Friccao Transversa Profunda

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Documento de apoio ao curso de Massagem Terapêutica e Desportiva.

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    Adriano Bernardes
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Friccao Transversa Profunda

  1. 1. FTPFricção transversa profunda<br />Hugo Pedrosa 2009<br />
  2. 2. Enquadramento da técnica como modalidade terapêutica <br />Definição<br /><ul><li>Movimentos breves, precisamente localizados e profundamente </li></ul>penetrantes, realizados transversalmente às fibras do tecido alvo;<br /><ul><li> Técnica localizada sobre pequenos elementos estruturais da rede fascial,</li></ul>sendo também utilizadas para aceder a cicatrizes já formadas ou lesão<br />em fase de cicatrização;<br /><ul><li>Exemplos de aplicação: </li></ul> Ligamentos<br /> Tendões<br /> Junções musculotendinosas<br />Fibroplasia pronunciada<br />Hugo Pedrosa 2009<br />
  3. 3. Enquadramento no processo de cicatrização<br /><ul><li> Aplicada na fase sub-aguda
  4. 4. Aplicada na fase de maturação</li></ul>Hugo Pedrosa 2009<br />
  5. 5. Principais justificações para a sua utilização<br /><ul><li> Introduz a mobilização do tecido no sentido de evitar/prevenir a </li></ul> formação de quaisquer fibras que se consolidem num padrão contrário <br /> ao sentido normal.<br /><ul><li> Obriga os mastócitos a libertar histamina criando uma </li></ul>hipermia local e um aumento da permeabilidade capilar <br />potenciando um processo de cicatrização mais harmonioso.<br />Hugo Pedrosa 2009<br />
  6. 6. Mecânica do movimento<br /><ul><li> Utilizam-se normalmente duas ferramentas corporais:</li></ul>- Dedo médio sobreposto ao indicador<br />- Polegar/es<br /><ul><li> A direcção inicial do movimento deve ser perpendicular ao alinhamento </li></ul> das fibras musculares, ligamento ou tendão lesionado. É esta tracção que quebra<br /> as potenciais ligações cruzadas.<br /><ul><li> A ferramenta corporal escolhida deve ser “ancorada” ao tecido e promove-se</li></ul> um movimento cadenciado de fricção (sem que exista deslizamento sobre a pele)<br />Hugo Pedrosa 2009<br />
  7. 7. Que quantidade de pressão…?<br /><ul><li> Variável de pessoa para pessoa;
  8. 8. A dor e a resistência do tecido servem como guias primários;
  9. 9. Os dedos traccionamtecido até ao ponto de alongamento;
  10. 10. A efectividade da técnica está ao nível deste </li></ul> alongamento e não da quantidade de pressão;<br /><ul><li> Numa escala de 0 a 10… devemos procurar alcançaro grau de pressão 6</li></ul>Hugo Pedrosa 2009<br />
  11. 11. Directrizes de aplicação<br /><ul><li> A sua aplicação deve ser precedida de aquecimento e preparação do </li></ul> tecido (através de massagem geral ou de uma breve aplicação de calor);<br /><ul><li> Deve ser realizada sem lubrificante para evitar o deslizamento sobre a pele;
  12. 12. Deve ser realizada através de uma manobra com amplitude adequada </li></ul> para alongar/separar as fibras;<br /><ul><li> A estrutura deve estar numa posição relaxada, excepto</li></ul>onde existe um retináculo denso (punho e tornozelo),<br />ficando neste caso em posição de alongamento. Nesta<br />posição a FTP movimenta e alonga o retináculo de <br />forma mais poderosa e com mais resultados ao nível<br />das aderências.<br />Hugo Pedrosa 2009<br />
  13. 13. Directrizes de aplicação<br /><ul><li> Deve ser perpendicular às fibras inicialmente, depois ajustada para </li></ul> responder às múltiplas direcções das restrições presentes no tecido;<br /><ul><li> Realiza-se com a frequência necessária para que a mudança estrutural acorra;</li></ul>Palavras chave: <br />precaução<br />respeito pelas estruturas<br />Hugo Pedrosa 2009<br />
  14. 14. Princípios do tratamento<br />Objectivos nas fases sub-aguda e de maturação:<br /><ul><li>Fase sub-aguda</li></ul> - Pressão moderada é suficiente para quebrar as ligações indesejadas;<br />- Atenção especial para não provocar novo foco inflamatório e edema;<br /> - Devemos seguir uma fórmula de precaução;<br />- Não aplicar a técnica com a presença de edema, mas apenas quando<br /> este evento fisiológico tiver desaparecido;<br /><ul><li>Fase de maturação</li></ul>Nesta fase os procedimentos são semelhantes, <br />podendo ser diferenciada a duração do trabalho <br />e a colocação ou não de gelo após a FTP.<br />Nota: queremos evitar dor residual <br />intensa e aumento do edema<br />Hugo Pedrosa 2009<br />
  15. 15. Princípios do tratamento (resumo):<br />Hugo Pedrosa 2009<br />1 – Aquecimento da estrutura.<br />2 – Iniciar a FTP utilizando ângulos adequados e com pressão suficiente (6).<br />3 – Após o 1 minuto monitorizar o grau de dor. Continuar se o nível de desconforto<br />Diminuir e aumentar a pressão (para6). Parar se a dor não baixar de intensidade.<br />4 – Continuar até ao máximo de 3 minutos (na fase sub-aguda).<br />5 – Sempre que o movimento é interrompido colocar a estrutura em posição<br /> encurtada e solicitar ao cliente 5 contracções isométricas contra resistência.<br />6 – Alongamento suave após as contracções.<br />7 – Massagem com gelo na região tratada.<br />8 – 5 a 10 minutos de massagem aos músculos envolventes e antagonitas.<br />9 – Repetir diariamente o procedimento até que os 3 minutos sejam confortáveis<br /> e quando no dia seguinte não existir dor residual.<br />10 – Aumentar a duração (1 a dois minutos por dia) uma vez atingido o objectivo <br />até ao máximo de 10 minutos (as contracções e o alongamento também aumentam).<br />
  16. 16. Situação prática<br />Após o respectivo enquadramento teórico, os formandos vão trabalhar<br />uma hipotética tendinite crónica no Tendão de Aquiles:<br />Hugo Pedrosa 2009<br />
  17. 17. Bibliografia recomendada<br />Expoente máximo desta modalidade terapêutica:<br />JamesCyriax<br />Hugo Pedrosa 2009<br />

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