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Artigo Monitoramento de Pastagem

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No Brasil a principal fonte de alimento do gado é o pasto. E para que o pasto seja melhor aproveitado, várias técnicas são usadas para o pastejo. Dentre elas temos o pastejo rotacionado, no qual a o …

No Brasil a principal fonte de alimento do gado é o pasto. E para que o pasto seja melhor aproveitado, várias técnicas são usadas para o pastejo. Dentre elas temos o pastejo rotacionado, no qual a o pasto é dividido em pequenas áreas, chamadas de piquetes. O
responsável pelo manejo do rebanho, de forma empírica, decide o melhor momento para
liberar o piquete ao gado. Essa técnica bem aplicada permite que o gado consuma o pasto de maior qualidade, no entanto ela é muito dependente do aplicador. Visando um melhor aproveitamento da pastagem, a proposta deste artigo é apresentar uma arquitetura de hardware e software, de baixo custo, que permita produtores rurais comuns monitorar a pastagem e com isso indicar o momento mais propício para o gado se alimentar de um pasto com qualidade.

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  • 1. 1 Proposta de aplicação web mobile para monitoramento de pastagem Inael Rodrigues de Oliveira Neto1 1 Instituto de Informática (INF) – Universidade Federal de Goiás (UFG) Caixa Postal 131 – 74.001-970 – Goiânia– GO – Brasil inael.rodrigues@gmail.com Resumo No Brasil a principal fonte de alimento do gado é o pasto. E para que o pasto seja melhor aproveitado, várias técnicas são usadas para o pastejo[1]. Dentre elas temos o pastejo rotacionado, no qual a o pasto é dividido em pequenas áreas, chamadas de piquetes. O responsável pelo manejo do rebanho, de forma empírica, decide o melhor momento para liberar o piquete ao gado. Essa técnica bem aplicada permite que o gado consuma o pasto de maior qualidade, no entanto ela é muito dependente do aplicador. Visando um melhor aproveitamento da pastagem, a proposta deste artigo é apresentar uma arquitetura de hardware e software, de baixo custo, que permita produtores rurais comuns monitorar a pastagem e com isso indicar o momento mais propício para o gado se alimentar de um pasto com qualidade. 1. Introdução Em pesquisas divulgadas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária mostra que a tendência de produção de leite para os próximos anos é de um aumento mundial do volume produzido [2]. O clima favorável da atividade no Brasil, permite o pastejo dos animais na maior parte do ano, diminuindo custos de alimentação, mão-de-obra e de capital empregado [2]. De acordo com informações do Anualpec(2010), 90% do leite produzido no Brasil é de sistemas de pastagem e as gramíneas representam 85% de alimento volumoso consumido pelos animais. As vantagens de se utilizar pastagem, como fonte principal na alimentação animal, estão diretamente relacionadas com diminuição de custo de produção. Além disso, as gramíneas tropicais, quando manejadas corretamente, tem alta capacidade de produção de massa seca no verão [3], com quantidade de nutrientes suficientes para manter os bovinos leiteiros em pastagem, pois o pastejo proporciona ao animal selecionar folhas, que é a parte da planta mais nutritiva. Dados recentes da FAO (2010) [4] mostram que o Brasil possui o segundo maior rebanho leiteiro do mundo com média de 22 milhões de cabeças e é o quinto maior País produtor de leite com média aproximada de 29 bilhões de litros/ano, porém nossa produtividade é baixa, devidos aos baixos índices zootécnicos e a má utilização das pastagens, o que nos deixa em 19º colocado no ranque mundial, conferindo ao nosso País 3% de presença no mercado Global. Para garantir o sucesso no manejo das pastagens e na produção de leite é necessário vários cuidados [1], desde a escolha de gramíneas, fertilidade do solo, adubação taxas de lotações, necessidade de sombra e água próximas aos piquetes, animais adaptados às condições
