Saúde do Trabalhador no SUS - CEREST

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Saúde do Trabalhador no SUS - CEREST

  1. 1. CENTRO DE REFERÊNCIA EM SAÚDE DO TRABALHADOR REGIONAL DE GOIÂNIA SAÚDE DO TRABALHADOR NO SUS - CEREST Diretora: Hebe Macedo Enfermeira do Trabalho, Nutricionista, Sanitarista e Toxicologista
  2. 2. TRIPALIUM ou TREPALIUMUm instrumento romano de tortura:espécie de tripé formado por três estacas cravadasno chão, onde eram supliciados os escravos.José Carlos do Carmo (Kal)
  3. 3. Gênesis 3 17 E ao homem disse: ... maldita é a terra por tua causa; em fadiga comerás dela todos os dias da tua vida.
  4. 4. Gênesis 3 16 E à mulher disse: multiplicarei grande- mente a dor da tua conceição; em dorTRABALHO darás à luz filhos ... DE PARTO
  5. 5. Salmos 128:02• Do trabalho de tuas mãos comerás, feliz serás, e tudo te irá bem.
  6. 6. Doenças dos Trabalhadores• Idade Média: Pouco se conhece sobre a relações entre trabalho X saúde• Século XVI: Extrativismo Mineral- Agrícola (1494-1555) Asma dos Mineiros (Poeiras Corrosivas)
  7. 7. Doenças dos Trabalhadores 1556:Mulheres chegavam a se casar sete vezes. Morte Prematura Ocupação  Conclusão: Alta mortalidade no Trabalho e mortes precoces  1700: Bernardino Ranazzini: Descreve doenças que ocorrem em Trabalhadores em mais de 50 ocupações.Acrescenta na Anamnese? Qual é a sua Ocupação?
  8. 8. Trabalho escravo no Brasil Séculos XVII e XVIII• Antes dos estudos etnográficos mais profundos (fins do século XIX e, principalmente, século XX), pensava-se que os índios eram simplesmente "inaptos" ao trabalho.• Os escravos foram utilizados principalmente em atividades relacionadas à agricultura – com destaque para a atividade açucareira – e na mineração, sendo assim essenciais para a manutenção da economia.
  9. 9. Trabalho escravo no Brasil Séculos XVII e XVIIITrabalho forçadoTrabalho não remunerado A Lei Áurea sancionada em 13 de maio de 1888Controle rígido (feitores)CastigoTortura
  10. 10. Século XVIII: Revolução Industrial Começa a se formar a classe operária, desorganizada e sem direitos que a protegesse; O trabalhador vira parte de uma engrenagem do trabalho; Surge a medicina do Trabalho, restrita a uma abordagem clínica, limitada ao trabalhador e seu adoecimento.
  11. 11. METAS REPETITIVIDADE BAIXOS PRESSÃO SALÁRIOS POR PRODUTIVIDADE PRESSÃO DAS CHEFIAS POUCA FLEXIBILIDADE CONDIÇÕES PRECÁRIASJosé Carlos do Carmo (Kal)
  12. 12. Velhos Males: Doenças Ocupacionais Saturnismo-Intoxicação causada pelo chumbo. Silicose-Provocada pela poeira da sílica. Benzenismo-Mielotóxico, leucemogênico e cancerígeno. Asbestose-Exposição ao amianto. DermatosesCimento, Borracha, Derivados de Petróleo, Níquel, Cobalto,etc.
  13. 13. Novos Males: Doenças relacionadas ao Trabalho Perda Auditiva Induzida pelo Ruído (PAIR) Morte dos cortadores de cana por exaustão Lesões por Esforços Repetitivos ( LER ) Transtornos Mentais relacionados ao Trabalho Distúrbios de Voz José Carlos do Carmo (Kal)
  14. 14. Novos Males: Doenças relacionadas ao Trabalho Acidente com exposição a material biológico Intoxicações Exógenas Assédio Moral no trabalho Stress relacionado ao trabalho Síndrome de Burnout Entre outras José Carlos do Carmo (Kal)
  15. 15. Século XX: Brasil 1943: CLT Normas Regulamentadoras: PORTARIA nº 3214/78 SESMT PPRA PCMSO Limite de Tolerância, etc. Fiscalização dos ambientes de trabalho
  16. 16. CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL 1988 Inseriu a saúde do trabalhador como campo de atuação ao sistema único de saúde.Art.196: “ ... um direito de todos e um dever do Estado, garantido mediante políticas sociais econômicas...”Art. 200: “ ... Ao Sistema Único de Saúde compete... executar as ações de Saúde do Trabalhador...”, assim como “...colaborar na proteção do meio ambiente, nele compreendido o do trabalho...”
