ISSN 0251-1371BIOCOMBUSTIBLES: perspectivas, riesgos y oportunidades20082008EL ESTADOMUNDIAL DE LAAGRICULTURAY LAALIMENTAC...
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xiBrahim Kebe, Modeste Kinane, RainerKrell, Eric Kueneman, PreetmoninderLidder, Pascal Liu, Attaher Maiga, MichelaMorese, ...
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3B I O C O M B U S T I B L E S : P E R S P E C T I V A S , R I E S G O S Y O P O R T U N I D A D E S1. Introducción y mens...
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  1. 1. ISSN 0251-1371BIOCOMBUSTIBLES: perspectivas, riesgos y oportunidades20082008EL ESTADOMUNDIAL DE LAAGRICULTURAY LAALIMENTACIÓN
  2. 2. Los pedidos de esta publicación se han de dirigir al:GRUPO DE VENTAS Y COMERCIALIZACIÓNDivisión de ComunicaciónOrganización de las Naciones Unidas para la Agricultura y la AlimentaciónViale delle Terme di Caracalla00153 Roma, ItaliaCorreo electrónico: publications-sales@fao.orgFax: (+39) 06 57053360Sitio Web: http://www.fao.org/catalog/inter-s.htmTodas las fotos de la cubierta y de la página 3 provienen del FAO MediaBase, Giuseppe Bizzarri.
  3. 3. EL ESTADOMUNDIAL DE LAAGRICULTURAY LAALIMENTACIÓNORGANIZACIÓN DE LAS NACIONES UNIDAS PARA LA AGRICULTURAY LA ALIMENTACIÓNRoma, 2008ISSN 0251-13712008
  4. 4. Producido por laSubdivisión de Políticas y Apoyo en Materia de Publicación ElectrónicaDivisión de ComunicaciónFAOLas denominaciones empleadas en este producto informativo y la forma enque aparecen presentados los datos que contiene no implican, de parte de laOrganización de las Naciones Unidas para la Agricultura y la Alimentación (FAO),juicio alguno sobre la condición jurídica o nivel de desarrollode países, territorios, ciudades o zonas, o de sus autoridades, ni respectode la delimitación de sus fronteras o límites. La mención de empresaso productos de fabricantes en particular, estén o no patentados, no implica quela FAO los apruebe o recomiende de preferencia a otros de naturaleza similarque no se mencionan.Las opiniones expresadas en este producto informativo son las de su(s) autor(es),y no reflejan necesariamente los puntos de vista de la FAO.Las denominaciones empleadas en el mapa y la forma en que aparecenpresentados los datos no implican, de parte de la FAO, juicio alguno sobre lacondición jurídica de países, territorios o zonas marítimas, ni respecto de ladelimitación de sus fronteras.ISBN 978-92-5-305980-5Todos los derechos reservados. Se autoriza la reproducción y difusiónde material contenido en este producto informativo para fines educativosu otros fines no comerciales sin previa autorización escrita de los titularesde los derechos de autor, siempre que se especifique claramente la fuente.Se prohíbe la reproducción del material contenido en este productoinformativo para reventa u otros fines comerciales sin previa autorizaciónescrita de los titulares de los derechos de autor. Las peticiones para obtenertal autorización deberán dirigirse al:Jefe de laSubdivisión de Políticas y Apoyo en Materia de Publicación ElectrónicaDivisión de ComunicaciónFAOViale delle Terme di Caracalla, 00153 Roma, Italiao por correo electrónico a:copyright@fao.org© FAO 2008
  5. 5. iiiÍndicePrólogo viiAgradecimientos xSiglas xiiPARTE 1Biocombustibles: perspectivas, riesgos y oportunidades 11. Introducción y mensajes fundamentales 3Agricultura y energía 3Los biocombustibles líquidos: oportunidades y riesgos 6Políticas y objetivos en materia de biocombustibles: ¿elementos discrepantes? 7Mensajes fundamentales del informe 82. Biocombustibles y agricultura: panorama técnico 11Tipos de biocombustibles 11Biocombustibles líquidos para el transporte 12Materias primas para biocombustibles 15Biocombustibles y agricultura 15Ciclo de vida de los biocombustibles: balances energéticos y emisiones de gasesde efecto invernadero 17Biocombustibles líquidos de segunda generación 20Posibilidades en materia de bioenergía 21Mensajes fundamentales del capítulo 253. Factores económicos y normativos impulsores de los biocombustibles líquidos 26Políticas y mercados de los biocombustibles 26Objetivos subyacentes de las políticas relativas a los biocombustibles 30Medidas que afectan al desarrollo de los biocombustibles 31Costos económicos de las políticas relativas a los biocombustibles 34Viabilidad económica de los biocombustibles 35Mensajes fundamentales del capítulo 464. Mercados de biocombustibles y efectos de las políticas 47Reciente evolución de los biocombustibles y del mercado de productos básicos 47Proyecciones a largo plazo de la evolución de los biocombustibles 50Perspectivas a medio plazo de los biocombustibles 53Efectos de las políticas sobre biocombustibles 57Mensajes fundamentales del capítulo 615. Efectos de los biocombustibles en el medio ambiente 63¿Ayudarán los biocombustibles a mitigar el cambio climático? 63Cambio del uso de la tierra e intensificación 68¿Qué consecuencias tendrá la producción de biocombustibles en el agua,el suelo y la biodiversidad? 73¿Pueden producirse biocombustibles en tierras marginales? 77La garantía de una producción de biocombustibles ambientalmente sostenible 80Mensajes fundamentales del capítulo 826. Efectos en la pobreza y la seguridad alimentaria 84Efectos en la seguridad alimentaria a nivel nacional 84Efectos en la seguridad alimentaria de los hogares: efectos a corto plazo 86La producción de cultivos de biocombustibles como impulso para elcrecimiento agrícola 93
  6. 6. ivCUADROS1 Producción de biocombustibles por países, 2007 172 Rendimientos de los biocombustibles para diferentes materias primas y países 183 Rendimiento potencial hipotético para el etanol procedente de los principalescultivos de cereales y de azúcar 244 Objetivos voluntarios y obligatorios de bioenergía para los combustibles deltransporte en los países del G8 + 5 335 Aranceles aplicados sobre el etanol en algunos países 346 Estimaciones de apoyo total a los biocombustibles en algunas economíasde la OCDE en 2006 357 Tasas de apoyo medias y variables aproximadas por litro de biocombustibleen algunas economías de la OCDE 368 Demanda de energía por fuente y por sector: hipótesis de referencia 509 Necesidades de tierras para la producción de biocombustibles 5110 Necesidades de agua para los cultivos de biocombustibles 7311 Facturas de importación del total de alimentos y de los principales alimentosbásicos para 2007 y su porcentaje de incremento sobre 2006 8612 Importadores netos de productos del petróleo y de los cereales principalesclasificados por prevalencia de la subnutrición 8713 Proporción de hogares que son vendedores netos de alimentos básicos entre loshogares urbanos, rurales y el total de hogares 88Fomento de cultivos para la producción de biocombustibles: cuestiones deequidad y de género 98Mensajes fundamentales del capítulo 1007. Desafíos políticos 102Preguntas planteadas en el informe 102Un marco para unas mejores políticas relativas a los biocombustibles 104Esferas para la adopción de políticas 106Conclusiones 110LOS PUNTOS DE VISTA DE LA SOCIEDAD CIVIL¿Agrocombustibles o soberanía alimentaria? 112Biocombustibles: una nueva oportunidad para la agricultura familiar 113PARTE IILa alimentación y la agricultura mundiales a examen 115Los precios de los productos básicos agrícolas 118Producción y existencias agrícolas 121Comercio 124Emergencias alimentarias y necesidades de ayuda alimentaria 127Principales factores que determinan los precios futuros 128Perspectivas futuras 134Bibliografía 139Capítulos especiales de El estado mundial de la agricultura y la alimentación 145
  7. 7. vRECUADROS1 Otros tipos de biomasa para la generación de calor y energía y parael transporte 122 Aplicaciones biotecnológicas en el campo de los biocombustibles 223 Políticas sobre biocombustibles en el Brasil 284 Políticas sobre biocombustibles en los Estados Unidos de América 405 Políticas sobre biocombustibles en la Unión Europea 426 Principales causas de incertidumbre para las previsiones relativas alos biocombustibles 527 Los biocombustibles y la Organización Mundial del Comercio 608 Los biocombustibles y las iniciativas comerciales preferenciales 619 La Asociación Mundial de la Bioenergía 6610 Los biocombustibles y la Convención Marco de las Naciones Unidas sobreel Cambio Climático 6711 La jatrofa, ¿un cultivo «milagroso»? 7812 Crecimiento agrícola y reducción de la pobreza 9213 El algodón en el Sahel 9414 Los cultivos de biocombustibles y el problema de la tierra en la RepúblicaUnida de Tanzanía 98FIGURAS1 Demanda mundial de energía primaria por fuentes, 2005 42 Demanda total de energía primaria por fuentes y regiones, 2005 53 Tendencias en el consumo de biocombustibles para el transporte 64 Biocombustibles: desde la materia prima hasta el uso final 115 Usos de la biomasa para la energía 146 Conversión de materias primas agrícolas en biocombustibles líquidos 167 Gamas estimadas de balances de energía fósil de determinados tiposde combustible 198 Apoyo en diferentes puntos de la cadena de suministro de los biocombustibles 329 Costos de la producción de biocombustible en algunos países, 2004 y 2007 3810 Precios de rentabilidad mínima para el crudo y algunas materias primas en 2005 3911 Precios de rentabilidad mínima para el maíz y el crudo en los Estados Unidosde América 3912 Precios de rentabilidad mínima para el maíz y el crudo con y sin subsidios 4413 Precios de rentabilidad mínima y precios observados del maíz y del crudo, 442003-0814 Relaciones de los precios entre el crudo y otras materias primas de losbiocombustibles, 2003-08 4515 Tendencias de los precios de los alimentos básicos, 1971-2007, con proyeccioneshasta 2017 4816 Producción, comercio y precios mundiales del etanol, con proyeccioneshasta 2017 5317 Principales productores de etanol, con proyecciones hasta 2017 5418 Producción, comercio y precios mundiales de biodiésel, con proyeccioneshasta 2017 5519 Principales productores de biodiésel, con proyecciones hasta 2017 5620 Repercusión total de la eliminación de las políticas que distorsionan el comerciodel biocombustible en el caso del etanol, promedio de 2013-17 5821 Repercusión total de la eliminación de las políticas que distorsionan el comerciodel biocombustible en el caso del biodiésel, promedio de 2013-17 58
  8. 8. vi22 Análisis del ciclo vital para los balances de gases de efecto invernadero 6423 Reducciones en las emisiones de gases de efecto invernadero de determinadosbiocombustibles en comparación con los combustibles fósiles 6524 Potencial para la expansión de la tierra cultivable 6925 Potencial de incremento del rendimiento para determinados cultivos materiaprima de los biocombustibles 7226 Potencial para la expansión de la superficie de regadío 7527 Balanza comercial agrícola de los países menos adelantados 8528 Distribución de pobres compradores y vendedores netos de alimentos básicos 8929 Media de ganancia/pérdida de bienestar por un incremento del 10 por cientoen el precio del alimento básico por quintiles de ingresos (gasto) para loshogares rurales y urbanos 9030 Tendencias a largo plazo en los precios reales y nominales de los alimentos yde la energía 11831 Precios de los productos básicos en relación con los ingresos, 1971-2007 11932 Cambios en los precios reales en determinados países asiáticos,octubre-diciembre de 2003 a octubre-diciembre de 2007 12033 Índices de producción agraria, total y per cápita 12234 Producción de determinados cultivos 12335 Producción de determinados sectores pecuarios 12336 Proporción entre las existencias mundiales y el uso 12437 Gastos mundiales en importación de alimentos, 1990-2008 12538 Exportaciones de determinados cultivos 12539 Importaciones de determinados cultivos 12640 Medidas en respuesta a los altos precios de los alimentos, por regiones 12741 Países en crisis que precisan asistencia externa, mayo de 2008 12742 Ayuda alimentaria en cereales, 1993/94-2006/07 12843 Efectos sobre los precios agrícolas mundiales del aumento o de ladisminución del uso de materias primas para los biocombustibles 13044 Efectos sobre los precios agrícolas mundiales del aumento o de ladisminución de los precios del petróleo 13145 Efectos sobre los precios agrícolas mundiales de una reducción a la mitaden el crecimiento del PIB 13246 Efectos sobre los precios agrícolas mundiales de una repetición de la crisisde los rendimientos en 2007 13247 Efectos sobre los precios agrícolas mundiales de un crecimiento anual mayory menor en los rendimientos 134
