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Mistificações

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Apresentação da Comunhão Espírita de

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Transcript

  • 1. DED –Diretoria de Estudos Doutrinários Avenida L2 Sul, Quadra 604, Lote 27 - 1º Andar- Sala 106 - Telefone: 3226-7540 [email_address] - www.comunhaoespirita.org.br FASE 2C AULA 14 MANDATO MEDIÚNICO CONTRADIÇÕES E MISTIFICAÇÕES DOS ESPÍRITOS O EXERCÍCIO IRREGULAR, ABUSOS, PERIGOS E INCONVENIENTES
  • 2. Objetivos
    • Como identificar e prevenir-se das contradições e mistificações relacionadas aos Espíritos e médiuns.
    • Ressaltar a importância da postura do médium no processo de comunicação mediúnica.
    • Citar o que pode ser considerado como abuso, perigo e inconveniente na prática mediúnica.
    • Explicar porque a mediunidade não causa loucura.
    • -.
  • 3. Contradições e Mistificações dos Espíritos
    • A Contradição se dá quando o mesmo espírito diz ora uma coisa e ora, outra contrária. Espíritos pouco evoluídos com freqüência se contradizem, porque :
    • suas idéias nem sempre são corretas nem firmes;
    • podem estar procurando enganar a quem os ouve e “ mais depressa se apanha um mentiroso que um coxo”.
    • Nas mensagens dos Bons Espíritos eventualmente poderão
    • ser notadas contradições, porque :
    • o meio ambiente desfigurou a resposta dada;
    • o meio de comunicação foi insuficiente;
    • falta comparação das coisas espirituais em nosso mundo;
    • o espírito dosou o conhecimento conforme os que o ouviam, evitando ferir certos preconceitos, para poder continuar instruindo o grupo.
    • Para distinguir entre a contradição culposa ou por ignorância e a simples adaptação de conhecimentos e forma de expressão, é preciso: estudo cuidadoso e longo das comunicações, aprofundamento das idéias expostas pelos Espíritos.
    • E se nos falta tempo ou capacidade para uma análise assim?
    • Um meio há de evitar que a idéia contraditória do Espírito nos prejudique: fazer o bem e não o mal, porque o bem é um só.
  • 4. (...) Na mistificação, não é o espírito do médium que está produzindo o fenômeno, mas o médium, como ser encarnado, que não está sendo honesto. A fraude resultaria, portanto, da ação do consciente do médium. Diversidade dos Carismas – Hermínio Miranda Mistificação do Médium
    • Motivos:
    • Querer atrair sobre si as atenções dos outros.
    • Falha de caráter, pois trata-se de uma burla para atender aos seus desejos inferiores.
    • Parecer ser mais médium do que é, realizando prodígios falsos. Assim que é flagrado, toda a sua produção verdadeira é desacreditada.
    Mistificação – o que é?
    • Mistificar: Abusar da credulidade de; enganar; iludir; burlar.
    • É a comunicação da Entidade, com o objetivo de enganar ao médium ou ao grupo, tentando passar por quem não é ou apresentando teorias ou sistemas falsos por verdadeiros.
    • Consiste no engodo, na falsidade. Tanto pode ocorrer entre os homens como no intercâmbio mediúnico.
    Há um escolho dentre o que chamamos de atividade mediúnica, que é a possibilidade do engodo, da falsidade e do charlatanismo - a mistificação. Charlatanismo mediúnico: visa enganar os incautos e crédulos, que, sem conhecerem o Espiritismo, deixam-se levar por engodos engendrados por pessoas que, geralmente, objetivam se promover ou têm interesse financeiro. - Estou vendo o seu futuro.Você vai ficar muito rico!!!!!!!!!!!!!!
  • 5. Mistificação – como identificar?
    • Identificar os Espíritos pela sua individualidade é questão desnecessária.
    • Porém identifica-los segundo suas qualidades é fundamental.
    • Para que se detecte as mistificações mediúnicas, basta observar a linguagem e o comportamento do Espírito comunicante. A linguagem está sempre relacionada com o grau evolutivo, e as ações se traduzem nos sentimentos e conselhos que são emitidos.
    • Recomenda-se o bom- senso e a lógica para diferenciar as comunicações sérias, provenientes de bons Espíritos, das falsas, oriundas dos falsos sábios.
    • Os Espíritos mistificadores:
    • predizem o futuro facilmente, determinando acontecimentos e datas;
    • fazem exagerados elogios ao médium, estimulando o orgulho e a vaidade, embora preguem a humildade;
    • procuram exaltar a importância pessoal do médium e apresentam-se com nomes venerandos;
    • tentam a cobiça do médium anunciando heranças e tesouros ocultos.
    Cuidado com as comunicações que visem provocar a cobiça e a vaidade no médium. Verifique sempre se o conteúdo da mensagem condiz com o objetivo do Espiritismo : o melhoramento moral da humanidade Devemos observar as características dos Espíritos mistificadores e a nós mesmos para não sermos vítimas da mentira.
