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Anais do Congresso - CIAD 2010 - 9º Congresso Brasileiro Interndisciplinar de

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  • 1. 19 a 21 de Novembro de 2010 Centro de Convenções Rebouças • São Paulo (SP) • Brasil Apoio: Realização:
  • 2. Patrocínio Ouro: Patrocínio Prata: Patrocínio Bronze: Colaboração: Editoras:
  • 3. Carta de Apresentação Cuidados em Cena: Atenção Domiciliar ao Paciente, Família e Domicílio Em 1895, os Irmãos Lumière inauguram uma fase mágica no mundo da arte. O antigo cinematógrafo, responsável pela comoção do público que assistiu à primeira exibição das “imagens em movimento”, dava os primeiros passos ao que hoje nos é familiar: a arte imitando a vida nos mais variados filmes e documentários disponíveis desde então. Seja nas imensas telas de cinema, seja na tranqüilidade do lar, as cenas retratadas ainda nos encantam, nos fazendo refletir e sonhar sobre realidades vividas ou somente sonhadas, sobre problemas enfrentados ou nem ao menos pensados, sobre fatos cotidianos e sobre tramas inimagináveis… Enfim, o cinema, tem o poder de, através da união de tecnologia, movimento e emoção, nos contar uma história que por alguma razão nos toca, seja por simples divertimento, pela comoção que causa, pela reflexão trazida ou pelo medo ou dor que nos faz pensar/sentir e ir construindo nosso conhecimento, alimentando nossa vida. O cuidado, nessa perspectiva é também uma arte. Tanto porque requer técnicas e procedimentos apropriados, quanto por traduzir sentimentos e emoções. Só cuidamos do que de alguma forma nos é significativo, do que faz sentido e, principalmente, do que nos encanta. Nesse caso, a técnica e a prática cotidianas são somente instrumentos para que o objetivo maior seja alcançado: cuidar do outro o mais adequadamente possível. A técnica pela técnica, a prática pela prática, alienam. A técnica, embasada teoricamente; a prática, refletida, práxis, são o que verdadeiramente produzem movimento e determinam as ações do cuidado efetivo. No domicílio isso é particularmente marcante. Ação e reflexão, técnica e teoria, prática e cientificidade devem estar alinhadas tendo como cenário a residência do paciente e as possibilidades e limites por ela impostos. Paciente, família/cuidador e domicílio são os focos do cuidado em AD. Se o paciente constitui-se como o sujeito para o qual toda ação é focada, seus cuidadores e sua casa são coadjuvantes, demandando ações específicas. Se um filme não se concretiza com somente um ator, a assistência domiciliar também não se realiza de forma apropriada se o enfoque não for extensivo aos demais envolvidos. Entender essa realidade, nela atuar e, construir conhecimento a ser repassado: essa é a grande busca de quem permanece “encantado” pela AD. No olhar de Chaplin: O assunto mais importante do mundo pode ser simplificado ao ponto em que todos possam apreciá-lo e compreendê-lo. Isso é - ou deveria ser - a mais elevada forma de arte. Nesse intuito o CIAD 2010 convida a todos a participarem de uma nova experiência: refletir sobre a AD através do diálogo firmado entre a 7ª arte, a experiência de quem faz do atendimento domiciliar sua prática cotidiana e, as teorias imprescindíveis para que a práxis se efetive. Venha, como expectador/ator, conferir conosco: a arte imita a vida ou a vida imita a arte?
  • 4. Comissão Organizadora Núcleo de Assistência Domiciliar Interdisciplinar - NADI/HCFMUSP Fundação Faculdade de Medicina - FFM Instituto Racine Comissão Científica Angélica M. Yamaguchi Claudia F. Laham Deise Silva Ivone Bianchini Keila T. Higa Taniguchi Letícia Andrade Maria Aquimara Zambone Naina Mendes Sanches Nídia Celeste Horie Nilce Barbosa Tatiana Nunes S. Santana Sérgio Slan Solange Brícola Wilson Jacob Filho Professores Colaboradores Ana Cristina Mancussi e Faro Clarice Tanaka Maria Carolina Gonçalves Dias Silvia Maria de Macedo Barbosa
  • 5. Comissão de Avaliação de Pôsteres Aline Kube Ana Cristina Mancusi Ana Laura Ranieri Ana Maria Vasconcelos Ana Paula de Carvalho Andrade Esotico Cláudia Fernandes Laham Clara Mila Deusdiante Delgado Cristina Akime Kobuchi Eliane de Fátima Gomes Barbosa Prado Fabiana Barbosa da Silva Fernanda de Souza Menezes Geany Aparecida da Silva Santos Helena Izzo Hellen Pimentel Ferreira Heloisa Dal Rovere Irany Gomes dos Santos Janete Maria da Silva Laura Maria Koopman Ovando Leonardo Consolim Maria Aquimara Zambone Mônica de Souza Cardeal Renata Lúcia Giusti Bruno Rita de Cássia Toledo Sirlei de Azevedo Monteiro Cavalcante Sumatra Melo da Costa Pereira Jales Tatiana Nunes da Silva Santana Comissão de Premiação Ana Cristina Mancusi Ana Maria Vasconcelos Maria Cecília Roth
  • 6. Programação Científica Cursos Pré-Congresso CIAD 2010 - 9º Congresso Brasileiro Interdisciplinar de Assistência Domiciliar Cursos Pré-Congresso • 19 de Novembro de 2010 (Sexta-feira) Assistência Domiciliar: As Perspectivas dos Setores Público e Privado Com o envelhecimento populacional e a incidência das doenças crônico-degenerativas, se faz necessário que a Assistência Domiciliar no Setor Público, nos seus diferentes níveis de atenção, estabeleça estratégias para assegurar os cuidados necessários a esta população. Uma das alternativas é a capacitação do cuidador informal, respeitando-se os princípios éticos e legais e tendo a segurança dos pacientes como preocupação principal. Assim, reconhecendo a importância da capacitação desses cuidadores, este Pré-Congresso tem como objetivo trazer um conteúdo básico a fim de possibilitar a facilitação dos cuidados. Curso Pré-Congresso I (14h às 18h) Serviço Social e Psicologia Data: 19 de Novembro de 2010 (Sexta-feira) Horário: 14h às 18h Moderadora: Maria Tereza Di Sessa Queiroga Ribeiro Programa do Curso: • Abertura • Organização e estruturação de cursos para cuidadores informais Ministrante: Sandra Rabello de Frias • Dinâmica de grupo - sensibilização quanto aos cuidados Ministrante: Alfredo Pina de Oliveira • Estratégias para lidar com o estresse e a sobrecarga dos cuidadores Ministrante: Sara Ponzini Vieira • Discussão Curso Pré-Congresso II (14h às 18h) Medicina e Enfermagem Data: 19 de Novembro de 2010 (Sexta-feira) Horário: 14h às 18h Moderadora: Ana Cristina Mancusi e Faro Programa do Curso:
  • 7. • Abertura • Como facilitar os cuidados com o paciente acamado: higiene e medidas de conforto Ministrante: Deise Silva • Cotidiano dos cuidados em domicílio: atenção aos procedimentos realizados pelo cuidador Ministrante: Maria José Bistafa • Como orientar os cuidadores sobre principais sintomas e situações de urgências mais comuns Ministrante: Flavia Barros de Azevedo • Discussão Curso Pré-Congresso III (14h às 18h) Fisioterapia e Terapia Ocupacional Data: 19 de Novembro de 2010 (Sexta-feira) Horário: 14h às 18h Moderadora: Clarice Tanaka Programa do Curso: • Abertura • Orientações sobre transferências e exercícios possíveis de serem realizados pelo cuidador Ministrante: Maria Elisa Pimentel Piemonte • Orientações práticas - preocupação com o bem-estar do cuidador Ministrante: Cristina dos Santos Cardoso de Sá • Atividades lúdicas: sensibilização para melhorar a percepção do cuidador quanto às possibilidades do paciente Ministrante: Adriana Nathalie Klein • Discussão Curso Pré-Congresso IV (14h às 18h) Nutrição e Fonoaudiologia (Atividade limitada a 40 participantes) Data: 19 de Novembro de 2010 (Sexta-feira) Horário: 14h às 18h Moderadora: Maria Carolina Gonçalves Dias Programa do Curso: • Abertura • Disfagia: reconhecimento dos sintomas e orientações ao cuidador Ministrante: Andréa Viúde • Sensibilização do cuidador sobre o risco e as conseqüências da desnutrição Ministrante: Fabiana Simomura
  • 8. • Rearranjos culinários: estímulos para pacientes em diferentes situações de cuidado (Oficina) Ministrante: Andréa Jorge • Discussão Curso Pré-Congresso V (14h às 18h) Farmácia e Odontologia Data: 19 de Novembro de 2010 (Sexta-feira) Horário: 14h às 18h Moderadora: Solange Brícola Programa do Curso: • Abertura • Orientações aos cuidadores sobre a administração de medicamentos: crenças e mitos Ministrante: Flávia Castro Ribas de Souza • Alerta aos cuidadores sobre as interações medicamentosas mais comuns Ministrante: Vanessa Rabadan • Orientações: formulações medicamentosas como alternativa para o alívio de afecções bucais Ministrante: Sumatra Melo C. P. Jales • Discussão Curso Pré-Congresso VI (14h às 18h) Assistência Domiciliar: As Perspectivas do Setor Privado no Brasil Data: 19 de Novembro de 2010 (Sexta-feira) Horário: 14h às 18h Moderador: André Minchilo A Assistência Domiciliar se firma, na realidade brasileira e na atenção a diferentes populações, seguindo também diferentes modelos que vão da prevenção aos cuidados paliativos.Tal extensão de ação requer atualização constante e um exercício que busca mesclar o gerenciamento adequado dos recursos, adequação de estratégias, capacitação técnica e interfaces satisfatórias envolvendo fontes pagadoras, clientes e empresas. Dessa forma, o curso pré-congresso que se apresenta integra conhecimento atualizado no gerenciamento dos serviços e alternativas possíveis. Programa do Curso: • Panorama atual e futuro da Assistência Domiciliar no Setor Privado e a ampliação do novo rol de procedimentos Ministrante: Helena Celeste Mendes
  • 9. • Gestão da Assistência Domiciliar no Setor Privado: desafios e soluções Ministrante: Márcia Brandão e Henrique Oti Shinomata • Parceria Público-Privada na Atenção Domiciliar: da possibilidade à realidade Ministrante: Paulo Frange • Discussão Conferência de Abertura (19h30) “A arte imitando a vida” Ministrante: Severino Antonio Moreira Barbosa Happy Pôster (20h30) Congresso • 20 de Novembro de 2010 (Sábado) ATIVIDADE I - Cuidados em cena: o paciente como foco Grande Painel I (9h às 10h40) A práxis possível na atenção domiciliar: técnica e teoria no atendimento ao paciente em domicílio Moderador: Marcela Rodrigues de Souza Duarte Arisa • Abertura • Procedimentos invasivos de enfermagem: indicação, técnica, cuidados e segurança Ministrante: Helena M. Kishi • Procedimentos médicos invasivos no domicílio: indicação, técnica, cuidados e segurança Ministrante: Milene Sunae Sanda • Procedimentos invasivos no domicílio: beneficência x não maleficência - questões éticas e fundamentação legal Ministrante: Maria do Patrocínio Tenório Nunes • Discussão Intervalo (10h40 às 11h20) Grande Painel II (11h20 às 13h) Atenção ao paciente: experiências inovadoras em diferentes modalidades Moderadora: Isabela M. Benseñor • Visita Domiciliar: possibilidades e limites do PSF Ministrante: Marcelo Marcos Piva Demarzo
  • 10. • Atendimento domiciliar: ações intermediárias que contemplam esta modalidade Ministrante: Keila Higa-Taniguchi • Internação Domiciliar: o desafio da atenção permanente Ministrante: Maria Leopoldina de Castro Villas Bôas • Discussão Intervalo (13h às 14h) Mesa Redonda I (14h às 16h) Envelhecendo com dependência - necessidades específicas na atenção ao idoso Moderador: Ana Cristina Mancusi e Faro • Idosos com Doença de Parkinson: teoria e prática no cuidado Ministrante: João Carlos Papaterra Limongi • Pequenos progressos - diferencial na autonomia: reabilitação domiciliar Ministrante: Ana Tereza Coelho • Discussão Intervalo (16h às 16h30) Mesa Redonda II (16h30 às 18h) O público e o privado na assistência domiciliar: gerenciamento de caso - GC Moderador: Julio César de Oliveira • Características do modelo: aspectos positivos e negativos do processo Ministrante: Angélica M. Yamaguchi • Avaliação multidimensional e sistemas de informação: otimizando recursos Ministrante: Brant Elias Fries • Discussão ATIVIDADE II - Cuidados em cena: atenção a famílias e cuidadores Mesa Redonda I (9h às 10h40) O enfoque na família e no cuidador: o cotidiano do cuidar e seus desafios Moderador: Valmari Cristina Aranha • Novas configurações familiares e os modelos de cuidados Ministrante: Maria Amália Faller Vitale • Manutenção dos cuidados: objetivo da intervenção junto às famílias Ministrante: Célia Pereira Caldas • Discussão Intervalo (10h40 às 11h20)
  • 11. Grande Painel I (11h20 às 13h) Diferentes perfis de pacientes: diferenciadas abordagens junto às famílias Moderador: Marcelo Altona • A criança com doenças neurodegenerativas: principais demandas da família Ministrante: Carolina Gonzaga Jorquera • O paciente jovem com alta dependência: como preparar a família para lidar com essa realidade Ministrante: Arlete Camargo de Melo Salimene • O estress dos cuidadores de pacientes idosos dementados. Alívio possível? Ministrante: Cássio Bottino • Discussão Intervalo (13h às 14h) Mesa Redonda II (14h às 16h) Grandes desafios na Assistência Domiciliar Moderador: Sandra Márcia Ribeiro Lins de Albuquerque • Escolha e treinamento de pessoal: desafios de serviços terceirizados Ministrante: Sonia Sanches • Preparando o cuidador informal na iniciativa pública: possibilidades e limites Ministrante: Yeda Aparecida de Oliveira Duarte • Discussão Intervalo (16h às 16h30) Grande Painel II (16h30 às 18h) A práxis na atenção domiciliar: técnica e teoria no treino do cuidador leigo Moderador: Eliane de Fátima Gomes Barbosa Prado • Higiene bucal e broncoaspiração: atenção aos riscos Ministrante: Juliana Franco • Alterações de fala: orientação de exercícios fonoaudiológicos Ministrante: Ivone Panhoca • Alimentação: orientações simples, mas imprescindíveis para o cuidador Ministrante: Maria Aquimara Zambone • Discussão ATIVIDADE III - Cuidados em cena: o domicílio sob cuidados Mesa Redonda I (9h às 10h40) Os limites entre o público e o privado no cuidado em domicilio
  • 12. Moderador: Cristina Helena F. F. Guedes • “Preparar a morada coincide com a preparação da nossa própria vida. Morar coincide com existir” Ministrante: Dulce Critelli • Alta tecnologia na atenção domiciliar: a possibilidade de transformar o domicílio em uma extensão do hospital Ministrante: Jorge Thadeu Rogas • Discussão Intervalo: 10h40 às 11h20 Grande Painel I (11h20 às 13h) Arquitetura do cuidado Moderador: Ari Bolonhezi • Reorganização do espaço - facilitando atividades rotineiras Ministrante: Geany Aparecida • Quando o espaço disponível inviabiliza a atenção domiciliar: critérios de inclusão de pacientes em home care Ministrante: Franco Cavalieri • Domicílio: locus pleno de possibilidades e limites na particularização das ações Ministrante: Mariana Borges Dias • Discussão Intervalo: 13h às 14h Mesa Redonda II (14h às 16h) Criando espaço para o cuidado Moderador: Celso Carvalho • Adaptação do espaço - reconhecimento da dependência Ministrante: Marcelo Velloso • Moradia adaptada - acessibilidade, segurança e praticidade Ministrante: Luiz Carlos Lopes • Discussão Intervalo: 16h às 16h30 Grande Painel II (16h30 às 18h) Atenção necessária: técnica e teoria em adaptações diferenciadas para o domicílio Moderador: Sérgio Slan • Resíduos sólidos: segurança e cuidados no descarte em domicílio Ministrante: Antonio de Oliveira Siqueira
  • 13. • “Farmácia Domiciliar”: o espaço adequado para a armazenagem de medicamentos e outros materiais Ministrante: Solange Brícola • O cuidado odontológico em domicílio: adaptação de equipamentos - realidade possível Ministrante: Thais de Souza Rolim • Discussão Congresso • 21 de Novembro de 2010 (Domingo) ATIVIDADE I - Cuidados Paliativos: o paciente como foco Palestra (09h às 10h) As múltiplas dimensões do cuidado: o paciente visto como ser integral Ministrante: Luis Saporetti Intervalo (10h às 10h30) Mesa Redonda (10h30 às 11h30) Atenção direcionada à condição do paciente Moderador: Ricardo Tavares de Carvalho • Experiência na atenção a pacientes em fase final de cuidados: controle da dor Ministrante: Rogerio Adas Ayres de Oliveira • Pacientes com risco iminente: grandes sangramentos, dispnéia grave e obstrução maligna Ministrante: Sun Chun Yum • Discussão Palestra de Encerramento (11h30 às 12h10) Indicação e contraindicação da permanência do paciente grave em domicílio Ministrante: José Abi Karan ATIVIDADE II - Cuidados Paliativos: a família como foco Palestra (09h às 10h) Sucessão de papéis: cuidar, aceitar-se cuidado - ser cuidado, tornar-se cuidador Ministrante: Wilson Jacob Filho Intervalo (10h às 10h30)
  • 14. Mesa Redonda (10h30 às 11h30) Principais dilemas: necessidade do paciente x desejo da família Moderadora: Carmem A. Afonso • Assegurando os cuidados - vias de acesso: da sonda nasoenteral à gastrostomia Ministrante: Bruno Costa Martins • A família frente à indicação de internação: cuidado ou iatrogenia? Ministrante: Ricardo Volpe • Discussão Palestra de Encerramento (11h30 às 12h10) Luto normal e luto traumático: como lidar com o luto antecipatório nas famílias Ministrante: Ana Maria Zampieri ATIVIDADE III - Cuidados Paliativos: o domicílio como foco Palestra (09h às 10h) Domicílio: espaço de vida e morte Ministrante: Maria Lúcia Martinelli Intervalo: 10h às 10h30 Mesa Redonda (10h30 às 11h30) Contexto da morte no domicílio: uma condição a ser considerada Moderador: Sérgio Paulo Rigonatti • Domicílio - estrutura e espaço físico: dificuldades inerentes aos cuidados finais Ministrante: Felipe Folco de Oliveira • Falecimento em domicílio: aporte e organização de recursos Ministrante: Letícia Andrade • Discussão Palestra de Encerramento (11h30 às 12h10) Atenção ao final da vida no espaço domiciliar: teoria e prática Ministrante: Angélica M. Yamaguchi
  • 15. TRABALHOS APROVADOS EM ORDEM DE APRESENTAÇÃO 01. PAD RUMO AO TRABALHO TRANSDISCIPLINAR SILVA A.B.; RODRIGUES J.; MANI F.E.M.; BARBOSA A.S.; LUSSIER C.C.; MARRARA M.A.; FELICIO M.R.; FERNANDES P.F.; ANJOS M.D. 02. OFICINA PARA CUIDADORES: UMA PROPOSTA DE RELAÇÃO ENTRE O SERVIÇO DE ATENÇÃO DOMICILIAR E A COMUNIDADE SILVA A.S.B.; CHAYAMITI, E.M.P.C.; GARCIA R.A.C.; SGUILLA L.S. 03. A CONTRIBUIÇÃO DA PARCERIA UNIVERSIDADE E SERVIÇO DE ATENÇÃO DOMICILIAR PARA CONSOLIDAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DOMICILIÁRIA SILVA A.S.B.; CHAYAMITI, E.M.P.C. 04. CUIDADOS PALIATIVOS: APAGANDO AS LUZES DO "NÃO HÁ MAIS NADA O QUE FAZER" PEGORETTI A.A.L.; HOEPFNER H.J.; LIELL M.V.V.; SANTOS A.H.; 05. PREVENÇÃO DA REINCIDÊNCIA DE QUEDAS NO IDOSO PEGORETTI A.A.L.; POZZO L.; LIELL M.V.V.; SOUZA T.C.; HOEPFNER H.J. 06. INDICADORES DE PRODUTIVIDADE DA AD/INCA BORSATTO A.; TUTUNGI M.; SEVILHA M.; ARAÚJO F.; SOUZA J. 07. QUALIFICAÇÃO DO PROFISSIONAL DE NÍVEL MÉDIO QUANTO AO ATENDIMENTO A URGÊNCIA E EMERGÊNCIA NA INTERNAÇÃO DOMICILIAR SILVA A.C.; SILVA T.C.B.C.; BUSSACOS M.A. 08. AVALIAÇÃO DO PERFIL DOS PACIENTES IDOSOS QUANTO AO GRAU DE DEPENDÊNCIA DA FUNCIONALIDADE MOURA A.F.; BUSSACOS M.A. 09. ESTRATÉGIAS UTILIZADAS POR UMA EMPRESA DE CARE PARA IDENTIFICAR A SATISFAÇÃO DE SUA CLIENTELA QUANTO A CORDIALIDADE E ORGANIZAÇÃO DA EQUIPE DE ENFERMAGEM MOURA A.F.; BUSSACOS M.A. 10. ATENDIMENTO E ACESSO DOMICILIAR RESTRITO DEVIDO AO TRÁFICO DE DROGAS E VIOLÊNCIA URBANA LOCAL MACHADO A.Y.S.C.; ALMEIDA B.; BITTENCOURT C.S.S.; CONCEIÇÃO C.M.G.; CARVALHO E.A.R. 11. SISTEMA DE CONSEQUÊNCIAS PARA OCORRÊNCIAS COM BENEFICIÁRIOS DO PROGRAMA DE ATENÇÃO DOMICILIAR (PAD) DA ASSISTÊNCIA MULTIDISCIPLINAR DE SAÚDE (AMS) DA PETROBRÁS
  • 16. SOUSA A.L.P.; SOARES A.O.A.; VIERIA M.S. 12. SERVIÇO DE ASSISTÊNCIA E INTERNAÇÃO DOMICILIAR NO SUS FRIZZO A.; REZENDE C.M.; RHODE E.B.; LIBERATTI H.M.; VIEIRA L.G.; MACHADO M.S.; CARVALHO M.A.P.; COUTO S.R.; CRISPIN S. 13. ATENÇÃO FARMACÊUTICA A PACIENTES ASMÁTICOS: METODOLOGIA DÁDER EM ASSISTÊNCIA DOMICILIAR RATTES A.L.R.; CAMPOS L.M.C.; LAM R. 14. CUIDADO PROFISSIONAL NO DOMICÍLIO: CONFLITOS E NEGOCIAÇÕES NUNES A.; ALMEIDA H.; SANTANA P.; RIBEIRO K.F.; ANACLETO T.F.M. 15. A INSERÇÃO DOS CUIDADOS PALIATIVOS NO PROGRAMA DE ATENDIMENTO DOMICILIAR DA UNIMED-BH: PERSPECTIVA, ATUAÇÃO E DESAFIOS BARROSO A.B.P.; SOBRAL F.C.; VIEIRA A.B.; OLIVEIRA J.R.; CARMO K.M.C.; SILQUEIRA S.; TIMO E.M. 16. CAPACITAÇÃO E APERFEIÇOAMENTO DE PROFISSIONAIS AUXILIARES E TÉCNICOS DE ENFERMAGEM PARA ASSISTÊNCIA DOMICILIAR LIMA A.P.S.; MARÓSTICA A.; PEREIRA S.F. 17. ASSISTÊNCIA DOMICILIAR TERAPÊUTICA COMO ESTRATÉGIA DE ADESÃO DURGAN A.C.; COSTA T.M.S.; LIMA N.M.; FERREIRA E.A.; SPARAPAN M. 18. PERFIL CLÍNICO DOS PACIENTES ATENDIDOS PELO SERVIÇO DE FISIOTERAPIA DO PROGRAMA DE ATENÇÃO PRIMÁRIA DOMICILIAR DE UM CENTRO DE SAÚDE GÓES A.B.; CASAROTTO R.A. 19. ACOMPANHAMENTO FISIOTERAPÊUTICO DE UM PACIENTE COM ATROFIA ESPINHAL DO TIPO I NO DOMICÍLIO: UM RELATO DE CASO SOUSA A.M.S.A.; GONÇALVES M.L.S. 20. BENEFÍCIOS DA IMPLANTAÇÃO DE UM PROGRAMA DE REABILITAÇÃO PULMONAR DOMICILIAR PARA PACIENTES DPOC: ANÁLISE DA EXPERIÊNCIA DO UNIMED LAR SOUSA A.M.S.A.; GONÇALVES M.L.S.; SALES A.C.O.P.; MENDES C.F. 21. DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM DE PACIENTES ATENDIDOS EM UM SERVIÇO DE ASSISTÊNCIA E INTERNAÇÃO DOMICILIAR (SAID) NO MUNICÍPIO DE CAMPINAS-SÃO PAULO SOARES A.S.; PORTO L.R.; DINIZ E.M. 22. VIA SUBCUTÂNEA DE ADMINISTRAÇÃO: A EXPERIÊNCIA DE UM SERVIÇO DE ATENÇÃO DOMICILIAR MUNICIPAL PEIXOTO A.P.A.; REIS B.F.S.; SOUZA L.F.
  • 17. 23. PERFIL DO ATENDIMENTO A PACIENTES EM CUIDADOS PALIATIVOS DOMICILIARES ASSISTIDOS POR UM PROGRAMA DE ASSISTÊNCIA DOMICILIAR MUNICIPAL PEIXOTO A.P.A.F.; FERNANDES A.A.; SOUZA L.F. 24. OS MUITOS IDOSOS ATENDIDOS POR UM PROGRAMA DE ATENÇÃO DOMICILIAR MUNICIPAL PEIXOTO A.P.A.F.; REIS B.F.S.; SOUZA L.F. 25. TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL DOMICILIAR E A PRODUÇÃO SOCIAL DA SAÚDE BENEDETTI A.P.; LOPES C.V.A.; OLIVEIRA E.F.A.; AUZANI S.C.S.; BEZERRA I.; SCHIEFERDECKER M.E.M. 26. ATENÇÃO FARMACÊUTICA DOMICILIAR PARA PACIENTES ONCOLÓGICOS: EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA COMO FERRAMENTA DE APOIO OLIVEIRA A.M; SANTOS L.P.B.; RATTES A.L.R.; SOUZA V.V. 27. SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM DOMICILIAR: CAMINHO PARA ALCANCE DO AUTO-CUIDADO NO CONTEXTO FAMILIAR - COMUNITÁRIO ALMEIDA A.R.P.; LIMA C.K.; ALBUQUERQUE J.; TAVARES V.; BARBOSA V.F.B.; VASCONCELOS A.S.; MARINHO L.B. 28. DOENÇA DE ALZHEIMER: PERFIL DOS PACIENTES ATENDIDOS PELO PROGRAMA DE ATENDIMENTO DOMICILIAR DA UNIMED GOVERNADOR VALADARES BRAUN B.F.; PENA R.M.; BATISTA L.C.F.; FREITAS V.G. 29. A VISITA DOMICILIAR: UM MODELO DE ATUAÇÃO INTERDISCIPLINAR MORETTI B.P.; PEREIRA D.M.; NOGUEIRA E.O.; SILVA M.J.S.; AMANCIO M.S.; ALVES N.C.; SILVA I.P.; COUTO T.V. 30. PROGRAMA DE INTERNAÇÃO DOMICILIAR DE SANTO ANDRÉ: AVALIAÇÃO DO ATENDIMENTO FISIOTERAPÊUTICO ARAUJO C.D. 31. PRÁTICAS INTEGRADAS EM SAÚDE COLETIVA: RELATO DE UM PROGRAMA DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA CARDOSO C.K.; CASAGRANDE G.H.J.; FETTERMANN F.A.; MALHEIROS R.T.; SILVEIRA M.P.T.; TORRES O.M. 32. INTERVENÇÃO FISIOTERAPÊUTICA NO ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL: EVOLUÇÃO DA FUNCIONALIDADE EM ASSISTÊNCIA DOMICILIAR NA COMUNIDADE COVOLAN C.R.; CARVALHO T.C.; RICARDO J.C. 33. A FISIOTERAPIA NO ATENDIMENTO DOMICILIÁRIO DO IDOSO DEMENCIADO
  • 18. COVOLAN C.R.; FABBRI F. 34. CUIDANDO DE QUEM CUIDA CARVALHO C.R.G.; DALIBERA R.G. 35. ASSISTÊNCIA DOMICILIAR À CRIANÇA E AO ADOLESCENTE DEPENDENTE DE VENTILAÇÃO MECÂNICA SOUSA C.R.; SANTOS L.F.P.; FREIRE M.M.D. 36. PERFIL DOS PACIENTES INSCRITOS NO SERVIÇO DE ASSISTÊNCIA DOMICILIAR DO HOSPITAL DO SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL NO ANO DE 2009 E AS DIMENSÕES DA PRÁTICA PROFISSIONAL DO ASSISTENTE SOCIAL SILVA C.; FERRAZ M. 37. INTERNAÇÃO DOMICILIAR - ALTERNATIVA SEGURA FRENTE AO SISTEMA HOSPITALOCÊNTRICO ATUAL BARROS C.D.; RIENZO A.A.R. 38. SERVIÇO DE ASSISTENTE ESPECIALIZADO FOCADO NO IDOSO DEMENCIADO HAYASAKA C.Y.; NASCIMENTO S.S. 39. AVALIAÇÃO DO GRAU DE SATISFAÇÃO DOS PACIENTES EM ATENDIMENTO DO HOME CARE UNIMED PORTO ALEGRE/RS CARVALHO C.M.G.; CHAGAS D.; BARROS D.A.L.; BORBA M.D.; NASCIMENTO G.D.; OLIVEIRA F.L.; BORTOLON F.S.; TROIS R.; MARTINS T. 40. CUIDANDO DOS CUIDADORES DE PACIENTES EM HOME CARE UNIMED PORTO ALEGRE-RS CARVALHO C.M.G.; NASCIMENTO G.D.; OLIVEIRA F.L.; BORTOLON F.S.; MARTINS T.; TROIS R. 41. CONSTRUINDO O CUIDADO INTEGRAL EM SAÚDE: PAMI - PROJETO DE ACOMPANHAMENTO MULTIPROFISSIONAL INTEGRADO SCHIRMER C.L.; MIRANDOLA A.R.; LEWANDOWSKI A.; ROCHA B.S.; TRENNEPOHL C.; JESUS L.O.; VALMORBIDA L.A.; FAGUNDES M.A. 42. ASSISTÊNCIA DOMICILIAR À CRIANÇA COM AMIOTROFIA ESPINAL TIPO II OST C.M.; SILVA S.P.P. 43. PROGRAMA DOMICILIAR DE PREVENÇÃO DO PÉ DIABÉTICO AOS PACIENTES EM GERENCIAMENTO DE RISCO OST C.M.; ASSIS G.M. 44. ANÁLISE DA QUALIDADE DE VIDA DO CUIDADOR FAMILIAR DE IDOSO DEBILITADO DO PROGRAMA DE MEDICINA PREVENTIVA DA UNIMED ALFENAS MIRANDA C.C.; CAVALHEIROS C.A.P.
  • 19. 45. SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM E A INTEGRALIDADE NO CUIDADO DOMICILIAR ARAÚJO C.P.C; VASCONCELOS D.F.; BARBOSA V.F.B.; VASCONCELOS A.S.; MARINHO L.B. 46. SATISFAÇÃO DO CUIDADOR COM O ATENDIMENTO DA FISIOTERAPIA NA ASSISTÊNCIA DOMICILIAR A IDOSOS PORTADORES DE DEMÊNCIA ESTEVES D.B.; CARMO E.O.; LAVOURA P.H.; LUNARDI A.C.; MEIRA D.M.; NAKANO M.M.; TANAKA C. 47. INTERNAÇÃO DOMICILIAR - EXPERIÊNCIA DA BAHIA LIMA D.M.C.C.; SILVA A.N.R. 48. A ASSISTÊNCIA DOMICILIAR DO PROGRAMA DE ATENÇÃO NUTRICIONAL A PESSOAS COM NECESSIDADES ESPECIAIS DE ALIMENTAÇÃO DA SECRETARIA MUNICIPAL DA SAÚDE DE CURITIBA LECHETA D.R.; OLIVEIRA A.C.L.; BORDIN A.B.; CRUZ A.S.; GOMES K.S.G. 49. A IMPLANTAÇÃO DE UM QUESTIONÁRIO NA VISITA DOMICILIAR DA ENFERMEIRA AO NEONATO EM UMA UNIDADE SAÚDE DA FAMÍLIA NO MUNICÍPIO DE PIRACICABA-SP PECORARI D.B.; ALBUQUERQUE L.A.C. 50. MEDIDAS DE SEGURANÇA PARA PREVENÇÃO DE ERROS ENVOLVENDO MEDICAMENTOS DE ALTO RISCO KNEUBIL D.B.; MELLONI D.C.B.R. 51. PREVALÊNCIA E FATORES ASSOCIADOS À CONSTIPAÇÃO INTESTINAL EM PACIENTES INTERNADOS EM SERVIÇO DE ASSISTÊNCIA DOMICILIAR CERQUEIRA D.; WERLE M.H.; REBELO M.; SOUZA D. 52. INTERNAÇÃO HOSPITALAR DE LONGA PERMANÊNCIA E NECESSIDADE DE MUDANÇAS NOS PARADIGMAS DA ASSISTÊNCIA EM SAÚDE: DIAGNÓSTICO DA SITUAÇÃO NA CAPITAL DO ESTADO DO CEARÁ FERREIRA D.M.; MUNIZ L.M.G.; ALCÂNTARA H.C.; GARCIA T.F.M.; BARREIRA M.H.A.L. 53. STEP TEST: AVALIAÇÃO DA CAPACIDADE FUNCIONAL NO DOMICÍLIO EM PACIENTES COM FIBROSE CÍSTICA LINHARES D.B.C.D.; SOUZA O.; ALENCAR P.S.S.; FREITAS L.A.V.; PESSANHA F.B. 54. O USO DO PURÊ DE MAÇÃ PARA DIMINUIR O ÍNDICE DE OBSTRUÇÃO DE SONDA NASOENTERAL NA ASSISTÊNCIA DOMICILIAR SOUZA D.A.; BUSSACOS M.A.; MELLONI D.C.B.R. 55. ESTRATÉGIAS UTILIZADAS POR UMA EMPRESA DE ASSISTÊNCIA DOMICILIAR PARA DESOSPITALIZAR PACIENTES DE LONGA PERMANÊNCIA HOSPITALAR MELLONI D.C.B.R.; SOUZA D.A.; MARTINELLI M.A.; LIMA S.; BUSSACOS M.A.
  • 20. 56. ASSISTÊNCIA DOMICILIAR AOS USUÁRIOS DO PROGRAMA HIPERDIA: UMA GARANTIA AO SERVIÇO MUNICIPAL DE SAÚDE E SUA RESOLUTIVIDADE AMORIM D.C.; ARAGÃO L.O.; BARBOSA M.R.; OLIVEIRA L.A.; SILVA T.O. 57. LEVANTAMENTO DO ÍNDICE DE SOBRECARGA DOS CUIDADORES E INDEPENDÊNCIA FUNCIONAL DE PACIENTES EM ATENDIMENTO FISIOTERAPÊUTICO DOMICILIAR SILVA D.R.F.; ARAUJO J.; BILO J.F.S.; RODRIGUES M.G.; PAULA M.; OSSAIS M.; SIERRA N.F.; CUNHA T.S.; PEREIRA L.C.; SILVEIRA N.D. 58. ASSISTÊNCIA DOMICILIAR SUPERVISIONADA: RELATO DE CASO OLIVEIRA E.C.; LEÃO D.C.M. 59. A ASSISTÊNCIA DOMICILIÁRIA NO MUNICÍPIO DE RIBEIRÃO: RELATO DE EXPERIÊNCIA CHAYAMITI E.M.P.C.; SILVA A.S.B.; IGNÁCIO D.S.; SGUILLA L.; PRADO M.A. 60. A INTEGRAÇÃO DO ENSINO E SERVIÇO: RELATO DE EXPERIÊNCIA CHAYAMITI E.M.P.C.; ÂNGULO M.G.; FORTUNA C.M. 61. HIPODERMÓCLISE NO DOMICÍLIO SPORTELLO E.F.; HASHIMOTO T.H.F.; PEREIRA I. 62. O PACIENTE COM DOENÇA DE PARKINSON NA ASSISTÊNCIA DOMICILIAR SPORTELLO E.F.; HASHIMOTO T.H.F.; FUKUOKA M.H.; PEREIRA I. 63. O PACIENTE COM DOENÇA DE ALZHEIMER NA ASSISTÊNCIA DOMICILIAR SPORTELLO E.F.; HASHIMOTO T.H.F.; FUKUOKA M.H.; PEREIRA I. 64. O CUIDADO NO CONTEXTO DOMICILIAR: ATUAÇÃO DE UMA EQUIPE INTERDISCIPLINAR DE SAÚDE MOURA E.P.; SILVA L.W.S.; SILVA R.L.C.; RIBEIRO F.B.; SILVA R.G.; SANTOS K.M.O. 65. O DOMICÍLIO: CENÁRIO DE VIVÊNCIAS VINCULARES E CUIDADATIVAS AO INDIVÍDUO E FAMÍLIA MOURA E.P.; SILVA L.W.S.; SILVA R.L.C.; RIBEIRO F.B.; SILVA R.G.; SANTOS K.M.O. 66. GERENCIAMENTO DE CASOS - FERRAMENTA DE CUIDADO DOMICILIAR PARA DOENTES CRÔNICOS NO NOVO PARADIGMA DA SAÚDE SUPLEMENTAR CARDOSO E.C.A.; PEIXOTO D.A.; PERUCHI T.L.; RODRIGUES F.C.; SANTOS C.M.C. 67. AVALIAÇÃO DO SERVIÇO PRESTADO PELO NÚCLEO DE ATENÇÃO DOMICILIAR DO PARANOÁ - SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE DO DISTRITO FEDERAL (SES/DF) DIAB F.O.; BARROS S.T.G.; VILLAS BOAS M.L.C.
  • 21. 68. CARACTERIZAÇÃO DE SERVIÇOS DE ASSISTÊNCIA DOMICILIAR OFERECIDOS POR HOSPITAIS BRASILEIROS E O TERAPEUTA OCUPACIONAL VICTAL F.C.A.; BIGATÃO M.R.; DE CARLO M.R.P. 69. AVALIAÇÃO DA FUNCIONALIDADE EM IDOSOS ADMITIDOS NO PROGRAMA DE OXIGENOTERAPIA DOMICILIAR PROLONGADA DE SOBRADINHO PELO INDICE DE KATZ VALE F.L.B.; VILLAÇA A.M.I.; RICCI A.G.S. 70. TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL INDIVIDUALIZADA NO PACIENTE DESNUTRIDO EM HOME CARE BORTOLON F.S.; BARROS D.A.L.; BORBA M.D.; CARVALHO C.M.G.; LOPES F.O.; MARTINS T.; NASCIMENTO G.D. 71. ATENDIMENTO DOMICILIAR AO IDOSO DE UM PLANO DE SAÚDE PRIVADO EM MACEIÓ-AL BRANDÃO F.M.A.; OLIVEIRA A.C.A.; PINHEIRO R.N.; BRANDÃO C.A. 72. IMPLANTAÇÃO DO PRONTUÁRIO NO DOMICÍLIO: INSTRUMENTO DE INFORMAÇÃO PARA TODA EQUIPE ASSISTENCIAL COUTINHO F.C.P.R. 73. A ATUAÇÃO DA EQUIPE MULTIDISCIPLINAR NO ATENDIMENTO DOMICILIAR BARRETO F.I.; SILVA R. 74. ALTERAÇÃO GASTROINTESTINAL E TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL EM PACIENTES ACOMPANHADOS PELO SERVIÇO DA UNIMED LAR DE FORTALEZA- CE MARTINS G.A.; PINTO J.N.B. 75. PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DOS PACIENTES DO GERENCIAMENTO DE CRÔNICOS DE UM SERVIÇO DE ASSISTÊNCIA DOMICILIAR DE BH FREITAS G.B.O.; SIAO S.S.; TEIXEIRA T.C. 76. PREVALÊNCIA DE EVENTOS ADVERSOS EM PACIENTES EM PROGRAMA DE GERENCIAMENTO DE CRÔNICOS FREITAS G.B.O.; SIAO S.S.; TEIXEIRA T.C. 77. PROGRAMA DE GERENCIAMENTO DE CRÔNICOS E REDUÇÃO DO CUSTO EM 31 PACIENTES DE SAÚDE SUPLEMENTAR EM BRASÍLIA FREITAS G.B.O.; SIAO S.S.; TEIXEIRA T.C. 78. BENEFÍCIOS DA VISITA DOMICILIÁRIA EM PACIENTE COM SÍNDROME PÓS- QUEDA PERRONI G.G.G.; FERRIOLLI E.; OLIVEIRA E.B.; PRADO K.C.G. 79. PERFIL DOS PACIENTES ATENDIDOS PELO PROGRAMA DE ASSISTÊNCIA DOMICILIAR HC-UFU COM ÊNFASE EM ODONTOLOGIA
  • 22. FERREIRA G.T.; MACHADO M.P.; OLIVEIRA A.G.; REIS S.M.A.S.; ANDRADE G.R.; TOLENTINO A.B.; BORGES R.L.D. 80. PERFIL FUNCIONAL DOS PACIENTES IDOSOS ATENDIDOS NO SERVIÇO DE ASSISTÊNCIA DOMICILIAR (SAD/IMIP-RECIFE) PELO FISIOTERAPEUTA E TERAPEUTA OCUPACIONAL SILVA G.; MEIRA P.; REBÊLO M.; BRITO A.C.; VASCONCELOS K.S. 81. EVOLUÇÃO DO ATENDIMENTO NO NÚCLEO REGIONAL DE ATENÇÃO DOMICILIAR DE PLANALTINA-DF MENDES H.F.; CRISPIM M.N.; CANEDO I.F.; CASTRO K.B.C.; MATOS C.C.; ALVES E.G.P. 82. EDUCAÇÃO E PROMOÇÃO DE SAÚDE COMO ESTRATÉGIA PARA A REABILITAÇÃO DE PACIENTES COM SEQUELA DE AVE MENDES H.F.; ALVES E.G.P. 83. FAMÍLIA E ASSISTÊNCIA DOMICILIAR: UMA NOVA FORMA DE VIDA ALMEIDA, H. 84. TECNOLOGIA, A. DOMICILIAR E FAMÍLIA: NOVAS REALIDADES. ALMEIDA, H. 85. ASSISTÊNCIA DOMICILIAR EM PEDIATRIA: E AS QUESTÕES DE GÊNERO ALMEIDA, H. 86. O TÉCNICO DE ENFERMAGEM COMO EDUCADOR DE CUIDADORES HOEPFNER H.J.; LIELL M.V.V.; LENKE C.A.; ROHLING F.; HAAK A.M.P.; FERREIRA L.C.; BELGANTE T.; SOUZA P.; PEGORETTI A.P.L. 87. TEATRALIZAÇÃO PARA EDUCAR CUIDADORES QUANTO A QUEDAS NO DOMICÍLIO HOEPFNER H.J.; MOREIRA E.S.M.; PICOLI J.; DANNER C.A.; REIS A.; SCHTTENBERG A.; PIROVANO V.B.; OLIVEIRA K.R. 88. TELEMONITORAMENTO: FAZENDO PARTE DO FILME "A ATENÇÃO DOMICILIÁRIA" HOEPFNER H.J.; MOREIRA E.S.M.; MOREIRA M.Z.S.; LIELL M.V.V.; PEGORETTI A.A.L. 89. SERVIÇO DE ASSISTÊNCIA DOMICILIÁRIA DO INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO MUNICÍPIO DE FORTALEZA (IPM): CONHECENDO SUA HISTÓRIA LIMA H.J.A.; BASTOS M.A.B.; FALCÃO F.; ARAÚJO A.K.; PESSOAS U.M.L. 90. MANOBRAS CINESIOTERAPÊUTICAS RESPIRATÓRIAS NA ASSISTÊNCIA DOMICILIAR PARA O PORTADOR DE SÍNDROME DE IMOBILIDADE E TRAQUEOSTOMIZADO POR LONGO PERÍODO COM OBJETIVO DE IMPEDIR A REINTERNAÇÃO HOSPITALAR POR INFECÇÃO PULMONAR ZAMPONI H.L.; QUEIROZ C.A.C.; INOKI H.LA.
  • 23. 91. PERFIL DOS PACIENTES ACOMPANHADOS POR SERVIÇO DE ATENÇÃO DOMICILIAR DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO-SP CHAGAS H.L.R.; LANDUCCI L.F.; MACHADO L.V. 92. ATENDIMENTO MULTIPROFISSIONAL REALIZADO PELO SERVIÇO DE ATENÇÃO DOMICILIAR ESPECIALIZADO (SADE) A PACIENTE PORTADOR DE ESCLEROSE LATERAL AMIOTRÓFICA (ELA) CHAGAS H.L.R.; LANDUCCI L.F.; MACHADO L.V.; GAETTI-JARDIM JR.E.; SILVA S.; MOLINA V.S.; NAKAOSKI T. 93. O USO DA FERRAMENTA PDCA PARA TREINAMENTO DA LAVAGEM DE MÃOS NA ASSISTÊNCIA DOMICILIAR NETO I.A.O.; LIMA S.; MOURA A.F. 94. PID: UMA ESTRATÉGIA PARA A ROTATIVIDADE DOS LEITOS DO HM MOTA I.C.; GUILHERME M.V.; SILVA A.P.A.D.; FIALHO A.V.M.F. 95. PROCESSO DE ENFERMAGEM UMA FERRAMENTA NA PROMOÇÃO DO CUIDADO DOMICILIAR DO ENFERMEIRO MOTA I.C.; GUILHERME M.V.; SILVA A.P.A.D.; FIALHO A.V.M.F. 96. A EQUIPE DO PAD DO HM NA BUSCA DA INTEGRALIDADE MOTA I.C.; GUILHERME M.V.; SILVA A.P.A.D.; FIALHO A.V.M.F. 97. CARACTERÍSTICAS SÓCIO DEMOGRÁFICAS DO PROGRAMA DE ASSISTÊNCIA DOMICILIAR DO HOSPITAL DE MESSEJANA MOTA I.C.; GUILHERME M.V.; SILVA A.P.A.D.; FIALHO A.V.M.F. 98. A ATUAÇÃO DA FISIOTERAPIA NA REABILITAÇÃO PULMONAR EM DOMICÍLIO BARROS J.L.; CAPELETTI A.M.; COVOLAN C.L. 99. ATENDIMENTO PSICOLÓGICO DOMICILIAR FOCADO NO LUTO ANTECIPATÓRIO FONSECA J.P. 100. CARTILHA DO CUIDADOR E PRONTUÁRIO DE CUIDADOS PALIATIVOS: CONSTRUINDO O CUIDADO NO DOMICÍLIO OLIVEIRA J.R.; BARROSO A.B.P.; SOBRAL F.C.; SILQUEIRA S.; CARMO K.M.C. 101. 111 DIAS DE SEDAÇÃO PALIATIVA: SEDAR E REFLETIR SOBRE O MORRER COM DIGNIDADE OLIVEIRA J.R.; BARROSO A.B.P.; SOBRAL F.C.; VIEIRA A.B.; TIMO E.M.N.; SILQUEIRA S.; CARMO K.M.C. 102. AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA DOS PACIENTES QUE INICIARAM USO DE OXIGÊNCIO LÍQUIDO DOMICILIAR PELA PREFEITURA MUNICIPAL DE SANTO ANDRÉ DIAS J.F.; SOUZA A.P.G.S.; FOGAGNOLI M.
  • 24. 103. PACIENTE DPOC EM USO DE OXIGÊNIOTERAPIA DOMICILIAR: ESTUDO DE CASO BOARETTO J.A.; SOUZA D.A.F.; SANTANA D.E.; TRUZZI P.T.M.; PEREIRA L.C. 104. ASSISTÊNCIA DOMICILIAR AO IDOSO NO PROGRAMA DA PREFEITURA DE BAURU SILVA J.A.C.; SAES I.P.; CRUZ M.M.G.S. 105. REVISÃO DE PROTOCOLO DA ATENÇÃO PRIMÁRIA DOMICILIAR (APD) FIDELIS J.G.; SANTOS M.E.; DALMASO, ASW. 106. INCIDÊNCIA DE QUEDAS E FATORES ASSOCIADOS EM UMA POPULAÇÃO DE UMA CIDADE BRASILEIRA: INQUÉRITO DOMICILIAR ALBUQUERQUE J.P.; MACIEIRA T.G.R.; TADEU L.F.R.; ERCOLE F.F.; CHIANCA T.C.M. 107. LASERTERAPIA: UMA ALTERNATIVA DE TRATAMENTO EM ÚLCERAS NO PROGRAMA DE INTERNAÇÃO DOMICILIAR OLIVEIRA J.R.C.; PEREIRA L.C. 108. PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DE PACIENTES ACOMPANHADOS EM UM SERVIÇO DE ATENÇÃO DOMICILIAR BARREIROS J.T.; SCOTTINI M.A.; CADORE F.L.; NASCIMENTO I. 109. ANÁLISE DOS ÓBITOS DE UM SERVIÇO DE ATENÇÃO DOMICILIAR: UMA RELAÇÃO COM INDICADOR DE QUALIDADE DE SERVIÇO? BARREIROS J.T.; SCOTTINI M.A.; CADORE F.L.; NASCIMENTO I. 110. INSTRUMENTO FACILITADOR PARA AS INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM NA ASSISTÊNCIA DOMICILIAR EM CUIDADOS PALIATIVOS ONCOLÓGICOS SOUSA J.C.S.; CLEMENTE R.P.D.S.; JOSÉ S.A.P. 111. A RELAÇÃO ENFERMEIRO-CUIDADOR NA ASSISTÊNCIA DOMICILIAR: UMA REALIDADE NO CUIDADO PALIATIVO ONCOLÓGICO SOUSA J.C.S.; JOSÉ S.A.P. 112. PERFIL FUNCIONAL DE IDOSOS ADMITIDOS EM ASSISTÊNCIA DOMICILIAR PINTO J.M.; FERREIRA C.G.; KRAMM M.F.; WEBER L.; MAGALHÃES M.L.A.J.; CORRAL L.R.; LEMOS N.D. 113. ENVELHECIMENTO: VISÃO DA EQUIPE MULTIPROFISSIONAL DO INSTITUTO DE REABILITAÇÃO NO AMBIENTE DOMICILIAR GERONTOLÓGICO-HCFMRP/USP PRADO K.G.; VICTAL F.C.A.; OLIVEIRA E.B.; PERRONI G.G.G.; CARVALHO T.S.E. 114. A INTERVENÇÃO DA TERAPIA OCUPACIONAL NA VISITA DOMICILIAR DE IDOSOS: RELATO DE EXPERIÊNCIA DO SERVIÇO DE GERIATRIA E GERONTOLOGIA DO HCFMRP-USP
  • 25. PRADO K.G.; VICTAL F.C.A.; CARVALHO P.T.G.; BELCHIOR C.G.; SANTANA C.S.; CARVALHO T.S.E. 115. POPULAÇÃO IDOSA E CUIDADOS PALIATIVOS NA CIDADE DE SÃO PAULO X ASSISTÊNCIA DOMICILIAR ANDRADE L.; SANCHES N.M.; YAMAGUCHI A.M.; HIGA-TANIGUCHI K.T.; BIANCHINI I. 116. ANÁLISE QUALITATIVA DOS RELATOS DE ÓBITO EM DOMICÍLIO: POPULAÇÃO IDOSA E CUIDADOS PALIATIVOS. ANDRADE L.; SANCHES N.M.; YAMAGUCHI A.M.; HIGA-TANIGUCHI K.T.; BIANCHINI I. 117. CUIDADOS PALIATIVOS EM ASSISTÊNCIA DOMICILIAR: A EXPERIÊNCIA DO NADI ANDRADE L.; SANCHES N.M.; YAMAGUCHI A.M.; HIGA-TANIGUCHI K.T.; BIANCHINI I. 118. CUIDADORES DE IDOSOS DEPENDENTES E AS RELAÇÕES FAMILIARES PEDREIRA L.C.; OLIVEIRA A.M.S. 119. COTIDIANO DE IDOSOS COM SEQUELAS DE ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO NO CUIDADO DOMICILIAR PEDREIRA L.C.; LOPES R.L.M. 120. AVALIAÇÃO DA MEDIDA DE INDEPENDÊNCIA FUNCIONAL EM IDOSOS ENCAMINHADOS À ATENÇÃO DOMICILIAR NA CIDADE DE VÁRZEA PAULISTA PEREIRA L.C.; PUPO K.R.; CANTONE N.G.; TRUZZI P.T.M.; BOARETTO J.A. 121. PERFIL DE PACIENTES ENCAMINHADOS AO ATENDIMENTO DOMICILIAR: UM OLHAR FISIOTERAPÊUTICO PEREIRA L.C.; VASCONCELLOS K.; ROSSO L.G.S.D.; TRUZZI P.T.M.; BOARETTO J.A. 122. INSTRUMENTO MULTIPROFISSIONAL DE AVALIAÇÃO DA ADESÃO FARMACOTERAPÊUTICA: A TROCA DE SABERES COMO ESTRATÉGIA PARA GARANTIR O USO RACIONAL DE MEDICAMENTOS GONÇALVES L.A.P.; MARINS, H.M.R.; SANTOS M.A.M., RIBEIRO S.S. 123. ATENDIMENTO DOMICILIAR - UM ENFOQUE PSICOLÓGICO DA TERAPIA COGNITIVA COMPORTAMENTAL MOTA L.F. 124. A ATUAÇÃO DA PSICOLOGIA EM VISITA DOMICILIAR: O CUIDADOR EM FOCO GONÇALVES L.M.; FACCHINI G.B.; FERRIOLLI E.; OLIVEIRA B.E. 125. UNIATENDE: ATENDIMENTO DOMICILIAR CARVALHO L. 126. MÃES CORAGEM: NAS LENTES DO PROGRAMA DE ASSISTÊNCIA DOMICILIAR INTERDISCIPLINAR DO INSTITUTO FERNANDES FIGUEIRA
  • 26. VACHOD L.; FILHO A.D.C.; SOUZA O.; ALENCAR P.S.S.; LINHARES D.B.C.D.; FREITAS L.A.V.; PESSANHA F.B.; SILVA C.P.; LIMA J. 127. O ACESSO À TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO E DA COMUNICAÇÃO PARA PACIENTES COM FIBROSE CÍSTICA ASSISTIDOS PELO PROGRAMA DE ASSISTÊNCIA DOMICILIAR INTERDISCIPLINAR VACHOD L.; CRUZ FILHO A.D.; SOUZA O.; PESSANHA F.B.; FREITAS L.A.V.; BARROSO R.; ALENCAR P.S.S.; LINHARES D.B.C.D. 128. TECNOLOGIA A FAVOR DO HOME CARE DAL BEM L.W.; MOURA A.F.; BUSSACOS M.A. 129. A ARTE E A CIÊNCIA DA ENFERMAGEM CUIDANDO DO CUIDADOR PAULA L.L.L.; RODRIGUES M.I.; OLIVEIRA J.P.G.C.; SÁ S.L.C.; SÁ E.C. 130. INFORMATIZAÇÃO NO ACOMPANHAMENTO DO PACIENTE EM INTERNAÇÃO DOMICILIAR PAULA L.L.L.; OLIVEIRA J.P.G.C.; FAIAD C.E.A.; SILVA M.J.E.; SÁ S.L.C. 131. TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL DOMICILIAR EM PACIENTES ATENDIDOS PELA SECRETARIA MUNICIPAL DA SAÚDE DE CURITIBA SCHIEFERDECKER M.E.M.; CAMPOS A.C.L.; LECHETA D.R. 132. PREPARANDO-SE PARA VIVER COM QUALIDADE E MORRER COM DIGNIDADE: DISCUSSÃO COM FAMILIARES/CUIDADORES E PROFISSIONAIS DA ÁREA DA SAÚDE LEITE M.L.C.B.; REIS E.R.; SOARES A.M.; FERNANDES R.O.M. 133. IDOSO CUIDANDO DE IDOSO: A DIFÍCIL TAREFA DE CUIDAR MAGALHÃES M.L.A.J.; LOUREIRO DA SILVA; A.P.L.; KRAMM MF; TOBIAS M.A.; LEMOS N.D. 134. O RESGATE DA ATIVIDADE DE LAZER PARA CUIDADORES DE IDOSOS DO PROGRAMA DE ASSISTÊNCIA DOMICILIÁRIA AO IDOSO MAGALHÃES M.L.A.J.; LOUREIRO DA SILVA; A.P.L.; TOBIAS M.A.; RICO N.C.; AFFONSO P.M.C.; LEMOS N.D. 135. CUIDADOS OFERECIDOS AOS PACIENTES ACAMADOS: UM OLHAR MUITO ALÉM DOS CURATIVOS OLIVEIRA M.R.M; MORAES T.C.; VELOSO P.B.D.A.; VASCONCELOS K.S.; REBELO M.; MAGALHÃES P.M.R. 136. PERFIL CLÍNICO EPIDEMIOLÓGICO DOS PACIENTES ATENDIDOS NO SERVIÇO DE ASSISTÊNCIA DOMICILIAR NA CIDADE DO RECIFE MORAES T.C.; OLIVEIRA M.R.M; VELOSO P.B.D.A.; REBELO M.; GALVÃO L.G.; OLIVEIRA S.R. 137. VISITA DOMICILIÁRIA: O REFLEXO DAS GESTANTES
  • 27. PEREIRA M.T.J.; SILVA A.C.; GONÇALVES P.; RODRIGUES T.P. 138. PRÁTICAS INTEGRADAS EM SAÚDE COLETIVA: RELATO DE CASO DE ATENÇÃO INTERDISCIPLINAR À SAÚDE DE PACIENTE COM PARALISIA CEREBRAL SILVEIRA M.P.T.; CARDOSO C.K.; CUSTÓDIO P.M.; TORRES O.M.; BUENO E.A.; MALHEIROS R.T.; BALK R. 139. PRÁTICAS INTEGRADAS EM SAÚDE COLETIVA: RELATO DE CASOS SILVEIRA M.P.T.; CARDOSO C.K.; PAGNUSSAT A.; RECART F.L.; TORRES O.M.; GOMES P.V.L. 140. DESCRIÇÃO DO SERVIÇO DE ASSISTÊNCIA DOMICILIAR PEDIÁTRICA NO INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER SEVILHA M.; BORSATTO A.; BALDIVIESO S.; WYLSON D.; FERMAN S.; NAYLOR C.; SOUZA J.C. 141. A REALIDADE DO ÓBITO EM UM SERVIÇO DE ASSISTÊNCIA DOMICILIAR EM CUIDADOS PALIATIVOS SEVILHA M.; TUTUNGI M.; BORSATTO A.; AQUINO S.; COSTA V.; SOUZA J. 142. NECESSIDADES DE CUIDADOS DOMICILIARES A PESSOA IDOSA: PERSPECTIVAS DA ASSISTÊNCIA DOMICILIAR SANTOS M.M.; PINTO JR. E.P.; VILELA A.B.A. 143. A INTERNAÇÃO DOMICILIAR E O IMPACTO SOBRE A MÉDIA DE PERMANÊNCIA HOSPITALAR NA CLÍNICA MÉDICA EM UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DO RS LAMPERT M.A.; GUERRA T.; BRONDANI C.M.; RIZZATTI S.J.S.; DONATI L.; CEREZER L.G.; ZIMMERMANN C.; XAVIER M.A.R. 144. CARACTERIZAÇÃO DO PROGRAMA DE ATENDIMENTO DOMICILIAR DO MUNICÍPIO DE BRAGANÇA PAULISTA ARREBOLA M.R.B.; GAIA J.L.; KUBOTA S.M.P.; MATSUI O.A.; PAOLINETTI S.S.; RIENZO F.A.; SILVA FILHO B.R.; SILVINO V.F.; SIQUEIRA M.F. 145. ASSISTÊNCIA FISIOTERAPÊUTICA DOMICILIAR NO MUNICÍPIO DE IÇARA/SC FERNANDES M.R.M.; FIGUEIREDO F.S.; RESSLER S. 146. VISITA DOMICILIAR PARA O IDOSO DEPENDENTE E SEU CUIDADOR: RELATO DE EXPERIÊNCIA SILVA M.L.S. 147. (RE)CONSTRUINDO O SABER E O SER DO ENFERMEIRO NO PAD-HM GUILHERME M.V.S.; MOTA I.C.; SILVA A.P.A.D.; FIALHO A.V.M.F. 148. OFICINA DE CUIDADORES: UMA ESTRATÉGIA PARA O CUIDAR GUILHERME M.V.S.; MOTA I.C.; SILVEIRA S.M.C.; LEITÃO A.C.; COSTA M.C.; SILVA A.P.A.D.; FIALHO A.V.M.F.
  • 28. 149. A IMPORTÂNCIA DA INTERDISCIPLINARIEDADE NA PROMOÇÃO DE SAÚDE EM PACIENTES RENAIS CRÔNICOS E NA PREVENÇÃO DA EVOLUÇÃO DE NEFROPATAS EM SEUS FAMILIARES DURANTE VISITAS DOMICILIARES DUTRA M.S.; SANTOS C.R.; COELHO J.S. 150. AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM DE UM SERVIÇO DE ASSISTÊNCIA DOMICILIAR PRIVADO, 2009 - 2010 BEZERRA M.C.; ROSENDO M.B.; BARBOSA V.F.B.; ARAÚJO L.C.A. 151. A VISITA DOMICILIAR PÓS ALTA AO IDOSO: O PSICÓLOGO NA EQUIPE INTERDISCIPLINAR RUBIO M.E.; SILVA M.J.S.; ZAMPIERI R.C.; SILVA I.P.; COUTO T.V. 152. ATENDIMENTO FISIOTERAPÊUTICO DOMICILIAR EM SAÚDE PÚBLICA: UMA PARCERIA ENTRE CENTRO UNIVERSITÁRIO E PREFEITURA DE VÁRZEA PAULISTA SILVEIRA N.D. 153. PERFIL DO IDOSO EM SITUAÇÃO DE INTERNAÇÃO DOMICILIAR AZEVEDO N.M.; OLIVEIRA R.S.; RIBEIRO J.A.M.; ALVES A.V.M.M.; NASCIMENTO R.M.S.; ESPÍRITO SANTO F.H. 154. MONITORIA DE PRÁTICAS DE SAÚDE NA ASSISTÊNCIA DOMICILIAR: RELATO DE EXPERIÊNCIA FLORENCIO N.M.; BARBOSA V.F.B. 155. ORIENTANDO CUIDADORES: UMA ABORDAGEM MULTIDISCIPLINAR LEAL N.A.B.; MENDONÇA L.A.; PROENE L.O.;AMORIM F.G. 156. ELABORAÇÃO DO MANUAL DO CUIDADOR: FACILITANDO O CUIDADO LEAL N.A.B.; MENDONÇA L.A.; PROENE L.O.;AMORIM F.G. 157. PROGRAMA UNIMED LAR LEAL N.A.B.; MENDONÇA L.A.; PROENE L.O.;AMORIM F.G. 158. SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM DOMICILIAR AO IDOSO E CUIDADOR: RELATO DE CASO FLORENCIO N.M.; SILVA S.A.P.; NASCIMENTO I.T.X.; BARBOSA V.F.B.; VASCONCELOS A.S. 159. O CUIDAR INDIVIDUALIZADO: VISÃO INTEGRADA DO ENFERMEIRO E TERAPEUTA OCUPACIONAL NA ASSISTÊNCIA DOMICILIAR OLIVEIRA N.; TRINDADE L. 160. TRANSDISCIPLINARIEDADE: UMA AÇÃO DO CUIDAR DA ENFERMEIRA NA ASSISTÊNCIA DOMICILIAR OLIVEIRA N.A.; FRAGA I.; SANTOS E.