  9. 9. viiPrólogoEste año, más que en ningún otro momentode las últimas tres décadas, la atencióndel mundo se centra en la alimentacióny la agricultura. La combinación de unadiversidad de factores ha generado unaumento de los precios de los alimentoshasta los niveles más elevados desde ladécada de 1970 (en términos reales), congraves consecuencias para la seguridadalimentaria de las poblaciones pobres detodo el mundo. Uno de los factores causantesmencionados con más frecuencia es el rápidocrecimiento reciente del uso de productosbásicos agrícolas –incluidos algunos cultivosalimentarios– para la producción debiocombustibles.El efecto de los biocombustibles enlos precios de los alimentos sigue siendoobjeto de un intenso debate, como tambiénocurre con su capacidad para contribuir ala seguridad alimentaria, la mitigación delcambio climático y el desarrollo agrícola.Si bien este debate continúa, los paísesse enfrentan a decisiones importantessobre políticas e inversiones relativas alos biocombustibles. Estos fueron algunosde los temas tratados en la FAO, en juniode 2008, por parte de las delegaciones de181 países que asistían a la Conferencia deAlto Nivel sobre la Seguridad AlimentariaMundial: los Desafíos del Cambio Climáticoy la Bioenergía. Dado el carácter urgentede estas decisiones y la magnitud de susposibles consecuencias, los participantesen la Conferencia convinieron en quees esencial evaluar detalladamente lasperspectivas, riesgos y oportunidades queplantean los biocombustibles. Este es el temacentral del informe de la FAO de 2008 acercade El estado mundial de la agricultura y laalimentación.El informe sostiene que, durante lapróxima década, los biocombustibles, ala vez que compensarán solo una partemodesta del consumo de energía fósil,tendrán efectos mucho más importantes enla agricultura y la seguridad alimentaria. Laaparición de los biocombustibles como unanueva, e importante, fuente de demandade algunos productos básicos agrícolas–incluidos el maíz, el azúcar, las semillasoleaginosas y el aceite de palma– contribuyeal aumento de los precios de los productosagrícolas en general, y de los recursosusados para producirlos. Para la mayoríade las familias pobres que consumen másde lo que producen, el aumento de losprecios de los alimentos puede suponeruna grave amenaza para la seguridadalimentaria, especialmente a corto plazo.Sin embargo, es importante tener encuenta que los biocombustibles solo sonuno de los diversos factores que causan elaumento de los precios de los alimentos:los déficits de producción causados porfactores climáticos en los principales paísesexportadores; el descenso de las reservasmundiales de cereales, el incremento delos costos de los combustibles, la estructuracambiante de la demanda asociada con elcrecimiento de los ingresos, el aumentode la población y la urbanización, lasoperaciones en los mercados financieros,las medidas normativas a corto plazo, lasfluctuaciones de los tipos de cambio y otrosfactores también ejercen una influencia. Conunas políticas e inversiones adecuadas, elaumento de los precios podría desencadenaruna respuesta en términos de incrementode la producción agrícola y el empleo, quecontribuiría a mitigar la pobreza y mejorar laseguridad alimentaria a largo plazo.Asimismo, el informe sostiene queel efecto de los biocombustibles en lasemisiones de gases de efecto invernaderovaría considerablemente en función dellugar y la forma en que se producen losdiversos cultivos de materias primas. Enmuchos casos, el aumento de las emisionesderivado del cambio en el uso de la tierrapuede contrarrestar o incluso superar losahorros en gases de efecto invernaderoobtenidos mediante la sustitución de loscombustibles fósiles con biocombustibles,y las consecuencias en el agua, el sueloy la biodiversidad también constituyenuna preocupación. Las buenas prácticasagrícolas y el aumento de los rendimientos
  10. 10. viiia través del desarrollo de la tecnología yla mejora de las infraestructuras puedencontribuir a reducir algunos de estos efectosadversos. A largo plazo, la aparición de losbiocombustibles de segunda generaciónpuede ofrecer beneficios adicionales.Estas son algunas de las principalesconclusiones. ¿Cuáles son sus consecuenciaspara las políticas? Nuestro punto departida debe ser la actual situación deaumento de los precios de los alimentos ylos graves problemas que el encarecimientoplantea para los pobres. Hay que prestarurgentemente socorro y asistencia deforma inmediata a los países en desarrolloque son importadores netos de alimentos,y facilitar redes de seguridad para lasfamilias compradoras netas de alimentosen los países en desarrollo. Esta es unaresponsabilidad compartida de los gobiernosnacionales y la comunidad internacional.Sin embargo, es aconsejable evitar políticascomo por ejemplo las prohibiciones a laexportación y los controles de preciosdirectos, que, en la práctica, puedenempeorar y prolongar la crisis mediante elbloqueo de los incentivos de precios para losagricultores, impidiendo a estos aumentar laproducción.Asimismo, existe una necesidad urgentede analizar las actuales políticas queestablecen ayudas, subvenciones y mandatosimperativos en relación con la produccióny el uso de los biocombustibles. Una parteimportante del reciente aumento de loscombustibles se ha debido a este tipo depolíticas, especialmente en países de laOrganización para la Cooperación y elDesarrollo Económicos (OCDE). Muchos de lossupuestos que subyacen a estas políticas conrespecto al cambio climático y la seguridadalimentaria comienzan a ser cuestionadosen la actualidad, y se están reconociendolas consecuencias indeseadas del aumentode los precios de los alimentos para losconsumidores pobres. Parece existir una razónpara orientar los gastos en biocombustiblesmás hacia la investigación y el desarrollo,especialmente de tecnologías de segundageneración, que ofrecen mejores perspectivasen términos de reducción de las emisiones degases de efecto invernadero, y ejercen menospresión en la base de recursos naturales.Hay que llevar a cabo medidas eficacespara asegurar que los biocombustiblespresten una contribución positiva a lasreducciones de emisiones de gases de efectoinvernadero y al mismo tiempo minimicenotras consecuencias medioambientalesnegativas. Es especialmente necesario lograruna mejor comprensión de los efectos de losbiocombustibles en el cambio de uso de latierra, que generará las consecuencias másimportantes en las emisiones de gases deefecto invernadero además de otros efectosmedioambientales. Los criterios para unaproducción sostenible de biocombustiblespueden ayudar a garantizar la sostenibilidadmedioambiental. Sin embargo, esfundamental que estos criterios seanevaluados y aplicados de forma cuidadosa,solo en bienes públicos mundiales, y que sediseñen de tal forma que eviten la creaciónde barreras comerciales adicionales y nosupongan obstáculos indebidos para paísesen desarrollo que quieran aprovecharlas oportunidades ofrecidas por losbiocombustibles.Si adoptamos una perspectiva a más largoplazo, en la medida en que la demanda debiocombustibles provoca una constantepresión al alza sobre los precios de losproductos agrícolas, debemos ser capacesde aprovechar las oportunidades que segeneran para el desarrollo agrícola y lamitigación de la pobreza. Esto requieresuperar algunos de los obstáculos a largoplazo que han dificultado el crecimientodel sector agrícola en muchos países endesarrollo durante demasiado tiempo. Laaparición de los biocombustibles como unanueva fuente de demanda de productosagrícolas fortalece el argumento paraaumentar las inversiones e incrementar losniveles de asistencia al desarrollo, orientadasal sector agrícola y las áreas rurales. Hayque prestar una especial atención paragarantizar que los agricultores tenganacceso a los insumos necesarios, comopor ejemplo el riego, los fertilizantesy las variedades mejoradas de semillasa través de mecanismos que apoyen elmercado. Las posibilidades de los paísesen desarrollo para beneficiarse de lademanda de biocombustibles se aceleraríanconsiderablemente mediante la eliminacióntanto de las subvenciones a la agriculturay los biocombustibles como de las barrerascomerciales, que actualmente benefician alos productores de los países de la OCDE en
  11. 11. ixdetrimento de los productores de los paísesen desarrollo.El futuro de los biocombustibles y lafunción que estos desempeñarán parala agricultura y la seguridad alimentariacontinúan siendo inciertos. Existen muchasinquietudes y desafíos que hay que superar,si los biocombustibles tienen que contribuirpositivamente a la mejora del entornonatural así como al desarrollo agrícola yrural. Sin embargo, de la misma formaque la precipitación en las decisiones parapromover los biocombustibles puede tenerconsecuencias adversas no deseadas en laseguridad alimentaria y el medio ambiente,adoptar acuerdos apresurados querestrinjan los biocombustibles podría limitarlas oportunidades para un crecimientosostenible de la agricultura, beneficioso parala población pobre. Tal como se indica en laDeclaración adoptada en la Conferencia deAlto Nivel sobre la Seguridad AlimentariaMundial de junio de 2008, «En consideracióna las necesidades mundiales en materia deseguridad alimentaria, energía y desarrollosostenible, resulta esencial afrontar losdesafíos y las oportunidades que planteanlos biocombustibles. Estamos convencidos deque son necesarios estudios en profundidadpara asegurar que la producción y lautilización de biocombustibles seansostenibles, de acuerdo con los tres pilaresdel desarrollo sostenible, y tengan en cuentala necesidad de alcanzar y mantener laseguridad alimentaria mundial ... Hacemosun llamamiento a las organizacionesintergubernamentales pertinentes, entreellas la FAO, en el ámbito de sus mandatos yáreas de conocimiento, con la participaciónde gobiernos nacionales, asociaciones,el sector privado y la sociedad civil, aque impulsen un diálogo internacionalcoherente, eficaz y orientado a resultadossobre los biocombustibles, en el contextode las necesidades en materia de seguridadalimentaria y desarrollo sostenible.» Miesperanza es que el presente informecontribuya a un diálogo y a unas medidasnormativas mejor documentados en esteámbito de importantes decisiones a las quenos enfrentamos.Jacques DioufDIRECTOR GENERAL DE LA FAO
