Your SlideShare is downloading. ×
Como diferenciar minha empresa
Upcoming SlideShare
Loading in...5
×

Thanks for flagging this SlideShare!

Oops! An error has occurred.

×

Introducing the official SlideShare app

Stunning, full-screen experience for iPhone and Android

Text the download link to your phone

Standard text messaging rates apply

Como diferenciar minha empresa

875
views

Published on


0 Comments
0 Likes
Statistics
Notes
  • Be the first to comment

  • Be the first to like this

No Downloads
Views
Total Views
875
On Slideshare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
1
Actions
Shares
0
Downloads
0
Comments
0
Likes
0
Embeds 0
No embeds

Report content
Flagged as inappropriate Flag as inappropriate
Flag as inappropriate

Select your reason for flagging this presentation as inappropriate.

Cancel
No notes for slide

Transcript

  • 1. Artigo ainda não publicadoComo diferenciar minha empresa e retera atenção de investidores e analistas?A falta de objetividade é uma verdadeira praga das apresentações àinvestidores e reuniões Apimec. Acredite: os profissionais de RIbrilhariam muito mais se fossem direto ao ponto. Por Valter Faria *Certo dia fui chamado em caráter de emergência pelo CEO de uma grande empresa queestava realizando uma vultosa emissão de ações. O problema dele? Ele tinha em mãosuma apresentação com dezenas de slides, mas só dispunha de meros 20 minutos paramostrá-la a uma seleta e exigente audiência de investidores e analistas internacionais.Poucos dias depois acabamos com apenas 10 slides. Parece pouco, mas eles continhamtudo que era necessário para o executivo mostrar as forças e vantagens competitivas desua empresa e o potencial de geração de riqueza contida em seus planos de negócio. Apergunta que fica no ar é: por que sua equipe interna não apresentou os 10 slides desdeo começo? Em geral, porque confundem a quantidade de slides com a qualidade daapresentação. Recomendo a concisão. Quanto menos, melhor. A regra de ouro é exporas idéias em poucas palavras - ou, melhor, no mínimo de slides possível. Isso significa irdireto ao ponto, ser exato, preciso nas informações e orientar a lógica que norteia suaconclusão. A falta de concisão é um problema coletivo. As empresas perdem horas emais horas em reuniões que poderiam ser resolvidas rapidamente. Por outro lado, todosos investidores e analistas atualmente estão saturados pela sobrecarga de informações epelas inúmeras opções de investimento. Ninguém mais tem tempo para apresentaçõesde duas horas. O tempo tornou-se um bem valiosíssimo no meio corporativo e nomercado de capitais, onde em minutos podem ser tomar decisões que envolvem ganhosou perdas importantes. A última coisa que um grande investidor, um analista ou umexecutivo de banco de investimentos quer é um encontro com um Executivo de Relaçõescom Investidores1 (ERI) que comparece munido de toneladas de dados e informaçõespara mostrar quão preparada e profissional é sua empresa.Lamento informar, mas o tiro sairá pela culatra. Em outraspalavras, em vez de impressionar, o executivo poderá estardepreciando sua empresa e sua atuação profissional porquedesperdiçará o tempo e a paciência de todos. Parta do princípiode que o investidor vai lhe agradecer a informação que nãorecebeu. Isso mesmo: a informação que não recebeu. Sabe queinformação é essa? A desnecessária, a que não agrega nenhumvalor à sua análise, a que tomaria inutilmente seu tempo e nãoera vital para sua tomada de decisão. Pense na figura da agulhano palheiro. O palheiro é a informação desnecessária e a agulhaé a informação vital. Como se chega lá? Veja a seguir minhasugestão de metodologia:1 Executivos que atuam como porta-vozes das empresas diante de investidores, analistas e imprensa especializadas. Nasempresa são considerados como ERI os seguintes executivos: CEO, o CFO, o Diretor e o Gerente de Relações comInvestidores.
