Ciclo estral dos animais domésticos
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    Ciclo estral dos animais domésticos Ciclo estral dos animais domésticos Document Transcript

    • CICLO ESTRAL DOS ANIMAIS DOMÉSTICOS CURITIBA 20021) INTRODUÇÃO:1.1) CICLOS REPRODUTIVOS:O ciclo reprodutivo refere-se a vários fenômenos: puberdade e maturidadesexual, estação de monta, ciclo estral, atividade sexual pós-parto e idade.Estes componentes são regulados por fatores tais como ambiente, genética,fisiologia, hormônios, comportamento e psicológico.1.1.1) Puberdade:De um ponto de vista prático, um animal macho ou fêmea atinge a puberdadequando estiver capaz de liberar gametas e de manifestar umas seqüênciacompleta de comportamento sexual. A puberdade é basicamente o resultadode um ajuste gradual entre atividade crescente gonadotrófica e a habilidadedas gônadas em assumir simultaneamente a esteroidogênese e agametogênese.Em condições de criações normais a puberdade ocorre com cerca de 3 a 4meses de idade em coelhas; 6 a 7 meses em ovinos, caprino e suínos; 12meses em bovinos e 15 a 18 meses em eqüinos. Porém o início da puberdadeestá mais intimamente relacionado ao peso do corpo do que à idade. Os níveisnutricionais controlam a idade na puberdade. Se o crescimento for aceleradopela superalimentação, o animal atinge a puberdade numa idade mais jovem.Por outro lado, se o crescimento for mais vagaroso devido à subalimentação apuberdade será retardada.A eficiência reprodutiva plena não é atingida em qualquer espécie durante oprimeiro cio ou ejaculação. Há um período de "esterilidade adolescente". Esteperíodo é relativamente curto ( algumas semanas) nos animais domésticos.1.1.2) Ciclos estrais:Correspondem aos fenômenos rítmicos observados em todos os mamíferos (exceto alguns primatas), nos quais há períodos regulares mas limitados dereceptividade sexual, que ocorrem a intervalos característicos para cadaespécie. Um intervalo de ciclo é definido como um período de tempo a partir doinício de um período de receptividade sexual, até o seguinte ou como ointervalo entre sucessivas ovulações.Os processos periódicos que ocorrem nos órgãos reprodutores influenciam oorganismo em geral e também influenciam o comportamento e o metabolismo.A duração e evolução do ciclo genital nos animais domésticos apresentamdiferenças consideráveis. Para a fisiologia comparada, a divisão do ciclo genitalnas seguintes fases mostrou ser eficaz:
    • PROESTRO ( FASE DE MATURAÇÃO FOLICULAR):Neste fase ocorre no ovário a maturação de um ou mais folículos, sob ainfluência do FSH e do ICSH. Com o aumento da influência do ICSH formam-se no epitélio folicular, quantidades crescentes de hormônios foliculares (estrógenos), que finalmente desencadeiam o estro. Sob a influência dosestrógenos formados em maiores quantidade pelo epitélio folicular no final doproestro, ocorre um crescimento das glândulas uterinas e um aumento dodiâmetro do útero ( fase proliferativa ), que é devida, principalmente, a ummaior acúmulo de líquidos ( edematização ) na mucosa.ESTRO ( CIO ):A duração do cio e a época de ovulação diferem nas diferentes espécies deanimais domésticos.A nível ovariano, o período de estro é caracterizado por elevada secreção deestrógenos dos folículos pré-ovulatórios. Os estrógenos estimulam ocrescimento uterino por um mecanismo que envolve a interação do hormôniocom receptores e o aumento de processos sintéticos dentro das células. Osestrógenos também estimulam a produção de prostaglandinas pelo útero.No fim do cio, ocorre a ovulação seguida pela formação do corpo lúteo esecreção de progesterona.Apesar da maturação folicular normal, os sintomas do cio às vezes são poucodesenvolvidos e, não raramente, passam despercebidos ( cio silencioso )Nestes casos, a secreção vaginal mucosa é, freqüentemente, a única indicaçãode um cio ocorrido. Em outros casos, os sintomas do cio são muito acentuados,e duram por um período de tempo mais prolongado, principalmente quandonão ocorre a ovulação e maiores quantidades de estrógenos nos folículos sãoabsorvidas. Geralmente ela é provocada por folículos persistentes ou por cistosfoliculares.METAESTRO ( FASE DO CORPO LÚTEO):Após a ovulação ocorre, na fossa de ovulação, a formação do corpo lúteo, queem 3- 4 dias desenvolve-se formando uma glândula hormonal funcionalmentecapaz. O destino do corpo lúteo é determinado pela célula ovular. No caso deuma fecundação e do desenvolvimento do embrião, o corpo lúteo é mantido porum período de tempo mais longo, sendo importante para o impedimento deoutras maturações ovulares. Quando não ocorre maturação, ele se atrofia.A progesterona formada pelo corpo lúteo tem as seguintes ações principais:a) a estimulação da secreção nas glândulas uterinas e a preparação doendométrio para a nutrição e implantação do embrião. ( fase secretória ).;
