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Fatima Roberto Chauque, National Directorate of Geology, Mozambique

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Fatima Roberto Chauque, National Directorate of Geology, Mozambique delivered the presentation at IMM’s Mozambique Coal Conference 2013. …

Fatima Roberto Chauque, National Directorate of Geology, Mozambique delivered the presentation at IMM’s Mozambique Coal Conference 2013.

The IMM’s Mozambique Coal conference features a comprehensive program which discusses the latest mining developments, assesses the way forward for the country’s crucial port and rail progress and examines Mozambican Government policies and the investment opportunities.

For more information about the event, please visit: http://www.immevents.com/mozambiqueconference

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  • 1. REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE MINISTÉRIO DOS RECURSOS MINERAIS DIREÇÃO NACIONAL DE GEOLOGIA
  • 2. 1. INTRODUCTION Localizado na África Austral; +800.000 km2 Quadro geo-tectônico complexo, idade de Meso-Arcaico (2907 Ma) ao Quaternário. Super Grupo Karoo (KSG)  Depósitos de carvão. KSG apresenta geralmente 2 principais episódios: Formações sedimentares: bacias do carbonífero Sup. – Jurássico Inf. Actividades ígneas: simultaneas com os mais altos sedimentos do Karoo Superior – Jurássico Inferior. Distribuição irregular do KSG: Episódios ígneos: Monoclinal de Libombos e Basaltos de Angoche Formações sedimentares: Grabens de Metangula e outros de Niassa e Cabo Delgado Áreas ambos existem Tete e Centro Principais ocorrências de carvão
  • 3. 2. GEOLOGIA DAS PRINCIPAIS BACIAS DE CARVÃO DE MOÇAMBIQUE A Geologia das bacias do carvão é muito diversificada: Diferentes enquadramentos geotectônicos; Ambientes de sedimentação diferentes; Diferentes histórias de evolução; Tipos/qualidade de carvão diferentes Espessas sequências sedimentares depositadas em bacias continentais Intrusões ígneas testemunhando o rifteamento e fragmentação do Gondwana KAROO: Estrato que cobre discordantemente o embasamento Precambrico seguido por magmatismo bimodal de Jurássico Inferior e/ou recoberto discordantemente por estratos mais jovens do Jurássico Médio. No geral: sedimentos de origem glaciogênica/ /temperada e deltaica Sedimentos clásticos fluviais/lacustres (CARVÃO) Condições mais áridas e quentes
  • 4. 2. GEOLOGIA DAS PRINCIPAIS BACIAS DE CARVÃO DE MOÇAMBIQUE
  • 5. Vale de Zambezi : dividido em áreas W e E, separadas por rochas Precámbricas na região de Songo. Área Oeste: E-W trend; Área Este: NW-SE trend; Cada uma destas áreas: subdivideda em pequenas sub-bacias estruturalmente controladas. Três principais bacias: Correspondem ao Cinturão do Zambezi entre os Cratões do Zimbabwe & Congo. Chicôa-Mecúcoè Sanângoè-Mefídezi Moatize-Minjova (extensions NW e SE para Nkondezi e Mutarara) 3. KAROO EM TETE
  • 6. Caracteristicas fluvial-glaciogênicas Conglomerrados basais, arenitos, argillitos e siltitos coally Pedaços isolados, depositados nas mais baixas depressões do Pre-Karoo Formação de Vúzi (base – Carbonifero Superior) KAROO INFERIOR 3.1. SEQUÊNCIA GERAL DAS FORMAÇÕES Formação de Moatize (Permico) Occurrência de depósitos espessos do carvão ( 6-8 camadas). Colocado discordantemente sobre rochas Precámbricas ou na Formação de Vúzi. Arenitos arcósicos brancos a cinzas, argila ou arenitos micáceos com flora de fosseis de Glossopteris e Gangamopteris, entre outros, e argilitos pretos com camadas de carvão. André seam, w/ Matinde series above, Moatize Arenitos brancos, por vezes arcósicos e conglomeráticos, com estratificação cruzada. Em algumas áreas, Fm. Matinde pode apresentar algumas camadas de carvão . Formação de Matinde (Permico Médio - Sup) 3. KAROO EM TETE
  • 7. 3.1. SEQUÊNCIA GERAL DAS FORMAÇÕES Transição do Karoo Inferior- Superior - Permico/Triassico. Composta de arenitos arcósicos de granulação média a grossa com estratificação cruzada, com alguns calcários e arenitos carbonáticos Formação de Cádzi Estratificação cruzada na escala maior na Formação Cádzi KAROO INFERIOR-SUPERIOR Triassico Médio/Jurassico Superior 2 Formações sedimentares, diferentes tipos de arenitos. Vários magmatismos KAROO SUPERIOR Formação de Zumbo Montanhas Carumacáfuè consistindo da Formação Zumbo Formação de Lualádzi Dunas vermelhas resultantes do intemperismo dos arenitos Lualádzi Actividades ígneas Basaltos, riolitos, andesitos, etc. Diques doloríticos que queimam carvão. Great Dyke in Moatize River 3. KAROO EM TETE
