Campanha da Fraternidade 2012
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    Campanha da Fraternidade 2012 Campanha da Fraternidade 2012 Presentation Transcript

    • Campanha da Fraternidade 2012 3 de fevereiro de 2012
    • TemaFraternidade e Saúde Lema Que a S A Ú D E se difunda sobre a TERRA
    • ORAÇÃO DA CF 2012 Senhor Deus de amor, Pai de bondade, nós vos louvamos e agradecemos pelo dom da vida, pelo amor com que cuidais de toda a criação.
    • ORAÇÃO DA CF 2012 Vosso Filho Jesus Cristo, em sua misericórdia, assumiu a cruz dos enfermos e de todos os sofredores, sobre eles derramou a esperança de vida em plenitude.
    • ORAÇÃO DA CF 2012 Enviai-nos, Senhor, o Vosso Espírito. Guiai a vossa Igreja, para que ela, pela conversão se faça sempre mais, solidária às dores e enfermidades do povo,e que a saúde se difunda sobre a terra. Amém.
    • Apresentção - CF 2012A quaresma é o caminho que nos leva aoencontro do Crucificado-ressuscitado.Caminho, porque processo existencial,mudança de vida, transformação dapessoa que recebeu a graça de serdiscípulo-missionário. A oração, o jejum ea esmola indicam o processo de aberturanecessária para sermos tocados pelagrandeza da vida nova que nasce da cruz eda ressurreição.
    • Apresentação - CF 2012 A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) promove a Campanha da Fraternidade, desde o ano de 1964, como itinerário evangelizador para viver intensamente o tempo da quaresma.A Igreja deseja sensibilizar a todos sobre a durarealidade de irmãos e irmãs que não têm acesso àassistência de Saúde Pública condizente com suasnecessidades e dignidade. A conversão pede que asestruturas de morte sejam transformadas.
    • Introdução - CF 2012 . Toda a ação eclesial brota de Jesus Cristo e se volta para Ele e para o Reino do Pai.Esta perspectiva norteia as novas DiretrizesGerais da Ação Evangelizadora. Ela é condiçãopara que, na Igreja, aconteça uma conversãopastoral que a coloque em estado permanentede missão, com o advento de inúmerosdiscípulos missionários, enraizados emcritérios sólidos para ver, julgar e agir noenfrentamento dos problemas concretos eurgentes da vida de nosso povo.
    • Introdução - CF 2012A CF 2012 visa a saúde integral. Hámuito tempo, ela vem sendoconsiderada a principal preocupação epauta reivindicatória da populaçãobrasileira, no campo das políticaspúblicas.
    • Introdução - CF 2012O SUS (Sistema Único de Saúde),inspirado em belos princípios como o dauniversalidade, cuja proposta é atender atodos, indiscriminadamente, deveria sermodelo para o mundo. No entanto, eleainda não conseguiu ser implantado emsua totalidade e ainda não atende acontento, sobretudo os mais necessitadosdestes serviços.
    • OBJETIVO GERAL
    • Objetivos Específicos a. Disseminar o conceito de bem viver e sensibilizar para a prá-tica de hábitos de vida saudável; b. sensibilizar as pessoas para o serviço aos enfermos, o supri-mento de suas necessidades e a integração na comunidade
    • Objetivos Específicosc. alertar para a importância da organização da pastoral da Saúde nas comunidades: criar onde não existe, fortalecer onde está incipiente e dinamizá-la onde ela já existe;d. difundir dados sobre a realidade da saúde no Brasil e seus desafios, como sua estreita relação com os aspectos socio-culturais de nossa sociedade;
    • Objetivos Específicos e. despertar nas comunidades a discussão sobre a realidade da saúde pública, visando à defesa do SUS e a reivindicação do seu justo financiamento; f. qualificar a comunidade para acompanhar as ações da gestão pública e exigir a aplicação dos recursos públicos com transparência, especialmente na saúde.
    • CF 2012 CARTAZ Atualiza o encontro do Bom Samaritano com o doente que necessita de cuidado Lc 10,29-37 A mão do profissional da saúde segurando as mãos do doente afasta cultura da morte e viabiliza a acolhida entre irmãos (o próximo).
