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  • 1. Redação Adequação da Linguagem ao Contexto A redação deve ser um ato efetivo de comunicação. Por isso, ao escrever, você deverá levar em conta diversos fatores que determinam o tipo de texto a ser produzido. Entre esses fatores, dois são fundamentais: a finalidade do texto e o interlocutor a quem o texto se destina. Para tornar-se uma pessoa que se expressa bem em língua portuguesa, você precisa saber quando empregar o nível culto ou o coloquial da linguagem. Adequar o nível de linguagem ao contexto e ao receptor é, pois, requisito básico para se escrever bem. Quando escrevemos, precisamos ter em mente, ainda que de forma genérica, o timo de receptor a quem o texto se destina. A finalidade do texto Você já sabe que, toda vez que o objetivo for simplesmente informar alguma coisa a alguém (como acontece nos jornais, nos textos técnicos, nos livros didáticos etc.), a função predominante da linguagem será a referencial. Entre os dois textos que seguem o primeiro é o mais adequado para ser utilizado numa aula de geografia. Compare-os. Discurso direto e discurso indireto A fala das personagens, a que chamamos discurso, pode ser reproduzida basicamente de duas maneiras: 1. Pelo narrador, exatamente como teria sido dita pelo personagem. É o discurso direto: Ex.: Igor disse: -Vou desaparecer 2. Pelo narrador, que fala pelo personagem, exercendo o papel de intermediário entre esta e o leitor. É o discurso indireto: Ex. Igor disse que ia desaparecer. Características do discurso direto 1. No plano formal, um enunciado em discurso direto é marcado, geralmente, pela presença de verbos do tipo dizer, afirmar, ponderar, sugerir, perguntar, indagar ou expressões sinônimas, que podem introduzi-lo, arrematálo ou nele se inserir: Quando falta um desses verbos cabe ao contexto e a recursos gráficos tais como os dois pontos, as aspas, o travessão e a mudança de linha - a função de indicar a fala do personagem. 2. No plano expressivo, a força da narração em discurso direto provém essencialmente de sua capacidade de atualizar o episódio, fazendo emergir da situação o personagem, tornando-o vivo para o ouvinte, à maneira de uma “Clamas a mim, e responder-te-i, e anunciar-te-ei coisas grandes e firmes, que não sabes”. Jeremias-33.3
  • 2. Redação cena teatral, em que o narrador desempenha a mera função de indicador das falas. Características do discurso indireto livre Do exame dos enunciados em itálico comprova-se que o discurso indireto livre conserva toda a afetividade e a expressividade próprias do discurso direto, ao mesmo tempo em que mantém as transposições de pronomes, verbos e advérbios típicos do discurso indireto. É, por conseguinte, um processo de reprodução de enunciados que combina as características dos dois anteriormente descritos. 1. No plano formal, verifica-se que o emprego do discurso indireto livre "pressupõe duas condições: a absoluta liberdade sintática do escritor (fator gramatical) e a sua completa adesão à vida do personagem (fator estético)” (Nicola Vita In: Cultura Neolatina). Observe-se que essa absoluta liberdade sintática do escritor pode levar o leitor desatento a confundir as palavras ou manifestações dos locutores com a simples narração. Daí que, para a apreensão da fala do personagem nos trechos em discurso indireto livre, ganhe em importância o papel do contexto, pois que a passagem do que seja relato por parte do narrador a enunciado real do locutor é, muitas vezes, extremamente sutil, tal como nos mostra o seguinte passo de Machado de Assis: "Quincas Borba calou-se de exausto, e sentou-se ofegante. Rubião acudiu, levando-lhe água e pedindo que se deitasse para descansar; mas o enfermo após alguns minutos, respondeu que não era nada. Perdera o costume de fazer discursos é o que era." 2. No plano expressivo, devem ser realçados alguns valores desta construção híbrida: a) Evitando, por um lado, o acúmulo de quês, ocorrente no discurso indireto, e, por outro lado, os cortes das oposições dialogadas peculiares ao discurso direto, o discurso