Boletim desmatamento0213xingu

323 views

Published on

0 Comments
0 Likes
Statistics
Notes
  • Be the first to comment

  • Be the first to like this

No Downloads
Views
Total views
323
On SlideShare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
84
Actions
Shares
0
Downloads
1
Comments
0
Likes
0
Embeds 0
No embeds

No notes for slide

Boletim desmatamento0213xingu

  1. 1. FEVEREIRO/2013RI XINGU
  2. 2. Governo do Estado do ParáSimão Robison Oliveira JateneGovernadorHelenilson Cunha PontesVice-Governador / Secretário Especial De Estado De Gestão – SegesInstituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do ParáMaria Adelina Guglioti BragliaPresidenteCassiano Figueiredo RibeiroDiretor de Estudos e Pesquisas Socioeconômicas e Análise ConjunturalSérgio Castro GomesDiretor de Estatística, Tecnologia e Gestão da InformaçãoAndréa dos Santos CoelhoDiretora de Pesquisas e Estudos AmbientaisGracyette Raimunda Aguiar Ferreira SilvaDiretora de Planejamento, Administração e Finanças
  3. 3. BOLETIM DO DESMATAMENTO E FOCOSDE CALOR – REGIÃO DE INTEGRAÇÃOXINGU
  4. 4. ExpedienteDiretor de Pesquisas e Estudos Ambientais :Andréa dos Santos CoelhoElaboração Técnica:Andréa dos Santos CoelhoMaicon Silva FariasColaboração:Celeste Ferreira Lourenço e Sérgio Rodrigues FernandesRevisão:Fernanda GraimNormalização:Glauber RibeiroBOLETIM DO DESMATAMENTO E FOCOS DE CALOR – REGIÃODE INTEGRAÇÃO XINGU, 2013. Belém: Instituto de DesenvolvimentoEconômico, Social e Ambiental do Pará, 2013.Mensal16 p. (Boletim de focos de calor e desmatamento – Região de IntegraçãoXingu, 05)1. Focos de calor-queimadas. 2. Desmatamento. 3. Meio ambiente. 4. Pará(Estado). 5. Instituto de Desenvolvimento Econômico Social e Ambiental doPará. I.SérieCDD 333.3357
  5. 5. LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURASAQUA -CBERS - China-Brazil Earth-Resources SatelliteDETER - Detecção do Desmatamento em Tempo RealIBAMA - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente dos Recursos Naturais Renováveis.IDESP – Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do ParáINPE - Instituto Nacional de Pesquisas EspaciaisMODIS - Moderate Resolution Imaging SpectroradiometerNASA - National Aeronautics and Space AdministrationNOAA - Nacional Oceanic and Atmospheric AdministrationREBIO - Reserva BiológicaTI - Terra IndígenaUC - Unidade de ConservaçãoWFI - Wide Field Imager
  6. 6. SumárioAPRESENTAÇÃO............................................................................................................71 INFORMAÇÕES TÉCNICAS......................................................................................81.1 O SISTEMA DE DETECÇÃO DO DESMATAMENTO EM TEMPO REAL - DETER....81.2 O SISTEMA DE MONITORAMENTO DE FOCOS DE CALOR - QUEIMADAS............92 BOLETIM REGIÃO DE INTEGRAÇÃO XINGU- FEVEREIRO DE 2012.........112.1 DESMATAMENTO ............................................................................................................122.2 FOCOS DE CALOR............................................................................................................14REFERÊNCIAS ..............................................................................................................16