    • b) a redução do tônus da musculatura uterina e a redução de sua resposta àocitocina;c) o bloqueio de outra maturação ovular no ovário por meio de retro-ação sobreo hipotálamo e lobo anterior da hipófise;d) o estímulo da nutrição do embrião ee) o estímulo do desenvolvimento e a total maturação da glândula mamaria.DIESTRO:Quando não ocorre a fecundação, o corpo lúteo dos animais domésticos seatrofia a partir do 10o dia, aproximadamente a após a ovulação.Consequentemente à redução da síntese de progesterona, diminui a açãobloqueadora sobre o hipotálamo. Ocorre um aumento da formação de luliberinae da síntese de FSH, no que resulta uma nova maturação folicular.Na atrofia do corpo lúteo, a prostaglandina F 2a desempenha papel importante.Este hormônio participa consideravelmente na redução do suprimentosangüíneo para o ovário que contém o corpo lúteo, assim como na redução dasíntese de progesterona.A duração do diestro varia nas diferentes espécies animais. Um importanteregulador da evolução do ciclo genital é o corpo lúteo: assim que o teor deprogesterona no sangue cai, são produzidas e liberadas em maior quantidadeno lobo anterior da hipófise as gonadotrofinas que estimulam a maturaçãoovular.1.2 ) FATORES QUE INFLUENCIAM OS CICLOS REPRODUTIVOS:O sistema básico do controle da atividade ovariana inclui a liberação pulsátil deGnRH e gonadotropinas pelo hipotálamo e hipófise anterior, respectivamente.O sistema é mantido sob controle pelos esteróidesgonadais, estrogênio etestosterona. Fatores externos sobrepõem-se a esse sistema de controle,podendo modificar a atividade reprodutiva normal. As informações relativas aesses vários fatores são transmitidas através do SNC e modificadas nohipotálamo para eventualmente afetar a secreção de gonadotropinas pelahipófise anterior.Tais fatores externos são:FOTOPERÍODO:A luz é o mais potente fator ambiental que afeta os ciclos reprodutivos emreprodutores estacionais. A glândula pineal está envolvida na mediação dasmodificações que ocorrem no fotoperíodo. A informação luminosa é transmitidaa partir das células da retina no olho, via nervo óptico, ao núcleosupraquiasmático, que está localizado no hipotálamo anterior. A resposta
    • desse núcleo é transmitida, via núcleo paraventricular, ao gânglio cervicalsuperior, através de fibras do sistema nervoso autônomo, e então, finalmente àglândula pineal ( epífise). O sinal emitido pela glândula pineal é o hormôniomelatonina, que desempenha um papel crítico em modificar,subseqüentemente a atividade hipotalâmico-hipofisário- gonadal. A melatoninaindica a duração do fotoperíodo, resultando em resposta do sistemareprodutivo, que varia de acordo com as espécies e a natureza particular desuas estratégias na estação de monta, podendo apresentar uma respostapositiva ( estimulação da atividade ovariana) ou uma resposta negativa (supressão da resposta ovariana).Alterações no fotoperíodo por meios artificiais, são a maneira mais eficaz demanipular aqueles animais que são influenciados pelo fotoperíodo,especialmente sobre um animal individualmente. Nesse caso, para os animaisque respondem ao aumento da luz com o restabelecimento da atividadeovariana, um regime de maior luminosidade cerca de 1 mês antes do inícioprevisto do anestro deve resultar em atividade ovariana contínua.Para animais que iniciam a atividade ovariana cíclica em resposta aodecréscimo da luz, o problema da manipulação do fotoperíodo é difícil naausência de alojamentos com luz controlada.TEMPERATURA:Desempenha um papel de muita pouca importância sobre os ciclosreprodutivos dos animais domésticos. Altas temperaturas afetam de maneiradesfavorável os ciclos reprodutivos apenas sob condições extremas, incluindoexposição prolongada ao calor ( 24 horas diárias). Nessa situação, amortalidade embrionária, principalmente antes da implantação, é o principalefeito observado, com os ciclos reprodutivos permanecendo normais.NUTRIÇÀO:A nutrição inadequada resulta em inatividade ovariana, sobretudo na vaca. Nasvacas leiteiras geneticamente selecionadas para alta produtividade, acapacidade de produzir até cerca de 45 litros de leite por dia é uma marcabastante significativa. é quase impossível para estas vacas consumir alimentosuficiente durante a primeira parte do ciclo de lactação para manter seu pesocorporal, e elas estão freqüentemente em balanço nutricional negativo até os100 dias após o parto. Como os animais devem ter um nível adequado denutrição para iniciar a atividade ovariana, esta é suprimida até que um balançoenergético positivo seja alcançado. Caso se deseje que uma vaca leiteiraproduza grandes quantidades de leite, deve-se fornecer nutrição adequada àprodução leiteira.A nutrição inadequada pode afetar a atividade ovariana no período pós-parto.Uma prática de manejo que é muitas vezes usada para aumentar a eficiênciaprodutiva é manter vacas de raça de corte num plano de regime nutricionallimitado durante o inverno. Esta diretriz tem o propósito de forçar os animais aouso da gordura que tenha sido produzida e armazenada durante a estação de
