Aula 12 Parte 3 2008

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    Aula 12 Parte 3 2008 - Presentation Transcript

    1. Planejamento Integrado de Recursos ENE 5703 - Usos finais e demanda de energia 3a parte
    2. 2 ENE 5703 2008 Prof. Ildo Luís Sauer ROTEIRO • Planejamento Tradicional x PIR • Visão Geral
    3. 3 ENE 5703 2008 Prof. Ildo Luís Sauer Energia da Fonte Primária ao Uso Final Exportação de Energia Primária Importação Exportação de Importação Exportação de de Energia Energia de Energia Energia Primária Primária Secundária Secundária Produção de Produção de Oferta Prod. de Oferta Total Oferta Consumo Consumo Setores Consumo Final Energia Energia Interna Entrada Energia Secundá- Interna Final de Final Total Energé- Primária Primária Bruta Primária Secundá- ria Bruta Secundá- Consumo Centro ria rio tico Final de (Inclui Transfor- Consumo mação Próprio do Setor Energético) Não Aproveitada Secundária Variação de Não Perdas Variação de Consumo Final Estoques Aproveitada e Primárias Estoques Não Energético Primários Reuniões Secundários Perdas Primárias Secundá- rias Perdas de Transformação Energia Primária Transformação Energia Secundária Consumo Final Total Setor Energético
    4. 4 ENE 5703 2008 Prof. Ildo Luís Sauer Planejamento Tradicional e PIR Planejamento Tradicional Planejamento Integrado de Recursos Enfoque na concessionária dona do parque gerador Diversidade de recursos, incluindo as concessionárias, inclusão de outras empresas, programas de conservação e administração da carga, programas de avaliação e de melhoramento na transmissão e distribuição. Planejamento interno da Concessionária Abrange vários departamentos dentro da concessionária e fundamentalmente voltado para o sistema e o frequentemente os consumidores, corpo técnico das departamento financeiro comissões regulatórias, e especialistas em energia. Todos os recursos são da concessionária. Alguns recursos são de outras concessionárias, de pequenos produtores, produtores independentes, e de consumidores. Os recursos são selecionados para mínimo preço da São observados vários critérios para seleção dos recursos eletricidade e manter o sistema confiável. como: preço da eletricidade, custos dos serviços energéticos, condições de financiamento, redução de riscos, tecnologia e combustíveis diversos, aspectos ambientais, e desenvolvimento econômico. Fonte: HIRST, 1991
    5. 5 ENE 5703 2008 Prof. Ildo Luís Sauer Planejamento Tradicional e PIR Fonte: Swicher, Januzzi, Redlinger X
    6. 6 ENE 5703 2008 Prof. Ildo Luís Sauer Ações
    7. 7 ENE 5703 2008 Prof. Ildo Luís Sauer Análise/Descrição das Possíveis Alternativas Aprovação de Crescimento – PIR visão geral dos Intervenientes 4 Diagnóstico 9 Configuração da Situação do Sistema Energética de Produção Atual 1 2 10 Planos de 5 Inf. Sócio- Investimento e Econômicas Financiamentos e det. Govêrno, Empresas, Consumidores Altern.Cresc. 3 Dados e 8 Balanço Análise de Plano Informações Oferta e Impactos Energético Geração de BD Demanda e Riscos Integrado Análise e 11 Estratégias de Diretrizes Objetivos Projeções de Implementação, Demanda 6 Gerenciamento, e Avaliação Análise das Avaliação de Incertezas Recursos e Tarifas Tecnologias Monitoramento 7 e Avaliação Realimentação das Bases de Dados
    8. 8 ENE 5703 2008 Prof. Ildo Luís Sauer PIR – visão geral Fonte: Tellus Institute Fonte: OAK Ridge
    9. 9 ENE 5703 2008 Prof. Ildo Luís Sauer Plano integrado de recursos • Elementos chave ▫ Integração de recursos:  Recursos: potência comprada, construção, produção independente de energia.  Transmissão e distribuição: redução de perdas, mudança nas linhas de projeto em resposta às mudanças em modelos de carga de uso final.  Demanda: programas de administração da carga e eficiência, retenção nas ações de mercado, promoção de conservação, projetos alternativos, novas modalidades tarifárias ▫ Integração dos departamentos e pessoal da concessionária:  Coordenação, cooperação, comunicação, (planejamento, mercado, engenharia, comercial, marketing) ▫ Explicar o tratamento da incerteza:  Variáveis principais para considerar intervalos apropriados (valores altos/baixos, distribuição), correlação em torno das incertezas variáveis, aplicação de métodos analíticos apropriados, apresentação e interpretação dos resultados ▫ Implicações públicas:  Consumidores, regulação, analistas externos. ▫ Implementação:  Aquisição dos recursos e programas do lado da demanda, dados e análises ▫ Continuidade do processo:  Revisão dos planos e desenvolvimento de novos planos, realimentação da parte de implementação do planejamento. Fonte: Hirst, 1987