  17. 17. LEI ORGÂNICA DA SAÚDE, 8080 19 DE SETEMBRO/ 1990 Em seu artigo 6º, parágrafo 3º, regulamenta os dispositivos constitucionais sobre Saúde do Trabalhador, da seguinte forma:“ Entende-se por saúde do trabalhador, para fins desta Lei, um conjunto de atividades que se destina, através das ações deVigilância Epidemiológica e Vigilância Sanitária, à promoção eproteção da saúde dos trabalhadores, submetidos aos riscos e agravos advindos das condições de trabalho...”
  18. 18. Política Nacional de Saúde do Trabalhador RENAST – Rede Nacional de Atenção à Saúde do Trabalhador; CEREST – Centro de Referência em Saúde do Trabalhador.
  19. 19. Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) Realiza a inspeção das condições e ambientes de Trabalho. Apóia-se fundamentalmente no capítulo V da CLT, que trata das condições de Segurança e Medicina do Trabalho. Capítulo regulamentado pela portaria4/78 que criou as NRs.
  20. 20. Ministério da Previdência Social INSSRealizar ações de reabilitação profissionalAvaliar a incapacidade laborativa para fins de concessão de benefícios previdenciáriosCAT ( Comunicado de Acidente de Trabalho) Deverá ser emitido pelo empresa até o 1º dia útil seguinte ao do acidente. Em caso de morte a CAT deverá ser feita imediatamente. Em caso de doença considera-se o dia do diagnóstico.
  21. 21. Resultado das notificações peloscomunicados de acidente de trabalho (CAT),média do sec.XXI - INSS 3 mortes a cada 3 mil óbitos 2 horas de por ano trabalho 3 acidentes345 mil acidentes a cada minuto típicos por ano de trabalho
  22. 22. Política Nacional de Segurança e Saúde no Trabalho TRABALHO SAÚDE PREVIDÊNCIADecreto nº 7.602 de 07 de novembro de 2011
  23. 23. Trabalhar sim, adoecer não!José Carlos do Carmo (Kal)
  24. 24. Política Nacional de Saúde do Trabalhador RENAST – Rede Nacional de Atenção à Saúde do Trabalhador; CEREST – Centro de Referência em Saúde do Trabalhador.
  25. 25. CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL 1988 Inseriu a saúde do trabalhador como campo de atuação ao sistema único de saúde.Art.196: “ ... um direito de todos e um dever do Estado, garantido mediante políticas sociais econômicas...”Art. 200: “ ... Ao Sistema Único de Saúde compete... executar as ações de Saúde do Trabalhador...”, assim como “...colaborar na proteção do meio ambiente, nele compreendido o do trabalho...”
  26. 26. LEI ORGÂNICA DA SAÚDE, 8080 19 DE SETEMBRO/ 1990 Em seu artigo 6º, parágrafo 3º, regulamenta os dispositivos constitucionais sobre Saúde do Trabalhador, da seguinte forma:“ Entende-se por saúde do trabalhador, para fins desta Lei, um conjunto de atividades que se destina, através das ações deVigilância Epidemiológica e Vigilância Sanitária, à promoção eproteção da saúde dos trabalhadores, submetidos aos riscos e agravos advindos das condições de trabalho...”
  27. 27. CEREST É um serviço especializado no atendimento à Saúde doTrabalhador e tem como principal objetivo a implantação da Atenção Integral à Saúde do Trabalhador no SUS.Habilitado pela Portaria nº 109 SAS/MS de 09 de maio de 2003. CEREST GOIÂNIA
  28. 28. HABILITADO PELA PORTARIA Nº 109 SAS/MS DE 09 DE MAIO DE 2003.