  12. 12. xEl estado mundial de la agricultura y laalimentación 2008 ha sido redactado por unequipo principal dirigido por Keith Wiebe ydel que forman parte André Croppenstedt,Terri Raney, Jakob Skoet y Monika Zurek,todos ellos de la Dirección de EconomíaAgrícola y del Desarrollo de la FAO; JeffTschirley, Presidente del Grupo de TrabajoInterdepartamental sobre Bioenergíade la FAO; y Merritt Cluff, de la Divisiónde Comercio y Mercados de la FAO. Elinforme ha sido coeditado por Terri Raney,Jakob Skoet y Jeff Tschirley. BernardeteNeves prestó ayuda de investigación, yLiliana Maldonado y Paola di Santo se hanencargado del trabajo administrativo y desecretaría.Además del equipo principal, diversaspersonas han elaborado análisis ydocumentos de antecedentes o hanredactado secciones del informe: AstridAgostini, El Mamoun Amrouk, JacobBurke, Concepción Calpe, Patricia CarmonaRidondo, Roberto Cuevas García, DavidDawe, Olivier Dubois, Jippe Hoogeveen, LeaJenin, Charlotta Jull, Yianna Lambrou, IriniMaltsoglou, Holger Matthey, Jamie Morgan,Victor Mosoti, Adam Prakash, Andrea Rossi,John Ruane, Gregoire Tallard, James Tefft,Peter Thoenes y Miguel Trossero, todos ellosde la FAO; Uwe Fritsche, Oeko-Institute;Bernd Franke, Guido Reinhardt y JuliaMünch, IFEU Institute; Martin von Lampe,OCDE; Ronald Steenblik, Iniciativa Globalde Subsidios, Instituto Internacional para elDesarrollo Sostenible; y Wyatt Thompson,del Food and Agriculture Policy ResearchInstitute. Asimismo, el informe se basa enla publicación conjunta de la OCDE-FAOPerspectivas de la agricultura 2008-2017, asícomo en hipótesis de políticas preparadaspor la División de Comercio y Mercados de laFAO a partir del modelo AgLink-Cosimo y losdebates con la Secretaría de la OCDE. Estascontribuciones se reconocen con gratitud.El informe ha sido preparado siguiendola orientación general de Hafez Ghanem,Subdirector General del Departamento deDesarrollo Económico y Social de la FAO.AgradecimientosSe recibieron valiosos consejos por parte delos miembros del Consejo Asesor Externodel informe: Walter Falcon (presidente),Stanford University; Kym Anderson,University of Adelaide; Simeon Ehui, BancoMundial; Franz Heidhues, University ofHohenheim; y Eugenia Muchnik, FundaciónChile.El equipo se benefició en gran medidade un amplio número de consultas sobrebiocombustibles, incluyendo: dos Consultastécnicas sobre bioenergía y seguridadalimentaria, celebradas en Roma, del 16al 18 de abril de 2007 y los días 5 y 6 defebrero de 2008, bajo los auspicios delProyecto Bioenergy and Food Security(BEFS) financiado por Alemania; el Tallerinternacional sobre economía, políticas yciencia de la biotecnología, patrocinadoconjuntamente por la FAO y el InternationalConsortium on Agricultural BiotechnologyResearch, que se celebró en Ravello (Italia),el 26 de julio de 2007; y dos reuniones deexpertos sobre políticas bioenergéticas,mercados, comercio y seguridad alimentariay sobre perspectivas mundiales de laseguridad alimentaria y de los combustibles,celebradas en Roma, del 18 al 20 de febrerode 2008. En diversas reuniones del Grupode Trabajo Interdepartamental sobreBioenergía se revisaron los borradores delinforme, que fue presentado el 26 de marzode 2008 ante el equipo de dirección delDepartamento de Desarrollo Económico ySocial, el 31 de marzo de 2008 ante todoslos miembros del personal de la FAO y el26 de mayo de 2008 ante el equipo deadministración superior de la FAO.De forma individual o en el contexto delas consultas mencionadas anteriormente,muchas personas aportaron opiniones,sugerencias y comentarios críticos degran valor acerca del informe: AbdolrezaAbbassian, Gustavo Anríquez, BoubakerBenbelhassen, Jim Carle, Romina Cavatassi,Albertine Delange, Olivier Dubois, AzizElbehri, Barbara Ekwall, Erika Felix,Margarita Flores, Theodor Friedrich, DanielGustafson, Maarten Immink, Kaori Izumi,
  13. 13. xiBrahim Kebe, Modeste Kinane, RainerKrell, Eric Kueneman, PreetmoninderLidder, Pascal Liu, Attaher Maiga, MichelaMorese, Alexander Müller, JenniferNyberg, David Palmer, Shivaji Pandey, WimPolman, Adam Prakash, Andrea Rossi,John Ruane, Mirella Salvatore, AlexanderSarris, Josef Schmidhuber, Annika Söder,Andrea Sonnino, Pasquale Steduto, DianaTempleman, Nuria Urquía, Jessica Vapnek,Margret Vidar, Andreas Von Brandt, AdrianWhiteman y Alberto Zezza, todos ellos dela FAO; y Ricardo Abramovay, Universidadde São Paulo; Dale Andrew, OCDE; MelvynAskew, Harper Adams University College;Mary Bohman, Cheryl Christiansen, SteveCrutchfield y Carol Jones, Servicio deInvestigación Económica del Departamentode Agricultura de los Estados Unidos; DavidCooper y Markus Lehman, Convenio sobrela Diversidad Biológica; Martin Banse,Agricultural Economics Research Institute(LEI); Eduardo Calvo, III Grupo de Trabajo dela CIPF; Harry de Gorter, Cornell University;Hartwig de Haen; Daniel de la Torre Ugarte,University of Tennessee; Ewout Deurwaardery Paul Hodson, Dirección General de Energíay Transportes de la Comisión Europea;Asbjørn Eide, Norwegian Centre forHuman Rights; Francis Epplin, OklahomaState University; Polly Ericksen, OxfordUniversity; André Faaij, Utrecht University;Günter Fischer, Instituto Internacional parael Análisis de Sistemas Aplicados (IAASA);Alessandro Flammini, Asociación Mundialde la Bioenergía (GBEP); Richard Flavell,Ceres, Inc.; Julie Flood, CABI; Thomas Funke,University of Pretoria; Janet Hall, Fundaciónpro Naciones Unidas; Neeta Hooda,CMNUCC; Barbara Huddleston, StockholmEnvironment Institute; Tatsuiji Koizumi,MAFF, Japón; Samai Jai-in, Thailand NationalMetal and Materials Technology Centre;Francis Johnson, Stockholm EnvironmentInstitute; David Lee, Cornell University;Bruce McCarl, Texas A&M University;Enrique Manzanilla, Agencia de ProtecciónMedioambiental de los Estados Unidos;Teresa Malyshev, Agencia Internacional deEnergía; Ferdinand Meyer, University ofPretoria; Willi Meyers, University of Missouri;José Roberto Moreira, Universidad de SãoPaolo; Siwa Msangi y Gerald Nelson, IIPA;Martina Otto, PNUMA; Joe Outlaw, TexasA&M University; Jyoti Parikh, IntegratedResearch and Action for Development(India); Prabhu Pingali, Fundación Bill yMelinda Gates; Martin Rice, Earth SystemScience Partnership; C. Ford Runge,University of Minnesota; Roger Sedjo,Resources for the Future; Seth Shames,Ecoagriculture Partners; Guy Sneyers, FondoComún para los Productos Básicos; SteveWiggins, Instituto de Desarrollo de Ultramar;Erik Wijkstrom, OMC; Simonetta Zarrilli,UNCTAD; y David Zilberman, University ofCalifornia-Berkeley.Una mención de gratitud merecetambién el trabajo experto aportadopor editores, traductores, diseñadores,diagramadores y especialistas enreproducción de documentos delDepartamento de Conocimiento yComunicación de la FAO.
  14. 14. xiiSiglasAA Acuerdo sobre la Agricultura (GATT)AELC Asociación Europea de Libre ComercioAIE Agencia Internacional de EnergíaCDB Convenio sobre la Diversidad BiológicaCFA Comunidad Financiera AfricanaCIP Comité Internacional de Planificación de las ONG/OSC para la Soberanía AlimentariaCIPF Convención Internacional de Protección FitosanitariaCMNUCC Convenio Marco de las Naciones Unidas sobre el Cambio ClimáticoFIPA Federación Internacional de Productores AgrícolasGATT Acuerdo general sobre aranceles aduaneros y comercioGBEP Asociación Mundial de la BioenergíaGTZ Sociedad Alemana de Cooperación TécnicaIAASA Instiuto Internacional para el Análisis de Sistemas AplicadosICC Iniciativa de la Cuenca del CaribeIIPA Instituto Internacional de Investigaciones sobre Políticas AlimentariasMDL Mecanismo para un desarrollo limpioNMF Nación más favorecidaOCDE Organización para la Cooperación y el Desarrollo EconómicosOMC Organización Mundial del ComercioONUDI Organización de las Naciones Unidas para el Desarrollo IndustrialPBIDA Países de bajos ingresos y con déficit de alimentosPIB Producto interno brutoPNUD Programa de las Naciones Unidas para el DesarrolloPNUMA Programa de las Naciones Unidas para el Medio AmbienteSGP Sistema generalizado de preferenciasTIR Tasa interna de rentabilidadUE Unión EuropeaUNCTAD Conferencia de las Naciones Unidas sobre Comercio y DesarrolloUNICEF Fondo de las Naciones Unidas para la InfanciaVNA Valor neto actualZLC Zona de libre comercio
  15. 15. Part IBIOCOMBUSTIBLES:PERSPECTIVAS, RIESGOSY OPORTUNIDADESParte I
  16. 16. 3B I O C O M B U S T I B L E S : P E R S P E C T I V A S , R I E S G O S Y O P O R T U N I D A D E S1. Introducción y mensajesfundamentalesHace dos años, al iniciarse los preparativospara la edición de 2008 de El estado mundialde la agricultura y la alimentación, existíangrandes expectativas en torno a la utilizaciónde los biocombustibles líquidos como recursoque podría mitigar el cambio climáticomundial, contribuir a la seguridad energéticay apoyar a los productores agrícolas en todoel mundo. Muchos gobiernos enarbolaronestos objetivos para justificar la aplicaciónde políticas que promovieran la produccióny la utilización de biocombustibles líquidosderivados de productos agrícolas básicos.Desde entonces se ha registrado unnotable cambio en la manera de percibirlos biocombustibles. Análisis recientes hanplanteado serias interrogantes sobre lasprofundas repercusiones ambientales dela producción de biocombustibles a partirde una base de recursos agrícolas que ya seencuentra en una situación difícil. El costode las políticas encaminadas a promover laproducción de biocombustibles líquidos –ysus posibles efectos no intencionales– hacomenzado a ser objeto de un examendetenido. Los precios de los alimentos hanaumentado rápidamente, provocandoprotestas en muchos países y generandograves preocupaciones sobre la seguridadalimentaria de las personas más vulnerablesdel mundo.No obstante, los biocombustibles sonsolo uno de los factores en juego detrásdel reciente aumento de los precios delos productos básicos. Por otro lado, lasrepercusiones de los biocombustibles vanmás allá de sus efectos para los precios delos productos básicos. En la presente ediciónde El estado mundial de la agricultura y laalimentación se pasa revista al estado actualdel debate sobre los biocombustibles y seindaga sobre dichas repercusiones. Asimismo,se examinan las políticas que se estánaplicando en apoyo de los biocombustibles,así como las políticas que se deberánaplicar para remediar los efectos de losbiocombustibles para el medio ambiente, laseguridad alimentaria y los pobres.Agricultura y energíaLa agricultura y la energía han estadosiempre estrechamente vinculadas, si bien elcarácter y la intensidad de esos vínculos hanido cambiando con el tiempo. La agriculturaha sido siempre una fuente de energía,y la energía es un insumo importante dela producción agrícola moderna. Hastael siglo XIX, los animales proveían casitodo el «caballaje» que se usaba para latransportación y la maquinaria agrícola, y asísigue siendo en muchas partes del mundo.La agricultura produce el «combustible»necesario para alimentar esos animales;hace dos siglos, cerca del 20 por ciento delas tierras agrícolas de los Estados Unidosde América se utilizaba para alimentar aanimales de tiro (Sexton et al., 2007).En el siglo XX se debilitaron los nexos entrelos mercados de productos agrícolas y losmercados de productos energéticos a medida
