Cadeias de Comercialização de Produtos Florestais NãoMadeireiros na Região de Integração Baixo Amazonas,                  ...
Governo do Estado do Pará                    Simão Robison Oliveira Jatene                            Governador          ...
Cadeias de Comercialização de Produtos Florestais NãoMadeireiros na Região de Integração Baixo Amazonas,                  ...
ExpedienteDiretor de Pesquisa e Estudos AmbientaisJonas Bastos da VeigaCoordenadora do Núcleo de Pesquisa Científica, Tecn...
APRESENTAÇÃO         A extração dos produtos florestais não madeireiros (PFNM) no Brasil é de grandeimportância social, ec...
RESUMO         Na busca do desenvolvimento sustentável, o estado do Pará necessita de atividadeseconômicas produtivas que ...
LISTA DE SIGLASCONAB              Companhia Nacional de AbastecimentoEMATER             Empresa de Assistência Técnica e E...
LISTA DE FIGURASFIGURA 1 - Municípios pertencentes à Região de Integração Baixo Amazonas, estado do       Pará. .............
FIGURA 19 - Localização dos agentes mercantis do mel na RI Baixo Amazonas, estado do       Pará, no período de 2009 a 2010...
FIGURA 37 - Preço médio do taperebá (R$/kg) praticado nas transações entre setores da       cadeia de comercialização, no ...
FIGURA 55 - Preço médio do muruci (R$/l) praticado nas transações entre setores da cadeia       de comercialização, no per...
FIGURA 71 - Estrutura (%) da quantidade amostral comercializada e preço médio praticado       (R$ correntes/un.) do bacuri...
LISTA DE QUADROSQUADRO 1 - Descrição dos agentes mercantis na comercialização da castanha-do-brasil da       RI Baixo Amaz...
QUADRO 21 - Descrição dos agentes mercantis na comercialização da lenha da RI Baixo       Amazonas, estado do Pará, no per...
LISTA DE GRÁFICOSGRÁFICO 1 - VBPα, em R$, pela ótica da oferta na comercialização da castanha-do-brasil da        RI Baixo...
GRÁFICO 18 - Valor da RBT, em R$, gerada e circulada na comercialização do mel,        considerando sua composição pela ót...
LISTA DE TABELASTABELA 1 - Produtos florestais não madeireiros identificados na RI Baixo Amazonas, com       quantidade e ...
SUMÁRIO1 INTRODUÇÃO .........................................................................................................
4.2.29 Cacau (fruto) ........................................................................................................
271 INTRODUÇÃO         Segundo o Ministério da Agricultura de Moçambique (2008), os Produtos FlorestaisNão Madeireiros (PF...
282 OBJETIVOS2.1 GERAL   Identificar e analisar as cadeias de comercialização de produtos florestais não     madeireiros d...
293 METODOLOGIA          No intuito de descrever e analisar as cadeias de comercialização dos produtosflorestais não madei...
30agregação de valor, entre outros) – tanto da economia local e no entorno mais próximo, para aeconomia do resto do Pará, ...
31contrário dos cálculos das contas regionais do IBGE, que consideram as regiões homogêneasnas estimações conjunturais imp...
32técnicos dos escritórios da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado doPará - Emater/Pará, dos sindicat...
33produtos) e lançamentos (referentes às transações comerciais realizadas pelos agentes, porprodutos).         A padroniza...
34recentes divulgados pelo IBGE, neste caso com o Censo Agropecuário de 2006. Para tanto,foram construídos indexadores de ...
35para fornecer o vetor de preços, neste caso, média dos anos de 2006, 2007 e 2008. Portanto,os indexadores dos PFNM que n...
36produtivos e/ou de comercialização, pois não foram foco da pesquisa. Em algumas cadeias,também não foi possível descreve...
37         Produção Extralocal: Produção primária agroextrativista oriunda de outras regiões         de integração que não...
384 RESULTADOS4.1 REGIÃO DE INTEGRAÇÃO BAIXO AMAZONAS4.1.1 Caracterização        A Região de Integração Baixo Amazonas abr...
39brasil, andiroba, copaíba e semente de cumaru, em Oriximiná e Óbidos (IDESP, Pesquisa deCampo, 2010). Vale ressaltar que...
40maioria dos municípios que compõem a região, com exceção de Almeirim e Oriximiná, cujasbases correspondem ao setor de in...
414.2 ANÁLISE DAS CADEIAS DE COMERCIALIZAÇÃO         Nos doze municípios da Região de Integração Baixo Amazonas (Figura 2)...
42TABELA 1 - Produtos florestais não madeireiros identificados na RI Baixo Amazonas, comquantidade e valor pago à produção...
434.2.1 Castanha-do-brasil        a) Caracterização dos agentes mercantis.        Apresentando-se economicamente como o pr...
44QUADRO 1 - Descrição dos agentes mercantis na comercialização da castanha-do-brasil daRI Baixo Amazonas, estado do Pará,...
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  1. 1. Cadeias de Comercialização de Produtos Florestais NãoMadeireiros na Região de Integração Baixo Amazonas, Estado do Pará RELATÓRIO TÉCNICO 2011 BELÉM – PARÁ 2011
  2. 2. Governo do Estado do Pará Simão Robison Oliveira Jatene Governador Helenilson Cunha Pontes Vice-Governador / Secretário Especial de Estado de Gestão - Seges Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará Maria Adelina Guglioti Braglia Presidente Diretoria de Pesquisa e Estudos Ambientais Jonas Bastos da Veiga DiretorDiretoria de Estudos e Pesquisas Socioeconômicas e Análise Conjuntural Cassiano Figueiredo Ribeiro Diretor Diretoria de Estatística, Tecnologia e Gestão da Informação Sérgio Castro Gomes Diretor Diretoria de Administração, Planejamento e Finanças Helaine Cordeiro Félix Diretora
  3. 3. Cadeias de Comercialização de Produtos Florestais NãoMadeireiros na Região de Integração Baixo Amazonas, Estado do Pará RELATÓRIO TÉCNICO 2011 BELÉM – PARÁ 2011
  4. 4. ExpedienteDiretor de Pesquisa e Estudos AmbientaisJonas Bastos da VeigaCoordenadora do Núcleo de Pesquisa Científica, Tecnológica e InovaçãoMarli Maria de MattosElaboração Técnica:Marli Maria de Mattos - CoordenadoraEllen Claudine Cardoso CastroDivino Herculys Peres da Silva LimaJosé de Alencar CostaAna Cristina Parente BritoIsaac Luiz Magalhães LopesColeta de dados:Daniela Monteiro da CruzNelma Santos Amorim dos SantosAdriana Pinheiro dos SantosRodrigo dos Santos LimaAna Cristina Parente BritoDivino Hercules Peres da Silva LimaApoio Técnico:Francisco Assis Costa, UFPA/NAEANanety Cristina Alves dos SantosMaria Glaucia Pacheco MoreiraParceria:Instituto de Desenvolvimento Florestal do Estado do ParáJosé Alberto da Silva Colares, Diretor GeralRevisão:Jonas Bastos da Veiga, Cassiano Figueiredo Ribeiro, Gustavo Silva e Marcílio ChiacchioNormalização:Adriana Taís G. dos Santos e Anna Márcia Malcher Muniz _______________________________________________________________________ INSTITUTO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, SOCIAL E AMBIENTAL DO PARÁ Cadeias de comercialização de produtos florestais não madeireiros na Região de Integração Baixo Amazonas, Estado do Pará: relatório técnico 2011./ Belém: IDESP, 2011. 221p. 1.Cadeias de comercialização.2.Produtos florestais não madeireiros.3.Contas sociais alfa.4.Economia regional.I.Região de Integração.II.Pará (Estado).III.Titulo. CDD: 381.098115 ________________________________________________________________________
  5. 5. APRESENTAÇÃO A extração dos produtos florestais não madeireiros (PFNM) no Brasil é de grandeimportância social, econômica e ambiental. Apresenta-se como uma forma de exploraçãosustentável, pois na maioria das vezes, não implica na remoção dos indivíduos das espécies.Há tempos, populações tradicionais, extrativistas, ribeirinhas e agricultores familiares utilizamprodutos não madeireiros (frutos, fibras, resinas, plantas medicinais, utensílios entre outros)para subsistência e renda. Apesar da relevância do tema, há poucas informações sobre omercado das espécies florestais não madeireiras, constituindo dessa forma um fator críticopara a gestão das florestas. O mercado internacional desses produtos é relativamente conhecido, todavia, omesmo não ocorre sobre a cadeia de produção e comercialização no mercado doméstico. Nãohá, nos sistemas de dados oficiais, uma lista completa de produtos florestais que sãocomercializados, principalmente no que diz respeito às espécies locais e regionais, comovárias espécies medicinais e frutíferas. No estado do Pará, bem como em todos os estados daAmazônia Legal, há uma carência de dados sobre o mercado de muitos produtos nãomadeireiros de valor local ou regional e sua relevância para as populações rurais e urbanasenvolvidas nas cadeias de produção. As estatísticas oficiais não detectam as espéciesextrativistas que possuem mercado local, bem como as recentes demandas por produtos paraatender as indústrias cosméticas no mercado nacional e internacional. Em razão da relevância do tema exposto, o Instituto de DesenvolvimentoEconômico, Social e Ambiental do Pará (Idesp), em parceria com o Instituto deDesenvolvimento Florestal do Estado do Pará (Ideflor), desenvolveu o estudo sobre as cadeiasde comercialização dos PFNM do Estado do Pará, como forma de contribuir com informaçõespara a formulação de políticas públicas. Assim foi firmado o Termo de Cooperação Técnica eFinanceira TCTF Nº 02/2010, tendo sua vigência iniciada em março de 2010, e tem comoobjetivo identificar e analisar as cadeias de comercialização dos PFNM em cinco Regiões deIntegração (RI) do estado do Pará (Rio Caeté, Baixo Amazonas, Guamá, Xingu e Marajó). Os resultados destas pesquisas podem contribuir para o entendimento da economiados PFNM no Estado do Pará, destacando as potencialidades econômicas e identificandoentraves (produção e comercialização) desses diversos produtos, evidenciando os nãodetectados nas estatísticas oficiais, contribuindo com a conservação e gestão florestal. O presente relatório contempla os resultados das análises das cadeias decomercialização dos PFNM da Região de Integração (RI) Baixo Amazonas.
