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Agricultura Urbana no Mundo

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Apresentação de Paula Lopes da Silva, Humaneasy Consulting …

Apresentação de Paula Lopes da Silva, Humaneasy Consulting
Agricultura Urbana e Sustentabilidade Local
Seminário realizado em 19 de Maio de 2005
Casa do Ambiente e do Cidadão
Instituto do Ambiente
Organização: Humaneasy Consulting e Ambiência

Published in: Education, Technology, Real Estate

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  • 1. A AGRICULTURA URBANA NO MUNDO Paula Lopes da Silva Bióloga www.humaneasy.com Seminário Agricultura Urbana e Sustentabilidade Local Lisboa, 19 Maio 2005
  • 2. Agricultura Urbana
      • A Agricultura Urbana (AU) está situada dentro ou na periferia de uma localidade ou cidade
      • Incorpora práticas de cultivo ou criação de plantas, animais, processamento e distribuição de produtos alimentares e não alimentares
      • Incorpora reciclagem de resíduos ou águas residuais com fins produtivos
      • Usa recursos humanos e materiais, produtos e serviços que se encontram em volta da citada zona
      • Provêm recursos e materiais a essa zona
  • 3. A AU mais bem sucedida integra agricultura, horticultura, aquacultura, agrofloresta e "mini-pecuária" com uma gestão saudável e equilibrada de água e resíduos, melhor planeamento urbano e segurança. Urban Agriculture Network, Inc. Agricultura Urbana “ Agricultura urbana é uma actividade localizada dentro (intra-urbana) ou na orla (peri-urbana) de uma cidade, um centro urbano ou metrópole, que produz ou cultiva, processa e distribui diversos de alimentos e produtos não alimentares, utilizando para isso recursos humanos, materiais, produtos e serviços que se encontram no interior e em redor daquela área urbana”. Mougeot, 1999 Urban Agriculture: Definition, presence, potentials and risks and policy changes. Havana, Cuba, 1999. In: www.cityfarmer.org
  • 4. 5 razões para a Agricultura Urbana
      • Aumento da fome
      • Na América Latina o número de pessoas que vão dormir com fome aumentou 30%, num total de 60 milhões de pessoas.
      • Uso de resíduos e águas tratadas
      • Os resíduos orgânicos podem ser transformados em fontes de adubo e complemento alimentar para animais.
      • A água residual pode ser usada para irrigação.
      • Emprego de baixo custo / geração de rendimentos
      • A AU pode gerar emprego com baixo investimento, que pode ser recuperado com micro-créditos.
      • Benefícios sociais
      • Inclusão social - ocupação do tempo livre e o fomento de boas relações de vizinhança
      • Medicina natural
      • O povo gasta cerca de 40-60% de seus baixos rendimentos com alimentação e 15% em saúde e remédios.
      • Plantas medicinais e derivados (infusões, extratos e essências)
  • 5. Agricultura urbana - Motor para o desenvolvimento sustentável
      • Um crescente número de governos locais e nacionais promove a AU em resposta a graves problemas de pobreza, carência alimentar e degradação ambiental
      • A AU complementa a agricultura rural nos sistemas locais de alimentação
      • Pode ser um complemento importante de rendimentos para os lares urbanos
      • É um elemento integrante do sistema económico e ecológico urbano
  • 6. Restrições à prática de AU pelos mais pobres:
    • Falta de acesso a terra
    • Falta de acesso a fontes de água
    • Falta de acesso a serviços e capital
    • Riscos potenciais para a saúde (uso de agrotóxicos, resíduos orgânicos, águas residusis não tratadas, falta de higiene no processamento e comercialização
    Agricultura urbana - Motor para o desenvolvimento sustentável
  • 7.