indireto livre permite uma narrativa mais fluente, de ritmo e tom mais artisticamente elaborados; b) O elo psíquico que se estabelece entre o narrador e personagem neste molde frásico torna-o o preferido dos escritores memorialistas, em suas páginas de monólogo interior; c) Finalmente, cumpre ressaltar que o discurso indireto livre nem sempre aparece isolado em meio da narração. Sua "riqueza expressiva aumenta quando ele se relaciona, dentro do mesmo parágrafo, com os discursos direto e indireto puro", pois o emprego conjunto faz que para o enunciado confluam, "numa soma total, as características de três estilos diferentes entre si". Foco Narrativo Foco narrativo, ou ponto de vista, é o elemento estrutural da narrativa que compreende a perspectiva através da qual se conta uma história. É, basicamente, a posição a qual o narrador, enquanto instância narrante ou voz “Clamas a mim, e responder-te-i, e anunciar-te-ei coisas grandes e firmes, que não sabes”. Jeremias-33.3
  • 3. Redação que articula a narração, conta a história. Os pontos de vista mais conhecidos são dois: Narrador-Observador e Narrador-Personagem. Tipos de Foco Narrativo Narrador-Observador O Narrador-Observador é aquele que conta a história através de uma perspectiva de fora da história, isto é, ele não se confunde com nenhum personagem. Este foco narrativo se dá, predominantemente, em terceira pessoa e pode ser dividido em: Narrador-Observador Onisciente: É o narrador que tudo sabe sobre o enredo, os personagens e seus pensamentos. A omnisciência do narrador pode ou não se limitar a apenas um dos personagens da história. Narrador-Observador Câmera: Este narrador não tem a ciência do que se passa nas mentes dos personagens da história, mas conhece tudo sobre o enredo e sobre qualquer outra informação que não sejam intimas da psique dos personagens. Narrador Personagem O Narrador-Personagem é aquele que conta a história através de uma perspectiva de dentro da história, isto é, ele, de alguma forma participa do enredo, sendo um dos personagens da história, usando a Primeira Pessoa (eu ou nós) para se contar historia. Pode-se classificar o Narrador-Personagem em: Narrador-Personagem Protagonista: Este narrador é a personagem principal da história, narrando-a de um ponto de vista fixo: o seu. Não sabe o que pensam os outros personagens e apenas narra os acontecimentos como os percebe ou lembra. Narrador Intruso e Neutro Uma das características de ambos os focos narrativos é a possibilidade de fazer comentários sobre a sua vida e a vida dos personagens ou sobre o cenário da narrativa. O narrador que faz este tipo de comentário é chamado de Intruso; o que não o faz, de Neutro. Descrição Quando escrevemos narrativas, não devemos nos limitar aos fatos; é importante que caracterizemos as personagens e o ambiente onde ocorrem os acontecimentos. Essa caracterização é obtida por meio da descrição. Ao descrever qualquer elemento da realidade, o autor pode retratá-lo de duas maneiras: Objetiva e subjetivamente. Enfoque Objetivo O autor procura descrever a realidade de maneira direta e objetiva, não acrescentando nenhum juízo de valor. É o caso das descrições técnicas, das “Clamas a mim, e responder-te-i, e anunciar-te-ei coisas grandes e firmes, que não sabes”. Jeremias-33.3
  • 4. Redação fichas pessoais para solicitação de emprego ou para matrícula na escola, em que predomina a linguagem denotativa. Na descrição com enfoque subjetivo, o autor vai revelar seu estado de espírito, sua opinião diante da coisa observada. É claro que nesse tipo de descrição predomina a linguagem conotativa. Texto Dissertativo Dissertar é o mesmo que desenvolver ou explicar um assunto, discorrer sobre ele. Assim, o texto dissertativo pertence ao grupo dos textos expositivos, juntamente com o texto de apresentação científica, o relatório, o texto didático, o artigo enciclopédico. Em princípio, o texto dissertativo não está preocupado com a persuasão e sim, com a transmissão de conhecimento, sendo, portanto, um texto informativo. Introdução Que apresenta o assunto e o