localizada no centro da cidade. Diante deste fato, este trabalho teve como objetivo providenciarmeios para a aquisição de um veículo tipo utilitário, com recursos da Assistência Farmacêutica(AF) para uso exclusivo da CAF. De acordo com a Portaria nº 4217/2010, as SecretariasMunicipais de Saúde, anualmente, poderão utilizar um até 15% da soma dos valores dosrecursos financeiros estaduais e municipais para atividades destinadas à adequação de espaçofísico das farmácias do SUS nos municípios, à aquisição de equipamentos e mobiliáriosdestinados ao suporte das ações de AF, entre outras atividades, desde que aprovadas epactuadas pelas Comissões Intergestores Bipartites (CIB’s). Assim, após detalhamento dosrecursos da Assistência Farmacêutica Básica (R$ 62.143,20), detalhamento dos gastos commaterial permanente e equipamentos para o ano de 2011(R$ 8.126,00), existência de recursodisponível junto ao setor de contabilidade ( R$57.000,00) e análise da estimativa de orçamentocom os gastos para aquisição do veículo utilitário (R$ 48.000,00), considerando que aestimativa da soma dos valores que serão pagos na aquisição de materiais permanentes eequipamentos com o valor médio aproximado do veículo especificado totaliza um valor médiode R$ 56.126,00, verificou-se a possibilidade da aquisição do veículo utilitário com Recursos daAssistência Farmacêutica previsto para o ano de 2011. Sendo assim, por autorização doConselho Municipal de Saúde e das CIB Microrregional e CIB Estadual, deu-se início oprocesso licitatório em janeiro de 2012. A Logística de distribuição é uma das ferramentas queprovêem a disponibilidade de produtos “onde” e “quando” são necessários, coordenando fluxosde mercadorias e de informações de milhares de pontos. A estruturação do gerenciamentologístico otimizará o uso das instalações, atentando para que não haja interrupção nofornecimento dos medicamentos.E-MAIL PARA CONTATO: habonatto@yahoo.com.brAF 27 - ACOMPANHAMENTO FARMACOTERAPÊUTICO DE PACIENTES DIABÉTICOSTIPO 1 NA 3ª REGIONAL DE SAÚDEHALILA, GERUSA CLAZER1; PASSOS NETO, JOSÉ DOS2; MACHINSKI, MIKI ISHIZAKA2;DAHER, JOSÉLIA BORBA1,21 Docentes do curso de Farmácia da Universidade Estadual de Ponta Grossa; 2. Farmacêuticosda Farmácia Especial da 3ª Regional de Saúde de Ponta GrossaDescrição do caso: Diabetes mellitus (DM) é uma doença crônica associada com sériascomplicações e morte, sendo considerado um problema de saúde pública prevalente, emascendência, oneroso do ponto vista social e econômico e com reconhecido potencial paraprevenção. DM tipo 1, a forma presente em 5 - 10% dos casos, é o resultado de umadestruição das células beta pancreáticas com consequente deficiência de insulina e tendo emvista a história natural do diabetes tipo 1, o uso de insulina imediatamente após o diagnóstico éobrigatório, mas de difícil adesão terapêutica. Avaliação: O acompanhamento do pacientedeve ser realizado para garantir a eficácia do plano de cuidado. O Estado do Paraná, atravésda Deliberação n. 118/2006 da CIB/PR (Comissão Intergestores Bipartite do Paraná), em 15 deagosto de 2006, aprova o Protocolo Clínico para Dispensação de Análogos de Insulina paraAtendimento de Pacientes com Diabetes mellitus Tipo 1, na Rede Pública de Saúde - Programade Otimização do Diabetes Tipo 1 - destinado ao tratamento de pacientes instáveis ou de difícilcontrole. Intervenção: Este trabalho foi desenvolvido na forma de projeto de extensão pelosacadêmicos do curso de Farmácia da Universidade Estadual de Ponta Grossa, no ano de
  • 119. 2011, e teve como objetivo a implantação do acompanhamento farmacoterapêutico empacientes com DM tipo 1 insulinizados atendidos na Farmácia Especial da 3ª Regional deSaúde de Ponta Grossa, estabelecendo um protocolo clínico de atendimento para estespacientes. Foram atendidos 100 pacientes usuários de análogos de insulina, cadastrados na 3ªRegional de Ponta Grossa, cujo acompanhamento foi realizado em diversas etapas:inicialmente foram prestadas orientações gerais sobre a doença, e na sequência sobre adispensação; armazenamento e administração correta das insulinas prescritas. Oacompanhamento das determinações diárias de glicemia capilar; estímulo para adesão àterapêutica, educação à família, encaminhamento à nutricionista e orientações não-farmacológicas, foram realizadas durante todo o período. O monitoramento da glicemia, acorreção dos índices glicêmicos e contagem de carboidratos foram capazes de reduzirsignificativamente os valores de hemoglobina glicada (A1c) calculadas dos pacientesatendidos, de 10,3 ± 2,02 para 8,4 ± 1,52 (p < 0,001; teste ”t” de Student). Conclusão: Osresultados obtidos nos pacientes acompanhados pelos acadêmicos envolvidos no ProjetoExtensionista, denotam que estes foram induzidos pela melhoria da adesão à terapêutica e adiminuição dos riscos das complicações induzidas pelo diabetes bem como a melhoria daqualidade de vida, serão as consequências naturais. Para os acadêmicos, o desenvolvimentode protocolo de atendimento e suas aplicações práticas, o convívio com os pacientes sãoinsubstituíveis por quaisquer outras técnicas didático-pedagógicas que pudessem ser utilizadaspara tal fim.E-MAIL PARA CONTATO: joselia.daher@gmail.comAF 28 - UTILIZAÇÃO DE PLANILHAS INFORMATIZADAS PARA ANÁLISE DO USO DEANTIBIÓTICOS EM HOSPITAL PÚBLICO EM SÃO PAULOISHIKI OTA, DENISE KEIKO; LOPES, ADRIANA MARIANO; BUTENAS, MAGALI; MARTINSANTONIO JORGEHospital Geral de Vila Nova Cachoeirinha ”Dr Álvaro Simões de Souza” - Secretaria de Estadoda Saúde SP A Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) de cada hospital, acima de 50 leitos,define as ações de prevenção e controle de infecção através da utilização de indicadoresdiversos. Um deles se refere à mensuração do uso de antibióticos (ATB) conjuntamente com omonitoramento da resistência bacteriana hospitalar. O objetivo deste estudo foi analisar dadosobtidos de três planilhas informatizadas disponíveis no ano de 2011, referentes aos ATButilizados na Unidade de Terapia Intensiva Adulto (UTIA) de um hospital público com 180 leitosde atendimento secundário da região norte do município de São Paulo. Foram consultados oRelatório de Consumo Geral de Medicamentos dispensados pela farmácia para o setor deUTIA, o Boletim Estatístico de Internações e a planilha de consumo mensal (para ATB) -cálculo DDD - dose diária dispensada, do serviço de controle de infecção hospitalar do hospital,conforme sistema de vigilância epidemiológica do centro de vigilância paulista. Em unidades defrasco-ampola, os ATB vancomicina, imipinem, piperacilina-tazobactam e ceftriaxona foram osmais dispensados para a UTIA. Com estes valores realizou-se cálculo do indicador DDD, queleva em conta dose diária padrão de cada ATB e ocupação dos leitos da UTIA. Demonstrou-seque o valor indicativo de maior consumo na UTIA foi o da ceftriaxona, uma cefalosporina deterceira geração. A utilização das três planilhas foi efetiva para a mensuração do consumo deATB, fornecendo dados importantes para racionalização do uso de ATB monitorados pelaCCIH.E-MAIL PARA CONTATO: scih_hgvnc@yahoo.com.brAF 29 - USO DE ANTIDEPRESSIVOS E BENZODIAZEPÍNICOS EM PESSOAS COMDEPRESSÃO MAIORFULONE, IZABELA1; CRUZ, LUCIANE LOPES1;1 Universidade de Sorocaba (UNISO) / Mestrado em Ciências FarmacêuticasIntrodução: A depressão esta entre as dez enfermidades mais prevalentes no mundo, estima-se que 30% a 60% dos casos não são identificados e que a maioria dos pacientes nãorecebem tratamento apropriado. Combinações de antidepressivos (ADT) e benzodiazepínicos(BDZ) são frequentemente utilizadas para tratamento da depressão maior e evidênciassugerem que a combinação é mais efetiva do que a monoterapia com ADT apenas início dotratamento (até quatro semanas), reduzindo 50% ou mais os sintomas depressivos e a taxa de
