Fundamentos da Neurociência

26,665 views
26,103 views

Published on

Slides disponibilizados pelo Ms. Cláudio Neves. Estes foram apresentados na primeira aula da turma de Neuropedagogia de 2012/1 do ICG.

Published in: Education

Fundamentos da Neurociência

  1. 1. Cláudio Pereira Neves Prof. De Educação Física Fisioterapeuta Ms. Educação Brasileira Equipe de avaliação CMAI [email_address] Fundamentos da Neurociências e Aprendizagem
  2. 3. <ul><li>MELO, Silvana Regina de. Neuroanatomia: pintar para aprender. São Paulo, Roca 2010. </li></ul><ul><li>MONTIEL, José M.; CAPOVILLA, Fernando C. organizadores. Atualização em Transtornos de Aprendizagem. São Paulo Artes Médicas, 2009. </li></ul><ul><li>MORAES, A. P O livro do Cérebro , 1, 2 e 3. São Paulo: Duetto, 2009 – ISBN 978-85-7902-041-4. </li></ul><ul><li>GAZZANGA, S. Michel; IRVY, B. Richard; MANGUN, RGeorge. Et. All. Neurociência Cognitiva , a biologia da mente. 2ª Ed. Porto Alegre. Artmed. 2006. </li></ul><ul><li>ROTTA, Newra Tllecha. Transtornos da Aprendizagem . Artmed, 2006 </li></ul><ul><li>RELVAS, Marta Pires. Neurociência e Educação: Pontencialidades dos gêneros humanos na sala de aula . Rio de Janeiro: Wak Ed., 2009. </li></ul><ul><li>FONSECA, Vitor da. Manual de Observação Psicomotora. Significação psiconeurológica dos fatores psicomotores. Artes médicas, porto alegre.1995 </li></ul><ul><li>FONSECA, Vitor da. Desenvolvimento psicomotor e aprendizagem. Artmed.Porto Alegre,2002. </li></ul>
  3. 4. <ul><li>4.000 a.C. – cirurgia no cérebro, a trepanação. </li></ul><ul><li>Perfuração, à mão, um buraco de 2,5 cm a 3,5 cm de diâmetro no crânio de um homem vivo, sem anestesia ou assepsia, por 30 a 60 minutos. A trepanação foi realizada ao longo de praticamente todas as eras. </li></ul>
  4. 5. Frenologia (1800) &quot;lógica ou estudo da mente&quot; - Franz Joseph Gall (médico alemão) teoria que reivindica ser capaz de determinar o caráter, personalidade, e grau de criminalidade pela forma da cabeça (lendo &quot;caroços ou protuberâncias&quot;). - Recebeu crédito por contribuir com a ciência médica ao dizer que áreas específicas do cérebro estão relacionadas com determinadas funções.
  5. 6. Santiago Ramón y Cajal considerado o pai da neurociência moderna <ul><li>Em 1888 Cajal descreve a presença de células isoladas no tecido nervoso (batizadas de neurônios pelo alemão Wilhelm von Waldeyer em 1891). </li></ul><ul><li>Caracterizou as partes constituintes da célula nervosa,corpo celular, dendritos e axônio. </li></ul><ul><li>Foi “impulsionado” a partir das pesquisas Broca e Wernicke. </li></ul>
  6. 7. Outras...
  7. 8. O que é Neurociência? <ul><li>Neurociência é a área multidisciplinar de conhecimento que analisa o sistema nervoso para entender as bases biológicas do comportamento. </li></ul><ul><li>Floyd E. Bloom -The Scripps Research Institute - La Jolla, California </li></ul>
  8. 9. <ul><li>Se educar é promover a aquisição de novos comportamentos e os comportamentos resultam do funcionamento do cérebro, poder-se-ia concluir que o conhecimento das bases neurobiológicas do processo ensino-aprendizagem seria fundamental na formação do educador. </li></ul><ul><li>(O cérebro vai à escola: a experiência do projeto NeuroEduca) </li></ul>
  9. 10. <ul><li>Neurocientistas </li></ul><ul><li>são pessoas que atuam fazendo pesquisa em neurociência. </li></ul><ul><li>A formação se dá a nível de pós-graduação; não há graduação em neurociência. </li></ul><ul><li>podem ser: biólogos, biomédicos, médicos, psicólogos, físicos, engenheiros, filósofos, economistas... </li></ul><ul><li>mas uma base sólida em ciências biomédicas é sempre de grande valia. </li></ul>
  10. 11. APRENDIZAGEM <ul><li>Conceito neurobiológico </li></ul><ul><ul><li>- Processo complexo que resulta em modificações estruturais e funcionais permanentes do Sistema Nervoso Central . </li></ul></ul><ul><ul><li>- Representa uma das fases da memória : aquisição </li></ul></ul><ul><ul><li>Ohweiler, 2006 </li></ul></ul>neuroplasticidade Uso/desuso Cérebro, cerebelo e tronco encefálico
  11. 12. Aprendizagem <ul><li>“ ... a aprendizagem é um processo mental que envolve o processamento de informação e a sua passagem da memória de curto prazo para a de longo prazo . Neste processo, o conhecimento prévio do aluno e a construção de sentido tem um papel determinante em toda a aprendizagem”. </li></ul><ul><li>(Doolittle, 2002, p. 2). </li></ul>
  12. 13. MEMÓRIA <ul><li>Conceito </li></ul><ul><ul><li>Processo mediante o qual se adquire, se forma, se conserva e se evoca a informação. </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Fase de aquisição: aprendizagem </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Fase de evocação: lembrança </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Lent, 2008 </li></ul></ul></ul>
  13. 14. N eurociência: primeiros estudos <ul><li>O cérebro, uma vez completado seu desenvolvimento, era incapaz de mudar, alterar suas funções e estruturas (morfologia).  </li></ul><ul><li>Nesse sentido: </li></ul><ul><li>as partes lesionadas do cérebro, tais como aquelas apresentadas por vítimas de tumores ou derrames, eram incapazes de crescer novamente e recuperar, pelo menos parcialmente, suas funções </li></ul>
  14. 15. <ul><li>As pesquisas dos últimos 20 anos têm revelado um quadro inteiramente diferente. Em resposta aos jogos, estimulações e experiências, o cérebro exibe o crescimento de conexões neuronais. </li></ul><ul><li>Nesse sentido... </li></ul><ul><li>A educação de crianças em um ambiente sensorialmente enriquecedor, desde a mais tenra idade, pode ter um impacto sobre suas capacidades cognitivas e de memória futuras.  </li></ul><ul><li>A presença de cor, música, sensações (tais com a massagem do bebê), variedade de interação com colegas e parentes das mais variadas idades, exercícios corporais e mentais podem ser benéficos (desde que não sejam excessivos).   </li></ul><ul><li>Existem hoje, muitos estudos mostrando a importância da estimulação precoce . </li></ul>
  15. 18. Encéfalo
  16. 19. <ul><li>Encéfalo: 3 grandes estruturas: </li></ul><ul><li>01- os grandes hemisférios cerebrais D e E; </li></ul><ul><li>02 - o cerebelo, menor e com formato meio esférico </li></ul><ul><li>03 - Otronco </li></ul><ul><li>Cerebral; </li></ul>1 2 3
  17. 21. Neurônio <ul><li>Não se regenera; (surgem novos ?????) </li></ul><ul><li>Ao se processar um aprendizado há uma nova organização cerebral, novas sinapses. </li></ul><ul><li>“ Sinapse física”: interpreta o meio ambiente, através dos sentidos; recebe no tálamo e de lá é/são encaminhados para as áreas correspondentes; </li></ul>
  18. 23. Neurônios: <ul><li>Um neurônio típico apresenta 03 partes distintas: corpo celular (núcleo), axônio e dentritos; </li></ul><ul><li>Os dentritos são prolongamentos finos e geralmente ramificados que conduzem os estímulos captados do ambiente ou de outras células em direção ao corpo celular; </li></ul><ul><li>O axônio é um prolongamento fino, cuja função é transmitir para outras células os impulsos nervosos provenientes do corpo celular; </li></ul><ul><li>Localização dos neurônios: concentrados no sistema nervoso central e nos gânglios nervosos (espalhados pelo corpo). </li></ul>
  19. 24. Bainha de mielina <ul><li>Fazem o impulso percorrer 100 vezes mais rápido </li></ul><ul><li>É plástica: altera em resposta aos estímulos ambientais </li></ul><ul><li>Indivíduos com esquizofrenia e bipolares tem produção alterada (diminuída) dessa camada. </li></ul>
  20. 25. Sinapses: transmissão do impulso nervoso entre células <ul><li>Um impulso é transmitido de uma célula a outra. </li></ul><ul><li>A sinapse é uma região de contato muito próximo entre a extremidade do axônio de um neurônio e a superfície de outras células. </li></ul><ul><li>As terminações de um axônio podem estabelecer muitas sinapses simultâneas. </li></ul>
  21. 26. IMPULSO NERVOSO
  22. 28. Sinapses Neuromusculares <ul><li>A ligação entre as terminações axônicas e as células musculares é chamada sinapse neuromuscular e nela ocorre liberação da substância neurotransmissora acetilcolina que estimula a contração muscular. </li></ul>
  23. 29. Cérebro <ul><li>O cérebro é a parte do sistema nervoso central que fica dentro do crânio. </li></ul><ul><li>É a parte mais desenvolvida e a mais volumosa do encéfalo, pesa cerca de 1,3 kg e é uma massa de tecido cinza-róseo. </li></ul><ul><li>Apresenta duas substâncias diferentes: uma branca , que ocupa o centro, e outra cinzenta , que forma o córtex cerebral. </li></ul><ul><li>O córtex cerebral está dividido em mais de quarenta áreas funcionalmente distintas. </li></ul>
  24. 31. Medula
  25. 32. <ul><li>O cérebro é composto por cerca de 100 bilhões de células nervosas, conectadas umas às outras. 60 mil sinapses, cada um. </li></ul><ul><li>- células da glia cerca, de 10 a 15 vezes mais. </li></ul><ul><li>(células de sustentação); </li></ul><ul><li>- vasos sanguíneos e órgãos secretores. </li></ul><ul><li>500 kcal/dia; </li></ul><ul><li>1/5 do Oxigênio ao longo da vida; </li></ul><ul><li>O cérebro só consegue prestar atenção a uma única coisa de cada vez. </li></ul>
  26. 34. - Artérias preenchendo sulcos: - AVE (hemorrágicos e isquêmicos)
  27. 36. Sulcos, Giros, Fissuras, e Lobos
  28. 37. A superfície do cérebro apresenta várias saliências arredondadas denominadas circunvoluções ou giros . Separando os giros existem depressões. As depressões profundas são denominadas Fissuras . A mais rasas, sulcos . Fissuras
  29. 38. Giros
  30. 41. Todavia, os locais de deteminadas fissuras e sulcos são constantes o suficiente para servirem de pontos de referência através dos quais cada hemisfério pode ser dividido em lobos: frontal, parietal, temporal e occipital.