  7. 7. 7Boletim do Desmatamento e Focos deCalor RI Xingu Fevereiro 2013APRESENTAÇÃOAs questões ambientais têm sido de grande interesse nos círculos políticos e científicosvisando diminuir o impacto e/ou prever os cenários futuros resultantes da ação antrópica nosrecursos florestais do Estado. O processo de desmatamento está ligado às queimadasnecessárias para o plantio de pastagens ou cultivos agrícolas, tanto em áreas de vegetaçãoprimária quanto secundária. Os prejuízos causados são enormes e não se restringem apenas àvegetação, causando grandes danos sociais às populações local e regional.Nesse sentido, objetivando contribuir para a ação intitulada Observatório BeloMonte, o Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará (IDESP)pretende acompanhar e analisar a dinâmica do desmatamento e das queimadas na Região deIntegração Xingu, região na qual está sendo construída a UHE de Belo Monte. Esta análiseserá apresentada em forma de um boletim mensal com as informações a respeito dodesmatamento e focos de calor na região no site do Instituto.Este acompanhamento será realizado com base na metodologia de monitoramento porsatélites. Hoje é possível obter informações, em tempo consideravelmente rápido, deprocessos dinâmicos como o desmatamento, graças também à popularização do uso dainternet. O Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (DETER) e o Centro dePrevisão de Tempo e Estudos Climáticos - Queimada/Monitoramento de Focos, sobresponsabilidade do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), ligado ao Ministério daCiência e Tecnologia, monitoram diariamente o desmatamento e os focos de calor naAmazônia brasileira.
  8. 8. 8Boletim do Desmatamento e Focos deCalor RI Xingu Fevereiro 20131 INFORMAÇÕES TÉCNICAS1.1 O SISTEMA DE DETECÇÃO DO DESMATAMENTO EM TEMPO REAL - DETER1O DETER é um sistema de apoio à fiscalização e controle do desmatamento daAmazônia. Com o DETER, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - INPE divulgamensalmente um mapa de alertas, com áreas maiores que 25 ha. Esses mapas indicam áreastotalmente desmatadas (corte raso) e áreas em processo de desmatamento por degradaçãoflorestal progressiva (quando há uma alta intensidade de perturbação). Áreas de manejoflorestal de baixo impacto, em geral, não são detectadas por esse sistema. Esse sistemautiliza imagens dos sensores MODIS (Moderate Resolution Imaging Spectroradiometer), abordo do satélite TERRA, da NASA (National Aeronautics and Space Administration) eWFI (Wide Field Imager), a bordo do satélite sino-brasileiro CBERS-2B do INPE.O objetivo do DETER é fornecer indicadores para fiscalização produzindo um mapadigital com todas as ocorrências de desmatamento observadas. Dessa forma, permite aosórgãos responsáveis pela fiscalização (IBAMA, Secretarias de Meio Ambiente, PromotoriaPública, etc.) planejar suas ações de campo e operações de combate ao desmatamento ilegal.Ressalta-se que o DETER é uma ferramenta concebida para dar suporte àfiscalização e não para fornecer um mapa fiel do desmatamento mensal da Amazônia. Isso édevido à resolução pouco detalhada dos satélites utilizados e à cobertura de nuvens, variávelde um mês para outro. A vantagem desse sistema está na rapidez com que o DETER é capazde detectar novos desflorestamentos, possibilitando gerar em um curto período de tempo,dados para a fiscalização.A conversão de floresta primária até o estágio de corte raso pode levar de algunsmeses até vários anos para ser concluída. Os dados do DETER podem incluir áreas cortadasem períodos anteriores ao do mês de mapeamento ou em processo de desmatamentoprogressivo, mas cuja detecção não fora possível devido à cobertura de nuvens.Ao analisar o dado de um determinado mês, é necessário considerar a área decobertura de nuvens. Assim, são disponibilizadas informações de cobertura de nuvens detodas as imagens utilizadas para a avaliação.1INPE - Coordenação-Geral de Observação da Terra - OBT, Sistema DETER - Detecção de Desmatamento emTempo Real - Metodologia.