posicionamento do autor. Ao se posicionar, o autor formula uma tese ou a ideia principal do texto. Desenvolvimento Formado pelos parágrafos que fundamentam a tese. Normalmente, em cada parágrafo, é apresentado e desenvolvido um argumento. Cada um deles pode estabelecer relações de causa e efeito ou comparações entre situações, épocas e lugares diferentes, podem também se apoiar em depoimentos ou citações de pessoas especializadas no assunto abordado, em dados estatísticos, pesquisas, alusões históricas. Conclusão Que geralmente retoma a tese, sintetizando as ideias gerais do texto ou propondo soluções para o problema discutido. Mais raramente, a conclusão pode vir na forma de interrogação ou representada por um elemento-surpresa. No caso da interrogação, ela é meramente retórica e deve já ter sido respondida pelo texto. O elemento surpresa consiste quase sempre em uma citação científica, filosófica ou literária, em uma formulação irônica ou em uma ideia reveladora que surpreenda o leitor e, ao mesmo tempo, dê novos significados ao texto. O Parágrafo Além da estrutura global do texto dissertativo-argumentativo, é importante conhecer a estrutura de uma de suas unidades básicas: o parágrafo. Parágrafo é uma unidade de texto organizada em torno de uma ideianúcleo, que é desenvolvida por ideias secundárias. O parágrafo pode ser formado por uma ou mais frases, sendo seu tamanho variável. No texto dissertativo-argumentativo, os parágrafos devem estar todos relacionados com a tese ou ideia principal do texto, geralmente apresentada na introdução. “Clamas a mim, e responder-te-i, e anunciar-te-ei coisas grandes e firmes, que não sabes”. Jeremias-33.3
  • 5. Redação Embora existam diferentes formas de organização de parágrafos, os textos dissertativo-argumentativos e alguns gêneros jornalísticos apresentam uma estrutura-padrão. Essa estrutura consiste em três partes: a ideia-núcleo, as ideias secundárias (que desenvolvem a ideia-núcleo), a conclusão. Em parágrafos curtos, é raro haver conclusão. Tipo de erro: Pontuação Construção do período Emprego de conectores Concordância nominal Concordância verbal Regência nominal Regência verbal Grafia/acentuação Repetição/omissão vocabular A seguir, apresentarei a estrutura textual dissertativa, a partir dos dados do espelho de correção da prova discursiva, seguindo a orientação do professor Fernando Moura (Nas Linhas e Entrelinhas). ESTRUTURA TEXTUAL DISSERTATIVA 1. Bases Conceituais PARTE I - O conteúdo da redação a) Apresentação Textual Legibilidade e erro: escreva sempre com letra legível. Prefira a letra cursiva. A letra de imprensa poderá ser usada desde que se distingam bem as iniciais maiúsculas e minúsculas. No caso de erro, risque com um traço simples, o trecho ou o sinal gráfico e escreva o respectivo substituto. Atenção: não use parênteses para esse fim. - Respeito às margens e indicação dos parágrafos; Para dar início aos parágrafos, o espaço de mais ou menos dois centímetros é suficiente. Observe as margens esquerda e direita na folha para o texto definitivo. Não crie outras. Não deixe "buracos" no texto. Na translineação, obedeça às regras de divisão silábica. - Limite máximo de linhas; Além de escrever seu texto em local devido (folha definitiva), respeite o limite máximo de linhas destinadas a cada parte da prova, conforme orientação “Clamas a mim, e responder-te-i, e anunciar-te-ei coisas grandes e firmes, que não sabes”. Jeremias-33.3
  • 6. Redação da banca. As linhas que ultrapassarem o limite máximo serão desconsideradas ou qualquer texto que ultrapassar a extensão máxima será totalmente desconsiderado. -Eliminação do candidato; Seu texto poderá ser desconsiderado nas seguintes situações: - ultrapassagem do limite máximo de linhas. - ausência de texto: quando o candidato não faz seu texto na FOLHA PARA O TEXTO DEFINITIVO. - fuga total ao tema: analise cuidadosamente a proposta apresentada. Estruture seu texto em conformidade com as orientações explicitadas no caderno da prova discursiva. b) Estrutura Textual Dissertativa Não dê título ao texto, começa na linha um da folha definitiva o seu parágrafo de introdução. Estrutura clássica do texto dissertativo B.