    • CF 2012 CARTAZ A Igreja como mãe, na sua samaritanidade, aproxima e cuida dos doentes, de todos que se encontram à margem do caminho. O profissional de pé, o enfermo sentado, olhos nos olhos, lembra a acolhida e o compromisso do profissional de saúde, gera relação de confiança.
    • CF 2012 CARTAZ A cruz que sustenta e ilumina o sentido do cartaz recorda a salvação que Jesus Cristo nos conquistou A alegria do encontro recorda aos profissionais da saúde que foram escolhidos para atualizar em a atitude do Bom Samaritano em relação aos enfermos.
    • Fraternidade e Saúde PúblicaPrimeira • Fraternidade e a Saúde parte Pública.Segunda • Que a Saúde se difunda sobre parte a Terra. • Indicações para a AçãoTerceira transformadora no Mundo da parte Saúde.
    • QUE A SAÚDE SE DIFUNDA SOBRE A TERRA Eclo 38,820121ªPARTE 19
    • Saúde e Doença: dois lados da mesma realidade A vida, a saúde e a doença são realidades profundas, envoltas em mistérios. Diante delas, as ciências não se encontram em condições de oferecer uma palavra definitiva, mesmo com todo o aparato tecnológico hoje disponível. Assim, as enfermidades, o sofrimento e a morte apresentam-se como realidades duras de serem enfrentadas e contrariam os anseios de vida e bem-estar do ser humano.
    • Saúde e salvaçãoNas línguas antigas é comum a utilização de um mesmo termo para expressar os significados de saúde e de salvação. Na lingua grega, soter é aquele que cura e ao mesmo tempo é salvador. Em latim, ocorre o mesmo com salus, o que permaneceu até épocas mais recentes. Verifica-se o mesmo em outras línguas
    • Saúde e salvação Certamente, a convergência destessignificados para um único termo é reflexo da dura experiência existencial diante destes fenômenos e a percepção de que o doente necessita ser curado ou salvodaquela moléstia por iniciativa da ação de outrem.
    • Saúde e salvaçãoA estreita ligação entre saúde e salvação(cura) e a convergência desses siginificados em um mesmo termo, aponta para uma concepção mais abrangente do que seja a doença. Diante disso, as tendências de excluir a dimensão espiritual na consideração do que seja saúde e doença, resultam em compreensões superficiais destas realidades.
    • Saúde e Salvação para a Igreja A experiência da doença mostra que o ser humano é uma profunda unidade pneumossomática. Com a doença passamos a perceber o corpo como um ‘outro’, independente, rebelde e opressor. Ninguém escolhe ficar doente. A doença se impõe. Ela pode tolher nosso direito de ir e vir. A doença é, por isso, um forte convite à reconciliação e à harmonização com nosso próprio ser.
    • Saúde e Salvação para a IgrejaA doença é também um apelo à fraternidade e àigualdade, pois não discrimina ninguém. Atinge atodos: ricos, pobres, crianças, jovens, idosos. Com adoença, escancara-se diante de todos nossaprofunda igualdade. Diante de tal realidade, aatitude mais lógica é a da fraternidade e dasolidariedade
    • Saúde e salvação para a IgrejaO GPS diz que a saúde é afirmação da vida em suas multiplas incidências e um direito fundamental que os Estados devem garantir. E, define saúde como, “saúde é um processo harmonioso de bem-estar físico, psíquico, social e espiritual, e não apenas a ausência de doença, processo que capacita o ser humano a cumprir a missão que Deus lhe destinou, de acordo com a etapa e a condição de vida em que se encontre.