    • pastoreio. Se as vacas de corte gestantes não retornarem a um balançonutricional positivo por volta do último mês de gestação, o restabelecimento daciclicidade ovariana, que normalmente ocorre entre os 45 e 60 dias após oparto, será retardado. Uma outra situação que pode afetar a atividade ovarianaenvolve as novilhas de corte gestantes. Esses animais freqüentementenecessitam de nutrientes extra no período pós-parto para que se restabeleça aatividade ovariana, porque têm necessidades alimentares para o crescimentobem como para a lactação.FEROMÔNIOS:As fêmeas são influenciadas pelos odores do macho. Por exemplo, a porca emestro assume postura de monta se exposta à urina de um varrão."Efeito Whitten": envolve a sincronização dos ciclos estrais pela introdução deum macho em um grupo de fêmeas. A introdução de um macho provoca nasfêmeas o recomeço da ciclicidade ovariana de forma altamente sincronizada (grande parte das fêmeas apresenta cio no terceiro dia após introdução domacho). O efeito do macho é desencadear a síntese e liberação degonadotropina."Efeito Bruce": envolve a manipulação da gestação por feromônios. Se umafêmea de camundongo recém-acasalada é colocada em uma gaiola com ummacho estranho, a gestação falha. Isso ocorre por causa do bloqueio dasecreção de prolactina e, com a diminuição da secreção de prolactina, o CLregride e a gestação falha.SOM:Tem-se demonstrado que os sons do macho eliciam respostascomportamentais ( sexuais) na fêmea.VISÃO:Existem algumas espécies de aves em que a exibição feita pelo macho, queinclui a apresentação de plumagem colorida e movimentos característicos,influencia o comportamento reprodutivo na fêmea. Em primatas não-humanos,as fêmeas que estão sexualmente receptivas alertam o macho através demovimentos corporais específicos, assim como através de modificações na corda pele associada à região perineal. A ausência de movimentos pela fêmea (bovinos ou ovinos), quando o macho se aproxima, pode ser considerada comoum indício de que a fêmea está receptiva.CONTATO FÍSICO:O contato físico de uma fêmea com um macho faz com que a fêmea fiqueimóvel, o chamado reflexo de rigidez.O CICLO ESTRAL NA VACA
    • INTRODUÇÃO:Ciclo estral é o período de tempo a partir do início de um período dereceptividade sexual até o seguinte, com o intervalo ovulatório. A duração dociclo é de 21 dias podendo variar de 18 a 24 dias normalmente. Como regrageral, a duração do ciclo é mais constante entre cada indivíduo do que entreanimais.Os períodos do ciclos se dividem em: ESTRO: Período de receptividade sexual, a ovulação ocorre no final do estro. METAESTRO: desenvolvimento inicial do corpo lúteo, duração de poucos dias. DIESTRO: atividade do corpo lúteo maduro, inicia 4 dias após a ovulação e termina com a regressão do corpo lúteo. PROESTRO: regressão do corpo lúteo até o estro seguinte. Desenvolvimento rápido do folículo, que leva à ovulação e receptividade sexual.O período de estro corresponde a modificações comportamentais e os demaiscorrespondem a modificações ovarianas.FATORES QUE INFLUENCIAM OS CICLOS REPRODUTIVOS:FOTOPERÍODO:Afeta ciclos reprodutivos estacionais. A importância de incremento luminosopara a reprodução do gado é considerável, ou seja, na presença da luz aconcepção é melhor.TEMPERATURA:Influência muito pequena.NUTRIÇÃO:Grande influência sobre vacas de corte e vacas leiteiras.FEROMÔNIOS:Substâncias químicas que permitem a comunicação entre animais de mesmaespécie. Odores que emanam da secreção vaginal = metil -p- benzoato. Oandrogênio derivado da androstenona contribui para o odor do macho e éconhecido como a "marca do varrão".SOM:Emitido pelo macho para atrair a fêmea.
    • VISÃO:Em bovinos a ausência de movimento da fêmea quando o macho está seaproximando pode ser um indicativo de que a fêmea está receptiva.CONTATO FÍSICO:O contato do macho com a fêmea pode fazer com que ela fique subitamenteimóvel.CICLO ESTRAL:A duração do ciclo estral na vaca é de 21 dias, sendo que ciclos de 18 a 24dias são considerados normais. Como regra geral a duração do ciclo é maisconstante entre cada indivíduo do que entre animais.O período de estro é menor que nos demais animais, sendo de 18 horas nasvacas da espécie Bostaurus. Uma das importantes raças tropicais de bovino decorte é a Brahman (Bosindicus). Estes animais têm períodos de estro maiscurtos, com uma faixa notificada de 2 a 14 horas. É uma regra geral que termais animais em estro ao mesmo tempo tende a aumentar a duração do estrode cada animal.O ponto principal do ciclo estral é o estro, ou seja, quando a fêmea aceita omacho. A terneira nasce com seus órgãos reprodutores formados mas nãototalmente funcionais. Estes vão sofrendo sua maturação pela ação doshormônios hipofisários e ao redor dos 9 meses se inicia a atividade sexual. Aprecocidade ou não da puberdade depende a alimentação, raça e outrosfatores. O ciclo estral não se interrompe durante a gestação, durante algumaanormalidade e continua acontecendo em vacas de idade avançada. O cio deperíodo relativamente curto do gado bovino é vantajoso, já que a probabilidadeda fecundação através de inseminação artificial aumenta com a redução daduração do cio. Consequentemente, o sucesso da fecundação nos bovinos de70 a 80%.As variações cíclicas no ovário, útero e vagina estão sincronizadas com assecreções cíclicas de gonadotrofinas e hormônios ovarianos.O FSH estimula o crescimento dos folículos ovarianos, sendo que um ou doispodem se tornar folículos maduros e permanecer sobre a superfície dosovários. Com isso os ovários produzem estrógenos, que fazem com que a vacaapresente sintomas de estro. O inicio do cio se caracteriza por inquietação emugido. Na ausência do touro, as vacas podem ter o estro detectado pela suaatividade homossexual. Vacas que ficam em posição para serem montadas poroutras vacas estão em estro ("cio de posicionamento"). Sintomas secundáriosque podem ser úteis na identificação do estro são: entumescimento da vulva,inchaço e umidecimento, contrastando com seu aspecto seco e rugoso deoutros momentos e presencia-se um corrimento de muco claro e aquoso antese durante o estro. Esses filamentos podem conter sangue 50 a 60 horas antes
