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Ajudas Técnicas e Tecnologias Assistivas
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Ajudas Técnicas e Tecnologias Assistivas

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  • 1. As ajudas técnicas possuíamuma orientaçãopredominantemente voltadapara o suporte à ação médicae à reabilitação, de forma quea ênfase desses recursos eracolocada apenas na patologiae nas estratégias de reduçãodas dificuldades das pessoascom deficiência.
  • 2. Ampliando essa orientação, a Lein°. 10.098/00, que trata das normasgerais e critérios básicos para apromoção da acessibilidade depessoas com deficiência oumobilidade reduzida, dispôs que opoder público promoverá asupressão de barreiras urbanísticas,arquitetônicas, de transporte e decomunicação, mediante ajudastécnicas
  • 3. Na regulamentação da Lei, o art. 61 doDecreto n°. 5.296/04 definiu: "consideram-se ajudas técnicas os produtos, instrumentose equipamentos ou tecnologia adaptados ouespecialmente projetados para melhorar afuncionalidade da pessoa portadora dedeficiência ou com mobilidade reduzida,favorecendo a autonomia pessoal, total ouassistida".
  • 4. Recentemente foi inserida na culturaeducacional brasileira, a terminologiatecnologias assistivas, apresentando-separalelamente à expressão ajudas técnicas,no que diz respeito aos recursos quefavorecem a funcionalidade e aos serviçosque têm por objetivo promover a avaliação,indicação, confecção e orientação para odesenvolvimento de autonomia funcional dousuário da tecnologia assistiva.
  • 5. Tecnologia assistiva, portanto, é umaexpressão utilizada para identificartodo o arsenal de recursos e serviçosque contribuem para proporcionar ouampliar habilidades funcionais depessoas com deficiência e,conseqüentemente, promover vidaindependente e inclusão.
  • 6. Ainda, de acordo com Dias de Sá (2003) atecnologia assistiva deve ser compreendida comoresolução de problemas funcionais, em umaperspectiva de desenvolvimento daspotencialidades humanas, valorização de desejos,habilidades, expectativas positivas e da qualidadede vida, as quais incluem recursos de comunicaçãoalternativa, de acessibilidade ao computador, deatividades de vida diária, de orientação emobilidade, de adequação postural, de adaptaçãode veículos, órteses e próteses, entre outros.
  • 7. Nesse sentido, o Ministério da Ciência eTecnologia (2005) definiu as tecnologiasassistivas como aquelas que reduzem oueliminem as limitações decorrentes dasdeficiências física, mental, visual, auditiva, afim de colaborar para a inclusão social daspessoas com deficiência e dos idosos.
  • 8. Essa concepção efetiva o dispostona Constituição Federal de 88, quegarante às pessoas com deficiência,o direito ao atendimentoeducacional especializado, o qualdeve contemplar as ajudas técnicase as “tecnologias assistivas”.
  • 9. No desenvolvimento de sistemaseducacionais inclusivos, as ajudas técnicas eas tecnologias assistivas estão inseridas nocontexto da educação brasileira, dirigidas àpromoção da inclusão de todos os alunosnas escolas. Portanto, o espaço escolar deveser estruturado como aquele que oferecetambém as ajudas técnicas e os serviços detecnologia assistiva.
  • 10. A tecnologia assistiva é classificada em várias áreasde especialização importantes no processoeducacional, sendo entendida como recursos paraalunos cegos ou com baixa visão; surdos, ou comdéficit auditivo; com deficiência mental; comdeficiência física, superdotados, destacando-se omaterial escolar pedagógico adaptado; aadequação de postura (mobiliário); a mobilidade; acomunicação aumentativa e alternativa; ainformática acessível e os projetos arquitetônicospara acessibilidade, entre outros.
  • 11. Dessa forma, as ajudas técnicas e astecnologias assistivas constituem campo deatuação da educação especial que têm porfinalidade atender o que é específico dosalunos com necessidades educacionaisespeciais, buscando recursos e estratégiasque favoreçam seu processo deaprendizagem, habilitando-osfuncionalmente na realização de tarefasescolares.