    • Saúde e salvação para a IgrejaA vida saudável requer harmonia entre corpo e espírito, entre pessoa e ambiente, entre personalidade e responsabilidade. Nesse sentido, este Guia Pastoral, entendendo que a saúde é uma condição essencial para o desenvolvimento pessoal e comunitário, apresenta algumas exigências para a melhoria da saúde:
    • Saúde e salvação para a IgrejaA) articular o tema saúde com a alimentação, a educação, o trabalho, a remuneração, a promoção da mulher, da criança, da ecologia, do meio ambiente etc;
    • Saúde e salvação para a IgrejaB) A preocupação com as ações de promoção da saúde e defesa da vida, que respondem a necessidades imediatas das pessoas, das coletividades e das relações interpessoais. Que estas ações contribuam para a construção de políticas públicas e de projetos de desenvolvimento nacional, local e paroquial, calcada em valores como: a igualdade, a solidariedade, a justiça, a democracia, a qualidade de vida e a participação cidadã
    • Saúde e Salvação para a IgrejaTrata-se de uma concepção dinâmica esocioeconômica da saúde que, ao tomar o tema dasaúde, não restringe a reflexão a causas físicas,mentais e espirituais, mas avança para as sociais.Com esta abordagem, a Igreja objetiva apresentarelementos para dialogar com a sociedade, a fim demelhorar a situação de saúde da população.
    • Elementos da Doutrina Social daIgreja pertinentes à Saúde Pública “Mesmo em uma sociedade em que as relações e serviços se pautem pela justiça, faz-se necessária a caridade, pois: “Não há qualquer ordenamento estatal justo que possa tornar supérfluo o serviço do amor” (Bento XVI).
    • Elementos da Doutrina Social da Igreja pertinentes à Saúde PúblicaA solidariedade precisa se efetivar em ações concretas, convergindo para a caridade operativa. “Jesus de Nazaré faz resplandecer, aos olhos de todos os homens, o nexo entre solidariedade e caridade, iluminando todo o seu significado”
    • Elementos da Doutrina Social da Igreja pertinentes à Saúde PúblicaA subsidiariedade é um princípio que aponta para um modo de relação e cooperação construtivo entre as instituições maiores e de maior abrangência e as menores de uma sociedade.
    • Elementos da Doutrina Social daIgreja pertinentes à Saúde PúblicaO princípio da participação exprime-se numa série de “atividades mediante as quais o cidadão, como cidadão ou associado com outros, contribui para a vida cultural, econômica, política e social da sociedade civil a que pertence. A participação é um dever a ser conscientemente exercitado por todos de modo responsável e em vista do bem comum”
    • Elementos da Doutrina Social da Igreja pertinentes à Saúde PúblicaPelos princípios de subsidiariedade e de participação, também podemos inferir que os cidadãos e as entidades e organizações civis e religiosas, precisam colaborar com o Estado na implementação das políticas de saúde, por meio dos espaços de controle social.
    • Elementos da Doutrina Social da Igreja pertinentes à Saúde PúblicaSe, é dever do Estado promover a saúde por meio de ações preventivas e oferecer um sistema de tratamento eficaz e digno a toda população, especialmente aos mais desprovidos de recursos; é, também, responsabilidade de cada família e cidadão assumir um estilo de viver que contribua para se evitas as doenças, por meio de hábitos saudáveis e a procura de exames preventivos.
    • Contribuições recentes da Igreja no Brasil para a Saúde PúblicaA reflexão sobre estes princípios orientadores sãoimportantes para que a ação evangelizadora, da Igreja e dos cristãos, possa se revestir de contundência e profetismo na área da saúde. Além da caridade na atenção aos enfermos, é necessário empenho por mudanças nas estruturas que geram enfermidades e mortes. Tais estruturas tornam-se visíveis nas situações de exclusão, na falta de condições adequadas e dignas de vida e no descaso, em certascircunstâncias, no atendimento oferecido aos usuários do sistema de saúde.
    • Contribuições recentes da Igreja no Brasil para a Saúde PúblicaNa CF de 1981, “Saúde para Todos”, o Papa JoãoPaulo II escreveu, em sua mensagem para aCampanha, que a “boa saúde não é apenas ausênciade doenças: é vida plenamente vivida, em todas assuas dimensões, pessoais e sociais. Como ocontrário, a falta de saúde, não é só a presença dador ou do mal físico. Há tantos nossos irmãosenfermos, por causas inevitáveis ou evitáveis, asofrer, paralisados, ‘à beira do caminho’, à espera damisericórdia do próximo, sem a qual jamais poderãosuperar o estado de ‘semimortos’”.
