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Produtores são capacitados em piscicultura intensiva
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Informe Rural - 25/06/2013

  1. 1. Informativo do Sistema Público da Agricultura - Ano II - Edição n° 32 - Brasília, 26 de junho de 2013. Secretaria de Agricultura e Desenvolvimento Rural Agricultores recebem incentivo para preservar água Cerca de 700 pessoas, entre autoridades, agricultores e ativistas prestigiaram o Dia Espe- cial: Brasília produzindo e preser- vando. O evento marcou a adesão de mais 20 produtores rurais ao projeto Produtor de Água do Pipi- ripau e divulgou a iniciativa de pa- gamento por prestação de serviços ambientais aos agricultores. Serão investidos R$ 40 milhões, em dez anos, para recuperar a bacia do Ribeirão Pipiripau, que ajuda no fornecimento de água para cerca de 180 mil pessoas moradoras de Planaltina e Sobradinho. Além de prestigiar a assinatura, os participantes tiveram palestras, divididas em seis estações temáti- cas que abordaram o Projeto Pro- dutor de Água no Pipiripau, o mo- nitoramento ambiental no Ribeirão, os aspectos econômicos e ecoló- gicos da fauna silvestre da região, a ecologia das florestas nativas, a restauração ecológica florestal e a produção sustentável de bro- mélias. “No início das chuvas vou reflorestar a beira do córrego para preservar as nascentes”, disse Zé- lio Isoton, produtor de hortaliças que aderiu ao Projeto e agora irá produzir água e preservar o cór- rego Taquara, um dos principais abastecedores do Ribeirão Pipiri- pau. O vice-governador, Tadeu Filip- pelli, ressaltou a importância da parceria para tonar o programa Produtor de Água uma realidade. “O que estamos fazendo aqui é criar um horizonte de longo prazo, para garantir qualidade de vida às futuras gerações. Me deixa muito feliz ver tantas instituições traba- lhando num projeto para construir o futuro”, disse. Para o deputado distrital Joe Val- le é fundamental a mobilização do Estado para promover políticas agroecológicas e a participação da população para efetivá-las. “É importante quando os governantes têm sensibilidade para tratar des- se assunto. Lembro aos produto- res que é importante participar. É a partir da adesão dos produtores que o projeto será estendido para outras regiões”, disse. O secretário de Agricultura, Lúcio Valadão salientou a visão estraté- gica que o atual governo tem sobre a agricultura e o meio ambiente. “O governador Agnelo e o vice Fi- lippelli são comprometidos com a área rural o com o meio ambiente. Enxergam o rural de forma comple- ta e não só a produção. Por isso, o atual governo promove a recupe- ração de estradas e investimentos em saneamento básico na área rural, além da própria preservação ambiental, em benefício de atual e das futuras gerações”, ressaltou. Cerca de 50 produtores já es- tavam inscritos no Projeto. En- tre eles, 32 já adotam práticas de conservação, recuperação do solo e dos mananciais da bacia do Ri- beirão Pipiripau. Os valores pela prestação de serviços ambientais podem chegar a R$ 200, 00 por hectare ao ano. Para aderir, os produtores da região da Taquara, do Pipiripau e do Santos Dumont devem procurar a unidade local da Emater para a elaboração do pro- jeto. Durante o evento, também foi assinado convênio entre o Sesi e a Rede Sementes do Cerrado para vibilizar o plantio de 350 mil mudas de plantas nativas do Cerrado. Produtor de Água O projeto no Pipiripau faz parte do Programa Produtor de Água, con- cebido pela Agência Nacional de Águas em 2001, que tem como ob- jetivo a revitalização ambiental de bacias hidrográficas do Brasil. No DF, cerca de 20 instituições – entre governo federal, distrital e socieda- de civil organizada – participam do projeto no Pipiripau. Secretaria da Agricultura, Emater-DF, Agência Reguladora de Águas e Sanea- mento do Distrito Federal (Adasa), Ministério da Integração Nacional, Superintendência de Desenvolvi- mento do Centro-Oeste (Sudeco), Ministério do Meio Ambiente, Com- panhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), Ibram, Banco do Brasil, Fundação Banco do Brasil, Fundação da Universi- dade de Brasília, Instituto de Con- servação Ambiental-TNC, WWF- -Brasil, Serviço Social da Indústria (Sesi), Embrapa Cerrados, Secre- taria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Água Brasil, The Nature Consevancy e Terracap se uniram para viabilizar o projeto. Evento foi marcado pela assinatura de contrato com mais de 20 produtores para adesão ao Projeto Produtor de Água no Pipiripau
