Uma pauta  verde demais Luciano Martins Costa São Paulo, Março  2011 Como a imprensa brasileira aborda a questão da susten...
O longo caminho da pauta da sustentabilidade <ul><li>1966 - Presidente do conglomerado Fiat/Olivetti, Aurelio Peccei, aler...
<ul><li>Estocolmo, Suécia, 1972 – Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente, sob efeito do Relatório Meadows, do...
<ul><li>Oslo, Noruega, 1987 – Divulgado o Relatório Brundtland, “Nosso Futuro Comum”, com os princípios do desenvolvimento...
<ul><li>Rio de Janeiro, Brasil,1992 – Eco92, Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, estabele...
<ul><li>Berlim, Alemanha, 1995 – CoP 1, primeira Conferências das Partes, inicia processo de negociação de metas e prazos ...
<ul><li>Genebra, Suiça,1996 – CoP 2, termina com a declaração para elaboração de obrigações legais para o alcance das meta...
<ul><li>Kyoto, Japão, 1997 – CoP 3, adotadas as metas de redução de emissões para os países desenvolvidos, então qualifica...
<ul><li>Bonn, Alemanha, 1999 – CoP 5, marcada pela implementação do Plano de Ações de Buenos Aires, com avanços no conceit...
<ul><li>Haia, Holanda, 2000 – CoP 6, uma grande expectativa é frustrada pelos impasses criados em torno dos novos conceito...
<ul><li>Bonn, Alemanha, 2001 – CoP 6 complementar, realizada em situação de emergência para discutir a posição dos Estados...
<ul><li>Marrakesh, Marrocos, 2001 – CoP 7, regulamentados limites no uso do crédito de carbono originados no Mecanismo de ...
<ul><li>Nova Delhi, India, 2002 – CoP 8, influenciada pela realização, no mesmo ano, da Cúpula Mundial sobre Meio Ambiente...
<ul><li>Milão, Itália, 2003 – CoP 9, marcada pelos esforços para regulamentar os sumidouros de carbono relacionados aos MD...
<ul><li>Buenos Aires, Argentina, 2004 – CoP 10, quando as partes do Protocolo de Kyoto aprovam as regras para implementaçã...
<ul><li>Montreal, Canadá, 2005 – CoP 11, primeira conferência após a entrada em vigor do Protocolo de Kyoto, ratificado co...
<ul><li>Nairóbi, Quênia, 2006 – CoP 12, Brasil apresenta modelo para redução das emissões originadas pelo desmatamento em ...
<ul><li>Bali, Indonésia, 2007 – CoP 13, sob o impacto da divulgação do preocupante relatório do IPCC sobre o clima, é esta...
<ul><li>Poznan, Polônia, 2008 – CoP 14. Animado pela eleição de Barack Obama e possível mudança de postura dos Estados Uni...
<ul><li>Copenhague, Dinamarca, 2009 – CoP 15, realizada sob grandes expectativas, frustrou muitos participantes e especial...
<ul><li>Cancun, México, 2010 – CoP 16, marca um maior protagonismo da iniciativa privada, que pressiona os governos a adot...
<ul><li>Gestão sustentável - o conjunto de estratégias, táticas, práticas, processos e ferramentas informados pelo mais el...
<ul><li>2. Sustentabilidade - é uma dinâmica, um movimento em direção ao estado de arte da aplicação, na prática, do conhe...
<ul><li>3. Responsabilidade social - a expressão do grau de inserção da corporação em seu ambiente social, físico, cultura...
Como cobrimos essa pauta <ul><li>Foco na questão ambiental, com destaque para estatísticas de desmatamento, iniciativas de...
Algumas considerações <ul><li>Jornalismo econômico só enxerga o aspecto financeiro. </li></ul><ul><li>Novas tecnologias me...
Outras considerações <ul><li>Necessidade de análises que cubram as novas complexidades. </li></ul><ul><li>Buscar qualifica...
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Seminário A Sustentabilidade no Jornalismo Brasileiro - Programa RSE na Mídia, Instituto Ethos

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Apresentação de Luciano Martins, Fundamentos da Pauta Contemporânea.