    • 8 Metas da ONU – do Início dos anos 90 até 2015 Reduzir pela metade o número de pessoas que vivem na miséria e passam fome. Educação básica de qualidade para todos. Igualdade entre os sexos e mais autonomia para as mulheres. Redução da mortalidade infantil. Melhoria da saúde materna. Combate a epidemias e doenças. Garantia da sustentabilidade ambiental. Estabelecer parcerias mundiais para o desenvolvimento. 39
    • A redução da mortalidade infantil 71,23%O Brasil é um dos países onde mais se reduziu amortalidade infantil: de 69,12 óbitos por mil nascidosvivos, em 1980, para 19,88, em 2010, segundo dadosda Revista The Lancet, em seu estudo Saúde no Brasil(2011). Este decréscimo de 71,23% é um avançopositivo e aconteceu basicamente graças ao SUS, àparticipação da sociedade, ao maior incentivo aoaleitamento materno
    • Igreja no Brasil Pastoral Pastoral da Criança da SaúdeDestaca-se neste âmbito o trabalho da Igreja atravésda Pastoral da Criança e da Pastoral da Saúde. APastoral da Criança, em suas ações, promove odesenvolvimento integral das crianças pobres, daconcepção aos seis anos de idade em seu contextofamiliar e comunitário, com ações preventivas desaúde, nutrição, educação e cidadania.
    • Igreja no Brasil Pastoral Pastoral da Criança da SaúdeEm 2010, o índice de mortalidade infantil entre ascrianças assistidas pela a Pastoral da Criança, foi de9,5 mortes para cada 1000 crianças nascidas vivas,quase a metade da média nacional. Fé e solidariedadesão grandes e importantes instrumentos que a Igrejano Brasil se apropria para ajudar o povo carente.
    • Contribuições da Igreja no Brasil para Saúde PúblicaUma das razões da significativas redução damortalidade infantil, entre as crianças atendidas pelaPastoral da Criança, é o trabalho solidário e contínuode inúmeros voluntários na promoção de açõesbásicas de saúde. Dentre elas, salienta-se a campanhade incentivo à utilização do soro caseiro.
    • Fatores intervenientesna Saúde em gerala. Transição demográfica – (aumento na média deidade da população brasileira).b. Transição epidemiológica – (mudança no perfil nasdoenças que atinge a população brasileira).c. Transição tecnológica – (tecnologia avança namedicina, porém, aumenta o custo e perigadesumanizar).d. Transição nutricional – mudança no hábitoalimentar (obesidade).
    • Conforme o contexto delineado, é possível extrairtemas preocupantes para a saúde atualmente:a. Doenças Não Transmissíveisb. Doenças Transmissíveisc. Fatores de Riscos Modificáveisd. Dependência Químicae. Causas Externas (acidentes e violências)
    • Doenças cardiovascularescorrespondem a 30% dosóbitos não transmissíveis Hipertensão Arterial (% )30,0% 25,5%25,0% 20,7%20,0% Homens15,0% Mulheres10,0% 5,0% 0,0% 1
    • Em relação ao diabetes, estimativasapontam para 11 milhões de portadores,sendo que somente 7,5 milhões sabemque são portadores e nem todos setratam adequadamente.
    • Câncer Doenças Renais Atinge mais de um milhão deEstimativa de brasileiros2011: 489.270de novos casos 10 de março Doenças Não Transmissíveis
    • Doenças Transmissíveis
    • Fatores de riscos modificáveis Dependência Química Acidentes e violências
    • Saúde pública IndígenaAs ações da Igreja com as populações indígenaspartem do conhecimento nas aldeias, contatocom o Ministério da Saúde e organizações queacompanham os indígenas, como o ConselhoIndigenista Missionário – CIMI, com oconsentimento dos Caciques e seus conselhos eda Fundação Nacional do Índio - FUNAI
    • Saúde pública Indígena Contágio Mudanças por doenças climáticas Saúde ConflitosIndígena culturais Migração imposta alcoolismo
    • Saúde Pública ?