    • Objectivo: melhorar a AU e torná-la mais sustentável
    • Os governos devem reconhecer o papel que desempenha no desenvolvimento municipal
    • Promovê-la e administrá-la através de políticas e incentivos adaptados às necessidades da população, promovendo a equidade homem-mulher e inclusão social
    • Os produtores necessitam adoptar melhores práticas de produção, transformação e comercialização
    • As ONGs, centros de pesquisa e empresas privadas deverão apoiar todas estas iniciativas
    Agricultura urbana - Motor para o desenvolvimento sustentável
  • 8. Exemplos
    • Cada vez mais governos locais e estaduais se comprometem decididamente com o desenvolvimento da AU
    • Mobilizam recursos locais, institucionalizam-na , procurando a sua ampliação
    • Intendência do Rosário (Argentina) : promove a assistência técnica e o apoio financeiro aos produtores peri-urbanos
    Agricultura urbana - Motor para o desenvolvimento sustentável
  • 9. Agricultura urbana - Motor para o desenvolvimento sustentável
      • Município de Cuenca (Equador) : apoia a produção e comercialização de produtos ecológicos em colaboração com várias instituições locais
      • Estado de Mato Grosso do Sul (Brasil) : Programa de apoio à transformação e comercialização da pequena produção agrícola fortalecendo agro-indústria familiares
    São Pedro, Brasil Exemplos
  • 10.
      • AU e participação dos cidadãos
      • AU, gestão territorial e planeamento físico
      • Micro-crédito e investimento para a AU
      • Aproveitamento de resíduos orgânicos na AU
      • Tratamento e uso das águas residuais na AU
      • AU: uma oportunidade para a igualdade dos sexos
      • AU e soberania alimentar
      • Transformação e comercialização da AU
    Promoção e Gestão da AU e desenvolvimento local sustentável 8 Temas chave a considerar In: Declaração de Quito, assinada por 40 cidades Quito, Equador, Abril 2000
  • 11. I. AU e participação dos cidadãos
      • Para a definição e implementação de projectos, programas e políticas municipais e AU é importante:
    • Facilitar e e fortalecer os diálogo entre a administração municipal e os sectores da sociedade civil
    • Fomentar as capacidades locais para o desenvolvimento de processos de diagnóstico, identificação de problemas, priorização de soluções, implementação, sistematização e monitorização
    • Accionar acordos entre associações públicas, privadas sociedade civil e entre actores locais e nacionais para o desenvolvimento da AU
    • Facilitar o financiamento necessário para a execução de acções e políticas
  • 12. I. AU e participação dos cidadãos Seis orientações para a formulação de políticas
    • 1. Sensibilização e mobilização de actores
        • Implementar estratégias de comunicação, direccionadas a públicos distintos
        • Formalizar compromissos
    • 2. Diagnóstico participativo
    • 3. Formulação de estratégias de acção conjuntas
        • Importante considerar a viabilidade em termos sociais e políticos e de recursos
        • Plataformas envolvendo os diversos actores
    • 4. Implementação de projectos e programas
        • Importante fazer um projecto-piltoto ou acção demonstrativa no início, para gerar um clima positivo
        • Diferentes actores:
        • Comunidades e organizações e base (coordenação, fiscalização)
        • ONGs (assessoria técnica e acompanhamento)
        • Universidades: apoiam tecnologias adequadas para produção, processamento, etc
  • 13.
      • 4. Implementação de projectos e programas (cont.)
      • Sector privado facilita o acesso dos mais excluídos (ex: microcréditos), assessoria (ex. Prefeitura - Purina Center Rimac em Lima), etc
      • Governos locais, regionais e nacionais asseguram disponibilidade de terrenos, acesso a serviços públicos, aprovação de legislação facilitadora e regulamentação de actividades de AU
      • 5. Institucionalização e ampliação de escala
      • Ex: de um bairro para vários
      • Inclusão nos Planos de organização territorial e programas sectoriais (saúde, meio ambiente), estratégicos, etc.