  • 120. abandono. No entanto, os benefícios da terapia combinada se perdem após 30 dias, e o usoprolongado de BDZ pode acarretar danos ao paciente como tolerância, dependência,propensão a acidentes, quedas, teratogenicidade e custos. Objetivo: investigar o perfil detratamento dos pacientes diagnosticados com depressão maior atendidos no sistema públicode saúde (SUS) de Porto Feliz-SP e relacioná-los com indicadores de uso racional(medicamento apropriado, posologia e duração adequadas). Métodos: trata-se de um estudoobservacional, transversal, retrospectivo, analítico, desenvolvido no SUS de Porto Feliz, Estadode São Paulo, Brasil. A população de estudo foi composta por pacientes em tratamento comantidepressivos (n=870) com diagnóstico de depressão (n=265), atendidos no período dejaneiro de 2008 a dezembro de 2009. Os dados foram extraídos das fichas de retirada demedicamentos da farmácia municipal, dos prontuários médicos e de informações obtidas com aequipe de saúde. As frequências foram analisadas por meio dos testes de comparação deproporções, qui-quadrado e exato de Fisher. Resultados: das 4.813 prescrições contendoADT, 33,2% foram destinadas a tratar depressão maior, sendo 53,7% (p<0,05) por meio deterapia combinada e 42,3% em monoterapia. Em geral, os inibidores seletivos da recaptaçãode serotonina (73,2%) foram os mais prescritos, sendo a fluoxetina responsável por 58,4% dasprescrições (p<0,001). O diazepam (41,65%) foi o BDZ mais utilizado, destacando-se acombinação de fluoxetina+diazepam (23,7%). Interação medicamentosa grave foi encontradaem 37,2% das prescrições, sendo 40,2% fluoxetina+amitriptilina (p=0,008), que representamaior risco de cardiotoxicidade e toxicidade com tricíclicos. Doses acima da faixa usualrecomendada foi encontrada em 2,2% das prescrições, sendo 91,4% para idosos. A maioriados pacientes em terapia combinada (98,6%) excederam a duração de uso segura erecomendada (até 4 semanas), 45,5% utilizaram por mais de 360 dias ininterruptamente, esurpreendentemente em apenas 1,4% foi constatado uso racional da terapia combinada.Medicamento apropriado 94,3% (p=0,002) e posologia adequada 94,3% (p=0,01) prevaleceramnos pacientes em monoterapia. Conclusão: os pacientes diagnosticados com depressão maiorneste sistema de saúde apresentam alto risco de uso inapropriado de BDZ. A constatação depacientes utilizando por longo tempo terapia combinada não reflete a melhor evidênciacientífica e não se relacionam aos critérios de racionalidade de uso. Sugere-se reavaliação dotempo de terapia combinada, educação de pacientes quanto ao risco de dependência dos BDZ,treinamento aos usuários já dependentes de BDZ, a fim de fortalecer a possibilidade deinterrupção com sucesso, maior capacitação dos prescritores e dos serviços prestados eprotocolos clínicos para tratamento da depressão maior no Brasil.E-MAIL PARA CONTATO: mbfulone@terra.com.brAF 30 - O IMPACTO DA ATIVIDADE DE ATENÇÃO FARMACÊUTICA NA INDÚSTRIAFARMACÊUTICA: UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA1 VIEIRA DANIELLE CRISTINA RODRIGUES, 1 EV LISIANE DA SILVEIRA, GUIMARÃESANDREA GRABE, 2 TAVARES ANDREA IABRUDIUniversidade Federal de Ouro Preto1 Programa de pós-graduação e ciências farmacêuticas2 Departamento de computaçãoAmpliar o acesso da população a medicamentos tem sido um dos grandes desafios impostosao poder público brasileiro. Logo, a criação de mecanismos que facilitem a terapêutica vem deencontro a essa necessidade. A Atenção Farmacêutica contribuiu no acompanhamento econtrole da utilização de medicamento. A otimização da produção na indústria farmacêuticaaliada a uma melhor interação entre prescritor, farmacêutico e paciente, mais próximo se estáde alcançar uma terapêutica eficaz. Assim, o estudo abordou a teoria das novidades emAtenção Farmacêutica junto ao setor de produção farmacêutica e impacto causado por estainteração, por meio de busca bibliográfica de artigos nas bases de dados Pubmed, Scielo eLilacs. As principais fontes de dados utilizadas foram atenção farmacêutica e produçãofarmacêutica. Os resultados apontam a necessidade de estudos de maior complexidade, àmedida que a otimização do processo de produção na indústria farmacêutica embasada nainteração entre prescritor, farmacêutico e paciente contribui para o alcance de uma terapêuticaeficaz.E-MAIL PARA CONTATO: daniellervieira@yahoo.com.brAF 31 - PROJETO AVANÇA FARMÁCIA: AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE (ACS)PROMOVENDO A ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA NO SUS.
  • 121. MOREIRA, JULIE FONSECA DO VALE1; SOUZA, RIENZE LUCENA1; LAURINDO-SILVA, ANAMARIA2; RIOS, MARCOS CARDOSO 2; LIMA, ADRIANA KARLA2; BELIZÁRIO-SOUSA, ANAPAULA2.1 .Acadêmicos do Curso de Farmácia, Universidade Tiradentes (UNIT); 2.Docentes do Curso deFarmácia, Universidade Tiradentes (UNIT).INTRODUÇÃO: Segundo a organização do sistema de atenção à saúde do Brasil, os ACS sãoresponsáveis pelo desenvolvimento de atividades de prevenção de doenças e promoção dasaúde por meio de ações educativas individuais e coletivas nos domicílios e na comunidade e,por isso, tidos pelo Ministério da Saúde como fomentadores do uso racional de medicamentos,interferindo no processo saúde-doença dos usuários de medicamentos. Contudo, aimplementação de um programa de treinamento sobre o uso de medicamentos visa prepararesses profissionais para atuarem de maneira adequada alcançando resultados preconizadospela OMS, de forma a evitar os problemas relacionados com medicamentos. Neste sentido oprojeto Avança Farmácia, uma das atividades do Grupo de Estudos da AssistênciaFarmacêutica da UNIT, buscou capacitar os ACS, inicialmente quanto a forma correta deadministração e o armazenamento de medicamentos nas diversas formas farmacêuticascomumente dispensadas no SUS, além disso, foram abordados temas como o uso correto deplantas medicinais e fitoterápicos, e drogas de abuso lícitas e ilícitas. METODOLOGIA: Osdiscentes e docentes envolvidos na atividade realizaram um levantamento sobre quaismedicamentos eram dispensados nas unidades de saúde da família (USF). Em seguida, osacadêmicos prepararam as atividades a serem desenvolvidas com os ACS, sempre tentandovincular o conhecimento técnico-científico adquirido na academia com a vivência e dificuldadesdescritas pelos ACS. RESULTADOS: Nos dias previamente marcados, 75 ACS de três USF’sforam transportados para as dependências da UNIT e encaminhados para as diversas oficinasoferecidas. Foi possível observar que a utilização de atividades lúdicas, como simulações sobreas dificuldades mais encontradas no dia-a-dia do ACS foram capazes de oportunizar aparticipação efetiva destes profissionais, gerando discussões importantes sobre qual a melhorforma de atender o usuário do sistema. CONCLUSÃO: Percebeu-se facilmente asensibilização e a conscientização da responsabilidade e do papel dos ACS no ciclo domedicamento. Este profissional se caracteriza como o elo direto entre a população e o sistemade saúde. Salientamos que o profissional farmacêutico deve monitorar todas as etapas e atoresenvolvidos no ciclo da Assistência Farmacêutica, visando a promoção do uso correto demedicamentos.E-MAIL PARA CONTATO: adrianaklima@yahoo.com.brAF 32 - EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA E A FORMAÇÃO DO FARMACÊUTICO: PROJETOSAÚDE NA FEIRA-FARMACÊUTICOS EM AÇÃO!BENÍCIO-SANTOS, ELISSON DA CONCEIÇÃO; MOREIRA, JULIE FONSECA DO VALE1;BARBOSA, SHÁSKYA TANYARA ALVES NASCIMENTO; SANTOS, HUGO JOSÉ XAVIER;BELIZÁRIO-SOUSA, ANA PAULA2 LIMA, ADRIANA KARLA21 2 Acadêmicos do Curso de Farmácia, Docentes do Curso de Farmácia- UniversidadeTiradentes (UNIT).INTRODUÇÃO: Na busca da formação do perfil “Seven-Star Pharmacist”, recomenda-seatividades que desenvolvam o pensar crítico, visando favorecer, na solução de problemas, otrabalho em equipe, as habilidades de comunicação e liderança e a integração deconhecimentos. Defende-se que na formação do farmacêutico é imprescindível sua interaçãocom a sociedade de forma a posicioná-lo histórico e culturalmente e referenciar a sua formaçãotécnica à realidade. A extensão universitária surge como instrumento formativo para umfarmacêutico de perfil renovado, generalista, com visão crítica e reflexiva. O projeto “Saúde naFeira: Farmacêutico em Ação” realizado junto a feirantes de um mercado municipal emAracaju-SE, teve como objetivo a Educação em Saúde visando a prevenção de doençascrônicas não transmissíveis (DCNT) como hipertensão arterial e diabetes e as suascomplicações. METODOLOGIA: Foram realizados os diagnósticos: ambiental, comportamentale social através da metodologia PRECEDE-PROCEED. Entrevistas semi-estruturadaidentificaram fatores de risco para DCNT, perfil do consumo de medicamentos, IMC ecircunferência abdominal e o recordatório alimentar. RESULTADOS: A maioria dos feirantessão mulheres casadas com ensino fundamental incompleto (70,4%). Quanto ao sedentarismo,94,73% das mulheres e 62,5% dos homens eram inativos Muitos têm hábitos tabagísticos econsomem bebidas alcoólicas. Dos medicamentos consumidos, 23% são antihipertensivos e