    • ou 35 a 45 horas depois do estro. No período entre estros o muco presente nacérvix e na vagina é denso e pegajoso e em vez de sair pela vulva este formaum tampão cervical que impede a penetração de bactérias e outros agentesnocivos. Se houver concepção esse tempão permanece por toda a gestação.Próximo e durante o estro todo o trato reprodutor e suas secreções contémmaior quantidade de água.Aproximadamente 25 a 35 horas do começo do cio se rompe o folículo e selibera o óvulo, que se encontra com o espermatozóide no oviduto e éfecundado.O LH contribui para o desprendimento do óvulo e começo do crescimento dotecido luteínico para a formação do corpo lúteo. O corpo lúteo produzprogesterona, que inibe a maturação de novos folículos e prepara o útero parareceber e nutrir o óvulo fertilizado. Se a concepção não ocorrer o corpo lúteoregride passados 17 a 19 dias e o FSH estimula o crescimento de novosfolículos. Em 2 ou 3 dias o estrógeno determina um novo estro que se repetede 21 em 21 dias até que se efetue a concepção.O crescimento lento dos folículos se dá um dia antes do estro, uma explosãono crescimento folicular durante e depois do estro e a ruptura dos folículosdepois do estro.No gado bovino durante o estro, foi determinada a maior secreção de tiroxinacomparativamente com as outras fases do ciclo.O ciclo estral da vaca é regularmente periódico ao longo de sua vidareprodutiva, ou seja, esse animal é POLIÉSTRICO ESTACIONAL, ou seja, umciclo estral termina num período de diestro que emerge como o proestro nociclo estral seguinte.Em condições semi- selvagens os touros se encontram na manada o ano todo,porém a monta ocorre do final da primavera até o inicio do verão.O começo da atividade reprodutora se dá por ação dos hormônios hipofisários,que têm sua liberação governada pelo hipotálamo. Esses hormôniosgonadotróficos atuam impulsionando o funcionamento das gônadas.A hipófise também mantém o desenvolvimento do ciclo estral. Dados indicamque o útero pode apresentar um papel vital na regulação do ciclo estral.O hormônio ovárico estrogênico mais comum na vaca é o estradiol. A placentada vaca produz grandes quantidades de estrógenos ainda que o nível deprogesterona produzida na placenta seja baixo, pois o corpo lúteo deve semanter até o final da gestação.O primeiro estro corresponde à puberdade e é dividido em 3 fases:a-) maturação da glândula hipófise entre 3 e 6 meses de idade;
    • b-) maturação dos ovários entre 6 e 12 meses de idade;c-) maturação do útero, que se completa até os 3 anos.Até o primeiro ano de idade a glândula hipófise cresce rápido e regularmente. Ahipófise dos animais jovens responde satisfatoriamente aos estímuloshipotalâmicos que nela atuam. As modificações na secreção hormonal napuberdade se deve à maturação do hipotálamo. O aumento do peso do ovárioa partir do sexto mês coincide com o crescimento folicular. Porém a ovulação ea formação do corpo lúteo só se evidenciam quando aparecem os primeirossinais externos de iniciação sexual.O desenvolvimento da hipófise e de seus hormônios influencia o crescimentodo organismo e o desenvolvimento do útero e de outras partes do tratoreprodutor.De acordo com as citações acima descritas o ciclo estral se divide em proestro,estro, metaestro e diestro. O proestro caracteriza-se pela estimulação docrescimento folicular pelo FSH. O folículo em crescimento produz mais líquidofolicular e estradiol. O estradiol determina um maior aporte sangüíneo ecrescimento dos túbulos genitais. A vulva e o vestíbulo ficam congestos e háum aumento evidente na vascularização da mucosa uterina. O proestro dura de2 a 3 dias.Diferentemente dos outros animais a vaca não ovula antes que o estro cesse.Em menos de 1 dia o sistema nervoso da vaca começa a rejeitar o nívelelevado de estradiol e esta não aceita mais o macho e observa-se um aumentona concentração de LH.O metaestro se caracteriza pelo súbito desaparecimento dos sinais do cio. Teminício o ovulação com o desprendimento do ovócito e a cavidade se reorganizaformando o corpo lúteo. A vulva começa a se enrugar, a dilatação da cérvixdesaparece gradativamente e diminui a quantidade de muco. durante ometaestro o epitélio vaginal tem seu crescimento diminuído.No diestro - período final - o corpo lúteo se desenvolve totalmente e aprogesterona age acentuadamente sobre a parede uterina. O endométrio ficaenrugado e as glândulas e fibras musculares de útero se desenvolvempreparando-se para nutrir o embrião e formar a placenta. Se houver concepçãoo corpo lúteo persiste até o fim da gestação. Se o óvulo não for fecundado ocorpo lúteo permanece por aproximadamente 19 dias e depois regride. Oproestro e o declínio do corpo lúteo são concomitantes e após isso inicia-seoutro ciclo estral.MODIFICAÇÕES HORMONAIS:O conhecimento dos níveis dos hormônios gonadotróficos e esteróides noslíquidos orgânicos da vaca, especialmente no sangue circulante, é importantepara compreender o controle endócrino do ciclo.