  • 12. No processo educacional, poderão serutilizadas nas salas de recursos, tanto atecnologia avançada, quanto oscomputadores e softwares específicos, comotambém os recursos de baixa tecnologia, quepodem ser obtidos ou confeccionadosartesanalmente pelo professor, a partir demateriais que fazem parte do cotidianoescolar.
  • 13. O PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO DAS AJUDAS TÉCNICASO processo apresentado a seguir configura-se como orientação para os profissionais daeducação, no sentido de encontraremsoluções de objetos que auxiliem oaprendizado de pessoas com necessidadesespeciais.
  • 14. Cada necessidade éúnica e, portanto, cadacaso deve ser estudadocom muita atenção. Aexperimentação deve sermuito utilizada, poispermite observar como aajuda técnicadesenvolvida estácontemplando asnecessidades percebidas.
  • 15. 1. Entender a situação que envolve o estudante Escutar seus desejos. Identificar características físicas/psicomotoras. Observar a dinâmica do estudante no ambiente escolar. Reconhecer o contexto social.
  • 16. 2. Gerar idéias Conversar com usuários (estudante/família/colegas). Buscar soluções existentes (família/catálogo). Pesquisar materiais que podem ser utilizados. Pesquisar alternativas para confecção do objeto.
  • 17. 3. Escolher a alternativa viável Considerar as necessidades a serem atendidas (questões do educador/aluno). Considerar a disponibilidade de recursos materiais para a construção do objeto – materiais, processo para confecção, custos.
  • 18. 4. Representar a idéia(por meio de desenhos, modelos, ilustrações.). Definir materiais. Definir as dimensões do objeto – formas, medidas, peso, textura, cor, etc.5. Construir o objeto para experimentação Experimentar na situação real de uso.
  • 19. 6. Avaliar o uso do objeto Considerar se atendeu o desejo da pessoa no contexto determinado. Verificar se o objeto facilitou a ação do aluno e do educador.7. Acompanhar o uso Verificar se as condições do aluno mudam com o passar do tempo e se há necessidade de fazer alguma adaptação no objeto.
  • 20. Alguns jogose atividades
  • 21. PÉS E MÃOS DE BORRACHAAuxilia na discriminação dedistâncias entre um passo e outroe possibilita treinar a posição deengatinhar. Facilita ao alunotrabalhar com o próprio corpo, eadquirir noções de espaço etempo. Várias atividades podemser desenvolvidas com grupos dealunos em momentos derecreação e lazer.
  • 22. ÁBACO DE ARGOLASAuxilia na compreensão do sistema de unidades, naaquisição da noção de cores e permite trabalharcom movimentos de flexão e extensão de membrossuperiores. Foi confeccionado para um aluno comdificuldade de preensão, que, ao invés de fazerpreensão em pinça, enfiava os dedos dentro dasargolas e as colocava no suporte de madeira.
  • 23. CADERNO DE ELÁSTICO Proporciona ao aluno, que possui movimentos involuntários, a escrita entre pautas, sendo indicado para o portador de paralisia cerebral do tipo atetóide. As linhas feitas com elástico auxiliam e seguram os movimentos involuntários da mão do aluno ao utilizar lápis ou giz de cera sobre o papel.
  • 24. QUADRO AGARRADINHO Disponibiliza para oaluno uma alternativade comunicação. Foiconfeccionado para umaluno que não falava eestava em processo dealfabetização. Esse material tem sidoutilizado por outrosalunos com paralisiacerebral, em faseescolar.
  • 25. DOMINÓ DE QUANTIDADES E NUMERAIS EM RELEVOPermite o desenvolvimento da discriminação visual e discriminação tátil. Auxilia no desenvolvimento da relação entre quantidade e numeral.
  • 26. JOGO DE ADVINHAÇÃO Permite trabalhar com percepção tátil sinestésica, discriminação e identificação de formas e texturas. Dentro da caixa coloca- se um material com determinada textura ou forma e a criança deverá reconhecê-lo e procurar o correspondente fora da caixa.