    • Conceitos básicos do SUS UniversalidadePrincípios IntegralidadeDoutrinais Equidade
    • Conceitos básicos do SUS Regionalização Hierarquização Princípios DescentralizaçãoOrganizacionais Complementaridade do setor privado Participação da Comunidade
    • A problemática do financiamento da saúde pública no Brasil Apesar do avanço que significou a criação do SUS, oBrasil está longe de dedicar atenção à saúde públicasemelhante à dos países que contam com um sistemapúblico e universal, como Reino Unido, Suécia,Espanha, Itália, Alemanha, França, Canadá e Austrália.Para atestar esta afirmação, basta lembrar que, em2008, enquanto o SUS gastou 3,24% do PIB, o gastopúblico em saúde nos países mencionados foi, emmédia, 6,7%.
    • A problemática do financiamento da saúde pública no Brasil Alternativa para enfrentar esta problemática é Emenda Constitucional 29 (EC 29 )EC 29 objetiva:Regulamentar repasse mínimo das Esferas do Governopara a saúde pública.Define ações e serviços em saúde.Propõe punição aos maus gestores da saúde pública.
    • Direitos, humanização e espiritualidade na saúde Melhorar o atendimento no Sistema Público deSaúde Brasileiro é um grande desafio. O Ministérioda Saúde, aprovou a Portaria n. 1820, de 13 deagosto de 2009, que “dispõe sobre os direitos edeveres dos usuários da saúde nos termos dalegislação vigente” (Art. 1º), que passam aconstituir a “Carta dos Direitos dos Usuários daSaúde”.
    • Direitos, humanização e espiritualidade na saúde 2012 Da Carta dos Direitos dos Usuários da Saúde Art. 4º - Toda pessoa tem direito ao atendimento humanizado e acolhedor, realizado por profissionais qualificados, em ambiente limpo, confortável e acessível a todos.Direito ao recebimento de visita de religiosos dequalquer credo, sem que isso acarrete mudança narotina de tratamento e do estabelecimento e ameaçaou perturbações a si ou aos outros.
    • Desafios do Sistema Único de SaúdeO SUS tem desafios de curto, médio e longo prazo.Hoje é investido mais na cura das doenças do que naprevenção.Pesquisa com usuários, constatou como deficiênciasA falta de médicos.A demora para atendimento em postos, centros desaúde ou hospitais.A demora para conseguir uma consulta comespecialistas.
    • Desafios do Sistema Único de Saúde Acesso Gestão Financiamento Fatores Externos
    • QUE A SAÚDE SE DIFUNDA SOBRE A TERRA Eclo 38,820122ªPARTE 62
    • Introdução 2012Os significados de saúde e de salvação, ao longo dahistória, são convergentes e sempre apresentaramuma relação profunda. Em diversas línguas, ostermos nasceram de uma raiz única e, por muitotempo, partilharam a mesma palavra. Em geral,saúde e salvação significaram plenitude, integridadefísica e espiritual, paz, prosperidade. Evidência dissoé que, nas grandes romarias, o povo em sua fésempre pede, mas também agradece pela cura esaúde alcançada.
    • Saúde na antiguidade e na BíbliaRelação saúde e religiãoPara muitos povos antigos a doença resultava:A ação de forças alheias ao organismo que seinstalavam na pessoa por causa de erros em vidaspassadas, infrações na vida presente, castigo dadivindade ou ações de demônios. Por isso eracomum a busca da cura na religião ou com certaspráticas de magia.
    • Doença e Saúde no ATA preservação da saúde, mais do que acura da doença era obtida pela aobservância da Lei de Deus Dt 28, 1-14.Para certos problemas físicos eram ossacerdotes que deviam ser consultados,recorrer aos médicos era visto como faltade fé no Deus vivo.
    • O Eclesiástico e a sabedoria popular em saúde“a saúde se difunde sobre a terra” (cf. Eclo 38,8).Este é o verso central de uma coleção de ditospopulares sobre saúde e a missão dosprofissionais que ajudam a preservá-la.O texto sugere que Deus colabora com ahumanidade na cura das doenças, dispondo osmeios necessários para a cura.Antecede Eclo 38 um texto que resgata a relaçãoda saúde com a temperança para se evitar asdoenças.
    • O sofrimento do justo e seu significadoO sofrimento do justo não se inscrevia noesquema transgressão/castigo, com o qual seexplicava as doenças na antiguidade.O livro de Jó enfrenta o problema. Para ele osofrimento não pode ser respondido somente naesfera moral.Sua resposta aponta para a aceitação de ummistério que o homem não está em condições decompreender. Avança na resposta, mas não estáem condições de responder totalmente.