    10. 10 ENE 5703 2008 Prof. Ildo Luís Sauer Plano integrado de recursos 1. Definição de Objetivos e Metas (Sociais) 2. Definição de Diretrizes Políticas 3. Bancos de Dados do Plano 4. Diagnóstico da Situação Energética Atual 5. Análise/Descrição das Possíveis Alternativas de Crescimento 6. Análise e Projeções da Demanda de Energia 7. Avaliação dos Recursos/Fontes de Energia e das Tecnologias de Produção (Geração) e Uso (GLD) 8. Balanço de Oferta e Demanda 9. Configuração do Sistema de Produção (Oferta) 10. Plano de Financiamento 11. Estratégia de Implementação/Gerenciamento e Critérios de Avaliação
    11. 11 ENE 5703 2008 Prof. Ildo Luís Sauer Plano integrado de recursos 1. Definição de Objetivos e Metas (Sociais) ▫ Avaliação das opções/estratégias coerentes com as políticas sócio-econômicas  São estabelecidos de forma qualitativa;  Obedecem a políticas energéticas e diretrizes nacionais, estaduais e locais;  Devem atender dentro do possível as expectativas dos usuários e das empresas envolvidas (Geradoras, Transmissores, Distribuidores e Comercializadores);  É importante que haja concordância de todos os intervenientes sobre objetivos e metas a serem atingidas pelo PIR
    12. 12 ENE 5703 2008 Prof. Ildo Luís Sauer Plano integrado de recursos Objetivos Natureza do objetivo Melhoria da Qualidade Diminuição do número de interrupções em serviços energéticos. Eletrificação Prover serviços energéticos a população sem acesso aos mesmos. Minimização dos Reduzir os impactos da geração elétrica (e do uso de energia de maneira geral) ao meio ambiente. Os impactos devem ser impactos ambientais considerados no âmbito global, regional e local. Aumento da segurança de Reduzir a vulnerabilidade da geração elétrica (e do setor energético como um todo) a interrupções de fornecimento causados continuidade na geração por eventos externos ao país. Utilização de recursos locais para prover os serviços elétricos, incluindo tecnologia e combustíveis acessíveis aos usuários. Uso de recursos locais Este objetivo pode ser associado aos objetivos de segurança no suprimento de energia. Diversificação do Diversificação pode utilizar diversos tipos de geração com tecnologias e fontes distintos, além da diversificação de Suprimento fornecedores de combustíveis. Aumento na Eficiência Aumento da eficiência da geração de energia elétrica, transmissão, distribuição e uso. Minimização dos custos (é normalmente o objetivo mais usado). Os custos a serem minimizados podem ser da Rede, da Minimização dos custos Sociedade como um todo (incluindo custos ambientais), dos usuários, de capital. Incentivos e outros custos. Prover benefícios sociais a população através de serviços energéticos (por exemplo refrigeração e iluminação para escolas e Benefícios sociais hospitais; iluminação, rádio e televisão para uso doméstico). Atendimento a populações impactadas por projetos de geração de forma a minimizar o impacto causado. Aumento de postos de Escolha de recursos e tecnologias tem diferentes impactos na oferta de postos de trabalho de uma região. Um dos objetivos trabalho locais pode ser o incremento de postos de trabalho nos diversos setores envolvidos. Aquisição de tecnologia e As empresas e comunidades podem usar certos tipos de projetos de oferta para aquisição de conhecimentos referentes a Especialização criação e uso de tecnologias envolvidas. Desenolvimento de Planos flexíveis quanto a mudanças ocorridas em custos, situação política, situação econômica e Flexibilidade mudanças diversas no contexto.