  9. 9. 9Boletim do Desmatamento e Focos deCalor RI Xingu Fevereiro 2013Assim, as informações do DETER devem ser usadas apenas como um indicador detendência do desmatamento anual.Para obter mais informações sobre a metodologia consulte:http://www.obt.inpe.br/deter/metodologia_v2.pdf1.2 O SISTEMA DE MONITORAMENTO DE FOCOS DE CALOR - QUEIMADAS2O monitoramento dos focos de calor é realizado diariamente pelo INPE para detectarfocos de queima de vegetação. Para tanto, o INPE utiliza imagens de diversos satélites (ex.imagens MODIS dos satélites polares, NASA TERRA e AQUA, as imagens dos satélitesgeoestacionários GOES-12 e MSG-2, imagens AVHRR - Advanced Very High ResolutionRadiometer - e dos satélites polares NOAA-15, NOAA-16, NOAA-17, NOAA-18 e NOAA-19).Desde 22 de setembro de 2011, o INPE utiliza o satélite AQUA (sensor MODIS)como “satélite de referência”. Os dados diários de focos detectados pelo “satélite dereferência” são usados para compor a série temporal ao longo dos anos, e assim permitir aanálise de tendências de focos em uma região em determinado período. Anteriormente eramutilizadas imagens do satélite NOAA-15 e NOAA-12 como “satélite de referência”. Mas demaneira geral, o número de focos nas imagens AQUA é maior que aquele nas imagensNOAA-15.Esta alteração para o AQUA decorreu de limitações e degradação na qualidade dasimagens do NOAA-15, que apresentam muito ruído devido a restrições em sua antenatransmissora, impedindo o monitoramento das regiões norte e noroeste do País.Em termos de impacto nos dados de focos, com o AQUA o norte do Amazonas e doPará, Roraima e Acre passam a ter cobertura regular e, portanto, mais adequada nascomparações temporais.Mesmo indicando uma fração do número real de focos de queimadas e incêndiosflorestais, por usarem o mesmo método e o mesmo horário de imageamento ao longo dosanos, os resultados do "satélite de referência" permitem analisar as tendências espaciais etemporais dos focos.2INPE - Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos - Queimadas. Perguntas freqüentes e A mudançado satélite de referencia. Disponível em: http://www.inpe.br/queimadas/faq.php.
  10. 10. 10Boletim do Desmatamento e Focos deCalor RI Xingu Fevereiro 2013O sistema do INPE detecta a existência de fogo na vegetação, sem avaliar o tamanhoda área queimada ou o tipo de vegetação afetada.Os dados de focos de calor são divulgados diariamente pelo INPE, através dainternet, cerca de três horas após sua geração.Para análise temporal e a periodicidade dos dados, enfatiza-se que os dados de focosde calor divulgados neste boletim referem-se ao “satélite de referência”.Para obter mais informações sobre a metodologia consulte:http://sigma.cptec.inpe.br/queimadas/
  11. 11. 11Boletim do Desmatamento e Focos deCalor RI Xingu Fevereiro 20132 BOLETIM REGIÃO DE INTEGRAÇÃO XINGU- FEVEREIRO DE 2012A Região de Integração Xingu, compreende os municípios de Altamira, Anapu,Brasil Novo, Medicilândia, Pacajá, Placas, Porto de Moz, Senador José Porfírio, Uruará eVitória do Xingu. A região apresentou no mês de fevereiro de 2013, um desmatamento3que compreende uma área de 2,46 km². Em relação aos focos4de calor, não houve registrode focos na região para o mesmo período. A Figura 1 ilustra a localização dos pontoscentrais de desmatamento RI Xingu.Figura 1 - Mapa de localização do desmatamento e focos de calor em novembro de 2012, na RIXingu.Fonte: Queimadas /DETER /INPEElaboração: IDESP3Fonte: DETER/INPE.4Fonte: Queimada/INPE - satélite de referência AQUA-Tarde.