  6. 6. RESUMO Na busca do desenvolvimento sustentável, o estado do Pará necessita de atividadeseconômicas produtivas que dinamizem e gerem renda às populações locais, que evitem odesmatamento, que agreguem valor aos produtos e que reduzam as desigualdades entreregiões. O método das Contas Sociais Ascendentes Alfa (CSα) aplicado neste estudo,utilizando o modelo Matriz Insumo-Produto, permitiu identificar o valor da produção de BaseAgroextrativista, de 63 produtos identificados, em 12 municípios da Região de Integração doBaixo Amazonas e, acompanhar os fluxos ao longo das cadeias estudadas, passando pelossetores de beneficiamento, transformação, comércio e serviços até seu destino final.Constatou-se que os produtos estudados (14 alimentícios, 31 fármacos e cosméticos, 14artesanatos e utensílios, 3 derivados da madeira e 1 derivado animal) têm significativaimportância na dinâmica da economia local, assim como para outras regiões do Pará, alémdos mercados nacionais e internacionais. O principal produto de destaque na RI foi acastanha-do-brasil (R$ 71 milhões), porém com 67% da renda bruta gerada e circulada fora doPará, diferente do açaí que teve R$ 12,7 milhões e 100% gerada e circulada somente no BaixoAmazonas. Outros produtos de destaque foram os cipós, as sementes de cumaru, o cacauamêndoa, a malva, o tucumã fruto e a copaíba. A contabilidade social ascendente na regiãotem origem em milhares de famílias envolvidas no setor da produção extrativa local (eextralocal), que receberam pela venda de todos os produtos o montante de R$ 9,5 milhões(VBPα), que gerou R$ 36,7 milhões (VBP) na compra destes produtos (predomínio in natura)e com a agregação de valor de mais de R$ 62,7 milhões (VAB), chegando a uma renda brutatotal (RBT) gerada e circulada em R$ 99,4 milhões, com seus efeitos para frente e para trásnas cadeias de comercialização. O estudo também demonstrou as fragilidades epotencialidades identificadas nas cadeias, envolvendo a iniciativa privada, os órgãosgovernamentais e a sociedade direta e indiretamente relacionada às cadeias dos produtos doagroextrativismo.Palavras-chave: 1.Cadeias de comercialização, 2.Produtos florestais não madeireiros,3.Contas sociais alfa, 4.Economia regional.
  7. 7. LISTA DE SIGLASCONAB Companhia Nacional de AbastecimentoEMATER Empresa de Assistência Técnica e Extensão RuralEmbrapa Empresa Brasileira de Pesquisa AgropecuáriaFLONA do Tapajós Floresta Nacional do TapajósFOB Free on Board – Entrega embarcadaGPS Sistema de Posicionamento GlobalIBGE Instituto Brasileiro de Geografia e EstatísticaIDEFLOR Instituto de Desenvolvimento Florestal do Estado do ParáIDESP Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do ParáIDH Índice de Desenvolvimento HumanoMDIC/SECEX Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior / Secretaria de Comércio ExteriorMIP Matriz Insumo ProdutoMZEE - PA Macrozoneamento Ecológico-Econômico do Estado do ParáNAEA / UFPA Núcleo de Altos Estudos Amazônicos da Universidade Federal do ParáNPCTI Núcleo de Pesquisa Científica, Tecnológica e Inovação do IDESPONG Organização Não GovernamentalPAM Pesquisa Agrícola MunicipalPEVS Produção da Extração Vegetal e da SilviculturaPRB Produto Regional BrutoPRBα Produto Regional Bruto de Base AgroextrativistaPFNM Produtos Florestais Não MadeireirosPAM Produção Agrícola MunicipalPIB Produto Interno BrutoRBT Renda Bruta TotalRBTα Renda Bruta Total de Base AgroextrativistaRI Região de IntegraçãoSEIR Secretaria de Estado de Integração RegionalSEMA - PA Secretaria de Estado de Meio AmbienteSTR Sindicato dos Trabalhadores RuraisTCTF Termo de Cooperação Técnica e FinanceiraUC Unidade de ConservaçãoUFPA Universidade Federal do ParáVAB Valor Agregado Bruto ou Valor Adicionado BrutoVABα Valor Agregado Bruto de Base AgroextrativistaVBP Valor Bruto da ProduçãoVBPα Valor Bruto da Produção de Base AgroextrativistaVTE Valor Transacionado Efetivo
  8. 8. LISTA DE FIGURASFIGURA 1 - Municípios pertencentes à Região de Integração Baixo Amazonas, estado do Pará. ......................................................................................................................... 38FIGURA 2 - Localização da Região de Integração Baixo Amazonas, estado do Pará. ........... 41FIGURA 3 - Localização dos agentes mercantis da castanha-do-brasil na RI Baixo Amazonas, estado do Pará, no período de 2009 a 2010. ............................................................ 43FIGURA 4 - Estrutura (%) da quantidade amostral da castanha-do-brasil comercializada na RI Baixo Amazonas, estado do Pará, no período de 2009 a 2010. ............................... 47FIGURA 5 - Preço médio da castanha-do-brasil (R$/kg) praticado nas transações entre os setores da cadeia de comercialização, no período de 2009 a 2010, da RI Baixo Amazonas, estado do Pará. ...................................................................................... 48FIGURA 6 - Localização dos agentes mercantis do açaí na RI Baixo Amazonas, estado do Pará, no período de 2009 a 2010. ............................................................................. 56FIGURA 7 - Estrutura (%) da quantidade amostral do açaí comercializado na RI Baixo Amazonas, estado do Pará, no período de 2009 a 2010........................................... 59FIGURA 8 - Preço médio do açaí (R$/kg de fruto in natura) praticado nas transações entre os setores da cadeia de comercialização, no período de 2009 a 2010, da RI Baixo Amazonas, estado do Pará. ...................................................................................... 60FIGURA 9 - Localização dos agentes mercantis do cumaru na RI Baixo Amazonas, estado do Pará, no período de 2009 a 2010. ............................................................................. 66FIGURA 10 - Estrutura (%) da quantidade amostral do cumaru comercializado na RI Baixo Amazonas, estado do Pará, no período de 2009 a 2010........................................... 68FIGURA 11 - Preço médio do cumaru (R$/kg) praticado nas transações entre os setores da cadeia de comercialização, no período de 2009 a 2010, da RI Baixo Amazonas, estado do Pará. ......................................................................................................... 69FIGURA 12 - Estrutura (%) da quantidade amostral comercializada e preço médio praticado (R$ correntes/kg) da malva na RI Baixo Amazonas, estado do Pará, no período de 2009 a 2010. ............................................................................................................. 77FIGURA 13 - Localização dos agentes mercantis da copaíba na RI Baixo Amazonas, estado do Pará, no período de 2009 a 2010. ........................................................................ 84FIGURA 14 - Estrutura (%) da quantidade amostral da copaíba comercializada na RI Baixo Amazonas, estado do Pará, no período de 2009 a 2010........................................... 85FIGURA 15 - Preço médio da copaíba (R$/l) praticado nas transações entre setores da cadeia de comercialização, no período de 2009 a 2010, da RI Baixo Amazonas, estado do Pará. ......................................................................................................................... 86FIGURA 16 - Localização dos agentes mercantis do cupuaçu na RI Baixo Amazonas, estado do Pará, no período de 2009 a 2010. ........................................................................ 94FIGURA 17 - Estrutura (%) da quantidade amostral do cupuaçu na RI Baixo Amazonas, estado do Pará, no período de 2009 a 2010. ............................................................ 96FIGURA 18 - Preço médio do cupuaçu (R$/un.) praticado nas transações entre setores da cadeia de comercialização, no período de 2009 a 2010, da RI Baixo Amazonas, estado do Pará. ......................................................................................................... 97
  9. 9. FIGURA 19 - Localização dos agentes mercantis do mel na RI Baixo Amazonas, estado do Pará, no período de 2009 a 2010. ............................................................................. 98FIGURA 20 - Estrutura (%) da quantidade amostral do mel comercializado na RI Baixo Amazonas, estado do Pará, no período de 2009 a 2010......................................... 100FIGURA 21 - Preço médio do mel (R/l) praticado nas transações entre os setores da cadeia de comercialização, no período de 2009 a 2010, da RI Baixo Amazonas, estado do Pará. ....................................................................................................................... 101FIGURA 22 - Localização dos agentes mercantis do cacau (amêndoas) na RI Baixo Amazonas, estado do Pará, no período de 2009 a 2010......................................... 108FIGURA 23 - Estrutura (%) da quantidade amostral do cacau (amêndoas) comercializado na RI Baixo Amazonas, estado do Pará, no período de 2009 a 2010. ........................ 110FIGURA 24 - Preço médio do cacau (amêndoas) (R$/kg) praticado nas transações entre setores da cadeia de comercialização, no período de 2009 a 2010, da RI Baixo Amazonas, estado do Pará. .................................................................................... 111FIGURA 25 - Localização dos agentes mercantis do tucumã na RI Baixo Amazonas, estado do Pará, no período de 2009 a 2010. ...................................................................... 118FIGURA 26 - Estrutura (%) da quantidade amostral do tucumã comercializado na RI Baixo Amazonas, estado do Pará, no período de 2009 a 2010......................................... 121FIGURA 27 - Preço médio do tucumã (R$/kg) praticado nas transações entre setores da cadeia de comercialização, no período de 2009 a 2010, da RI Baixo Amazonas, estado do Pará. ....................................................................................................... 122FIGURA 28 - Localização dos agentes mercantis do artesanato regional na RI Baixo Amazonas, estado do Pará, no período de 2009 a 2010......................................... 123FIGURA 29 - Estrutura (%) da quantidade amostral do artesanato regional comercializado na RI Baixo Amazonas, estado do Pará, no período de 2009 a 2010. ........................ 125FIGURA 30 - Preço médio do artesanato regional (R$/un.) praticado nas transações entre setores da cadeia de comercialização, no período de 2009 a 2010, da RI Baixo Amazonas, estado do Pará. .................................................................................... 126FIGURA 31 - Localização dos agentes mercantis dos utensílios na RI Baixo Amazonas, estado do Pará, no período de 2009 a 2010. .......................................................... 127FIGURA 32 - Estrutura (%) da quantidade amostral comercializada e preço médio praticado (R$ correntes/un.) dos utensílios na RI Baixo Amazonas, estado do Pará, no período de 2009 a 2010. ......................................................................................... 128FIGURA 33 - Estrutura (%) da quantidade amostral dos cipós na RI Baixo Amazonas, estado do Pará, no período de 2009 a 2010. ...................................................................... 130FIGURA 34 - Preço médio dos cipós (R$/rolo) praticado nas transações entre setores da cadeia de comercialização, no período de 2009 a 2010, da RI Baixo Amazonas, estado do Pará. ....................................................................................................... 131FIGURA 35 - Localização dos agentes mercantis do taperebá na RI Baixo Amazonas, estado do Pará, no período de 2009 a 2010. ...................................................................... 132FIGURA 36 - Estrutura (%) da quantidade amostral do taperebá na RI Baixo Amazonas, estado do Pará, no período de 2009 a 2010. .......................................................... 134