    13. 13 ENE 5703 2008 Prof. Ildo Luís Sauer Plano integrado de recursos 2. Definição de Diretrizes Políticas ▫ Explicitação das diretrizes resultantes dos objetivos fixados ▫ Constituem restrições, indicando limites de ação para o plano:  Preços  Conservação  Meio-ambiente  etc.
    14. 14 ENE 5703 2008 Prof. Ildo Luís Sauer Plano integrado de recursos 3. Bases de Dados ▫ Etapa fundamental do processo de planejamento ▫ Interdependência: Planejamento x Desenvolvimento da Base de Dados:  Planejamento >>> Disponibilidade e qualidade de dados  Lacunas e deficiências são identificadas no processo de planejamento ▫ Etapas para estruturação e implementação da base de Dados:  Identificação: depende de:  Objetivos da política energética  Problemas, estudos e análises do processo de planejamento (modelo)  Busca/Coleta: exige:  Pesquisas, enquetes, questionários  Levantamentos e auditorias  Organização e compatibilização:  Balanços  Matrizes Insumo-produto
    15. 15 ENE 5703 2008 Prof. Ildo Luís Sauer Plano integrado de recursos 3. Bases de Dados: ▫ 3.1. Identificação dos Dados Necessários:  3.1.1. Análise da Demanda:  Dados que afetam a demanda: ▫ Atividade econômica setorial e global ▫ Desenvolvimento demográfico ▫ Condições climáticas ▫ Preços ▫ Políticas e regulamentos ▫ Distribuição de Renda, etc.  Dados sobre a demanda: ▫ Consumo por setores (industriais, agrícola, residencial, transportes, terciário) ▫ Consumo por categoria de uso (força motriz, cocção, aquecimento de água, calor de processo, etc.) ▫ Consumo por fonte (hidrocarbonetos, carvão, lenha, eletricidade, etc.) ▫ Eficiências de conversão de equipamentos de uso final (energia útil: trabalho, calor, iluminação, etc.)
    16. 16 ENE 5703 2008 Prof. Ildo Luís Sauer Plano integrado de recursos 3. Bases de Dados: ▫ 3.1. Identificação dos Dados Necessários:  3.1.2. Análise de Recursos:  Dados importantes: ▫ Reservas e potenciais totais ▫ Taxa de crescimento/adição de reservas ▫ Taxas de produção ▫ Restrições de produção  Considerar: ▫ Curvas de suprimento de longo prazo ▫ Custos marginais crescentes para recursos não renováveis ▫ Custos marginais variáveis para renováveis (economias de escala, penetração de mercado, tecnologias, etc.)
    17. 17 ENE 5703 2008 Prof. Ildo Luís Sauer Plano integrado de recursos 3. Bases de Dados: ▫ 3.1. Identificação dos Dados Necessários:  3.1.3. Análise de Tecnologias:  Dados importantes: ▫ Centrais elétricas, refinarias, Portos, minas, poços de petróleo, biodigestores, usinas de álcool, etc. ▫ Ciclos de combustível: óleo, carvão, nuclear, cana-de-açúcar, solar, biomassas, etc.  a) Parâmetros de desempenho de engenharia/técnicos: ▫ Insumos energéticos requeridos (materiais, restrições, etc.) ▫ Eficiência termodinâmica (atual e futura) ▫ Produtos energéticos (tipos e amplitude) ▫ Fator de disponibilidade ▫ Fator de capacidade ▫ Vida útil ▫ “status” de tecnologia: comercial, pesquisa, piloto, etc.  (continua)
    18. 18 ENE 5703 2008 Prof. Ildo Luís Sauer Plano integrado de recursos 3. Bases de Dados: ▫ 3.1. Identificação dos Dados Necessários:  3.1.3. Análise de Tecnologias:  b) Parâmetros de Desempenho Econômico ▫ Custos de Capital: ▫ Equipamentos e materiais ▫ Distribuição de custos durante construção ▫ Juros durante a construção ▫ Mão-de-obra ▫ Custos de investimento total ▫ Custos Operacionais: ▫ Mão-de-obra ▫ Materiais ▫ Impostos e taxas ▫ Custos de Produção: ▫ Combustíveis ▫ Operação e manutenção variáveis ▫ Custos totais de produção ▫ Dados Financeiros: ▫ Vida útil/econômica ▫ Taxa de retorno/desconto ▫ Custo de anualizações de capital ▫ Impostos sobre câmbio/divisas