  • 2. 2 da região, enfim, muitos componentes que interferem no sistema e que precisam ser gerenciados adequadamente. As principais ferramentas disponíveis para ajudar no manejo do pasto são técnicas de pastagem como pastejo contínuo, de pastejo rotacionado, de pastejo de ponta e a pastejo de repasse. O pastejo contínuo, os animais ficam soltos no pasto durante a estação de crescimento das forrageiras, ou seja eles tem livre acesso ao pasto. Já o pastejo rotacionado, o pasto é divido em subáreas que são nomeadas de piquetes, dessa forma o pasto é submetido ao pastejo e ao descanso em períodos alternados. No pastejo de ponta usa-se dois grupos de animais, sendo que um deles entra primeiro no piquete e permanece por um curto tempo consumindo o pasto desse local. Esse primeiro grupo se alimenta de um pasto de melhor qualidade, ou seja ele faz o pastejo de ponta. Em seguida, o segundo grupo entra no piquete e realiza o pastejo de repasse. Com isso, o primeiro grupo é favorecido com uma dieta de melhor qualidade. Esse método é muito praticado em sistemas de produção de leite, no qual as vacas leiteiras fazem o pastejo de ponta e as vacas secas ou de corte fazem o pastejo de repasse. Essas técnicas de rotacionamento objetivam o melhor aproveitamento da pastagem, no entanto, elas estão suscetíveis a falhas, porque elas dependem da experiência do responsável pelo rotacionamento do rebanho. O responsável pelo piquete, faz uma análise visual na forragem para dizer se as gramíneas estão no estágio de desenvolvimento ideal para consumo dos animais. Caso o responsável libere o acesso do piquete ao gado muito cedo ou muito tarde, a qualidade do pasto poderá estar comprometida. Tendo em vista a notável importância do pasto para produção dos ruminantes e as falhas na técnicas atuais que visam melhor aproveitamento do pasto, o artigo discutirá uma proposta de software de monitoramento de gramíneas para dispositivos móveis que objetiva auxiliar o produtor rural ou responsável pelo rebanho bovino na técnica de rotacionamento de pastagem. Com isso, por meio de relatórios emitidos pelo software, o gestor dos piquetes terá indicadores mais precisos que uma simples checagem visual nas gramíneas para decidir o momento ideal de consumo dessa fonte de alimento por parte do animais. 2. Trabalhos correlatos O projeto da rede de sensores sem fio para medição de interceptação luminosa em pastagens surgiu na Universidade Católica de Goiás em 2006. Em [5] desenvolveu-se uma pesquisa a respeito dos conceitos básicos envolvendo redes de sensores sem fio, suas aplicações e como poderia ser úteis na solução do problema da medição da interceptação luminosa em pastagens. Nesta ocasião, foi elaborado um protótipo simplificado, em uma protoboard, de um dispositivo que captava a incidência de luminosidade. Os resultados obtidos assemelhavam-se muito aos resultados obtidos com um aparelho importado medidor de luminosidade, chamado LICOR, o que motivou a continuação do projeto do protótipo. O objetivo pretendido na ocasião era possibilitar o futuro desenvolvimento de uma rede de sensores sem fio para aplicações na área rural por meio da fundamentação teórica e análise
  • 3. 3 das soluções existentes. A realização deste trabalho foi justificada pelo grande campo de aplicação presente no estado de Goiás e pela carência de recursos tecnológicos nesta área. Em 2007, o projeto teve continuidade por [6], que buscaram implementar o protótipo iniciado em [5], implementando um dispositivo completo de medição, agregando diferentes componentes em um circuito impresso. Dentre os componentes, está um visor liquid crystal display (LCD), para visualização dos valores medidos pelo nó sensor. Antes, em [5], esta visualização era realizada com auxílio de um multímetro. Outras modificações significantes foram o aumento do número de sensores de luminosidade, Light Dependent Resistor (LDR) ou Resistor Dependente da Luz, com o objetivo de, por meio de médias aritméticas, obter uma medição mais precisa, porém este protótipo ainda continua sendo pesquisado para ser aprimorado. Outro trabalho correlato também desenvolvido na Universidade Católica de Goiás, atual PUC-GO, orientado pelo pesquisador e professor Iwens Gervasio Sene Júnior foi desenvolvido de 2007 à 2010. Nesse trabalho, por conta da tecnologia disponível na época, a arquitetura proposta para o software era usar um computador desktop como central de processamento. Uma das principais falhas desse modelo é a falta de mobilidade, uma vez que o usuário terá que usar um computador desktop fixo. Com o avanço da tecnologia, surgiram-se dispositivos móveis, como smartphones e tablets, com o poder de processamento equivalentes à computadores de mesa(desktops) com capacidade para suportar software avançados. Com isso, a arquitetura proposta por esse artigo, envolve dispositivos móveis(smartphone ou tablets) como interface de acesso de usuários e como central de processamento dos dados. Em outras palavras, na nova proposta, houve melhorias na arquitetura substituindo computadores desktops por dispositivos móveis, o que permitirá a construção da ferramenta de monitoramento de pastagem com menor custo e com maior mobilidade e melhor usabilidade. 