  29. 29. LOCALIZAÇÃOAvenida Contorno nº 2151 Setor Norte Ferroviário Goiânia/GO (62)3524.8702 (62)3524.8743
  30. 30. CEREST´s POR ÁREA DE ABRANGÊNCIA
  31. 31. EQUIPE MULTIPROFISSIONAL Médicos do trabalho, otorrinolaringologista, toxicologista; Enfermeiros do trabalho; Assistentes Sociais; Fonoaudiólogos; Psicólogo; Sociólogo; Fisioterapeutas; Auxiliar de Enfermagem; Técnico de Enfermagem; Equipe Administrativa.
  32. 32. QUEM É ATENDIDO NO CEREST? Todos os trabalhadores independente do vínculoempregatício encaminhado pelas Unidades de Saúde via regulação.
  33. 33. ATRIBUIÇÕES DO CEREST Dar subsidio técnico para o SUS nas ações de promoção, prevenção, vigilância, diagnóstico, tratamento e reabilitação em saúde dos trabalhadores urbanos e rurais;
  34. 34. ATRIBUIÇÕES DO CEREST Assistência especializada aos trabalhadores acometidos por doenças e acidentes relacionados ao trabalho Coleta sistemática da história ocupacional para o estabelecimento da relação do adoecimento com o trabalho diagnóstico e tratamento das doenças relacionadas ao trabalho, de modo articulado com outros programas (mulheres, crianças, idosos, portadores de necessidades especiais, diabetes, hipertensos)
  35. 35. MEDICINA DO TRABALHO
  36. 36. OTORRINOLARINGOLOGIA
  37. 37. ENFERMAGEM DO TRABALHO
  38. 38. SERVIÇO SOCIAL
  39. 39. FONOAUDIOLOGIA
  40. 40. PSICOLOGIA
  41. 41. SOCIOLOGIA
  42. 42. FISIOTERAPIA
  43. 43. ATRIBUIÇÕES DO CERESTFomentar ambientes e processos de trabalho saudáveis;Fortalecer a vigilância de ambientes,processos e agravos relacionados ao trabalho.
  44. 44. VIGILÂNCIA EM SAÚDE
  45. 45. ATRIBUIÇÕES DO CEREST PARCERIAS COM MINÍSTERIO PÚBLICO ABERTURA DE TAC PARA CORREÇÃO DE IRREGULARIDADES E DESENVOLVIMENTO DE PROGRAMOS DE SAÚDE DO TRABALHADOR• CEMITÉRIOS;• COMURG;• CEASA ( CENTRAL DE ABASTECIMENTO DE ALIMENTOS);• JUNTA MÉDICA MUNICIPAL;ACESSIBILIDADE A BANCA PERMANENTE DE CONCILIAÇÃO DA UCGNAS ÁREAS CIVIL, PENAL E TRABALHISTA PARA GARANTIR AASSISNTÊNCIA JURÍDICA AOS TRABALHADORES ATENDIDOS PELOCEREST
  46. 46. ATRIBUIÇÕES DO CERESTImplementar sistema de notificaçãodos agravos relacionados ao trabalho(portaria 104 de janeiro de 2011)
  47. 47. ATIVIDADES EDUCATIVASCAMPANHAS EDUCATIVAS:Voz;Audição;Prevenção de Acidente deTrabalho;LER/DORT;Alerta contra o TrabalhoInfantil.
  48. 48. ATIVIDADES EDUCATIVAS Realizar capacitação técnica e supervisão das ações de saúde do trabalhador na Rede de Serviços; Orientar trabalhadores em nível individual e coletivo; Elaboração de material educativo.
  49. 49. PALESTRA CENTROALCOOL- INHUMAS/GO
  50. 50. ATIVIDADES EDUCATIVAS Propor e assessorar a realização de convênios de cooperação técnica com órgãos de ensino, pesquisa e instituições públicas com responsabilidade na área de saúde do trabalhador Exemplo: UFG e Fiocruz
  51. 51. ATIVIDADES EDUCATIVAS Promover educação permanente dos Trabalhadores Higiene e Segurança do Trabalho; Riscos Ocupacionais; Acidente com Exposição à Material Biológico; LER/DORT; Intoxicações Exógenas; Dermatoses ; Transtorno Mental Relacionado ao Trabalho; Câncer Relacionado ao Trabalho; Dermatoses; Pneumoconioses;
  52. 52. CAMPANHAS EDUCATIVASVozAudiçãoPrevenção de Acidente detrabalhoLER/DORTAlerta contra o trabalho infantil
  53. 53. MATERIAIS EDUCATIVOS
  54. 54. Educação PermanenteFacilitar o desenvolvimento de estágios, trabalho e pesquisa,com universidades , escolas e sindicatos, entre outros Realizar convênios de cooperação técnicacom órgãos de ensino, instituições públicascom responsabilidade na área de saúde dotrabalhadorExemplo: UFG e Fiocruz.