  17. 17. E L E S T A D O M U N D I A L D E L A A G R I C U L T U R A Y L A A L I M E N T A C I Ó N 2 0 0 84que los combustibles fósiles adquirían mayorimportancia en el sector del transporte. Almismo tiempo, se fortalecieron los vínculosen el plano de los insumos, al aumentar cadavez más la dependencia de la agriculturarespecto de los fertilizantes químicosderivados de combustibles fósiles y de lasmaquinarias movidas por diésel. A menudo,también el almacenamiento, la elaboracióny la distribución de los alimentos sonactividades que requieren un gran consumode energía. Por tanto, el aumento de loscostos de la energía repercute de maneradirecta y considerable en la producciónagrícola y los precios de los alimentos.La reciente aparición de losbiocombustibles líquidos para el transportederivados de cultivos agrícolas ha reafirmadolos vínculos entre los mercados de productosagrícolas y los de productos energéticos.Los biocombustibles líquidos podríantener repercusiones considerables paralos mercados agrícolas, pero representan,y es probable que así siga siendo, unaproporción relativamente pequeña delmercado energético en su conjunto.La demanda mundial total de energíaprimaria asciende a unos 11 400 millones detoneladas equivalentes de petróleo (emtp)por año (AIE, 2007); la biomasa, incluidoslos productos agrícolas y forestales y losdesechos y residuos orgánicos, da cuentadel 10 por ciento de ese total (Figura 1). Loscombustibles fósiles son de lejos la fuentemás importante de energía primaria en elmundo, de cuyo total el petróleo, el carbónvegetal y el gas proporcionan más del 80 porciento.Las fuentes de energía renovable, entrelas que ocupa un lugar preponderantela biomasa, representan el 13 por cientoaproximadamente del suministro total deenergía primaria. Las fuentes de energíaprimaria difieren notablemente de unaregión a otra (Figura 2). En algunos países endesarrollo, la biomasa proporciona hasta un90 por ciento del consumo total de energía.Los biocombustibles sólidos como la leña,el carbón vegetal y el estiércol ocupan conmucho el mayor segmento del sector de labioenergía y representan no menos del 99por ciento de todos los biocombustibles.Durante milenios, los seres humanos handependido del uso de la biomasa paracalentarse y cocinar, y los países en desarrollode África y Asia continúan dependiendo engran medida de esos usos tradicionales dela biomasa. Los biocombustibles líquidosdesempeñan un papel mucho más limitadoen el suministro mundial de energía yrepresentan solo el 1,9 por ciento de labioenergía total. Su importancia radicaprincipalmente en el sector del transporte,en el que aún así en 2005 suministraronFuente: AIE, 2007.FIGURA 1Demanda mundial de energía primaria por fuentes, 20051% Otras fuentes renovables2% Hidroeléctrica6% Nuclear10% Biomasa y residuos21% Gas25% Carbón vegetal35% Petróleo
  18. 18. B I O C O M B U S T I B L E S : P E R S P E C T I V A S , R I E S G O S Y O P O R T U N I D A D E S5solo el 0,9 por ciento del consumo total decombustible para el transporte, un 0,4 porciento más que en 1990.En años recientes, sin embargo, losbiocombustibles líquidos han conocido unrápido aumento tanto en lo que respecta a suvolumen como a la parte que les correspondeen la demanda mundial de energía parael transporte. Se prevé que continúe estecrecimiento, tal como se ilustra en la Figura 3,en la que se muestran las tendenciashistóricas, así como las proyeccionespara 2015 y 2030, según se informa en lapublicación World Energy Outlook 2007 (AIE,2007)1. No obstante, la contribución de losbiocombustibles líquidos a la energía para el1Estas proyecciones se refieren al llamado «escenario dereferencia» de la AIE, que «ha sido diseñado para mostrarel resultado previsto, partiendo de determinados supuestossobre el crecimiento económico, la población, los preciosde la energía y la tecnología, si los gobiernos no hacen máspara cambiar las tendencias subyacentes en el sector de laenergía». En el Capítulo 4 se examinan las proyecciones ylos supuestos de base.emtpFIGURA 2Demanda total de energía primaria por fuentes y regiones, 20052 000 2 500 3 000 3 5001 000500 1 5000 4 000Fuente: AIE, 2007.ÁfricaAméricaLatinaPaísesde la OCDEMundoGasOtras fuentesrenovablesBiomasay residuosPetróleo Carbón vegetalNuclear HidroeléctricaAsiaen desarrollo
  19. 19. E L E S T A D O M U N D I A L D E L A A G R I C U L T U R A Y L A A L I M E N T A C I Ó N 2 0 0 86transporte y, más aún, al uso mundial de laenergía, seguirá siendo limitada. La demandamundial de energía primaria está y seguiráestando abrumadoramente dominada por loscombustibles fósiles, de cuyo total el carbónvegetal, el petróleo y el gas representan el81 por ciento. Se pronostica que en 2030 estaproporción será del 82 por ciento y que elcarbón vegetal verá aumentar la parte quele corresponde a expensas del petróleo. Labiomasa y los productos residuales satisfacenactualmente el 10 por ciento de la demandamundial de energía, proporción que, segúnlos pronósticos, deberá disminuir ligeramenteal 9 por ciento para 2030. Para ese mismoaño se proyecta que a los biocombustibleslíquidos corresponda la aún modestaproporción del 3,0 por ciento al 3,5 porciento del consumo mundial de energía parael transporte.Los biocombustibles líquidos:oportunidades y riesgosNo obstante la limitada importancia delos biocombustibles líquidos en cuanto asu proporción del suministro mundial deenergía, así como en comparación con lade los biocombustibles sólidos, sus efectosdirectos y considerables para los mercadosagrícolas mundiales, el medio ambiente yla seguridad alimentaria son ya objeto dedebate y controversia. Esta nueva fuente dedemanda de productos agrícolas básicos creaoportunidades pero también riesgos para elsector alimentario y agrícola. En efecto, lademanda de biocombustibles podría invertirla tendencia a la baja de los precios realesde los productos básicos que ha reducidoel crecimiento agrícola en la mayoría de lospaíses en desarrollo en los últimos decenios.Como tales, los biocombustibles podríanofrecer a los países en desarrollo, en losque el 75 por ciento de la población pobredel mundo depende de la agricultura parasu sustento, la oportunidad de aprovecharel crecimiento agrícola para ampliar eldesarrollo rural y reducir la pobreza.Un vínculo más fuerte entre la agriculturay la demanda de energía podría redundaren el aumento de los precios agrícolas,la producción agrícola y el productointerno bruto (PIB). El desarrollo de losbiocombustibles también podría facilitarel acceso a la energía en las zonas rurales,estimulando así aún más el crecimientoeconómico y la introducción de mejorasa largo plazo en materia de seguridadalimentaria. Al mismo tiempo, existe elriesgo de que el aumento de los precios delos alimentos ponga en riesgo la seguridadalimentaria de las personas más pobres delmundo, muchas de las cuales gastan enalimentos más de la mitad de los ingresosde sus hogares. Es más, la demanda de0 0123456emtp Porcentaje de la demanda total de energía para el transporteFIGURA 3Tendencias en el consumo de biocombustibles para el transporteFuente: AIE, 2007.1990 2005 2015 2030emtp En porcentaje de la energía para transporte20406080100120
  20. 20. B I O C O M B U S T I B L E S : P E R S P E C T I V A S , R I E S G O S Y O P O R T U N I D A D E S7biocombustibles podría someter a unapresión adicional la base de recursosnaturales, lo que a su vez podría traerconsecuencias ambientales y sociales nocivas,en particular para quienes carecen ya deacceso a la energía, los alimentos, la tierra yel agua.Habida cuenta de las actuales tecnologíasagronómicas y de conversión, sin apoyoy sin subvenciones es escasa la viabilidadeconómica de la mayoría de los combustibleslíquidos en muchos países, aunqueno en todos. Empero, con el aumentodel rendimiento y la expansión y laintensificación de las zonas cultivadas podríaaumentar significativamente la producciónde materias primas y reducirse los costos. Lasinnovaciones tecnológicas en la elaboraciónde biocombustibles también podríantraducirse en una reducción sustancial delos costos, creando así la posibilidad deque se inicie la producción comercial debiocombustibles de segunda generaciónderivados de materias primas celulósicas yreduciendo, por tanto, la competencia conlos cultivos agrícolas y la presión sobre losprecios de los productos básicos.Políticas y objetivos en materiade biocombustibles: ¿elementosdiscrepantes?En su mayor parte, el reciente aumento dela producción de biocombustibles ha tenidolugar en los países de la Organización parala Cooperación y el Desarrollo Económicos(OCDE), principalmente los Estados Unidosde América y los países de la Unión Europea(UE). La excepción es Brasil, que ha sido elprimer país en desarrollar un sector nacionalde biocombustibles económicamentecompetitivo, en gran parte basado en lacaña de azúcar. En los países de la OCDE losbiocombustibles han sido promovidos porpolíticas que apoyan y subsidian la produccióny el consumo; actualmente, esas políticas seestán aplicando también en varios paísesen desarrollo. El principal motor impulsorde las políticas nacionales de la OCDE hansido los objetivos de seguridad energética ymitigación del cambio climático mediantela reducción de las emisiones de gases deefecto invernadero, en conjunción con eldeseo de apoyar la agricultura y promoverel desarrollo rural. Estas preocupacionesno están disminuyendo; por el contrario, elcambio climático y la seguridad de la energíaen el futuro adquieren cada vez mayorrelevancia en las políticas internacionales. Sinembargo, el papel de los biocombustibles enla solución de estos problemas, comprendidaslas políticas adecuadas que deberán aplicarse,están siendo objeto de un examen másriguroso. Se plantean interrogantes sobre lacoherencia de las políticas actuales y algunosde los supuestos de base, mientras pasan aocupar el primer plano una serie de nuevaspreocupaciones.En primer lugar, las políticas que seestán aplicando son costosas. De hecho, lasestimaciones de las subvenciones actualesa los biocombustibles son elevadas si setiene en cuenta el papel todavía limitado deéstos en el suministro mundial de energía.Las estimaciones hechas por la IniciativaGlobal de Subsidios para la Unión Europea,los Estados Unidos de América y otros trespaíses de la OCDE (véase el Capítulo 3)sugieren un nivel total de apoyo al biodiésely el etanol en 2006 de unos 11 000 a 12 000millones de USD (Steenblik, 2007). En dólarespor litro, el apoyo oscila entre 0,20 dólaresUSD y un 1,00 dólar USD. Con el aumentode los niveles de producción y apoyo enmateria de combustibles, podrían aumentarlos costos. Aunque es posible argüir quelas subvenciones son solo de caráctertemporal, si ése es o no el caso dependeráevidentemente de la viabilidad económicaa largo plazo de los biocombustibles. Esto, asu vez, dependerá del costo de otras fuentesde energía, trátese de combustibles fósileso, a más largo plazo, de fuentes alternativasde energía renovable. Incluso si se tiene encuenta el alza reciente de los precios delpetróleo, entre los grandes productores soloel etanol producido en el Brasil a partir decaña de azúcar parece capaz de competirsin la ayuda de subvenciones con loscombustibles fósiles de contrapartida.Las subvenciones directas, empero,representan solamente el costo másevidente; otros costos ocultos son resultadode una asignación distorsionada derecursos a consecuencia del apoyo selectivoa los biocombustibles y la utilizaciónde instrumentos cuantitativos como losmandatos de mezcla. Durante decenios,en numerosos países de la OCDE las