  31. 42. má representação de um cérebro
  32. 43. Cada Hemisfério Possui quatro pólos/lobos <ul><li>Frontal </li></ul><ul><li>Occipital </li></ul><ul><li>Temporal </li></ul><ul><li>Parietal </li></ul>
  33. 44. 08/02/12
  34. 45. Oh! Como é lindo! Engenhoso!!! É o mais puro estado de arte da natureza... Trata-se da vista superior de um cérebro humano. Lá está os hemisférios direito e esquerdo.
  35. 46. “ Teste de lateralidade cerebral&quot;. <ul><li>Segundo eles, quem vê a bailarina girar no sentido horári o &quot;usa mais o lado direito do cérebro&quot;; </li></ul><ul><li>quem vê a bailarina girar no sentido anti-horário “ usa mais o lado esquerdo do cérebro&quot;. </li></ul>
  36. 47. <ul><li>ttaol </li></ul><ul><li>lmeos </li></ul><ul><li>aorcdo </li></ul><ul><li>piremria </li></ul><ul><li>rseto </li></ul><ul><li>53RV3 </li></ul><ul><li>CO1545 </li></ul>
  37. 48. PROCESSO DE AUTOMATIZÇÃO <ul><li>Para Vigotski & Luria (1996), as funções corticais superiores são, em princípio, funções extracorticais , ou seja, desenvolvidas no e pelo intercâmbio da criança com os indivíduos mais desenvolvidos culturalmente, para depois se tornarem intracorticais ou individuais. </li></ul><ul><li>Assim, a leitura fica automatizada, depois de internalizada e, então o cérebro não lê letra por letra. </li></ul>
  38. 49. <ul><li>De aorcdo com uma peqsiusa de uma uinrvesriddae ignlsea, não ipomtra em qaul odrem as Lteras de uma plravaa etãso, a úncia csioa iprotmatne é que a piremria e útmlia Lteras etejasm no lgaur crteo. O rseto pdoe ser uma bçguana ttaol , que vcoê anida pdoe ler sem pobrlmea. Itso é poqrue nós não lmeos cdaa Ltera isladoa, mas a plravaa cmoo um tdoo. </li></ul>
  39. 50. <ul><li>35T3 P3QU3N0 T3XTO 53RV3 4P3N45 P4R4 M05TR4R COMO NO554 C4B3Ç4 CONS3GU3 F4Z3R CO1545 1MPR3551ON4ANT35! R3P4R3 N155O! NO COM3ÇO 35T4V4 M310 COMPL1C4DO, M45 N3ST4 L1NH4 SU4 M3NT3 V41 D3C1FR4NDO O CÓD1GO QU453 4UTOM4T1C4M3NT3, S3M PR3C1S4R P3N54R MU1TO, C3RTO? POD3 F1C4R B3M ORGULHO5O D155O! SU4 C4P4C1D4D3 M3R3C3! P4R4BÉN5! </li></ul>
  40. 51. Encontra a letra N <ul><li>MMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMNMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMM MMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMM </li></ul>
  41. 52. <ul><li>....Como ficar feliz quando se está triste.doc </li></ul>
  42. 53. Funções do cérebro <ul><li>O cérebro é o centro de controle do: </li></ul><ul><li>movimento; </li></ul><ul><li>do sono,; </li></ul><ul><li>da fome; </li></ul><ul><li>da sede; </li></ul><ul><li>quase todas as atividades vitais necessárias à sobrevivência. </li></ul><ul><li>todas as emoções, como o amor, o ódio, o medo, a ira, a alegria e a tristeza; </li></ul><ul><li>recebe e interpreta os inúmeros sinais enviados pelo organismo e pelo exterior. </li></ul><ul><li>Os cientistas já conseguiram elaborar um mapa do cérebro, localizando diversas regiões responsáveis pelo controle da visão, da audição, do olfato, do paladar, dos movimentos automáticos e das emoções, entre outras. No entanto, pouco ainda se sabe sobre os mecanismos que reagem o pensamento e a memória. </li></ul>
  43. 54. Áreas cerebrais: mapeamento   Áreas de Brodmann 41 e 42: áreas auditivas primárias   4: córtex motor primário – “faixa motora”   6: área pré-motora.   44: trata-se a área de Broca (processamento da linguagem, produção da fala e compreensão). 17: córtex visual primário (lobo occipital).   40 e parte da área 39: área de Wernicke (conhecimento, interpretação e associação das informações ).   8: área do movimento ocular voluntário na direção oposta
  44. 59. <ul><li>lobos </li></ul>
  45. 61. Lobo Temporal:sensitivo <ul><li>Recepção e decodificação de estímulos auditivos (memória auditiva, descriminação e sequencialização auditiva, integração rítmica) que se coordenam com impulsos visuais. Relação com a parte da gustação e olfação. </li></ul><ul><li>Memória de curto e longo prazo; </li></ul><ul><li>Aprendizado auditivo; </li></ul><ul><li>Recuperação de palavras; </li></ul><ul><li>Compreensão linguística; </li></ul><ul><li>Processamento visual e auditivo; </li></ul><ul><li>Estabilidade emocional; </li></ul><ul><li>Reconhecimento de expressões faciais; </li></ul><ul><li>Decodificar entonação vocal; </li></ul><ul><li>Informações do equilíbrio corporal; </li></ul>
  46. 63. Memória e Aprendizagem
  47. 64. Hipocampo <ul><li>Memória transitória, de trabalho. </li></ul><ul><li>Faz conecção com córtex cerebral; </li></ul>
  48. 65. MEMÓRIA <ul><li>Conceito </li></ul><ul><ul><li>Processo mediante o qual se adquire, se forma, se conserva e se evoca a informação. </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Fase de aquisição: aprendizagem </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Fase de evocação: lembrança </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Lent, 2008 </li></ul></ul></ul>
  49. 66. Memória <ul><li>O hipocampo , juntamente com outra parte do cérebro chamada de córtex frontal , é responsável por analisar as diversas entradas sensoriais e decidir se vale a pena lembrar delas. Se valerem a pena, elas podem se tornar parte de sua memória de longo prazo; </li></ul><ul><li>A criação de uma memória começa com sua percepção: o registro de informações durante a percepção ocorre no breve estágio sensorial, que geralmente dura somente uma fração de segundo; </li></ul>
  50. 67. <ul><li>A memória de curto prazo tem uma capacidade um pouco limitada - ela pode manter sete itens, por não mais de 20 ou 30 segundos por vez. Você pode conseguir aumentar bastante essa capacidade utilizando diversas estratégias de memorização; </li></ul><ul><li>Diferentemente das memórias sensoriais e de curto prazo, que são limitadas e se desfazem rapidamente, a memória de longo prazo pode armazenar quantidades ilimitadas de informações; </li></ul>
  51. 68. <ul><li>Efeitos do envelhecimento na memória </li></ul><ul><li>O hipocampo, área essencial para a memória, perde cerca de 20% de células nervosas até a pessoa chegar aos 80 anos. </li></ul><ul><li>O envelhecimento causa uma perda de células enorme em uma pequena região na parte frontal do cérebro que leva a uma queda na produção de um neurotransmissor chamado acetilcolina. A acetilcolina é vital para o aprendizado e para a memória. </li></ul><ul><li>Além disso, o próprio cérebro encolhe e se torna menos eficiente conforme você vai envelhecendo. </li></ul>
  52. 69. Efeitos do envelhecimento na memória <ul><li>É claro que outras coisas podem ocorrer com o cérebro que podem acelerar esse declínio. </li></ul><ul><li>Os exercícios físicos e a estimulação mental também podem melhorar a função mental. </li></ul><ul><li>Estudos mostram que, conforme ficamos idosos, um ambiente estimulante encoraja o crescimento dos dendritos, ao passo que um ambiente maçante impede esse crescimento. </li></ul><ul><li>O ponto importante a ser lembrado é que, conforme envelhece, pode ser que não se aprenda nem lembre tão rapidamente quanto quando estava na escola, mas provavelmente aprenderá e lembrará quase tão bem . </li></ul>
  53. 70. Verdades e mitos <ul><li>Os videos games melhoram o funcionamento cerebral? </li></ul><ul><li>Estudantes do Ensino Superior que jogam regularmente este tipo de jogos são capazes de registrar mais objetos num estímulo visual breve que os que não jogam. Ademais, os que jogam reelaboram a informação mais rapidamente, reconhecem mais objetos de uma vez e podem mudar de tarefa com maior facilidade . </li></ul>