      • Criação de Programas Municipais de AU
      • 6. Monitorização e avaliação
      • Importante ser participativa
      • Enfase na qualidade e pertinência dos indicadores
    I. AU e participação dos cidadãos Seis orientações para a formulação de políticas (cont.)
  • 14. II. Agricultura Urbana: Gestão e planeamento territorial IDEIAS PARA A FORMULAÇÃO DE POLÍTICAS
      • 1. Acções para definir uma política de gestão territorial
      • Diagnóstico da situação existente (estatuto de propriedade e ocupação de espaços cultivados e cultiváveis, tipologia e identificação de espaços, etc)
      • Comissão intra-municipal integrar a política territorial às políticas sectoriais do município (ex: gestão de resíduos, água, desenvolvimento económico, etc)
      • Consulta pública: 1º rascunho de política e consulta pública. No final a política deve ser aprovada pela Câmara Municipal
  • 15. II. Agricultura Urbana: Gestão e planeamento territorial IDEIAS PARA A FORMULAÇÃO DE POLÍTICAS
      • 2. Normas
      • Introduzir a dimensão da AU nos planos de ordenamento municipal
      • Idem nos planos de ordenamento parciais (elementos de micro-planeamento)
      • Normativa municipal para a organização territorial (parte integral de uma política municipal)
      • Deve inserir-se nos sistemas jurídicos de cada país e definir zoneamento urbano, peri-urbano e rural-municipal)
      • Normas para os parques e espaços públicos (reserva de uma % de espaço para AU)
      • Normas para novos loteamentos e lotes, densidades. Ex: Bairros-jardins (Goiânia, Brasil)
  • 16. II. AU: Gestão e planeamento territorial IDEIAS PARA A FORMULAÇÃO DE POLÍTICAS
      • 3. Definição de um marco jurídico facilitador
      • Além das normas relativas ao espaço urbano, devem ser trabalhadas e aprovadas algumas leis e regulamentações.
      • Destaque para o acesso ao solo cultivável ou águas produtivas. Estudos demonstram que este um dos + importantes obstáculos ao desenvolvimento da AU.
      • A segurança da posse da terra não significa a propriedade efectiva da mesma. Há soluções legais que outorgam garantias permanentes ou temporais para as pessoas que cultivam (Ex. Emissão de títulos de Concessão Temporária de Uso – CTU)
      • Ex: entre 1998-2001 o Município de Teresina concedeu por tempo indefinido 92ha de terrenos municipais a 2300 famílias pobres
      • Outros instrumentos legais (usucapião, comodatos, concessões, etc)
      • Definição de impostos territoriais e isenção fiscal: ex: isenção fiscal ou concessão de terras públicas a preço simbólico.
      • Ex: No Brasil vários Municípios aplicam uma isenção parcial de impostos para propriedades urbanas usadas para produção agrícola e florestal
      • Tarifas de águas residuais para uso agrícola. Usos e tarifas devem ser regulamentados para a AU
  • 17.
      • 4. Instrumentos de planeamento e gestão
      • Instrumentos que permitem implementar os marcos legais e normativos:
      • Cadastros de terrenos e espaços cultivados (incluindo aquáticos): preferencialmente usar SIG. Na Cidade do México foi o passo prévio à política territorial
      • Comissões mistas de AU
      • Diversos actores sociais, produtores e representantes do poder público. Permite articular política com necessidades de cada actor
      • Observatórios municipais do preço do solo
      • Registam a evolução do preo do solo urbano vs rentabilidade do solo agrícola. Imprescindível para definir políticas fiscais e económicas
    II. AU: Gestão e planeamento territorial IDEIAS PARA A FORMULAÇÃO DE POLÍTICAS
  • 18.