  • 6.
    • O médium deve evangelizar-se para livrar-se de vícios como o egoísmo, orgulho e a vaidade - portas freqüentemente abertas aos Espíritos mistificadores , que desejam desviar-nos do caminho reto.
    • “ Orai e vigiai” - aconselha-nos o CRISTO - esta máxima encerra toda a conduta do homem de bem, daquele que se esforça em melhorar-se e receber do Alto os bons fluidos e conselhos.
    • Devemos retirar do Espiritismo apenas o que ele pode nos dar.
    Mistificação – qual é a finalidade? Aprendamos com o ensinamento de Emmanuel, em o Consolador, Questão 401: “ A mistificação experimentada por um médium traz, sempre, uma finalidade útil, que é a de afastá-lo do amor próprio, da preguiça no estudo de suas necessidades próprias, da vaidade pessoal ou dos excessos de confiança em si mesmo.” “ Os fatos de mistificação não ocorrem à revelia dos seus mentores mais elevados, que somente assim, o conduzem à vigilância precisa e às realizações da humildade e da prudência no seu mundo subjetivo .” Como previnir-se?
  • 7. Respostas dos Espíritos da Codificação Por que permite Deus que pessoas sinceras e que aceitam o Espiritismo de boa-fé sejam mistificadas? Não poderia isto ter o inconveniente de lhes abalar a crença? “ Se isso lhes abalasse a crença, é que não tinham muito sólida a fé. Os que renunciassem ao Espiritismo, por um simples desapontamento, provariam não o haverem compreendido e não lhe terem atentado na parte séria. Deus permite as mistificações, para experimentar a perseverança dos verdadeiros adeptos e punir os que do Espiritismo fazem objeto de divertimento.” “ Elas nada perguntam, mas se comprazem em ouvir, o que dá no mesmo. Se acolhessem com reserva e desconfiança tudo o que se afasta do objetivo essencial do Espiritismo, os Espíritos levianos não as tomariam tão facilmente para joguete.” Porém, há pessoas que nada perguntam e que são indignamente enganadas por Espíritos que vêm espontaneamente, sem serem chamados. As mistificações constituem um dos escolhos mais desagradáveis do Espiritismo prático. Haverá meio de nos preservarmos deles? “ (...) Certamente que há para isso um meio simples: o de não pedirdes ao Espiritismo senão o que ele vos possa dar. Seu fim é o melhoramento moral da Humanidade; se vos não afastardes desse objetivo, jamais sereis enganados (...) “ Os Espíritos vos vêm instruir e guiar no caminho do bem e não no das honras e das riquezas, nem vêm para atender às vossas paixões mesquinhas. Se nunca lhes pedissem nada de fútil, ou que esteja fora de suas atribuições, nenhum ascendente encontrariam jamais os enganadores; donde deveis concluir que aquele que é mistificado só o é porque o merece.
  • 8. O Problema das Mistificações O problema das mistificações não deve impressionar os que se entregam às tarefas mediúnicas, os quais devem trazer o Evangelho de Jesus no coração. Estais muito longe ainda de solucionar as incógnitas da ciência espírita, e se aos médiuns, às vezes, torna-se preciso semelhante prova, muitas vezes os acontecimentos dessa natureza são também provocados por muitos daqueles que se socorrem das suas possibilidades. Permanecei na fé, na esperança e na caridade em Jesus-Cristo, jamais olvidando que só pela exemplificação podereis vencer. (Extraído do livro Emmanuel, p.68/69) Tende o coração sempre puro. É com a fé, com a pureza de intenções, com o sentimento evangélico, que se podem vencer as arremetidas dos que se comprazem nas trevas persistentes. É preciso esquecer os investigadores cheios do espírito de mercantilismo! . . .
  • 9. Perigos e Inconvenientes
    • “ (...) O exercício muito prolongado de qualquer faculdade acarreta fadiga; a mediunidade está no mesmo caso (...).”
    • A prática prolongada sem disciplina pode caracterizar um abuso.
    • (LM - Questão 221, Item 2 pág. 264)
    “ Promover o desenvolvimento da mediunidade nas crianças ou em pessoas com processo obsessivo é perigoso e inconveniente.” ( L M – Questão 221- Item 6 pág. 265) “ (..) A mediunidade não produzirá a loucura, quando esta já não exista em gérmen: porém, existindo este, o bom senso está a dizer que se deve usar de cautelas, sob todos os pontos de vista, porquanto qualquer abalo pode ser prejudicial.” (LM Questão 221- Item 5 pág. 265)
  • 10. “ 402 — Seria justo aceitar remuneração no exercício da mediunidade? Quando um médium se resolva a transformar suas faculdades em fonte de renda material, será melhor esquecer suas possibilidades psíquicas e não se aventurar pelo terreno delicado dos estudos espirituais. A remuneração financeira, no trato das questões profundas da alma, estabelece um comércio criminoso, do qual o médium deverá esperar no futuro os resgates mais dolorosos. (...)” Desvios “ 403 — É razoável que os médiuns cogitem da solução de assuntos materiais junto dos seus mentores no plano invisível? Não se deve esquecer que o campo das atividades materiais é a escola sagrada dos Espíritos incorporados no orbe terrestre. Se não é possível aos amigos espirituais quebrarem a lei de liberdade própria de seus irmãos, não é lícito que o médium cogite da solução de problemas materiais junto dos Espíritos amigos. O mundo é o caminho no qual a alma deve provar a experiência, testemunhar a fé, desenvolver as tendências superiores, conhecer o bem, aprender o melhor, enriquecer os dotes individuais. O médium que se arrisca a desviar suas faculdades psíquicas, para o terreno da materialidade está em marcha para as manifestações grosseiras dos planos inferiores, onde poderá contrair os débitos mais penosos.” Emmanuel - O Consolador – pg. 223
  • 11.