    • Doença e Saúde no NTA cura do cego de nascença“Quem pecou para que ele nascesse cego?”(Jo 9,2).Jesus responde: “nem ele, nem seus paispecaram, mas é uma ocasião para que semanifestem nele as obras de Deus” (Jo 9,3).Assim, interrompe a teologia tradicional eexcludente – pecado/sofrimento. E seapresenta como “luz do mundo”.
    • Jesus e os doentes: a saúde se difunde sobre a terra“Jesus percorria toda a Galiléia, ... Curandotoda espécie de doença e enfermidade dopovo” (Mt 4, 23).Estas obras manifestam a sua origem divinae sua messianidade, ao curar o homeminteiro, alma e corpo e, resgatá-lo para oconvívio social.Também indica uma nova forma de serelacionar com as pessoas necessitadas,especialmente os doentes.
    • Bom samaritano: paradigma do cuidadoEsta parábola ajuda a pensar sobre a solidariedade eacerca da vulnerabilidade do se humano. Comotambém, da proximidade sanadora do outro.O samaritano se deixa interpelar pela necessidade dooutro, se coloca em suas mãos. Estes verbosexpressam nos verbos: ver, compadecer, aproximar,curar, colocar no próprio animal, levar à hospedaria,cuidar.A figura do samaritano é modelo para a ação da Igrejano campo da saúde e na defesa das políticas públicas.
    • Bom samaritano: paradigma do cuidadoAtitude revelada em sete verbos:VER“ O Bom Samaritano é todo homem que sedetém junto ao sofrimento de outro homem,seja qual for o sofrimento” (SD 28).
    • Bom samaritano: paradigma do cuidadoAtitude revelada em sete verbos:COMPADECER-SE“Bom Samaritano é todo homem sensívelao sofrimento de outrem... Por vezes estacompaixão acaba por ser a única ou aprincipal expressão do nosso amor e danossa solidariedade com o homem quesofre” (SD 28).
    • Bom samaritano: paradigma do cuidadoAtitude revelada em sete verbos:APROXIMAR-SECurar-se do medo de se aproximar dooutro, de se tornar próximo do outro, poisisto implica aceitar tornar-se frágil nasmãos de outrem.
    • Bom samaritano: paradigma do cuidadoAtitude revelada em sete verbos:CURARA presença do outro que sofre clama porcuidado. Acolhendo este clamor se traduzem atitude os sentimentos desolidariedade e compaixão.
    • Bom samaritano: paradigma do cuidadoAtitude revelada em sete verbos:COLOCAR NO PRÓPRIO ANIMAL Significa colocar a serviço do outro os próprios bens.
    • Bom samaritano: paradigma do cuidadoAtitude revelada em sete verbos:LEVAR À HOSPEDARIAIndica a necessidade de mudanças eadaptação para atender aquele que sofre.A mobilização de levar à hospedaria gerauma rede de solidariedade.
    • Bom samaritano: paradigma do cuidadoAtitude revelada em sete verbos:CUIDAREste verbo expressa o conjunto daintervenção do Samaritano. Cuidar passa aser uma missão, pois os passos dados pelasações no decorrer da intervenção geracompromisso.
    • O Horizonte humano e teológico do sofrimentoA experiência da dor e do sofrimentoO sofrimento é de difícil aceitação. Váriassão as suas modalidades.Suscita perguntas e a busca sincera porresposta.As situações de sofrimento clamam porcompaixão e solidariedade.
    • O Horizonte humano e teológico do sofrimento A participação humana no sofrimento de Cristo•“Com Cristo fui pregado na cruz. Eu vivo, masnão eu: é Cristo que vive em mim. Minha vidaatual na carne, eu a vivo na fé, crendo no Filhode Deus, que me amou e se entregou por mim”(cf. Gl 2,19-20).•O sofrimento redentor de Cristo leva o homemao reencontro com seus próprios sofrimentos.•A cruz de Cristo ilumina a vida humana, oanúncio da cruz inclui a notícia da ressurreição.