  • 2. Artigo ainda não publicadoO ERI detém o conhecimento: Essa é a boa notícia. O queimporta está à mão, ou melhor, na cabeça, a cabeça do ERI.Podemos garantir que não está nos dados, nas planilhas, nosrelatórios sem fim. Mais especificamente, está no que o ERIpensa dos mesmos. Estou falando de conhecimento: asconclusões, a visão e os rumos a tomar sobre o tema em pauta.Não se debruce inutilmente sobre dados, informações eavaliações macroeconômicas de sua empresa, do setor edo país. Todos investidores e analistas transitamdiariamente por eles e estão mais que familiarizado com osmesmos. Extraia com disciplina seus pensamentos, suas percepções eexpectativas sobre sua empresa e coloque-os no papel. Estabeleça o DNA de sua mensagem: Como no corpo humano, necessariamente deve haver um DNA que traga a essência da mensagem de investimento de sua empresa e esteja presente em todas as partes da apresentação, garantindo consistência ao todo. Uma dica: a maior chance de estabelecer nesse estágio o DNA é concentrar-se na conclusão, no objetivo, na direção para onde você quer conduzir os investidores e analistas. É nessas zonas que certamente estará residindo o DNA.Esqueça os detalhes: A segunda boa notícia é que as etapas anteriores são as maisimportantes do processo. Só que o trabalho continua. Pensamentos e anotaçõesprecisam ser organizados. Eles ainda são o que chamamos de conhecimento nãoestruturado. Portanto, vamos à próxima fase. Primeiro, organize tudo em blocos, nãotrabalhe em detalhes. Em seguida, selecione apenas os blocos relevantes e confirase você não deixou de incluir algum. Atenção: estou falando de relevância muito antes de envolver o PowerPoint. Isso vai te poupar muita energia, pois você só gastará tempo montando a apresentação com conteúdo de fato relevante. Tenho testemunhado muitos ERI se preocuparem com a qualidade da informação somente quando já estão no ambiente do PowerPoint. Perdem, assim, um tempo preciosíssimo ao descartar slides que consumiram muito trabalho para serem montados!Trabalhando o conteúdo: Chegou a hora deincluir dados e informações. Mas, cuidado, sóinteressam aqueles que efetivamente dãosustentação aos blocos, às suas conclusões. Emoutras palavras, seja rigorosamente seletivo.Muitos executivos adoram inundar perigosamenteesse momento com muita coisa desnecessária.Lembre-se: a regra é a concisão. Isso não significaque você não precise estudar os dados. Tenha-osna ponta da língua caso seja indagado.
  • 3. Artigo ainda não publicadoOrganize os blocos: Entramos na etapa crítica, a seqüência lógica dos blocos. Éfundamental que se vá direto ao ponto, sem rodeios. Esqueça o pensamento linear desua época de ensino fundamental, aquele que pregava a seqüência de índice, introdução,observações iniciais, descrição do conteúdo, comentários finais e conclusão. Isso nãoserve mais para o mundo corporativo atual, muito menos para o mercado de capitais. Nãoexiste paciência e tempo para tal. Não faça seus investidores irem concluindo, em doseshomeopáticas, onde você quer chegar ao longo de uma demorada exposição. Adote opensamento estrutural: posicione seus investidores desde o início sobre as vantagens deinvestir em sua empresa e fazê-lo nesse momento, e sustente essa conclusãosolidamente durante a apresentação. Conheça sua platéia: As audiências são diferentes, cada uma tem sua linguagem e você deve adequar sua abordagem para os diferentes momentos, culturas e linguagens. A abordagem a ser utilizada na próxima semana para uma audiência de investidores internacionais pode ser muito diferente da abordagem a ser feita hoje para uma audiência de investidores nacionais. Procure conhecer com o máximo possível de antecedência as características das mesmas e adapte aterminologia. Você certamente terá pouca chance de pesquisar profundamentemúltiplas audiências, portanto, um