  10. 10. FIGURA 37 - Preço médio do taperebá (R$/kg) praticado nas transações entre setores da cadeia de comercialização, no período de 2009 a 2010, da RI Baixo Amazonas, estado do Pará. ....................................................................................................... 135FIGURA 38 - Localização dos agentes mercantis da borracha na RI Baixo Amazonas, estado do Pará, no período de 2009 a 2010. ...................................................................... 136FIGURA 39 - Estrutura (%) da quantidade amostral da borracha na RI Baixo Amazonas, estado do Pará, no período de 2009 a 2010. .......................................................... 137FIGURA 40 - Preço médio da borracha (R$/kg do látex) praticado nas transações entre setores da cadeia de comercialização, no período de 2009 a 2010, da RI Baixo Amazonas, estado do Pará. .................................................................................... 138FIGURA 41 - Localização dos agentes mercantis da andiroba na RI Baixo Amazonas, estado do Pará, no período de 2009 a 2010. ...................................................................... 139FIGURA 42 - Estrutura (%) da quantidade amostral da andiroba na RI Baixo Amazonas, estado do Pará, no período de 2009 a 2010. .......................................................... 141FIGURA 43 - Preço médio da andiroba (R$/l) praticado nas transações entre setores da cadeia de comercialização, no período de 2009 a 2010, da RI Baixo Amazonas, estado do Pará. ....................................................................................................................... 142FIGURA 44 - Estrutura (%) da quantidade amostral comercializada e preço médio praticado (R$ correntes/kg) do curauá na RI Baixo Amazonas, estado do Pará, no período de 2009 a 2010. ........................................................................................................... 149FIGURA 45 - Localização dos agentes mercantis do buriti na RI Baixo Amazonas, estado do Pará, no período de 2009 a 2010. ........................................................................... 150FIGURA 46 - Estrutura (%) da quantidade amostral do buriti na RI Baixo Amazonas, estado do Pará, no período de 2009 a 2010. ...................................................................... 152FIGURA 47 - Preço médio do buriti (R$/kg) praticado nas transações entre setores da cadeia de comercialização, no período de 2009 a 2010, da RI Baixo Amazonas, estado do Pará. ....................................................................................................................... 154FIGURA 48 - Estrutura (%) da quantidade amostral do urucum na RI Baixo Amazonas, estado do Pará, no período de 2009 a 2010. .......................................................... 156FIGURA 49 - Preço médio do urucum (R$/kg) praticado nas transações entre setores da cadeia de comercialização, no período de 2009 a 2010, da RI Baixo Amazonas, estado do Pará. ....................................................................................................... 157FIGURA 50 - Localização dos agentes mercantis dos leites na RI Baixo Amazonas, estado do Pará, no período de 2009 a 2010. ........................................................................... 158FIGURA 51 - Estrutura (%) da quantidade amostral dos leites na RI Baixo Amazonas, estado do Pará, no período de 2009 a 2010. ...................................................................... 159FIGURA 52 - Preço médio dos leites (R$/l) praticado nas transações entre setores da cadeia de comercialização, no período de 2009 a 2010, da RI Baixo Amazonas, estado do Pará. ....................................................................................................................... 160FIGURA 53 - Localização dos agentes mercantis do muruci na RI Baixo Amazonas, estado do Pará, no período de 2009 a 2010. ...................................................................... 161FIGURA 54 - Estrutura (%) da quantidade amostral do muruci na RI Baixo Amazonas, estado do Pará, no período de 2009 a 2010. ...................................................................... 163
  11. 11. FIGURA 55 - Preço médio do muruci (R$/l) praticado nas transações entre setores da cadeia de comercialização, no período de 2009 a 2010, da RI Baixo Amazonas, estado do Pará. ....................................................................................................................... 164FIGURA 56 - Estrutura (%) da quantidade amostral comercializada e preço médio praticado (R$ correntes/m3) da lenha na RI Baixo Amazonas, estado do Pará, no período de 2009 a 2010. ........................................................................................................... 165FIGURA 57 - Localização dos agentes mercantis das plantas medicinais na RI Baixo Amazonas, estado do Pará, no período de 2009 a 2010......................................... 166FIGURA 58 - Estrutura (%) da quantidade amostral das plantas medicinais na RI Baixo Amazonas, estado do Pará, no período de 2009 a 2010......................................... 167FIGURA 59 - Preço médio das plantas medicinas (R$/kg) praticado nas transações entre setores da cadeia de comercialização, no período de 2009 a 2010, da RI Baixo Amazonas, estado do Pará. .................................................................................... 168FIGURA 60 - Estrutura (%) da quantidade amostral comercializada e preço médio praticado (R$ correntes/kg in natura) da bacaba na RI Baixo Amazonas, estado do Pará, no período de 2009 a 2010. ......................................................................................... 170FIGURA 61 - Localização dos agentes mercantis do breu-branco na RI Baixo Amazonas, estado do Pará, no período de 2009 a 2010. .......................................................... 171FIGURA 62 - Estrutura (%) da quantidade amostral do breu-branco na RI Baixo Amazonas, estado do Pará, no período de 2009 a 2010. .......................................................... 172FIGURA 63 - Preço médio do breu-branco (R$/kg) praticado nas transações entre setores da cadeia de comercialização, no período de 2009 a 2010, da RI Baixo Amazonas, estado do Pará. ....................................................................................................... 173FIGURA 64 - Estrutura (%) da quantidade amostral comercializada e preço médio praticado (R$ correntes/un.) do artesanato de balata na RI Baixo Amazonas, estado do Pará, no período de 2009 a 2010. .................................................................................... 175FIGURA 65 - Estrutura (%) da quantidade amostral comercializada e preço médio praticado (R$ correntes/sc.) do carvão na RI Baixo Amazonas, estado do Pará, no período de 2009 a 2010. ........................................................................................................... 176FIGURA 66 - Estrutura (%) da quantidade amostral comercializada e preço médio praticado (R$ correntes/un.) do uxi na RI Baixo Amazonas, estado do Pará, no período de 2009 a 2010. ........................................................................................................... 178FIGURA 67 - Estrutura (%) da quantidade amostral comercializada e preço médio praticado (R$/un.) do artesanato indígena na RI Baixo Amazonas, estado do Pará, no período de 2009 a 2010. ...................................................................................................... 179FIGURA 68 - Estrutura (%) da quantidade amostral comercializada e preço médio praticado (R$ correntes/un.) do cacau (fruto) na RI Baixo Amazonas, estado do Pará, no período de 2009 a 2010. ......................................................................................... 180FIGURA 69 - Estrutura (%) da quantidade amostral comercializada e preço médio praticado (R$ correntes/kg) do cajuaçu na RI Baixo Amazonas, estado do Pará, no período de 2009 a 2010. ........................................................................................................... 182FIGURA 70 - Estrutura (%) da quantidade amostral comercializada e preço médio praticado (R$ correntes/l) do óleo de piquiá na RI Baixo Amazonas, estado do Pará, no período de 2009 a 2010. ......................................................................................... 183
  12. 12. FIGURA 71 - Estrutura (%) da quantidade amostral comercializada e preço médio praticado (R$ correntes/un.) do bacuri na RI Baixo Amazonas, estado do Pará, no período de 2009 a 2010. ........................................................................................................... 185FIGURA 72 - Estrutura (%) da quantidade amostral comercializada e preço médio praticado (R$ correntes/l) do óleo da castanha-do-brasil na RI Baixo Amazonas, estado do Pará, no período de 2009 a 2010. ........................................................................... 187
  13. 13. LISTA DE QUADROSQUADRO 1 - Descrição dos agentes mercantis na comercialização da castanha-do-brasil da RI Baixo Amazonas, estado do Pará, no período de 2009 a 2010. ........................ 44QUADRO 2 - Descrição dos agentes mercantis na comercialização do açaí da RI Baixo Amazonas, estado do Pará, no período de 2009 a 2010. ....................................... 57QUADRO 3 - Descrição dos agentes mercantis na comercialização da semente do cumaru da RI Baixo Amazonas, estado do Pará, no período de 2009 a 2010. ........................ 67QUADRO 4 - Descrição dos agentes mercantis na comercialização da malva da RI Baixo Amazonas, estado do Pará, no período de 2009 a 2010. ....................................... 76QUADRO 5 - Descrição dos agentes mercantis na comercialização da copaíba da RI Baixo Amazonas, estado do Pará, no período de 2009 a 2010. ....................................... 83QUADRO 6 - Descrição dos agentes mercantis na comercialização do cupuaçu da RI Baixo Amazonas, estado do Pará, no período de 2009 a 2010. ....................................... 95QUADRO 7 - Descrição dos agentes mercantis na comercialização do mel da RI Baixo Amazonas, estado do Pará, no período de 2009 a 2010. ....................................... 99QUADRO 8 - Descrição dos agentes mercantis na comercialização do cacau (amêndoas) da RI Baixo Amazonas, estado do Pará, no período de 2009 a 2010. ...................... 109QUADRO 9 - Descrição dos agentes mercantis na comercialização do tucumã da RI Baixo Amazonas, estado do Pará, no período de 2009 a 2010. ..................................... 119QUADRO 10 - Descrição dos agentes mercantis na comercialização do artesanato regional da RI Baixo Amazonas, estado do Pará, no período de 2009 a 2010. ...................... 124QUADRO 11 - Descrição dos agentes mercantis na comercialização dos utensílios da RI Baixo Amazonas, estado do Pará, no período de 2009 a 2010. ........................... 127QUADRO 12 - Descrição dos agentes mercantis na comercialização dos cipós titica e timbó da RI Baixo Amazonas, estado do Pará, no período de 2009 a 2010. ................. 129QUADRO 13 - Descrição dos agentes mercantis na comercialização do taperebá da RI Baixo Amazonas, estado do Pará, no período de 2009 a 2010. ..................................... 132QUADRO 14 - Descrição dos agentes mercantis na comercialização da borracha da RI Baixo Amazonas, estado do Pará, no período de 2009 a 2010. ..................................... 136QUADRO 15 - Descrição dos agentes mercantis na comercialização da andiroba da RI Baixo Amazonas, estado do Pará, no período de 2009 a 2010. ..................................... 140QUADRO 16 - Descrição dos agentes mercantis na comercialização da fibra do curauá da RI Baixo Amazonas, estado do Pará, no período de 2009 a 2010. ........................... 148QUADRO 17 - Descrição dos agentes mercantis na comercialização do buriti da RI Baixo Amazonas, estado do Pará, no período de 2009 a 2010. ..................................... 151QUADRO 18 - Descrição dos agentes mercantis na comercialização do urucum da RI Baixo Amazonas, estado do Pará, no período de 2009 a 2010. ..................................... 155QUADRO 19 - Descrição dos agentes mercantis na comercialização dos leites da RI Baixo Amazonas, Estado do Pará, no período de 2009 a 2010. ..................................... 158QUADRO 20 - Descrição dos agentes mercantis na comercialização do muruci da RI Baixo Amazonas, estado do Pará, no período de 2009 a 2010. ..................................... 161