    19. 19 ENE 5703 2008 Prof. Ildo Luís Sauer Plano integrado de recursos 3. Bases de Dados: ▫ 3.1. Identificação dos Dados Necessários:  3.1.3. Análise de Tecnologias:  c) Outros Parâmetros de Desempenho ▫ Custos e Impactos Ambientais: ▫ Poluição atmosférica ▫ Poluição de águas ▫ Emissão de particulados, poeiras e ruídos ▫ Impactos sobre biodiversidade: fauna, flora ▫ Requisitos de qualificaçào de Recursos Humanos: ▫ Barreiras, restrições ou incentivos políticos para implementação
    20. 20 ENE 5703 2008 Prof. Ildo Luís Sauer Plano integrado de recursos 3. Bases de Dados: ▫ 3.2. Busca, Coleta e Compatibilização dos Dados:  3.2.1. Recomendações:  Antes de coletar, verificar a finalidade do dado  Revisar as fontes existentes antes de projetar e elaborar pesquisas, questionários, etc.  Muitas informações estão disponíveis em relatórios estatísticos  Levantamentos/pesquisas de campo e questionários devem ser construídos visando as necessidades específicas  Pesquisas de campo são caras e difíceis:  Ex.: dados sobre usos finais por fonte no setor residencial (cocção, refrigeração, etc.) e transporte (transporte individual, etc.)  Dados aproximados ou conexos permitem (às vezes) a obtenção de indicadores
    21. 21 ENE 5703 2008 Prof. Ildo Luís Sauer Plano integrado de recursos 3. Bases de Dados: ▫ 3.2. Busca, Coleta e Compatibilização dos Dados:  3.2.2. Para análise da demanda: a) Dados Primários: ▫ Censos demográficos e econômicos (FIBGE) ▫ Pesquisas domiciliares (FIBGE, FIPE, FGU, DIEESE) ▫ Pesquisas de Mercado ▫ Empresas Concessionárias de Serviços Públicos ▫ Órgãos governamentais (impostos, preços, qualidade do ambiente, licenciamento de veículos, etc.) ▫ Associação de classe (ANFAVEA, DIEESE, etc.) ▫ Planos econômicos e sociais dos governos ▫ Relatórios de auditorias energéticas (IPT) ▫ Estudos de processos industriais, etc. b) Dados Secundários: ▫ Empresas centralizadoras: DNAEE, DNC, Eletrobrás) ▫ Balanços energéticos estaduais e nacional ▫ OLADE ▫ ONU ▫ OCDE
    22. 22 ENE 5703 2008 Prof. Ildo Luís Sauer Plano integrado de recursos 3. Bases de Dados: ▫ 3.2. Busca, Coleta e Compatibilização dos Dados:  3.2.3. Para análise de recursos:  Empresas carboníferas, DNPM  Petrobrás  Cooperativas  Eletrobrás  Órgãos e empresas estaduais  3.2.4. Para análise de tecnologias  Industrias e empresas  Empresas de engenharia  Laboratórios e órgãos de pesquisa e desenvolvimento  Eletrobrás/CEPEL, Petrobrás/CENPES  EPRI, OAK Ridge, Jülich, etc.  >>> Dificuldade para obter dados confiáveis
    23. 23 ENE 5703 2008 Prof. Ildo Luís Sauer Plano integrado de recursos 3. Bases de Dados: ▫ 3.2. Busca, Coleta e Compatibilização dos Dados:  3.2.5. Dados sobre fontes não comerciais (tradicionais):  Lenha, carvão vegetal  Restos de culturas, energia humana, animal, etc.  Quando acontece: ▫ Sistema descentralizado ▫ Sem mercado ou registros ▫ Coleta direta ▫ Problemas de quantificação e eficiências  Dados e informações importantes: ▫ Padrões de uso em função de ciclos ▫ Relação de uso com: família, propriedade, renda, educação, urbanização, etc. ▫ Potencial de conservação e de substituição inter-fontes ▫ Situação de recursos: florestas, Taxas de reflorestamento, etc.
