Relatorio guama

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Relatorio guama

  1. 1. Cadeias de Comercialização de Produtos Florestais NãoMadeireiros na Região de Integração Guamá, Estado do Pará RELATÓRIO TÉCNICO 2011 BELÉM – PARÁ 2011
  2. 2. Governo do Estado do Pará Simão Robison Oliveira Jatene Governador Helenilson Cunha Pontes Vice-Governador / Secretário Especial de Estado de Gestão - Seges Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará Maria Adelina Guglioti Braglia Presidente Diretoria de Pesquisa e Estudos Ambientais Jonas Bastos da Veiga DiretorDiretoria de Estudos e Pesquisas Socioeconômicas e Análise Conjuntural Cassiano Figueiredo Ribeiro Diretor Diretoria de Estatística, Tecnologia e Gestão da Informação Sérgio Castro Gomes Diretor Diretoria de Administração, Planejamento e Finanças Helaine Cordeiro Félix Diretora
  3. 3. Cadeias de Comercialização de Produtos Florestais NãoMadeireiros na Região de Integração Guamá, Estado do Pará RELATÓRIO TÉCNICO 2011 BELÉM – PARÁ 2011
  4. 4. ExpedienteDiretor de Pesquisa e Estudos AmbientaisJonas Bastos da VeigaCoordenadora do Núcleo de Pesquisa Científica, Tecnológica e InovaçãoMarli Maria de MattosElaboração Técnica:Marli Maria de Mattos– CoordenadoraEllen Claudine Cardoso CastroDivino Hercules Peres da Silva LimaJosé de Alencar CostaAna Cristina Parente BritoIsaac Luiz Magalhães LopesRodrigo dos Santos LimaGilzibene Marques da SilvaRaquel Lopes de AraújoJoyse Tatiane Souza dos SantosAdriana Pinheiro dos SantosColeta de dados:Ellen Claudine Cardoso CastroMaricélia Gonçalves BarbosaDaniela Monteiro da CruzNelma Santos Amorim dos SantosTânia de Sousa LeiteAntônio Marcos Silva PereiraRafael da Silva MoraesApoio Técnico:Francisco Assis Costa, UFPA/NAEAParceriaInstituto de Desenvolvimento Florestal do Estado do ParáJosé Alberto da Silva Colares, Diretor GeralRevisão:Jonas Bastos da Veiga, Gustavo Silva, Marcílio Chiacchio, Edson da Silva e SilvaNormalização:Adriana Taís G. dos Santos e Anna Márcia Malcher Muniz ____________________________________________________________ INSTITUTO DE DESENVOLVIEMNTO ECONÔMICO, SOCIAL E AMBIENTAL DO PARÁ Cadeias de comercialização de produtos florestais não madeireiros na Região de Integração Guamá, Estado do Pará: relatório técnico 2011./Belém: IDESP, 2011. 171p. 1.Cadeias de comercialização.2.Produtos florestais não madeireiros.3.Contas sociais alfa.4.Economia regional.I.Região de Integração.II.Pará (Estado).III.Titulo. CDD: 381.098115
  5. 5. APRESENTAÇÃO A extração dos produtos florestais não madeireiros (PFNM) no Brasil é de grandeimportância social, econômica e ambiental. Apresenta-se como uma forma de exploraçãosustentável, pois na maioria das vezes, não implica na remoção dos indivíduos dasespécies. Há tempos, populações tradicionais, extrativistas, ribeirinhas e agricultoresfamiliares utilizam produtos não madeireiros (frutos, fibras, resinas, plantas medicinais,utensílios entre outros) para subsistência e renda. Apesar da relevância do tema, há poucasinformações sobre o mercado das espécies florestais não madeireiras, constituindo dessaforma um fator crítico para a gestão das florestas. O mercado internacional desses produtos é relativamente conhecido, todavia, omesmo não ocorre sobre a cadeia de produção e comercialização no mercado doméstico.Não há, nos sistemas de dados oficiais, uma lista completa de produtos florestais que sãocomercializados, principalmente no que diz respeito às espécies locais e regionais, comovárias espécies medicinais e frutíferas. No estado do Pará, bem como em todos os estadosda Amazônia Legal, há uma carência de dados sobre o mercado de muitos produtos nãomadeireiros de valor local ou regional e sua relevância para as populações rurais e urbanasenvolvidas nas cadeias de produção. As estatísticas oficiais não detectam as espéciesextrativistas que possuem mercado local, bem como as recentes demandas por produtospara atender as indústrias cosméticas no mercado nacional e internacional. Em razão da relevância do tema exposto, o Instituto de DesenvolvimentoEconômico, Social e Ambiental do Pará (Idesp), em parceria com o Instituto deDesenvolvimento Florestal do Estado do Pará (Ideflor), desenvolveu o estudo sobre ascadeias de comercialização dos PFNM do Estado do Pará, como forma de contribuir cominformações para a formulação de políticas públicas. Assim foi firmado o Termo deCooperação Técnica e Financeira TCTF No. 02/2010, tendo sua vigência iniciada emmarço de 2010, e tem como objetivo identificar e analisar as cadeias de comercializaçãodos PFNM em cinco Regiões de Integração (RI) do estado do Pará (Rio Caeté, BaixoAmazonas, Guamá, Xingu e Marajó). Os resultados destas pesquisas podem contribuir para o entendimento daeconomia dos PFNM no Estado do Pará, destacando as potencialidades econômicas eidentificando entraves (produção e comercialização) desses diversos produtos,evidenciando os não detectados nas estatísticas oficiais, contribuindo com a conservação egestão florestal. O presente relatório contempla os resultados das análises das cadeias decomercialização dos PFNM da Região de Integração (RI) Guamá.
  6. 6. RESUMO Na busca do desenvolvimento sustentável, o estado do Pará necessita deatividades econômicas produtivas que dinamizem e gerem renda às populações locais, queevitem o desmatamento, que agreguem valor aos produtos e que reduzam as desigualdadesentre regiões. O método das Contas Sociais Ascendentes Alfa (CSα) aplicado neste estudo,utilizando o modelo Matriz Insumo-Produto, permitiu identificar o valor da produção deBase Agroextrativista, de 31 produtos identificados, em 18 municípios da Região deIntegração do Guamá e, acompanhar os fluxos ao longo das cadeias estudadas, passandopelos setores de beneficiamento, transformação, comércio e serviços até seu destino final.Constatou-se que os produtos estudados (17 alimentícios, 9 fármacos e cosméticos, 2utensílios, 2 derivados da madeira e 1 derivado animal) têm significativa importância nadinâmica da economia local, assim como para outras regiões do Pará, além dos mercadosnacionais e internacionais. O principal produto de destaque na RI foi o açaí (R$ 88milhões), porém com 85% da renda gerada e circulada no Pará, diferente do cacauamêndoa que teve R$ 2,0 milhões e 64% da renda gerada e circulada fora do Pará. Outrosprodutos de destaque foram o muruci, o urucum, o mel, a malva, o taperebá, o carvão e apupunha. A contabilidade social ascendente na região tem origem em milhares de famíliasenvolvidas no setor da produção extrativa local (e extralocal), que receberam pela venda detodos os produtos o montante de R$ 17,4 milhões (VBPα), que gerou R$ 46,2 milhões(VBP) na compra destes produtos (predomínio in natura) e com a agregação de valor demais de R$ 53,3 milhões (VAB), chegando a uma renda bruta total (RBT) gerada ecirculada em R$ 99,5 milhões, com seus efeitos para frente e para trás nas cadeias decomercialização. O estudo também demonstrou as fragilidades e potencialidadesidentificadas nas cadeias, envolvendo a iniciativa privada, os órgãos governamentais e asociedade direta e indiretamente relacionada às cadeias dos produtos do agroextrativismo.Palavras-chave: 1.Cadeias de comercialização, 2.Produtos florestais não madeireiros,3.Contas sociais alfa, 4.Economia regional.
  7. 7. LISTA DE SIGLASCEASA Central de Abastecimento do ParáCONAB Companhia Nacional de AbastecimentoDAP Diâmetro à Altura do PeitoEMATER Empresa de Assistência Técnica e Extensão RuralEmbrapa Empresa Brasileira de Pesquisa AgropecuáriaGPS Sistema de Posicionamento GlobalIBGE Instituto Brasileiro de Geografia e EstatísticaIDEFLOR Instituto de Desenvolvimento Florestal do Estado do ParáIDESP Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do ParáIDH Índice de Desenvolvimento HumanoIPEA Instituto de Pesquisa Econômica AplicadaLSPA Levantamento Sistemático da Produção AgrícolaMDA Ministério do Desenvolvimento AgrárioMDS Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à FomeMIP Matriz Insumo ProdutoNAEA / UFPA Núcleo de Altos Estudos Amazônicos da Universidade Federal do ParáNPCTI Núcleo de Pesquisa Científica, Tecnológica e Inovação do IDESPPAA Programa de Aquisição de AlimentosPAM Pesquisa Agrícola MunicipalPEVS Produção da Extração Vegetal e da SilviculturaPFNM Produtos Florestais Não MadeireirosPIB Produto Interno BrutoPNPPS Plano Nacional de Promoção das Cadeias de Produtos da SociobiodiversidadePPM Produção da Pecuária MunicipalPRB Produto Regional BrutoPRBα Produto Regional Bruto de Base AgroextrativistaRBT Renda Bruta TotalRBTα Renda Bruta Total de Base AgroextrativistaRI Região de IntegraçãoSEBRAE Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas EmpresasSEIR Secretaria de Estado de Integração RegionalSENAR Serviço Nacional de Aprendizagem RuralSTR Sindicato dos Trabalhadores RuraisUFPA Universidade Federal do ParáVAB Valor Agregado Bruto ou Valor Adicionado BrutoVABα Valor Agregado Bruto de Base AgroextrativistaVBP Valor Bruto da ProduçãoVBPα Valor Bruto da Produção de Base AgroextrativistaVTE Valor Transacionado Efetivo