  54. 71. Não memorizar a matéria da prova de uma vez só. <ul><li>O cérebro retém informação durante mais tempo se forem feitos descansos entre sucessivas tarefas de estudo. </li></ul><ul><li>Duas sessões separadas podem facilitar, que seja assimilado o dobro de conhecimentos que numa única sessão da mesma duração total. </li></ul>
  55. 72. Lesão hipocampo <ul><li>Incapacidade de fixar a memória dos eventos recentes (anterógrada); </li></ul><ul><li>lesão córtex </li></ul><ul><li>Incapacidade de evocar memória antiga (retrógrada); </li></ul>
  56. 73. Memória e os hemisférios <ul><li>HE </li></ul><ul><li>Memória factual, ou semântica ( quatro operações aritméticas; lembranças informativas: qual é a capital de França...) </li></ul><ul><li>HD </li></ul><ul><li>Memória autobiográfica ou episódica ( associada aos sentimentos; as últimas férias, uma festa boa...) </li></ul>
  57. 74. Aprendizagem <ul><li>Atenção </li></ul><ul><li>Codificação </li></ul><ul><li>Armazenamento </li></ul><ul><li>Recuperação </li></ul>
  58. 75. Bases anatômicas da memória <ul><li>Não possui uma única localização; </li></ul><ul><ul><li>Várias estruturas cerebrais estão envolvidas: Ex.: </li></ul></ul><ul><ul><li>Sistema Límbico (Retenção, consolidação: emoções): </li></ul></ul><ul><ul><li>Hipocampo (informações novas); </li></ul></ul><ul><ul><li>Amígdala: percepção do perigo e resposta ao combate e fuga (medo preservação); </li></ul></ul><ul><ul><li>Cerebelo: Respostas esqueléticas; </li></ul></ul><ul><ul><li>Córtex: Períodos prolongados, principalmente lobo frontal, ( memória de trabalho). </li></ul></ul>
  59. 76. Sistema límbico 1º processamento visual; - Após identificação entra a amígdala, (sinais de alerta) - coração; - músculos se contraem; - olhos se fixam; - adrenalina; - resposta: 2º (fugir ou relaxar); lóbulo frontal; o que acontece quando vemos uma serpente? (reações)
  60. 77. Aprendizagem e memória <ul><li>Podem se confundir do seguinte modo: quando chega uma informação conhecida , ele gera uma lembrança, que nada mais é do que uma memória; </li></ul><ul><li>Quando chega ao SNC uma informação nova, ela nada evoca, e sim produz uma mudança – isso é o aprendizado do ponto de vista neurobiológico (RIESGO, 2006). </li></ul><ul><li>Aprender é um processo de plasticidade cerebral ou neuroplasticidade. </li></ul>
  61. 78. CODIFICAÇÃO CONJUNTA: CONJUNTO DE PROPRIEDADES DEFINIDORAS DO “OBJETO” = VOVÓ
  62. 79. <ul><ul><li>- Memória, amnésia; </li></ul></ul><ul><ul><li>- Dificuldade/Incapacidade de reconhecer rostos familiares – prosopagnosia; </li></ul></ul><ul><ul><li>Problema em encontrar palavras; </li></ul></ul><ul><ul><li>Dificuldade do equilíbrio; </li></ul></ul><ul><ul><li>PROBLEMAS LOBO TEMPORAL: </li></ul></ul>
  63. 80. Lobo Parietal:sensitivo <ul><li>registro tátil, imagem do corpo (somatognosia), reconhecimento tátil de formas e objetos, direcionalidade, gnosias digital, leitura, elaboração grafomotora, imagem espacial, elaboração da práxis, processamento espacial, integração somato-sensorial, </li></ul><ul><li>Lesão: perda do conhecimento geral, falta da interpretação das relações espaciais (visual e auditiva), dificuldade da percepção corporal; </li></ul>
  64. 81. Lobo Occiptal:sensitivo <ul><li>realiza integração visual; </li></ul><ul><li>Percepção do movimento; </li></ul><ul><li>percepção visual, sequenciação visual, </li></ul><ul><li>rotação e perseguição visual, </li></ul><ul><li>figura fundo, </li></ul><ul><li>posicionamento e relação espacial; </li></ul><ul><li>Percepção a velocidade; </li></ul>
  65. 82. <ul><li>Victor MOLEV.pps </li></ul>
  66. 83. Lobos: <ul><li>Lobo frontal: está relacionado com as funções superiores, aspectos comportamentais humanos. </li></ul><ul><li>Funções: motora e psicomotora, escrita, memória imediata, ordenação, planificação, seriação, mudança de atividade mental, julgamento social, controle emocional, estruturação espaço-temporal, todos os movimentos do corpo (voluntários), funções executivas; </li></ul>
  67. 84. Fisiopatologia: <ul><li>lobo frontal </li></ul><ul><li>Controle voluntário da atenção (Foco); </li></ul><ul><li>Planejamento; </li></ul><ul><li>Julgamento e tomada de decisões; </li></ul><ul><li>Auto-controle; </li></ul><ul><li>Sensibilidade a consequências de longo prazo </li></ul><ul><li>Controle motor fino; </li></ul><ul><li>Portanto... </li></ul><ul><li>...o comprometimento dessa área leva a pessoa a enfrentar muitas dificuldades, entre elas problemas com concentração, memória, hiperatividade e impulsividade. </li></ul><ul><li>OBS: TDAH e crianças novas MATURIDADE CEREBRAL </li></ul>
  68. 85. <ul><li>Sem não há </li></ul><ul><li>Sem não há </li></ul><ul><li>MAS não é </li></ul><ul><li>nem </li></ul><ul><li> </li></ul>Atenção Memória Atenção Aprendizagem Atenção Memória Aprendizagem
  69. 86. Funções executivas: <ul><li>conjunto de processos cognitivos que, de forma integrada, permitem ao indivíduo direcionar comportamentos a metas, avaliar eficiência e a adequação desses comportamentos, abandonar estratégias ineficientes e, desse modo, resolver problemas imediatos, de médio e de longo prazo (MALLONY-DINIZ ET. AL., 2008) </li></ul>
  70. 87. Funções Executivas <ul><li>Processo cognitivo responsável pelo planejamento e execução de atividades , incluindo iniciação de tarefas, memória de trabalho, atenção sustentada e inibição de impulsos ou seja: QUASE TUDO que fazemos!!!!! </li></ul><ul><li>São desenvolvidas principalmente nos primeiros anos de vida e quando há falhas dessas funções, frequentemente aparecerão problemas envolvendo planejamento, organização, manejo do tempo, memória e controle das emoções. </li></ul>
  71. 88. <ul><li>Manejo do tempo; </li></ul><ul><li>Memória de trabalho; </li></ul><ul><li>Metacognição; </li></ul><ul><li>Planejamento; </li></ul><ul><li>Organização; </li></ul><ul><li>Mudança de foco de atenção; </li></ul><ul><li>Planejamento e previsão; </li></ul><ul><li>Tomada de decisão; </li></ul><ul><li>Resposta inibitória; </li></ul><ul><li>Persistência ao alvo; </li></ul>
  72. 89. <ul><li>Manejo do tempo: Capacidade de estimar quanto tempo ainda tenho para a execução de um dever de casa, de uma prova de matemática ou de um trabalho para a escola, por exemplo. </li></ul><ul><li>Memória de trabalho: Habilidade de manter informações na mente, enquanto executa tarefas. Utilizar aprendizagens do passado para aplicar na situação atual ou criar estratégias de solução de problemas para o futuro. </li></ul><ul><li>Metacognição: Habilidade de se observar, identificando como você resolve um problema. Exemplo, pergunto a mim mesmo: “Como estou indo?” ou “Como eu fiz esse exercício?” </li></ul>
  73. 90. metacognição <ul><li>é um fenômeno que tem sido enfatizado como significante para as diferenças individuais na inteligência e que os indivíduos mais brilhantes de qualquer idade são estes que possuem a função executiva para monitorar seu desempenho na tarefa e aplicar as técnicas que possui para resolver um problema. </li></ul>
  74. 91. Para qual lado o ônibus abaixo está indo? Para a esquerda ou para a direita? Essa pergunta foi feita a crianças de pré- escolas com essa mesma foto. 90% delas acertaram a resposta.