  55. 55.  ASSESSORAR O PODER LEGISLATIVO EM QUESTÕES DE INTERESSE PÚBLICO
  56. 56. ATRIBUIÇÕES DO CEREST ARTICULAÇÕES INTRA E INTERINSTITUCIONAIS  Ministério Público  Superintendência Regional do Trabalho e Emprego  Universidades  Vigilância Sanitária  Vigilância Epidemiológica  PSF  Secretaria de Assistência Social  Junta Médica Municipal
  57. 57. ATRIBUIÇÕES DO CERESTPromover a participação da comunidade na gestão das ações em Saúde do Trabalhador
  58. 58. O CEREST NÃO FAZ!! Atendimento de emergência e urgência Não pode assumir as funções dos Serviços Especializados de Segurança e Medicina do Trabalho –SESMT Exames periódicos Exame de mudança de função
  59. 59. SÃO AGRAVOS DE NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIAPortaria nº 104/MS de janeiro 2011
  60. 60. ACIDENTE DE TRABALHO FATAL
  61. 61. ACIDENTE DETRABALHO COM MUTILAÇÕES
  62. 62. ACIDENTE DE TRABALHO COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES
  63. 63. ACIDENTE COMMATERIAL BIOLÓGICO
  64. 64. DERMATOSEOCUPACIONAL
  65. 65. INTOXICAÇÕES EXÓGENAS
  66. 66. LER/ DORT
  67. 67. PNEUMOCONIOSES
  68. 68. PAIR(PERDA AUDITIVA INDUZIDA PELO RUÍDO)
  69. 69. TRANSTORNO MENTAL RELACIONADO AO TRABALHO
  70. 70. CÂNCERRELACIONADO AO TRABALHO
  71. 71. CÂNCERRELACIONADO AO TRABALHO
  72. 72. DOENÇAS RELACIONADAS AO TRABALHO
  73. 73. SILICOSEÉ uma Pneumoconiose, causada pela inalação de partículas de sílica livre (quartzo, sílica cristalina, SiO2) Risco de adoecimento depende:Concentração da poeira respirável;Composição da poeira (% de silica livre);Tamanho das partículas ( < 10µm atingem os alvéolos )Tempo de exposição.
  74. 74. Atividades/ silicose Jateamento de areia; Pedreiras; Produção de cerâmica branca ou porcelana (mistura a seco); Extração de minérios ( subterrâneos); Fundições de metais usando-se moldes de areia; Corte e lixamento a seco de pedras e tijolos refratários.
  75. 75. Atividade/Silicose•
  76. 76. Atividades / Silicose
  77. 77. O Popular
  78. 78. Quadro Clínico / Silicose AGUDA Forma rara,associada a exposição maciça de sílica livre,em jateamento de areia ou moagem de quartzo puro,levando à proteinose alveolar pulmonar associada a infiltrado intersticial inflamatório. Normalmente aparece dentro dos cinco primeiros anos de exposição, com sobrevida em torno de um ano
  79. 79. Quadro clínico / Silicose SubagudaAlterações radiológicas precoces,de evolução rápida, apresentando-se inicialmente como nódulos que,associado ao processo inflamatório evoluem para conglomeração e grandes opacidades.Sintomas respiratórios precoces e limitantes.Cavadores de poços.
  80. 80. Quadro clínico / silicose crônicaLatência longa,cerca de 10 anos após o inicio da exposição;Presença de nódulos,grandes opacidades.