(1) Introdução adequada ao tema / posicionamento Apresenta a ideia que vai ser discutida, a tese a ser defendida. Cabe à introdução situar o leitor a respeito da postura ideológica de quem o redige acerca de determinado assunto. Deve conter a tese e as generalidades que serão aprofundadas ao longo do desenvolvimento do texto. O importante é que a sua introdução seja completa e esteja em consonância com os critérios de paragrafação. Não misture ideias. B.(2) Desenvolvimento Apresenta cada um dos argumentos ordenadamente, analisando detidamente as ideias e exemplificando de maneira rica e suficiente o pensamento. Nele, organizamos o pensamento em favor da tese. Cada parágrafo (e o texto) pode ser organizado de diferentes maneiras: - Estabelecimento das relações de causa e efeito: motivos, razões, fundamentos, alicerces, os porquês/ consequências, efeitos, repercussões, reflexos; - Estabelecimento de comparações e contrastes: diferenças e semelhanças entre elementos - de um lado, de outro lado, em contraste, ao contrário; - Enumerações e exemplificações: indicação de fatores, funções ou elementos que esclarecem ou reforçam uma afirmação. B.(3) Fechamento do texto de forma coerente Retoma ou reafirma todas as ideias apresentadas e discutidas no desenvolvimento, tomando uma posição acerca do problema, da tese. É “Clamas a mim, e responder-te-i, e anunciar-te-ei coisas grandes e firmes, que não sabes”. Jeremias-33.3
  • 7. Redação também um momento de expansão, desde que se mantenha uma conexão lógica entre as ideias. c) Desenvolvimento do Tema C.(1) Estabelecimento de conexões lógicas entre os argumentos. Apresentação dos argumentos de forma ordenada, com análise detida das ideias e exemplificação de maneira rica e suficiente do pensamento. Para garantir as devidas conexões entre períodos, parágrafos e argumentos, empregar os elementos responsáveis pela coerência e unicidade, tais como operadores de sequenciação, conectores, pronomes. Procurar garantir a unidade temática. C.(2) Objetividade de argumentação frente ao tema / posicionamento O texto precisa ser articulado com base nas informações essenciais que desenvolverão o tema proposto. Dispensar as ideias excessivas e periféricas. Planejar previamente a redação definindo antecipadamente o que deve ser feito. Recorrer ao banco de ideias é um passo importante. Listar as ideias que lhe vier à cabeça sobre o tema. Estabelecer a tese que será defendida. Selecionar cuidadosamente entre as ideias listadas, aquelas que delimitarão o tema e defenderão o seu posicionamento. C.(3) Estabelecimento de uma progressividade textual em relação à sequência lógica do pensamento. O texto deve apresentar coerência sequencial satisfatória. Quando se proceder à seleção dos argumentos no banco de ideias, deve-se classificá-los segundo a força para convencer o leitor, partindo dos menos fortes parta os mais fortes. Causa e Consequência Uma ideia geral de um parágrafo pode ser desenvolvida por meio de orações que indiquem: A. Causa-Fato que provoca ou justifica o que está expresso na ideia principal; B. Consequência-Fato que decorre daquilo que se expôs na ideia principal. A relação causa/Consequência pode se dar também entre dois períodos de um parágrafo ou entre dois parágrafos de um texto. Resumo dos elementos básicos da dissertação: 1. Introdução- Deve conter os objetivos do texto, delimitação do assunto e o plano de desenvolvimento. 2. Desenvolvimento- Alguns Procedimentos ·Enumeração ·Causa e consequência “Clamas a mim, e responder-te-i, e anunciar-te-ei coisas grandes e firmes, que não sabes”. Jeremias-33.3
  • 8. Redação ·Exemplificação ·Comparação ·Definição ·Dados Estatísticos ·Ordenação Cronológica ·Citação · Contra-Argumentação 3. Conclusão- Deve conter de forma sucinta o objetivo proposto na introdução, acrescido da argumentação básica, empregada no desenvolvimento. “Clamas a mim, e responder-te-i, e anunciar-te-ei coisas grandes e firmes, que não sabes”. Jeremias-33.3