  8. 8. LISTA DE FIGURASFIGURA 1- MUNICÍPIOS PERTENCENTES À REGIÃO DE INTEGRAÇÃO GUAMÁ, ESTADO DO PARÁ. ................................................................................................................... 35FIGURA 2- LOCALIZAÇÃO DA REGIÃO DE INTEGRAÇÃO GUAMÁ, ESTADO DO PARÁ. ......... 37FIGURA 3- LOCALIZAÇÃO DOS AGENTES MERCANTIS DO AÇAÍ NA RI GUAMÁ, ESTADO DO PARÁ, NO PERÍODO DE 2008 A 2009. .................................................................... 38FIGURA 4- ESTRUTURA (%) DA QUANTIDADE AMOSTRAL DO AÇAÍ COMERCIALIZADO NA RI GUAMÁ, ESTADO DO PARÁ, NO PERÍODO DE 2008 A 2009. ................................... 41FIGURA 5- PREÇO MÉDIO DO AÇAÍ (R$/KG DE FRUTO IN NATURA) PRATICADO NAS TRANSAÇÕES ENTRE OS SETORES DA CADEIA DE COMERCIALIZAÇÃO, NO PERÍODO DE 2008 A 2009, DA RI GUAMÁ, ESTADO DO PARÁ. ............................................. 42FIGURA 6- LOCALIZAÇÃO DOS AGENTES MERCANTIS DO MEL NA RI GUAMÁ, ESTADO DO PARÁ, NO PERÍODO DE 2008 A 2009. .................................................................... 50FIGURA 7- ESTRUTURA (%) DA QUANTIDADE AMOSTRAL DO MEL COMERCIALIZADO NA RI GUAMÁ, ESTADO DO PARÁ, NO PERÍODO DE 2008 A 2009. ................................... 52FIGURA 8- PREÇO MÉDIO DO MEL (R$/L) PRATICADO NAS TRANSAÇÕES ENTRE OS SETORES DA CADEIA DE COMERCIALIZAÇÃO, NO PERÍODO DE 2008 A 2009, DA RI GUAMÁ, ESTADO DO PARÁ. ................................................................................................ 53FIGURA 9- LOCALIZAÇÃO DOS AGENTES MERCANTIS DO CUPUAÇU NA RI GUAMÁ, ESTADO DO PARÁ, NO PERÍODO DE 2008 A 2009. ............................................................... 60FIGURA 10- ESTRUTURA (%) DA QUANTIDADE AMOSTRAL DO CUPUAÇU COMERCIALIZADO NA RI GUAMÁ, ESTADO DO PARÁ, NO PERÍODO DE 2008 A 2009. ......................... 62FIGURA 11- PREÇO MÉDIO DO CUPUAÇU (R$/UNIDADE DO FRUTO) PRATICADO NAS TRANSAÇÕES ENTRE OS SETORES DA CADEIA DE COMERCIALIZAÇÃO, NO PERÍODO DE 2008 A 2009, DA RI GUAMÁ, ESTADO DO PARÁ. ............................................. 63FIGURA 12- LOCALIZAÇÃO DOS AGENTES MERCANTIS DO MURUCI NA RI GUAMÁ, ESTADO DO PARÁ, NO PERÍODO DE 2008 A 2009. ............................................................... 64FIGURA 13- ESTRUTURA (%) DA QUANTIDADE AMOSTRAL DO MURUCI COMERCIALIZADO NA RI GUAMÁ, ESTADO DO PARÁ, NO PERÍODO DE 2008 A 2009. ......................... 66FIGURA 14- PREÇO MÉDIO DO MURUCI (R$/L DO FRUTO IN NATURA) PRATICADO NAS TRANSAÇÕES ENTRE OS SETORES DA CADEIA DE COMERCIALIZAÇÃO, NO PERÍODO DE 2008 A 2009, DA REGIÃO DE INTEGRAÇÃO GUAMÁ, ESTADO DO PARÁ. .......... 67FIGURA 15- LOCALIZAÇÃO DOS AGENTES MERCANTIS DO TAPEREBÁ NA RI GUAMÁ, ESTADO DO PARÁ, NO PERÍODO DE 2008 A 2009. ................................................. 68FIGURA 16- ESTRUTURA (%) DA QUANTIDADE AMOSTRAL DO TAPEREBÁ COMERCIALIZADO NA RI GUAMÁ, ESTADO DO PARÁ, NO PERÍODO DE 2008 A 2009. ......................... 69FIGURA 17- PREÇO MÉDIO DO TAPEREBÁ (R$/KG DO FRUTO) PRATICADO NAS TRANSAÇÕES ENTRE OS SETORES DA CADEIA DE COMERCIALIZAÇÃO, NO PERÍODO DE 2008 A 2009, DA RI GUAMÁ, ESTADO DO PARÁ. .............................................................. 70FIGURA 18- ESTRUTURA (%) DA QUANTIDADE AMOSTRAL COMERCIALIZADA E PREÇO MÉDIO PRATICADO (R$/KG DA RAIZ) DA PRIPRIOCA NA RI GUAMÁ, ESTADO DO PARÁ, NO PERÍODO DE 2008 A 2009. .................................................................... 80
  9. 9. FIGURA 19- LOCALIZAÇÃO DOS AGENTES MERCANTIS DO MURUMURU NA RI GUAMÁ, ESTADO DO PARÁ, NO PERÍODO DE 2008 A 2009. ................................................. 81FIGURA 20- ESTRUTURA (%) DA QUANTIDADE AMOSTRAL DO MURUMURU COMERCIALIZADO NA RI GUAMÁ, ESTADO DO PARÁ, NO PERÍODO DE 2008 A 2009. ............................................................................................................................. 82FIGURA 21- PREÇO MÉDIO DO MURUMURU (R$/KG DA SEMENTE) PRATICADO NAS TRANSAÇÕES ENTRE OS SETORES DA CADEIA DE COMERCIALIZAÇÃO, NO PERÍODO DE 2008 A 2009, DA RI GUAMÁ, ESTADO DO PARÁ. ............................................. 83FIGURA 22- ESTRUTURA (%) DA QUANTIDADE AMOSTRAL COMERCIALIZADA E PREÇO MÉDIO PRATICADO (R$/KG DA RAIZ) DO ESTORAQUE NA RI GUAMÁ, ESTADO DO PARÁ, NO PERÍODO DE 2008 A 2009. .................................................................... 84FIGURA 23- ESTRUTURA (%) DA QUANTIDADE AMOSTRAL COMERCIALIZADA E PREÇO MÉDIO PRATICADO (R$/UNIDADE) DO TUCUMÃ NA RI GUAMÁ, ESTADO DO PARÁ, NO PERÍODO DE 2008 A 2009. ............................................................................... 85FIGURA 24- ESTRUTURA (%) DA QUANTIDADE AMOSTRAL COMERCIALIZADA E PREÇO MÉDIO PRATICADO (R$/KG DA RAIZ) DO CAPITIÚ NA RI GUAMÁ, ESTADO DO PARÁ, NO PERÍODO DE 2008 A 2009. ............................................................................... 87FIGURA 25- ESTRUTURA (%) DA QUANTIDADE AMOSTRAL COMERCIALIZADA E PREÇO MÉDIO PRATICADO (R$/UNIDADE DO FRUTO) DO INAJÁ NA RI GUAMÁ, ESTADO DO PARÁ, NO PERÍODO DE 2008 A 2009. .................................................................... 88FIGURA 26- ESTRUTURA (%) DA QUANTIDADE AMOSTRAL COMERCIALIZADA E PREÇO MÉDIO PRATICADO (R$/KG DO FRUTO) DO MUCAJÁ NA RI GUAMÁ, ESTADO DO PARÁ, NO PERÍODO DE 2008 A 2009. .................................................................... 89FIGURA 27- LOCALIZAÇÃO DOS AGENTES MERCANTIS DA BORRACHA NA RI GUAMÁ, ESTADO DO PARÁ, NO PERÍODO DE 2008 A 2009. ................................................. 97FIGURA 28- ESTRUTURA (%) DA QUANTIDADE AMOSTRAL DA BORRACHA COMERCIALIZADA NA RI GUAMÁ, ESTADO DO PARÁ, NO PERÍODO DE 2008 A 2009. ......................... 98FIGURA 29- PREÇO MÉDIO DA BORRACHA (R$/KG DA BORRACHA) PRATICADO NAS TRANSAÇÕES ENTRE OS SETORES DA CADEIA DE COMERCIALIZAÇÃO, NO PERÍODO DE 2008 A 2009, DA RI GUAMÁ, ESTADO DO PARÁ. ............................................. 99FIGURA 30- LOCALIZAÇÃO DOS AGENTES MERCANTIS DO CARVÃO NA REGIÃO DE INTEGRAÇÃO GUAMÁ, ESTADO DO PARÁ, NO PERÍODO DE 2008 A 2009. ........... 100FIGURA 31- ESTRUTURA (%) DA QUANTIDADE AMOSTRAL DO CARVÃO COMERCIALIZADO NA RI GUAMÁ, ESTADO DO PARÁ, NO PERÍODO DE 2008 A 2009. ....................... 101FIGURA 32- PREÇO MÉDIO DO CARVÃO (R$/SACA DE 15 KG) PRATICADO NAS TRANSAÇÕES ENTRE OS SETORES DA CADEIA DE COMERCIALIZAÇÃO, NO PERÍODO DE 2008 A 2009, DA RI GUAMÁ, ESTADO DO PARÁ. ............................................................ 102FIGURA 33- LOCALIZAÇÃO DOS AGENTES MERCANTIS DA PUPUNHA NA RI GUAMÁ, ESTADO DO PARÁ, NO PERÍODO DE 2008 A 2009. ............................................................. 103FIGURA 34- ESTRUTURA (%) DA QUANTIDADE AMOSTRAL DA PUPUNHA COMERCIALIZADA NA RI GUAMÁ, ESTADO DO PARÁ, NO PERÍODO DE 2008 A 2009. ....................... 105FIGURA 35- PREÇO MÉDIO DA PUPUNHA (R$/CACHO) PRATICADO NAS TRANSAÇÕES ENTRE OS SETORES DA CADEIA DE COMERCIALIZAÇÃO, NO PERÍODO DE 2008 A 2009, DA REGIÃO DE INTEGRAÇÃO GUAMÁ, ESTADO DO PARÁ. ........................................ 106
  10. 10. FIGURA 36- LOCALIZAÇÃO DOS AGENTES MERCANTIS DO URUCUM NA RI GUAMÁ, ESTADO DO PARÁ, NO PERÍODO DE 2008 A 2009. ............................................................. 107FIGURA 37- ESTRUTURA (%) DA QUANTIDADE AMOSTRAL DO URUCUM COMERCIALIZADO NA RI GUAMÁ, ESTADO DO PARÁ, NO PERÍODO DE 2008 A 2009. ....................... 108FIGURA 38- PREÇO MÉDIO DO URUCUM (R$/KG SEMENTE) PRATICADO NAS TRANSAÇÕES ENTRE OS SETORES DA CADEIA DE COMERCIALIZAÇÃO, NO PERÍODO DE 2008 A 2009, DA REGIÃO DE INTEGRAÇÃO GUAMÁ, ESTADO DO PARÁ.......................... 109FIGURA 39- LOCALIZAÇÃO DOS AGENTES MERCANTIS DO BACURI NA RI GUAMÁ, ESTADO DO PARÁ, NO PERÍODO DE 2008 A 2009. ............................................................. 110FIGURA 40- ESTRUTURA (%) DA QUANTIDADE AMOSTRAL DO BACURI COMERCIALIZADO NA RI GUAMÁ, ESTADO DO PARÁ, NO PERÍODO DE 2008 A 2009. ............................ 112FIGURA 41- PREÇO MÉDIO DO BACURI (R$/UNIDADE DO FRUTO IN NATURA) PRATICADO NAS TRANSAÇÕES ENTRE OS SETORES DA CADEIA DE COMERCIALIZAÇÃO, NO PERÍODO DE 2008 A 2009, DA RI GUAMÁ, ESTADO DO PARÁ. ........................................... 113FIGURA 42- LOCALIZAÇÃO DOS AGENTES MERCANTIS DA CASTANHA-DO-BRASIL NA RI GUAMÁ, ESTADO DO PARÁ, NO PERÍODO DE 2008 A 2009. ................................. 114FIGURA 43- ESTRUTURA (%) DA QUANTIDADE AMOSTRAL DA CASTANHA-DO-BRASIL COMERCIALIZADA NA RI GUAMÁ, ESTADO DO PARÁ, NO PERÍODO DE 2008 A 2009. ........................................................................................................................... 116FIGURA 44- PREÇO MÉDIO DA CASTANHA-DO-BRASIL (R$/KG DA SEMENTE) PRATICADO NAS TRANSAÇÕES ENTRE OS SETORES DA CADEIA DE COMERCIALIZAÇÃO, NO PERÍODO DE 2008 A 2009, DA RI GUAMÁ, ESTADO DO PARÁ. ........................................... 117FIGURA 45- LOCALIZAÇÃO DOS AGENTES MERCANTIS DO CACAU AMÊNDOA NA RI GUAMÁ, ESTADO DO PARÁ, NO PERÍODO DE 2008 A 2009. ............................................... 118FIGURA 46- ESTRUTURA (%) DA QUANTIDADE AMOSTRAL DO CACAU AMÊNDOA COMERCIALIZADO NA RI GUAMÁ, ESTADO DO PARÁ, NO PERÍODO DE 2008 A 2009. ........................................................................................................................... 119FIGURA 47- PREÇO MÉDIO DO CACAU EM AMÊNDOA (R$/KG AMÊNDOA SECA) PRATICADO NAS TRANSAÇÕES ENTRE OS SETORES DA CADEIA DE COMERCIALIZAÇÃO, NO PERÍODO DE 2008 A 2009, DA RI GUAMÁ, ESTADO DO PARÁ. ............................ 120FIGURA 48- ESTRUTURA (%) DA QUANTIDADE AMOSTRAL DO CACAU FRUTO COMERCIALIZADO NA RI GUAMÁ, ESTADO DO PARÁ, NO PERÍODO DE 2008 A 2009. ........................................................................................................................... 122FIGURA 49- PREÇO MÉDIO DO CACAU FRUTO (R$/UNIDADE DO FRUTO) PRATICADO NAS TRANSAÇÕES ENTRE OS SETORES DA CADEIA DE COMERCIALIZAÇÃO, NO PERÍODO DE 2008 A 2009, DA RI GUAMÁ, ESTADO DO PARÁ. ........................................... 123FIGURA 50- LOCALIZAÇÃO DOS AGENTES MERCANTIS DO PALMITO NA REGIÃO DE INTEGRAÇÃO GUAMÁ, ESTADO DO PARÁ, NO PERÍODO DE 2008 A 2009. ........... 124FIGURA 51- ESTRUTURA (%) DA QUANTIDADE AMOSTRAL DO PALMITO COMERCIALIZADO NA RI GUAMÁ, ESTADO DO PARÁ, NO PERÍODO DE 2008 A 2009. ....................... 125FIGURA 52- PREÇO MÉDIO DO PALMITO (R$/KG) PRATICADO NAS TRANSAÇÕES ENTRE OS SETORES DA CADEIA DE COMERCIALIZAÇÃO, NO PERÍODO DE 2008 A 2009, DA RI GUAMÁ, ESTADO DO PARÁ. ................................................................................ 126