  • 122. 78,3% dos feirantes praticam automedicação. Os problemas de saúde mais citados são os deorigem músculo-esquelética, 66,7% apresentam algum grau de obesidade e 85,2% estavamcom circunferência de abdominal acima do ideal. Ingestão elevada de carboidratos em 97,2%;deficiência no consumo de vitaminas (27,8%), proteínas (22,2%), e sais minerais (5,6%).CONCLUSÃO: As atividades desenvolvidas (campanhas sobre uso correto de medicamentos,reeducação alimentar e oficina sobre reaproveitamento de alimentos) visaram estimularmudanças nos hábitos que possam impactar na redução das taxas das DCNT. O projeto secaracterizou, de forma muito evidente, como um dos alicerces para que este futuro profissionalfarmacêutico desempenhe intervenções eficazes que contribuam verdadeiramente no processode adoção de hábitos de vida saudáveis reduzindo, assim, a incidência das DCNT.E-MAIL PARA CONTATO: adrianaklima@yahoo.com.brAF 33 - A ATUAÇÃO DO FARMACEUTICO NA ASSISTENCIA DOMICILIAR EM SAÚDE DAFAMILIA NA REGIÃO SUL DE SÃO PAULOUNO, PATRICIA MIYASHIROOrganização Social Santa CatarinaA atenção farmacêutica engloba ações do farmacêutico visando à promoção do uso racional demedicamentos. Na ESF (Estratégia Saúde da Família), a atenção farmacêutica pode serrealizada na dispensação de medicamentos e nas visitas domiciliares, que são indispensáveispara muitos pacientes idosos com dificuldades de locomoção e também para melhor avaliar oarmazenamento e uso dos medicamentos. O objetivo deste trabalho é destacar a importânciado profissional farmacêutico junto à população, apresentando dados de uso de medicamentospelos pacientes e estimulando seu uso racional. O trabalho foi realizado em unidade básica deSaúde da Família - UBS Jardim Três Corações, região da Capela do Socorro, região Sul deSão Paulo-SP. Os dados foram coletados do período de abril de 2010 a abril de 2012, atravésde análise do formulário farmacoterapêutico, baseado no método Dáder. Os instrumentosforam aplicados a 38 pacientes, em uma média de três visitas domiciliares por paciente. Foirealizada análise quantitativa, obtendo-se os seguintes resultados: 78% pacientes entre 60-90anos; 63% do sexo feminino; 47% dos pacientes não tem companheiros (viúvo, divorciado,solteiro). Com relação aos hábitos de vida, apenas 10% dos pacientes praticam algumaatividade física, 18% são fumantes e 5% são etilistas. As patologias prevalentes foramHipertensão arterial (58%), Diabetes (36%) e associação de Hipertensão e Diabetes (34%),além da hipercolesterolemia (26%). As queixas mais freqüentes foram: 39,5% dores nas pernase 21% dores de cabeça. Os medicamentos mais utilizados são Hidroclorotiazida 25mg, AcidoAcetilsalicilico 100mg, Metformina 850mg, Glibenclamida 5mg e Maleato de Enalapril 20mg.Dos entrevistados, 36,84% utilizam algum tipo de medicamento sem prescrição médica; cadapaciente utiliza em média 5 medicamentos/dia; 63,16% tomam de 1 a 6 medicamentoserroneamente e 39,5% esquecem de tomar pelo menos um. O armazenamento dosmedicamentos estava inadequado em 63,16% dos casos e 52,63% apresentavam algumremédio vencido. Os pacientes participantes do Programa Remédio em Casa eram 28,9% dogrupo estudado. Foi feito para cada paciente entrevistado, uma caixa para organização dosmedicamentos com materiais da própria farmácia, como caixas vazias de preservativo. Naatenção farmacêutica há uma maior preocupação com os idosos devido à grande quantidadede medicamentos prescritos para essa faixa etária, levando a reações adversas, interaçõesmedicamentosas freqüentes e não-adesão ao tratamento. O farmacêutico ainda não é umprofissional inserido nas equipes multiprofissionais de SF, são poucas as unidades quepossuem um farmacêutico fixo. No entanto, esses resultados evidenciam a necessidade deatuação direta do farmacêutico, orientando a população a utilizar racionalmente osmedicamentos e, com isso, garantir a eficácia do seu tratamento.E-MAIL PARA CONTATO: patymiy@hotmail.comAF 34 - ATUAÇÃO DO SERVIÇO DE FARMÁCIA NA PREVENÇÃO DE ERROS NAUTILIZAÇÃO DE ANTIMICROBIANOSGRUTZMACHER, LAYNARA¹; BITENCOURTE, JACQUELINE²; NUTTI, CAMILE³1. Unimed de Blumenau - Coordenadora do Serviço de Farmácia; 2 e 3. Hospitais Unimed deBlumenau - Farmacêuticas do Serviço de Farmácia
  • 123. Os erros de medicação já são considerados um problema de saúde pública. Sabe-se que nãobasta um medicamento ser seguro, no seu sentido intrínseco, deve-se também garantir asegurança no seu processo de uso e que, falhas nesta etapa de utilização levam a importantesagravos à saúde dos pacientes, com relevantes impactos econômicos e sociais. Detectamos anecessidade de suprir, de forma objetiva, os questionamentos diários, feitos pela equipe deenfermagem acerca da utilização dos antibióticos utilizados nos pacientes atendidos pelonosso Serviço de Atenção Domiciliar. A partir de então, elaboramos e implantamos um sistemasimples de disseminação de informações, objetivando disponibilizar orientações farmacêuticasrelevantes e subsídios mínimos à equipe de saúde, reforçando a prevenção de problemas queinterfiram ou possam interferir na farmacoterapia, com consequente aumento da qualidade esegurança no processo executado. De posse sobre os principais questionamentos da equipede enfermagem, envolvendo o preparo e a administração dos antimicrobianos, realizamospesquisas nas fontes de informações clássicas para um serviço dessa natureza: textosfundamentais de farmacologia básica e clínica, bases de dados, guias terapêuticos, entreoutros. As orientações formuladas, contendo informações como vias de administração, tempode infusão, diluições e reconstituições padronizadas, bem como a estabilidade que deve serrespeitada após cada diluição, foram disponibilizadas na forma de etiquetas adesivas, afixadasnas embalagens individuais destes medicamentos. À medida que a equipe de enfermagem seconscientizava da importância das orientações disponibilizadas e o impacto das mesmas emsua prática diária, outros questionamentos passaram a ser feitos; o processo trouxe tamanhaconfiabilidade e aumento da segurança no manuseio destes medicamentos, que, a equipesolicitou suporte às atividades de administração de outras classes terapêuticas. Como soluçãopara mensurar a eficácia do processo, além da percepção das equipes, analisaram-seinicialmente as notificações de eventos direcionadas ao Comitê de Gerenciamento de Riscos;contudo, diante do material coletado, observou-se que a amostra era insuficiente para aanálise comparativa. Além disso, não era possível estabelecer significativa correlação entreo conteúdo das notificações recebidas e o material informativo disponibilizado pelafarmácia. Os próximos passos serão então a elaboração de uma pesquisa de satisfaçãoutilizando a metodologia da Escala de Likert, baseada em critérios de opinião, com alternativasgraduadas que são mais ricas em informações. De qualquer modo, ficou claro que a práticaadotada, apesar de artesanal, contribui para a promoção do uso racional dos antibióticos e estáem consonância com as políticas nacionais de Medicamentos e de Assistência Farmacêutica;foi possível ainda a percepção da viabilidade de sua incorporação, visto que foi desenvolvidocom ferramentas simples e de baixo custo, embora de grande impacto para a melhoria.E-MAIL PARA CONTATO: laynara@unimedblumenau.com.brAF 35 - EVOLUÇÃO DOS CUIDADOS FARMACEUTICOS ATRAVÉS DA ANÁLISE DEARTIGOS PUBLICADOS NAS REVISTAS INFARMA, 2005-2010.THEISEN, PRISCILLA; NUNES, ROBERTA DA SILVA; MENEZES, ANA PAULAUniversidade da Região da CampanhaA reprofissionalização da prática farmacêutica tem sido motivo de discussões desde meadosdo século XXI, onde o cuidado farmacêutico tornou-se prioridade no contexto social, sendoeste a solução para a valorização do profissional como agente de saúde. Uma das maneiras deser verificado o interesse do farmacêutico por ações voltadas ao cuidado aos usuários demedicamentos é através de levantamento das publicações envolvendo as esferas: atençãofarmacêutica, educação farmacêutica e assistência farmacêutica. Dessa forma, o objetivo doestudo foi realizar uma revisão de literatura em uma publicação de circulação nacionalconsiderando aspectos sobre evolução dos cuidados farmacêuticos. Como base de dados foiutilizada a Revista Infarma, uma publicação do Conselho Federal de Farmácia, a qual temperiodicidade trimestral e publica artigos envolvendo toda a área das Ciências Farmacêuticas.O levantamento bibliográfico foi realizado baseado em revisão retrospectiva da literatura epublicações de dados da Revista Infarma, limitando-se às publicações de 2005 a 2010. Estapesquisa seguiu modelo analítico que possibilitou o processo da síntese dos resultados deestudos independentes, no qual as informações foram categorizadas de forma sistemática. Ostermos utilizados como norteadores para a inclusão dos artigos publicação na Revista Infarmaforam: assistência, educação e atenção farmacêutica. Os dados foram extraídos após analisede literatura e compilados através do Microsoft Excel, no qual foram levantados 264 artigos em32 revistas. Neste período de estudo foram encontradas 22 publicações (8%) com as temáticaspropostas, estado a proporção disposta: Atenção Farmacêutica com 13 artigos (59,09%),Educação farmacêutica com 3 (13,63%) e Assistência farmacêutica com 6 publicações (27,28%). A temática das pesquisas apresentou um percentual baixo de publicação e restringiu-se a