    • Os níveis de FSH na hipófise são maiores 3 dias antes do estro, diminuindorapidamente e alcançando níveis mínimos no dia do estro. Ao mesmo tempoque se dá a liberação de FSH no sangue aumentam marcadamente os níveisde estrógenos no sangue e urina, alcançando um máximo no dia do estro.O nível de LH no sangue se eleva rapidamente e alcança seu máximoimediatamente antes da ovulação. Essa onda de LH é um estímulo para aovulação.As determinações quantitativas são altamente variáveis no sangue circulanteda vaca. Conforme o corpo lúteo aumenta após a ovulação o conteúdo deprogesterona sofre um incremento, alcançando um máximo 10 dias após oestro e permanece alto por aproximadamente 5 dias, depois declinamrapidamente o peso do corpo lúteo e os níveis de progesterona das vacasgestantes.O tempo de ovulação é determinado no momento da ovulação por métodoscomo o sacrifício das vacas durante ou depois do estro examinando os ováriosou localizando o óvulo no trato reprodutor, determinando a fertilidade de umamonta antes, durante e depois do estro e palpando os ovários periodicamentedurante e depois do estro. Sendo assim, a média do tempo de ovulação é de25 a 30 horas após o começo do estro. A ovulação pode atrasar mediante aadministração da atropina, que bloqueia os impulsos nervosos parassimpáticosno começo do estro.O tempo que transcorre do parto até o seguinte cio (intervalo pospartum) variade 30 a 72 dias em vacas leiteiras e de 46 a 204 dias em vacas para corte.Porém, essa diferença não se deve apenas às particularidades do gado de leitee corte, mas sim, às condições de manejo, meio ambiente, nutrição e lactação.Esse intervalo é diretamente afetado pelas estações do ano, ou seja, maislongo no inverno e mais curto no verão. As vacas leiteiras de alta produção têmo intervalo pospartum prolongado.Por meio da utilização de progesterona ou dos getágenos sintéticos pode-seproceder, em gado bovino, a um bloqueio do ciclo genital, não ocorrendo o cio.Após cessar o uso de gestágeno, o cio se instala em poucos dias devido aorápido aumento da secreção de FSH e ICSH. Desta maneira pode-se procedera sincronização do cio.Ciclo Reprodutivo em Ovelhas e CabrasANATOMIAA forma dos órgãos genitais varia consideravelmente com a idade e atividadefisiológica, por isso, na descrição desses órgãos, será considerado um animaladulto não gestante.OVÁRIO e TUBA UTERINA
    • Os ovários se localizam na parte mais caudal do abdome, com isso os cornosuterinos são tracionados para trás, em direção aos ovários.O ovário é uma estrutura firme e irregular, de formato ovóide e possuiaproximadamente 1,5cm. Une-se à parede do abdome antes da entradapélvica e une-se ao trato reprodutor por inclusão ao ligamento largo. O ováriose relaciona com a parte ventral do ílio, no nível da bifurcação do útero.Os folículos e o corpo lúteo se projetam de qualquer parte da superfície,considerando que pode se projetar mais de um devido ao fato de existiremgestações gemelares e múltiplas.A tuba uterina é longa, segue um trajeto muito tortuoso, por isso seu início e fimestão situados muito próximos um do outro. Não há demarcação entre a tubauterina e o corno uterino. O infundíbulo possui paredes delgadas e localiza-selateralmente ao ovário. A parte subsequente e mais estreita da tuba uterinaserpenteia no interior da parede lateral do ovário até atingir a extremidade docorno uterino e divide-se em ampola e istmo.ÚTEROO corpo uterino é formado pela fusão incompleta das partes caudais doscornos; estes possuem uma trajetória tortuosa e medem aproximadamente 10a 12 cm. O corpo verdadeiro é bastante curto, mede aproximadamente 2 cm decomprimento, seu limite caudal é com a cérvix, que mede aproximadamente 4cm de comprimento e se projeta caudalmente para o interior da vagina, queentão é envolvida por fórnix.A espessura e a cor do endométrio varia com a fase do ciclo. A superfíciepossui pregas. A principal característica do endométrio de ruminantes é apresença de carúnculas que são os locais de sustentação das membranasfetais durante a gestação. Na ovelha e na cabra as superfícies livres dascarúnculas são côncavas.A mucosa do corpo uterino é lisa e caminha para a cérvix através da constriçãodo orifício uterino interno. O lúmem da cérvix é fechado pela superposição deprojeções irregulares da superfície, remanescentes de três anéis circulares queobstruem a passagem em animais jovens. A mucosa da cérvix produz umasecreção mucosa no estro.VAGINAA vagina apresenta o lúmem normalmente fechado. Mede aproximadamente 8cm e sua porção ventral contém numerosos folículos linfáticos. É um órgão quepossui grande capacidade de expansão.FATORES QUE INFLUENCIAM O CICLO