  • 29. 161. A IMPORTÂNCIA DO SERVIÇO DE HOME CARE COMO ESTRATÉGIA PARA DESOSPITALIZAÇÃO E HUMANIZAÇÃO DO CUIDADO MARTINS P.A. 162. FARMACOVIGILÂNCIA NA PRONEP SÃO PAULO: BUSCA ATIVA DE EVENTOS ADVERSOS SILVA P.S.S.; RABADAN V.; SANTOS E.F. 163. CUIDADO EM AD PEDIÁTRICA: O CUIDADOR FAMILIAR SANTANA P.; ALMEIDA H.; NUNES A. 164. SERVIÇO SOCIAL NO SIAD - SERVIÇO INTEGRADO DE ATENDIMENTO DOMICILIAR BALTOR P.G.; MADUREIRA M.M. 165. PACIENTES INTERNADOS NO SERVIÇO DE ASSISTÊNCIA DOMICILIAR DE RECIFE VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA VELOSO P.B.D.A.; MORAES T.C.; OLIVEIRA M.R.M.; REBELO M.; WERLE M.H. 166. AVALIAÇÃO DO ENFERMEIRO DO HOME CARE EM PACIENTES COM ÚLCERAS DE PRESSÃO GONÇALVES R.C.S.; NETO I.A.O. 167. ESTRESSE DO TÉCNICO DE ENFERMAGEM NO AMBIENTE DE TRABALHO DO HOME CARE CARDOSO R.C.N.; RODRIGUES R.P. 168. VIVA A VIDA - MELHORANDO A QUALIDADE DE VIDA DO USUÁRIO ACAMADO E DO CUIDADOR FERNANDES R.O.M.; FREIRE S.M.S.; SILVEIRA L.C.V.; BERNAARDI D.C.C.; GUSMÃO V.C.; BORGES E.D.C.; PADUE A.N.M.M.; DUARTE M.N.; MARQUES M.R.; MEDEIROS V.M.; MACEDO C.M.; LEITE M.L.C.B. 169. ATENDIMENTO DOMICILIAR: ASSISTÊNCIA PRESTADA A PACIENTES CRÔNICOS SILVA R.; BARRETO F.I. 170. PERFIL SOCIAL PIRES R.; SANTOS A.P.M.B.; OLIVEIRA T.C.S.; SOUZA J.C.S. 171. HIPODERMÓCLISE NA ASSISTÊNCIA DOMICILIAR PALIATIVA: VIA DE ACESSO A FÁRMACOS MARTINS R.; PIEDADE J.R.; DIAS A.P.; HABERT A.; JUNIOR S.G. 172. PRÁTICAS INTEGRADAS EM SAÚDE COLETIVA: RELATO DE CASO DE ACOMPANHAMENTO INTERDISCIPLINAR À USUÁRIO ACOMETIDO POR ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO
  • 30. MALHEIROS R.T.; TORRES O.M.; PAGNUSSAT A.S.; CARDOSO C.K.; CUSTODIO P.M.; BUENO E.A. 173. CUSTO-BENEFÍCIO DA ENFERMAGEM EM CUIDADOS PALIATIVOS NO DOMICÍLIO: REVISÃO DE LITERATURA VIEIRA R.Q.; FORNARI J.V. 174. ATENDIMENTO DOMICILIAR EM ODONTOGERIATRIA ALMEIDA, A.K.M; ALMEIDA R.K.M. 175. PROGRAMA DE INTERNAÇÃO DOMICILIAR: A ASSISTÊNCIA DO ENFERMEIRO NA VISÃO DE CUIDADORES DE IDOSOS MARQUES R.S.; CÂNDIDO C.M.; OLIVEIRA C.F.P. 176. ASSISTÊNCIA DOMICILIAR: VÍNCULO E AFETO VENCENDO OBSTÁCULOS GIBRAM R.M.; HIRANO K.C.; MION C.; STACCO M.I. SANCHES M.E.B.; MAZUCHE I. 177. RELATO DE EXPERIÊNCIA DA PARTICIPAÇÃO DE NUTRICIONISTAS DO PROGRAMA DE RESIDÊNCIA MULTIPROFISSIONAL EM SAÚDE DA FAMÍLIA NA ROTINA DA RESIDÊNCIA MULTIPROFISSIONAL EM ATENÇÃO HOSPITAR THIEME R.D.; LOPES C.V.A.; MELLO A.P.; HAUSSCHILD D.B.; OLIVEIRA E.F.A.; GRIPPA R.B.; SCHIEFERDECKER M.E.M. 178. ASSISTÊNCIA ESPECIALIZADA EM EMPRESA DE HOME CARE PARTICULAR NASCIMENTO S.S.; HAYASAKA C.Y. 179. A REDUÇÃO DOS CUSTOS POR UMA OPERADORA DE SAÚDE COM A INSERÇÃO DO PACIENTE NA MODALIDADE ASSISTÊNCIA DOMICILIAR LIMA S.; NETO I.A.O. 180. CRIAÇÃO DE UMA COMISSÃO DE ÉTICA DE ENFERMAGEM EM HOME CARE LIMA S.; MOURA A.F. 181. AVALIAÇÃO DO PROGRAMA DE INTERNAÇÃO DOMICILIAR DE SANTO ANDRÉ, NA ÓPTICA DA EQUIPE TIBÉRIO S. 182. GRUPO DE CUIDADORES FAMILIARES: CONTRIBUIÇÃO AO TRABALHO DOS PROFISSIONAIS DA EQUIPE DE SAÚDE SILQUEIRA S.; BARROSO A.B.P.; OLIVEIRA J.R.; SOBRAL F.C.; CARMO K.M.C. 183. RELATO DE ESTUDO DESENVOLVIDO COMO AURÍCULOPROFILAXIA PARA GRIPE H1N1 EM PACIENTES ACAMADOS SOARES S.E.A.; HOLLANDA N.; GOMES J.G.S.; BARROS M.C.N. SANTOS M.S.; GOMES G.M.G.S. 184. ASSISTÊNCIA DOMICILIAR NA ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA: RELATO DE CASO
  • 31. ALBUQUERQUE S.C.S.; GOMES J.I.G.; SILVA M.G.M.; LIRA N.E.; FLORENCIO N.M.; BARBOSA V.F.B.; VASCONCELOS A.S. 185. OS SENTIMENTOS E PERCEPÇÕES DO CUIDADOR NO DOMICÍLIO ANACLETO T.; ALMEIDA H.; NUNES A.;RIBEIRO K.F.; SANTANA P. 186. VISITA DOMICILIAR PÓS ALTA: ATENDIMENTO A IDOSOS NO DOMICÍLIO COUTO T.V.; NOGUEIRA O.E.; SILVA M.J.S.; SILVA I.P. 187. A AUTONOMIA DO PROFISSIONAL ENFERMEIRO NO CONTEXTO DA ATENÇÃO DOMICILIAR OLIVEIRA T.A.; CASTRO E.A.B; RIBEIRO L.C. 188. A EQUIPE INTERDISCIPLINAR E O USUÁRIO DO SUS NO MODELO DE ASSISTÊNCIA DOMICILIAR OLIVEIRA T.A.; CASTRO E.A.B; RIBEIRO L.C. 189. O MODELO DE ASSISTÊNCIA DOMICILIAR NO SISTEMA PÚBLICO DE SAÚDE: IMPLICAÇÕES AO ESTADO, PROFISSIONAIS E USUÁRIOS OLIVEIRA T.A.; CASTRO E.A.B; RIBEIRO L.C. 190. INSERÇÃO DA PALHAÇA NA ASSISTÊNCIA DOMICILIÁRIA: UM INSTRUMENTO FACILITADOR NO COTIDIANO DO CUIDAR HASHIMOTO T.H.F.; SPORTELLO E.F.; FUKUOKA M.H.; MALHEIROS M. 191. ATENDIMENTO FISIOTERAPÊUTICO DOMICILIÁRIO DE IDOSA COM ÚLCERAS CULTÂNEAS CRÔNICAS PESAVENTO T.; COVOLAN C.R. 192. NÚCLEO REGIONAL DE ATENÇÃO DOMICILIAR: IMPACTO NA ATENÇÃO À SAÚDE DE CEILÂNDIA ALENCAR V.A. 193. PROJETO DE EXTENSÃO DES-HOSPITALIZAÇÃO E PREVENÇÃO DE RE- HOSPITALIZAÇÃO NO HOSPITAL REGIONAL DE CEILÂNDIA: INTEGRAÇÃO ENSINO-SERVIÇO ALENCAR V.A.; MARTINS E.F.; SOUSA V.N. 194. ANÁLISE DA SOBRECARGA EM CUIDADOR INFORMAL DE PACIENTE COM SEQUELA NEUROLÓGICA NA ASSISTÊNCIA DOMICILIAR SOUZA V.S.; COVOLAN C.R. 195. MONITORAMENTO DAS INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS GRAVES NOS PACIENTES EM INTERNAÇÃO DOMICILIAR NA PRONEP SÃO PAULO RABADAN V.; SILVA P.S.S.; SANTOS E.
  • 32. 196. BENEFÍCIOS DO PROCEDIMENTO DE GASTROSTOMIA PERCUTÂNEA ENDOSCÓPICA (GPE) EM PACIENTE ACOMETIDO POR ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL (AVC) CORREIA V.D.; ANDRADE L.; SILVA D. 197. CURATELA: REPRESENTAÇÃO CIVIL DE PORTADORES DE DEMÊNCIA AVANÇADA CORREIA V.D.; ANDRADE L. 198. ELABORAÇÃO DE MATERIAL ORIENTADOR SOBRE PÉ DIABÉTICO: UMA DIDÁTICA MAIS SIMPLES COMO MEIO DE PREVENÇÃO NA ASSISTÊNCIA DOMICILIAR ROQUE V.; LOPES V.C.L.; SANTOS J.M.; COZIN S.K. 199. ACOMPANHAMENTO DA UTILIZAÇÃO DO BARBATIMÃO EM ÚLCERAS DE MEMBROS INFERIORES PERISSÉ V.L.C.; MELO C.M.S.S.; SANTOS R.M. 200. ESTADO NUTRICIONAL DE IDOSOS ATENDIDOS EM UM PROGRAMA DE ASSISTÊNCIA DOMICILIAR EM UM MUNICÍPIO NO INTERIOR DE SÃO PAULO MOLINA V.B.C.; MIRANDA P.B.; BARBIM E.C.; FERREIRA R.C. 201. PERFIL NUTRICIONAL DE PACIENTES EM HOME CARE DE UM HOSPITAL PARTICULAR DE PORTO VELHO-RO SILVA V. 202. ESTUDO COMPARATIVO NA UTILIZAÇÃO DA TERAPIA NUTRICIONAL ORAL NA CICATRIZAÇÃO DE FERIDAS PERISSÉ V.L.C.; SANTOS R.M.; MELO C.M.S.S.; SILVA C.M.R. 203. VISITAS DOMICILIARES: EXPERIÊNCIA EXITOSA DOS ALUNOS DO 6º PERÍODO DO CURSO DE FARMÁCIA DA UNIFAL-MG SOUZA W.A.; HEYDEN V.M.D.; VILAS BOAS O.M.G.C.; PODESTÁ M.H.M.C.; GOYATÁ S.L.T.; MACHADO T.A.; PEDROSO L.A. 204. AVALIAÇÃO DAS VISITAS DOMICILIÁRIAS REALIZADAS PARA OS IDOSOS PORTADORES DE SÍNDROME METABÓLICA SOUZA W.A.; JONAS L.T.; MONTEIRO L.T.; SANTOS C.; VILAS BOAS O.M.G.C.; PODESTÁ M.H.M.C.; GOYATÁ S.L.T. 205. PROGRAMA DE ASSISTÊNCIA DOMICILIAR DA UNIBES IKEDA W.K.; NAGO A.A.; SHAROVSKY C.
  • 33. RESUMO DOS TRABALHOS APRESENTADOS RELATO ASSISTENCIAL 01. PAD RUMO AO TRABALHO TRANSDISCIPLINAR SILVA AB, RODRIGUES J, MANI FEM, BARBOSA AS, LUSSIER CC, MARRARA MA, FELICIO MR, FERNANDES PF E ANJOS MD. Programa de Assistência Domiciliar da Santa Casa de Limeira O PAD Santa Casa de Limeira surgiu em 1999, com o objetivo de dar seguimento ao acompanhamento hospitalar, prévio ao ambulatorial, agilizando as altas e a rotatividade de leitos; otimizando os custos e humanizando o tratamento. O PAD atende doentes crônicos em processo de reagudização, sequelados de traumas, acamados e dependentes de cuidados. Neste trabalho, apresentaremos o estudo que a equipe de profissionais do PAD vem desenvolvendo sobre a transdisciplinaridade, com vistas a realizar nosso srviço baseado nos três pilares que sustentam a transdisciplinaridade: 1. Utilizar vários e diferentes níveis de realidade; 2. Incluir a lógica do terceiro termo; 3. Considerar a complexidade dos fenômenos. E tambem considerar os cinco princípios da transdisciplinaridade, de acordo com o firmado em 1994, na Primeira Grande Manifestação Mundial da Transdisciplinaridade, no Convento de Arrábida em Portugal, na Carta da Transdisciplinaridade, dirigida por Basarab Nicolescu, Edgar Morin e Lima de Freitas: 1. Trabalho em Equipe; 2. Familiarização dos profissionais com cada área diferente da sua; 3. Legibilidade e compartilhamento dos discursos; 4. Geração de novos dispositivos; 5. Tomada de decisão horizontal. Para concluir, acreditamos que cruzando fronteiras das diversas disciplinas, estaremos estabelecendo pontes para estudarmos fenômenos em diferentes âmbitos, não reduzindo o ser humano a uma definição, buscando melhorar ainda mais nossa atuação junto aos nossos clientes, acreditando que o desenvolvimento das ciências não se efetua por acumulação de conhecimentos, mas sim por transformação dos princípios que organizam o conhecimento. Autor Principal: Adriana Bayeux da Silva pad@santacasalimeira.com.br dribayeux@bol.com.br
  • 34. RELATO ASSISTENCIAL 02. OFICINA PARA CUIDADORES: UMA PROPOSTA DE RELAÇÃO ENTRE O SERVIÇO DE ATENÇÃO DOMICILIAR E A COMUNIDADE SILVA, A.S.B.; CHAYAMITI, E.M.P.C. GARCIA, R.A.C.; SGUILLA, L.S. Serviço de Atenção Domiciliar- SMS-Ribeirão Preto-SP As ações de promoção, prevenção, tratamento, cuidados paliativos e reabilitação em atenção domiciliária visam promover a cidadania da comunidade. A atuação crescente do Serviço de Atenção Domiciliar (SAD) no município de Ribeirão Preto-SP fomentou o interesse de um grupo de agentes da Pastoral da Saúde, de uma igreja cristã, em obter informações sobre o cuidado em domicílio às pessoas acamadas. Para atender a esta necessidade o coordenador da Pastoral da Saúde, o gerente da Unidade de Saúde, a coordenadora do SAD e membros da equipe multiprofissional (enfermeiros, farmacêutico, fisioterapeuta) desse Serviço elaboraram as Oficinas de Cuidadores. As Oficinas foram introduzidas como inovação na atenção domiciliária do município, oferecidas aos agentes pastorais e aos cuidadores dos pacientes do SAD. Nesta direção, as Oficinas de Cuidadores foram inseridas como estratégias para o cuidado, um espaço democrático de diálogo entre os trabalhadores do SAD e os cuidadores, sobre o cuidado em todas as dimensões humanas. A primeira Oficina de Cuidadores foi realizada em 2008, e composta por quatro encontros, com duração de duas horas. Os temas discutidos foram o conceito de cuidado, cuidados com o cuidador, cuidados com pele, hidratação, alimentação, eliminação, administração de medicamentos e posicionamentos de conforto. Em 2010, a Oficina de Cuidadores tornou-se estratégia inclusa no Plano Municipal de Saúde. Os temas foram ampliados e pautados na Teoria das Necessidades Humanas Básicas referem-se ao cuidado, cuidado com o cuidador e à pessoa acamada em suas dimensões psicobiológica, psicossocial e psicoespiritual e terminalidade. Assim, busca-se consolidar a integralidade da assistência domiciliária no município de Ribeirão Preto. Autor Principal: Adriana Serafim Bispo e Silva bispoadriana@uol.com.br
  • 35. RELATO ASSISTENCIAL 03. A CONTRIBUIÇÃO DA PARCERIA UNIVERSIDADE E SERVIÇO DE ATENÇÃO DOMICILIAR PARA CONSOLIDAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DOMICILIÁRIA SILVA; A.S.B; CHAYAMITI, E.M.P.C. Serviço de Atenção Domiciliar- SMS-Ribeirão Preto-SP A organização do Serviço de Atenção Domiciliar (SAD) no município de Ribeirão Preto-SP avança em direção da interação e articulação de práticas e saberes necessários para a oferta de assistência à saúde integral e resolutiva. Para tanto, conta com uma equipe multiprofissional composta por médicos, enfermeiros, auxiliares, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, que em articulação com uma universidade pública e três universidades particulares, seus alunos dos cursos de graduação de medicina, enfermagem, fisioterapia, nutrição e psicologia esforçam-se para consolidar atenção domiciliária sob a óptica da interdisciplinaridade. Nesta equipe, propõe-se elaboração dos planos terapêuticos aos pacientes, nos quais prima-se pelo respeito e compartilhamento do saber específico de cada profissional. Durante a realização dos estágios os alunos tem a possibilidade de vivenciar o cotidiano do trabalho em equipe multiprofissional, suas potencialidades e dificuldades, a amplitude do processo de trabalho interno e externo que compõe a assistência domiciliária e elaboraração de desenhos de intervenções que envolvem o cuidado biopsicosocial e avança para a relação familiar e as interfaces interssetoriais para a oferta da atenção integral. O aluno de graduação exercita a ética profissional sob o olhar das subjetividades e dos valores culturais e sociais da família e do usuário, emprega evidências científicas utilizando os protocolos de assistência às pessoas com feridas, em oxigenoterapia domiciliária, com problemas urinários e estomias. Desse modo, o SAD configura-se como espaço profícuo de realização de atividades teóricopráticas dos alunos, possibilitando a prática da comunicação com usuários e familiares, membros da equipe e outros atores sociais. Aos profissionais do SAD, a parceria universidades e Serviço contribui para atualização profissional, reelaboração contínua dos processos de trabalho pautadas em análises dos limites e das possibilidades de atuação. Autor Principal: Adriana Serafim Bispo e Silva bispoadriana@uol.com.br
  • 36. RELATO ASSISTENCIAL 04. CUIDADOS PALIATIVOS: APAGANDO AS LUZES DO "NÃO HÁ MAIS NADA O QUE FAZER” PEGORETTI AAL; HOEPFNER HJ; LIELL MVV; SANTOS AH; SERVIÇO DE ATENÇÃO DOMICILIAR - UNIMED - JOINVILLE Os cuidados paliativos são frequentemente interpretados erroneamente tanto por profissionais da saúde como por leigos. Sob este aspecto e, analisando as palavras de Leo Pessini - "Tentar curar a morte é insensatez, enquanto a aceitação dos limites da vida é sabedoria”, resolvemos utilizar a Escala de Performance Paliativa para verificarmos o número de pacientes que apresentavam pontuação igual ou menor que 30. A escolha desta pontuação deveu-se a fato de que estes pacientes apresentam maior grau de dependência e proximidade da morte. O objetivo primário foi o de educar a equipe e os cuidadores em relação aos cuidados paliativos, com ênfase ao final da vida e, tentar apagar a idéia do "não há mais nada a fazer”. As orientações aos cuidadores são realizadas durante as visitas domiciliárias, ciclos de palestras e, telemonitoramento. Para a equipe as orientações ocorrem durante as visitas, em discussão de casos, leitura de publicações sobre o assunto, educação continuada e, participação no Grupo de Cuidados Paliativos. Na avaliação de setembro de 2010, foram encontrados 27 pacientes, 15 do sexo feminino e 12 do masculino, perfazendo 20% do total de pacientes acompanhados pelo serviço. 70% eram idosos e, 11% menores de 10 anos. Nos meses de março, abril e maio a média foi de 13%. Conclusão: com o número crescente de pacientes apresentando pontuação igual ou menor que 30 da Escala de Performance Paliativa, evidencia-se a necessidade da educação em cuidados paliativos. Autor Principal: Alessandra A.L.Pegoretti alessandral@joinville.unimedsc.com.br
  • 37. RELATO ASSISTENCIAL 05. PREVENÇÃO DA REINCIDÊNCIA DE QUEDAS NO IDOSO. PEGORETTI AAL; POZZO L; LIELL MVV; SOUZA TC; HOEPFNER HJ SERVIÇO DE ATENÇÃO DOMICILIAR - UNIMED JOINVILLE. Quedas são eventos frequentes entre idosos e apresentam etiologia multifatorial. Objetivando prevenir reincidências de quedas nos domicílios, a equipe iniciou um projeto para avaliar os possíveis riscos relacionados aos fatores ambientais e, necessidade da utilização de órteses por idosos que sofrem quedas. As fisioterapeutas foram comunicadas quando da ocorrência de queda, dirigindo-se ao domicílio em até 30 dias para diagnosticar os riscos ambientais e os déficits de marcha, assim como para orientar paciente e/ou cuidador quanto às adaptações necessárias. Após as avaliações, paciente e/ou cuidador assinam documento no qual declaram estar cientes do que foi diagnosticado. No decorrer do primeiro ano, verificou-se após 14 avaliações que: 58% dos domicílios possuíam banheiros sem barras de apoio nos chuveiros e vasos sanitários; 50% apresentavam tapetes escorregadios; 33% iluminação inadequada; 32% de camas com altura imprópria ou sem grade de proteção; 25% pisos escorregadios; 8% de escadas com degraus fora do padrão ou corrimões inseguros e até, sem corrimões; 50% dos pacientes apresentavam déficit de marcha e indicação para o uso de órteses como muleta, andador ou bengala. Um fato que chamou a atenção foi o de que 33% dos cuidadores não tinham noção dos riscos relatados. Conclusão: É necessária a avaliação fisioterapêutica dos idosos com déficit da marcha e, do domicílio, para diagnosticar os riscos ambientais e assim prevenir reincidência de quedas. Autor Principal: Alessandra A.L.Pegoretti alessandral@joinville.unimedsc.com.br
  • 38. RELATO CIENTÍFICO 06. INDICADORES DE PRODUTIVIDADE DA AD/INCA BORSATTO, A; TUTUNGI, M; SEVILHA, M; ARAÚJO, F; SOUZA, J. Hospital do Câncer IV/INCA - Rio de Janeiro Introdução: a assistência domicilar (AD) da unidade de cuidados paliativos do Instituto Nacional de Câncer (INCA) atende a pacientes portadores de doença oncológica, que, devido ao seu estágio avançado, encontram-se impossibilitados de receber atendimento ambulatorial. Nesse processo, são gerados indicadores de produtividade que demonstram o perfil dos atendimentos realizados pelo setor. Objetivo: quantificar os principais indicadores de produtividade da equipe da AD do INCA. Metodologia: estudo quantitativo com abordagem descritiva e recorte temporal de 93 meses. Os dados disponíveis nos arquivos da instituição foram trabalhados no software Microsoft Excel e apresentados na forma de gráficos em freqüências absolutas e percentuais. Resultados: entre os anos de 2003 e 2010 foram realizados 100.067 atendimentos domiciliares pela equipe sendo que 52% das visitas foram realizadas por enfermeiros, 22% por médicos, 15% por assistentes sociais, 8% por fisioterapeutas e 3% por psicólogos. As médias de intervalo das visitas de primeira vez variaram de 3,8 a 8,2 dias. Em relação às visitas subseqüentes as médias dos intervalos foram de 3 a 13,1 dias. Conclusões: De acordo com a proposta do cuidado paliativo moderno, o enfermeiro assume o papel de líder da equipe, realizando visitas semanais e cuidados pertinentes, identificando demandas e referenciando para cada profissional de acordo com as necessidades do paciente. Isso fica evidente no alto percentual de visitas realizadas por enfermeiros, quando comparadas às outras categorias. Observamos ainda que com o passar dos anos a unidade obteve êxito na antecipação das visitas de primeira vez e na redução do intervalo entre as visitas subsequentes. Dessa forma, objetivamos o bom controle de sintomas, a manutenção do individuo em seu domicilio, se possível até seu óbito, e suporte à família. Autora principal: Alessandra Zanei Borsatto. alessandraborsatto@gmail.com
  • 39. RELATO CIENTÍFICO 07. QUALIFICAÇÃO DO PROFISSIONAL DE NÍVEL MÉDIO QUANTO AO ATENDIMENTO A URGÊNCIA E EMERGÊNCIA NA INTERNAÇÃO DOMICILIAR. SILVA, A. C.,SILVA.T.C.B. C.,BUSSACOS.M.A. Dal Ben Home Care - São Paulo - SP INTRODUÇÃO: Para segurança do paciente no domicílio, o profissional que atua na assistência tem que estar preparado para situações de risco (quedas, convulsões e mal súbito) que devem ser reconhecidas e socorridas até a chegada de um serviço de APH, o que aumenta a sobrevida destes pacientes. O treinamento em nossa empresa é a capacitação desses profissionais para o atendimento ao Suporte Básico de Vida e na residência tem o equipamento necessário (Ambu e EPI), com treinamento focado nas habilidades práticas e técnicas de assistência com qualidade.Os instrutores são enfermeiros certificados de acordo com o currículo da American Heart Association. OBJETIVO: Capacitar os profissionais de enfermagem que prestam assistência domiciliar no reconhecimento, atendimento adequado e imediato de sinais e sintomas considerados como Urgência e Emergência. MATERIAL E MÉTODO:Pesquisa qualitativa com levantamento de prontuários dos profissionais do nível médio de enfermagem. RESULTADOS: Nossa estatística depois de um ano no início dessa capacitação mostra que temos 80% dos profissionais treinados que estão atuando diretamente na assistência domiciliar. Estes 80% estão em pacientes de média e alta complexidade. As nossas dificuldades são as mudanças do quadro de profissionais por saída do atendimento, por solicitação da família ou mesmo do profissional e término do atendimento. CONCLUSÃO:Verificou-se a diminuição considerada do stress tanto do profissional quanto dos familiares que prestam e recebem, respectivamente, a assistência domiciliar até a chegada do atendimento da APH. Evidenciamos a necessidade de todos os profissionais serem qualificados a prestar o primeiro atendimento e diferenciar situações de Urgência e Emergência para um atendimento eficaz e seguro, diminuindo o risco de morte do paciente. Autor principal: Alessandro Carelli da Silva alessandro@dalben.com.br
  • 40. RELATO ASSISTENCIAL 08. AVALIAÇÃO DO PERFIL DOS PACIENTES IDOSOS QUANTO AO GRAU DE DEPENDÊNCIA DA FUNCIONALIDADE. MOURA, A. F. ;BUSSACOS,M.A. Dal Ben Home Care - São Paulo - SP INTRODUÇÃO: Pacientes idosos são os que mais utilizam os serviços de saúde, acumulando o maior número de doenças crônicas tratadas. Grande parte dos pacientes em assistência domiciliar faz parte desta população com diferentes níveis de dependência, variando de acordo com as necessidades de cuidados. O desenvolvimento das funções necessárias para manter o equilíbrio, o bem-estar e a saúde dos idosos está ligado aos cuidados primários, bem como, seu grau de dependência profissional. DESCRIÇÃO DO SERVIÇO:Para a elaboração de estratégias de uma assistência de enfermagem personalizada se faz necessária a identificação do perfil de cada paciente de acordo com o grau de dependência. Para a obtenção dos dados e conhecimento desta população utilizou-se a “Escala de Funcionalidade dos Idosos - Escala de Katz”, cuja classificação apresenta-se da seguinte forma: 01.Independente, 02.Dependência Moderada e 03. Muito Dependente. A aplicação desta ferramenta é realizada na avaliação do enfermeiro, que antecede a internação domiciliar e para os pacientes de longa permanência é realizada mensalmente. O enfermeiro aplica o instrumento através da observação direta do paciente e/ou informações coletadas com o profissional de enfermagem, que permanece no cuidado direto ou com o familiar. Identificou-se que 68,53% apresentaram-se muito dependente, 19,49% dependência moderada e 11,89% independente. CONCLUSÃO:O envelhecimento da população é inevitável e consequentemente o nível de dependência. Os enfermeiros no Home Care vem realizando prescrições de enfermagem cada vez mais direcionadas ao público, levando em consideração todas as especificações e características destes, melhorando a qualidade e segurança. Autor principal: Alessandro Freitas de Moura alessandromoura@dalben.com.br
  • 41. RELATO CIENTÍFICO 09. ESTRATÉGIAS UTILIZADAS POR UMA EMPRESA DE CARE PARA IDENTIFICAR A SATISFAÇÃO DE SUA CLIENTELA QUANTO A CORDIALIDADE E ORGANIZAÇÃO DA EQUIPE DE ENFERMAGEM. MOURA, A. F. ;BUSSACOS,M,A. Dal Ben Home Care - São Paulo INTRODUÇÃO: A Pesquisa de Satisfação dos Clientes é uma das mais importantes ferramentas de Gestão Empresarial, e permite acompanhar o desempenho da empresa no mercado, avaliar a qualidade dos serviços e a satisfação dos seus clientes. OBJETIVO: Mensurar o que os clientes estão pensando, sentindo e fazendo sobre os processos, produtos e serviços ou área de atuação, ou seja, por meio questionários é possível coletar informações precisas sobre as necessidades do público-alvo, aceitação do produto, identificação com a marca e influência da concorrência, entre outros. MATERIAL E MÉTODO: Pesquisa quantitativa, realizada através da distribuição de questionários. RESULTADOS: O resultado final desta pesquisa apresentou informações necessárias para medir o nível de sucesso do negócio, reconhecimento de falhas e a identificação de oportunidades de melhoria com a elaboração de um plano de ações. As respostas obtidas demonstraram se as expectativas foram correspondidas ou superadas.79 questionários foram encaminhados. Foi utilizado como objeto de estudo os questionários respondidos, representando 69,6%. De acordo com aspectos relacionados à cordialidade e educação, 92,3% avaliam as expectativas correspondidas e acima do esperado, para os atendimentos realizados pelos AE/TE. O Enfermeiro foi avaliado por 94,55% dos clientes com a expectativa correspondida ou superior ao esperado.Quando tratamos da organização da equipe de enfermagem, obtivemos a aprovação de 92,73% dos clientes, cujas expectativas foram correspondidas ou estiveram acima do esperado. CONCLUSÃO:Observou-se que 96,64% aprovaram o serviço. O atendimento qualificado faz a diferença na execução geral das atividades, bem como na cordialidade do atendimento e plena satisfação do cliente. Autor principal: Alessandro Freitas de Moura alessandromoura@dalben.com.br
  • 42. RELATO ASSISTENCIAL 10. ATENDIMENTO E ACESSO DOMICILIAR RESTRITO DEVIDO AO TRAFICO DE DROGAS E VIOLENCIA URBANA LOCAL. MACHADO, A.Y.S.C.; ALMEIDA, B.; BITTENCOURT, C. S. S.; CONCEIÇÃO, C.M.G.; CARVALHO, E. A. R. HOSPITAL GERAL ERNESTO SIMÕES, SALVADOR-BAHIA. De acordo com dados do IBGE 2010, a expectativa de vida no Brasil é em média 74 anos, um dado preocupante, levando em conta a indisponibilidade de leitos hospitalares se contrapondo ao modelo de saúde curativista que é incompatível com a atual demanda do serviço. Diante disso, foi criado no Brasil em 19 de Outubro de 2006 através da portaria nº. 2. 529, o serviço de Internação Domiciliar. Atualmente o serviço no município de Salvador é composto por 14 equipes contemplando usuários do SUS conforme perfil pré- estabelecido. O cliente R.S.A. 86 anos com diagnóstico de AVC, IRC, DM, úlcera de MMII e traqueostomizado, foi admitido no serviço de internação domiciliar para continuidade do tratamento. Residente em um bairro periférico de Salvador com difícil acesso que exigiu da equipe coragem, persistência e compromisso para poder atendê-lo em seu domicílio. Contudo, a partir da terceira visita além das dificuldades de acesso, a equipe foi abordada por um grupo fortemente armado que apesar da devida identificação, e relato de quem iria visitar, não permitiram a realização do atendimento por estarem em disputa entre diferentes facções criminosas pelo tráfico local. Esse relato tem como objetivo evidenciar a precariedade do serviço de atendimento domiciliar; demonstrar as dificuldades de acesso da equipe, além de salientar a relevância que a violência exerce na inviabilização do mesmo. Contudo para a realização de uma adequada assistência domiciliar, faz-se necessário a implementação de políticas públicas direcionadas para segurança e educação de qualidade, fatores impactantes na diminuição da violência urbana e familiar, garantindo assim uma assistência integral e continuada. Celimar Souza Dos Santos Bittencourt celi.mario@hotmail.com
  • 43. RELATO ASSISTENCIAL 11. SISTEMA DE CONSEQUÊNCIAS PARA OCORRÊNCIAS COM BENEFICIÁRIOS DO PROGRMA DE ATENÇÃO DOMICILIAR (PAD) DA ASSISTÊNCIA MULTIDISCIPLINAR DE SAÚDE (AMS) DA PETROBRAS SOUSA, A.L.P; SOARES, A.O. A; VIEIRA, M. S. Programa de Atenção Domiciliar (PAD) da Assistência Multidisciplinar de Saúde (AMS) da Petrobras - Salvador/Ba Introdução: O Sistema de Conseqüências para ocorrências negativas com beneficiários do Programa de Atenção Domiciliar (PAD) tem por finalidade estabelecer uma sistemática de avaliação da qualidade dos serviços prestados pelos Serviços de Atenção Domiciliar (SADs) credenciados, buscando o reconhecimento das melhores práticas, o aprimoramento dos critérios de seleção e a garantia a sustentabilidade da AMS através da redução dos custos a partir da melhoria da qualidade. Descrição do serviço: A elaboração do Sistema de Conseqüências para ocorrências negativas com beneficiários do PAD foi realizada por equipe multidisciplinar e estabelece que as queixas de beneficiários, familiares ou não conformidades constatadas pela Equipe Operacional do Programa, referente a falhas na prestação da atenção domiciliar dos beneficiários deveram ser registradas, encaminhadas formalmente ao Serviço de Atenção Domiciliar (SAD) responsável pela assistência ao beneficiário para que responda ao questionamento e a partir da resposta do SAD realizada a análise completa da ocorrência negativa e sendo procedente é estabelecida pontuação a ser acumulada em um ano proporcional a gravidade da ocorrência negativa, gerando como conseqüência a suspensão por 30,60 ou 90 do encaminhamento de novos beneficiários até a o descredenciamento do SAD em caso de reincidência. O reconhecimento ao SAD com melhor avaliação virá através da transferência de beneficiários que seriam admitidos, através do rodízio, pelo SAD suspenso para este SAD que possuir menor pontuação acumulada. Conclusão: A implantação do Sistema de Conseqüências contribui para o aprimoramento da prestação da assistência aos beneficiários realizada pelos SADs credenciados a partir do monitoramento da qualidade realizada pela Equipe Técnica do PAD. Autor principal: André Luiz Pereira Sousa Andre_Sousa@petrobras.com.br Andrelpsousa@yahoo.com.br
  • 44. RELATO ASSISTENCIAL 12. SERVIÇO DE ASSISTÊNCIA E INTERNAÇÃO DOMICILIAR NO SUS FRIZZO,A.; REZENDE,C.M..; RHODE, E.B.; LIBERATTI, H.M.;VIEIRA, L.G.; MACHADO, M.S.; CARVALHO, M.A.P.; COUTO, S.R.; CRISPIN, S. SAID-HRMS, Campo Grande MS. Este trabalho é um projeto para o enfrentamento de uma situação problema no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul: a superlotação de leitos por pacientes crônicos estáveis. Com a implantação do SAID, 167.000 habitantes residentes no Distrito Sanitário Sul, terão acesso ao serviço de atenção domiciliar, com os seguintes critérios para inclusão: internado no HRMS, residir em Campo Grande; possuir quadro clínico estável; receber medicações injetáveis em intervalos maiores de 24 horas; a família estar de acordo e assinar um Termo de Consentimento; ter um cuidador que receberá orientações através de reuniões prévias com a equipe; elaboração do projeto terapêutico singular. A equipe de cuidadores do Hospital é composta por coordenador, médico, enfermeiro, fisioterapeuta e assistente social. Além da equipe matricial formada por fonoaudiólogo, psicólogo, terapeuta ocupacional e nutricionista. Serão atendidos pacientes adultos, portadores de patologias crônicas, sequelas de AVC, doenças respiratórias, síndrome demencial, doenças neurológicas e outras. Com a implantação do SAID, espera-se uma redução do tempo de permanência hospitalar, aumento da rotatividade e retorno do paciente ao convívio social. A atenção no domicilio encontra-se integrada ao Sistema Único de Saúde que busca nova modalidade assistencial, inserida nas mudanças que estão ocorrendo referente ao perfil demográfico e epidemiológico, aumento de sobrevida da população e das doenças crônicas degenerativas que, aliado a outros fatores, levam a um aumento de demanda de internação hospitalar. Auto principal: Alexandre Frizzo alexandrefrizzo@terra.com.br
  • 45. RELATO CIENTÍFICO 13. ATENÇÃO FARMACÊUTICA A PACIENTES ASMÁTICOS: METODOLOGIA DÁDER EM ASSISTÊNCIA DOMICILIAR RATTES, A. L. R; CAMPOS, L. M. C; LAM, R. FEPI - Itajubá - MG Introdução: A Asma apresenta etiologia multifatorial, problemas respiratórios recorrentes, alta reatividade das vias aéreas a estímulos que produzem as crises de broncoespasmos. A farmacoterapia deve estar associada a suporte de equipes multiprofissionais. A Atenção Farmacêutica é uma prática para identificação de problemas relacionados a medicamentos (PRMs) classificados quanto a necessidade (1 e 2), eficácia (3 e 4), segurança (5 e 6) e estimula a adesão e o conhecimento da farmacoterapia a partir do Método Dáder (Grupo de Investigação em Atenção Farmacêutica. Manual de Acompanhamento Farmacoterapêutico. Universidade de Granada; 2003) Objetivo: Assistência domiciliar a pacientes para identificar e resolver os problemas relacionados a medicamentos para o tratamento da Asma. Metodologia: Método Dáder, 10 pacientes com asma, maior de 21, voluntários, ambos os sexos, residentes nos municípios de Itajubá e São Lourenço - MG escolhidos aleatoriamente. Antes da coleta de dados, projeto aprovado por comitê de ética em pesquisa credenciado pelo sistema CEP/CONEP. Resultados: O interesse na resolução do problema de saúde é de 100% e a adesão ao tratamento é de 40% por não conhecerem a doença, medicamentos, esquemas terapêuticos e formas de administração. 30% informam sobre crises freqüentes mesmo com adesão a farmacoterapia. A intervenção farmacêutica ocorreu em 60% dos casos com suspeitas de PRM’s (30% do PRM 1, 10% PRM 3, 10% PRM 4, 10% PRM 6). As causas dos PRMs foram a não adesão correta ao tratamento (40%), interação medicamentosa (10%), utilização de dosagem menor (10%). Conclusões: A Assistência domiciliar viabilizou a coleta de dados para evidenciar necessidades de treinamento em relação aos esquemas terapêuticos para manejo da Asma. As intervenções levaram a um maior conhecimento dos tratamentos pelos pacientes. Autor principal: Alysson Leandro Ribeiro Rattes alrrsstt@uol.com.br
  • 46. RELATO CIENTÍFICO 14. CUIDADO PROFISSIONAL NO DOMICÍLIO: CONFLITOS E NEGOCIAÇÕES. AMANDA NUNES; ALMEIDA H; SANTANA P; RIBEIRO K.F; ANACLETO T.F.M. IFF/FIOCRUZ INTRODUÇÃO: A AD envolve vários atores sociais em uma rede complexa de relações, podendo assim gerar situações de conflitos de interesses e de valores. Os pacientes, que até pouco tempo atrás eram tratados nos hospitais, são agora transferidos/encaminhados para seus domicílios, com programas de promoção, reabilitação e de recuperação. Com o passar do tempo esse novo processo pode causar situações conflituosas entre os diversos atores envolvidos no cuidado em saúde no domicílio: o paciente, a família, os cuidadores e os profissionais, envolvendo processos decisivos e gerando uma certa crise de confiança. OBJETIVOS: Investigar e instrumentalizar esta discussão como ponto de partida para a construção de uma história de cuidado em família. MÉTODOS: Estudo de natureza qualitativa, desenvolvido segundo método descritivo de Narrativas. RESULTADOS: Os resultados dos estudos definem que durante o processo da doença os familiares se deparam com muitos conflitos, com dúvidas, angústias entre outros, mas todos estes sentimentos estão relacionados a sensação de incapacidade de ação diante de uma doença grave. A família sabe que os procedimentos não são isentos de risco, para tanto, ela quer obter todo o conhecimento específico que a auxilie a manipular cada vez mais adequadamente o aparato tecnológico indispensável ao cuidado. O profissional de saúde deve estar preparado para dividir o saber, a lidar com grupos heterogêneos, com o espaço doméstico, considerar a complexidade do processo, e saber vivenciar e conduzir os conflitos desta relação de saúde dada no domicílio. CONCLUSÃO: Reconhecemos os limites deste estudo, pois possibilita olhar apenas a um pequeno fragmento do que significa a experiência da enfermidade e deste no contexto familiar, porém acreditamos que este estudo possa contribuir na medida em que aponta para a importância de refletirmos, enquanto profissionais de saúde, sobre o que se entende por cuidado em saúde, com vistas a alcançar a Integralidade da Atenção Domiciliar. Autor principal: Amanda Pereira Nunes. Amandanunesiff@iff.fiocruz.br
  • 47. RELATO ASSISTENCIAL 15. A INSERÇÃO DOS CUIDADOS PALIATIVOS NO PROGRAMA DE ATENDIMENTO DOMICILIAR DA UNIMED-BH: PERSPECTIVA, ATUAÇÃO E DESAFIOS BARROSO,ABP; SOBRAL, FC; VIEIRA, AB; OLIVEIRA, JR; CARMO, KMC; SILQUEIRA, S; TIMO, EM. Unimed-BH - Cooperativa de Trabalho Médico, Belo Horizonte. O envelhecimento populacional traz grandes desafios na atenção à saúde. O cuidado para os pacientes no fim de vida é um desses desafios. Com Cicely Saunders, surge uma nova modalidade de cuidado, direcionada a pacientes fora de possibilidades terapêuticas de cura, denominada “Cuidados Paliativos”. A Atenção Domiciliar se destaca por possibilitar um atendimento diferenciado e garantir um cuidado que contempla a integralidade do indivíduo, em seu contexto biológico, psíquico, familiar, ambiental e social. Entendendo essa necessidade, a Unimed-BH, oferece o Programa de Atendimento Domiciliar em Cuidados Paliativos, com a proposta de dar conforto, aliviar os sintomas e resgatar o respeito e a dignidade do indivíduo na terminalidade da vida. Descrevemos a atuação qualitativa e prospectivamente ocorrida no período de março de 2007 a dezembro de 2008. A equipe é composta por médicos, enfermeira, assistente social, psicóloga e outros profissionais necessários ao cuidado. Desde março de 2007, foram atendidos 564 pacientes, portadores cardiopatias, pneumopatias, doenças neurológicas degenerativas e em sua maioria portadores de doenças oncológicas. Destes, 528 foram a óbito, sendo 396 domiciliares (75%) e 132 hospitalares (25%). Os cenários de atuação da equipe de saúde aconteceram expressivamente nas residências, envolvendo a atenção ao paciente aos familiares e administração de medicações. A incorporação de atenção em Cuidados Paliativos contribui extraordinariamente ao modelo organizacional dos sistemas de saúde da Unimed-BH, à sociedade, pois apresenta uma modalidade de cuidado diferenciada a população de Belo Horizonte, e sobretudo aos profissionais de saúde, que ampliam a abordagem tradicional do cuidado ao incluir a dignidade humana, a escuta e o amor como norteadores. Autor principal: Ana Beatriz de Pinho Barroso anapinho@unimedbh.com.br
  • 48. RELATO ASSISTENCIAL 16. CAPACITAÇÃO E APERFEIÇOAMENTO DE PROFISSIONAIS AUXILIARES E TÉCNICOS DE ENFERMAGEM PARA ASSISTENCIA DOMICILIAR LIMA, APS; MARÓSTICA, A; PEREIRA, SF Capacitação Coopersaud - São Paulo- SP Introdução: Considerando a falta de profissionais qualificados no mercado para atuação na assistência domiciliar e visando o trabalho voltado para a comunidade, tendo como base os princípios cooperativistas, desenvolvemos o projeto capacitação para auxiliares e técnicos de enfermagem adquirirem e/ou aperfeiçoarem conhecimentos técnicos necessários para a prestação de serviços adequados na assistência domiciliar. Objetivos: Minimizar intercorrências, aumentar o número de profissionais qualificados e melhorar a qualidade na assistência. Material e Método: Utilizando o laboratório de enfermagem situado na cooperativa, ministramos aulas teóricas e práticas aos auxiliares e técnicos de enfermagem que não se mostraram aptos, abordando assuntos relacionados a assistência domiciliar. As avaliações foram realizadas no decorrer das aulas e através de provas teóricas e práticas. Estas aulas foram ministradas por enfermeiros e psicólogos do núcleo de adesão e capacitação Coopersaud. A Satisfação dos clientes foi medida por pesquisa via call center. Resultados: 79% dos profissionais que participaram do curso foram aprovados e estão atuando diretamente na assistência domiciliar; 60% tiveram médias acima de sete; Aumento do numero de profissionais para o quadro de assistência domiciliar; 80% de satisfação dos clientes com os serviços prestados pelos colaboradores. Conclusão: A conseqüência do programa fortaleceu o relacionamento entre cooperativa, cooperados e tomadores de serviços. Houve um aumento nos postos de trabalho devido à confiança no trabalho dos associados da Coopersaud. Esta estratégia trouxe beneficiou associados, colaboradores e tomadores de serviços. Autor principal: Ana Paula De Souza Lima enfermagem@coopersaud.com.br
  • 49. RELATO ASSISTENCIAL 17. ASSISTÊNCIA DOMICILIAR TERAPÊUTICA COMO ESTRATÉGIA DE ADESÃO DURGAN, A.C COSTA, T.M.S.; LIMA, N. M.; FERREIRA, E.A; SPARAPAN, M. Centro de Referência em Moléstias Infecciosas - Secretaria Municipal de Saúde de Bauru - SP Experiências bem sucedidas do Programa de Assistência Domiciliar Terapêutica (ADT) favoreceram o direcionamento de estratégias para o resgate de pacientes vivendo com HIV/AIDS, com baixa adesão ao tratamento ambulatorial. Práticas cotidianas da equipe multidisciplinar de ADT em conjunto com os cuidadores, têm constituído importante ferramenta no alcance de pacientes com entraves na questão da adesão, e, portanto, conseqüente risco de abandono no tratamento do HIV/AIDS. Os avanços da ciência no tratamento do HIV/AIDS possibilitam ao paciente o controle da doença e melhor qualidade de vida quando o mesmo se encontra inserido de maneira integral nos serviços oferecidos. Contudo, a questão da adesão é considerada uma preocupação constante dos serviços especializados, uma vez que não é observada na totalidade dos pacientes atendidos em ambulatório. Fato contrário tem sido observado em pacientes pós alta do Programa de ADT, incluídos no seguimento ambulatorial, cujo envolvimento com tratamento reflete de maneira positiva na adesão. Buscando viabilizar assistência integral a pacientes com potencial risco de abandono, foram incluídos pacientes idosos, adolescentes, não alfabetizados e resistentes ao diagnóstico, no Programa de ADT, com objetivo de aumentar a adesão. Concluindo, estratégias direcionadas ao contexto de vida do paciente e sua realidade, o envolvimento de pessoas/suporte (família, profissionais), conhecimento sobre saúde/doença, tem contribuído com o tratamento de forma integral, favorecendo a adesão e a autonomia no controle da doença. Autor principal: Andréa Cristina Durgan smi@bauru.sp.gov.br
  • 50. RELATO ASSISTENCIAL 18. PERFIL CLÍNICO DOS PACIENTES ATENDIDOS PELO SERVIÇO DE FISIOTERAPIA DO PROGRAMA DE ATENÇÃO PRIMÁRIA DOMICILIAR DE UM CENTRO DE SAÚDE. GÓES, A.B1; CASAROTTO, R.A1 1 Centro de Saúde Escola Samuel Barnsley Pessoa da Faculdade de Medicina da USP. Introdução: O Programa de Saúde da Família trouxe ampliação das ações comunitárias e dos cuidados em domicílios. O Centro de Saúde Escola Butantã desenvolveu o Programa de Atenção Primária Domiciliar (APD), com visitas realizadas por agentes comunitários com fins de vigilância à saúde e epidemiológica e atividades desenvolvidas por outros profissionais em pacientes com dificuldades de locomoção ou outra situação que impeça o acesso aos serviços. O fisioterapeuta deve suprir a demanda da comunidade através da educação em saúde, atendimentos individuais, grupos operativos e realizando visitas domiciliares, quebrando o paradigma de ser uma profissão apenas reabilitadora. Objetivo: Caracterizar o perfil clínico dos pacientes atendidos pela fisioterapia da APD entre os meses fevereiro-julho de 2010. Metodologia: Estudo transversal retrospectivo com estatística descritiva dos dados utilizando o programa Excel 2003. Resultados: Foram atendidos 20 pacientes (feminino=10 e masculino=10), com média de 73,8 anos de idade. Os pacientes apresentaram patologias associadas, porém a incidência de indivíduos com diagnóstico clínico de HAS foi de 65%, sequelas motoras pós AVE (55%) e DM (40%). Apesar de todos terem algum grau de dependência funcional, 95% precisavam de cuidados (filha=50%) e apenas 40% utilizavam dispositivos auxiliares da marcha. 70% dos pacientes apresentaram dificuldades na acessibilidade na área interna e/ou externa do domicílio. A fisioterapia orientou exercícios para melhorar a funcionalidade do paciente e adequação do ambiente às suas limitações. Conclusão: O atendimento domiciliar é imprescindível para a comunidade ter assistência integral à saúde, pois é a única forma de garantir acesso aos serviços de saúde para indivíduos impossibilitados de frequentar a unidade básica. Autor principal: Angela Baroni de Góes angelabaroni@usp.br
  • 51. RELATO CIENTÍFICO 19. ACOMPANHAMENTO FISIOTERAPÊUTICO DE UM PACIENTE COM ATROFIA ESPINHAL DO TIPO I NO DOMICÍLIO: UM RELATO DE CASO SOUSA, A.M.S.A.; GONÇALVES, M.L.S. Unimed Lar - Fortaleza/CE. INTRODUÇÃO: Este estudo apresenta o relato de caso de uma criança, 3 anos de idade, portador de Atrofia Muscular Espinhal do tipo I, dependente de ventilação invasiva, acompanhado pelo Programa de Atendimento Domiciliar - UNIMED LAR, submetido a atendimento fisioterapêutico domiciliar contínuo desde 8 meses de nascido. OBJETIVO: Avaliar os benefícios do tratamento fisioterapêutico, focando seus aspectos e suas contribuições no evitamento de complicações respiratórias e motoras no atendimento domiciliar, bem como a efetividade de seus resultados para a melhoria da qualidade de vida. MATERIAL E METÓDOS UTILIZADOS: Este estudo resultou do acompanhamento de um paciente portador de AME no domicílio, de abril de 2008 até abril de 2010, assistido pela equipe de fisioterapia do programa de atendimento domiciliar. A metodologia utilizada se caracteriza como sendo um estudo de caso de natureza observacional com abordagem qualitativa. O paciente realizou duas sessões de fisioterapia respiratória e uma motora ao dia, composta de técnicas de desobstrução brônquica, técnicas de reexpansão pulmonar, orientações posturais, manuseio dos equipamentos, aspiração traqueal, cinesioterapia global, alongamentos, uso de órtese de posicionamento e mudanças de decúbito. RESULTADOS E CONCLUSÕES OBJETIVAS: Observou-se que, o paciente submetido à fisioterapia domiciliar diária, apresentou melhora significativa do quadro respiratório, na medida em que, no período em estudo, desenvolveu apenas duas infecções respiratórias. Percebeu-se, também, melhora no prognóstico e superação da expectativa de vida preconizada pela literatura. Conclui-se que a fisioterapia proporciona melhoria da qualidade de vida e manutenção do paciente em domicílio, tendo importância relevante em atendimentos domiciliares a crianças portadoras de AME. Autor principal: Angela Maria Sales Alves de Sousa angela.sales@unimedfortaleza.com.br
  • 52. RELATO CIENTÍFICO 20. BENEFÍCIOS DA IMPLANTAÇÃO DE UM PROGRAMA DE REABILITAÇÃO PULMONAR DOMICILIAR PARA PACIENTES DPOC: ANÁLISE DA EXPERIÊNCIA DO UNIMED LAR SOUSA, AMSA; GONÇALVES,MLS; SALES,ACOP; MENDES,CF. Unimed Lar - Fortaleza/CE. INTRODUÇÃO:Este trabalho apresenta uma avaliação do Programa de Reabilitação Pulmonar (PRP), desenvolvido pela UNIMED Fortaleza em pacientes acometidos por Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica atendidos pelo Programa de Atendimento Domiciliar- UNIMED Lar.OBJETIVO:Avaliar os benefícios do Programa de Reabilitação Pulmonar Domiciliar desenvolvido pela UNIMED Fortaleza, e a efetividade de seus resultados para a melhoria da qualidade de vida de pacientes com DPOC.MATERIAL E METÓDOS UTILIZADOS: O estudo resultou da observação de pacientes acamados ou parcialmente acamados, assistidos pelo PRP, após seis meses de assistência por esse programa. Procurou-se verificar a tolerância ao exercício físico, as possíveis variações da força muscular respiratória e da sensação de dispnéia em pacientes atendidos pelo PRP, com a finalidade de melhorar a eficiência e a capacidade do sistema de captação, transporte e metabolização dos gases respiratórios. A metodologia utilizada caracteriza-se como sendo de natureza teórico-descritiva e exploratória, observacional e transversal com abordagem qualitativa, alicerçada teoricamente em pesquisa bibliográfica. Simultaneamente os familiares participaram de grupo operativo com reuniões mensais direcionado a fomentação do processo educativo acerca dos diversos fatores que permeiam o diagnóstico de DPOC, troca de saberes e estratégias de convivência com a patologia. RESULTADO E CONCLUSÕES OBJETIVAS: Constatou-se que os pacientes submetidos à fisioterapia apresentaram melhoria significativa na tolerância ao exercício. Apesar de não estar claro o mecanismo responsável pelo aumento da tolerância ao exercício, todos os pacientes do grupo estudado relataram redução do desconforto respiratório, melhoraram sua capacidade de realização de exercícios e de acordo com o feedback das famílias nas reuniões educativas, as mesmas confirmaram a melhora na qualidade de vida e redução dos níveis de ansiedade própria da doença. Autor principal: Angela Maria Sales Alves de Sousa angela.sales@unimedfortaleza.com.br
  • 53. RELATO CIENTÍFICO 21. DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM DE PACIENTES ATENDIDOS EM UM SERVIÇO DE ASSISTÊNCIA E INTERNAÇÃO DOMICILIAR (SAID) NO MUNICÍPIO DE CAMPINAS-SÃO PAULO SOARES, A.S.; PORTO, L.R.; DINIZ, E.M. SERVIÇO DE ASSISTÊNCIA E INTERNAÇÃO DOMICILIAR (SAID) - CAMPINAS, SÃO PAULO. A identificação dos principais diagnósticos de enfermagem de uma unidade assistencial permite o reconhecimento da população com a qual se trabalha, a complexidade do quadro clínico dos mesmos, e, por conseguinte, um melhor planejamento das principais atividades e intervenções necessárias. Este trabalho, descritivo, retrospectivo e exploratório, teve como objetivo estabelecer os diagnósticos de enfermagem dos pacientes atendidos em um Serviço de Assistência e Internação Domiciliar (SAID) do município de Campinas-SP. A população do estudo compõe-se de 35 pacientes atendidos pela equipe de enfermagem no mês de Dezembro de 2009. Estes pacientes foram avaliados através de um roteiro pré-estabelecido, e os dados obtidos foram posteriormente analisados, visando formular os diagnósticos de enfermagem, segundo a publicação brasileira de 2009-2011 da NANDA-I. Através do processo do raciocínio diagnóstico, foram estabelecidos 387 diagnósticos para esta clientela, ou 48 diagnósticos diferentes, sendo que desses 35 (73%) eram reais, 2 (4%) de promoção da saúde e 11 (23%) eram de risco. Dentre esses, destacam-se os 15 diagnósticos de enfermagem identificados acima do percentil 75: Déficit de autocuidado para alimentação/banho/higiene íntima/vestir-se; Desobstrução ineficaz de vias aéreas; Eliminação urinária prejudicada; Incontinência urinária reflexa; Integridade tissular prejudicada; Mobilidade no leito prejudicada; Nutrição desequilibrada: menos do que as necessidades corporais; Risco de aspiração; Risco de constipação; Risco de glicemia instável; Risco de infecção; Risco de tensão do papel do cuidador. Concluiu-se que o SAID atende uma demanda complexa de pacientes e se beneficiaria com a inclusão das estratégias propostas pela Sistematização da Assistência em Enfermagem (SAE) e do conhecimento dos diagnósticos de enfermagem prevalentes entre seus pacientes. Autor principal: Aracelle Santana Soares aracelle_mg@yahoo.com.br aracelle_br@hotmail.com
  • 54. RELATO CIENTÍFICO 22. VIA SUBCUTÃNEA DE ADMINISTRAÇÃO: A EXPERIÊNCIA DE UM SERVIÇO DE ATENÇÃO DOMICILIAR MUNICIPAL PEIXOTO, A. P. A., REIS, B. F. S., SOUZA, L. F. Programa de Assistência Domiciliar da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte INTRODUÇÃO: A administração de fármacos e de fluidos, por via subcutânea, constitui técnica segura e prática, utilizada na área de Cuidados Paliativos, e que vem ganhando espaço no campo da Geriatria, devido ao envelhecimento populacional e necessidade crescente do manejo terapêutico do paciente idoso com qualidade e mínimo dano funcional/social. OBJETIVOS: Avaliar o uso da via subcutânea como medida terapêutica no atendimento domiciliar ao paciente idoso; MÉTODO: Realizou-se estudo transversal com a análise dos prontuários dos pacientes de 60 anos ou mais, no período de agosto de 2008 a maio de 2010, nos quais foi utilizada a via subcutânea, com a busca das seguintes variáveis: idade, diagnóstico, indicação de uso, duração do uso, fármacos administrados e complicações. RESULTADOS: A terapia subcutânea foi utilizada em 22 pacientes, correspondendo a 5,71% de todos os idosos atendidos no período do estudo. A média de idade foi de 81,5 anos, com mínimo e máximo de 60 e 103 anos, respectivamente, com prevalência do sexo masculino. Os diagnósticos mais encontrados foram as neoplasias malignas e doenças cerebrovasculares. Hidratação e administração de medicamentos para controle de dor e outros sintomas foram as indicações de uso predominantes, morfina e escopolamina os fármacos mais utilizados. A duração média de uso da via subcutânea foi de 4,04 dias por paciente, com variação de uso de no mínimo um e no máximo 16 dias. Não foram encontrados relatos de complicações. CONCLUSÃO: A via subcutânea revelou ser método terapêutico eficaz dentro das suas indicações, proporcionando conforto e redução do sofrimento associado ao processo de doença, sendo, de fácil manejo e isenta de complicações em nosso serviço. Autor: Linalva Ferreira de Souza lifesouza@yahoo.com.br
  • 55. RELATO CIENTÍFICO 23. PERFIL DO ATENDIMENTO A PACIENTES EM CUIDADOS PALIATIVOS DOMICILIARES ASSISTIDOS POR UM PROGRAMA DE ASSISTÊNCIA DOMICILIAR MUNICIPAL PEIXOTO, A. P. A, FERNANDES, A.A, SOUZA, L. F. Programa de Atenção Domiciliar da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte INTRODUÇÃO: A OMS destaca os Cuidados Paliativos como uma prioridade na política pública de saúde dos países devido aumento do número de casos de neoplasias na população mundial. Sendo necessário o preparo dos profissionais de saúde, aos pacientes e familiares uma qualidade de vida com menos sofrimento durante o processo de terminalidade, principalmente no óbito domiciliar se desejado. OBJETIVO: Delinear o perfil do atendimento aos pacientes portadores de neoplasias avançadas sem proposta de tratamento curativo assistidos por um programa de assistência domiciliar municipal. METODOLOGIA: Realizou-se estudo retrospectivo por meio da análise dos prontuários dos pacientes portadores de neoplasia avançada em Cuidados Paliativos , no período de janeiro 2008 a agosto 2010, seguintes variáveis: idade, sexo, diagnóstico, sintomas desconfortáveis, tempo de permanência, média de visitas domiciliares, fármacos administrados, uso de hipodermóclise e óbito domiciliar. RESULTADOS: A amostra foi composta por 57 pacientes. A faixa etária variou de 16 a 87 anos. Os diagnósticos mais encontrados foram os tumores do trato gastrointestinal, genito-urinário e tumores de cabeça e pescoço. Os principais sintomas apresentados: dor, constipação intestinal e dispnéia. O tempo médio de permanência foi 13,35 dias. Os principais analgésicos utilizados: opióides fortes, opióides fracos e analgésicos comuns. Medicamentos necessários na paliação: laxativos, benzodiazepínicos, escopolamina. A utilização da hipodermóclise aconteceu em 24 pacientes. O óbito domiciliar foi de 40,35%. CONCLUSÃO: A transição epidemiológica e demográfica tem promovido um aumento crescente do número de idosos com doenças neoplásicas incuráveis. O conhecimento em Cuidados Paliativos e a capacitação profissional precisam ser ampliados para que o domicílio possa ser o local escolhido com segurança para uma morte com menos sofrimento. Autor: Linalva Ferreira de Souza lifesouza@yahoo.com.br
  • 56. RELATO CIENTÍFICO 24. OS MUITOS IDOSOS ATENDIDOS POR UM PROGRAMA DE ATENÇÃO DOMICILIAR MUNICIPAL PEIXOTO, A. P. A., REIS, B. F. S., SOUZA, L. F. Programa de Assistência Domiciliar da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte INTRODUÇÃO: O envelhecimento da população brasileira nas últimas décadas, com destaque para o crescimento dos muito idosos, traz novo perfil populacional com demandas crescentes dos serviços de saúde. OBJETIVO: Delinear o perfil sócio- demográfico do paciente muito idoso atendido por um programa de atenção domiciliar municipal. MÉTODO: Realizou-se estudo transversal com a análise dos prontuários dos pacientes muito idosos admitidos no período de janeiro a maio de 2010. As seguintes variáveis foram coletadas: idade, sexo, estado civil, escolaridade, renda mensal, patologias, medicamentos em uso, capacidade funcional (AVD‘s básicas), parentesco e escolaridade do cuidador. RESULTADOS: A amostra final foi de 39 pacientes. A idade média foi de 84,82 anos, com mínimo e máximo de 80 e 99 anos, respectivamente. Houve predomínio do sexo feminino e de viúvas. 35% dos idosos eram analfabetos. Verificou-se renda mensal de até um salário mínimo em 62,5% dos casos. Polipatologias foram encontradas em 32,5% dos idosos, com maiores prevalências de hipertensão arterial e doença cerebrovascular. Incapacidade cognitiva, imobilidade e úlceras por pressão apresentaram prevalência de 69,2%, 48,7% e 20%, respectivamente. Polifarmácia foi encontrada em 35% dos casos com predomínio dos anti-hipertensivos. 55% dos pacientes apresentaram dependência completa para AVD‘s básicas. O cuidador principal na maioria dos casos era representado por familiar de primeiro grau e com escolaridade de cinco ou mais anos em 45% dos casos. CONCLUSÃO: Os pacientes do estudo revelaram importante grau de dependência funcional, baixa escolaridade e renda mensal, corroboração da tendência da feminização da velhice e serem portadores de polipatologias e polifarmácia em número significativo dos casos, o que leva a uma demanda contínua de cuidados. Autor: Linalva Ferreira de Souza lifesouza@yahoo.com.br
  • 57. RELATO CIENTÍFICO 25. TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL DOMICILIAR E A PRODUÇÃO SOCIAL DA SAÚDE BENEDETTI, A.P.; LOPES, C.V.A.; ARAÚJO DE OLIVEIRA, E.F.; AUZANI,S.C.S.; BEZERRA, I.; SCHIEFERDECKER,M.E.M. Universidade Federal do Paraná - Colombo PR A Terapia Nutricional Enteral Domiciliar (TNED) vem se destacando devido ao aumento da prevalência de doenças crônicas na população, especialmente em idosos. A TNED enfrenta limites e expectativas no âmbito do SUS, especialmente considerando a atuação das equipes na Estratégia Saúde da Família (ESF) não apenas pela ausência de profissionais formados para lidar com essa demanda, mas também pelas condições sócio- econômicas que implica no acesso deficiente aos alimentos. A pretensão aqui é relatar a experiência vivenciada por uma equipe de nutricionistas que atuam na ESF na TNED quanto ao atendimento aos usuários SUS. Os dados foram coletados por meio de entrevistas e observações mediante visitas domiciliares aos usuários atendidos pelo Programa Municipal de Dietas Especiais(PMDE) de um Município da Região Metropolitana de Curitiba-PR. Foram acompanhados 19 pessoas. O diagnóstico prevalente foi paralisia cerebral (crianças) e neoplasia (adultos), 12 estavam desnutridos ou em risco nutricional. O acesso à alimentação/mês é fornecido em parte pelo PMDE e a família utiliza os alimentos disponíveis no preparo da dieta artesanal. A limitação para a aquisição da alimentação prescrita foi relacionada ao custo do alimento. Poucas famílias apresentam renda fixa e recebem benefício social para auxiliar nos custos. Os cuidadores na maioria são familiares do sexo feminino (mães, filhas e esposas) que se dedicam quase que integralmente impossibilitando-a de trabalhar. O estudo reflete as contradições da realidade dos usuários do SUS, sobretudo aqueles que estão sob TNED, bem como a necessidade de refletir de que maneira o princípio da equidade poderá ser atendido. Autor principal: Maria Eliana Schieferdecker. meliana@ufpr.br
  • 58. RELATO CIENTÍFICO 26. ATENÇÃO FARMACÊUTICA DOMICILIAR PARA PACIENTES ONCOLÓGICOS: EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA COMO FERRAMENTA DE APOIO OLIVEIRA, A.M; SANTOS, L.P.B; RATTES, A.L.R; SOUZA, V.V Farmácia Ambulatorial. Itajubá-MG INTRODUÇÃO: A Atenção Farmacêutica visa, de modo geral, a orientação ao pacientes, buscando aumentar a efetividade da farmacoterapia. A extensão universitária consiste em um processo em que teoria e prática se completam, favorecendo a troca de saberes entre a comunidade acadêmica e a sociedade. OBJETIVOS: O presente trabalho teve como objetivos principais a análise de variáveis para a implantação da Atenção na Assistência Farmacêutica domiciliar, num contexto de extensão universitária. METODOLOGIA: Após aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Fundação de Ensino e Pesquisa de Itajubá - FEPI, foram analisadas variáveis que poderiam interferir na oferta da assistência domiciliar. A amostra foi composta por 20 pacientes de uma instituição de apoio ao paciente oncológico, de ambos os sexos, maiores de 21 anos e residentes no município de Itajubá. Buscou-se analisar variáveis envolvendo questões como: (i) adesão dos pacientes; (ii) informações sobre os benefícios da Atenção Farmacêutica; (iii) logística entre números de alunos e localidades para a otimização da atuação dos discentes num contexto domiciliar e (iv) busca de soluções para os problemas identificados. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Os resultados forneceram subsídios para a resolução dos principais problemas identificados, que foram: (i) dificuldade dos pacientes em se locomoverem; (ii) falta de incentivo ao seguimento da farmacoterapia e (iii) precárias condições sócio- econômicas. A Assistência domiciliar aliada a extensão, pode ser uma importante ferramenta didática para aquisição de conhecimento e atuação dos acadêmicos. CONCLUSÃO: A Atenção Farmacêutica domiciliar, aliada a extensão universitária, mostrou-se de grande valia, pois propiciou maior proximidade entre a equipe farmacêutica e os pacientes, visando a eficácia da farmacoterapia e maior comodidade aos mesmos. Autor principal: Valdomiro Vagner de Souza valdomirovagner@gmail.com
  • 59. RELATO ASSISTENCIAL 27. SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM DOMICILIAR: CAMINHO PARA ALCANCE DO AUTO-CUIDADO NO CONTEXTO FAMILIAR-COMUNITÁRIO ALMEIDA, ARP; LIMA, CK; Albuquerque, J; Tavares, V; BARBOSA, VFB, VASCONCELOS, AS, MARINHO, LB Faculdade ASCES, ESF- Salgado IV- Caruaru-PE A assistência domiciliar (AD) é uma modalidade assistencial que envolve abordagem de cuidar e reabilitar no contexto familiar-comunitário. Abrange ações de saúde estabelecidas por equipe multiprofissional, visando a promoção, a manutenção e a reabilitação da saúde. A Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) é um método para a prática de enfermagem que consiste em cinco etapas seqüenciais e inter-relacionadas: coleta de dados para o histórico de enfermagem, diagnóstico de enfermagem, planejamento assistencial, implementação e avaliação de resultados. Este estudo relata a experiência de SAE a idoso hipertenso com sequelas de acidente vascular cerebral, residente na área adscrita a ESF Salgado IV, Caruaru-PE, desenvolvida durante as práticas clínicas da unidade temática práticas de saúde na assistência domiciliar do curso de Enfermagem da Faculdade ASCES, em junho de 2009. Foram realizadas três visitas de enfermagem para desenvolvimento da SAE. O levantamento de dados para o histórico de enfermagem, evidenciou os seguintes diagnósticos segundo a Taxonomia NANDA: Controle comunitário ineficaz do regime terapêutico; Controle ineficaz do regime terapêutico; Deambulação prejudicada e Manutenção ineficaz da saúde. As intervenções de enfermagem desenvolvidas, a partir da segunda visita domiciliar foram: Incentivar o convívio com a vizinhança e em centro de convivência de idosos; Orientar sobre regime terapêutico, incluindo uso das medicações nos horários estabelecidos; Sensibilizar o paciente/cuidador a realizar limpeza do ambiente domiciliar diariamente. Os resultados de enfermagem obtidos foram: ingesta hídrica aumentada; uso da medicação e alimentação adequados; socialização aumentada; controle da pressão arterial. Conclui-se que a SAE proporciona ao cliente de enfermagem e ao enfermeiro um ambiente relacional e assistencial propício para o incremento da capacidade de auto-cuidado no contexto familiar-comunitário. Autor: Valquiria F. Bezerra Barbosa, valquiriaenfermeira@yahoo.com.br