  75. 92. <ul><li>Planejamento : Habilidade de criar um caminho para atingir uma meta ou completar uma tarefa. </li></ul><ul><li>Organização: Habilidade de se criar uma estratégia para facilitar na execução de uma atividade. </li></ul>
  76. 93. Agrupe esses objetos <ul><li>um machado; um copo d'agua; duas tesouras; uma churrasqueira. </li></ul>
  77. 94. Mudança de foco de atenção. <ul><li>É possível agrupar os objetos de várias formas: </li></ul><ul><li>As tesouras e o machado cortam, copos e churrasqueira armazenam coisas. </li></ul><ul><li>As pessoas com disfunção executiva têm dificuldade para mudar o foco de atenção e tendem a manter inflexíveis suas percepções e comportamentos originais, mesmo quando deixam de ser úteis ou convenientes. </li></ul>
  78. 95. Planejamento e previsão <ul><li>O planejamento de uma viagem requer previsão e análise das condições e necessidades do viajante no destino, que geralmente são muito diferentes das existentes em casa. </li></ul><ul><li>O paciente com distúrbios na função executiva é incapaz de escapar do presente e formular o modelo mental de um futuro diferente. </li></ul>
  79. 96. Monitoramento e correção de erros <ul><li>Alguém que sai para comprar uma torta porque está oferecendo um jantar naquela noite. Ao perceber que a loja de doces está fechada, dirige-se a outra que fica muito distante, entretanto não se da conta de que não estará de volta a tempo de receber seus convidados . </li></ul>
  80. 97. Tomada de decisão <ul><li>Pense em uma pessoa que passa por problemas financeiros. Objetivos: reduzir despesas ou aumentar a renda – cada um desses caminhos exige que ela pese as opções, tome uma decisão e a execute. </li></ul><ul><li>Quem sofre de disfunção executiva não consegue se fixar numa opção , especialmente em situações nas quais não há uma resposta óbvia ou ensinada previamente. Por seguir às cegas as sugestões de terceiros, essas pessoas ficam mais expostas à exploração </li></ul>
  81. 98. Resposta inibitória: <ul><li>Capacidade de pensar antes de agir. Essa habilidade de resistir em dizer ou fazer alguma coisa nos dá tempo para avaliar uma situação e decidir se algo deve ou não deve ser dito. </li></ul>
  82. 99. Flexibilidade <ul><li>Habilidade de revisar os planos, na presença de obstáculos, erros ou novas informações. Trata-se da capacidade de adaptar-se a condições adversas. </li></ul><ul><li>Persistência ao alvo </li></ul><ul><li>Capacidade de seguir e executar um plano até completar a meta, sem desistir . </li></ul>
  83. 105. Diogo, a picanha é por sua conta! Não se esqueça, hein! Deixa comigo! Três dias antes .... Diogo recebeu uma mensagem falada da Gabi: Sequência das áreas cerebrais Ondas mecânicas Cóclea Núcleos cocleares ... Córtex auditivo relacionada com a compreensão da fala relacionada com expressão da fala
  84. 106. Diogo, não se esqueça de trazer a picanha amanhã! Ass. Gabi Na véspera do churrasco Diogo recebeu uma mensagem escrita Caraca... Que chata! Retina Nevo óptico (II) NGL (tálamo) Córtex Visual Relacionado coma a compreensão da leitura
  85. 107. Fibras de associação (fascículos)
  86. 108. Resumindo... visão Audição; Equilíbrio; Memória; Linguagem... Somatognosia; Tátil; Proc.Espacial...; Pesamento /praxis; Fun. executivas
  87. 109. Cerebelo
  88. 110. Cerebelo: A palavra cerebelo vem do latim para &quot;pequeno cérebro.&quot; <ul><li>Funções: </li></ul><ul><li>Equilíbrio; </li></ul><ul><li>Postura ; </li></ul><ul><li>Marcha; </li></ul><ul><li>Coordenação dos movimentos </li></ul><ul><li>automáticos e voluntários </li></ul><ul><li>Tônus muscular; </li></ul><ul><li>No cerebelo são 150 mil </li></ul><ul><li>Sinapses p/ cada celula; </li></ul>
  89. 111. Coordena: <ul><li>Força </li></ul><ul><li>Harmonia </li></ul><ul><li>Ritmo </li></ul><ul><li>Sequência </li></ul><ul><li>Sinergismo </li></ul><ul><li>Antagonismo </li></ul><ul><li>Principais Funções Cerebelares MANUTENÇÃO DO EQUILÍBRIO E DA POSTURA </li></ul>
  90. 112. <ul><li>CONTROLE DO TÔNUS MUSCULAR </li></ul><ul><li>CONTROLE DOS MOVIMENTOS VOLUNTÁRIOS </li></ul><ul><li>O controle dos movimentos envolve duas etapas: </li></ul><ul><ul><li>planejamento do movimento </li></ul></ul><ul><ul><li>correção do movimento já em execução </li></ul></ul>
  91. 113. Cerebelo e motricidade <ul><li>Consideremos que você esteja sentado e deseja ficar de pé. O seu córtex motor primário é a parte do encéfalo que toma a decisão de movimentar (ficar de pé). Essa decisão é retransmitida ao cerebelo. O cerebelo capta a ação desejada e, em seguida, analisa o estado atual dos seu corpo, como base nas informações (estímulos sensoriais) que ele recebe. </li></ul>
  92. 114. aula 01 Tronco Encefálico O Tronco Encefálico é uma área do encéfalo que fica entre o tálamo e a medula espinhal. Possui várias estruturas como o bulbo, o mesencéfalo e a ponte. Algumas destas áreas são responsáveis pelas funções básicas para a manutenção da vida como a respiração, o batimento cardíaco e a pressão arterial; instintos (cérebro reptiliano).
  93. 115. Papel do Tronco Cerebral no Controle da Função Motora: <ul><li>1- Controle da respiração; 2- Controle do sistema cardiovascular; 3- Controle da função gastrintestinal; 4- Controle de muitos movimentos estereotipados do corpo; 5- Controle do equilíbrio; 6- Controle dos movimentos dos olhos. </li></ul>
  94. 116. Maturação <ul><li>Inicia-se no tronco encefálico </li></ul><ul><li>No cérebro: da parte posterior para anterior, ou seja: do </li></ul><ul><li>Lobo Occipital para o </li></ul><ul><li>Frontal; </li></ul>
  95. 117. Maturação cerebral <ul><li>Não há momento preciso, entretanto usa-se denominar que é na fase final mielinização. </li></ul>
  96. 118. Neurônio Espelhos
  97. 119. NEURÔNIO ESPELHO <ul><li>Aprendizagem no trato social cultural </li></ul><ul><li>Respostas automáticas do cérebro . Imitar o gesto, a emoção, você “ sente” a dor do outro, você se “coloca” no lugar do outro. É a base da empatia. </li></ul><ul><li>Tem pessoas que são mais aptas a dar essas respostas. </li></ul><ul><li>As crianças aprendem muito a partir das imitações e associações dos seus atos com respostas do adulto e da outra criança. Ex. xingar!!! </li></ul>
  98. 120. A hipótese é de que o sistema de neurônios-espelhos existam em várias regiões cerebrais
  99. 121. Eles são ativados principalmente quando alguém precisa reconhecer uma ação de outra pessoa ou fazer uma leitura do que está ocorrendo ao seu redor. Os cientistas já sabiam que crianças com autismo têm grandes déficits exatamente nessas situações. Elas não conseguem imitar o sentimento de medo, alegria ou tristeza, por exemplo, e também apresentam dificuldades de comunicação. Nos cérebros das crianças com autismo (abaixo) os neurônios-espelhos não foram estimulados
  100. 122. NEURÔNIO ESPELHO <ul><li>Tem-se conseguido detectar a ativação de certas regiões cerebrais em máquinas de neuroimagem por ressonância magnética, quando a pessoa realiza uma ação (por exemplo, alcançar um objeto com a mão), quando observa uma outra pessoa fazendo o mesmo, quando a imita ou complementa sua ação, e quando apenas imagina a si próprio realizando essas mesmas ações. </li></ul>
  101. 123. <ul><li>Os pesquisadores mostraram que, quanto menor a ativação do sistema espelho, mais forte é a dificuldade de comunicação social dos indivíduos autistas. </li></ul>
  102. 124. Qual é “buba”, qual é “quiqui”?