    • Existe o controle do eixo hipotálamo-hipófise com liberação das gonadotrofinas(GnRH) que regulam a atividade ovariana. No entanto, há fatores externos quese sobrepõem a este sistema modificando a atividade reprodutiva normal.Podemos citar como exemplo o fotoperíodo, a temperatura, a nutrição, o som eos fatores sociais, como o ferormônio. As informações relativas a esses fatoressão transmitidas através do SNC e modificadas pelo hipotálamo, sendotransferido para a hipófise e influenciando a secreção de gonadotropinas.FOTOPERÍODOÉ o fator ambiental que mais afeta os animais que possuem ciclo estacional,como cabras e ovelhas.A glândula pineal está envolvida na mediação das modificações que ocorremno fotoperíodo. Esta glândula emite um sinal que é o hormônio melatonina quemodifica a atividade hipotálamo-hipófise-gônadas. A melatonina indica aduração do fotoperíodo.Nas ovelhas e cabras a atividade ovariana cessa com o aumento de luz.Além da diferença existente entre as espécies em relação ao fotoperíodo,existem também diferenças entre as raças. Há raças mais resistentes, quedemoram mais tempo para apresentarem o estro do que outras. Por exemplo, araça Rambouillet começa o ciclo em julho, enquanto que a FinnishLandracecomeça apenas em setembro.Também é possível manipular o fotoperíodo desses animais de modo artificial,como, por exemplo, realizar uma exposição à luz que aumente sua intensidadesubitamente e após um certo período de tempo diminui repentinamente.Em ovelhas tem-se usado implante de melatonina para antecipar a estação demonta, assim como para aumentar a taxa ovulatória.FEROMÔNIOSSão substâncias químicas que permitem a comunicação entre os animais damesma espécie.Os machos são atraídos pelas fêmeas por causa dos odores que elas emanamdas secreções vaginais.Quando é introduzido um carneiro reprodutor em um lote de fêmeas entre oanestro e o estro é possível se adiantar o início da estação de monta ou sesincronizar o estro quando as fêmeas estiverem ciclando.TEMPERATURATemperaturas elevadas, mais do que as habituais no verão adiantam a estaçãode monta dos ovinos.
    • O CICLO ESTRALPROESTRO ESTROFase folicular, Fase folicular,desenvolvimento folicular receptividadesexual,subsequente à regressão o hormônio liberado é lútea. O hormônioliberado é o LH, que tem um pico é o FSH, tendo produção de repentino,formação do estrogênio. Os níveis de corpo lúteo e ovulação. Progesterona sãobem baixos.DIESTRO METAESTROFase lútea, Fase lútea, maturação do corpo lúteo desenvolvimento inicial donão receptivo, quantidade corpo lúteo, mínima de hormônios, liberação deprogesterona. Começa síntese de FSH.ANESTRONão ocorre ciclo. PRENHEZPROESTROOs hormônios FSH e LH, folículo estimulante e luteinizante, respectivamente,são produzidos pela hipófise anterior e são importantes para os processosreprodutivos da fêmea.O FSH promove o crescimento dos folículos, enquanto que o LH é importantepara o processo ovulatório e a luteinização da granulosa que resulta naformação do corpo lúteo.A liberação destes hormônios é controlada pelo hormônio liberador degonadotrofinas GnRH. A liberação pulsátil do GnRH é essencial para amanutenção e secreção de LH e FSH pela hipófise anterior.Durante o estro tem-se a secreção máxima de estrogênio pelo folículo edurante o metaestro tem a secreção de progesterona pelo corpo lúteo.O estrogênio tem como função promover o crescimento das glândulas uterinas,levando a um aumento do diâmetro do útero e a edemaciação de mucosa.A progesterona tem como função preparar o útero para nidação e nutrição;reduz o tônus da musculatura uterina, impedindo a resposta à ocitocina;bloqueia outra maturação ovular; estimula o desenvolvimento da glândulamamaria.A prostaglandina PGF2a é sintetizada e liberada de forma pulsátilaproximadamente 14 dias após a ovulação pelo útero, sendo que este precisa
    • ter sido exposto ao estrogênio e à progesterona. A PGF2a tem como funçãofazer regredir o corpo lúteo.A fase folicular que corresponde ao proestro e estro está relacionada aoamadurecimento do folículo influenciado pelo FSH.A fase lútea que ocorre no metaestro tem como função a formação do corpolúteo, e no caso de prenhez, este é mantido com o objetivo de produzir esecretar a progesterona.CICLO ESTRAL DA OVELHA E CABRAPUBERDADEO primeiro ciclo estral ocorre entre os 5 e 7 meses nas cabras e entre os 6 e 9meses nas ovelhas, porém nem sempre esse ciclo vem acompanhado deovulação, isso porque o primeiro corpo lúteo prepara o animal para um estroperfeito e funcional no segundo ciclo estral, quando então o animal irá ovularnormalmente e aceitar o macho.CICLOAs cabras e ovelhas são poliestrais estacionais, isso quer dizer, apresentamsucessivos ciclos ao longo de um período de tempo denominado estaçãoreprodutiva que dura cerca de 6 a 7 meses.Em regiões temperadas ou polares, que possuem ritmo de luz definido, a cada6 meses a estação reprodutiva coincide com os dias curtos do ano; então elasse reproduzem ao longo do outono e inverno, enquanto que apresentamanestro estacional na primavera e verão, quando os dias