  81. 81. Sintomas / SilicoseAssintomática no inicioDispnéia aos esforçosAsteniaInsuficiência respiratóriaTosse Podem aparecer outras doenças respiratórias concomitantes ( Bronquite,tuberculose)
  82. 82. Tratamento da SilicoseNão há tratamento específicoDeve ser afastado imediatamente da exposiçãoSuspensão do tabagismoTransplante pulmonar em casos selecionadosQuimioprofilaxia com tuberculostáticos
  83. 83. Prevenção da SilicoseVigilância dos ambientes e dos processos de trabalhoSubstituição de perfuração a seco por processos úmidosVentilação adequada durante em trabalhos em áreas confinadasTurno de trabalho reduzido para perfuradoresControle da poeira em níveis abaixo dos permitidos (monitoramento sistemático)
  84. 84. Prevenção da Silicose Rotatividade das atividades Fornecimento de EPIs adequadosMáscaras com filtros, vestuario, òculos, capacete,etcHigienização ,manutenção e guarda dos EPIsTreinamento dos trabalhadores Medidas de proteção coletiva (filtros mecânicos em áreas contaminadas) Exames médicos periódicos (RX , Espirometria) Controle do tabagismo
  85. 85. Prevenção/ Silicose
  86. 86. ASBESTOSEPneumoconiose causada pela inalação de fibras de asbesto ou amianto;Doença profissional dose-dependente dos níveis de concentração de fibras de asbesto no ar;Desenvolve lentamente,após tempos de exposição veriáveis;Carcinogênico humano.
  87. 87. Amianto
  88. 88. Os minerais asbestiformes, são classificados em dois grupos: Composicão Grupo Nome do mineral Nome-comum Observações química (Mg,Fe,Ni)3Si2O5( Esse é o tipo maisSerpentina Crisótilo Asbesto branco OH)4 usado na indústria Amosite é um termo comercial, Amosite Fe7Si8O22(OH)2 Asbesto marrom sinônimo de grunerite. Na2Fe2+3Fe3+2Si8O2 Crocidolite Asbesto azul 2 (OH)2Anfíbola Ca2Mg5Si8O22(OH) Tremolite 2 Ca2(Mg, Actinolite Fe)5Si8O22(OH)2 (Mg, Antofilite Fe)7Si8O22(OH)2
  89. 89. ASBESTOSE /Exposição• Extração do mineral na natureza;• Fábricas de artigos que utilizam amianto: telhas,caixas d’água,tecidos a prova de fogo e fibro-cinento.
  90. 90. Amianto/ Minaçú-Go
  91. 91. ASBESTOSE/Quadro ClínicoDispnéia de esforço,crepitações nas bases;Espessamento pleural;Câncer de pulmão é uma complicação frequente na evolução da asbestose (mesotelioma de pleura e peritônio).
  92. 92. Asbestose/Quadro Clínico
  93. 93. ASBESTOSE/DiagnósticoÉ feito com base nas alterações radiológicas e história ocupacional;Tempo de latência é longo,geralmente superior a 10 anos;Recomenda-se RX na admissão e anualmente;Espirometria ,bienalmente.
  94. 94. ASBESTOSE/PrevençãoReduzir os níveis de exposição;Informar os trabalhadores sobre os riscos e medidas de prevenção;Enclausuramento de processos e isolamento de setores de trabalho;Umidificação dos processos onde haja produção de poeira;Sistema de exaustão e ventilação adequados e eficientes.
  95. 95. ASBESTOSE/PrevençãoMonitoramento sistemático das concentrações de fibras no ar ambiente ( anexo nº 12 da NR 15,desde 1991,proibe o uso de fibras de anfibólios (crocidolita, amosita, antofilita, tremolita). Para fibras respiráveis de crisolita,o LT de 2.0 fibras/ cm³)Fornecimento de EPIs (máscaras com filtros específicos e substituído segundo recomendações)
  96. 96. Transtornos mentais relacionados ao trabalhoSegundo a OMS os transtornos mentais menores acometem 30% dos trabalhadores ocupados e os transtornos mentais graves cerca de 5 a 10%.
  97. 97. Principais causasExposição a agentes tóxicos;Organização e processos de trabalho;Modelo de gerenciamento;Enxugamento do quadro de funcionários;Competição,produtividade e metas;Comunicação dentro do ambiente de trabalho;Assédio moral, entre outros.