    • Igreja, comunidade servidora no amorO Papa Bento XVI nos lembra, em suaprimeira Carta Encíclica, que a Igreja comocomunidade deve praticar o amor.Desde os primórdios da Igreja, a caridadeinspirou suas comunidades ao serviço dosadoecidos, pois a caridade como tarefa daIgreja encontra uma prática especialmentesignificativa no cuidado dos doentes.
    • Os Enfermos no seio da Igreja•Quem permanece por muito tempo próximo daspessoas que sofrem, conhece a angústia e aslágrimas, mas também o milagre da alegria,fruto do amor (Bento XVI).•Na Igreja, os doentes evangelizam e recordamque a esperança repousa em Deus.•Se os enfermos evangelizam, também provocamuma resposta da Igreja. Primeiro, a oração na fé,“a oração feita com fé salvará o doente, e oSenhor o levantará” (cf. Tg 5,15).
    • A Unção dos Enfermos, sacramento da cura•A unção não é um sacramento pontual eisolado, que se celebra de forma quase mágica,numa UTI, a um moribundo totalmenteinconsciente.•Pelo contrário, é um sacramento eclesial que,além de comprometer toda a Igreja, é tambémo ápice de um processo em favor e a serviçodos irmãos enfermos de uma comunidade.•Por ser um serviço de toda a Igreja,compromete a todos na comunidade.
    • Maria, Saúde dos enfermos, a ação da Igreja na saúde•No Evangelho, a cura do corpo é sinal da purificação maisprofunda, que é a remissão dos pecados (cf. Mc 2,1-12).“Neles se manifesta a vitória de Cristo sobre o pecado e amorte, ao transformá-los em portadores da Boa Nova doReino.•Maria santíssima (cf. Lc 1,28), plena do Espírito de Deus eprimeira e perfeita discípula do seu Filho, sempre demonstrouespecial solicitude para com os sofredores.•Papa Bento XVI lembra a toda a Igreja, “não admira queMaria, Mãe e modelo da Igreja, seja evocada e veneradacomo ‘Salus infirmorum’, ‘Saúde dos enfermos’.
    • Ação transformadora no mundo da saúde20123ªPARTE 84
    • Indicações para a Ação Transformadora no Mundo da SaúdeIntrodução
    • Pastoral da Saúde•A Pastoral da Saúde representa aatividade desempenhada pela Igreja nosetor da saúde, é expressão de suamissão e manifesta a ternura de Deuspara com a humanidade que sofre.•A Igreja, ao meditar a parábola do bomsamaritano (cf. Lc 10,25-37), entendeque não é lícito delegar o alívio dosofrimento apenas à medicina, mas énecessário ampliar o significado destaatividade humana.
    • Pastoral da Saúde•Seu objetivo geral é promover, educar, prevenir,cuidar, recuperar, defender e celebrar a vida oupromover ações em prol da vida saudável e plenade todo o povo de Deus, tornando presente, nomundo de hoje, a ação libertadora de Cristo na áreada saúde. Sua atuação é em âmbito nacional e dereferência internacional.•Esse trabalho evangelizador atua em trêsdimensões, sempre em consonância com asDiretrizes de Ação da CNBB. São elas: solidária,comunitária, político-institucional.
    • A dignidade de viver e morrer•Precisamos de sabedoria e ética samaritanapara cuidar das pessoas que estão seaproximando do final de suas existências. Odesafio ético é considerar a questão dadignidade no adeus à vida.•Antes de existir um direito à morte humana, háque ressaltar o direito de que a vida possa tercondições de ser conservada, preservada edesabrochada plenamente.
    • A dignidade de viver e morrer•É chocante e até irônico constatar situações emque a mesma sociedade que nega o pão para oser humano viver, lhe oferece a mais altatecnologia para ‘bem morrer!’•Não podemos passivamente aceitar amorte que é consequência do descaso pelavida, causada por violência, acidentes epobreza.
    • A dignidade de viver e morrer•Podemos ser curados de uma doença classificadacomo mortal, mas não de nossa mortalidade.Quando esquecemos isso, acabamos caindo, pura esimplesmente, na tecnolatria e na absolutização davida biológica.•É a obstinação terapêutica (distanásia) adiando oinevitável, que acrescenta mais sofrimento e vidaquantitativa que qualidade de vida.
