Instituto Espírita de Educação - Adolescência e Dependência Química

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Palestra no Instituto Espírita de Educação proferida por Irene Gaviolle.

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Instituto Espírita de Educação - Adolescência e Dependência Química

  1. 1. TEMA: ADOLESCÊNCIA E A DEPENDÊNCIA QUÍMICA EXPOSITORA: IRENE WENZEL GAVIOLLE Psicanalista – Psicóloga Clínica E-mail: igaviolle@terra.com.br www.institutoespirita.org.br www.institutoespirita.blogspot.com
  2. 2. É um período de desenvolvimento do jovem em que se verificam mudanças na vida psíquica, mudanças na relação com o próprio corpo e com o semelhante; onde se estabelecem novas escolhas e laços. Dura apenas um tempo e o tempo é seu remédio natural. Fase de conflitos e modificações: alguns a vivem sem problemas significativos, outros com grandes conflitos. PUBERDADE: é o amadurecimento físico – Início 11/12 anos. Meninas (menarca) e nos meninos pela primeira ejaculação c/ sêmem. ADOLESCÊNCIA: é o amadurecimento emocional - Se completa por volta dos 15/17 anos. ADOLESCÊNCIA
  3. 3. ADOLESCÊNCIA SOCRATES – (470a.C. – 399 a . C.) “Os jovens rebelam-se contra a autoridade e não respeitam os mais velhos. Contradizem seus pais, cruzam as pernas e tiranizam seus mestres”. ARISTÓTELES – (383a.C. – 322a.C.) “Os jovens tudo fazem em excesso: se amam, se odeiam, se enfim, agem, o fazem com veemência”.
  4. 4. O jovem adolescente precisa elaborar vários lutos: LUTO PELO CORPO INFANTIL: Voz - Corpo sofre modificações que o jovem não tem controle – Para não perder seus corpos o marcam com tatuagens ou pierces ou sentem vergonha do novo corpo – Um corpo desconhecido, novo. LUTO PELA DEFINIÇÃO SEXUAL: Nessa fase o adolescente começa a pensar na diferenciação sexual. Precisa haver uma definição e uma postura condizente com o seu sexo, o que antes não era pensado com tanta responsabilidade. ADOLESCÊNCIA LUTOS
  5. 5. LUTO PELOS PAIS DA INFÂNCIA: Os pais agora são vistos como seres humanos falíveis, que fracassam e que não são mais invencíveis. LUTO PELO PAPEL E PELA IDENTIDADE INFANTIL: Conflito entre ser dependente ou independente. Entrar no mundo dos adultos é um misto de desejo e temor. Significa a perda definitiva da condição de ser criança. ADOLESCÊNCIA LUTOS
  6. 6. DROGA  OMS (ORG. MUNDIAL DE SAÚDE )  QUALQUER SUBSTÂNCIA QUE UMA VEZ INTRODUZIDA NO ORGANISMO VIVO PODE MODIFICAR UMA OU MAIS DE SUAS FUNÇÕES, EXCETO AQUELAS NECESSÁRIAS À MANUTENÇÃO DA SAÚDE NORMAL. DROGAS
  7. 7. 1- DEPRESSORAS (SNC) - DROGAS QUE DIMINUEM A ATIVIDADE CEREBRAL: ÁLCOOL – ÓPIO- HIPNO-SEDATIVOS – BARBITÚRICOS – ANSIOLÍTICOS (TRANQUILIZANTES) – INALANTES (COLA, BENZINA, ELMALTE DE UNHA) – NARCÓTICOS (MORFINA – HEROÍNA). DIMINUEM A ATENÇÃO, A CONCENTRAÇÃO, A TENSÃO EMOCIONAL E A CAPACIDADE INTELECTUAL.  2- ESTIMULANTES (SNC)  DROGAS QUE AUMENTAM A ATIVIDADE CEREBRAL: CAFEÍNA – NICOTINA (TABACO) - COCAÍNA – CRACK – ANFETAMINAS (REMÉDIOS P/ EMAGRECER – BOLAS) DROGAS
  8. 8. 3- DROGAS QUE ALTERAM A PERCEPÇÃO DO SNC : ALUCINÓGENOS- DEIXAM A MENTE PERTURBADA : MACONHA – SKANK (MUTAÇÃO GENÉTICA DA CANABIS) - LSD – ECSTASY – COGUMELO – MERLA (FOLHA DE COCAÍNA ADICIONADA AO QUEROSENE/GASOLINA).  DROGAS LÍCITAS - VENDIDAS LIVREMENTE (ALCOOL – TABACO) DROGAS ILÍCITAS – COMERCIALIZAÇÃO RESTRITA E CONTROLADA (TRANQUILIZANTES, MORFINA, ANTIDEPRESSIVOS, ANOREXÍGENOS, ETC.) OU TERMINANTEMENTE PROIBIDAS - (MACONHA, COCAÍNA, CRACK, MERLA, HEROÍNA, ECSTASY) DROGAS