  11. 11. FIGURA 53- LOCALIZAÇÃO DOS AGENTES MERCANTIS DO UXI NA RI GUAMÁ, ESTADO DO PARÁ, NO PERÍODO DE 2008 A 2009. .................................................................. 127FIGURA 54- ESTRUTURA (%) DA QUANTIDADE AMOSTRAL DO UXI COMERCIALIZADO NA RI GUAMÁ, ESTADO DO PARÁ, NO PERÍODO DE 2008 A 2009. ................................. 128FIGURA 55- PREÇO MÉDIO DO UXI (R$/UNIDADE DO FRUTO) PRATICADO NAS TRANSAÇÕES ENTRE OS SETORES DA CADEIA DE COMERCIALIZAÇÃO, NO PERÍODO DE 2008 A 2009, DA RI GUAMÁ, ESTADO DO PARÁ. ............................................................ 129FIGURA 56- LOCALIZAÇÃO DOS AGENTES MERCANTIS DA ANDIROBA NA RI GUAMÁ, ESTADO DO PARÁ, NO PERÍODO DE 2008 A 2009. ............................................... 130FIGURA 57- ESTRUTURA (%) DA QUANTIDADE AMOSTRAL DA ANDIROBA COMERCIALIZADA NA RI GUAMÁ, ESTADO DO PARÁ, NO PERÍODO DE 2008 A 2009. ....................... 132FIGURA 58- PREÇO MÉDIO DA ANDIROBA (R$/KG DE FRUTO) PRATICADO NAS TRANSAÇÕES ENTRE OS SETORES DA CADEIA DE COMERCIALIZAÇÃO, NO PERÍODO DE 2008 A 2009, DA RI GUAMÁ, ESTADO DO PARÁ. ............................................................ 133FIGURA 59- ESTRUTURA (%) DA QUANTIDADE AMOSTRAL COMERCIALIZADA E PREÇO MÉDIO PRATICADO (R$/UNIDADE) DO PANEIRO NA RI GUAMÁ, ESTADO DO PARÁ, NO PERÍODO DE 2008 A 2009. ............................................................................. 134FIGURA 60- ESTRUTURA (%) DA QUANTIDADE AMOSTRAL COMERCIALIZADA E PREÇO MÉDIO PRATICADO (R$/KG DO FRUTO) DA BACABA NA RI GUAMÁ, ESTADO DO PARÁ, NO PERÍODO DE 2008 A 2009. .................................................................. 136FIGURA 61- LOCALIZAÇÃO DOS AGENTES MERCANTIS DO PIQUIÁ NA RI GUAMÁ, ESTADO DO PARÁ, NO PERÍODO DE 2008 A 2009. .................................................................. 137FIGURA 62- ESTRUTURA (%) DA QUANTIDADE AMOSTRAL DO PIQUIÁ COMERCIALIZADO NA RI GUAMÁ, ESTADO DO PARÁ, NO PERÍODO DE 2008 A 2009. ............................ 138FIGURA 63- PREÇO MÉDIO DO PIQUIÁ (R$/UNIDADE DO FRUTO) PRATICADO NAS TRANSAÇÕES ENTRE OS SETORES DA CADEIA DE COMERCIALIZAÇÃO, NO PERÍODO DE 2008 A 2009, DA RI GUAMÁ, ESTADO DO PARÁ. ........................................... 139FIGURA 64- ESTRUTURA (%) DA QUANTIDADE AMOSTRAL COMERCIALIZADA E PREÇO MÉDIO PRATICADO (R$/KG DO FRUTO) DO BIRIBÁ NA RI GUAMÁ, ESTADO DO PARÁ, NO PERÍODO DE 2008 A 2009. .................................................................. 140FIGURA 65- ESTRUTURA (%) DA QUANTIDADE AMOSTRAL COMERCIALIZADA E PREÇO MÉDIO PRATICADO (R$/L) DA COPAÍBA NA RI GUAMÁ, ESTADO DO PARÁ, NO PERÍODO DE 2008 A 2009. .................................................................................. 142FIGURA 66- ESTRUTURA (%) DA QUANTIDADE AMOSTRAL COMERCIALIZADA E PREÇO MÉDIO PRATICADO (R$/UNIDADE DO FRUTO) DA CAJARANA NA RI GUAMÁ, ESTADO DO PARÁ, NO PERÍODO DE 2008 A 2009. ............................................... 143FIGURA 67- ESTRUTURA (%) DA QUANTIDADE AMOSTRAL COMERCIALIZADA E PREÇO MÉDIO PRATICADO (R$/UNIDADE) DO TIPITI NA RI GUAMÁ, ESTADO DO PARÁ, NO PERÍODO DE 2008 A 2009. .................................................................................. 144FIGURA 68- ESTRUTURA (%) DA QUANTIDADE AMOSTRAL COMERCIALIZADA E PREÇO MÉDIO PRATICADO (R$/UNIDADE DO FRUTO) DO MARI NA RI GUAMÁ, ESTADO DO PARÁ, NO PERÍODO DE 2008 A 2009. .................................................................. 145
  12. 12. LISTA DE TABELASTABELA 1- PRODUTOS FLORESTAIS NÃO MADEIREIROS IDENTIFICADOS NA REGIÃO DE INTEGRAÇÃO GUAMÁ, COM QUANTIDADE E VALOR PAGO À PRODUÇÃO LOCAL, DE ACORDO COM A AMOSTRAGEM REALIZADA EM CAMPO, NO PERÍODO DE 2008 A 2009. .................................................................. 36TABELA 2- DEMANDA FINAL (LOCAL, ESTADUAL E NACIONAL), EM R$ E %, DOS PRODUTOS FLORESTAIS NÃO MADEIREIROS IDENTIFICADOS DA REGIÃO DE INTEGRAÇÃO GUAMÁ, ESTADO DO PARÁ, ESTIMADO PARA 2008 (IDESP). .................................................................................................................... 147TABELA 3- VAB (LOCAL, ESTADUAL E NACIONAL), EM R$ E % DOS PRODUTOS FLORESTAIS NÃO MADEIREIROS IDENTIFICADOS DA REGIÃO DE INTEGRAÇÃO GUAMÁ, ESTADO DO PARÁ, ESTIMADO PARA 2008 (IDESP). .................................................................................................................... 148TABELA 4- VAB (LOCAL, ESTADUAL E NACIONAL), EM R$ E % DOS PRODUTOS FLORESTAIS NÃO MADEIREIROS IDENTIFICADOS DA REGIÃO DE INTEGRAÇÃO GUAMÁ, ESTADO DO PARÁ, ESTIMADO PARA 2008, ORGANIZADOS POR 5 CATEGORIAS (ALIMENTÍCIOS, ARTESANATOS E UTENSÍLIOS, DERIVADO ANIMAL, DERIVADO DA MADEIRA E FÁRMACOS E COSMÉTICOS), (IDESP). .............. 150TABELA 5- RENDA BRUTA TOTAL (R$) NA ESFERA LOCAL, ESTADUAL E NACIONAL DOS PRODUTOS FLORESTAIS NÃO MADEIREIROS IDENTIFICADOS NA REGIÃO DE INTEGRAÇÃO GUAMÁ, ESTIMADOS PARA 2008, ORGANIZADOS EM TRÊS CATEGORIAS RELATIVAS COM ESCALAS DE VALOR DO RBT (ACIMA DE R$ 600MIL, DE R$ 100MIL A R$ 600MIL E ABAIXO DE R$ 100MIL). ......................... 152TABELA 6- INDICADORES ECONÔMICOS DOS PRODUTOS FLORESTAIS NÃO MADEIREIROS IDENTIFICADOS NA REGIÃO DE INTEGRAÇÃO GUAMÁ, ESTADO DO PARÁ, COMPOSTOS PELO VALOR BRUTO DA PRODUÇÃO ALFA LOCAL (VBPΑ), O VALOR BRUTO DA PRODUÇÃO ALFA EXTRALOCAL, A MARGEM DE LUCRO (MARK-UP), O VALOR BRUTO DA PRODUÇÃO (VBP), O VALOR AGREGADO BRUTO (VAB) E A RENDA BRUTA TOTAL (RBT), EM R$, NAS ESFERAS LOCAL, ESTADUAL E NACIONAL, ESTIMADO PARA 2008 (IDESP). ................................................................................. 156
  13. 13. LISTA DE GRÁFICOSGRÁFICO 1- VBPΑ, EM R$, PELA ÓTICA DA OFERTA NA COMERCIALIZAÇÃO DO AÇAÍ DA RI GUAMÁ, ESTADO DO PARÁ, ESTIMADO PARA 2008. ......................................... 43GRÁFICO 2- VAB (R$) E O MARK-UP (%), NA COMERCIALIZAÇÃO DO AÇAÍ DA RI GUAMÁ, ESTADO DO PARÁ, ESTIMADO PARA 2008. ....................................................... 46GRÁFICO 3- VALOR DA RBT, EM R$, GERADA E CIRCULADA NA COMERCIALIZAÇÃO DO AÇAÍ, CONSIDERANDO SUA COMPOSIÇÃO PELA ÓTICA DA DEMANDA (VBP + VAB), A PARTIR DA RI GUAMÁ, ESTADO DO PARÁ, ESTIMADO PARA 2008. .... 48GRÁFICO 4- VBPΑ, EM R$, PELA ÓTICA DA OFERTA NA COMERCIALIZAÇÃO DO MEL DA RI GUAMÁ, ESTADO DO PARÁ, ESTIMADO PARA 2008. ......................................... 54GRÁFICO 5- VAB (R$) E O MARK-UP (%), NA COMERCIALIZAÇÃO DO MEL DA RI GUAMÁ, ESTADO DO PARÁ, ESTIMADO PARA 2008. ....................................................... 56GRÁFICO 6- VALOR DA RBT, EM R$, GERADA E CIRCULADA NA COMERCIALIZAÇÃO DO MEL, CONSIDERANDO SUA COMPOSIÇÃO PELA ÓTICA DA DEMANDA (VBP + VAB), A PARTIR DA RI GUAMÁ, ESTADO DO PARÁ, ESTIMADO PARA 2008. .... 58GRÁFICO 7- VBPΑ, EM R$, PELA ÓTICA DA OFERTA NA COMERCIALIZAÇÃO DAS FRUTAS (CUPUAÇU, MURUCI E TAPEREBÁ) DA RI GUAMÁ, ESTADO DO PARÁ, ESTIMADO PARA 2008. ...................................................................................................... 73GRÁFICO 8- VAB (EM R$) E O MARK-UP (%), NA COMERCIALIZAÇÃO DAS FRUTAS (CUPUAÇU, MURUCI E TAPEREBÁ) DA RI GUAMÁ, ESTADO DO PARÁ, ESTIMADO PARA 2008. ...................................................................................................... 75GRÁFICO 9- VALOR DA RBT, EM R$, GERADA E CIRCULADA NA COMERCIALIZAÇÃO DAS FRUTAS (CUPUAÇU, MURUCI E TAPEREBÁ), CONSIDERANDO SUA COMPOSIÇÃO PELA ÓTICA DA DEMANDA (VBP + VAB), A PARTIR DA RI GUAMÁ, ESTADO DO PARÁ, ESTIMADO PARA 2008. .......................................................................... 77GRÁFICO 10- VBPΑ, EM R$, PELA ÓTICA DA OFERTA NA COMERCIALIZAÇÃO DOS FÁRMACOS E COSMÉTICOS DA RI GUAMÁ, ESTADO DO PARÁ, ESTIMADO PARA 2008. ............................................................................................................... 91GRÁFICO 11- VAB (R$) E O MARK-UP (%), NA COMERCIALIZAÇÃO DOS PRODUTOS PERFUMARIA E COSMÉTICOS DA RI GUAMÁ, ESTADO DO PARÁ, ESTIMADO PARA 2008. ............................................................................................................... 93GRÁFICO 12- VALOR DA RBT, EM R$, GERADA E CIRCULADA NA COMERCIALIZAÇÃO DOS PRODUTOS DE PERFUMARIA E COSMÉTICOS, CONSIDERANDO SUA COMPOSIÇÃO PELA ÓTICA DA DEMANDA (VBP + VAB), A PARTIR DA RI GUAMÁ, ESTADO DO PARÁ, ESTIMADO PARA 2008. .......................................................................... 95
  14. 14. SUMÁRIO1 INTRODUÇÃO .............................................................................................................. 232 OBJETIVOS ................................................................................................................... 242.1 GERAL ......................................................................................................................... 242.2 ESPECÍFICOS ............................................................................................................. 243 METODOLOGIA........................................................................................................... 254 RESULTADOS ............................................................................................................... 344.1. REGIÃO DE INTEGRAÇÃO GUAMÁ ...................................................................... 344.1.1. CARACTERIZAÇÃO ...................................................................................................... 344.2. ANÁLISE DAS CADEIAS DE COMERCIALIZAÇÃO ............................................. 364.2.1 AÇAÍ ............................................................................................................................ 374.2.2 MEL ............................................................................................................................. 494.2.3 CUPUAÇU ..................................................................................................................... 594.2.4 MURUCI ....................................................................................................................... 634.2.5 TAPEREBÁ ................................................................................................................... 674.2.6 FRUTAS (MURUCI, CUPUAÇU E TAPEREBÁ) ................................................................... 714.2.7 PRIPRIOCA ................................................................................................................... 794.2.8 MURUMURU ................................................................................................................. 804.2.9 ESTORAQUE ................................................................................................................. 834.2.10 TUCUMÃ .................................................................................................................... 844.2.11 CAPITIÚ ..................................................................................................................... 854.2.12 INAJÁ ......................................................................................................................... 874.2.13 MUCAJÁ..................................................................................................................... 884.2.14 PERFUMARIA E COSMÉTICOS (PRIPRIOCA, MURUMURU, ESTORAQUE, TUCUMÃ,CAPITIÚ, INAJÁ E MUCAJÁ) .................................................................................................. 894.2.15 BORRACHA ................................................................................................................ 964.2.16 CARVÃO .................................................................................................................... 994.2.17 PUPUNHA ................................................................................................................. 1024.2.18 URUCUM .................................................................................................................. 1064.2.19 BACURI .................................................................................................................... 1094.2.20 CASTANHA-DO-BRASIL ............................................................................................ 113