3. FMPS - Ferramenta para Monitoramento de Luminosidade em Pastagem A ferramenta é um software front-end web , a ser utilizado para a monitoração de pastos, denominado FMPS. A missão deste front-end web é a de ser uma interface para o usuário final, informando ao produtor rural o momento adequado para colocar o gado no pasto, baseado em dados obtidos por meio das medições de IL. Através de uma decisão correta a respeito do momento de colocar o gado no pasto, é possível obter um melhor aproveitamento do potencial nutritivo do capim, otimizando o rendimento do manejo das pastagens para o produtor rural [6]. Além disso a ferramenta também terá uma versão para dispositivos móveis melhorando sua mobilidade e usabilidade. 3.2 A medição da Interceptação Luminosa (IL) Há pesquisas que buscam compreender o crescimento do capim nas pastagens. Por meio da análise da quantidade de luz que é interceptada pelo capim e das quantidade de luz que atinge o solo, pode-se determinar quais os momentos em que o crescimento do capim é mais acentuado,
  • 4. 4 possibilitando previsões a respeito do momento ideal para a soltura do gado nas pastagens e, consequentemente, aumentando o aproveitamento do pasto. Segundo [7], quando o dossel (capim) cresce de modo que suas folhas superiores gerem uma IL de 95% da luz incidente, o sombreamento gerado sobre as folhas inferiores diminui sua atividade fotossintética, levando-as ao ponto de compensação. A partir do ponto de compensação começa a ocorrer o alongamento dos colmos do dossel. O acúmulo de colmos no dossel forrageiro é, na maioria das vezes, indesejável, pois gera um gasto energético para o crescimento e manutenção das mesmas. Este gasto energético, além de dificultar o rebaixamento adequado das pastagens, influencia negativamente no seu valor nutritivo. A medição da interceptação luminosa nas pastagens atualmente é realizada por meio do uso de equipamentos especializados que, para fornecer os resultados, precisam ser operados manualmente por técnicos em condições ambientais favoráveis, como em dias de sol forte. Esta necessidade implica que os técnicos devem estar de prontidão para realizar as medições nos momentos adequados, considerando ainda que os mesmos deverão se deslocar por meio do pasto para obterem as leituras de diferentes pontos. Outra grande desvantagem é o custo elevado do equipamento. Por meio de um convênio entre a Universidade Federal de Goiás e a EMBRAPA (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), surgiu a ideia de desenvolver uma aplicação utilizando Redes de Sensores sem fio (RSSF) para realizar a medição da Interceptação luminosa(IL) em pastagens, automatizando este procedimento. O uso de RSSF possibilita medições em campo de forma automatizada e precisa, uma vez que “os nós sensores podem ser lançados sobre áreas remotas (reservas ambientais, oceanos, vulcões, rios, florestas, etc.) e sem intervenção de técnicos ou operadores, formar uma rede sem fio ad-hoc que coleta dados sobre os fenômenos de interesse, realiza processamento local e dissemina as informações para um ponto de acesso em um esquema de comunicação multi-saltos (multi-hop)” [8]. 3.3 Rede de Sensores Sem Fio - RSSF É formada por vários componentes de baixo custo responsáveis por realizar o sensoriamento. Estes componentes, chamados nós sensores, são capazes de obter os dados, processá-los e retransmiti-los por meio dos outros nós sensores até um ponto específico da rede onde os dados são finalmente utilizados com algum objetivo. Um nó sensor possui dentre seus principais componentes um transceptor para comunicação sem fio, fonte de energia, unidade de sensoriamento, memória e processador [8].
