Friccao Transversa Profunda

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Friccao Transversa Profunda - Presentation Transcript

  1. FTPFricção transversa profunda
    Hugo Pedrosa 2009
  2. Enquadramento da técnica como modalidade terapêutica
    Definição
    • Movimentos breves, precisamente localizados e profundamente
    penetrantes, realizados transversalmente às fibras do tecido alvo;
    • Técnica localizada sobre pequenos elementos estruturais da rede fascial,
    sendo também utilizadas para aceder a cicatrizes já formadas ou lesão
    em fase de cicatrização;
    • Exemplos de aplicação:
    Ligamentos
    Tendões
    Junções musculotendinosas
    Fibroplasia pronunciada
    Hugo Pedrosa 2009
  3. Enquadramento no processo de cicatrização
    • Aplicada na fase sub-aguda
    • Aplicada na fase de maturação
    Hugo Pedrosa 2009
  4. Principais justificações para a sua utilização
    • Introduz a mobilização do tecido no sentido de evitar/prevenir a
    formação de quaisquer fibras que se consolidem num padrão contrário
    ao sentido normal.
    • Obriga os mastócitos a libertar histamina criando uma
    hipermia local e um aumento da permeabilidade capilar
    potenciando um processo de cicatrização mais harmonioso.
    Hugo Pedrosa 2009
  5. Mecânica do movimento
    • Utilizam-se normalmente duas ferramentas corporais:
    - Dedo médio sobreposto ao indicador
    - Polegar/es
    • A direcção inicial do movimento deve ser perpendicular ao alinhamento
    das fibras musculares, ligamento ou tendão lesionado. É esta tracção que quebra
    as potenciais ligações cruzadas.
    • A ferramenta corporal escolhida deve ser “ancorada” ao tecido e promove-se
    um movimento cadenciado de fricção (sem que exista deslizamento sobre a pele)
    Hugo Pedrosa 2009
  6. Que quantidade de pressão…?
    • Variável de pessoa para pessoa;
    • A dor e a resistência do tecido servem como guias primários;
    • Os dedos traccionamtecido até ao ponto de alongamento;
    • A efectividade da técnica está ao nível deste
    alongamento e não da quantidade de pressão;
    • Numa escala de 0 a 10… devemos procurar alcançaro grau de pressão 6
    Hugo Pedrosa 2009
  7. Directrizes de aplicação
    • A sua aplicação deve ser precedida de aquecimento e preparação do
    tecido (através de massagem geral ou de uma breve aplicação de calor);
    • Deve ser realizada sem lubrificante para evitar o deslizamento sobre a pele;
    • Deve ser realizada através de uma manobra com amplitude adequada
    para alongar/separar as fibras;
    • A estrutura deve estar numa posição relaxada, excepto
    onde existe um retináculo denso (punho e tornozelo),
    ficando neste caso em posição de alongamento. Nesta
    posição a FTP movimenta e alonga o retináculo de
    forma mais poderosa e com mais resultados ao nível
    das aderências.
    Hugo Pedrosa 2009
  8. Directrizes de aplicação
    • Deve ser perpendicular às fibras inicialmente, depois ajustada para
    responder às múltiplas direcções das restrições presentes no tecido;
    • Realiza-se com a frequência necessária para que a mudança estrutural acorra;
    Palavras chave:
    precaução
    respeito pelas estruturas
    Hugo Pedrosa 2009
  9. Princípios do tratamento
    Objectivos nas fases sub-aguda e de maturação:
    • Fase sub-aguda
    - Pressão moderada é suficiente para quebrar as ligações indesejadas;
    - Atenção especial para não provocar novo foco inflamatório e edema;
    - Devemos seguir uma fórmula de precaução;
    - Não aplicar a técnica com a presença de edema, mas apenas quando
    este evento fisiológico tiver desaparecido;
    • Fase de maturação
    Nesta fase os procedimentos são semelhantes,
    podendo ser diferenciada a duração do trabalho
    e a colocação ou não de gelo após a FTP.
    Nota: queremos evitar dor residual
    intensa e aumento do edema
    Hugo Pedrosa 2009
  10. Princípios do tratamento (resumo):
    Hugo Pedrosa 2009
    1 – Aquecimento da estrutura.
    2 – Iniciar a FTP utilizando ângulos adequados e com pressão suficiente (6).
    3 – Após o 1 minuto monitorizar o grau de dor. Continuar se o nível de desconforto
    Diminuir e aumentar a pressão (para6). Parar se a dor não baixar de intensidade.
    4 – Continuar até ao máximo de 3 minutos (na fase sub-aguda).
    5 – Sempre que o movimento é interrompido colocar a estrutura em posição
    encurtada e solicitar ao cliente 5 contracções isométricas contra resistência.
    6 – Alongamento suave após as contracções.
    7 – Massagem com gelo na região tratada.
    8 – 5 a 10 minutos de massagem aos músculos envolventes e antagonitas.
    9 – Repetir diariamente o procedimento até que os 3 minutos sejam confortáveis
    e quando no dia seguinte não existir dor residual.
    10 – Aumentar a duração (1 a dois minutos por dia) uma vez atingido o objectivo
    até ao máximo de 10 minutos (as contracções e o alongamento também aumentam).
  11. Situação prática
    Após o respectivo enquadramento teórico, os formandos vão trabalhar
    uma hipotética tendinite crónica no Tendão de Aquiles:
    Hugo Pedrosa 2009
  12. Bibliografia recomendada
    Expoente máximo desta modalidade terapêutica:
    JamesCyriax
    Hugo Pedrosa 2009
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