  98. 98. Percepção de riscos/exemplo A categoria docente é uma das mais expostas a ambientes conflituosos e de alta exigência de trabalho Assim estressores psicossociais estão constantemente presentes e atuando sobre a saúde do professor (Reis et. al, 2005)
  99. 99. Tais condições colocam em risco a saúdeemocional do educador, ocasionando seu adoecimento Depressão Ansiedade Estresse Síndrome de Burnout
  100. 100. Percepção do riscoEstudos constatam grande número de docentes, irritados,desmotivados, com baixa resiliência, sem significado pessoal no seu trabalho, sentindo-se desvalorizados profissionalmente. (Moura, 1997; Codo, 2002; Carlotto, 2002)
  101. 101. TRABALHO X SAÚDE“O trabalho é elemento fundamental para a saúde, sendo a organização do trabalho oaspecto de maior impacto no funcionamento psíquico.’’ “DEJOURS”
  102. 102. TRABALHADORLATENTE MANIFESTO (por fora)(por dentro)
  103. 103. PRINCIPAL FATOR PSICOSSOCIAL DE RISCO NO TRABALHO ESTRESSE SAÚDE EMOCIONAL
  104. 104. ESTRESSECombinação de reações fisiológicas ecomportamentais que as pessoasapresentam em resposta aos eventos queas ameaçam ou desafiam. (Selye, 1959)Resposta de "luta - ou - fuga"
  105. 105. Estresse Ocupacional“O Estresse no Trabalho ocorre quando as exigências do trabalho não se igualam às capacidades, aos recursos ou às necessidades do trabalhador ”. (NIOSH, 1999)
  106. 106. CAUSAS DO ESTRESSELonga jornada de trabalhoRemuneração injustaRecursos materiais insuficientesInexistência de crescimento profissionalRelacionamento com a administração e outros colegasAmeaças verbais e físicas feitas pelos estudantesTarefas extra-classeReuniões e atividades adicionais
  107. 107. “O estresse ocupacional ocorrequando o indivíduo percebe as tarefas no trabalho como excessivas para a capacidade que possui em enfrentar ” ( Straub, 2005)
  108. 108. PRINCIPAIS INDÍCIOS DE ESTRESSE  Desequilíbrio entre a vida pessoal e a profissional  O dia de trabalho parece não ser suficiente para realizar todas as tarefas  Sensação de incompetência  Vontade de fugir de tudo  Angústia e ansiedade  Apatia e desânimo
  109. 109. PRINCIPAIS INDÍCIOS DE ESTRESSE  Desequilíbrio na vida pessoal  Pensar e falar constantemente em um só assunto  Dificuldade para tomar decisões  Irritabilidade sem causa aparente  Fadiga ou sono, mesmo tendo dormido o suficiente
  110. 110. PRINCIPAIS SINTOMAS DO ESTRESSE Mudança extrema de apetite Diminuição da libido Tontura/ sensação de estar flutuando Formigamento das extremidades Palpitações e respiração ofegante Tiques nervosos Cefaléia e dor muscular Dificuldade de concentração e de foco Prejuízo na atenção e na memória Autoestima prejudicada
  111. 111. C CONTROLE E PREVENÇÃO DO ESTRESSE Otimismo aprendido Despertar os órgãos dos sentidos Gerenciamento do tempo Atividades de lazer Atividade física Reeducação alimentar Desabafo: libera os traumas internalizados e as tensões emocionais Ajuda profissional: fornece informações, apoio emocional e orientação terapêutica 
  112. 112. Síndrome de Burnout Reação à tensão emocional crônica gerada a partir do contato direto e excessivo com outros seres humanos, particularmente quando estes estão preocupados ou com problemas Conceito multidimensional que envolve três fatores: Exaustão Emocional Despersonalização Falta de Envolvimento Pessoal no Trabalho (Maslach & Jackson, 1981)