  • 124. apenas uma publicação no ano 2007. A partir de 2009 e 2010 o número de publicações teveum pequeno acréscimo, mas continuou baixo quando comparado as outras temáticaspublicadas na revista. Esta investigação revelou o pouco interesse referente ao assunto,fazendo refletir a dificuldade do farmacêutico quanto ao exercício dos cuidados relacionados aouso de medicamentos e permitindo notar a imensa necessidade da existência de uma maiormassa crítica capaz de implantar e programar a prática da AF no país.E-MAIL PARA CONTATO: robertaulbra@gmail.comAF 36 - GESTÃO DA GARANTIA DA QUALIDADE NA ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA DOMUNICÍPIO DE HORTOLÂNDIA / SÃO PAULODaniel, Helquemara Fátima.Prefeitura Municipal de Hortolândia / S.P.Devido à grande complexidade dos procedimentos realizados pelo Sistema Único da Saúde(SUS) na Saúde Pública do Brasil, o uso de ferramentas de gestão administrativa se torna cadavez mais indispensável para que os objetivos propostos pelo SUS sejam alcançados e paraque o “Art. 196 da CF/88” (A saúde é um direito de todos e um dever do Estado, ...), passe deuma “mera” Norma Constitucional Programática para uma Norma Constitucional de EficáciaPlena. A Padronização dos serviços e a Capacitação dos colaboradores são os “pilares” quegarantem a melhoria na qualidade. Focada na excelência dos seus serviços, a AssistênciaFarmacêutica do Município de Hortolândia criou o Grupo de Assistência Farmacêutica,composto por todos os profissionais farmacêuticos da rede SUS do Município, o qual tomadecisões de forma colegiada e por isso com mais propriedade o que garante uma AssistênciaFarmacêutica mais eficaz, uma vez que, todas as decisões tomadas são postas em práticaquase que instantaneamente pelos profissionais, já que, participaram efetivamente do processodecisório. O Grupo de Assistência Farmacêutica tem aplicado ações de gestão da “Garantia daQualidade” que vem repercutindo para a melhoria não somente na área farmacêutica, mastambém na área da Saúde como um todo. Os resultados alcançados em 1 ano de trabalho sãoexpressivos e comprovam que com Dedicação, Padronização e Capacitação, mesmo compoucos recursos, melhorias na Assistência Farmacêutica Municipal podem ser alcançadascomo: 1- Padronização dos atendimentos nas unidades farmacêuticas dos PAs e das UBSs pormeio do Manual da Qualidade de Boas Práticas de Dispensação, dos POPs e daCapacitação dos servidores; 2- Padronização dos procedimentos realizados no AlmoxarifadoCentral - CAS - por meio do Manual da Qualidade de Boas Práticas de Armazenagem e dosPOPs relacionados o que resultou na diminuição em 80% das perdas e das faltas dosmedicamentos. Outros resultados alcançados foram a otimização das requisições dosmedicamentos ao Ministério da Saúde o que contribuiu para diminuir o desperdício e um maiorentrosamento entre os municípios vizinhos o que permitiu aumentar as permutas e as doaçõesdos medicamentos; 3- Criação de Protocolos e Procedimentos em conjunto com outrosprofissionais da saúde que objetivam a aplicação da “Atenção Farmacêutica” na sua formaplena. Ex: Criação do Protocolo Diabetes / Hipertensão juntamente com a Enfermagem focadono cadastramento, no acolhimento, na farmacoterapia e no acompanhamento “on line” doseguimento terapêutico o que permitiu otimizar a requisição dos medicamentos utilizados ediminuir em mais de 90% as faltas destes medicamentos antes geradas pelo simplesdesconhecimento da demanda real; 4- Integração dos profissionais farmacêuticos dos PAs edas UBSs com os da Farmácia Popular do Brasil para realizarem a Assistência Farmacêuticade uma forma complementar contribuindo desta foram para a melhoria na AtençãoFarmacêutica destinada aos usuários da rede pública da saúde no Município.E-MAIL PARA CONTATO: helquemara@hotmail.comAF 37 - ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA HEMOTERÁPICA: UMA NOVA PERSPECTIVAPARA O PROFISSIONAL FARMACÊUTICOFERREIRA, Pedro Henrique Cordeiro 1 CORDEIRO, Benedito Carlos 21 - Instituto Nacional de Câncer (INCA) - Rio de Janeiro - RJ2 - Universidade Federal Fluminense (UFF) - Niterói - RJIntrodução: os hemocomponentes são considerados medicamentos e, a despeito das atuaisDiretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Farmácia (Res. CNE/CNS2/2002) preconizarem a Hemoterapia como matéria de sua formação pedagógica, ainda é
  • 125. muito discreta a presença de disciplinas sobre o tema nas mais de 450 graduações emFarmácia no Brasil. A importância da Assistência Farmacêutica Hemoterápica fica evidenciadapela recente incorporação do conceito de Boas Práticas de Fabricação (BPF) já mandatório naIndústria Farmacêutica à produção de hemocomponentes, pela inclusão doshemocomponentes na Farmacopéia Brasileira (FB5) e pelas inúmeras interaçõesmedicamentosas encontradas na prática hemoterápica. A evolução na legislação sanitária nopaís converge à obrigatoriedade da prestação da Assistência Farmacêutica (AF) nos Serviçosde Saúde que manipulem ou dispensem medicamentos, o que representa o cumprimento dasLeis 5991/1973 e 8080/1990 e de um dos eixos prioritários do próprio Sistema Único de Saúde(SUS). O presente estudo teve por objetivo verificar a oferta de disciplinas de Hemoterapia nasfaculdades de Farmácia de maior destaque no Brasil, tendo em vista a importância da atuaçãodo farmacêutico nos bancos de sangue. Métodos: com base nos dados do Exame Nacional deDesempenho de Estudantes (ENADE) do ano de 2011, procedeu-se uma busca pela presençade disciplinas (obrigatórias ou eletivas) relacionadas à “hemoterapia”, “hemocomponentes” e“banco de sangue” nas matrizes curriculares e ementas disponíveis nos sítios eletrônicos dostrinta cursos mais bem pontuados, em ordem decrescente, de acordo com a disponibilidadedos dados nos sítios oficiais das respectivas universidades, no mês de abril de 2012.Resultados: verificou-se o sítio eletrônico de trinta e oito cursos, dentre os quais, dos trinta quedispunham informações de disciplinas e ementas, apenas dois cursos (7%), de estados daRegião Sul do país, ofertavam disciplinas relacionadas ao tema “hemoterapia”,“hemocomponentes”, “banco de sangue”. Os estados cujos cursos de Farmácia obtiverammelhor desempenho no ENADE foram São Paulo (20%), Minas Gerais (17%), Paraná (17%) eRio Grande do Sul (9%). Conclusão: a oferta de disciplinas na formação pedagógica para odesenvolvimento de habilidades e competências para atuação do farmacêutico no banco desangue é deficitária e tal lacuna pode ser ainda mais crítica se considerarmos os cursos menospontuados no ENADE. É imperativa a inclusão da Hemoterapia na formação do profissionalfarmacêutico com vistas a atender uma tendência na legislação de tornar obrigatória apresença do farmacêutico nos bancos de sangue, tendo em vista o caráter medicamentoso dohemocomponente.E-MAIL PARA CONTATO: pferreira@inca.gov.brAF 38 - HIPERTENSÃO ARTERIAL: PERIGOS DA INTERAÇÃO MEDICAMENTOSAASSOCIADA A ESTILO DE VIDA INADEQUADO1CARVALHO, FLÁVIO ALEXANDRE; 1BIELLA, CARLA; 2GRACIANI, FERNANDA SILVA1 Universidade Paulista - Unip/Bauru;2 Universidade Estadual Paulista - Unesp/AraraquaraIntrodução: A hipertensão arterial acomete milhares de pessoas, é um grande problema desaúde pública, causando danos à qualidade de vida. Em hipertensos, como em outraspatologias crônicas, a interação medicamentosa é frequente, pois tais pacientes fazem uso defármacos de outras classes concomitantemente. Efeitos da interação iniciam no momento queação de um fármaco é alterada na presença de outra substância em contato, seja fármaco oualimento, ocorrendo interações físico-químicas, farmacocinéticas ou farmacodinâmicas. Quantomaior número de interações, maior o risco de efeitos adversos, por falta de eficácia ou efeitotóxico. Vários fatores contribuem para o aumento dos casos de hipertensão arterial, bem comoalguns hábitos de vida ajudam no controle. Sendo assim, o objetivo deste estudo foi verificar aexistência de possíveis interações medicamentosas como também investigar como estespacientes estão conduzindo seu estilo de vida. Métodos: O estudo foi aprovado no Comitê deÉtica em Pesquisa do Instituto Lauro de Souza Lima de Bauru/SP, protocolo n° 031/2011,realizando aplicação de questionário claro e objetivo, em pacientes hipertensos residentes emPirajuí/SP. Resultados: Mais da metade dos pacientes entrevistados, 85%, usam anti-hipertensivos por mais de um ano, 45% usam outras medicações, podendo acarretar algumtipo de interação medicamentosa, 97,5% relacionam-se bem com médicos e 80% dospacientes recebem orientações do farmacêutico quanto ao uso de medicações, mas 85%declaram consumirem altos teores de sal e não recebem orientações sobre o assunto.Pacientes fumantes totalizaram 10% e outros 10% usam medicações com bebidas alcoólicas.Cerca de 55% dos pacientes não tem nenhum sintoma desagradável após usaremmedicamentos, mas 15% mencionaram sintomas como: tonturas, náuseas, enjoos e dificuldadeno controle da pressão arterial, sendo que 5% relataram que a retirada de medicamentos(antidepressivos), possibilitou um maior controle sobre a pressão arterial. Conclusões: Ospacientes hipertensos investigados apresentam boa qualidade de vida, mesmo apresentandohábitos inadequados (tabagismo, sedentarismo e excesso de sal na dieta), mas poderiam