      • III. Micro-crédito e investimento para a AU
    2005 – Ano Internacional do Microcrédito Ex: Na Argentina o Programa Social Agro-Pecuário facilita créditos para pessoas: a) Sem outras fontes de renda adicionais, para o produtor e sua família b) Cuja renda familiar não supera o valor de dois salários de um operário agro-pecuário: aprox. 78 euros (Nov/2002)
    • É necessário que os governos locais:
    • Mobilizem recursos no orçamento municipal para a execução da AU
    • Fomentem e facilitem o acesso dos mais pobres ao capital, promovendo a inclusão social e condições compatíveis com as características técnico-produtivas da AU
    • Complementem programas financeiros de fortalecimento da organização social, assistência técnica, capacitação e apoio à comercialização
  • 19. IV – Aproveitamento de resíduos orgânicos em AU Incorporação da gestão integral de RSO na organização territorial: - Regulamentação / legislação facilitadora - Vincular espaços para a reciclagem de RSO - Promover sistemas domiciliares de compostagem - Reciclar os RSO nos espaços próximos ou dentro de zonas verdes ou de produção agro-pecuária Separação a partir da fonte (poupa recursos) Estratégias de comunicação e educação Tecnologias apropriadas De baixo custo, compatíveis com o ambiente e activides produtivas. Ex: Compostagem Utilização de RSO para alimentação de animais Ex. Porcos, piscicultura
  • 20. IV – Aproveitamento de resíduos orgânicos em AU Geração de recursos Contabilizar receitas em termos monetários: - Contabilizar empregos criados - Abaixamento de custos de recolha, (trasnporte) e deposição em aterro - Diminuição de custos de produção pela menor compra de agro-químicos - Redução de riscos de saúde pública / diminuição de volume de resíduos depositados no meio ambiente Co-financiar custos de projectos Sector público/privado – microcréditos; promoção de micro-empresas de reciclagem/limpeza. Ex: Micro-empresa de compostagem em Quito, Equador Trata material dos espaços verdes municipais e vende o composto, garantindo subsistência para 7 famílias.
  • 21. A Agricultura urbana e Peri-Urbana (UPA) no Vietnam contribui positivamente para o ambiente urbano também através da utilização de resíduos orgânicos para produzir bio-gaz e composto IV – Aproveitamento de resíduos orgânicos em AU Fonte: CGIAR/Urban Harvest Aumentar a contribuição de sistemas de culturas/pecuários para a susbsistência sustentável: desperdícios de batata doce usados na alimentação de porcos no Vietnam
  • 22. IV – Aproveitamento de resíduos orgânicos em AU Compostagem de resíduos orgânicos Fonte: The City Farmer
  • 23. IV – Aproveitamento de resíduos orgânicos em AU
  • 24. Campos de batata doce numa zona periurbana do Vietnam usando águas residuais V- Tratamento e uso de águas residuais na AU Fonte: CGIAR/Urban Harvest
  • 25.
      • Tratamento e uso das águas residuais na AU
      • AU: uma oportunidade para a igualdade dos sexos
      • AU e soberania alimentar
      • Transformação e comercialização da AU
    Promoção e Gestão da AU e desenvolvimento local sustentável Temas chave a considerar In: Programa de Gestão Urbana das Nações Unidas www.pgualc.org
  • 26. ORGANIZAÇÕES INTERNACIONAIS EXPERIÊNCIA EM AGRICULTURA URBANA Projectos de desenvolvimento Investigação Centros de conhecimento /recursos
  • 27.
    • Iniciativa abrangente do CGIAR*
    • Agricultura Urbana e Peri-Urbana (UPA)
    • Contribuir para a segurança alimentar das famílias pobres urbanas
    • Aumentar o valor da produção agrícola em zonas urbanas e peri-urbanas
    • Assegurar simultâneamente a gestão sustentável do ambiente urbano
    • Percepção da UPA como uma componente essencial e produtiva das cidades sustentáveis
    * O CGIAR é uma aliança estratégica de membros, parceiros ecentros internacionais de agricultura que procura mobilizar a ciência para beneficiar os mais carenciados Programa Urban Harvest PARCERIAS DE INVESTIGAÇÃO E DESENVOLVIMENTO EM AGRICULTURA URBANA E PERI-URBANA
  • 28. Programa Urban Harvest (cont.) 1999 : o CGIAR lançou a Urban Harvest como iniciativa abrangente e sistemática para dirigir e coordenar o conhecimento colectivo e tecnologias de dois futuros Centros de Colheitas para reforçar a UPA. Enquadramento da Investigação Pretende obter um enquadramento adequado para estudar a realidade complexa, dinâmica e multi-sectorial do ambiente urbano Procura bases para experiências de investigação de âmbito prático , de projectos de desenvolvimento a nível regional, bem como o estabelecimento de iniciativas que podem ter um nível global.