  2. 2. GDF realiza exame toxicológico em trabalhadores rurais Para saber se há intoxicação por agrotóxicos nos trabalhadores e produtores rurais, a Emater-DF em parceria com a Secretaria de Saúde do Distrito Federal realizou exame toxicológico, na manhã desta terça-feira (25), no Núcleo Rural Vargem Bonita. Mais de 60 pessoas fizeram o exame. Caso seja constatado nível indevido de agrotóxicos, os bém estamos fazendo um traba- lho intensivo com as mulheres orientando quanto à lavagem e higienização dos Equipamen- tos de Proteção Individual (EPI), uma vez que misturado a outras roupas, dependendo do nível de agrotóxico, poderá contaminar as vestes”. O produtor de folhosas Roberto Gomes fez o exame e disse que é importante estar em dias com a saúde. “O técnico da Emater foi em minha casa e me explicou por- que precisamos fazer o exame, e sempre que tem eu faço porque se não estou saudável não consi- go trabalhar”. A médica responsável pelo posto de saúde da Vargem Boni- ta, Marlucy Correia, lembrou aos produtores que fazer os exames preventivos é essencial para que eles consigam desenvolver me- lhor suas atividades diárias, com saúde e qualidade de vida. produtores deverão ser encami- nhados para tratamento no Centro de Referência em Saúde do Tra- balhador (Cerest), no Gama. Uma das organizadoras, a ex- tensionista rural da Vargem Bo- nita, Janaina Dias, lembra que é uma ação anual preventiva que visa melhorar cada vez mais as condições de trabalho das pes- soas que vivem no campo. “Tam- m s , Pirarucus serão reproduzidos no DF Mais de 60 pessoas fizeram o exame O Núcleo de Tecnologia em Piscicultura, que funciona na Granja do Ipê, recebeu cinco pi- rarucus, com dois anos de vida, no último dia 20. O objetivo é de- senvolver tecnologia para o peixe se reproduzir com menos idade – normalmente, o pirarucu inicia o ciclo reprodutivo a partir dos qua- tro anos – e introduzir uma nova opção de comercialização para os piscicultores do DF e do Entorno. Os peixes obtidos pela Secre- taria de Agricultura (Seagri) estão com dois anos e devem iniciar a reprodução em 2015. “Os maiores beneficiários com a produção dos alevinos de pirarucu serão pisci- cultores dos municípios do Entor- no, localizados em áreas de baixa altitude, pois estes locais apre- sentam temperatura mais eleva- da, o que é fundamental para a engorda dessa espécie”, explica Lincoln Oliveira, chefe do Núcleo de Tecnologia em Piscicultura. A Seagri pretende obter mais pirarucus até o fim das obras de formação do Centro de Referência em Piscicultura – previstas para o fim de 2014 – que funcionar na Granja do Ipê. “No DF poderão ser beneficiados piscicultores que tra- balham com reprodução e comer- cialização de formas jovens, pois é possível a implantação de in- fraestruturas que permitam o con- trole dos fatores ambientais que interferem na reprodução dessa espécie”, analisa Oliveira. Pirarucu A espécie é nativa das bacias do Rio Araguaia (Tocantins) e Amazônica. A pesca artesanal é restrita a algumas reservas e em determinadas épocas do ano, por ser uma espécie em risco de ex- tinção. O pirarucu é considerado um animal rústico e apresenta exce- lente ganho de peso – pode che- gar a 10kg no primeiro ano de vida – e possui carne altamente valori- zada e alto redimento de filé, que pode chegar a 60% do peso do animal (a tilápia, por exemplo, fica entre 30 e 33%). A criação em ca- tiveiro tem sido desenvolvida em algumas regiões do país. Um dos entraves para o culti- vo do pirarucu é o longo período que a espécie leva para começar a se reproduzir – quatro anos. A produção de alevinos também é baixa quando comparada a outras espécies, com 12 mil unidades por desova, que ocorrem até três ve- zes por ano. Devido a esses fatores, o cus- to do alevino do pirarucu é muito elevado. É comercializado, geral- mente, pelo tamanho que apre- senta, chegando a ser cobrado R$ 1,00 por centímetro de alevi- no. Por isso, a reprodução em ca- tiveiro feita pela Seagri trará mais oportunidades de geração de ren- da aos criadores, que terão mais acesso ao pirarucu.