  21. 21. E L E S T A D O M U N D I A L D E L A A G R I C U L T U R A Y L A A L I M E N T A C I Ó N 2 0 0 88subvenciones agrícolas y el proteccionismohan conducido a una asignación gravementedesacertada de los recursos a nivelinternacional, con grandes costos tanto paralos consumidores de los países de la OCDEcomo de los países en desarrollo. Se correel riesgo de que esta mala asignación derecursos se vea perpetuada y exacerbada porlas actuales políticas de los países de la OCDEen materia de biocombustibles.Otra dimensión de los costos, ademásdel costo total, está ligada a la eficacia conque se logren los objetivos declarados. Laspolíticas sobre biocombustibles a menudose justifican sobre la base de objetivosmúltiples y, a veces, contradictorios, yesta falta de claridad puede llevar aque se adopten políticas que no logransus objetivos o lo hacen solamente a uncosto muy elevado. Un ejemplo de elloes el alto costo de la reducción de lasemisiones de gases de efecto invernaderomediante la sustitución de energía fósil porbiocombustibles (Doornbosch y Steenblik,2007). Cada vez se cuestiona más la eficaciaen función de los costos de la reducción delas emisiones mediante el desarrollo de losbiocombustibles, particularmente si estosúltimos no están integrados en un marcomás amplio que abarque la conservaciónde la energía, las políticas en materia detransporte y el desarrollo de otras formas deenergía renovable.Igualmente, se ha comenzado a examinarcon mayor detenimiento la eficiencia técnicade los biocombustibles desde el punto devista de la reducción de las emisiones degases de efecto invernadero, en dependenciadel tipo de biocombustible y su origenen términos de cultivo y ubicación. Si setiene en cuenta la totalidad del proceso deproducción de los biocombustibles, y losposibles cambios en el uso de la tierra que senecesitarían para ampliar la producción demateria prima, podría alterarse de manerafundamental el balance supuestamentefavorable de los biocombustibles respecto delos gases de efecto invernadero. De hecho,investigaciones recientes dan a entender quela expansión en gran escala de la producciónde biocombustibles podría resultar enincrementos netos de las emisiones de gasesde efecto invernadero.Han comenzado a pasar a un primer planotambién otros problemas relacionados conla sostenibilidad ambiental. Efectivamente,aunque el uso de la bioenergía presentaventajas para el medio ambiente, suproducción también puede causar dañosecológicos. Los efectos de la expansiónde la producción de biocombustibles paralos recursos de tierras y aguas y para labiodiversidad son objeto de una atencióncada vez mayor, al igual que la cuestión decómo garantizar su sostenibilidad ambiental.En general, las políticas sobrebiocombustibles se han diseñado en marcosnacionales sin tener suficientemente encuenta sus consecuencias imprevistas anivel nacional e internacional. A medidaque se examinan más detenidamentelas repercusiones del desarrollo de losbiocombustibles para los países en desarrollo,entre los nuevos motivos de preocupaciónfigura el efecto negativo de los altos preciosde los alimentos, que en parte son resultadodel aumento de la competencia originadapor los biocombustibles en cuanto a recursosy productos agrícolas, para la pobreza y laseguridad alimentaria.Al mismo tiempo, el aumento de lademanda de biocombustibles puede ser unafuente de oportunidades para agricultoresy comunidades rurales de los países endesarrollo y, de esa manera, contribuir aldesarrollo rural. Sin embargo, su capacidadpara beneficiarse de esas oportunidadesdepende de la existencia de un entornopropicio. A nivel mundial, las actualespolíticas comerciales, caracterizadas poraltos grados de apoyo y protección, nofavorecen la participación de los paísesen desarrollo ni el establecimiento de unpatrón internacional eficaz de producciónde biocombustibles. A nivel nacional, losagricultores dependen en lo fundamentalde la existencia de un marco normativoadecuado y la infraestructura física einstitucional necesaria.En el informe se abordan con mayordetenimiento estos problemas a la luz de losnuevos datos.Mensajes fundamentales delinforme• La demanda de materias primasagrícolas para la producción debiocombustibles líquidos será un factor
  22. 22. B I O C O M B U S T I B L E S : P E R S P E C T I V A S , R I E S G O S Y O P O R T U N I D A D E S9acertadas. Para lograr un desarrollorural de base amplia es esencial que sedé prioridad a las necesidades de losgrupos de población más pobres y menosdotados de recursos.• Las consecuencias de los biocombustiblespara las emisiones de gases de efectoinvernadero –una de las principalesmotivaciones que subyacen al apoyo querecibe el sector de los biocombustibles–difieren según la materia prima, el lugar,la práctica agrícola y la tecnología deconversión. En muchos casos, el efectoneto es desfavorable. Las repercusionesmás importantes están determinadaspor los cambios en el uso de la tierra–por ejemplo, como resultado dela deforestación– a medida que seexpanden las zonas agrícolas parasatisfacer la creciente demanda dematerias primas para la producción debiocombustibles. Otros posibles efectosnegativos –para los recursos de tierrasy aguas y para la biodiversidad– tienenlugar principalmente como resultadode los cambios en el uso de la tierra. Laproducción acelerada de biocombustibles,impulsada por el apoyo a las políticas,aumenta considerablemente el riesgode que se produzcan cambios en granescala en el uso de la tierra, además deotras amenazas conexas para el medioambiente.• Es preciso armonizar enfoques a la horade evaluar los balances respecto de losgases de efecto invernadero y otrosefectos ambientales de la producción debiocombustibles si se aspira a lograr losresultados deseados. Los criterios para laproducción sostenible pueden contribuira mejorar los efectos ambientales de losbiocombustibles, pero deberán centrarseen los bienes públicos mundiales ybasarse en normas internacionalmenteconvenidas y no dejar a los países endesarrollo en situación de desventajapara competir. Los mismos productosagrícolas básicos no deben ser objetode un tratamiento diferente, según sevayan a utilizar para la producción debiocombustibles o con fines tradicionalescomo el consumo humano o laproducción de piensos.• Es probable que los biocombustibleslíquidos no sustituyan sino solo unade peso para los mercados agrícolas y laagricultura mundial durante el próximodecenio y tal vez más allá. La demandade materias primas para la producción debiocombustibles podría ayudar a invertirla tendencia a la baja que desde hacetiempo afecta a los precios reales delos productos básicos, creando así tantooportunidades como riesgos. Todos lospaíses deberán hacer frente a los efectosdel desarrollo de los biocombustibleslíquidos –independientemente de queparticipen o no directamente en esesector–, ya que todos los mercadosagrícolas se verán afectados.• El rápido aumento de la demanda dematerias primas para la producción debiocombustibles ha contribuido al alzade los precios de los alimentos, lo querepresenta una amenaza directa para laseguridad alimentaria de las personaspobres que son compradores netos dealimentos (en valor), tanto en las zonasurbanas como en las rurales. Una buenaparte de la población pobre del mundogasta en alimentos más de la mitad delos ingresos de sus hogares, e incluso enlas zonas rurales la mayoría de los pobresson compradores netos de alimentos. Senecesita establecer con urgencia redes deseguridad para proteger a las personasmás pobres y vulnerables del mundo ygarantizar su acceso a una alimentaciónadecuada. Ahora bien, esas redes deseguridad deberán estar bien orientadasy no obstruir la transmisión de las señalesde los precios a los productores agrícolas.• A largo plazo, el aumento de lademanda y de los precios de losproductos agrícolas básicos puede crearoportunidades de desarrollo agrícola yrural. Sin embargo, las oportunidadesde mercado no pueden superar lasbarreras sociales e institucionales quese interponen al crecimiento equitativo–con factores de exclusión como elgénero, el origen étnico y la faltade poder político– e incluso puedenreforzarlas. Además, no basta con queaumenten los precios de los productosbásicos; es urgente la necesidad deque se invierta en investigacionesque mejoren la productividad y lasostenibilidad, así como institucioneshabilitadoras, infraestructura y políticas
  23. 23. E L E S T A D O M U N D I A L D E L A A G R I C U L T U R A Y L A A L I M E N T A C I Ó N 2 0 0 810pequeña parte de los suministros deenergía a nivel mundial y por sí solos nopuedan eliminar nuestra dependenciade los combustibles fósiles. Se necesitarádemasiada tierra para producir materiaprima y, como resultado, no será posibledesplazar los combustibles fósiles enuna escala mayor. La introducción debiocombustibles de segunda generaciónproducidos a partir de materiaslignocelulósicas podrían ampliarconsiderablemente sus posibilidades,pero hasta donde puede preverse losbiocombustibles líquidos seguiránsuministrando solo una pequeña partede la energía para el transporte a nivelmundial y una porción aún más pequeñadel total de la energía mundial.• En la actualidad, en muchos paísesla producción de biocombustibleslíquidos no es económicamenteviable sin la ayuda de subvenciones,dadas las tecnologías existentes deproducción agrícola y elaboraciónde biocombustibles y los recientesprecios relativos de las materias primasde productos agrícolas y el petróleocrudo. La excepción más significativaes la producción de etanol a partirde la caña de azúcar en el Brasil. Lacompetitividad varía enormementesegún el biocombustible, la materiaprima y el lugar de producción de quese trate, y la viabilidad económica varíaen la misma medida en que los paíseshacen frente a los cambiantes precios demercado de los insumos y el petróleo, asícomo en virtud de avances tecnológicosen la propia industria. La innovacióntecnológica puede reducir los costos dela producción agrícola y la elaboraciónde biocombustibles. Las inversiones enmateria de investigación y desarrolloson de una importancia fundamentalpara el futuro de los biocombustiblesen tanto fuente sostenible, desde elpunto de vista económico y ambiental,de energía renovable. Ello es válidotanto en la esfera de la agronomía comoen la de las tecnologías de conversión.Las investigaciones y el desarrollo enmateria de tecnologías de segundageneración, en particular, podríanfortalecer considerablemente el papel delos biocombustibles en el futuro.• Las intervenciones normativas,especialmente en forma de subvencionesy los mandatos de mezcla debiocombustibles con combustiblesfósiles, son la causa principal de laprisa por producir biocombustibleslíquidos. Sin embargo, muchas de lasmedidas que se están aplicando tantoen países desarrollados como en paísesen desarrollo son de un elevado costodesde el punto de vista social, económicoy ambiental. La interacción entre laspolíticas en materia de agricultura,biocombustibles y comercio a menudoredunda en prácticas discriminatoriascontra los productores de materiasprimas para biocombustibles de paísesen desarrollo y hace que sean aúnmayores los obstáculos con que tropiezael surgimiento del sector de elaboracióny exportación de biocombustibles enlos países en desarrollo. Es necesarioexaminar las políticas actuales sobrebiocombustibles y sopesar detenidamentesus costos y consecuencias.• A fin de garantizar la sostenibilidadambiental, económica y social dela producción de biocombustibleses necesario emprender iniciativasnormativas en los siguientes ámbitosgenerales:– proteger a los pobres y a los quepadecen inseguridad alimentaria;– aprovechar las oportunidades dedesarrollo agrícola y rural;– garantizar la sostenibilidad ambiental;– examinar las políticas actuales sobrebiocombustibles;– asegurar el apoyo del sistemainternacional al desarrollo sosteniblede los biocombustibles.