  15. 15. 4.2.21 CACAU ..................................................................................................................... 1174.2.22 PALMITO .................................................................................................................. 1234.2.23 UXI .......................................................................................................................... 1264.2.24 ANDIROBA ............................................................................................................... 1294.2.25 PANEIRO .................................................................................................................. 1334.2.26 BACABA ................................................................................................................... 1344.2.27 PIQUIÁ ..................................................................................................................... 1364.2.28 BIRIBÁ ..................................................................................................................... 1394.2.29 COPAÍBA .................................................................................................................. 1404.2.30 CAJARANA ............................................................................................................... 1424.2.31 TIPITI ....................................................................................................................... 1434.2.32 MARI ....................................................................................................................... 1444.3 ANÁLISES AGRUPADAS ......................................................................................... 1465 CONCLUSÕES............................................................................................................. 1576 RECOMENDAÇÕES................................................................................................... 1607 REFERÊNCIAS ........................................................................................................... 165APÊNDICES .................................................................................................................... 168
  16. 16. 231 INTRODUÇÃO Segundo o Ministério da Agricultura de Moçambique (2008), os ProdutosFlorestais Não Madeireiros (PFNM) são aqueles derivados da floresta, exceto a madeira,cuja definição engloba fibras, frutos, raízes, cascas, folhas, taninos, cogumelos, exudados,mel, plantas medicinais, lenha e carvão, entre outros. Silva et al. (2010) ressaltam que, emtese, estes produtos também podem ser obtidos de plantas semidomesticadas em plantiosou sistemas agroflorestais. Nas últimas décadas, assiste-se em todo o mundo, o crescimento da preocupaçãorelacionada a fatores como aquecimento global e o desmatamento das florestas tropicais,que atraem o interesse de diversos atores sociais, que anseiam em equacionar taisimpactos. Dentro deste contexto, a extração e comercialização dos PFNM no Brasil têmapresentado grande importância social, econômica e ambiental, em virtude de ocorrerprioritariamente em pequenas propriedades, preservar parte importante da biodiversidadedas florestas nativas (FIEDLER et al., 2008) e gerar renda. Em relação ao comércio dos PFNM, nota-se que o mercado internacional dessesprodutos é relativamente conhecido, diferente das cadeias de comercialização no mercadodoméstico. No estado do Pará, assim como nos outros estados da Amazônia Legal, érestrita a literatura e dados existentes sobre o mercado “invisível” de muitas espécies devalor local ou regional e sua importância para as populações rurais e urbanas envolvidas aolongo da sua cadeia de produção (MONTEIRO, 2003). Dessa forma, gestores e demaisaudiências estão desinformados sobre o fluxo desse comércio, que permanece oculto(SILVA, 2010). Apesar da magnitude socioeconômica dos PFNM, verifica-se que há poucainformação sistematizada sobre quantidade, valor, processos de produção, industrializaçãoe comercialização desses produtos. Essa escassez de informações é um empecilho àconservação e ao desenvolvimento de estratégias mercadológicas para esses produtos(FIEDLER et al., 2008). Este estudo teve como objeto principal identificar e analisar as cadeias decomercialização dos PFNM na Região de Integração (RI) Guamá, Estado do Pará,evidenciando os fatores críticos e potencialidades, como forma de subsidiar políticaspúblicas.
  17. 17. 242 OBJETIVOS2.1 GERAL Identificar e analisar as cadeias de comercialização de produtos florestais não madeireiros da Região de Integração Guamá, Estado do Pará, buscando fatores críticos e potencialidades.2.2 ESPECÍFICOS Identificar e descrever as estruturas das cadeias de comercialização dos produtos florestais não madeireiros da Região de Integração Guamá, e Quantificar o Valor Bruto da Produção (VBP), explicitando a produção agroextrativista do setor alfa (VBPα), o Valor Agregado Bruto (VAB) juntamente com a margem bruta de comercialização (mark-up) e a Renda Bruta Total (RBT) gerada e circulada na comercialização dos produtos identificados.
  18. 18. 253 METODOLOGIA No intuito de descrever e analisar as cadeias de comercialização dos produtosflorestais não madeireiros (PFNM), a partir do conjunto dos 18 municípios pertencentes àRI Guamá, Estado do Pará, desde os agentes que compraram do produtor até os quevenderam para o consumidor, este estudo baseou-se na metodologia das ContasAscendentes Alfa CSα (COSTA, 2002, 2006 e 2008a), que permite construir ContasSociais de base agroextrativista, para uma região, utilizando o modelo Matriz Insumo-Produto de Leontief (1983). As “Contas Sociais Alfa” (CSα) referem-se à metodologia de cálculo ascendentede matrizes de insumo-produto de equilíbrio computável e, que se baseia nos parâmetros eindicadores de cada produto que compõem os setores originários e fundamentais, justifica-se pelo fato de permitir uma análise pontual ou com foco na real problemática local, hajavista que as estatísticas de produção são obtidas mais irredutível possível de uma economialocal. Ou seja, este método além de fazer uma “fotografia” da realidade macroeconômica esocial de uma delimitação geográfica, fornece respostas a questões que envolvem osimpactos gerados por ações e programas de desenvolvimento ali implementados. Conforme explica Costa (2008b), o método consiste em identificar a produção decada agente que pode ser agregado nos “setores alfa”, de certa delimitação geográfica eacompanhar os fluxos até sua destinação final. Nesse trajeto define parametricamente ascondições de passagem pelas diversas interseções entre os setores derivados (quantidadestransacionadas em cada ponto e o mark-up correspondente), tratados como “setores beta”,os quais são ajustados a três níveis diferentes: o local (βa), o estadual (βb) e o nacional(βc). Esta metodologia foi aplicada na região sudeste do Pará, caracterizada por tensõesentre grandes projetos pecuários e minerais, e a expansão camponesa, com assentamentosda reforma agrária. O trabalho desenvolvido por Costa (2008b), contempla a análise deinsumo-produto com metodologia ascendente que explicita a diversidade estrutural dossetores de base primária e os impactos econômicos da programação de investimento daCompanhia Vale do Rio Doce (CVRD) de 2004 até 2010. Os resultados do estudo indicamque a metodologia ascendente CSα permitiu fazer as diferenciações estruturais necessáriasna geração de uma matriz de insumo-produto mais aderente à complexidade da economialocal, evidenciando a influência expressiva na economia do setor mineral do SudesteParaense, com complexidade de tal ordem que sua expansão cria possibilidades de
  19. 19. 26crescimento para os demais setores da economia local. Por outro lado, demonstrouvazamentos de vulto (em termos de renda, agregação de valor, entre outros) – tanto daeconomia local e no entorno mais próximo, para a economia do resto do Pará, quanto parao resto do Brasil. Em outro estudo Costa e Costa (2008) descreveram a economia da cultura dofestival de bois de Parintins, estado do Amazonas, utilizando a metodologia das CSαconjuntamente orientada pelo conceito de Arranjos Produtivos Locais (APL). O estudoidentificou limitações de infraestrutura, apontou impactos para a economia do municípiocom a produção e realização do evento, com isso o município recebeu tratamentodiferenciado por parte dos poderes públicos, que se converteram em investimentos reais e oAPL da cultura identificado representou 10% da economia local e se apresentou como umanova base de exportação, com um efeito multiplicar elevado. A aplicação da metodologia CSα por Dürr (2008) no Departamento1 de Sololá, naGuatemala, permitiu descrever as cadeias produtivas dos principais produtos da agriculturacamponesa, construiu a Contabilidade Social de base agrária do Departamento, ou seja,calculou o Produto Interno Bruto mostrando a contribuição de diferentes setores,especialmente no setor rural e da economia regional e, por último, identificou os impactossobre a agricultura e o desenvolvimento econômico das zonas rurais locais, estimadoatravés do uso de Matrizes de Insumo-Produto como ferramenta para o planejamentoestratégico do Departamento de Sololá. Devido as repercussões deste estudo, o autorreplicou para o departamento de El Quiché (DÜRR et al., 2009), para o território chamadode Bacia do rio "Polochic. "(LOZA et al., 2009) e para o departamento de Petén (DÜRR etal., 2010). O trabalho de Carvalho (2010) apresenta as contribuições que os produtosflorestais não madeireiros têm na economia do Estado do Amapá, fazendo o uso do métodode Contas Sociais Alfa em razão da inexistência de informações sistematizadas ouagregadas em nível local. Contudo, consegue estabelecer as análises estruturais a partir dasinterrelações existentes entre os agentes mercantis que participam do arranjo produtivo dosPFNM, analisando os efeitos dos multiplicadores setoriais, os impactos do crescimentoeconômico na produção, trabalho e renda setorial de toda a economia. Na mesma linha, Gomes (2007) identificou e caracterizou cadeias decomercialização de produtos existentes nas florestas secundárias nas categorias de1 Unidade federativa equivalente a estado.