  • 8. 4. BACIA DE MOATIZE Chipanga Seam - Moatize River Graben na Suite de Tete; Cobertura sedimentar da Serie Matinde, tb com carvão; Inúmeros diques doleríticos e falhas com orientação NW-SE
  • 9. Bacia é dividida em várias secções definidas por estruturas tectônicas Graben orientado NW-SE e limitado por falhas normais, sendo a maior delas a Falha do limite NE Sedimentos pouco deformados, com direcções NW-SE dos eixos anticlinal e sinclinal prevalentes As falhas que definem várias secções cortam verticalmente a bacia atingindo até 100 m. 4. BACIA DE MOATIZE Diques doríticos (“Great Dyke” corta a parte NW da bacia). Afloramentos de várias camadas de carvão: 1. Sousa Pinto 2.Chipanga 3. Bananeiras 4. Intermédia 5. Grande Falésia 6. André Great Dyke
  • 10. 4. BACIA DE MOATIZE Lachelt (2004) Estrutura de Graben na secção transversal; O carvão ocorre na camada Chipanga, indicada pelo horizonte preto; ~340m Sequência estratigráfica da Formação de Moatize na bacia de Moatize
  • 11. 4. BACIA DE MOATIZE No geral, os carvões Pérmicos Moçambicanos são: Betuminosos, com o teor de volateis variando de alto a baixo ocasionalmente antracíticos; Ricos em Vitrinite do que em Inertinite; Teor de Liptinite muito baixo; Em geral, a produção de Cinzas é alta; Os minerais são intercrescidos com a matriz orgânica, colocando, assim, dificuldades na liberação durante o beneficiamento 4.2.1. PETROGRAFIA Carvões vitriníticos com um pouco mais inertiníticos; Liptinite quase ausente. 4.2. PROPRIEDADES DO CARVÃO
  • 12. Moatize Aumenta com a profundidade, de 1.28% na Grande Falésia a 1.51% na S. Pinto. 4.2.3. GRAU DE INCARBONIZAÇÃO (RANK) 4.2. PROPRIEDADES DO CARVÃO 4. BACIA DE MOATIZE
  • 13. 4.3. QUALIDADE DO CARVÃO Cinzas – elevado Enxofre – variável (↓) Secções Sample H2O (%, ad) Ash (%, ad) Volatile Matter (%, ad) GCV (MJ/kg, ad) Sulfur (%, ad) Moatize Section 6 Chipanga/Chi. 3 Mine (undg./chan.) 0,9 13,7 17,2 29,98 0,74 Chipanga/Chi. 8 Mine (undg./chan.) 0,6 17,6 17,1 29,66 0,50 Moatize Central Section Sousa Pinto (avg., drilling) 0,84 56,07 12,15 13,80 1,10 Chipanga L. (avg., drilling) 0,83 32,86 16,92 19,31 4,42 Chipanga M. (avg., drilling) 0,85 42,84 15,51 15,83 3,83 Chipanga U. (avg., drilling) 0,87 38,11 16,38 17,73 4,11 Bananeiras U. (avg., drilling) 0,92 38,09 16,74 17,57 4,03 Intermédia (avg., drilling) 1,04 41,76 16,30 16,45 3,77 Grande Falésia (avg., drilling) 1,04 43,74 16,75 15,62 3,80 André (avg., drilling) 1,20 36,18 18,68 21,37 3,81 4. BACIA DE MOATIZE
  • 14. QUALIDADE DE FRACÇÕES MÉDIAS E PRODUTOS LAVADOS 4.3. QUALIDADE DO CARVÃO Examples of quality of the <9% ash coking product (10 x 0,5mm) and of the 22MJ/kg product (25 x 10mm) from Section 2A Parameter (air dry) Lower Chipanga Upper Chipanga Total Chipanga Coking Steam Coking Steam Coking Steam Moisture, % 0.7 0.7 0.8 0.8 0.8 0.8 Ash, % 9.0 35.0 9.0 34.7 9.0 34.8 Volatiles, % 23.6 17.7 23.0 16.8 23.3 17.2 Fixed Carbon, % 66.7 46.6 67.2 47.4 66.9 47.2 Gross CV, MJ/kg 32.74 22.00 32.67 22.00 32.70 22.00 Total Sulfur, % 0.78 0.58 1.14 0.75 0.95 0.66 4. BACIA DE MOATIZE
  • 15. 4.4. RESERVAS De acordo com os dados fornecidos pelas empresas de carvão e com as atualizações mais recentes: Total de 6 225.30 milhões de toneladas Medidas – 1 161.90 milhões de toneladas Inferidas – 3 955.00 milhões de toneladas 4. BACIA DE MOATIZE
  • 16. 5. CONCLUSÕES: De um modo geral os carvões Pérmicos Moçambicanos são de betuminosos de médio a baixo voláteis, com algumas áreas com altos voláteis, e alguns outros que atinge o estágio de antracite; Petrograficamente, os carvões são principalmente vitriníticos; Teor total de enxofre do produtos lavados é geralmente baixo; Em quase todas bacias/sub-bacias o carvão pode ser beneficiado para produzir tanto carvão de coque e frações de carvão térmico. Reservas ainda devem ser calculadas e aumentadas com mais estudos e trabalhos de prospeção. REFERÊNCIAS: VASCONCELOS, L. (2012). Overview of Mozambique Coal Deposits. Proceedings of the 34th International Geological Congress (5 to 10 August 2012), Brisbane, Australia. Abstract Book, page 2666. Apresentação oral como orador convidado. VELS, B. & HUNKE, A. (2013). Preliminary Mozambique Coal Master Plan Finel Report. Internal report, Nacional Directorate of Mines