  • 5. 5 Figura 3. nó sensor genérico Os nós individualmente possuem pouco processamento, mas em conjunto ele pode realizar uma grande tarefa [9]. O ponto específico da rede para onde os dados são encaminhados é o ponto de acesso, podendo ser implementado em um nó, tornando-se um nó sorvedouro (sink node) ou em uma estação base (BS – Base Station)[8]. A responsabilidade do ponto de acesso é absorver os dados provenientes dos sensores sem fio para que seja possível analisá-los e gerar os relatórios almejados. Além disso, o ponto de acesso é o elemento por meio do qual a rede comunica-se com outras redes ou com um ou mais observadores [8]. Figura 1. exemplo de rede de sensores sem fio com a aplicação de monitoramento de pastagem Conforme pode ser visualizado na figura 2.2, os nós sensores, normalmente, possuem quatro componentes básicos: Um módulo de energia, hardware de comunicação, unidade de processamento e, finalmente, o módulo de sensoriamento, composto por sensores e conversores analógico-digitais [10]. 3.4 Justificativa Atualmente, o processo de medição da interceptação luminosa em pastagens é realizada com o uso de equipamentos especializados que, para fornecer os resultados, devem ser operados manualmente por técnicos em condições ambientais favoráveis, como em dias de sol forte. Esta necessidade implica que os técnicos devem estar de prontidão para realizar as medições nos momentos adequados, considerando ainda que os mesmos deverão se deslocar por meio do pasto para obterem as leituras de diferentes pontos. Outra grande desvantagem é o custo elevado do equipamento. O FMPS com RSSF para a medição da interceptação luminosa em pastagens mostra- se uma interessante possibilidade como a solução para as desvantagens apresentadas pelo método atual. O uso de RSSF possibilita a medição de grandes extensões de pastagens, sem a necessidade do deslocamento humano, o que significa que as leituras poderiam ser realizadas a qualquer instante, em um horário programado ou mesmo em horários inesperados, caso isso seja
  • 6. 6 necessário. Outro aspecto interessante no uso de RSSF está na maior viabilização do custo, uma vez que os nós sensores costumam ser componentes de preço reduzido. Para o desenvolvimento da FMPS usando RSSF necessita de um levantamento de requisitos de forma que isso facilite a modelagem e entendimento do sistema. 3.5 Escopo Desenvolver uma ferramenta de monitoramento de pastagem, denominada FMPS que visa indicar ao produtor rural o momento em que o pasto está de melhor qualidade para o gado se alimentar. O Desenvolvimento dessa ferramenta é um longo processo que envolve várias etapas: a Levantamento de requisitos para transmissão de dados; b Levantamento de requisitos para a aplicação front-end web e mobile junto ao usuário; c Realizar estudo sobre as tecnologias de transmissão de dados disponíveis; d Propor soluções viáveis para a transmissão de dados; e Desenvolver protótipos da aplicação front-end web e mobile; 3.6 Requisitos Essa seção apresenta os requisitos do software front-end web e mobile a ser utilizado para a monitoração dos pastos, denominado FMPS. 3.6.1 Requisitos da Rede de Sensores Sem Fio 4.6.2 Requisitos da Aplicação Web O produtor rural, para acessar o sistema, deverá se autenticar na tela de login informando o nome de usuário e senha. Quando este usuário for autenticado, passa a ter acesso a todas as informações. Se este usuário não estiver cadastrado, deverá solicitar o seu cadastramento, por e- mail, ao administrador. O sistema já vem configurado com usuário e senha de administrador padrão. No seu primeiro acesso, o usuário deverá logar-se com estes usuário e senha padrão e então alterar a senha de acesso padrão ou criar um novo usuário para si. O usuário administrador é responsável pela configuração de todos os usuários, podendo criar, alterar ou excluir cadastros. Após a autenticação do usuário, o primeiro campo que surge é FAZENDA. Nesse campo o usuário poderá escolher, conforme uma lista, em qual fazenda irá fazer as medições de IL. Se a fazenda não estiver cadastrada no sistema, o usuário poderá criar, alterar e excluir a mesma. Logo depois da escolha da fazenda aparece a opção PASTO, tendo em conta que uma fazenda pode ter vários pastos esta e seleção deverá ser feita aqui. Como no campo anterior, aqui também será dado ao usuário a opção de criar, alterar e excluir pastos.