    24. 24 ENE 5703 2008 Prof. Ildo Luís Sauer Plano integrado de recursos 3. Bases de Dados: ▫ 3.3. Compatibilização de Dados:  Fontes secundárias de dados devem ser criteriosamente avaliadas pois não foram gerados para a finalidade específica:  Imprecisões/incoerências de fatores de medição, período de amostra, etc.  Compatibilização conceitual, espacial e cronológica  Generalização de dados: conceitual, espacial, cronológica
    25. 25 ENE 5703 2008 Prof. Ildo Luís Sauer Plano integrado de recursos 3. Bases de Dados: ▫ 3.4. Organização de Dados:  Balanços Energéticos  Contabilidade consistente dos fluxos físicos de energia e de sua forma primária até o consumo final  Forma tabular  Redes de Sistemas Energéticos  Sistema em forma de grafo indicando:  Consumos/demandas estimados  Tecnologias de conversão  “mix” de combustíveis  Recursos  Provê informações sobre transformações  Matrizes Insumo-Produto
    26. 26 ENE 5703 2008 Prof. Ildo Luís Sauer Plano integrado de recursos 4. Diagnóstico da Situação Energética Atual ▫ Análise da configuração do sistema energético (incluindo o balanço) ▫ Ênfase em:  Fontes locais sub-utilizadas ou ameaçadas  Deficiências de acesso físico a fontes modernas  Falta de acesso econômico a fontes modernas  Oportunidades de desenvolvimento econômico restringidas ou ameaçadas  Potencial de conservação de energia  Problemas econômicos e financeiros das empresas de energia
    27. 27 ENE 5703 2008 Prof. Ildo Luís Sauer Plano integrado de recursos 5. Informações sócio-econômicas e determinação de alternativas de crescimento ▫ Definição das diretrizes a serem adotadas no PIR, com definição das variáveis a serem consideradas nos cenários a serem construídos:  Restrições  Valores, taxas e índices limites a serem adotados na composição de cenários ▫ HIPÓTESES DE BASE
    28. 28 ENE 5703 2008 Prof. Ildo Luís Sauer 10000 Carga no Pico Plano integrado de recursos Carga Intermediária 6. Estimativa da Demanda de Energia Desenvolvimento de cenários prospectivos A previsão prospectiva tem 5000 (MW) uma nova abordagem da Carga Base dinâmica do sistema. Propõe a possibilidade de alterações estruturais no horizonte de planejamento, ou seja, a previsão prospectiva estabelece projeções diferenciadas segundo hipóteses de base. Utilização de técnica de cenários em modelos desagregados 0 0 6 12 18 24
    29. 29 ENE 5703 2008 Prof. Ildo Luís Sauer 600 500 Plano integrado de recursos 6. Estimativa da Demanda de Energia 400 Desenvolvimento de cenários prospectivos 300 Os modelos podem gerar estimativas futuras através de TWh relações que dizem respeito ao crescimento do setor de 200 consumo e PIB, ou mesmo no número de usuários de uma dada tecnologia e a intensidade com que é utilizada. 100 Os cenários irão dar subsídios ao planejamento global de mudanças no uso de 0 tecnologias e fontes de energia indicando: 1989/1990 Anos 2004/2005 Quando Como Quanto Participação de equipamentos eficientes e convencionais no consumo de energia. Obtendo-se alterações no: Fonte: SAUER et al., 1994. Custo efetivo Qualidade de serviço.
    30. 30 ENE 5703 2008 Prof. Ildo Luís Sauer Plano integrado de recursos 6. Estimativa da Demanda de Energia Análise da distribuição da eficiência tecnológica do mercado para diferentes ? cenários. ? Fonte: SAUER et al., 1994. Nota: (*) - conjunto de equipamentos vendidos por fabricantes, ou pelo conjunto da indústria.