  • 126. melhorar, caso praticassem hábitos mais saudáveis, como exercícios físicos regulares ealimentação adequada, os quais praticados diariamente proporcionam a diminuição dadosagem de medicamentos, acarretando menores efeitos adversos, ou a retirada dos mesmospara aqueles de tratamento inicial. A melhora no controle arterial pela retirada deantidepressivos, em pequena parcela dos pacientes, pode estar relacionada ao aumento dosníveis de neurotransmissores que estes últimos provocam, levando assim uma dificuldade nocontrole da pressão arterial. Desta forma, o uso concomitante destas duas medicações deveser feita com cautela e monitoramento frequente, além disso, um estudo mais amplo comrelação ao número de pacientes investigados e regiões abordadas devem ser feitos paramelhor confirmação dos resultados.E-MAIL PARA CONTATO: oktoberalexandre@yahoo.com.brAF 39 - AVALIAÇÃO DA QUALIDADE METODOLÓGICA DE REVISÕES SISTEMÁTICASSOBRE COMUNICAÇÃO FARMACÊUTICO-PACIENTEALMEIDA-SANTOS, EMANUELLE DE1,2; MESQUITA, ALESSANDRA R.2; LYRA JUNIOR,DIVALDO PEREIRA 21 Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, Lisboa, Portugal.2 Universidade Federal de Sergipe, Laboratório de Ensino e Pesquisa em Farmácia Social -LEPFS, Sergipe, Brasil.Introdução: As revisões sistemáticas tornaram-se a abordagem padrão em avaliar e resumir apesquisa em saúde, por isso à necessidade de analisar a probabilidade da revisão sistemáticagerar resultados imparciais. Objetivo: Avaliar a qualidade metodológica de revisõessistemáticas sobre comunicação farmacêutico-paciente, utilizando o instrumento AMSTAR.Métodos: O estudo foi realizado em 2 etapas: 1 - Busca por revisões sistemáticas sobrecomunicação farmacêutico-paciente. Foi realizada uma busca nas bases Embase e Scopus,por revisões publicadas entre 2000 e 2009, em inglês. Para tanto, foram usados os descritores:“communication skills” and “pharmacist” and “patient communication” and “pharmacist-patient.Os artigos encontrados foram avaliados por dois pesquisadores, e os que preencheram oscritérios de inclusão foram denominados amostra. 2 - Análise da qualidade metodológica dasrevisões sistemáticas pelo instrumento AMSTAR. Este instrumento analisa 11 itens nasrevisões: descrição do desenho metodológico, seleção e extração dos dados por 2pesquisadores independentes, abrangência da pesquisa bibliográfica, utilização do tipo depublicação como critério de inclusão, listagem de estudos incluídos e excluídos, descrição dosestudos incluídos, avaliação da qualidade científica dos estudos, utilização adequada daqualidade científica para a formulação das conclusões, método adequado para combinar osresultados dos estudos, avaliação do viés da publicação, descrição de conflito de interesse. Oíndice Kappa foi calculado para verificar a concordância dos pesquisadores. Resultados:Foram encontrados 50 artigos, mas apenas 2 atenderam os critérios de inclusão. O índice deKappa para artigo 1 foi: k = 0,515, p = 0,005 (95% CI: 0,159; 0,87). Para artigo 2, k = 0,45; p =0,017 (95% CI: 0,082; 0,818). Embora o índice de kappa seja moderado, o valor de p éestatisticamente significante (p <0,05), representando existência de concordância na avaliação.As revisões sistemáticas analisadas apresentaram 5 itens: desenho metodológico, pesquisaabrangente, tipo de publicação utilizado para inclusão, lista de estudos incluídos e excluídos, edescrição das características dos estudos incluídos. O único item não verificado nos doisartigos foi: utilização de método adequado para combinar os resultados. Conclusão: O estudoressalta a importância da aplicação de instrumentos que avaliem a qualidade das revisõessistemáticas, e apresenta o AMSTAR como uma ferramenta útil para avaliar a qualidademetodológica de revisões sistemáticas. Auxílio financeiro: CNPq.E-MAIL PARA CONTATO: almeida_emanuelle@hotmail.comAF 40 - PREVALÊNCIA DA UTILIZAÇÃO DE MEDICAMENTOS EM GESTANTESATENDIDAS EM DUAS UNIDADES DE SAÚDE PÚBLICA NO MUNICÍPIO DE BAGÉ- RSBIANCHI, TANISE; ZAGO, ANA CAROLINA; NUNES, ROBERTA DA SILVA, MENEZES, ANAPAULAUniversidade da Região da Campanha-URCAMPDurante a fase gestacional a mulher precisa ter cuidado redobrado com o uso de determinadosmedicamentos, pois alguns atravessam a barreira placentária atingindo diretamente o feto.
  • 127. Sendo assim, o objetivo desse estudo foi verificar a prevalência da utilização de medicamentosentre gestantes do município de Bagé, RS. Trata-se de um estudo descritivo transversal,através de questionário composto por questões abertas e fechadas, no qual foramentrevistadas 130 gestantes que fazem o acompanhamento pré-natal em duas unidades desaúde pública no município de Bagé-RS. A pesquisa, após ser aprovada pelo comitê de éticada instituição (ata 05-2011) foi realizada no período de agosto a outubro de 2011. Osresultados encontrados nesse estudo mostram que a maioria das gestantes entrevistadaspossuía idade entre 21 a 30 anos (49,23%), eram brancas (69,23%), solteiras (58,46%),possuíam o ensino fundamental incompleto (28,46%), renda familiar até um salário mínimo(53,84%) e não tinham filhos (44,61%). Em relação aos desconfortos relacionados à gestação,a maioria apontou o enjoo e a anemia. Grande parte delas (90%) fez uso de pelo menos ummedicamento durante a gravidez, sendo antianêmicos os mais utilizados, principalmente osulfato ferroso. Poucas gestantes (20%) fizeram uso da automedicação. O medicamento maisutilizado nessa prática foi o paracetamol, 40,76% das entrevistadas afirmaram guardar algummedicamento em casa, 83,07% das gestantes entrevistadas sabem os riscos que aautomedicação pode oferecer a saúde tanto para si quanto para o feto. Das gestantes queconhecem os riscos de administrar medicamentos por conta própria, 60% foram alertadas poralgum profissional da saúde. Em relação ao hábito de fumar, 16,92% declararam seremfumantes. Esse estudo mostrou que as gestantes atendidas nessas duas unidades de saúdepública estão conscientes que não se deve utilizar medicamentos sem orientação médica. Essetrabalho buscou também conscientizar as gestantes através da distribuição de um foldermostrando alternativas não-farmacológicas para problemas intercorrentes da gestação,tentando assim reduzir o consumo de medicamentos.E-MAIL PARA CONTATO: anacarolinazago@yahoo.com.brAF 41 - FONTES DE INFORMAÇÃO COMO FERRAMENTAS USADAS NA DISPENSAÇÃODE MEDICAMENTOS: UMA REVISÃO SISTEMÁTICAALMEIDA-SANTOS, EMANUELLE DE1,2; ROCHA, CHIARA ERMINIA.2; LYRA JUNIOR,DIVALDO PEREIRA21 Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, Lisboa, Portugal2 Universidade Federal de Sergipe, Laboratório de Ensino e Pesquisa em Farmácia Social -LEPFS, Sergipe, BrasilIntrodução: O uso de medicamentos é um processo complexo, com várias etapas,contemplando uma série de decisões e ações inter-relacionadas que envolvem profissionais devárias disciplinas, bem como o próprio paciente, necessitando de conhecimentos atualizadossobre os medicamentos e de acesso no momento necessário de informações completas eexatas sobre o medicamento e paciente. Uma dessas etapas é a dispensação farmacêuticaque envolve a orientação ao paciente sobre o uso correto de seus medicamentos. Para queisto aconteça, é preciso que o farmacêutico se envolva na dispensação. Por esta razão, énecessário avaliar a qualidade dessas fontes, a fim de que as mesmas sirvam de suporte parao processo dinâmico de construção do conhecimento e das novas práticas profissionais.Objetivo: Identificar e analisar artigos científicos que abordam as fontes de informação comoferramentas usadas na dispensação de medicamentos em farmácias comunitárias.Metodologia: Foi realizada a busca nas bases de dados: Embase, LILACS, IPA, Medline,ProQuest, Scielo, Science Direct e Scopus, publicados em inglês no período de 1989 a 2009,utilizando como descritores: “drug information”, “community pharmacy”, “information source”,“community pharmacy services” e “drug information services”. Os artigos foram analisados por2 pesquisadores independentes, para evitar vieses. Foram incluídos na amostra, os artigos quepreencheram os critérios de inclusão. No caso de discrepância, um terceiro pesquisador foiconsultado. A concordância na seleção entre os pesquisadores foi calculada pelo índice Kappa.Os artigos indexados repetidamente em 2 ou mais bancos foram considerados apenas umavez. Resultados: Foram identificados 476 artigos, mas somente 6 preencheram os critérios deinclusão. Não foram encontradas publicações na base de dados Lilacs. O índice de Kappaapresentou concordância moderada e boa. Os artigos incluídos eram teórico e descritivos,sendo originários da Ásia (04), Europa (01) e América (01). Nesta revisão apenas 4 artigosidentificaram e relataram as fontes de informação citadas pelos farmacêuticos, sendo 31classificadas como terciárias, nenhuma secundária e 5 primárias. Conclusão: Foramencontrados poucos estudos que atenderam o critério de inclusão da revisão sistemática.Deste, foi observado que a maior parte era do tipo descritivo e/ou observacional, o que ressaltaa necessidade de novas pesquisas sobre a importância da busca de informações paradispensação de medicamentos nas farmácias comunitárias.
