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O que significa H1N1
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Material explicativo sobre a sigla H1N1, atribuida ao virus da gripe suina.

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  • 1. EDIÇÃO PARA PROFESSORES Número 14 Em dia as CIÊNCIAS NATURAIS com Eduardo Canto Autor de Ciências Naturais, aprendendo com o cotidiano – Editora Moderna O que significa a sigla A (H1N1), atribuída ao vírus da “gripe suína”? Código se reporta a tipo e subtipo viral da influenza. O vírus da influenza (gripe) é uma partícula esferoidal revestida por um envelope de dupla Hemaglutinina (H) camada lipídica, proveniente da membrana plasmática da célula em que foi produzido. Dois Neuraminidase (N) tipos de espículas projetam-se para fora da su- perfície do envelope: um deles é formado pela Envelope de dupla proteína hemaglutinina (H) e o outro pela proteí- camada lipídica na neuraminidase (N). Em um único vírus, há cer- ca de 500 espículas H e 100 N. Abaixo do envelo- RNA pe há uma camada de proteína da matriz, que en- volve o nucleocapsídeo, conjunto que contém o Proteína da matriz material genético (8 segmentos de RNA) e tam- bém diversas proteínas. Nucleocapsídeo contendo proteínas e o material genético A infecção pelo vírus acontece quando espículas H ligam-se a receptores específicos da membrana plasmática das células hospedeiras. Os vários vírus da influenza são classifica- Após a ligação, o vírus entra na célula por dos em três tipos A, B e C, de acordo com a com- endocitose e seu material genético é liberado no posição química de proteínas internas (proteína citoplasma. A estrutura celular é mobilizada para da matriz e proteínas do nucleocapsídeo). Assim, a produção de cópias do vírus, que “brotam” da os vírus de cada tipo compartilham antígenos que © 2010 Eduardo Leite do Canto (www.professorcanto.com.br) – Venda proibida membrana plasmática, levando consigo um en- não existem nos outros dois tipos. Vírus B e C velope formado por trechos dessa membrana. (A infectam apenas humanos. Entre os vírus A, há os destruição das células epiteliais respiratórias não se que infectam humanos, os que infectam outras es- deve diretamente ao ciclo viral, mas a uma resposta pécies de mamíferos e os que infectam aves. imune do organismo, após reconhecer que tais cé- lulas foram infectadas.) Os vírus do tipo A são divididos em subtipos, conforme a composição química das espículas ex- As proteínas H e N são fundamentais na in- ternas, H e N. Já foram descritas 15 variedades de fecção. É por meio da proteína H que ocorre o reco- hemaglutinina (H1 até H15) e 9 de neuraminidase nhecimento e a ligação à célula hospedeira. A pro- (N1 até N9). Na influenza humana ocorrem so- teína N atua em pelo menos dois eventos cruciais: mente H1 a H3 e N1 e N2. Assim, por exemplo, há vírus humanos H1N1, H2N2 e 1. Para chegar às células hospedeiras, o vírus deve H3N2. Os subtipos aviários atravessar uma camada de muco protetor, pro- ocorrem em diversas combina- duzido pelo sistema respiratório, com grande quan- ções. O surto de gripe aviária tidade de proteínas que se ligam às espículas H. que figurou nas manchetes em A proteína N é uma enzima que catalisa o rom- 2005, por exemplo, foi de H5N1. pimento dessa ligação, liberando o vírus para que atravesse o muco e atinja as células. 2. Quando novos vírus “brotam” da membrana plas- E isso tem a ver com... mática, eles permaneceriam ligados a ela pelas • Vírus — 7o ano, cap. 12 espículas H, se não fosse pela atuação da enzima • Doenças respiratórias virais — 8o ano, cap. 5 N, que catalisa o rompimento dessa ligação e li- Ciências Naturais, aprendendo com o cotidiano , 4 volumes, 3a edição. cotidiano, bera os vírus.