    31. 31 ENE 5703 2008 Prof. Ildo Luís Sauer Plano integrado de recursos 6. Estimativa da Demanda de Energia ▫ Análise orientada a Usos Finais de Energia  Uma análise orientada para os usos finais de energia considera o atual uso da energia ou os serviços oferecidos, tais como iluminação, refrigeração, mobilidade, etc. Por considerar detalhes técnicos e econômicos dos equipamentos utilizados e de alternativos, poderá indicar medidas que permitam encontrar uma demanda futura para serviços energéticos mais realista. Essas medidas podem ser classificadas em três diferentes grupos:  Equipamentos mais eficientes  Sinergia, tecnologias que permitam diversos usos finais serem utilizados simultaneamente (cogeração )  Novas opções de oferta, enfatizando energias renováveis e a descentralização dos recursos
    32. 32 ENE 5703 2008 Prof. Ildo Luís Sauer Plano integrado de recursos 6. Estimativa da Demanda de Energia ▫ Análise orientada a Usos Finais de Energia permite:  Estimativa do consumo de energia em cada uso;  Avaliação das tecnologias utilizadas atualmente;  Informações sobre as alternativas, eficiência energética e seus custos;  Informações econômicas das tecnologias alternativas de geração de energia;  projeção da demanda futura de energia em cada categoria de uso final;  um procedimento para encontrar um conjunto ótimo de tecnologias de conservação e oferta, que possam satisfazer os requerimentos futuros de energia com mínimo custo social.
    33. 33 ENE 5703 2008 Prof. Ildo Luís Sauer Desagregação em Modelos de Demanda (Exemplo: MEDEE) Sistema Sócio-Econômico Sistema Urbano Sistema Produtivo Sistema Transporte Categorização de Indústrias Energia Outras Indústrias Assentamento Agricultura Transp. A Longa Intensiva (8 cat.) (4 cat.) (6 categorias) Distância Transp. Regional (2 categorias (3 tipos de distância e de Propostas) Categorização por 3 tipos Motor a Comb. Agentes Econômicos de Produtos) Processo (5 cat.) Calor Residencias Setor Terciário (3 classes) (4 classes) Usos Finais de Energia Serv. Elétricidade Transporte Urbano no Edifício (2 tipos de propostas) Condic. Espaço (18 tipos de edifícios) Estocagem Hidroviário Ferroviário Automóvel Rodoviário Fornalha Ônibus Vapor Avião Trem Transporte de Massa Aquecimento Água Condic. de Espaço Automóveis Iluminação Cocção Outros
    34. 34 ENE 5703 2008 Prof. Ildo Luís Sauer Plano integrado de recursos 6. Estimativa da Demanda de Energia ▫ Análise orientada a Usos Finais de Energia  São características desta metodologia:  Caracterização global do uso da eletricidade, por uso final ou categoria de serviço energético, dividido por setor e subsetor;  A variação no uso da eletricidade entre os diferentes usuários;  O tipo de equipamento e a eficiência, como comparar alternativas;  Entre outros fatores, que o uso de equipamentos eficientes pode afetar no consumo de energia, estão: processos de escala e taxa de produção (setor industrial), preço da energia (agricultura), impostos (setor residencial), horas de uso (setor comercial), etc.  Além destes, são aspectos essenciais para a formulação do PIR:  A variação no tempo do consumo de energia por uso final, análise no pico, fora do pico e a demanda na base;  O fator de carga do equipamento de uso final e sua contribuição para a transmissão e distribuição de cargas.