  103. 125. <ul><li>Organização funcional do cérebro, segundo </li></ul><ul><li>Alexander Luria </li></ul>
  104. 126. Unidades Funcionais- A.R.Luria <ul><li>Funcionamento cerebral sistêmico- grupos de estruturas cerebrais operando em concerto. </li></ul><ul><li>Estrutura hierarquizada </li></ul><ul><li>São três as principais unidades ou sistemas funcionais necessários para qualquer tipo de atividade mental: </li></ul><ul><li>1 - a unidade para regular o tono ou a vigília; </li></ul><ul><li>2 - a unidade responsável por obter, processar e armazenar as informações; </li></ul><ul><li>3 - outra para programar, regular e verificar a atividade mental. </li></ul><ul><li>Os processos mentais do homem e a sua atividade consciente ocorrem com a participação destas três unidades , cada uma delas com seu papel específico . </li></ul>
  105. 127. 1.ª Unidade Funcional <ul><li>Formação reticular: </li></ul><ul><ul><li>Controle da atividade elétrica cortical sono-vigília; </li></ul></ul><ul><ul><li>Controle do sistema nervoso autônomo; </li></ul></ul>
  106. 128. <ul><li>Bradicinesia </li></ul><ul><li>Fatigabilidade </li></ul><ul><li>Micrografia </li></ul><ul><li>Indiferença </li></ul><ul><li>Ansiedade, alteração da atenção </li></ul><ul><li>Transtornos do sono: insônia, apnéia, narcolepsia (distúrbio do Sono, excessivo) </li></ul><ul><li>Acinesia </li></ul><ul><li>Defeitos na orientação </li></ul><ul><li>Alterações na consciência </li></ul><ul><li>Alterações de memória </li></ul>Síndromes nessa região
  107. 129. 2ª Unidade Funcional <ul><li>Unidade para receber, analisar e armazenar informações; dar significado; Via ascendente; </li></ul><ul><li>Inclui lóbulos sensitivos: occipital, córtex temporal e parietal; </li></ul><ul><li>Todas estas regiões têm uma estrutura e organização hierárquica: áreas primárias (receptoras), áreas secundárias (associativas), ambas com analisadores específicos, e; áreas terciárias (zonas de superposição) onde diversos analisadores possibilitam o funcionamento em concerto. </li></ul>
  108. 130. 3.ª Unidade Funcional <ul><li>Responsável pela programação, regulação e verificação da atividade consciente. </li></ul><ul><li>Porção anterior do cérebro (lobo frontal); </li></ul><ul><li>Via descendente. </li></ul>
  109. 131. Alzheimer
  110. 132. Aloysius Alzheimer 1864 —1915 <ul><li>Neurologista (Psiquiatra) alemão; </li></ul><ul><li>Conhecido, como primeiro autor a reconhecer como entidade patognômica distinta a doença neurodegenerativa que hoje tem o seu nome (Doença de Alzheimer ou mal de Alzheimer); </li></ul><ul><li>Em 1906 apresentou, durante um congresso científico na Alemanha, a doença do córtex cerebral ( mal de Alzheimer ) </li></ul>
  111. 133. Alzheimer <ul><li>É uma doença degenerativa do cérebro, cujas células se deterioram (neurônios) de forma lenta e progressiva, provocando uma atrofia do cérebro. </li></ul><ul><li>A doença de Alzheimer não é infecciosa nem contagiosa. É uma doença terminal que causa uma deterioração geral da saúde. Contudo, a causa de morte mais frequente é a pneumonia, porque à medida que a doença progride o sistema imunológico deteriora-se, e surge perda de peso, que aumenta o risco de infecções da garganta e dos pulmões. </li></ul>
  112. 135. Fisiopatologia <ul><li>Perda de conexões entre neurônios, formação de emaranhados neurofibrilares e placas de amilóides são as principais características identificadas no Alzheimer </li></ul><ul><li>Segundo pesquisas recentes, o Alzheimer começa no tronco cerebral . </li></ul><ul><li>Caracteriza-se clinicamente pela perda progressiva da memória. </li></ul><ul><li>O cérebro de um paciente com a doença de Alzheimer, quando visto em necrópsia , apresenta uma atrofia generalizada, com perda neuronal específica em certas áreas do hipocampo , mas também em regiões parieto-occipitais e frontais. </li></ul>
  113. 136. Degeneração
  114. 137. <ul><li>O tratamento para o mal de Alzheimer é sintomático e consiste justamente na tentativa de restauração da função colinérgica, noradrenérgica e serotoninérgica. </li></ul><ul><li>A perda de memória causa a estes pacientes um grande desconforto em sua fase inicial e intermediária. Já na fase adiantada não apresentam mais condições de perceber-se doentes, por falha da autocrítica. Não se trata de uma simples falha na memória, mas sim de uma progressiva incapacidade para o trabalho e convívio social, devido a dificuldades para reconhecer pessoas próximas e objetos. </li></ul><ul><li>Mudanças de domicílio são mal recebidas , pois tornam os sintomas mais agudos. Um paciente com doença de Alzheimer pergunta a mesma coisa centenas de vezes, mostrando sua incapacidade de fixar algo novo. Palavras são esquecidas, frases são truncadas, muitas permanecendo sem finalização. </li></ul>
  115. 138. Fases: <ul><li>Primeira fase do sintomas; </li></ul><ul><li>2. Segunda fase (demência inicial); </li></ul><ul><li>3. Terceira fase; </li></ul><ul><li>4. Quarta fase (terminal); </li></ul>
  116. 139. 1ª Fase <ul><li>O sintoma primário mais notável é a perda de memória de curto prazo (dificuldade em lembrar fatos aprendidos recentemente ); </li></ul><ul><li>A pessoa apresenta alteração no desempenho da capacidade de dar atenção a algo , da flexibilidade no pensamento e no pensamento abstrato; e da memória episódica (ou autobiográfica – lembrar-se do que fez no domingo, por exemplo); </li></ul><ul><li>certa desorientação de tempo e espaço. A pessoa não sabe onde está nem em que ano está, em que mês ou que dia. Nessa fase, pode-se observar apatia, como o sintoma bastante comum. </li></ul>
  117. 140. 2ª Fase <ul><li>  </li></ul><ul><li>Com o passar dos anos, conforme os  neurônios  morrem e a quantidade de neurotransmissores diminuem por causa da evolução da doença, aumentam a dificuldade em reconhecer e identificar objetos (agnosia) e a execução de movimentos (apraxia). </li></ul>
  118. 141. 3ª fase <ul><li>A dificuldade na fala torna-se evidente devido à impossibilidade de se lembrar de vocabulário. Progressivamente, o paciente vai perdendo a capacidade de ler e de escrever e deixa de conseguir fazer as mais simples tarefas diárias. </li></ul><ul><li>A memória piora e o paciente pode deixar de reconhecer os seus parentes e conhecidos. A memória de longo prazo vai-se perdendo e alterações de comportamento podem se agravar. </li></ul><ul><li>Aproximadamente 30% dos pacientes desenvolvem ilusões e outros sintomas relacionados a alterações sintomas comportamentais e psicológicos nas demências. Incontinência urinária pode aparecer. </li></ul>
  119. 142. 4ª Fase <ul><li>o paciente está completamente dependente das pessoas que tomam conta dele. A linguagem está agora reduzida à simples frases ou até as palavras isoladas, levando, eventualmente, a perda da fala. </li></ul><ul><li>Os pacientes podem não conseguir desempenhar as tarefas mais simples sem ajuda, tal como levar o copo à boca. Este estágio é seguido pelo término da vida, causado não pela Doença de Alzheimer, mas por outro fator externo (pneumonia, por exemplo). </li></ul>
  120. 143. Alimentação <ul><li>Uma dieta rica em frutos oleaginosos (como castanhas, nozes e amêndoas), peixe e legumes diminui significativamente as chances de que uma pessoa desenvolva o Mal de Alzheimer, segundo um estudo publicado na revista científica Archives of Neurology. </li></ul>
  121. 144. Esclerose múltipla
  122. 147. Neuroplasticiade <ul><li>A plasticidade neural ou neuroplasticidade é a capacidade de organização/reorganização do Sistema Nervoso frente ao aprendizado e a lesão. </li></ul><ul><li>Esta organização se relaciona com a modificação de algumas conexões sinápticas . </li></ul><ul><li>A plasticidade nervosa não ocorre apenas em processos patológicos, mas assume também funções extremamente importantes no funcionamento normal do indivíduo. </li></ul>
  123. 148. Um ambiente enriquecedor, que permite os ratos interagir com os brinquedos em suas gaiolas, provoca mudanças anatômicas no córtex cerebral.   Ambiente pobre em estímulos
  124. 149. Área estimulada Sinaptogenese. Se não for estimulada não aumenta ou se parar o estimulo Também a Sinaptogenese. Lei uso e desuso O que fazer então para combater isso?
  125. 150. A c D E B ESTÍMULO INICIAL F
  126. 151. A c D E B F
  127. 152. A B C ASSIMILAÇÃO DO ESTÍMULO Adaptação funcional
  128. 153. LESÃO: PERDA/DIMINUIÇÃO DA FUNÇÃO
  129. 154. ESTÍMULO E PLASTICIDADE NOVAS RAMIFICAÇÕES: ADAPTAÇÃO MORFOLÓGICA
  130. 155. Estimulação cognitiva; Reabilitação cognitiva; Neuróbica; Estimulação cerebral; Neuroestimulação; Outros...