    • A dignidade de viver e morrer•quando a morte se anuncia iminente einevitável, pode-se em consciência renunciar atratamentos que dariam somente umprolongamento precário e penoso da vida, sem,contudo interromper os cuidados normaisdevidos ao doente em caso semelhantes. (...) Arenúncia a meios extraordinários oudesproporcionais não equivale ao suicídio ou àeutanásia; exprime, antes, a aceitação dacondição humana diante da morte (Papa JoãoPaulo II, EV n. 65).
    • A dignidade de viver e morrer• É um desafio difícil aprender a amar o paciente terminal sem exigir retorno, com a gratuidade com que se ama um bebê, num contexto social em que tudo é medido pelo mérito! O sofrimento humano somente é intolerável se ninguém cuida. Como fomos cuidados para nascer, precisamos também ser cuidados para morrer. Cuidar fundamentalmente é sermos solidários com os que hoje passam pelo ‘vale das sombras da morte’. Amanhã seremos nós
    • Os Agentes da Pastoral da Saúde•Os agentes da pastoral da saúde são os discípulosmissionários de Jesus Cristo e de sua Igreja,envolvidos em sua missão de cura e de salvação.•São eles: o bispo, os presbíteros, os capelães, osdiáconos, os religiosos e as religiosas, e todos osleigos.•os profissionais de saúde cristãos, católicos(médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, assistentessociais,...) são os agentes naturais da pastoral dasaúde. Deveriam ser convidados a assumirevangelicamente sua profissão.
    • Os Agentes da Pastoral da Saúde
    • Proposta de ação - Igreja•trabalhar, datas ligadas à saúde, e mostrar aimportância de um estilo de vida saudável;•promover a formação política e participaçãocidadã cada vez mais responsável dos cristãos;•Trabalho de evangelização com os agentes daárea de saúde.•articular a participação efetiva de membros dascomunidades nas instâncias colegiadas do SUS(Conselhos municipais e Conferências deSaúde).
    • Proposta de ação - Igrejacriar observatórios locais da saúde, que setornem referências para a população;denunciar situações de irregularidade nacondução da coisa pública.dar continuidade à CF 2011 (Fraternidade eVida no Planeta) e reforçar ações deequilíbrio na relação entre ser humano e omeio ambiente.
    • Como as famílias podem colaborarincentivar o cuidado pleno aos extremos devida (criança e idosos);garantir que a prevenção avance através deações educativas abrangentes e outras comomanter o cartão de vacinas atualizado.Colaborar na prevenção ao uso de drogas;Aderir à coleta seletiva e à reciclagem, apráticas que resultem na sustentabilidade.
    • Propostas para a ação em relação a temas específicosQuanto ao acesso no atendimento dosdoentes na rede de saúde públicaQuanto à gestão do sistema de saúdepública.Quanto à problemática do financiamentoQuanto aos fatores externos(Conferir texto base).
    • Propostas gerais para o SUS•Priorizar a atenção básica em relação aosoutros níveis de atenção à saúde,fortalecendo e as redes especializadas deatenção à saúde.•estudar uma forma de coparticipação oucontribuição à saúde pública dos setoresempresariais que usufruem ou estimulamhábitos inadequados à saúde.
    • Propostas gerais para o SUS•criação, no Poder Judiciário, da ‘Vara daSaúde’, para atendimento especializado eeficaz neste segmento.•estimular a ‘quarentena política’(proibição de se candidatar, durante certoperíodo, a cargos) aos gestores técnicosque deixarem o cargo, no governo.
    • ConclusãoAo longo dos últimos anos, houve mudançano conceito de saúde: de ‘caridade’ para‘direito’. Hoje em dia, no entanto, essedireito está sendo transformado em‘negócio’, num mercado livre sem coração!Há necessidade de empoderamento dospobres, em termos de reivindicação(cidadania) e para fazer algo concreto eforçar o direito básico à saúde.
    • Campanha da Fraternidade 2012 Conferência Nacional dos Bispos do Brasil Elaboração: Pe. Altevir, CSSp Pe. Luis Carlos