são longos. Além dainfluência pela luz, também interfere no ciclo reprodutivo destes animais atemperatura e a introdução de machos no início da estação reprodutiva. Estesfatores podem adiantar ou atrasar o início ou fim da estação reprodutiva.A reprodução do tipo estacional em fêmeas anestrais de dias longos se associaà influência do eixo hipotálamo-hipófise-pineal e à freqüência e amplitude dassecreções episódicas de LH.As cabras apresentam uma estação reprodutiva mais extensa que as ovelhas,e dependendo das condições de manejo, são capazes de parir ao longo detodo ano, se bem que algumas raças possuem uma época de anestro que seestende pela primavera e verão.Fases:Proestro – fase de maturação folicularNo ovário ocorre a maturação de um ou mais folículos, sob a influência deFSH. No epitélio folicular aparecem quantidades crescentes de hormônios
    • foliculares - estrógenos que então desencadeiam o estro; os níveis deestrógenos crescentes suprem os níveis de progesterona em declínio. No finaldo proestro ocorre o crescimento das glândulas uterinas e um aumento dodiâmetro do útero, devido a um maior acúmulo de líquidos na mucosa.O FSH apresenta um pico pré-ovulatório de aproximadamente 7 horas, osegundo pico, que dura 26 horas, aparece um ou dois dias após o primeiro. Ospicos de FSH se sucedem cada duas horas durante as fases folicular eluteínica.Esta fase dura de 2 a 3 dias.Estro – cioEste é o momento que a fêmea está receptiva ao macho.O hormônio que mais está presente é o LH; ocorre em pulsos episódicosrecorrentes a cada 2 horas e meia durante a fase luteínica, aumentando afreqüência na fase folicular. Esses pulsos ocorrem a cada hora até produzir umpico pré-ovulatório em conjunto com o FSH.O estrógeno tem total influência sobre os órgãos genitais, isso porque o folículoatinge a maturação e atinge o pico de secreção de estrógeno.Na ovelha o cio aparece em intervalos de 17 dias (varia de 14 a 19 dias) e ossintomas do cio são pouco acentuados e por esse motivo muitos passamdesapercebidos.A ovulação é conseqüência da secreção de LH e ocorre no final do estro,sendo que este dura de 24 a 36 horas.Amadurecem de 1 a 7 folículos.Na cabra o cio aparece em intervalos de 21 dias (varia de 18 a 22 dias) e ossintomas são bem acentuados. Os animais ficam impacientes, apresentam umbalido que chama a atenção; as cabras têm o reflexo de permissão do bode.A ovulação ocorre imediatamente no final do estro, e este dura 26 a 42 horas.Amadurecem de 1 a 7 folículos.Metaestro – fase de corpo lúteoApós a ovulação, ocorre na fossa de ovulação a formação do corpo lúteo.Os níveis de estrógeno estão baixos, porém a progesterona começa a sersintetizada pelo corpo lúteo uns 3 ou 4 dias após a ovulação. A partir dessemomento o corpo lúteo pode seguir dois caminhos: se o folículo foi fecundado,viverá um pouco mais que 15 dias, pois sua função será a de impedir a
    • maturação de outros folículos, mas se não houver fecundação, após 14 ou 15dias ele irá se atrofiar.Diestro – fase de produção máxima do corpo lúteoÉ nessa fase que é decidido o futuro do corpo lúteo; enquanto isso ele mantémsua secreção máxima de progesterona.Considerando que não houve fecundação, o corpo lúteo irá atrofiar e haveráuma redução da síntese de progesterona, com isso diminui a ação de feedbacknegativo no hipotálamo com um aumento da síntese de FSH, o que resultaráconseqüentemente numa nova maturação folicular.Nas ovelhas e cabras, a duração do corpo lúteo é de aproximadamente 6 dias.Quando ocorre a atrofia do corpo lúteo, a prostaglandina PGF2a , que éformada a partir do 13o dia do ciclo , desempenha um papel muito importanteno ciclo, pois ela participa da redução do suprimento sangüíneo para o ovárioque contém o corpo lúteo. Com esse suprimento, não há mais circulação deprogesterona e há a possibilidade de haver maturação de um novo folículo.Anestro – quiescênciaO ovário se mantém quiescente. O corpo lúteo termina sua involução e odesenvolvimento folicular interrompe.Quando o macho é introduzido na fase de anestro, ele irá causar umsincronismo na indução do estro na maioria das fêmeas presentes.Ao se introduzir o macho num plantel enquanto as fêmeas estiverem ciclando,haverá um sincronismo nos ciclos em ocorrência.Eventos que levam à primeira ovulação de cordeiras na puberdade ou emovelhas adultas na estação sexual:Ciclo Reprodutivo em PorcasANATOMIAOVÁRIO e TUBA UTERINAOs ovários são bastante móveis; têm cerca de 5 cm de comprimento e sãoirregulares, com muitos folículos e corpos lúteos projetando-se para fora. Sãosuspensos entre os intestinos pelos mesovários. Com o avanço da prenhez, osovários descem com os cornos até se tornarem inacessíveis à palpação retal.A tuba uterina tem aproximadamente 20 cm de comprimento e começa nabolsa ovárica, em um grande orifício voltado para o ovário. Segue sobre omesosalpinge e une-se ao corno uterino.