  • 29. IDRC - Centro Internacional de Pesquisas para o Desenvolvimento Sede: Otava, Canadá
    • Uma das instituições líder na geração e aplicação de novo conhecimento para dar resposta aos desafios dos países em desenvolvimento:
    • Financia pesquisa aplicada executada por investigadores de países em desenvolvimento e fornece assistência técnica.
    • Procura contruir capacidade local nos países em desenvolvimento para desenvolver investigação e inovação.
    • O IDCR é uma corporação da Coroa Britânica. Colabora com vários departamentos de governos federais, especialmente os Negócios Estrangeiros do Canadá e a Agência de Desenvolvimento Internacional do Canadá (CIDA).
    • Conduzido por um Conselho de Administração Internacional, reporta ao Parlamento através do Ministro dos Negócios Estrangeiros.
  • 30. O programa Cidades Alimentam Pessoas (Cities Feedding People) evoluiu para uma pesquisa urbana mais abrangente desde 1 de Abril de 2005: Programa Pobreza Urbana e Ambiente Urban Poverty and Environment (UPE) Program IDRC - Centro Internacional de Pesquisas para o Desenvolvimento
    • Investigação que ajude a reduzir problemas ambientais e promova o uso de recursos naturais para alimentação, água e segurança de rendimentos.
    • Abordagem integrada aos recursos naturais nas cidades (agricultura urbana, água e sanidade, gestão de resíduos e vulnerabilidade a desatres naturais), tendo a posse de terra como assunto transversal.
    • Ásia, América Latina, África Sub- Sahariana e Médio Oriente
  • 31. Programa Agropolis Programa de Bolsas para Investigação Avançada em Agricultura Urbana O AGROPOLIS é gerido pelo IDRC Integrado na “Global Initiative of the Support Group on Urban Agriculture” patrocinada por: - FAO (ONU) - Agência de Desenvolvimento das Nações Unidas (UNDP) - Agência de Desenvolvimento da Holanda (NEDA) - IDRC. Apoia mestrados inovadores, doutoramentos e pós-doutoramentos, por forma a aumentar o conhecimento em agricultura urbana e peri-urbana. EXEMPLO: Mr. Eduardo Spiaggi - Rosario, Argentina A utilização de técnicas agro-ecológicas em Agricultura Urbana: implementação de um novo sistema de produção (vermicultura) para o desenvolvimento local sustentável
  • 32. Resource Centre on Urban Agriculture and Forestry “ TRABALHO EM REDE, TROCA DE INFORMAÇÃO, ACONSELHAMENTO POLÍTICO E FORMAÇÃO” RUAF é um Centro de Recursos Global iniciado pelo International Support Group on Urban Agriculture e foi fundado pelo DGIS (The Netherlands) and IDRC (Canada). É coordenado na Holanda e coopera com sete organizações regionais no Sul: África do Sul e Oriental e África Sub-Sahariana: Municipal Development Partnership America Latina e Caraíbas: IPES - Promocion del Desarrollo Sostenible (Lima) África Central e Ocidental francófona: Institut Africain de Gestion Urbaine (IAGU, Dakar) África Ocidental Anglófona: International Water Management Institute (IWMI, Accra office) Sul e Sudoeste da Ásia: International Water Management Institute (IWMI, Hyderabad office) China: Institute of Geographical Sciences and Natural Resource Research of the National Academy of Sciences (IGSNRR, Bejing)
  • 33. The City Farmer Canada's Office of Urban Agriculture www.cityfarmer.org
  • 34. Organização privada de carácter regional dedicada a promoção do desenvolvimento sustentável na América Latina e Caraíbas. Sede: Lima, Perú. Escritórios noutras cidades do Perú, Equador e Panamá. O IPES procura beneficiar os sectores menos favorecidos da sociedade através de acções em 3 programas: Desenvolvimento Económico Local Gestão Ambiental Urbana Promocão da Agricultura Urbana IPES - Promoción del Desarrollo Sostenible
  • 35.