  20. 20. 27frutíferas, derivados da madeira (lenha, carvão e estaca), mel e diversas plantas medicinaisnos municípios de Bragança, Capitão Poço e Garrafão do Norte, Estado do Pará. A autorautilizou o método de Contas Sociais Alfa para captar as especificidades econômicas esociais que ao contrário dos cálculos das contas regionais do IBGE, que consideram asregiões homogêneas nas estimações conjunturais impossibilita captar as especificidadeslocais. O estudo detectou a circulação aproximada de quatro milhões de reais, para o anode 2005, identificando a importância da vegetação secundária como reserva de valor ecomo agente dinamizador da renda rural e dos setores econômicos associados comoatacadistas, varejistas e agroindústrias. No caso deste estudo desenvolvido pelo Idesp em parceria com o Ideflor, ametodologia foi adequada para a contabilidade social ascendente que engloba além daprodução agroextrativista, as atividades na indústria e nos serviços que atuam diretamentenos setores com foco nos produtos florestais não madeireiros. Trata-se de um modelo decalculo de renda e do produto social do agroextrativismo que permitiu mensurar variáveiscomo o Valor Bruto da Produção de Base Agroextrativista (VBPα), o Valor AgregadoBruto de Base Agroextrativista (VABα) e o Produto Regional Bruto de BaseAgroextrativista (PRBα). De acordo com Considera et al. (1997) o Produto Regional Bruto(PRB) seria o equivalente regional ao Produto Interno Bruto (PIB) deste setor. O modelo também produziu as matrizes das interrelações intersetoriais que asfundamentam, por uma metodologia que maximiza a utilização dos dados do IBGE, tantoos do Censo Agropecuário de 2006, quanto as séries históricas de 1990 a 2008 da ProduçãoAgrícola Municipal (PAM), da Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS) eda Produção da Pecuária Municipal (PPM) e, correlacionando-os aos dados da pesquisaprimária executada pelo Idesp, permitiu agregações as mais variadas, orientadas tanto poratributos geográficos, quanto por atributos estruturais do setor. A metodologia adotada permite descrever trajetórias de agregação, tanto emfunção de um espaço geográfico limitado (município, região, território, etc.), quanto emdecorrência das estruturas da produção: formas de produção, tipos de atividades, níveistecnológicos, sistemas de produção, entre outros. A metodologia apresenta uma série devantagens, tais como: rapidez na coleta de dados primários em campo, identificação dosmaiores volumes comercializados junto aos agentes mercantis chaves, quantificação dosvalores pagos ao setor da produção agroextrativista, principais gargalos evidenciados nascadeias de comercialização, a economia antes invisível passa a ser explícita para diversosprodutos e aponta indicativos para subsidiar políticas publicas.
  21. 21. 28 As etapas adotadas desde a identificação do agente mercantil, até as análises dascadeias de comercialização, consistiram em uma série de ações descritas a seguir. Articulação prévia, feita em Belém e/ou na chegada a cada um dos dezoitomunicípios visitados da Região de Integração Guamá, junto a informantes-chaves (como ostécnicos dos escritórios da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado doPará - Emater/Pará, dos sindicatos de trabalhadores rurais, das secretarias municipais deagricultura, das cooperativas, das associações, das feiras, dos mercados locais, entreoutros), no que se referiu à produção e/ou comercialização dos produtos florestais nãomadeireiros existentes no município, para o período de doze meses e, fazer a identificaçãodos agentes mercantis envolvidos nestas atividades, para serem entrevistados. A coleta de dados ocorreu junto aos agentes mercantis com aplicação dequestionário (Apêndice A). Nesta etapa, buscam-se os principais agentes(vendedores/compradores) de cada produto, que geralmente representam importantes elosda cadeia, os quais em seguida, direcionam os elos para trás (comprou de quem) e parafrente (vendeu para quem) na cadeia, compondo uma amostragem não probabilísticaautogerada (CABRAL, 2000), até chegar à produção local de um lado, bem como aoúltimo que vendeu o produto para o consumidor final, no outro extremo da cadeia (DÜRR;COSTA, 2008). Esta metodologia identificou relações existentes entre agentes mercantis,que atuam tanto na formalidade até os de completa informalidade, e foi capaz de apontar ofluxo de comercialização para cada produto identificado. Neste tipo de amostragem otamanho e a localização da população não são conhecidos a priori pelo pesquisador, então,esta é composta na medida em que o pesquisador identifica um agente mercantil, e solicitaao mesmo que indique os que também fazem parte da população em estudo, e assim,sucessivamente, a amostra é construída (MATTAR, 1997). Deste modo, para olevantamento dos dezoito municípios foram aplicados trezentos e vinte e seis questionáriosjunto aos agentes mercantis envolvidos direta ou indiretamente com a comercialização dosPFNM. Durante a aplicação dos questionários, foi possível georreferenciar cadaestabelecimento, utilizando o sistema de posicionamento global (GPS), compondo uma dasbases de dados com as coordenadas geográficas. Além disso, foi possível compor uma basede dados qualitativos disponíveis na plataforma Windows, Microsoft Office 2007 noaplicativo Access, e outra base de dados quantitativos no sistema NETZ2, com circuitos2 Software desenvolvido por Francisco de Assis Costa – NAEA/UFPA.
  22. 22. 29(referentes aos produtos) e lançamentos (referentes às transações comerciais realizadaspelos agentes, por produtos). A padronização dos dados coletados em cada entrevista foi necessária para que asunidades de quantidade (medida usada em kg, litro, saca entre outros) e de preço praticadofossem uniformizadas conforme cada produto. As informações inseridas no sistema NETZreferem-se aos dados primários de preço e quantidade para cada produto, em cada relaçãomercantil de compra e venda, classificando por setor (produção, varejo, atacado, indústria econsumidor) e por recorte espacial (local, estadual e nacional). Depois deste processo, foram elaboradas as matrizes que descrevem aprobabilidade da distribuição das quantidades e de atribuição dos preços a partir dasrelações entre os agentes e, uma vez determinadas suas posições estruturais, entre ossetores. As Matrizes Insumo-Produto (MIP) descrevem nas colunas as compras e naslinhas as vendas dos setores da produção primária e intermediaria (indústria, atacado evarejo), entre si, e as vendas para a demanda final local, estadual ou nacional. No entanto,como forma de melhor visualizar cada matriz, a equipe do Idesp envolvida no estudodesenvolveu um modelo de apresentar os mesmos dados, com os fluxos de compra e vendae os setores responsáveis por cada elo da cadeia. A inovação trata-se da disposição visualdos diversos agentes mercantis ou setores representados por pequenas caixas retangulares(produção local e extralocal, varejo, indústria de beneficiamento, de transformação,atacado, consumidor, etc.) e espacialmente distribuídos na economia local, estadual ou forado estado (nacional e internacional), representados por retângulos maiores em três coresdistintas. Foram adotadas setas em diferentes formatos para a representação dos canais oufluxos de comercialização, que iniciam na produção local e extralocal até os consumidoresfinais. Quanto aos fluxos da comercialização por produto estudado, estes foramorganizados para três dimensões geográficas: a) local, que corresponde aos dezoitomunicípios pesquisados na RI Guamá; b) estadual, para os demais municípios do estado doPará e; c) nacional, que foram comercializados para outros estados e/ou países. O estudopossibilitou compreender os fluxos existentes nas relações entre agentes/setores e seu papelrelativo ao longo da cadeia em função dos volumes transacionados. Ainda com base nasmatrizes de preço e quantidade, a relação dessas gera os respectivos preços médiospraticados ou implícitos por produto e por setor (em Reais por unidade do produto),agregado ou não, ao longo da cadeia, da produção até o consumo final.