  24. 24. B I O C O M B U S T I B L E S : P E R S P E C T I V A S , R I E S G O S Y O P O R T U N I D A D E S11En muchas partes del mundo la leña, el carbónvegetal y el estiércol, entre otras formastradicionales de biomasa, siguen siendoimportantes fuentes de energía. La bioenergíaes la fuente predominante de energía parala mayoría de los habitantes del mundoque viven en situación de extrema pobrezay usan ese tipo de energía principalmentepara cocinar. Gracias a la existencia detecnologías de conversión más avanzadasy eficientes, actualmente es posible extraerbiocombustibles, en forma sólida, líquiday gaseosa, de materiales como la madera,los cultivos y los desechos. En el presentecapítulo se ofrece un panorama general delos biocombustibles. ¿Qué son, cuáles son susposibilidades y qué consecuencias tienen parala agricultura? La atención se centrará, noobstante, en los biocombustibles líquidos parael transporte, que cada día adquieren mayorimportancia debido a la rapidez con que seexpande su uso.Tipos de biocombustiblesLos biocombustibles son portadores deenergía que almacenan la energía derivadade la biomasa2. Se puede utilizar una ampliagama de fuentes de biomasa para producirbioenergía en diversas formas. Por ejemplo,los alimentos, las fibras y los residuos demadera elaborada provenientes del sectorindustrial; los cultivos energéticos, los cultivosde rotación breve y los desechos agrícolasprovenientes del sector de la agricultura,tanto como los residuos provenientes delsector forestal, se pueden usar para generarelectricidad, calor, calor y energía combinadosy otras formas de bioenergía. De losbiocombustibles se puede decir que son unafuente de energía renovable, ya que son unaforma de energía solar transformada.2Para un examen de la terminología relacionada con losbiocombustibles, véase FAO (2004a).Los biocombustibles se pueden clasificarsegún la fuente y el tipo. Se derivande productos forestales, agrícolas ypesqueros o desechos municipales, asícomo de subproductos y desechos de la2. Biocombustibles y agricultura:panorama técnicoFIGURA 4Biocombustibles: desde la materiaprima hasta el uso finalRECURSOSPRODUCCIÓNPROCESADOCONSUMOMATERIAS PRIMASBIOCOMBUSTIBLESUSO FINALTierraAguaMano de obraSemillasNutrientesEnergía…TransporteCalefacciónElectricidad...Caña de azúcarRemolacha azucareraMaízTrigoColzaAceite de palmaJatrofaPasto varillaSauce...EtanolBiodiéselMadera combustibleCarbón vegetalBagazoBiogás...Fuente: FAO.
  25. 25. E L E S T A D O M U N D I A L D E L A A G R I C U L T U R A Y L A A L I M E N T A C I Ó N 2 0 0 812agroindustria, la industria alimentariay los servicios alimentarios. Pueden sersólidos, como la leña, el carbón vegetal ylos gránulos de madera; líquidos, como eletanol, el biodiésel y el aceite de pirólisis,o gaseosos, como el biogás.También se hace una distinción elementalentre biocombustibles primarios (sinelaborar) y secundarios (elaborados):• Los biocombustibles primarios, comola leña, las astillas y los gránulos demadera son aquellos en los que elmaterial orgánico se usa esencialmenteen su forma natural (tal como se hanrecogido). Este tipo de biocombustiblees de combustión directa y en generalse usa para satisfacer la demanda decombustible para cocinar o generarcalefacción o electricidad en aplicacionesindustriales en pequeña y gran escala.• Los biocombustibles secundarios enforma sólida (por ejemplo, el carbónvegetal), líquida (por ejemplo, el etanol,el biodiésel y el biopetróleo), o gaseosa(por ejemplo, el biogás, el gas desíntesis y el hidrógeno) pueden usarseen un número mayor de aplicaciones,como el transporte y procesosindustriales a altas temperaturas.Biocombustibles líquidos para eltransporte3A pesar de su volumen general limitado(véase la Figura 5), en años recientes hansido los biocombustibles líquidos para el3Esta sección se basa en GBEP (2007, págs. 2-10) y AIE(2004).Biomasa para la generación de calory energíaUna serie de recursos de biomasa seutilizan para generar electricidad ycalor mediante la combustión. Entreesos recursos figuran diversas formasde residuos, como los residuos de lasagroindustrias, los residuos que quedanen los campos de cultivo tras las cosechas,el estiércol, los residuos madereros deorigen forestal o industrial, los residuosde la industria alimentaria y del papel,los residuos sólidos urbanos, los fangoscloacales y el biogás proveniente de ladigestión de residuos agrícolas u otrosresiduos orgánicos. También se usancultivos propiamente energéticos, comoplantas perennes de corta rotación(eucalipto, álamo y sauce) y gramíneas(miscanto y pasto varilla).Se pueden emplear diferentes procesospara generar energía. La mayor parte dela electricidad derivada de la biomasase genera mediante un proceso de ciclode vapor: se quema la biomasa en unacaldera con el fin de generar vapor dealta presión que, al fluir por una serie decuchillas aerodinámicas, hace girar unaturbina, que a su vez pone en marchaun generador eléctrico conectadopara producir electricidad. También sepueden usar como combustible formascompactas de biomasa como los gránulosde madera y los aglomerados, mientrasque la biomasa también se puede quemarcon carbón en la caldera de una centraleléctrica convencional para generar vapory electricidad. Este último es actualmenteel método más eficiente en función delos costos para incorporar tecnologíasrenovables en la producción de energíapor métodos convencionales, ya que,en su mayor parte, es posible usar lainfraestructura de las centrales eléctricassin necesidad de mayores modificaciones.Biogás para la generación de calor yenergía y para el transporteDigestión anaeróbicaSe puede producir biogás mediantela digestión anaeróbica de alimentoso residuos animales por bacterias enentornos con muy baja concentración deoxígeno. El biogás resultante contiene unalto volumen de metano al igual que dedióxido de carbono, que se puede usarpara generar calor o electricidad en unmotor modificado de combustión interna.RECUADRO 1Otros tipos de biomasa para la generación de calor y energía y para el transporte
  26. 26. B I O C O M B U S T I B L E S : P E R S P E C T I V A S , R I E S G O S Y O P O R T U N I D A D E S13mayoría de los casos, la materia vegetalse compone de celulosa, hemicelulosa ylignina; las dos primeras se pueden convertiren alcohol una vez convertidas en azúcar,aunque este procedimiento es más difícilque el de convertir almidón en azúcar.La conversión de residuos animales yestiércol en metano/biogás reportaconsiderables beneficios ambientales ypara la salud. El metano es un gas deefecto invernadero con un potencialde calentamiento global de 22 a 24veces más elevado que el del dióxido decarbono. Al atrapar y utilizar el metano,se evita su efecto invernadero. Además,el calor generado durante el proceso debiodigestión mata los patógenos presentesen el estiércol, mientras que el materialque queda al final del proceso constituyeun valioso fertilizante.GasificaciónLa biomasa sólida puede convertirse engas combustible o biogás mediante elproceso de gasificación. Los gasógenosde biomasa actúan mediante elcalentamiento de la biomasa en un mediocon una baja concentración de oxígenoy altas temperaturas, en que la biomasase descompone y emite un gas de síntesisinflamable y rico en energía o «singás».Este gas se puede quemar en una calderaconvencional o utilizarse en lugar degas natural en una turbina de gas paraponer en marcha generadores eléctricos.El biogás que se forma mediante lagasificación se puede filtrar para eliminarcompuestos químicos no deseados yse puede usar en sistemas eficientesde generación de energía de «ciclocombinado» que generan electricidadmediante la combinación de turbinas devapor y de gas.Biogás para el transporteEl biogás no tratado es inutilizable comocombustible para el transporte debidoa su bajo contenido de metano (60-70por ciento) y elevada concentración decontaminantes. No obstante, se puedetratar para eliminar el dióxido de carbono,el agua y el sulfuro de hidrógeno corrosivoy aumentar su contenido de metano(hasta más del 95 por ciento). Cuando essometido a compresión, el biogás tratadoposee propiedades similares a las del gasnatural comprimido, lo que lo hace aptopara su uso en el transporte.Fuente: basado en GBEP, 2007.transporte, producidos mayormente a partirde productos agrícolas y alimenticios básicoscomo materia prima, los que han conocidoun crecimiento más rápido. Los casos mássignificativos son los del etanol y el biodiésel.EtanolCualquier materia prima con un altocontenido de azúcar, o de ingredientes quese convierten en azúcar como el almidóno la celulosa, se puede usar para produciretanol. El etanol actualmente disponibleen el mercado de biocombustibles seproduce a partir de azúcar o de almidón.Los cultivos de azúcar comúnmente usadoscomo materia prima son la caña de azúcar, laremolacha azucarera y el sorgo azucarado.Entre las féculas que se usan comúnmentecomo materia prima se encuentran elmaíz, el trigo y la yuca. La manera mássimple de producir etanol es mediante lafermentación de biomasa con contenido deazúcar directamente convertible en etanol.En el Brasil y otros países tropicales queactualmente producen etanol, la materiaprima más ampliamente usada con ese fin esla caña de azúcar. En los países de la OCDEla mayor parte del etanol se produce a partirdel componente feculento de los cereales(aunque también se usa la remolachaazucarera), bastante fácilmente convertibleen azúcar. Sin embargo, estos productosfeculentos representan solo un pequeñoporcentaje de la masa vegetal total. En la
  27. 27. E L E S T A D O M U N D I A L D E L A A G R I C U L T U R A Y L A A L I M E N T A C I Ó N 2 0 0 814En la actualidad, no existe prácticamenteproducción comercial de etanol a partirde biomasa celulósica, pero se siguenrealizando investigaciones importantesen ese ámbito (véase la sección sobre losbiocombustibles de segunda generación, enlas páginas 20 y 21).El etanol puede mezclarse con gasolinao quemarse puro en motores de encendidopor chispa ligeramente modificados. Unlitro de etanol contiene aproximadamenteel 66 por ciento de la energía suministradapor un litro de petróleo, pero posee unnivel más elevado de octano y, mezcladocon gasolina para el transporte, mejorael rendimiento de esta última. Mejoraademás el consumo de combustible de losvehículos, con lo que se reduce la emisiónde monóxido de carbono, hidrocarburossin quemar y carcinógenos. No obstante,la combustión de etanol también provocauna reacción más fuerte con el nitrógeno dela atmósfera, lo que puede resultar en unaumento marginal de los gases de óxido denitrógeno. En comparación con la gasolina,el etanol contiene solo una cantidadínfima de azufre. Por tanto, la mezcla deetanol con gasolina ayuda a reducir elcontenido de azufre del combustible y,consiguientemente, reduce también lasemisiones de óxido de azufre, componentede la lluvia ácida y carcinógeno.BiodiéselEl biodiésel se produce a partir de lacombinación de aceite vegetal o grasaanimal con un alcohol y un catalizador pormedio de un proceso químico conocido comotransesterificación.Se puede extraer aceite para producirbiodiésel de casi cualquier cultivo oleaginoso;a nivel mundial las fuentes más popularesde biodiésel son, en Europa, la colza, y enel Brasil y los Estados Unidos de América, lasoja. En los países tropicales y subtropicalesse produce biodiésel a partir de aceite depalma, coco o jatrofa. En la producciónde biodiésel también se utilizan pequeñascantidades de grasa animal extraída delprocesamiento del pescado y otros animales.Comúnmente, del proceso de producción sederivan subproductos tales como la «torta»de frijoles aplastados (un tipo de pienso) y laglicerina. Como el biodiésel se puede producira partir de una amplia gama de aceites,los combustibles resultantes exhiben unamayor variedad de propiedades físicas, comoviscosidad y combustibilidad, que el etanol.El biodiésel puede mezclarse concombustible diésel tradicional o quemarsepuro en motores de encendido porcompresión. Su contenido de energía oscilaentre el 85 por ciento y el 95 por ciento delcontenido de energía del diésel, pero mejorala lubricidad de este último y aumenta elFuente: AIE, 2007.FIGURA 5Usos de la biomasa para la energía2% Transporte18% Uso industrial80% Uso residencial