  131. 156. Abstração!!! Exercícios para manter a mente avita Anna Puig 2010 (vozes) Quadro e escultura Violino e violão Basquete e tênis Mosca e abelha Euro e dólar Terra e Vênus Cebolas e cenouras Xarope e cápsulas
  132. 157. Memória: observe as sequência de letras depois escreva as que lembrar <ul><li>GHKL AZZTO </li></ul><ul><li>KIPL </li></ul><ul><li>HEOP </li></ul><ul><li>ÇPLA SLOK </li></ul><ul><li>ÇPNB JJHD </li></ul>
  133. 158. Memória: observe as sequência de letras depois escreva as que lembrar <ul><li>Neural Pneu </li></ul><ul><li>Peru </li></ul><ul><li>Cérebro </li></ul><ul><li>anta Artéria </li></ul><ul><li>Lápis Preguiça </li></ul>
  134. 159. Atenção sublinhe as palavras repetidas Oásis Oceano Olvidar Ombreira Obedecer Oscilar Onda Oportuno Ódio Ocaso Oferta Outro Ogro Ofensa Ordenar Oxigênio Oeste Ocre Orca Ovação Oficina Olfato Opinar Ofício Objetivo Oculto Orla Oeste Oxigênio Odor Ovelha Oposição Óbice Ópera Orgulho Oleoso Oficial Ouvido Orvalho Olho Ocorrer Ocupar Oscilar Ópera Oferta Olheiras Orquestra Oferenda Orelha Óptico Oculto Orla Ojeriza Ouro Ostra Obeso Ortivo Órbita Óleo Oriente Orégano Otimista Ósseo Orifício
  135. 160. Iniciando na seta: 7 para esquerda; 4 para baixo; 3 para esquerda; 5 para cima; 8 para esquerda; 7 para baixo; 6 para direita; 1 para baixo; 9 para a esquerda; 3 para cima; 4 para a esquerda; <ul><li>. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . </li></ul><ul><li>. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . </li></ul><ul><li>. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . </li></ul><ul><li>. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . </li></ul><ul><li>. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . </li></ul><ul><li>. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . </li></ul><ul><li>. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . </li></ul><ul><li>. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . </li></ul>
  136. 161. Iniciando na seta: 7 para esquerda; 4 para baixo; 3 para esquerda; 5 para cima; 8 para esquerda; 7 para baixo; 6 para direita; 2 para baixo; 9 para a esquerda; 3 para cima; 4 para a esquerda; <ul><li>. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . </li></ul><ul><li>. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . </li></ul><ul><li>. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . </li></ul><ul><li>. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . </li></ul><ul><li>. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . </li></ul><ul><li>. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . </li></ul><ul><li>. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . </li></ul><ul><li>. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . </li></ul>
  137. 164. Desequilíbrio Adaptação PLASTICIDADE Contatos com o meio Aprendizagem: Processo Neuroevolutivo
  138. 165. aprender <ul><li>Â mbitos: </li></ul><ul><li>Família: cultural, falas erradas, incentivo à educação... </li></ul><ul><li>Escola: métodos de ensino, unimodal X plurimodal inteligências múltiplas... </li></ul><ul><li>Indivíduo: fatores biológicos; alimentação; cansaço/stress.... </li></ul>
  139. 166. ....Evolução da Educação matemática.doc
  140. 167. <ul><li>Sistema nervoso periférico </li></ul>
  141. 168. SNP <ul><li>é constituído pelos nervos e gânglios nervosos e sua função é conectar o sistema nervoso central às diversas partes do corpo humano . </li></ul>
  142. 169. Nervos periféricos <ul><li>O sistema nervoso periférico é composto por todos os nervos que estão fora do sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal). </li></ul><ul><li>Fazem parte do sistema nervoso periférico os nervos cranianos que ligam o cérebro diretamente à cabeça e à face, os que o ligam aos olhos e ao nariz e os nervos que ligam a medula espinhal com o resto do organismo </li></ul>
  143. 170. Neurônio aferente e eferente <ul><li>Aferente: sensitivo </li></ul><ul><li>Eferente : motor </li></ul>Abordagem Motora – Funções Motoras da Medula Espinhal Os sinais sensoriais entram na medula quase que inteiramente pelas raízes sensoriais posteriores. Depois de entrar na medula, um grupo de neurônios sobe com informações ao cerebelo e outro grupo de neurônios envia informações ao córtex cerebral.
  144. 172. Gânglios nervosos são aglomerados de corpos celulares de neurônios localizados fora do sistema nervoso central. Os gânglios aparecem como pequenas dilatações em certos nervos
  145. 175. Nervos sensitivos e motores <ul><li>Nervos sensitivos são os que contêm somente fibras sensitivas, que conduzem impulsos dos órgãos sensitivos para o sistema nervoso central. </li></ul><ul><li>Nervos motores são os que contêm somente fibras motoras, que conduzem impulsos do sistema nervoso central até os órgãos efetuadores (músculos ou glândulas). </li></ul>
  146. 176. Divisão funcional do SNP <ul><li>As ações voluntárias resultam da contração de músculos estriados esqueléticos, que estão sob o controle do sistema nervoso periférico voluntário ou somático. </li></ul><ul><li>Já as ações involuntárias resultam da contração das musculaturas lisa e cardíaca, controladas pelo sistema nervoso periférico autônomo, também chamado involuntário ou visceral . </li></ul>
  147. 177. SNP Voluntário <ul><li>Tem por função reagir a estímulos provenientes do ambiente externo. </li></ul><ul><li>Ele é constituído por fibras motoras que conduzem impulsos do sistema nervoso central aos músculos esqueléticos. </li></ul>
  148. 178. SNP Autônomo <ul><li>Tem por função regular o ambiente interno do corpo , controlando a atividade dos sistemas digestivos, cardiovascular, excretor e endócrino. </li></ul><ul><li>Ele contém fibras nervosas que conduzem impulsos do sistema nervoso central aos músculos lisos das vísceras e à musculatura do coração. </li></ul>
  149. 179. SNP Autônomo Simpático e SNP Autônomo Parassimpático <ul><li>As fibras nervosas simpáticas e parassimpáticas inervam os mesmos órgãos, mas trabalham em oposição. </li></ul><ul><li>Enquanto um dos ramos estimula determinado órgão, o outro o inibe. Essa ação antagônica mantém o funcionamento equilibrado dos órgãos internos . </li></ul>
  150. 180. DIFERENÇAS ANATÔMICAS E FUNCIONAIS ENTRE OS SISTEMAS SIMPÁTICO E PARASSIMPÁTICO Imagem: LOPES, SÔNIA. Bio 2.São Paulo, Ed. Saraiva, 2002.