  14. 14. QUADRO 21 - Descrição dos agentes mercantis na comercialização da lenha da RI Baixo Amazonas, estado do Pará, no período de 2009 a 2010. ..................................... 164QUADRO 22 - Descrição dos agentes mercantis na comercialização das plantas medicinais da RI Baixo Amazonas, estado do Pará, no período de 2009 a 2010. ...................... 166QUADRO 23 - Descrição dos agentes mercantis na comercialização da bacaba da RI Baixo Amazonas, estado do Pará, no período de 2009 a 2010. ..................................... 168QUADRO 24 - Descrição dos agentes mercantis na comercialização do breu-branco da RI Baixo Amazonas, estado do Pará, no período de 2009 a 2010. ........................... 171QUADRO 25 - Descrição dos agentes mercantis na comercialização do artesanato de balata da RI Baixo Amazonas, estado do Pará, no período de 2009 a 2010. ................. 174QUADRO 26 - Descrição dos agentes mercantis na comercialização do carvão da RI Baixo Amazonas, estado do Pará, no período de 2009 a 2010. ..................................... 176QUADRO 27 - Descrição dos agentes mercantis na comercialização do uxi da RI Baixo Amazonas, estado do Pará, no período de 2009 a 2010. ..................................... 177QUADRO 28 - Descrição dos agentes mercantis na comercialização do artesanato indígena da RI Baixo Amazonas, estado do Pará, no período de 2009 a 2010. ...................... 178QUADRO 29 - Descrição dos agentes mercantis na comercialização do cacau (fruto) da RI Baixo Amazonas, estado do Pará, no período de 2009 a 2010. ........................... 180QUADRO 30 - Descrição dos agentes mercantis na comercialização do cajuaçu da RI Baixo Amazonas, estado do Pará, no período de 2009 a 2010. ..................................... 181QUADRO 31 - Descrição dos agentes mercantis na comercialização do óleo de piquiá da RI Baixo Amazonas, estado do Pará, no período de 2009 a 2010. ........................... 183QUADRO 32 - Descrição dos agentes mercantis na comercialização do bacuri da RI Baixo Amazonas, estado do Pará, no período de 2009 a 2010. ..................................... 184QUADRO 33 - Descrição dos agentes mercantis na comercialização do óleo da castanha-do- brasil da RI Baixo Amazonas, estado do Pará, no período de 2009 a 2010. ....... 186
  15. 15. LISTA DE GRÁFICOSGRÁFICO 1 - VBPα, em R$, pela ótica da oferta na comercialização da castanha-do-brasil da RI Baixo Amazonas, estado do Pará, estimado para 2008. ................................... 49GRÁFICO 2 - VAB (em R$) e o mark-up (%), na comercialização da castanha-do-brasil da RI Baixo Amazonas, estado do Pará, estimado para 2008. ................................... 52GRÁFICO 3 - Valor da RBT, em R$, gerada e circulada na comercialização da castanha-do- brasil, considerando sua composição pela ótica da demanda (VBP + VAB), a partir da RI Baixo Amazonas, estado do Pará, estimado para 2008. ..................... 54GRÁFICO 4 - VBPα, em R$, pela ótica da oferta na comercialização do açaí da RI Baixo Amazonas, estado do Pará, estimado para 2008. ................................................... 61GRÁFICO 5 - VAB (R$) e o mark-up (%), na comercialização do açaí da RI Baixo Amazonas, estado do Pará, estimado para 2008. ................................................... 63GRÁFICO 6 - Valor da RBT, em R$, gerada e circulada na comercialização do açaí, considerando sua composição pela ótica da demanda (VBP + VAB), a partir da RI Baixo Amazonas, estado do Pará, estimado para 2008. ........................................ 64GRÁFICO 7 - VBPα, em R$, pela ótica da oferta na comercialização da semente de cumaru da RI Baixo Amazonas, estado do Pará, estimado para 2008. .............................. 70GRÁFICO 8 - VAB (em R$) e o mark-up (%), na comercialização da semente de cumaru da RI Baixo Amazonas, estado do Pará, estimado para 2008. ................................... 72GRÁFICO 9 - Valor da RBT, em R$, gerada e circulada na comercialização da semente de cumaru, considerando sua composição pela ótica da demanda (VBP + VAB), a partir da RI Baixo Amazonas, estado do Pará, estimado para 2008. ..................... 74GRÁFICO 10 - VBPα, em R$, pela ótica da oferta na comercialização da malva da RI Baixo Amazonas, estado do Pará, estimado para 2008. ................................................... 78GRÁFICO 11 - VAB (R$) e o mark-up (%), na comercialização da malva da RI Baixo Amazonas, estado do Pará, estimado para 2008. ................................................... 80GRÁFICO 12 - Valor da RBT, em R$, gerada e circulada na comercialização da malva, considerando sua composição pela ótica da demanda (VBP + VAB), a partir da RI Baixo Amazonas, estado do Pará, estimado para 2008. ........................................ 82GRÁFICO 13 - VBPα, em R$, pela ótica da oferta na comercialização do óleo de copaíba da RI Baixo Amazonas, estado do Pará, estimado para 2008. ................................... 87GRÁFICO 14 - VAB (em R$) e o mark-up (%), na comercialização do óleo de copaíba da RI Baixo Amazonas, estado do Pará, estimado para 2008. ........................................ 89GRÁFICO 15 - Valor da RBT, em R$, gerada e circulada na comercialização do óleo de copaíba, considerando sua composição pela ótica da demanda (VBP + VAB), a partir da RI Baixo Amazonas, estado do Pará, estimado para 2008. ..................... 92GRÁFICO 16 - VBPα, em R$, pela ótica da oferta na comercialização do mel da RI Baixo Amazonas, estado do Pará, estimado para 2008. ................................................. 102GRÁFICO 17 - VAB (R$) e o mark-up (%), na comercialização do mel da RI Baixo Amazonas, estado do Pará, estimado para 2008. ................................................. 105
  16. 16. GRÁFICO 18 - Valor da RBT, em R$, gerada e circulada na comercialização do mel, considerando sua composição pela ótica da demanda (VBP + VAB), a partir da RI Baixo Amazonas, estado do Pará, estimado para 2008. ...................................... 107GRÁFICO 19 - VBPα, em R$, pela ótica da oferta na comercialização do cacau amêndoa da RI Baixo Amazonas, estado do Pará, estimado para 2008. ................................. 112GRÁFICO 20 - VAB (em R$) e o mark-up (%), na comercialização do cacau amêndoa da RI Baixo Amazonas, estado do Pará, estimado para 2008. ...................................... 114GRÁFICO 21 - Valor da RBT, em R$, gerada e circulada na comercialização do cacau amêndoa, considerando sua composição pela ótica da demanda (VBP + VAB), a partir da RI Baixo Amazonas, estado do Pará, estimado para 2008. ................... 116GRÁFICO 22 - VBPα, em R$, pela ótica da oferta na comercialização do óleo de andiroba da RI Baixo Amazonas, estado do Pará, estimado para 2008. ................................. 143GRÁFICO 23 - VAB (em R$) e o mark-up (%), na comercialização do óleo de andiroba da RI Baixo Amazonas, estado do Pará, estimado para 2008. ...................................... 145GRÁFICO 24 - Valor da RBT, em R$, gerada e circulada na comercialização do óleo de andiroba, considerando sua composição pela ótica da demanda (VBP + VAB), a partir da RI Baixo Amazonas, estado do Pará, estimado para 2008. ................... 147
  17. 17. LISTA DE TABELASTABELA 1 - Produtos florestais não madeireiros identificados na RI Baixo Amazonas, com quantidade e valor pago à produção local, de acordo com a amostragem realizada em campo, no período de 2009 a 2010. ................................................................... 42TABELA 2 - Demanda Final (local, estadual e nacional), em R$ e %, dos produtos florestais não madeireiros identificados nos doze municípios da Região de Integração Baixo Amazonas, estado do Pará, estimado para 2008. ................................................... 189TABELA 3 - Valor Adicionado Bruto - VAB (local, estadual e nacional), em R$ e %, dos produtos florestais não madeireiros identificados nos doze municípios da Região de Integração Baixo Amazonas, estado do Pará, estimado para 2008. ....................... 191TABELA 4 - Valor Agregado Bruto - VAB (local, estadual e nacional), em R$ e %, dos produtos florestais não madeireiros identificados na Região de Integração Baixo Amazonas, estado do Pará, organizados em categorias (Alimentícios, Artesanatos/Utensílios, Derivado Animal, Derivado da Madeira e Fármacos/Cosméticos), estimados para 2008. ....................................................... 193TABELA 5 - Renda Bruta Total (R$) na esfera local, estadual e nacional dos produtos florestais não madeireiros identificados na Região de Integração Baixo Amazonas, estimados para 2008, organizados em três categorias relativas com escalas de valor do RBT (acima de R$ 600 mil, de R$ 100 mil a R$ 599 mil e abaixo de R$ 100 mil). ........................................................................................................................ 195TABELA 6 - Indicadores econômicos dos produtos florestais não madeireiros identificados na Região de Integração Baixo Amazonas, estado do Pará, compostos pelo Valor Bruto da Produção Alfa Local (VBPα), o Valor Bruto da Produção Alfa extralocal, a margem de lucro (mark-up), o Valor Bruto da Produção (VBP), o Valor Agregado Bruto (VAB) e a Renda Bruta Total (RBT), em R$, nas esferas local, estadual e nacional, estimado para 2008 (Idesp). ................................................................... 200
  18. 18. SUMÁRIO1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................... 272 OBJETIVOS ........................................................................................................................ 282.1 GERAL ............................................................................................................................... 282.2 ESPECÍFICOS ................................................................................................................... 283 METODOLOGIA................................................................................................................ 294 RESULTADOS .................................................................................................................... 384.1 REGIÃO DE INTEGRAÇÃO BAIXO AMAZONAS ...................................................... 384.1.1 Caracterização ................................................................................................................. 384.2 ANÁLISE DAS CADEIAS DE COMERCIALIZAÇÃO .................................................. 414.2.1 Castanha-do-brasil ........................................................................................................... 434.2.2 Açaí .................................................................................................................................. 564.2.3 Cumaru ............................................................................................................................ 654.2.4 Malva ............................................................................................................................... 754.2.5 Copaíba ............................................................................................................................ 824.2.6 Cupuaçu ........................................................................................................................... 934.2.7 Mel ................................................................................................................................... 984.2.8 Cacau (amêndoas).......................................................................................................... 1084.2.9 Tucumã .......................................................................................................................... 1174.2.10 Artesanato regional ...................................................................................................... 