VIDA VEGETAL: Caracterização dos
principais grupos
Eduardo Carvalho de Almeida, MSc.
Introdução
REINO PLANTAE (METAPHYTA)
• Seres autótrofos fotossintetizantes, que
diferem das algas por apresentar o corpo
constituído por tecidos e órgãos bem
diferenciados.
• São conhecidas mais de 320 mil espécies.
Classificação
• Criptógamas – órgãos reprodutores
escondidos (sem flores e sementes).
• Fanerógamas – órgãos reprodutivos
aparentes (sementes e/ou flores)
Briófitas
(bryon = musgo e phyton = planta)
São organismos eucariontes, pluricelulares, onde
apenas os elementos reprodutivos são unicelulares,
enquadrando-se no Reino Plantae, como todos os
demais grupos de plantas terrestres.
Briófitas
• Plantas sem sementes (criptógamas) e
sem sistema condutor (avasculares).
• Podem apresentar talo ereto (musgos) ou
prostrado (hepáticas e antoceros).
• Reprodução sexuada e assexuada.
Briófitas
• Primórdios de tecidos condutores;
• Fecundação em presença de água. Só o
gameta masculino é flagelado. Os
gametas femininos são protegidos
(arquegônios);
• Presença de pirenóides só em Anthoceros
sp.
Briófitas
• Existência de cutícula;
• Existência de estomas (exceto nas
hepáticas);
• Geração gametófita mais desenvolvida
que a esporófita;
• Coexistência das duas gerações durante
parte do ciclo de vida.
Briófitas
-Clorofila a e b. - Material de reserva: amido.
-Parede celular de celulose. - Presença de cutícula*.
-Histórico de vida diplobionte heteromórfico, esporófito parcial ou
completamente dependente do gametófito*.
-Reprodução oogâmica.
-Esporófito não ramificado, com um único esporângio terminal*.
-Gametângio e esporângios envolvidos por camada de células
estéreis*.
*Características que permitem a distinção entre algas e
MUSGOS
MUSGOS
REPRODUÇÃO
Além da reprodução gamética e espórica, as briófitas podem apresentar algumas
formas de reprodução vegetativa:
• Fragmentação - desenvolvimento de fragmentos do talo em outro indivíduo.
2. Gemas (ou propágulos) - estruturas especialmente diferenciadas, com forma
definida que darão origem a um novo indivíduo. As gemas são produzidas dentro
de estruturas em forma de taça denominadas conceptáculos.
3. Aposporia - desenvolvimento do esporófito em gametófito sem que ocorra
meiose. Normalmente ocorre a partir de um fragmento da seta cuja regeneração
origina um gametófito. Pode resultar na formação de organismos poliplóides.
4. Apogamia - desenvolvimento do gametófito em esporófito sem que haja
fecundação. Pode ocorrer não apenas a partir de gametas, mas também de
filídios ou do próprio protonema.
CICLO DE VIDA DOS MUSGOS
Zigoto (2n) Esporófito (2n) Cápsula (2n) (Esporângio)
ou
esporogônio
Fecundação Meiose
Gameta Órgão sexual
masculino masculino
Anterozóide (n) Anterídio (n) Gametófito ♂ (n)
Gameta Órgão sexual Esporos (n)
feminino feminino Protonema
Oosfera (n) Arquegônio (n) Gametófito ♀(n) (germinação
dos esporos)
Comparação de algumas características dos filos
IMPORTÂNCIA
As briófitas são ecologicamente importantes por serem
espécies pioneiras na colonização, criando condições
para a instalação posterior de outros organismos. Por
esse motivo, são plantadas em locais sujeitos a erosão.
O gênero Sphagnum é aproveitado por sua capacidade de
absorção e retenção de líquidos sendo utilizado, por
exemplo, na horticultura ou em derrames de petróleo.
IMPORTÂNCIA
A turfa, utilizada como combustível, é proveniente da
deposição de Sphagnum em lagos de origem glacial no
hemisfério norte. A parede celular desse gênero possui
grande capacidade de absorção de bases, ao mesmo
tempo em que libera íons H+ levando, em locais onde sua
quantidade é grande, a acidificação do meio (ate pH 3,0), e
impedindo a existência de organismos decompositores. A
deposição de sucessivas camadas desses vegetais mortos
leva assim a formação das turfeiras. O uso de turfa na
destilação do uísque escocês dá a essa bebida seu aroma
característico.