  3. 3. Para apresentar um panorama da agricultura e estratégias que o Governo do Distrito Federal tem utilizado para viabilizar melhorias para a agricultura na Região In- tegrada de Desenvolvimento do Distrito Federal (RIDE), o presi- dente da Emater-DF, Marcelo Pic- cin, apresentou aos vereadores de 22 municípios de MG e GO, na noite de quinta-feira (20), ei- xos estratégicos para o abasteci- mento do DF, no primeiro painel do I Encontro de Legisladores da Ride, no auditório da Câmara Le- gislativa do Distrito Federal. Durante a explicação Piccin ressaltou que o governador Ag- nelo o incumbiu de disseminar os conhecimentos e ajudar a Ride no desenvolvimento de suas ativida- des agropecuárias, principalmen- te em assentamentos, por meio de assistência técnica e extensão rural, já que a Emater-DF é reco- nhecia a nível nacional pelo traba- Assistência técnica e extensão rural é tema de painel em encontro de legisladores Presidente da Emater, Marcelo Piccin, ressaltou o papel da Emater na RIDE lho desenvolvido. Piccin ressaltou que a Emater- -DF pretende somar esforços na região. “Queremos que os assentamentos e os agriculto- res destas regiões sejam con- templados com atendimento de alto nível e produzam alimentos de qualidade gerando cada vez mais renda e melhorias de vida no campo”. Ele destacou que a Emater-DF já está atuando junto a doze assentamentos nas regiões de Padre Bernardo, Água Fria e Planaltina de Goiás, em função de chamada pública com o INCRA, e que a instalação da unidade da Emater de Cristalina já está em andamento. Os programas de compras go- vernamentais como PAA, PNAE, PAPA-DF, crédito rural como FDR, Pronaf e Prospera, além dos de- mais programas com os quais a Emater trabalha, podem ser aces- sados pelos agricultores destes locais, desde que a empresa já preste assistência técnica e ex- tensão rural. Para acessar os serviços basta procurar uma das 20 unidades da Emater-DF mais perto de sua região e obter mais informações. RIDE – A Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Fe- deral foi criada pela Lei Comple- mentar nº 94/1998 e regulamenta- da pelos decretos nº 2.710/1998 e nº 3.445/2000. Seu objetivo é “articular e harmonizar as ações administrativas da União, dos estados e dos municípios para a promoção de projetos que visem à dinamização econômica e provi- são de infraestruturas necessárias ao desenvolvimento em escala re- gional”. A RIDE é composta por 22 mu- nicípios. Destes, 19 são do estado de Goiás: Abadiânia, Água Fria de Goiás, Águas Lindas de Goiás, Alexânia, Cabeceiras, Cidade Ocidental, Cocalzinho de Goiás, Corumbá de Goiás, Cristalina, Formosa, Luziânia, Mimoso de Goiás, Novo Gama, Padre Bernar- do, Pirenópolis, Planaltina, Santo Antônio do Descoberto, Valparaí- so de Goiás e Vila Boa. Também fazem parte da rede os municípios mineiros de Unaí, Buritis e Cabe- ceira Grande.
  4. 4. Produtores são capacitados em piscicultura intensiva Informativo produzido pelas assessorias de comunicação social: Secretaria de Agricultura e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF) - 3051-6347 Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-DF) - 3340-3002 Centrais de Abastecimento do Distrito Federal (Ceasa-DF) - 3363-1024 No Distrito Federal, o consumo anual de peixe por habitante é de 14 kg, índice acima da média na- cional, que é de 9 kg por pessoa. Porém, a produção local ainda não é suficiente e precisa crescer para atender os consumidores da capital. Atenta a esse potencial de mercado, a Emater-DF atua para que a atividade seja desenvolvi- da com responsabilidade técnica e ambiental, considerando o po- tencial da região e as vocações locais. Dentro desse processo, foi realizada na quarta (19) e quinta- -feira (20), o Curso de Criação In- tensiva de Tilápias em Pequenos Reservatórios. A capacitação foi para um grupo de aproximada- mente 30 participantes da região de Brazlândia. “Esse é o marco zero do programa de piscicultu- ra da Emater-DF aqui na região. Formamos um grupo de interesse na atividade, capacitamos e a par- tir daí começamos o atendimento sistemático nas propriedades para o georreferenciamento, cadastro do produtor e assistência para a outorga de uso da água e licen- ciamento ambiental”, explica o médico veterinário da Emater-DF em Brazlândia, Edilson Sousa do Amaral. A programação contou com a participação do engenheiro flores- tal da Emater Juliano de Oliveira, que explicou sobre outorga de uso da água e licenciamento ambien- tal, necessários para iniciar a ati- vidade. Informações sobre crédito rural – importante fonte de recurso para começar a criação de peixes - foram repassadas pelo gerente da Emater em Brazlândia, Ro- drigo Teixeira. O coordenador do programa de piscicultura da Ema- ter, Carlos Goulart, apresentou os principais pontos do Plano Safra da Piscicultura e informações re- levantes para a criação intensiva de tilápias. “É preciso que o produtor saia do amadorismo, conheça bem a técnica e gerencie sua produção”, fala Edilson, que acompanhará os produtores da região interessados na atividade. Na última parte do curso, os produtores verificaram na prática como avaliar os parâmetros físico- -químicos da água dos reserva- tórios. Em um pesque-pague da região, eles aprenderam a medir o nível de oxigênio, amônia e PH da água. Essa ação é de extrema importância para o sucesso do empreendimento. O produtor Antônio Enoide Be- zerra valoriza o aprendizado e se sente mais seguro para iniciar a atividade. “Só tenho que agrade- cer pela oportunidade. Tem dois anos que quero começar a cria- ção, mas sabia que precisava de conhecimento, pois se a gente aprender só errando sofremos mais. Agora tenho mais seguran- ça para começar a criar peixe e sei que a Emater estará lá para o que precisar. Vou passar essa ex- periência para minha família e sei que todos vão me ajudar. A ativi- dade vai trazer um rendimento a mais para nós, que já trabalhamos com hortaliças”, disse Antônio, en- tusiasmado.

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