    • Assistência técnica para a investigação-acção e gestão
    • Consulta Urbana Local :
    • Ex: "Fomentar el desarrollo de la Agricultura Urbana y la Seguridad Alimentaria en el Barrio El Panecillo de Quito"
    • Consulta Urbana Regional :
    • Ex: "Optimización del uso del suelo vacante para la agricultura urbana a través de planes participativos de planificación y gestión, para promover la seguridad alimentaria y gobernabilidad participativa municipal" Em: Rosario, Governador Valadares e Cienfuegos.
    • Gestão do Conhecimento : O IPES sistematiza, conceptualiza, capitaliza e difunde o conhecimento disponível sobre AU
    • Participa no Programa de Gestão Urbana das Nações Unidas para a América Latina e Caraíbas (PGU - ALC)
    IPES Programa “Promoção da Agricultura Urbana”
  • 36. PROGRAMA DE GESTÃO URBANA DAS NAÇÕES UNIDAS Coordenação Regional para a América Latina e as Caraíbas (PGU-ALC) Integra-se num programa mais vasto, designado UN-HABITAT - United Nations Human Settlements Programme UN-HABITAT: Abrigo, Água, Desenvolvimento Urbano, Gestão Urbana , Pobreza Urbana, “Governance” Urbana, Ambiente Urbano ...
  • 37. Ganhou o prestigiado Prémio Internacional do Dubai das Melhores Práticas (Best Practices) para melhorar as condições de vida Para a selecção, foram prioritários critérios como: - Associação intersectorial de projectos e sua sustentabilidade - Conformidade com considerações de liderança e empowerment comunitário, inovação, igualdade de sexos e inclusão social. ARGENTINA Programa de AGRICULTURA URBANA DO ROSÁRIO
  • 38.
    • Nos finais dos anos 90 e inícios de 2000 a Argentina sofreu uma enorme crise económica que deixou 60% da famílias no Rosario a viver abaixo do nível de pobreza.
    • O programa promoveu um processo construtivo de desenvolvimento endógeno recorrendo a processos participativos e estratégias de cooperação.
    • Cerca de 10,000 familias têm sido envolvidas na criação e manutenção de 790 hortos comunitários involvendo mais de 340 grupos produtivos e produzindo alimentos para 40,000 pessoas.
    • O programa também contribuiu para a a segurança na “posse” da terra e melhoria das condições das mulheres
    Programa de AGRICULTURA URBANA DO ROSÁRIO ARGENTINA
  • 39. CANADÁ Produção Sustentável de Alimentos na cidade de Vancouver Desde 1981 o horto de formação e investigação do City Farmer mostra ao público como cultivar vegetais e frutos em modo biológico num pequeno lote de terreno na cidade. Ao longo dos anos foram acrescentados recursos ao horto para mostrar às pessoas da cidade como envolver-se produção de alimentos e gestão de resíduos e água (vermicultura, compostagem, recolha de água da chuva, etc).
  • 40. Assente sobre uma das quintas orgânicas mais antigas da California, o Centro para a Agricultura Urbana em Fairview Gardens tornou-se um modelo internacionalmente respeitado para a produção alimentar urbana de pequena escala, conservação do solo agrícola, educação ambiental e a integração entre quintas e as comunidades locais. EUA Fairview Gardens - Califórnia
  • 41. Fairview Gardens é actualmente uma ilha rodeada por edifícios de habitações e centros comerciais. Produz mais de 100 frutos e vegetais diferentes, alimenta 500 famílias e emprega mais de 20 pessoas EUA Fairview Gardens - Califórnia
  • 42.  