1224.2.11 Utensílios ..................................................................................................................... 1264.2.12 Cipós ............................................................................................................................ 1284.2.13 Taperebá ...................................................................................................................... 1314.2.14 Borracha ...................................................................................................................... 1354.2.15 Andiroba ...................................................................................................................... 1384.2.16 Curauá.......................................................................................................................... 1484.2.17 Buriti ............................................................................................................................ 1504.2.18 Urucum ........................................................................................................................ 1544.2.19 Leites ........................................................................................................................... 1574.2.20 Muruci ......................................................................................................................... 1604.2.21 Lenha ........................................................................................................................... 1644.2.22 Plantas medicinais ....................................................................................................... 1654.2.23 Bacaba ......................................................................................................................... 1684.2.24 Breu-branco ................................................................................................................. 1704.2.25 Artesanato de balata..................................................................................................... 1734.2.26 Carvão .......................................................................................................................... 1754.2.27 Uxi ............................................................................................................................... 1774.2.28 Artesanato indígena ..................................................................................................... 178
  19. 19. 4.2.29 Cacau (fruto) ................................................................................................................ 1794.2.30 Cajuaçu ........................................................................................................................ 1814.2.31 Óleo de piquiá.............................................................................................................. 1824.2.32 Bacuri .......................................................................................................................... 1844.2.33 Óleo de castanha-do-brasil .......................................................................................... 1854.3 ANÁLISES AGRUPADAS ............................................................................................. 1885 CONCLUSÕES.................................................................................................................. 2016 RECOMENDAÇÕES........................................................................................................ 2047 REFERÊNCIAS ................................................................................................................ 2098 APÊNDICES ...................................................................................................................... 213
  20. 20. 271 INTRODUÇÃO Segundo o Ministério da Agricultura de Moçambique (2008), os Produtos FlorestaisNão Madeireiros (PFNM) são aqueles derivados da floresta, exceto a madeira, cuja definiçãoengloba fibras, frutos, raízes, cascas, folhas, taninos, cogumelos, exudados, mel, plantasmedicinais, lenha e carvão, entre outros. Silva et al. (2010) ressaltam que, em tese, estesprodutos também podem ser obtidos de plantas semidomesticadas em plantios ou sistemasagroflorestais. Nas últimas décadas, assiste-se em todo o mundo, o crescimento da preocupaçãorelacionada a fatores como aquecimento global e o desmatamento das florestas tropicais, queatraem o interesse de diversos atores sociais, que anseiam em equacionar tais impactos.Dentro deste contexto, a extração e comercialização dos PFNM no Brasil têm apresentadogrande importância social, econômica e ambiental, em virtude de ocorrer prioritariamente empequenas propriedades, preservar parte importante da biodiversidade das florestas nativas(FIEDLER et al., 2008) e gerar renda. Em relação ao comércio dos PFNM, nota-se que o mercado internacional dessesprodutos é relativamente conhecido, diferente das cadeias de comercialização no mercadodoméstico. No estado do Pará, assim como nos outros estados da Amazônia Legal, é restrita aliteratura e dados existentes sobre o mercado “invisível” de muitas espécies de valor local ouregional e sua importância para as populações rurais e urbanas envolvidas ao longo da suacadeia de produção (MONTEIRO, 2003). Dessa forma, gestores e demais audiências estãodesinformados sobre o fluxo desse comércio, que permanece oculto (SILVA, 2010). Apesar da magnitude socioeconômica dos PFNM, verifica-se que há poucainformação sistematizada sobre quantidade, valor, processos de produção, industrialização ecomercialização desses produtos. Essa escassez de informações é um empecilho àconservação e ao desenvolvimento de estratégias mercadológicas para esses produtos(FIEDLER et al., 2008). Este estudo teve como objeto principal identificar e analisar as cadeias decomercialização dos PFNM na Região de Integração (RI) Baixo Amazonas, Estado do Pará,evidenciando os fatores críticos e potencialidades, como forma de subsidiar políticas públicas.
  21. 21. 282 OBJETIVOS2.1 GERAL Identificar e analisar as cadeias de comercialização de produtos florestais não madeireiros da Região de Integração Baixo Amazonas, Estado do Pará, buscando evidenciar fatores críticos e potencialidades.2.2 ESPECÍFICOS Identificar e descrever as estruturas das cadeias de comercialização dos produtos florestais não madeireiros da Região de Integração Baixo Amazonas; e Quantificar o Valor Bruto da Produção (VBP), explicitando a produção agroextrativista do setor alfa (VBPα), o Valor Agregado Bruto (VAB) juntamente com a margem bruta de comercialização (mark-up) e a Renda Bruta Total (RBT) gerada e circulada na comercialização dos produtos identificados.
  22. 22. 293 METODOLOGIA No intuito de descrever e analisar as cadeias de comercialização dos produtosflorestais não madeireiros (PFNM), a partir do conjunto dos 12 municípios pertencentes à RIdo Baixo Amazonas, Estado do Pará, desde os agentes que compraram do produtor até os quevenderam para o consumidor, este estudo baseou-se na metodologia das Contas AscendentesAlfa CSα (COSTA, 2002, 2006 e 2008a), que permite construir Contas Sociais de baseagroextrativista, para uma região, utilizando o modelo Matriz Insumo-Produto de Leontief(1983). As “Contas Sociais Alfa” (CSα) referem-se à metodologia de cálculo ascendente dematrizes de insumo-produto de equilíbrio computável e, que se baseia nos parâmetros eindicadores de cada produto que compõem os setores originários e fundamentais, justifica-sepelo fato de permitir uma análise pontual ou com foco na real problemática local, haja vistaque as estatísticas de produção são obtidas mais irredutível possível de uma economia local.Ou seja, este método além de fazer uma “fotografia” da realidade macroeconômica e social deuma delimitação geográfica, fornece respostas a questões que envolvem os impactos geradospor ações e programas de desenvolvimento ali implementados. Conforme explica Costa (2008b), o método consiste em identificar a produção decada agente que pode ser agregado nos “setores alfa”, de certa delimitação geográfica eacompanhar os fluxos até sua destinação final. Nesse trajeto define parametricamente ascondições de passagem pelas diversas interseções entre os setores derivados (quantidadestransacionadas em cada ponto e o mark-up correspondente), tratados como “setores beta”, osquais são ajustados a três níveis diferentes: o local (βa), o estadual (βb) e o nacional (βc). Esta metodologia foi aplicada na região sudeste do Pará, caracterizada por tensõesentre grandes projetos pecuários e minerais, e a expansão camponesa, com assentamentos dareforma agrária. O trabalho desenvolvido por Costa (2008b), contempla a análise de insumo-produto com metodologia ascendente que explicita a diversidade estrutural dos setores debase primária e os impactos econômicos da programação de investimento da Companhia Valedo Rio Doce (CVRD) de 2004 até 2010. Os resultados do estudo indicam que a metodologiaascendente CSα permitiu fazer as diferenciações estruturais necessárias na geração de umamatriz de insumo-produto mais aderente à complexidade da economia local, evidenciando ainfluência expressiva na economia do setor mineral do Sudeste Paraense, com complexidadede tal ordem que sua expansão cria possibilidades de crescimento para os demais setores daeconomia local. Por outro lado, demonstrou vazamentos de vulto (em termos de renda,
  23. 23. 30agregação de valor, entre outros) – tanto da economia local e no entorno mais próximo, para aeconomia do resto do Pará, quanto para o resto do Brasil. Em outro estudo Costa e Costa (2008) descreveram a economia da cultura do festivalde bois de Parintins, estado do Amazonas, utilizando a metodologia das CSα conjuntamenteorientada pelo conceito de Arranjos Produtivos Locais (APL). O estudo identificou limitaçõesde infraestrutura, apontou impactos para a economia do município com a produção erealização do evento, com isso o município recebeu tratamento diferenciado por parte dospoderes públicos, que se converteram em investimentos reais e o APL da cultura identificadorepresentou 10% da economia local e se apresentou como uma nova base de exportação, comum efeito multiplicar elevado. A aplicação da metodologia CSα por Dürr (2008) no Departamento1 de Sololá, naGuatemala, permitiu descrever as cadeias produtivas dos principais produtos da agriculturacamponesa, construiu a Contabilidade Social de base agrária do Departamento, ou seja,calculou o Produto Interno Bruto mostrando a contribuição de diferentes setores,especialmente no setor rural e da economia regional e, por último, identificou os impactossobre a agricultura e o desenvolvimento econômico das zonas rurais locais, estimado atravésdo uso de Matrizes de Insumo-Produto como ferramenta para o planejamento estratégico doDepartamento de Sololá. Devido as repercussões deste estudo, o autor replicou para odepartamento de El Quiché (DÜRR et al., 2009), para o território chamado de Bacia do rio"Polochic. "(LOZA et al., 2009) e para o departamento de Petén (DÜRR et al., 2010). O trabalho de Carvalho (2010) apresenta as contribuições que os produtos florestaisnão madeireiros têm na economia do Estado do Amapá, fazendo o uso do método de ContasSociais Alfa em razão da inexistência de informações sistematizadas ou agregadas em nívellocal. Contudo, consegue estabelecer as análises estruturais a partir das interrelaçõesexistentes entre os agentes mercantis que participam do arranjo produtivo dos PFNM,analisando os efeitos dos multiplicadores setoriais, os impactos do crescimento econômico naprodução, trabalho e renda setorial de toda a economia. Na mesma linha, Gomes (2007) identificou e caracterizou cadeias decomercialização de produtos existentes nas florestas secundárias nas categorias de frutíferas,derivados da madeira (lenha, carvão e estaca), mel e diversas plantas medicinais nosmunicípios de Bragança, Capitão Poço e Garrafão do Norte, Estado do Pará. A autora utilizouo método de Contas Sociais Alfa para captar as especificidades econômicas e sociais que ao1 Unidade federativa equivalente a estado.