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Seminário A Sustentabilidade no Jornalismo Brasileiro - Programa RSE na Mídia, Instituto Ethos

  1. 1. Uma pauta verde demais Luciano Martins Costa São Paulo, Março 2011 Como a imprensa brasileira aborda a questão da sustentabilidade
  2. 2. O longo caminho da pauta da sustentabilidade <ul><li>1966 - Presidente do conglomerado Fiat/Olivetti, Aurelio Peccei, alerta para riscos da expansão do sistema econômico. </li></ul><ul><li>Roma, Itália, 1968 – Clube de Roma alerta para a finitude dos recursos naturais e defende mudanças na economia mundial. </li></ul>
  3. 3. <ul><li>Estocolmo, Suécia, 1972 – Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente, sob efeito do Relatório Meadows, do Clube de Roma, leva à criação do PNUMA e do Dia Mundial do Meio Ambiente. </li></ul><ul><li>Oslo, Noruega, 1983 – Criada a Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento. </li></ul>
  4. 4. <ul><li>Oslo, Noruega, 1987 – Divulgado o Relatório Brundtland, “Nosso Futuro Comum”, com os princípios do desenvolvimento sustentável: “aquele que permite satisfazer as necessidades das gerações atuais sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras satisfazerem suas próprias necessidades”. </li></ul>
  5. 5. <ul><li>Rio de Janeiro, Brasil,1992 – Eco92, Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, estabelece necessidade de metas - a “Agenda 21”, com pressupostos da conciliação entre desenvolvimento econômico e defesa do meio ambiente. </li></ul><ul><li>Firmada a Convenção da Biodiversidade por 156 países. </li></ul>
  6. 6. <ul><li>Berlim, Alemanha, 1995 – CoP 1, primeira Conferências das Partes, inicia processo de negociação de metas e prazos específicos para redução das emissões de gases do efeito estufa, válidos apenas para os países desenvolvidos. Surge a proposta de criação de um protocolo comum a ser negociado dois anos depois. </li></ul>
  7. 7. <ul><li>Genebra, Suiça,1996 – CoP 2, termina com a declaração para elaboração de obrigações legais para o alcance das metas de redução de emissões e com a destinação de fundos para os países em desenvolvimento produzirem suas políticas ambientais. </li></ul>
  8. 8. <ul><li>Kyoto, Japão, 1997 – CoP 3, adotadas as metas de redução de emissões para os países desenvolvidos, então qualificados como Países do Anexo I, evento chamado de Protocolo de Kyoto . No entanto, o então presidente George W. Bush decidiu não ratificá-lo. Para entrar em vigor, precisava da adesão de pelo menos 55 países que somassem 55% das emissões globais. Isso só veio a ocorrer em 16 de fevereiro de 2005, quando a Rússia firmou o compromisso. Os Estados Unidos se retiraram do acordo em 2001. </li></ul>
  9. 9. <ul><li>Bonn, Alemanha, 1999 – CoP 5, marcada pela implementação do Plano de Ações de Buenos Aires, com avanços no conceito de uso sustentável do solo e recursos para capacitações nos países em desenvolvimento. </li></ul><ul><li>Debatida amplamente a questão da preservação versus combate à fome. </li></ul>
  10. 10. <ul><li>Haia, Holanda, 2000 – CoP 6, uma grande expectativa é frustrada pelos impasses criados em torno dos novos conceitos do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, mercado de carbono, financiamento do desenvolvimento sustentável nos países pobres e mudanças na questão do uso do solo. Acirram-se as divergências entre a União Européia e os Estados Unidos. </li></ul>
  11. 11. <ul><li>Bonn, Alemanha, 2001 – CoP 6 complementar, realizada em situação de emergência para discutir a posição dos Estados Unidos, que se retirou do Protocolo de Kyoto e exigia a definição de metas de redução de emissões também para os países em desenvolvimento. </li></ul><ul><li>Convencionou-se que os países em desenvolvimento iriam apresentar metas de redução de emissões. </li></ul>
  12. 12. <ul><li>Marrakesh, Marrocos, 2001 – CoP 7, regulamentados limites no uso do crédito de carbono originados no Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) e criados fundos de ajuda a países em desenvolvimento para projetos de adaptação às mudanças climáticas. </li></ul>
  13. 13. <ul><li>Nova Delhi, India, 2002 – CoP 8, influenciada pela realização, no mesmo ano, da Cúpula Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio+10), resultou na criação de metas para o uso de fontes de energia renovável, a adesão da iniciativa privada e de ONGs ao Protocolo de Kyoto e a definição do mercado de crédito de carbono. </li></ul>
  14. 14. <ul><li>Milão, Itália, 2003 – CoP 9, marcada pelos esforços para regulamentar os sumidouros de carbono relacionados aos MDL e definição das condições para obtenção de créditos de carbono através do manejo de floresta e reflorestamento. </li></ul><ul><li>Investidores pressionam por regulamentação do nascente mercado de títulos de crédito por redução das emissões. </li></ul>
  15. 15. <ul><li>Buenos Aires, Argentina, 2004 – CoP 10, quando as partes do Protocolo de Kyoto aprovam as regras para implementação das metas estabelecidas no Protocolo e alguns países em desenvolvimento divulgam seus primeiros inventários de emissão de gases do efeito estufa. </li></ul>