  • 7. 7 Em seguida aparece o campo PIQUETE, que é a subdivisão dos pastos, que serão monitorados. Aqui também será dado ao usuário a opção de criar, alterar e excluir piquetes. Figura 4. diagrama de caso de uso Nos piquetes serão instalados as RSSF, através de kits de nó sensores, que fará todas as medições de IL, temperatura e humidade que depois de processadas pelo FMPS os dados serão informados ao usuário as informações da IL. O kit é um conjunto de nós sensores, que são colocados em uma determinada área e que transmitem a IL a um software do tipo middleware, chamado de Integrador, que receberá esses valores e os guardarão no banco de dados que posteriormente serão lidos pela aplicação web. Nos piquetes existe a possibilidade de se colocar mais de um kit. Portanto existem os campos para se gerenciar todas estas RSSF’s criando, alterando ou excluindo-as. 4.6.3 Requisitos da Aplicação Móvel O produtor rural poderá acessar o sistema por meio de um dispositivo móvel que possua acesso a rede wifi. Os requisitos para a aplicação móvel são os mesmo para a aplicação web, uma vez que 4.7 Arquitetura Essa seção descreve a arquitetura geral do sistema. Na figura 4, o sistema foi divido em módulos. Temos um módulo referente aos nós de sensores que captam as informações e as retransmitem para o nó sorvedouro que utilizará essas informações. Os nós estão interligados em uma rede de comunicação sem fio.
  • 8. 8 Figura 5. Arquitetura do sistema O nó sorvedouro participa da rede e realiza as solicitações de leitura aos nós sensores. Este nó, que deve ser um computador com maior poder computacional que executará um software responsável por intermediar as trocas de informações entre o front-end e os nós sensores. O módulo middleware realiza toda a comunicação que envolve os nós sensores, funciona como interface entre a rede e o banco de dados. Ele solicita aos nós os dados e os armazena no banco de dados. Além disso, o middleware pode ser invocado pelo front-end pelo módulo mobile, solicitando que algum pedido de leitura seja enviado aos nós sensores. Os sensores, são autoconfiguráveis e forma uma rede assim que são ligados e depositados no pasto. Essa rede deve estar ao alcance de comunicação do nó sorvedouro que é um computador equipado com rádio, executando o middleware. A primeira ação dos sensores, após formada a rede, é enviar mensagens de identificação ao nó sorvedouro que são repassadas para o middleware. Com isso os nós são cadastrados automaticamente com seu respectivo kit no banco de dados. O banco de dados é o módulo responsável por armazenar todos os dados obtidos pelo sistema, o front-end e moblie, que é uma interface para visualização das informações e solicitação de leituras. Detalhes a respeito destas duas partes serão tratados com maior profundidade nas próximas seções deste capítulo. 4.9 Modelagem do Banco de Dados Essa seção irá descrever a modelagem do banco de dados que identificou as seguintes entidades: fazenda, pasto, piquete, kit, nosensor, agenda, leitura e user.