  • 60. RELATO CIENTÍFICO 28. DOENÇA DE ALZHEIMER: PERFIL DOS PACIENTES ATENDIDOS PELO PROGRAMA DE ATENDIMENTO DOMICILIAR DA UNIMED GOVERNADOR VALADARES. BRAUN, B. F.; PENA, R. M. DE; BATISTA, L. C. F.; FREITAS, V. G. Serviço de Atendimento Domiciliar da Unimed GV, Governador Valadares (MG). A mudança no perfil epidemiológico caracterizada pelo aumento da expectativa de vida da população, bem como das doenças crônico degenerativas, suscita a discussão acerca das modificações que ocorrem na sociedade, que deve se adequar às necessidades dos longevos. A Doença de Alzheimer merece especial atenção por alterar progressivamente a funcionalidade do idoso e ocasionar sofrimento para o paciente. A família necessita se reestruturar para viabilizar os cuidados da pessoa que adoece e torna-se dependente, fato este que impulsiona o desenvolvimento de propostas de cuidados multiprofissional voltada para a integralidade do cuidado ao paciente e capacitação de familiares e cuidadores, modelo este exercido pelo Atendimento Domiciliar. O objetivo deste trabalho foi traçar o perfil dos pacientes com Doença de Alzheimer atendidos pelo Atendimento Domiciliar da Unimed GV. A população estudada foi de 37 pacientes com diagnóstico provável de Doença de Alzheimer e seus cuidadores, sendo os dados coletados no prontuário no período de junho a setembro de 2010, utilizou-se questionário formulado pelos pesquisadores e Escala de AVD’s de Katz. Foi possível observar entre pacientes com Doença de Alzheimer prevalência de mulheres, com idade média de 88 anos, baixa escolaridade, viúvas, com necessidade de assistência na realização das AVD`s tendo como cuidador, mulheres, com idade média de 49 anos, com média escolaridade, exercendo este papel há cerca de 2 anos. Pode-se afirmar que a Doença de Alzheimer ocasiona comprometimento sócio familiar, implicando em reestruturação das famílias, e desenvolvimento de visão holística por parte da equipe, possibilitando assim a melhoria da qualidade de vida para todos os envolvidos. Autor principal: Bruna Flegler Braun bruninhafbraun@hotmail.com
  • 61. RELATO ASSISTENCIAL 29. A VISITA DOMICILIAR: UM MODELO DE ATUAÇÃO INTERDISCIPLINAR MORETTI, B.P.; PEREIRA, D.M.; NOGUEIRA, E.O.; SILVA, M.J.S.; AMANCIO, M.S.; ALVES, N.C.; SILVA, I.P.; COUTO, T.V. HOSPITAL DO SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL - SÃO PAULO O envelhecimento é um processo complexo e heterogêneo no qual ocorrem alterações biológicas, psicológicas e sociais. Em alguns casos, podem ocorrer adoecimento e incapacidade funcional devido à presença de doenças crônicas o que intensifica a procura pelos serviços de saúde. Esta situação é o maior desafio enfrentado atualmente, pois as instituições buscam adaptar-se ao atendimento desta demanda. Neste contexto, a Assistência Domiciliar tem sido uma alternativa de atendimento à pacientes crônicos. Nessa modalidade destaca-se o programa de visita domiciliar pós alta do serviço de Geriatria do HSPE que tem se mostrado efetivo, por levar ao paciente uma equipe interdisciplinar composta por médico, enfermeiro, assistente social, nutricionista, terapeuta ocupacional e psicólogo realizando orientações em seu domicílio a fim de minimizar as reinternações. A assistente social identifica as condições sociais compreendendo a família em seus limites e possibilidades, direcionando as redes de suporte social. .A enfermeira atua na capacitação do cuidador, fornecendo conhecimento para que as tarefas relacionadas ao cuidado básico de vida diária sejam efetivas. A nutricionista alia a dietoterapia, hábitos alimentares, formas e condições de preparo dos alimentos em uma simplificada orientação. A psicóloga intervém nas relações estabelecidas entre os familiares e o idoso, verificando se estas interferem no cuidado. A terapeuta ocupacional atua no cotidiano e nas atividades de vida diária do paciente, nas orientações aos cuidadores e nas questões ambientais do domicilio. Desta forma, a visita domiciliar é um dispositivo de assistência em saúde que favorece tanto a qualidade do cuidado ao idoso quanto à qualidade de vida do cuidador. Autor: Maria José Santos da Silva mjspsy@hotmail.com
  • 62. RELATO CIENTÍFICO 30. PROGRAMA DE INTERNAÇÃO DOMICILIAR DE SANTO ANDRÉ: AVALIAÇÃO DO ATENDIMENTO FISIOTERAPÊUTICO. ARAUJO CD. Programa de Internação Domiciliar. Santo André. INTRODUÇÃO: A assistência domiciliar realizada por uma equipe interdisciplinar procura reduzir o tempo ou a necessidade de internação hospitalar. O fisioterapeuta além de tratar e reabilitar atua no campo preventivo e de atenção à saúde. OBJETIVOS: Descrever o Programa de Internação Domiciliar de Santo André (PID), caracterizando o perfil dos pacientes que necessitam do acompanhamento fisioterapêutico. CASUÍSTICA E MÉTODO: Amostra de 304 pacientes, através do levantamento de prontuários dos mesmos admitidos no período de 01 de julho de 2008 a 31 de julho de 2009. RESULTADOS: Criado com o objetivo de prestar assistência a pacientes acamados ou com alto grau de incapacidade funcional, o PID atua desde 1997. A prevalência é do sexo feminino (51,6%), com idade acima de 61 anos (84,9%), sendo o principal diagnóstico clínico o Acidente Vascular Encefálico (33,6%). Todos os pacientes admitidos são avaliados pelo fisioterapeuta. Quanto à capacidade de realizar suas Atividades Instrumentais de Vida Diária, 54,3% dos pacientes apresentavam dependência total (Escala de Lawton), e 50% dependência importante para a realização das Atividades Básicas de Vida Diária (Escala de Katz). O estudo mostrou que 82,6% dos pacientes foram submetidos à avaliação fisioterapêutica; com relação ao plano fisioterapêutico adotado, 19,1% tinham indicação para acompanhamento motor e 27% orientações. CONCLUSÕES: Destacamos algumas dificuldades, considerando a fisioterapia um dos serviços mais solicitados e esperados pelos cuidadores, gerando sobrecarga para a equipe. Concluímos que a mesma deve ser priorizada e realizada precocemente, enfatizando as orientações com relação às incapacidades e perda de autonomia gerada pela evolução das doenças crônicas. Existe a necessidade do acréscimo do número de profissionais e de repensar as estratégias em relação ao atendimento ao paciente, especialmente com relação à importância da participação do cuidador. Autor principal: Camila Datt de Araujo camidatt@hotmail.com
  • 63. RELATO ASSISTENCIAL 31. PRÁTICAS INTEGRADAS EM SAÚDE COLETIVA: RELATO DE UM PROGRAMA DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA CARDOSO CK; CASAGRANDE GHJ; FETTERMANN FA; MALHEIROS RT; SILVEIRA MPT; TORRES OM. Universidade Federal do Pampa Campus Uruguaiana O presente relato descreve o Programa de Extensão Práticas Integradas em Saúde Coletiva (PISC) desenvolvido por acadêmicos e professores da Universidade Federal do Pampa (Unipampa) Campus Uruguaiana. Parte da iniciativa discente durante práticas da Disciplina de Enfermagem em Saúde Coletiva III no Posto de Saúde CAIC de Uruguaiana/RS, em 2009. Nestas percebe-se a necessidade de orientações e cuidados domiciliares aos usuários acometidos traumas cerebrovasculares, doenças crônico- degenerativas ou acidentes em geral que causem algum tipo de incapacidade. O grupo interdisciplinar, formado por acadêmicos de enfermagem, farmácia e fisioterapia, através de visitas domiciliares busca o diálogo com a comunidade, a escuta de demandas e a resolução dos problemas, visando orientação em saúde e promoção de atenção integral. Para a participação nas atividades são identificados em conjunto com as equipes de saúde usuários com necessidades de atenção integral em saúde. As visitas são realizadas semanalmente com a participação de acadêmicos de pelo menos dois cursos, garantindo a interdisciplinaridade, em parceria com o serviço de saúde, sendo orientados pelos professores. O PISC objetiva promover integração entre os acadêmicos participantes; desenvolver relações de cooperação entre a Universidade e a gestão municipal em Uruguaiana; promover a maior integração ensino-serviço, otimizando as relações dos cursos com os serviços de saúde. Vislumbra a promoção da saúde, a reabilitação de danos e agravos e a prevenção de doenças. Pretende-se incorporar, futuramente, novas unidades de saúde e áreas de atuação, transformando a extensão universitária em uma prioridade do ensino dos cursos de graduação na área da saúde da UNIPAMPA. Autor principal: Camila Krüger Cardoso camila.kc@hotmail.com
  • 64. RELATO CIENTÍFICO 32. INTERVENÇÃO FISIOTERAPÊUTICA NO ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL: EVOLUÇÃO DA FUNCIONALIDADE EM ASSISTÊNCIA DOMICILIAR NA COMUNIDADE COVOLAN, CÉLIA REGINA; CARVALHO, TATIANE CRISTINA; RICARDO, JULIANI CAROLINE Fisioterapia em Saúde Coletiva - Programa de Saúde da Família do distrito de Aparecidinha, São Manuel/SP - Faculdade Marechal Rondon - FMR Introdução: O acidente vascular encefálico é a segunda causa de morte em todo mundo e a primeira do Brasil. Grande parte dos acometidos fica com seqüelas como incapacidades ou limitações físicas, que pioram muito com suas relações familiares, sociais e de atividades de vida diária. Objetivo: Verificar os benefícios da intervenção fisioterapêutica na comunidade em atenção à paciente com AVE. Método: O estudo foi realizado durante o estágio supervisionado de fisioterapia em saúde coletiva, no programa de saúde da família, com um senhor de 67 anos, em domicílio. O idoso é hipertenso há 10 anos e apresentou 2 episódios anteriores de AVE, sem sequelas motoras. O terceiro episódio ocorreu em julho de 2010, deixando sequela motora de hemiparesia esquerda. Iniciou-se o acompanhamento fisioterapêutico logo após o acometimento pelo AVE, duas vezes por semana. Durante as visitas domiciliares foram realizado atendimento fisioterapêutico buscando a funcionalidade do paciente utilizando recursos domésticos e todo o espaço físico possível de se explorar em sua residência. Foram realizadas condutas baseadas na técnica de Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva (PNF). Resultados: Após intervenção fisioterapêutica a paciente apresentou evoluções significativas. O idoso despertou uma atenção maior para o seu hemicorpo comprometido. A contribuição que a presença do fisioterapeuta na residência trouxe, foi um conhecimento mais fidedigno do cotidiano familiar, podendo este, intervir com mais eficácia e especificidade em suas ações, o que não pode ser feito em um atendimento ambulatorial. Conclusão: O atendimento fisioterapêutico na comunidade possibilitou a aproximação do fisioterapeuta ao paciente, a sua família, a sua residência e ao contexto no qual ele esta inserido. A presença do fisioterapeuta na comunidade se torna relevante na medida em que contribui para a promoção, prevenção, recuperação e reabilitação obedecendo assim os princípios do atual modelo de saúde e consequentemente promovendo a melhoria da qualidade de vida da população. Autor Principal: Célia Regina Covolan celiacovolan@yahoo.com.br
  • 65. RELATO CIENTÍFICO 33. A FISIOTERAPIA NO ATENDIMENTO DOMICILIÁRIO DO IDOSO DEMENCIADO COVOLAN, C.R.; FABBRI, F. Fisioterapia em Saúde Coletiva - Programa de Saúde da Família do distrito de Aparecidinha, São Manuel/SP - Faculdade Marechal Rondon - FMR Introdução: O crescimento populacional na faixa de idosos determina forte demanda sobre os serviços primários de saúde tanto em países desenvolvidos como nos países em desenvolvimento. A incidência de demência em idosos residentes na comunidade constitui as síndromes caracterizadas por alterações cognitivas, alterações do comportamento e prejuízo funcional. Objetivo: Avaliar a efetividade de um programa de treinamento cognitivo domiciliário em idoso com demência. Método: O estudo foi realizado durante o estagio supervisionado de fisioterapia em saúde coletiva, em domicílio, com um senhor de 73 anos, apresentando alteração de memória e comportamento há mais de 3 anos, bem como histórico de AVE, sem comprometimento motor. Antes do início do trabalho de reabilitação e após o seu término, o sujeito foi avaliado utilizando-se o miniexame do estado mental (MEEM). O MEEM avalia a orientação, atenção, concentração, memória, cálculo, linguagem e práxis. O escore varia de 0 a 30. Estabeleceu-se um protocolo de atendimento fisioterapêutico baseado no treinamento cognitivo e na funcionalidade. As intervenções foram planejadas objetivando-se a estimulação e reorganização dos déficits previamente apresentados. O planejamento das atividades de reabilitação previa a utilização de técnicas de orientação da realidade, apoio externo, recursos mnemônicos, facilitação da aprendizagem, terapia por reminiscência e adaptação ambiental. Resultados: O idoso apresentou 2 anos de estudo, com pontuação inicial no MEEM de 4 pontos e 6 ao final. Conclusão: Os resultados preliminares obtidos no presente estudo sugerem que a associação de técnicas de reabilitação cognitiva ao tratamento medicamentoso (‘tratamento combinado’) pode auxiliar na estabilização ou resultar até mesmo em uma leve melhora dos déficits cognitivos e funcionais, que são caracteristicamente progressivos no curso desta doença. Portanto, os profissionais envolvidos no atendimento de indivíduos com demência devem, sempre que possível, considerar a viabilidade de associar ao tratamento medicamentoso o atendimento multidisciplinar dos pacientes. Autor Principal: Célia Regina Covolan crcovolan@yahoo.com.br
  • 66. RELATO ASSISTENCIAL 34. CUIDANDO DE QUEM CUIDA CARVALHO, C. R. G.; DALIBERA, R. G. Programa de Internação Domiciliar- Santo André INTRODUÇÃO: O Programa de Internação Domiciliar de Santo André (PID) criado em 1997, tem como objetivo principal atender no domicílio indivíduos com alto grau de dependência funcional, evitando a hospitalização desnecessária, através do acompanhamento de equipe interdisciplinar. O PID embora tenha o grupo semanal de apoio psicológico ao cuidador, identificou a necessidade de cuidar da saúde integral de seus cuidadores, que na maioria das vezes, está desgastado pela dedicação quase que exclusiva ao cuidado do outro. DESCRIÇÃO: Foi realizado workshop com quatro encontros semanais, nos quais foram abordados temas relacionados à prevenção e promoção à saúde do cuidador. O primeiro encontro foi ministrado pela equipe de fisioterapia com o tema: “Consciência corporal do cuidador”; seguido pela equipe de nutrição com o tema: “Alimentação e qualidade de vida”; enfermagem: “Prevenção de riscos à saúde do cuidador” e o último realizado pela psicologia abordando: “Qualidade de vida e auto-estima”. Cada encontro foi iniciado com exercícios de alongamento e finalizado com relaxamento. Dezenove cuidadores participaram de todos os encontros, sendo 18 mulheres e um homem. A faixa etária variou de 35 a 78 anos. Foi realizada no último encontro avaliação geral do evento através de questionário semi estruturado. CONCLUSÃO: Todos os participantes avaliaram como muito bom cada encontro realizado e sugeriram dar continuidade as palestras com frequência mensal. O tema mais apontado para a continuidade dos encontros foi a Doença de Alzheimer, seguido de Doença de Parkinson, Acidente Vascular Encefálico e outras doenças, o que denota que o cuidador continua preocupando-se mais com a doença do paciente e não com sua própria saúde. Autor principal: Christiane Regina Guilherme de Carvalho chrisguilherme@hotmail.com
  • 67. RELATO ASSISTENCIAL 35. ASSISTÊNCIA DOMICILIAR À CRIANÇA E AO ADOLESCENTE DEPENDENTE DE VENTILAÇÃO MECÂNICA SOUSA,CR;SANTOS, LFP;FREIRE,MMD. Programa de Assistência Ventilatória Domiciliar -Hospital Infantil Albert Sabin (HIAS)- Fortaleza Introdução: O avanço tecnológico tem contribuído para sobrevivência de pacientes portadores de doenças crônicas, dentre elas as neuromusculares.Estes pacientes permanecem hospitalizados em UTI pela necessidade de suporte ventilatório mecânico. Criou-se em março/05, no Hospital Infantil Albert Sabin (HIAS), o Programa de Assistência Ventilatória Domiciliar (PAVD) para prestar assistência domiciliar a pacientes dependentes de ventilação mecânica com equipe interdisciplinar.O referido programa foi regulamentado pela Portaria da Secretaria da Saúde do Ceará Nº1790 de 10/10/2007 com regimento aprovado pelo CRM - CE em 06/03/09. Descrição do serviço: O PAVD assiste atualmente 19 pacientes, de 1 a 18 anos, residentes no Ceará e é composto por pediatras, enfermeiras, fisioterapeutas, assistente social, nutricionista e cirurgião pediátrico com visitas domiciliares regulares e outros profissionais conforme necessidade. Os pacientes estáveis são transferidos da UTI para a Unidade de Pacientes Especiais (UPE), onde é realizada a preparação para desospitalização. Os pacientes permanecem no domicílio em uso de ventilador mecânico portátil, oxímetro de pulso, aspirador e nebulizador. O uso de oxigênio é restrito para as intercorrências. Os materiais medico-hospitalares e medicamentos são fornecidos pelo HIAS. A Associação Brasileira de Amiotrofia Espinhal (ABRAME) contribui com estrutura física dos quartos,assistência educacional e outras doações a essas famílias. Conclusão: No período de 01/03/05 a 13/09/10 foram admitidos 21 pacientes, dos quais 19 permanecem no domicilio com média de permanência de 2 anos e 9 meses e dois pacientes evoluíram para óbito. Constatamos redução das infecções, hospitalizações e óbitos e demonstramos nos indicadores estabelecidos pela ANVISA.Além disso, concluímos que a internação domiciliar de pacientes dependentes de ventilação mecânica é prática de assistência à saúde que constitui incorporação tecnológica ao SUS. Autor principal: Cristiane Rodrigues de Sousa cristianepavd@hias.ce.gov.br crismidt@secrel.com.br
  • 68. RELATO CIENTÍFICO 36. PERFIL DOS PACIENTES INSCRITOS NO SERVIÇO DE ASSISTÊNCIA DOMICILIAR DO HOSPITAL DO SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL NO ANO DE 2009 E AS DIMENSÕES DA PRÁTICA PROFISSIONAL DO ASSISTENTE SOCIAL. SILVA, CÍNTIA; FERRAZ, MIRELA. Serviço de Assistência Domiciliar/Hospital do Servidor Público Estadual- São Paulo Este trabalho intenciona apresentar o Serviço de Assistência Domiciliar do Hospital do Servidor Público Estadual criado em 1968 com o caráter de complementaridade às clínicas médicas, objetivando dar continuidade ao tratamento dos pacientes que recebiam alta hospitalar e apresentavam um quadro de saúde que necessitava de acompanhamento por equipe especializada na residência. Para tanto, metodologicamente, realizou-se pesquisa documental analisando os prontuários dos pacientes inscritos no serviço no ano de 2009 com o objetivo de conhecer quem são os usuários da Assistência Domiciliar, e como se dá o trabalho do Assistente Social na realidade em questão. Dessa forma, obteve-se como perfil do paciente da AD, composto majoritariamente por idosos acima de 70 anos, com a maioria do sexo feminino, viúvas, tendo dois cuidadores, sendo a filha a principal responsável pelo cuidado, paciente predominantemente com 2 a 4 filhos, com 33,68% procedente da Clínica de Geriatria, em comparação aos pacientes encaminhados de outras clínicas, a segunda maior de encaminhamento para a Assistência Domiciliar foi a Neurologia com 13,68%. Os pacientes em sua maioria agregados do filho/a funcionário público e 36,84% residentes na Zona Leste de São Paulo,sendo a segunda maior região de residência a Zona Sul com 22,10%. Consideramos assim, que é necessário ao Assistente Social diante da realidade apresentada, apreender as múltiplas expressões da questão social, verificadas nas dificuldades apresentadas pelas famílias no cuidado com o paciente idoso, refletindo que a sociedade e o Estado ainda não se prepararam para o envelhecimento populacional, que vem crescendo exponencialmente a cada década e necessitando de investimentos eficazes nesse sentido. Autor principal: Cíntia Aparecida da Silva cintia.unesp2004@gmail.com
  • 69. RELATO ASSISTENCIAL 37. INTERNAÇÃO DOMICILIAR - ALTERNATIVA SEGURA FRENTE AO SISTEMA HOSPITALOCÊNTRICO ATUAL BARROS, C.D.; RIENZO, A.A.R. Secretaria Municipal de Saúde - Programa de Internação Domiciliar - Atibaia - S.P. Introdução: - A queda do poder aquisitivo da população, a falta de continuidade na política de saúde coletiva, promove a migração do atendimento privado para o setor público, com isto a Rede Pública Hospitalar é responsável hoje por 80% do atendimento à população. Como consequência temos as longas filas, inclusive para o atendimento eletivo. Municípios que têm as Santas Casas como único recurso para internação da população usuária do SUS não conseguem ampliar a abrangência do cuidar plenamente aos seus usuários e aqui cabem dificuldades não apenas de ordem técnica. Estudos mostram que 70% das doenças crônico degenerativas são passíveis de tratamento no domicílio. A população idosa do município de Atibaia hoje, é de 12% da população geral, a média nacional que é de 8,6%. O município de Atibaia dispões hoje de 48 leitos de internação pelo Sistema Único de Saúde, com a implementação do Programa de Internação Domiciliar, sob Resolução nº 02/2009, iniciando as atividades em abril do mesmo ano, aumentamos em 62,5% esta capacidade. Descrição do Serviço: Nos limites do domicílio do paciente, são desenvolvidas atividades multidisciplinares que transcendem a possibilidade de acesso a tecnologia, possibilitam a incrementação da educação em saúde, na harmonia e bem estar do paciente, do cuidador e do núcleo familiar como um todo. Conclusão: O Programa de Internação Domiciliar objetiva o atendimento a pacientes com dificuldade de locomoção, sendo este atendimento realizado por uma equipe multiprofissional no domicílio do paciente. Assim, a melhora na disponibilidade de leitos, diminuição do tempo de internação e redução do índice de infecção hospitalar e tratamento humanizado são naturalmente conseguidos. Autor principal: Cristine Dornellas de Barros cbarros@atibaia.sp.gov.br
  • 70. RELATO ASSISTENCIAL 38. SERVIÇO DE ASSISTENTE ESPECIALIZADO FOCADO NO IDOSO DEMENCIADO HAYASAKA, C.Y.; NASCIMENTO, S.S. Dal Ben Home Care - São Paulo - SP INTRODUÇÃO: O envelhecimento caracteriza-se como um processo natural nas pessoas, o que pode acarretar alterações cognitivas, afetando as funções de vida diária. No início, as alterações podem passar despercebidas pelo familiar ou omitidas pelo idoso. A demência é uma das doenças neurológicas que ocasionam uma deterioração lenta e progressiva da capacidade mental, tendo um prejuízo nas funções, o que resulta na inatividade social e subseqüente aumento do grau de dependência para cuidados, exigindo vigilância constante e dedicação exclusiva do cuidador ao ente a ser cuidado. DESCRIÇÃO DO SERVIÇO: O Serviço de Assistente Especializado proporciona, através de profissionais do nível médio de enfermagem, os cuidados de baixa complexidade clínica em diversas patologias, sendo identificado um número maior para as doenças neurológicas, e dentre elas a Doença de Alzhemeir, que representa 33% dos pacientes atendidos por este serviço. O enfermeiro que supervisiona o serviço, além da função educadora e assistencial, tem como foco os cuidados para doenças específicas, preservando e realizando, minimamente, mudanças na rotina do idoso demenciado. Essa proposta de atendimento gera menos transtornos a família, melhor aceitação de um cuidador profissional, maior tranquilidade e confiabilidade no serviço. CONCLUSÃO:Os cuidados domiciliares elaborados pelo enfermeiro supervisor desse serviço proporcionaram ações educativas para o cuidador profissional com foco na doença do paciente e suas relações sociais, assegurando assim, o vínculo, segurança e tranqüilidade para todos os envolvidos. Autor principal: Cíntia Yukie Hayasaka yukie@dalben.com.br
  • 71. RELATO CIENTÍFICO 39. Avaliação do grau de satisfação dos pacientes em atendimento no Home Care Unimed Porto Alegre/RS CARVALHO CMG, CHAGAS D, BARROS DAL, BORBA MD, NASCIMENTO GD, OLIVEIRA FL, BORTOLON FS, TROIS R, MARTINS T. Unimed Porto Alegre/RS Introdução: Pesquisar a respeito da satisfação dos clientes é uma tarefa fundamental para gestão das organizações, uma vez que seu entendimento proporciona a avaliação do desempenho da equipe, indicando decisões estratégicas e operacionais. Objetivo: 1) verificar o grau de satisfação dos usuários com o atendimento prestado 2) identificar os pontos que poderão ser melhorados e 3) implementar ferramentas de gestão na busca da excelência. Metodologia: Foram selecionados 80 pacientes aleatoriamente. A pesquisa foi entregue para os familiares e/ou cuidadores, nas residências, nos meses de janeiro e fevereiro, e recolhida em março de 2009. O método de avaliação utilizado foi o quanti- qualitativo, através do total das respostas objetivas e a análise das críticas, sugestões e elogios apresentados. Resultados: Retornaram 67 pesquisas respondidas, um percentual de 83,75%, que viabilizou a análise dos resultados, totalizando um índice aproximado de 50% da população total de pacientes em Home Care. Foram estratificadas as respostas e realizado relatório dos retornos necessários a cada paciente e ações necessárias a serem desenvolvidas pela equipe. Conclusão: Comparando a pesquisa de satisfação dos anos anteriores, podemos concluir que através da aplicação de ferramentas de gestão o índice de satisfação superou os resultados, atingindo 96,7% de excelência no atendimento. Autor principal: Clarissa Maria Garcia de Carvalho clarissa.carvalho@unimedpoa.com.br
  • 72. RELATO CIENTÍFICO 40. Cuidando dos Cuidadores de Pacientes em Home Care Unimed Porto Alegre/RS CARVALHO CMG, NASCIMENTO GD, OLIVEIRA FL, BORTOLON FS, MARTINS T, TROIS RA. Unimed Porto Alegre/RS Introdução: As experiências vivenciadas pela equipe multidisciplinar do Home Care identificou a necessidade de desenvolver um trabalho com os cuidadores dos pacientes. Diante deste cenário, se se desenvolveu um projeto com a finalidade de promover o fortalecimento emocional dos cuidadores e o incentivo ao auto cuidado. Objetivo: Promover ações de prevenção e qualidade de vida aos cuidadores, evitando assim o desencadeamento de fatores como estresse, cansaço físico e emocional, os quais podem ocasionar problemas no andamento da internação domiciliar. Metodologia:Foram convidados 40 cuidadores para participar do grupo. Através de 5 encontros, com duração de 3horas cada.Desenvolvemos um trabalho com foco na importância do auto cuidado, com trocas de experiências, dinâmicas de grupo e expressão corporal, com propostas definidas para cada encontro: 1º) relaxamento, significado da palavra cuidar,2º) identidade; 3º) permissão; 4º) sentimento de culpa, significado de felicidade; 5º) fechamento. Resultados: No final de cada encontro a equipe se reunia para discutir e debater o que ocorreu no grupo e planejar o próximo de acordo com as necessidades observadas. Constatamos que através das técnicas desenvolvidas a grande maioria conseguiu realizar o relaxamento proposto, relatando seus sentimentos de culpa, cansaço, estresse emocional e identificando a necessidade de mudanças nas suas ações. Conclusão: Os relatos comprovam a importância do grupo para dar continuidade nos cuidados dos cuidadores de uma forma mais prazerosa e com menos sentimento de culpa. Os encontros possibilitaram aos familiares mudanças no cotidiano, onde eles puderam vivenciar sentimentos de carinho, cuidado, apoio e momentos de reflexão. Além da troca de vivencias e valorização, enquanto pessoas, com a identificação da melhora da qualidade de vida. Autor principal: Clarissa Maria Garcia de Carvalho clarissa.carvalho@unimedpoa.com.br
  • 73. RELATO ASSISTENCIAL 41. CONSTRUINDO O CUIDADO INTEGRAL EM SAÚDE: PAMI - PROJETO DE ACOMPANHAMENTO MULTIPROFISSIONAL INTEGRADO SCHIRMER, C. L., MIRANDOLA, A. R., LEWANDOWSKI, A., ROCHA, B. S., TRENNEPOHL, C., JESUS, L. O., VALMORBIDA, L. A., FAGUNDES, M. A. Centro de Extensão Universitária Vila Fátima (CEUVF); Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) - Porto Alegre/ RS INTRODUÇÃO: O PAMI está em fase de implantação no CEUVF. Busca a ampliação do cuidado em saúde, estendendo atividade anteriormente desenvolvida através de Visita Domiciliar (VD) pela equipe de enfermagem. DESCRIÇÃO DO SERVIÇO: A partir da inserção dos residentes do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde da Família e Comunidade (PREMUS 2009) no CEUVF, a atividade foi reestruturada para que se tornasse uma prática com enfoque multiprofissional, interdisciplinar e sistemática. O projeto objetiva desenvolver cuidado integral em saúde, autonomia, autocuidado e estimular o envolvimento da família na atenção ao cuidado. A inserção no projeto ocorre através de solicitação de VD feita por cuidador ou encaminhamento do profissional da Unidade de Saúde (US). Primeiramente, realiza-se uma VD, onde se identifica a demanda do usuário/família, preenche-se o instrumento de inserção e planeja-se o cuidado. Para a inclusão, deve-se atender no mínimo um dos critérios: egresso de internação hospitalar, temporariamente restrito ao domicílio, fase aguda da doença, dificuldade de locomoção, não-adesão ao tratamento e situação de negligência identificada por familiar ou vizinho. CONCLUSÃO: O PAMI, com a participação da equipe (assistente social, enfermeiro, farmacêutico, fisioterapeuta, médico, nutricionista, odontólogo e psicólogo), acompanha onze usuários, 82% mulheres, com idade média de 67 anos. Percebeu-se a aceitação e o reconhecimento dos usuários e profissionais da US, através de encaminhamentos para o PAMI e do estreitamento do vínculo entre usuário e equipe. Acredita-se que os resultados alcançados até o momento sejam impulsores e motivadores para a manutenção e fortalecimento do projeto. Autor principal: Claudine Lamanna Schirmer cadirs@hotmail.com
  • 74. RELATO CIENTÍFICO 42. ASSISTÊNCIA DOMICILIAR À CRIANÇA COM AMIOTROFIA ESPINAL TIPO II. OST, C.M.; SILVA, S.P.P. KZT Atenção Médica Domiciliar - Campo Grande, MS. Introdução: A Atrofia Muscular Espinhal (AME) é uma doença autossômica recissiva que resulta na degeneração de neurônios motores, caracterizada por hipotonia, hiporreflexia e/ou arreflexia, incapacidade na manutenção da postura bípede, locomoção e distúrbios respiratórios. Objetivo: Relatar um caso de uma criança com Amiotrofia espinal infantil tipo II em internação domiciliar e demonstrar como a associação da intervenção, equipe interdisciplinar, família e ambiente domiciliar pode contribuir na evolução. Material e Métodos: Trata-se de um estudo de caso de uma criança com Amiotrofia espinal tipo II, internada em Terapia Intensiva desde seu nascimento em um Hospital Universitário. A admissão em internação domiciliar ocorreu aos 2 anos de idade. Apresentava-se consciente, sialorréia intensa, fasciculações em língua, traqueostomizada dependente de higiene brônquica e ventilação mecânica invasiva (VMI), com tolerância de aproximadamente 1h sem assistência ventilatória, alimentando-se por sonda nasoenteral, paresia de tronco e membros superiores e hipotonia de membros inferiores. A desospitalização iniciou-se no ambiente hospitalar com planejamento da transição para domicílio com a família e equipe. Todos foram esclarecidos sobre a doença e possíveis complicações e discutido sobre direcionamento do atendimento para reabilitação e prevenção de complicações. A equipe é composta por profissional médico, enfermeiro, técnico de enfermagem, fisioterapeuta, fonoterapeuta e nutricionista. Resultados: As discussões sobre o atendimento realizado com a equipe e família permitiram que mesmo diante do período crítico de adaptação, em que a criança apresentou chorosa, irritada, com episódios de êmese, febril (40°), e totalmente dependente VMI, foi possível assistir com segurança e alcançar o sucesso clínico de redução da sialorréia e higiene brônquica, uso da VMI apenas durante sono, sem complicações. Conclusão: Pode-se constatar que a assistência interdisciplinar com apoio e envolvimento da família foram indispensáveis ao sucesso da reabilitação da criança. Autor principal: Cristiane Marília Ost cristiane@kzt.com.br
  • 75. RELATO CIENTÍFICO 43. PROGRAMA DOMICILIAR DE PREVENÇÃO DO PÉ DIABÉTICO AOS PACIENTES EM GERENCIAMENTO DE RISCO OST, C. M.; ASSIS, G. M. Atenção médica domiciliar - Campo Grande, MS. Introdução: A neuropatia diabética é uma complicação comum no Diabetes Mellitus, afetando o sistema nervoso periférico sensitivo, motor e autonômico. Ocorre, entre fatores associados, pelo mau controle glicêmico e pode resultar em ulceração dos pés, que é a principal causa de amputação de membros inferiores. Tanto a prevenção ou controle da neuropatia, quanto das ulcerações dependem de um programa de orientação e avaliação dos pés de forma sistematizada. Objetivo: Propor um programa de prevenção do pé diabético baseado na atenção domiciliar. Método: O programa proposto foi estruturado por meio de observação livre da coleta de dados da pesquisa intitulada “Prevalência de neuropatia diabética em uma população com Diabetes Mellitus”. A referida coleta propunha consultas ambulatoriais, o que não foi efetivo, necessitando de busca ativa dos pacientes em domicilio. Identificou-se na coleta carências de orientação quanto aos cuidados dos pés subsidiando a elaboração de material educativo. Resultados: Propôs-se um programa de prevenção do pé diabético iniciado com avaliação dos pés das pessoas com Diabetes cadastradas no programa de gerenciamento, para a primeira avaliação propôs-se a utilização de um instrumento desenvolvido pelas autoras, seguido da utilização do instrumento proposto por Haddad (2001). Nesta avaliação procedem-se as orientações do autocuidado com os pés, utilizando um folder ilustrado de orientações, realizado com base no Consenso Internacional do Pé Diabético (2007), que se mostrou adequado para sanar as dúvidas observadas. As reavaliações no domicílio foram agendadas de acordo com a classificação de grau de risco da Sociedade Brasileira de Diabetes (2009). Conclusão: A visita domiciliar, a avaliação e orientações sistemáticas da população com Diabetes apresentou-se efetiva para identificação das alterações nos pés e realização de educação aos pacientes. Autor principal: Cristiane Marília Ost cristiane@kzt.com.br
  • 76. RELATO CIENTÍFICO 44. ANÁLISE DA QUALIDADE DE VIDA DO CUIDADOR FAMILIAR DE IDOSO DEBILITADO DO PROGRAMA DE MEDICINA PREVENTIVA DA UNIMED ALFENAS MIRANDA, C. C. CALHEIROS, C. A. P. UNIFAL - Alfenas. INTRODUÇÃO: As modificações observadas na pirâmide populacional, doenças crônicas degenerativas próprias do envelhecimento ganham maior expressão no conjunto da sociedade. A pessoa idosa acometida por alguma doença necessita de alguém que a ajude a desempenhar tarefas, normalmente é um membro da família, sendo cobrado, habilidade manual, cama limpa, cumprimento dos horários de tomada dos medicamentos, alimentação apropriada e na hora certa, banho de sol, amor, entre outros. Tal situação pode colocar em risco o próprio ato de cuidar e conseqüentemente, a saúde do cuidador. OBJETIVO: o presente estudo pretende investigar a qualidade de vida dos cuidadores familiares de pacientes debilitados pertencentes ao Programa de Medicina Preventiva da Unimed de Alfenas. METODOLOGIA: Propõe-se a realização de um estudo quantitativo com dados qualitativos, instrumento usado: Questionário WHOQOL BREF. RESULTADOS: Foram entrevistados 17 Cuidadores de Idosos Dependentes. Pontuação do WHOQOL-BREF, de acordo com os domínios, Físico: 60, 71. Psicológico: 58, 58. Relações sociais: 53, 92. Ambiente: 63, 97. O Diagnóstico dos idosos que determinou a dependência mostra que todas as doenças são crônicas. A maioria dos cuidadores são do sexo feminino. Quando foi perguntado se o cuidador sente dores no corpo ao realizar as tarefas com o idoso, a maioria relatou sentir. A maioria não tem tempo para o auto cuidado, tendo desejos de passear. Quando foi questionado se o cuidador sentiu modificações na saúde após o inicio das atividades, 8 relataram não sentir e 9 relataram sentir insônia e depressão. CONCLUSÃO: Devido ao despreparo Bio-psico-social, econômico e ambiental o cuidador ao assistir idosos, apresenta um importante comprometimento emocional e físico diminuindo a sua qualidade de vida. Autor Principal: Cynthia de Castro Miranda mirandinhafisio@yahoo.com.br cynthiacmfisio@hotmail.com
  • 77. RELATO ASSISTENCIAL 45. SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM E A INTEGRALIDADE NO CUIDADO DOMICILIAR ARAÚJO, C.P.C. VASCONCELOS, D.F. BARBOSA, V.F.B., VASCONCELOS, A.S., MARINHO, L.B. Faculdade ASCES, ESF- Salgado IV- Caruaru-PE A assistência domiciliar (AD) propicia a redução dos custos hospitalares e traz benefícios para o paciente, família e cuidador, tais como, humanização da assistência e participação efetiva da família no processo terapêutico. Este estudo relata a experiência de sistematização da assistência de enfermagem (SAE) para pessoa idosa portadora de hipertensão e osteoporose, residente na área adscrita a ESF Salgado IV, Caruaru-PE, desenvolvida durante as práticas clínicas da unidade temática práticas de saúde na assistência domiciliar do curso de Enfermagem da Faculdade ASCES. Foram realizadas três visitas de enfermagem para desenvolvimento da SAE. A primeira objetivou sensibilização da família sobre importância da assistência prestada pelo enfermeiro ao paciente sob cuidados domiciliares. Após anuência da família, mediante assinatura de TCLE, foi desenvolvido o levantamento de dados para o histórico de enfermagem, obtendo-se os seguintes diagnósticos de enfermagem segundo a Taxonomia NANDA: Baixa auto-estima situacional, Controle ineficaz do regime terapêutico, Interação social prejudicada e Risco para tensão do papel de cuidador. Foi realizada segunda visita domiciliar para implementação do plano de cuidados de enfermagem proposto mediante intervenções educativas dirigidas ao paciente, família e cuidador. Durante a terceira visita, que objetivou a avaliação do alcance dos resultados de enfermagem, evidenciou-se melhoria na qualidade de vida da paciente, e seu envolvimento no alcance das metas propostas. Quanto às intervenções dirigidas ao cuidador não houve adesão por fatores como: cuidadoras portadoras de transtornos mentais e cuidadores diferentes a cada visita. Como conclusão, destacamos importância da AD para a assistência integral ao paciente/família/cuidador e para a formação do profissional enfermeiro. Através da SAE, o enfermeiro desenvolve o conhecimento clínico-social sobre o paciente, ampliando a qualidade da assistência de enfermagem. Autor: Valquiria F. Bezerra Barbosa valquiriaenfermeira@yahoo.com.br
  • 78. RELATO CIENTÍFICO 46. SATISFAÇÃO DO CUIDADOR COM O ATENDIMENTO DA FISIOTERAPIA NA ASSISTÊNCIA DOMICILIAR A IDOSOS PORTADORES DE DEMÊNCIA ESTEVES DB; CARMO EO; LAVOURA PH; LUNARDI AC; MEIRA DM; NAKANO MM; TANAKA C. Núcleo de Assistência Domiciliar Interdisciplinar (NADI) - HCFMUSP Introdução: A demência causa declínio funcional e afeta cerca de 1.000.000 brasileiros. No entanto a fisioterapia domiciliar promove a funcionalidade do paciente atuando na educação, prevenção e assistência. Uma forma de avaliar e melhorar a qualidade desta atuação, seria verificar a satisfação e adesão dos cuidadores em relação ao atendimento e as orientações da fisioterapia domiciliar. Objetivo: Verificar a satistafação dos cuidadores de idosos portadores de demência em relação ao atendimento da fisioterapia domiciliar realizado por um programa de assistência domiciliar. Métodos: Pelo prontuário selecionou-se 35 cuidadores de idosos portadores de demência que responderam, por contato telefônico, um questionário com nove perguntas que englobavam satisfação, aplicabilidade, clareza do atendimento fisioterapêutico e questões sobre as atividades básicas de vida diária do paciente pelo Índice de Katz. Foi realizada análise quantitativa descritiva dos dados e teste de correlação de Pearson, com p<0,05. Resultados: O contato telefônico foi possível com 21 cuidadores (55±12anos), todas do sexo feminino. Os pacientes apresentaram tempo médio de acompanhamento de 43±25 meses, sendo 95% totalmente dependentes. Em relação ao atendimento fisioterapêutico, 89% estão satisfeitos e 95% consideram as orientações claras. Porém, 17% não conseguem aplicar os exercícios adequadamente e 56% não seguem as orientações freqüentemente, dados que por meio do teste de correlação de Pearson apresentaram-se inversamente proporcional à idade do cuidador (r=-0,78; p=0,04); 67% acreditam que a fisioterapia é benéfica e afirmam que o tempo e a freqüência dos atendimentos são satisfatórios. Apesar disso, 45% dos cuidadores sugeriram mais atendimentos. Conclusão: Os cuidadores mostraram-se satisfeitos com o atendimento da fisioterapia, porém, relatam a necessidade de maior freqüência de atendimentos. Autor principal: Dayane Barros Esteves dayaneb.esteves@gmail.com
  • 79. RELATO ASSISTENCIAL 47. INTERNAÇÃO DOMICILIAR - EXPERIÊNCIA DA BAHIA LIMA, DMCC ; SILVA ANR SESAB - Bahia Refere-se a implantação da Internação Domiciliar em hospitalais da SESAB em Salvador e municípios do interior conforme resolução CIB115/2007, Portaria 1669/2008 que institui e regulamenta Internação Domiciliar no âmbito da SESAB. Justifica-se pela crescente demanda, não compatível com a oferta de leitos, ocasionando sobrecarga dos hospitais, refletida na baixa qualidade da assistência. Em muitos casos, estes leitos são ocupados por pacientes que poderiam ser assistidos em domicilio, acompanhados por equipe específica. Os objetivos prevêem entre outros promover desospitalização precoce através de alta assistida; Evitar hospitalização desnecessária; Reduzir re-internações; Minimizar risco de infecção hospitalar; Humanizar atendimento. Implantados em 14 hospitais, de 10 municípios, envolve 26 equipes multiprofissional. Cada serviço tem uma área territorial adscrita, tendo um hospital como referência. O fluxo operacional inicia com solicitação da unidade de internamento ao ID, para avaliação/inclusão de pacientes. Preenchido o perfil, são captados e acompanhados por equipe responsável pela área de residência. Conforme plano terapêutico, são disponibilizados insumos/medicamentos. Os serviços dispõem de transporte para equipes e ambulâncias da CER, ou dos hospitais para pacientes. O perfil da clientela tem predominância de idoso, (52%). Quanto ao sexo, observa-se 52/% masculino, 48% feminino. A clientela tem baixa renda, sendo 30% com renda familiar de até 1SM e 23% até 2SM. Grau de escolaridade: 40% tem 1º grau completo e 25% são apenas alfabetizados. Em dezoito meses de implantação, 1691 pacientes foram assistidos. Entre as causas mais frequentes de inclusão, destacam-se feridas com 40% dos casos, seguido de seqüelas neurológicas 30%, Hipertensão arterial 13% e diabetis melitus 10%. A assistência prestada pelo serviço de ID tem alcançado o objetivo da humanização, otimização de leitos com ampliação do acesso a casos de maior complexidade. Autor principal: Dulce Mary de Carvalho Costa e Lima dulce.lima@saude.ba.gov.br
  • 80. RELATO ASSISTENCIAL 48. A ASSISTÊNCIA DOMICILIAR NO PROGRAMA DE ATENÇÃO NUTRICIONAL A PESSOAS COM NECESSIDADES ESPECIAIS DE ALIMENTAÇÃO DA SECRETARIA MUNICIPAL DA SAÚDE DE CURITIBA LECHETA, D.R.; OLIVEIRA, A.C.L.; BORDIN, A.B.; CRUZ, A.S.; GOMES, K.S.G. Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba Introdução: a crescente demanda no Brasil para o atendimento de pacientes que necessitam de continuidade na terapia nutricional após alta hospitalar, fez com que a Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba implantasse, em agosto de 2006, o Programa de Atenção Nutricional a Pessoas com Necessidades Especiais de Alimentação (PAN). A assistência é integral e vai além das paredes da Unidade de Saúde. Através dos atendimentos domiciliares, o nutricionista e demais profissionais podem identificar e compreender o modo de vida da família. Descrição do serviço: enquadram-se nos critérios de inclusão pacientes com alergia ou intolerância alimentar, desnutrição secundária e/ou uso de sonda enteral. Os pacientes são atendidos minimamente a cada 3 meses, sendo a periodicidade definida conforme gravidade do quadro. O programa prevê fornecimento de fórmulas alimentares industrializadas (FAI) em algumas situações, conforme critérios pré- estabelecidos. Desde 2006 ocorreu aumento de 184% no número de pacientes atendidos anualmente. Da implantação até junho de 2010 foram atendidos 2.343 pacientes, estando 668 em continuidade. Desses, 43,1% eram atendidos com orientação nutricional e acompanhamento, sem fornecimento de FAI. O perfil dos pacientes atendidos é: 42,8% crianças, 27,5% idosos, 18% adultos e 11,7% adolescentes; 52% são atendidos rotineiramente nas US e 48% em domicílio, porém todos recebem ao menos uma visita domiciliar. Os grupos de doenças mais prevalentes são: doenças do sistema nervoso central (26,8%), alergias alimentares (19,3%), doenças do aparelho circulatório (13,6%) e câncer (12,4%). 47% recebem alimentação via sonda enteral. Conclusão: a assistência multiprofissional integrada desenvolve papel importante no suporte clínico e emocional, bem como favorece o engajamento do paciente e família na terapia nutricional domiciliar. Autora principal: Danielle Rodrigues Lecheta danilecheta@gmail.com dlecheta@sms.curitiba.pr.gov.br
  • 81. RELATO CIENTÍFICO 49. A IMPLANTAÇÃO DE UM QUESTIONÁRIO NA VISITA DOMICILIAR DA ENFERMEIRA AO NEONATO EM UMA UNIDADE SAÚDE DA FAMÍLIA NO MUNICÍPIO DE PIRACICABA-SP PECORARI,D.B ALBUQUERQUE,L.A.C Unidade Saúde da Família do Mário Dedini II Piracicaba-SP. A identificação precoce das situações de risco é uma ação fundamental para avaliar o recém-nascido permitindo uma melhoria na qualidade do seu acompanhamento. Como objetivo do estudo foi à implantação de um questionário durante a visita domiciliar da enfermeira ao neonato. O instrumento utilizado foi elaborado pela enfermeira e o aluno estagiário de graduação de odontologia e aplicado durante o período de julho de 2008 a dezembro de 2009 a todos as mães do neonato nos primeiros sete dias após nascimento em sua moradia durante a visita domiciliar da enfermeira, estagiário de odontologia e o agente comunitário de saúde. Foram avaliados 130 neonatos, dos quais 51,5% tiveram como via de parto o da cesárea e 48,5% de partos normais; 29,2% nasceram com o peso < de 2500g e 70,8% nasceram com peso ≥ a 2500g, dos avaliados 34,6% das mães relataram terem tido dificuldade com a amamentação (fissura, leite fraco), quanto que 65,4% não relataram nenhum problema; 46,1% ofertavam chupetas para seus filhos e 77,6% estavam em aleitamento materno exclusivo, e 82,3% dos entrevistados não realizavam a higiene oral em seus neonatos até o momento da visita domiciliar. Assim a visita domiciliar está direcionado para a educação em saúde com a finalidade de promover e apoiar as mães, não implicando somente em conhecimentos de técnicas e habilidades para o manejo correto ao neonato, tanto para a amamentação, quanto aos demais cuidados, mas realizando uma abordagem livre de imposições quanto ajudar a mulher a tomar decisões para seu contexto diário com o neonato. Autor principal: Daniela Berjan Pecorari danielapecorari@fop.unicamp.br
  • 82. RELATO ASSISTENCIAL 50. MEDIDAS DE SEGURANÇA PARA PREVENÇÃO DE ERROS ENVOLVENDO MEDICAMENTOS DE ALTO RISCO KNEUBIL, D. B.;MELLONI, D.C.B.R. Dal Ben Home Care - São Paulo - SP INTRODUÇÃO:Os medicamentos de alto risco são aqueles que podem causar danos graves ou até mesmo fatais ao paciente quando utilizados de maneira inadequada. Os erros associados a estes fármacos não necessariamente são freqüentes, mas as conseqüências desse erro para os pacientes são geralmente graves. Portanto, a inclusão do gerenciamento dos medicamentos de alto risco em programas de segurança clínica deve ser prioridade em unidades de assistência domiciliar. Alguns desses medicamentos são os citostáticos, anticoagulantes, opióides, insulina, soluções eletrolíticas contendo potássio, magnésio, sódio ou fosfato em altas concentrações, dentre outros. DESCRIÇÃO DO SERVIÇO:Para prevenir erros envolvendo medicamentos de alto risco é necessário que seja criado um sistema de segurança clínica, onde ferramentas serão implementadas para servir como barreiras de erros potenciais. O objetivo desse gerenciamento é não só evitar erros, mas também impedir que o erro chegue até o paciente, causando danos. A implantação de práticas específicas que envolvem o uso desses medicamentos evita erros nos processos de recebimento, rotulagem, armazenamento, prescrição, requisição, separação, conferência, dispensação, preparo e administração do medicamento. Algumas das medidas tomadas foram: - Identificação diferenciada através de etiquetas de coloração vermelha - Armazenamento separado, identificado e com acesso restrito - Limitação da quantidade desses medicamentos nas residências - Dupla checagem na separação e conferência - Implantação de alertas automáticos no sistema de gerenciamento - Treinamento específico com equipe que presta a assistência CONCLUSÃO: A utilização de ferramentas como barreiras para evitar erros de medicamentos para o paciente em assistência domiciliar mostrou-se eficaz e garantiu a segurança ao tratamento clínico do paciente e a confiabilidade da família em nosso serviço de saúde. Autor principal: Daniela Botelho Kneubil daniela@dalben.com.br
  • 83. RELATO CIENTÍFICO 51. PREVALÊNCIA E FATORES ASSOCIADOS À CONSTIPAÇÃO INTESTINAL EM PACIENTES INTERNADOS EM SERVIÇO DE ASSISTÊNCIA DOMICILIAR CERQUEIRA D; WERLE M H; REBELO M; SOUZA D SERVIÇO DE ASSITÊNCIA DOMICILIAR DA PREFEITURA DO RECIFE/IMIP, RECIFE Introdução: Constipação intestinal é uma condição freqüente que acomete entre 2% a 27% da população. Fatores como idade, sexo feminino, baixo nível socioeconômico, baixa escolaridade e ingestão calórica, inatividade física, estilo de vida e condições psicológicas estão associados a essa patologia que, embora usualmente não represente risco à vida, pode acarretar grandes custos relacionados à sua prevenção, diagnóstico e tratamento, repercutindo negativamente na qualidade de vida e no desempenho pessoal. Objetivo: Estimar a prevalência de constipação intestinal e fatores associados em pacientes em Serviço de Assistência Domiciliar (SAD)/Instituto de Medicina Integral Fernando Figueira (IMIP). Material e métodos: Estudo de corte transversal, realizado no período de maio a outubro de 2010. A amostra foi composta por 96 pacientes, atendidos pelo SAD/IMIP, nos distritos I e V da cidade de Recife, Pernambuco. Constipação intestinal foi definida de acordo com os critérios de Roma III. A análise estatística dos dados foi realizada com programa EXCEL - versão 2003. Resultados e Conclusão: A prevalência de constipação intestinal encontrada foi de 61% (n=59), sendo maior entre as mulheres (66%; n=39 vs. 34%; n=20), naqueles com faixa etária entre 70 a 80 anos (32%; n=19) e acamados (59%; n=35). Além disso, mostrou-se mais prevalente entre os pacientes portadores de neoplasia (37%; n=22), seguido daqueles sequelados por Acidente Vascular Cerebral (25%; n=15), Síndrome de Imobilidade (12%; n=7), Lesão Medular (9%; n=5) e Outras (17%, n=10). A prevalência de constipação intestinal foi elevada na população do estudo. Os fatores associados a essa patologia foram confirmados e a neoplasia apresentou-se como um fator importante no desencadeamento da constipação. Autor principal: Daniella Wanderley de Cerqueira daniellawanderley@hotmail.com
  • 84. RELATO CIENTÍFICO 52. INTERNAÇÃO HOSPITALAR DE LONGA PERMANÊNCIA E NECESSIDADE DE MUDANÇAS NOS PARADIGMAS DA ASSISTÊNCIA EM SAÚDE: DIAGNOSTICO DA SITUAÇÃO NA CAPITAL DO ESTADO DO CEARA. FERREIRA,DM; MUNIZ,LMG; ALCÂNTARA,HC; GARCIA,TFM; BARREIRA,MHAL Secretaria de Saúde do Estado do Ceará-Fortaleza-CE Introdução: A improbidade do uso de recursos em saúde constitui importante problema à saúde pública. Fatores não ligados as condições clínicas dos pacientes são co- responsáveis por estender a permanência no hospital e isso é mais evidente no grupo etário idoso. Ausência de organizações de suporte extra-hospitalar é uma das razões à utilização inadequada do hospital.,sendo necessária uma revisão deste paradigma. Objetivo: Avaliar perfil e custo de internação hospitalar prolongada pelo SUS de idosos na cidade de Fortaleza-CE. Material e método: Estudo descritivo com população-alvo de indivíduos com 60 anos ou mais de idade que tiveram internação hospitalar prolongada no âmbito do SUS em Fortaleza-CE, durante 2009. Dados obtidos do SIH/SUS, sendo as variáveis: idade; custos; diagnóstico principal (CID-10); dias de permanência hospitalar. As análises foram realizadas a partir de números absolutos, percentuais e alguns indicadores. Resultados: Houve um total de 2912 AIHs produzidas por internações de longa permanência de idosos , tendo custo de 14.388.413,64 reais. Diagnósticos nas AIHs mostraram: 9,37% por infecções, 14,45% por afecções pulmonares, 18,16% por afecções cardiocirculatorias, 7,24% por afecções neurologicas, 7,65% por doenças neoplásicas. Discussão: Observa-se 56,8% das internações prolongadas foram devido a afecções cronicas agudizadas,infecções com necessidade de antibioticoterapia endovenosa ou doenças com necessidade, muitas vezes, de paliação,atendimento possíveis em domicílio. Estudos sobre longa permanência hospitalar de idosos com 75 anos ou mais revelam ter como causa a espera de transferência para outros serviços como home care. Conclusões:Vislumbra-se a necessidade de ajustes na gestão da saúde do programa de atendimento domiciliar de Fortaleza, com restruturação dos serviços para ampliar e aprimorar a atenção ao idoso . Autor principal: Danielle de Menezes Ferreira daniellemferreira@yahoo.com.br
  • 85. RELATO ASSISTENCIAL 53. STEP TEST: AVALIAÇÃO DA CAPACIDADE FUNCIONAL NO DOMICILIO EM PACIENTES COM FIBROSE CÍSTICA LINHARES DBCD, SOUZA O, ALENCAR PSS, FREITAS LAV, PESSANHA FB. Instituto Fernandes Figueira - FIOCRUZ-RJ INTRODUÇÃO: O Programa de Atendimento Domiciliar Interdisciplinar do Instituto Fernandes Figueira atende pacientes com Fibrose Cística. Esta doença acarreta progressiva diminuição da tolerância ao esforço físico, sendo atribuído ao distúrbio respiratório e disfunção muscular esquelética, levando a diminuição da qualidade de vida e piora no prognóstico da doença. Testes físicos têm sido utilizados no acompanhamento de pacientes com Fibrose Cística. Por ser rápido e simples, o step test pode ser realizado em domicilio. DESCRIÇÃO DO SERVIÇO: Realiza-se o teste com banco de 15 cm de altura, com ritmo de 120 batidas no metrônomo portátil de modo que o paciente execute 30 subidas completas ao banco, ao longo dos 3 minutos de duração do teste. Interrompe-se o teste se a saturação de oxigênio (SatO2) for inferior a 75%. A freqüência cardíaca e SatO2 são monitoradas por frequencímetro e oxímetro de pulso. A dispnéia é avaliada por meio de escala de Borg e pelo método direto de 15-count breathlessness score (inspiração profunda, paciente conta até 15, avaliador conta a freqüência respiratória). As medidas de avaliação são: o menor valor de SatO2, a freqüência cardíaca atingida durante o teste e repouso (2 minutos sentado), dispnéia subjetiva e objetiva antes e logo após o fim do teste. Em seguida são coletadas as medidas de repouso entre o 2º e o 3º minuto com paciente sentado. CONCLUSÃO: O Step Test pode ser utilizado em domicilio para avaliação da capacidade funcional, tolerância e prescrição de exercício físico, gravidade e progressão da doença, além de avaliar os resultados de intervenções terapêuticas que podem resultar e ajustes terapêuticos e otimização do tratamento continuado. Este teste esta sendo implantado no PADI-IFF. Autor principal: Danilo Belo Cardoso Dias Linhares danilobelo@iff.fiocruz.br
  • 86. RELATO CIENTÍFICO 54. O USO DO PURÊ DE MAÇÃ PARA DIMINUIR O ÍNDICE DE OBSTRUÇÃO DE SONDA NASOENTERAL NA ASSISTÊNCIA DOMICILIAR. SOUZA, D. A., BUSSACOS, M. A., MELLONI, D. C.B. R., Dal Ben Home Care - São Paulo - SP INTRODUÇÃO: A terapia nutricional enteral é uma realidade na assistência domiciliar bem como a utilização de sonda naso-enteral (SNE) sendo via de administração de alimentação e de medicações para os pacientes. A constante obstrução desse tipo de dispositivo gera um custo para a empresa prestadora, fonte pagadora do serviço e família, gerando stress nos familiares e nos profissionais de enfermagem. Em nosso serviço mensuramos as obstruções de SNE através de um indicador de qualidade. Diante das situações geradas por obstrução desse dispositivo, buscou-se uma alternativa viável para sanar tais problemas e diminuição do custo. Iniciou-se a utilização do purê de maçã antes e após administração de medicamentos e dietas enterais baseado em um estudo canadense do Hospital Grand River e Kitchener, ambos em UTI. OBJETIVO: Diminuir o índice de obstrução de SNE na assistência domiciliar. MATERIAL E MÉTODO:Pesquisa exploratória sobre o estudo do Hospital Grand River e Kitchener e aplicação do método por um ano. RESULTADOS: Utilização de meia colher de café com purê de maçã industrializado com a medicação já macerada, diluído em 20ml de água filtrada. Após aberto, deve conservá-lo em refrigeração de 2 a 8º C com durabilidade de 5 dias. Foi também um agente facilitador de desobstrução do dispositivo quando utilizado com meia colher de café com 120ml de água morna. CONCLUSÃO: A utilização do purê de maçã como agente para diminuir o número de obstruções de SNE mostrou-se satisfatório e reduziu de 11 obstruções para 3 no mesmo período do ano seguinte. Autor principal: Débora Antunes de Souza deboraantunes@dalben.com.br
  • 87. RELATO CIENTÍFICO 55. ESTRATÉGIAS UTILIZADAS POR UMA EMPRESA DE ASSISTÊNCIA DOMICILIAR PARA DESOSPITALIZAR PACIENTES DE LONGA PERMANÊNCIA HOSPITALAR MELLONI, D.C.B.R; SOUZA D. A; MARTINELLI, M.A; LIMA S.;BUSSACOS M.A. Dal Ben Home Care - São Paulo - SP INTRODUÇÃO: Pacientes com longo tempo de permanência hospitalar são clientes em potencial para a assistência domiciliar. A desospitalização e a necessidade de continuidade de seu tratamento no domicílio envolvem vários aspectos: paciente, família, fonte pagadora, médico assistente. A desospitalização e a continuidade do tratamento no domicílio são desafios para a empresa de Assistência Domiciliar. O ambiente hospitalar constitui culturalmente um ambiente seguro para o paciente e seus familiares. O paciente, mesmo em condições crônicas, fica inseguro com a alta hospitalar. Esta realidade exige dos gestores de empresas de assistência domiciliar a elaboração de estratégias para realizar uma desospitalização segura ao paciente e seus familiares. OBJETIVO:Apresentar estratégias para a desospitalização de pacientes com longo tempo de permanência hospitalar com indicação de Assistência domiciliar. MATERIAL E MÉTODO: Pesquisa exploratória e qualitativa, com levantamento de fichas de avaliação pré-admissional e satisfação do familiar em prontuário. RESULTADOS: A avaliação pré- admissional deve ser abrangente com envolvimento da família e abordar questões relacionadas ao prontuário do paciente, sua família, domicílio, profissionais que prestarão os serviços (perfil), cobertura da fonte pagadora (se aplicável). Esse trabalho inclui ouvir e esclarecer os questionamentos da família, estabelecimento de uma relação confiável e transparente, e deve ser feita a apresentação ainda no hospital do enfermeiro referência do paciente e o início da Assistência domiciliar ainda na instituição hospitalar. CONCLUSÃO:A elaboração de estratégias por parte da empresa de Assistência Domiciliar específicas para a desospitalização de pacientes com longo tempo de permanência hospitalar, focada no perfil do paciente e sua família, diminuiu as insatisfações das famílias em relação à assistência domiciliar. Autor principal: Denise Canesin de Barros Ribeiro Melloni denise@dalben.com.br
  • 88. RELATO ASSISTENCIAL 56. ASSISTÊNCIA DOMICILIAR AOS USUÁRIOS DO PROGRAMA HIPERDIA: UMA GARANTIA AO SERVIÇO MUNICIPAL DE SAÚDE E SUA RESOLUTIVIDADE. AMORIM, D. C.; ARAGÃO, L.O BARBOSA, M.R.;OLIVEIRA, L. A. ; SILVA, T. O. ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLA.LAGOA DO BARRO DO PIAUÍ. Sabendo da importância que os casos de Diabetes Mellitus e Hipertensão Arterial sejam tratados na rede básica municipal com atendimento e acompanhamento resolutivo e de qualidade. Assim, a gestão municipal sabe que o tratamento destas doenças são imprescindíveis a vinculação do usuário às Unidades de saúde. As equipes Saúde da Família ( E.S.F.) do município de Lagoa do Barro do Piauí valoriza a assistência integral ao paciente por meio das consultas médicas, de enfermagem e acompanhamento psicológico, das reuniões em grupos, incentivo ao autocuidado, nas atividades físicas e principalmente atendimento domiciliar. Além da distribuição de medicamentos com prévia avaliação do peso; altura, medida da cintura, verificação da glicemia capilar, da Pressão Arterial ,exames laboratoriais dando orientações e educação em saúde, buscando uma qualidade de vida. Tendo para com esses usuários que segue em tratamento a assistência domiciliar uma maior atenção. Dessa forma as ESF de Lagoa do Barro do Piauí adota a Assistência Domiciliar para os pacientes do Programa HIPERDIA (hipertensão e Diabetes), priorizando uma assistência humanizada e de qualidade na busca de maior equidade e no atendimento, levando em conta às necessidades da população sendo que temos 4.998 pessoas cadastras e acompanhadas pelo SIAB, no Programa Hiperdia temos: 420 usuários destes: 11 são diabéticos; 92 são diabéticos com hipertensão e 317 hipertensos. E na totalidade de Assistência Domiciliar do Programa HIPERDIA temos 45 usuários com assistência domiciliar. Autor: Lídia De Andrade Oliveira lidiaandoli@hotmail.com