  24. 24. 31contrário dos cálculos das contas regionais do IBGE, que consideram as regiões homogêneasnas estimações conjunturais impossibilita captar as especificidades locais. O estudo detectou acirculação aproximada de quatro milhões de reais, para o ano de 2005, identificando aimportância da vegetação secundária como reserva de valor e como agente dinamizador darenda rural e dos setores econômicos associados como atacadistas, varejistas e agroindústrias. No caso deste estudo desenvolvido pelo Idesp em parceria com o Ideflor, ametodologia foi adequada para a contabilidade social ascendente que engloba além daprodução agroextrativista, as atividades na indústria e nos serviços que atuam diretamente nossetores com foco nos produtos florestais não madeireiros. Trata-se de um modelo de calculode renda e do produto social do agroextrativismo que permitiu mensurar variáveis como oValor Bruto da Produção de Base Agroextrativista (VBPα), o Valor Agregado Bruto de BaseAgroextrativista (VABα) e o Produto Regional Bruto de Base Agroextrativista (PRBα). Deacordo com Considera et al. (1997) o Produto Regional Bruto (PRB) seria o equivalenteregional ao Produto Interno Bruto (PIB) deste setor. O modelo também produziu as matrizes das interrelações intersetoriais que asfundamentam, por uma metodologia que maximiza a utilização dos dados do IBGE, tanto osdo Censo Agropecuário de 2006, quanto as séries históricas de 1990 a 2008 da ProduçãoAgrícola Municipal (PAM), da Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS) e daProdução da Pecuária Municipal (PPM) e, correlacionando-os aos dados da pesquisa primáriaexecutada pelo Idesp, permitiu agregações as mais variadas, orientadas tanto por atributosgeográficos, quanto por atributos estruturais do setor. A metodologia adotada permite descrever trajetórias de agregação, tanto em funçãode um espaço geográfico limitado (município, região, território, etc.), quanto em decorrênciadas estruturas da produção: formas de produção, tipos de atividades, níveis tecnológicos,sistemas de produção, entre outros. A metodologia apresenta uma série de vantagens, taiscomo: rapidez na coleta de dados primários em campo, identificação dos maiores volumescomercializados junto aos agentes mercantis chaves, quantificação dos valores pagos ao setorda produção agroextrativista, principais gargalos evidenciados nas cadeias decomercialização, a economia antes invisível passa a ser explícita para diversos produtos eaponta indicativos para subsidiar políticas publicas. As etapas adotadas desde a identificação do agente mercantil, até as análises dascadeias de comercialização, consistiram em uma série de ações descritas a seguir. Articulação prévia, feita em Belém e/ou na chegada a cada um dos doze municípiosvisitados da Região de Integração Baixo Amazonas, junto a informantes-chaves (como os
  25. 25. 32técnicos dos escritórios da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado doPará - Emater/Pará, dos sindicatos de trabalhadores rurais, das secretarias municipais deagricultura, das cooperativas, das associações, das feiras, dos mercados locais, entre outros),no que se referiu à produção e/ou comercialização dos produtos florestais não madeireirosexistentes no município, para o período de doze meses e, fazer a identificação dos agentesmercantis envolvidos nestas atividades, para serem entrevistados. Inicialmente a coleta de dados foi realizada em novembro de 2009, abrangendo seismunicípios da RI Baixo Amazonas (Santarém, Juruti, Oriximiná, Óbidos, Curuá e Alenquer) eum da RI Tapajós (Aveiro), conforme termo de cooperação técnica e financeira (TCTF) No.001/2009 – Ideflor/Idesp e, em agosto de 2010, realizada nos demais municípios do BaixoAmazonas, de acordo com o TCTF No. 002/2010. A coleta de dados ocorreu junto aos agentes mercantis com aplicação de questionário(Apêndice A). Nesta etapa, buscam-se os principais agentes (vendedores/compradores) decada produto, que geralmente representam importantes elos da cadeia, os quais em seguida,direcionam os elos para trás (comprou de quem) e para frente (vendeu para quem) na cadeia,compondo uma amostragem não probabilística autogerada (CABRAL, 2000), até chegar àprodução local de um lado, bem como ao último que vendeu o produto para o consumidorfinal, no outro extremo da cadeia (DÜRR; COSTA, 2008). Esta metodologia identificourelações existentes entre agentes mercantis, que atuam tanto na formalidade até os decompleta informalidade, e foi capaz de apontar o fluxo de comercialização para cada produtoidentificado. Neste tipo de amostragem o tamanho e a localização da população não sãoconhecidos a priori pelo pesquisador, então, esta é composta na medida em que o pesquisadoridentifica um agente mercantil, e solicita ao mesmo que indique os que também fazem parteda população em estudo, e assim, sucessivamente, a amostra é construída (MATTAR, 1997).Deste modo, para o levantamento dos doze municípios foram aplicados cento e noventa equatro questionários junto aos agentes mercantis envolvidos direta ou indiretamente com acomercialização dos PFNM. Durante a aplicação dos questionários, foi possível georreferenciar cadaestabelecimento, utilizando o sistema de posicionamento global (GPS), compondo uma dasbases de dados com as coordenadas geográficas. Além disso, foi possível compor uma base dedados qualitativos disponíveis na plataforma Windows, Microsoft Office 2007 no aplicativoAccess, e outra base de dados quantitativos no sistema NETZ2, com circuitos (referentes aos2 Software desenvolvido por Francisco de Assis Costa – NAEA/UFPA.
  26. 26. 33produtos) e lançamentos (referentes às transações comerciais realizadas pelos agentes, porprodutos). A padronização dos dados coletados em cada entrevista foi necessária para que asunidades de quantidade (medida usada em kg, litro, saca entre outros) e de preço praticadofossem uniformizadas conforme cada produto. As informações inseridas no sistema NETZreferem-se aos dados primários de preço e quantidade para cada produto, em cada relaçãomercantil de compra e venda, classificando por setor (produção, varejo, atacado, indústria econsumidor) e por recorte espacial (local, estadual e nacional). Depois deste processo, foram elaboradas as matrizes que descrevem a probabilidadeda distribuição das quantidades e de atribuição dos preços a partir das relações entre osagentes e, uma vez determinadas suas posições estruturais, entre os setores. As MatrizesInsumo-Produto (MIP) descrevem nas colunas as compras e nas linhas as vendas dos setoresda produção primária e intermediaria (indústria, atacado e varejo), entre si, e as vendas para ademanda final local, estadual ou nacional. No entanto, como forma de melhor visualizar cadamatriz, a equipe do Idesp envolvida no estudo desenvolveu um modelo de apresentar osmesmos dados, com os fluxos de compra e venda e os setores responsáveis por cada elo dacadeia. A inovação trata-se da disposição visual dos diversos agentes mercantis ou setoresrepresentados por pequenas caixas retangulares (produção local e extralocal, varejo, indústriade beneficiamento, de transformação, atacado, consumidor, etc.) e espacialmente distribuídosna economia local, estadual ou fora do estado (nacional e internacional), representados porretângulos maiores em três cores distintas. Foram adotadas setas em diferentes formatos paraa representação dos canais ou fluxos de comercialização, que iniciam na produção local eextralocal até os consumidores finais. Quanto aos fluxos da comercialização por produto estudado, estes foram organizadospara três dimensões geográficas: a) local, que corresponde aos doze municípios pesquisadosna RI Baixo Amazonas; b) estadual, para os demais municípios do estado do Pará e; c)nacional, que foram comercializados para outros estados e/ou países. O estudo possibilitoucompreender os fluxos existentes nas relações entre agentes/setores e seu papel relativo aolongo da cadeia em função dos volumes transacionados. Ainda com base nas matrizes depreço e quantidade, a relação dessas gera os respectivos preços médios praticados ouimplícitos por produto e por setor (em Reais por unidade do produto), agregado ou não, aolongo da cadeia, da produção até o consumo final. A metodologia permite a atualização dos dados para os anos seguintes daContabilidade Social da Produção de Base Agroextrativista (CSα) obtida com os dados mais
  27. 27. 34recentes divulgados pelo IBGE, neste caso com o Censo Agropecuário de 2006. Para tanto,foram construídos indexadores de quantidade e preço baseados nas séries municipais da PAM,PEVS e PPM, no mesmo recorte regional, assim como as séries de preços dos produtos daagricultura do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA). Existem duas especificidades na construção dos indexadores: aquela em que o produtoem questão é levantado sistematicamente e faz parte do acervo de estatísticas conjunturais,acima explicitado, e aquela em que o produto estudado não é levantado sistematicamente. Naprimeira situação os indexadores de quantidade (IQ) são os números índices do total dasquantidades do produto v, para o conjunto dos municípios que atendem à restrição s, tendo nocaso do agroextrativismo, 2006 como ano base. E para os indexadores de preço (IP) osnúmeros índices do preço médio do produto v, para os municípios que atendem a restriçãogeográfica s, tendo 2006 também como ano base (COSTA, 2002, 2006 e 2008). Os indexadores de quantidade e de preço são assim construídos: Onde: : atributo geográfico (local: municípios da RI Baixo Amazonas; estadual: demais municípios do estado do Pará e nacional: outros estados e/ou países), : produto, : ano da pesquisa oficial (2006, 2007 e 2008), : quantidade do produto conforme seu atributo geográfico no ano da pesquisa oficial, : quantidade do produto conforme atributo geográfico no Censo Agropecuário de 2006, : preço médio (ou implícito) conforme seu atributo geográfico no ano da pesquisa, e : preço médio (ou implícito) conforme atributo geográfico no Censo de 2006. Em relação aos produtos não levantados sistematicamente, estes foram indexadospela evolução do conjunto da produção numa certa delimitação geográfica. A evolução doconjunto da produção é observada pelos números índices da evolução do produto real e dospreços implícitos para a restrição geográfica s. O produto real é a soma dos resultados damultiplicação das quantidades de cada produto no ano a, pelo preço em um ano escolhido
  28. 28. 35para fornecer o vetor de preços, neste caso, média dos anos de 2006, 2007 e 2008. Portanto,os indexadores dos PFNM que não estão presentes nas estatísticas oficiais foram elaboradosconforme agrupamentos, tendo como referências as categorias: geral para alimentícios; geralpara aromáticos, medicinais, tóxicos e corantes; geral oleaginosas; outras oleaginosas e geraldo IBGE. Sendo assim, os frutos bacaba, bacuri, buriti, cajuaçu, cacau, muruci, taperebá,tucumã, uxi e o palmito foram agrupados na categoria de alimentícios. As ervas (açoita-cavalo, acapurana, marapuama, pata-de-vaca, preciosa, quinarana e unha-de-gato), as cascas(arapari, aroeira, assacu, barbatimão, carapanaúba, envirataia, sacaca, taxi-branco, ucuúba,verônica, ipê-roxo e mururé), os leites (anani, amapá, jatobá e sucuúba), a fava do jucá e aresina do breu-branco foram agrupados na categoria geral de aromáticos, medicinais, tóxicose corantes. Os óleos da castanha-do-brasil e do piquiá foram agrupados na categoria geral deoleaginosas. Na categoria de indexador geral de quantidade (que utiliza o conjunto de todos osprodutos identificados pelo IBGE) foram identificados treze produtos ou conjunto de produtos(artesanato indígena, artesanato regional, artesanato de balata, cuia, fibra de curauá, cipóescada-de-jabuti, cipó-titica, cipó-timbó, utensílios confeccionados com fibra de guarumãcomo abano, paneiro grande e pequeno, peneira e tipiti). A andiroba ficou na categoria deoutras oleaginosas. Os únicos produtos que tiveram seus próprios indexadores, criados com base nasestatísticas oficiais, foram: açaí, borracha da seringueira, amêndoa do cacau, castanha-do-brasil, óleo de copaíba, amêndoa do cumaru, cupuaçu, lenha, malva, mel de abelha, sementede urucum e o carvão vegetal. Finalmente, foi estimada a CSα para o ano de 2008, por ser o inicio do estudo,multiplicando os indexadores obtidos com a matriz de estrutura, que descrevem aprobabilidade da distribuição das quantidades e, com a matriz de preços a partir das relaçõesentre os agentes. O resultado gera uma Matriz de Insumo Produto (MIP) para cada produtopesquisado, contendo o Valor Bruto da Produção de base agroextrativista (VBPα) sob a óticada oferta, o VBP sob a ótica da demanda (ou seja, compra de insumo), o Valor TransacionadoEfetivo (VTE) que equivale ao Valor Adicionado ou Agregado Bruto (VAB), a Renda BrutaTotal (RBT) e, a margem bruta de comercialização (mark-up), que é a relação entre adiferença do valor estimado do VAB com o VBPα (sob a ótica da oferta) pelo VBPα, para quesejam feitas as análises econômicas (estimadas para 2008) e os impactos que cada produtonão madeireiro exerceu na economia local, estadual e fora do estado. Frisa-se, no entanto, queno cálculo do VAB como na estimação do mark-up, não se levou em consideração os custos