  • 9. 9 Figura 6. Diagrama de banco de dados A entidade fazenda representa as fazendas do usuário permitindo que ela possa cadastrar uma ou mais fazendas. O pasto é dividido em vários piquetes, onde os animais são colocados para se alimentarem. A entidade piquete representa estes piquetes. A principal função da aplicação é obter a média de interceptarão luminosa por piquete. O kit é uma entidade que representa um grupo de nós . Ao se solicitar uma leitura de IL para o piquete, esta solicitação é feita a um kit depositado no piquete que solicita a leitura individual a cada um dos nós ligados a e calcula sua média. No sensor representa cada um dos nós espalhados pelo pato que estão ligados a um kit. Existem dois tipos de nós sensores, os que ficam sob o dossel e os que ficam abadio do dossel. Por este motivo, existe o campo tipo na entidade sensor. Esse campo pode assumir os valores C ou T, indicando que aquele nó é do tipo Céu(fica acima do dossel) ou Terra(abaixo do dossel). A entidade leitura diz respeito a cada uma das leituras de IL realizadas no sistema. Esta entidade armazena o valor obtido, a data e a hora em que aconteceu a leitura. A entidade agenda armazena as leituras programadas. Para que funcione adequadamente, é necessária a execução de um daemon no sistema, responsável por verificar esta tabela e, executar as leituras no horário previsto. Considerando que esta etapa de desenvolvimento busca apenas criar um protótipo do front-end, a execução do daemon foi simulada. As entidades leitura, agenda e nosensor representam as tabelas do banco que serão diretamente utilizadas pelo middleware responsável pelas funções de solicitação de leituras e armazenamento de resultados. A entidade user armazena dados referentes aos usuários do sistema. 4.10 Projeto de Interação Essa seção apresentará protótipos da interface de usuário web e mobile.
  • 10. 10 4.10.1 Protótipos Interface Web As interfaces do sistema web permitem que o usuário gerência as fazendas, os pastos e os piquetes. Além disso, no sistema web, há interfaces de leitura da interceptarão luminosa e resultados obtidos. Novos usuários podem fazer o cadastro na tela de criar conta, figura 7. O cadastro fica pendente da aprovação do administrador. Figura 7. Tela Criar Conta Na tela de login, figura 8, usuários cadastrados podem acessar o sistema. Figura 8. Tela de Autenticação Na tela inicial, ilustrada na figura 9, há uma mensagem de comprimentos e um texto explicativo do sistema. Na parte superior da tela é possível ver abas que são os menus com as
  • 11. 11 funcionalidade do sistema. Esses menus estarão presentes em todas as telas. O menu se modifica dinamicamente, exibindo nova operações caso existam. Figura 9. Tela Inicial No menu Fazendas, veja a figura 10, é possível cadastrar novas fazendas, editar e excluir fazendas cadastradas. Além disso nessa, tela lista as fazendas cadastradas Figura 10. Tela Fazendas O menu Pastos, ilustrado na figura 11, exibe uma listagem de pastos cadastrados, funcionalidades de inclusão, edição e exclusão de pastos.
  • 12. 12 Figura 11. Tela Pastos Na tela Piquetes, ilustrada na figura 12, o usuário pode cadastrar, editar e excluir um piquete. Além disso há uma listagem de piquetes com as informações de Porcentagem de Interceptação luminosa e o estado do pasto, em crescimento, próximo ao de consumo, pronto para consumo e consumir imediatamente. Figura 12. Tela Piquetes 4.10.2 Protótipos Interface Mobile
  • 13. 13 A figura 13 ilustra a tela de cadastro de novo usuário, a esquerda, e de login, a direita. Figura 13. Tela de Novo Usuário e Login A figura 14 ilustra a tela de Fazendas e Pastos com possibilidade de cadastrar, editar e deletar fazendas e pastos. Figura 14. Tela de Fazendas a esquerda e Tela de Pastos a direita. A figura 15 ilustra a tela principal da aplicação, a tela de piquete. Nela é possível, além de cadastrar, excluir e editar um piquete, ver a interceptação luminosa no pasto do piquete e um indicador do estado do pasto informando está adequado para consumo por parte do gado.