  151. 181. Implicações para a Aprendizagem <ul><li>Do ponto de vista neurológico </li></ul><ul><li>Áreas Sensitivas: recebem informação; </li></ul><ul><li>Áreas Específicas + Área de associação = significado. </li></ul><ul><li>Processamento/Resposta </li></ul><ul><li>Repetição do processo= aprimoramento neuronal (ramificação e “atalho” ) = aprendizagem = plasticidade . </li></ul>
  152. 182. Transtorno do Déficit de Atenção/Hiperatividade TDAH Aspectos Fisiopatológicos Ms.Cláudio P.Neves Prof. De Educação Física Fisioterapeuta
  153. 183. TDAH: O que é? <ul><li>Síndrome; </li></ul><ul><li>Doença neurobiológica ou bio-psico-social; </li></ul><ul><ul><li>fatores genéticos (???) </li></ul></ul><ul><ul><li>Não é secundária. </li></ul></ul><ul><li>Características básicas (tríade) </li></ul><ul><ul><li>Desatenção (exceto quando muito excitante); </li></ul></ul><ul><ul><li>Sintomas de hiperatividade; </li></ul></ul><ul><ul><li>Impulsividade (fazer coisas impensadamente ou interromper o outro frequentemente). </li></ul></ul><ul><li>Os sintomas persistem em mais de 60% dos casos na vida adulta. </li></ul><ul><li>Maior predominância em meninos; </li></ul>
  154. 184. Aspecto histórico <ul><li>Ao longo da evolução do conhecimento nesta área foram dados vários nomes para descrever problemas de comportamento na infância. Em diferentes períodos do século XX, foram dadas denominações, como: </li></ul><ul><li>Defeito na Conduta Moral, </li></ul><ul><li>Desordem Pós-encefalítica, </li></ul><ul><li>Lesão Cerebral Mínima, </li></ul><ul><li>Disfunção Cerebral Mínima, </li></ul><ul><li>Síndrome da Criança Hiperativa, </li></ul><ul><li>Síndrome da Ausência de Controle Moral, </li></ul><ul><li>Reações Hipercinéticas da Infância, </li></ul><ul><li>Distúrbio do Déficit de Atenção, </li></ul><ul><li>Distúrbio de Hiperatividade com Déficit de Atenção; </li></ul><ul><li>Em 1993, o Código Internacional de Doenças (CID-10), manteve a nomenclatura como Transtorno Hipercinético e por último em 1994, o Manual Diagnóstico e Estatístico das Doenças Mentais, o DSM-IV, denominou como Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade (Silva, 2003). </li></ul>
  155. 185. TDAH
  156. 186. Etiologia <ul><li>Fatores bio-psico-sociais, isto é, parece haver fortes fatores genéticos, biológicos, sociais e vivenciais que contribuem para a intensidade dos problemas experimentados. </li></ul><ul><ul><li>Maternos: Infecções congênitas; Intoxicações; Hemorragias; Doenças crônicas da mãe (diabetes, hipertensão, fuma e álcool; </li></ul></ul><ul><ul><li>Deslocamento prematuro da placenta, anomalias no cordão, parto cesárea, eclampsia, etc. </li></ul></ul><ul><ul><li>Macrocrania; prematuridade;distúrbios respiratórios; fator Rh (incompatibilidade sanguínea), etc. </li></ul></ul>
  157. 187. Fisiopatologia <ul><li>Doença de “base orgânica, ou seja, há uma estrutura cerebral que não “trabalha” como seria esperado, no caso é o lobo pré-frontal. </li></ul><ul><li>A característica mais comum dos casos típicos de TDAH é a hipofunção do córtex pré-frontal (grande quantidade de neurônios desta região pulsam mais devagar que o esperado) ; </li></ul><ul><li>Foi constatado menor volume pré-frontal em crianças com TDAH (CASTELANOS et. All 2001) </li></ul>
  158. 188. <ul><li>É considerado também que TDAH é um déficit em habilidade para inibir o comportmento inadequado. </li></ul><ul><li>Há hipótese de que o déficit subjacente em TDAH possa ser biológico, e baseado em diferenças de constituições neurais que regulam o neurotransmissor de dopamina. </li></ul>
  159. 189. Fisiopatologia:Funções do córtex pré-frontal <ul><li>Controle voluntário da atenção (Foco); </li></ul><ul><li>Planejamento; </li></ul><ul><li>Julgamento e tomada de decisões; </li></ul><ul><li>Auto-controle; </li></ul><ul><li>Sensibilidade a consequências de longo prazo </li></ul><ul><li>Controle motor fino; </li></ul><ul><li>Portanto... </li></ul><ul><li>...o comprometimento dessa área leva a pessoa a enfrentar muitas dificuldades, entre elas problemas com concentração, memória, hiperatividade e impulsividade. </li></ul>
  160. 190. SINTOMAS DO TDAH
  161. 191. Córtex Pré-frontal
  162. 192. TDAH E COMORBIDADES
  163. 193. Tiques C O M O R B I D A D E S T. Opositor Desafiante T. Humor T. Linguagem T. Conduta T.Aprendizagem Dislexia Epilepsia Abuso de Substâncias T . Ansiedade TDAH
  164. 194. DIAGNÓSTICO DO TDAH
  165. 195. Características Diagnósticas DSM IV classificação dos transtornos mentais da Associação Americana de Psiquiatria <ul><li>A característica essencial do Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade é um padrão persistente de desatenção e/ou hiperatividade, mais frequente e severo do que aquele tipicamente observado em indivíduos em nível equivalente de desenvolvimento (Critério A). </li></ul><ul><li>Sintomas hiperativo-impulsivos que causam prejuízo devem ter estado presentes antes dos 7 anos, (Critério B). </li></ul><ul><li>Algum prejuízo devido aos sintomas deve estar presente em pelo menos dois contextos (por ex., em casa e na escola ou trabalho) (Critério C). </li></ul><ul><li>Deve haver claras evidências de interferência no funcionamento social, acadêmico ou ocupacional apropriado em termos evolutivos (Critério D). </li></ul>
  166. 196. Relatório Escolar História Clínica Exame Físico Exame Neurológico DSM-IV Escalas Comportamento Testes Psicométricos Testes Linguisticos Exames Complementares TDAH Diagnóstico
  167. 197. 08/02/12
  168. 198. TDAH ≠ HIPERCINESIA <ul><li>Síndrome hipercinética : uma condição marcada pela visita patologicamente excessivo de energia , por vezes, em crianças com lesão cerebral, doença mental e transtorno de déficit de atenção, e em epilépticos, hipermobilidade e instabilidade emocional são as principais características, distração, desatenção e falta de timidez e de medo são acompanhamentos comuns. Source: Stedman's Medical Spellchecker , © 2006 Lippincott Williams & Wilkins. (Fonte: Medical Spellchecker de Stedman, © 2006 Lippincott Williams & Wilkins) </li></ul>08/02/12
  169. 199. <ul><li>Medicamentoso: </li></ul><ul><ul><li>Estimulantes </li></ul></ul><ul><ul><li>Antidepressivos </li></ul></ul><ul><ul><li>Anti-hipertensivos </li></ul></ul><ul><ul><li>Estabilizadores do humor </li></ul></ul><ul><ul><li>Antipsicóticos </li></ul></ul><ul><li>Terapias: </li></ul><ul><ul><li>Psicoterapia; Abordagem psicopedagógica; </li></ul></ul><ul><ul><li>Fonoaudiológica; Arteterapia; Músicoterapia etc; </li></ul></ul><ul><ul><li>Coadjuvante: atividades físicas . </li></ul></ul>TRATAMENTO
  170. 200. <ul><li>Metilfenidato: </li></ul><ul><ul><li>Bom < Hiperatividade </li></ul></ul><ul><ul><li>> Atenção </li></ul></ul><ul><ul><li>< Impulsividade </li></ul></ul>MEDICAÇÃO
  171. 201. Distrofias Musculares
  172. 202. Distrofias: Duchenne e Becker <ul><li>Distrofia Muscular de Duchenne (DMD) é a forma mais comum. </li></ul><ul><li>Doença genética: ocorre por um defeito localizado no cromossomo X; </li></ul><ul><li>Acomete homens, as mulheres são portadoras (orientação familiar); </li></ul><ul><li>Diminuição da proteina distrofina: acarreta fraqueza muscular progressiva. </li></ul>
  173. 203. Clínica: <ul><li>Início sintomas: 3 a 5 anos. </li></ul><ul><li>Membros inferiores : quedas frequentes, dificuldade para subir escadas; correr; levantar do chão; aumento do volume das panturrilhas (pseudo hipertrofia); </li></ul>
  174. 204. Postura:Hipotonia e fraqueza muscular
  175. 206. <ul><li>Alterações da coluna e dos tendões são consequência das alterações musculares das pernas. </li></ul><ul><li>Com o progredir da doença ocorre comprometimento dos músculos dos membros superiores. </li></ul><ul><li>A fraqueza progressiva evolui para incapacidade de andar, em geral ao redor da adolescência. </li></ul><ul><li>Comprometimento do músculo cardíaco e dos músculos respiratórios ocorre a partir desta idade.   </li></ul>
  176. 207. Sinal de Gowers - Característico da Distrofia Muscular de Duchenne
  177. 208. Distrofia de Becker <ul><li>É uma doença menos grave. </li></ul><ul><li>Os sintomas ocorrem pela primeira vez em torno dos 10 anos de idade. </li></ul><ul><li>Aos 16 anos, pouquíssimos pacientes encontram-se confinados a uma cadeira de rodas e mais de 90% ainda permanecem vivos aos 20 anos de idade. </li></ul>
  178. 209. Distrofia e Aprendizagem <ul><li>As crianças com distrofias tem sua inteligência e seu desenvolvimento neurológico normais. Dependem, no entanto, do Meio . </li></ul><ul><li>Portanto... </li></ul><ul><li>...isso as levam a terem, a partir de certa idade, plena consciência do que está acontecendo. </li></ul><ul><li>- Se possível acompanhamento/suporte psicológico(educando/família): eminência de morte sempre presente. </li></ul>
  179. 210. Ciclo evolutivo da Distrofia <ul><li>Fraqueza muscular </li></ul>2. Postura inadequadas = Encurtamento muscular 3. Contraturas 4. Deformidades
  180. 211. Distrofia e Educação física <ul><li>Fraqueza muscular: não realizar musculação; evitar fadiga muscular. </li></ul><ul><li>As atividades aquáticas são as mais aconselháveis: pressão hidrostática fortalece diafragma; liberdade perdida. </li></ul><ul><li>Básico: alongamentos e exercícios respiratórios e manutenção de AVDs. </li></ul>
  181. 212. Encefalopatia Crônica Não Evolutiva - ECNE Ou Paralisia Cerebral (PC)
  182. 213. Conceito “ ...Grupo heterogêneo de condições clínicas, caracterizado por distúrbios motores e alterações posturais permanentes, de etiologia não-progressiva, que ocorre no cérebro imaturo , podendo ou não estar associado às alterações cognitivas” (CIASCA, MOURA-RIBEIRO, TABAQUIM, 2006) Portanto: PC não é uma patologia específica
  183. 214. PC: Causas <ul><li>- p ré-natais: defeitos genéticos; infecções maternas (rubéola, toxoplasmose, sífilis); anóxia intra-uterina (cordão umbilical: estrangulamento do feto); anemia materna; intoxicações; fator RH; </li></ul><ul><li>-  peri-natais : traumatismos; fórceps; partos demorados; prematuridade e hiperbilirrubinemia. </li></ul><ul><li>-  pós-natais : anóxia cerebral; infecções (encefalite, meningite); intoxicações (medicamentosas, radiações etc.); traumas, hipóxia cerebral grave (quase afogamento, convulsões prolongadas e parada cardíaca). </li></ul>
  184. 215. Sequela: <ul><li>É determinada pelo local da lesão; </li></ul><ul><li>hemiplegia : hemicorpo (pé em equino, cotovelo e punho fletidos); </li></ul><ul><li>diplegia/paraplegia : MMII (contratura: (T.A.); hidrocefalias; prematuridade. </li></ul><ul><li>tetraplegia: MMSS e MMII (mais severo, marcha comprometida). </li></ul>
  185. 217. PC e Corporeidade O desenvolvimento da criança começa pelo reconhecimento/entendimento da sua própria corporeidade, pois é essa a via de organização corporal pela qual todo ser humano estabelece relações com os objetos e os indivíduos que fazem parte de seu ambiente. Nesse sentido...