    • "Não se deve jamais provocar ou encorajar o desenvolvimento das faculdade mediúnicas de pessoas fracas (ou de crianças). Deve-se afastar da prática mediúnica, por todos os meios possíveis, as que apresentem os menores sinais de excentricidade nas idéias ou de enfraquecimento das faculdades mentais, porque são evidentemente predispostas à loucura, que qualquer motivo de superexcitação pode desenvolver“ (Allan Kardec - O Livro dos Médiuns", Capítulo XIIIV, item 222)
    Desvios "Jamais dissimulamos os escolhos (obstáculos) encontradiços na mediunidade, razão por que multiplicamos, em "O Livro dos Médiuns ", as instruções a tal respeito e não temos cessado de recomendar o seu estudo prévio, antes de se entregarem à prática. às próprias custas. (...) sem experiência a mediunidade tem inconvenientes, dos quais o menor seria ser mistificado pelos Espíritos enganadores e levianos. “ Fazer Espiritismo experimental sem estudo é fazer manipulações químicas sem saber química" Allan Kardec na "Revista Espírita", janeiro de 1863).
  • 12.
    • As faculdades mediúnicas estão ligadas a uma disposição orgânica. O mesmo já não se dá quanto ao seu uso, que depende da condição moral do médium. Se tudo depende da moral, todos nós necessitamos tê-la como farol orientador da nossa caminhada.
    • Não se deve conceber a atividade mediúnica sem a Disciplina . O domínio das nossas más inclinações é uma tarefa que precisa ser realizada. Conhecer a si mesmo e trabalhar para dominar as próprias imperfeições é o caminho para uma prática mediúnica sadia e o próprio progresso espiritual.
    "Antes de nos dirigirmos aos Espíritos, convém, pois, encouraçarmo-nos contra o assalto dos maus, assim como se marchássemos em terreno onde tememos picadas de cobras. Isto se consegue, inicialmente, pelo estudo prévio, que indica a rota e as precauções a tomar; e a seguir, a prece. Mas é necessário bem nos compenetrarmos da verdade que o único preservativo está em nós, na própria força, e nunca nas coisas exteriores; que nem há talismãs, nem amuletos, nem palavras sacramentais, nem fórmulas sagradas ou profanas que tenham a menor eficácia se não tivermos em nós mesmos as qualidades necessárias. Assim, essas qualidades é que devem ser adquiridas" (Allan Kardec na "Revista Espírita", janeiro de 1863). Postura do Médium
  • 13. 01. KARDEC, Allan. Dos inconvenientes e perigos da mediunidade. ln:_. O Livro dos Médiuns Trad. de Guillon Ribeiro. 61. ed. Rio [ Janeiro]: FEB, 1995. Questão 221, Item 2 pág. 264. 02. —. Item 5 pág. 265. 03. —. Item 6 pág. 265. 04. —. Cap. XVI – Dos médiuns especiais 05 —. Cap. XIX – O papel dos médiuns nas comunicações espíritas. 06 — Cap. XX – Da influência moral do médium. 07 — Cap. XXVII – Das contradições e das mistificações Cap. XXVIII, Do charlatanismo e do embuste. – médiuns interesseiros – fraudes espíritas. 08. . Emmanuel, p. 68/69 09. Introdução ao estudo da Doutrina Espírita. In:_. O Livro dos Espíritos Trad. de Guillon Ribeiro. 75. ed. Rio [ Janeiro]: FEB, 1994. Item XV, págs. 41-42. 10. DENIS, Léon. Práticas e perigos da mediunidade. In:_. No Invisível Trad. de Leopoldo Cirne. 10. ed. Rio [ Janeiro]: FEB, 1983. Pág. 352. 11. —. Perigos do Espiritismo. ln:_. Depois da Morte Trad. de João Lourenço de Souza. 8. ed. Rio [ Janeiro]: FEB, 1994. Págs. 190-191. 12. FRANCO, Divaldo Pereira. A Loucura. ln:_. Grilhões Partidos Pelo Espírito de Manoel Philomeno de Miranda. 5. ed. Salvador, BA: Alvorada, 1988. Pág. 34 e 35. Referências Bibliográficas