  • 128. E-MAIL PARA CONTATO: almeida_emanuelle@hotmail.comAF 42 - A COMISSÃO FARMACOTERAPÊUTICA E A RELAÇÃO DE MEDICAMENTOSESSENCIAIS DA CIDADE DE SÃO PAULOBONFIM, JOSÉ RUBEN DE ALCÂNTARA; FERRAZ, DAISY DE CASTRO; JEREMIAS,SANDRA APARECIDA; MARQUES, DIRCE CRUZ; NAKANO, LAURA SATIKO YANOSecretaria Municipal da Saúde - São PauloIntrodução: O estabelecimento de uma Comissão Farmacoterapêutica (CFT) tem sidorecomendado pela Organização Mundial da Saúde como fundamental para que os sistemas desaúde garantam à população acesso a medicamentos essenciais com uso racional. AComissão Farmacoterapêutica da SMS- São Paulo é constituida por equipe multiprofissionalcujo trabalho se desenvolve sob a ótica da Medicina Baseada em Evidências na avaliação detecnologias em saúde. O trabalho da CFT tem por objetivos principais estabelecer e manteratualizada a Relação Municipal de Medicamentos Essenciais (Remume). A CFT tem asseguintes atribuições: Elaborar a Relação Municipal de Medicamentos Essenciais (Remume)com discriminação dos medicamentos utilizados nos diferentes níveis de atenção; Estabeleceros critérios de prioridade para orientar a área de aquisição de medicamentos; Analisarperiodicamente as estatísticas de morbidade e mortalidade com o objetivo de identificar asnecessidades de alterações da Remume;Participar da elaboração de normas para prescrição euso dos medicamentos da Remume;Atualizar as informações relacionadas a indicações,contra-indicações, duração do tratamento e doses dos medicamentos da Remume;Colaborarna descrição técnica dos produtos farmacêuticos a serem adquiridos;Promover a capacitaçãodos profissionais da SMS para a utilização da Remume e dos protocolos detratamento;Elaborar as análises de solicitações de medicamentos não constantes da Remume.Métodos: A CFT possui fluxo de solicitações institucionalizado. O processo de trabalhoengloba as seguintes etapas: 1- solicitação de inclusão, exclusão ou substituição demedicamentos por parte dos profissionais da SMS ou indústria farmacêutica através de umformulário; 2- análise inicial da solicitação por um dos membros da CFT com consulta àliteratura científica; 3- encaminhamento da análise inicial para todos os membros da CFT; 4-manifestação dos membros da CFT a respeito do parecer inicial; 5- sistematização dasanálises pela secretaria executiva da CFT; 6- solicitação de análise de consultores externos àSMS quando necessário; 7- discussão da análise na reunião ordinária da CFT e definição doparecer final; 8- envio da resposta da CFT ao solicitante. Periodicamente a CFT/SMS elabora arevisão geral da Remume, o que aconteceu no ano de 2011 quando foram formados grupos detrabalho por temas para analisar as necessidades de alterações da lista, tanto identificadaspelos membros da CFT e pelas áreas técnicas, quanto pelas solicitações recebidas de toda arede. Resultados: O processo de atualização teve como produto a Remume reorganizada emgrupos: Rede de Atenção Básica, Serviço de Atendimento Médico de Urgência - SAMU, SaúdeBucal e Rede de Atenção Hospitalar. O produto da revisão propôs exclusões, substituições einclusões resultando em 605 apresentações farmacêuticas de 381 fármacos, além de 34imunoterápicos e 27 produtos relacionados a fármacos. Conclusão: A instituição da CFT éuma estratégia importante para a gestão da incorporação de medicamentos no SUS,promovendo o uso racional dos recursos.E-MAIL PARA CONTATO: sandra@prefeitura.sp.gov.brAF 43 - ATENÇÃO FARMACÊUTICA QUANTO AO USO DE MEDICAMENTOS EMCRIANÇAS COM DIABETESERALENE SILVA ABREU1, IONEIDE RODRIGUES DUARTE1, RICARDO DA SILVA MOTA1,THIARA LORENNA BEZERRA DA SILVA1, VIVIANNE RODRIGUES AMORIM².Centro de Educação Tecnológica de Teresina, departamento de farmácia,¹acadêmicos do 8° período do Curso de Farmácia, ²orientadora.Introdução: De acordo com a Associação Americana de Diabetes e a Sociedade Brasileira deDiabetes (2008), há quatro classes clínicas de diabetes mellitus (DM): tipo 1 (5% a 10% doscasos), tipo 2 (90% a 95% dos casos), Diabetes Mellitus gestacional e outros tipos. Quando opúblico alvo do diabetes são crianças, existem uma série de dificuldades sobre as quais seustutores precisam superar como: financeiras, emocionais, viagens de férias, proteção excessiva,festas e reuniões familiares, insegurança, atividades escolares e administração de insulina, /ouhipoglicemiantes orais daí a necessidade de uma correta atenção farmacêutica que, de acordo
  • 129. com o Consenso Brasileiro de Atenção Farmacêutica, tem por finalidade aumentar aefetividade do tratamento medicamentoso, concomitante à detecção de ProblemasRelacionados a Medicamentos (PRM). Assim, capacitar e dar suporte à pessoa diabética parao autocontrole domiciliar é uma responsabilidade conferida aos profissionais de saúde. Ocorreque na maior parte dos serviços de atendimento ao diabético, no Brasil, esses profissionaisnem sempre encontram-se adequadamente preparados ou disponíveis. Assim, de acordo coma realidade do Brasil, o presente trabalho tem por finalidade avaliar como tem sido feita aatenção farmacêutica dentro do âmbito familiar em famílias que tem crianças portadoras dodiabetes. Métodos: Neste trabalho foi realizada uma pesquisa quantitativa, com artigos noperíodo de 2005 a 2012, nas seguintes bases de dados Cochrane Library, SciELO, LILACS,PubMed e Google Acadêmico, com as palavras-chave “ atenção farmacêutica”, diabetes,crianças. Resultados e Discussão: Observou-se um aumento da incidência de Diabetes emcrianças, especialmente DM2 no período analisado, isso se deve entre outros fatores àmudanças no estilo de vida e hábitos alimentares; além das dificuldades de integração familiarcom a equipe de saúde em especial o farmacêutico no tratamento e apoio a esses pacientes.Percebeu-se também que ainda existe uma carência muito grande da participação dofarmacêutico com relação à terapia medicamentosa de crianças portadoras de diabetes e queesse profissional pouco tem interagido com outros (como médicos, enfermeiros, nutricionistas)e com a própria família desse público alvo. Conclusão: Apesar de a atenção farmacêutica serindispensável tanto para o esclarecimento da doença quanto para adesão ao tratamento, ofarmacêutico tem interferido muito pouco na clínica de crianças portadoras do diabetes; que defato na maioria das vezes não existe um acompanhamento terapêutico aos usuários demedicamentos hipoglicemiantes, no entanto esse quadro pode ser revertido através deiniciativas públicas direcionadas a esses pacientes e dos próprios profissionais nesse sentido.E-MAIL PARA CONTATO: kilikina1984@hotmail.comAF 44 - RACIONALIDADE NA SELEÇÃO E CONSUMO DE ANTIDEPRESSIVOS EBENZODIAZEPÍNICOS NOS SISTEMAS DE SAÚDEFULONE, IZABELA1; SANTOS, MICHELE FELIX2; CRUZ, LUCIANE LOPES1;1 Universidade de Sorocaba (UNISO) / Mestrado em Ciências Farmacêuticas2 Universidade São Francisco (USF) / Especialização em Farmacologia ClínicaIntrodução: o número excessivo de medicamentos no mercado, acompanhado do aumentodos problemas relacionados ao seu uso, exige racionalidade e adequação na seleção epadronização de medicamentos no Brasil. Além disso, o acesso e o uso racional depsicofármacos para portadores de transtornos mentais representam um problema de saúdepública, principalmente em países em desenvolvimento. Objetivos: verificar a adequação daseleção e o consumo de medicamentos antidepressivos (ATD) e benzodiazepínicos (BDZ) emquatro cidades brasileiras. Métodos: os medicamentos ATD e BDZ selecionados nas listasmunicipais de medicamentos essenciais (Remume) foram comparados àqueles constantes naslistas de medicamentos essenciais estaduais (Resme), na Relação Nacional de MedicamentosEssenciais do Brasil (Rename) e na lista da World Health Organization - WHO (ELM-WHO). Oconsumo destes medicamentos em cada cidade, nos anos 2007-2010 foi expresso em DoseDiária por 10.000 habitantes por dia (DDD’s) de acordo com o sistema de classificaçãoWHO/ATC (Anatomic Therapeutic Chemical). A amostra foi composta pelas cidades de PortoFeliz-SP, Valinhos-SP, Jundiaí-SP e Barra dos Coqueiros-SE . Resultados: as Remumeanalisadas revelam heterogeneidade e significativa variação no número de fármacos e deapresentações padronizadas. Foram identificados sete fármacos ATD em nove apresentaçõesdiferentes (variação 5-9/município) e sete BDZ em 13 apresentações (variação 4-8/município).Menos de 50% dos medicamentos selecionados nas Remume constam na ELM-WHO, naRename e na Resme. Apenas três medicamentos, comprimidos de amitriptilina de 25mg,clomipramina 25mg e fluoxetina de 20mg, pertencem às listas essenciais e são padronizadosnos quatro municípios analisados. Constatou-se também a presença de fármacos com eficáciae segurança semelhantes e custo mais elevado. A imipramina e a sertralina foram identificadasnos quatro municípios, porém não constam em nenhuma das listas, indicando falta dealinhamento com o elenco de medicamentos essenciais. Em média, os inibidores seletivos darecaptação de serotonina foram os ATD mais consumidos em Valinhos, Porto Feliz e Jundiaí,destacando-se a fluoxetina (150 DDD’s) e setralina (54,2 DDD’s). Barra dos Coqueirosapresentou os valores mais baixos de consumo de ATD e a amitriptilina foi a mais consumida(3,04 DDD’s). O diazepam foi o BDZ mais consumido nas quatro cidades avaliadas, em média87,35 DDD’s. Conclusões: A seleção de medicamentos das Remume avaliadas deve serrevista e aprimorada, com base nos rigorosos critérios de essencialidade. A presença domedicamento na lista do município determina o padrão de prescrição e, portanto, o consumo do
  • 130. mesmo. Capacitação constante de Comissões de Farmácia e Terapêutica, medidas educativaspara alterar hábitos de prescrição e intervenções para aumentar a adesão dos prescritores àslistas essenciais poderiam corrigir distorções de consumo de medicamentos, principalmenteassociados ao potencial de abuso, e promover uso racional. Melhores escolhas no momento daprescrição e disponibilidade de medicamentos essenciais levam a melhores desfechos clínicose prestação de serviços.E-MAIL PARA CONTATO: mbfulone@terra.com.brAF 45 - PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO SITUACIONAL DA ESTRUTURAÇÃO DECOMISSÃO DE FARMÁCIA E TERAPÊUTICA1 GUEIROS, FÁTIMA CRISTINA; CAVALCANTI, MAÍSA21 Universidade Federal de Santa Catarina, Bolsista da Especialização do Departamento deCiências Farmacêuticas;2 Universidade Federal de Pernambuco, Programa de Pós-Graduaçãoem Inovação Terapêutica.Introdução: Em virtude da complexidade do processo de seleção, o eixo da AssistênciaFarmacêutica, existe a dificuldade de constituir e implementar uma Comissão de Farmácia eTerapêutica (CFT) efetiva na gestão municipal do Sistema Único de Saúde. Essa comissãonecessita da contribuição de profissionais com diferentes saberes, práticas e conhecimentospara realizar ações que assegurem o acesso e uso racional dos medicamentos. Dessa forma, oobjetivo deste trabalho foi descrever o Planejamento Estratégico Situacional da estruturação deuma Comissão de Farmácia e Terapêutica (CFT) no Município de Garanhuns (Pernambuco).Método: Foi realizado um estudo de caso descritivo, utilizando-se a técnica de pesquisadocumental. As fontes de dados foram atas de reunião do Planejamento EstratégicoSituacional da Coordenação da Assistência Farmacêutica do Município, em agosto de 2011, eo Plano Operativo (instrumento de planejamento elaborado). Resultados: A Coordenação daAssistência Farmacêutica desse município seguiu metodologia de Matus, assim realizou oplanejamento em quatro etapas: Momentos explicativo, normativo, estratégico e tático-operacional. Os atores que participaram foram o coordenador da Atenção Básica, o gerente dePlanejamento, o gerente da Vigilância Epidemiológica e os farmacêuticos. Inicialmente, foielaborada uma matriz de priorização dos problemas percebidos pelos atores envolvidos nasatividades desempenhadas na Coordenação da Assistência Farmacêutica Municipal. A partirdos problemas elencados, eles analisaram e pontuaram cinco parâmetros: magnitude,transcendência, vulnerabilidade, urgência e factibilidade. O problema que atingiu maiorpontuação foi “inexistência de uma CFT”. A partir do problema elencado como prioritário, eleselaboraram o diagrama de Causa e Efeito. Nesse diagrama, a imagem-objetivo foi descritacomo “Estruturação de uma CFT efetiva”. Em seguida, foram definidos os objetivos geral eespecíficos, as operações e as ações para alcançar a realidade desejada. Como objetivo geral,foi definido: estruturação da CFT para qualificar Assistência Farmacêutica do município,contribuindo para melhorar o acesso do cidadão aos medicamentos essenciais e promover seuuso racional. Como objetivos específicos: definir critérios para composição da equipemultidisciplinar da CFT; capacitar a equipe multidisciplinar, elaborar regimento interno da CFT;propor fluxo para selecionar medicamentos que atendam às necessidades da população. Emseguida, foram analisadas a viabilidade e a factibilidade das propostas. Nessa análise, paratodas as operações propostas, não houve déficit de recursos. Por fim, foi elaborado o protocolode indicadores qualitativos e quantitativos de estrutura e de processo com objetivo deacompanhar e avaliar a execução do Plano Operativo. Conclusão: Esse processo deplanejamento participativo e descentralizado favoreceu a construção de propósitos pactuadosentre os diferentes atores envolvidos. Essa pactuação foi muito importante, pois esses atoresconheceram a importância de se construir e executar esse Plano Operativo em conjunto.Auxílio Financeiro: Ministério da Saúde; Fundação de amparo à pesquisa e extensãouniversitária da Universidade Federal de Santa Catarina.E-MAIL PARA CONTATO: maisarecife@hotmail.comAF 46 - PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO SITUACIONAL DA REESTRUTURAÇÃO DACENTRAL DE ABASTECIMENTO FARMACÊUTICOSILVA, LILIAN MARIANE PEREIRA1; CAVALCANTI, MAÍSA2
  • 131. 1 Universidade Federal de Santa Catarina, Bolsista da Especialização do Departamento deCiências Farmacêuticas;2 Universidade Federal de Pernambuco, Programa de Pós-Graduaçãoem Inovação Terapêutica.Introdução: Apesar das iniciativas de qualificação, muitos problemas ainda comprometem aqualidade dos serviços farmacêuticos no Sistema Único de Saúde. Na maioria dos municípiosbrasileiros, as condições inadequadas de armazenamento dos medicamentos são problemasfrequentes e inter-relacionados ao controle de estoque ineficiente. Nesse contexto, o objetivodeste trabalho foi descrever o Planejamento Estratégico Situacional da reestruturação daCentral de Abastecimento Farmacêutico (CAF) de um município de Alagoas, focando nosprocessos organizacionais e estruturais. Método: Foi realizado um estudo de caso descritivo,utilizando-se a técnica de pesquisa documental. As fontes de dados foram atas de reunião doPlanejamento Estratégico Situacional da Coordenação da Assistência Farmacêutica doMunicípio, em agosto de 2011, e o Plano Operativo (instrumento de planejamento elaborado).Resultados: a Coordenação da Assistência Farmacêutica desse município seguiu metodologiade Matus, assim realizou o planejamento em quatro etapas: Momentos explicativo, normativo,estratégico e tático-operacional. Os atores convidados, para participarem, foram o Secretáriode Saúde, a Coordenação da Atenção Básica, farmacêutico e auxiliares. Inicialmente, foielaborada uma matriz de priorização dos problemas percebidos pelos atores envolvidos nasatividades desempenhadas na CAF Municipal. A partir dos problemas elencados, elesanalisaram e pontuaram cinco parâmetros: magnitude, transcendência, vulnerabilidade,urgência e factibilidade. O problema que atingiu maior pontuação foi o “inadequado controledas condições de armazenamento dos medicamentos na