    35. 35 ENE 5703 2008 Prof. Ildo Luís Sauer Plano integrado de recursos 6. Estimativa da Demanda de Energia ▫ Perfil da Demanda através de Usos Finais e Demanda Real: 10000 Carga no Pico Carga Intermediária 5000 (MW) Carga Base 0 0 Curva de carga por usos finais 6 12 18 24 Curva de carga real
    36. 36 ENE 5703 2008 Prof. Ildo Luís Sauer Plano integrado de recursos 7. Avaliação dos Recursos/Fontes de Energia e das Tecnologias de Produção e Uso ▫ Utilização de figuras de mérito na determinação das opções a serem adotadas em relação à Demanda e Oferta
    37. 37 ENE 5703 2008 Prof. Ildo Luís Sauer Plano integrado de recursos • Curva de oferta de energia economizada
    38. 38 ENE 5703 2008 Prof. Ildo Luís Sauer Plano integrado de recursos • Curva de Seleção para Minimização dos Custos de Oferta de Energia - Método para Otimização Econômica da Expansão da Capacidade de Geração
    39. 39 ENE 5703 2008 Prof. Ildo Luís Sauer Plano integrado de recursos • Custo de Geração nas Curvas de Seleção
    40. 40 ENE 5703 2008 Prof. Ildo Luís Sauer Curva de duração de carga 10000 Carga Intermediária 5000 (MW) Carga Base 0 0 8760h 20% 40% 60% 80%
    41. 41 ENE 5703 2008 Prof. Ildo Luís Sauer Plano integrado de recursos 8. Balanço de oferta e demanda
    42. 42 ENE 5703 2008 Prof. Ildo Luís Sauer Comparação/integração entre opções de oferta e demanda • Fator de carga da conservação (FCC) Demanda Média Conservada no Ano (kW) FCC = Demanda Média Conservada na Ponta (kW) OU Energia Média Conservada no Ano (kW)/8760 FCC = Demanda Média Conservada na Ponta (kW) OU Energia Média Conservada no Ano (kWh) FCC * 8760 = Demanda Média Conservada na Ponta (kW) OU Energia Média Conservada no Ano (MWh) FCC * 8.76 = Demanda Média Conservada na Ponta (kW)
    43. 43 ENE 5703 2008 Prof. Ildo Luís Sauer Comparação/integração entre opções de oferta e demanda • Potência média conservada na ponta (kW) EC (MWh) FCC * 8.76 = Redução da Potência na Ponta (kW) ENTÃO EC (MWh) Redução da Potência Ponta(kW) = FCC * 8.76 OU EC(MWh) PC(kW) = FCC * 8.76
    44. 44 ENE 5703 2008 Prof. Ildo Luís Sauer Comparação/integração entre opções de oferta e demanda • Custo da energia conservada (CEC) US$ CCANE (US$/ano) CEC = OU CEC = MWh EC ano (MWh/ano) • Custo da ponta conservada ou custo anual da ponta conservada CCVANE(US$/ano) CAPC(US$/kWano) = Potência Consumida na Ponta (kW) COMO EC(MWh) Potência Consumida na Ponta = FCC * 8.76
    45. 45 ENE 5703 2008 Prof. Ildo Luís Sauer Comparação/integração entre opções de oferta e demanda CCANE (US$/ano) CAPC(US$/kWano) = EC(MWh)/FCC * 8.76 CEC OU CCANE (US$/ano) CAPC(US$/kWano) = * FCC * 8.76 EC ano (MWh/ano) E COMO, CEC = CCANE(US$/ano) EC(MWh/ano) TEMOS CAPC(US$/kWano) = CEC * FCC * 8.76 h 8760 US $ kW (médio) ano = * * MWh kW ( ponta ) 1000 kW MW
    46. 46 ENE 5703 2008 Prof. Ildo Luís Sauer Comparação/integração entre opções de oferta e demanda
    47. 47 ENE 5703 2008 Prof. Ildo Luís Sauer Plano integrado de recursos 9. Configuração do sistema de produção (oferta)
    48. 48 ENE 5703 2008 Prof. Ildo Luís Sauer Plano integrado de recursos 10. Plano de Financiamento e Impactos e Riscos ▫ Impactos nos vários Grupos Envolvidos: ▫ Consumidores participantes ▫ Consumidores não participantes ▫ Concessionárias de geração e distribuição ▫ Compensações entre grupos
    49. 49 ENE 5703 2008 Prof. Ildo Luís Sauer Plano integrado de recursos 10. Plano de financiamento Impacto sobre os consumidores participantes
    50. 50 ENE 5703 2008 Prof. Ildo Luís Sauer Plano integrado de recursos 10. Plano de financiamento Impacto sobre as concessionárias
    51. 51 ENE 5703 2008 Prof. Ildo Luís Sauer Plano integrado de recursos 10. Plano de financiamento Impacto sobre a sociedade
    52. 52 ENE 5703 2008 Prof. Ildo Luís Sauer Plano integrado de recursos 11. Estratégia de Implementação/Gerenciamento e Critérios de Avaliação

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