  23. 23. 30 A metodologia permite a atualização dos dados para os anos seguintes daContabilidade Social da Produção de Base Agroextrativista (CSα) obtida com os dadosmais recentes divulgados pelo IBGE, neste caso com o Censo Agropecuário de 2006. Paratanto, foram construídos indexadores de quantidade e preço baseados nas séries municipaisda PAM, PEVS e PPM, no mesmo recorte regional, assim como as séries de preços dosprodutos da agricultura do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA). Existem duas especificidades na construção dos indexadores: aquela em que oproduto em questão é levantado sistematicamente e faz parte do acervo de estatísticasconjunturais, acima explicitado, e aquela em que o produto estudado não é levantadosistematicamente. Na primeira situação os indexadores de quantidade (IQ) são os númerosíndices do total das quantidades do produto v, para o conjunto dos municípios que atendemà restrição s, tendo no caso do agroextrativismo, 2006 como ano base. E para osindexadores de preço (IP) os números índices do preço médio do produto v, para osmunicípios que atendem a restrição geográfica s, tendo 2006 também como ano base(COSTA, 2002, 2006 e 2008). Os indexadores de quantidade e de preço são assim construídos: Onde: : atributo geográfico (local: municípios da RI Guamá; estadual: demais municípios do estado do Pará e nacional: outros estados e/ou países), : produto, : ano da pesquisa oficial (2006, 2007 e 2008), : quantidade do produto conforme seu atributo geográfico no ano da pesquisa oficial, : quantidade do produto conforme atributo geográfico no Censo Agropecuário de 2006, : preço médio (ou implícito) conforme seu atributo geográfico no ano da pesquisa, e : preço médio (ou implícito) conforme atributo geográfico no Censo de 2006. Em relação aos produtos não levantados sistematicamente, estes foram indexadospela evolução do conjunto da produção numa certa delimitação geográfica. A evolução do
  24. 24. 31conjunto da produção é observada pelos números índices da evolução do produto real e dospreços implícitos para a restrição geográfica s. O produto real é a soma dos resultados damultiplicação das quantidades de cada produto no ano a, pelo preço em um ano escolhidopara fornecer o vetor de preços, neste caso, média dos anos de 2006, 2007 e 2008.Portanto, os indexadores dos PFNM que não estão presentes nas estatísticas oficiais foramelaborados conforme agrupamentos, tendo como referências as categorias: geral paraalimentícios e geral do IBGE. Sendo assim, os frutos bacaba, bacuri, biribá, cacau, cajarana, mari, murici,mucajá, piquiá, pupunha, taperebá, tucumã, uxi e o palmito foram agrupados na categoriade alimentícios. Na categoria de indexador geral de quantidade (que utiliza o conjunto detodos os produtos identificados pelo IBGE) foram identificados nove produtos (andiroba,copaíba, murumuru, inajá, capitiú, estoraque, priprioca, paneiro e tipiti). Os únicos produtos que tiveram seus próprios indexadores, criados com base nasestatísticas oficiais, foram: açaí, borracha da seringueira, amêndoa do cacau, carvãovegetal, castanha-do-brasil, cupuaçu, mel de abelha e a semente de urucum. Finalmente, foi estimada a CSα para o ano de 2008, por ser o inicio do estudo,multiplicando os indexadores obtidos com a matriz de estrutura, que descrevem aprobabilidade da distribuição das quantidades e, com a matriz de preços a partir dasrelações entre os agentes. O resultado gera uma Matriz de Insumo Produto (MIP) para cadaproduto pesquisado, contendo o Valor Bruto da Produção de base agroextrativista (VBPα)sob a ótica da oferta, o VBP sob a ótica da demanda (ou seja, compra de insumo), o ValorTransacionado Efetivo (VTE) que equivale ao Valor Adicionado ou Agregado Bruto(VAB), a Renda Bruta Total (RBT) e, a margem bruta de comercialização (mark-up), que éa relação entre a diferença do valor estimado do VAB com o VBPα (sob a ótica da oferta)pelo VBPα, para que sejam feitas as análises econômicas (estimadas para 2008) e osimpactos que cada produto não madeireiro exerceu na economia local, estadual e fora doestado. Frisa-se, no entanto, que no cálculo do VAB como na estimação do mark-up, nãose levou em consideração os custos produtivos e/ou de comercialização, pois não foramfoco da pesquisa. Em algumas cadeias, também não foi possível descrever a proporção dosPFNM utilizados como insumo na preparação de certos produtos finais, como doces,cosméticos, medicinais, entre outros. A definição em estimar a CSα para o ano de 2008 foi adotada para este estudo(Guamá) e para as demais regiões estudadas (Tocantins, Rio Caeté, Xingu, BaixoAmazonas e Marajó), permitindo assim comparações entre as economias de cada região. O
  25. 25. 32método permite também fazer atualizações desta economia conforme novos cálculos dosindexadores por produto, após divulgação de estatísticas oficiais. Foram identificados trinta e um (31) PFNM, relacionados no Apêndice B, osquais foram classificados conforme a sua utilização identificada em campo. Foramestudados dois utensílios (paneiro e tipiti de fibra de guarumã); dezessete alimentícios(açaí, bacaba, bacuri, biribá, cacau amêndoa, cacau fruto, cajarana, castanha-do-brasil,cupuaçu, mari, muruci, palmito, piquiá, pupunha, taperebá, urucum e uxi), nove fármacos ecosméticos (andiroba, capitiú, copaíba, estoraque, inajá, mucajá, murumuru, priprioca etucumã); um derivado animal (mel de abelha) e dois derivados da madeira (carvão eborracha). Cada produto identificado foi analisado individualmente, por estruturas de fluxode quantidade e preço médio praticado ao longo das cadeias de comercialização e,descritos os setores mercantis das esferas local, estadual e nacional. As análiseseconômicas detalhadas foram feitas para dois produtos com maior destaque (açaí e mel) epara dois grupos importantes: as frutas (muruci, cupuaçu e taperebá) e; perfumarias ecosméticos (priprioca, murumuru, estoraque, tucumã, capitiú, inajá e mucajá). A classificação dos agentes nas cadeias de comercialização foram adaptadas aosseguintes conceitos, conforme Costa (2002) e Dürr (2004). Produção local: Produção primária agroextrativista do município ou da região; Produção Extralocal: Produção primária agroextrativista oriunda de outras regiões de integração que não fazem parte da região estudada; Varejo rural local: Pequenos comerciantes do interior dos municípios que compram dos produtores, comumente denominados atravessadores rurais; Indústria de beneficiamento local: Unidades de beneficiamento da produção, localizadas na região; Indústria de transformação local: Unidades de transformação da produção, localizadas na região; Atacado local: Grandes compradores (atacadistas, representantes de empresas), localizados nos centros urbanos da região, que normalmente compram do varejo e/ou vendem para o varejo; Varejo urbano local: Pequenos comerciantes nas cidades (varejistas, feirantes, marreteiros, vendedores ambulantes);
  26. 26. 33 Indústria de beneficiamento estadual: Unidades de beneficiamento no Pará, localizadas além da RI Guamá; Indústria de transformação estadual: Unidades de transformação no Pará; Atacado estadual: Empresas compradoras da produção no Pará; Varejo urbano estadual: Comércios (supermercados, etc.) no Pará, que vendem para o consumidor estadual; Indústria de beneficiamento nacional: Unidades de beneficiamento no Brasil; Indústria de transformação nacional: Unidades de transformação no Brasil; Atacado nacional: Empresas compradoras do nível nacional; Varejo urbano nacional: Comércios nacionais que vendem para o consumidor nacional. As categorias de agentes mercantis estão descritas por produto não madeireiroidentificado, quer seja individual ou em grupo. As análises econômicas de todos os produtos identificados estão descritas emdetalhes no item 4.3.
  27. 27. 344 RESULTADOS4.1. REGIÃO DE INTEGRAÇÃO GUAMÁ4.1.1. Caracterização A Região de Integração Guamá é a mais numerosa do Pará em temos dequantidade de municípios, pois tem em sua composição um total de dezoito municípios(Figura 1), com uma população de aproximadamente 613.790 habitantes, o quecorresponde a 8,1% da população do Estado do Pará, sendo a quarta mais populosa(IBGE/IDESP, 2010). Há um predomínio da população urbana sobre a rural, com umíndice de 62 em relação à população total da região, entretanto, apenas Castanhal, IgapéAçu, Santa Izabel do Pará, Santa Maria do Pará, Santo Antonio do Tauá, São Miguel doGuamá e Vigia apresentaram a população urbana superior à rural, com o primeiroatingindo o índice de 89, diferenciando-se de São domingos do Capim em que 78% da suapopulação residem no meio rural. Sua área total corresponde a 0,97% em relação aoEstado, com densidade demográfica de 50,6 hab/km², sendo que apenas três (Castanhal,Santa Izabel do Pará e São Miguel do Guamá), dos dezoito municípios, possuempopulação maior que 50 mil habitantes (59.446 e 51.567 mil, respectivamente). Todavia,Castanhal ultrapassou a faixa dos 170 mil habitantes, contabilizando 173.119 habitantes,equivalente a 28% da população da região, se constituindo, deste modo, pólo da região.
  28. 28. 35 FIGURA 1- Municípios pertencentes à Região de Integração Guamá, estado do Pará. Fonte: Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará, 2011. Elaboração: Núcleo de Pesquisa Científica, Tecnológica e Inovação. A Região de Integração Guamá apresentou um Índice de DesenvolvimentoHumano Municipal - IDHM de 0,69, menor que o estadual de 0,72. Em 2008 o Produto Interno Bruto – PIB da Região Guamá somou R$ 2.448.445mil, com uma variação de 10,8% em relação ao PIB do ano anterior (R$ 2.210.053 mil),porém se manteve na 8ª colocação no ranking entre as regiões de integração, e participoucom um percentual de 4,2% no PIB estadual. Com relação ao PIB Per capita regional, naordem de R$ 4.206,00, correspondente a 52% do PIB Per capita estadual e, configurou-secomo o quarto pior ficando a frente apenas das regiões do Tapajós, Rio Caeté e Marajó,apesar da variação de 6,2%, que se deve ao crescimento das atividades econômicas(indústria e serviços) e da arrecadação de impostos. As participações dos setoreseconômicos, considerando somente o valor agregado, corresponderam a: 11%Agropecuário, 17% Indústria e 72% Serviços. Entre os municípios que fazem parte da RI Guamá, São João da Ponta seconfigurou como o de menor participação na economia da região (assim como constituítambém o menor PIB do Estado), não representando nem 1% PIB regional, caracterizadopela baixa concentração demográfica (0,9% da população da RI) e forte dependência emrelação ao setor de serviços, soma-se a estes o fato deste município ser relativamente novo,1993.
  29. 29. 364.2. ANÁLISE DAS CADEIAS DE COMERCIALIZAÇÃO Nos dezoito municípios da Região de Integração Guamá (Figura 2) foramidentificados trinta e um produtos florestais não madeireiros, durante a pesquisa de camporealizada em 2008 e 2009, com quantidade comercializada no período de doze meses e ovalor pago à produção local (Tabela 1). A relação das espécies / produtos estudados estãodescritos no Apêndice B.TABELA 1- Produtos florestais não madeireiros identificados na Região de Integração Guamá, comquantidade e valor pago à produção local, de acordo com a amostragem realizada em campo, no período de2008 a 2009.Produtos Florestais Não Madeireiros Quantidade Valor (R$) Valor/Total (%)Açaí (kg) 7.363.313 5.218.928,36 67,19Mel (l) 74.571 729.076,57 9,39Cupuaçu (un.) 295.538 314.347,78 4,05Borracha (kg) 237.608 309.892,40 3,99Muruci (l) 242.570 259.140,96 3,34Carvão (sc) 42.556 223.441,00 2,88Pupunha (cacho) 47.883 140.721,00 1,81Taperebá (kg) 122.270 119.157,30 1,53Urucum (kg) 39.511 105.342,00 1,36Priprioca (kg) 24.500 73.500,00 0,95Bacuri (un.) 202.615 62.521,50 0,80Castanha-do-brasil (kg) 38.536 52.719,51 0,68Cacau amêndoa (kg) 11.479 43.205,02 0,56Palmito (kg) 6.003 19.268,67 0,248Uxi (un.) 540.600 17.691,00 0,228Murumuru (kg) 21.880 14.764,00 0,190Estoraque (kg) 9.000 13.500,00 0,174Andiroba (l) 51.494 13.400,05 0,173Cacau fruto (un.) 17.360 6.820,00 0,088Paneiro (un.) 1.620 5.281,20 0,068Capitiú (kg) 3.100 4.650,00 0,060Bacaba (kg) 5.250 4.123,70 0,053Piquiá (kg) 27.400 4.030,00 0,052Biribá (un.) 1.850 3.250,00 0,042Copaíba (l) 100 3.000,00 0,039Tucumã (kg) 5.133 1.649,99 0,021Cajarana (un.) 12.000 1.200,00 0,015Inajá (kg) 2.500 875,00 0,011Mucajá (kg) 2.500 875,00 0,0113Tipiti (un.) 120 720,00 0,0093Mari (un.) 2.000 80,00 0,0010Total 7.767.172,01 100,00Fonte: Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará, 2011.Elaboração: Núcleo de Pesquisa Científica, Tecnológica e Inovação.