  • 43.  
  • 44.  
  • 45. NEW-YORK “ Green Guerillas” “ Desde 1973 que os Greenguerilla ajudam milhares de pessoas a concretizar sonhos de transformar baldios em vibrantes hortos comunitários”. “ Com a nossa ajuda as pessoas cultivam alimentos, plantam flores, educam a juventude, pintam murais coloridos e preservam os seus jardins como centros comunitários vitais para as gerações futuras” www.greenguerillas.org
  • 46. “ A East New York Gardeners Association (ENYGA) é uma coligação (coalition) de jardineiros comunitários trabalhando juntos para preservar e reforçar os hortos comunitários na nossa vizinhança” NEW-YORK ENYGA
  • 47.  
  • 48.  
  • 49. HOUSTON www.urbanharvest.org GREENTHUMB, New York Ajudou cerca de 700 hortos comunitários que produziram $100,000 em frutas e legumes por ano
  • 50. Ex: O Horto Comunitário Clark Cooper Iniciado em 1960's no terreno do antigo Boston State Hospital. Actualmente cerca de 250 - 280 pessoas cuidam do local, agora pertença do Boston Nature Center/Massachusetts Audubon Society Garden Mosaics foi fundado pelo “National Science Foundation Informal Science Education Program” e o “NYS College of Agriculture and Life Sciences” da Universidade de Cornell EUA Garden Mosaics
  • 51. CUBA
    • Após a revolução cubana (1959) - Industrialização da agricultura: monoculturas de açúcar, tabaco, banana, café
    • Colapso da União Soviética (1989) – Cancelamento das ajudas.
    • Milhares de toneladas de adubos químicos, herbicidas e agro-tóxicos deixam de ser importados.
    • Menos combustível e energia disponível para a agricultura (transporte, refrigeração armazenamento, distribuição)
    • Recursos que restaram: gente, terra, animais, conhecimento e criatividade
    Havana e arredores: distribuídos milhares de pequenos lotes de terra a moradores 1998: 8000 hortas, incluindo cerca de 5000 comunitárias, cultivadas por mais de 30.000 pessoas
  • 52. CUBA HORTAS URBANAS DE CUBA Quantidade de alimentos produzidos: 1995 – 40.000 ton 1998 – 115.000 ton 1999 – A AU orgânica produziu principalmente em Havana: 65% de todo o arroz 46% vegetais frescos 38% frutas não cítricas 13% raízes, tuberculos, bananas 6% ovos Rotunda de Cojimar, Havana Prod. média 20 kg/m2 Quinta de Alamar, Havana - Iniciou actividade em 1997 com 4 trabalhadores. Em 2001 tinha 48. Vendem 120 ton. vegetais/ano de forma praticamente directa
  • 53.