  29. 29. 36produtivos e/ou de comercialização, pois não foram foco da pesquisa. Em algumas cadeias,também não foi possível descrever a proporção dos PFNM utilizados como insumo napreparação de certos produtos finais, como doces, cosméticos, medicinais, entre outros. A definição em estimar a CSα para o ano de 2008 foi adotada para este estudo (BaixoAmazonas) e para as demais regiões estudadas (Tocantins, Guamá, Rio Caeté, Xingu eMarajó), permitindo assim comparações entre as economias de cada região. O método permitetambém fazer atualizações desta economia conforme novos cálculos dos indexadores porproduto, após divulgação de estatísticas oficiais. Foram identificados sessenta e três (63) PFNM, relacionados no Apêndice B, osquais foram classificados conforme a sua utilização identificada em campo. Foram estudadosquatorze artesanatos e utensílios (abano, paneiro pequeno e grande, peneira e tipiti de fibra deguarumã, cuia, breu-branco, artesanato indígena, artesanato regional, artesanato de balata,malva, curauá fibra, cipó-titica, cipó-timbó); quatorze alimentícios (açaí, bacaba, cacau fruto,cacau amêndoa, uxi, cajuaçu, bacuri, castanha-do-brasil, cupuaçu, muruci, taperebá, urucum,tucumã e buriti); trinta e um fármacos e cosméticos (leites de amapá, de anani, de jatobá e desucuúba; óleo de castanha-do-brasil, óleo de piquiá, andiroba, copaíba, semente de cumarú,cipó escada-de-jabuti; fava de jucá; ervas de: acapurama, açoita-cavalo, pata-de-vaca,preciosa, quinarana, marapuama e unha-de-gato; e cascas de: arapari, aroeira, assacu,barbatimão, caimbé, carapanaúba, envirataia, ipê-roxo, mururé, sacaca, taxi, sucuúba everônica); um derivado animal (mel de abelha) e três derivados da madeira (carvão, lenha eborracha). Cada produto identificado foi analisado individualmente, por estruturas de fluxo dequantidade e preço médio praticado ao longo das cadeias de comercialização e, descritos ossetores mercantis das esferas local, estadual e nacional. Para outros produtos queapresentaram similitude como: uma pequena amostragem de dados, semelhança do fluxo decomercialização entre os agentes e, principalmente, utilidades similares, as análises foramagrupadas em: artesanato regional, artesanato indígena, artesanato de balata, utensílios, cipós,plantas medicinais e leites. Além disso, para oito produtos com maior destaque (castanha-do-brasil, açaí fruto,cumaru semente, malva, óleo de copaíba, mel, cacau amêndoa e óleo de andiroba) as análiseseconômicas detalhadas estão apresentadas com VBP pela ótica da oferta, com VAB e amargem bruta de comercialização por setor, assim como a RBT gerada pela ótica da demanda. A classificação dos agentes nas cadeias de comercialização foi adaptada aosseguintes conceitos, conforme Costa (2002) e Dürr (2004).
  30. 30. 37 Produção Extralocal: Produção primária agroextrativista oriunda de outras regiões de integração que não fazem parte da região estudada; Produção local: Produção primária agroextrativista do município ou da região; Varejo rural local: Pequenos comerciantes do interior dos municípios que compram dos produtores, comumente denominados atravessadores rurais; Indústria de beneficiamento local: Unidades de beneficiamento da produção, localizadas na região; Indústria de transformação local: Unidades de transformação da produção, localizadas na região; Atacado local: Grandes compradores (atacadistas, representantes de empresas), localizados nos centros urbanos da região, que normalmente compram do varejo e/ou vendem para o varejo; Varejo urbano local: Pequenos comerciantes nas cidades (varejistas, feirantes, marreteiros, vendedores ambulantes); Indústria de beneficiamento estadual: Unidades de beneficiamento no Pará, localizadas além da RI Baixo Amazonas; Indústria de transformação estadual: Unidades de transformação no Pará; Atacado estadual: Empresas compradoras da produção no Pará; Varejo urbano estadual: Comércios (supermercados, etc.) no Pará, que vendem para o consumidor estadual; Indústria de beneficiamento nacional: Unidades de beneficiamento no Brasil; Indústria de transformação nacional: Unidades de transformação no Brasil; Atacado nacional: Empresas compradoras do nível nacional; Varejo urbano nacional: Comércios nacionais que vendem para o consumidor nacional. As categorias de agentes mercantis estão descritas por produto não madeireiroidentificado, quer seja individual ou em grupo. As análises econômicas de todos os produtos identificados estão descritas emdetalhes no item 4.3.
  31. 31. 384 RESULTADOS4.1 REGIÃO DE INTEGRAÇÃO BAIXO AMAZONAS4.1.1 Caracterização A Região de Integração Baixo Amazonas abriga um total de doze municípios(Figura 1), com uma população de aproximadamente 678.542 habitantes (IBGE, 2010), o quecorresponde a 9% da população do Estado do Pará. Há um predomínio da população urbanasobre a rural, com um índice de 60% em relação à população total da região. Sua áreaterritorial corresponde a 25,32% da área total do Estado, o que configura a RI como a maiorárea, cuja densidade demográfica foi de 2,15 hab/km². Apenas três municípios (Alenquer,Monte Alegre e Oriximiná) são de porte intermediário, pois possuem população maior que 50mil habitantes (50 a 65 mil). Todavia, Santarém supera a faixa dos 100 mil habitantes,contabilizando 294.580 habitantes, equivalente a 43,41% da população da RI, se constituindo,deste modo, município pólo da região (PARÁ, 2010). Os demais estão na categoria de portepequeno, com população abaixo de 50 mil. FIGURA 1 - Municípios pertencentes à Região de Integração Baixo Amazonas, estado do Pará. Fonte: Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará, 2011. Elaboração: Núcleo de Pesquisa Científica, Tecnológica e Inovação. Nesta região estão instaladas grandes empresas do ramo da indústria extrativamineral e vegetal (Oriximiná e Juruti – bauxita; Almeirim – celulose), voltada à exportação deprodutos semi-elaborados, com baixo valor agregado e pouca articulação com a economialocal. Além da presença de grandes agroindústrias e usinas de beneficiamento de castanha-do-
  32. 32. 39brasil, andiroba, copaíba e semente de cumaru, em Oriximiná e Óbidos (IDESP, Pesquisa deCampo, 2010). Vale ressaltar que esta região de integração é a segunda maior provínciamineral constatada, com aproximados 6% de área no território paraense. Os produtos não madeireiros identificados na RI Baixo Amazonas que constam nasestatísticas oficiais de exportação, não chegaram a constituir nem 1% (U$$ - FOB -3.388.017) do valor total da exportação realizada pela região, no período entre janeiro adezembro de 2010, contabilizado em U$$ - FOB - 566.347.435 (BRASIL, 2010), assim comoa sua representatividade no total exportado foi, em torno de 27% a menos sobre igual períodoem 2009, devido principalmente à queda das exportações da castanha-do-brasil com casca.Entre as explicações para tal fato, estão: a crise global de 2009 que ocasionou uma reduçãosubstancial na demanda mundial; as variações do câmbio, pois no decorrer deste ano de criseo dólar fechou o ano em queda o que ocasionou a perda de competitividade; a queda de safraocasionada por fatores climáticos associado com a redução da coleta de alguns dessesprodutos exportados, em especial da castanha-do-brasil, pois o fator preço praticado noreferido ano de crise foi desestimulante. Entretanto, o valor de exportação dos PFNM obtidosem 2010 (U$$ - FOB - 3.388.017), quando comparado com o obtido em 2009 (U$$ - FOB –2.597.679), representou uma variação de 30%. Entre os municípios que compõem esta região,apenas Oriximiná, Óbidos e Santarém exportaram produtos florestais não madeireiros, noentanto, em 2010, apenas os dois primeiros realizaram transações com o mercado exterior, osquais configuraram 76% e 24%, respectivamente, de participação no valor exportado(BRASIL, 2010). Com relação ao Indicador de Desenvolvimento Humano, esta região apresentou umÍndice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) de 0,68, em 2000, menor que oíndice apresentado pelo estado do Pará de 0,72, devido principalmente ao baixo IDH-M/Renda, de apenas 0,52 (PARÁ, 2010). Em 2007 o Produto Interno Bruto – PIB somou R$ 3.571.678,00, com uma variaçãode 8,8% em relação ao PIB contabilizado no ano anterior, porém se manteve na 4ª colocaçãono ranking entre as regiões de integração e participou com um percentual de 7,2% no PIBestadual. Já o PIB per capita, na ordem de R$ 5.593,14, configurou-se como o 6º colocadoentre as regiões, que se deve ao crescimento das atividades econômicas e a arrecadação deimpostos. As participações dos setores econômicos, considerando somente o Valor Agregado,corresponderam a: 13,5% Agropecuário, 25,4% Indústria e 61,1% Serviços. Considerando ocrescimento relativo ao ano de 2006, o setor de serviços foi o que obteve a maior variação,correspondente a 14,5%. Esta atividade, também se configura como a base econômica da
  33. 33. 40maioria dos municípios que compõem a região, com exceção de Almeirim e Oriximiná, cujasbases correspondem ao setor de indústria, principalmente vegetal e mineral, respectivamente. Entre os municípios que fazem parte da região de estudo, Faro e Curuá secaracterizaram como os de menor participação na economia da região, pois representaram0,9% (R$ 31.541) e 1% (R$ 35.983) do PIB, respectivamente, caracterizados pela baixaconcentração demográfica e forte dependência em relação ao setor de serviços e daadministração pública. Em contrapartida, Santarém é o município com maior participação noPIB regional, com aproximadamente 44,2% (R$ 1.578.336), pois o setor agropecuário (ondeestão inseridos os produtos de origem extrativista) obteve um valor, em torno, duas vezesmaior que o 2º colocado Monte Alegre, e o setor de serviço (R$ 1.090.485) aproximadamentecinco vezes maior que valor computado para Oriximiná, justificando assim, sua condição decidade pólo da região. A RI Baixo Amazonas apresenta proporcionalmente a maior área de floresta, com80% de sua extensão formada pela floresta ombrófila densa: aquela em que não falta umidadedurante o ano; com altos índices de precipitação pluvial e com temperatura média de 25° C(PARÁ, 2000). Com base nos dados do Macrozoneamento Ecológico-Econômico do Estadodo Pará (MZEE – PA) (PARÁ, 2010), a região do Baixo Amazonas é a que possui a maiorárea protegida do Pará, com aproximadamente 231.527 km² distribuídas em: Unidades deConservação (UCs) de proteção Integral, Uso Sustentável, Terras Indígenas e TerritóriosQuilombolas. No que tange às Zonas de Consolidação e Expansão, estas somam em torno de85.508 km², o que corresponde a 27% da região (PARÁ, 2010).