  113. 113. Fatores de BurnoutExaustão Emocional Esgotamento de energia e dos recursos emocionais Relacionado aos aspectos individuais Principais antecedentes: sobrecarga de trabalho e conflito interpessoalDespersonalização Sentimentos e atitudes negativas e cinismo, “coisificação” da relação Refere-se ao contexto interpessoal Desenvolve-se como mecanismo de proteçãoFalta de Envolvimento Pessoal no Trabalho Sensação de incompetência, falta de realização e de produtividade Sensação é diminuída pela auto-eficácia e exacerbada pela falta de apoio social, de oportunidades para o desenvolvimento profissional e de recursos no trabalho Baixos salários Violência e falta de segurança
  114. 114. QUADRO CLÍNICO Esgotamento emocional, perda da sensibilidade afetiva Perda fácil do senso de humor, perda de memória, cansaço permanente, dificuldade para levantar-se pela manhã Despersonalização, que resulta em atitudes negativas que a pessoa faz da sua própria imagem, relação de cinismo, e ironia para com as pessoas na organização
  115. 115. QUADRO CLÍNICO Manifestações emocionais: esgotamento profissional, sentimento de frustração, baixa auto – estima, desmotivação para com o trabalho Reações físicas: fadiga, problemas de hipertensão arterial, ataques cardíacos, perda de peso, dores de cabeça, dores nas costas
  116. 116. QUADRO CLÍNICOReações comportamentais: consumo acelerado de cigarros, álcool, café e drogas ilícitasDistanciamento afetivo dos clientes e dos colegas de trabalhoConstantes conflitos interpessoais tanto no trabalho como no próprio ambiente familiar
  117. 117. “O que eu TENHO FEITO com o que fizeram de mim?”
  118. 118. Saúde Vocal
  119. 119. A VOZ A voz é fundamental para que o ser humano possa se comunicar, transmitindo seus pensamentos e idéias.
  120. 120. A VOZ Variade acordo com o sexo, a idade, a profissão, a personalidade e o estado emocional do falante.
  121. 121. VOZ PROFISSIONALm Forma de comunicação oral utilizada por indivíduos que dela dependem para exercer sua atividade ocupacional
  122. 122. DISTÚDISTÚRBIO DE VOZRELACIONADO AO TRABALHO (DVRT) “Qualquer alteração vocal diretamente relacionada ao uso da voz durante a atividade profissional.
  123. 123. PROFISSIONAIS PROFESSORES ATORES LOCUTORES PASTORES DUBLADORES VENDEDORESCANTORES TELEFONISTAS REPÓRTERES ADVOGADOS LEILOEIROS POLÍTICOS OPERADORES DE TELEMARKETING CAMELÔS PADRES
  124. 124. DisfoniaRepresenta qualquerdificuldade na emissãovocal que impeça aprodução natural da voz
  125. 125. SINTOMAS ROUQUIDÃO CANSAÇO VOCAL ARDOR/DOR NA REGIÃO DA GARGANTA PIGARRO CONSTANTE TOSSE CRÔNICA ESFORÇO AO FALAR SENSAÇÃO DE CORPO ESTRANHO NA GARGANTA
  126. 126. TRATAMENTO E REABILITAÇÃODIAGNÓSTICO PRECOCE TRATAMENTO IMEDIATO MELHOR PROGNÓSTICO
  127. 127. RISCOS Fumo Álcool Drogas Hábitos vocais inadequados: pigarro e tosse Ar condicionado
  128. 128. Cuidados com a voz Articular bem as palavras Falar pausadamente Descansar a voz (fazer momentos de repouso vocal) Fazer hidratação, gargarejos com água morna Cuidar da saúde geral  sono  alimentação  atividades anti-stress
  129. 129. O que você não deve fazer Não praticar exercícios físicos falando Não falar em demasia ,em ambientes de fumantes,barulhentos ou abertos Tossir ou pigarrear excessivamente Utilizar álcool em excesso Gritar Dar gargalhadas Falar excessivamente durante quadros gripais ou crises alérgicas Outros
  130. 130. LER/DORT .
  131. 131. LER-DORTLER – Lesões por Esforços RepetitivosDORT – Distúrbios OsteomuscularesRelacionados ao Trabalho Caracterizam-se pela ocorrência de vários sintomas concomitantes ou não, de aparecimento insidioso, com dor crônica, que se manifesta principalmente no pescoço, cintura escapular e/ou membros superiores em decorrência do trabalho.
  132. 132. Incidência de LER/DORT Categorias produtivas consideradas femininas como: alimentação, confecção, tecelagem e calçados.