Plantas vasculares
Existência de verdadeiros tecidos condutores
SEM SEMENTES (Pteridófitas)
Geração esporófita mais desenvolvida
Fecundação semelhante à das Briófitas
Existência de homosporia e heterosporia
COM SEMENTES (Espermatófitas)
Aparecimento de estruturas:
- Óvulo
- grãos de pólen
- semente
As Criptógamas vasculares são assim chamadas por possuir
tecidos vasculares que permitem a condução de água, sais
minerais e outras substâncias através do vegetal. As
características que permitem sua diferenciação das briófitas
podem ser assim resumidas:
-Presença de tecidos vasculares.
-Lignificação de parte das células (parede celular).
-Histórico de vida diplobionte, com alternância de gerações
heteromórfica onde o esporófito, dependente apenas na fase
inicial de seu desenvolvimento, é dominante e o gametófito,
embora diminuto, é independente.
-Grande numero de estômatos em todas as partes
fotossintetizantes do vegetal.
As criptógamas vasculares, assim como as briófitas, possuem
ainda em comum com as algas verdes o tipo de pigmentos
(clorofilas a e b, carotenóides - luteínas, β-caroteno), amido como
substância de reserva, parede celulósica e a presença de flagelos
(no caso das Criptógamas terrestres apenas no gameta
masculino).
As criptógamas vasculares mantêm ainda a reprodução
oogâmica, cutícula, gametângio e esporângio envolvidos por
camadas de células vegetativas e histórico de vida diplobionte
heteromórfico, adaptações já encontradas nas briófitas. São
eucariontes, pluricelulares e fotossintetizantes, pertencendo,
portando, ao Reino Plantae (Whittaker, 1969).
Pteridófitas
• Plantas sem sementes (criptógamas),
dotadas de vasos condutores de seiva
(vasculares ou traqueófitas).
• Corpo organizado em raiz, caule (rizoma)
e folhas.
Habitat
• Muitas pteridófitas vivem em ambientes úmidos,
semelhantes ao das briófitas, mas algumas
podem habitar ambientes relativamente secos.
• Existem algumas espécies que vivem em água
doce.
Classificação
• A classe mais conhecida é a Filicinae, que
reúne as samambaias e avencas.
Reprodução
• Assexuada e sexuada
• Algumas samambaias se reproduzem
assexuadamente por meio de estolões
(brotos do rizoma)
• Na reprodução sexuada, há alternância
de gerações.
SAMAMBAIAS
Soro
Esporângio
Fanerógamas
• Plantas com sementes (espermatófitas),
dotadas de vasos condutores de seiva
(vasculares).
• Têm ramos reprodutivos especializados
(estróbilos em gimnospermas e flores em
angiospermas).
Habitat
• As fanerógamas são encontradas em
todos os ambientes terrestres.
• Há poucas espécies aquáticas, de água
doce.
Classificação
• Gimnospermas (do grego gymnos,nu,e
esperma,semente), sementes expostas
(nuas)
GIMNOSPERMAS
• Semente: óvulo maduro contendo um embrião
•Importância da semente:sobrevivência do embrião (proteção e
nutrição)
• Óvulo: megasporângio revestido por uma ou duas camadas
de tecido.
Partes do óvulo:
3. Tegumento
4. Micrópila
5. Nucelo (megasporângio)
6. megásporo
Evolução do óvulo
Retenção do megásporo no megasporângio (nucelo) = esporos não são
dispersos.
Redução do número de células-mães de megásporos em cada
megasporângio.
Apenas 1 megásporo dos 4 germina.
Megagametófito endospórico altamente reduzido = perde a vida livre.
Embrião retido no megasporângio (semente).
Tegumento envolvendo o megasporângio (exceto no ápice = micrópila).
Ápice do megasporângio adaptado para receber micrósporos (pólen).
Reprodução
1) Gametas ciliados (anterozóides)
2) Sifonogamia
Gametas não ciliados
(núcleos ou células espermáticas)
Ciclo Reprodutivo das Coníferas
(Divisão Pinophyta ou Coniferófitos)
•Angiospermas (do grego aggeion,vaso),
apresentam sementes alojadas dentro de
frutos.
DIVISÃO MAGNOLIOPHYTA
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