  30. 30. 37 FIGURA 2- Localização da Região de Integração Guamá, estado do Pará. Fonte: Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará, 2011. Elaboração: Núcleo de Pesquisa Científica, Tecnológica e Inovação. A comercialização de dezenas destes produtos acontece em diferentesestabelecimentos e feiras, explicitando a diversidade e a realidade regional, conformeimagens registradas nos municípios visitados (Apêndice C). As análises das principais cadeias de comercialização da Região Guamá estãodescritas e ilustradas a seguir.4.2.1 Açaí a) Caracterização dos agentes mercantis envolvidos na cadeia de comercialização do açaí. A principal utilização do açaí foi como fonte de matéria prima na indústriaalimentícia por meio da elaboração do “vinho de açaí”. Apresentado como um dos produtos econômicos mais emergentes na Região deIntegração Guamá, o açaí e sua estrutura de cadeia de comercialização é formada, deacordo com a amostragem, por 105 agentes que comercializam este produto nos dezoitomunicípios visitados, sendo aproximadamente 51% produtores, 14% atravessadores(varejistas e atacadistas), 34% batedores e 1% agroindústria. Na Figura 3 estãoespacializados os agentes mercantis entrevistados nos municípios da RI Guamá.
  31. 31. 38 FIGURA 3- Localização dos agentes mercantis do açaí na RI Guamá, estado do Pará, no período de 2008 a 2009. Fonte: Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará, 2011. Elaboração: Núcleo de Pesquisa Científica, Tecnológica e Inovação. Durante a pesquisa foi constatado que 51% do total de agentes entrevistadostrabalham somente com o açaí e estão no mercado entre 1 a 15 anos. Dentre osentrevistados 53% declararam trabalhar apenas na safra do produto, 36% durante o anotodo e 10% não informaram seu período de trabalho. Foi verificado que 23% dos agentes possuem propriedade rural com áreas queaferem de 0,3 a 850 hectares, ressaltando que, em geral, estas áreas são destinadas paraoutros cultivos além do açaí. Para estocagem da produção apenas 16% possuem armazémcom tamanhos que variam de 6 m² a 56 m². Aproximadamente 27% dos agentes nãopossuem capacidade para transporte da produção e 69% contam com 25 motos, 22 barcos,nove canoas, 23 bicicletas, cinco carros, quatro tratores, dois caminhões e um carro de boi. Em relação ao maquinário, 76% possuem algum tipo de equipamento (69batedoras, 87 despolpadeiras, quatro máquinas seladoras de sacos, dois filtros, umtriturador de frutas, 29 freezers com capacidades que variam de 140 l a 500 l, duas câmarasfrigoríficas, uma geladeira e um trator). Alguns agentes declararam ter problemas com aarmazenagem e/ou transporte do produto.
  32. 32. 39 A mão de obra empregada é basicamente familiar, com média de cinco pessoas,mas pode chegar até vinte empregados. Essa mão de obra é sazonal, aumentando durante asafra. O pagamento desta mão de obra é muito variado, tanto em função da produçãoquanto do período de trabalho, correspondendo a R$ 0,70 para cada quilo extraído, ou R$15,00 a diária, ou R$ 40,00/semana, ou 1 salário mínimo mensal. Para melhorar acapacidade de produção, dentre vários fatores foram colocados a questão da assistênciatécnica para um melhor manejo da produção, financiamento para melhorar o espaço físicodos armazéns e aquisição de maquinários. A seguir a descrição dos setores envolvidos na cadeia de comercialização do açaí: EXTRALOCAL (Municípios que não fazem parte da RI Guamá) Produção: Trata-se da produção primária de açaizais dos municípios de IgarapéMiri (RI Tocantins) e Nova Timboteua (RI Rio Caeté); LOCAL (Municípios da RI Guamá) Produção: É a produção primária de açaizais manejados e extrativos identificadosem dezoito municípios da RI Guamá; Varejo rural: São atravessadores que se deslocam até as comunidades e compramo açaí in natura diretamente do setor da produção; Indústria de beneficiamento: Setor responsável pelo processamento do açaí innatura. Existem dois tipos de estrutura de empresa beneficiadora, a composta por pequenoscomerciantes que possuem máquinas despolpadeiras, chamadas de “batedores de açaí” noqual vendem diretamente a polpa do açaí para os consumidores locais. A segunda categoriacomposta por um número reduzido de agroindústrias que beneficia o açaí em polpapasteurizada e/ou congelada para atender o mercado nacional e/ou internacional; Varejo urbano: Trata-se de comerciantes (atravessadores que atuam nas cidades)localizados na área urbana do município, que compram da produção local e de outrosatravessadores; ESTADUAL (Municípios paraenses que estão fora da RI Guamá) Indústria de beneficiamento: Incluem os “batedores de açaí”, encontrados fora daregião de integração, transformando o fruto em polpa pasteurizada e/ou congelada,abastecendo o mercado consumidor estadual;
  33. 33. 40 Atacado: Trata-se de comerciantes que transacionam grandes quantidades de açaíin natura, que compram da produção local e de outros atravessadores (varejo rural); NACIONAL (Fora do Estado do Pará) Varejo urbano: São compradores de polpa no âmbito nacional, que repassam parao consumidor nacional. b) Estrutura da quantidade comercializada (%) do açaí. Na amostragem em campo o setor produtivo foi responsável por abastecer compouco mais de 7 mil toneladas de fruto in natura para o comércio. A Figura 4 permiteverificar a quantidade proporcional de açaí que circula entre os diferentes setores mercantisidentificados pela pesquisa. O principal nível de canal de comercialização do açaí (Figura 4) identificado comas maiores quantidades é a compra do setor da indústria de beneficiamento (4.640toneladas de fruto in natura), que compra 26,9% do setor da produção local, 15,7% dosetor da produção extralocal (provenientes dos municípios de Igarapé Miri - RI Tocantins)e Nova Timboteua (RI Rio Caeté), 10,3% do varejo rural (atravessadores) e 10,1% dovarejo urbano local (atravessadores urbanos). Este setor da indústria de beneficiamento porsua vez vende 42,8% para os consumidores locais e 20,2% para o mercado nacional naforma de polpa congelada. O setor do varejo urbano local (atravessadores urbanos) comprou 14,2% do setorda produção local e 1,4% do varejo rural e, vendeu para o setor da indústria debeneficiamento local e estadual, 10,1% e 5,4% respectivamente. Outro setor que comercializa grande quantidade é o atacadista estadual comaproximadamente 2.094 toneladas do fruto in natura, que adquire 27,3% da produção locale apenas 1,1 % do varejo rural e, vende sua totalidade (28,4%) para o setor da indústria debeneficiamento estadual onde estão inseridos os “batedores de açaí”. Destaca-se também a venda direta do produtor de açaí para o consumidor localcomercializando 1,1% da produção identificada, como também dos varejistas rurais(atravessadores) com 1,4% da produção.
  34. 34. 41 FIGURA 4- Estrutura (%) da quantidade amostral do açaí comercializado na RI Guamá, estado do Pará, no período de 2008 a 2009. Fonte: Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará, 2011. Elaboração: Núcleo de Pesquisa Científica, Tecnológica e Inovação. c) Preço médio praticado nas transações entre os setores da cadeia do açaí, no período de 2008 a 2009. A produção local vende conforme a oferta do fruto e a quantidade comercializada.Sendo assim, vende a R$ 0,58/kg para o varejo rural, a R$ 0,92/kg para a indústria debeneficiamento local (batedores de açaí), a R$ 0,60/kg para o varejo urbano(atravessadores urbanos), a R$ 1,47/kg aos consumidores locais, R$ 0,90/kg para o setor daindústria de beneficiamento estadual (batedores de açaí) e a R$ 0,68/kg para o atacadistaestadual (Figura 5). Enquanto que os preços de venda praticados pelos produtores extraslocais são estabelecidos conforme a oferta do fruto, destacando a venda direta para osbatedores de açaí local a R$ 0,55/kg. Neste caso, os batedores possuem transporte próprioou pagam o frete para buscar o fruto in natura nos municípios de Igarapé Miri (RITocantins) e Nova Timboteua (RI Rio Caeté). O setor da indústria de beneficiamento local estabelece o seu preço de compraconforme a quantidade transacionada e pela qualidade do produto. Com isso, compra daprodução extralocal a R$ 0,55/kg principalmente na entressafra do açaí na RI Guamá, daprodução local a R$ 0,92/kg, do varejo rural a R$ 1,15/kg e do varejo urbano a R$ 1,32/kg,após fazer o beneficiamento em polpa pasteurizada, vende ao preço de R$ 2,76/kg para ovarejo urbano nacional e somente em forma de polpa a R$ 2,04/kg para o mercado local.
  35. 35. 42 FIGURA 5- Preço médio do açaí (R$/kg de fruto in natura) praticado nas transações entre os setores da cadeia de comercialização, no período de 2008 a 2009, da RI Guamá, estado do Pará. Fonte: Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará, 2011. Elaboração: Núcleo de Pesquisa Científica, Tecnológica e Inovação. d) Valor Bruto da Produção, pela ótica da oferta, na comercialização do açaí. A soma dos valores recebidos por todos os agentes que realizaram a venda(oferta) do açaí a partir da RI Guamá e, de outras regiões de integração, foi contabilizadoda ordem de R$ 88,1 milhões. Deste valor, o sistema local recebeu em torno de 58,3%, oestadual recebeu aproximados 25,5% e o sistema nacional 16,2% (Gráfico 1). Do valor recebido pelos agentes mercantis que compõem os setores do mercadolocal, os agroextrativistas agrupados no setor da produção (VBPα total) receberam mais deR$ 14,5 milhões, aproximadamente 28% do VBP total recebido pelos setores queofertaram o produto a nível local (Gráfico 1). No entanto, que R$ 1,7 milhão foiproveniente das vendas realizadas pelos agroextrativistas localizados em outras regiões deintegração, consubstanciado como agentes extralocais. Sendo que, 96% (dos R$ 1,7milhão) foram pagos aos sediados no município de Nova Timboteua, pertencente a RI RioCaeté, que venderam este produto in natura (no período de entressafra) oriundo das ilhas,para o setor de beneficiamento no município de Castanhal, pertencente a RI Guamá, maisespecificamente para uma agroindústria que fornece um produto beneficiado ao mercadonacional, principalmente ao eixo Rio – São Paulo. O restante (4%) foi adquirido pelosagroextrativistas do município de Igarapé Miri, da RI Tocantins, os quais venderam parteda sua produção, no mercado municipal de Marapanim, da RI Guamá, diretamente aos
  36. 36. 43agentes mercantis do setor de beneficiamento, só que neste caso, trata-se dos tradicionais“batedores” que beneficiaram o fruto (in natura) para vendê-lo aos consumidores finais dopróprio município de Marapanim. GRÁFICO 1- VBPα, em R$, pela ótica da oferta na comercialização do açaí da RI Guamá, estado do Pará, estimado para 2008. Fonte: Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará, 2011. Elaboração: Núcleo de Pesquisa Científica, Tecnológica e Inovação. Na composição do VBPα total (local e extralocal), aproximadamente 71% foramdas vendas realizadas aos setores que compõem a demanda intermediária local, entre eles:a indústria de beneficiamento, que pagou o equivalente a R$ 6,8 milhões; o setor de varejorural, responsável pela compra de R$ 1,6 milhão e, R$ 1,7 milhão foram oriundo dacompra realizada pelo setor de varejo urbano. O restante do VBPα total (27%) foi dasvendas do setor da produção aos setores da demanda intermediária estadual: em torno deR$ 3,8 milhões ao atacado e R$ 150,6 mil ao setor de indústria de beneficiamento. Por fimR$ 317,6 mil (2% do VBPα total) corresponderam ao valor recebido pelo setor da produçãopelas vendas efetivadas diretamente ao demandante final local, composto pelos consumosdas famílias. Porém, foram poucos os produtores com infraestrutura básica montada commáquina de bater o açaí e o filtro de água, para iniciar o processo de beneficiamento desterecurso, após sua coleta e, antes das vendas, o que provocaria um aumento significativo narenda do produtor (Gráfico 1). Ainda no sistema local, o varejo rural recebeu pelas vendas do produto in naturamais de R$ 3 milhões (5% do VBP local), do qual mais de 79% foi do fornecimento do
  37. 37. 44fruto in natura à indústria de beneficiamento local, dos quais 28% foram para agroindústriade Castanhal. Assim como o setor de varejo urbano, constituído por grandes comerciantes,recebeu R$ 4,6 milhões pelas vendas do fruto in natura ao setor de beneficiamento local(59% do valor recebido pelo setor) e estadual (41% do valor recebido pelo setor), porém,que este não realizou venda à agroindústria e sim somente para os batedores (Gráfico 1).Por conseguinte, o setor de indústria de beneficiamento recebeu um montante no valor deR$ 29,3 milhões (57% do VBP local), sendo que R$ 17,8 milhões corresponderam àsvendas aos demandantes finais locais realizados pelos inúmeros batedores deste fruto nos18 municípios que compõem o mercado local, ou seja, RI Guamá e, R$ 11,4 milhões foramdo somatório das vendas realizadas pela agroindústria de Castanhal (RI Guamá) aomercado nacional, que representa dois agentes mercantis: as redes de supermercado (comum representativo de 98% no valor recebido pelo setor) e consumidor final. As vendas dos setores que integram o sistema estadual, com VBP estimado emmais de R$ 22,4 milhões, o setor atacadista (dos municípios de Belém e Tomé Açu)vendeu o produto in natura para a indústria de beneficiamento estadual, composto em suaessência por batedores de açaí, recebendo R$ 7,3 milhões. Esses batedores, porconseguinte, venderam para os consumidores finais desses respectivos municípios citados,recebendo R$ 15,1 milhões. O VBP constituído no mercado nacional estimado em R$ 14,3milhões recebeu a exclusiva participação do setor de varejo urbano (setor que correspondeàs redes de supermercado localizadas fora do estado do Pará), o qual vende tudo queadquiriu para os consumidores finais nacionais. Em resumo, no que se refere a atender a demanda final deste produto nos trêsníveis de mercado, a comercialização deste produto, a partir da RI Guamá e, de outrasRegiões de Integração, teve no setor de indústria de beneficiamento o seu principalaglutinador, diferenciando-se somente pelo papel que cada agente mercantil beneficiadordesenvolveu na cadeia. Enquanto os pequenos batedores forneceram o alimento para asinúmeras famílias tanto da RI Guamá (mercado local), quanto para as do mercado estadual(Belém, Marituba e Benevides da RI Metropolitana e Tomé Açu da RI Rio Capim). Aagroindústria, por sua vez, forneceu este produto beneficiado ao mercado nacional, tendocomo elo, antes do demandante final, as grandes redes de supermercado, que apresentamuma demanda crescente pela polpa deste fruto, devido ao aumento do consumo, emespecial, nas academias e lanchonetes.