    • ÚTEROO corpo uterino é curto. Os cornos prolongam-se anteriormente por algunscentímetros, dando a impressão de que o corpo uterino é mais longo do querealmente é. O músculo circular mais profundo na junção do corpo com oscornos forma um esfíncter complexo que funciona de tal modo que, quando aentrada de um dos cornos se fecha, a outra se abre. Este mecanismo é muitoeficiente no momento da parição, pois impede que ambos os cornos secontraiam ao mesmo tempo e evita conseqüentemente a colisão dos fetos.Os cornos uterinos são realmente grandes, na fêmea não grávida eles atingematé 1 m, no auge da prenhez pode atingir até o dobro, pois em cada cornopodem ser acomodados até 11 fetos.Os cornos não grávidos e os ovários são tão móveis que é impossíveldeterminar a sua localização exata na cavidade abdominal.A cérvix é distinta das demais espécies por seu comprimento (pode atingir até25 cm) e pela presença de fileiras de saliências de mucosas que se projetamna luz que ocluem o canal.FATORES QUE INFLUENCIAM O CICLOFOTOPERÍODOExistem evidências que sugerem que a facilidade do reestabelecimento daciclicidade ovariana em porcas após a lactação depende da iluminação. Em umestudo realizado na Noruega, 95% das porcas recomeçaram o ciclo 10 diasapós o desmame.FERORMONIOA porca em estro assume postura de monta, membros posteriores esticados oureflexo de rigidez, se exposta à urina do macho.SOMSe as porcas em estro forem expostas ao som dos machos, a maioria delasresponde a esse estímulo com o reflexo de rigidez.NUTRIÇÃOManejo intensivo atrasa a puberdade.CICLO ESTRAL DA PORCAPUBERDADE
    • A porca atinge a puberdade com aproximadamente 6 a 7 meses de vida. Aprimeira ovulação é acompanhada por receptividade sexual.CICLOAs porcas são poliestrais, isso quer dizer que seus ciclos se sucedemregularmente ao longo de todo o ano, com intervalos de aproximadamente 21dias (entre 18 e 23 dias) .A alteração física mais evidente nesses animais no estro é o enrigecimento davulva que adquire uma aparência edemaciada até o ponto que a fenda vulvartende a ficar aberta. As fêmeas no estro apresentam o reflexo de rigidez napresença do macho, elas ficam paradas esperando ser montadas; as fêmeasapresentam também alterações comportamentais como inquietação, reduçãodo apetite e tom de grunhido mais baixo que o normal.Quando se faz uma pressão sobre o lombo e o animal permanece parado, issotambém demonstra que ele está no cio.Fases:Proestro - fase de maturação folicularOs níveis de FSH são elevados e o primeiro pico coincide com o de LH.Esta fase dura de 2 a 3 dias.Estro – cioAinda percebe-se a presença de FSH e seu segundo pico é percebido 2 ou 3dias após o início do estro e seu pico é maior que o primeiro.O estro aparece em intervalos de 21 dias e os sinais são reflexo de rigidez,inquietação, redução de apetite e grunhido mais baixo.A ovulação ocorre aproximadamente de 24 a 35 horas após o início dossintomas externos do cio e continua até que os sinais cessem.O cio dura geralmente 2 a 3 dias.Amadurecem em média de 8 a 30 folículos; em animais mais jovensamadurecem menos folículos do que em animais adultos.Metaestro – fase do corpo lúteoO corpo hemorrágico, após 6 a 8 dias se torna uma massa compacta: o corpolúteo; este mantém a integridade celular além de sua função secretora.Diestro – fase de produção máxima de corpo lúteo
    • Entre os dias 12 a 16 do ciclo, considerando que não houve fecundação, aprostaglandina PGF2a tem um incremento de sua concentração, o que acarretaa luteólise.Esta fase dura em média 5 a 6 dias.A porca apresenta o primeiro cio após o parto entre 6 a 8 dias após odesmame.SINCRONIZAÇÃO DO CIOO uso concomitante de progesterona semi-sintética com um agente luteolítico,ou prostaglandinas é realizado para prevenir qualquer ação do corpo lúteo,principalmente em vacas, porcas e ovelhas.O objetivo é tratar um grupo de animais e causar um bloqueio do ciclo genitalpara que não ocorra cio e depois suspender o tratamento simultaneamente,provocando uma ovulaçao sincronizada em todos os animais do grupo devidoao rápido aumento de secreção de LH e FSH.A sincronização do cio possibilita a uniformização de idade do recém-nascido euma programação de manejo e uso das instalações.LUTEÓLISETanto o embrião como o feto, de ovelhas e porcas, produzem proteínasesteróides e prostaglandinas, capazes de inibir a produção de PGF2a no útero.O endométrio das ovelhas cíclicas libera, de uma maneira pulsátil PGF2a entreos dias 14 e 17 do ciclo, que induzem a luteólises.Mecanismos de luteólise ocorrem da seguinte maneira: os estrógenosfoliculares estimulam a produção endometrial de fosfolipase A, de modo quelibera alguns pulsos de PGF2a , desde os dias 13 e 14 do ciclo das ovelhas,estes pulsos estimulam a liberação, no corpo lúteo, de ocitocina que, nos dias14 e 16, atua através do receptor endometrial, aumentando a liberação depulsos de PGF2a no útero, e assim se iniciará, logo, um novo estro nos dias 16ou 17.