  9. 9. <ul><li>CONFLITOS – A DROGA SURGE COMO ELEMENTO CAPAZ DE SOLUCIONÁ-LOS. </li></ul><ul><li>FUGA DA REALIDADE POR ALGUNS INSTANTES </li></ul><ul><li>O JOVEM SE SENTE O TODO PODEROSO “EM PAZ” INDEPENDENTE E SE JUNTA A GRUPOS. </li></ul><ul><li>TEM MEDO DE NÃO SER ACEITO PELO GRUPO E SE SUBMETE ÀS SUAS REGRAS. </li></ul><ul><li>DEPENDÊNCIA ÀS REGRAS DO GRUPO E MUITAS VEZES DEPENDENTE DA DROGA. </li></ul><ul><li>O GRUPO ENTENDE A SUA “LINGUAGEM”. OS PAIS E ORIENTADORES SÃO “CARETAS” E NÃO SABEM NADA DA VIDA. </li></ul>ADOLESCÊNCIA x DROGAS
  10. 10. <ul><li>SE NÃO HOUVE DIÁLOGO E ORIENTAÇÃO O JOVEM FATALMENTE CEDERÁ ÀS REGRAS DO GRUPO. </li></ul><ul><li>SE UNIR A GRUPOS É EXTREMAMENTE SAUDÁVEL. QUANDO O JOVEM NÃO CONSEGUE É O SINTOMA DE DIFICULDADE NA ELABORAÇÃO DOS LUTOS. </li></ul><ul><li>ONIPOTÊNCIA FRENTE À MORTE. O JOVEM NÃO TEME RISCOS. CRÊ QUE NO MOMENTO QUE RESOLVER PARAR COM A DROGA, IRÁ CONSEGUIR. </li></ul>ADOLESCÊNCIA x DROGAS
  11. 11. <ul><li>O jovem se considera imortal, invencível. Pratica esportes radicais, saltos mortais s/ skates. </li></ul><ul><li>Crença de que as drogas podem modificar o que sentimos. Tentativa de amenizar sentimentos de solidão, de inadequação, baixa auto-estima ou falta de confiança. </li></ul><ul><li>A mídia reforça a onipotência dos jovens, quando veiculam comerciais de cigarros e bebidas alcoólicas, mostrando modelos com faces rosadas e aspectos saudáveis. </li></ul><ul><li>O alto custo das drogas não é impedimento para o seu consumo. O que importa é a busca pelo prazer imediato. </li></ul>ADOLESCÊNCIA x DROGAS
  12. 12. <ul><li>Mudanças bruscas de comportamento: se afastam dos amigos &quot;caretas&quot; (que não se drogam) e das atividades que exercia. </li></ul><ul><li>Falta de motivação para as atividades comuns. </li></ul><ul><li>Queda no rendimento escolar ou abandono dos estudos. </li></ul><ul><li>Perda de interesse por atividades antes favoritas: esportes que praticava. </li></ul><ul><li>Alteração do aspecto físico (desleixo): não faz a barba, não toma banho. </li></ul>ADOLESCÊNCIA x DROGAS SINAIS A SEREM OBSERVADOS
  13. 13. <ul><li>Presença de instrumentos necessários para consumo de drogas (seringas, canudos ou similar, etc.). </li></ul><ul><li>Alterações acentuadas no apetite: a cocaína faz aumentar o apetite e a maconha tira o apetite, pois a droga emite informação ao cérebro de que está alimentado. </li></ul><ul><li>Excesso de distração: tem sempre um aspecto &quot;desligado&quot;, &quot;vive no mundo da lua&quot;. </li></ul><ul><li>Desaparecimento de objetos de valor em casa ou no trabalho: o adicto precisa vender objetos para conseguir dinheiro para a droga. </li></ul>ADOLESCÊNCIA x DROGAS SINAIS A SEREM OBSERVADOS
  14. 14. <ul><li>Lesões e irritações nasais constantes: característica do usuário de cocaína. </li></ul><ul><li>Afecções físicas incomuns, tais como: hepatite, sangramento pelo nariz: a droga enfraquece o sistema imunológico. </li></ul><ul><li>Ausências de casa ou do trabalho repentinas e por longo tempo. </li></ul><ul><li>O jovem passa a se tornar evasivo, mentiroso e manipulador. </li></ul><ul><li>Mania de perseguição. </li></ul>ADOLESCÊNCIA x DROGAS SINAIS A SEREM OBSERVADOS
  15. 15.   1-   OS PAIS ENFRENTAREM O PROBLEMA E NÃO O NEGAR. 2-     CONTROLAR A RAIVA E OS RESSENTIMENTOS 3-    NÃO AGREDIR O FILHO NEM POR PALAVRAS (MACONHEIRO – VAGABUNDO – MARGINAL – INÚTIL) NEM POR AÇÕES. 4-     DIALOGAR COM O FILHO ABERTAMENTE SOBRE COMO ELE CHEGOU A ISSO. OS PAIS NÃO DEVEM SE VIOLENTAR POR NENHUM TIPO DE RESPOSTA QUE O FILHO LHES DÊ.   ADOLESCÊNCIA x DROGAS O QUE SE DEVE FAZER?