  • 89. RELATO CIENTÍFICO 57. LEVANTAMENTO DO ÍNDICE DE SOBRECARGA DOS CUIDADORES E INDEPENDÊNCIA FUNCIONAL DE PACIENTES EM ATENDIMENTO FISIOTERAPÊUTICO DOMICILIAR SILVA, D.R.F ; ARAUJO, J ; BILO, J.F.S ; RODRIGUES, M.G ; PAULA, M ; OSSAIS, M ; SIERRA, N.F; CUNHA, T.S ; PEREIRA, L.C ; SILVEIRA, N.D. Unianchieta e Prefeitura de Várzea Paulista - SP. Introdução: Cuidador é quem assume a responsabilidade de cuidar, dar suporte, assistir alguma necessidade e zelar pela vida da pessoa cuidada. O ato de cuidar de um paciente incapacitado gera perturbações para os cuidadores podendo interferir no cuidado prestado ao paciente sendo inclusive um fator que predispõe ao estresse. Objetivo: Identificar o índice de sobrecarga do cuidador e a relação com a dependência funcional de idosos em atendimentos domiciliares. Métodos: Foram entrevistados 11 cuidadores e avaliados 9 pacientes em tratamento fisioterapêutico domiciliar no Município de Várzea Paulista e Jundiaí. Foi aplicada a escala Burden Interview para verificar o nível de sobrecarga dos cuidadores e, para determinação da independência funcional do paciente, foi utilizada a Medida de Independência Funcional (MIF). Resultados: Dentre os pacientes avaliados, 11% foram classificados como dependência completa e 56% classificados como dependência moderada, necessitando de assistência em até 50% das tarefas; 22% dos pacientes apresentaram dependência modificada necessitando de auxílio em até 25% das tarefas e 11% classificados como independentes. Com relação ao índice de sobrecarga dos cuidadores, 63% apresentaram valores acima da metade do escore do questionário utilizado, que é um indício de sobrecarga. Conclusão: Os resultados sugerem que a maioria dos cuidadores avaliados apresentam elevado nível de sobrecarga, possivelmente relacionado com o grau de dependência funcional do paciente. Desta forma, a elaboração de propostas para melhorar a independência funcional dos pacientes e o incentivo ao autocuidado podem otimizar a qualidade de vida dos cuidadores. Autor principal: Nathalia Donnangelo Silveira natsilveira@yahoo.com.br
  • 90. RELATO CIENTÍFICO 58. ASSISTÊNCIA DOMICILIAR SUPERVISIONADA: RELATO DE CASO OLIVEIRA, E.C.; LEÃO, D.C. M. Unimed Rio Branco - Gerenciamento de casos - Rio Branco-AC Introdução: O gerenciamento de casos da UNIMED - Rio Branco (programa educativo) é uma modalidade de assistência domiciliar supervisionada destinada a atender pacientes que necessitem de ajuda interdisciplinar para que tenham sua saúde restabelecida, de forma a desenvolverem suas atividades diárias de maneira autônoma e independente, melhorando, assim, sua qualidade de vida. O caso relatado demonstrou a viabilidade de manutenção do programa, face aos resultados obtidos através dessa modalidade de atendimento. Objetivo: Relatar um caso de acompanhamento domiciliar interdisciplinar de paciente com diagnóstico inicial de Alzheimer. Material e Métodos: Trata-se de um estudo de caso de F.R.O., sexo masculino, 83 anos, acompanhado por um programa de assistência domiciliar durante 5 meses, após internações freqüentes, tendo permanecido por 30 dias na última internação. Após alta hospitalar, foi admitido no programa por atender os critérios de inclusão definidos para tal. Alimentava-se por sonda naso-enteral, apresentava desnutrição, não verbalizava, não deambulava, necessitava de cuidados totais. Também apresentava úlcera por pressão em diversos locais do corpo, infecção urinária recorrente, e fazia uso de 14 medicamentos diferentes, diariamente. A partir de sua entrada no programa passou a receber atendimento médico, de enfermagem, fisioterápico, fonoaudiológico, nutricional e de terapia ocupacional, semanalmente, e monitoramento diário por telefone. Resultados: Durante o período de atendimento o paciente apresentou ótima evolução, com ganho de peso recomendado, alimentando-se sem sonda, teve as úlceras cicatrizadas, houve a redução de 10 medicamentos, e passou a desenvolver suas atividades diárias sozinho, o que permitiu sua alta do programa. Conclusão: Com o acompanhamento interdisciplinar pôde-se observar uma rápida evolução do quadro em que se encontrava o paciente, o que lhe permitiu total autonomia, e, conseqüentemente, seu retorno às suas atividades. Autor principal: Edinaldo Carvalho de Oliveira edinaldoliver@gmail.com
  • 91. RELATO ASSISTENCIAL 59. A ASSISTÊNCIA DOMICILIÁRIA NO MUINICÍPIO DE RIBEIRÃO: RELATO DE EXPERIÊNCIA CHAYAMITI, E.M.P.C; SILVA; A.S.B; IGNÁCIO, D.S; SGUILLA, L; PRADO, M.A. Serviço de Atenção Domiciliar- SMS-Ribeirão Preto-SP O Serviço de Atenção Domiciliar (SAD) no município de Ribeirão Preto, foi implantado em 1996, com ampliação notória de recursos em 2008, constatado pela formação de 06 equipes de saude, exclusivas para assistência domiciliária, alocadas nos cinco Distritos de Saude e uma matricial. A implementação do SAD foi norteada pelo aumento da demanda para o Serviço e pela complexidade da atenção às pessoas com doenças agudas, condições crônicas e suas complicações. Essa demanda é causada principalmente pela reorganização do Sistema Único de Saude, acesso às tecnologias e o envelhecimento da população. A atenção domiciliária torna-se potente e capaz de responder às necessidades de saude, em especial das pessoas em condições crônicas. Um recorte dos dados do SAD, justifica a aplicação de investimentos públicos e aponta para a consolidação da atenção domiciliária. No período de 2004 a 2009, foram realizadas 61.059 visitas domiciliárias. No primeiro semestre de 2010, foram realizadas 5.580 visitas, para 1.259 pacientes cadastrados, com atendimentos em cuidados paliativos, feridas crônicas, oxigenoterapia domiciliária, ventilação mecânica entre outros. Ocorreram 129 altas (10%), 40 óbitos (3%), permanecendo em seguimento 1090 (87%) pacientes. Os mais frequentes diagnósticos foram acidente vascular encefálico, neoplasias, traumas, demências e vulnerabilidade social. Os dados mostram aumento gradual no número de visitas. O perfil dos pacientes assinala para a complexidade dessa assistência, importância da aproximação da equipe de saude com a família e o incentivo à participação do paciente e sua família, no tratamento proposto. Houve muitos avanços, mas ainda há a preocupação em aumentar o acesso a essa modalidade de atenção e fortalecer a qualidade do cuidado, para que ocorra de fato impacto na vida das pessoas que necessitam do SAD. Autor principal: Emília Maria Paulina Campos Chayamiti sad@saude.pmrp.com.br emichayamiti@yahoo.com.br
  • 92. RELATO ASSISTENCIAL 60. A INTEGRAÇÃO DO ENSINO E SERVIÇO: RELATO DE EXPERIÊNCIA CHAYAMITI, E.M.P.C; ÂNGULO, M. G; FORTUNA, C. M. Serviço de Atenção Domiciliar-SMS-Ribeirão Preto/Escola de Enfermagem RP-USP INTRODUÇÃO: O Serviço de Atenção Domiciliar da Secretaria Municipal da Saude de Ribeirão Preto (SAD-SMS/RP) executa, de forma humanizada os atendimentos aos pacientes, promovendo a interação dos serviços, e a articulação entre ensino e serviço. Observa-se que o crescimento da demanda do SAD esta relacionado à inversão da pirâmide populacional e as doenças crônicas degenerativas, necessitando do cuidado no domicílio, muitas vezes demandando os cuidados paliativos, com isso, a atenção domiciliária torna-se cada vez mais importante. Na aproximação do ensino com o trabalho do SAD, percebe-se a facilidade de aprendizado e diminuição da distância entre essas esferas. O projeto de Programa Aprender com Cultura e Extensão da Universidade de São Paulo é uma das possibilidades de viabilizar a integração entre formação e mundo do trabalho o que certamente qualifica atenção, pois possibilita o contato com o paciente de forma abrangente e integral, possibilitando a aprendizagem ativa.Objetivo: Relatar a importância e a experiência do acompanhamento das ações da equipe do SAD por estudante bolsista do projeto aprender com cultura e extensão.Material e métodos utilizados: Trata-se de um relato de experiência, que analisa e compreende pontos importantes do cuidado aos pacientes do SAD, revelando ações e aspectos da organização e gestão.Resultados e Conclusões objetivas: Houve o acompanhamento da estudantes nas ações de cuidado no domicilio, com intensa aproximação com o Sistema Único de Saude (SUS) o que proporcionou aprendizagem significativa e apropriação das reais necessidades da população, visualizando a continuidade de cuidado a saude devido o contato com o SAD e a integralidade do cuidado.Concluindo então, observamos que essa aproximação mostra-se eficiente para a produção de novas práticas na assistência e na formação. Autor principal: Emília Maria Paulina Campos Chayamiti sad@saude.pmrp.com.br emichayamiti@yahoo.com.br
  • 93. RELATO CIENTÍFICO 61. HIPODERMÓCLISE NO DOMICÍLIO SPORTELLO EF, HASHIMOTO THF, PEREIRA I Hospital Universitário USP - São Paulo INTRODUÇÃO: A administração de fluidos pela via subcutânea é uma alternativa reconhecida para a infusão de medicamentos tradicionalmente administradas pela via intravenosa ou intra-muscular em situações não emergenciais. É segura, eficaz e confortável. O Programa de Assistência Domiciliária (PAD) utiliza, desde 2002, a hipodermóclise como segunda via preferencial na administração de medicamentos, principalmente para controle da dor e outros sintomas. Os pacientes elegíveis são: acamados e com idade superior a 60 anos. Outras faixas etárias podem beneficiar-se desta técnica, desde que haja indicação clínica e conhecimento da equipe multiprofissional que o atende. OBJETIVO: Identificar o número e caracterização de pacientes que utilizaram a hipodermóclise, medicações e local de punção. METODOLOGIA: Estudo retrospectivo, quantitativo. Local: PAD-HU. Período: 2002 até out/10. Número de pacientes: 50 (3,2% - 1565 total de pacientes atendidos). RESULTADOS: Medicações utilizadas: tramadol e morfina (65,8%), metoclopramida e ondansetrona (23,5%), escopolamina (28,2%), reposição hidroeletrolítica (63,8%), midazolan (9,4%), e ceftriaxona (9,4%). Pacientes oncológicos: 40% e não-oncológicos: 60%. Não houve reação adversa. Local punção: 96% tórax e 4% abdome, com cateter não-agulhado. CONCLUSÃO: É uma técnica simples, de rápido manuseio e que dispensa menor tempo em sua execução e melhor custo-benefício, sem riscos para o cuidador. No PAD é utilizada em situações clínicas não emergenciais. Agrega mais um valor qualitativo ao nosso conjunto de práticas de conforto nas crises agudas e dignidade na fase de despedida dos pacientes. O seu uso consolidado no tratamento de desidratação do idoso e em cuidados paliativos no mundo todo, tem sido uma ferramenta de grande valia no controle dos sintomas indesejáveis na fase final de vida. O conforto relatado pelos pacientes desde a instalação do catéter até a infusão lenta e controlável, corroboram para sua utilização. Autor principal: Elisabete Finzch Sportello betefs@usp.br
  • 94. RELATO CIENTÍFICO 62. O PACIENTE COM DOENÇA DE PARKINSON NA ASSISTÊNCIA DOMICILIAR SPORTELLO EF, HASHIMOTO THF, FUKUOKA MH, PEREIRA I Hospital Universitário USP - São Paulo INTRODUÇÃO: O Parkinson é uma doença neurológica, crônica, progressiva e incurável. Afeta milhões de pessoas em todo mundo, que se tornam dependentes motora e cognitivamente. São cuidados, principalmente, pelas esposas e filhas. Necessitam de cuidados integrais no final da vida, sendo elegíveis para Assistência Domiciliar (AD). OBJETIVO: Avaliar os dados sócio-demográficos, número e local de óbitos, altas e média de permanência dos pacientes com Parkinson no Programa de Assistência Domiciliar do HU/USP. METODOLOGIA: Estudo exploratório retrospectivo, quantitativo. Realizado em base Excel e tabulado em números absolutos e porcentagens. Local: PAD HU. Período: maio/2000 a setembro/2010. RESULTADOS: Foram avaliados 1541 pacientes e 4,7% (73) com diagnóstico de Parkinson. Sexo: 42% homens e 58% mulheres. A idade média foi de 81 anos, sendo que 11% de 60 a 69 anos, 25% de 70 a 79 anos, 50% de 80 a 89 anos e 14% de 90 a 99 anos. Estão em acompanhamento 8 %; 41% tiveram alta e foram encaminhados para as UBS e 51% morreram. Destes, 41% no domicílio, 24% no PS HU, 19 % internados nas enfermarias do HU e 16 % faleceram em outros locais. Quanto ao tempo de permanência, 78% permaneceram menos de um ano (média de permanência 9,3 meses), 12 % 1 ano, 5% 2 anos, 4% 3 anos e 1 % 6 anos. CONCLUSÃO: Este estudo possibilitou conhecer o perfil do paciente com Parkinson atendido em AD para a implementação da assistência em cuidados paliativos. Dos que morrem, a maioria falece em menos de um ano, o que demanda cuidados de alta-dependência, tanto para a equipe como para a família, já que a maioria (65%) morre no domicílio ou logo que chega ao Pronto-socorro. Autor principal: Elisabete Finzch Sportello betefs@usp.br
  • 95. RELATO CIENTÍFICO 63. O PACIENTE COM DOENÇA DE ALZHEIMER NA ASSISTÊNCIA DOMICILIAR SPORTELLO EF, HASHIMOTO THF, FUKUOKA MH, PEREIRA I Hospital Universitário USP - São Paulo INTRODUÇÃO: Alzheimer: doença neurológica, crônica, degenerativa e incurável. Forma mais comum de demência. Afeta, geralmente, pessoas acima de 65 anos. Caracteriza-se, inicialmente, por perda de memória. Evolui até a perda total da capacidade motora e cognitiva até a morte. Assim, a assistência e o apoio às famílias são fundamentais e são elegíveis para Assistência Domiciliar (AD). OBJETIVO: Avaliar os dados sócio- demográficos, número e local de óbitos, altas e média de permanência dos pacientes com Alzheimer no Programa de Assistência Domiciliar do HU/USP. METODOLOGIA: Estudo exploratório retrospectivo, quantitativo. Realizado em base Excel e tabulado em números absolutos e porcentagens. Local: PAD HU. Período: maio/2000 a setembro/2010. RESULTADOS: Foram avaliados 1541 pacientes e 8,2% (127) com diagnóstico de Alzheimer. Sexo: 32% homens e 68% mulheres. Idade média: 85 anos, sendo que 2% menos de 70 anos, 20% de 70 a 79 anos, 55% de 80 a 89 anos, 21% de 90 a 99 anos e mais de 100 anos 2%. Em AD 10 %; 22% tiveram alta com encaminhamento para UBS e 68% morreram. Destes, 49%: domicílio, 23%: Pronto Socorro HU, 16 %: enfermarias do HU e 12 % faleceram em outros locais. Tempo de permanência: 74% menos de um ano (média: 11,4 meses), 10 % 1 ano, 6% 2 anos, 5% 3 anos, 2% 4 anos e 3 % 6 anos. CONCLUSÃO: Este estudo possibilitou conhecer o perfil do paciente com Alzheimer atendido em AD para a implementação da assistência em cuidados paliativos. Dos que morrem, a maioria falece em menos de um ano, o que demanda cuidados de alta- dependência, tanto para a equipe como para a família, já que a maioria (72%) morre no domicílio ou no PS. Autor principal: Elisabete Finzch Sportello betefs@usp.br
  • 96. RELATO ASSISTENCIAL 64. O CUIDADO NO CONTEXTO DOMICILIAR: ATUAÇÕES DE UMA EQUIPE INTERDISPLINAR DE SAÚDE MOURA, E. P.; SILVA, L. W. S.; SILVA, R. L. C.; RIBEIRO, F. B., SILVA, R. G., SANTOS, K. M. O. Núcleo interdisciplinar de estudos e extensão em cuidados à saúde da família em convibilidade com doenças crônicas - NIEFAM/UESB Jequié (BA) A compreensão aprofundada dos processos de adoecimentos pressupõe que esses simbolizam um apelo por atenções não apenas ao indivíduo acometido, mas ao grupo de pertença, a família. Esta, na perspectiva sistêmica, é entendida como um conjunto complexo, enredado por mecanismos vinculares explícitos e implícitos, em suas dimensões objetivas e subjetivas. Considera-se que ações cuidativas em saúde devem alcançar a “família adoecida”, a qual, geralmente, desconhece os engendramentos psicossomáticos da doença e que os serviços oferecidos ao portador de patologias crônicas carecem de recursos técnicos e humanos pertinentes às suas demandas. O NIEFAM é um núcleo de pesquisa-ensino-extensão que, baseado na multirreferencialidade e interdisciplinaridade, busca desenvolver estratégias de atenção abrangente ao indivíduo e família em convibilidade com doenças crônicas, visando ao cuidado dos processos saúde-doença nas suas complexidades. Ações continuadas são desenvolvidas nos domicílios dos usuários cadastrados nas Unidades de Saúde da Família, com práticas de monitoramento das doenças e de educação em saúde, através das atuações de uma equipe multidisciplinar composta por docentes e discentes dos cursos da área de saúde da UESB Jequié: Enfermagem, Fisioterapia, Nutrição, Educação Física e Psicologia. Tais ações também englobam elaboração de propostas ao município, visando ao bem-estar das pessoas com doenças crônicas e à melhoria da sua qualidade de saúde nas ESF, nas quais estão inseridas. Assim, práticas em saúde pública que contemplam a família contribuem para aprofundar o enfoque do cuidado aos integrantes deste sistema, por possibilitar reordenamentos dos seus contextos sócioculturais e relacionais. Autor principal: Elma Pereira de Moura elmapmoura@yahoo.com.br
  • 97. RELATO CIENTÍFICO 65. O DOMICÍLIO: CENÁRIO DE VIVÊNCIAS VINCULARES E CUIDADATIVAS AO INDIVÍDUO E FAMÍLIA MOURA, E. P.; SILVA, L. W. S.; SILVA, R. L. C.; RIBEIRO, F. B., SILVA, R. G., SANTOS, K. M. O. Núcleo interdisciplinar de estudos e extensão em cuidados à saúde da família em convibilidade com doenças crônicas - NIEFAM/UESB Jequié (BA). A ação do cuidado prevê vivências que envolvem vinculações entre seus protagonistas, a tal ponto que se enredam mecanismos relacionais com complementaridade de papéis do ser-cuidado e do ser-cuidador. O empoderamento do cuidador é inerente ao ato de cuidar, considerando seu suposto saber técnico-profissional, entretanto, a vivência proximal adquirida junto às famílias no seu domínio de atuação - o domicílio - entrelaça realidades experimentais neste cenário onde dois mundos se encontram num compartilhamento de saberes, configurando-se num único, aquele em que os valores se somam e reconstroem- se para o saber e o bem coletivo. Este estudo observacioanal busca contribuir para a ampliação do olhar do profissional de saúde para a atenção ao sistema familiar em sua multidimensionalidade, favorecendo as possibilidades de compreensão da dinâmica relacional de vínculos e desapegos neste contexto, como também subsidiar o consequente aprimoramento e fortalecimento do sistema de atenção à saúde familiar. Buscando interlocução com pressupostos da multirreferencialidade e da leitura sistêmica sobre família, a observação das atuações de assistência domiciliar de equipe multiprofissional de saúde do NIEFAM/UESB Jequié serviu para uma melhor compreensão dos comportamentos instauradores e mantenedores dos padrões de apego e de desvinculação afetiva, bem como, das experiências de perda e da elaboração de lutos. Assim, constata- se que família-cuidador profissional forma um sistema que inter-relaciona variadas formas de comunicações extrínseca e intrinsecamente elaboradas por seus atores, as quais delimitam espaços de significações, fronteiras de percepções e contemplações diversas, inerentes às alteridades em situações de compartilhamentos contínuos. Autor principal: Elma Pereira de Moura elmapmoura@yahoo.com.br
  • 98. RELATO ASSISTENCIAL 66. GERENCIAMENTO DE CASOS - FERRAMENTA DE CUIDADO DOMICILIAR PARA DOENTES CRÔNICOS NO NOVO PARADIGMA DA SAÚDE SUPLEMENTAR CARDOSO, E.C.A.; PEIXOTO, D.A.; PERUCHI, T.L.; RODRIGUES, F.C.; SANTOS, C.M.C. ATENDIMENTO DOMICILIAR UNIMED LIMEIRA, LIMEIRA-SP O Gerenciamento de casos (GC) é uma nova proposta, no atendimento domiciliar, de atenção à saúde de pacientes com restrições de acesso aos serviços de saúde ambulatoriais. A assistência domiciliar da Unimed Limeira iniciou-se em 1997 com o objetivo de desospitalização precoce e evitar reinternações através de orientações ao cuidador e pacientes de maneira não-sistematizada, onde os profissionais visitavam todos os pacientes e realizavam orientações pontuais, sem acompanhamento posteriormente. Em outubro de 2008, o programa passou a realizar o GC, onde o enfermeiro é responsável pela monitorização da saúde de seu paciente com visitas sistematizadas (mínimo de uma visita ao mês) e solicita interconsultas de outros profissionais conforme a necessidade. Objetivo: avaliar custos por paciente, tempo de internação e permanência do paciente no hospital, através novo modelo de gerenciamento de casos. Material e método: foi feito o levantamento entre os anos de 2008 e 2009 dos indicadores: índice de internação, índice de permanência hospitalar e índice de monitoramento de enfermagem. Resultados: Os pacientes internaram menos e suas internações apresentaram-se mais breves; na medida em que as contratações de enfermeiros foram realizadas, o número de intervenções por paciente foi progressivamente aumentando; na medida em que o número de intervenções de enfermagem aumenta o número de internações se reduz quase que proporcionalmente; os resultados financeiros também se mostraram extremamente compensadores. Conclusão: o GC, baseado no cuidado de enfermagem, se mostra como estratégia custo- efetiva e extremamente benéfica para a saúde de nossos usuários e para a saúde financeira de nossas cooperativas. Autor principal: Tatiane de Lara Peruchi tata.lara@yahoo.com.br tgazotto@unimedlimeira.com.br
  • 99. RELATO CIENTÍFICO 67. AVALIAÇÃO DO SERVIÇO PRESTADO PELO NÚCLEO DE ATENÇÃO DOMICILIAR DO PARANOÁ - SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE DO DISTRITO FEDERAL (SES/DF) DIAB, F.O; BARROS, S.T.G; VILLAS BOAS, M.L. DE C. SES - DF Introdução: A internação domiciliar visa a desospitalização precoce e a diminuição das reinternações hospitalares, fornecendo suporte técnico e estrutural à família do doente no domicílio. A assistência domiciliar no DF foi iniciativa de profissionais de saúde que começaram a desospitalizar pacientes crônicos e atendê-los em casa em 1994. Atualmente, o programa conta com onze equipes multidisciplinares atendendo 74% da população. Sabendo que, cuidador, paciente e equipe são co-autores no processo, a percepção dos usuários quanto aos serviços oferecidos é valiosa para um trabalho de excelência e contribuição na qualidade de vida dos pacientes. Objetivo: Verificar a satisfação dos cuidadores/pacientes do Paranoá quanto à atuação dos profissionais e assistência prestada em domicílio. Material e métodos: A coleta dos dados foi feita utilizando questionário padronizado pela SES-DF que foi aplicado de duas maneiras: pacientes analfabetos ou baixa instrução: questionário lido e preenchido por um profissional da equipe ou familiar/cuidador; demais pacientes: preenchido pelo próprio paciente/cuidador. Resultados Foram respondidos 25 questionários, correspondendo a 100% dos pacientes internados até maio/2010. Observou-se que: 96% consideram o atendimento satisfatório; 100% relatam interesse dos profissionais em resolver os problemas; 92% consideram as soluções apresentadas como efetivas; 96% referem que a equipe é bem disponível; Média de notas dadas para o desempenho da equipe (de 1 a 10): 9,2. Conclusão O estudo permitiu verificar que o serviço prestado pela equipe de internação domiciliar do Paranoá é bem conceituado pelos usuários, mesmo considerando o viés das respostas positivas pela aplicação dos questionários pelos membros da equipe de saúde assistencial. Autor principal: Diab, F.O. nrad.paranoa@gmail.com diab.fernanda@gmail.com
  • 100. RELATO DE CASO 68. CARACTERIZAÇÃO DE SERVIÇOS DE ASSISTÊNCIA DOMICILIAR OFERECIDOS POR HOSPITAIS BRASILEIROS E O TERAPEUTA OCUPACIONAL VICTAL, F. C. A.; BIGATÃO, M. R.; DE CARLO, M. R. P. Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - FMRP/USP. Introdução: A organização atual do sistema de saúde brasileiro apresenta-se ainda centrado nos hospitais. Contudo, os programas de assistência domiciliar à saúde no Brasil têm ressurgido devido às mudanças sociais as quais o país tem vivenciado como: a transição demográfica, alteração do perfil epidemiológico e os elevados custos do sistema hospitalar. A atenção em domicílio contempla ações de promoção e prevenção à saúde, tratamento de doenças e reabilitação e esta muitas vezes associada à aos programas assistenciais da Atenção Básica, sendo uma prática pouco comum nos serviços hospitalares. Objetivo: O objetivo do estudo foi caracterizar os serviços de assistência domiciliar oferecidos por hospitais brasileiros; averiguando especificamente, quais são estes hospitais, onde estão localizados, que tipo de assistência em domicílio é ofertada e a que população ele se direciona, propõe-se identificar ainda se esta assistência é oferecida por uma equipe multiprofissional e quais destas equipes possui o terapeuta ocupacional. Método: Estudo descritivo temático sendo o tema abordado a assistência em domicílio oferecida por hospitais no Brasil. Resultados e Discussão: Foram descritos oito serviços dos quais, observa-se que a maioria destes serviços pertencem a hospitais universitários, na região sudeste do país, ofertando diferentes assistências em domicílio e contando com equipes multiprofissionais. O terapeuta ocupacional aparece em metade dos serviços listados possibilitando reflexões a respeito das contribuições deste profissional neste campo de atuação. Conclusão: Na tentativa de possibilitar a extensão dos cuidados em saúde e otimizar a rotatividade de leitos hospitalares, alguns centros hospitalares tem investido no cuidado em domicílio, como os serviços oferecidos que foram listados neste estudo; prática esta que possibilita a reestruturação de ações assistenciais externas dentro dos hospitais. Autor principal: Francine De Castro Alves Victal francine_victal@hotmail.com
  • 101. RELATO CIENTÍFICO 69. AVALIAÇÃO DA FUNCIONALIDADE EM IDOSOS ADMITIDOS NO PROGRAMA DE OXIGENOTERAPIA DOMICILIAR PROLONGADA DE SOBRADINHO PELO INDICE DE KATZ. VALE F.L.B, VILLAÇA A.M.I, RICCI A.G.S. NUCLEO REGIONAL DE ATENÇÃO DOMICILIAR DE SOBRADINHO- DISTRITO FEDERAL O Núcleo de Atenção Domiciliar (NRAD) de Sobradinho atende pacientes crônicos agravados de todas as faixas etárias, obedecendo a Portaria 2529 do Ministério da Saúde, e dentro dos graus 4 ou 5 (totalmente dependentes) da Escala de Avaliação da Incapacidade Funcional da Cruz Vermelha Espanhola, entre outros critérios. Em agosto de 2006 foi implantado o projeto de Oxigenoterapia Domiciliar Prolongada como alternativa para pacientes portadores de insuficiência respiratória crônica devido a lesões pulmonares irreversíveis e obedecendo a critérios previstos pela Sociedade Brasileira de Pneumologia. O objetivo do presente estudo foi avaliar a capacidade funcional dos pacientes inscritos para adequar ao perfil de paciente atendido pelo NRAD. No momento são atendidos 30 pacientes, sendo 40 % do sexo masculino (n=12) e 60 % do sexo feminino (n=18). Foram excluídos pacientes abaixo de 60 anos e os não encontrados durante o período do estudo, totalizando 7. Foi aplicado a cada paciente o índice de Katz modificado (Katz-Akpom). Dos 23 pacientes estudados: 11 são independentes, 9 são parcialmente dependentes e 3 são totalmente dependentes. Conclui-se que pequena parcela da população de pacientes oxigenodependentes são elegíveis para a Internação Domiciliar, e pela sua especificidade, sempre devam ser acompanhados por especialista. Autor principal: Fabiana Loureiro Binda do Vale fabianabinda@hotmail.com
  • 102. RELATO CIENTÍFICO 70. TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL INDIVIDUALIZADA NO PACIENTE DESNUTRIDO EM HOME CARE BORTOLON F.S, BARROS D.A.L, BORBA M.D, CARVALHO C.M.G, LOPES F.O, MARTINS T, NASCIMENTO G.D Unimed Porto Alegre/RS Introdução: A terapia nutricional domiciliar (TND) defini-se em assistir nutricionalmente e clinicamente o paciente em seu domicílio com redução de custos assistenciais e recuperar o nível máximo de saúde, funcionalidade e comodidade. Objetivo: Avaliar a progressão do estado nutricional de um paciente acamado com desnutrição e úlceras por pressão (UP). Métodos: F.C.A, sexo masculino, 52 anos, seqüela de encefalite herpética, alimentando- se via gastrostomia. Recebendo fórmula modulada com 1600 kcal e após a introdução de TND fórmula industrializada hipercalórica, hiperprotéica 2400 kcal. Avaliação nutricional (AN): exame físico e antropometria através da estimativa do peso (P) e da altura (E), Índice de Massa Corpórea, prega cutânea tricipital (PCT), circunferência do braço (CB) e circunferência muscular do braço (CMB) utilizando os parâmetros de Frisancho e a classificação da desnutrição, segundo Blackburn e Thornton. Resultados: Dezembro/2009: diarréia, infecções respiratórias de repetições, piora das UP; 1ª AN: adequações de 40,86% do PCT, 58,82% da CB e 62,34% da CMB, desnutrição grave; 2ª AN: Março/2010, os parâmetros antropométricos com adequações de 48,70% do PCT, 66,56% da CB e 70,25% da CMB, desnutrição moderada a grave; 3ª AN: Junho/2010, adequações de 72,94% do PCT, 80,80% da CB e 78,44% da CMB, desnutrição leve a moderada; Agosto/2010: fechamento das UP e melhora do estado nutricional. Conclusão: Os nossos achados são limitados pelo pequeno tamanho amostral. Após a introdução da TND individualizada houve melhora significativa do estado nutricional, além do processo de cicatrização da UP; redução de infecções, custos e reinternações hospitalares. Destaca-se a necessidade do acompanhamento interdisciplinar, bem como a enfermagem na evolução da UP. Autor principal: Fernanda S. Bortolon fernanda.bortolon@unimedpoa.com.br
  • 103. RELATO ASSISTENCIAL 71. ATENDIMENTO DOMICILIAR AO IDOSO DE UM PLANO DE SAÚDE PRIVADO EM MACEIO-AL. BRANDÃO, FMA; OLIVEIRA, ACA; PINHEIRO, RN;BRANDÃO, CA. PROGRAMA DE ATENDIMENTO DOMICILIAR AMIGOS DA VIDA - PRAVIDA DO PLANO DE SAÚDE PRIVADO DA ASSOCIAÇÃO DO FISCO DE ALAGOAS - MACEIÓ. INTRODUÇÃO: O envelhecimento populacional é um fato. Em Alagoas, contamos com mais de 270 mil idosos conforme IBGE (PNAD - 2007). Como conseqüência, temos um grande aumento do número de doenças crônico-degenerativas e suas complicações. A prática da medicina preventiva surgiu do crescente interesse da maioria das pessoas pela qualidade de vida. Nesse contexto, tendo como princípio a responsabilidade social, foi implantado o Programa de Atendimento Domiciliar Amigos da Vida (ASFAL PRAVIDA) do Plano de Saúde Privado ASFAL SAÚDE , com objetivo de proporcionar atenção interdisciplinar r ao idoso, com enfoque em qualidade de vida. DESCRIÇÃO: O ASFAL PRAVIDA visa a saúde física, psíquica e social do usuário, trabalhando novos conceitos de cuidados com a saúde, para uma melhor qualidade de vida. O publico alvo do programa são usuários maiores de 60 anos, portadores de patologia crônico-degenerativas, com necessidade de acompanhamento domiciliar interdisciplinar. A equipe é composta por: 1 coordenadora médica, 1 assistente social, 1 médica geriatra, 1 enfermeira, 1 psicólogo, 2 nutricionistas, 2 fonoaudiólogas, 6 fisioterapeutas. É realizada uma visita inicial pela coordenadora médica acompanhada da assistente social, após avaliação e abertura do prontuário, o usuário passa a receber no seu domicilio os profissionais necessários para a sua recuperação. São feitas reuniões semanais para discussão dos casos clínicos e organização administrativa. CONCLUSÃO: Desde sua implantação o programa propiciou a diminuição de intercorrências e internações, oferecendo atendimento humanizado ao usuário e sua família, com prevenção, controle e monitoramento dos casos assistidos, contribuindo para um melhor gerenciamento de custos. Esta abordagem permitiu ao idoso convívio com a família, com os amigos, em ambiente domiciliar. Autor principal: Flávia Maria Aguiar Brandão flaviaaguiar@asfal.com.br
  • 104. RELATO ASSISTENCIAL 72. Implantação do Prontuário no Domicilio: Instrumento de informação para toda equipe assistencial COUTINHO REBOUÇAS, FCP. Cooperativa Médica de Fortaleza - Unimed Lar- Programa de Assistência Domiciliar - Fortaleza. Introdução: O Serviço de Atendimento Domiciliar (SAD) busca melhoria na comunicação entre a equipe multiprofissional e o paciente. O prontuário apresenta se como instrumento para esse elo. Reflete de forma continua e clara uma padronização seqüencial contendo informações clínica do diagnóstico, tratamento e plano de cuidado descrito a ser seguido pelo cuidador, entretanto, o mesmo deverá ser manuseado exclusivamente pela equipe de saúde. Descrição do Serviço: Atendendo a resolução da diretoria colegiada RDC n° 11 da ANVISA, o SAD deve manter um prontuário domiciliar com o registro de todas as atividades realizadas durante a atenção direta ao paciente, desde a indicação até a alta ou óbito do paciente. O instrumento foi criado por cada especialidade de atuação e testado em uma área especifica. Está montado da seguinte forma: 1.Carta informativa explicando a importância do documento. 2. Documento de adesão assinado pelo responsável. 3. Folha de registro das visitas dos profissionais. 4.Folha de Admissão e escala de elegibilidade do perfil do paciente. 5.Evoluções e Prescrições: Médica, Enfermagem, Assistente Social e outras áreas especificas. 6.Lista de Medicação 7. Resultados de Exames laboratoriais 8.Informativos sobre casos de Emergências,cuidados específicos e outros. 9.Impressos de alta ou transferência. Os impressos são carbonados ficando a primeira via arquivada no SAME e a segunda no domicilio. Conclusão: O prontuário torna- se um instrumento como meio de indicador de qualidade da atenção praticada pela equipe, bem como ferramenta à educação permanente dos seus membros, sem deixar de ser elemento fundamental nos casos de auditoria e em questões ou conflitos legais e/ou éticos. Autor principal: Francisca Cândida Pinheiro Rebouças Coutinho candidareboucas@bol.com.br
  • 105. RELATO ASSISTENCIAL 73. A ATUAÇÃO DA EQUIPE MULTIDISCIPLINAR NO ATENDIMENTO DOMICILIAR BARRETO, F.I; SILVA, R Cooperativa de Trabalho Médico - Unimed Catalão-Go INTRODUÇÃO: O atendimento domiciliar é o cuidado prestado no domicílio para pessoas com problemas agudos e crônicos com dificuldade de acesso a rede de saúde. Envolvendo ações de promoção, prevenção, tratamento de doenças e reabilitação. DESCRIÇÃO DO SERVIÇO: O objetivo é relatar a experiência da atuação multidisciplinar no atendimento domiciliar. É um estudo descritivo de análise situacional. O atendimento é realizado pela operadora de plano de saúde no município de Catalão-GO, onde possui um programa de gerenciamento de casos. A equipe de atendimento é composta por profissionais de saúde que realizam um trabalho humanizado e personalizado: Com acompanhamento estimado em 100 pacientes. O programa é indicado a pacientes portadores de doenças crônicas e degenerativas que por descompensação utilizam de forma inadequada os recursos de saúde disponíveis e são responsáveis pela maioria das despesas médico assistenciais. Durante as visitas da equipe, são realizadas algumas perguntas para percepção adequada do seu quadro de necessidades, sobre seu ambiente doméstico e sobre seus familiares e cuidadores. È observado o quadro geral desses pacientes, verificado sinais vitais, transmitido orientações de educação para a saúde como: Curativo, dieta enteral, mudança de decúbito, higiene, troca de bolsa de colostomia, e outros cuidados. A Equipe dimensiona os cuidados e visitas elaborando um plano de intervenção, adaptado as necessidades de cada pacientes. Para executar o acompanhamento, é necessário a autorização do paciente, familiares ou cuidadores, assinando um termo de compromisso de co-responsabilidade pelo atendimento. CONCLUSÃO: O acompanhamento pela equipe multidisciplinar de saúde e de cuidadores bem treinados, permite prevenir complicações, motivar pacientes para o auto cuidado promovendo melhoria da qualidade de vida e redução dos custos assistenciais em curto prazo. Autor principal: Iramaia Ferreira Barreto iramayabarreto@yahoo.com.br
  • 106. RELATO CIENTÍFICO 74. ALTERAÇÃO GRASTOINTESTINAL E TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL EM PACIENTES ACOMPANHADOS PELO SERVIÇO DA UNIMED LAR DE FORTALEZA- CE. MARTINS, G. A; PINTO, J. N. B. Unimed Lar, Fortaleza-CE O atendimento nutricional compõe integralmente o serviço domiciliar em qualquer uma de suas modalidades. Intervenções nutricionais prévias e adequadas são capazes de reduzir infecções e alterações gastrointestinais, modificar o desgaste nutricional e diminuir os custos com a saúde do paciente. Surge assim a idéia de incorporar a gestão de qualidade global (que tem dentre os seus indicadores a diarréia, a constipação, a distensão abdominal, a formação de resíduo gástrico, dentre outros) na assistência do indivíduo em TNE. O objetivo do estudo foi avaliar a prevalência de diarréia de pacientes em terapia nutricional enteral (TNE) acompanhados em domicílio. Foram avaliados 189 pacientes em TNE, fazendo uso de dietas industrializadas ou modulares, acompanhados pelo serviço de Home-Care do Unimed Lar de Fortaleza-CE, no período de setembro de 2009 a agosto de 2010, os dados foram obtidos através na evolução nutricional contida no prontuário dos pacientes. Foram excluídos da amostra os pacientes que se alimentam por via oral e os pacientes que se alimentam por sonda que não tiveram episódios diarréicos durante o período da coleta. Os resultados do estudo demonstraram que, 7,07% dos pacientes em terapia nutricional enteral tiveram episódios de diarréia, caracterizada por episódios de evacuação acima de três vezes ao dia em consistência semi-pastosa a líquida, com perda de líquidos e eletrólitos. Tendo a diarréia como um indicador de qualidade, observou-se que o serviço está de acordo com o padrão de qualidade descrito na literatura, que preconiza como padrão, freqüência de diarréia menor ou igual a 10%. Autor principal: Germania Alves Martins germania.martins@unimedfortaleza.com.br
  • 107. RELATO CIENTÍFICO 75. PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DOS PACIENTES DO GERENCIAMENTO DE CRÔNICOS DE UM SERVIÇO DE ASSISTÊNCIA DOMICILIAR DE BH FREITAS,G.B.O; SIAO,S.S; TEIXEIRA,T.C. HMB Saúde - Belo Horizonte INTRODUÇÃO: O gerenciamento de crônicos ainda, no Brasil, é um serviço majoritariamente ofertado à população adstrita aos planos de saúde privada e seguros de saúde. Por se tratar ainda de uma nova modalidade assistencial, faz-se necessário estudar qual tipo de paciente é atendido por estes serviços, com o objetivo de ofertar um adequado plano de cuidados e estratégias preventivas e curativas que aumentem a qualidade de vida dos pacientes. OBJETIVO: Descrever o perfil epidemiológico dos idosos atendidos num serviço de atenção domiciliar. MATERIAIS E MÉTODOS: Foram coletados dados de 138 pacientes atendidos numa empresa de atenção domiciliar na cidade de Belo Horizonte - MG, em 2009. RESULTADOS: Dos 138 pacientes avaliados: 25% tinham entre 60-69 anos, 42% entre70-79 anos e 19% acima de 80 anos. As principais comorbidades foram: HAS (75%), DM (39%), depressão (18,8%), demência (7,2%) e DPOC/ASMA (9%). No grupo de 60-69 anos e 70-79 anos observa-se um número maior de comorbidades. Dentre elas, a HAS e DM tem maior prevalência, seguida das cardiopatias. A demência foi mais comum entre os pacientes com 70-79 anos. CONCLUSÃO: Apesar de se tratar de uma pequena população atendida por uma empresa de saúde suplementar, as doenças cardiovasculares são as principais comorbidades destes pacientes. O gerenciamento de casos, com visitas periódicas a estes pacientes, possibilita um melhor controle das doenças com o objetivo de reduzir as internações, às idas aos serviços de urgência e à mortalidade, melhorando assim a qualidade de vida do paciente assistido. Autor principal: Giselle B. Olimpio de Freitas giselle.freitas@hmbsaude.com.br
  • 108. RELATO CIENTÍFICO 76. PREVALÊNCIA DE EVENTOS ADVERSOS EM PACIENTES EM PROGRAMA DE GERENCIAMENTO DE CRÔNICOS FREITAS,G.B.O; SIAO,S.S; TEIXEIRA,T.C HMB Saúde - Belo Horizonte INTRODUÇÃO: O gerenciamento de crônicos é uma realidade mundial e tem como pontos fundamentais o cliente, a família, o contexto domiciliar, o cuidador e a equipe multiprofissional. O monitoramento enfatiza a promoção de saúde, com objetivo de minimizar as internações hospitalares e as idas aos serviços de urgência através do acompanhamento domiciliar com detecção precoce e diminuição de incidência de descompensações clínicas resultando em redução de custos médicos hospitalares. OBJETIVO: Descrever os eventos adversos e sua relação com o período de acompanhamento domiciliar de uma população de pacientes idosos. MATERIAIS E MÉTODOS: Estudo transversal prospectivo realizado através da análise de dados de prontuários de 48 pacientes. RESULTADOS: Foram coletados dados de 48 pacientes: 26% tinham entre 60-69 anos, 30% entre 70-79 anos e 38 % acima de 80 anos. 34% dos pacientes foram acompanhados por um ano, 6% por 2 anos e 60% por 3 anos. Nota-se no período de um ano que 27% dos pacientes procuram o serviço de emergência, sendo que neste grupo de pacientes, 46% tinham entre 60-69 anos, 23% entre 70-79 anos e 30% acima de 80 anos. 70% destes pacientes eram acompanhados por 3 anos. O número de quedas foi muito pequeno, 4%. A taxa de mortalidade foi de 12 %, todos os pacientes acima de 80 anos, sendo que 6% faleceram em casa e 6% no hospital. CONCLUSÃO: Percebe-se que dos pacientes analisados, o gerenciamento resultou em uma pequena procura ao serviço de urgência, um número pequeno de quedas e uma pequena taxa de mortalidade. Portanto, o monitoramento de crônicos torna-se uma estratégia inovadora na assistência a saúde e útil para o acompanhamento dos pacientes idosos resultando na melhora de qualidade de vida. Autor principal: Giselle B. Olimpio de Freitas giselle.freitas@hmbsaude.com.br
  • 109. RELATO CIENTÍFICO 77. PROGRAMA DE GERENCIAMENTO DE CRÔNICOS E REDUÇÃO DO CUSTO EM 31 PACIENTES DE SAÚDE SUPLEMENTAR EM BRASÍLIA FREITAS,G.B.O; SIAO,S.S; TEIXEIRA,T.C HMB SAÚDE - BRASÍLIA INTRODUÇÃO: O gerenciamento de crônicos ainda, no Brasil, é um serviço majoritariamente ofertado à população adstrita aos planos de saúde privada e seguros de saúde. O objetivo do monitoramento é ofertar um adequado plano de cuidados com estratégias preventivas e curativas que resultam em melhora qualidade de vida dos pacientes com reflexo na redução dos custos para operadora. OBJETIVO: Avaliar e descrever a redução dos custos de um grupo pacientes em programa de gerenciamento de crônicos durante seis meses. MATERIAIS E MÉTODOS: Foram coletados dados de 31 pacientes atendidos por uma empresa de assistência domiciliar em Brasília. RESULTADOS: Dos 31 pacientes avaliados o custo semestral médio por paciente era de 15.951,21. Após seis meses de acompanhamento houve redução para 3438,32 de gasto médio por paciente, traduzindo uma redução em média próxima de 80% no custo dos pacientes. CONCLUSÃO: Apesar de se tratar de uma pequena população, fica perceptível a eficácia do gerenciamento de crônicos na redução de custo para a operadora de saúde. O monitoramento de casos, com visitas de equipe multiprofissional freqüentes, possibilita um melhor controle das descompensações reduzindo as internações, as idas aos serviços de urgência e a mortalidade, refletindo diretamente nos custos médico-hospitaleres desses pacientes. Autor principal: Giselle B. Olimpio de Freitas giselle.freitas@hmbsaude.com.br
  • 110. RELATO CIENTÍFICO 78. BENEFÍCIOS DA VISITA DOMICILIÁRIA EM PACIENTE COM SÍNDROME PÓS- QUEDA. Perroni, G G G; Ferriolli, E; Oliveira, E B; Prado, KCG Departamento de Clínica Geral e Geriatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto Introdução: As quedas constituem uma importante causa de morbidade e mortalidade nas pessoas acima de 65 anos. Estima-se que 47% dos indivíduos acima de 80 anos sofrem quedas anualmente e que 4 a 14% dos idosos com demência sofrem fratura de fêmur. A morbidade a partir das quedas inclui, além das fraturas, lesões graves que implicam em imobilização ou hospitalização. Uma das complicações é a síndrome pós- queda, resultando em restrição das atividades, isolamento social, aumento da dependência, tornando-se acamado, evoluindo para imobilidade e até óbito. A visita domiciliária multiprofissional realizada antes ou após episódio de quedas tem caráter eminentemente preventivo contra essas gravidades. Objetivo: Relatar benefícios das orientações feitas na VD após ocorrência de queda a paciente com demência e síndrome pós-queda. Material e Métodos : Paciente de 85 anos com demência mista, fratura de fêmur e síndrome pós-queda. Após ocorrência da fratura realizou-se VD multiprofissional. Observou-se que a paciente encontrava-se acamada, com perda da funcionalidade. Na avaliação fisioterapêutica verificou-se, diminuição de força muscular e amplitude de movimentos do membro inferior direito, medo de cair e sudorese. Foi orientado então, aos cuidadores, cinesioterapia global, estímulo a mudanças de decúbito, treinar posição ortostática e deambulação com andador sob supervisão. Resultados e Conclusões : Ao retorno (segunda visita), observou-se que a paciente passou a ser mais independente, deambulando com andador, necessitando apenas de supervisão. Concluiu-se que as orientações realizadas em VD, logo após a queda, foram eficazes para prevenção de maiores complicações e melhora da independência, proporcionando uma melhor qualidade de vida para a paciente e seus familiares/cuidadores. Autor principal: Gisele Gonçalves Garcia Perroni perronigi@netsite.com.br
  • 111. RELATO CIENTÍFICO 79. PERFIL DOS PACIENTES ATENDIDOS PELO PROGRAMA DE ASSISTÊNCIA DOMICILIAR HC-UFU COM ÊNFASE EM ODONTOLOGIA FERREIRA,G.T; MACHADO,M.P; OLIVEIRA,A.G; REIS,S.M.A.S; ANDRADE, G.R; TOLENTINO,A.B; BORGES,R.L.D Programa de Assistência Domiciliar do Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia - Uberlândia- MG. INTRODUÇÃO: Uma vez que a saúde bucal é indissociável da saúde como um todo, fatores sistêmicos do indivíduo e do ambiente têm uma relação de mutualismo com o sistema estomatognático, o que torna o conhecimento dessas interações importante para o diagnóstico das reais necessidades dos pacientes. A participação odontológica no Programa de Assistência Domiciliar do HC-UFU ocorre através do atendimento aos pacientes desospitalizados portadores de necessidades especiais e/ou acamados, realizando procedimentos curativos, educativos e preventivos, com enfoque na reabilitação estética e funcional do aparelho estomatognático. OBJETIVO: O objetivo do presente trabalho é conhecer epidemiologicamente o público atendido no programa e os riscos sistêmicos com interação odontológica, para assim delinear um plano de ação integral e integrado. MATERIAIS E MÉTODOS UTILIZADOS: Para realizar esse trabalho, foram analisadas as informações dos prontuários e realizada entrevista com os 295 pacientes e/ou seus cuidadores, obtendo os dados socioeconômicos, odontológicos e de saúde sistêmica de cada indivíduo assistido. Observou-se que a maioria dos pacientes é assistida pelo em seu domicílio, foi submetida a consulta por um cirurgião-dentista nos últimos 12 meses e possui interesse no atendimento odontológico. Havendo um equilíbrio entre o número de pacientes dentados e desdentados. RESULTADOS E CONCLUSÕES OBJETIVAS: As informações obtidas no levantamento permitem direcionar as ações da assistência para as verdadeiras necessidades dos pacientes. O envolvimento odontológico no programa contribui para o bem estar do assistido, através da atuação terapêutica e preventiva, propiciando reflexos educativos para o cuidador e sua família; além de proporcionar ao discente do curso de odontologia a experiência em participar de uma nova realidade de trabalho. Autor Principal: Gabriella Tavares Ferreira gabitfer@hotmail.com
  • 112. RELATO CIENTÍFICO 80. PERFIL FUNCIONAL DOS PACIENTES IDOSOS ATENDIDIDOS NO SERVIÇO DE ASSISTÊNCIA DOMICILIAR (SAD/IMIP-RECIFE) PELO FISIOTERAPEUTA E TERAPEUTA OCUPACIONAL SILVA G., MEIRA P.,REBÊLO M., BRITO A. C., VASCONCELOS K.S. Serviço de Assistência Domiciliar/IMIP, Recife Introdução: O Serviço de Assistência Domiciliar do Recife/IMIP tem como proposta o atendimento de adultos, prioritariamente idosos. Portanto, para o estabelecimento do plano de tratamento individualizado, foi necessária a escolha de um instrumento de avaliação, que auxiliasse a atuação do profissional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional dentro do domicílio do paciente. Utilizou-se a MIF (Medida de Independência Funcional), por ser um instrumento sensível a avaliação do grau de independência e de simples aplicabilidade. A MIF é um instrumento de avaliação/medição composto por 18 itens distribuídos nas áreas de autocuidado, controle de esfíncteres, mobilidade, locomoção, comunicação e cognição social. Tem uma pontuação mínima de 1 ponto e máxima de 7 pontos. Sendo a média total de 54 pontos. Objetivo: Medir o desempenho Funcional dos pacientes idosos atendidos pelo Fisioterapeuta e Terapeuta Ocupacional e identificar a variação do escore em relação ao gênero. Método: Foi realizada avaliação com 47 idosos, dos quais 31 são mulheres e 16 são homens, com idade entre 60 e 94 anos. Dentre os quais 24 pacientes apresentavam sequela de AVC, 11 com Câncer, 3 quedas, 3 depressão e 6 com outras patologias incapacitantes. Resultados: Observou-se que 57, 45 % dos pacientes apresentaram escore menor que a média, enquanto 42,55 % evidenciaram escore maior que a média. Os dados revelaram que 75% dos homens e 48,39 % das mulheres estão abaixo da média. Conclusão: Portanto, demonstrando que as mulheres em relação aos homens apresentam melhor capacidade funcional, mostrando-se mais independentes dentro das suas limitações. Geórgia Rodrigues Reis e Silva georodrigues19@yahoo.com.br
  • 113. RELATO ASSISTENCIAL 81. Evolução do atendimento no Núcleo Regional de Atenção Domiciliar de Planaltina-DF MENDES HF, CRISPIM MN, CANEDO IF, CASTRO KBC, MATOS CC, ALVES EGP Núcleo Regional de Atenção Domiciliar de Planaltina-DF Introdução: A assistência domiciliar na Regional de Saúde de Planaltina-DF surgiu na década de 90 do século passado quando um grupo de médicos e enfermeiros do hospital regional de Planaltina, notando a necessidade de desospitalizar pacientes crônicos passou a, voluntariamente, prestar assistência a esses pacientes no domicílio. Com o sucesso da iniciativa ainda na década de 90 o programa foi formalizado como Serviço de Assistência Multiprofissional em Domicílio (SAMED). No início desta década o programa foi ampliado para outras regionais de saúde do distrito federal. Já em 2005 começa a haver registros mais acurados de atendimentos e estatísticas do programa,tendência consolidada a partir de 2007 quando foi criado o Núcleo Regional de Atenção Domiciliar (NRAD) de Planaltina. Assim, apresentamos neste relato os dados de 2007 a junho de 2010. Descrição do Serviço: O serviço presta assistência a uma população de 234.000 habitantes (IBGE/2005), conta com médicos, enfermeira, técnico de enfermagem, nutricionista, fisioterapeuta e terapeuta ocupacional. Tem atualmente 360 pacientes ativos e realizou nos seis primeiros meses de 2010, 1.747 visitas, tendo faturado através de Boletim de Produção Individualizado e Autorização de Internação hospitalar um valor de R$ 231.898,74 nos primeiros seis meses de 2010. Conclusão: A ampliação do serviço e a evolução dos mecanismos de controle tem contribuído para uma maior e melhor assistência aos pacientes incluídos no programa. Autor principal: Hélder Fonseca e Mendes heldermendes@globo.com
  • 114. RELATO CIENTÍFICO 82. EDUCAÇÃO E PROMOÇÃO DE SAÚDE COMO ESTRATÉGIA PARA A REABILITAÇÃO DE PACIENTES COM SEQÜELA DE AVE MENDES H.F., ALVES E.D. Nucleo Regional de Atenção Domiciliar de Planaltina-DF Introdução: A educação e a promoção de saúde se fazem garantindo conhecimentos, aptidões e oportunidades às pessoas para que possam tomar decisões e ter atitudes que melhorem sua saúde. Objetivo: avaliar se o treinamento para promoção de saúde de pacientes com seqüelas de AVE (Acidente Vascular Encefálico), atendidos em domicilio, e de cuidadores desses pacientes pode contribuir para melhorar a qualidade de vida e promover o auto-cuidado, e identificar fatores facilitadores e dificultadores dessa estratégia. Métodos: Foram feitos estudos de caso com cinco pacientes e seus respectivos cuidadores. Os pacientes foram avaliados pelo Índice Funcional de Barthel (IFB) e os cuidadores participaram de encontros semanais no Hospital Regional de Planaltina. Nesses encontros foram respondidas suas dúvidas, receberam treinamento e orientações de acordo com o tema proposto para cada reunião e as principais necessidades dos pacientes. Ao final foi aplicado novamente o IFB para avaliar se a estratégia foi eficaz na melhora dos pacientes. Resultados: Quatro pacientes concluíram o estudo. Todos tiveram melhora no seu estado funcional. O IFB inicial médio foi de 52,5 +/- 22,17 e o final de 85,0 +/- 7,07 pontos. Os cuidadores se mostraram dispostos a participar do processo de reabilitação dos pacientes, apesar de não terem conhecimentos prévios a respeito da doença. Conclusão: Os dados apresentados sugerem a relevância da educação e da promoção de saúde na reabilitação de pacientes com seqüela de AVE. Autor principal: Hélder Fonseca e Mendes heldermendes@globo.com
  • 115. RELATO CIENTÍFICO 83. FAMÍLIA E ASSISTÊNCIA DOMICILIAR: UMA NOVA FORMA DE VIDA. ALMEIDA H. IFF/FIOCRUZ INTRODUÇÃO: Discutir o tema “família” e “assistência domiciliar” é penetrar num campo permeado de contradições, valores morais, culturais, étnicos e religiosos. Há uma dificuldade em lidar com as diversas caracterizações de família da atualidade, e como estas famílias estão inseridas no processo de cuidado. Segundo Contim (2001), a família é considerada uma unidade de cuidados, pois ela é o espaço social onde seus membros se interagem, trocam informações , apoiam-se mutuamente, buscam e mediam esforços, para amenizar e solucionar problemas. OBJETIVO: A presente abordagem pretende mostrar as discussões, as demandas e os problemas apresentados pelas famílias, saúde e cuidado; visualizando estas famílias como um grupo dinâmico, variado de acordo com a cultura e o momento histórico, econômico e social que está vivenciando. MÉTODO: Reflexão teórica (revisão bibliográfica), considerando os paradigmas do processo do cuidado, que referenciam as práticas de intervenção terapêutica. RESULTADOS: As reflexões conduzem à importância da consolidação da rede social do cuidado, que possibilite perspectiva de qualidade de vida, e considere prioritariamente o paciente a ser cuidado em seu contexto social. “Para trabalhar com essa nova família, é imprescindível utilizar uma perspectiva que contemple sua inserção no mundo, integrando, seus antagonismos, suas contradições e, admitindo a possibilidade de que é a partir do caos em que muitas delas vivem que pode emergir a sua capacidade para produzir saúde”. SARTI(1995). CONCLUSÃO: Esta mudança na família como um dos estudos da área de saúde, evidenciado sobretudo pela avanço teórico que o tema vem tendo, aliada ao fato de que este mesmo movimento de entender família na prática ainda é muito tímido, quase inexistente, torna o tema mais essencialmente acadêmico, o que traz algumas implicações para os que estudam a família, que consiste em verdadeiro desafio principalmente na AD. Autor principal: Helenice Almeida. helenice@iff.fiocruz.br
  • 116. RELATO CIENTÍFICO 84. TECNOLOGIA, A. DOMICILIAR E FAMÍLIA: NOVAS REALIDADES. ALMEIDA H. IFF-FIOCRUZ. INTRODUÇÃO: A atual transição demográfica, caracterizado pela diminuição das taxas de mortalidade, queda na incidência de doenças infecto parasitárias e o aumento das doenças crônicas, traz um novo perfil de pacientes. As doenças crônicas, exigem que o profissional, a família e a sociedade reestruture o significado da vida, adaptando-se às limitações e as novas condições geradas por esta nova forma de viver. O doente dependente de tecnologia está se tornando um desafio para as famílias, para os profissionais e para as políticas públicas. OBJETIVO: Avaliar como é viver com pacientes dependentes de tecnologia( em decorrência de doenças crônico degenerativas) e como se dá este desafio para familiares e sociedade. MÉTODO: Estudo de natureza qualitativa, desenvolvido segundo método descritivo de Narrativas. RESULTADOS: A situação dos dependentes de tecnologia e o desgaste, o despreparo ou mesmo a impossibilidade da família atender esta demanda, está se colocando como uma nova preocupação, que traz situações que comprometem os aspectos físicos, psicológicos e sociais do doente e de sua família, sendo necessário reaprender a viver, a fim de atender um mundo permeado por procedimentos técnicos, consultas, exames e alta tecnologia. E essa situação pode abalar a dinâmica familiar, modificando a rotina do lar, trazendo ansiedades( repercussões psíquicas, medos,etc), gastos( medicação, alimentos especiais, etc). Neste cenário, a família passa a ser a figura principal que, além de interagir e definir padrões de cuidado, tem participação na definição da saúde. Em tempos de mudanças, de arranjos e rearranjos familiares, necessita-se incorporar uma nova leitura ao conceito de saúde, que perpassa por uma nova relação com o saber e poder. Poder não de posse, mas de ação, que Foucault (2002), chama de Biopoder - o poder compreendido dentro da capacidade de agir dos envolvidos. CONCLUSÃO: Diante desta realidade a AD vem recuperar a noção de cidadania como pertencimento, é como recuperar acesso a direitos, as políticas de saúde e sociais que devem ser políticas de inclusão, políticas de redistribuição e principalmente políticas educativas e preventivas. Autor principal: Helenice Almeida. helenice@iff.fiocruz.br
  • 117. RELATO CIENTÍFICO 85. ASSISTÊNCIA DOMICILIAR EM PEDIATRIA: E AS QUESTÕES DE GÊNERO. ALMEIDA H. IFF/FIOCRUZ. INTRODUÇÃO: Percebe-se no decorrer do desenvolvimento do processo do cuidado que as mulheres adquirem empoderamento quando apontam possibilidades e conquistas, adquiridas a partir de sua participação nas atividades de cuidado com um filho dependente de tecnologia. Nas enfermidades infantis, por exemplo, o papel da mãe/cuidadora é visto como decisivo. OBJETIVO: Avaliar questões do cuidado e as questões de gênero. MÉTODOS: Estudo de natureza qualitativa, desenvolvido segundo método descritivo de revisão bibliográfica e análise documental. RESULTADOS: O cuidar é atribuído historicamente à mulher/mãe. São tantas tarefas relacionadas ao cuidar dessa criança, que a mãe passa a ter problemas em relação à sua própria vida nas esferas física, psíquica e social. (FURLAN, F; G. (2003). Também são afetadas em seus papéis de esposas, amigas e mulheres, deixando de lado sua sexualidade, seu lazer, sua vida. A mãe enfrenta tudo para cumprir o que define como sendo o seu dever de mãe. Ela se entrega à missão prioritária de proteger e poupar o filho de maiores sofrimentos, afastando-se às vezes de tudo e de todos. Cuidar da criança dependente de tecnologia em casa resulta em esgotamento da família, sobretudo da mãe, quando ela tem que executar tudo sozinha. O cuidado é de tal maneira especializado, que a mãe não sente segurança para deixar que outras pessoas o façam. Em conseqüência, sente-se esgotada e sobrecarregada. Muitas vezes a mãe não tem outra opção, senão deixar de trabalhar para assumir todo o cuidado da criança. Além do ambiente familiar modificado, ocorrem também repercussões na dinâmica e na rotina familiar. CONCLUSÃO: Na maioria das famílias envolvidas em AD, percebemos que a sobrecarga que recai sobre os ombros da mãe(mulher), como principal cuidadora da criança portadora de um problema crônico de saúde, este cuidado faz com que a mesma passe a desenvolver estratégias para lidar com os novos contextos e as novas exigências que esta vida lhe impõe. Autor principal: Helenice Almeida. helenice@iff.com.br
  • 118. RELATO ASSISTENCIAL 86. O TÉCNICO DE ENFERMAGEM COMO EDUCADOR DE CUIDADORES HOEPFNER HJ, LIELL MVV, LENKE CA, ROHLING F; HAAK AMP; FERREIRA LC; BELGANTE T; SOUZA P; PEGORETTI APL. SERVIÇO DE ATENÇÃO DOMICILIAR E UNIDADE DE CUIDADOS ESPECIAIS UNIMED JOINVILLE - SANTA CATARINA A enfermagem exerce um papel primordial numa equipe de saúde, pois permanece mais tempo junto ao paciente praticando os cuidados. Ao verificarem as dificuldades dos cuidadores no manejo dos pacientes, as enfermeiras dos dois setores, iniciaram em 2007 um trabalho visando orientação teórica e prática aos cuidadores dos pacientes internados na Unidade de Cuidados Especiais, uma vez que estes geralmente seriam acompanhados pelo Serviço de Atenção Domiciliar. Devido à impossibilidade em exercerem sozinhas este papel, as mesmas o dividiram entre os técnicos de enfermagem sob sua supervisão, tornando-os assim Multiplicadores de conhecimento. As orientações são realizadas enquanto o paciente estiver internado e, continuam no domicílio. É dado ao cuidador o direito em aceitar ou não a proposta de ser um agente ativo. Alguns técnicos, com o intuito em ampliar a disseminação do conhecimento, realizam palestras para a equipe, pacientes e cuidadores. Os técnicos trabalham em sistema de rodízio entre os dois setores o que contribui para avaliarem, no domicílio, se os cuidadores estão utilizando de forma adequada as orientações recebidas, exemplo: Higiene pessoal do paciente; troca de roupa de cama; administração de medicamentos e alimentos; transferências leito/cadeira; cuidados com descarte de materiais; prevenção de úlceras por pressão, etc. Concluímos que, o técnico de enfermagem , quando bem preparado e consciente quanto aos valores e princípios que norteiam suas ações , pode e deve ser visto como um multiplicador de conhecimento e não apenas como um cumpridor de tarefas inerentes a sua função. Autor principal: Hercílio Hoepfner Júnior hhj.hercilio@gmail.com