  28. 28. B I O C O M B U S T I B L E S : P E R S P E C T I V A S , R I E S G O S Y O P O R T U N I D A D E S15índice de cetano, con lo que, en términosgenerales, uno y otro poseen un rendimientoanálogo. El mayor contenido de oxígenodel biodiésel facilita la combustión y reduceasí las emisiones de contaminantes delaire en partículas, monóxido de carbonoe hidrocarburos. Al igual que el etanol,el biodiésel contiene solo una cantidadinsignificante de azufre y reduce, por tanto,las emisiones de óxido de azufre de losvehículos.Aceite vegetal no modificadoEl aceite vegetal no modificado4es uncombustible potencial para motores diéselque se puede producir a partir de diversasfuentes, entre ellas los cultivos oleaginosos,como la colza, el girasol, la soja y la palma.También se pueden usar como combustible devehículos diésel el aceite de cocinar usado delos restaurantes y la grasa animal de desechode las industrias de elaboración de carne.Materias primas parabiocombustiblesExisten muchas fuentes de suministro debiomasa para la producción de energía,repartidas entre amplias y diversas zonasgeográficas. Todavía hoy, la mayor partede la energía obtenida a partir de biomasay usada como combustible se derivade subproductos o coproductos de laelaboración de alimentos, forrajes y fibras.Por ejemplo, los principales subproductosde las industrias forestales se emplean paraproducir leña y carbón vegetal, a la vez queel licor negro (subproducto del pulpeo) esuna fuente importante de combustible parala generación de bioelectricidad en paísescomo Brasil, Canadá, Estados Unidos deAmérica, Finlandia y Suecia. Una cantidadconsiderable de calor y energía se deriva dela biomasa forestal recuperada o reciclada yde la biomasa derivada de tierras de cultivo(paja y tallos de algodón) y tierra forestal(astillas y gránulos) se recuperan cantidadescada vez mayores de energía. En los paísesproductores de azúcar o café, el bagazo decaña y la cáscara del café se utilizan para lacombustión directa y para producir calor,energía y vapor.4También conocido como aceite vegetal puro.En términos de bioenergía, sin embargo,el ámbito de mayor crecimiento durantelos últimos años ha sido el de la producciónde combustibles líquidos para el transportea partir de cultivos agrícolas como materiaprima. En su mayor parte, han adquiridola forma de etanol, producido a partir decultivos de azúcar o almidón, o de biodiéselderivado de cultivos oleaginosos.Como se muestra en la Figura 6, se puedeusar toda una gama de cultivos como materiaprima para producir etanol y biodiésel. Noobstante, en su mayor parte, la producciónmundial de etanol se deriva de la cañade azúcar o el maíz; en el Brasil, el mayorporcentaje de la producción de etanol sederiva de la caña de azúcar, y en los EstadosUnidos de América, del maíz. Entre otroscultivos importantes se cuentan la yuca, elarroz, la remolacha azucarera y el trigo. Enel caso del biodiésel, las materias primas demayor popularidad son la colza en la UniónEuropea, la soja en los Estados Unidos deAmérica y el Brasil, y los aceites de palma ycoco en los países tropicales y subtropicales.Biocombustibles y agriculturaLa expansión y el crecimiento actuales delos mercados energéticos, como resultadode la aplicación en el pasado decenio enla mayoría de los países desarrolladosy varios países en desarrollo de nuevaspolíticas energéticas y ambientales, estánreconfigurando el papel de la agricultura.Más importante aún es el papel cadavez mayor de ese sector como proveedorde materia prima para la producción debiocombustibles líquidos para el transporte,en particular etanol y biodiésel. Labioenergía moderna constituye una nuevafuente de demanda de productos agrícolas,por lo que abre perspectivas de generaciónde ingresos y creación de empleos. Al mismotiempo, genera una competencia cadavez más fuerte por los recursos naturales,particularmente la tierra y el agua, sobretodo a corto plazo, si bien a la larga elaumento de los rendimientos podría mitigardicha competencia. La competencia por latierra se convierte en un problema sobretodo cuando algunos de los cultivos (porejemplo, el maíz, el aceite de palma y lasoja), que actualmente se cosechan para
  29. 29. E L E S T A D O M U N D I A L D E L A A G R I C U L T U R A Y L A A L I M E N T A C I Ó N 2 0 0 816producir alimentos y pienso, se destinan a laproducción de biocombustibles, o cuando seconvierten tierras agrícolas orientadas haciala producción de alimentos en tierras paraproducir biocombustibles.Actualmente, cerca del 85 por ciento dela producción mundial de biocombustibleslíquidos está representada por el etanol(Cuadro 1). Los dos mayores productores deetanol, Brasil y Estados Unidos de América,dan cuenta de casi el 90 por ciento de laproducción mundial, cuyo 10 por cientorestante se reparte entre Canadá, China,la Unión Europea (principalmente Franciay Alemania) y la India. La producción debiodiésel se concentra principalmente en laUnión Europea (a la que corresponde cercadel 60 por ciento del total), mientras quelos Estados Unidos de América aportan unacontribución considerablemente menor. Enel Brasil, la producción de biodiésel es unfenómeno más reciente y el volumen de laproducción sigue siendo limitado. Entre otrosproductores importantes de biodiésel cabemencionar China, la India, Indonesia y Malasia.Existen amplias diferencias entre loscultivos en lo que respecta al rendimientode biocombustible por hectárea, endependencia tanto de la materia prima yel país como del sistema de producción,tal como se ilustra en el Cuadro 2. Estasvariaciones se deben lo mismo a diferenciasen los rendimientos por hectárea decultivos y países que a diferencias entre losFIGURA 6Conversión de materias primas agrícolas en biocombustibles líquidosFuente: FAO.Caña de azúcarRemolacha azucareraSorgo dulceCULTIVOS DE AZÚCARPasto varillaMiscantoSauceÁlamoTallos triturados de las cosechasMATERIALES CELULÓSICOSETANOLFermentacióny destilaciónSacarificación,fermentacióny destilaciónExtraccióny esterificaciónBIODIÉSELMaízTrigoCebadaCentenoPatatas (papas)YucaCULTIVOS FECULENTOSColzaPalma de aceiteSojaGirasolManíJatrofaCULTIVOS OLEAGINOSOS
  30. 30. B I O C O M B U S T I B L E S : P E R S P E C T I V A S , R I E S G O S Y O P O R T U N I D A D E S17cultivos en cuanto a su eficiencia en materiade conversión. Ello supone diferenciasconsiderables respecto de las necesidadesde tierra para aumentar la producción debiocombustibles en dependencia del cultivoy el lugar. Actualmente, la producción deetanol a partir de la caña de azúcar o laremolacha azucarera exhibe los rendimientosmás altos, con Brasil a la cabeza de los paísesque producen etanol a partir de la caña deazúcar en lo que se refiere al rendimientode biocombustible por hectárea, seguidode cerca por la India. Los rendimientos porhectárea son algo más bajos en el caso delmaíz, aunque con marcadas diferenciasentre éstos; por ejemplo, en China y losEstados Unidos de América. Los datosque se muestran en el Cuadro 2 reflejansolamente los rendimientos técnicos. Lo quecuesta producir biocombustibles a partir dediferentes cultivos en diferentes países puedeseguir patrones muy diferentes. Este aspectose examina más adelante en el Capítulo 3.Ciclo de vida de los biocombustibles:balances energéticos y emisiones degases de efecto invernaderoDos de las principales fuerzas impulsorasde las políticas encaminadas a promoverel desarrollo de los biocombustibles hansido las preocupaciones sobre la seguridadenergética y el deseo de reducir las emisionesde gases de efecto invernadero. Como mismodiferentes cultivos muestran diferentesrendimientos en términos de biocombustiblepor hectárea, existen grandes variaciones entérminos de balance de energía y emisión degases de efecto invernadero entre materiasprimas, lugares y tecnologías.La contribución de cada biocombustibleal suministro de energía depende tanto delcontenido energético del combustible comode la energía que se gasta en producirlo.Esta última comprende la energía necesariapara cultivar y cosechar la materia prima,convertirla en biocombustible y transportarlajunto con el biocombustible derivado deella en las diversas fases de su produccióny distribución. El balance de energía fósilexpresa la proporción entre la energíacontenida en el biocombustible y la energíafósil empleada en su producción. Un balancede energía fósil de 1,0 significa que senecesita tanta energía para producir un litrode biocombustible como energía contengaéste; en otras palabras, el biocombustible encuestión no supone ni ganancias ni pérdidasnetas de energía. Un balance de energíade combustible fósil de 2,0 significa que unlitro de biocombustible contiene el doble dela energía que se necesita para producirlo.Los problemas con que tropieza la evaluaciónCUADRO 1Producción de biocombustibles por países, 2007PAÍS/GRUPO DEPAÍSESETANOL BIODIÉSEL TOTAL(Millones delitros)(emtp)(Millones delitros)(emtp)(Millones delitros)(emtp)Brasil 19 000 10,44 227 0,17 19 227 10,60Canadá 1 000 0,55 97 0,07 1 097 0,62China 1 840 1,01 114 0,08 1 954 1,09India 400 0,22 45 0,03 445 0,25Indonesia 0 0,00 409 0,30 409 0,30Malasia 0 0,00 330 0,24 330 0,24Estados Unidosde América26 500 14,55 1 688 1,25 28 188 15,80Unión Europea 2 253 1,24 6 109 4,52 8 361 5,76Otros 1 017 0,56 1 186 0,88 2 203 1,44Mundo 52 009 28,57 10 204 7,56 62 213 36,12Nota: Los datos presentados pueden haber sido redondeados.Fuente: Basado en F.O. Licht, 2007, datos provenientes de la base de datos OCDE-FAO AgLink-Cosimo.
  31. 31. E L E S T A D O M U N D I A L D E L A A G R I C U L T U R A Y L A A L I M E N T A C I Ó N 2 0 0 818precisa de los balances de energía se derivande la dificultad de definir claramente loslímites del sistema para el análisis.En la Figura 7 se resumen los resultadosde varios estudios sobre balances de energíafósil de diferentes tipos de combustible, deacuerdo con la información proporcionadapor el Instituto de la Vigilancia Mundial(2006). En ella se revelan amplias variacionesentre los balances estimados de energíafósil de materias primas y combustibles y,a veces, entre combinaciones de materiasprimas y combustibles, en función de factorescomo la productividad de la materia prima,las prácticas agrícolas y las tecnologías deconversión.La gasolina y el diésel convencionalesposeen balances de energía fósil deaproximadamente 0,8-0,9, por cuanto unaparte de la energía se consume en refinarel crudo para convertirlo en combustibleutilizable y transportarlo a los mercados. Losbiocombustibles con un balance de energíafósil superior a esos valores contribuyen areducir la dependencia de los combustiblesfósiles. Al parecer, todos los combustiblesfósiles aportan una contribución positivaa ese respecto, si bien en grados quevarían considerablemente. Los balancesestimados de combustible fósil del biodiéseloscilan entre 1 y 4 para la colza y la soja.Los balances estimados para el aceite depalma, de alrededor de 9, son más elevados,ya que otras semillas oleaginosas debenser trituradas para extraer el aceite, faseadicional de conversión que requiereenergía. En el caso del etanol elaboradoa base de cultivos, los balances estimadososcilan entre menos de 2,0 para el maíz y 2 a8 para la caña de azúcar. El balance favorablede energía fósil del etanol elaborado a partirde la caña de azúcar, como es el caso en elCUADRO 2Rendimientos de los biocombustibles para diferentes materias primas y paísesCULTIVOESTIMACIONESMUNDIALES/NACIONALESBIOCOM-BUSTIBLERENDIMIENTODEL CULTIVOEFICIENCIA DE LACONVERSIÓNRENDIMIENTO DELBIOCOMBUSTIBLE(Toneladas/ha) (Litros/tonelada) (Litros/ha)Remolacha azucarera Mundial Etanol 46,0 110 5 060Caña de azúcar Mundial Etanol 65,0 70 4 550Yuca Mundial Etanol 12,0 180 2 070Maíz Mundial Etanol 4,9 400 1 960Arroz Mundial Etanol 4,2 430 1 806Trigo Mundial Etanol 2,8 340 952Sorgo Mundial Etanol 1,3 380 494Caña de azúcar Brasil Etanol 73,5 74,5 5 476Caña de azúcar India Etanol 60,7 74,5 4 522Palma de aceite Malasia Biodiésel 20,6 230 4 736Palma de aceite Indonesia Biodiésel 17,8 230 4 092MaízEstados Unidosde AméricaEtanol 9,4 399 3 751Maíz China Etanol 5,0 399 1 995Yuca Brasil Etanol 13,6 137 1 863Yuca Nigeria Etanol 10,8 137 1 480SojaEstados Unidosde AméricaBiodiésel 2,7 205 552Soja Brasil Biodiésel 2,4 205 491Fuentes: Rajagopal et al., 2007, para los datos mundiales; Naylor et al., 2007, para los datos nacionales.