  16. 16. 5-   DEMONSTRAR CLARAMENTE O DESEJO DE AJUDÁ-LO A SAIR DA DIFICULDADE. FAZÊ-LO COMPREENDER QUE O PROBLEMA É DOS DOIS. MANTER CLIMA DE AFETO E COMPREENSÃO, MAS SEM COMPACTUAR COM AS DROGAS. 6- PROCURAR ORIENTAÇÃO E AJUDA ESPECIALIZADA EM TRATAMENTO DE DROGAS. 7- OS PAIS ESTAREM PRESENTES FÍSICA E PSICOLOGICAMENTE TOCANDO O FILHO, ABRAÇANDO-O, OUVINDO-O. 8-   A FAMÍLIA (SE HOUVER) PARTICIPAR DO TRATAMENTO. ADOLESCÊNCIA x DROGAS O QUE SE DEVE FAZER?
  17. 17. 9-    NÃO SUPERVALORIZAR A DROGA ACHANDO QUE O JOVEM JAMAIS SE LIBERTARÁ DELA OU SUBESTIMÁ-LA ACHANDO QUE ELA NÃO É PERIGOSA E QUE O CASO É PASSAGEIRO. 10- O TRATAMENTO É IMPOSSÍVEL QUANDO O PACIENTE NÃO ESTÁ CONVICTO DA NECESSIDADE DE TRATAMENTO. ADOLESCÊNCIA x DROGAS O QUE SE DEVE FAZER?
  18. 18. <ul><li>• CONVIDADOS A CAMINHAR AO LADO DO JOVEM. </li></ul><ul><li>  DIALOGANDO. </li></ul><ul><li>  COMPREENDENDO-LHE AS ASPIRAÇÕES. </li></ul><ul><li>POSTURA MORAL DE RESPEITO E INTIMIDADE. </li></ul><ul><li>   FORTALECENDO A CORAGEM DO JOVEM. </li></ul><ul><li>   AJUDANDO-O NOS DESAFIOS PARA QUE ELE SINTA SEGURANÇA. </li></ul><ul><li>ADULTOS SERVEM DE MODELOS  SERÃO DEFINIDORES DO COMPORTAMENTO. </li></ul><ul><li>ESTABELECER LIMITES . DIZER “NÃO” A UM FILHO O ENSINARÁ A DIZER TAMBÉM, NÃO, PARA AS DROGAS. </li></ul>PAIS E EDUCADORES PREVENÇÃO
  19. 19. <ul><li>  Ensinar o jovem a pensar. </li></ul><ul><li>Antes de educar crianças, jovens e adolescentes, precisamos educar seus pais, professores e orientadores. </li></ul><ul><li>A prevenção ao uso de drogas tem a ver com a auto-estima e a afetividade. Trabalhar primeiro a afetividade e auto-estima do orientador ou educador.    Trabalhar com a direção, orientações e supervisões. </li></ul><ul><li>A segunda etapa envolve os professores e funcionários. </li></ul><ul><li>A Terceira Etapa, trabalhar com os Pais e Família. </li></ul>PAIS E EDUCADORES PREVENÇÃO
  20. 20. <ul><li>• O bom educador tem: </li></ul><ul><li>Diálogo. </li></ul><ul><li>Conhece o assunto. </li></ul><ul><li>Tem senso crítico. </li></ul><ul><li>É modelo e presença. </li></ul><ul><li>Age com amor e firmeza. </li></ul><ul><li>Dá apoio e auto-estima. </li></ul><ul><li>Resgata valores. </li></ul><ul><li>Mantém todos ocupados. </li></ul><ul><li>Convive com carinho, dedicação e diálogo. </li></ul>PAIS E EDUCADORES PREVENÇÃO
  21. 21. É fato que as drogas atingem qualquer pessoa de qualquer credo, raça, cor, sexo e idade. Mas ela só alcança você, se você deixar ou quiser que isso aconteça. Nunca se considere imune à elas. Nunca duvide dos poderes que elas possuem. Amar a vida não é ser careta. PAIS E EDUCADORES CONSIDERAÇÕES GERAIS
  22. 22. <ul><li>Crescendo sem Drogas – Guia de Prevenção – www.contradrogas.com.br </li></ul><ul><li>SENAD – Secretaria Nacional Anti-Drogas – Um guia para a Família. </li></ul>BIBLIOGRAFIAS

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