CAF”. A partir do problema elencadocomo prioritário, eles elaboraram o diagrama de Causa e Efeito. Nesse diagrama, a imagem-objetivo foi descrita como “adequação das condições de armazenamento de acordo com asBoas Práticas Farmacêuticas”. Em seguida, foram definidos os objetivos geral e específicos, asoperações e as ações para alcançar a realidade desejada. Como objetivo geral, foi definido:reestruturar CAF, visando à adequação das condições de armazenamento, conforme alegislação sanitária. Como objetivos específicos: captar recursos financeiros para reestruturarCAF, adequar a estrutura física da CAF, otimizando o fluxo; melhorar a organização e asegurança da área de armazenamento, visando diminuir os desvios bem como o corretoacondicionamento dos produtos; realizar monitoramento sistemático das condições ambientais.Em seguida, foram analisadas a viabilidade e a factibilidade das propostas. Nessa análise, paratodas as operações propostas, os recursos financeiros representaram um déficit. Por fim, foielaborado o protocolo de indicadores quantitativos de estrutura e de processo com objetivo deacompanhar e avaliar a execução do Plano Operativo. Conclusão: Esse processo deplanejamento participativo descentralizado favoreceu a construção de propósitos pactuadosentre os diferentes atores envolvidos. Essa pactuação foi muito importante, pois esses atoresconheceram a importância de se construir e executar esse Plano Operativo em conjunto.Auxílio Financeiro: Ministério da Saúde; Fundação de amparo à pesquisa e extensãouniversitária da Universidade Federal de Santa CatarinaE-MAIL PARA CONTATO: maisarecife@hotmail.comAF 47 PROMOÇÃO DO USO RACIONAL DE MEDICAMENTOS: PROJETO DE EXTENSÃODO CAMPUS DE CEILÂNDIA, UNIVERSIDADE DE BRASÍLIAAutores: Danielle Gomes Fontes; Lorena de Sousa Moreira; Amanda Luzia de Araújo;Guilherme Junió Pinheiro; Isabelle Gomes Silva; Micheline Marie Milward de Azevedo Meiners.Curso de Farmácia, Faculdade de Ceilândia, Universidade de Brasília (FAR/FCE/UNB)O alto consumo de medicamentos pela população, denominado medicalização, se justifica pelainfluência que os mesmos exercem sobre as opções de tratamento, em quase todas as esferasde atenção à saúde. Tanto os profissionais de saúde como a população em geral veem nomedicamento a possibilidade de cura, fato que aumenta seu consumo, muitas vezes de formairracional. A utilização inadequada e a automedicação sem orientação, especialmente nascomunidades mais carentes, constituem um sério problema de saúde pública e estãorelacionados às complicações clínicas e internações hospitalares. Assim, desde o primeirosemestre do corrente ano se estruturou um projeto de extensão na Faculdade de Ceilândia daUniversidade de Brasília denominado “Remédios, o que fazer?”, com o objetivo de desenvolveratividades de promoção do uso racional de medicamentos nas comunidades carentesassistidas pela Universidade. O projeto durante o primeiro semestre de 2012 tem realizadoações de educação e orientação do uso adequado e racional dos medicamentos nacomunidade do Itapoã (DF) e nos centros de saúde de Ceilândia (DF). As atividades são
  • 132. desenvolvidas por intermédio de oficinas de livre participação nas comunidades e unidades desaúde, quando se oferece também um atendimento individualizado às pessoas polimedicadase/ ou com dificuldades na adesão ao tratamento. Um formulário para elaboração de planofarmacoterapêutico, um questionário para conhecer os hábitos de armazenamento e descartede medicamentos, assim como uma ficha de avaliação da atividade pelos participantes foramdesenvolvidos. Até o presente momento, foram realizadas cinco oficinas: uma na comunidadedo Itapoã e quatro em centros de saúde da Ceilândia, ambas as cidades satélites de Brasília.Durante as oficinas informou-se à população acerca do uso racional, como fazer a leitura debulas, identificação das embalagens, armazenamento e descarte de medicamentos. Cerca de150 pessoas participaram das cinco oficinas. Nem todas quiseram participar do questionário oupreencher a avaliação (~15%). Entre os que quiseram responder o questionário, 80% erammulheres, aproximadamente 60% estavam em uso de medicamentos, 10% relataram casos deintoxicação ou reação adversa a medicamentos na família, 50% armazenavaminadequadamente os medicamentos nas residências e apenas 2% faziam o descarte adequadodos medicamentos. As oficinas foram bem aceitas pelos participantes, com grande parteclassificando-a entre boa e regular. Foram elaborados 30 planos farmacoterapêuticos após asoficinas. Educar a população para o uso adequado de medicamentos e orientar os usuários demedicamentos quanto a sua utilização racional pode contribuir para a promoção da saúde eprevenção à saúde, visando diminuir os riscos relativos à intoxicação associada aosmedicamentos e à automedicação não orientada. A inserção de estudantes nessa prática deeducação e orientação à população em saúde contribui para uma formação adequada àsnecessidades de sanitárias do nosso país.E-MAIL PARA CONTATO: michelinemeiners@gmail.comAF 48 - PERFIL DA DISPENSAÇÃO DE TALIDOMIDA NO MUNICÍPIO DE OURINHOS-SPGERALDES, THAIS PEDROTTI1; NAMBU, MAURICIO MASSAYUKI1,2;MOMESSO, LUCIANO DA SILVA1,21 FARMACÊUTICO - ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA - SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE- PREFEITURA MUNICIPAL DE OURINHOS-SP2 DOCENTE DO CURSO DE FARMÁCIA - FACULDADES INTEGRADAS DE OURINHOS (FIO-FEMM)Introdução: A talidomida é um derivado do ácido glutâmico que farmacologicamente aindarepresenta um enigma, agindo como agente imunomodulador. Sua dispensação é estabelecidapela RDC 11 de 22/03/2011, que dispõe sobre o controle da talidomida e derivados. Asdoenças passíveis de tratamento pela talidomida são hanseníase (reação hansenica tipoeritema nodoso ou tipo II), DST/AIDS (ulcera aftoide idiopática em pacientes portadores deHIV/AIDS), doença crônico-degenerativas (lúpus eritematoso sistêmico), doença enxerto contrahospedeiro e mieloma múltiplo. O efeito devastador da talidomida é a deformidade em fetos,incluindo defeitos cardíacos, renais, genitais e a focomelia, todos secundários ao fechamentoprecoce da vascularização nestes órgãos. Objetivos: Analisar o perfil da dispensação detalidomida, conforme a RDC 11 no município de Ourinhos-SP. Material e Métodos: Consisteem um estudo descritivo, transversal e retrospectivo sobre a dispensação da talidomida para asdiferentes doenças diagnosticadas, compreendendo o período de julho de 2011 a abril de2012. Resultados e Discussão: Logo após a implantação da Resolução, algumas prescriçõesnão seguiram a legislação, porém os medicamentos não foram dispensados e os pacientesforam orientados a procurar o prescritor para a devida adequação. A talidomida foi prescritanas doses de 100 a 300 mg/dia, apenas para os casos de mieloma múltiplo, hanseníase elúpus eritematoso sistêmico, apesar de poder tratar outras doenças. Foi possível verificar que omedicamento não é prescrito para mulheres em idade fértil e que não há restrição de suaprescrição para homens, porém estes foram orientados a utilizar método contraceptivo debarreira durante o tratamento e até 30 dias após seu termino. Para o tratamento de mieloma(29% dos casos), ocorre periodicidade mensal na dispensação, fato não observado para asdemais patologias. Para hanseníase (575 dos casos) só há prescrição de talidomida quandoocorrem sintomas da reação hansênica e para lúpus (14% dos casos) só quando ocorrem ossintomas da doença. Conclusão: Devido ser um medicamento com controle especial, atalidomida não é prescrita para mulheres em idade fértil, uma vez que pode causarmalformação fetal. Apesar de tratar outras doenças, esta somente foi prescrita a pacientesportadores de mieloma, hanseníase e lúpus.E-MAIL PARA CONTATO: far.sms.ourinhos@gmail.com

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