  186. 218. A criança com PC pode ficar mais limitada ao pensamento e menos à execução deste, perdendo a oportunidade concretas de viabilizar ampliações no seu repertório (TABAQUIM, 1996) Obs: 1/3 dos PCs tem cognitivo normal. Os atrasos são devido, muitas vezes, a estímulos inadequados ou ausentes do Meio.
  187. 219. Fatores associados à PC <ul><li>Deficiência Mental (30 a 40%); </li></ul><ul><li>Epilepsia (25 a 41%); </li></ul><ul><li>Subnormalidade visual e auditiva; </li></ul><ul><li>Atraso na aquisição da fala; </li></ul><ul><li>Dificuldades escolares. </li></ul>
  188. 220. Pc e Educação Física <ul><li>Psicomotricidade: Normalmente os conceitos estão em atraso (necessita estimulação, principalmente sensóriomotora e conceitos básicos) </li></ul><ul><li>Cuidado com atividades dinâmicas com mudanças bruscas de direção: risco de quedas ; </li></ul><ul><li>Incentivar atividades bi-manuais, atividades em grupos, adaptação de jogos e brincadeiras,jogos cooperativos, de expressão corporal, de relaxamento, de toques, observar potencialidades, não confundir personalidade com a patologia, etc. </li></ul>
  189. 221. Epilepsia
  190. 222. Conceito Crises epilépticas são eventos clínicos que refletem uma atividade elétrica anormal, temporária e de início súbito que acomete uma área (crise parcial) ou todo o cérebro (crise generalizada), sendo que os sintomas das mesmas dependem das áreas cerebrais envolvidas (GUERREIRO et al. , 2000; SANDER & HART, 1999; FERNANDES & SANDER, 1998; PALMINI & COSTA, 1998). A intensidade e duração também determinam sua gravidade.
  191. 223. Causas <ul><li>Normalmente eventos agudos: Fortes golpes na cabeça, infecções cerebrais, abuso de drogas, exposição, febres altas e álcool são acontecimentos relevantes na origem da epilepsia, ainda que possam se passar dias, semanas ou anos entre a ocorrência da lesão e a primeira convulsão. </li></ul><ul><li>Na maioria dos casos, porém, desconhece-se as causas que levam ao seu surgimento. </li></ul>
  192. 224. <ul><li>Convulsão : principal sintoma (perda da consciência); crise isolada não é Epilepsia (1 em cada 20 pessoas irão ter uma); </li></ul><ul><li>Epilepsia: repetição das </li></ul><ul><li>crises. Crises sem causas específicas. </li></ul>
  193. 225. Epilepsia: tipos <ul><li>Crises Generalizadas: </li></ul><ul><ul><li>Crise de ausências simples: rápidas(segundos); </li></ul></ul><ul><li>Tônico-clônicas: </li></ul><ul><li>Crise parcial simples : indivíduo mantém consciência, há sensações variadas, parestesias, contrações involuntárias </li></ul><ul><li>Crise parcial complexa : há confusão mental. </li></ul>
  194. 226. Epilepsia e aprendizagem <ul><li>As dificuldades de aprendizagem normalmente ocorrem por 3 motivos: </li></ul><ul><li>A epilepsia pode estar acompanhada de alguma disfunção cerebral; </li></ul><ul><li>Crises frequentes e prolongadas interferem no processo de aprendizagem; </li></ul><ul><li>Os medicamentos podem causar fadiga, sonolência e diminuição da atenção. </li></ul><ul><li>A epilepsia não é causa de retardo mental. Ela pode eventualmente estar associada ao retardo mental e os dois serem causas de disfunção cerebral. </li></ul>
  195. 227. Epilepsia e Educação Física <ul><li>A criança com epilepsia não deve ficar excluída das aulas de educação física, pois a prática de exercícios ajuda a criança a se desenvolver. </li></ul><ul><li>Alguns esportes são permitidos, como por ex.: jogar vôlei, futebol, fazer ginástica, corrida, tênis, etc., ...natação somente com supervisão cuidadosa. </li></ul><ul><li>Não devem participar de atividades como: exercícios em barras, andar de bicicleta em ruas movimentadas, subir em árvores, alpinismo, asa delta, etc. A prática excessiva de qualquer atividade deve ser evitada. </li></ul>
  196. 228. <ul><li>HIDROCEFALIA </li></ul>
  197. 229. O que é? <ul><li>Hidrocefalia é o acúmulo anormal e excessivo de líquor dentro dos ventrículos cerebrais. </li></ul><ul><li>É tipicamente associado com dilatação ventricular e aumento da pressão intracraniana; pode ocorrer em crianças (diversas faixas etárias) ou adultos, tendo causas específicas. </li></ul>
  198. 230. ventrículos O líquido cefaloraquidiano (líquor) é produzido constantemente dentro dos ventrículos cerebrais.
  199. 231. Ventrículos normais 1º e 2º ou laterais 3º 4º
  200. 232. Produção/circulação líquor <ul><li>Em pessoas normais, </li></ul><ul><li>o líquor normalmente </li></ul><ul><li>flui através de vias de </li></ul><ul><li>um ventrículo ao próximo, </li></ul><ul><li>e então para fora do cérebro, </li></ul><ul><li>descendo para a medula espinhal. </li></ul>
  201. 233. Causas <ul><li>Tumor cerebral - Tumores do cérebro causam inchaço dos tecidos circundantes, resultando em pobre drenagem do líquor. </li></ul><ul><li>Meningite - Esta é uma infecção das membranas que recobrem o cérebro. A inflamação desta infecção pode bloquear as vias de drenagem causando hidrocefalia. </li></ul><ul><li>Hidrocefalia Congênita- A hidrocefalia, neste caso, está presente no nascimento mas isto não significa que ela seja hereditária. </li></ul><ul><li>Prematuridade - Bebês nascidos prematuramente são mais vulneráveis ao desenvolvimento de hidrocefalia do que aqueles nascidos a termo, desde que muitas partes do corpo ainda não estão amadurecidas. </li></ul>
  202. 234. Obstruç ão <ul><li>Se as vias de drenagem do líquor forem obstruídas em algum ponto, o fluído se acumula nos ventrículos do cérebro, causando neles um inchaço - resultando na compressão do tecido ao redor. </li></ul><ul><li>Em bebês e crianças, a cabeça se alargará; em crianças mais velhas e adultos, o tamanho da cabeça não aumenta porque os ossos que formam o crânio já estão completamente unidos. </li></ul>
  203. 235. Obstrução do líquor
  204. 236. Deformidade craniana
  205. 237. O que se sente? <ul><li>A variação da sintomatologia vai estar diretamente ligada à faixa etária da criança.   </li></ul><ul><li>prematuros/lactentes: apnéia, bradicardia, fontanela tensa, veias do escalpo dilatadas, formato do crânio globóide, aumento do perímetro cefálico (vários centímetros em poucos dias) </li></ul><ul><li>Infantes: irritabilidade, vômitos, náuseas, macrocefalia, fontanela tensa, dificuldade para fixação e controle da cabeça, alteração ocular (sinal do &quot;sol poente&quot; - compressão mesencefálica). </li></ul><ul><li>crianças mais velhas: dor de cabeça, vômitos, letargia, diplopia, edema de papila, hiperrreflexia, clônus. </li></ul>
  206. 238. Válvula de drenagem ventrículo-peritoneal Tratamento médico Pressão intracerebral diminui
  207. 239. Complicação de urgência Entupimento da válvula
  208. 240. Dreno
  209. 241. Hidrocefalia e Aprendizagem <ul><li>As crianças com hidrocefalia associada a mielomeningocele têm grande chance de apresentar alguma dificuldade durante o processo de aprendizagem. </li></ul><ul><li>Na fase pré-escolar: as habilidades linguísticas são melhores que as motoras; </li></ul><ul><li>Na alfabetização: dificuldade em copiar e aprender símbolos. A habilidade motora mais fina pode atrasar um pouco mais a se desenvolver; demoram escrever e a caligrafia pode não ser tão boa. Entretanto, aprendem a escrever. </li></ul>
  210. 242. <ul><li>Durante o ensino fundamental : passa a existir o fator tempo, para execução de tarefas. Quando a escrita é mais lenta, essas crianças têm mais dificuldade e se atrasam (Frustração e baixa auto-estima). </li></ul>
  211. 243. Espinha bífida/mielomeningocele
  212. 246. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

×