  32. 32. B I O C O M B U S T I B L E S : P E R S P E C T I V A S , R I E S G O S Y O P O R T U N I D A D E S19Brasil, depende no solo de la productividadde la materia prima, sino también delhecho de que su elaboración supone eluso de residuos de biomasa de la caña deazúcar (bagazo) como aporte energético.La variedad de los balances estimados decombustible fósil de las materias primascelulósicas es más amplia aún, lo que esreflejo de la incertidumbre en relación conesta tecnología y la diversidad de materiasprimas y sistemas de producción posibles.De manera similar, el efecto neto delos biocombustibles para las emisiones degases de efecto invernadero puede variarconsiderablemente. Los biocombustiblesse elaboran a partir de biomasa; en teoría,por tanto, deben ser neutrales por lo quese refiere a las emisiones de dióxido decarbono, ya que durante su combustiónse libera de nuevo a la atmósfera solo elcarbono captado por la planta durante sucrecimiento, a diferencia de los combustiblesfósiles, que liberan el carbono almacenadodurante millones de años debajo de lasuperficie de la tierra. Sin embargo, alevaluar el efecto neto de un determinadoFIGURA 7Gamas estimadas de balances de energía fósil de determinados tiposde combustibleFuentes: Basado en Instituto de la Vigilancia Mundial, 2006,Cuadro 10.1; Rajagopal y Zilberman, 2007.Nota: Las proporciones de los biocombustiblescelulósicos son teóricas.ETANOLBIODIÉSELDIÉSELCOMBUSTIBLE MATERIA PRIMACrudoGASOLINACrudoColzaSojaResiduos deaceite vegetalAceite de palmaSorgo dulceMaízRemolachaazucareraTrigoCaña de azúcarCelulósicoBalance de energía fósil (proporción)0 2 3 4 5 6 7 8 9 101
  33. 33. E L E S T A D O M U N D I A L D E L A A G R I C U L T U R A Y L A A L I M E N T A C I Ó N 2 0 0 820biocombustible para las emisiones de gasesde efecto invernadero es menester analizarlas emisiones a lo largo del ciclo de vidadel biocombustible: sembrar y cosecharel cultivo; convertir la materia prima enbiocombustible; transportar la materia primay el combustible final, y almacenar, distribuiry vender al por menor el combustible,incluidos los efectos de alimentar concombustible un vehículo y las emisionescausadas por la combustión. Además, esnecesario tener en cuenta cualquier posiblecoproducto que pueda reducir las emisiones.Es evidente, por tanto, que los balancesde energía fósil son solo uno de los variosfactores que determinan el efecto de losbiocombustibles para las emisiones. Entre losfactores decisivos relacionados con el procesode producción agrícola figuran el uso defertilizantes y plaguicidas, la tecnologíade riego y el tratamiento de los suelos. Loscambios en el uso de la tierra asociados conel auge de la producción de biocombustiblespueden tener repercusiones considerables.Por ejemplo, la conversión de terrenosforestales en tierras de cultivos destinadosa la producción de biocombustibles o decultivos agrícolas desplazados de otras tierraspor materias primas para biocombustiblespuede liberar grandes cantidades de carbonoque tomaría años recuperar mediante lareducción de las emisiones que resultede la sustitución de biocombustibles porcombustibles fósiles. En el Capítulo 5 seaborda con mayor profundidad la relaciónentre los biocombustibles y las emisiones degases de efecto invernadero y se examinanlas pruebas de que los efectos de losbiocombustibles para el cambio climáticopueden variar y no necesariamente serpositivos, o tan positivos como en principiono pocas veces se asume.Biocombustibles líquidos desegunda generación5Los biocombustibles líquidos producidosactualmente a partir de cultivos de azúcaro almidón (en el caso del etanol) y cultivosde semillas oleaginosas (en el caso delbiodiésel) generalmente se denominan5Esta sección se basa en GBEP (2007), AIE (2004) y Rutz yJanssen (2007).biocombustibles de primera generación.Una segunda generación de tecnologíasen fase de desarrollo podría permitirutilizar, además, biomasa lignocelulósica.La biomasa celulósica es más resistente a latrituración que el almidón, el azúcar y losaceites. La dificultad de convertir biomasacelulósica en combustibles líquidos encarecela tecnología de conversión, si bien elcosto de la materia prima celulósica comotal es inferior al de las materias primas deprimera generación actuales. La conversiónde la celulosa en etanol supone dos fases:primero los componentes de celulosa yhemicelulosa de la biomasa se descomponenen azúcares y, luego, éstos se fermentanpara obtener etanol. La primera fase resultacompleja desde el punto de vista técnico,aunque prosiguen las investigaciones sobrela elaboración de métodos eficientes yrentables de ejecutar el proceso.Dado que la biomasa celulósica esel material biológico que más abundaen la tierra, el desarrollo exitoso de losbiocombustibles de segunda generacióncomercialmente viables, elaborados a partirde celulosa, podría redundar en un aumentoconsiderable del volumen y la variedadde materias primas factibles de ser usadasen la producción de esos biocombustibles.Los desechos de celulosa, en particular losproductos de desecho de la agricultura(paja, escobajos, hojas) y la silvicultura,los desechos de procesos de elaboración(cáscaras de nuez, bagazo de caña deazúcar y aserrín) y las partes orgánicas delos desperdicios municipales) podrían todosconvertirse en fuentes posibles de materiaprima. No obstante, es importante tener encuenta la función decisiva que desempeñala descomposición de la biomasa en elmantenimiento de la fertilidad y la texturadel suelo; el exceso de extracciones para suuso como fuente de bioenergía podría tenerefectos negativos.Los cultivos celulósicos destinados a laproducción de energía ofrecen perspectivasprometedoras como fuente de materia primapara las tecnologías de segunda generación.Entre los cultivos posibles de este tipo figuranlas plantas leñosas de rotación breve, comoel sauce, los álamos y los eucaliptos híbridos yespecies gramíneas como el miscanto, el pastovarilla y el alpiste arundinácea. Estos cultivosposeen ventajas importantes respecto de los
  34. 34. B I O C O M B U S T I B L E S : P E R S P E C T I V A S , R I E S G O S Y O P O R T U N I D A D E S21cultivos de primera generación en cuantoa su sostenibilidad ambiental. Comparadoscon el almidón convencional y las plantasoleaginosas, pueden producir más biomasapor hectárea de tierra, ya que se puedenusar íntegramente como materia prima parasu conversión en biocombustible. Además,algunas perennes de crecimiento rápido,como las plantas leñosas de rotación brevey los pastos altos, crecen a veces en suelospobres y degradados en los que la producciónde cultivos alimentarios no es óptima a causade la erosión y otras limitaciones. Ambosfactores podrían reducir la competencia porla tierra para la producción de alimentos ypiensos. En cuanto a las desventajas, variasde estas especies se consideran invasivas ocon posibilidades de serlo y podrían tenerefectos negativos para los recursos hídricos, labiodiversidad y la agricultura.Las materias primas y los biocombustiblesde segunda generación podrían tambiénofrecer ventajas en lo que respecta a lareducción de las emisiones de gases de efectoinvernadero. La mayoría de los estudiospronostican que los combustibles avanzadosque en un futuro se produzcan a partirde cultivos perennes y residuos leñosos yagrícolas podrían reducir espectacularmenteel ciclo de vida de las emisiones de gases deefecto invernadero en comparación con loscombustibles derivados del petróleo y losbiocombustibles de primera generación. Ellose debe tanto a los mayores rendimientos deenergía por hectárea como al tipo diferentede combustible que se usa en el procesode conversión. En el actual proceso deproducción del etanol, la energía utilizadaen su elaboración proviene en casi todoslos casos de combustibles fósiles (con laexcepción del etanol elaborado a partirde la caña de azúcar en el Brasil, donde lamayor parte de la energía necesaria para laconversión proviene del bagazo de caña). Enel caso de los biocombustibles de segundageneración, la energía para su elaboraciónpodría extraerse de los desechos de lasplantas (fundamentalmente lignina).Aunque la biomasa celulósica es más difícilde triturar para convertirla en combustibleslíquidos, también es más fácil de manipular,lo que contribuye a reducir sus costos demanipulación y mantener su calidad, encomparación con los cultivos alimentarios.También es más fácil de almacenar,especialmente en comparación con loscultivos de azúcar, ya que es resistente aldeterioro. Por otro lado, en ocasiones labiomasa celulósica puede ser voluminosa, loque hace necesaria una infraestructura deltransporte bien desarrollada para su entregaa las plantas procesadoras tras la cosecha.Aún será necesario superar algunosretos tecnológicos considerables parahacer comercialmente competitiva laproducción de etanol a partir de materiasprimas lignocelulósicas. Todavía no se sabecuándo la conversión de biomasa celulósicaen combustibles avanzados estará encondiciones de aportar una proporciónconsiderable de los combustibles líquidosdel mundo. Existen actualmente en todoel mundo varias plantas procesadorasexperimentales o de demostración, que obien ya funcionan o bien están en fase dedesarrollo. La rapidez con que se expandanlos métodos bioquímicos y termoquímicosde conversión dependerá del desarrollo yel éxito de los proyectos experimentalesactualmente en curso y la financiaciónsostenida de las investigaciones, así comode los precios mundiales del petróleo y lasinversiones en el sector privado.En resumen, los biocombustibles desegunda generación elaborados a partir dematerias primas lignocelulósicas presentanun cuadro completamente diferente encuanto a sus repercusiones para la agriculturay la seguridad alimentaria. Podría usarse unamayor variedad de materias primas, ademásde los cultivos agrícolas que se utilizanactualmente con las tecnologías de primerageneración, y con mayores rendimientos deenergía por hectárea.También variarán sus efectos para losmercados de productos básicos, los cambiosen el uso de la tierra y el medio ambiente, asícomo su influencia en las futuras tecnologíasde producción y conversión (véase elRecuadro 2).Posibilidades en materia debioenergía¿Cuáles son las posibilidades en materia deproducción de bioenergía? Las posibilidadestécnicas y económicas de la bioenergía debenexaminarse en el contexto de las crisis y lastensiones cada vez más pronunciadas que

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