  • 119. RELATO ASSISTENCIAL 87. TEATRALIZAÇÃO PARA EDUCAR CUIDADORES QUANTO A QUEDAS NO DOMICÍLIO HOEPFNER HJ; MOREIRA ESM; PICOLI J; DANNER CA; REIS A; SCHTTENBERG A; PIROVANO VB; OLIVEIRA KR. SERVIÇO DE ATENÇÃO DOMICILIAR - UNIMED - JOINVILLE O idoso por ser mais susceptível a quedas e assim perder a sua autonomia, piorar suas incapacidades e a qualidade de vida, deve ser bem monitorado pela equipe e cuidadores. Os técnicos de enfermagem do nosso serviço idealizaram uma peça teatral tragicômica com o tema: Queda em Idosos. A peça foi apresentada em 2009 e 2010 durante o Ciclo de Palestras para Cuidadores, assim como em outros eventos. A teatralização realizada por oito técnicos e 1 enfermeira teve como objetivo, proporcionar aos cuidadores uma visão ampla de um acontecimento comum na vida do idoso. Durante 40 minutos foram apresentados: estereótipos da velhice; funcionamento de um Serviço de Atenção Domiciliar e de um serviço de apoio emergencial; comportamentos inadequados do cuidador; fatores de risco inerentes a idade e ambientais; conduta familiar; dificuldade do idoso em expressar seu descontentamento em relação ao cuidador; o sofrimento causado pela fratura e o amor do neto. Concluímos que a teatralização pode servir como meio de educação para a equipe e para os cuidadores de pacientes acompanhados pelo Serviço de Atenção Domiciliar. Autor principal: Hercílio Hoepfner Júnior hhj.hercilio@gmail.com
  • 120. RELATO ASSISTENCIAL 88. TELEMONITORAMENTO: FAZENDO PARTE DO FILME, "A ATENÇÃO DOMICILIÁRIA” HOEPFNER HJ; MOREIRA ESM; MOREIRA MZS; LIELL MVV; PEGORETTI AAL SERVIÇO DE ATENÇÃO DOMICILIAR - UNIMED - JOINVILLE A Atenção Domiciliária tem sido impulsionada pelo esforço das instituições em atender uma crescente população de doentes crônicos com custos elevados. O nível de conforto e atenção pessoal, com custo menor e tecnologia adequada pode ser efetuada de forma mais humanizada do que no hospital. A Atenção Domiciliária consegue oferecer aos pacientes e seus cuidadores diversos recursos para a manutenção e/ou melhora da condição clínica, sendo o Telemonitoramento um deles. No nosso serviço o Telemonitoramento vem sendo realizado desde 2008, nos dias úteis, por uma técnica de enfermagem, supervisionada pelas enfermeiras e médicos coordenadores. São monitorados principalmente os pacientes portadores de doenças crônicas, avaliados previamente no hospital. Mantendo contatos periódicos a telemonitorização tem viabilizado: A identificação daqueles que seguem ou não as determinações do médico assistente e/ou da equipe; o encaminhamento para consultas aos médicos assistentes; o estímulo aos pacientes e cuidadores na manutenção de atitudes positivas com respeito ao tratamento; a visita do profissional adequado no domicílio para evitar descompensações e/ou internações; encaminhamento para a realização de exames complementares e, a alta administrativa daqueles que, por algum motivo não aderem ao programa do Serviço de Atenção Domiciliar. Conclusão: como num filme, o Telemonitoramento tem sido útil para estreitar o vínculo entre os atores - equipe, paciente e cuidador - proporcionando resultados positivos para a maioria dos pacientes com relação ao controle de suas enfermidades. Autor principal: Hercílio Hoepfner Júnior hhj.hercilio@gmail.com
  • 121. RELATO ASSISTENCIAL 89. SERVIÇO DE ASSISTÊNCIA DOMICILIÁRIA DO INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO MUNICIPIO DE FORTALEZA (IPM): CONHECENDO SUA HISTÓRIA LIMA, H.J.A.; BASTOS, M.A.B.; FALCÃO, F.; ARAÚJO, A.K; PESSOA, U.M.L; LIMA, S.C.; BENTO, E.S. Instituto de Previdência do Município - Fortaleza-Ceará Introdução. A assistência domiciliária constitui um conjunto de atividades desenvolvidas em domicílio ao paciente impossibilitado de se locomover ao serviço de saúde. Baseia-se na interação interdisciplinar dos profissionais de saúde com o paciente, o cuidador e sua família. No contexto da transição demográfica e epidemiológica brasileira encontramos uma população de mais idosos levando a uma nova realidade no cenário da saúde, ou seja, a predominância de doenças crônicas e suas complicações. Com isso torna-se necessário a reorganização dos serviços e programas de saúde pública. Descrição do serviço. O IPM, em sua dicotomia de atuação Previdência e Saúde, possui dentre as ações desenvolvidas em sua política de saúde, além da assistência medico-dentária e hospitalar, o atendimento domiciliário destinado aos servidores e/ou dependentes, visando redução de custos hospitalares bem como proporcionar conforto e comodidade à familia/paciente. O IPM Lar, serviço de assistência à saúde domiciliária, atende aos pacientes acometidos por patologias crônico-degenerativas e/ou incapacitantes. Criado em julho de 2002 compõe-se de uma equipe interdisciplinar que busca com seus múltiplos saberes proporcionar ao paciente e à família um atendimento integral e eficaz visando a promoção, manutenção e reabilitação do paciente. Dentre as principais atribuições do serviço, está a assistência direta de baixa complexidade que se constitui de atendimento médico, procedimentos de enfermagem, terapias de reabilitação e disponibilização de insumos no domicílio, o programa busca também promover educação em saúde aos cuidadores. Conclusão. Diante da realidade de envelhecimento com dependência, o IPM preocupado com esta demanda populacional, prioriza esse tipo de atendimento bem como a satisfação dos servidores atendidos pelo apoio e assistência oferecidos. Autor principal: Hérica James Acioly de Lima. hericajames@yahoo.com.br
  • 122. RELATO CIENTÍFICO 90. MANOBRAS CINESIOTERAPÊUTICAS RESPIRATÓRIAS NA ASSISTÊNCIA DOMICILIAR PARA O PORTADOR DE SÍNDROME DE IMOBILIDADE E TRAQUEOSTOMIZADO POR LONGO PERÍODO COM OBJETIVO DE IMPEDIR A REINTERNAÇÃO HOSPITALAR POR INFECÇÃO PULMONAR ZAMPONI, H.L; QUEIROZ, C.A.C; INOKI, H.L.A. Home Care - Amil - Rio de Janeiro - RJ Introdução: As manobras cinesioterapêuticas respiratória, essencialmente as manobras de compressão manual torácica em decúbito dorsal (DD), decúbito lateral esquerdo (DLE.), decúbito lateral direito (DLD) e adequação postural no leito, no decorrer da evolução da medicina reabilitativa respiratória como a Ventilação Não Invasiva (CPAP OU BILEVEL E COUGH ASSIST), tem sido utilizada como conduta terapêutica para o tratamento de desobstrução brônquica e reexpansão alveolar no tratamento domiciliar em paciente traqueostomizado e com restrição total ao leito ao longo prazo. Objetivos: Resgatar e mostrar a eficiência das manobras cinesioterapêutica na prática como mecanismo de atuação na assistência fisioterapêutica domiciliar na mobilização de secreção pulmonar. O método utilizado para mobilização da secreção em pacientes com este perfil é a cinesioterapia desobstrutivas tais como a tapotagem e as manobras de compressão e descompressão; propiciando um conforto maior para o paciente com síndrome da imobilidade que não é capaz de mobilizar e nem expectorar a secreção. Um dos aparelhos não invasivos que também é utilizado em Home Cair é Cough Assist, que possibilita a expectoração do paciente através de pressão positiva, sem gerar um desconforto respiratório; no entanto, não há necessidade da utilização do aparelho em atendimento domiciliar, visto que as manobras atendem os objetivos pneumofuncionais esperados. Conclusão: Paciente com Síndrome da Imobilidade e traqueostomizado por 11 anos foi submetido a este estudo onde foi possível observar a eficácia do tratamento sugerido; mantendo-o em assistência domiciliar por este longo período sem uma internação hospitalar onde se comprovou através de exames laboratoriais a ausência de qualquer risco de infecções respiratórias e/ou atelectasias. Autor principal: Hugo Lombardi Zamponi hzamponi@cemedcare.com.br
  • 123. RELATO CIENTÍFICO 91. PERFIL DOS PACIENTES ACOMPANHADOS POR SERVIÇO DE ATENÇÃO DOMICILIAR DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO-SP. CHAGAS HLR, LANDUCCI LF, MACHADO LV. Serviço de Atenção Domiciliar Especializado (SADE) - São José do Rio Preto - SP A assistência domiciliar realizada por equipes de saúde vem aumentando em todo o mundo. O crescimento da população idosa e, simultaneamente, o aumento do número de idosos incapacitados, torna o atendimento domiciliar uma alternativa importante no sentido de se evitar uma sobrecarga ainda maior no atendimento em âmbito hospitalar. No Brasil, um número crescente de equipes domiciliares vem surgindo, no entanto, a maioria dos serviços são privados e de custo elevado, o que incapacita parcela significativa da população de usufruir tais benefícios. O Serviço de Atenção Domiciliar Especializado (SADE) atende os pacientes em domicílio e capacita os cuidadores com relação a procedimentos básicos e cuidados a serem realizados em âmbito domiciliar. O objetivo do estudo foi avaliar o perfil dos pacientes acompanhados pelo serviço no ano de 2010. Para tanto, foi realizada análise de 125 pacientes, por meio dos seus prontuários. Os resultados demonstraram que dos pacientes atendidos, 46,4% são do gênero masculino e 53,6% do gênero feminino, a média de idade foi de 71,89 anos e 50% dos pacientes possuíam apenas o ensino básico concluído. Das alterações sistêmicas 62,4% são hipertensos, 24,8% diabéticos, 41,6% sofreram Acidente Vascular Cerebral (AVC), 25% sofrem de Mal de Alzheimer e 8,8% apresentam câncer em fase avançada. Com relação às feridas, 32,8% apresentam feridas em tratamento e 3,2% às feridas foram curadas. A traqueostomia existe em 5,6% dos pacientes, 0,8% apresentam gastrostomia e 4,8% utilizam estomas intestinais. Concluiu-se que devido às características das alterações sistêmicas incapacitantes apresentadas pela maioria dos pacientes e pela carência econômica e social vivida pelas famílias dos doentes, a Atenção Domiciliar Especializada torna-se fundamental para a manutenção da saúde e qualidade de vida dos doentes e de suas famílias. Autor: Luís Fernando Landucci landucci@unirpnet.com.br landucci.unesp@zipmail.com.br
  • 124. RELATO CIENTÍFICO 92. ATENDIMENTO MULTIPROFISSIONAL REALIZADO PELO SERVIÇO DE ATENÇÃO DOMICILIAR ESPECIALIZADO (SADE) A PACIENTE PORTADOR DE ESCLEROSE LATERAL AMIOTRÓFICA (ELA). CHAGAS HLR, LANDUCCI LF, MACHADO LV, GAETTI-JARDIM JR. E, SILVA S, MOLINA VS, NAKAOSKI T. Serviço de Atenção Domiciliar Especializado (SADE) - São José do Rio Preto - SP A Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) é uma doença devastadora que provoca a degeneração dos neurônios motores do mesenséfalo e da medula com atrofia das grandes vias piramidais no córtex motor primário e no trato piramidal, sem alteração do nível de consciência do paciente. O Serviço de Atenção Domiciliar multiprofissional é fundamental à medida que a doença progride e acomete múltiplos órgãos e sistemas, levando o paciente a total dependência de cuidadores e de cuidados no domicílio. Foi objetivo deste trabalho o relato de caso clínico de paciente portador de ELA atendido pela equipe multiprofissional do Serviço de Atenção Domiciliar Especializado (SADE) de São José do Rio Preto - SP, Brasil. O paciente S. C. J., leucoderma, de 50 anos de idade, foi diagnosticado ser portador de doença crônico degenerativa a um ano e meio. Devido às inúmeras dificuldades enfrentadas pelos familiares, foi pedido o apoio do SADE para a capacitação dos cuidadores. Após dois meses de capacitação e atendimento do paciente foi possível observar melhora significativa na postura, capacidade de deglutição, melhora do quadro depressivo e perspectiva de vida do paciente. Foram realizados trabalhos com médico, enfermeiros, técnicos de enfermagem, cirurgião-dentista, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, nutricionista e assistente social. Concluiu-se que o Serviço de Atenção Domiciliar Especializado (SADE) embora não trate o doente diariamente, pode proporcionar uma melhora significativa na qualidade de vida dos pacientes portadores de ELA, uma vez que capacita os cuidadores às necessidades específicas que a doença exige o que facilita sobremaneira a melhora do quadro clínico e psicológico do paciente e de seus familiares. Autor: Luís Fernando Landucci landucci@unirpnet.com.br landucci.unesp@zipmail.com.br
  • 125. RELATO ASSISTENCIAL 93. O USO DA FERRAMENTA PDCA PARA TREINAMENTO DA LAVAGEM DE MÃOS NA ASSISTÊNCIA DOMICILIAR NETO,I.A.O; LIMA,S.; MOURA, A. F. Dal Ben Home Care - São Paulo - SP INTRODUÇÃO: PDCA é uma ferramenta de qualidade para desenvolver um plano de ação e verificação (PLAN: Planejar; Do: Fazer, executar; Check: Verificar, controlar e Action: Agir, atuar corretivamente) se aplica geralmente quando há metas de melhorias, é a melhor forma de gestão, de persistência nos resultados planejados. Uma vez atingidos esses resultados, deve-se revê-los e buscar a melhoria contínua sempre. O PDCA se aplica também a processos de rotina, onde já existem procedimentos operacionais padronizados. Nesses casos, ele é um PDCA de manutenção, de garantia de qualidade. A manutenção e a melhoria continua da capacidade do processo podem ser alcançadas através da aplicação do conceito PDCA em todos os níveis dentro da Instituição. A utilização desta ferramenta serve para nivelar igualmente processos estratégicos, como planejamento do sistema de gestão da qualidade ou análise crítica pela direção, e para atividades operacionais simples levadas a cabo como uma parte de processos de realização do produto. DESCRIÇÃO DO SERVIÇO: Diante da necessidade de se adequar ao controle de qualidade, monitoramento e gerenciamento dos processos na Instituição, e consequentemente a melhoria contínua, foi implantada a ferramenta PDCA para todos os processos praticados. CONCLUSÃO:Com a implantação do PDCA nos processos praticados pela Instituição houve uma melhoria contínua no processo da lavagem das mãos, o que impactou diretamente na otimização dos recursos e redução do risco de infecção do paciente em domicílio. Autor principal: Ivanildo Ângelo de Oliveira Neto ivan@dalben.com.br
  • 126. RELATO ASSISTENCIAL 94. PID: UMA ESTRATERGIA PARA A ROTATIVIDADE DOS LEITOS DO HM MOTA.I.C, GUILHERME.M.V,SILVA.A.P.A.D, FIALHO.A.V.M.F Hospital Dr Carlos Alberto Sturdant-Hospital de Messejana-Fortaleza Introdução:O Programa de Internação Domiciliar, (PID) no âmbito do SUS, foi instituído pela portaria Nº 2.529 DE 19 DE OUTUBRO DE 2006 e é definida como o conjunto de atividades prestadas no domicílio a pessoas clinicamente estáveis que exijam intensidade de cuidados acima das modalidades ambulatoriais, mas que possam ser mantidas em casa, por equipe exclusiva para este fim (BRASIL, 2006).Respondendo aos anseios das políticas de saúde publicas, o Programa de Internação Domiciliar representa uma estratégia na reversão da atenção centrada em hospital, propicia a construção de nova lógica de atenção, com enfoque na promoção e prevenção à saúde e na humanização da atenção e tem como meta a diminuição do grande número de pacientes nos hospitais terciários e reduzir gastos, aliviar a carência de leitos hospitalares, além de favorecer seus cuidados no seu domicilio, convivendo com seus familiares e manter respeito sobre seus hábitos e costumes, sobretudo promover a humanização do atendimento no domicílio.Descrição do serviço.Entretanto nos embarramos com o serviço de emergência superlotados, onde os pacientes necessitam do uso de oxigênio e de cuidados de enfermagem e não obrigatoriamente do leito hospitalar.Conclusões.O PID uma estratégia para a rotatividade dos leitos do HM no que diz respeito á desospitalização precoce,a otimização da qualidade de vida á pacientes crônicos preservando vínculos familiares e reduzindo custos,aos cuidados de uma equipe competente e comprometida no domicilio. Autor principal: iedasocial@yahoo.com.br
  • 127. RELATO ASSISTENCIAL 95. PROCESSO DE ENFERMAGEM UMA FERRAMENTA NA PROMOÇÃO DO CUIDADO DOMICILIAR DO ENFERMEIRO. MOTA.I.C, GUILHERME.M.V.S ,SILVA.A.P.A.D, FIALHO.A.V.M.F Hospital Dr Carlos Alberto Sturdant-Hospital de Messejana - Fortaleza Introdução:A Enfermagem é uma profissão complexa e multifacetada, se volta para o cuidado da saúde dos seres humanos. Por isto, o cuidado de Enfermagem é praticado nos diversos cenários onde se encontram profissionais de enfermagem e pessoas por eles cuidadas em situações de promoção, prevenção de doenças e recuperação da saúde e reabilitação.Descrição do serviço:O enfermeiro do PAD utiliza estratégias para oferecer ao paciente a excelência do cuidado promovendo conforto e sensação de bem estar. Para tanto, o Processo de enfermagem é uma ferramenta para a promoção do cuidado humanizado, dirigido a resultados (orientação dos resultados) e de baixo custo. Impulsiona os enfermeiros a continuamente examinarem o que estão fazendo e a estudarem como poderia fazê-lo melhor.É necessário que o enfermeiro avalie de modo integral e individual cada paciente, seu contexto familiar e social, bem como as condições e infra-estrutura física do domicílio, dessa forma participa da identificação dos problemas e do estabelecimento de metas, para assim adquirir informações específicas e necessárias para diagnóstico e planejamento, além de facilitar a relação enfermeiro-paciente, criando uma oportunidade para o diálogo, além de oferecer ao cliente informações e auxiliar ao enfermeiro na determinação de áreas para a investigação específica, durante os outros componentes do processo de elaboração do histórico.Conclusão:A promoção do cuidar apoiado no processo de enfermagem é organizada para alcançar seu propósito e requer do enfermeiro interesse em conhecer o paciente, utilizando para isso seus conhecimentos e habilidades, além de orientação e treinamento da equipe de enfermagem para implementação de ações sistematizadas. Autor principal: iedasocial@yahoo.com.br
  • 128. RELATO CIENTÍFICO 96. A EQUIPE DO PAD DO HM NA BUSCA DA INTEGRALIDADE MOTA.I.C, GUILHERME.M.V.S ,SILVA.A.P.A.D, FIALHO.A.V.M.F Hospital Dr Carlos Alberto Sturdant-Hospital de Messejana - Fortaleza Introdução A equipe do PAD(Programa de Assistência Domiciliar)- HM (Hospital de Messejana)é formado por uma coordenação médica e técnica,dois secretários,quatro enfermeiros,oito médicos, uma assistente social, uma fisiopterapeuta, uma psicóloga, uma nutricionista,duas farmacêuticas, uma técnica de laboratório, e seis motoristas com a missão de levar a promoção do cuidado e a prevenção de complicaçãoes nos domicílios dos pacientes assistidos pelo PAD no ensaio do processo interdisciplinar.Objetivo:Promover a qualidade do cuidado domiciliar aos pacientes com doenças cardiopulmonares na perspectiva da integralidade.Material e métodos utilizados:O estudo é do tipo descritivo, de caráter exploratório, com abordagem qualitativa, realizado á partir da vivencia diária da equipe nos domicílios nos últimos quinze anos. Resultados e conclusões objetivas: Percebeu-se a melhora da qualidade de vida dos pacientes,o aumento da sobrevida ,redução da fila de espera, ao disponibilizar o equipamento de suporte à vida, ao mesmo tempo que possibilita a rotatividade do leito hospitalar.Percebe- se a fragilidade nas relações interprofissionais,predominando ainda um cuidado fragmentado com o foco no adoecimento.Contudo parte da equipe é sensibilizada em perceber o paciente como sujeito,no processo de adoecimento, capaz de colaborar de forma efetiva seu processo de tratamento ao estabelecer uma comunicação horizontal com a equipe. No entanto, a integralidade ainda se impõe como um desafio. Autor principal: iedasocial@yahoo.com.br
  • 129. RELATO CIENTÍFICO 97. CARACTERÍSTICAS SÓCIO DEMOGRÁFICAS DO PROGRAMA DE ASSISTÊNCIA DOMICILIAR DO HOSPITAL DE MESSEJANA. MOTA.I.C, GUILHERME.M.V.S ,SILVA.A.P.A.D, FIALHO.A.V.M.F Hospital Dr Carlos Alberto Sturdant-Hospital de Messejana - Fortaleza O Programa de Assistência Domiciliar (PAD)existe no Hospital Dr Carlos Albert Sturdart Gomes, de referencia terciária, norte nordeste em cardiologia e pneumologia,conhecido como Hospital de Messejana (HM) há quinze anos, vem prestando cuidados domiciliares especializados.Objetivo: Descrever as características sócio demográficas dos pacientes assistidos pelo PAD do HM. Material e métodos utilizados:O estudo e do tipo descritivo, com caráter exploratório, com abordagem quantitativa, os dados foram coletados através da consulta dos prontuários dos mesmos, no período de Maio à outubro de 2010, foi utilizado analise de conteúdo de Bardin, onde pode dividir em gênero,faixa etária e diagnósticos médicos. Resultados e conclusões objetivas:Quanto ao gênero houve uma maior incidência para as doenças pulmonares em mulheres, 38.9% e 16% para as cardíacas, totalizando 54.9%, enquanto os homens cerca de 21% são portadores de doenças pulmonares e 23.6% por doenças cardíacas, totalizando 45%, reflete o aumento do tabagismo em mulheres. No que se refere a faixa etária dos pacientes pneumopatas atendidos, 60.34% estão na faixa etária entre 23 a 63 anos, e 39.66% na faixa entre 65 a 84 anos. Já os cardiopatas, 39.22% na faixa entre 25 a 63 anos e 60.78% na faixa entre 68 a 82 anos. Autor principal: iedasocial@yahoo.com.br
  • 130. RELATO CIENTÍFICO 98. A ATUAÇÃO DA FISIOTERAPIA NA REABILITAÇÃO PULMONAR EM DOMICILIO BARROS, JEFFERSON LUIS; CAPELETTI, ALDENICE MAGALHÃES; COVOLAN, CÉLIA REGINA Fisioterapia em Saúde Coletiva - Programa de Saúde da Família do distrito de Aparecidinha, São Manuel/SP - Faculdade Marechal Rondon - FMR Introdução: A morbidade dos pacientes com doenças pulmonares crônicas aumenta com a idade e, a reabilitação fisioterapeutica pulmonar é utilizada para minimização dos sintomas, aumento da capacidade física e melhora da qualidade de vida relacionada à saúde. A reabilitação pulmonar em domicílio é uma das formas de atuação fisioterapêutica, proporcionando melhora das condições de saúde. Objetivo: Avaliar a eficácia da atuação fisioterapêutica na reabilitação pulmonar em domicílio. Método: O estudo foi realizado durante o estagio supervisionado de fisioterapia em saúde coletiva, em São Manuel-SP. Para tanto, aplicou-se o questionário de qualidade vida AQ20 (“Airways questionnaire 20” - AQ20). Realizou-se o teste de caminhada de 6 minutos, mensuraram-se as pressões inspiratórias e expiratórias. As medidas foram coletadas no mês de março (M1), em seguida fez-se a intervenção fisioterapeutica e em junho (M2) mensurou-se novamente. A Intervenção fisioterapêutica será por meio de exercícios de reexpansão pulmonar, duas vezes na semana, por um período de 3 meses. Resultados: A idosa apresenta escolaridade baixa (3ª série primária), 65 anos, com história de doença pulmonar intersticial desde novembro de 2009, sendo submetida à oxigenioterapia. O IMC é de 33,9 e refere desconforto ao realizar afazeres de casa. Ao exame inicial apresentou: M1: AQ20=75%; FR= 24 ipm; Peak flow= 300; PI Max= 68,3 cmH20; PE Max= 91,3 cmH20; TC6=345m; SPO2(TC6)i= 98%; SPO2(TC6)f= 89%. Após a intervenção apresentou M2: AQ20=0%; FR= 19 ipm; Peak flow= 360; PI Max= 100 cmH20; PE Max= 90 cmH20; TC6=390m; SPO2(TC6)i= 98%; SPO2(TC6)f= 89%. Conclusão: Têm-se com os resultados obtidos que a reabilitação pulmonar mostrou-se efetiva para a idosa estudada, melhorando seu condicionamento físico e qualidade de vida. Por se tratar de um estudo de caso, faz-se necessário a expansão do estudo de forma a proporcionar monitoramento da Reabilitação pulmonar e acompanhamento pela equipe multidisciplinar aos idosos. Palavras-chave: Fisioterapia, Reabilitação pulmonar, Atendimento domiciliário Autor Principal: Jefferson Luis de Barros jedebarros@hotmail.com
  • 131. RELATO CIENTÍFICO 99. ATENDIMENTO PSICOLÓGICO DOMICILIAR FOCADO NO LUTO ANTECIPATÓRIO FONSECA, J. P. PUC/São Paulo O Luto Antecipatório ocorre antes da perda real e pode apresentar as mesmas características e sintomatologias do enlutamento normal - aquele que ocorre após a morte. Ele é influenciado por três processos interrelacionados: intrapsíquicos individuais; interacionais entre o paciente em fase avançada e os outros; familiares e sociais. Neste trabalho o autor analisa o Luto Antecipatório por meio do acompanhamento psicoterapêutico longitudinal e processual domiciliário de uma família que vivenciou uma morte anunciada, desde o diagnóstico de um câncer em estágio avançado em um de seus membros até o falecimento desta pessoa. O autor acompanha e analisa os processos de enlutamento individuais de cada componente da família e desta como uma entidade sistemicamente constituida. Trata-se de um estudo de caso qualitativo fenomenológico. Após a apresentação da dissertação no núcleo de família e comunidade da PUC/SP, o autor publicou este trabalho pela Editora Livro Pleno num livro intitulado “Luto Antecipatório”. Autor principal: José Paulo da Fonseca josepaulodafonseca@ig.com.br
  • 132. RELATO ASSISTENCIAL 100. CARTILHA DO CUIDADOR E PRONTUÁRIO DE CUIDADOS PALIATIVOS: CONSTRUINDO O CUIDADO NO DOMICÍLIO OLIVEIRA JR; BARROSO ABP; SOBRAL FC; SILQUEIRA S; CARMO KMC. Unimed-BH - Cooperativa de Trabalho Médico, Belo Horizonte. Confortar e aliviar o sofrimento das pessoas na fase final da vida está entre os principais objetivos dos cuidados paliativos. Muitos pacientes que não se beneficiam dos tratamentos curativos disponíveis podem receber considerável conforto e melhorar seu estado geral integralmente, através do tratamento dirigido ao alívio do sofrimento, em todas as suas dimensões, permitindo às suas famílias viverem a dor e a perda. Entendendo e respeitando essas dificuldades e a necessidade de apoio nessa caminhada criou-se no Programa de Atenção Domiciliar da Unimed-BH os Cuidados Paliativos em abril/2007. Após um ano de desenvolvimento desse trabalho verificou-se a necessidade de criar instrumentos que auxiliassem os profissionais, cuidadores e/ou familiares no acompanhamento desses pacientes, criando uma linguagem e orientações homogêneas em relação aos cuidados. Foram elaborados a cartilha do cuidador e o prontuário para pacientes em cuidados paliativos. Os materiais trazem a padronização de orientações e procedimentos relacionados ao cuidado e a evolução do quadro, aumentando a eficácia e qualidade dos serviços prestados, redução da demanda de familiares e cuidadores em relação a orientações por encontrarem respostas para as dificuldades vivenciadas diariamente, aumento de satisfação dos clientes, além de proporcionar uma reflexão sobre a doença, a perda, a morte e a necessidade de cuidado. Em Cuidados Paliativos comunicar de forma eficaz, controlar sintomas, e apoiar a família ao longo do processo são os três instrumentos principais de trabalho da equipe que acompanha. A cartilha e o prontuário de cuidados paliativos demonstrou-se serem importantes instrumentos de comunicação entre equipe profissional e familiares/cuidadores garantindo a continuidade do cuidado no domicílio e aumentando a satisfação dos clientes. Autor principal: José Ricardo Oliveira oliveira.jricardo@gmail.com
  • 133. RELATO CIENTÍFICO 101. 111 DIAS DE SEDACAO PALIATIVA: SEDAR E REFLETIR SOBRE O MORRER COM DIGNIDADE OLIVEIRA JR; BARROSO ABP; SOBRAL FC; VIEIRA AB; TIMO EMN; SILQUEIRA S; CARMO KMC. Unimed-BH - Cooperativa de Trabalho Médico, Belo Horizonte. A Unimed-BH presta serviços em saúde suplementar e iniciou suas atividades assistenciais em Cuidados Paliativos domiciliares em abril/2007. Cuidados Paliativos é uma “abordagem que promove a qualidade de vida de pacientes e familiares diante de doenças que ameaçam a continuidade da vida, através da prevenção e alívio do sofrimento (OMS/2002)”. Entende-se por sedação paliativa a administração de fármacos que reduzem o nível de consciência, sendo classificada quanto à temporalidade em contínua ou intermitente, e quanto à intensidade em profunda ou superficial. O objetivo deste trabalho é avaliar se a sedação paliativa contribui para aumentar a sobrevida de pacientes em estágio avançado de doença. O registro é de um estudo de caso genuíno como exemplo de sedação paliativa prolongada. Paciente com 54 anos, diagnóstico de Glioblastoma Multiforme em agosto/2005. Foi submetido a radioterapia e quimioterapia. Admitido no programa em 26/05/2009. Recebeu sedação paliativa no período de 24/06/2009 a 11/10/2010 (data do óbito). A progressão do nível de sedação de intermitente para sedação contínua ocorreu com a utilização de opíáceo forte, midazolam e anticonvulsivantes. O controle eficaz da dor, apresentada pelo paciente e referida, subjetivamente, pelos familiares foi determinante na manutenção da sedação paliativa por esse período de tempo (perfazendo-se 111 dias). Foi possível ainda períodos de interação social do paciente após ter tido alívio dos sintomas de uma doença terminal. A sedação paliativa, neste relato de caso, vem corroborar recente publicação de que este procedimento não abrevia o tempo de vida, mas sim melhora a qualidade de vida e promove o morrer com dignidade. Autor principal: José Ricardo Oliveira oliveira.jricardo@gmail.com
  • 134. RELATO CIENTÍFICO 102. AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA DOS PACIENTES QUE INICIARAM USO DE OXIGÊNIO LÍQUIDO DOMICILIAR PELA PREFEITURA MUNICIPAL DE SANTO ANDRÉ DIAS, JF; SOUZA, APGS; FOGAGNOLI, M. Programa de Internação Domiciliar - Santo André Introdução: Em Santo André o Programa de Oxigenoterapia Domiciliar existe em parceria com o Programa de Internação Domiciliar (PID) desde 1997. Hoje conta com 115 equipamentos, sendo destes 15 sistemas de oxigênio líquido com mochila portátil, implementados em julho de 2010. O sistema de oxigênio líquido corresponde a um reservatório criogênico capaz de armazenar oxigênio líquido a uma temperatura de - 183°C, possui uma mochila portátil que permite sua utilização fora do domicílio. Objetivo: O objetivo deste trabalho é verificar a melhora da qualidade de vida de pacientes que iniciaram o uso de oxigênio líquido. Materiais e Métodos: Foram selecionados 14 pacientes que faziam uso de outro sistema de oxigenoterapia domiciliar (concentrador/cilindro), que passaram a receber oxigênio líquido. Antes da entrega do equipamento foi aplicado o questionário de Qualidade de Vida WHOQOL- BREV e reaplicado após duas semanas de uso. Resultados: Os escores obtidos no “depois” são maiores em todos os domínios, sendo que a maior diferença percentual ocorreu no domínio Físico (29%), enquanto, a maior variabilidade (dispersão) ocorreu nas Relações Sociais (antes). TABELA - Análise de Variância do Domínio em relação as respostas dos pacientes assistidos. Antes x Depois (n=14) Domínio Média(dp) Média(dp) t p-value Antes Depois 1 (Físico) 9,71 12,53 4,476 0,001 (2,46) (2,98) 2 (Psicológico) 12,76 14,81 3,595 0,003 (2,88) (2,5) 3 (Relações Sociais) 12,28 13,81 2,106 0,055 (3,32) (2,99) 4 (Meio Ambiente) 12,54 14,36 4,05 0,001 (2,13) (1,51) Para 5% de significância p deve ser menor que 0,05 Conclusão: O uso do sistema de oxigênio líquido com mochila portátil melhorou a qualidade de vida dos pacientes que passaram a utilizá-lo, principalmente no domínio físico. Autor principal: Josivane Ferreira Dias josivanedias@yahoo.com.br
  • 135. RELATO CIENTÍFICO 103. Paciente DPOC em uso de oxigênioterapia domiciliar: estudo de caso BOARETTO, J.A; SOUZA, D.A.F; SANTANA, D.E ; TRUZZI, P.T.M; PEREIRA, L.C Centro Universitário Padre Anchieta Introdução: A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é definida como um conjunto de condições que se caracteriza pela presença de obstrução ou limitação crônica do fluxo aérea sendo uma doença progressiva e irreversível. Objetivo: Orientação fisioterapêutica domiciliar para um paciente com DPOC fazendo uso de oxigênioterapia. Metodologia: Avaliação clinica fisioterapêutica de um paciente assistido pela UBS Vila Popular / Várzea Paulista. Após visita médica foi solicitado atenção fisioterapêutica para orientações e condutas necessárias, visto que tal paciente estava apresentando elevado consumo de oxigênio (O2). Desta forma foi realizado 3 atendimentos domiciliares, onde na primeira realizou-se avaliação, na segunda visita foram feitas as intervenções e na terceira realizou- se a reavaliação do paciente. Resultados: Paciente do sexo masculino, 53 anos, diagnóstico médico de DPOC, em uso de O2 intermitente, fumante há 35 anos com relação maços/dia de 1:1. Após avaliação clinica através de ausculta pulmonar apresentando sibilos difusos, exame físico e verificação de sinais vitais, identificando uso inadequado da interface (máscara de O2 a 5 l/min). A partir de então, deu-se a adequação do uso da oxigênioterapia com orientações sobre a interface (cateter nasal de O2) quanto a maneira ideal para sua utilização salientando a quantidade de O2 utilizada, além de orientações sobre o cilindro e seus riscos uma vez que tal paciente é fumante; melhora e/ou manutenção da capacidade pulmonar com cinesioterapia respiratória e inaloterapia com soro fisiológico 9%; favorecimento da realização das ABVD através das técnicas de conservação de energia. Conclusão: Foi observada a importância da atuação fisioterapêutica no atendimento domiciliar uma vez que o paciente passou a utilizar O2 de acordo com sua necessidade, com melhora do desconforto respiratório. Autora principal: Juliana Aparecida Boaretto julianaboaretto@ig.com.br
  • 136. RELATO ASSISTENCIAL 104. ASSISTÊNCIA DOMICILIAR AO IDOSO NO PROGRAMA DA PREFEITURA DE BAURU SILVA J.A.C ; SAES I.P; CRUZ, M.M.G.S. Secretaria Municipal de Saúde Bauru. Introdução:O Programa Municipal de Atenção ao Idoso (PROMAI) existe há 17 anos em Bauru criado à partir da necessidade de atender a essa população acamada em domicilio. Atualmente, a equipe de atendimento domiciliar (AD) conta com os profissionais: Médicos, Nutricionista, Enfermeiras, Auxiliares de enfermagem, Psicóloga, Fisioterapeuta, Fonoaudióloga, Assistente social e Motorista. Descrição do trabalho: Foram avaliados 179 prontuários de pacientes matriculados em AD, coletando os seguintes dados: sexo (masculino e feminino), idade, hipótese diagnóstica e situação atual. A idade foi classificada de 60 a 100 ou maior, agrupados a cada 10 anos. Quanto a hipótese diagnóstica foram avaliadas as seguintes: Seqüela de Acidentes Vascular Cerebral; Fraturas; Alzheimer; Senilidade, Osteoartrose, outras.Verificou-se pacientes matriculados apenas recebendo medicação e insumos por:estarem em casa de repouso; acompanhados em PSF ou UBS, ou que haviam se mudado de Bauru e óbitos. Os valores calculados foram anlisados em porcentagem para cada classificação. Constatou-se que quanto ao sexo: F (73,4%) e M (26,6%). Quanto a idade: 60 a 70 - 16%; 71 a 80 - 39%; 81 a 90 - 32,5%; 91 a 100 - 12% e > de 100 - 0,5%. Quanto a hipótese diagnóstica: Seqüela A.V.C - 44%; Fraturas - 9,5%; Alzheimer - 12%; Senilidade - 9,5%; Osteoartrose - 6%, outros 19%. Situação atual dos pacientes em AD: 85,5% estão recebendo algum tipo de acompanhamento no PROMAI; 5% estão em casa de repouso; 2% mudou-se de Bauru e 4,5% óbitos. Conclusão: verificou-se prevalência de pacientes do sexo feminino, idade de 71 a 80 anos, com Sequela de AVC, em acompanhamento pela equipe, constatando a necessidade de maior atuação ambulatorial, visando a prevenção, promoção e educação em saúde. Autor principal: Juliana Aparecida da Costa Silva julianasilva@bauru.sp.gov.br
  • 137. RELATO CIENTÍFICO 105. REVISÃO DE PROTOCOLO DA ATENÇÃO PRIMÁRIA DOMICILIAR (APD) FIDELIS,J.G. ; SANTOS,M.E.; DALMASO, ASW. Centro de Saúde Escola "Samuel Barnsley Pessoa" - Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, São Paulo. Diante da perspectiva de extensão de ações e de inovação tecnológica, o Centro de Saúde Escola "Samuel Barnsley Pessoa" do Butantã (CSEB) desenvolveu o Programa de Atenção Primária Domiciliar (APD) como estratégia de extensão da cobertura assistencial aos pacientes pertencentes à área adstrita, passíveis de tratamento ambulatorial, que estejam desprovidos da assistência básica de saúde por apresentarem dificuldade de locomoção ou outra situação que comprometa o acesso aos serviços de saúde por impedimento temporário ou permanente. A APD é voltada para promover, manter e restaurar a saúde, dentro dos princípios da atenção integral, qualidade de vida, autonomia e auto-cuidado, com atividades desenvolvidas por equipe de saúde no domicílio, envolvendo procedimentos técnicos, adaptados aos limites da atenção primária e da capacidade operacional vigente na instituição. A revisão de Protocolo da Atenção Primária Domiciliar buscou atualizar a sistematização dos princípios gerais que instruem a organização e as atividades assistenciais do Programa, com o intuito de orientar as ações preventivas, os cuidados de enfermagem e as condutas clínicas padronizadas no serviço. Para a elaboração deste material realizou-se pesquisa de trabalhos anteriores, como protocolos específicos para algumas condutas estabelecidos pelo Ministério da Saúde e a Secretaria Municipal de Saúde. Além da própria produção científica do CSEB. Foram levantados dados das visitas domiciliares por meio das planilhas de produção de 2005 a 2008 e foram entrevistados profissionais envolvidos na atividade. Como desdobramento, houve a capacitação da equipe e melhor articulação com os setores da instituição, a avaliação da organização do trabalho identificando dificuldades e potencialidades. Estes resultados visam atender às necessidades apontadas pelas famílias levando ao aprimoramento das visitas e do atendimento integral na atenção primária. Autor principal: Juliana Gonçalves Fidelis enfermeira_ju@hotmail.com
  • 138. RELATO CIENTÍFICO 106. INCIDÊNCIA DE QUEDAS E FATORES ASSOCIADOS EM UMA POPULAÇÃO DE UMA CIDADE BRASILEIRA: INQUÉRITO DOMICILIAR ALBUQUERQUE, J.P; MACIEIRA, T.G.R; TADEU, L.F.R; ERCOLE, F.F. CHIANCA, T.C.M. Escola de Enfermagem da UFMG. Belo Horizonte Estudo de coorte prospectivo para determinar a incidência de quedas em idosos em uma cidade brasileira. A amostra foi aleatória, com seleção de participantes por sorteio. A coleta de dados foi por observação do domicílio e aplicação de questionário, incluindo questões relativas ao nível socioeconômico e demográfico, capacidade cognitiva, visual e equilíbrio. As visitas foram realizadas por acadêmicos de enfermagem previamente treinados. Os dados coletados foram digitados e analisados no programa Statistical Package for Social Science (SPSS-Versão 13.0). Procedeu-se análise estatística descritiva, com distribuição de freqüências simples e acumuladas, medidas de variabilidade com valores médios, medianas e desvio-padrão. Para verificação de associação entre fatores de risco e quedas foi realizado teste Q-Quadrado e risco relativo. A amostra compôs-se de 108 indivíduos, maioria do sexo feminino (73 - 67,6%), média de 76 anos de idade. Foi encontrado um padrão de homogeneidade para os aspectos sócio- demográficos como raça, estado civil, grau de escolaridade e arranjo de moradia, não sendo encontradas diferenças estatisticamente significativas entre os grupos. Encontrou- se uma incidência de quedas de 59,3% entre os idosos. Avaliou-se o projeto arquitetônico das residências, porém apesar de ser apontada na literatura uma relação significativa entre estes fatores de risco e a incidência das quedas, não foi encontrado neste estudo uma relação estatisticamente significativa. Encontrou-se relação estatisticamente significativa (p<0,01) entre a capacidade cognitiva dos idosos e a incidência de quedas, sendo que 71 (65,7%) idosos apresentaram algum problema cognitivo. Importante assinalar que 86 idosos (79,5%) informaram apresentar medo de cair, porem sem relação estatística com a queda. Proposta de protocolo de cuidados para prevenção de quedas entre idosos é uma necessidade. Autor principal: Juliana Peixoto Albuquerque juliana@phdconsult.com.br
  • 139. RELATO CIENTÍFICO 107. LASERTERAPIA: UMA ALTERANATIVA DE TRATAMENTO EM ÚLCERAS NO PROGRAMA DE INTERNAÇÃO DOMICILIAR OLIVEIRA, JRC; PEREIRA, L C Programa de Internação Domiciliar - São Bernardo do Campo Introdução: O laser de baixa potência (LBP) refere-se ao processo que obtém energia em forma de luz através da estimulação elétrica apresentando efeitos, principalmente, sobre os tecidos como: estímulo da microcirculação e da produção de colágeno; efeito antiinflamatório, bactericida, analgésico e antiedematoso, sendo, dessa forma, indicado para processos traumáticos, inflamatórios, tratamento de úlceras e lesão. Os LBP são estudados mundialmente devido ao baixo custo do equipamento e a objetividade e simplicidade dos procedimentos clínicos a que se destina. Objetivo: Avaliar o efeito do LBP (InGaAlP - 660 a 690 nm) nos pacientes internados no Programa de Internação Domiciliar do município de São Bernardo do Campo nas úlceras de decúbito de longa duração, com a finalidade trazer o conhecimento das terapias alternativas, como forma de complemento aos tratamentos convencionais. Metodologia: Foram selecionados 3 pacientes com diagnóstico neurológico que apresentavam úlceras de decúbito na região sacral de longa duração. Os mesmos foram avaliados pelas duas fisioterapeutas do programa, quantificando semanalmente, através de uma régua, o diâmetro céfalo caudal e látero lateral da úlcera a ser tratada. O grupo segue o mesmo protocolo de curativo e tratamento nutricional, juntamente com a aplicação do laser, primeiramente com a técnica pontual com 2 J/cm², seguida com a técnica de varredura com 1 J/cm², 2 vezes na semana por 3 meses. Resultados: Os resultados foram obtidos pela análise quantiqualitativa das fotos, onde observou-se uma aceleração no processo de cicatrização das feridas e redução do diâmetro das mesmas. Conclusão: Concluí-se que o LBP, InGaAlP, mostrou- se eficaz no processo de cicatrização de úlceras de decúbito de longa duração em pacientes com diagnóstico neurológico. Autora principal: Juliana Régis da Costa e Oliveira julianaregis@yahoo.com.br
  • 140. RELATO CIENTÍFICO 108. Perfil epidemiológico de pacientes acompanhados em um Serviço de Atenção Domiciliar. BARREIROS,J.T.; SCOTTINI,M.A.; CADORE,F.L.; NASCIMENTO,I. Unimed Grande Florianópolis/Florianópolis Introdução: O aumento de pessoas com doenças crônicas e progressivas torna-se um desafio para os cuidados em saúde. O Gerenciamento de Casos configura-se como um modelo de atenção à saúde centrado em intervenções baseadas em necessidades, e não apenas no diagnóstico ou mesmo prognóstico. A prestação de cuidados garante a continuidade da atenção preventiva até paliativa. Objetivo: descrever o perfil epidemiológico de pacientes monitorados no Gerenciamento de Casos. Material e métodos: Estudo descritivo de 2009/2010 de clientes monitorados no programa ativos até junho de 2010. Resultados: No grupo de 2009, 64 clientes, sexo feminino (57,8%), média de idade de 83a (± 14) e 77a (± 16) para sexo masculino. 65,6% apresentam doenças neurológicas; 57,8% doenças cardiovasculares; 26,6% doenças pulmonares; 15,6% diabetes mellitus e 6,3% neoplasias sem possibilidade de tratamento. 76,6% estão acamados; 14,1% utilizam oxigenioterapia e 28,1% alimentação enteral. No grupo de 2010, 68 clientes, 70,6% sexo feminino, com média de idade de 82a (± 13) e 77 anos (± 10) para o sexo masculino. 52,9%apresentam doenças neurológicas; 51,5% doenças cardiovasculares; 27,9% diabetes mellitus; 19,1% doenças pulmonares e 14,7% neoplasias sem possibilidade de tratamento. 61,8% estão acamados; 11,8% utilizam oxigenioterapia e 10,3% alimentação enteral. Conclusão: prevalência de idosas, com patologias crônicas e progressivas, com extrema dependência para as atividades da vida diária. Os ingressantes do ano de 2010 representam 106,3% dos clientes ativos de 2009. Ressalta-se a prevalência de doenças neurológicas, como as demências, em que se faz necessário uma maior sensibilidade dos profissionais e cuidadores para percepção de sintomas como dor. O Gerenciamento de Casos responde à necessidade de tratar, cuidar e apoiar ativamente a família neste cuidado, bem como, a família tornar-se objeto da atenção da equipe. Autor principal: Juliana T. Barreiros juliana.barreiros@unimedflorianopolis.com.br
  • 141. RELATO CIENTÍFICO 109. ANÁLISE DOS ÓBITOS DE UM SERVIÇO DE ATENÇÃO DOMICILIAR: UMA RELAÇÃO COM INDICADOR DE QUALIDADE DO SERVIÇO? BARREIROS,J.T.; SCOTTINI,M.A.; CADORE,F.L.; NASCIMENTO,I. Unimed Grande Florianópolis/Florianópolis Introdução: Segundo a OMS, pessoas idosas desejam permanecer no domicílio até o óbito, porém, mais de dois terços falecem no hospital. A morte vista como fracasso reflete na futilidade diagnóstica e obstinação terapêutica, gerando custos. Objetivo: caracterizar óbitos ocorridos no serviço e relação com indicador de qualidade. Material e métodos: Estudo retrospectivo descritivo, de novembro/2009-maio/2010, dos clientes em Gerenciamento de Casos. Resultados: 22 óbitos, 06 excluídos por serem de outra cooperativa médica e 02 por inconsistência. 57,1% dos óbitos no domicílio; 71,4% sexo feminino, média de idade 89,3a (±7), contra 86,7a (±4) no sexo masculino. Média de permanência no programa 11,4m sexo feminino e 6,5m para o sexo masculino. Mediana do total gasto na internação hospitalar (com óbito) representou 57% do total gasto no último semestre. Mediana do total gasto no ano do óbito com o anterior foi 545,2% a mais para aqueles que faleceram no domicílio e 1080,8% para falecidos no hospital. Conclusão: maior proporção de mulheres (clientela com predomínio feminino), porém permaneceram mais tempo no programa e faleceram em idade superior em relação aos homens. Tempo de permanência no programa sem relevância estatística em relação ao local do óbito. A proporção do custo no ano do óbito hospitalar com o ano anterior pode significar dificuldade dos profissionais e familiares em aceitarem o processo evolutivo da doença. A família deve ter participação ativa no plano de cuidados e ser objeto do mesmo, existindo compartilhamento de informações, esclarecimentos de dúvidas e objetivos do cuidado, com apoio emocional e preparação para luto. A porcentagem de clientes com vontade respeitada para o local do óbito -domicílio ou hospital- pode ser sugerida como indicador de qualidade do serviço. Autor principal: Juliana T. Barreiros juliana.barreiros@unimedflorianopolis.com.br
  • 142. RELATO ASSISTENCIAL 110. INSTRUMENTO FACILITADOR PARA AS INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM NO NA ASSISTÊNCIA DOMICILIAR EM CUIDADOS PALIATIVOS ONCOLÓGICOS SOUSA J.C.S.; CLEMENTE R.P.D.S.; JOSÉ S.A.P. SERVIÇO DE ASSISTÊNCIA DOMICILIAR DO INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER (INCA) - UNIDADE IV -RJ INTRODUÇÃO: No Instituto Nacional de Câncer 60% dos pacientes apresentam câncer em estado avançado (estágios III e IV) à época de sua matrícula (PEREIRA E REIS, 2007). Após o insucesso do tratamento curativo devido à progressão da doença os pacientes são encaminhados para a unidade de Cuidados Paliativos. A Organização Mundial de Saúde (2002) define Cuidados Paliativos como sendo uma abordagem que aprimora a qualidade de vida, dos pacientes e famílias que enfrentam problemas associados com doenças ameaçadoras da vida, através da prevenção e alívio do sofrimento. DESCRIÇÃO DO SERVIÇO: O objetivo da atuação é o controle efetivo dos sintomas a e manutenção da autonomia da pessoa doente a fim de que ela viva com a melhor qualidade de vida possível. Entre as muitas funções do enfermeiro em cuidados paliativos é identificar os sintomas que afetam a qualidade de vida do paciente. Assim, o uso do instrumento de mensuração de sinais e sintomas, como a Escala de Avaliação de Sintomas Edmonton, auxilia na construção do plano de cuidados de enfermagem no domicílio. Essa é aplicada em cada visita ao paciente e com intervalo de 3 dias. Desta forma, o enfermeiro identifica e mensura os sintomas mais prevalentes e em seguida realiza as intervenções. CONCLUSÃO: Nesse cenário, a atuação do enfermeiro requer autonomia e acurácia na avaliação das necessidades do paciente com câncer avançado, que cursa com vários sintomas interferindo diretamente na qualidade de vida. Para um resultado efetivo, além do enfermeiro utilizar a Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE), o uso da Escala de Edmonton fornece uma avaliação rápida e segura da resposta do paciente às intervenções planejadas. Autor principal: Júlio César Silva de Souza juliocesarssouza@gmail.com
  • 143. RELATO ASSISTENCIAL 111. A RELAÇÂO ENFERMEIRO-CUIDADOR NA ASSISTÊNCIA DOMICILIAR: UMA REALIDADE NO CUIDADO PALIATIVO ONCOLÓGICO SOUZA J. C. S.; JOSÉ S.A.P. SERVIÇO DE ASSISTÊNCIA DOMICILIAR DO INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER (INCA) - UNIDADE IV -RJ Introdução: A Assistência Domiciliar consiste em um programa de cuidados paliativos para melhorar as condições de vida dos pacientes sem chance de cura, que esperam a evolução da doença sem sair de casa ou se afastar da família (INCA, 2002). Apesar dos avanços da medicina moderna, muitas doenças continuam sem cura. Doenças incuráveis crônicas e progressivas são a maior causa de incapacidades, angústias e sofrimentos e, ultimamente, da morte. Descrição do serviço: Diante dessa realidade, pacientes que apresentam doenças avançadas e incuráveis, são elegíveis para um tratamento paliativo. A realização da prática do cuidado no domicílio, principalmente para doentes oncológicos, é uma forma de garantir apoio e interação paciente-familiar, visando um fim de vida digno. É especificamente, o enfermeiro, que acompanha e avalia os familiares e realiza ações de orientação e de ensino com a finalidade de manter a qualidade de vida do paciente. A família em cuidados paliativos é unidade de cuidados tanto quanto o doente. Deve ser adequadamente informada, mantendo um excelente canal de comunicação com a equipe. Quando os familiares compreendem todo o processo de evolução da doença, e participam ativamento do cuidado, sentem-se mais seguros e amparados (CREMESP, 2008). Conclusão: É importante ressaltar que o cuidado paliativo oncológicos no domicílio implica desafios significativos. O enfermeiro ao atuar na assistência domiciliar, conta com a ajuda de um cuidador e estabelece com ele um relação de parceria, focando os cuidados realizados, de acordo com as necessidades de cada paciente. O ato de cuidar não caracteriza o cuidador como um profissional da saúde, portanto as atividades realizadas devem ser planejadas e orientadas pelo enfermeiro. Autor principal: Júlio César Silva de Souza juliocesarssouza@gmail.com
  • 144. RELATO CIENTÍFICO 112. PERFIL FUNCIONAL DE IDOSOS ADMITIDOS EM ASSISTÊNCIA DOMICILIAR PINTO, JM; FERREIRA, CG; KRAMM, MF; WEBER, L; MAGALHÃES, MLAJ; CORRAL, LR; LEMOS, ND Programa de Assistência Domiciliária ao Idoso - Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP Introdução: O número crescente de idosos dependentes tem evidenciado a necessidade de adequação do setor saúde com novos modelos de assistência com objetivo de proporcionar cuidados em longo prazo. A assistência domiciliar tem sido um dos modelos que mais se expandem na atenção ao idoso. Nessa forma de atenção, a avaliação funcional é fundamental para estabelecer um diagnóstico e para a elaboração de estratégias de intervenção. Objetivos: Descrever perfil funcional dos idosos admitidos pelo Programa de Assistência Domiciliária para Idosos (PADI) de uma Universidade Pública Federal. Métodos: Trata-se de um estudo retrospectivo, em que foram revisados os prontuários de 31 pacientes idosos acompanhados no programa, no mês de outubro de 2010. As variáveis estudadas foram gênero, idade e capacidade funcional, utilizando-se como instrumento a Medida de Independência Funcional (MIF). Resultados: Dos 31 idosos avaliados, 58% eram mulheres e a média de idade foi 80,9 anos. As maiores dificuldades encontradas, indicadas pela necessidade de ajuda total foram para as atividades que envolvem mobilidade (locomoção e transferências) e autocuidado, como utilizar escadas (74,1%), marcha e cadeira de rodas (58%), uso do chuveiro (54,8%) e do vaso sanitário (51,6%). Melhores escores foram encontrados na comunicação identificados nas atividades de compreensão (41,9%) e expressão (32,2%). Conclusão: essa amostra caracteriza-se por idosos do sexo feminino, com idade avançada e que apresentam maior comprometimento da mobilidade. O processo de declínio funcional envolve a perda de atividades mais complexas, como mobilidade e transferências. As funções mais preservadas nesta população são as que envolvem a comunicação, sendo essas, as capacidades para compreensão e expressão. Co-Autor: Caroline Gomes Ferreira carolgfisio@gmail.com
  • 145. RELATO CIENTÍFICO 113. ENVELHECIMENTO: VISÃO DA EQUIPE MULTIPROFISSIONAL DO INSTUTO DE REABILITAÇÃO NO AMBIENTE DOMICILIAR GERONTOLÓGICO- HCFMRP/USP PRADO, K.G.; VICTAL, F.C.A.,.; OLIVEIRA, E.B.; PERRONI, G.G.G., CARVALHO, T.S.E Visita Domiciliar da Enfermaria de Clínica Médica e Geriatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - HCFMRP/USP. Introdução: As perdas funcionais entre idosos acometem inicialmente a habilidade de desempenhar atividades instrumentais de vida diária, acarretando declínio e diminuição da autoestima do idoso. Sequencialmente, as atividades comprometidas são atividades de vida diária, situação em que os idosos necessitam de assistência de profissionais da reabilitação e cuidados intensificados. O envelhecimento bem sucedido, felicidade e satisfação ocorrem como resultados da participação nas atividades do cotidiano, sociais e familiares, tais como tomar decisões, através dos estímulos de autoconhecimento e autocuidado, favorece uma melhoria na autoestima, e assim o idoso tem condições para lidar com seus potenciais, construindo uma maneira própria de se relacionar com o meio social. Objetivo: Observar o ambiente domiciliar, visando detectar os declínios da funcionalidade no idoso, e traçar um plano de reabilitação, e/ou orientação ao cuidador. Material e Métodos: Avaliação, análise e orientações pela equipe multiprofissional, quanto às possíveis mudanças no contexto ambiental e orientações ao cuidador. Resultados e conclusões: O trabalho da equipe multiprofissional no ambiente domiciliar vem de encontro à necessidade do idoso e seu cuidador com orientações e mudanças adequadas. Com isso há uma melhora visível na qualidade ambiental, familiar e social, voltado para a recuperação e/ou reabilitação. Autor principal: Kelsilene Cristina do Prado Golveia Co-autor: francine_victal@hotmail.com
  • 146. RELATO CIENTÍFICO 114. A INTERVENÇÃO DA TERAPIA OCUPACIONAL NA VISITA DOMICILIAR DE IDOSOS: RELATO DE EXPERIÊNCIA DO SERVIÇO DE GERIATRIA E GERONTOLOGIA DO HCFMRP-USP PRADO, K.G.; VICTAL, F.C.A.; CARVALHO, P.T.G.; BELCHIOR, C.G., SANTANA, C.S., CARVALHO, T.S.E. SERVIÇO DE GERIATRIA E GERONTOLOGIA DO HCFMRP-USP Introdução: O ambiente domiciliar é construído ao longo de toda vida, levando-se em conta as expectativas pessoais, as regras sociais e culturais, os padrões estéticos, a funcionalidade (capacidade funcional, atividades da vida diária básicas e instrumentais) e as condições econômicas, tornando-se possível uma ação cuidadora sustentada pela utilização de tecnologias assistivas, adaptações e/ou readaptações do ambiente doméstico que visam promover a independência, a segurança nas realizações de suas atividades cotidianas e facilitar os cuidados do mesmo. Objetivo: descrever a prática interventiva dos terapeutas ocupacionais no seguimento de idosos na visita domiciliar do serviço de geriatria e gerontologia do HCFMRP-USP. Método: Estudo descritivo que realizou levantamento dos registros das intervenções de Terapia Ocupacional - T.O. na visita domiciliar no período de junho/2008 a junho/2010 e foi realizado em 4 etapas: 1) Descrição da atuação do terapeuta ocupacional na visita domiciliar 2) Tipos de procedimentos realizados na VD 3) Descrição dos procedimentos 4) Discussão dos resultados. Resultados/conclusões: Quanto aos tipos de procedimentos realizados: se referem às orientações ao paciente, cuidador e demais familiares e confecção de tecnologia assistiva. Quanto à descrição dos procedimentos: referem-se às modificações e adaptações ambientais (visando à independência e autonomia nas AVDs e à segurança) e ao cuidado com o paciente e consigo mesmo (visando à redução da sobrecarga e retomada das atividades e papéis ocupacionais desenvolvidos). O terapeuta ocupacional aparece como importante integrante da equipe de saúde na atenção ao idoso em seu domicílio e as intervenções desenvolvidas tem sido relevantes quando somadas às ações dos demais membros. Destaca-se que a ação da T.O. está focada no paciente, no cuidador e no ambiente de cuidados e o equilíbrio desta tríade precisa ser o foco das intervenções da equipe de saúde. Autor principal: Kelsilene Cristina do Prado Golveia Co-autor: francine_victal@hotmail.com
  • 147. RELATO CIENTÍFICO 115. POPULAÇÃO IDOSA E CUIDADOS PALIATIVOS NA CIDADE DE SÃO PAULO X ASSISTÊNCIA DOMICILIAR ANDRADE L.; SANCHES N.M.; YAMAGUCHI A.M.; HIGA-TANIGUCHI K.T.; BIANCHINI I. Núcleo de Assistência Domiciliar Interdisciplinar (NADI), Serviço de Clínica Médica Geral HC-FMUSP, Divisão de Serviço Social Médico do Instituto Central, FAPESP. Introdução: A realidade dos países em desenvolvimento, no tocante à assistência em cuidados paliativos (CP) deve ser conhecida, no intuito de se obter subsídios para adequá- la às necessidades da população idosa, modificando políticas públicas. Objetivo: relatório inicial do projeto “População idosa e cuidados paliativos”; visa a descrever a porcentagem de idosos, em cuidados paliativos, assistidos e que faleceram em domicílio. Metodologia: necrópsia verbal: entrevista com cuidadores de idosos com diagnósticos na declaração de óbito (DO) que sugerem a necessidade de CP. O ponto de partida são informações das DO de idosos falecidos na capital, período de 01/01 a 29/03 de 2010, obtidas no PRO-AIM (Programa de Aprimoramento de Informações sobre Mortalidade) da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo. Resultados: de 6398 DO estudadas, apenas 12,33% dos idosos morreram no domicílio. Destes, os que residiam nas zonas sudeste e sul, foram encaminhados à necrópsia (26.38% e 28,8% respectivamente), diferentemente da região centrooeste, com a taxa de necrópsia de apenas 8,8%. As primeiras regiões são consideradas de alto risco de vulnerabilidade social. Realizado estudo de geoprocessamento, que indicou que a prestação de assistência médica durante a doença que causou a morte é homogênea e concentrada nas áreas desenvolvidas. Conclusão: há muitas discrepâncias regionais na cidade de São Paulo, relacionadas à assistência prestada a idosos com prováveis indicações de cuidados paliativos. As regiões mais pobres demandam urgente atenção para garantir a equidade na prestação de serviços de saúde. Sugere-se que gestões atuais e futuras criem recursos para os CP domiciliares, os cuidados contínuos e de transição. Autor principal: Letícia Andrade laetitia.andrade@terra.com.br
  • 148. RELATO CIENTÍFICO 116. ANÁLISE QUALITATIVA DOS RELATOS DOS ÓBITOS EM DOMICÍLIO: Pesquisa: População Idosa e Cuidados Paliativos na cidade de São Paulo ANDRADE, L.; SANCHES, N.M.; YAMAGUCHI, A.M.; HIGA-TANIGUCHI, K.T.; BIANCHINI, I. Núcleo de Assistência Domiciliar Interdisciplinar (NADI), Serviço de Clínica Médica Geral HC-FMUSP, Divisão de Serviço Social Médico do Instituto Central, FAPESP. Introdução: O óbito em domicílio de pacientes em cuidados paliativos tem sido apontado pelos serviços de saúde como uma possibilidade de garantia de qualidade de morte, bem como redução de internações na fase final de doenças. Para tanto, preconiza-se assistência domiciliar adequada englobando cuidado ao paciente e suporte/orientação às famílias. Objetivo: relatório inicial, projeto “População idosa e cuidados paliativos”: descrição, na perspectiva do cuidador familiar, das impressões relativas ao óbito do paciente, ocorrido no domicílio, bem como sobre os cuidados prestado. Metodologia: necrópsia verbal: entrevista com cuidadores de idosos com diagnósticos na declaração de óbito (DO) que sugerem a necessidade de CP. De 6398 DO estudadas, entrevistados 125 familiares cuidadores; instrumento composto por 21 questões sobre óbito e cuidados. Resultados: Das 125 entrevistas, apenas 20% (22) apontam o domicílio como local do óbito; destas, mediante análise de conteúdo, abordagem qualitativa, destaca-se: dificuldades em relação ao cuidado final (inexperiência, despreparo, falta de informações/orientações, inexistência de serviços de domiciliares), morte vista como inevitável, mas, causadora de dor; morte tranqüila associada ao controle de sintomas; por outro lado, dos que morreram em ambiente hospitalar: esse é ainda o lugar apontado como adequado para esta ocorrência pela maioria. [trechos das entrevistas transcritos no pôster] Conclusão: o lugar onde mais ocorre o óbito ainda é a instituição hospitalar, sendo apontada como adequada para os cuidados finais, mesmo de pacientes em CP e dependentes de longa data. O despreparo em relação aos cuidados finais e a inexistência de assistência domiciliar podem explicar tal fenômeno. Autor principal: Letícia Andrade laetitia.andrade@terra.com.br