  38. 38. 45 Na RI Guamá, mais especificamente no município de Castanhal, há umaconcentração de agroindústrias (indústrias de beneficiamento de frutas), devidoprincipalmente ao preço praticado de comercialização do açaí junto a produtores,atravessadores e grandes comerciantes, ser relativamente menor quando comparados compreços praticados na RI Metropolitana, de modo especial a capital paraense, Belém, onde omercado consumidor é largamente maior e, sendo assim, teriam que concorrer com osinúmeros batedores deste fruto na compra da matéria prima. Soma-se a este fato a questõesde infraestrutura de comercialização, isto é, logística, pois este município se localiza àsmargens da Belém – Brasília (BR -010), o que facilita a via de acesso ao seu grandemercado consumidor, além disso, também está mais próximo dos grandes centros(municípios) fornecedores do fruto in natura, tal como aconteceu com o fornecimento daRI Rio Caeté e Tocantina, na respectiva cadeia, no período de entressafra. No entanto,apesar da competitividade dessas indústrias, os atravessadores continuam transacionandoparte da produção. e) VAB - gerado na comercialização do açaí e a margem de comercialização de cada setor (%). O VAB, equivalente ao Valor Transacionado Efetivo (VTE), ao longo da cadeiade comercialização do açaí, desde o setor alfa (produção local e extralocal) da RI Guamáaté os consumidores finais, contabilizou um valor superior a R$ 47,5 milhões, queconstituiu uma margem bruta, ou mark-up total, na comercialização na ordem de 228%(Gráfico 2). Do VAB total, 75% foram constituídos no âmbito local, 19% no âmbitoestadual e 6% no mercado nacional. O cálculo do VAB é necessário porque identifica onde a economia está emprocesso de crescimento, uma vez que expõem as ações de beneficiamento, transformaçãoe/ou majoração de preço que este produto adquiriu nos setores, ao longo da cadeia decomercialização, antes do demandante final. Este valor expõe também, a forma como essariqueza foi distribuída entre os diversos setores que contribuíram, direta ou indiretamente,para a sua geração. A margem, calculada a partir da relação entre a diferença do VAB (R$47,5 milhões) com o VBPα total (R$ 14,5 milhões), pelo valor do VBPα total (R$ 14,5milhões, expõe em termos percentuais, o quanto foi adicionado ao produto, a partir dosetor alfa (α), até o consumidor final, incluindo todos os custos de produção ecomercialização do produto analisado, que não foram captados pela pesquisa.
  39. 39. 46 GRÁFICO 2- VAB (R$) e o mark-up (%), na comercialização do açaí da RI Guamá, estado do Pará, estimado para 2008. Fonte: Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará, 2011. Elaboração: Núcleo de Pesquisa Científica, Tecnológica e Inovação. Do VAB constituído nos dezoito municípios da RI Guamá, estimado em R$ 35,8milhões, o setor que mais agregou e, deste modo, com maior participação na formaçãodeste valor foi a indústria de beneficiamento local com R$ 17,3 milhões, com os inúmerosbatedores e uma agroindústria, em função do poder de negociação e compra que mantémcom os outros agentes locais, o qual adquiriu um produto in natura a preços bem maisatrativos em relação ao mercado estadual e, o vendeu tanto para o consumidor final localquanto para o mercado nacional, um produto beneficiado (pasteurizado e congeladoquando enviado para o nacional). Este setor obteve uma margem de comercialização(mark-up do setor) de 144%, calculado pela diferença do valor estimado para o VTE, quecorresponde ao VAB do setor (R$ 17,3 milhões), dividido pelo VBP pela ótica da demanda(R$ 11,9 milhões), ou seja, compra de insumos realizada pelo setor. Ainda no sistemalocal, tanto o varejo urbano (grandes compradores nos centros urbanos dos municípios)quanto o varejo rural (os atravessadores) que adicionaram, respectivamente, R$ 2,6milhões (com mark-up de 132%) e R$ 1,4 milhão (mark-up 83%), através do processo demajoração de preço, antes das venda ao setor de beneficiamento. O setor da produçãoagregou aproximadamente R$ 14,5 milhões (Gráfico 2), equivalente a 32% do VAB local,pois foi quem realizou o beneficiamento primário do produto, que a grosso modosignificou os processos de extração/colheita, debulha e preenchimento das rasas com ofruto in natura. Convém ressaltar, que o setor da produção transacionou o valor efetivosomente no que se referiu às vendas do produto e, por isso, não foi estimado o seu valor demark-up.
  40. 40. 47 O sistema estadual, cuja agregação de valor foi em torno de R$ 8,9 milhões, aindústria de beneficiamento, setor composto somente por batedores, foi que maisadicionou, R$ 5,5 milhões (com mark-up de 58%), seguido pelo atacado com valoradicionado de R$ 3,4 milhões (e mark-up de 86%). No entanto, enquanto a indústriaadicionou pela ação de beneficiamento do fruto em polpa, os setores do varejo adicionarampela majoração de preço. Na esfera nacional só quem adicionou valor foi o setor de varejourbano com R$ 2,8 milhões, com um mark-up de 25%, pelo processo de majoração depreço (Gráfico 2), mostrando que o fruto já ganhou importância nesse mercado. De modo geral, ao longo da cadeia de comercialização deste fruto, as indústrias debeneficiamento (local e estadual) foram responsáveis por aproximadamente 48% do VABtotal, estimado em R$ 47,5 milhões. O setor alfa deste modelo, ou seja, os agroextrativistasforam responsáveis pela agregação de 30% e o comércio (onde atuam os varejistas rurais eurbanos e os atacadistas, ou seja, todos os atravessadores) contribuiu comaproximadamente 22%, demonstrando o quanto este produto é importante para a geraçãode emprego e renda na economia desta região, mais precisamente no setor de produção,beneficiamento e comércio. f) Renda Bruta Total (RBT), gerada pela ótica da demanda, na comercialização do açaí. A Renda Bruta Total (RBT) gerada e circulada na comercialização deste produto eestimada em R$ 88,1 milhões formou-se a partir da soma de compra de insumo (VBP pelaótica da demanda) no valor de R$ 40,6 milhões, realizado pelos setores da demandaintermediária, com Valor Transacionado Efetivo (VTE), que corresponde ao VABconstituído ao longo da cadeia em R$ 47,5 milhões, tanto pelos setores da demandaintermediária quanto o setor da produção. O sistema local foi responsável por mais de58,3% desta renda, o estadual 25,5% e o nacional 16,2%, conforme o Gráfico 3. Na RI Guamá, identificado como mercado local, o setor de indústria debeneficiamento (batedores e agroindústria) foi quem gerou a maior renda bruta no valor deR$ 29,2 milhões, pois comprou o açaí na sua forma in natura no valor de R$ 11,9 milhõesjunto aos setores intermediários (varejo rural e urbano) e da produção (local e no períodode entressafra da produção extralocal) e, adicionou um montante de R$ 17,3 milhões com oseu beneficiamento (Gráfico 3). O varejo rural gerou uma renda bruta no valor de R$ 3milhões, resultante da soma da compra de insumo no valor em torno de R$ 1,6 milhãojunto ao setor da produção e, na maioria das vezes, in loco, e agregação de R$ 1,4 milhão.
  41. 41. 48O varejo urbano, por sua vez, comprou insumos no valor de R$ 2 milhões junto ao varejorural e setor da produção nos pontos de comercialização nos centros urbanos e, adicionouR$ 2,6 milhões, gerando uma renda bruta no valor de R$ 4,6 milhões. GRÁFICO 3– Valor da RBT, em R$, gerada e circulada na comercialização do açaí, considerando sua composição pela ótica da demanda (VBP + VAB), a partir da RI Guamá, estado do Pará, estimado para 2008. Fonte: Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará, 2011. Elaboração: Núcleo de Pesquisa Científica, Tecnológica e Inovação. Na esfera estadual, com renda bruta contabilizado em R$ 22,4 milhões, quemmais atuou para a formação deste montante foram os batedores (indústria debeneficiamento), com mais de R$ 15,1 milhões, obtidos com a soma do valor agregado deR$ 5,5 milhões e do valor do insumo (açaí in natura) comprado no valor de R$ 9,6milhões, sendo R$ 2,3 milhões junto aos setores ofertantes advindos da região (produção,varejo rural e varejo urbano) e R$ 7,3 milhões do atacadista estadual. E, o atacado quegerou uma renda no valor de aproximadamente R$ 7,3 milhões, gerados pela compra doaçaí in natura o valor de R$ 3,9 milhões junto ao setor de produção e varejo rural e,agregação de valor em torno de R$ 3,4 milhões (Gráfico 3). Na esfera nacional, o varejourbano comprou o açaí beneficiado (polpa pasteurizado e congelado) pelo setor deindústria de beneficiamento local, mais especificamente da agroindústria do município deCastanhal (RI Guamá), o valor de R$ 11,4 milhões, e adicionou o equivalente a R$ 2,9milhões, gerando uma renda bruta o valor de R$ 14,3 milhões. Estes valores, gerados no

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