  12. 12. 12Boletim do Desmatamento e Focos deCalor RI Xingu Fevereiro 20132.1 DESMATAMENTOO desmatamento na Região de Integração Xingu, no mês de fevereiro de 2013,abrangeu uma área de 2,46 km², o que representa 40,13% do incremento do desmatamentoregistrado para o Estado no mesmo período. Altamira é o município que registroudesmatamento na região, conforme exposto na Tabela 1.Tabela 1 - Distribuição do desmatamento por município na Região deIntegração Xingu - fevereiro de 2013.Município Área (km²)Altamira 2,46Total geral 2,46Fonte: DETER/INPE.Elaboração: IDESP.Com relação ao desmatamento identificado no referido mês, verificou-se que36,18% deste está localizado em zona de amortecimento de UC, especificamente no Bufferexterno REBIO Nascentes da Serra do Cachimbo, correspondendo a uma área de 0,89 km².(Tabela 2)Tabela 2 - Distribuição do desmatamento em zonas de amortecimento, por município, daRegião de Integração Xingu, em fevereiro de 2013.Município Zona de amortecimento Área(km²)Altamira Buffer externo Rebio Nascentes da Serra do Cachimbo 0,89Total Geral 0,89Fonte: DETER/INPE.Elaboração: IDESPQuando comparado o desmatamento do mês de fevereiro de 2013, com anosanteriores, em uma série histórica desde 20105, verifica-se que no presente ano, foiregistrada a menor área desmatada na RI ( 2,46 km²), contudo em comparação com o anoanterior não há alterações significativas na área desmatada, visto que no ano de 2012 a áreadesmatada correspondeu a 2,78 km². Ressalta-se que, na série histórica, não houve registrode desmatamento na região para os anos de 2010 e 2011. (Gráfico 1).5Ano do início das obras na UHE Belo Monte.
  13. 13. 13Boletim do Desmatamento e Focos deCalor RI Xingu Fevereiro 2013Gráfico 1 - Comparativo do desmatamento no mês de fevereiro, de 2010 a 2013.Fonte: DETER/INPE.Elaboração: IDESP.Na Figura 2, verifica-se que, de modo geral, o desmatamento ocorreu nasproximidades da Rodovia BR 163 (Santarém-Cuiabá) e UC de proteção integral, nomunicípio de Altamira.
  14. 14. 14Boletim do Desmatamento e Focos deCalor RI Xingu Fevereiro 2013Figura 2 - Mapa de localização do desmatamento na Região de Integração do Xingu, emfevereiro de 2013.Fonte: Desmatamento DETER/INPEElaboração: IDESP2.2 FOCOS DE CALOREm relação focos de calor, no mês de fevereiro de 2013, não foram detectadosfocos na região, contudo ao observar a série histórica para a RI no período de 2010-2013,verifica-se uma baixa ocorrência de focos na região.Contudo o ano de 2010 registrou a maior ocorrência 12 focos, enquanto os outrosanos registraram ambos 2 focos no mesmo período, conforme exposto no gráfico 2.
  15. 15. 15Boletim do Desmatamento e Focos deCalor RI Xingu Fevereiro 2013Gráfico 2 - Comparativo do total de focos de calor no o mês de fevereiro, de 2010 a 2013, na Região deIntegração do Xingu.
  16. 16. 16Boletim do Desmatamento e Focos deCalor RI Xingu Fevereiro 2013REFERÊNCIASBRASIL. Ministério de Ciência e Tecnologia. Ministério do meio ambiente.Monitoramento de queimadas e incêndios, dez. 2010. Disponível em<http://www.inpe.br/queimadas/> Acesso em: 01 de abril. 2013_______. Monitoramento de queimadas e incêndios, Nov.. 2012. Disponível em<http://www.inpe.br/queimadas/> Acesso em: 01 de abril. 2013.BRASIL. Ministério de Ciência e Tecnologia. Sistema Deter: detecção de desmatamentoem tempo real, dez. 2010. Disponível em <http://www.inpe.br/deter/> Acesso em: 09 deoutubro 2012._______. Sistema Deter: detecção de desmatamento em tempo real, nov. 2012. Disponívelem <http://www.inpe.br/deter/> Acesso em: 01 de abril. 2013

×