  • 149. RELATO ASSISTENCIAL 117. CUIDADOS PALIATIVOS EM ASSISTÊNCIA DOMICILIAR: A EXPERIÊNCIA DO NADI/HC-FMUSP: RELATO DE EXPERIÊNCIA ANDRADE, L.; SANCHES, N.M.; YAMAGUCHI, A.M.; HIGA-TANIGUCHI, K.T.; BIANCHINI, I. JACO FILHO, W. Núcleo de Assistência Domiciliar Interdisciplinar (NADI), Serviço de Clínica Médica Geral HC-FMUSP; Divisão de Serviço Social Médico do Instituto Central do HC-FMUSP. Objetivo: O NADI, criado em 04/1996, tem por objetivo atender pacientes adultos oriundos do complexo HC, que apresentam impossibilidade de comparecer ao hospital. No formato interdisciplinar, busca reduzir os períodos de internação, e através do controle das intercorrências, evitar a freqüência aos pronto-socorros, garantir a continuidade do tratamento; participação efetiva da família; atenção integral e humanizada á cliente e família. Em cuidados paliativos inclui, adequação dos cuidados e terapêuticas, orientações para o falecimento no domicílio, se houver concordância entre as partes; acolhimento e escuta à família e paciente e cuidados no processo de luto. De 04/1996 a 04/2010, 644 foram atendidos até a ocasião do óbito, destes, 35.7% (230) faleceram no domicílio sob os cuidados das diferentes áreas atuantes: medicina [terapêutica adequada e tratamento condizente com a evolução da doença com o foco no controle de sintomas, alívio da dor e do desconforto], serviço social [acolhida e escuta direcionada ao momento de finalização da vida; orientações legais e burocráticas], enfermagem [ações visando ao conforto, atenção à medicação e cuidados com o paciente e ambiente], psicologia [atenção ao processo de enfrentamento da morte e luto], fiosioterapia [medidas de conforto], farmácia [manipulações adequadas na dosagem e conforme vias de acesso]. Conclusão: tais ações demonstram a viabilidade da atenção paliativa no domicílio, reforçam a necessidade de cuidado interdisciplinar no final de vida, tendo como foco central paciente e família; sugerem que nem sempre o acesso à atenção domiciliar garante morte em domicílio, o que pode estar relacionado a diagnósticos específicos ou à insuficiência familiar. Autor principal: Letícia Andrade laetitia.andrade@terra.com.br
  • 150. RELATO CIENTÍFICO 118. CUIDADORES DE IDOSOS DEPENDENTES E AS RELAÇÕES FAMILIARES PEDREIRA, LC; OLIVEIRA, AMS Programa de Atenção Domiciliar Interdisciplinar-PADI; Salvador. Introdução: Com o envelhecimento populacional, há um crescimento da população idosa funcionalmente incapacitada, levando à necessidade de cuidados permanentes no domicílio com envolvimento dos familiares que convivem com o idoso incapacitado.Objetivo: Este estudo objetivou identificar, na ótica do cuidador, as mudanças ocorridas nas relações familiares após um evento gerador de dependência no idoso e os possíveis fatores que as causaram. Metodologia: Estudo qualitativo, descritivo, desenvolvido com familiares de idosos dependentes inscritos em um programa público de Assistência Domiciliar. Os dados foram colhidos através de observações registradas em diário de campo e de um questionário subjetivo aplicado a oito cuidadores familiares, durante visitas domiciliares. Realizou-se a análise de conteúdo de Bardin para levantamento de categorias temáticas por critério semântico e posterior discussão com embasamento teórico na literatura. Resultados: Foram construídas duas categorias: Apoio e união familiar e Sobrecarga do cuidador familiar. A união familiar pré existente à dependência do idoso predispõe alterações positivas e apoio familiar, com manutenção do equilíbrio, sendo favorecido com suporte formal e grupos de cuidadores. Já no que se refere ao surgimento de conflitos familiares, a sobrecarga por falta de apoio dos membros da família mostrou grande influência, sobrecarregando um cuidador único e levando a situações negativas na família. Conclusão: A criação de políticas públicas eficientes, para prestar suporte formal aos idosos e seus cuidadores, é fundamental a fim de lhes garantir um apoio de qualidade, que atenda as suas necessidades e contribua para o bem estar da família. Autor principal: Larissa Chaves Pedreira larissa.pedreira@uol.com.br
  • 151. RELATO CIENTÍFICO 119. COTIDIANO DE IDOSOS COM SEQUELAS DE ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO NO CUIDADO DOMICILIAR PEDREIRA, LC; LOPES, RLM Universidade Federal da Bahia/ Salvador Introdução: O acidente vascular cerebral (AVC) pode gerar incapacitações no idoso, levando-o a situações de dependência e necessidade de cuidados domiciliares, alterando seu cotidiano e da família. Objetivo: Esse trabalho recorte de uma tese de doutorado, objetivou analisar compreensivamente o cotidiano de dois idosos entrevistados durante a tese. Metodologia: Pesquisa fenomenológica, pautada em Martin Heidegger, realizada no domicílio de idosos. Utilizou-se a entrevista fenomenológica, após liberação do Comitê de ética e aceite dos sujeitos. Resultado: Foram construídas 04 unidades de significado: Ex- siste em um cotidiano vazio; Encontra-se em situação de dependência; Revive o passado; Substitui o ser-com pelo ser-junto. Através da análise compreensiva, observou-se que esses idosos vivenciam seu cotidiano de forma imprópria, pautado na manualidade, que os faz, muitas vezes, aceitar o que esta posto de forma passiva. Nesse contexto, o idoso abandona a responsabilidade por si, para se deixar levar pela decisão de outras pessoas. Conclusão: Os profissionais de saúde, junto com políticas de apoio, têm papel importante frente a esses idosos e seus cuidadores, para orientá-los e ajudá-los a encarar a dependência, não como doença, mas como uma nova possibilidade de ex-sistir. Palavras Chave: Enfermagem, idoso, serviços de assistência domiciliar, acidente cerebral vascular. Autor principal: Larissa Chaves Pedreira larissa.pedreira@uol.com.br
  • 152. RELATO CIENTÍFICO 120. Avaliação da Medida de Independência Funcional em Idosos encaminhados à Atenção Domiciliar na cidade de Várzea Paulista PEREIRA, L.C; PUPO, K.R; CANTONE, N.G; TRUZZI, P.T.M ; BOARETTO, J.A Centro Universitário Padre Anchieta Introdução: O diagnóstico baseado somente na avaliação clínica torna-se inadequado diante das condições de saúde da população idosa, visto que os níveis de funcionalidade e independência são dados relevantes e preponderantes para o diagnóstico de saúde física e mental. Objetivo: Avaliar a independência funcional de um grupo de idosos encaminhados à atenção domiciliar de uma UBS da cidade de Várzea Paulista. Metodologia: Alunos e professores do curso de fisioterapia do Centro Universitário Padre Anchieta fizeram visitas domiciliares no período de Julho a Setembro de 2010 e aplicaram a Medida de Independência Funcional (MIF) além dos cuidados prestados aos mesmos. A MIF total pode ser dividida em quatro subescores, assim, 18 pontos corresponde a dependência completa (assistência total); de 19 a 60 pontos é a dependência modificada (assistência de até 50% da tarefa); de 61 a 103 pontos é a dependência modificada (assistência de até 25% da tarefa); de 104 a 126 pontos corresponde a independência completa. Resultados: A amostra foi composta por 24 idosos com idade média de 81,4 anos (DP=7,1 anos). Destes 61% eram mulheres. Quanto a pontuação e classificação da MIF, 22% apresentaram dependência completa, 39% apresentaram dependência modificada (assistência de até 50% da tarefa), 17% apresentaram dependência modificada (assistência de até 25% da tarefa) e 22% independência completa. Conclusão: O reconhecimento dos fatores associados ao declínio funcional revela a necessidade de ações que proporcionem estímulo à autonomia e melhora da independência funcional, bem como a possibilidade de alta do atendimento domiciliar aos pacientes independentes e encaminhamento dos mesmos para outras esferas de atendimento (UBS, ambulatório, PSF). Autora principal: Laura Cristina Pereira laura_cms@hotmail.com
  • 153. RELATO CIENTÍFICO 121. Perfil de Pacientes Encaminhados ao Atendimento Domiciliar: Um Olhar Fisioterapêutico PEREIRA, L.C; VASCONCELLOS, K; ROSSO, L.G.S.D; TRUZZI, P.T.M; BOARETTO, J.A. Centro Universitário Padre Anchieta Introdução: A população idosa esta sujeita ao desenvolvimento de processos e patologias que geram incapacidades assim, a geração de propostas voltadas à manutenção da pessoa em seu ambiente ganhou relevância.Objetivo: Caracterizar o perfil do paciente encaminhado ao atendimento domiciliar de uma UBS da cidade de Várzea Paulista para o cuidado fisioterapêutico e orientação domiciliar. Metodologia: Estudo descritivo, com a realização de visitas domiciliares realizadas pelos alunos de fisioterapia e professores do Centro Universitário Padre Anchieta, no período de Julho a Setembro de 2010, para avaliação através de questionário abordando as variáveis: características sócio- demográficas (idade e gênero), condições de saúde (hipótese diagnóstica, relato de doenças associadas), mobilidade funcional (progressão entre classes funcionais, transferências com ou sem auxilio utilização de órtese) e tipo de alimentação. Resultados: Participaram do estudo 25 idosos (13 homens e 12 mulheres) com idade média de 80,5 anos (DP 7,9 anos). A hipertensão arterial foi a condição crônica mais freqüente (60%) seguida por diabetes mellitus (28%). Considerando às condições que desencadearam a dependência funcional, 48% eram por doença neurológica seguida de acometimentos ortopédicos (20%). Dos pacientes visitados 18% eram totalmente acamados. A alimentação por via oral representou 88% e o restante utilizava sonda nasoenteral. Após avaliação foram realizadas intervenções fisioterapêuticas e orientação domiciliar levando em conta a individualidade de cada caso, de maneira geral mudanças de decúbitos, banho de sol, prevenção de complicações respiratórias, favorecimento da capacidade funcional e orientações ao cuidador Conclusão: É essencial investigar o perfil do idoso no domicílio, para que metas e objetivos sejam traçados em parcerias entre o profissional de saúde e o cuidador, trazendo o benefício necessário para a reabilitação e recuperação da população idosa. Autora principal: Laura Cristina Pereira laura_cms@hotmail.com
  • 154. RELATO CIENTÍFICO 122. INSTRUMENTO MULTIPROFISSIONAL DE AVALIAÇÃO DA ADESÃO FARMACOTERAPÊUTICA: A TROCA DE SABERES COMO ESTRATÉGIA PARA GARANTIR O USO RACIONAL DE MEDICAMENTOS GONÇALVES, LAP; MARINS, HMR; SANTOS, MAM; RIBEIRO, SS. PADI - Programa de Atenção Domiciliar Interdisciplinar - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho - Rio de Janeiro/RJ Introdução: Assistência Farmacêutica (AF) é um conjunto de procedimentos necessários à promoção, prevenção e recuperação da saúde, individual e coletiva, centrados no medicamento. Sendo parte indissociável do modelo assistencial existente no Brasil, a AF tem caráter multiprofissional e intersetorial. A Organização Mundial de Saúde recomendou aos farmacêuticos que promovam, em colaboração com os demais profissionais de saúde, o conceito de AF como meio de garantir o uso racional dos medicamentos. Objetivo: Capacitar a equipe multiprofissional do Programa de Atenção Domiciliar Interdisciplinar (PADI) de um hospital universitário a avaliar a adesão dos pacientes atendidos à farmacoterapia prescrita. Metodologia: Para auxiliar os profissionais do PADI a avaliar a relação de pacientes e cuidadores com os medicamentos prescritos, o residente multiprofissional farmacêutico buscou em trabalhos científicos, através da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), algum instrumento que proporcionasse tal avaliação. Não encontrando, foi confeccionado um instrumento utilizando-se o programa BrOffice.org 3.1 modalidade planilhas, com perguntas fechadas e pontuação correspondente às respostas registradas, visando mensurar a qualidade da adesão do paciente atendido à farmacoterapia prescrita. Os dados colhidos por observação participante seriam interpretados pelos profissionais, garantindo a estes avaliação crítica acerca do uso dos medicamentos e autonomia para abordar possíveis problemas encontrados. O instrumento seria aplicado, a partir da primeira visita e a cada 3 meses. Resultado: Criação do instrumento multiprofissional de avaliação da adesão farmacoterapêutica, visando o atendimento domiciliar. Conclusão: O instrumento criado está disponível, sendo validado pela equipe do PADI, que começa a utilizá-lo em suas visitas domiciliares. Autor principal: Leandro Augusto Pires Gonçalves leandropiresgoncalves@yahoo.com.br
  • 155. RELATO ASSISTENCIAL 123. ATENDIMENTO DOMICILIAR - UM ENFOQUE PSICOLÓGICO DA TERAPIA COGNITIVA COMPORTAMENTAL MOTA, L. F. Atendimento Domiciliar a Idosos - São Paulo - SP Instituição: Pró-Ativa. Introdução: O presente trabalho tem por finalidade mostrar a atuação do psicólogo domiciliar, através da intervenção da TCC, enfocando o comportamento a ser modificado e o ambiente onde esse comportamento ocorre. Descrição do Serviço: Ilustraremos um caso que exemplifica as técnicas utilizadas da terapia cognitiva comportamental no domicílio: A.N. 90 anos, apresenta Mal de Parkinson, câncer de pulmão, depressão, resistência à mudança, crenças disfuncionais, fobias específicas, cognição bastante preservada. Viúva a 26 anos, 3 filhos, mora com uma das filhas. Foi realizada uma psico- educação sobre o processo psicoterápico, e ainda, trabalhado a dessensibilização sistemática que consiste em graduar todas as situações temidas; a respiração diafragmática; treino da assertividade orientando a paciente a responder adequadamente em situações específicas; técnica do autocontrole, metáforas. Conclusão: Dessa forma, através da reestruração cognitiva foi possível melhorar seu quadro depressivo, quebrar sua resistência à mudança, melhoria de seus comportamentos inadequados e fortalecimento dos vínculos familiares. Por se tratar de um trabalho voltado para a população idosa, tendo suas limitações, prejuízo cognitivo, prevenção de recaídas, sabemos que tem muito a ser feito, pois, o acompanhamento e a orientação são fundamentais nesta fase da vida. Temos que reconhecer a realidade solitária dos idosos, oferecer a real aceitação desta fase, e assim podemos assegurar que como nós, a sociedade também poderá ter interesse neles. Do contrário, estamos repetindo o que à sociedade-família faz, ou seja, cumprimenta-o com um olhar caridoso e cheio de pena para em seguida abandoná-lo. Ajudá-los, a entender que apesar da doença e da morte estar sempre ameaçando seu futuro, a qualidade de vida pode intensificar o seu presente. Autor principal: Letícia Ferreira da Mota mottapsico@yahoo.com.br
  • 156. RELATO CIENTÍFICO 124. A ATUAÇÃO DA PSICOLOGIA EM VISITA DOMICILIAR: O CUIDADOR EM FOCO. GONÇALVES.L.M;FACCHINI,G.B;FERRIOLLI,E;OLIVEIRA,B.E Serviço de Visita Domiciliar da Geriatria/Ribeirão Preto - HCFMRP O papel do psicólogo no contexto domiciliar é fundamental para a manutenção do equilíbrio emocional do paciente, cuidador e família. Objetiva-se relatar os benefícios do trabalho do psicólogo para com o cuidador e paciente, atendidos em visita domiciliar por equipe multiprofissional. Paciente viúva, 84 anos, portadora de síndrome demencial, parkinsonismo, dependência para realização das ABVD´S, fratura de fêmur recente e depressão. Reside com o sobrinho, sua esposa (cuidadora) e filho. Durante a visita a cuidadora demonstrou sobrecarga, cansaço e irritabilidade diante do esquecimento e falta de compreensão do que ela perguntava à paciente, isolamento social (foco/cuidados a paciente) e o distanciamento do convívio familiar. A relação existente entre ambas, de acordo com os comportamentos apresentados durante visita, demonstrava sinais maternos por parte da cuidadora e desconforto no espaço físico para realização das transferências físicas e integração da paciente ao cotidiano da casa, encontrados após abordagem/avaliação psicológica. Foi realizada escuta terapêutica e orientações em relação a doença de acordo com as dificuldades apresentadas, traçando-se assim, junto a cuidadora, possibilidades dentro de sua rotina, para que tivesse um dia a dia com maior qualidade de vida e o resgate de sua vida social/familiar. Verificou-se o retorno de atividades sociais e melhor organização/divisão da rotina como um maior conhecimento em relação à doença e reconhecimento dos limites que permeiam o contexto por parte da cuidadora. A inserção de suporte pelos demais membros da família, possibilitando um relacionamento mais saudável e tranqüilo entre ambas, assim como maior serenidade e receptividade da paciente a equipe e aos cuidados de forma geral. Autor principal: Letícia Machado Gonçalves leticiagoncalves4@hotmail.com
  • 157. RELATO ASSISTENCIAL 125. UNIATENDE: ATENDIMENTO DOMICILIAR CARVALHO, L. UNIMED, Feira de Santana-BA Introdução: O avanço do modelo de atenção à saúde domiciliar deveu-se às modificações no perfil sócio-demográfico-epidemiológico da sociedade brasileira detalhados por Lacerda et al., 2006 (apud DUARTE; DIOGO, 2000) como: o acentuado envelhecimento populacional; o aumento das doenças crônico-degenerativas; a elevação dos custos hospitalares; e a procura por cuidados de saúde privativos, humanizados e mais integrados com a equipe de saúde. Nessa perspectiva de melhoria contínua da qualidade e melhor gerenciamento do cuidado em saúde é que a operadora Unimed - FSA iniciou um projeto de atendimento domiciliar sob a ótica da prevenção e promoção à saúde dos seus beneficiários através da assistência de enfermagem Uniatende em parceria com outros profissionais de saúde. Descrição do Serviço: O Uniatende foi implantado em 01/09/1999 com a assistência aos beneficiários portadores de patologias crônicas (HAS e DM), e atualmente engloba novos programas direcionados a saúde da criança, mulher, adulto e idoso. O serviço envolve o acompanhamento da puérpera e do RN na primeira semana de vida; o acompanhamento dos beneficiários hipertensos, diabéticos e neurológicos; a realização de procedimentos de enfermagem aos beneficiários submetidos à antibioticoterapia prolongada, curativos de feridas crônicas, entre outros que associados a fatores como obesidade, déficit na deambulação, idade avançada, aumentam o número de complicações; além das reuniões com o grupo da Terceira Idade estimulando à socialização, o conhecimento e a mudança no estilo de vida. Conclusão: O enfoque da educação para a saúde na prática da atenção domiciliar promovida pelo Uniatende resulta na responsabilização do cuidador/beneficiário no processo saúde-doença; induz a melhor adaptação do beneficiário e família à patologia; e reflete o aumento da auto-estima, satisfação e melhor qualidade de vida, reduzindo o número de internações, o índice de infecção e consequentemente os custos com a permanência prolongada no hospital. Autor principal: Lorena de Carvalho lolydecarvalho@hotmail.com
  • 158. RELATO ASSISTENCIAL 126. MÃES CORAGEM: NAS LENTES DO PROGRAMA DE ASSISTÊNCIA DOMICILIAR INTERDISCIPLINAR DO INSTITUTO FERNANDES FIGUEIRA VACHOD L, FILHO ADC, SOUZA O, ALENCAR PSS, LINHARES DBCD, FREITAS LAV, PESSANHA FB, SILVA CP, LIMA J Instituto Fernandes Figueira - FIOCRUZ-RJ Introdução: O PADI-IFF assiste crianças e adolescentes com doenças pulmonares crônicas dependentes de tecnologia, oriundos de um Instituto da rede do SUS. Para isto, o olhar do programa foca na preparação do familiar/cuidador que assumirá os cuidados no domicílio. Antes da alta hospitalar a vida da família se divide pela falta da figura da mãe, que vive em contato com as tecnologias e acompanhando a permanência do filho/a hospitalizado. Na possibilidade de alta, aumentam-se as orientações para que a mãe domine os procedimentos complexos no domicílio, assumindo responsabilidades anteriormente executadas por profissionais qualificados. Esta desempenha múltiplos papéis, incluindo a administração da doença, organização dos serviços de casa e a busca pelos direitos da criança e outros cuidados maternos. Descrição do serviço: o programa realiza palestras, orientações individuais e em grupos, demonstração dos cuidados a serem realizadas simulados com manequim, manipulação dos artefatos tecnológicos e supervisão do cuidado. A adoção de políticas e implementação de procedimentos que garantam a participação dos familiares em todos os aspectos do cuidado são incentivados, estreitando as relações da tríade paciente/família/equipe, sedimentando uma base de sustentação para que se efetivem os cuidados necessários ao paciente. Conclusão: Em um total de 54 crianças/adolescentes atendidos pelo PADI-IFF, 90% das cuidadoras foram mães, e 10% se dividiram entre pais e avós. Essas mães/mulheres se mostraram cuidadoras exemplares, desempenhando seu papel com habilidade, destreza e amor. A essência e especificidade dos cuidados vão além do cuidado técnico e da tecnologia. Estas mulheres são verdadeiras mães coragem, enfrentando o desafio de ter um filho com doença crônica e dependente de tecnologia. Autor principal: Luiza Vachod luizavachod@iff.fiocruz.br
  • 159. RELATO ASSISTENCIAL 127. O ACESSO À TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO E DA COMUNICAÇÃO PARA PACIENTES COM FIBROSE CÍSTICA ASSISTIDOS PELO PROGRAMA DE ASSISTENCIA DOMICILAR INTERDISCIPLINAR VACHOD L, CRUZ FILHO AD, SOUZA O, PESSANHA FB, FREITAS LAV, BARROZO R, ALENCAR PSS, LINHARES DBCD Instituto Fernandes Figueira - FIOCRUZ-RJ. Introdução: Este programa atende adolescentes com Fibrose Cística. Dentre os vários fatores de inclusão social vigentes, a inclusão digital figura-se como um forte aliado no implemento da qualidade de vida destes pacientes, através da adaptação de recursos tecnológicos, disponibilizando acesso à internet com Notebooks. Foi criado um BLOG para flexibilizar acesso e interatividade. Descrição do serviço: o programa desenvolve assistência no domicílio utilizando dispositivos de tecnologia complexa, baseada no tratamento com aparelhos como concentrador elétrico, cilindro de oxigênio, oximetria capilar e, por vezes, ventiladores não invasivos em sistema de BiPAP. Das adolescentes com fibrose cística, uma permanece na fila de transplante pulmonar e outra não foi transplantada a tempo. O sentimento de isolamento, solidão e exclusão são freqüentes na fase em que permanecem limitadas pelo uso de oxigênio e o agravamento da doença. Como forma de compensação a interatividade com o “mundo exterior” pela internet é enriquecedora, pois comumente, há a privação do convívio com colegas, amigos e ambiente escolar, devido às internações prolongadas. Conclusão: Com o uso destes recursos tecnológicos, estimula-se: autoconfiança, autoestima e conectividade que quando bem orientada leva a uma evolução cognitiva compensatória do isolamento causado pela gravidade da doença. É surpreendente perceber a interação através da informática que se traduz em ações de inclusão social juntamente com as ações finalísticas do programa. Estas conferem capacidade de assegurar a efetivação dos direitos à vida dando autonomia, qualidade de vida e visibilidade a esta população. Ampliar o ato de cuidar e o acesso às ferramentas de inclusão é uma forma de fazer saúde mais democrática. Autor principal: Luiza Vachod luizavachod@iff.fiocruz.br
  • 160. RELATO ASSISTENCIAL 128. TECNOLOGIA A FAVOR DO HOME CARE DAL BEN, L.W., MOURA, A. F. BUSSACOS, M. A. Dal Ben Home Care - São Paulo - SP INTRODUÇÃO:No atendimento domiciliar a comunicação é vital para manter a qualidade da assistência, criou-se, em 2004 uma ficha de ALERTAS CLINICOS, cujos dados, inicialmente, eram enviados pelo AE/TE que prestam cuidados diretos ao paciente. As informações/alterações eram passadas via telefone e o atendente registrava no prontuário eletrônico, trabalho que posteriormente fora substituído pela utilização do smatfhone, em que os dados eram enviados on-line para uma central de informações, a enfermeira acompanha todo o processo através do acesso ao prontuário eletrônico na empresa e com esses dados as visitas de supervisão foram priorizadas. Com a evolução tecnológica, viu- se a necessidade de incrementar tal serviço, substituindo-se o smarhfone pelo netbook. O sistema tem que agregar não só a informação, mas facilitar, organizar e gerir os procedimentos e justificar o retorno, agregando benefício ao seu negócio e informações seguras. DESCRIÇÃO DO SERVIÇO:Com a aquisição do netbook, que além de transmissão da ficha de ALERTAS CLÍNICOS, também possibilitou que o trabalho da enfermeira ficasse ágil, em tempo real o profissional pode realizar sua evolução e solicitações de materiais, medicamentos e equipamentos, diminuindo a possibilidade de falhas e re-trabalho. É permitido também, que toda a equipe multidisciplinar realize suas respectivas prescrições, evoluções e consultas. Com esta tecnologia houve grande melhora na conectividade das informações, permitindo a execução de 100% das transações do sistema coorporativo, controle de qualidade, monitoramento e gerenciamento dos processos na Instituição. CONCLUSÃO:O Netbook agilizou os processos relacionados aos serviços de enfermagem, visando o pronto atendimento das necessidades do paciente, familiares e do convênio em tempo real. O acesso ao prontuário via WEB, faz com que o enfermeiro realize gestão com qualidade, eficiência e rapidez. Autor principal: Luiza Watanabe Dal Ben luiza@dalben.com.br
  • 161. RELATO CIENTÍFICO 129. A ARTE E A CIÊNCIA DA ENFERMAGEM CUIDANDO DO CUIDADOR. PAULA, L. L. L. de ;RODRIGUES, M. I. da S.; OLIVEIRA, J. P. G. C. de SÁ, S. L. C.; SÁ, E. C. de Núcleo Regional de Atenção Domiciliar da Região Administrativa de Samambaia - DF Introdução: o presente artigo visa à importância de cuidar dos cuidadores, verificando os sentimentos, experiências, compreender e analisar o apoio fornecido pela enfermagem ao cuidador de indivíduos dependentes por AVC ou em cuidados paliativos, na preparação e continuidade de cuidados em seus lares após receberem alta clínica. Com competência técnica e conhecimento profissional. Material e métodos utilizados: Foi realizada pesquisa eletrônica em várias bases de dados bibliográficas e manuais, tendo sido encontrados 15 artigos que reuniam os critérios previamente elaborados. A amostra incluiu enfermeiros, cuidadores de pessoas sequeladas ou em fim de vida, familiares, dentre outros. Objetivo: Analisar os estudos empíricos que foquem os cuidados ao cuidador da pessoa em fim de vida e ou sequeladas, evidenciando os dados encontrados e a forma como foi apurada a evidência científica. Resultados: O cuidado de enfermagem e o repasse deste cuidado aos cuidadores possuem um impacto significativo sobre a recuperação do paciente com AVC ou que necessitem de cuidados paliativos. O cuidado consciente e as intervenções adequadas podem evitar as complicações incapacitantes. Conclusão: Conclui-se que, cuidar do outro significa acima de tudo, reconhecê-lo na sua humanidade; atribuir-lhe importância e valor; viver e expressar carinho e ternura para com ele; preocupar-se com ele de maneira concreta, preocupação essa, que se traduz na decisão de fazer algo por ele, envolvendo-se na situação em que ele se encontra. Autor principal: Leliane Lima Lellis de Paula lelianelellis@hotmail.com
  • 162. RELATO ASSISTENCIAL 130. INFORMATIZAÇÃO NO ACOMPANHAMENTO DO PACINETE EM INTERNAÇÃO DOMICILIAR PAULA, L. L. L. de; OLIVEIRA, J. P. G. C. de; FAIAD, C. E. A.; SILVA, M. J. E.; SÁ S. L. C. de. Núcleo Regional de Atenção Domiciliar da Região Administrativa de Samambaia-DF Introdução - Assim como em outras áreas, a Saúde passa por uma evolução quanto a aplicação da tecnologia bem como na sua informatização. Atualmente existe a possibilidade dos profissionais de saúde utilizarem programas que facilitam o acompanhamento dos pacientes e agilização administrativa deste contexto. No universo da saúde também há inovação. Hoje vivemos a realidade da internação domiciliar, onde há o atendimento do paciente no seu domicílio, recentemente normatizado pela portaria 2.529/2006 do Ministério da Saúde. O atendimento domiciliar prestado pelo Núcleo Regional Atenção Domiciliar de Samambaia - DF, está sendo, de maneira substancial agilizado, por ter adaptado o sistema TrakCare à internação domiciliar, antes voltado para hospitais e unidades de saúde. Descrição do serviço - “InterSystems TrakCare é um sistema de informação de saúde conectado. É uma solução baseada na Web, com módulos clínicos e administrativos que se conectam uns com os outros, e pode ser perfeitamente integrado com os sistemas ligados e outras aplicações. Com um Registro Eletrônico do Paciente no seu núcleo, este é o avançado software que traz melhorias exponenciais para o cuidado de cada paciente e para a produtividade de cada profissional da saúde.” Fonte: http://www.intersystems.com.br/isc/trakcare. Os profissionais podem verificar a evolução clínica dos internados, registrar suas condutas, solicitar exames e se comunicarem. É possível abrir o prontuário eletrônico do paciente em qualquer computador conectado à internet, mesmo forma do Hospital Regional. Conclusão - De maneira geral o sistema veio ao encontro das necessidades do Programa de Internação Domiciliar do Distrito Federal, trazendo celeridade à prestação dos serviços de saúde por parte dos profissionais. Autor principal: Leliane Lima Lellis de Paula lelianelellis@hotmail.com
  • 163. RELATO CIENTÍFICO 131. TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL DOMICILIAR EM PACIENTES ATENDIDOS PELA SECRETARIA MUNICIPAL DA SAÚDE DE CURITIBA SCHIEFERDECKER,M.E.M.; CAMPOS, A.C.L.; LECHETA, D.R. Universidade Federal do Paraná - Curitiba PR A Terapia Nutricional Enteral Domiciliar (TNED) como modalidade de atendimento em saúde vem se destacando, principalmente devido ao aumento da prevalência de doenças crônicas na população, especialmente em idosos, os quais têm experimentado um aumento da expectativa de vida. Essa modalidade de atendimento mantém os usuários no domicilio, proporciona melhora do estado nutricional e integra o indivíduo ao seu ambiente social e familiar. O objetivo é verificar o perfil dos pacientes em TNED atendidos pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Curitiba no período de seis meses. Para o desenvolvimento do estudo foram realizadas e analisadas 111 coletas feitas nos domicílios dos usuários das Unidades de Saúde que fazem parte do Programa de Atenção Nutricional a Pessoas com Necessidades Especiais de Alimentação da SMS. O público alvo da pesquisa foi composto por 58 mulheres e 53 homens, com idade mínima de 19 e máxima de 95 anos, sendo 69,45% com idade superior a 61 anos; os cuidadores na sua maioria são familiares (88,5%); a maior parte dos pacientes apresenta-se desnutridos (77,5%); as doenças neurológicas (61%) são as que predominaram na indicação da terapia nutricional enteral domiciliar e entre elas o acidente vascular cerebral (50,8%) foi o mais presente; a via de acesso para nutrição mais utilizada é a gastrostomia (61,3%); as complicações mais frequentes na terapia nutricional foram as gastrointestinais (66,7%); mais da metade dos pacientes reinternaram (52,3%) depois do inicio da terapia nutricional enteral domiciliar. O estudo resultou em informações importantes que contribuem para a pesquisa e criação de políticas públicas de saúde e de cuidados nutricionais. Autor principal: Maria Eliana Schieferdecker. meliana@ufpr.br
  • 164. RELATO ASSISTENCIAL 132. PREPARANDO-SE PARA VIVER COM QUALIDADE E MORRER COM DIGNIDADE: DISCUSSÃO COM FAMILIARES/CUIDADORES E PROFISSIONAIS DA ÁREA DA SÁUDE. LEITE, MLCB; REIS, ER; SOARES, AM; FERNANDES, ROM. SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE DO DISTRITO FEDERAL, HOSPITAL REGIONAL DO GUARÁ, NÚCLEO REGIONAL DE ATENÇÃO DOMICILIAR. O Núcleo Regional de Atenção Domiciliar e o Serviço Social do Ambulatório de Atenção Integral à Saúde do Idoso, do Hospital Regional do Guará e discentes do Curso de Serviço Social da Universidade Católica de Brasília, realizaram um projeto de intervenção objetivando viabilizar condições para que os funcionários/familiares conhecessem o processo saúde/doença/morte, na perspectiva da humanização. O trabalho foi estruturado em quatro encontros integrados entre profissionais/familiares, com duração de duas horas cada, com exibição de trechos de filmes, slides, relatos publicados, palestras, vivências e trocas de experiências. Para atingir o proposto no tema era preciso reconhecer o sofrimento e a angústia de cada um, sem juízo de valores, contribuindo para a aceitação da morte; discutir a morte e o morrer, rompendo com barreiras, medos e preconceitos; prestar informações relevantes quanto à necessidade de assistência aos usuários, dando suporte social, emocional, instrumental e informacional; repassando questões legais sobre a rotina de óbito. Essa é uma discussão necessária que precisa ser considerada, tratada no âmbito da instituição hospitalar e da família no espaço cotidiano, no intuito de romper com tabus, preconceitos, trazendo um novo olhar para a questão da vida/doença/finitude, para que a vida possa ser vivida até o fim, melhorando a qualidade e atendendo as necessidades fundamentais em seus momentos finais do ser humano, demonstrando a importância do tratamento humanizado no momento da perda ou na idéia desta, favorecendo a libertação dos temores, e no modo de pensar e agir diante da própria finitude e do outro. Autor principal: Maria Luciana C. B. Leite mlucianacbl@uol.com.br
  • 165. RELATO CIENTÍFICO 133. IDOSO CUIDANDO DE IDOSO: A DIFÍCIL TAREFA DE CUIDAR MAGALHÃES, M.L.A.J.;LOUREIRO DA SILVA, A.P.L; KRAMM, M.F; TOBIAS, M.A.; LEMOS, N.D. UNIFESP/ EPM - Programa de Atendimento Domiciliar ao Idoso INTRODUÇÃO: Embora a literatura nacional traga um significante número de estudos sobre cuidadores, a questão de idosos cuidando de idosos ainda é pouco explorada. MATERIAL E MÉTODO: Relato de caso de idosa atendida em programa de atendimento domiciliar sendo cuidada por dois idosos familiares. OBJETIVO: Descrever intervenção interdisciplinar em programa de atendimento domiciliar. RESULTADOS: M.J.D., 91 anos, viúva, evangélica, natural SP, quatro anos de estudo, do lar, pensionista, renda familiar 2 salários mínimos. Dois filhos, o cuidador primário é o filho L.A.N., 70 anos, casado com M.A.N., 65 anos. Incluída em assistência domiciliar em 01/2006. Diagnósticos :demência, depressão ansiosa, labirintopatia, obstipação intestinal, fratura de fêmur. Queixas dos cuidadores: inapetência, incontinência urinária, dificuldade para deambular confusão mental, falta de suporte da irmã. Condutas: orientação para organização e inclusão de atividades significativas na rotina da paciente e treino para uso do andador, fracionamento da dieta e aumento da ingesta líquida e reuniões familiares a fim de incentivar o maior envolvimento da filha nos cuidados, A equipe tem dificuldades em ter suas orientações atendidas pelos cuidadores culminando na indicação do casal para o ambulatório para cuidadores e contratação de um cuidador formal.A equipe realizou supervisão intensa à família, incentivando sempre alterações necessárias para cuidado adequado à paciente. Família não contrata cuidador formal e relata que faz o que pode pela paciente. Paciente sofre queda, sendo hospitalizada. No momento da alta apresentava rebaixamento na capacidade funcional ,a equipe diagnosticou falta de competência assistencial para os cuidados tendo sido indicada institucionalização.CONCLUSÃO: A realidade das dificuldades encontradas por cuidadores idosos nos cuidados com outro idoso ainda não é dimensionada tão pouco exposta na sua grandeza e complexidade. Autor principal: Maria Luiza Americano Jordão de Magalhães maluamericano@uol.com.br
  • 166. RELATO CIENTÍFICO 134. O RESGATE DA ATIVIDADE DE LAZER PARA CUIDADORES DE IDOSOS DO PROGRAMA DE ASSISTÊNCIA DOMICILIÁRIA AO IDOSO. MAGALHÃES, M.L.A.J.; LOUREIRO DA SILVA, A.P.L.; TOBIAS, M.A.; RICO, N.C.; AFFONSO, P.M.C.; LEMOS, N.D. UNIFESP-EPM /DIGG/PADI INTRODUÇÃO: Cuidadores se encontram sobrecarregados e priorizam cuidados aos seus familiares em detrimento as suas próprias necessidades, dentre elas a atividade de lazer, essenciais tanto quanto as atividades básicas e instrumentais de vida diária para a manutenção da qualidade de vida, pois aumentam a auto estima, geram motivação e sensação de auto eficácia. OBJETIVO: Avaliar a repercussão da realização de uma atividade de lazer junto a cuidadores de idosos atendidos no PADI. MATERIAL E MÉTODO: Estudo realizado com 10 cuidadoras. Foram realizados dois contatos telefônicos com as cuidadoras e avaliação ambiental do espaço. Foi aplicado um questionário com seis perguntas fechadas sobre a repercussão desta atividade de lazer em suas vidas. RESULTADOS: 10 cuidadores confirmaram presença, sendo que os demais justificaram a ausência pela dificuldade em encontrar alguém para lhes substituírem na tarefa de cuidar. Participaram da atividade cuidadoras informais, com média de idade de 57,4 anos. Na avaliação do questionário 70% das cuidadoras sentiram- se felizes ao receber o convite; todas ficaram tranqüilas ao deixar o familiar para participar da atividade, 60% das cuidadoras não saíam de casa para realizar uma atividade de lazer a pelo menos 6 meses; todas acharam necessário o PADI promover este tipo de atividade; todas referiram que enquanto visitavam a exposição conseguiram se desligar de preocupações e atribuíram nota 10 a importância da atividade realizada. CONCLUSÃO: As cuidadoras puderam reconhecer a importância da atividade de lazer, aliviaram suas preocupações e angústias, dividindo problemas comuns. A proposta voltada às cuidadoras proporcionou a valorização e integração ao programa e a possibilidade final de um melhor cuidado ao idoso atendido. Autor principal: Maria Luiza Americano Jordão de Magalhães maluamericano@uol.com.br
  • 167. RELATO CIENTÍFICO 135. CUIDADOS OFERECIDOS AOS PACIENTES ACAMADOS: UM OLHAR MUITO ALÉM DOS CURATIVOS. OLIVEIRA M.R.M., MORAES T.C., VELOSO P.B.D.A., VASCONCELOS K.S., RÊBELO M., MAGALHÃES P. M. R. Serviço de Assistência Domiciliar (SAD/IMIP) - Recife Introdução: A úlcera por pressão ainda é considerada um problema grave em pessoas acamadas, tanto no âmbito hospitalar como domiciliar. Além disso, é considerada um indicador de qualidade da assistência de enfermagem no serviço de saúde, sendo definida como lesão cutânea ou de partes moles, superficiais ou profundas, de origem isquêmica decorrente de uma lesão por pressão externa, localizada geralmente sobre uma proeminência óssea. Para o tratamento dessas feridas, é imprescindível que a equipe de enfermagem atue na prevenção das mesmas, além de ser fundamental a participação e cooperação mútua entre os profissionais de saúde e os familiares dos pacientes. A visão do profissional envolvido deve ser ampla, identificando um potencial cuidador capaz de prosseguir com eficácia os cuidados no domicilio, independente do nível social, intelectual e cultural. Objetivos: Descrever o perfil dos pacientes internados no SAD/IMIP portadores de úlceras por pressão e a eficácia do comprometimento do seu cuidador. Material e Métodos: Coleta de dados realizada através de formulário específico das visitas de enfermagem, no período de março a outubro de 2010. A análise estatística dos dados foi realizada com programa EXCEL - versão 2003. Resultados e Conclusão: Dos 130 pacientes incluídos no SAD/IMIP, o número de pacientes com úlcera por pressão é de 48 (36,9%). Destes, 22 (45,8%) apresentaram boa evolução das lesões, com diminuição do diâmetro e resolução do processo infeccioso e/ou necrótico, 12 (25%) não apresentaram progresso pelo uso inadequado do material específico fornecido pelo serviço e 11 (22,9%) apresentaram piora das lesões pelo uso inadequado ou não uso do material fornecido pelo serviço e não aderência a terapêutica não medicamentosa prescrita. Os pacientes do SAD apresentaram, em sua maioria, boa evolução das úlceras por pressão, verificando-se ser muito importante o seguimento correto das terapias medicamentosas e não- medicamentosas recomendadas pelo serviço de enfermagem, bem como a participação ativa do cuidador. Autor principal: Maria Raquel Melo de Oliveira mraquel_melo@hotmail.com
  • 168. RELATO CIENTÍFICO 136. PERFIL CLÍNICO EPIDEMIOLÓGICO DOS PACIENTES ATENDIDOS NO SERVIÇO DE ASSITÊNCIA DOMILIRA NA CIDADE DO RECIFE. OLIVEIRA M.R.M., VELOSO P.B.D.A., MORAES T.C., RÊBELO M.,GALVÃO L.G., OLIVEIRA S.R., Serviço de Assistência Domiciliar (SAD/IMIP) - Recife Introdução: O SAD é uma parceria da Prefeitura do Recife com o IMIP (Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira), tendo por objetivo prestar assistência em saúde integral a pacientes crônicos que necessitam de atendimento domiciliar, prevenindo internações e encurtando o período de permanência hospitalar, devolvendo ao paciente a oportunidade do convívio familiar. O SAD/IMIP conta com 03 equipes multidisciplinares, compostas por Médico, Enfermeiro e Técnico de Enfermagem, com capacidade de 30 leitos domiciliares por equipe e uma equipe matricial formada por Psicólogo, Assistente Social, Farmacêutico, Fisioterapeuta, Nutricionista e Terapeuta Ocupacional (de acordo com a Portaria MS, nº 2.529/2006). As equipes atendem a 02 (dois) Distritos Sanitários da Cidade do Recife (I e V). Objetivos: Descrever o perfil clínico-epidemiológico dos pacientes atendidos no SAD/IMIP na cidade do Recife. Material e Métodos: Coleta de dados realizada através de formulário específico de captação dos pacientes SAD, no período de março a outubro de 2010. A análise estatística dos dados foi realizada com programa EXCEL - versão 2003. Resultados e Conclusão: Das 168 demandas encaminhadas ao SAD, foram admitidos 130 pacientes (72%), sendo 50 (38,46%) do sexo masculino, 80 (61,53%) do sexo feminino, distribuídos na faixa etária 12 a 93 anos. O maior número de internados encontra-se na faixa etária entre 61-70anos (28%). As patologias mais prevalentes são: seqüela de AVC (acidente vascular encefálico) (30,7%), seguido de Neoplasias (18,46%) e Trauma Raqui-Medular (16%). Observou-se uma maior prevalência de mulheres atendidas pelo serviço de assistência domiciliar nos distritos I e V da cidade de Recife, dentre esse pacientes, a maioria compõem-se de idosos e seqüelados de AVC. Autor principal: Maria Raquel Melo de Oliveira mraquel_melo@hotmail.com
  • 169. RELATO CIENTÍFICO 137. VISITA DOMICILIÁRIA: O REFLEXO DAS GESTANTES PEREIRA, M. T. J.; SILVA, A. C.; GONÇALVES, P; RODRIGUES, T. P. Unidade Básica de Saúde Materno Infantil do bairro São Geraldo do Município de Pouso Alegre - MG. ENFERMAGEM UNIVERSIDADE DO VALE DO SAPUCAÍ A visita domiciliaria é considerada um dos instrumentos mais indicados para assistir o indivíduo, a família e a comunidade no contexto de atenção na rede básica e através dessa interação tornou-se possível conhecer o indivíduo, o meio em que vive, sua condição sócio econômica e relações afetivo-sociais, identificando assim os fatores relevantes para implementação da assistência integral à saúde. Este trabalho teve como objetivo avaliar o reflexo gerado no dia-a-dia das gestantes visitadas em seus domicílios pelos acadêmicos da graduação em Enfermagem. Tratou-se de um estudo transversal, descritivo e qualitativo através de um instrumento semi-estruturado elaborado. A pesquisa proporcionou-nos conhecer o mundo dessas mulheres (20 gestantes) e levantar os problemas que afligem todas as famílias. No ato da visita, abordamos todos os aspectos e necessidades, desde financeiros até o autocuidado e cuidado com a família. Detectamos por meio de um instrumento validado a reação e reflexo da gestante diante da nossa presença e orientações. Apontamos a opinião de cada uma delas e após análise, agrupamos os dados resultando em três categorias: suporte financeiro, emocional e Esclarecimento de Dúvidas. Alcançamos o resultado esperado enquanto pesquisadores e ousamos enfrentar o desafio de decifrar um mundo repleto de divergências e problemas, na maioria das vezes sem soluções. Foi complexo adentrar na casa das mulheres em cada dia; com carências econômicas, emocionais e culturais tão evidentes e distantes de soluções. Conseguimos desenvolver este trabalho quando utilizamos a consulta de enfermagem como guia e avaliamos os relatos de cada uma das gestantes identificando a realidade que as rodeada seus conflitos individuais os impostos pela sociedade. Autor principal: Maria Teresa De Jesus Pereira teresajesper@yahoo.com.br
  • 170. RELATO CIENTÍFICO 138. PRÁTICAS INTEGRADAS EM SAÚDE COLETIVA: RELATO DE CASO DE ATENÇÃO INTERDISCIPLINAR À SAÚDE DE PACIENTE COM PARALISIA CEREBRAL SILVEIRA MPT; CARDOSO CK; CUSTÓDIO PM; TORRES OM; BUENO EA; MALHEIROS RT; BALK R. Universidade Federal do Pampa Campus Uruguaiana Desde o Simpósio de Oxford (1959) a expressão Paralisia Cerebral (PC) foi definida como “seqüela de uma agressão encefálica, que se caracteriza, primordialmente, por um transtorno persistente, mas não invariável, do tono, da postura e do movimento, que aparece na primeira infância e que não só é diretamente secundário a esta lesão não evolutiva do encéfalo, senão devido, também, à influência que tal lesão exerce na maturação neurológica”. Paciente do sexo masculino, 34 anos, diagnosticado com PC. Presta-se orientações multidisciplinares em saúde através de visitas domiciliárias, durante as atividades do Programa de Extensão Práticas Integradas em Saúde Coletiva, da Universidade Federal do Pampa, Campus Uruguaiana. Observou-se o alto número de espasmos sofridos pelo paciente e, correlacionando sua doença aos medicamentos prescritos na última consulta médica, constatou-se a ausência do antiespástico. Após questionamento, descobriu-se que Baclofeno 10 mg havia sido prescrito anteriormente, mas o paciente não estava fazendo uso há um ano, por desconhecer os efeitos deste medicamento. Foram prestados esclarecimentos sobre função e importância da administração, orientando nova consulta médica, sendo confirmada a necessidade do tratamento medicamentoso. O tratamento principal para a PC é fisioterápico, auxiliado pelo tratamento da espasticidade, com fármacos específicos. Através da percepção e intervenção do grupo, foram observadas significativas melhoras na qualidade de vida e no desenvolvimento do tratamento fisioterápico do paciente. O diagnóstico e tratamento da paralisia cerebral é multidisciplinar. Ao lado do sintoma motor, estão os sintomas associados que requerem igual atenção. Para um tratamento multidisciplinar, é necessário que os profissionais estejam atentos aos acontecimentos que envolvem o paciente, e as reações que este apresenta como forma de denúncia à possível problema. Autor principal: Marysabel Pinto Telis Silveira marysabelfarmacologia@yahoo.com.br
  • 171. RELATO CIENTÍFICO 139. PRÁTICAS INTEGRADAS EM SAÚDE COLETIVA: RELATO DE CASOS SILVEIRA MPT; CARDOSO CK; PAGNUSSAT A; RECART FL; TORRES OM; GOMEZ PVL. Universidade Federal do Pampa Campus Uruguaiana O Programa Práticas Integradas em Saúde Coletiva é formado por acadêmicos e professores de enfermagem, farmácia e fisioterapia, da Universidade Federal do Pampa, Uruguaiana. Consta de visitas domiciliares, escuta de demandas e resolução de problemas, visando orientação em saúde e promoção de atenção integral a usuários do SUS. Serão relatados 4 dos casos atendidos, hipertensos, 3 sofreram Acidente Vascular Encefálico, tendo como seqüelas perda de funções. Um paciente tem Paralisia Cerebral, sofrendo leve retardo mental e espasmos frequentes. Todos usam Captopril e Hidroclorotiazida. O paciente 1 armazenava seus medicamentos perto da janela, expostos à luz, umidade e alterações de temperatura. Sendo detectados problemas de conservação, eram frequentemente descartados pela falta de consistência ou aroma diferente, resultando em hipertensão não controlada. Foi realizada intervenção esclarecendo sobre o armazenamento, evitando os problemas relatados. O paciente 2 apresentava tosse seca e persistente. O Captopril, por ser um inibidor da ECA, tem como efeito secundário a broncoconstrição, causador da tosse. A intervenção visou esclarecer o motivo da tosse e indicar consulta médica para relatar o problema e verificar a possível troca de classe medicamentosa. O paciente 3 apresentava elevada quantidade de espasmos, dificultando os exercícios fisioterápicos. Verificou-se que o mesmo não vinha fazendo uso de antiespástico (Baclofeno 10mg), por desconhecimento da sua função. Na intervenção esclareceu-se a importância do medicamento, o paciente passou a usá-lo, facilitando o tratamento fisioterápico. O paciente 4 armazenava os medicamentos em único frasco. Intervimos esclarecendo a importância da manutenção da embalagem original, evitando confusões na administração e interferências entre seus constituintes. A assistência domiciliar melhorou o tratamento, aumentou os resultados terapêuticos e possibilitou interação dos acadêmicos em atividade interdisciplinar e na comunidade. Autor principal: Marysabel Pinto Telis Silveira marysabelfarmacologia@yahoo.com.br
  • 172. RELATO ASSISTENCIAL 140. DESCRIÇÃO DO SERVIÇO DE ASSISTÊNCIA DOMICILIAR PEDIÁTRICA NO INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER SEVILHA, M., BORSATTO, A., BALDIVIESO S., WYLSON, D., FERMAN, S., NAYLOR, C., SOUZA, J.C. Serviço de Assistência Domiciliar - Instituto Nacional de Câncer/Rio de Janeiro Introdução: Em cuidados paliativos, freqüentemente nos deparamos com pacientes em condições clínicas que dificultam o deslocamento até o hospital, sendo o ideal nestas situações a indicação de assistência domiciliar. Esta modalidade diminui o desgaste físico decorrente do deslocamento, o número de consultas na emergência e a necessidade de internação hospitalar, e aumenta a segurança da família no cuidado destes pacientes com doença avançada no domicílio. Descrição do Serviço: Os critérios de elegibilidade são: pacientes com escore de performance status de Lansky ou Karnofsky menor ou igual a 50%, que não estejam em quimioterapia venosa e residam em local de fácil acesso, seguro e em até 70 Km a partir da instituição. Formam a equipe uma médica, uma fisioterapeuta e uma enfermeira. Esta incluirá, também, uma psicóloga. Há disponibilidade de assistente social e nutricionista, através de consultoria telefônica. É fornecido nas visitas todo o material e medicação, incluindo quimioterapia oral quando indicada. Fazemos coleta domiciliar de exames laboratoriais sempre que necessário. Conclusão: A existência da assistência domiciliar nos permite oferecer uma qualidade de atendimento muito superior aos pacientes em cuidado paliativo no momento de maior fragilidade, quando as limitações físicas exacerbam-se, os sintomas agravam-se e os pacientes e familiares percebem a aproximação do momento do óbito. Notamos que, desde o encaminhamento para esta modalidade, os pacientes vêm apresentando melhor controle dos sintomas, o que diminui as visitas à emergência e a necessidade de internação. Seus cuidadores referem estar mais seguros e menos desgastados. Esta modalidade facilita inclusive a ocorrência do óbito em domicílio, possibilitando que as famílias lidem com o luto de forma mais tranqüila. Autor principal: Marina Sevilha. marinasevilha@yahoo.com.br
  • 173. RELATO CIENTÍFICO 141. A realidade do óbito em um serviço de assistência domiciliar em cuidados paliativos. SEVILHA, M; TUTUNGI, M; BORSATTO, A; AQUINO, S; COSTA, V; SOUZA, J. Hospital do Câncer IV/INCA - Rio de Janeiro Introdução: A assistência domiciliar apresenta uma estrutura organizacional e de atuação que visa o bom controle de sintomas, a permanência do paciente em seu domicílio e a assistência à família. O óbito em domicílio é trabalhado pela equipe interdisciplinar durante o acompanhamento do paciente. Porém, apesar da estrutura oferecida, muitas vezes nos deparamos com dificuldades em diversas esferas, que dificultam o alcance deste objetivo. Objetivos: descrever a prevalência de óbitos ocorridos no domicílio dos pacientes em assistência domiciliar nos últimos 21 meses; descrever as dificuldades relacionadas ao óbito em domicílio nesses pacientes. Metodologia: estudo quantitativo com abordagem descritiva e recorte temporal de 18 meses. Para atingir o primeiro objetivo, os dados disponíveis nos arquivos da instituição foram trabalhados no software Microsoft Excel e expressos em freqüências absolutas e percentuais e gráficos. O segundo objetivo foi alcançado com a realização de revisão integrativa de literatura. Resultados: Dos 1312 óbitos de pacientes em assistência domiciliar neste período, 952 (73%) ocorreram em ambiente hospitalar e 360 (27%) ocorreram em domicílio. Fatores culturais, sócio- econômicos, emocionais, espirituais e o avanço tecnológico estão entre as influências citadas em literatura para a dificuldade do óbito em domicílio. Conclusão: apesar de todos os fatores citados como dificultadores do processo do óbito em domicilio, os resultados demonstram um percentual equivalente aos internacionais descritos em literatura especializada. Autora principal: Marina Sevilha. marinasevilha@yahoo.com.br
  • 174. RELATO CIENTÍFICO 142. NECESSIDADES DE CUIDADOS DOMICILIARES À PESSOA IDOSA: PERSPECTIVAS DA ASSISTÊNCIA DOMICILIAR SANTOS, M.M.; PINTO JUNIOR, E.P.; VILELA, A.B.A. Departamento de Saúde, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia - UESB O Brasil passa por uma transição epidemiológica e demográfica na qual sua população envelhece num ritmo acelerado. O novo perfil de morbidade da população brasileira aponta para um incremento do número de idosos que convivem com doenças crônico- degenerativas e, portanto, necessitam de cuidados domiciliares. Objetivos: conhecer o perfil de morbidade da população idosa residente numa comunidade carente no município de Jequié-BA, seus arranjos domiciliares e discutir as possibilidades da assistência domiciliar a esses indivíduos. Material e Métodos: estudo de caráter quantitativo, transversal, descritivo. Foram entrevistados 31 idosos em estado de co-residência, adscritos a uma Unidade de Saúde da Família, em Jequié-BA. Instrumento de coleta, entrevista semiestruturada abordando aspectos sociodemográficos e doenças auto- referidas, sob análise estatística de freqüência. Resultados. Os idosos estudados são, na sua maioria do sexo feminino (71,0%), com média geral de idade de 74,8 anos, situados na faixa etária 70 a 79 (38,7%), seguidos de idosos acima de 80 anos (32,3%). Os arranjos familiares mais comuns são os que envolvem cônjuge (54,8%), filhas (41,9%) e netos (38,7%). Patologias mais prevalentes: hipertensão arterial (64,5%) e reumatismos (35,5%). Conclusão. A alta prevalência de doenças que predispõe a incapacidades, juntamente com o número elevado de idosos evidencia que esta população apresenta elevadas chances de se tornar, em curto prazo, funcionalmente dependente. Dessa forma, o atendimento domiciliar é uma necessidade urgente para esses idosos e a atuação dos profissionais de saúde nessa população deve ter como alvo a prevenção de incapacidades e o incremento das condições de saúde, sendo que suas condutas devem contar com o empoderamento das famílias, tendo em vista seu apoio nos cuidados domiciliares. Autor principal: Mayana de Moura Santos makaylla2@yahoo.com.br
  • 175. RELATO ASSISTENCIAL 143. A INTERNAÇÃO DOMICILIAR E O IMPACTO SOBRE A MÉDIA DE PERMANÊNCIA HOSPITALAR NA CLINICA MÉDICA EM UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DO RS. LAMPERT, M.A; GUERRA,.T.; BRONDANI,C.M.; RIZZATTI,S.J.S.; DONATI,L.; CEREZER,L.G.; ZIMMERMANN,C; XAVIER, M.A.R. Serviço de Internação Domiciliar do Hospital Universitário de Santa Maria (SIDHUSM) - RS O SIDHUSM é um dos trinta e cinco serviços do Hospital Universitário de Santa Maria. Situado no maior dos 42 municípios que compõem a região central do RS, é o único hospital de referência em alta complexidade no SUS para mais de um 1.100.000 usuários. Optar pela Internação Domiciliar (ID) dentre as modalidades de reestruturação do sistema de saúde objetiva a desospitalização, a diminuição das reinternações e a humanização da assistência incluindo a família no processo do cuidado. O modelo de assistência desenvolvido pelo serviço enfoca a interdisciplinaridade. Os profissionais, de acordo com seu campo de conhecimento e habilidades específicas definem a abordagem por meio do plano terapêutico individual, com o objetivo de proporcionar atendimento integral aos usuários do serviço. O serviço iniciou em maio 2005, conta com médico, enfermeiro, assistente social, fisioterapeuta, nutricionista, médicos residentes da clínica médica, acadêmicos dos cursos de enfermagem, medicina e assistente social, bem como, profissionais de fonoaudiologia e psicologia da Residência Multiprofissional. Um dos resultados a destacar é a redução da média de permanência hospitalar que era de 16,63 dias em 2005 para 11,40 dias em 2009 na unidade de internação das especialidades de neurologia e clinica médica geral e de 9,66 dias em 2005 para 5,49 dias em 2009 na unidade de internação de oncologia. Conclui-se que ao agilizar o processo de desospitalização se diminui a média de permanência hospitalar e, conseqüentemente, se aumenta a oferta de leitos à comunidade para os casos agudos ou crônicos de maior gravidade. Autor principal: Melissa Agostini Lampert melissa_lampert@yahoo.com
  • 176. RELATO CIENTÍFICO 144. CARACTERIZAÇÃO DO PROGRAMA DE ATENDIMENTO DOMICILIAR DO MUNICÍPIO DE BRAGANÇA PAULISTA ARREBOLA, MRB; GAIA, JL; KUBOTA, SMP; MATSUI, OA; PAOLINETTI, SS; RIENZO, FA SILVA FILHO, BR; SILVINO, VF; SIQUEIRA, MF Programa de Atendimento Domiciliar do Município de Bragança Paulista Introdução: A assistência domiciliar pode reduzir custos assistenciais, comparativamente às mesmas intervenções realizadas no hospital, com vantagem de permitir atendimento mais humanizado, no conforto do domicílio e convívio familiar, além de contribuir para maior disponibilidade de leitos hospitalares para pacientes cuja assistência envolva procedimentos exclusivos deste ambiente. O Programa de Atendimento Domiciliar (PAD), em funcionamento desde abril/2009 em Bragança Paulista, consta de uma equipe multidisciplinar de atendimento domiciliar (EMAD) formada por: médico, enfermeiro, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, psicólogo, técnico em enfermagem, nutricionista e assistente social. O PAD visa o atendimento de pacientes acamados, dependentes de O2 domiciliar e capacitação dos cuidadores, transferindo-lhes responsabilidades no cuidado. Objetivo: Caracterizar o perfil do PAD e da população atendida no período de agosto/2009 a agosto/2010. Material e Métodos: Estudo retrospectivo e descritivo. Os dados foram coletados e tabulados com auxílio do software Microsoft Excel® 10.0. Resultados: Durante o período analisado, o serviço prestou atendimento a 963 pacientes (média 74 pacientes/mês), sendo que 57,5% foram incluídos no PAD. O total de atendimentos realizados foi de 5245, distribuídos entre os profissionais da EMAD. A média de idade encontrada foi de 66,6 anos, com pequena diferença entre gêneros (51% sexo feminino). Os principais diagnósticos foram: acidente vascular encefálico (30,4%), doença pulmonar obstrutiva crônica (8,4%), fratura de fêmur (7,1%), neoplasias (6,85%), Alzheimer (5,8%). As taxas de óbito, alta e internação foram de, respectivamente, 5,4% (média 3,7 óbitos/mês), 4,2% (média 2,9 altas/mês) e 6,6% (média 4,7 internações/mês). Conclusões: A análise do perfil da população forneceu subsídios para re-estruturar o programa, criando novas estratégias organizacionais e operacionais, para oferecer atendimento mais eficiente e humanizado. Autor principal: Melissa Rodrigues Baptista Arrebola mebaptista@yahoo.com.br
  • 177. RELATO ASSISTENCIAL 145. ASSISTENCIA FISIOTERAPÊUTICA DOMICILIAR NO MUNICIPÍO DE IÇARA/SC FERNANDES, M. R. M.; FIGUEIREDO, F. S.; RESSLER, S. Serviço de Fisioterapia Domiciliar - Içara / SC Introdução: A assistência à saúde vem sofrendo modificações importantes e o modelo de assistência domiciliar se destaca como alternativa no tratamento de pacientes com doenças crônicas e que possuem algum nível de dependência. Visando a humanização da saúde, promoção da autonomia, permanência no próprio domicílio, reforçando os vínculos familiares e sociais (Portaria MS 73/2001), a Secretaria Municipal de Saúde implantou o serviço de fisioterapia domiciliar no ano de 2005, sendo implementado em 2009. Descrição do Serviço: O público atendido é formado em sua maioria por idosos, mas qualquer paciente acamado pode acessar o serviço, através de uma entrevista social, a partir da solicitação da Estratégia de Saúde da Família. Uma vez aprovado, o pedido é encaminhado à equipe de fisioterapeutas, que realizam a avaliação cinesio-funcional e estabelecem o plano terapêutico. O atendimento é realizado de 1 a 2 vezes na semana, com duração média de 40 minutos, sendo utilizados equipamentos de eletroterapia e cinesioterapia, como halteres, faixas elásticas, bola suíça, e materiais encontrados no próprio domicílio, como garrafas PET com água, embalagens com alimentos e cabos de vassoura, o que estimula o paciente a realizar os exercícios mesmo na ausência do fisioterapeuta. Com a implantação do NASF, a equipe de fisioterapeutas foi ampliada, permitindo um maior número de atendimentos. Conclusão: São realizados em média 128 atendimentos/mês. Os resultados são satisfatórios, pois há diminuição de cerca de 50% no número de internações decorrentes dos agravos nos pacientes acamados e com total dependência, e cerca de 40% dos pacientes evoluem para uma condição de dependência parcial, deixando a condição de acamado, sendo então encaminhados para atendimento nas clínicas credenciadas ao SUS, a fim de dar continuidade no tratamento fisioterapêutico. Autor principal: Milton Ricardo de Medeiros Fernandes milton_de_medeiros@hotmail.com
  • 178. RELATO ASSISTENCIAL 146. VISITA DOMICILIAR PARA O IDOSO DEPENDENTE E SEU CUIDADOR: relato de experiência DA SILVA, M.L.S São Paulo/SP INTRODUÇÃO: O cuidado aos idosos fragilizados que tornam-se dependentes é debatido de forma diferente em cada país, levando em conta as particularidades de cada sociedade. Há países em que esse suporte é predominantemente das famílias e, em outros, os encargos são de responsabilidade estatal. No Brasil, as responsabilidades recaem principalmente sobre as famílias. Na Estratégia Saúde da Família o profissional enfermeiro com o recurso da visita domiciliar adentra a realidade do idoso dependente e seu cuidador, o que possibilita elaborar uma sistematização da assistência de enfermagem de acordo com sua realidade e necessidades. OBJETIVO: Reflexão sobre a importância da visita domiciliar para o idoso dependente e seu cuidador. MÉTODO: vivência de visitas domiciliares feitas pelo profissional enfermeiro. CONCLUSÃO: Observa-se o quanto o apoio prestado pela equipe da ESF e orientações sobre alimentação, cuidados de higiene, necessidade de estimular o auto cuidado, quando possível, realizadas durante as visitas domiciliares aos cuidadores de idosos dependentes resultam em melhorias na assistência ao idoso e na prevenção de adoecimento desse cuidador. Talvez nem todas as orientações dadas sejam seguidas durante as primeiras visitas domiciliares, ou talvez nunca sejam seguidas, por isso é necessário o envolvimento de todos os profissionais da equipe para que o cuidador perceba os benefícios de um cuidado sistematizado, seguro e humanizado. O enfermeiro na atenção primária diante de sua visão holística necessita reconhecer também como cliente de enfermagem o cuidador do idoso dependente, elaborando grupos de apoios aos cuidadores, onde possam compartilhar com outros cuidadores suas vivências, angústias erros e acertos. Autor principal: Marta Souto marta-souto@uol.com.br