bom caminho é informar-se sobre os mercadose perfis dos investidores. São indicadores quase sempre acessíveis e de grandeimpacto no direcionamento da sua mensagem de investimento.Outro ponto a lembrar é que a atenção é um dos recursos mais escassos da atualidade.Como já dissemos, sua audiência estará literalmente saturada, e, se você não sacudi-lanos primeiros dois minutos, ela simplesmente não lhe dará ouvidos. Isso se resolvesendo criativo, ousado, impetuoso. Arrisque-se! A ausência dessas iniciativas temresultado certo: uma platéia desatenta.Finalmente, o PowerPoint: Chegamos à mídia que vai expressar o trabalhodesenvolvido até agora. Sugiro seguir quatro regras básicas: 1. Use o mínimo de textos por slide (três ou quatro frases curtas, no máximo); 2. Esqueça a transição de slide (cada slide com um movimento diferente não é recomendável); 3. Prefira cores em tons agradáveis e que estejam alinhadas com sua identidade corporativa (de preferência siga a identidade visual de seu Relatório Anual em todas as apresentações do ano seguinte). As cores são um detalhe importante. Use as mesmas para toda a apresentação. Telas multicoloridas cansam, poluem e estragam a harmonia que se quer dar ao conteúdo. 4. Na hora da animação, aplique o mesmo conceito para toda a apresentação. Procure variar o mínimo. Seja o mais visual possível para facilitar a tarefa de absorção e compreensão da audiência. Para tanto, use imagens (evite a utilização de ícones) que hoje são facilmente acessíveis pela Internet em programas de busca, como Google, Yahoo! e semelhantes. Não crie slides visualmente poluídos. Você levará a audiência a tentar lê-los em vez de prestar atenção em você. Uma apresentação é para ancorar seu discurso e não para ser lida!!
  • 4. Artigo ainda não publicadoComprima ainda mais: Terminado o trabalho noPowerPoint, faça uma última tentativa de compressãodo conteúdo. Verifique se há espaço para maisconcisão preservando o entendimento. Pode nãoparecer, mas você sempre encontrará o que cortar. Oprincípio básico desse processo é não comprometerjamais a clareza do conteúdo. Isso é prioridade em todos os momentos desse trabalho.Não existe a menor possibilidade de alguém aderir a suas propostas sem entendê-laspreviamente.Enfim, chegou o momento da apresentação: Procure marcar a apresentação pelamanhã, pois há a chance de seus investidores estarem com cabeça fresca, os mercadosainda estarão fechados ou em seu início de atividades e, portanto, poderão lhe dar maioratenção. Geralmente depois do almoço as pessoas estão sonolentas e no final do dia elas estarão saturadas pelos problemas cotidianos e por operações em andamento, portanto, sua efetividade seguramente será menor. Leve backup de tudo e procure chegar ao local da apresentação com uma hora de antecedência para checar o equipamento, a sala, as tomadas e conexões, a iluminação, etc., pois a “lei de Murphy” está sempre rondando o ambiente das apresentações.Tenho procurado utilizar essa metodologia há vários anos com CEO’s, CFO’s e Diretoresde Relações com Investidores de grandes empresas. Minha experiência mostra que elagarante objetividade e foco às reuniões. Tenho certeza de que, se você usá-la em suapróxima apresentação, vai acabar antes do prazo concedido e, muito melhor, influenciarápositivamente a percepção de analistas e investidores sobre sua empresa e sobre seudesempenho pessoal. O elogio eu garanto!(*) Valter Faria é consultor de empresas, especialista em governança corporativa, relações cominvestidores e estratégia de comunicação financeira, com atividades acadêmicas pela FGV, FIA,BBS, Saint Paul, IBMEC-RJ e Anhembi-Morumbi. Atua pelo IBGC, CRA e Abrasca. Algumas dasempresas atendidas incluem: Vale, Petrobras, Braskem, Usiminas, Telebrás, Telefônica, Telemar,TIM, Arcelor, CSN, VCP e Klabin, entre outras.E-mail: v f a r i a @ v a l o r p . c o m . b r