  34. 34. 414.2 ANÁLISE DAS CADEIAS DE COMERCIALIZAÇÃO Nos doze municípios da Região de Integração Baixo Amazonas (Figura 2) foramidentificados sessenta e três produtos florestais não madeireiros, com quantidadecomercializada no período de doze meses e o valor pago à produção local (Tabela 1). Arelação das espécies / produtos estudados estão descritos no Apêndice B. FIGURA 2 - Localização da Região de Integração Baixo Amazonas, estado do Pará. Fonte: Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará, 2011. Elaboração: Núcleo de Pesquisa Científica, Tecnológica e Inovação. A comercialização de dezenas destes produtos acontece em diferentesestabelecimentos e feiras, explicitando a diversidade e a realidade regional, conforme imagensregistradas nos municípios visitados (Apêndice C). As análises das principais cadeias de comercialização da Região Baixo Amazonasestão descritas e ilustradas a seguir.
  35. 35. 42TABELA 1 - Produtos florestais não madeireiros identificados na RI Baixo Amazonas, comquantidade e valor pago à produção local, de acordo com a amostragem realizada em campo, noperíodo de 2009 a 2010. Produtos Florestais Não Madeireiros Quantidade Valor (R$) Valor/Total (%)Castanha-do-brasil (kg) 7.963.775,00 14.822.301,90 69,10Açaí (kg) 3.418.278,00 3.906.191,56 18,21Cumaru semente (kg) 59.974,00 458.832,50 2,14Malva (kg) 277.000,00 415.500,00 1,94Copaíba óleo (l) 31.037,53 361.454,53 1,69Utensílios (un.) (1) 68.709,00 268.154,73 1,25Cupuaçu (un.) 235.257,00 228.240,64 1,06Mel (l) 13.835,50 206.564,79 0,96Cacau amêndoa (kg) 37.000,00 167.998,88 0,78Tucumã (kg) 356.715,27 122.857,28 0,57Artesanato regional (un.) 13.966,00 95.803,24 0,45 (2)Cipós (kg) 56.454,64 68.788,08 0,32Taperebá (kg) 57.188,87 51.580,50 0,24Borracha (kg) 31.702,00 49.132,50 0,23Andiroba (l) 2.286,00 39.441,00 0,18Curauá fibra (kg) 7.600,00 30.400,00 0,14Buriti fruto (kg) 63.994,00 28.923,44 0,13Urucum (kg) 11.070,00 25.875,00 0,121Leites (l) (3) 2.710,00 25.585,00 0,119Muruci (l) 12.587,60 19.544,11 0,091Lenha (m3) 600,00 12.000,00 0,056Plantas medicinais (kg) (4) 2.380,00 10.145,00 0,047Bacaba (kg) 9.912,00 9.140,88 0,043Breu-branco (kg) 4.445,50 7.476,00 0,035Artesanato de balata (un.) 630,00 7.308,00 0,034Carvão (sc. 15kg) 780,00 6.480,00 0,030Uxi (un.) 21.800,00 1.494,00 0,007Artesanato indígena (un.) 120,00 1.215,60 0,006Cacau fruto (un.) 3.600,00 492,00 0,0023Cajuaçu fruto (kg) 20,00 400,00 0,0019Piquiá óleo (l) 30,00 350,00 0,0016Bacuri (un.) 800,00 240,00 0,0011Castanha-do-brasil óleo (l) 4,00 200,00 0,0009Total 21.450.111,16 100,00(1) abano, paneiro grande e pequeno, peneira e tipiti de fibra de guarumã e cuia.(2) titica e timbó.(3) anani, amapá, jatobá e sucuúba.(4) cipó escada-de-jabuti; fava de jucá; ervas de: acapurama, açoita-cavalo, pata-de-vaca, preciosa,quinarana, marapuama e unha-de-gato; e cascas de: arapari, aroeira, assacu, barbatimão, caimbé,carapanaúba, envirataia, ipê-roxo, mururé, sacaca, taxi, sucuúba e verônica.Fonte: Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará, 2011.Elaboração: Núcleo de Pesquisa Científica, Tecnológica e Inovação.
  36. 36. 434.2.1 Castanha-do-brasil a) Caracterização dos agentes mercantis. Apresentando-se economicamente como o principal produto florestal não madeireiropara a região em estudo, a castanha-do-brasil apresentou em sua estrutura de comercialização,ilustrados de acordo com a localização, (Figura 3) vinte agentes entrevistados, sendo doisprodutores e dezoito que atuam na comercialização, distribuídos em dois atravessadores,quatro indústrias de beneficiamento, três docerias - indústria de transformação, oitoatacadistas e um feirante. A maioria dos agentes envolvidos na comercialização da castanhaatua em outros ramos de atividades, tais como: proprietários de posto de gasolina, de hotel,domésticas vendedor de farinha e agricultura familiar. FIGURA 3 - Localização dos agentes mercantis da castanha-do-brasil na RI Baixo Amazonas, estado do Pará, no período de 2009 a 2010. Fonte: Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará, 2011. Elaboração: Núcleo de Pesquisa Científica, Tecnológica e Inovação. O Quadro 1 descreve a caracterização dos agentes mercantis envolvidos nacomercialização deste produto de acordo com seus respectivos setores e mercados.
  37. 37. 44QUADRO 1 - Descrição dos agentes mercantis na comercialização da castanha-do-brasil daRI Baixo Amazonas, estado do Pará, no período de 2009 a 2010. MERCADO SETORES AGENTES MERCANTIS Produção primária da castanha-do-brasil, coletada por extrativistas diretamente na floresta, que realizam a quebra dos Produção ouriços liberando as sementes para serem comercializadas; Atravessadores (ou representantes) que possuem contratos com Varejo rural empresas de beneficiamento local e estadual que compram a castanha-do-brasil, somente na safra, diretamente dos coletores; Grandes empresas que realizam o processamento industrial da castanha-do-brasil. Os procedimentos e equipamentos utilizados são segredos de cada indústria. As principais etapas são: armazenagem adequada, limpeza, secagem, separação Indústria de (classificação da semente), cozimento, descascamento para beneficiamentoLocal obter a amêndoa, acondicionamento em embalagens aluminizadas e fechadas a vácuo, organizadas em caixas de papelão, para então serem embarcadas para atender o mercado nacional e internacional; Indústria de Empresas (familiares) que compram a amêndoa diretamente do transformação produtor local e transformam em doces; Atacadistas, representantes de empresas e associações de coletores de castanhas, localizados nas sedes dos municípios, Atacado que adquirem grandes quantidades de castanha do setor da produção; Feirantes, um supermercado e comerciantes varejistas que Varejo urbano comercializam a castanha na forma de semente para o consumidor final local. Unidades de beneficiamento situadas no âmbito estadual (mais especificamente na região metropolitana de Belém) que realizam o processamento industrial e exportação da castanha. Indústria de A presente pesquisa não conseguiu informações sobre os beneficiamentoEstadual procedimentos e equipamentos utilizados no beneficiamento considerados segredos de empresa. Esse fato é justificado pelo setor ser oligopolizado; Comerciantes varejistas (supermercado) que comercializam a Varejo urbano castanha beneficiada para o consumidor final estadual. Comércios varejistas (redes de supermercado) situados fora doNacional Varejo urbano Estado, assim como varejistas voltados para as vendas ao comércio exterior.Fonte: Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará, 2011.Elaboração: Núcleo de Pesquisa Científica, Tecnológica e Inovação. Ressalta-se que seis agentes atuam exclusivamente com a comercialização dacastanha, e os demais trabalham com outros produtos, tais como cacau, semente de cumaru,óleo de castanha-do-brasil, produtos medicinais (barbatimão, carapanaúba, copaíba, leite deamapá, leite de sucuuba, pata-de-vaca, unha-de-gato e verônica), mel, açaí in natura e

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