Pensar, sonhar e sentir em português

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Pensar, sonhar e sentir em português

  1. 1. qwertyuiopasdfghjklçzxcvbn mqwertyuiopasdfghjklçzxcvb nmqwertyuiopasdfghjklçzxcv bnmqwertyuiopasdfghjklçzxc Pensar, sonhar e sentir em vbnmqwertyuiopasdfghjklçzx Português cvbnmqwertyuiopasdfghjklçz 14 de Junho de 2010 xcvbnmqwertyuiopasdfghjklç zxcvbnmqwertyuiopasdfghjkl çzxcvbnmqwertyuiopasdfghj klçzxcvbnmqwertyuiopasdfg hjklçzxcvbnmqwertyuiopasdf ghjklçzxcvbnmqwertyuiopas dfghjklçzxcvbnmqwertyuiopa sdfghjklçzxcvbnmqwertyuiop asdfghjklçzxcvbnmqwertyuio pasdfghjklçzxcvbnmqwertyui opasdfghjklçzxcvbnmqwerty
  2. 2. Instituto Politécnico de Setúbal Escola Superior de Setúbal Pensar, sonhar e sentir em Português Aquelle psalmo evoca admiravelmente os lyrios que na próxima Primavera hão-de nascer no meu jardim predilecto. Ortografia correcta no século XIX. Aquele salmo evoca admiravelmente os lírios que na próxima Primavera hão-de nascer no meu jardim predilecto. Ortografia correcta depois da Primeira Reforma Ortográfica, em 1911. Aquele salmo evoca admiravelmente os lírios que na próxima Primavera hão-de nascer no meu jardim predilecto. Ortografia correcta a partir de 1973. Aquele salmo evoca admiravelmente os lírios que na próxima primavera hão de nascer no meu jardim predilecto. Ortografia correcta segundo o Novo Acordo Ortográfico. Introdução à Didáctica do Português Página 2
  3. 3. Instituto Politécnico de Setúbal Escola Superior de Setúbal A Língua é uma marca de afectividade, pois sonhamos, pensamos, sentimos em Português. A nossa língua materna faz parte da nossa identidade. Não é por acaso que se denomina por língua materna, aquela que se adquire espontaneamente durante a infância de forma natural, em contacto com a mãe e com os outros no seu processo de interacção. Deste modo, não é de estranhar que nos casos em que a língua materna não é a língua de socialização de um indivíduo, mantenha-se sempre no quotidiano do indivíduo através do seu pensamento linguístico, na realização de actividades culturais (leitura de livros editados segundo a sua língua materna), entre outros exemplos. A Língua depois de adquirida passa a ser parte do nosso ser como indivíduo, logo não é de estranhar que as pessoas tenham um “carinho” especial pela Língua com a qual aprenderam a denominar as coisas em seu redor durante a infância. Mas a Língua não se finda no indivíduo, a Língua também faz parte da identidade colectiva de um povo. A própria noção de pátria está relacionada com os símbolos de um país e o idioma é um deles. A Língua Portuguesa é actualmente a oitava língua mais falada do mundo, mas será a maioria dos falantes se concentra no território Português? Gráfico 1 – Número de falantes que têm a Língua Portuguesa como língua materna, segundo os dados do Observatório da Língua Portuguesa, em 2007. Introdução à Didáctica do Português Página 3
  4. 4. Instituto Politécnico de Setúbal Escola Superior de Setúbal Segundo os dados do Observatório da Língua Portuguesa, há no total 204 654 678 falantes que têm como língua materna o Português. Apesar de a Língua Portuguesa encontrar-se presente nestes países, surgem diferenças significativas na ortografia dos mesmos. É com o objectivo de colmatar algumas dessas diferenças, que surge o Novo Acordo Ortográfico, pois se uma Língua quer internacionalizar-se a escrita também de acompanhar essa mudança, pois a escrita, a par da oralidade, é uma marca essencial da Língua. Por Acordo Ortográfico entende-se “(…) a elaboração de um conjunto de regras comuns a vários países que partilhem a mesma língua oficial, de forma a haver um modelo único de ortografia, que crie um padrão de uso da língua, quer falada quer escrita, que facilite a sua compreensão entre todos.” (acordo ortográfico, Infopédia, 2010). Desde que 1990 que se tinham realizado várias tentativas para ratificar o Novo Acordo Ortográfico. Em 2004, por falta de consenso e de coesão por parte dos países lusófonos, surgiu a necessidade de estabelecer pelo Segundo Protocolo Modificativo, que seria apenas necessário a ratificação de três países para a entrada em vigor do Acordo de 1990. Em 2008, com a aprovação do Segundo Protocolo Modificativo pelo Conselho de Ministros português, e com seguinte ratificação do Presidente da República, permitiu-se a entrada em vigor do Novo Acordo Ortográfico de 1990. A maior alteração ocorre nas palavras da variante luso-africana (1,6% dos vocábulos) em comparação com a alteração sentida na variante brasileira (0,5% dos vocábulos). Salienta-se ainda o facto de as diferenças orais e gramaticais permanecerem iguais nos dois lados do Atlântico, pois o que será alterado será apenas a dimensão ortográfica. O Novo Acordo Ortográfico tem suscitado nas pessoas duas maneiras de encará-lo: 1. Que Portugal está a ceder às exigências do Brasil e não o contrário; 2. Que estamos a abrir caminhos no admirável mundo da lusofonia. Tendencialmente, as alterações nunca são bem acolhidas pelas pessoas, pois exigem ao indivíduo uma nova assimilação e acomodação de conhecimentos, o que, Introdução à Didáctica do Português Página 4
  5. 5. Instituto Politécnico de Setúbal Escola Superior de Setúbal por vezes, não é fácil, pois as pessoas estão tão habituadas a certos procedimentos, que estão já mecanizados, o que transforma a mudança em algo horrendo e anti- natura. Deste modo, é normal que perante as mudanças ortográficas as pessoas desenvolvam argumentos contra e a favor da sua implementação Todavia, é necessário ter em conta que o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa implementado em 2010 irá promover uma maior aproximação linguística dos países que têm como Língua Oficial o Português. Para além disso, este Acordo irá facilitar a aprendizagem das crianças, visto que o critério que prevalece é o fonético. Não nos podemos esquecer que a Língua Portuguesa foi sofrendo alterações ao longo dos tempos, a nível ortográfico. Actualmente, parecemos impensável escrever “psalmo” em vez de “salmo”, pois para nós o “p” antes de “salmo” não tem qualquer tipo de função, uma vez que o mesmo não se lê. Ilustração 1 – Países que têm a Língua Portuguesa como Língua Oficial (Brasil, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Timor-Leste, Moçambique, Portugal, Guiné-Bissau e Angola). Introdução à Didáctica do Português Página 5
  6. 6. Instituto Politécnico de Setúbal Escola Superior de Setúbal Referências bibliográficas • Revista Visão, n.º 789 – 17 de Abril de 2008. • Acordo ortográfico. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2010. [Consult. 2010-06-14]. Disponível na www: <URL: http://www.infopedia.pt/ $acordo-ortografico>. Introdução à Didáctica do Português Página 6

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