  • 14. 14 Figura 15. Tela de Piquetes 5. Considerações finais O objetivo desse trabalho foi propor uma ferramenta de baixo custo que auxiliasse o produtor rural na tomada de decisão a respeito do momento ideal de consumo do pasto por parte do gado. Dessa forma o produtor rural poderá oferecer ao gado um pasto com melhor pentencial energético e de melhor qualidade. Visando uma solução barata, o emprego do padrão ZigBee se mostrou uma ótima alternativa, assim como o dispositivo comercial X-Bee. Esses dispositivos cobrem longas distâncias e mantém a comunicação e baixo custo. A solução proposta front-end web e mobile se mostra eficiente para controle de redes de sensores sem fio e elegante para visualização de dados. O modelo adotado possibilita que o sistema seja facilmente conectado a internet, possibilitando acessos remotos aos relatórios e funções. Além disso, a interface mobile quebra as fronteiras da mobilidade, dando mais liberdade ao usuário do sistema. A continuidade desse trabalho poderá auxiliar produtores rurais e pesquisadores dessa área. Para isso sugere-se, como trabalhos futuros, a Implementação da ferremante, escrita de documentação de uso, instalação e manutenção. 6. Referências Bibliográficas [1] NASCIMENTO JR., D. e BARBOSA, M.A.A.F. (2001) "Manejo das pastagens e produção de leite a pasto." Disponível em: <http://goo.gl/8YG14>. Acesso em dezembro de 2012. [2] ZOOC, R. e GOMES, A. T. "Tendência do Mercado de Leite". Disponível em: <http://goo.gl/mbo4A>. Acesso em Dezembro de 2012.
  • 15. 15 [3] BRINGHENTI, G. e PERES NT, D. Potencial de utilização de gramíneas tropicais na alimentação de vacas leiteiras. 2011. Disponível em: <http://goo.gl/p501Y>. Acesso em Dezembro de 2012. [4] JESUS JR, C e CORREA, A. R. e PAULA, S. R. L. (2007) "As preocupações de um player global". Disponível em: <http://goo.gl/mUO1k>. Acesso em Dezembro de 2012. [5] PEREIRA, I., SOARES, R. J. S. e SILVA, S.(2006) "Uma Proposta para Automatização do Monitoramento da Interceptação Luminosa em Pastagens". Goiânia, Goiás, 2006. Trabalho de Conclusão de Curso apresentado na Universidade Católica de Goiás, 2006. [6] MENDONÇA, L. P., ASSUMPÇÃO, W. F., (2007)"Um Medidor para Interceptação Luminosa em Pastagens". Monografia de Trabalho de Conclusão de Curso, Universidade Católica de Goiás, Goiânia, Goiás" [7] CARNEVALLI, R. A. (2004) "Dinâmica da Rebrotação de Pastos de Capim-Mombaça Submetidos a Regimes de Desfolhação Intermitente". Tese de Doutorado, Universidade de São Paulo, Piracicaba, São Paulo" [8] LOUREIRO, F., A., A., MATEUS, G., R., "Introdução à Computação Móvel". E-book, 2ª edição, 2004. [9]RUIZ, L. B., CORREIA, L. H., VIEIRA, L. F., et. al. "Arquiteturas para Redes de Sensores Sem Fio". SBRC, p. 167–218., Capítulo 4, 2004. [10]PUCCINELLI, and D., HAENGGI, M. "Wireless Sensor Networks: Applications and Challenges of Ubiquitous Sensing. IEEE circuits and systems magazine, p. 19- 29, Third Quarter 2005.