  • 179. RELATO CIENTÍFICO 147. (RE)CONSTRUINDO O SABER E O SER DO ENFERMEIRO NO PAD-HM GUILHERME.M.V.S MOTA.I.C,SILVA.A.P.A.D, FIALHO.A.V.M.F Hospital Dr Carlos Alberto Sturdant-Hospital de Messejana-Fortaleza Introdução:A enfermagem é uma profissão complexa e multifacetada, se volta para o cuidado da saúde dos seres humanos. Por isto, o cuidado de Enfermagem é praticado nos diversos cenários onde se encontram profissionais de enfermagem e pessoas por eles cuidadas em situações de promoção, prevenção de doenças e recuperação da saúde e reabilitação (GARCIA E NOBREGA, 2000; SILVA, 2002).O cuidar em enfermagem é um constructo articulado à realidade da assistência, que surge, incorporando concepções esquecidas voltadas ao zelo, à preocupação, a medida que a profissão re-pensa e reformula os seus conceitos, num caminhar evolutivo de construção e/ou re-visão do seu fazer.Objetivo:reconstruir as ações e os protocolos de enfermagem, apoiado em referencial teórico CIENTÍFICO humanística.À partir da dissertação de mestrado de uma colega do serviço, despertou para a necessidade de reconstruir uma nova proposta de cuidar. Me.Trata-se de um estudo descritivo, exploratório com abordagem qualitativa do tipo reflexivo,realizada no hospital terciário de referencia cárdio pulmonar que tem o programa de assistência hospitalar ,no período setembro de 2010. Resultados e conclusões objetivas:Foram construídos quatro instrumentos de procedimentos operacionais padrão( POP), no sentido de padronizar as ações de enfermagem prestadas referente a primeira visita da cardiologia, a primeira visita da pneumologia,curativo,e a visita mensal, utilizando o referencial teórico adequado.Percebendo o paciente em sua integralidade, reconhecendo como sujeito nas relações do cuidado individualizado em várias etapas da vida. Autor principal: Maria Valdenice da Silva Guilherme valdenice01@hotmail.com
  • 180. RELATO CIENTÍFICO 148. OFICINA DE CUIDADORES :UMA ESTRATÉGIA PARA O CUIDAR GUILHERME.M.V.S, MOTA.I.C, SILVEIRA.S.M.C, LEITÃO.A.C, COSTA.M.C, SILVA.A.P.A.D, FIALHO.A.V.M.F Hospital Dr Carlos Alberto Sturdant-Hospital de Messejana - Fortaleza Introdução:O cuidador é o agente do cuidado dirigido a indivíduos com necessidades e demandas de atenção no domicílio. A promoção do cuidado se dá através do cuidador formal ou informal que apesar de não possuir formação específica, executa atividades do cuidado, como os familiares, amigos, vizinhos, membros de igreja, grupo de voluntários ou outros elementos da comunidade.Objetivo:Sensibilizar e capacitar os cuidadores do programa de assistência domiciliar do hospital de Messejana para ações do cuidar.Material e métodos.Durante o ano realiza-se duas oficinas: uma para os cuidadores dos pacientes cardiopatas e outra para os cuidadores dos pacientes pneumopatas, dividido em três momentos.O primeiro proporcionou um momento de socialização de informações pertinentes à promoção do cuidar, subdividido numa abordagem médica de conteúdo claro e didático sobre fatores desencadeantes do processo saúde-doença, focalizado para os diagnósticos comuns e enfrentados pelos cuidadores; em seguida, abertura para esclarecimentos de demandas diversas, sob o apoio de uma equipe multiprofissional que organizadamente possibilitou essa vazão de saberes e práticas. No segundo momento houve a interatividade ocupacional entre eles e o grupo da terapia e por último a distribuição de um manual de informações necessárias à promoção do cuidar, construído á partir dos entraves enfrentados durante a experiência de uma década de serviço. Resultados e conclusões objetivas.Os cuidadores demonstraram grande satisfação pelo encontro, se sentiram valorizados e mais capacitados em adquirir novos conhecimentos voltados para a promoção do cuidado. Autor principal: Maria Valdenice da Silva Guilherme valdenice01@hotmail.com
  • 181. RELATO ASSISTENCIAL 149. A IMPORTÂNCIA DA INTERDISCIPLINARIDADE NA PROMOÇÃO DE SAÚDE EM PACIENTES RENAIS CRÔNICOS E NA PREVENÇÃO DA EVOLUÇÃO DE NEFROPATAS E EM SEUS FAMILIARES DURANTE VISITAS DOMICILIARES. DUTRA, M. S.; SANTOS, C. R.; COELHO, J. S. Equipe de Atenção Primária a Saúde da Estratégia de Saúde da Família do Município de Serra no Espírito Santo. Segundo o Ministério da Saúde a Doença Renal Crônica possui como principais fatores de risco a Hipertensão Arterial, a Diabetes e uma acentuada predisposição familiar (Brasil, 2010). Embora pesquisas mostrem que a ações de promoção da saúde para estes pacientes é de suma importância para a prevenção, diminuição e progressão da Doença Renal Crônica, para esta ultima “subcategoria” não ocorre intervenções sistematizadas, que são alcançadas por consequência das primeiras ações. Embora saibamos que a Doença Renal Crônica é uma ameaça para a saúde pública em todo o mundo, a dimensão deste problema não é devidamente apreciada, como deveria. Na maioria das vezes, o atendimento ocorre de forma indireta para a atenção a doença renal crônica, onde são realizadas intervenções protetoras vasculares e renais, divididas em prevenção não farmacológica e farmacológica, que compreende promoção da adoção de hábitos alimentares saudáveis, à prática de atividade física regular, ao controle da pressão arterial com anti-hipertensivos inibidores da ECA e diuréticos, o manejo das dislipidemias e do controle da glicemia capilar e sérica, porém não são abordados e acompanhados seus familiares. Assim, o planejamento de cuidados sistematizados é de suma importância, uma vez que muitos pacientes em um estágio precoce de disfunção renal, principalmente para os familiares de portadores de nefropatias, irão progredir para insuficiência renal terminal (REMUZZI G., BENIGNI e REMUZZI, 2006), ou já acamados, ou seja, estabelecer diretrizes clínicas interdisciplinares, a realização de exames laboratoriais, acesso a medicamentos e encaminhamentos ao especialista oportuno, abordado durante visitas domiciliares. Autor principal: Marcelo Dutra msdutra@oi.com.br
  • 182. RELATO CIENTÍFICO 150. AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM DE UM SERVIÇO DE ASSISTÊNCIA DOMICILIAR PRIVADO, 2009 - 2010. BEZERRA, M.C, ROSENDO, M.B., BARBOSA, V.F.B., ARAÙJO, L.C.A. Faculdade ASCES, Caruaru, PE Este estudo avaliou a satisfação, a vinculação e a dependência do paciente/família/cuidador em relação à equipe de enfermagem de um serviço privado de Assistência Domiciliar (AD), Caruaru, PE, 2009-2010. Trata-se de um estudo transversal, descritivo, de análise quantitativo-qualitativa. A amostra foi de 30 pacientes (50% da população do estudo). Para a coleta de dados, foi aplicado um instrumento de observação contendo 34 questões objetivas e 1 subjetiva, nos meses de fevereiro e março de 2010, durante visitas domiciliares desenvolvidas pela equipe de enfermagem e mediante a assinatura de TCLE pelo paciente/cuidador ou familiar. Identificou-se que o planejamento das visitas domiciliares não é embasado por uma teoria de enfermagem, e que a equipe não desenvolve a Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE). Em decorrência do longo período que o paciente passa sob os cuidados da equipe de AD, há uma dificuldade em programar a alta domiciliar, em virtude da insegurança que acomete paciente/familiar/cuidador, na nova fase de readaptação sem a presença efetiva da equipe de AD. A SAE poderá subsidiar a equipe de enfermagem oferecendo suporte técnico- científico no campo assistencial e otimizando a qualidade da assistência domiciliar. Co-autor: Valquiria Farias Bezerra Barbosa valquiriaenfermeira@yahoo.com.br
  • 183. RELATO ASSISTENCIAL 151. A VISITA DOMICILIAR PÓS-ALTA AO IDOSO: O PSICÓLOGO NA EQUIPE INTERDISCIPLINAR RUBIO, M. E., SILVA, M. J. S, ZAMPIERI, R. C., SILVA, I. P., COUTO, T. V. Hospital Do Servidor Público Estadual Francisco Morato De Oliveira - São Paulo. No Brasil e outras nações do mundo presenciamos o envelhecimento populacional, o que traz desafios aos serviços de saúde. Alguns idosos envelhecem com grau de dependência, morbidades e co-morbidades o que gera custos em tratamento e prejuízos aos que necessitarem ficar hospitalizados. A família normalmente é responsável pelo cuidado, participa ativamente e está vulnerável. A assistência domiciliar é uma alternativa para o atendimento desta situação, pois insere a família no tratamento e o idoso permanece em seu ambiente doméstico. A visita domiciliar foi introduzida pelos profissionais de enfermagem é instrumento de prestação de assistência à saúde, atualmente sua ação é interdisciplinar (médico, enfermeiro, assistente social, psicólogo, terapeuta ocupacional e nutricionista, entre outros), visa-se o atendimento integral do paciente e cuidador. O Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo, pioneiro em atendimento geriátrico, realiza o serviço de Assistência Domiciliar desde 1968. A Visita Domiciliar é realizada nesse formato e com regularidade, desde 2005 em equipe que elege o paciente e possibilita segurança, confiança no tratamento o que pode evitar re-internações. Identificamos modos de atuação do psicólogo na capacitação familiar e como precursor de mudança relacional e psicodinâmica, a sua escuta é diferenciada, sem julgamentos, busca compreender o sujeito e família, possibilitando pensar em sua relação com o cuidado. Realiza escuta e momentos de subjetivação; intermediação entre a instituição e a família; ajusta a demanda e a comunicação; acolhe a equipe para ocupar o lugar de não saber e incentiva a reflexão técnica. Contribui com a melhor assistência ao idoso em seu domícilio favorecendo a qualidade de vida do idoso e família. Co-Autor: Maria José S. Silva mjspsy@hotmail.com
  • 184. RELATO ASSISTENCIAL 152. ATENDIMENTO FISIOTERÁPICO DOMICILIAR EM SAÚDE PÚBLICA: UMA PARCERIA ENTRE CENTRO UNIVERSITÁRIO E PREFEITURA DE VÁRZEA PAULISTA SILVEIRA, N.D. Prefeitura de Várzea Paulista Introdução: Atualmente o fisioterapeuta vem ampliando sua área de atuação. Assim, para alcançar um trabalho delimitado pela integralidade, é necessário agregar cinco diferentes pontos à prática profissional: a prevenção, a assistência, a recuperação, a pesquisa e a educação em saúde. Descrição do serviço: A parceria entre o Centro Universitário Padre Anchieta e a Prefeitura de Várzea Paulista deu-se início há dois anos visando complementar a formação em saúde pública dos estudantes do 7º e 8º semestre do curso de fisioterapia, onde o aluno vivencia os princípios e diretrizes estabelecidos pelo Sistema Único de Saúde, fazendo parte de uma equipe multidisciplinar, enriquecendo e desenvolvendo os cuidados com a saúde da família. Atualmente, são 7 unidades que recebem os estagiários de fisioterapia em um total de 12 no município. A atuação educativa e preventiva acontece por meio de palestras, além de atendimentos em grupo; As visitas domiciliares ocorrem por meio do projeto de atendimento fisioterápico ao paciente acamado, que possibilita conhecerem as condições de vida e moradia das pessoas acamadas, podendo adequar a conduta fisioterápica e realizar orientações necessárias, incluindo capacitações dos membros da família quanto à conduta a ser seguida com o paciente e focando também a qualidade de vida do cuidador, incentivando ao autocuidado a fim de prevenir ou diminuir o estresse e sobrecarga do mesmo. Conclusão: A integração do estagiário de fisioterapia junto ao projeto de atendimento fisioterápico domiciliar em saúde pública representa um novo modelo de atenção, promovendo, prevenindo e recuperando a saúde da população em geral. O sucesso da parceria cresce a cada dia, visto a adesão da população em geral ao atendimento, bem como a satisfação da gerencia das unidades em relação ao serviço. Autor principal: Nathalia Donnangelo Silveira natsilveira@yahoo.com.br
  • 185. RELATO CIENTÍFICO 153. PERFIL DO IDOSO EM SITUAÇÃO DE INTERNAÇÃO DOMICILIAR AZEVEDO NM, OLIVEIRA RS, RIBEIRO JAM, ALVES AVMM, NASCIMENTO RMS, ESPÍRITO SANTO FH. Hospital Geral de Nova Iguaçu - RJ. Programa de Internação Domiciliar. Introdução: O atendimento domiciliar é entendido como um conjunto de ações realizadas ao indivíduo e à família no domicilio, e se configura elemento e produto de dinâmicas familiares[1]; visa resgatar e promover a saúde e a potencialidade de vida, dentro das melhores expressões sociais[2]. Surge como uma alternativa que beneficia especialmente a população idosa, comprometida pela dependência decorrente das alterações morfofisiológicas e das doenças crônico-degenerativas. Objetivo: Apresentar o perfil do idoso em internação domiciliar, do Programa de Internação Domiciliar do Hospital Geral de Nova Iguaçu (PID-HGNI). Metodologia: Estudo descritivo-qualitativo que apresenta o perfil dos idosos em internação domiciliar, inscritos no PID-HGNI. Os dados foram obtidos utilizando a técnica da observação participante com o suporte de um roteiro; o estudo foi submetido e aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa, CEP-HGNI, CAAE nº 0013.0.316.258-08. Resultados: Constatado a feminização do envelhecimento; com situação conjugal que prevalece a viuvez; maior predominância do ensino fundamental incompleto com relação a escolaridade; a orientação religiosa predominante foi a católica; a prole variou de 3 a 5 filhos; renda mensal de um salário mínimo; nenhum dos idosos apresentava condições de realizar as atividades de vida diária (AVDs) sem auxilio; prevaleceram as doenças crônicas, sendo a hipertensão arterial a principal. Conclusão: As doenças crônicas e a longevidade são as principais causas das incapacidades para as AVDs, que concorrem para a dependência do idoso. A prevenção das doenças crônicas e a assistência domiciliar à saúde dos idosos ainda representam desafios para o sistema de saúde no Brasil. Autor principal: Neusa Maria de Azevedo enfnazevedo@hotmail.com
  • 186. RELATO ASSISTENCIAL 154. MONITORIA DE PRÁTICAS DE SAÚDE NA ASSISTÊNCIA DOMICILIAR: RELATO DE EXPERIÊNCIA FLORENCIO, NM; BARBOSA, VFB Faculdade Associação Caruaruense de Ensino Superior (ASCES), Caruaru-PE. A monitoria é uma atividade acadêmica que contribui para a formação integral do estudante nos campos de ensino, pesquisa e extensão. Pelo ensino, conduz novos conhecimentos aos educandos; por meio da pesquisa e da extensão, difunde, socializa e democratiza o conhecimento construído. Este trabalho objetiva relatar as atividades desenvolvidas pelo monitor voluntário, na unidade temática de práticas de saúde na assistência domiciliar, do curso de graduação em Enfermagem-Bacharelado, no período de 2009 a 2010. Esta unidade temática está inserida no 5º módulo do Curso de Bacharelado em Enfermagem e objetiva que o estudante compreenda a importância da assistência domiciliar enquanto estratégia integral de saúde; conheça os elementos organizacionais necessários à estruturação de um serviço de assistência domiciliar e desenvolva uma assistência de enfermagem sistematizada ao cliente em seu domicílio, considerando-o como um ser biopsicossocial, respeitando os princípios da ética e bioética. As atividades realizadas na monitoria compreenderam: assistência e esclarecimento de dúvidas em sala de aula, na preparação de seminários e estudos em grupo, compondo um total de 36 h/a; auxílio no planejamento e acompanhamento das visitas domiciliares que compõem a carga horária de 18 h/a de práticas clínicas e auxílio no desenvolvimento da sistematização da assistência de enfermagem (SAE) voltada aos pacientes assistidos. Conclui-se que a monitoria, neste contexto, é uma experiência bastante enriquecedora que proporciona de forma crítica e reflexiva: construção de novos conhecimentos científicos na interação monitor-estudante; ampliação da vivência clínica; incentivo à carreira docente; construção de competências do saber-conhecer, saber-fazer, saber-ser e saber conviver para uma formação integral do enfermeiro. Autor principal: Nedja Maria Florencio nedjaflor@hotmail.com
  • 187. RELATO ASSISTENCIAL 155. ORIENTANDO CUIDADORES: UMA ABORDAGEM MULTIDISCIPLINAR LEAL, N.A.B. MENDONÇA, L.A; PROENCE, L.O. AMORIM, F.G. Programa Unimed Lar da Unimed Vale do São Francisco, Petrolina-PE O atendimento domiciliar é voltado para pacientes portadores de doenças crônicas ou incapacitantes, buscando promover um atendimento humanizado, personalizado, em domicilio. Não existe atendimento domiciliar sem o cuidador. Geralmente quem exerce o papel de cuidador é um parente, amigo ou alguém contratado para este trabalho. Sua função é acompanhar e auxiliar o paciente a se cuidar, fazendo por ele as atividades que não consiga realizar sozinho. Consiste em tarefa nobre, porém difícil, penosa e contraditória, que traz desgaste físico e mental. Diante desta constatação e das visíveis dificuldades enfrentadas pelas famílias, pacientes e seus cuidadores viu-se a necessidade de informar e capacitar as famílias para a convivência com essa nova realidade. Surgiu daí a necessidade de realizar-se o Encontro de Cuidadores, que consistiu em uma tarde de palestras, rodas de conversa e oficinas nas quais foram abordados temas como, finitude, disfagia, a família e cuidador, Alzheimer, manuseio de paciente acamado e alimentação, temas pertinentes a realidade e perfil dos cuidadores dos pacientes assistidos pelo Programa Unimed Lar. Este trabalho analisa os resultados de um estudo observacional sobre a assistência domiciliar em saúde, pautada em uma abordagem que valorizou a promoção á saúde, prevenção de complicações e o estímulo ao convívio familiar. Foi desenvolvido por meio da observação participante incluindo observação do contexto social e levantamento das principais dúvidas dos cuidadores. Os informantes foram familiares, cuidadores, pacientes cuidados e componentes da equipe multidisciplinar de um programa de atendimento domiciliar da Unimed Vale do São Francisco. Nessa perspectiva, verificou- se a importância desse encontro para contemplar as necessidades percebidas pelo público-alvo, como abordagens de situações do cotidiano, promovendo ao paciente o convívio humanizado em seu meio familiar e social. Autor principal: Luciana Andrade Mendonça Machado e Coelho luciana@unimedvsf.com.br
  • 188. RELATO ASSISTENCIAL 156. Elaboração do Manual do Cuidador : Facilitando o cuidado LEAL, N.A.B. MENDONÇA, L.A; PROENCE, L.O. AMORIM, F.G. Programa Unimed Lar da Unimed Vale do São Francisco, Petrolina-PE No Brasil, as morbidades infecciosas e transmissíveis estão sendo substituídas por óbitos e incapacidades decorrentes de doenças crônicas, degenerativas e causas externas. O cuidador é a pessoa, da família ou não, que presta cuidados a um indivíduo, de qualquer idade, por este se encontrar com limitações físicas e/ou mentais, no domicílio ou em instituições. A presença do cuidador nos lares é de grande importância, havendo a necessidade de orientá-los para o cuidado. Perante as dificuldades enfrentadas pelas famílias, pacientes e seus cuidadores, observadas durante o atendimento domiciliar realizado pela Unimed Vale do São Francisco, através do Programa Unimed Lar, viu-se a necessidade da criação de um manual multidisciplinar que facilitasse o cuidado aos pacientes. Sua elaboração teve como objetivo instruir os cuidadores à prestação do cuidado apropriado, garantindo a promoção da saúde, prevenção de incapacidades e manutenção funcional do paciente e cuidador, evitando-se complicações, hospitalizações e asilamentos. A metodologia deste trabalho baseou-se num estudo observacional da realidade, através dos atendimentos e relatos de experiência da equipe, pacientes cuidados e seus cuidadores, sobre o assunto. Após discussão entre a equipe, levantou-se temas, em cada área profissional, considerados de maior relevância aos cuidadores, sendo: Assistente social - O papel da família no cuidado ao paciente; Enfermagem - Prevenção de úlceras de pressão, quedas e adaptação do ambiente; Fisioterapia - Exercícios a serem realizados no domicílio; Fonoaudiologia - Disfagia; Nutrição - Cuidados com alimentação e alimentação para diabéticos e hipertensos. Esse trabalho proporcionou o esclarecimento de dúvidas em relação aos cuidados diários realizados ao paciente portador de doenças crônicas/incapacitantes, além da preservação da saúde do cuidador, amenizando seu desgaste físico e emocional. Autor principal: Luciana Andrade Mendonça Machado e Coelho luciana@unimedvsf.com.br
  • 189. RELATO ASSISTENCIAL 157. PROGRAMA UNIMED LAR LEAL, N.A.B. MENDONÇA, L.A; PROENCE, L.O. AMORIM, F.G. Programa Unimed Lar da Unimed Vale do São Francisco, Petrolina-PE O programa Unimed Lar da Unimed Vale do São Francisco é um programa de de assistência domiciliar que visa proporcionar aos beneficiários portadores de doenças crônicas melhoria na qualidade de vida, prevenção de descompensações, maior segurança e conhecimento da família e cuidadores, sobre a evolução do paciente e cuidados necessários, proporcionando diminuição de internações e racionalidade dos recursos. Busca atingir propósitos como a desospitalização precoce, reduzindo-se assim o risco de infecção hospitalar, otimização de leitos, suporte a pacientes portadores de doenças crônicas com riscos de complicações, orientando cuidadores, com o objetivo de restaurar a independência e promover o autocuidado. Trata-se de um benefício, portanto não consta no contrato de serviços oferecido pela Unimed Vale do São Francisco, ficando a critério desta quais os pacientes que se enquadram no programa de assistência domiciliar. É desenvolvido por meio do trabalho de uma equipe multidisciplinar composta por médicos, enfermeira, assistente social, fonoaudióloga, nutricionista, fisioterapeuta e acadêmicas de enfermagem, através dos quais busca-se ensinar o cuidador e a família a lidar com as dificuldades do dia-a-dia do doente crônico, sem, para isso, assumir os cuidados, que são obrigações da família, como higiene, alimentação, conforto, posicionamento entre outros. É nitidamente visível a relevância deste programa na evolução do quadro clínico dos pacientes assistidos, uma vez que, ele proporciona, além do tratamento clínico humanizado em domicílio, o convívio em seu meio familiar e social. Autor principal: Luciana Andrade Mendonça Machado e Coelho luciana@unimedvsf.com.br
  • 190. RELATO CIENTÍFICO 158. SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM DOMICILIAR AO IDOSO E CUIDADOR: RELATO DE CASO FLORENCIO, NM; SILVA, SAP; NASCIMENTO, ITX; BARBOSA, VFB; VASCONCELOS, AS Faculdade ASCES e ESF Jardim Panorama I, Caruaru-PE. A assistência domiciliar (AD) é executada por profissional de saúde e/ou equipe interdisciplinar, com base em diagnóstico da realidade em que o cliente e cuidador estão inseridos, visando a promoção, manutenção e reabilitação da saúde. Sua eficácia é atribuída à redução dos custos com internação hospitalar, menor risco de infecções e por alterar minimamente o cotidiano do cliente, oferecendo uma assistência mais humanizada. O presente estudo objetiva relatar a implementação da SAE a um cliente idoso e sua cuidadora em âmbito domiciliar. Trata-se de um estudo descritivo, exploratório com abordagem qualitativa, baseado em relato de caso desenvolvido durante prática clínica da unidade temática práticas de saúde na AD, do 5º módulo do Curso de Enfermagem, em domicílio adscrito à ESF Jardim Panorama I, Caruaru-PE, em junho de 2009. A coleta de dados foi realizada durante visitas domiciliares de enfermagem, através de entrevista semi-estruturada e exame físico com idoso e cuidadora, após prévia autorização e assinatura de TCLE. A taxonomia de enfermagem adotada foi a NANDA (Nursing Diagnosis Association) 2010-2011. Os principais diagnósticos identificados foram: Déficit no autocuidado para banho/higiene; Padrão de sono perturbado e Tensão no papel de cuidador. Foram desenvolvidas intervenções educativas e estabelecidas metas direcionadas ao idoso e cuidadora. Na ocasião da 3ª visita domiciliar observou-se os seguintes resultados: colaboração ativa do cliente no momento do banho; estabelecimento de horários regulares para promoção do sono e redução da sobrecarga do cuidador. O estudo foi de grande importância para nossa formação profissional, pois vivenciamos a assistência domiciliar como uma modalidade de atenção à saúde em expansão, que proporciona cuidado individualizado, sistemático e humanizado. Autor principal: Nedja Maria Florencio nedjaflor@hotmail.com
  • 191. RELATO CIENTÍFICO 159. O CUIDAR INDIVIDUALIZADO: VISÃO INTEGRADA DO ENFERMEIRO E TERAPÊUTA OCUPACIONAL NA ASSISTENCIA DOMICILIAR OLIVEIRA, N.A., TRINDADE, L. Serviço Médico Universitário Rubens Brasil - Salvador B.S.S.M, 18 anos, feminino, estudante, negra, solteira, natural de Salvador (BA), admitida ao Programa de Atenção Domiciliar Interdisciplinar, portadora de paraplegia por mielite transversa, para acompanhamento de múltiplas lesões de tecidos moles. Apresentava apática para enfrentamento da condição de saúde associada à desestruturação familiar. O objetivo deste estudo é discorrer as ações interdisciplinares na assistência domiciliar e como método utilizado foi um estudo de caso acompanhado pela enfermeira e terapeuta ocupacional do Serviço Médico Universitário da Universidade Federal da Bahia. O resultado foi a identificação de atividades específicas e integradas, ratificando a importância da visão pluralizada de conhecimento para o cuidar com implicações positivas das intervenções. Autor principal: Noélia Assis de Oliveira n.Assis@oi.com.br
  • 192. RELATO CIENTÍFICO 160. TRANSDISCIPLINALIDADE: UMA AÇÃO DO CUIDAR DA ENFERMEIRA NA ASSISTÊNCIA DOMICILIAR OLIVEIRA, N.A, FRAGA, I., SANTOS, E. Serviço Médico Universitário Rubens Brasil - Salvador INTRODUÇÃO: a modalidade de assistência domiciliar retoma na década de 90 do século passado com propósitos específicos. Mas, vem repercutindo em outras dimensões complexas cada vez maiores, dificultando a homogeneização do cuidar nos agravos a saúde. Condição que requer do profissional a compreensão do saber comum das diversas disciplinas na assistência a saúde do indivíduo no ambiente domiciliar. OBJETIVO: apontar e descrever as ações integradas da enfermeira na assistência domiciliar de um Serviço de Saúde Universitário.MATERIAL E MÉTODO UTILIZADOS: trata-se de um estudo de caráter exploratório-descritivo e retrospectivo, onde os dados coletados foram originados dos atendimentos das atividades cotidianas do profissional enfermeiro, no período 2008 a agosto 2010, de um Programa de Assistência Domiciliar Interdisciplinar da Universidade Federal da Bahia. Os dados foram organizados para tratamento estatístico simples através do programa Excel. RESULTADOS: ampla ação de medidas preventivas, curativas e promocionais respectivamente, no que refere ao cuidar da saúde física e psicoemocional do indivíduo no ambiente domiciliar. CONSIDERAÇÕES: a visão transdisciplinar dos membros de uma equipe multidisciplinar, particularmente do enfermeiro, sujeito articulador dos diversos saberes para o cuidado, indica um caminho para integração de conhecimentos na tomada de decisão para o cuidado ao outro com suas limitações, respeitando sua individualidade e particularidade no ambiente que está inserido. Autor principal: Noélia Assis de Oliveira n.assis@oi.com.br
  • 193. RELATO CIENTÍFICO 161. A IMPORTÂNCIA DO SERVIÇO DE HOME CARE COMO ESTRATÉGIA PARA DESOSPITALIZAÇÃO E HUMANIZAÇÃO DO CUIDADO. MARTINS, P.A. KZT- Atenção Médica Domiciliar. Campo Grande - MS. O tema “Home Care”, é um termo americanizado para determinar Atenção Domiciliar, caracteriza-se como uma modalidade de assistência que vem sendo adotada no âmbito dos sistemas de saúde, é indicada para pacientes agudos ou crônicos estáveis e envolve ações de promoção à saúde, prevenção e tratamento de doenças e reabilitação, executadas em domicílio. A assistência é executada através de equipe interdisciplinar, com todos os recursos necessários no que tange a equipamentos e materiais. Objetivo: Demonstrar os benefícios que o serviço denominado Home Care proporciona ao paciente e operadora de saúde. Método: Trata-se de um estudo descritivo, do tipo revisão bibliográfica, de abordagem qualitativa. Resultados: A desospitalização precoce e manutenção dos pacientes em casa promovem redução de gastos de até 58% para operadora de saúde, redução do risco de infecção, atendimento individualizado através de uma equipe interdisciplinar que discute, planeja e executa o plano de atendimento domiciliar, melhorando assim a qualidade de vida dos pacientes crônicos e agudos. Foi identificado que 88% dos casos de Internação Domiciliar evoluíram de forma satisfatória e 100% dos familiares e pacientes mostraram satisfação com essa modalidade de atenção à saúde. Foi evidenciado que o retorno ao convívio familiar contribui na reabilitação do paciente e possibilita à família participar dos cuidados e assumir gradativamente o cuidado após um período de aprendizagem, adaptações e esclarecimentos com a equipe assistente. Conclusão: A atenção domiciliar é uma modalidade de assistência aos pacientes com menor risco de infecção, proporciona um atendimento humanizado e convívio familiar além de ser menos onerosa as operadoras comparado com a internação hospitalar. Autor principal: Patrícia Alves Martins patrícia@kzt.com.br
  • 194. RELATO CIENTÍFICO 162. FARMACOVIGILÂNCIA NA PRONEP SÃO PAULO: BUSCA ATIVA DE EVENTOS ADVERSOS. SILVA, P.S.S.; RABADAN, V.; SANTOS, E.F. Pronep São Paulo. Introdução: Segundo a OMS, farmacovigilância é definido como ciência e atividades relativas à identificação, avaliação, compreensão e prevenção de eventos adversos ou qualquer problema possível relacionado com fármacos. Um evento adverso pode ser definido como complicações indesejadas que não sejam relacionadas à evolução da doença de base. Dentro do conceito de eventos adversos estão incluídas as reações adversas a medicamentos (RAM). A Pronep São Paulo possui um sistema de visitação farmacêutica visando, entre outros objetivos, a busca ativa de eventos adversos nos pacientes em internação domiciliar. Objetivo: Realizar um levantamento de dados e classificar os principais eventos adversos coletados durante as visitas farmacêuticas. Metodologia: Para realizar esse levantamento, foram analisados 102 relatórios de visitas farmacêuticas realizadas durante o período de 22 de julho a 22 de agosto de 2010. Os eventos adversos relatados durante a realização da pesquisa foram classificados como: erros de medicação, queixas técnicas, e reações adversas a medicamentos. Resultados: Entre as visitas realizadas, 35% eram pacientes pediátricos e 65% eram pacientes adultos. Entre os adultos, 66 eram pacientes idosos. Foram relatados 63 eventos adversos, sendo 67% nos pacientes adultos e 33% na pediatria. Entre os pacientes adultos foram relatadas 38 reações adversas, nenhuma queixa técnica e 4 erros de medicação. Na pediatria foram relatadas 17 reações adversas, 1 queixa técnica e 3 erros de medicação. Conclusão: É importante a prevenção de eventos adversos. O farmacêutico deve, junto com a equipe multiprofissional, definir a melhor conduta na farmacoterapia do paciente e reduzir problemas relacionados a medicamentos, principalmente em internação domiciliar, onde os pacientes possuem alto grau de complexidade clínica, o que dificulta a identificação de uma reação iatrogênica dentre todos os sintomas correspondentes a seus diagnósticos de base. Autor principal: Patricia de Souza Soares Silva patrícia.souza@pronepsp.com.br
  • 195. RELATO CIENTÍFICO 163. CUIDADO EM AD PEDIÁTRICA: O CUIDADOR FAMILIAR. Santana P, Almeida H, Nunes A. Instituto Fernandes Figueira-Fiocruz-Rj. Introduçâo: A palavra Cuidado tem sido empregada em uma diversidade de situações, com diferentes sentidos. O cuidado implica a existência de sentimentos/afeição, representa mais que um momento de atenção. É na realidade uma atitude de preocupação, ocupação, responsabilização e envolvimento afetivo com o ser cuidado. Não importa o quanto é amada a pessoa de quem se cuida, não importa o quanto se quer dar o melhor de si, o papel de quem cuida é sempre uma tarefa trabalhosa. OBJETIVO: Analisar a família que vivencia a doença crônica (cuidado), perceber que as relações e os papéis de cada membro que a compõe se reestruturam, tentando manter a funcionalidade da unidade familiar. MÉTODO: Estudo de natureza qualitativa, desenvolvido segundo método descritivo de revisão bibliográfica, observação e análise documental. RESULTADOS: A partir da observação da criança e da família no mundo da AD, se percebe a relevância da interação da tríade criança - família - equipe para a concretização do processo de cuidado. Entretanto, deve-se considerar que cada família tem uma dinâmica de vida traçada pelas suas inter-relações e significados que os episódios de saúde/doença representam para ela. O cuidado determina a reorganização na rotina do cuidador. Sendo assim é preciso resgatar o olhar sobe os pacientes, seus familiares e seus contextos de vida, identificando como existem essas famílias, quem realmente são, como são composta, que papéis desempenham, quais são as forças que constituíram ao longo de sua história de vida, como irão construir o cuidado. CONCLUSÃO: Longe de se tentar esgotar a discussão sobre o processo do cuidado, partimos de uma análise que buscou extrapolar a dimensão mais operativa, enquanto uma ação, mas, antes de tudo, uma práxis que expõe a relação cuidado/cuidador em um processo de troca continua. Autor principal: Poliana Santana. poliana@iff.fiocruz.br
  • 196. RELATO CIENTÍFICO 164. SERVIÇO SOCIAL NO SIAD - SERVIÇO INTEGRADO DE ATENDIMENTO DOMICILIAR BALTOR, PG; MADUREIRA, MM Hospital Naval Marcílio Dias - SIAD - Serviço Integrado de Atendimento Domiciliar, Rio de Janeiro - RJ Os dados demográficos do IBGE mostram que o segmento de pessoas com mais de sessenta anos tem crescido no Brasil. Aliado a tal fator, a dificuldade de locomoção até a uma unidade de saúde para atendimento, faz com que muitas pessoas não tenham acesso ao tratamento de saúde. Para solucionar tal situação, a Marinha do Brasil, no Hospital Naval Marcílio Dias - HNMD - o SIAD - Serviço Integrado de Atendimento Domiciliar - que oferece atendimento domiciliar aos usuários do Sistema de Saúde da Marinha (SSM), que apresentam perda de autonomia e dependência funcional. A partir de um encaminhamento realizado pelo ambulatório de origem, o usuário chega ao SIAD para que seja realizada entrevista e visita domiciliar; após realização de estudo social e visita domiciliar da equipe de saúde, é elaborado o plano de atendimento para que seja realizado o acompanhamento domiciliar. A equipe do SIAD é composta por assistente social, médico, dentista, enfermeiro, terapeuta ocupacional e auxiliar de enfermagem. Além disso, conta com o apoio de empresas credenciadas especializadas que realizarão diversos serviços e procedimentos na casa do usuário. No SIAD, o Serviço Social se destaca como categoria profissional que alcançou um espaço para atuar junto à equipe de saúde, de forma interdisciplinar, no domicílio do usuário e na instituição. Estão sendo atendidos 251 usuários; as principais doenças apresentadas: síndromes demenciais, com 53% e o acidente cardio- vascular, 21%; atenta-se que 73% dentre a totalidade são de dependentes e pensionistas de militares. Neste contexto, o serviço social no SIAD busca a promoção de saúde e a garantia de acesso às informações sobre os serviços prestados nas diversas áreas de atenção ao idoso intra e extra-MB sob a perspectiva de ampliação dos diretos de cidadania e melhoria na qualidade do serviço prestado. Autor principal: Priscila Gomes Baltor priscilabaltor@gmail.com
  • 197. RELATO CIENTÍFICO 165. PACIENTES INTERNADOS NO SERVIÇO DE ASSISTÊNCIA DOMICILIAR DE RECIFE VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA VELOSO P.B.D.A., MORAES T.C., OLIVEIRA M.R.M.; RÊBELO M., WERLE M. H. Serviço de Assistência Domiciliar (SAD/IMIP) - Recife Introdução: O medo e a insegurança que dominam a vida cotidiana, particularmente nos grandes centros urbanos, têm trazido inúmeras conseqüências, que vêm sendo analisadas e debatidas no Serviço de Assistência Domiciliar. Entender o complexo universo dos fenômenos envolvidos com a violência tem sido um desafio para os profissionais de saúde nos tempos atuais. A violência por Causas Externas inclui as mortes e internações por violência infligida e auto-infligida e acidentes com indivíduos e/ou grupos. Além disso, a violência, levando-se em conta as altas taxas de mortalidade e morbidade, afetam não só o paciente como suas famílias, é vista como um problema de saúde pública, que impede o acesso das vítimas aos seus direitos como cidadãos e interfere diretamente na sua qualidade de vida. Objetivos: Relatar o perfil dos pacientes internados no Serviço de Assistência Domiciliar (SAD/IMIP) vítimas de violência. Material e Métodos: Coleta de dados realizada através de formulário específico das visitas de enfermagem realizadas nos Distritos I e V da cidade de Recife, no período de março a outubro de 2010. A análise estatística dos dados foi realizada com programa EXCEL - versão 2003. Resultados e Conclusão: Dentre as demandas encaminhados ao SAD, o número de pacientes vítima de violência totalizou 13, sendo 8 (61%) admitidos no Serviço e, dentre esses, 3 (37,5%) do sexo feminino, 5 (62,5%) do sexo masculino, distribuídos na faixa etária 12 a 65 anos. As causas mais prevalentes de violência são: Projétil de Arma de Fogo (PAF), 5 (60%), e acidentes por Causas Externas, 3 (40%). Observou-se uma maior prevalência de vítimas entre os adultos jovens do sexo masculino. Autor principal: Priscila Bezerra Dantas de Araújo Veloso priscilabdantas@yahoo.com.br
  • 198. RELATO CIENTÍFICO 166. AVALIAÇÃO DO ENFERMEIRO DO HOME CARE EM PACIENTES COM ÚLCERAS DE PRESSÃO. GONÇALVES, R.C.S.; NETO,I.A.O. Dal Ben Home Care - São Paulo - SP INTRODUÇÃO: A úlcera de pressão pode ser definida como uma lesão de pele causada pela interrupção sangüínea em uma determinada área, que se desenvolve devido a uma pressão aumentada por um período prolongado. Também é conhecida como úlcera de decúbito, escara ou escara de decúbito. O termo escara deve ser utilizado quando se tem uma parte necrótica ou crosta preta na lesão. As úlceras devem ser classificadas por graus, que vão de I a IV. OBJETIVO: Mostrar que a visita presencial e frequente do enfermeiro para supervisionar as lesões de pele de paciente em assistência domiciliar reduz o tempo total de cicatrização com otimização dos recursos. MATERIAL E MÉTODO: Pesquisa exploratória e qualitativa, com levantamento de prontuário. RESULTADOS: A avaliação das úlceras por pressão é realizada semanalmente pelo enfermeiro, onde avalia- se o grau de profundidade X comprimento X largura. Após essa avaliação será dada a conduta do tratamento. A equipe multidisciplinar será envolvida no processo, para que haja melhor resultado na cicatrização da lesão. A equipe de enfermagem que permanece nos cuidados diretos ao paciente é treinada para realizar o procedimento corretamente e habilitada para identificar alterações que possam ocorrer durante o tratamento e comunicar enfermeiro. A mudança de decúbito a cada 2 horas é imprescindível. O curativo é realizado a cada 24h de acordo com a prescrição de enfermagem. É realizada uma avaliação nutricional para a adequação da dieta. CONCLUSÃO: Houve melhora da lesão de pele com diminuição das bordas e área central com a supervisão frequente e presencial do enfermeiro com contribuição para a cicatrização total da ferida em um período menor que o previsto. Autor principal: Rafael Carlos da Silva Gonçalves rafael@dalben.com.br
  • 199. RELATO CIENTÍFICO 167. ESTRESSE DO TÉCNICO DE ENFERMAGEM NO AMBIENTE DE TRABALHO DO HOME CARE Cardoso RCN, Rodrigues RP Instituto Brasileiro de Pós-graduação e Extensão- Universidade do Estado do Pará - UEPA; Pós-graduação Latu Sensu em Saúde da Família - UEPA INTRODUÇÃO: Os técnicos de enfermagem que trabalham no Home Care estão adoecendo com freqüência, de modo que cada mês há um alto índice de atestados e muitas faltas, acarretando um prejuízo para a empresa, visto que tem que pagar hora extra para suprir essas faltas. Assim, o objetivo deste trabalho foi conhecer as razões de estresse dos técnicos de enfermagem do Home Care. METODOLOGIA: O estudo requereu uma abordagem quantitativa e ocorreu no período de abril a agosto de 2008, realizou-se a coleta de dados em uma etapa, através da aplicação de um questionário, contendo (5) perguntas fechadas, aplicado nas dependências da prestadora de serviços- PREVSAÚDE. RESULTADOS: Foram informantes (3) técnicos de enfermagem do sexo masculino e (7) do sexo feminino, os quais têm faixa etária em média 29 anos. Cerca de 100% dos informantes fazem uso do EPI durante o trabalho, 100% gostam da atividade desenvolvida, 90% não desenvolvem atividades de lazer nas suas folgas, 100% possui bom relacionamento com a família e 40% possuem outro emprego. CONCLUSÃO: Sendo assim, conclui-se que o estresse entre os trabalhadores do Home Care existe, pois 90% não têm lazer. E este técnico, possuindo uma carga horária superior a oito horas, que são 100% dos informantes, vem acarretar uma sobre carga física e mental maior, por trabalharem 12 horas diárias; e também desenvolverem outras atividades laborais em seus dias de folgas. Assim,poderão desencadear distúrbios psicossomáticos que caracterizam o estresse ocupacional. Renata Carvalho Nunes Cardoso Renatanunes_3@hotmail.com
  • 200. RELATO ASSISTENCIAL 168. VIVA A VIDA - MELHORANDO A QUALIDADE DE VIDA DO USUÁRIO ACAMADO E DO CUIDADOR FERNANDES, ROM; FREIRE, SMS; SILVEIRA, LCV; BERNARDI, DCC; GUSMÃO, VC; BORGES, EDC; PADUE, ANMM; DUARTE, MN; MARQUES, MR; MEDEIROS, VM; MACEDO, CM; LEITE, MLCB. Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal, Hospital Regional do Guará, Núcleo Regional de Atenção Domiciliar. O Núcleo Regional de Atenção Domiciliar (NRAD) do Hospital Regional do Guará tem como objetivo prestar assistência no domicílio a usuários clinicamente estáveis e que necessitam de cuidados que superem os ambulatoriais. Elencamos que a Atenção Domiciliar, quando realiza suas atividades, entra em contato direto com familiares e cuidadores dos seus clientes, formando uma tríade fundamental para o sucesso da atenção prestada. Diante da realidade de ações a serem desenvolvidas no domicílio e convencidos que se faz necessário maior fortalecimento entre a equipe, cuidadores e familiares, o núcleo elaborou um projeto de capacitação de cuidadores. O referido trabalho foi aprovado pela Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (FEPECS) e desenvolvido pela equipe em cinco encontros com os temas: (1) Higiene corporal: banho com auxílio, higiene oral e cuidados gerais com cliente acamado como curativos sonda nasoenteral, gastrostomia, sonda vesical de alívio e demora, cistostomia; (2) O papel dos cuidadores no auto-cuidado dos clientes acamados; (3) Serviços disponíveis, direitos do cuidador e do cliente, (4) Acidente Vascular Cerebral e autocuidado; (5) Qualidade de vida do cuidador: O que é? Como melhorar? Através da aceitação dos familiares/cuidadores, entendemos que a equipe multidisciplinar de Atenção Domiciliar tem o dever de partilhar seus conhecimentos, promovendo o fortalecimento verdadeiro da tríade protagonista da Atenção Domiciliar. Autor principal: Renilda Oliveira Matos Fernandes vicereni@uol.com.br / nradguara@gmail.com
  • 201. RELATO CIENTÍFICO 169. ATENDIMENTO DOMICILIAR: ASSISTÊNCIA PRESTADA A PACIENTES CRÔNICOS SILVA, R; BARRETO, F.I. Cooperativa de Trabalho Médico - Unimed Catalão-Go INTRODUÇÃO: O atendimento domiciliar também chamado de gerenciamento de casos é realizado por uma operadora de plano de saúde no município de Catalão- GO. Atende seus beneficiários adultos, idosos e crianças portadores de doenças crônicas e necessidades especiais como seqüelas de acidente vascular encefálico e traumatismo raquimedular. OBJETIVO: Relatar assistência prestada em domicílio para os procedimentos como: reeidratação, curativos, administração de medicamentos e outros cuidados, garantindo a sua recuperação sem altos custos e internação hospitalar. MATERIAL E MÉTODOS: Trata-se de um estudo de caso. Paciente F.F.M, sexo feminino, 75 anos, portadora de demência vascular, insuficiência cardíaca congestiva, doença pulmonar obstrutiva crônica e insuficiência renal. RESULTADOS: Durante o acompanhamento da paciente houve intercorrências como aparecimento de úlcera por pressão, com presença de infecção e hemorragia, freqüentes crises de pneumonia, desidratação e delírio. A equipe de profissionais atuaram em todas as intervenções, fazendo com que a paciente permanecesse em domicílio. Realizando cuidados gerais de enfermagem, administração de antibioticoterapia, curativos diários, fisioterapia respiratória e motora, acompanhamento nutricional e orientação para os cuidadores com o auxílio da psicóloga. CONCLUSÃO: Com esse acompanhamento realizado no gerenciamento de casos pela equipe multidisciplinar, treinamos os cuidadores e obtivemos uma redução de custos assistências significativos, onde a paciente foi hospitalizada somente em unidade de terapia intensiva e realização de exames de imagem. Durante a assistência promovemos uma melhor recuperação em curto prazo e qualidade de vida entre paciente e seus familiares. Autor principal: Rogério Silva rogeriosilva31@hotmail.com
  • 202. RELATO CIENTÍFICO 170. PERFIL SOCIAL PIRES, R; SANTOS, APMB; OLIVEIRA, TCS; SOUZA, JCS. INCA/HCIV Introdução: Este trabalho traça um retrato dos usuários atendidos em Assistência Domiciliar (AD) na Unidade de Cuidados Paliativos (CP) INCA-HC IV, possibilitando melhor abordagem terapêutica e planejamento da assistência oferecida no controle de sintomas. Esta temática deu-se devido à necessidade de se obter conhecimento da realidade social e dificuldades enfrentadas por pacientes/familiares envolvidos no processo de cuidados domiciliar. Objetivos: Discutir junto à equipe da AD, quem são os pacientes e familiares/cuidadores envolvidos no processo de cuidados no domicílio. Objetivos específicos: Identificar: perfil social dos pacientes encaminhados para AD; perfil social dos familiares/cuidadores responsáveis pelos cuidados ao paciente em domicílio; dificuldades/alternativas utilizadas pelos familiares/cuidadores para realização dos cuidados ao paciente, formas de articulação junto à rede de apoio local. Metodologia: Análise sistemática de Genograma/perfil social de pacientes encaminhados a esta Unidade, em AD, por um período trimestral dividido em cinco áreas programáticas. Resultados: Analisados 151 genogramas/perfil social de pacientes, 50% possuem renda familiar de 01 a 03 salários mínimos; 21% maior que cinco salários mínimos. Benefícios INSS: auxílio doença 14%, aposentado 39%, pensionista 15%, BPC 8%, sem benefício 7%. Pessoas envolvidas no cuidado: Cuidador Informal 88%; Cuidador Formal 12%. Escolaridade dos pacientes gira em torno de 01 a 04 anos de ensino, totalizando percentual de 33%. Conclusão: Os dados revelam que os pacientes assistidos pela AD apresentam situação de pobreza e baixo nível de escolaridade. Além disso, identificamos que os familiares que são cuidadores apresentam melhor aceitação da progressão da doença e maior envolvimento para realização dos cuidados. Evidenciamos que a sobrecarga dos familiares/cuidadores que contam com a possibilidade de revezamento nos cuidados, vem se reduzindo. Nos CP, a participação da família é fundamental para alívio do sofrimento e trabalho em equipe interdisciplinar. Autor principal: Rosilene Pires ropiluanne@hotmail.com
  • 203. RELATO CIENTÍFICO 171. HIPODERMÓCLISE NA ASSISTÊNCIA DOMICILIAR PALIATIVA: VIA DE ACESSO A FÁRMACOS MARTINS R.,PIEDADE J. R.,DIAS A. P.,HABERT A., JUNIOR S. G. CRT- DST/AIDS-SÃO PAULO Introdução: A essência dos Cuidados Paliativos é alicerçada entre 04 pilares: Trabalho Interdisciplinar, Comunicação, Apoio familiar e Controle de Sintomas. No controle sintomático a via oral é a eleita para este fim, porém na inviabilidade desta, pode-se optar pela Hipodermóclise, que consiste na administração de fluídos por via subcutânea, em procedimentos de hidratação, analgesia e administração de medicações. Objetivo: orientar e treinar equipe interdisciplinar sobre técnica segura e confortável ao paciente; para uso no domicílio. Material: clorexedina 0,5%,escalpe 25, gase estéril,filme para cateteres,fármaco ou fluido para infusão,seringa,equipo para soro. Método: após orientação e treinamento, a técnica foi aplicada há um total de 05 pacientes domiciliares eleitos pela equipe, da seguinte maneira: avaliado e escolhido melhor local para punção (face interna e externa das coxas, região infraclavicular e deltóide);realizada antissepsia, introduzido escalpe 25 em ângulo de 30 ou 45º finalizando com bisel para cima, fixado com filme.Observado sinais de flogose de forma intermitente durante as 4 hs iniciais. Resultados: Foram verificadas pelos profissionais da equipe inúmeras vantagens como: Técnica de fácil administração por qualquer profissional ou cuidador treinado; indolor e eficaz com baixo risco de complicações podendo manter-se por longos períodos; causou mínimo de desconforto ao paciente; fácil e segura para utilizar no domicílio, facilitando a alta de pacientes, diminuindo o risco de infecções; menor risco para hiperidratação, seu uso não está condicionado a pacientes em fase final de vida, também considerável baixo custo. Conclusão: Apesar de todas as vantagens, é pouco utilizada devido ao desconhecimento dos profissionais. Faz-se necessária divulgação e capacitação para o desenvolvimento de habilidades que resultarão na melhoria da qualidade do Cuidado. Autor principal: Rosângela Martins Conceição Nurse2004sp@yahoo.com.br
  • 204. RELATO ASSISTENCIAL 172. PRÁTICAS INTEGRADAS EM SAÚDE COLETIVA: RELATO DE CASO DE ACOMPANHAMENTO INTERDISCIPLINAR À USUÁRIO ACOMETIDO POR ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO MALHEIROS, RT; Torres, OM; Pagnussat, AS; Cardoso, CK; Custodio, PM; Bueno, EA Programa Praticas Integradas em Saúde Coletiva - Uruguaiana O presente relato de caso pretende descrever o acompanhamento interdisciplinar realizado por acadêmicos dos cursos de saúde da Universidade Federal do Pampa, supervisionados por docentes do Programa de Extensão Práticas Integradas em Saúde Coletiva (PISC). O acidente vascular encefálico (AVE), segundo a Organização Mundial da Saúde (2000) é “um sinal clínico de rápido desenvolvimento de perturbação focal da função cerebral”, com etiologia multifatorial. Usuário masculino, 65 anos, hipertenso, acometido por AVE há 26 anos, tendo atendimento multiprofissional por um ano, sem assistência posterior, apresentando seqüelas. Possui dúvidas sobre a medicação administrada, hábitos alimentares e atividades físicas. Através de visitas domiciliárias semanais, prestam-se orientações sobre as necessidades do usuário e cuidadores. Na primeira visita é realizada a avaliação, em conjunto com o supervisor, gerando um plano de cuidados individual. Após 6 meses de acompanhamento, o usuário, realizou adaptações na residencia, adequação de um local de armazenamento dos medicamentos e alterou hábitos alimentares. Apresentou melhoras na marcha e comunicação, bem como na estabilidade dos níveis da tensão arterial. Apesar de anos sem acompanhamento, o paciente apresentou perceptível melhora, assim prevenindo doenças secundárias à hipertensão. A motivação causada pelas visitas domiciliarias é um dos fatores na evolução do paciente que, compreende ser de sua responsabilidade a melhora de seu quadro. A progressão se deve as orientações, sugestões de melhorias e fundamentalmente ao comprometimento do paciente. O diferencial de um acompanhamento interdisciplinar é a abrangência que este proporciona, o que em conjunto com as visitas domiciliarias motiva e compromete o paciente para consigo. Os resultados apontam para evidências positivas as atividades do PISC. Autor principal: Rafael Tamborena Malheiros rafael-malheiros@hotmail.com
  • 205. RELATO CIENTÍFICO 173. CUSTO-BENEFÍCIO DA ENFERMAGEM EM CUIDADOS PALIATIVOS NO DOMICÍLIO: REVISÃO DE LITERATURA VIEIRA, RQ; FORNARI, JV Universidade Nove de Julho - São Paulo Introdução: Em um programa de assistência domiciliar em Cuidados Paliativos, avaliou-se que a Enfermagem demandou cerca de 22% do orçamento total1. Este dado é importante, pois as Diretrizes Nacionais para a Atenção em Cuidados Paliativos e Controle da Dor Crônica2 tem incentiva a assistência domiciliar. Objetivo: levantar e analisar as experiências de custo-benefício da presença da Enfermagem Domiciliar em programas de Cuidados Paliativos. Materiais e Métodos: estudo descritivo através de levantamento bibliográfico nos Catálogos Unibiblioweb, Uninove, Unifesp, BDTD, Scielo, Ebsco, Medline, Gale, Emerald, Science Direct e Wilson. Foram utilizados os termos “Cuidados Paliativos”, “Custos” para as bases nacionais; e “Palliative Care”, “Costs”, “Home Care” para as internacionais. Resultados: 12 artigos internacionais abordaram o tema, cujas experiências foram bem avaliados por pacientes e familiares. Foi possível categorizar três tipos de assistências: (1) Agendada / à distância: com reuniões familiares3, atendimento por telefone4,5. Diminuíram o sentimento de abandono após a alta hospitalar, sessão de quimioterapia e procedimento ambulatorial. (2) Convergência da Equipe Multiprofissional: permitiu a interação à distância com demais integrantes6,7. Facilitou a interação entre família e profissionais, pois a Enfermagem assumiu o papel de recolher, filtrar e analisar queixas, além de intervir em dúvidas rápidas sobre sintomas junto ao médico por telefone. (3) Apoio ao cuidador informal8,9,10,11,1210,11,12: cuidados com medicação, alimentação, higiene e vigília noturna. O custo da assistência foi maior, porém possibilitou a diminuição do cansaço físico e mental do cuidador e sofrimento do paciente, que apresentava o sentimento de culpa pelo excesso de trabalho gerado à família. Conclusão: além de suas funções tradicionais da Enfermagem, as experiências associadas às habilidades de comunicação entre família e equipe potencializaram resultados positivos no bem-estar físico e psicossocial do paciente e família. REFERÊNCIAS: 1- Maltoni M, Travaglini C, Santi M, Nanni O, Scarpi E, Benvenuti S, Albertazzi L, Amaducci L, Derni S, Fabbri L, Masi A, Montanari L, Pasini G, Polselli A, Tonelli U, Turci P, Amadori D. Evaluation of the cost of home care for terminally ill cancer patients, Supportive Care In Cancer 1997; 5(5): 396-401. 2- Brasil. Ministério da saúde. Diretrizes para a Atenção em Cuidados Paliativos e Controle da Dor Crônica [online, capturado em 30 nov. 2009]. Disponível em: http://portal.saude.gov.br/portal/sas/mac/visualizar_texto.cfm?idtxt=23408 3- Hudson P, Thomas T, Quinn K, Aranda S. Family meetings in palliative care: are they effective? Palliative Medicine 2009; 23(2): 150-157. 4- Cox K, Wilson E. Follow-up for people with cancer: nurse-led services and telephone interventions, Journal of Advanced Nursing 2003; 43(1): 51-61. 5- Aoki N, Ohta S, Yamamoto H, Kikuchi N, Dunn K. Triangulation analysis of tele-palliative care implementation in a rural community area in Japan. Telemedicine Journal And E-Health 2006; 12(6): 655-62. 6- Whitson HE, Hastings SN, Lekan DA, Sloane R, White HK, McConnell ES. A quality improvement program to enhance after-hours telephone communication between nurses and physicians in a long-term care facility, Journal of the American Geriatrics Society 2008; 56(6): 1080-1086. 7- Bensink ME, Armfield N, Pinkerton R, Irving H, Hallahan A, Theodoros D, Russell T, Barnett A, Scuffham P, Wootton R. Using videotelephony to support paediatric oncology-related palliative care in the home: from abandoned RCT to acceptability study, Palliative Medicine 2009; 23(3): 228-237. 8- Ferrario SR, Cardillo V,Vicario F, Balzarini E, Zotti AM. Advanced cancer at home: caregiving and bereavement. Palliative Medicine 2004; 18(2), 129-136. 9- Wennman-Larsen A, Tishelman C. Advanced home care for cancer patients at the end of life: a qualitative study of hopes and expectations of family caregivers. Scandinavian Journal of Caring Sciences 2002; 16(3): 240-247. 10- Honea N, Brintnall R, Given B, Sherwood P, Colao DB, Somers SC, Northouse L. Putting evidence into practice: nursing assessment and interventions to reduce family caregiver strain and burden, Clinical Journal of Oncology Nursing 2008; 12(3): 507-516. 11- Cousins K, White K, Andrews L, Lewin G, Tinnelly C, Asphar D, Greene R, Kristjanson L J. Evaluation of a night respite community palliative care service, International Journal of Palliative Nursing 2004; 10(2): 84-90. 12- King N, Bell D, Thomas K. Family carers' experiences of out-of-hours community palliative care: a qualitative study, Int J Palliat Nurs. 2004;10(2):76-83. Autor: Ricardo Quintão Vieira ricardo.qvieira@sp.senac.br
  • 206. RELATO CIENTÍFICO 174. ATENDIMENTO DOMICILIAR EM ODONTOGERIATRIA ALMEIDA, A.K.M; Almeida R. K. M São Bernardo do Campo Diante da necessidade de se promover tratamento odontológico a indivíduos com dificuldades em acessar um consultório convencional, este trabalho procurou considerar as possibilidades técnicas, legais e a possível nocividade ao profissional do atendimento domiciliar em odontologia. Este trabalho tem como objetivo através de uma revisão de literatura, relatar os principais conceitos sobre atendimento odontológico domiciliar em odontogeriatria, enfatizando os benefícios e malefícios tanto para o profissional como para o paciente. Através de uma revisão de literatura, buscou-se rever o que histórica e tecnicamente se apresentava em relação a essa modalidade de atendimento. Como denominação para a modalidade de “cuidar em casa” em odontologia sugerimos as iniciais AOD, referindo se a Atendimento Odontológico Domiciliar. Considerações sobre a legislação em saúde vigente acerca desses atendimentos, lesões muscoesqueleticas e análises da postura esperada dos cirurgiões-dentistas envolvida no atendimento domiciliar são apresentadas. RESULTADOS: Os procedimentos podem ser realizados com auxilio de equipamentos miniaturizados e de fácil transporte. Pacientes especiais, idosos e portadores de algum tipo de deficiência, são aqueles que mais necessitam deste tipo de atendimento. Esse procedimento não é especificado pela legislação da vigilância sanitária, porém essa não o impede. Existem ainda algumas dificuldades relativas às normas legais, como a proibição do uso de aparelho de raios-X. O único dado negativo é em relação ao profissional devido à falta de ergonomia durante o atendimento. CONCLUSÃO: O atendimento odontológico domiciliar é a melhor ferramenta de trabalho no auxilio a pacientes que necessitam deste serviço. Bem como este deve ser mais divulgado. Autor principal: Alex Kanaan M. de Almeida alex.kanaan@hotmail.com
  • 207. RELATO CIENTÍFICO 175. PROGRAMA DE INTERNAÇÃO DOMICILIAR: A ASSISTÊNCIA DO ENFERMEIRO NA VISÃO DE CUIDADORES DE IDOSOS MARQUES, R.S; CÂNDIDO, C.M; OLIVEIRA, C.F.P. PID - Programa de Internação Domiciliar em Volta Redonda - RJ Resumo: Este estudo tratou do discurso de cuidadores de idosos assistidos pelo Programa de Internação Domiciliar (PID) acerca da assistência oferecida pelo enfermeiro e as dificuldades enfrentadas para cuidar dos idosos. Teve como objetivos: analisar o discurso de cuidadores de idosos assistidos pelo PID acerca da assistência prestada pelo enfermeiro e apontar as dificuldades referidas pelos cuidadores frente às necessidades de pacientes idosos assistidos pelo PID. Estudo numa abordagem qualitativa, de caráter descritivo, com características exploratórias, tendo como cenário o Programa de Internação Domiciliar no município de Volta Redonda (RJ). O instrumento para coleta de dados foi um questionário com duas perguntas abertas. Os resultados nos permitiram observar que os sujeitos reconhecem que os enfermeiros são carinhosos, amorosos e solidários, buscando possuir uma postura atenciosa e dedicada em seu dia a dia, possibilitando uma troca de saberes e a educação em saúde. Os achados ainda nos demonstraram que os cuidadores enfrentam dificuldades relevantes para cuidar dos idosos em seu domicílio, sendo a falta de materiais e mobília, a necessidade de profissionais de saúde de outras categorias e problemas no cuidado propriamente dito, os principais obstáculos. Concluiu-se que ainda há muito que se percorrer nesta trajetória proposta pelo PID, entretanto há um esforço de todos os profissionais envolvidos, inclusive o enfermeiro, para tornar essa modalidade de atendimento uma das melhores proposta na saúde pública. Autor principal: Regina da Silva Marques reginamarqques@yahoo.com.br nina_marqques@hotmail.com