    • Agro-tóxicos proibidos por lei dentro dos limites da capital
    • Grande diversidade de plantas cultivadas e auxiliares predadores no ecossistema
    • Criados 200 centros regionais para informar sobre controle biológico de pragas
    • Bois substituiram tractores. O esterco é usado para fertilizar e estruturar o solo
    • Cuba alimenta a sua população de 11 milhões de habitantes
    • Produção em pequena escala eficiente
    • Grande produtividade nas hortas urbanas
    CUBA Programa de AU mais bem sucedido do mundo
  • 54. Macau / China Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM) Hortas Pedagógicas – Macau e Coloane Parque de Sun-Yat-Sen e Parque de Hac-Sá Requerimento: Nº de ocupantes Nº de zonas para cultivar Período de utilização (1 trimestre por ano) Inscrição paga Actividade “Novas Experiências de Cultivo” Campo de Cultivo do Parque de Hac Sá, Coloane; Campo de Cultivo do Canal dos Patos. Educação ambiental na Granja do Óscar Duração: Período de três meses Inscrição: 200 patacas (~ 16 €) Terreno com 1,20m x 5m por grupo Sementes, plântulas e utensílios agrícolas – IACM Formação no 1º dia - IACM Funcionamento: 9h - 17h, min. 1 vez/semana Colheitas: revertem para os participantes
  • 55. Parque Sun-Yat-Sen (Macau)
  • 56. O Parque de Hac Sá (3) com uma área de 19.620 m2 foi concebido pelos Arquitectos Bruno Soares e Francisco Caldeira Cabral. Ficou concluido em 1985 Parque de Hac-Sá (Ilha de Coloane)
  • 57. “ Novas Experiências de Cultivo”
  • 58. “ Novas Experiências de Cultivo”
  • 59. Parque Municipal da Colina de Mong Ha GRANJA DO ÓSCAR, Coloane Única quinta biológica em Macau, com 7000m 2 “ Novas Experiências de Cultivo”
  • 60. PARIS 2002 - A Mairie de Paris lançou um programa de hortas comunitárias e jardins pedagógicos “ Para que os parisienses se reapropriem da natureza ” Parceria autarquias/associações locais para criar hortos ou jardins partilhados (jardin potager) Jardim Villemin, em pleno centro da Cidade: Acesso a pequenas parcelas de terreno para cultivo Autoridades: passam a autorizar a transformação de terrenos devolutos em jardins e hortas temporárias com intuito pedagógico
  • 61.
    • 2004 - A Mairie* cria o projecto Main Verte para estabelecer os “Jardins Partagés”
    • Jardins próximos dos cidadãos que pretendam encontrar-se num local de convívio para jardinar. Deverão fazer parte ou constituir uma associação.
    • Local aberto num bairro que favoreça os encontros entre gerações e culturas. Princípio do respeito pelo ambiente e biodiversidade.
    • Confiado a uma associação por um acordo/protocolo de duração limitada (1 ano renovável até 5 anos)
    • A associação anima o jardim partilhado e promove um pequeno evento anualmente (pic-nic, concerto, etc)
    • A Mairie fornece a terra fértil, aconselhamento técnico e acompanhamento
    PARIS *Direcção dos Parques, Jardins e Espaços Verdes Sub-Direcção Animação e Educação para a Ecologia Urbana
  • 62. REINO UNIDO casos-estudo em Londres 2001 – Seminário sobre Agricultura Urbana na University of North London, School of Architecture and Interior Design 2001 - Cerca de 1,200 jardins/hortos comunitários e 70 quintas pedagógicas em Inglaterra GREEN ADVENTURE - Camberwell, Sul de Londres Desenvolve várias actividades de cultivo, incluindo jardim comunitários e distribuição semanal de produtos ao domicílio nas redondezas GRAZEBROOK PRIMARY SCHOOL - Hackney, North London Envolve os alunos no cultivo de frutos e outros vegetais. Em cada ano a escola faz um mercado onde a colheita é mostrada, juntamente com bolos caseiros, pão, etc. RESTORE em Oxford - pessoas com deficiência mental cultivam alimentos num lote público. Todos os dias cozinham e come juntos,usando produtos desse lote. Também vendem os produtos à comunidade local http://www.sustainweb.org
  • 63. City Farmer (Urban Agriculture Notes) Web: www.cityfarmer.org Cities Feeding People (International Development Research Centre) Web: www.idrc.ca/cfp Resources on Urban Agriculture and Forestry (RUAF) Web: www.ruaf.org Alguns recursos informativos
  • 64. Agradecimentos Arqº Ricardo Francisco F. Sousa Engº Chen Yu Fen - IACM (Macau) Apresentação efectuada com Software Livre www.humaneasy.com impress 1.1.1 GIMP 1.2.5 GNU Image Manipulation Program