  133. 133. FATORES DE RISCO BIOMÊCANICOS Alta repetitividade Força excessiva  Posturas incorretas  Invariabilidade das tarefas Trabalho Muscular Estático
  134. 134. FATORES DE RISCOORGANIZAÇÃO DO TRABALHOAumento da carga de trabalhoAumento da jornada e ritmo detrabalhoAusência de PausasAusência de comunicação internaHiperaceleração
  135. 135. FATORES DE RISCO ERGONÔMICOS Qualidade do material Falta de manutenção dos equipamentosForça exigida pelos equipamentos ouobjetos resistentesMobiliário improvisado, incomodo,velho,etc...
  136. 136. PRINCIPAIS FATORES DE RISCO PARA PROFESSORESEsforço físico:trabalho em pé, escrita no quadro negro,subir e descer escadas e a exposição ao pó do gizRitmo acelerado de trabalho (Silvany Neto et al, 1998)
  137. 137. Estágio da Ler/Dort : Grau ISensação de peso e desconforto no membro afetadoDor espontânea no local, às vezes com pontadas ocasionais durantea jornada de trabalho, que não interferem na produtividadeNão há uma irradiação nítida
  138. 138. Estágio da Ler/Dort :Grau IIDor persistente e intensa. Aparece durante a jornada detrabalho de forma intermitente Localizada (pode irradiar) podendo vir acompanhada deformigamento e calor, além de leves distúrbios desensibilidadePrognóstico Favorável
  139. 139. Estágio da Ler/Dort :Grau III Dor mais persistente, mais forte e tem irradiação maisdefinidaForça muscular diminuída e parestesia Edema e sudorese freqüente , alteração da sensibilidade,palidez e hiperemiaPrognóstico Reservado
  140. 140. Estágio da Ler/Dort: Grau IVDor forte, contínua, por vezes insuportável,levando a intenso sofrimento.A perda de força e controle dos movimentos são constantes.As atrofias, principalmente dos dedos, são comuns em funçãodo desuso.As AVDs são muito prejudicadas. Alterações psicológicas.Prognóstico Sombrio.
  141. 141. QUADRO CLÍNICODesconforto Mãos frias, dormência ouformigamento Redução da habilidade , falta defirmeza nas mãos Dificuldade de exercer as atividadeslaborais e domesticaPerda de força Dificuldade de coordenação nasmãosChoqueDor
  142. 142. TratamentoO afastamento do trabalho é a medida maisimportanteSempre deve ser realizado por equipemultidisciplinar.
  143. 143. Prevenção é o melhor remédioIdentificar os riscos,minimizá-los e /ou eliminá-losPausas durante a jornada de trabalhoRevezamentoGinástica LaboralErgonomia
  144. 144. TRABALHAR SIM , ADOECER NÃO!!!!!!!!!!!
  145. 145. ACIDENTE COMMATERIAL BIOLÓGICO
  146. 146. PRIMEIRO ATENDIMENTO FEITO NO LOCAL DE TRABALHO SEGUNDO ATENDIMENTOFEITO NA UNIDADE DE REFERÊNCIA ACOMPANHAMENTO FEITO NO CRDT
  147. 147. PACIENTE FONTE
  148. 148. FONTE VÍTIMA
  149. 149. FONTE VÍTIMA
  150. 150. VÍTIMA
  151. 151. VÍTIMA
  152. 152. VÍTIMA
  153. 153. Indicar a mesma medicação que a fonte utiliza
  154. 154. DESCONHECIDO
  155. 155. ?????
  156. 156. 3524 8720
  157. 157. 14 12 2 0 07 GOIÂNIA PSF GUANABARA 1 4 1 2 2 0 07 VERA LUCIA BRIGIDO 18 07 1 9 77 F 5 1 30 6 MARIA JOSÉ SILVA GOIÂNIA NORTE GUANABARA RUA 1 23 CAMPO FUTEBOL 16 23 5 2 2 3 4 7 7 BRASIL
  158. 158. TÉCNICO DE ENFERMAGEM 4 CAIS GUANABARANORTE GOIÂNIA
  159. 159. OBRIGADA!!!! E-mail :st@sms.goiania.go.gov.br“O sonho é trabalhar sem necessariamente adoecer ou morrer em decorrência do trabalho”

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