  • 208. RELATO CIENTÍFICO 176. ASSISTÊNCIA DOMICILIAR: VÍNCULO E AFETO VENCENDO OBSTÁCULOS GIBRAM, RM; HIRANO, KC; MION, C; STACCO, MI; SANCHES, MEB; MAZUCHE, I. PROGRAMA DE ASSISTÊNCIA DOMICILIAR - SÃO BERNARDO DO CAMPO-SP Introdução: O atendimento domiciliar do Sr. G.F.F., de 55 anos, portador de sequela de TRM com paraplegia, epilepsia, HAS e múltiplas úlceras por pressão, iniciou-se em 2008, devido à impossibilidade de acesso aos serviços habituais de saúde. Nas visitas realizadas ao longo desses dois anos, deparamo-nos com várias situações adversas que desestimulava a todos da equipe devido às condições habitacionais precárias como a falta de higiene, desorganização, espaço físico limitado compartilhado com templo religioso e dificuldade de relacionamento entre familiares. Além disso, apresentou agravo na sequência do acompanhamento pois foi acometido por AVCI. Objetivo: Apresentar o estudo de um caso de assistência domiciliar demonstrando a importância e o apoio que uma equipe interdisciplinar pode proporcionar a família e ao paciente considerando os aspectos psicossociais. Materiais e Métodos: Foram utilizadas informações contidas no prontuário do paciente que recebia atendimento domiciliar médico, de enfermagem e da assistente social, de acordo com a necessidade em que se encontrava o paciente e a família. Resultados: Após visitas periódicas ao longo destes dois anos, intervenções sociais, intersetoriais (Zoonoses, Habitação, Secretaria de Desenvolvimento Social e Cidadania) e intervenções específicas da assistência domiciliar como curativos, orientações, motivação, incentivo a cura, observou-se a cicatrização das feridas e melhora clínica, apesar da piora neurológica. Conclusões: Embora vários desafios foram encontrados ao longo do caminho percorrido, as abordagens realizadas em domicílio, extra domicílio, a compreensão e aceitação por parte da equipe do contexto socio- econômico-cultural demonstram que vínculo e afeto são capazes não só de vencer obstáculos como também de proporcionar aprendizado às equipes de assistência domiciliar. Co-autor: Karen Cristina Hirano pad@saobernardo.sp.gov.br
  • 209. RELATO ASSISTENCIAL 177. RELATO DE EXPERIÊNCIA DA PARTICIPAÇÃO DE NUTRICIONISTAS DO PROGRAMA DE RESIDÊNCIA MULTIPROFISSIONAL EM SAÚDE DA FAMÍLIA NA ROTINA DA RESIDÊNCIA MULTIPROFISSIONAL EM ATENÇÃO HOSPITALAR THIEME, R.D.; LOPES, C.V.A.; MELLO, A.P.; HAUSCHILD, D.B.; OLIVEIRA, E.F.A; GRIPPA, R. B.; SCHIEFERDEKER, M.E.M. Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná - Curitiba, PR Introdução: As Residências Multiprofissionais são cursos de pós-graduação lato sensu com treinamento em serviço. Os programas propõem a inserção qualificada dos profissionais no Sistema Único de Saúde (SUS). Entre os princípios do SUS está a integralidade da assistência. Objetivo: relatar a experiência da participação de nutricionistas do Programas de Residência Multiprofissional em Saúde da Família (PRMSF) na rotina da Residência Multiprofissional em Atenção Hospitalar (PRMAH) em Hospital de Clínicas. Métodos: Relato de experiência descritivo da relação e comunicação entre dois programas de residência. Resultados: No período de abril a agosto de 2010 as residentes PRMSF participaram da rotina das residentes PRMAH, em que ocorreram encontros para reflexão das atuações. Houve discussão sobre referência e contra- referência no SUS e sua importância para o trabalho de atenção domiciliar ao usuário após alta hospitalar. O atendimento integral e continuado ao usuário é dificultado pelo sistema de referência e contra-referência ineficaz e método fragmentado de atenção à saúde que impede o profissional de conhecer as peculiaridades do indivíduo e do SUS. A atuação na prática hospitalar de alta complexidade em hospital-escola vinculado ao SUS, aonde chegam usuários que por vezes não tiveram suporte adequado na atenção básica e uma assistência domiciliar efetiva, é desafiadora. Conclusão: A relação entre os nutricionistas dos diferentes níveis de atenção à saúde é importante para o alcance da integralidade do atendimento, para proporcionar assistência domiciliar de qualidade, e permitir aos profissionais de atuação hospitalar entender o usuário em seu contexto socioeconômico e cultural. Autor principal: Maria Eliana Schieferdecker. meliana@ufpr.br
  • 210. RELATO ASSISTENCIAL 178. ASSISTENCIA ESPECIALIZADA EM EMPRESA DE HOME CARE PARTICULAR NASCIMENTO, S, S ; HAYASAKA, CY; Dal Ben Home Care - São Paulo-SP INTRODUÇÃO: Com o crescente aumento de idosos e perspectiva de vida superior a 80 anos, existe a preocupação da família em preservar a individualidade, privacidade, autonomia, o bem estar e a segurança do idoso no seu lar. O familiar não consegue dispensar este tempo para o cuidado do idoso, fazendo-se necessária a presença de um profissional habilitado, optando em transferir a gestão do cuidado ao paciente a uma empresa. Assistência Especializada é um serviço que disponibiliza um profissional com formação em enfermagem (nível médio) e qualificado para atendimento a pessoas idosas em suas atividades de vida diária, focando a necessidade individual. Tais profissionais são treinados por enfermeiras, com enfoque nas alterações clínicas, situações de maior vigilância, mobilização, alimentação e vestuário. Através da escala KATZ sabe-se o grau de dependência de cada cliente, assim sendo, enfoca-se o cuidado na necessidade do cliente, de forma segura, eficiente e eficaz. DESCRIÇÃO DO SERVIÇO: 67 pacientes foram atendidos, com idades entre 81 e 90 anos, da Cidade de São Paulo, 25% acometidos de doenças neurológicas com necessidade de vigilância constante e 32 % com assistência especializada 24h. Prezando pela qualidade no atendimento, prevê-se freqüente visita de supervisão do enfermeiro, atendimento presencial nas intercorrências, apresentações dos profissionais, no início do atendimento, realizando a prescrição de cuidados e orientações específicas do domicilio. Para comunicação rápida e segura, nas 24h a empresa disponibiliza smatfhone para todas as residências. CONCLUSÃO: Assistente Especializado atende às necessidades dos pacientes idosos e AVD comprometida. A importância do profissional de nível médio ser capacitado e com supervisão continua e eficiente do enfermeiro, demonstra que a família sente-se segura e confiante a realização dos cuidados. Autor principal: Sabrina Siervo do Nascimento sabrina@dalben.com.br
  • 211. RELATO ASSISTENCIAL 179. A REDUÇÃO DOS CUSTOS POR UMA OPERADORA DE SAÚDE, COM A INSERÇÃO DO PACIENTE NA MODALIDADE ASSISTÊNCIA DOMICILIAR. LIMA, S; NETO, I A O. Dal Ben Home Care - São Paulo - SP INTRODUÇÃO: A satisfação de estar junto aos seus bens, materiais ou sentimentais, a proteção contra as cada vez mais temidas infecções hospitalares e a redução dos custos no tratamento são algumas das razões que tem feito da assistência domiciliar a grande opção para o tratamento dos pacientes que precisam de cuidados freqüentes, porém, não necessita de ambiente hospitalar para sua execução. De acordo com estimativas de mercado, após a criação do programa de “Home Care”, obtém uma melhor recuperação do paciente em tempo menor que dos tratamentos convencionais, além dos ganhos econômicos para empresas, operadoras e hospitais. O paciente ganha em conforto, calor humano, praticamente elimina o risco de infecção hospitalar, se recupera mais rápido, evita reinternações. Verificando a cadeia como um todo, para os hospitais, o modelo também é viável porque otimiza a dinâmica de ocupação dos leitos. Realizando uma análise na cadeia de atendimento (care chain), podemos observar que a prática do “home care” beneficia todos os envolvidos, família, hospitais, operadoras e auto gestão. DESCRIÇÃO DO SERVIÇO: Observa-se que com a implantação da assistência domiciliar (Home Care), os ganhos para os envolvidos (operadora, empresa de home care e hospitais) estão claros, e ainda existe um fator que não é mensurável economicamente, a satisfação do paciente, que é o principal envolvido na cadeia de atendimento. CONCLUSÃO: • Vantagens para o paciente ser medicado e acompanhado no lar; • Contar com os mesmos equipamentos e serviços de um bom hospital; • Evitar riscos de infecções cruzadas; • Recuperar a saúde no menor prazo possível e com menor custo. Autor principal: Seonio Lima slima@dalben.com.br
  • 212. RELATO ASSISTENCIAL 180. CRIAÇÃO DE UMA COMISSÃO DE ÉTICA DE ENFERMAGEM EM HOME CARE. LIMA, S.; MOURA, A.F. Dal Ben Home Care - São Paulo - SP INTRODUÇÃO: Considerando a crescente complexidade das questões ético-profissionais e legais, a Dal Ben Home Care sentiu necessidade de criar uma Comissão de Ética de Enfermagem (CEE), a fim de auxiliar na análise, interpretação e equacionamento das situações enfrentadas no cotidiano da assistência de enfermagem domiciliar. DESCRIÇÃO DO SERVIÇO:Nossas ações visam satisfazer às necessidades de saúde dos nossos clientes e acreditamos que é impossível garantir o bom atendimento sem que os princípios éticos e legais sejam aplicados na prática e de domínio por todos envolvidos neste processo de cuidar. As dificuldades para resolver os impasses do dia-a-dia, os dilemas éticos e os aprofundamentos de problemas envolvendo os profissionais de enfermagem, clientes e familiares, nos fizeram entender de forma clara e objetiva a importância para tal. A atuação desta Comissão em uma Empresa de Home Care deve zelar pela transparência, imparcialidade e seguir os preceitos do Código de Ética Profissional de Enfermagem e com importante função educativa e consultiva. CONCLUSÃO: Os membros da CEE foram empossados pelo COREn-SP, sendo a primeira empresa de Home Care a possuir uma comissão de ética. Esta comissão não pertence à empresa, é um órgão representativo do Conselho Regional de Enfermagem. Autor principal: Seonio Lima slima@dalben.com.br
  • 213. RELATO CIENTÍFICO 181. AVALIAÇÃO DO PROGRAMA DE INTERNAÇÃO DOMICILIAR DE SANTO ANDRÉ, NA ÓPTICA DA EQUIPE. TIBÉRIO, S PID - PROGRAMA DE INTERNAÇÃO DOMICILIAR. SANTO ANDRÉ INTRODUÇÃO: O PID de Santo André foi criado em 1997, com a finalidade de atender no domicílio, pacientes que necessitavam de continuidade de tratamento, mas não sob estrutura hospitalar, assim diminuindo o período de internação, disponibilizando maior número de vagas, aumentando a rotatividade dos leitos, além de propiciar um atendimento mais humanizado, estando o paciente junto à sua família. OBJETIVO: Descrever a opinião dos profissionais do PID, com relação ao trabalho em equipe e a qualidade da assistência prestada. CASUÍSTICA E MÉTODO: Trata-se de um estudo quantitativo descritivo, com a aplicação de questionário semi-estruturado respondido por 26 profissionais da equipe. RESULTADOS: As estratégias de atenção à saúde utilizadas no PID foram percebidas como eficientes, tais como o “Plantão Técnico”: os profissionais da equipe se revezam para atender os usuários, garantindo acolhimento e orientação aos cuidadores buscando os melhores encaminhamentos e resolutividade das intercorrências. O “Boas Vindas”, é uma atividade de integração, planejada e implantada pela equipe, na qual é apresentado aos cuidadores o funcionamento do PID. Nesta reunião participam os cuidadores dos pacientes recém admitidos e um profissional de cada categoria que expõe suas atividades e intervenções. Impotência, angústia, frustração, ansiedade, compaixão, pesar, tristeza e “dever cumprido”, foram os sentimentos e emoções mais apontados pelos profissionais durante o processo de finitude dos pacientes. As situações de maior dificuldade de enfrentamento junto às famílias foram a miséria, a falta de recursos do PID, lidar com a morte, ansiedade e estresse do cuidador. CONCLUSÃO: É imprescindível a criação de espaços para a realização de encontros para discutir casos em equipe, provocar reflexões, proporcionar alívio das tensões e amenizar o silencioso desgaste emocional que se apresenta no cotidiano do atendimento domiciliar. Autor principal: Silvia Tibério silvia.tiberio@yahoo.com.br
  • 214. RELATO ASSISTENCIAL 182. GRUPO DE CUIDADORES FAMILIARES: CONTRIBUIÇÃO AO TRABALHO DOS PROFISSIONAIS DA EQUIPE DE SAÚDE SILQUEIRA, S; BARROSO, ABP; OLIVEIRA, JR; SOBRAL, FC; CARMO, KMC. Unimed-BH - Cooperativa de Trabalho Médico, Belo Horizonte. O trabalho relata a experiência de um grupo de cuidadores familiares no cotidiano da prática assistencial utilizando um método de intervenção psicossocial. Foi criado um espaço no qual o grupo vai produzindo conhecimentos com a finalidade de desenvolver e modificar atitudes. O grupo justifica-se a partir de uma demanda que envolve elementos sociais e subjetivos que devem ser trabalhados coletivamente frente à doença e terminalidade da vida, envolvendo os sujeitos nas suas formas de sentir, agir e pensar. O objetivo geral do estudo remete à articulação entre melhorar o bem estar e preservar a qualidade de vida dos cuidadores familiares e pacientes, inseridos no Programa de Atenção Domiciliar da UNIMED-BH. Visando trabalhar as dificuldades emocionais, identificar os fatores dificultadores e facilitadores para a atuação dos cuidadores junto aos pacientes e identificar as necessidades de intervenção da equipe interdisciplinar. Trata-se de um estudo de natureza qualitativa, descritiva e de intervenção, utilizando-se de atividades éticas, pedagógicas e terapêuticas. Onde trabalhamos os temas: Convivência e integração do cuidador; Impacto da doença no cuidador; Cuidando de quem cuida; Administração e organização do tempo e do trabalho; Estresse; Reflexões sobre perdas e ganhos com a terminalidade humana. Esta experiência subsidiada pela literatura é um marco inovador no trabalho do grupo de cuidadores familiares. Pode-se identificar e trabalhar as alterações cognitivas, emocionais e comportamentais dos cuidadores familiares envolvidos diretamente com o cuidado, e evidenciar as conseqüências físicas, psicológicas, econômicas, no trabalho e no lazer. Ao trabalhar estes aspectos os cuidadores familiares conseguem se cuidar e manter o cuidado com o outro, fazendo deste ato, um ato de amor. Autor principal: Silma Silqueira ssilqueira@unimedbh.com.br
  • 215. RELATO CIENTÍFICO 183. RELATO DE ESTUDO DESENVOLVIDO COMO AURICULOPROFILAXIA PARA GRIPE H1N1 EM PACIENTES ACAMADOS SOARES,S.E.A; HOLLANDA, N.; GOMES, JGS; BARROS,MCN; SANTOS,MS; GOMES,GMGS Programa de Atendimento Domiciliar - PAD- Hospital Municipal Paulino Werneck/SMSDC/RJ; Introdução: Em 2009, o Município do Rio de Janeiro, viu-se às voltas com uma epidemia de Gripe doTipo H1N1 que muito preocupou as autoridades de saúde cariocas. O PAD/HMPW/RJ, que tem como público alvo pacientes acamados, portadores de patologias crônicas invalidades/multimorbidades, em sua maioria idosos e tem em sua equipe multidisciplinar profissionais habilitados a desenvolver ações propostas na Política Nacional de Praticas Integrativas e Complementares, em especial a acupuntura auricular. OBJETIVO: Melhora do padrão de imunidade em pacientes imunodepressivos, acamados e portadores de multimorbidades, face à epidemia de Gripe H1N1 no Estado do Rio de Janeiro. MATERIAL E METODOS: Agulhas semipermanentes 1,5mm; Micropore; Revisão de Literatura. MÉTODOS: Selecionados um grupo de 18 pacientes acamados, clinicamente estáveis para serem atendidos com acupuntura auricular (pontos específicos), residentes nos bairros dos SubSistemas Leopoldina Norte e Sul e Colonia Z- 10 na Ilha do Governador, todos na Área 3.1 do Município do Rio de Janeiro. Foram realizadas sessões semanais por paciente durante quatro semanas consecutivas. RESULTADOS/CONCLUSÕES: Após análise dos resultados, observou-se: Não houve identificação de casos de Estado Gripal entre os pacientes analisados (100%); avaliação da Cirtometria/Perimetria torácica: total de pacientes: 18 (TODOS APRESENTANDO PADRÃO RESPIRATÓRIO APICAL - PADRÃO PATOLOGICO ANTES DO TRATAMENTO); Observou-se melhora em 55% - com evolução para PADRÃO RESPIRATÓRIO FISIOLÓGICO; observou-se manutenção do padrão Apical em 30% dos pacientes; em 15% dos pacientes não foi possível avaliação por padrão cognitivo insuficiente para resposta. Lembramos que todos os pacientes acompanhados são portadores de patologias crônicas, multimorbidades, apresentando no mínimo 3 patologias (Hipertensão Arterial, Diabetes e senilidade) Faixa etária média: 78 anos Autor Principal: Sergio Eduardo A. Soares Guilhermina Galvão - guigalvao2000@yahoo.com.br
  • 216. RELATO CIENTÍFICO 184. ASSISTÊNCIA DOMICILIAR NA ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA: RELATO DE CASO ALBUQUERQUE, SCS; GOMES, JIG; SILVA, MGM; LIRA, NE; FLORENCIO, NM; BARBOSA, VFB; VASCONCELOS, AS Faculdade ASCES e ESF Salgado I, Caruaru-PE. A assistência domiciliar (AD) vem transpor as práticas institucionalizadas de saúde, visando a inserção do enfermeiro no local de vida, interações e relações dos indivíduos, em sua comunidade e seu domicílio. Este estudo objetiva descrever as práticas clínicas da unidade temática práticas de saúde na AD do curso de Enfermagem da Faculdade ASCES na ESF Salgado I, Caruaru-PE, em Outubro de 2008, à uma cliente idosa portadora de hipertensão, diabetes e artrite. Trata-se de estudo de caso, descritivo, exploratório, com abordagem qualitativa. Foram realizadas três visitas de enfermagem para o desenvolvimento da Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE). A primeira visita objetivou sensibilizar a família sobre a importância da AD, na área de abrangência de uma ESF. Após autorização da família mediante assinatura de TCLE, foi desenvolvido o levantamento de dados para o histórico de enfermagem da paciente, obtendo-se os seguintes diagnósticos de enfermagem segundo a Taxonomia NANDA (Nursing Diagnosis Association) 2010-2011: Interação social prejudicada, Dor crônica, Risco para função respiratória prejudicada e Controle eficaz do regime terapêutico. Foi realizada a segunda visita domiciliar para implementação do plano de cuidados de enfermagem, mediante intervenções educativas dirigidas à paciente, cuidador e comunidade. Durante a terceira visita, que objetivou avaliar os resultados de enfermagem, evidenciou-se melhoria na qualidade de vida da cliente. As intervenções dirigidas ao cuidador foram positivamente atingidas, porém quanto à comunidade as metas foram parcialmente atingidas. Como conclusão, destacamos a importância da AD integrada à ESF para o desenvolvimento da SAE através da qual o enfermeiro desenvolve conhecimento clínico-social sobre o paciente, ampliando a qualidade da assistência oferecida. Co-autor: Nedja Maria Florencio nedjaflor@hotmail.com
  • 217. RELATO CIENTÍFICO 185. OS SENTIMENTOS E PERCEPÇÕES DO CUIDADOR NO DOMICÍLIO. ANACLETO T; ALMEIDA H; NUNES A; RIBEIRO K.F; SANTANA P. IFF/FIOCRUZ. INTRODUÇÃO: No cuidado domiciliar, a família se sente, cada vez mais, incluída no processo de tratamento por ter o instrumental necessário para lidar com a doença do paciente que é a dádiva do cuidado. Neste cuidado toda forma de sentimento é importante, o sentimento do medo, da dor, da dúvida, do novo, tanto em decorrência do não saber fazer (realizar) o cuidado, como também o receio em prestar o cuidado em casa. As pessoas vivem suas histórias, e nesse viver existencial experimentam sentimentos de tristeza e alegria, os quais expressam através de sua linguagem, descobrindo assim, em seu próprio viver, o ser das coisas e do mundo ao seu redor. OBJETIVO: Investigar a percepção e o sentimento da família sobre seu doente e o cuidado no domicílio. MÉTODO: Estudo de natureza qualitativa, desenvolvido segundo método descritivo através de Narrativas. RESULTADOS: O cuidado deve expressar um viver harmônico, em que cada ser compartilha seu pensamento e sentimento num processo de reciprocidade. Ao investigarmos a percepção da família sobre seu doente e o cuidado no domicílio, foi observado que a família é vista como “um grupo que se queixam”. Percebemos que as “queixas” aproximam os familiares com a equipe de saúde. Junto aos momentos tensos e estafantes, os familiares mergulham numa gama de emoções que vão de pequenas alegrias ao desânimo. O cuidador não se dá tempo e nem a autorização para extravasar essa dor contida. Ainda que acompanhado da culpa, surgem os sentimentos de raiva e cansaço. Passa a lembrar que, sem perceber, se afastou do convívio dos amigos, dos momentos de lazer, da sociabilidade. Esses são momentos que o cuidador precisa de cuidados, para trabalhar seus sentimentos. CONCLUSÃO: A família precisa ser cuidada para interiorizar suas experiências e transformá-la em ações de cuidado. Cuidar se aprende cuidando, mas também sendo cuidado, recebendo atenção, sabendo que seu sentimento é importante. Autor principal: Talita Freire Anacleto taliaanacleto@iff.fiocruz.br
  • 218. RELATO ASSISTENCIAL 186. VISITA DOMICILIAR PÓS ALTA: ATENDIMENTO À IDOSOS NO DOMICÍLIO COUTO, T. V.; NOGUEIRA, O. E.; SILVA, M. J. S.; SILVA, I. P. HOSPITAL DO SERVIDOR PÚBLI CO ESTADUAL SÃO PAULO Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística atualmente a maior parte da população brasileira é composta por idosos, representada expressivamente por pessoas com 60 anos ou mais. Tal situação reflete a conquista do envelhecimento no qual ocorrem diversas alterações, esperadas para esta fase da vida, mas muitos idosos ainda apresentam morbidades e co-morbidade decorrentes a agravos de doenças crônicas não transmissíveis o que pode ocasionar incapacidade funcional e interferir na busca pelos serviços de saúde. É nesta situação que entram em cena os atendimentos no domicilio sendo um exemplo destes a visita domiciliar pós alta. A visita domiciliar é uma prática que surge com as profissionais de enfermagem e tem sido resgatada como uma modelo de assistência em saúde. O Hospital do Servidor Público Estadual SP em seu programa de assistência oferece o serviço de visita domiciliar pós alta no qual uma equipe interdisciplinar composta por médico, enfermeiro, nutricionista, assistente social, psicólogo e terapeuta ocupacional se dirigem a residência dos idosos que receberam alta para realizar seu acompanhamento. O atendimento consiste na verificação da condição de saúde e realização de orientações aos familiares e cuidadores quanto aos cuidados prestados, este serviço preza tanto pela qualidade de vida do idoso quanto dos familiares para isto os profissionais adaptam suas orientações de acordo com a realidade da família, capacitam com relação aos cuidados e desta forma contribuem para que o tratamento ocorra de maneira mais eficaz. Autor principal: Tatiana Vieira do Couto Co-autor: Maria José Santos da Silva - mjspsy@hotmail.com
  • 219. RELATO CIENTÍFICO 187. A AUTONOMIA DO PROFISSIONAL ENFERMEIRO NO CONTEXTO DA ATENÇÃO DOMICILIAR OLIVEIRA, T.A.; CASTRO, E.A.B.; RIBEIRO, L.C. Universidade Federal de Juiz de Fora - UFJF O objetivo do trabalho foi esclarecer o papel das empresas de enfermagem home care no desenvolvimento da autonomia profissional. Trata-se de uma revisão bibliográfica com utilização das bases LILACS, BEDENF e MEDLINE, do ano de 1995 à 2009. Foram utilizados 35 artigos selecionados pela leitura prévia de seus resumos. Os descritores foram: autonomia profissional, enfermagem domiciliar, empresas de enfermagem e home care. Um pressuposto foi que a atuação do enfermeiro em instituições próprias de assistência domiciliar contribui na busca pela autonomia profissional. Segundo AGUDELO (1995), o modelo hospitalocêntrico, apresenta menor grau de autonomia do profissional enfermeiro nas áreas técnicas e administrativas. Na atuação da enfermagem na comunidade, o profissional utiliza de iniciativa e criatividade para a tomada de decisão. Ainda afirma que o resgate do cuidado como objeto de saber e ação tem relevância na construção da autonomia deste profissional. A Lei do Exercício Profissional n°7.498/1986 respalda como competência privativa do Enfermeiro o “planejamento e a programação das instituições e serviços de saúde que incluem o planejamento e programação de Enfermagem”. A criação de uma legislação única para estas instituições no Brasil se deu por meio da Resolução COFEN-255/2001. Esta atualiza normas para o registro de empresas, influenciando o processo de construção da autonomia profissional. A ascensão das empresas de enfermagem dependerá de mobilização dos profissionais, aceitação social, esforços governamentais e legislativos (COFEN, 2001). A enfermagem ostenta atrasos nas instituições acadêmicas e de prestação de serviços. É necessária a inclusão do tema nos currículos de formação dos enfermeiros. Além do conhecimento dos limites e potencialidades da profissão. A fim de articular os avanços sócio-culturais e científicos evitando assim, uma falsa idéia de autonomia. Autor principal: Tatiane Almeida de Oliveira tatiane_ufjf@yahoo.com.br
  • 220. RELATO CIENTÍFICO 188. A EQUIPE INTERDISCIPLINAR E O USUÁRIO DO SUS NO MODELO DE ASSISTÊNCIA DOMICILIAR OLIVEIRA, T.A.; CASTRO, E.A.B.; RIBEIRO, L.C. Universidade Federal de Juiz de Fora - UFJF Este trabalho teve como objetivo descrever a relação entre os usuários do SUS e equipe multidisciplinar no contexto da assistência domiciliar (AD). Foi utilizada uma revisão sistemática de literatura. As buscas foram realizadas nas bases de dados SCIELO, MEDLINE, BDENF, Coleciona SUS e Cochrane, no mês de julho de 2010. Identificou-se um total de 42 artigos. Foi observado que a relação entre o usuário e a equipe no meio da atenção domiciliar é estreita e inerente a prática. Os pesquisadores selecionados defendem que a obtenção do acesso à AD pelos usuários do SUS possibilita a assistência integral, equânime, por investir na qualidade de vida e na autonomia dos sujeitos sobre o processo de saúde-doença-cuidado. A literatura pesquisada sugere que a inclusão dos cuidados domiciliares de modo planejado no SUS, pode diminuir os problemas sociais e emocionais causados ao usuário e família em função de doenças, agravos ou situações crônicas que acarretam algum grau de dependência. A criação de vínculo entre os profissionais e os usuários na AD amplia o sucesso das intervenções, minimizando custos de naturezas diversas. O estudo detectou que são insuficientes as estratégias de apoio ao trabalho das equipes e cuidadores que se propõem a desenvolver suas ações profissionais na AD ao usuário. A prática da referência e contra-referência entre os profissionais que realizam o atendimento domiciliar e os demais níveis da atenção à saúde no SUS não é efetiva. Os profissionais idealizam a assistência domiciliar de caráter multiprofissional de modo inovador e humanitário, coerente com a proposta das políticas de saúde vigente, demonstrando avanços e uma maior satisfação por parte dos usuários e famílias atendidas. Autor principal: Tatiane Almeida de Oliveira tatiane_ufjf@yahoo.com.br
  • 221. RELATO CIENTÍFICO 189. O MODELO DE ASSISTÊNCIA DOMICILIAR NO SISTEMA PÚBLICO DE SAÚDE: IMPLICAÇÕES AO ESTADO, PROFISSIONAIS E USUÁRIO OLIVEIRA, T.A.; CASTRO, E.A.B.; RIBEIRO, L.C. Universidade Federal de Juiz de Fora - UFJF Este trabalho teve como objetivo analisar o modelo de assistência domiciliar (AD) como uma possibilidade de assistência humanizada no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Consistiu em uma revisão sistemática de literatura nas bases de dados SCIELO, MEDLINE, BDENF, Coleciona SUS e Cochrane, no mês de julho de 2010. Foram utilizados 42 artigos. Tomando como base os princípios do SUS, a Constituição da República e a Lei Orgânica da Saúde, a prestação de serviços públicos de AD pode ser considerada como direto da população. Pois é uma alternativa aos usuários que necessitam de cuidados diários sistematizados, mas dispensam a alta tecnologia hospitalar voltada ao modelo curativo tradicional. Observa-se que ainda é elevada a prevalência de usuários do SUS em condição de internação hospitalar de longa permanência, privando-se do acesso aos serviços de AD, que oportuniza o cuidado integral dentro de seu contexto de vida familiar. As situações crônicas que requerem cuidados no domicílio estão cada vez mais presentes no cenário de cuidados do profissional de saúde. Isso além de trazer problemas físicos, emocionais e financeiros aos pacientes e familiares, aumenta o risco de infecções hospitalares, o custo para o setor de saúde e fere princípios de humanização e autonomia da assistência em pacientes e profissionais. Serão necessários esforços governamentais, dos profissionais e comunidade, para a busca de mudanças no paradigma tradicional da saúde pública. Pela busca de direitos da população ao atendimento à saúde integral, universal e humanístico. Além de políticas de gestão em saúde voltadas a promoção e prevenção da saúde que comumente é vista de maneira restrita como um bem de mercado. Autor principal: Tatiane Almeida de Oliveira tatiane_ufjf@yahoo.com.br
  • 222. RELATO CIENTÍFICO 190. INSERÇÃO DA PALHAÇA NA ASSISTÊNCIA DOMICILIÁRIA: UM INSTRUMENTO FACILITADOR NO COTIDIANO DO CUIDAR HASHIMOTO THF, SPORTELLO EF, FUKUOKA MH, MALHEIROS M Hospital Universitário USP - São Paulo INTRODUÇÃO: O Programa de Assistência Domiciliária (PAD) realiza atendimento humanizado. Assim, utiliza como intervenção visitas domiciliárias (VDs) da palhaça com enfermeiras. OBJETIVO: Proporcionar interação paciente/cuidador/equipe, através da quebra da rotina diária, do alivio das tensões e observar reações não-verbais dos pacientes/familiares. MATERIAL E MÉTODO(S): Realizadas 69 VDs, entre abril/09 e agosto/10. Foi aplicado instrumento de avaliação observacional pela enfermeira, enquanto a palhaça realizava as intervenções. População: 37 pacientes. A maioria recebeu 2 VDs, com tempo médio de 56 minutos. Materiais utilizados: instrumentos sonoros, músicas, figurino, maquiagem, fotos, flores. Intervenções utilizadas: dança, canto/cantigas, filmagens, confecção de presentes e representação. RESULTADOS: Idade dos pacientes: 16% até 79 anos, 32% 90 a 99 anos e 52% 80 a 89 anos. Sexo: 49% masculino e 51% feminino. Idade média dos cuidadores: 51 anos. Diagnósticos principais: AVC, HAS e DM. Pessoas presentes nas VDs: 70% familiares, 26% cuidadores informais e 4 % amigos. Reações não-verbais dos pacientes e dos cuidadores observadas, respectivamente, foram: 30% x 10% estavam pensativos, 8% x 3% cabisbaixos, 74% x 96% alegres, 13 % x 1,5% tristes e aborrecidos, 94% x 100% de aceitação, 66% x 72% de surpresa, 88% x 97% de sorriso, 2% x 0% de choro, 80% x 97% de entusiasmo e 1,5% x 0 % aborrecidos. Temas mais recorrentes: dor (10%), histórias de vida (67%), e tiveram efeito positivo em 97% das referências. Quanto a satisfação, 88% referiram ter ficado totalmente satisfeitos, 10% muito satisfeitos e 2% pouco satisfeitos com as VDs. CONCLUSÃO: As intervenções da palhaça se revelaram como mais um instrumento de humanização e de ajudar as famílias e os pacientes para renovação de energias no cotidiano do cuidar. Autor principal: Terezinha Hiroko Fujiki Hashimoto thashimoto@hu.usp.br
  • 223. RELATO CIENTÍFICO 191. ATENDIMENTO FISIOTERAPEUTICO DOMICILIÁRIO DE IDOSA COM ÚLCERAS CUTÂNEAS CRÔNICAS PESAVENTO, T.; COVOLAN, C.R. Fisioterapia em Saúde Coletiva - Programa de Saúde da Família do distrito de Aparecidinha, São Manuel/SP - Faculdade Marechal Rondon - FMR Introdução: A úlcera surge em decorrência do déficit de suprimento sangüíneo arterial e/ou venoso e, leva a perda da integridade da pele, tornando assim um desafio para a equipe de saúde, pois é necessário um acompanhamento multiprofissional para a recuperação e reabilitação do paciente. A utilização do laser é uma alternativa de recuperação tecidual rápida. Objetivo: Verificar a eficácia do laser HeNe na cicatrização de úlceras cutâneas crônicas em membros inferiores. Método: O estudo foi realizado durante o estagio supervisionado de fisioterapia em saúde coletiva, com uma senhora de 57 anos, em domicílio, apresentando as úlceras há mais de 15 anos em membros inferiores. Utilizou-se o laser HeNe 607nm, 6J/cm2 de dosagem. A forma de utilização será pontual e varredura. A evolução dos tratamentos foi realizada por meio de registros fotográficos padronizados da área das feridas e utilizando-se câmera digital. Fez-se a avaliação inicial em 18/04/2010 e em seguida foram realizadas intervenções fisioterapêuticas 2x/semana por 2 meses e meio. Aplicou-se o Esquema Cardiff de Impacto da Ferida no início e no fim do tratamento. Resultados: As úlceras localizavam-se na porção distal de membros inferiores com acometimento de epiderme e derme, nas regiões medial; edema na região das úlceras e na extremidade dos membros inferiores, rubor na pele ao redor da lesão e diminuição na amplitude de movimento de tornozelos. Da avaliação inicial para o acompanhamento durante 45 dias, as lesões apresentaram melhora considerável, inclusive com o quase fechamento de algumas úlceras. Quanto ao impacto da ferida, observou-se uma melhora nas respostas apresentadas pela idosa no início e no fim do tratamento. Conclusão: Frente ao exposto sugere-se que o tratamento de úlceras crônicas por meio do laser seja efetivo, acelerando a remodelação do tecido lesado, constituindo-se um excelente contributo não farmacológico para o tratamento das úlceras. Autor Principal: Thomas Pesavento thomas-fisio@hotmail.com
  • 224. RELATO ASSISTENCIAL 192. NÚCLEO REGIONAL DE ATENÇÃO DOMICILIAR: IMPACTO NA ATENÇÃO À SAÚDE NA CEILÂNDIA ALENCAR, VA SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE DO DISTRITO FEDERAL, HOSPITAL REGIONAL DE CEILÂNDIA, NÚCLEO REGIONAL DE ATENÇÃO DOMICILIAR No cenário mundial vemos consolidar-se uma modelo de assistência à saúde que busca atender as novas demandas da população: a atenção domiciliar. O modelo hospitalocêntrico não conseguiu corresponder às necessidades reais de saúde integral do individuo, levando a crise na saúde e obrigando a reorientação do modelo assistencial através da reforma sanitária. Conforme Scarazatti (2008), uma das principais tendências de mudança na área hospitalar é o processo de desospitalização com deslocamento de papeis clássicos do hospital para os níveis ambulatorias e da atenção básica. O Núcleo Regional de Atenção Domiciliar (NRAD) de Ceilândia foi implantado em Setembro de 2009. Atualmente é composto por equipe multiprofissional que corresponde a 7% da equipe necessária para cobrir a área de abrangência de Ceilândia. Mesmo com déficit de recursos humanos e dificuldade de transporte para encaminhar a equipe para as visitas domiciliares percebemos um impacto na assistência à saúde na Regional de Saúde de Ceilândia, pois disponibilizamos atualmente 109 leitos domiciliares, destes 60 pacientes ativos no Programa de Internação Domiciliar e 49 pacientes no Programa de Oxigenoterapia Domiciliar. Isso significa uma ampliação na oferta de leitos, otimização dos recursos da saúde, reintegração do paciente ao seio familiar. Realizamos em média 8 visitas domiciliares. Apenas no primeiro semestre realizamos 992 visitas domiciliares, 3766 procedimentos domiciliares, fornecemos 367 kits de insumos/materiais hospitalares, além da realização de encontro para capacitação de cuidadores. Consideramos que o serviço prestado pelo NRAD corrobora com a definição de assistência domiciliar da Organização Mundial de Saúde :” a provisão de serviços de saúde com o objetivo de promover, restaurar e manter o conforto, a função e a saúde das pessoas num nível máximo, incluindo cuidados para uma morte digna”. Os resultados alcançados demonstram a eficiência deste modelo de saúde onde há 100% de satisfação dos usuários/familiares e 88% de resolubilidade (Navarro et al. 1993). Autor principal: Valdenisia Apolinário Alencar valdenisiaenf@gmail.com
  • 225. RELATO ASSISTENCIAL 193. PROJETO DE EXTENSÃO DES-HOSPITALIZAÇÃO E PREVENÇÃO DE RE- HOSPITALIZAÇÃO NO HOSPITAL REGIONAL DE CEILÂNDIA: INTEGRAÇÃO ENSINO-SERVIÇO ALENCAR, V A; MARTINS, E F; DE SOUSA, V N Secretaria do Estado de Saúde do Distrito Federal (SES/DF), Hospital Regional de Ceilândia, Núcleo Regional de Atenção Domiciliar de Ceilândia, Universidade de Brasília (UnB) Introdução: O atual modelo de saúde está em crise, entre outros fatores, por ter, como base organizacional, a característica de ser hospitalocêntrico e organizado para a atenção das condições agudas, ou seja, acionado pela demanda da população. Observa-se alta demanda hospitalar somada à ocupação de leitos hospitalares por pacientes que poderiam ser atendidos por outro modelo.Descrição do Serviço: O projeto de extensão articulou a entrada de 13 estudantes extensionistas nas modalidades: bolsista e voluntário, nos cenários de prática profissional oferecidos pelo Núcleo Regional de Atenção Domiciliar (NRAD) da Regional de Saúde de Ceilândia. Tal inserção ocorreu em grupos com 13 docentes responsáveis pelo suporte acadêmico de cada estudante que é acompanhado por preceptores do próprio serviço. A rotina semanal das ações de extensão foi orientada nas demandas do NRAD, incluindo atividades como: atendimento ao público; auxílio na entrevista pré-admissional,;admissão de pacientes, acompanhamento auxílio no gerenciamento cíclico, além de apoio nos encontros de cuidadores. Conclusão: O projeto proporciona a inserção de estudantes em cenário de prática multiprofissional, com a oportunidade de vivenciar experiências para desenvolver habilidades e competências esperadas no projeto pedagógico do curso. A proposta também promove a indissociabilidade ensino, pesquisa e extensão.Para além dos impactos descritos, a proposta possui suma importância, pois contribuirá significativamente para o fortalecimento de políticas públicas visto que se inicia com a Regional de Saúde mais populosa de Distrito Federal, gerando conhecimento sobre os limites e possibilidades na des-hospitalização e prevenção de re-hospitalização desta população que poderá fomentar análises futuras para as demais Regionais de Saúde do Distrito Federal. Autor principal: Valdenisia Apolinário Alencar. valdenisiaenf@gmail.com
  • 226. RELATO CIENTÍFICO 194. ANÁLISE DA SOBRECARGA EM CUIDADOR INFORMAL DE PACIENTE COM SEQUELA NEUROLÓGICA NA ASSISTÊNCIA DOMICILIAR SOUZA, VS; COVOLAN, CR. Home Care Bauru /SP - Faculdades Integradas de Bauru (FIB) Introdução: Os pacientes neurológicos podem apresentar incapacidades sob o ponto de vista funcional e, estas limitações refletem diretamente na manutenção da saúde dos envolvidos e na preservação de sua permanência junto à família. Tem-se que o cuidador ainda é um eixo frequentemente ignorado pela equipe multidisciplinar. Objetivo: Identificar a sobrecarga do cuidador de pessoa com dependência completa sob atendimento domiciliar. Método: A pesquisa foi do tipo estudo de caso com cuidadora de paciente com 39 anos, acamada há 6 anos, traqueostomizada e gastrostomizada, com espasticidade grave e deformidades fixas em extremidades. É considerada como cuidador familiar principal aquela que tem total ou maior responsabilidade pelos cuidados prestados no domicílio. Aplicou-se a escala Zarit Burden Interview (ZBI), que é um instrumento composto por 22 itens, que avalia o impacto das atividades do cuidador, sua pontuação que pode variar de 0 a 4 para cada item. O escore total da escala ZBI varia de 0, que equivale à menor sobrecarga a 88, que equivale ao maior sobrecarga. Quanto maior o seu escore maior será a sobrecarga. Resultados: Obteve-se como resultado da escala ZBI que a sobrecarga sobre a cuidadora foi de 76, ou seja, sobrecarga extrema. O resultado desta investigação aponta a necessidade de melhor estruturação da rede dos serviços de saúde domiciliário para a atenção ao paciente dependente e ao cuidador. Conclusão: A presença do fisioterapeuta em domicilio aproxima paciente, família, cuidador e sociedade. Deve-se ter atenção especial aos cuidadores, evitando a sobrecarga e estimulando a pratica de exercício físico diário e manutenção da vida social, uma vez que estes fatores contribuem para uma melhor qualidade de vida e consequente melhor cuidado a pessoa dependente. Palavras-chave: cuidador - sobrecarga - fisioterapia - atendimento domiciliário Autor Principal: Vaneide Silva Souza neid81@yahoo.com.br
  • 227. RELATO CIENTÍFICO 195. MONITORAMENTO DAS INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS GRAVES NOS PACIENTES EM INTERNAÇÃO DOMICILIAR NA PRONEP SÃO PAULO RABADAN, V.; SILVA, P.S.S.; SANTOS, E. Pronep São Paulo Introdução: Interação medicamentosa (IM) é a interferência de um fármaco na ação de outro. As interações podem ser positivas ou negativas. As negativas são as que causam reações indesejadas, alteram a ação dos fármacos, ou provocam novas doenças. Objetivo: Quantificar e monitorar as IM graves negativas detectadas nas prescrições. Metodologia: Foram acompanhados pacientes adultos e pediátricos, que tiveram visita farmacêutica no período de 22 de julho à 22 de agosto de 2010. As prescrições foram analisadas e as interações detectadas com o auxílio de literaturas padronizadas. Posteriormente, o farmacêutico realizou a visita domiciliar e verificou a possível manifestação clínica das IM. Os dados encontrados pelo farmacêutico visitador foram enviados para a Central de Farmácia Clínica, onde foram discutidas as condutas. Resultados: Foram visitados 102 pacientes, sendo 36 pediátricos e 66 adultos. Dentre os pacientes adultos, 51 eram idosos. Em todas as prescrições analisadas, foram encontradas 51 IM graves, sendo 11 na pediatria e 40 nos adultos. Em ambos, os pacientes do sexo masculino tiveram o maior índice de IM. O acompanhamento das interações detectadas foi realizado, em sua maioria, através de exames laboratoriais, sendo 86% na pediatria e 70% nos adultos. Em 14% na pediatria e 21% nos pacientes adultos, foi necessária a confirmação da equipe médica. Foram confirmadas as manifestações clínicas em 36% dos pediátricos e em 18% dos pacientes adultos, sendo nesse último todos os casos envolvendo varfarina. Conclusão: É fundamental o acompanhamento farmacêutico dos pacientes em internação domiciliar, monitorando as manifestações clínicas das IM devido uso de polifarmácia, e ao risco que as IM podem causar aos pacientes para que sejam realizadas intervenções farmacêuticas que melhorem significativamente a farmacoterapia desses pacientes. Autor principal: Vanessa Rabadan vanessa.rabadan@pronepsp.com.br
  • 228. RELATO CIENTÍFICO 196. BENEFÍCIOS DO PROCEDIMENTO DE GASTROSTOMIA PERCUTÂNEA ENDOSCÓPICA (GPE) EM PACIENTE ACOMETIDO POR ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL (AVC) CORREIA, V.D.; ANDRADE, L. e SILVA, D. Divisão de Serviço Social do Instituto Central, Núcleo de Assistência Domiciliar Interdisciplinar (NADI), Serviço de Clínica Médica Geral HC-FMUSP. INTRODUÇÃO: A Gastrostomia é procedimento adotado em pacientes com nutrição enteral prolongada, como alternativa ao uso da Sonda Nasoenteral (SNE). Tem por objetivo, proporcionar o conforto e melhoria da qualidade de vida do paciente. No serviço de atenção domiciliar, 22% dos pacientes não se alimentam por via oral (VO), sendo 25% destes, se alimentam por SNE e 75% por GPE. Pacientes neurológicos tem a GPE indicada com a finalidade de prevenir as complicações da presença da SNE e facilitar o tratamento e os cuidados com o paciente. OBJETIVO: Verificar as mudanças nos cuidados após procedimento da GPE com vistas à melhora da qualidade destes cuidados. MATERIAL E MÉTODO: Estudo de caso de paciente acometido por AVC, dependente para as Atividades Básicas da Vida Diária (ABVD), submetido à troca de SNE por GPE, observado durante três meses. Utilizou-se de instrumento composto por questões abertas, aplicado mediante entrevista gravada no início e ao final da observação. RESULTADO: Relatos da cuidadora referentes ao momento em que o paciente fazia uso de SNE evidenciaram a preocupação com o entupimento da sonda e seu deslocamento. No segundo momento a preocupação foi atenuada pelo uso da Gastrostomia, facilitando o manuseio e cuidados, além de evitar complicações que afligiam o paciente e seu cuidador. CONCLUSÃO: Os relatos da cuidadora sugerem que a troca SNE pela GPE traz maior facilidade e segurança quanto aos cuidados com o paciente, à higiene e ao manuseio do equipo, por conseguinte, uma melhora nos cuidados. Autor principal: Viviane Duarte Correia viviane_asocial@yahoo.com.br
  • 229. RELATO CIENTÍFICO 197. CURATELA: REPRESENTAÇÃO CIVIL DE PORTADORES DE DEMÊNCIA AVANÇADA CORREIA, V.D.; ANDRADE, L. Divisão de Serviço Social do Instituto Central, Núcleo de Assistência Domiciliar Interdisciplinar (NADI), Serviço de Clínica Médica Geral HC-FMUSP. INTRODUÇÃO: Com o envelhecimento populacional, os serviços de atenção domiciliar têm uma parcela significativa de pacientes idosos, com prevalência de doenças neurodegenerativas e com comprometimentos cognitivos, que os incapacita para as atividades da vida civil. A manutenção destes pacientes, que depende do recebimento de benefícios, movimentação bancária e outras providências, exige, principalmente do Serviço Social, especial atenção quanto ao processo de interdição e curatela, instrumentos que possibilitam a representação civil destes pacientes. OBJETIVO: Verificar o número de pacientes curatelados em um serviço de atendimento domiciliar. MATERIAL E MÉTODO: Estudo quantitativo, mediante revisão de prontuários selecionados por diagnóstico e situação de curatela. RESULTADO: Foram levantados 44 prontuários de pacientes portadores de doenças neurodegenerativas, incapacitados para as atividades da vida civil, representando 33% do total de pacientes atendidos no serviço de atenção domiciliar. Foi levantado um percentual de 38,6% pacientes curatelados. CONCLUSÃO: A análise dos resultados sugere: a resistência do familiar quanto à interdição da pessoa portadora de doença neurodegenerativa; o custo dos emolumentos e serviços advocatícios envolvidos; a dificuldade de acesso à assistência jurídica gratuita. Sugere também negligência com a regularização de documentos, por parte de familiares, valorizados no momento em que necessitam que os direitos dos envolvidos neste processo sejam preservados. Autor principal: Viviane Duarte Correia viviane_asocial@yahoo.com.br
  • 230. RELATO CIENTÍFICO 198. ELABORAÇÃO DE MATERIAL ORIENTADOR SOBRE PÉ DIABÉTICO: UMA DIDÁTICA MAIS SIMPLES COMO MEIO DE PREVENÇÃO NA ASSISTÊNCIA DOMICILIAR ROQUE V; LOPES VCL; SANTOS JM; COZIN SK. Centro Universitário Padre Anchieta (UniAncheta) - Jundiaí/SP Muitos indivíduos com Pé Diabético (PD), lesão incidente em portadores de Diabetes Mellitus (DM) e preocupante por ser de difícil tratamento e diminuir a qualidade de vida do seu portador, são tratados pela equipe de Assistência Domiciliar (AD), onde dois problemas evidenciam-se: falta de preparo e conhecimento da equipe de enfermagem na orientação sobre o assunto e falta de entendimento do paciente com as orientações passadas. Para melhorar a orientação da equipe de enfermagem e contribuir para a qualidade de vida desses indivíduos, elaborou-se um flyer contendo informações sobre medidas preventivas de PD, para ser utilizado pela equipe de enfermagem da AD durante a orientação sobre este assunto aos portadores de DM, facilitando a didática da orientação. Trata-se de um estudo metodológico, com elaboração de um instrumento didático, embasado em cuidados de enfermagem relacionados à prevenção de PD, propostos e validados por artigos científicos captados em revisão bibliográfica. Após o levantamento e consolidação dessas informações, elaborou-se um flyer em tamanho A4, frente e verso, com duas dobras, medida final dobrado de 21cm de altura e 9,9cm de largura, que pode ser impresso em qualquer tipo de papel, em cores ou escala de cinza. O material final foi avaliado por 15 alunos do último semestre da graduação em enfermagem da UniAnchieta, que pontuaram sobre sua qualidade numa escala de zero a dez, quanto à disposição dos elementos gráficos, configuração de letra e cores e compreensão do conteúdo, obtendo-se média final de 9,3. Este material no futuro será oferecido a empresas privadas de AD, na tentativa de aumentar e melhorar as orientações para o paciente portador de DM sobre PD. Autor principal: Vanessa Roque vanessa.rq@ig.com.br
  • 231. RELATO CIENTÍFICO 199. ACOMPANHAMENTO DA UTILIZAÇÃO DO BARBATIMÃO EM ÚLCERAS DE MEMBROS INFERIORES PERISSÉ, V. L. C.; MELO, C. M. S. S.; SANTOS, R. M. Hospital Federal - Rio de Janeiro INTRODUÇÃO: A insuficiência venosa crônica é a causa mais comum das úlceras de perna e está relacionada a várias doenças, como diabetes e outras. As plantas são grande fonte de medicamentos para o tratamento das enfermidades que acometem os seres humanos. O termo medicamento fitoterápico refere-se às preparações de extratos de várias plantas, amplamente comercializados em todo o mundo atualmente (AERP, 2005). Dentre as várias espécies utilizadas e estudadas com potencial cicatrizante, o Barbatimão trata-se de uma espécie considerada bastante eficaz para o tratamento de processos ulcerosos. Estudos afirmam que o Barbatimão, diminui o processo inflamatório, a neovascularização e o edema, estimula a proliferação epitelial, apresentando atividade antiséptica e antimicrobiana. Relatos atuais reforçam a eficácia terapêutica, como as citações de COSTA, 1994 entre outros autores. OBJETIVOS: Descrever a ação do Barbatimão como recurso terapêutico e de fácil aplicabilidade no tratamento domiciliar de pacientes com úlceras. METODOLOGIA: É um estudo de múltiplos casos, Os sujeitos do estudo foram 10 clientes acompanhados em um hospital Federal do município do Rio de Janeiro, sendo 03 com mal perfurante plantar; 03 com amputação transmetatarsiana; 04 com úlcera venosa. O acompanhamento foi realizado no período de junho a setembro/2010. O estudo obedece a Resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde. RESULTADOS: Dos pacientes que apresentavam mal perfurantes aproximadamente 66% obtiveram cicatrização total; dos pacientes com úlceras venosas extensas 50% estão evoluindo para cicatrização e dos pacientes com amputação, 66% estão apresentando aproximação de bordos e diminuição da lesão. CONCLUSÕES: Constatou- se os benefícios do Barbatimão no tratamento de úlcera venosa, por proporcionar a melhoria da qualidade de vida. Porém, instiga-se maior número de publicações para disseminar sua eficácia. Autor principal: Vera Lúcia de Castro Perissé veraperisse@ig.com.br
  • 232. RELATO CIENTÍFICO 200. ESTADO NUTRICIONAL DE IDOSOS ATENDIDOS EM UM PROGRAMA DE ASSISTÊNCIA DOMICILIAR EM UM MUNICÍPIO NO INTERIOR DE SÃO PAULO MOLINA, V.B.C.; MIRANDA, P.B.; BARBIM, E.C.; FERREIRA, R.C. Programa Saúde em Casa da Faculdade de Jaguariúna - Jaguariúna Introdução: A assistência domiciliar propicia melhor qualidade de vida aos idosos, destacando os aspectos nutricionais, que envolve uma alimentação saudável e o acompanhamento do estado nutriconal. Objetivo: Avaliar o perfil nutricional de idosos portadores de doenças crônicas atendidos em domicílio no período de 2009 a 2010. Material e Métodos: Coleta nos prontuários de dados como sexo, idade, condição socioeconômica, patologias, via de administração da dieta, peso, altura, circunferência de braço e panturrilha e prega cutânea triciptal, no início e no final do período, a fim de verificar o perfil demográfico e estado nutricional. Resultados: A amostra foi composta por 19 idosos, sendo 53% mulheres e 47% homens, idade média de 61 anos. A maioria alfabetizados, condições de moradia favoráveis, sendo a renda familiar média de três salários mínimos. As patologias mais prevalentes foram, respectivamente, acidente vascular-encefálico, doença de Alzheimer e Mal de Parkinson. Verificou-se presença de hipertensão em 42% e diabetes em 26% dos pacientes. 32% da amostra faziam uso de dieta por sonda nasogástrica. Em 2009, 58% dos idosos encontravam-se desnutridos e 42% eutróficos. No final do período, 36% dos pacientes desnutridos evoluíram para eutrofia, totalizando 42% de eutrofia, e 58% foram a óbito. Conclusões: Verificou-se nesse estudo a predominância de desnutrição entre pacientes domiciliares, enfatizando a associação entre baixo peso e mortalidade. Entretanto, a terapia domiciliar, além de humanizar e individualizar o atendimento, foi capaz de manter e recuperar o estado nutricional de alguns pacientes, o que representa resultados positivos no que refere-se a pacientes em cuidados paliativos. Autor principal: Priscila Bueno de Miranda priscilabmiranda@yahoo.com.br
  • 233. RELATO CIENTÍFICO 201. PERFIL NUTRICIONAL DE PACIENTES EM HOME CARE DE UM HOPITAL PARTICULAR DE PORTO VELHO - RO Silva, V. Serviço de Assistência Domiciliar (Home Care) em Porto Velho - RO INTRODUÇÃO: Home Care é uma modalidade de oferta de servico de saúde (LEME, 2009). O Home Care é importante por ser uma alternativa viável para oferecer uma melhor qualidade de vida ao paciente, ofertando a oportunidade do convívio familiar, além de atender aqueles que se encontram impossibilitados de se locomoverem ao serviço de saúde (YAMAGUCHI, 2006). É relevante que se conheça o perfil nutricional dos pacientes atendidos pelo serviço de Home Care da Unimed-RO, através de ferramentas antropométricas e pela Avaliação Subjetiva Global (ASG), para que se possa intervir nutricionalmente, e assim proporcionar uma melhora na qualidade de vida desses pacientes. OBJETIVOS: Verificar o perfil nutricional dos pacientes em tratamento domiciliar do Hospital da Unimed-RO. Analisar os dados coletados nos prontuários dos pacientes. Avaliar o estado nutricional dos pacientes pelos métodos objetivo (antropometria), subjetivo (Avaliação Subjetiva Global) e pela adequação relativa ao peso ideal. MATERIAL E MÉTODO: Estudo documental do tipo retrospectivo com informações dos prontuários dos pacientes em Home Care do Hospital UNIMED-RO. Foram utilizados dados antropométricos objetivos e subjetivos como peso, altura, IMC, dobras cutâneas e circunferências: do braço, muscular do braço, Avaliação Subjetiva Global e Mini Avaliação Nutricional respectivamente. RESULTADOS E DISCUSSÃO: De 26 prontuários analisados, 76,92% dos pacientes estavam desnutridos pela CMB e 80,77% pela ASG. CONCLUSÃO: Pelos resultados antropométricos do IMC, CB, CMB, e pelos resultados da adequação do peso atual em relação ao peso ideal e pela ASG obtidos, podemos concluir que a desnutrição é muito elevada entre os pacientes em Home Care do Hospital Unimed- RO. A desnutrição é ainda mais severa entre os idosos do programa, considerando o quadro clínico que aumenta o catabolismo. Autor principal: Vitor Hugo Almeida da Silva Vitor_hugo39@yahoo.com.br
  • 234. RELATO CIENTÍFICO 202. ESTUDO COMPARATIVO NA UTILIZAÇÃO DA TERAPIA NUTRICIONAL ORAL NA CICATRIZAÇÃO DE FERIDAS PERISSÉ, V. L. C.; SANTOS, R. M.; MELO, C. M. S. S.; SILVA, C. M. R. Hospital Federal - Rio de Janeiro INTRODUÇÃO: Segundo Borges e Novais (2010) A presença de uma lesão crônica interfere na vida da pessoa que a apresenta podendo comprometer aspectos físico, emocional e social. Na evolução das úlceras venosas complicações atrasam o processo de cicatrização, sendo comum a carência protéica. Diversos são os suplementos alimentares disponíveis no mercado em que podemos lançar mão para reforçar a oferta de nutrientes imprescindíveis para a cicatrização, inclusive no âmbito domiciliar. Um suplemento alimentar rico em nutrientes essenciais como proteína, arginina e micronutrientes, zinco, vitaminas A, E, C e carotenóides têm papel importante na evolução da cicatrização das úlceras venosas. OBJETIVO: Comparar a evolução de uma úlcera venosa assistida domiciliarmente com tratamento convencional associado à suplementação alimentar com sua amostra controle. MATERIAL E MÉTODOS: Trata-se de uma pesquisa descritiva, qualitativa, utilizando terapia nutricional oral. A pesquisa se deu no período entre agosto e setembro 2010 num ambulatório de um hospital federal no Rio de Janeiro com acompanhamento domiciliar com pacientes apresentando lesões com aspectos semelhantes. A pesquisa obedece a Resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde. Deixa-se claro que nesta pesquisa houve a participação de uma nutricionista para prescrição da fórmula ideal para o paciente em questão. RESULTADOS: Houve melhora significativa nos aspectos, como redução da dor, odor, exsudato, presença de granulação, aproximação de bordos e epitelização no centro da lesão, além do aumento na disposição das atividades diárias, enquanto na amostra controle não foi observado evolução. CONCLUSÃO: Constatou- se os benefícios da terapia nutricional oral no tratamento de úlceras por proporcionar melhora na qualidade de vida e na redução da circunferência da lesão, evidenciando evolução para cicatrização. Vera Lúcia de Castro Perissé veraperisse@ig.com.br
  • 235. RELATO CIENTÍFICO 203. Visitas domiciliares: experiência exitosa dos alunos do 6º período do curso de Farmácia da UNIFAL-MG. SOUZA, W. A., HEYDEN, V.M.D., VILAS BOAS, O. M. G. C., PODESTÁ, M. H. M. C., GOYATÁ, S.L.T., MACHADO,T.A., PEDROSO, L. A. Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade Federal de Alfenas-MG. Introdução: A Visita Domiciliar possibilita a aproximação das dificuldades potenciais, socioculturais e relacionais das famílias, para enfrentamento de suas vulnerabilidades e produção de cidadania. Objetivos: promoção da inserção de alunos de farmácia no SUS, através da realização de atenção farmacêutica nas visitas domiciliares, com a finalidade de promover humanização, solidariedade e cidadania. Metodologia: O estudo foi realizado pelos alunos do 6º período do curso de Farmácia da UNIFAL-MG, durante a realização do estágio curricular em farmácia, nas UAPS, em Alfenas-MG. Foram acompanhados 40 pacientes, através de visitas domiciliares, de março a julho de 2010. Os instrumentos utilizados foram o Método Dáder, o genograma, o teste de adesão ao tratamento de Fodor et al. (2005) e material educacional. Resultados: Com relação à caracterização sócio- demográfica dos pacientes, 72,5% eram mulheres, com idade média de 69 anos, sendo 40% casados e 37,55 viúvos. Já em relação aos medicamentos, houve predominância de polifarmácia (média de 7,2 medicamentos) e os mais utilizados foram os inibidores da ECA (90%). As condições crônicas prevalentes foram hipertensão arterial (100%), o diabetes (52,5%) e dislipidemia (35%) e com 3,4 patologias associadas. Em relação à adesão ao tratamento, 82,5% foram aderentes no final do estudo. A média da pressão arterial foi de 140,86/83,9%mmHg no início e 138,1/81,7mmHg no final. O genograma permitiu identificar os problemas sociais e de relações interpessoais. Conclusões: A atuação dos alunos de farmácia poderá mudar a história dos Programas das UAPS locais. Os Cursos de farmácia deveriam seguir esse modelo, pois num futuro próximo, poderemos formar profissionais mais humanizados e solidários. Walnéia Aparecida de Souza walne23@yahoo.com.br
  • 236. RELATO CIENTÍFICO 204. Avaliação das visitas domiciliárias realizadas para os idosos portadores de síndrome metabólica. SOUZA, W. A., JONAS, L. T., MONTEIRO, R. T., SANTOS, C., BOAS, O. M. G. C. V., PODESTÁ, M. H. M. C., GOYATÁ, S.L.T. Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade Federal de Alfenas-MG. Introdução:Na atualidade é visível o predomínio de enfermidades crônicas que acometem os idosos podendo interferir na sua qualidade de vida. Objetivos: realizou-se um estudo para analisar se o seguimento farmacoterapêutico realizado por alunos de farmácia e enfermagem, por meio de visitas domiciliares, promoveria melhora na adesão ao tratamento e na qualidade de vida de idosos com síndrome metabólica. Metodologia: Realizou-se um estudo prospectivo de março de 2009 a fevereiro de 2010, nas UAPS, em Alfenas-MG, onde 34 idosos foram acompanhados através de visitas domiciliares. Foram analisadas a caracterização sociodemográfica, hábitos de vida, doenças associadas e adesão ao tratamento pelo teste de Morisky et al. (1986). Também foram avaliados os resultados clínicos e qualidade de vida relacionada à saúde (SF-36). Resultados: Dos 34 idosos, 73,5% eram do sexo feminino (idade entre 60 a 89), sendo que 76,2% estavam acima do peso e apresentando uma média de 4,5 doenças associadas. Com relação à adesão ao tratamento, os pacientes apresentaram baixa adesão no início e final do estudo (35%). A qualidade de vida apresentou valores abaixo de 70% e todos os domínios do SF- 36 não sofreram alteração significativa durante o estudo, sendo que os aspectos físicos e vitalidade apresentaram os piores valores (48,5% e 49,9%). Os resultados clínicos também não apresentaram diferenças significativas quando comparados o início e final do estudo (média: pressão arterial sistólica 145,5/142,5; pressão arterial diastólica 89,1/82,3mmHg; glicemia 137/127,7mg/dl; colesterol total 225,2/217,8mg/dl; triglicérides 221,9/211,3mg/dl) Conclusões: Estatisticamente não foi verificada melhora nos resultados. Portanto, esses idosos necessitam de sistematização da atenção à saúde em seus domicílios. Walnéia Aparecida de Souza walne23@yahoo.com.br
  • 237. RELATO ASSISTENCIAL 205. PROGRAMA DE ASSISTÊNCIA DOMICILIAR DA UNIBES IKEDA, W.K.; NAGO, A.A; SHAROVSKY, C. Assistência Domiciliar - Grupo OR - São Paulo Programa criado em 1999 com o objetivo de atender em domicilio as pessoas/ famílias em situações de isolamento sócio-cultural, com comprometimentos relativos à saúde física e/ou mental. O Serviço Social da UNIBES após estudo avalia a necessidade do encaminhamento do usuário para este programa, tendo em vista situações de alta complexidade e necessidade de proteção social especial, não apresentando condições próprias para reverter, sozinho, sua situação social. Acompanhamento sistemático por voluntários através de visitas em domicilio e participação em atividades e eventos da UNIBES e outras organizações. A participação nas atividades se dá a partir da identificação de necessidades, interesses e objetivos, sensibilização, motivação e apoio para mudanças de hábitos e comportamentos e maior participação sócio/familiar/comunitária. Este voluntário é selecionado, preparado e supervisionado pelo Serviço Social e recebe orientação e suporte emocional por psicóloga. São realizadas avaliações contínuas das ações, abordagens e postura de equipe (técnica e voluntários) possibilitando a superação de obstáculos e aprendizagem conjunta numa constante retroalimentação. Tendo como resultados medidas preventivas; melhoria de saúde física e/ou mental; providências concretas com relação à documentação; contatos com recursos comunitários, segundo constatação de necessidades detectadas pelo serviço social e outros profissionais da equipe; mobilização de familiares para assumir tarefas de sua competência; atividades na residência; cuidados pessoais e com a casa; participação em eventos e Centro de Convivência da UNIBES; apoio e retaguarda emocional, proporcionando ao usuário melhor qualidade de vida, reinserção sócio-cultural e conseqüentemente melhoria da qualidade da assistência prestada pela instituição. Autor principal: Wilma Ikeda wilma.ikeda@unibes.org.br