  16. 16. <ul><li>Montreal, Canadá, 2005 – CoP 11, primeira conferência após a entrada em vigor do Protocolo de Kyoto, ratificado com a adesão da Rússia, destaque para a questão das emissões produzidas pelo desmatamento nos trópicos e definição da segunda etapa do Protocolo, marcada para 2012. </li></ul><ul><li>Aumentam as pressões internacionais pela redução do desmatamento na Amazônia. </li></ul>
  17. 17. <ul><li>Nairóbi, Quênia, 2006 – CoP 12, Brasil apresenta modelo para redução das emissões originadas pelo desmatamento em países em desenvolvimento; revisão do Protocolo de Kyoto. </li></ul><ul><li>Expansão da economia mundial cria grandes expectativas para financiamento de ações em favor do meio ambiente. </li></ul>
  18. 18. <ul><li>Bali, Indonésia, 2007 – CoP 13, sob o impacto da divulgação do preocupante relatório do IPCC sobre o clima, é estabelecido prazo até dezembro de 2009 para os países apresentarem planos para a etapa seguinte do Protocolo. </li></ul><ul><li>Estabelecidos compromissos verificáveis, mensuráveis e reportáveis para redução de emissões por desmatamento de florestas tropicais. </li></ul>
  19. 19. <ul><li>Poznan, Polônia, 2008 – CoP 14. Animado pela eleição de Barack Obama e possível mudança de postura dos Estados Unidos, um grupo de países em desenvolvimento assume novos compromissos não obrigatórios para redução de emissões. </li></ul><ul><li>Brasil apresenta bons resultados na redução do desmatamento na Amazônia. </li></ul><ul><li>Maior protagonismo da iniciativa privada. </li></ul>
  20. 20. <ul><li>Copenhague, Dinamarca, 2009 – CoP 15, realizada sob grandes expectativas, frustrou muitos participantes e especialistas pela falta de resultados concretos em termos de medidas para a redução das emissões, mas permitiu a criação de bases políticas para um acordo que possa ser cumprido. </li></ul><ul><li>Imprensa declara que o evento foi um fracasso, mas muitos compromissos são divulgados nas semanas seguintes. </li></ul>
  21. 21. <ul><li>Cancun, México, 2010 – CoP 16, marca um maior protagonismo da iniciativa privada, que pressiona os governos a adotarem regras claras e globais para uma nova economia voltada para a sustentabilidade. </li></ul><ul><li>Revisão do Protocolo de Kyoto, preparação de mecanismos para regular o valor do patrimônio ambiental. </li></ul>
  22. 22. <ul><li>Gestão sustentável - o conjunto de estratégias, táticas, práticas, processos e ferramentas informados pelo mais elevado conhecimento científico disponível, o que induz a decisões corretas. Evita-se aqui o viés meramente ambientalista ou &quot;humanista&quot;. O que é cientificamente comprovado deve ser traduzido para as práticas corporativas, governamentais, pessoais e familiares. As normas são parte desses instrumentos, e as certificações são exatamente isso - certificados assegurando que tal empresa, aplicando o conhecimento mais avançado disponível, se capacitou a aplicar tais instrumentos em sua gestão (novos padrões de competição). </li></ul>Alguns conceitos:
  23. 23. <ul><li>2. Sustentabilidade - é uma dinâmica, um movimento em direção ao estado de arte da aplicação, na prática, do conhecimento científico. Assim como a modernidade não é um estado consolidado, mas uma etapa no movimento de aproximação da contemporaneidade (quanto mais próximo do contemporâneo, mais moderno), a sustentabilidade é uma dinâmica que mais se justifica quanto mais próxima estiver do conhecimento científico. </li></ul>
  24. 24. <ul><li>3. Responsabilidade social - a expressão do grau de inserção da corporação em seu ambiente social, físico, cultural e político, com o pressuposto de que uma de suas missões mais importantes é contribuir para a evolução (melhoria contínua) desse ambiente. Claro que o ambiente é interno e externo à organização, e até íntimo, pois a empresa também deve preservar o bem-estar emocional de seus stakeholders . Portanto, estamos tratando de relacionamento externo , interno e íntimo . </li></ul>
  25. 25. Como cobrimos essa pauta <ul><li>Foco na questão ambiental, com destaque para estatísticas de desmatamento, iniciativas de empresas e regulação. </li></ul><ul><li>Tema social desvinculado do contexto de sustentabilidade. </li></ul><ul><li>Raras referências a iniciativas de gestão pela sustentabilidade. </li></ul><ul><li>Inovação é tema isolado, vinculado a tecnologia e não a sustentabilidade. </li></ul>
  26. 26. Algumas considerações <ul><li>Jornalismo econômico só enxerga o aspecto financeiro. </li></ul><ul><li>Novas tecnologias melhoram análise de riscos e oportunidades, tornando tangíveis variáveis antes intangíveis. </li></ul><ul><li>Ampliação do mercado de capitais altera conceito de stakeholder . </li></ul><ul><li>Responsabilidade social tem forte vínculo com defesa de direitos humanos e debates sobre futuro do capitalismo. </li></ul>
  27. 27. Outras considerações <ul><li>Necessidade de análises que cubram as novas complexidades. </li></ul><ul><li>Buscar qualificação para abordagens complexas. </li></ul><ul><li>Necessidade de buscar novas fontes. </li></ul><ul><li>Atentar para aplicação do conhecimento científico. </li></ul><ul><li>Discutir sistemas e não apenas aspectos pontuais dos fatos econômicos, políticos e sociais. </li></ul>
  28. 28. FIM

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